sábado, 23 de novembro de 2013

Chicão tem lesão confirmada, mas mantém esperança de jogar a final

Chicão viverá cinco dias de tensão até a final da Copa do Brasil. O zagueiro do Flamengo, que deixou o jogo de ida contra o Atlético Paranaense ainda no primeiro tempo, teve lesão muscular diagnosticada nesta sexta-feira e passará por tratamento intensivo. A escalação do beque será definida no máximo até terça-feira.
Os médicos rubro-negros comemoraram a possibilidade de recuperação do defensor, já que havia expectativa de que Chicão fosse vetado pela lesão no músculo posterior da coxa direita assim que os resultados dos exames saíssem. O ex-corintiano já iniciou tratamento em sua própria casa e dará sequência ao processo de recuperação nos próximos dias no CT Ninho do Urubu em período integral.
Para deixar a defesa mais entrosada em caso de veto a Chicão, o técnico Jayme de Almeida já projeta sequência à nova dupla titular. Wallace será mantido na equipe e deve ter a companhia de Samir. O jovem já entrou na vaga de Chicão no primeiro confronto com o Atlético-PR e enfrentará o Corinthians neste domingo, às 17 horas (de Brasília) no Maracanã.
A única baixa confirmada no time da Gávea é o volante Luiz Antônio, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Já André Santos, que também deixou o gramado da Vila Capanema mais cedo na decisão, não deve ser problema para Jayme. O lateral esquerdo torceu o tornozelo ao pisar em um buraco e deu vaga a João Paulo, mas apresentou boa recuperação e tem grandes chances de atuar.

JEC vira com gols em dois minutos e tira as chances do América-MG subir



A vontade do Joinville em deixar uma boa impressão para a torcida, no último jogo do time nesta Séri B em casa, prevaleceu sobre a necessidade do América-MG de vencer para seguir sonhando com o acesso. O time mineiro até saiu na frente no primeiro tempo, mas numa 'pane' de dois minutos, no segundo tempo, viu o JEC virar e sair vencedor, diante de 2.063 torcedores, cúmplices do jogo de pior público na Segundona. A vitória do 'eliminado' time catarinense faz os visitantes perderem as chances matemáticas de voltar à elite - mesmo se vencer na última rodada e os rivais de cima tropeçarem, o América-MG fica atrás pelo critério de desempate.
Apesar de assustar mais com a bola nos pés, com boas triangulações entre Bady, Kléber e Nikão, o América-MG chegou ao gol pelo alto. Depois de salvar em bom chute de Andrei, Oliveira nada pôde fazer na cabeçada certeira de César Lucena, aos 33 minutos, que fez os visitantes abrirem o placar. Sem criar muito na etapa inicial, o time da casa deixou o estoque de gols para o final. Em dois minutos, Edigar Junio, aos 27, e Vitor Hugo, contra, logo em seguida, fizeram o JEC virar a partida.
A vitória faz o Tricolor do Norte de Santa Catarina chegar a 56 pontos. Derrotado, o América permanece com os mesmos 56. Na próxima rodada, a última desta Série B, o Joinville vai a Fortaleza. Sábado, às 16h20m, os catarinenses pegam o Ceará, no Castelão. No mesmo horário, no Independência, em Belo Horizonte, o América-MG recebe o ABC.
Frame comemoração Joinville contra o América-mg (Foto: Reprodução )Estrela: jovem Fernando Viana fez gol do empate do JEC, que depois virou o jogo (Foto: Reprodução PFC)
América sai na frente
Nos primeiros minutos, parecia que era o Joinville que apostava as últimas fichas na Série B. Com uma postura ofensiva, graças ao esquema com apenas um volante, o JEC queria deixar uma boa impressão em seu último jogo em casa. Com uma equipe muito diferente em relação ao último jogo, em razão das dispensas, o time catarinense tinha jogadores querendo mostrar serviço para 2014. Mas aos poucos o América-MG, que pisou no gramado ainda com chances de entrar no G-4, passou a fazer seu jogo, principalmente com triangulações entre Elsinho e Nikão pela direita. Aos 18, o atacante recebeu com açúcar de Marcão, após falha de Sandro, mas perdeu o tempo de bola. Dois minutos além, Nikão teve papel de garçom, ao server o livre Bady invadir a área e tentar colocar no canto de Oliveira, que caiu bem para defender.
Forte na bola parada, o zagueiro Sandro criou a principal chance do JEC antes da primeira meia hora de jogo. Na sequência de uma falta batida por Marcelo Costa, o camisa 3 do time da casa ficou no campo de ataque, recebeu de seu companheiro de zaga, Bruno Costa, e cabeceou a poucos centímetros da meta americana. Do outro lado, Andrei Girotto acertou o alvo, mas viu Oliveira fazer bela defesa e espalmar para escanteio. Azar do Joinville que, na cobrança, César Lucena se antecipou e usou a cabeça para abrir o placar para o Coelho mineiro, aos 33. Por mais que a intenção fosse deixar uma boa impressão, mostrando um time ofensivo, o volante solitário do JEC, Naldo, não dava conta da marcação. O jeito foi tentar atacar, como fez aos 43, ao acertar um chutaço no travessão, de fora da área, dando mostras de força para a etapa final.
JEC vira com gols em dois minutos
O relativamente calmo primeiro tempo deu lugar a uma segunda etapa mais ‘pegada’. Em menos de 13 minutos, três cartões amarelos foram distribuídos pelo árbitro Fifa Marcelo de Lima Henrique, sendo dois para jogadores do América. Na mesma levada, os minutos iniciais de bola rolando foram truncados, com marcação forte dos dois lados e quase nenhuma chance criada ‘por querer’. Se o JEC buscou sangue novo com o jovem Fernando Viana no ataque, o América, por outro lado, queria garantir o placar. Leandro Ferreira, então, pisou no gramado, e quase ajudou a decidir, ao deixar para Elsinho tentar o ângulo esquerdo de Oliveira. Atrás do empate, o time da casa teve boa chance com Edigar Junio, aos 23, que dominou na área com a direita e acertou o travessão ao chutar de bico, de esquerda.
O lance de perigo foi a deixa para os catarinenses se assanharem no jogo, chegando ao empate e depois à virada. Em dois minutos. Primeiro, aos 27, Fernando Viana recebeu de Eduardo da direita e, entre César Lucena e Elsinho, fez de cabeça. Um minuto além, Francis avançou pela ponta esquerda, cruzou para a área e viu Vitor Hugo meter para dentro da própria meta: Joinville 2 a 1. O desespero dos visitantes não se concretizou em realidade. Apesar de pressionar nos instantes finais, as forças para chegar, no mínimo, ao empate não foram suficientes. O revés faz o Coelho mineiro ficar na Série B em 2014.

Após perder Max, América-RN fica sem Fabinho contra o São Caetano

Fabinho, volante do América-RN (Foto: Augusto Gomes)Fabinho fica fora contra Azulão; STJD mantém
pena de dois jogos (Foto: Augusto Gomes)
O América-RN tem dois importantes desfalques para o jogo contra o São Caetano, que pode valer a permanência do alvirrubro na Série B do Campeonato Brasileiro. O time potiguar não terá o atacante Max, lesionado, e o volante Fabinho, suspenso. O primeiro havia sido relacionado, mas o departamento médico preferiu mantê-lo em Natal para intensificar o tratamento da lesão na coxa esquerda.
Já Fabinho viajou com o grupo para São Caetano do Sul, mas não poderá atuar após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva manter a decisão com dois jogos de suspensão. O jogador vinha atuando devido a um efeito suspensivo conseguido pelo clube, que o liberou para as partidas diante de ABC, América-MG e Avaí.
Sem Max, Adriano Pardal será titular no ataque ao lado de Rodrigo Pimpão. No meio-campo, as opções do técnico Leandro Sena são Adilson Goiano, Neto e Cascata para a vaga de Fabinho.
América-RN e São Caetano se enfrentam neste sábado, às 21h (horário de Brasília), no Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. O Mecão tem 45 pontos e precisa de um empate para garantir presença na Série B de 2014. Dependendo dos resultados dos jogos da tarde, o alvirrubro poderá entrar em campo já sem risco de rebaixamento. O Azulão tem 35 pontos e tem mínimas chances de escapar da degola. Os paulistas têm que vencer os dois jogos que fará na competição, e torcer por derrotas de Guaratinguetá, Paysandu e Atlético-GO.

Figueira faz dever de casa, bate ASA e dorme no G-4 a uma rodada do fim



A uma rodada do fim da Série B, o Figueirense ganhou, nesta sexta-feira, um privilégio que poucos têm a essa altura da competição: dormir no G-4. Ao vencer o rebaixado ASA por 2 a 0, com gols de Pablo e Éverton Santos, na despedida do estádio Orlando Scarpelli na competição e diante de 7.268 torcedores, os catarinenses chegam à quarta colocação graças ao segundo melhor ataque, que os coloca à frente de Icasa e Ceará com o saldo de gols como critério de desempate. Os alagoanos até lutaram, mas, já na Terceira divisão, caminham também para ficar com a lanterna.

Com sua parte feita, o Figueirense vai passar o sábado em frente à televisão. Para permanecer no grupo de acesso e depender somente de si na última rodada, torce por tropeços de Ceará e Icasa, que jogam contra Palmeiras e Chapecoense, respectivamente. Além disso, aproveita para ‘secar’ o Sport, que está à sua frente na tabela em função do número de vitórias – 19 contra 18.
Para fechar o campeonato, os catarinenses, que têm 59 pontos, viajam até Bragança Paulista e, no dia 30, encaram o Bragantino. Rebaixado com 32 pontos, o ASA, no mesmo dia, recebe o São Caetano, penúltimo colocado. Dependendo do resultado dos próprios paulistas, sábado, contra o América-RN, os alagoanos podem entrar em campo sem chances de deixar a lanterna da Série B.
Figueirense x ASA comemoração de Pablo (Foto: Diego Madruga)Gol do Figueirense, de Pablo, é muito comemorado pelos alvinegros catarinenses (Foto: Diego Madruga)
ASA pressiona, mas Figueira faz dois e juiz valida apenas um
Figueirense e ASA resolveram trocar de papéis durante 20 minutos. A inversão começou antes de a bola rolar. Com as camisetas tradicionalmente alvinegras quando joga em casa, o time catarinense usou as reservas, de cor branca, já que os alagoanos entraram em campo com as peças listradas em branco e preto. Depois do apito inicial, os visitantes tinham a posse de bola e os mais desavisados pensariam que aquela era a equipe que brigava pelo acesso. Elionar Bombinha chegou a acertar um chute na trave. Tudo isso fez a arquibancada no Orlando Scarpelli ficar calada e os nove torcedores do time de Arapiraca vibrarem.

Quando percebeu que seria importante, a torcida do Figueirense fez a diferença. Com cantos, levou a equipe a pressionar e tomar conta do jogo. Aos 23, Pablo marcou depois de algumas tentativas. O atacante recebeu na entrada da área,  puxou para a perna direita e colocou no ângulo de Marcão: 1 a 0. Com o gol e três atacantes, o Alvinegro catarinense se soltou. Vinícius Eutrópio liberou os laterais – em especial Wellington Saci – e a equipe atacou em bloco, criando boas chances.

Aos 42, um lance polêmico. André Rocha bateu falta na área do ASA, Thiego desviou e Rafael Costa completou para o gol, em posição irregular. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima da Silva ficou imóvel, esperando uma reação do auxiliar José Javel Silveira, que teve reação semelhante. Após alguns segundos, Jean tomou a iniciativa e apontou para o meio, validando o lance. Somente então o bandeira também correu. Pressionado pelos jogadores alagoanos, a arbitragem voltou atrás, anulando o tento e deixando a vantagem simples para os catarinenses.

ASA novamente em cima, e Figueirense surpreende no contra-ataque

Primeiros a pisar no gramado na volta do intervalo, o trio de arbitragem recebeu uma sonora vaia em função do gol anulado no final da etapa inicial. Em campo, o que se viu no segundo tempo, foi uma equipe com medo de perder e a outra despreocupada. Para o Figueirense, um tropeço poderia significar o fim do acesso, enquanto o ASA tinha como pretensão deixar a lanterna. Sem deixar de atacar, o Furacão catarinense tinha atenções defensivas, em especial na recomposição do contra-ataque. Pablo e Éverton Santos, atacantes pelos lados do campo, fechavam para o meio, muitas vezes mais recuados que Maylson, terceiro volante e camisa 10.

Rafael Costa chegou a colocar uma bola na trave do ASA, mas o time e a torcida estavam nervosos. Os alagoanos perceberam e começaram a arriscar a partir dos 30 minutos, assustando com bolas alçadas e lançamentos nas costas dos laterais. Didira e Wanderson eram os mais acionados. Vinícius Eutrópio tentou corrigir com Nem marcando centralizado. A pressão não diminuiu, mas a precisão, sim. Aos 37 minutos, Rafael Costa puxou contragolpe e colocou na cabeça de Éverton Santos, que encobriu Marcão: 2 a 0. Festa para a grande maioria catarinense no estádio, que dorme no G-4 e vai acordar com o controle da televisão na mão.

Figueirense passa pelo rebaixado ASA e mantém sonho do acesso vivo

Gazeta Press
Everton Santos marcou o segundo gol do Figueirense na vitória sobre o ASA
Everton Santos marcou o segundo gol do Figueirense na vitória sobre o ASA
O cenário não poderia ser melhor para o Figueirense na 37ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Além de entrar em campo antes de todos os concorrentes pelo acesso, o time encarou o lanterna e já rebaixado ASA no Orlando Scarpelli. E a torcida que compareceu ao estádio nesta sexta-feira pôde comemorar a vitória por 2 a 0.
A tarefa, no entanto, foi mais dura do que o esperado. Como franco-atirador, o ASA entrou solto na partida e criou a primeira chance de perigo. Logo aos oito minutos, Elionar Bombinha foi acionado após rápido contra-ataque, bateu na saída do goleiro Tiago Volpi, mas viu a bola explodir na trave.
O lance acordou os donos da casa, que responderam em dose tripla dos 20 aos 23 minutos. Primeiro, o volante Paulo Roberto arriscou de fora da área e assustou Marcão. Depois, o goleiro apenas torceu quando Maylson recebeu do atacante Rafael Costa, mostrou categoria para bater colocado e quase fez por cobertura.
A sorte do arqueiro alagoano não resistiu à terceira investida do Figueira. Pablo recebeu na entrada da área, pela meia esquerda, e teve categoria para limpar a marcação para o meio. O atacante levantou a cabeça e mandou chute preciso para acertar o ângulo de Marcão e chegar ao oitavo gol na competição nacional.
Ainda no primeiro tempo, os catarinenses tiveram mais três oportunidades para ampliar a vantagem em Florianópolis. O lateral esquerdo Wellington Saci cobrou falta com estilo e acertou o travessão. Mais tarde, Rafael Costa chegou a balançar a rede, mas o árbitro Jean Pierre de Lima anulou o gol com atraso considerável após aviso de seus auxiliares. Já aos 46 minutos, Everton Santos bateu cruzado e carimbou a trave novamente.
A pressão dos mandantes persistiu no segundo tempo e foram necessários 13 minutos até que mais uma bola morresse no travessão de Marcão. Dessa vez Everton Santos cruzou e Rafael Costa desperdiçou. Dois minutos depois, Maylson levantou na área, André Rocha desviou e o lateral direito Jorginho salvou os nordestinos em cima da linha.
Os rebaixados esboçavam reação quando, aos 36 minutos, Wanderson fez fila na zaga catarinense e exigiu boa defesa de Tiago Volpi. O Figueira, porém, não deixou barato e dois minutos mais tarde ampliou o placar. Rafael Costa devolveu a gentileza do começo da etapa complementar e Everton Santos aproveitou para trazer alívio à torcida.
Com o resultado, o Figueirense chega aos 59 pontos e dorme no G-4 à espera de tropeços de Icasa e Ceará. Na última rodada, o Figueira visita o Bragantino no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. O lanterna ASA permanece com 32 pontos e encerra a melancólica participação na Série B diante do São Caetano, em Arapiraca.
FICHA TÉCNICA:
FIGUEIRENSE 2 X 0 ASA
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 22 de novembro de 2013, sexta-feira Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Javel Silveira (RS) Fabio Rogério Baesteiro (SP)
Cartões amarelos: Pablo (Figueirense); Cássio, Glauber, Samuel, Basílio e Elionar Bombinha (ASA)
Gols: FIGUEIRENSE: Pablo, aos 23 minutos do primeiro tempo; Everton Santos, aos 38 minutos do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Tiago Volpi; André Rocha, Nirley, Thiego e Wellington Saci; Paulo Roberto, Rodrigo Souto e Maylson (Nem); Everton Santos (Ricardinho), Rafael Costa e Pablo (Zé Roberto)
Técnico: Vinícius Eutrópio
ASA: Marcão; Jorginho, Cássio, Fabiano e Samuel; Basílio (Didira), Gláuber (Cal), Diego Rosa (Wanderson) e Thallysson; Valdívia e Elionar Bombinha
Técnico: Heron Ferreira

Fifa admite rever horários de jogos da Copa-2014 por calor

A Fifa pode reconsiderar sua decisão de realizar alguns jogos da Copa de 2014 no começo da tarde em cidades quentes, indicou o presidente da entidade, Joseph Blatter, nesta sexta-feira, depois de se encontrar com o papa Francisco, no Vaticano.
Blatter disse que a entidade que dirige o futebol mundial recebeu uma série de solicitações para repensar a sua decisão que irritou, entre outros, o sindicato internacional dos jogadores, FIFPro.
"Essa é uma boa pergunta, vou levar a questão novamente, vamos ter uma reunião não só do comitê organizador, mas do comitê executivo da Fifa (em dezembro), em Salvador" disse ele a repórteres. "Recebemos diferentes argumentos, cartas e solicitações relativos ao calendário que foi estabelecido, mas que ainda não foi sancionado", afirmou. "Vamos falar sobre isso."
O dirigente, porém, não explicou o que fazer com os ingressos já vendidos caso resolva mudar os horários das partidas. Segundo a Fifa, já foram vendidos cerca de 1,1 milhão de bilhetes.
Entre junho e julho, as temperaturas médias em cada cidade-sede são as seguintes:
  • Manaus (que receberá quatro jogos): de 23ºC a 31ºC
  • Fortaleza (seis partidas, sendo uma do Brasil na primeira fase): de 22,1ºC a 29,3ºC
  • Natal (quatro partidas): de 20,9ºC a 29ºC
  • Recife (cinco partidas): de 21,6ºC a 28,8ºC
  • Salvador (seis jogos): de 22,1ºC a 26,5ºC
  • Cuiabá (quatro partidas): de 17,5ºC a 30,7ºC
  • Brasília (sete partidas, sendo uma do Brasil na primeira fase): de 13,3ºC a 25,2ºC
  • Belo Horizonte (seis jogos): de 13,4ºC a 25ºC
  • Rio de Janeiro (sete partidas): de 18,7ºC a 25,2ºC
  • São Paulo (seis jogos, sendo o de abertura do Brasil): de 12,4ºC a 21,8ºC
  • Curitiba (quatro partidas): de 8ºC a 19ºC
  • Porto Alegre (cinco jogos): de 10,7ºC a 19,4ºC

Papa Francisco e sua coleção de camisas esportivas

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Osservatore Romano-22.nov.2013/Efe
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O papa Francisco recebe pelúcia do Fuleco, mascote da Copa, do presidente da Fifa, Joseph Blatter (esq.)
MUDANÇA DE PLANOS
Em 6 de dezembro vai acontecer o sorteio das chaves para o Mundial, na Costa do Sauípe, na Bahia.
No ano passado, Blatter minimizou as críticas de que algumas partidas foram marcadas para a parte mais quente do dia.
"A história do futebol tem mostrado que grandes jogadores podem jogar em todas as condições", disse na ocasião.
"No México, em 1970 e 1986, nós jogamos ao meio-dia, a 2.400 metros e a qualidade do jogo não sofreu", disse.
"Você sabe que em condições difíceis você pode parar o jogo, você pode esfriar, e há bebidas. Você vai se lembrar que há 25 anos os árbitros diziam que era proibido beber água durante as partidas e, agora, tudo foi alterado", completou.
Embora a Copa, que ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, seja disputada no inverno em algumas regiões do Brasil, as condições tropicais prevalecem no norte e nordeste do país, e há duas partidas marcadas para as 13h em cada uma das seguintes cidades: Natal, Salvador e Recife, além de uma Fortaleza. Haverá também dois jogos às 15h, em Manaus.

De Nova York, Marco Polo decide: Ponte e São Paulo jogarão em Mogi Mirim



O bicho pegando e o presidente da Federação Paulista, vice da CBF e representante brasileiro na Conmebol está nos Estados Unidos. Mas o telefone de Marco Polo Del Nero não parou de tocar na capital do mundo nesta sexta-feira. O assunto era o laudo conquistado pela Ponte Preta, avalizando o jogo pelas semifinais da Copa Sul-Americana em Campinas.
Quem vai decidir onde Ponte Preta e São Paulo jogarão é a Conmebol. Como o jogo envolve dois clubes brasileiros e a decisão é exclusivamente técnica, quem vai decidir é a Conmebol. Como não há política envolvida, quem decide é a Conmebol! Ou seja, quem decide é Marco Polo Del Nero.
E entre um telefonema e outro, Marco Polo Del Nero decidiu que o jogo entre Ponte Preta e São Paulo acontecerá em Mogi Mirim. O laudo conquistado pela Ponte Preta não terá o valor suficiente para liberar o estádio acima da capacidade solicitada pelo regulamento da Copa Sul-Americana.
A troca de telefonemas envolveu Reinaldo Carneiro Bastos, que será candidato único à presidência da Federação Paulista de Futebol ano que vem -- Marco Polo retirará sua candidatura.
Envolveu também dirigentes da Ponte Preta e do São Paulo. E o Tricolor ganhou.
Na briga dos estádios, há sempre um contradição no Brasil. Como assim a Ponte não pode jogar em seu estádio a semifinal da Sul-Americana?
Ou, por outro lado? Como assim, o Atlético Paranaense pode jogar na Vila Capanema a final da Copa do Brasil?
É urgente! O Brasil precisa determinar todas as exigências para que um estádio de futebol funcione, do tamanho dos vestiários à condição do gramado, passando pelo conforto de público -- não a quantidade de gente.
Dar um prazo de três anos para todos os donos de estádios se adaptarem. Ao final desse prazo, quem não cumprir as exigências não joga em seu campo.
Enquanto as coisas não forem assim, as decisões serão absolutamente técnicas... Quer dizer, Marco Polo decide.

São Paulo parece ter medo da casa da Ponte, onde costuma vencer. Lanús encarou estádio menor

Fosse um jogo entre São Paulo e Libertad do Paraguai, contra o All Boys da Argentina, o Danúbio do Uruguai ou o Audax Italiano do Chile, seria mais compreensível. É óbvio que se está no regulamento da Copa Sul-americana, os dirigentes tricolores têm o direito de não querer jogar no Moisés Lucarelli. Mas também é estranho que eles tenham se empenhado tanto para evitar um estádio no qual o time atua pelo menos uma vez por ano.
E onde costuma vencer. Nas últimas dez partidas que disputou na cancha campineira, os são-paulinos venceram seis, com duas derrotas e dois empates. Nos oito duelos mais recentes no "Majestoso", os ponte-pretanos triunfaram uma só vez. E no Brasileiro deste ano, na mais recente visita do São Paulo ao estádio do seu adversário na semifinal do torneio internacional, vitória logo na primeira rodada (veja o vídeo abaixo).
Entenderia o receio ante um estádio menor e eventualmente acanhado se fosse um jogo em outro país, ante torcida possivelmente hostil e sob provável pressão. Não que tudo transcorra às mil maravilhas sempre para quem visita a Ponte, mas daí a evitar a ida ao Moisés Lucarelli, que conhece bem, me parece uma bela distância. O São Paulo poderia mostrar o regulamento, exigir total segurança e jogar lá. Sem medo.
A decisão soou mesquinha, pequena, incompatível com um clube tão grande. E tão maior do que a Ponte. E serviu para fazer as pessoas lembrarem da decisão da Copa Libertadores de 2005, quando em cenário semelhante o Atlético teve que levar de Curitiba para Porto Alegre o jogo no qual deveria ter o mando de campo. Na prática não teve. E os tricolores foram campeões continentais sem desafiar o rival em seus domínios.
Ficou mais feio ainda quando o Lanús, um emergente porém pequeno clube argentino, entrou na cancha do Libertad, que é ainda menor do que o "Majestoso". Num estádio para apenas 12 mil torcedores, o Granate foi mais longe, venceu o time paraguaio por 2 a 1. Aconteceu um dia depois de o São Paulo perder, de virada, para a Macaca por 3 a 1 no Morumbi com 53 mil pessoas. Um roteiro desastroso até aqui.
Torcedor que acompanha cegamente as decisões dos dirigentes parece gostar mais deles do que do próprio clube de coração. E não são poucos os que sequer pensam sobre o que está se passando, esses apenas concordam com a cartolagem. Estamos diante de mais um norma tão bizarra como várias leis existentes por aí — clique aqui e conheça algumas. Prato cheio para os Zé Regrinhas. Afinal, de que adianta um estádio grande se não for seguro? E outro, menor, não serve mesmo se oferecer segurança? Qual a lógica disso?
Tal história só teria uma salvação para o time tricolor: vencer, no Moisés Lucarelli, por, digamos, 3 a 0, e se classificar para a decisão da Copa Sul-americana. Em tempo: se isso acontecer e o adversário for o Lanús, nem percam tempo olhando as letras miúdas do regulamento. La Fortaleza, onde o time argentino recebe seus adversários, tem mais de 47 mil lugares.
Veja os gols da última visita do São Paulo ao estádio da Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro de 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Argentino

21h20 Vélez Sarsfield 2x1 Godoy Cruz

Brasileirão Série B

19h30 Figueirense 2x0 ASA
21h50 Joinville 2x1 América-MG

Espanhol

18h00 Valladolid 0x1 Osasuna

Francês

17h30 Ajaccio 1x3 Olympique

Alemão

17h30 Stuttgart 0x2 Borussia Mgladbach

Sharapova contrata Groeneveld como treinador

Los Angeles (EUA) - O novo treinador de Maria Sharapova será o holandês Sven Groeneveld. A informação foi dada em primeira mão pelo portalTennis e depois confirmada pela jogadora. A russa está sem treinador desde agosto, quando rompeu com Jimmy Connors após pouco tempo de trabalho. Ela havia sido orientada pelo sueco Thomas Hogstedt por dois anos.
"Estou feliz por anunciar minha parceria oficial com Sven Groeneveld. Estamos trabalhando juntos desde que voltei a treinar e, depois de vê-lo do lado das adversárias por tantos anos, fico animada de tê-lo na minha equipe. Tem sido uma transição suave e estou curtindo nosso trabalho até agora", escreveu Sharapova em seu Facebook.
Groeneveld já trabalhou com diversos nomes importantes do tênis. Enquanto esteve junto à Federação suíça, ele chegou a orientar Roger Federer, ainda juvenil. O holandês também foi treinador de Monica Seles, Mary Pierce, Michael Stich, Greg Rusedski, Mario Ancic e Ana Ivanovic (quando a sérvia venceu seu único Slam em 2008).
Recentemente, Groeneveld trabalhava na equipe de treinadores da Adidas, ajudando ocasionalmente jogadores como Fernando Verdasco, Caroline Wozniacki, Sorana Cirstea, Anastasia Pavyluchenkova e Laura Robson.
Sharapova não jogou por boa parte do segundo semestre por conta de uma bursite no ombro direito. A russa deve retornar às quadras para o Premier de Brisbane na primeira semana da próxima temporada.

Laura Robson dividirá técnico com Genie Bouchard

Londres (Inglaterra) - A britânica Laura Robson definiu seus treinadores para a próxima temporada. A jogadora de 19 anos será orientada pelo norte-americano Nick Saviano e por Jesse Witten, segundo o jornal The Independent.
Robson já esteve ao lado de Saviano durante os anos como juvenil. A britânica é conhecida por não ficar muito tempo com um treinador. Ela já passou por Martijn Bok, Patrick Mouratoglou (atual de Serena Williams), Zeljko Krajan e Miles Maclagan.
Saviano também é o treinador de Eugenie Bouchard, que é melhor amiga de Robson. O plano é que o norte-americano priorize viagens com canadense, enquanto Witten acompanhará Robson em todos os torneios.
Sensação da nova geração do tênis feminino há alguns anos, Robson 'estacionou' em 2013 e foi passada por Bouchard e Madison Keys, que também têm menos de 20 anos. A britânica começa 2014 no WTA de Auckland, que começa em 30 de dezembro.

WTA premia melhora de Halep e luta de Kleybanova

Miami (EUA) - Até junho de 2013, Simona Halep não havia conquistado títulos na carreira. No entanto, a partir do WTA de Nuremberg, a romena iniciou uma sequência espetacular de seis troféus até o final da temporada. Por isso, ela venceu o prêmio de 'Jogadora que Mais Evoluiu no Ano' da WTA.
Porém, Halep indica que seu embalo começou no Premier de Roma, onde venceu Svetlana Kuznetsova, Agnieszka Radwanska, Roberta Vinci e Jelena Jankovic, parando apenas na semifinal diante de Serena Williams. "Foi uma semana incrível para mim", lembrou a romena.
Campeã em Nuremberg e Budapeste no saibro, 's-Hertogenbosch na grama e New Haven, Moscou e Sofia no piso duro, Halep terminou 2013 como número 11 do mundo. "Espero jogar o próximo ano como este e ir bem na Austrália", comentou. Ela 'derrotou' Sloane Stephens e Carla Suárez neste prêmio.
Já a vencedora de Retorno do Ano é a russa Alisa Kleybanova, que enfrentou um dos piores obstáculos não só para um atleta, mas para qualquer pessoa: um câncer. Ela vivia a melhor fase de sua carreira, entrando no top 20, quando recebeu o diagnóstico de um linfoma em 2011 aos 22 anos.
Kleybanova teve um tratamento bem-sucedido e chegou a jogar em 2012, mas ainda sem muita frequência. Seu retorno se fortaleceu em 2013, com muitas vitórias no circuito ITF e o retorno aos grandes torneios, como Toronto, Cincinnati, US Open, Moscou e Fed Cup.
"Sei que as coisas sempre terão altos e baixos. Não espero ganhar tudo e voltar ao top 20 rapidamente. Mas estou pronta para a jornada", afirmou Kleybanova. "Já passei por muita coisa, mas estou fisicamente ótima agora e já subi bastante meu ranking". A russa terminou 2012 como 549ª e está atualmente na 185ª colocação. Ela 'superou' Andrea Petkovic e Flavia Pennetta na categoria Retorno do Ano.
Na quarta-feira, a canadense Eugenie Bouchard foi eleita a Revelação do Ano.

Juca Kfouri: jogadores sugerem atrasar até em 10 minutos os jogos do final de semana

A paciência dos jogadores com a CBF está perto de acabar. O movimento Bom Senso já deixou claro nesta quinta-feira que vai continuar protestando na próxima rodada do Brasileirão. A manifestação, desta vez, deve ser ainda mais pesada. Em seu blog, Juca Kfouri, comentarista dos canais ESPN, diz que os atletas vão atrasar o início das partidas deste final de semana.
Cada minuto de atraso no Campeonato Brasileiro rende uma multa de R$ 1000 a cada clube. Mesmo assim, alguns jogadores do Bom Senso sugerem até que os atrasos para entrar em campo cheguem aos 10 minutos. A tendência, porém, é que o protesto seja ainda moderado, com as partidas começando cerca de três minutos depois do horário marcado.
A manifestação atingiria dois alvos além da própria CBF. O principal deles é a televisão, que veria um atrás em sua programação. Além disso, os clubes, que seguem calados até aqui, seriam quase que obrigados a tomar uma posição em relação ao movimento.
A rodada deste fim de semana deve ser a segunda a ser marcada por protestos mais fortes do Bom Senso. No meio da semana passada, alguns jogos tiveram atletas de braços cruzados antes do início da partida, enquanto outros viram os jogadores trocarem chutões durante o primeiro minuto de jogo.
Divulgação/Vasco
Rodada do final de semana terá novos protestos do Bom Senso
Rodada do final de semana terá novos protestos do Bom Senso

No jogo da bola 'viva', Atlético e Flamengo empatam com quase uma rebatida por minuto



Jogo picado, como esperado pelo lado do Atlético Paranaense, mas por causa do Flamengo também. O time carioca usou algumas das armas que caracterizam o estilo atleticano, mesclando com um pouco do seu próprio estilo de jogo.
Números do Footstats mostraram após o apito final o time do Rio de Janeiro com mais posse de bola, 53%, mais passes certos, 235 contra 201, e também mais rebatidas, 49 diante de 40 do Atlético, e lançamentos. A equipe carioca esticou a pelota 53 vezes, o Furacão 32.
Na peleja que teve praticamente uma bola rebatida, despachada, mandada para longe pela defesa, por minuto, o Flamengo recorreu a armas do rival para arrancar um empate importante. Resultado que mantém absolutamente indefinido o título da Copa do Brasil.

A quarta-feira em que Stoichkov foi maior que Messi



Era um evento para que Messi recebesse a Bota de Ouro - a popular chuteira de ouro, como ficou conhecida no Brasil.
Protocolos mil, 200 jornalistas encalacrados entre fitas de isolamento, jogadores do Barcelona passando pelo tapete vermelho com seus casacos de 3 mil euros e sem nenhuma palavra para a mídia. Messi com um terno estaile e aquela empolgação para falar inversamente proporcional à que tem para ser um artista com a bola nos pés.
Mais do mesmo.
Seria mais um evento desses que a gente vai algumas dezenas de vezes na carreira - para os menos afortunados, algumas centenas.
Mas não foi, porque ali havia um ser alheio a toda a assepsia de seus pares. Hristo Stoichkov.
Thiago Arantes/ESPN.com.br
Deem um microfone para Stoichkov, por favor
Deem um microfone para Stoichkov, por favor
O búlgaro chegou misturando-se aos jornalistas, sem entrar pelo protocolar tapete vermelho. Tanta simplicidade que, à primeira vista, pensei se tratar de algum figurão da imprensa, algum Galvón Bueño, mas daí pensei que isso não faria sentido algum, porque os figurões da imprensa não se misturam assim, ainda mais numa rara manhã de sol no outono-quase-inverno catalão.
De boca fechada, Stoichkov já era um evento por si só, a cara de um desses prefeitos de interior que gaba-se de amealhar coxinhas nos bolsos no encontro estadual do partido.
Mas foi quando o homem começou a falar uma série de coisas desconexas que, então, tudo passou a fazer sentido.
Stoichkov falou a todos os microfones que estavam ali, à espera de alguma declaração que fugisse do óbvio. Não decepcionou a ninguém.
Disse que a Bola de Ouro está armada para Ribéry, porque Platini é francês, o evento é francês, a França é p... com a Bulgária porque em 1994 perdeu a vaga na Copa, sempre tem um árbitro francês nos jogos importantes dos búlgaros, e só faltou relacionar isso ao eclipse lunar que causou uma tempestade magnética em Sofia, num obscuro episódio de 1732, conhecido como Platinev Cascatov.
Tenho minhas dúvidas se Stoichkov realmente acredita na conspiração que ele mesmo construiu ali, ao vivo, diante de jornalistas do mundo inteiro.
Mas não tenho nenhuma dúvida de que precisamos de mais Stoichkovs para animar a eterna (desnecessária, talvez?) espera pelas declarações oficiais.
O primeiro evento de Messi que vi em Barcelona não foi um evento de Messi. Foi uma performance de Stoichkov.
Melhor que Messi, melhor que Ronaldo, melhor que todos.

Em qualquer campo, a Ponte Preta da Sul-Americana é forte e merece respeito

Gazeta Press
Uendel marcou o terceiro gol e aumentou a vantagem da Ponte Preta na semifinal da Copa Sul-Americana
Uendel foi o destaque da Ponte Preta, voando pela esquerda.
O São Paulo foi superior no Morumbi enquanto controlou a posse de bola no ritmo de Paulo Henrique Ganso, autor do gol que abriu o placar, e a Ponte Preta se intimidou com a postura que deve levar o time ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Mas a competição era a Copa Sul-Americana. Nela, o time de Campinas comandado por Jorginho eliminou o Velez Sarsfield com autoridade na Argentina.

Bastou passar a trabalhar a bola e fazer valer a superioridade numérica no meio-campo com a execução do 4-3-1-2 para a Ponte se impor e explorar o lado esquerdo com Uendel e Rildo levando vantagem seguidamente sobre Paulo Miranda, que sofria sem o auxílio de Ademilson na recomposição. Assim saiu o empate ainda na primeira etapa: jogada de Uendel, gol contra de Antonio Carlos.

Olho Tático
São Paulo se impôs no ritmo de Ganso até a Ponte, no 4-3-1-2, fazer valer sua superioridade numérica no meio-campo e atacar pela esquerda.
São Paulo se impôs no ritmo de Ganso até a Ponte, no 4-3-1-2, fazer valer sua superioridade numérica no meio-campo e atacar pela esquerda.
Muricy Ramalho trocou o apenas esforçado Lucas Evangelista por Wellington após o intervalo, "espelhando" o desenho tático do adversário. A surpresa, porém, foi que o encaixe na marcação fez o time visitante se impor tecnicamente. Toque de bola no ritmo de Fernando Bob e Elias, a mesma força pela esquerda e, à direita, Fellipe Bastos marcando e abrindo o corredor para Artur.

Para completar, força na bola parada. Escanteio, cabeçada de Rildo e gol de Leonardo no rebote. O suficiente para Muricy mandar a campo Luis Fabiano no lugar de Maicon para fazer companhia a Aloisio na frente. Ademilson aberto à direita e Reinaldo liberado para descer pela esquerda.

Mas deixou o lado direito da defesa novamente desguarnecido. A Ponte se fechou com duas linhas de quatro: Rildo recuava à esquerda e fechava com Fellipe Bastos, Baraka e Fernando Bob. Mas a equipe não deixou de atacar. Elias, solto, serviu Uendel, que chutou e a bola desviou em Wellington para sair do alcance de Ceni.

Olho Tático
São Paulo buscou a pressão com Luis Fabiano e Aloisio na área da Ponte, mas o time campineiro segui organizado e matou o jogo pela esquerda com Uendel
São Paulo buscou a pressão com Luis Fabiano e Aloisio na área da Ponte, mas o time campineiro segui organizado e matou o jogo pela esquerda com Uendel
No desespero, o São Paulo partiu para o "abafa". Cruzou vinte bolas na área do oponente e finalizou 21 vezes, mas apenas seis na direção da meta. No final, Artur salvou gol certo de Wellinton, que entrara na vaga de Ademilson.

Roberto também impediu a reação pegando cabeçada de Luis Fabiano. Lesionado, deu lugar a Edson Bastos. A terceira mudança de Jorginho, após trocar Fellipe Bastos e Leonardo por Chiquinho e Magal. O suficiente para administrar um triunfo histórico.

A Ponte Preta da Sul-Americana é forte e merece respeito. O atual campeão do torneio, que se preocupou tanto com o mando de campo do jogo da volta, pode ter perdido a chance do bi em seu estádio. Em Mogi Mirim ou qualquer cidade, o time campineiro está mais perto da inédita decisão continental.