quarta-feira, 20 de novembro de 2013

'Deus' é português: C. Ronaldo faz três contra a Suécia e põe seleção na Copa



Zlatan Ibrahimovic brincou na véspera. Em conversa inusitada com uma repórter, respondeu que só Deus poderia dizer o vencedor do confronto entre Suécia e Portugal, que decidira uma das últimas vagas para a Copa do Mundo. Depois, sorriu e insinuou que ela conversava com o próprio. Mas a confiança exacerbada do atacante do Paris Saint-Germain morreu quando avistou Cristiano Ronaldo do outro lado. Dono de um hat-trick e atuação antológica, o craque do Real Madrid provou, ao menos nesta terça-feira, que Deus está mais próximo de ser português com a vitória por 3 a 2 e a classificação confirmada para o Brasil.

O jogo foi a antítese do que se passou em Lisboa, na última sexta-feira. Na ocasião, Portugal sofreu para vencer por 1 a 0, gol novamente de Cristiano Ronaldo, de cabeça, numa partida com pouquíssimas chances. Nesta terça, porém, a Friends Arena assistiu a um verdadeiro jogaço, com cinco gols em 45 minutos e duas reviravoltas no placar - muito graças também ao instinto artilheiro de Ibrahimovic, que fez a Suécia sonhar por alguns instantes com uma cabeçada e uma falta cobrada com força.
Cristiano Ronaldo comemora, Suecia x Portugal (Foto: AP)Cristiano Ronaldo é quem manda: Portugal está na Copa do Mundo (Foto: AP)
Não faltam motivos para Cristiano Ronaldo celebrar. Além de ser o maior responsável por confirmar Portugal em seu quarto Mundial consecutivo, o camisa 7 igualou-se a Pauleta como o maior artilheiro da história da seleção. São agora 47 gols, com média inferior ao atacante da última década (109 a 88 jogos). A tendência, porém, é que Cristiano o ultrapasse já no início de 2014, quando a equipe disputará amistosos preparatórios para a Copa.

O hat-trick definitivamente também coloca Cristiano Ronaldo como o grande favorito a faturar a Bola de Ouro. Ainda com até oito jogos por fazer com a camisa do Real Madrid, ele atingiu os seus melhores números em um só ano: 66 gols, ultrapassando os 63 de 2012. Lionel Messi, lesionado até janeiro, estacionou nos 45 gols, enquanto Ibrahimovic soma ainda 39 no mesmo período.
Portugal se junta a outras três equipes europeias felizes nesta terça. A França, do também candidato à Bola de Ouro Franck Ribéry, derrotou a Ucrânia por 3 a 0 e sequer precisou da prorrogação para carimbar o passaporte. Croácia e Grécia foram as outras classificadas e aguardam agora o sorteio da fase de grupos, no dia 6 de dezembro, na Costa do Sauípe, na Bahia, para conhecerem o seu destino na Copa do Mundo.

Decisão da Copa do Brasil: Éderson x Hernane Brocador. Qual dos artilheiros funciona melhor?

Éderson e o artilheiro do Campeonato Brasileiro. Hernane é o principal goleador da Copa do Brasil. Os dois estarão frente a frente na decisão da Copa do Brasil e o blog levantou os números dos dois atacantes junto ao Footstats para fazer um comparativo entre eles, seus pontos fortes e fracos, características e como podem ajudar seus times na grande final.
Passes: O flamenguista participa mais do jogo, dá 16,1 passes por partida no Campeonato Brasileiro contra 11,3 do atleticano.
Impedimentos: Éderson tem média superior na Série A, fica em posição irregular 0,7 por jogo contra 0,5 do Brocador.
Finalizações: Quase um empate, o atleticano arremata 2,7 vezes por jogo contra 2,5 do flamenguista no Brasileirão.
Perda de bola: Hernane peca muito mais no quesito, 6,5 vezes por jogo da Série A. Éderson registra 3,5.
Arremates por gol: Novamente grande semelhança entre os atacantes, Éderson chuta 5,2 vezes a cada gol marcado no Brasileiro, Hernane 5,1.
Dribles: O Brocador supera o rival neste quesito, 1,1 por partida da Série A contra 0,5.
Desarmes: Hernane rouba mais a bola, 1,3 contra 0,5 por jogo do Brasileiro.
Cruzamentos: Éderson se movimenta bem mais (veja abaixo) e consequentemente faz mais esse tipo de lance no Brasileirão, 1,5 por jogo contra 0,2 do Brocador, sempre centralizado.
Assistências: Parecidos outra vez, Éderson com 5 e Hernane 4 na Série A.
Passes para finalizações: Éderson é bem mais participativo, são 41 contra 22 de Hernane no campeoanto.
ESPN TruMedia
Éderson se movimenta mais pelos lados, Hernane, por sua vez, atua mais centralizado
Éderson se movimenta mais pelos lados, Hernane, por sua vez, atua bem mais centra

Entre o bom senso e o silêncio

Mesmo que seja pisar em terreno que colegas já pisaram com mais argumentos, falo do Bom Senso Futebol Clube e de seu formidável movimento por um "futebol melhor para todos". Não só do movimento, mas, principalmente, do silêncio com que a CBF vem respondendo às suas justas reivindicações. Silêncio desrespeitoso. Silêncio de uma cartolagem arrogante que não acredita na eficiência do diálogo. Silêncio que diz tudo: definitivamente, a CBF é contra um futebol melhor.
Escrevo antes que se expire o prazo dado pelo Bom Senso para que a CBF se manifeste. É possível até que, pressionada pelo bom senso (aqui citado em minúsculas), a entidade que rege o futebol brasileiro acorde. Ou finja acordar. Afinal, nosso Juca Kfouri é um dos que acreditam que o Bom Senso (aqui citado com iniciais maiúsculas) possa até parar o Campeonato Brasileiro em sua reta final. Já imaginaram uma greve geral esvaziando nossos estádios?
Força para isso o movimento tem. Seus integrantes - à essa altura, a espetacular maioria dos profissionais de futebol no Brasil - está provando que uma união consciente, legítima, por uma boa causa, pode tornar viáveis as conquistas mais impensáveis neste país de resto tão acomodado. E não apenas no futebol. Desde as manifestações de junho, em torno da Copa das Confederações, mas não apenas por causa dela ou do futebol em geral, as coisas estão acontecendo por aqui. Black Blocs à parte, aqueles manifestações devolveram a muito brasileiro incrédulo parte da fé que ele tinha perdido.
O mesmo acontece agora com os craques do Bom Senso. Nós, amantes do futebol, cansados de ver a estrutura carcomida do esporte preservada pelos homens que dirigem a CBF desde que ela existe, também voltamos a acreditar. Não chega a ser crença cega, sem reparos, impulsionada por otimismos exagerados. Mas já é alguma coisa. Os craques estão fazendo o que os cartolas (e mesmo nós, dos jornais, das rádios, das TVs) deveríamos ter feito há muito mais tempo: lutar por um futebol melhor para todos.
Pelo que se vê, a CBF não tem muita coisa para enfrentar o movimento, atolada que está em sua inércia e incompetência. Silencia, simplesmente. Mesmo que venha a abrir a boca diante da pressão do Bom Senso, certamente o fará como tem feito até aqui: como embromações bem típicas de quem é inerte e incompetente. A atual diretoria da CBF é tão ruim quanto a anterior (há quem a ache ainda pior, se é que é possível) e, pelo que vem por aí, tão ruim (ou pior) do que a que vai ser eleita em abril, apoiada por federações estaduais igualmente inertes e incompetentes.
Como enfrentar tudo isso? Para começar, com inteligência, união e coragem, as armas dos craques do Bom Senso.

Flamengo quer técnico Jayme de Almeida em 2014 e investimento na formação do treinador

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Walim Vasconcelos, garante que o desejo do Flamengo é ter Jayme de Almeida como treinador da equipe profissional no ano que vem, independentemente do resultado final da Copa do Brasil. A ideia não é apenas oferecer um contrato ao técnico, mas também investir em sua formação, auxiliando com eventuais estágios em clubes do exterior  e cursos.
"O futebol está nas mãos de quatro ou cinco treinadores que são caríssimos. Nós precisamos enconntrar alternativas. Mas não é só oferecer o cargo. É preciso investir na formação do treinador", disse Wallim Vasconcelos, por telefone. "O Jayme só não ficará em 2014 se não aceitar nossa proposta. Já conversei com ele sobre isso."
Wallim Vasconcelos também desmentiu que existam entendimentos para contratar outro diretor executivo de futebol. Há meses há informações de que Paulo Pelaipe não permanecerá na Gávea em 2014 e que o Flamengo buscaria Felipe Ximenes, ex-Coritiba, ou Rodrigo Caetano, do Fluminense. Segundo o vice-presidente de futebol, não há definição sobre esse tema: "Posso garantir que não conversamos com ninguém. Não falamos com o Ximenes, não conversamos com o Alexandre Matos, do Cruzeiro, nem com o Rodrigo Caetano Vamos esperar o ano terminar e então vamos nos sentar, avaliar o que houve e tomar uma decisão. Não há nenhuma definição hoje sobre esse assunto. É possível que o Pelaipe fique", disse o homem forte do futebol rubro-negro..

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Amistosos da seleção brasileira

23h00 Brasil 2x1 Chile

Eliminatórias Europeias



16h00 Romênia 1x1 Grécia
16h15 Croácia 2x0 Islândia
16h45 Suécia 2x3 Portugal
18h00 França 3x0 Ucrânia

Amistosos

14h30 Holanda 0x0 Colômbia
15h00 Inglaterra 0x1 Alemanha
15h00 Bélgica 2x3 Japão
17h00 África do Sul 1x0 Espanha

Eliminatórias Africanas

14h00 Egito 2x1 Gana
16h15 Argélia 1x0 Burkina Fasso

As transmissões da Semana 12 da NFL



Mais uma vez, o fã de esportes terá QUATRO transmissões no domingo, como parte dos seis jogos ao vivo pela semana 12 da NFL. Anote e programe-se:
quinta, 21
22h00: COMPACTO (a definir)
23h00: ABRE O JOGO
23h25: ATLANTA FALCONS X NEW ORLEANS SAINTS - ESPN AO VIVO
sexta, 22
21h30: ATLANTA FALCONS X NEW ORLEANS SAINTS (COMPACTO) - ESPN
domingo, 24
16h00: KANSAS CITY CHIEFS X SAN DIEGO CHARGERS - ESPN AO VIVO
16h00: BALTIMORE RAVENS X NEW YORK JETS - ESPN+ AO VIVO
19h25: NEW YORK GIANTS X DALLAS COWBOYS - ESPN AO VIVO
22h30: ABRE O JOGO 
23h20: NEW ENGLAND PATRIOTS X DENVER BRONCOS - ESPN AO VIVO
segunda, 25
20h30: NEW ENGLAND PATRIOTS X DENVER BRONCOS (COMPACTO) - ESPN
22h30: SEMANA NFL - INÉDITO
23h30: WASHINGTON REDSKINS X SAN FRANCISCO 49ERS - ESPN AO VIVO

As feras do Felipão

Robinho como falso centroavante desviou de cabeça antes de Willian, camisa 9, marcar o quarto gol da goleada sobre Honduras. Na briga para saber quem está mais próximo da vaga entre os 23 convocados para a Copa, Willian está na frente.
Robinho não faz grande temporada no Milan. Fez ótima atuação contra o Barcelona, em San Siro, no primeiro turno da Champions League. E só! Naquele dia, atuou como falso centroavante, o que deu a Felipão a ideia de que poderia usá-lo nessa posição.
O teste só é válido pela carência de centroavantes. A atuação apagada de Jô no primeiro tempo contra Honduras demonstra não haver bons reservas para Fred. Robinho não é o cara.
É justo dizer que 20 dos 23 convocados são certos, se não houver lesões. Júlio César e Jefferson, Daniel Alves e Maicon, Marcelo e Maxwell, Thiago Silva, Dante, David Luiz, Luiz Gustavo, Lucas Leiva, Hernanes, Paulinho, Ramires, Oscar, Neymar, Fred, Hulk e Bernard. O 20º nome é Willian, do Chelsea. Ele vai ficar.
Jogou bem e fez gol na estreia, contra Honduras. É o reserva ideal para Oscar, porque atua como armador ou falso ponta, dependendo da partida.
Falta o terceiro goleiro, com vantagem para Diego Cavalieri, o quarto homem da zaga, com chance de Marquinhos do Paris Saint-Germain. E falta o centroavante reserva de Fred.
Voltamos a Robinho, a Diego Costa e à carência de homens de área. Só não é verdade que esta seja a primeira vez em que o Brasil está à procura de centroavantes. Antes da Copa de 1982, Telê testou nove. Serginho, Roberto Dinamite, Roberto do Sport, Baltazar do Grêmio, César do Vasco, Nunes do Flamengo, Reinaldo, Sócrates improvisado.
Editoria de Arte/Folhapress
Nomes de peso, todos fracassaram antes de se definir Careca a três meses da Copa --e então Careca machucou-se.
Quando Ronaldo estava lesionado nas Eliminatórias para 2002, Luxemburgo, Leão e Felipão experimentaram Élber, Jardel, Guilherme, Christian, Fábio Júnior, Washington, Romário, Amoroso e Rivaldo improvisados. Só funcionou quando Ronaldo voltou. O reserva Luizão não era solução.
A situação é semelhante, com a diferença de que Fred não tem o nível de Ronaldo. Mesmo assim, é preciso cuidar de Fred. É ele!
Contra Honduras, o Brasil jogou bem. É preciso relativizar a força do adversário, mas também lembrar que a Espanha foi campeã do mundo e só venceu os hondurenhos por 2 x 0 em Johannesburgo. Os jogos entre seleções de sexta e sábado mostram que várias delas estão em níveis próximos. O Brasil está entre elas. Exemplo é a vitória da Espanha sobre a Guiné Equatorial por 2 x 1, num amistoso polêmico pela presença dos espanhóis na ditadura do presidente Teodoro Obiang.
A Espanha se aproxima do Brasil também na maneira suspeita como conduz seus amistosos.
MENOS PRESSÃO
É seguro que Mano será o técnico do Corinthians. Enquanto isso, o Corinthians segue sua sina, nos últimos dias de Tite, com seus problemas ofensivos de 2013. Renato Augusto jogou no meio, com Romarinho e Emerson revezando-se no ataque. Com um ou outro, o resultado é o mesmo: 0 a 0.
FALTAM TRÊS


O empate contra a Ponte Preta deixou o Cruzeiro a três pontos do recorde nos Brasileiros com 20 clubes. O São Paulo-2006 anotou 78 pontos em 38 rodadas e ninguém conseguiu isso até hoje. O atual campeão chegou a 75 e só precisa de mais três empates nas três últimas rodadas para igualar a marca.

WTA abre votação para prêmio de melhores do ano

Miami (EUA) - A WTA abriu a votação para o prêmio das Melhores do Ano em seu site oficial. Os fãs do tênis feminino podem escolher sua jogadora e dupla favorita, além da melhor tenista no Twitter e no Facebook, a melhor partida e o melhor golpe do circuito em 2013. A página indica algumas favoritas, mas é possível escolher outras aqui.
Há também três categorias que não são escolhidas pelo público e que têm indicadas específicas. O Prêmio de Retorno do Ano está entre a alemã Andrea Petkovic, a italiana Flavia Pennetta e a russa Alisa Kleybanova. As duas primeiras superaram lesões graves e Kleybanova voltou a jogar após superar um câncer linfático.
Na categoria Jogadora que Mais Evoluiu no Ano, a favorita é a romena Simona Halep, que ganhou os primeiros seis títulos da carreira em 2013. A norte-americana Sloane Stephens também concorre, assim como a espanhola Carla Suárez Navarro.
Já a Revelação do Ano pode ser a canadense Eugenie Bouchard, a norte-americana Madison Keys ou a porto-riquenha Monica Puig. As vencedoras dos prêmios da WTA serão reveladas a partir desta quarta-feira.

Britânica Baltacha anuncia aposentadoria aos 30

Londres (Inglaterra) - A britânica Elena Baltacha, de 30 anos, anunciou nesta segunda-feira sua aposentadoria. Ela atuou por 16 anos profissionalmente, foi top 50 e número 1 da Grã-Bretanha por anos.
"Parece ser a hora certa. Meu corpo sentiu o peso desses últimos 16 anos. Tive experiências incríveis jogando tênis, altos e baixos, e não mudaria nada. Agora, meu corpo e minha mente me dizem que é hora de seguir para uma nova fase da minha vida", afirmou Baltacha.
A melhor fase da carreira de Baltacha foi entre 2009 e 2010, quando ela entrou no top 50 e chegou a quatro semifinais de WTA. Ela tem três vitórias sobre top 10: duas contra Na Li em Indian Wells e Eastbourne e diante da italiana Francesca Schiavone, todas há três anos.
"Ainda amo tênis e quero aproveitar essa paixão para ser a melhor treinadora que puder, usar toda a minha experiência para ajudar a desenvolver a nova geração de jogadores britânicos. Estou muito comprometida com a minha academia. Acreditamos que crianças ricas ou pobres precisam ter a chance de jogar tênis. Espero que consigamos produzir um campeão um dia", completou.

Teliana encerra temporada em 97ª e garante Slam

Miami (EUA) - O jejum do tênis feminino brasileiro finalmente vai acabar. Depois de 20 anos e cinco meses, Teliana Pereira voltará a colocar o Brasil na chave principal de um torneio de nível Grand Slam. A pernambucana radicada no Paraná encerrou a temporada na 97ª posição e com isso está na lista das jogadoras que entram diretamente no Australia Open de janeiro.

Esta é a primeira vez desde 1989 que o tênis feminino brasileiro termina uma temporada com um nome no top 100, repetindo Andrea Vieira (81ª) e Niege Dias (97ª) na temporada de 1989. No ano anterior, Niege conseguiu o maior resultado até hoje num ranking final, com o 32º posto.

A última vez que o Brasil teve uma representante na chave principal de um Slam foi no US Open de 1993, quando Dadá Vieira furou o qualificatório. A paulista também era a última a figurar momentaneamente no top 100, feito também repetido por Teliana ao longo de 2013.

Outras duas brasileiras terminam o ano na faixa das 300 primeiras: Paula Gonçalves é a 281ª e Bia Haddad Maia, a 289ª, ranking no entanto insuficiente sequer para disputar o qualificatório do Australian Open. Logo atrás, aparecem Laura Pigossi (311ª) e Gabriela Cé (398ª).
Teliana também encerra o ano como principal duplista nacional, ao atingir o 144º posto, superando a veterena Nanda Alves (165ª) e Paula Gonçalves (184ª).

A Alemanha toda de branco, a Itália toda azul, igual à França. A estúpida regra dos uniformes



A regra não escrita da Fifa de obrigar as seleções a não usarem nenhuma peça de cores presentes no uniforme do adversário passa dos limites. A Itália tem jogado toda de azul há tempos por causa disso. Nada mais do tradicional calção branco. A França não joga mais como nos tempos em que era campeã do mundo, com calções brancos e meias vermelhas.
A Alemanha anunciou que jogará o Mundial toda de branco. E foi assim que enfrentou a Itália, toda de azul, no amistoso de San Siro, sexta-feira passada.
PVC
Alemanha toda de branco: precisa?
Alemanha toda de branco: precisa?
No passado, a Alemanha já jogou toda de branco e a Itália foi campeã mundial em 2006 toda de azul. Mas havia diferenças. Em 1981, os alemães jogaram de calções brancos contra a Argentina para diferenciar do calção negro da Argentina. Era sua opção. Não a regra de trocar todas as peças para fazer contraste total. Mas do jeito que a coisa anda, com a Argentina usando calções brancos, como a Colômbia, daqui a pouco tempo o Brasil será obrigado também a abandonar o uniforme tradicional, de camisa amarela, calção azul e meia branca.
Já pensou o Brasil todo de amarelo?
Precisa?
PVC
Alemanha no Mundialito de 1981: toda de branco
Alemanha no Mundialito de 1981: toda de branco

Decisão da Copa do Brasil: conheça a maior arma do Atlético-PR contra o Flamengo

Atlético Paranaense e Flamengo começarão a decidir a Copa do Brasil nesta quarta-feira, em Curitiba com transmissão e ampla cobertura dos canais ESPN. Em campo o Furacão, adepto dos lançamentos longos e dos constantes cruzamentos na área rival. Do outro lado, o Flamengo, que também utiliza os flancos, mas não abre mão do trabalho com a bola na faixa central da cancha.
O Atlético faz a ligação direta defesa-ataque sem que a bola passe pelo meio com enorme freqüência. Tanto que o goleiro Weverton é o jogador que mais lançamentos fez no Campeonato Brasileiro: 664, ou 19 por partida. Na média só Lauro, da Portuguesa, o supera com 21,2. Já o flamenguista Felipe lança 15,7 vezes por cotejo e seu reserva, Paulo Victor, 14 vezes.
ESPN TruMedia
O Atlético pouco usa a faixa central do campo, enquanto o Flamengo concentra seu jogo pelo meio
O Atlético pouco usa a faixa central, enquanto o Flamengo concentra seu jogo pelo meio
Entre os jogadores de linha, o zagueiro Manoel é o quarto que mais lança no campeonato nacional, 6,8 em média por peleja. Já na Copa do Brasil Felipe tem 17,2 lançamentos por jogo contra 21,1 de Weverton. Mas Paulo Victor, em apenas dois jogos, ambos contra o Goiás, registrou 27 de média. Uma diferença enorme que mostra como o time carioca mudou sua postura nas semifinais. Ele lançou a pelota 27 vezes em cada um dos jogos.
Fica evidente que a mudança de goleiro alterou a forma de atuar do Flamengo. Não só pela maior eficiência de Paulo Victor nesse tipo de reposição, como também pela estratégia adotada diante do time esmeraldino, que teve mais posse de bola em Goiânia e no Rio de Janeiro. O Atlético não tem alterado sua maneira de sair jogando. Diante do Grêmio, nas semifinais, foram 108 bolas longas, média de 54, acima do que registra na Série A (49,5) e na Copa do Brasil (53,1).
Note nos mapas de movimentação (acima) que o Flamengo trabalha mais a bola no meio-campo, enquanto o Atlético pouco trafega por tal faixa do gramado. As reposições de bola feitas especialmente por Weverton buscam prioritariamente as laterais, a partir de onde o time busca as jogadas mais agudas e os cruzamentos. O time não perde tempo, é vertical ao extremo, tenta resolver logo cada jogada, finalizar o quanto antes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Argentino



22h15 Tigre 2x1 Newells Old B.

Amistosos

17h45 Itália 2x2 Nigéria
23h30 Argentina 2x0 Bósnia-Herzegóvina

Processo da Fifa pode suspender Paulinho, do Flamengo, por seis meses

Um dos destaques do Flamengo no Campeonato Brasileiro, o atacante Paulinho pode ficar seis meses suspenso por ter jogado com dois contratos em vigência. Em julho de 2012, o jogador, então no XV de Piracicaba, acertou empréstimo de cinco meses para o Ludogorets, da Bulgária. Não gostou do novo país, porém, e voltou ao Brasil sem jogar nenhuma partida pela equipe europeia. No retorno, disputou a Copa Paulista pelo XV, mas com vínculo com o Ludogorets ainda em vigência.
Getty
Paulinho, do Flamengo, é um dos destaques da mediana campanha rubro-negra no Brasileiro
Paulinho está desde maio emprestado ao Flamengo
Em contato com o ESPN.com.br, a Fifa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o clube da Bulgária pede uma indenização de 200 mil euros e também a suspensão de Paulinho por seis meses. Além disso, o clube do interior paulista, com quem o atacante tem contrato em vigência até 2015, não poderá contratar nenhum atleta por duas janelas de transferências.
Em sua defesa, o XV alega que não teve benefício financeiro com o retorno do jogador, além de ressaltar que a decisão de deixar o Ludogorets foi apenas do atleta, sem influência do time brasileiro.
"O Paulinho não ia querer ficar lá (Bulgária) de qualquer jeito, ele é 'bicho do mato'... Chegou lá, ficou dois dias e já quis voltar. Ele até chegou a receber 20 mil euros de um adiantamento, mas devolveu tudo quando quis voltar para o Brasil. Tanto é que o presidente (do Ludogorets) liberou o passaporte dele", explicou Rodrigo Boaventura, advogado do time paulista, ao ESPN.com.br.
"Estamos tranquilos, porque ele não saiu de um time e foi vendido para outro logo na mesma época. O XV não ganhou e não perdeu nada nessa história", completou. Pelo empréstimo fracassado, porém, a equipe alvinegra não viu os cerca de R$ 1,8 milhão que seriam pagos pelos europeus.
Boaventura também diz que, depois da transferência fracassada, o Ludogorets tentou contratar Paulinho novamente em 2012, mas o atleta não quis nem ouvir proposta, apesar do alto salário oferecido. Para o advogado, o processo pode ter sido motivado por outra razão.
Divulgação
Paulinho, do XV de Piracicaba
Paulinho tem contrato com o XV de Piracicaba até 2015
"O Ludogorets ia disputar a fase preliminar daUefa Champions League e o primeiro ministro da Bulgária foi ao estádio só para ver o Paulinho. Chegou lá e ele já tinha ido embora...", relata.
O contrato de empréstimo do atacante com o Flamengo vai até maio de 2015. Para ficar com o atleta em definitivo, a equipe rubro-negra terá que desembolsar R$ 1 milhão por 60% dos direitos, segundo apurou o ESPN.com.br. Valor que seria suficiente para o XV pagar a possível dívida de 200 mil euros cobrada na Fifa pelo Ludogorets, sobrando ainda cerca de R$ 350 mil de "troco".
No time paulista, calcula-se que a chance da transferência de Paulinho ser fechada é de 95%. Há, porém, várias outras equipes interessadas no futebol do atleta.
"Vários empresários estão querendo ficar com ele. Para o Paulinho, jogar contra o Vasco ou contra o Sãocarlense é tudo igual, ele não sente pressão. Treina forte, não fuma, não bebe, e, depois que casou, deu uma assentada. É um cara do bem", diz uma fonte do XV.
Os canais ESPN, a Rádio ESPN e o ESPN.com.br transmitem e acompanham em tempo real os dois jogos entre Flamengo x Atlético-PR pela final da Copa do Brasil. Ambos, dias 20 e 27 de novembro, começam às 21h50.
*colaborou Vladimir Bianchini, da Rádio ESPN

Musas do esporte







Confira alguns momentos do primeiro dia de competição da ginástica rítmica nos Jogos de Londres
Confira alguns momentos do primeiro dia de competição da ginástica rítmica nos Jogos de Londres


Confira alguns momentos do primeiro dia de competição da ginástica rítmica nos Jogos de Londres
Ginástica daniele hypolito mundial antuérpia  (Foto: Agência AFP)
Ginasta Marta Pihankuleska Mundial de Ginastica (Foto: Ricardo Bufolin/ CBG )

Seleção brasileira feminina 3 x 0 EUA, Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)

Cé ganha o segundo título seguido em Rio Preto



São José do Rio Preto (SP) - A gaúcha Gabriela Cé teve 100% de aproveitamento nos dois torneios de US$ 10 mil disputados no Clube Monte Líbano, integrantes do Circuito Feminino de Tênis do Estado de São Paulo. A jogadora de 20 anos conquistou seu segundo troféu em oito dias neste sábado, ao superar a canhota paulista Nathália Rossi, por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7-3) e 6/3.

"Acho que nada vem por acaso. Trabalhei muito para conquistar os dois títulos, principalmente diante de adversárias que valorizaram demais as vitórias", disse Gabriela Cé que tem treinado em São José dos Campos, sob a supervisão do treinador gaúcho Fernando Roese. "No início do ano não tracei objetivo ou meta, mas como estou ganhando pontos importantes no ranking da WTA, espero fechar o ano entre as 300 melhores do mundo", acrescenta.

Para Rossi, que no segundo set acabou sendo atendida pelo fisioterapeuta Wallace Stefanini devido a dores na perna direita, a próxima semana será de recuperação. "Tenho um importante future em São Paulo e depois entrar com tudo na terceira etapa do Circuito Feminino de Tênis, em São José dos Campos", disse Nathalia. "Infelizmente acabei sentindo dores na perna direita no segundo set contra a Gabriela e não tive como reagir", acrescentou. A etapa na academia Daher Tennis oferecerá US$ 10 mil e será disputada de 29 de novembro a 8 de dezembro.

A segunda edição do Circuito Feminino de Tênis do Estado de São Paulo é apresentada pela Usina Colombo/Açúcar Caravelas por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, através do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, e conta com o patrocínio das empresas Bebidas Poty, Inapel e Jaguar Utilidades. O apoio é da Confederação Brasileira de Tênis, Federação Paulista de Tênis e do Clube Monte Líbano de São José do Rio Preto.  A organização é do Núcleo de Desenvolvimento do Esporte e da Cultura.

No fim, Grêmio vence reservas do Fla e retoma a vice-liderança do Brasileiro

Suado, à gaúcha. O Grêmio, aos 43 minutos do segundo tempo, conseguiu retomar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro e vence um time reserva do Flamengo com dois gols de Maxi Rodríguez, pitadas de suspense no fim da partida e arrepios. Agora, o Grêmio é o segundo, com 60 pontos. Já o Flamengo, com 45 pontos, está a apenas quatro da zona de rebaixamento e passa a ter motivos para preocupações. 
Na próxima rodada, o Grêmio enfrenta a Ponte Preta em Campinas, enquanto o Flamengo recebe o Corinthians no Maracanã. No meio de semana, porém, os rubro-negros vão até Curitiba para a primeira partida na Copa do Brasil contra o Atlético-PR. 
O jogo
Diante dos reservas do Flamengo, em plena Arena Grêmio, não havia solução ao time de Renato Gaúcho a não ser atacar e buscar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Na luta e na garra, com pegada forte, característica do Sul. Mas o sol de fim de primavera que aquecia arquibancada azul pareceu ter deixado o time um pouco sonolento.
Assim, o Flamengo, em sua limitação acentuada pela presença dos suplentes, pôs-se a tentar agredir o rival. Mas as investidas de um ataque formado por Bruninho e Nixon se mostraram ineficazes. Na outra área, Hernane e Barcos formavam uma dupla de ataque muito mais atraente. A tabelinha preocupava a trinca de zagueiros rubro-negra e levou perigo logo no início, quando Kleber quase completou o arremate, mas foi travado por Welinton.
Aos dez minutos, Barcos cruzou na área para a investida do próprio Gladiador, que, num salto quase olímpico, não convenceu o árbitro Heber Roberto Lopes da penalidade. O Flamengo, recluso em sua casinha, tentava aproveitar qualquer brecha. Aos 13 minutos, em boa chance, Nixon driblou Dida, mas o ímpeto de um mergulho olímpico lhe pareceu mais sedutor. O árbitro, de novo, não aceitou.
A posse de bola do Grêmio passou a saltar aos olhos. Vá lá, nada ao estilo do Barcelona dos tempos de Pep Guardiola, mas com uma supremacia clara sobre o rival. Alex Telles e Pará eram acionados pelas pontas. Os três volantes davam segurança a um Renato Gaúcho à beira do gramado que pedia ao time para lançar bolas na área.
Ainda assim, apenas aos 37 minutos da primeira etapa quase saiu um gol. Justamente de bola parada. Em cobrança de escanteio, Barcos raspou de cabeça e a bola superou Paulo Victor. Mas na linha do gol estava João Paulo, que afastou com um chutão a chance de o Grêmio abrir o placar. Veio, então, o intervalo.
No segundo tempo, já sem o calor maroto da primavera gaúcha, a Arena do Grêmio, enfim, deu o ar da graça. Não se sabe ao certo se a torcida acendeu junto com os refletores, mas de fato os gremistas presentes no estádio ficaram mais participativos. E o fato pareceu seguir aquela linha direta entre a massa e o time.
Por mais que tenha jogadores técnicos, o torcedor gaúcho se orgulha de sua peculiaridade de exigir times bravos, guerreiros. Volantes são até bem apreciados. Mas o segundo tempo voltou com o mesmo panorama da primeira etapa, fora a maior disposição.
Posse de bola gremista, rubro-negros recuados, chances reduzidas de gol. O Tricolor Gaúcho parecia truncado, sem achar espaço. Renato, então, teve uma ideia na área técnica. Sacou Riveros e colocou o Maxi Rodríguez, um volante com pitadas de meia em campo. Bastaram cinco minutos para o garoto de cabelo loiro passear em cima da zaga rubro-negra, driblar dois jogadores e bater no capricho, no cantinho esquerdo de Paulo Victor. 1 a 0.
Preso em seu campo, o lamengo teve mais saída de bola com a troca de Val por Luiz Antonio. Mas foi muito pouco. A posse de bola continuava com o Grêmio, passava pelos pés de Maxi, Zé Roberto e tudo dava impressão que a noite seria do time da casa sem sobressaltos. Mas o futebol tem daqueles caprichos que o fazem ser encantador. Sem chances de ataque, o Flamengo tentou um chute com João Paulo aos 40 minutos do segundo tempo. A bola desviou em Nixon e encobriu Dida. 1 a 1.
A torcida, irritada, já cobrava Renato. O vento aumentava na Arena do Grêmio. Parecia ter virado. Parecia apenas. Aos 43 minutos, o futebol mostrou novamente um daqueles capricho de dar gosto. Maxi Rodríguez, de novo, arrancou pelo meio, teve espaço e bateu com categoria no ângulo direito de Paulo Victor. 2 a 1. Vitória suada, na raça, à gaúcha. Vitória do vice-líder Grêmio.
FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 2X1 FLAMENGO
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 17 de novembro de 2013
Horário: 19h30
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Nadine Camara Bastos (SC) e José Larroyd (SC)
Cartões amarelos: Kleber  e Maxi Rodríguez (GRE)
Gols: Maxi Rodríguez (GRE), aos 14 minutos do primeiro tempo e aos 43 minutos do segundo tempo e João Paulo (FLA), aos 41 minutos do segundo tempo. 
GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Ramiro, Souza, Riveros (Maxi Rodríguez) e Zé Roberto; Kleber (Elano) e Barcos
Técnico: Renato Gaúcho
FLAMENGO: Paulo Victor, Welinton, Frauches e Samir; Digão, Diego Silva, Val (Luiz Antonio), Gabriel (Adryan) e João Paulo; Bruninho (Rafinha) e Nixon.
Técnico: Jayme de Almeida

Cavalieri entrega camisa e emociona torcedora após vitória sobre São Paulo



Assim que o árbitro apitou o fim do jogo no Maracanã, todos jogadores do Fluminense se reuniram no gramado para comemorar a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo. Mas logo em seguida, Diego Cavalieri se dirigiu às cadeiras para encontrar uma jovem torcedora. Em um cartaz, ela deixou uma mensagem que chamou a atenção do goleiro. Cavalieri entregou sua camisa para a menina, que foi parar no colo do jogador e chorou de emoção. O público total no estádio foi de 37.310.

- A torcedora estava ali atrás, me chamou e mostrou um cartaz dizendo que queria um presente de Natal. Falei que no fim do jogo entregaria para ela a camisa. E fico feliz por entregar após a vitória. Isso mostra a responsabilidade de estar vestindo uma camisa, são milhões de pessoas que vêm e torcem. Por isso nos treinos e jogos a gente se entrega. O torcedor está de parabéns. No momento mais delicado eles abraçaram o time - disse o goleiro.

Com a vitória, o Fluminense chegou a 42 pontos e conseguiu ficar um pouco mais distante da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro a três rodadas do fim. Ainda ameaçado e com risco de cair, o goleiro pediu cautela após duas vitórias seguidas (Náutico e São Paulo). 

- Os torcedores queriam um Natal como o do ano passado (quando o Flu foi campeão brasileiro), mas não aconteceu. A situação é delicada ainda, foi uma vitória importante, mas não pode causar uma euforia na gente. Temos que comemorar porque foi um adversário difícil, mas é comemorar amanhã e depois focar no Santos. 

O Fluminense volta a campo no próximo domingo, contra o Santos, às 17h (horário de Brasília), no Prudentão. 

Tite inicia despedida com faixas, ‘obrigado’ e emoção no Pacaembu


Quando Tite desceu do ônibus do Corinthians para comandar o time na partida deste domingo contra o Vasco, no Pacaembu, 35ª rodada do Brasileirão, um torcedor já lhe esperava na entrada dos vestiários com a faixa: “Obrigado, Tite. Volta logo”. O recado solitário logo ganharia companhia das mensagens outros torcedores, antes mesmo do jogo, e de quase 20 mil vozes quando o técnico subiu ao gramado para sua penúltima partida no estádio pelo Timão - e a primeira depois do anúncio de sua saída, na sexta-feira.
O primeiro a recebê-lo nesta tarde especial também foi o único a lhe dar boas vindas no aeroporto, no já distante outubro de 2010, quando Tite chegou do Oriente Médio para tentar ajudar o time a conquistar o título brasileiro daquele ano. Clayton Assad, conhecido como Jamanta, deu um longo abraço no técnico. Recebeu de volta um muito obrigado.
 - Eu estava na chegada dele em 2010, fui o único que o recebeu. Falei para ele “Seja bem vindo, futuro campeão”. Mal sabia que ele seria campeão de tudo. Falei hoje que sou só mais um corintiano, ele falou que sou um cara especial na vida dele. É um reconhecimento que me deixa muito feliz e emocionado - afirmou Clayton.
A preleção foi a de um jogo normal, sem nenhum componente especial. Só que este Corinthians x Vasco não era normal. Não para a torcida, que acompanha, impotente, um casamento de três anos se desfazendo a cada jogo que passa. A faixa “Parabéns Tite”, sobreposta à tradicional “Time do povo”, no tobogã do Pacaembu, foi a primeira vista pelo técnico.
A caminhada firme até o banco de reservas foi acompanhada por acenos a todos os lados das arquibancadas, recheadas de faixas, recados e um grito:
- Olê, olê, olê, olê, Tite, Tite.

tite corinthians e vasco brasileirão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Com a bola rolando, Tite 'esquece' clima de despedida e foca o jogo (Foto: Marcos Ribolli)

Quase que ao mesmo tempo, protestos contra Emerson Sheik e Romarinho, dois dos eleitos culpados pela má fase do time. Tite, ao contrário, parece ter créditos eternos. 
- Quero dizer obrigado aos torcedores e aos atletas, mas nada terminou ainda. Vocês ficam perguntando de um negócio que não terminou? – brincou o técnico, já no banco de reservas.
Um abraço em Adilson Batista, atual técnico do Vasco e seu antecessor no Timão, foi o ato final das homenagens iniciais. Nos 90 minutos de partida, Tite foi o de sempre: mãos sobre o teto do banco de reservas quando o time mantinha a posse de bola, mãos nervosas e gestos bruscos quando os cariocas ameaçavam um ataque. Em campo, o Corinthians não correspondia às expectativas.
Na segunda etapa, Tite chamou Rodriguinho e Danilo, conversou com os dois ao pé do ouvido, como sempre faz. Tentou empurrar o time à frente, sempre com o apoio das arquibancadas. O 0 a 0, tão comum na fase final da era Tite, não ficou à altura de uma despedida. Contra o Internacional, dia 1º de dezembro, o comandante terá uma última chance de deixar o Pacaembu com uma vitória. Uma última impressão positiva após passagem tão vitoriosa pelo Corinthians.

Adilson não aprova empate no Pacaembu: 'Não saímos satisfeitos'

O Vasco visitou neste domingo o Corinthians, no Pacaembu, e não passou de empate por 0 a 0. Com o resultado, o time chegou a 38 pontos e se manteve na 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento, a três rodadas do fim. Após a partida, o técnico Adilson Batista disse que o Cruz-Maltino não ficou contente com o ponto conquistado e explicou os motivos para o time não ter conseguido a vitória.

- Não saímos satisfeitos. Neutralizamos bem, marcamos bem, tivemos chances para botar companheiro melhor colocado. O Corinthians teve poucas oportunidades no primeiro tempo. No segundo tempo, abrimos com Thalles, tivemos o Francismar aberto, mas não caprichamos na última bola. Não conseguimos o objetivo que era vencer. Mas a luta continua, vamos buscar os três potnos contra o Cruzeiro em casa para continuar a sonhar com a permanência.