sábado, 16 de novembro de 2013

ABC vence 'trauma' no Frasqueirão e rebaixa ASA para a Série C



O ABC quebrou o tabu de 14 jogos sem vencer o ASA em partidas oficiais no futebol brasileiro foi derrubado nesta sexta-feira. Jogando no Estádio Frasqueirão, o Mais Querido venceu o Fantasma por 4 a 1 e, de quebra, rebaixou a equipe alagoana para a Série C do Campeonato Brasileiro. Os gols da partida foram marcados por Giovanni Augusto, Rodrigo Silva, Alvinho e Somália para o alvinegro potiguar, enquanto que Elionar Bombinha descontou para o alvinegro de Arapiraca.
ABC x ASA, no Estádio Frasqueirão, em Natal (Foto: Augusto Gomes)Giovanni Augusto comemora gol marcado sobre o ASA, no Frasqueirão (Foto: Augusto Gomes)
Com a vitória, o ABC chegou aos 42 pontos e pulou, por enquanto, para a 14ª colocação, ficando a espera do resultado entre Icasa e Paysandu, que jogam ainda esta noite, às 21h50 (horário de Brasília), no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte. Já o ASA, se mantém com os 32 pontos e  não reúne mais condições de sair do Z-4. Além disso, a o time de Arapiraca ainda corre o risco de cair para a lanterna da Série B, já que São Caetano, último colocado, enfrenta neste sábado, no Estádio Anacleto Campanella, o Joinville. A partida está marcada para às 21h (horário de Brasília).
As duas equipes terão um semana de descanso, já que a 37ª rodada só acontece no próximo fim de semana. Em Natal, o ABC recebe o Avaí, no Estádio Frasqueirão. O jogo está marcado para o próximo sábado, às 17h20 (horário de Brasília). Já o ASA, viaja até Florianópolis, onde enfrenta na próxima sexta-feira o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli. A partida começa às 19h30 (horário de Brasília).
O jogo
ABC e ASA começaram a partida a mil por hora. Atendendo o apelo do técnico Roberto Fernandes, que pediu lotação máxima no Estádio Frasqueirão, a Frasqueira tornou-se o “12º jogador” do Mais Querido e ajudou a equipe a pressionar o Fantasma alagoano.
Com pouco mais de um minuto de jogo, Maurinho fez boa jogada pela direita, cortou a marcação e bateu forte. O goleiro Marcão deu bobeira e soltou a bola nos pés de Giovanni Augusto. O meia não contou história e abriu o placar. A reposta do ASA foi imediata. Ex-jogador do alvinegro potiguar, Elionar Bombinha recebeu a bola na cabeça e balançou a rede. Contudo, o assistente Silbert Faria Sisquim assinalou o impedimento.
Escalado no lugar de Gilmar, vetado pelo departamento médico, Maurinho mostrou vontade em campo. Aos 15 minutos, o atacante pediu passagem no setor ofensivo e após o cruzamento de Renato, pela direita, se jogou para alcançar a bola, mas o lançamento foi muito forte.
Pelo lado alagoano, a dupla de atacantes também esteve inspirada. Primeiro, Lúcio Maranhão recebeu na entrada da área, girou rápido e mandou um chutaço. O goleiro Wilson Júnior ainda tocou na bola, que explodiu no travessão. Em seguida, após falta de Erick Flores sobre Thallyson, o camisa 7 potiguar recebeu cartão amarelo. Na cobrança da falta, Bombinha conseguiu um leve desvio de joelho e empatou o jogo.
ABC x ASA, no Estádio Frasqueirão, em Natal (Foto: Augusto Gomes)Rogélio (esq.) e Lúcio Maranhão (dir.) fizeram um grande duelo no jogo (Foto: Augusto Gomes)
O gol de empate motivou o time de Arapiraca, que chegou novamente com perigo aos 28 minutos. Lúcio Maranhão se desfez da marcação e chutou rasteirinho. Wilson Júnior conseguiu defender a bola. No contra ataque abecedista, foi a vez de Erick Flores assustar a defesa alagoana. O meia bateu colocado, mas a bola foi desviada e por pouco não entrou. Aos 32 minutos, Erick Flores, em jogada individual, arrancou rumo ao gol e rolou para Somália. O jogador bateu muito forte à direita de Marcão, que apenas observou a jogada. A resposta do ASA, mais uma vez, foi com Bombinha. Depois de cruzamento pela direita, o atacante, sozinho, testou à direita e a bola foi para fora.
ABC inspirado... ASA rebaixado
O segundo tempo começou igual a etapa inicial. Logo aos três minutos, o ABC partiu para o ataque. Rodrigo Silva recebeu na entrada da área e tocou por cima de Marcão. A bola bateu no travessão e deixou a zaga do Asa atordoada. Aos oito minutos foi a vez de Maurinho chegar com perigo. Após passe de Erick Flores, o atacante acertou um belo chute e a bola abalançou a rede, mas pelo lado de fora.
A pressão do Mais Querido foi traduzida em gol aos 13 minutos. Renato arrancou pela direita e após dividida com Thallyson, o lateral-direito do ABC caiu na área e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães marcou o pênalti. Na cobrança, Rodrigo Silva bateu consciente no cantinho esquerdo e deixou o ABC a frente do placar.
Precisando da vitória a qualquer custo, o ASA se lançou ao ataque e deixou a defesa escancarada para o ABC trabalhar a bola e manter o domínio da partida, conforme pedia o técnico Roberto Fernandes. Aos 38 minutos, renato deu mais uma arrancada, foi à linha de fundo e cruzou, na medida, para Alvinho. O atacante cabeceou firme e marcou o terceiro do Mais Querido. Aos 42 minutos, Wesley Bigu, pela esquerda, tentou o cruzamento e a bola pegou um efeito, tocando o travessão de Marcão.
O último lance da partida foi o mais especial. Numa linda jogada, Somália rouba a bola no meio de campo e vai embora em direção ao ataque. Como um velocista, deixa todos os marcadores para trás e dá um belo toque na saída de Marcão, fechando o placar e a goleada.

Ceará vence Guaratinguetá, dorme no G-4 e pode colocar Garça na degola



Cirúrgico, o Ceará venceu o Guaratinguetá na casa do adversário por 1 a 0 na tarde desta sexta-feira e irá dormir no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Rogerinho marcou o único gol do duelo válido pela 36ª rodada da competição. Derrotado, o Guará pode cair para a zona de rebaixamento dependendo da combinação de resultados.
Foi a quarta vitória seguida do Ceará, que aproveitou uma de suas poucas oportunidades claras de gol na partida para chegar aos 59 pontos e subir, temporariamente, para a terceira posição. O Vovô só cai do G-4 se Icasa e Sport vencerem seus compromissos contra Paysandu e Paraná respectivamente. Já a situação do Guaratinguetá é dramática. A equipe está com 41 pontos, dois pontos à frente da zona de rebaixamento, e não sabe o que é vencer há cinco jogos. Se Paysandu e Atlético-GO vencerem seus compromissos, o Tricolor do Vale entrará nas duas rodadas finais na zona de rebaixamento.
As equipes terão uma semana de preparação para a próxima rodada. O Ceará visita o Palmeiras, no sábado, 23, às 17h20, no estádio Morenão, em Mato Grosso do Sul. Já o Guará recebe o Paraná, no mesmo dia, mas às 21h, no Dario Rodrigues Leite.
Bom senso e oportunismo do Vovô
O jogo começou com Guaratinguetá e Ceará trocando passes por 30 segundos como forma de protesto do Bom Senso F.C, atitude que deve ser repetida nos demais jogos da rodada. Com a bola rolando, os donos da casa começaram mais ofensivos e criaram a primeira oportunidade de perigo com Fransérgio, que soltou a bomba de fora da área e obrigou Jaílson a se esticar todo para evitar o primeiro gol. O Tricolor do Vale tentava criar as oportunidades pelas pontas, mas sem um centroavante, não tinha quem concluísse a gol.
Pedro Paulo, Léo Gamalho Guaratinguetá x Ceará (Foto: Fábio Rubinato/ AGF)Pedro Paulo é pressionado por Léo Gamalho no Ninho da Garça (Foto: Fábio Rubinato/ AGF)
Aos poucos, o Ceará passou a aumentar sua posse de bola. Além de se defender e afastar as oportunidades de perigo, a equipe cresceu e começou a chegar mais perto da área do Guará. Aos 37 minutos, Léo Gamalho, livre dentro da área, não conseguiu alcançar cruzamento de Marcos. Mas o gol não demorou para sair. Aos 42, Rogerinho recebeu de costas para o gol, na entrada da área. Marquinhos e Tiago Ulisses bateram cabeça na marcação e o meia conseguiu girar e chutar no cantinho, sem chances para Saulo.
Ídolo vira vilão
O goleiro Jaílson atuou por seis anos no Guaratinguetá. No Ceará, é o reserva de Fernando Henrique. Como o titular estava suspenso, Jaílson voltou ao gol do Dario Rodrigues Leite, mas desta vez como adversário. E o atleta, que já foi herói da torcida da Garça por muitas vezes, se tornou vilão ao fazer grandes defesas diante do Tricolor do Vale.
A derrota seria trágica para o Guaratinguetá e por isso a equipe foi para cima na segunda etapa. O Tricolor até criou, mas Jaílson fez pelo menos três grandes defesas para garantir o resultado positivo para o Vovô. Primeiro, o lateral-direito Murilo soltou a bomba da entrada da área e o arqueiro se esticou todo. Cinco minutos depois, a zaga do Ceará afastou mal e a bola sobrou para Rafinha, na pequena área. O atacante dominou e arriscou um voleio, obrigando o goleiro a usar o reflexo para salvar o Ceará. Aos 44, Xuxa ainda cobrou falta com perfeição e Jaílson, mais uma vez, saltou para salvar e garantir a vitória do Vovô.

Golaço de Abate e sorte garantem empate da Itália com a Alemanha



Tradicional carrasca da Alemanha em competições, a Itália se valeu da sorte para empatar por 1 a 1 com o rival, no principal amistoso do dia de confrontos entre seleções. Nesta sexta-feira, diante de sua torcida no estádio San Siro, começou melhor, mas ficou em desvantagem logo aos sete minutos, de Hummels, de cabeça. Acuada com o crescimento do adversário na partida, levou bola na trave, de Khedira, aos 17, e igualou o placar com um surpreendente golaço de Abate, em tabela de letra com Bonucci dentro da área, aos 27. Buffon ainda viu a bola bater no seu poste mais duas vezes, aos 32, com Schurrle, e aos 47 do segundo tempo, e teve que salvar recuo perigoso de cabeça, aos 45 da etapa final, para levar a melhor sobre o 'freguês'.
Abate comemora gol da Itália contra Alemanha (Foto: Agência Reuters)Abate comemora golaço contra Alemanha: (Foto: Agência Reuters)

As seleções voltam a fazer testes na próxima terça-feira. A Itália enfrenta a Nigéria, em Londres, enquanto a Alemanha mede forças em outro clássico, diante da Inglaterra. Ano que vem, a Azzurra joga um amistoso contra a Espanha, no dia 5 de março. Mesma data que os germânicos duelam com o Chile, em Stuttgart.
No dia 6 de dezembro, as duas seleções conhecerão seus adversários na primeira fase da Copa do Mundo de 2014. Em sorteio marcado para a Costa do Sauípe, na Bahia, a Alemanha será cabeça de chave, enquanto a Itália deve ficar no pote 2, com outros europeus.
EQUILÍBRIO E GOLAÇO

Os 45 minutos iniciais foram bem equilibrados no San Siro. A Itália começou melhor, pressionando e quase abrindo o placar numa falta cobrada por Pirlo, aos três. Só que, quando conseguiu partir para o ataque, a Alemanha marcou. Em uma sequência de escanteios, chegou ao gol aos sete, quando Kroos bateu pela direita, Hummels subiu por trás de Barzagli e cabeceou no canto. Buffon mergulhou bem, mas não alcançou. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.
Gol Alemanha contra a Itália (Foto: Agência AP )Gol Alemanha contra a Itália (Foto: Agência AP )

Na sequência do primeiro gol, a Alemanha passou a dominar as ações e quase ampliou, em nova cabeçada em cobrança de escanteio de Kroos, com Howedes concluindo perto da trave, aos dez, e num chute de fora da área de Khedira, aos 17. Buffon precisou raspar com a mão na bola para evitar o gol. Ela ainda bateu na trave e voltou no braço do goleiro.
Balotelli Itália e Alemanha (Foto: Agência EFE)Apagado no jogo, Balotelli sofre marcação de Lahm, capitão da Alemanha, de camisa nova
na partida, em Milão (Foto: Agência EFE)
Aos poucos, a Itália voltou a ameaçar a Alemanha, mesmo com Pirlo tendo pouco espaço para a criação de jogadas e Balotelli bem marcado por Howedes. Assim como no gol germânico, o empate saiu em cobrança de escanteio. Só que não foi pelo alto. Aos 27, Abate recebeu a bola rasteira pela direita da área, procurou a tabela com Bonucci, recebeu de volta um belo passe de letra e chutou cruzado e certeiro, no canto oposto.
Como no início, a Itália voltou a ter o domínio do jogo depois de empatar. Só que foi da Alemanha a melhor chance para marcar até o intervalo. Em uma saída de bola errada de Bonucci, pressionado por Khedira, a bola sobrou para Schurrle. O atacante soltou a bomba e acertou o travessão de Buffon, aos 32.

SUSTO E SORTE NO FIM

No segundo tempo, a Itália dominou as ações. Conseguiu manter mais posse de bola e chegar com mais frequência ao ataque. Só que criou poucas chances de perigo. Só ameaçou mesmo aos cinco, num chute de Marchisio defendido por Neuer, e aos 12, quando Balotelli sofreu carrinho de Hummels quando ia concluir na pequena área cruzamento de Criscito pela esquerda.
Em sua centésima partida à frente da seleção alemã, o treinador Joachim Löw só foi colocar dois de seus principais craques em campo aos 14 minutos do segundo tempo. Özil e Reus entraram nos lugares de Schurrle e Götze, mas pouco fizeram.
Buffon Itália e Alemanha (Foto: Getty Images)Bola acerta a trave de Buffon: três conclusões da Alemanha não entram por pouco (Foto: Getty Images)
A Alemanha só assustou mesmo no fim. Aos 45, Bonucci quase traiu Buffon ao tentar recuar de cabeça cruzamento da direita. O goleiro precisou se esforçar para evitar o gol contra. Nos acréscimos, aos 47, Howedes aproveitou sobra na frente da área e chutou na trave. No rebote, Reus e Lars Bender se atrapalharam para concluir ao gol vazio. Desfecho exemplar da sorte que a Itália teve diante do tradicional freguês.

Ribéry vai mal, França perde para a Ucrânia e se complica na repescagem


Ribéry, Giroud, Pogba, Benzema, Nasri... Os nomes famosos estavam todos do lado azul no Estádio Olímpico em Kiev, mas isso não foi suficiente para assegurar a vitória da França. Sem inspiração, principalmente por parte do meia do Bayern de Munique, que foi muito marcado e pouco produziu, os Bleus perderam por 2 a 0 para a Ucrânia e se complicaram na repescagem europeia para a Copa do Mundo. Zozulya e Yarmolenko, de pênalti, fizeram os gols dos donos da casa (confira no vídeo ao lado). 
Agora, a Ucrânia leva uma vantagem considerável para a partida de volta, que acontecerá em Paris na próxima terça-feira. A equipe do leste europeu pode perder por um gol de diferença que, ainda assim, assegura a vaga na Copa. Uma derrota por dois gols, desde que balance as redes, também serve. Caso a França devolva o placar desta terça, a decisão será na prorrogação.A tarefa, porém, será difícil: os ucranianos não são vazados há oito partidas. 
Se os franceses tinham um time cosmopolita, com atletas atuando nas principais ligas do mundo - na equipe titular, apenas Abidal e Matuidi jogam no torneio doméstico -, a Ucrânia levou a campo 11 jogadores que defendem clubes do próprio país. Entre eles, um brasileiro: o meia Edmar, de 33 anos, que nasceu em Mogi das Cruzes, mas atua no futebol ucraniano desde 2002 e defende atualmente o Metalist. 
Ribery Ucrânia e França (Foto: Agência Reuters)Ucranianos fazem a festa, enquanto Ribéry lamenta: meia teve atuação apagada (Foto: Agência Reuters)
FREIO DE MÃO PUXADO

Apesar da diferença entre as equipes, havia algo em comum que os unia: o temor em se arriscar. No primeiro tempo, ninguém quis se aventurar. Apesar de jogar em casa, a Ucrânia preferiu se fechar na defesa, deixar a posse de bola com a França e sair apenas nos contra-ataques. Já os Bleus trocavam passes, mas pouco criavam, já que Ribéry era muito marcado – Nasri foi quem tentou levar os visitantes à frente. 
Edmar Ucrânia e Suécia (Foto: Agência Reuters)Edmar disputa a bola com Nasri: brasileiro está na Ucrânia há 11 anos (Foto: Agência Reuters)
Com isso, a partida ficou truncada: muita correria e pouca imaginação. Neste cenário, quem se saiu melhor foi a Ucrânia. Aproveitando a velocidade de seus pontas, o time da casa levou mais perigo. Aos 29, Rotan avançou pela direita e cruzou na área. O brasileiro Edmar apareceu de surpresa na área e, de peixinho, mandou muito perto do gol. 
Aos poucos, a Ucrânia começou a adotar outra postura e passou a pressionar a França na defesa. Os Bleus não conseguiam mais manter a posse de bola e tinham dificuldades com a forte marcação rival – Ribéry, inclusive, chegou a se desentender com Edmar após uma falta. O meia brasileiro, aliás, protagonizou outra boa chance, aos 38 minutos: ele recebeu lindo passe de Yarmolenko e cruzou rasteiro para Konoplyanka, mas a finalização foi travada. 
UCRÂNIA APROVEITA CHANCES

O melhor momento ucraniano permaneceu no segundo tempo, com os anfitriões levando mais perigo no ataque. Não à toa, aos 15 minutos saiu o gol: Edmar recebeu na área e ajeitou para Zozulya, que ganhou de Debuchy e bateu rasteiro: 1 a 0 Ucrânia. 
Roman Zozulya comemora gol da ucrânia contra a França (Foto: Agência AP )Ba-ban-do: Zozulya festeja seu gol, o primeiro da Ucrânia sobre a França (Foto: Agência AP )
A desvantagem desestabilizou a França, que foi ao ataque desordenadamente e esbarrou na forte marcação adversária. Aos poucos, a pressa dos Bleus foi se transformando em desespero, já que pouco se criava. Ribéry até apareceu mais, porém foi insuficiente: em seu melhor lance, ele recebeu na entrada da área, mas o chute foi desviado, e Pyatov defendeu. A melhor chance, entretanto, foi de Nasri, que, aos 20 minutos, recebeu de Giroud, invadiu livre a área, mas chutou em cima do arqueiro rival.

A Ucrânia, por sua vez, esperava o momento certo para definir o jogo. Ele veio aos 37 minutos. Zozulya recebeu na área, girou para cima de Koscielny e foi empurrado na hora do chute. O árbitro marcou pênalti, que Yarmolenko converteu, para desespero dos franceses, que ainda tiveram Koscielny expulso no fim do jogo por agredir Kucher, que também receberia o cartão vermelho minutos depois após falta em Ribéry. 
Ribery Ucrânia e França (Foto: Agência Reuters)Ribéry tenta passar por Fedetskiy, seu marcador durante todo o jogo (Foto: Agência Reuters)

Ribéry vai mal, França perde para a Ucrânia e se complica na repescagem



Ribéry, Giroud, Pogba, Benzema, Nasri... Os nomes famosos estavam todos do lado azul no Estádio Olímpico em Kiev, mas isso não foi suficiente para assegurar a vitória da França. Sem inspiração, principalmente por parte do meia do Bayern de Munique, que foi muito marcado e pouco produziu, os Bleus perderam por 2 a 0 para a Ucrânia e se complicaram na repescagem europeia para a Copa do Mundo. Zozulya e Yarmolenko, de pênalti, fizeram os gols dos donos da casa. 
Agora, a Ucrânia leva uma vantagem considerável para a partida de volta, que acontecerá em Paris na próxima terça-feira. A equipe do leste europeu pode perder por um gol de diferença que, ainda assim, assegura a vaga na Copa. Uma derrota por dois gols, desde que balance as redes, também serve. Caso a França devolva o placar desta terça, a decisão será na prorrogação.A tarefa, porém, será difícil: os ucranianos não são vazados há oito partidas. 
Se os franceses tinham um time cosmopolita, com atletas atuando nas principais ligas do mundo - na equipe titular, apenas Abidal e Matuidi jogam no torneio doméstico -, a Ucrânia levou a campo 11 jogadores que defendem clubes do próprio país. Entre eles, um brasileiro: o meia Edmar, de 33 anos, que nasceu em Mogi das Cruzes, mas atua no futebol ucraniano desde 2002 e defende atualmente o Metalist. 
Ribery Ucrânia e França (Foto: Agência Reuters)Ucranianos fazem a festa, enquanto Ribéry lamenta: meia teve atuação apagada (Foto: Agência Reuters)
FREIO DE MÃO PUXADO

Apesar da diferença entre as equipes, havia algo em comum que os unia: o temor em se arriscar. No primeiro tempo, ninguém quis se aventurar. Apesar de jogar em casa, a Ucrânia preferiu se fechar na defesa, deixar a posse de bola com a França e sair apenas nos contra-ataques. Já os Bleus trocavam passes, mas pouco criavam, já que Ribéry era muito marcado – Nasri foi quem tentou levar os visitantes à frente. 
Com isso, a partida ficou truncada: muita correria e pouca imaginação. Neste cenário, quem se saiu melhor foi a Ucrânia. Aproveitando a velocidade de seus pontas, o time da casa levou mais perigo. Aos 29, Rotan avançou pela direita e cruzou na área. O brasileiro Edmar apareceu de surpresa na área e, de peixinho, mandou muito perto do gol. 
Roman Zozulya comemora gol da ucrânia contra a França (Foto: Agência AP )Ba-ban-do: Zozulya festeja seu gol, o primeiro da Ucrânia sobre a França (Foto: Agência AP )
Aos poucos, a Ucrânia começou a adotar outra postura e passou a pressionar a França na defesa. Os Bleus não conseguiam mais manter a posse de bola e tinham dificuldades com a forte marcação rival – Ribéry, inclusive, chegou a se desentender com Edmar após uma falta. O meia brasileiro, aliás, protagonizou outra boa chance, aos 38 minutos: ele recebeu lindo passe de Yarmolenko e cruzou rasteiro para Konoplyanka, mas a finalização foi travada. 
UCRÂNIA APROVEITA CHANCES

O melhor momento ucraniano permaneceu no segundo tempo, com os anfitriões levando mais perigo no ataque. Não à toa, aos 15 minutos saiu o gol: Edmar recebeu na área e ajeitou para Zozulya, que ganhou de Debuchy e bateu rasteiro: 1 a 0 Ucrânia. 
A desvantagem desestabilizou a França, que foi ao ataque desordenadamente e esbarrou na forte marcação adversária. Aos poucos, a pressa dos Bleus foi se transformando em desespero, já que pouco se criava. Ribéry até apareceu mais, porém foi insuficiente: em seu melhor lance, ele recebeu na entrada da área, mas o chute foi desviado, e Pyatov defendeu. A melhor chance, entretanto, foi de Nasri, que, aos 20 minutos, recebeu de Giroud, invadiu livre a área, mas chutou em cima do arqueiro rival.

A Ucrânia, por sua vez, esperava o momento certo para definir o jogo. Ele veio aos 37 minutos. Zozulya recebeu na área, girou para cima de Koscielny e foi empurrado na hora do chute. O árbitro marcou pênalti, que Yarmolenko converteu, para desespero dos franceses, que ainda tiveram Koscielny expulso no fim do jogo por agredir Kucher, que também receberia o cartão vermelho minutos depois após falta em Ribéry. 
Ribery Ucrânia e França (Foto: Agência Reuters)Ribéry tenta passar por Fedetskiy, seu marcador durante todo o jogo (Foto: Agência Reuters)