quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Atuações do Palmeiras: Henrique falha e depois surta; novato vai bem

FÁBIO - GOLEIRO
Surpresa na escalação, o novato correspondeu. Mostrou segurança e fez boas defesas. Não teve culpa no gol.
Nota: 7
ANDRÉ LUIZ - ZAGUEIRO
Não comprometeu. Saiu para a entrada de Serginho, depois do gol do Papão.
Nota: 6
HENRIQUE - ZAGUEIRO
Mal posicionado, era o zagueiro que dava condições de jogo ao ataque do Paysandu no lance do gol paraense. No fim, deu chilique com o árbitro e foi corretamente expulso.
Nota: 3
MARCELO OLIVEIRA - ZAGUEIRO
Sofreu para se desdobrar na cobertura de Juninho.
Nota: 6
WENDEL - LATERAL-DIREITO
Preso à marcação, não se arriscou no ataque. Saiu para deixar o time mais ofensivo.
Nota: 5,5
MÁRCIO ARAÚJO - VOLANTE
Bem no combate. Virou lateral-direito depois da entrada de Fernandinho.
Nota: 6,5
EGUREN - VOLANTE
Um erro numa saída de bola quase gerou gol do Paysandu.
Nota: 5,5
FELIPE MENEZES - MEIA
Em nova chance no time, voltou a deixar a desejar.
Nota: 5
JUNINHO - LATERAL-ESQUERDO
No esquema com três zagueiros e dois volantes, jogou quase como ponta. Arriscou dois bons chutes a gol.
Nota: 7
ANANIAS - ATACANTE
Corre, corre, corre e não consegue finalizar.
Nota: 5,5
ALAN KARDEC - ATACANTE
Isolado no meio dos zagueiros. A bola pouco chegou. Quando saiu para buscá-la, deixou Juninho em boa condição de marcar, no primeiro tempo. No segundo, mandou uma bola na trave.
Nota: 6
SERGINHO - MEIA-ATACANTE
Entrou com o time em desvantagem, para dar mais velocidade. Ajudou no abafa. Mas o gol não saiu.
Nota: 6
FERNANDINHO - MEIA
Entrou no lugar de Wendel, deslocando Márcio Araújo para a lateral direita. Também ajudou a fazer o abafa.
Nota 6
CAIO - ATACANTE
Jogou pouco. Sem nota.
Paysandu e Palmeiras (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Alan Kardec tenta passar pela marcação do Paysandu  (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)

Em sintonia, Vinícius Eutrópio se diz ‘feliz em fazer parte deste momento’

Três vitórias seguidas depois de uma grande oscilação. Nesta terça-feira, o triunfo sobre o ABC, no estádio Orlando Scarpelli, deu motivação ao Figueirense por uma vaga no G-4. E quem vive um momento de sintonia com a torcida é o técnico Vinícius Eutrópio. Quando a equipe esteve distante do grupo de acesso, ele teve seu trabalho questionado.
Agora, é quase unanimidade e ouviu da arquibancada o grito de ‘eu acredito’ ecoar. Contra um ABC forte, segundo o comandante, a equipe conseguiu suportar a pressão depois de fazer um gol e chegou ao triunfo.
- Sempre satisfatório chegar aqui e agradecer e poder dizer à torcida que estou feliz em fazer parte deste momento. A partir do momento que fizemos o gol fomos recuando, porque eles têm uma excelente equipe, com uma qualidade técnica muito boa. Não é à toa que fazem pontuação de segundo turno de G-4. Nós perdemos nossa posse de bola. É normal eles saírem mais porque estavam atrás no placar. Mas tivemos a oportunidade e aproveitamos a bola parada para fazer o 2 a 0 – disse Eutrópio, que completou com uma análise do segundo tempo.
- No segundo tempo mantivemos os jogadores, mas mudamos a configuração do meio. Viemos para o losango, recuamos o Pablo e são variações que trabalhamos durante a semana de acordo com o adversário. Não foi surpresa e o segundo tempo foi controlado. Tivemos oportunidades e não passamos sustos, e maior posse de bola. Foi um jogo bem controlado no segundo tempo e tivemos humildade para mudar o sistema e fomos premiados por isso - afirmou.
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Vinícius Eutrópio Figueirense (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)Vinícius Eutrópio comemorou e muito a vitória do Figueirense (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)
O Figueirense volta a campo no próximo sábado, diante do Oeste, em Itápolis. Para o duelo, Eutrópio não terá Paulo Roberto, que recebeu o terceiro cartão amarelo. O lateral-esquerdo Wellington Saci retorna de suspensão e, apesar das possíveis mudanças, Eutrópio pede calma. Primeiro para trabalhar, depois para elogiar seus comandados.
- A gente ainda não sabe (as alterações). Acabou o jogo agora, temos os substitutos das posições e gostamos de pensar bastante nisso para mexer o mínimo o possível. Vamos esperar. Os jogadores que não têm jogado estão treinando muito, justamente para quando entrar ter ritmo de jogo. É legal ressaltar a atuação do Luan, um garoto que teve muito problema de lesão, cirurgia, fez uma posição difícil e teve uma atuação brilhante.
O técnico também citou especificamente o caso de André Rocha. A avó do lateral faleceu e, depois do sepultamento, o jogador se dispôs a entrar em campo e ajudar o Figueirense.
- O André que teve o falecimento da avó, nós liberamos ele e chegou ontem e teve um primeiro tempo meio disperso, mas era natural, e no segundo entrou no jogo. São problemas que os jogadores enfrentam. Eu tenho que ressaltar a qualidade de todos do grupo, mas hoje especialmente destes dois que foram guerreiros mesmo e foram exemplos para os outros - finalizou.

Atlético-GO vence Sport, respira na Série B, e liga sinal de alerta do Leão

A vitória do Atlético-GO começou antes mesmo de o time entrar em campo pela 35ª rodada da Série B. Nesta terça, a equipe goiana viu o ABC, concorrente direto na luta contra o rebaixamento, perder para o Figueirense, resultado que manteve aceso o fogo do Dragão. Na mesma linha, a derrota do Sport também começou antes do apito inicial em Goiânia. A própria vitória do Figueira era um resultado ruim para o Leão, que ainda viu os rivais Chapecoense, Icasa e Ceará triunfarem na rodada e acirrarem ainda mais a disputa pelo acesso – a Chapecoense está praticamente garantida na Série A.
Faltava ainda o time da casa fazer sua parte num Serra Dourada quase deserto. Apenas 1005 pagantes viram a 400ª partida do goleiro Márcio pelo Atlético-GO e também a noite de superação do time, que venceu por 2 a 1 e ainda manteve a chance de evitar o rebaixamento pelo segundo ano seguido. Diego Giaretta e Anselmo, que já havia perdido gol incrível, balançaram as redes a favor dos donos da casa, que chegaram aos 38 pontos, na 18ª colocação. O ABC, primeiro time fora do Z-4, tem um ponto a mais.
Patric balançou as redes para o Sport, que acumula duas derrotas seguidas, segue em terceiro, com 56 pontos, mas agora ameaçado por Ceará e Figueirense, que tentam entrar no G-4. Geninho e seus comandados tentarão reagir no próximo sábado, na Ilha do Retiro, contra o Paraná, às 17h20m (de Brasília). No mesmo horário o Dragão visitará o América-MG.
Atlético-GO x Sport - Série B 2013 - Serra Dourada (Foto: Cristiano Borges / O Popular)Destaque do Atlético-GO, João Paulo disputa bola pelo alto (Foto: Cristiano Borges / O Popular)
Dragão é melhor, mas 1º tempo termina igual
A proposta do técnico Gilberto Pereira de povoar o meio-campo com seis jogadores funcionou. Mesmo em situação crítica na tabela, o Atlético-GO foi melhor e não se assustou nem bom a bomba de fora da área disparada por Neto Baiano logo aos três minutos, em cobrança de falta. Márcio fez ótima defesa. Mas o que era para ser um cartão de visitas do Sport, soou apenas como falso alarme.
A atuação discreta do Leão na etapa inicial irritou bastante o técnico Geninho, que cobrou de vários jogadores diferentes. Um deles foi o lateral-direito Patric, que responderia com eficiência mais tarde. Enquanto isso, o time da casa tocava a bola no campo de ataque à procura do espaço para balançar as redes. A oportunidade surgiu aos 33 minutos com Diego Giaretta. Zagueiro de origem e lateral nesta noite, ele cobrou falta com força e superou o goleiro Magrão: 1 a 0 Atlético-GO.
Mais um gol poderia ter dado tranquilidade ao Dragão, que teve a faca e o queijo na mão pouco depois. Após lançamento da intermediária, Anselmo e mais dois jogadores da equipe goiana saíram livres, sem marcação. O atacante, que poderia ter finalizado, driblado o goleiro, ou dado passe para João Paulo e Fábio Lima, tocou fraco para o lado, facilitando a vida de Magrão. Como a fase não é boa, o erro foi crucial. Praticamente no último lance do primeiro tempo, Marcos Aurélio recebeu dentro da área e ajeitou com classe para Patric, que bateu de primeira e deixou tudo igual: 1 a 1.
Anselmo se redime, e Atlético-GO respira na Série B
Foram 15 minutos de intervalo e 15 minutos para o técnico do Atlético-GO, Gilberto Pereira, pensar em mudanças. Contudo, apesar do empate, a postura do time estava bem melhor com relação aos últimos jogos e não havia motivo para alterações. Já o Leão ainda não lembrava a equipe que luta pelo acesso. Prova disso ocorreu logo no primeiro minuto do segundo tempo com Anselmo, que teve 15 minutos para pensar no gol perdido na etapa inicial. Após receber de Fábio Lima, o atacante mostrou oportunismo, saiu no meio da zaga e chutou forte: 2 a 1 Atlético-GO. Anselmo não comemorou.
Se ainda fosse goleiro, o técnico Geninho talvez notasse seus primeiros cabelos brancos nesta terça-feira. A irritação do comandante do Sport à beira do gramado era visível e também audível. No vazio Serra Dourada, os gritos do treinador ecoavam à medida que o Leão não reagia. Marcelo Cordeiro foi o primeiro a pagar caro e deu lugar a Pery. Mas apesar da alteração, foi o Atlético-GO que continuou na pressão. Anselmo, novamente, e Rafael Cruz tiveram chances para ampliar.
E como o ataque do Sport não produzia, coube ao zagueiro pereira ir para a área do Dragão e cabecear após cobrança de escanteio. A bola bateu na trave. Com o passar do tempo, os pernambucanos se lançaram ao ataque e passaram a atuar no campo do adversário, que se fechava para tentar explorar os contra-ataques. Apesar da partida ruim, o Sport não está no G-4 por acaso e, por pouco, não empatou aos 27 minutos. Marcos Aurélio cruzou para Felipe Azevedo, que pegou de primeira dentro da área e viu Márcio fazer grande defesa.

No jogo do desespero, ASA vence o Guaratinguetá e larga a lanterna

O ASA se livrou da lanterna da Série B e continua sonhando com a permanência. Apoiado por sua torcida, o Alvinegro derrotou o Guaratinguetá por 2 a 1 na noite desta terça-feira, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, e deixou a 35ª rodada na 19ª colocação, ultrapassando o São Caetano. Lúcio Maranhão e Elionar Bombinha marcaram os gols do time alagoano no primeiro tempo, com Murilo descontando na etapa final.
Para Bombinha, o Alvinegro está demonstrando força na reta final da Segundona.
- O importante é que estamos vencendo dentro de casa e, passada mais uma rodada, continuamos vivos. Faltam três jogos e, independentemente de qualquer coisa, vamos buscar três vitórias - comentou o autor do segundo gol do ASA.
Sem vencer há quatro rodadas, o Guará segue com 41 pontos e caiu para a 15ª colocação.
- Temos que recuperar as forças e buscar uma vitória na próxima rodada na nossa casa para afastar o time dessa zona de perigo - disse o Cleiton Pedra.
Na próxima sexta-feira, o time paulista recebe o Ceará, às 17h (de Brasília), enquanto o ASA encara o ABC, fora de casa, às 19h30m (de Brasília).
ASA x Guaratinguetá, em Arapiraca (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)Bombinha marca o segundo gol do ASA em Arapiraca (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)
Alvinegro abre vantagem no primeiro tempo
O jogo começou equilibrado. O ASA tocava a bola no campo de ataque, mas não agredia. O Guará se soltou mais após cinco minutos, rondou a área adversária e sofreu um contra-ataque mortal. O armador Diego Rosa roubou a bola perto do meio-campo, acertou o passe e disse para o centroavante Lúcio Maranhão: "Faz, artilheiro!". Aos 7 minutos, o atacante do ASA entrou na área em velocidade e finalizou na saída do goleiro Saulo, que ainda tocou na bola, mas não evitou o gol.
O Guaratinguetá tentou o empate no lance seguinte, com Michael, que avançou pela direita e tocou para Rafinha. Bem colocado, Cássio se antecipou e salvou o ASA. A resposta veio com Diego Rosa, que dominou livre na área, mas demorou para concluir e facilitou o trabalho de marcação do time paulista. O Guará criou outra boa chance em ataque pela direita, finalizado pelo lateral Murilo: bem posicionado, Marcão fez uma bela defesa. Ofensivamente, o ASA estava dando muito trabalho ao adversário e marcou o segundo gol aos 27 minutos. Jorginho cruzou da direita, Maranhão desviou e, no segundo pau, Elionar Bombinha assinalou de carrinho.
ASA x Guaratinguetá, em Arapiraca (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)Guaratinguetá deu trabalho no segundo tempo (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)
Guará diminui na etapa final
A partida ficou mais morna no segundo tempo. Tentando melhorar a qualidade do passe do Guará, o técnico Betinho trocou o meia Xuxa por Eduardo Arroz ainda no intervalo. Não houve grande diferença. O ASA controlava bem a partida e quase marcou em bela jogada de Diego Rosa, que fintou a marcação e, de frente para Saulo, acertou a rede pelo lado de fora.
Em outra trama do Alvinegro, Bruno Formigoni, do Guará, acertou o companheiro Pedro Paulo e a bola sobrou para Lúcio Maranhão, que ajeitou e soltou uma bomba: Saulo se esticou todo e fez uma linda intervenção. Cleiton Pedra ainda tentou diminuir a vantagem dos alagoanos, mas, em boa oportunidade, errou o alvo. Os paulistas insistiram e marcaram aos 38 minutos, com o lateral Murilo, que aproveitou rebote e, sem ângulo, acertou um belo chute no gol de Marcão. O Guaratinguetá foi com tudo para buscar o empate e deu espaço no campo de defesa. Por duas vezes, Maranhão ficou na cara do gol, mas perdeu as chances.

Chapecoense vence o Paraná na Vila Capanema e fica perto da Série A



A Chapecoense está cada vez mais perto da Série A do Campeonato Brasileiro. Há um mês sem vencer, o time catarinense não se intimidou com a pressão do Paraná e venceu os donos da casa por 1 a 0 na noite desta terça-feira na Vila Capanema. O Tricolor começou melhor a partida, mas sentiu o nervosismo e caiu de rendimento no segundo tempo. Firme na marcação, a Chape aproveitou a qualidade do artilheiro Bruno Rangel, autor do gol que deu  vitória ao clube já no segundo tempo.
Para a Chapecoense comemorar o acesso, basta um empate no duelo entre Avaí e Ceará, às 21h50m desta terça. Já para o Paraná, a chance de voltar a primeira divisão fica mais longe. Com 51 pontos, a equipe fica a seis do G-4 e praticamente dá adeus a briga. O Paraná volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Sport. O jogo será às 17h20m (de Brasília), na Ilha do Retiro. A Chapecoense também joga no sábado. O time enfrenta o Bragantino, às 16h20m, na Arena Condá.
Chapecoense x Paraná (Foto: Marcelo Silva)Chapecoense está perto da Série A do Brasileiro (Foto: Marcelo Silva)
Paraná começa melhor, mas Chape equilibra e leva perigo
As alterações e desfalques que Paraná e Chapecoense tinham para o jogo pouco atrapalharam o início das equipes. A necessidade da vitória fez o Tricolor manter a posse de bola e buscar as jogadas ofensivas com mais intensidade. O problema dos donos da casa é que a Chapecoense estava bem postada atrás. Quando roubava a bola, o time tinha uma saída rápida e levava perigo. A pressão inicial quase deu resultado para o Paraná com Reinaldo. O camisa 9 recebeu belo cruzamento e saiu de frente para o gol. Na hora do chute, perdeu o equilíbrio e errou o alvo.
Enquanto o Paraná atacava, a Chapecoense aproveitava os espaços deixados pela defesa adversária para tentar chegar a gol. A primeira chance, porém, veio apenas com 23 minutos. Augusto arriscou um chute de longe e quase enganou Marcos. O goleiro estreante conseguiu fazer grande defesa e salvou o gol. O lance serviu como injeção de ânimo para a Chape, que passou a ganhar terreno e criar as melhores chance da partida. Aos 39 minutos, Potita bateu com veneno e Marcos salvou de novo o Paraná. Antes do intervalo, Dado Cavalcanti perdeu Moacir machucado e teve que colocar Roniery no jogo.
Paraná pressiona, mas Chapecoense marca e fica perto da Série A
Sem alterações para o segundo tempo, o panorama se repetiu nos primeiros minutos. O Paraná teve o ímpeto inicial, mas as dificuldades para finalizar continuavam as mesmas. Os erros também. Após falha na saída de Roniery, Augusto chegou na área e parou novamente no goleiro Marcos, o nome da partida. Se as chances do Tricolor eram poucas, a esperança estava nos pés do principal atacante do elenco. Reinaldo teve a chance de abrir o placar, mas bateu em cima de Nivaldo. O goleiro, inclusive, repetiu a dose e fez dois novos milagres, em chutes de Edson Sitta, de fora da área e Henrique, na pequena área.
Precisando do resultado, o técnico Dado Cavalcanti colocou Luisinho e JJ Morales no jogo. O nervosismo do Paraná era nítido nos lances perto da grande área. O time voltou a ter a posse, mas errava muito no último passe. Morales chegou a ficar cara a cara com Nivaldo e desperdiçou umas das boas chances de gol da equipe paranaense. Com a marcação firme, a Chapecoense aposta todas as suas fichas nas jogadas de bola parada. E foi em um lance pelo alto que o time garantiu o gol. Em cobrança de falta, Bruno Rangel ganhou da defesa e cabeceou sem chances para o Paraná.

Joinville sofre com o Oeste, empata e ainda sonha com acesso à Série A



O Joinville sofreu em campo e segue em sofrimento para alcançar espaço no G-4 da Série B. O time catarinense precisou ser surpreendido com a raça e o gol do Oeste no primeiro tempo para mostrar a reação. Mas não conseguiu transformar o placar em vitória, na Arena Joinville. Ficou pelo 1 a 1 e na esperança de que ainda pode conquistar o acesso, distante com a segunda partida sem triunfo. O time paulista não se frustra. Tem um ponto a mais para evitar a degola e a invencibilidade do técnico Luis Carlos Martins mantida, agora com quatro partidas.
A aplicação e a raça do Oeste contrastava com a atuação do Joinville no primeiro tempo. O time da casa sofria de ansiedade em resolver e não conseguia furar a marcação rival. Os paulistas queriam uma bola apenas para marcar o gol e tentar aumentar a diferença da zona de rebaixamento. Conseguiu com Jheimy, numa ligação direta e concreta da defesa ao ataque. Com a vantagem, a equipe de Itápolis se limitaou à defesa na segunda etapa, se fechou. Suportou o que pode, mas não conseguiu sair ileso à pressão do JEC. Mas não passou do empate concretizado com a penalidade máxima convertida por Marcelo Costa e expulsão do zagueiro Diego Jussani, quando o 1 a 1 já estava no gosto, e era como uma derrota.

O empate faz o Joinville enxergar o G-4 distante, com 52 pontos, três de distância da área de acesso e três duelos pela frente Tenta manter a chance de chegar à Série A viva no próximo sábado, quando enfrenta o São Caetano, no Anacleto Campanella, às 21h. Cada vez mais distante do risco de rebaixamento, o Oeste joga no mesmo dia e hora, mas diante do Figueirense, em casa, no Estádio dos Amaros.
Joinville x Oeste Edigar Junior (Foto: Divulgação/Joinville)Joinville de Edigar Junio sofre com marcação cerrada e Oeste fechado (Foto: Divulgação/Joinville)
Estrago friamente calculado

A ansiedade de vencer e quem sabe entrar no G-4 com poucas rodadas do fim do campeonato parece ter passado das arquibancadas para o time do Joinville em campo. A equipe da casa esbarrava na falta de criatividade e também num Oeste encaixado e aplicado, como desde que Luis Carlos Martins assumiu o comando técnico e enfileirou três partidas sem derrota. Com a marcação bem feita, neutralizou o pouco ímpeto dos mandantes na primeira etapa. A única chance palpável do JEC foi um arremate de Wellington Bruno seguido de defesa importante do goleiro Paes.

O Oeste estava bem e à espera de uma escapada para premiar a atuação turbinada com raça. A abertura do placar poderia ser no bate-rebate, aos 10, que João Denoni chutou fraco. No entanto, os paulistas estavam dispostos mesmo a marcar num contragolpe. Foi assim o gol da equipe paulista, aos 30 minutos. Foi letal. Do bico após levantamento na área dos visitantes, a bola precisou de um toque no meio para chegar aos pés de Jheimy. Com ela, o atacante disparou da intermediária até chegar na cara de Ivan e fuzilar. Foi a abertura do placar e também a justificativa para as vaias da Arena Joinville ao final da etapa.
Pressão, reação e empate

A necessidade de vitória crescia no Joinville. O técnico Sérgio Ramirez resolveu agir. Fez duas alterações, para a entrada de Fernando Viana e Francis. Não era apenas sangue novo, mas a esperança de mudar a partida e fôlego para lutar pelo acesso. A entrada de  Francis  foi positiva, o JEC cresceu e passou a exercer pressão, produzia mais em pouco tempo do que na etapa primeira. A resposta do treinador Luis Carlos Martins ocorreu aos 20. Ele tirou o volante César Gaúcho e o atacante Lelê para as entradas do zagueiro Mauro Viana e do volante Memo, respectivamente. O Oeste se fechava.

As tentativas do Joinville fizeram a torcida se manifestar, que passou a jogar junto com o time tricolor. Eles lamentaram que o chute forte e de fora de Marcelo Costa foi defendido por Paes, aos 27. A igualdade estava madura e cairia do pé pouco depois. Em penalidade máxima, Marcelo Costa decretou a igualdade. O gol deu fôlego para seguir atrás da  virada. Porém, a  expulsão do zagueiro Diego Jussani, já nos acréscimos, frustrou torcida e time. Um 1 a 1 bom apenas para o Oeste.

Figueirense define no primeiro tempo, bate o ABC e segue na porta do G-4

Desde a 11ª rodada o Figueirense não sabia o que era frequentar o G-4. Nesta terça-feira, diante do ABC, Furacão fez sua parte e bateu os potiguares por 2 a 0, e pode sentir o gosto de estar entre os primeiros por exatos 24 minutos. A torcida presente no estádio Orlando Scarpelli até comemorou. Aí o Icasa entrou em cena, encaminhando a vitória diante do Bragantino e recuperando o quarto lugar, um ponto à frente.
Os gols de Pablo e Maylson, no primeiro tempo, ligam ainda mais o alerta no ABC. Depois da recuperação na competição, a pequena gordura acumulada já foi gasta, e os potiguares podem terminar com a mesma pontuação do Paysandu, primeiro time da zona do rebaixamento, mas fora do grupo pelo número de vitórias.
Depois do dever de casa, o Figueirense deixa Florianópolis rumo a Itápolis para encarar o Oeste, no sábado. No dia anterior, feriado da Proclamação da República, o ABC tem pela frente um rival contra o rebaixamento, o lanterna ASA, no Frasqueirão, em Natal.
 
100% de aproveitamento: Figueira tem duas chances claras e marca
Mandantes com três atacantes e visitantes apenas com um. A aposta mais ofensiva deu certo já nos primeiros minutos. Aos seis, o Figueirense usou um de seus pontas para abrir o placar diante do ABC, depois de uma pressão desde o apito inicial. Maylson lançou Pablo dentro da área que não titubeou e emendou um chute de bico. O goleiro Wilson Júnior tocou na bola, que ainda bateu no travessão antes de entrar na meta potiguar.

Depois do gol, 30 minutos de um hiato marcado por vontade e faltas. Com os alas do ABC soltos, o time potiguar dificultou a saída de bola do Figueirense. A falta de espaço e a pressão dos visitantes, no entanto, não surtiram efeito. Tanto que somente aos 36 uma nova chance perigosa. Daniel Paulista recebeu ótimo passe aéreo dentro da zaga dos catarinenses, mas se atrapalhou na hora de finalizar. Quem não teve problemas para decidir de frente para o gol foi Maylson. Depois de dar a assistência no primeiro tento do Figueira, o camisa 10 completou de cabeça, quase sentado no gramado, uma falta cobrada na área aos 42 minutos e marcou seu 10º gol nesta Série B, assumindo a vice-artilharia da equipe.
Suor, uma finalização na trave e pouco futebol
Com a zona de rebaixamento às costas, Roberto Fernandes resolveu mudar a postura já no intervalo e ‘copiar’ o adversário. No intervalo tirou o lateral Rodolfo Testoni e colocou Pingo, assumindo o esquema com três atacantes. Armado para o contra-ataque, o Figueirense não encaixava e aos 10 minutos o ABC assustou, em cobrança de falta na trave de Tiago Volpi, que tentou cortar e não achou a bola.
E só. Dos dois lados. Satisfeito com o resultado, o Figueirense jogava com o relógio na mão, apenas contando os minutos para comemorar e até se deu ao luxo de desperdiçar uma oportunidade no fim do jogo, na cara de Wilson Júnior. O ABC, pouco inspirado, suou na noite quente de Florianópolis, mas conseguiu apenas ter um jogador expulso, o zagueiro Flávio Boaventura. Melhor para os catarinenses, que param de oscilar na reta final da Série B e alcançam a terceira vitória seguida.

Boa marca aos 44, se aproxima do G-4 e mantém desespero do Azulão



Parecia que Boa Esporte x São Caetano seria um 0 a 0 sem graça. Estavam assim até os 44 minutos do segundo tempo, quando Luiz Paulo, após contra-ataque rápido, estufou a rede no Estádio Melão, em Varginha, dando a vitória ao time mineiro, e mantendo vivo o sonho de disputar a elite do futebol brasileiro em 2014. O resultado, por sua vez, complicou ainda mais a vida do Azulão na Série B.
O time paulista, aliás, podia terminar o dia já rebaixado para a terceira divisão nacional, entretanto a derrota do ABC-RN para o Figueirense deu sobrevida ao São Caetano, que soma 32 pontos, e está a sete de deixar a degola, faltando três jogos para o término da competição. No sábado, a equipe comandada por Pintado recebe o Joinville, no Anacleto Campanella, às 21h (de Brasília).
Já o Boa Esporte foi a 50 pontos e aumentou as chances de conquistar o acesso. O primeiro clube dentro do G-4 é o Icasa, que soma 56. Na próxima rodada, também no sábado, os mineiros enfrentam o Palmeiras, às 16h20m (de Brasília), no Pacaembu.
Primeiro tempo sem graça em Varginha
O objetivo era o mesmo: vencer. Mas os fins eram distintos. Enquanto o Boa Esporte jogava para entrar no G-4 da competição, o São Caetano lutava desesperadamente para deixar a zona de rebaixamento, faltando quatro rodadas para o fim da Série B. A necessidade de vitória, no entanto, não fez da partida agradável no primeiro tempo. Foram raras as chances de gol para ambos os lados.
A melhor oportunidade dos mineiros saiu dos pés de Marcelinho Paraíba, aos 28 minutos de jogo, mas o goleiro Rafael Santos conseguiu espalmar o chute forte, e na sequência a zaga do Azulão afastou. Os chutes à distância do meia eram a principal arma do Boa Esporte na etapa inicial.
Já o São Caetano, que foi para a partida com seis baixas, ficou ainda mais desfalcado quando perdeu o zagueiro Bruno Aguiar lesionado. O técnico Pintado precisou improvisar o volante Leandro Carvalho no setor. A chance mais clara dos visitantes aconteceu aos 26 minutos. Anderson foi lançado na área e ficou na cara de Douglas, mas acabou vencido pelo goleiro adversário.
Gol no fim da vitória ao Boa Esporte
Insatisfeitos com o desempenho de suas equipes, ambos os técnicos fizeram alterações para o segundo tempo. O Boa apostou na entrada de Kaká no lugar de Filipe, enquanto o São Caetano  Bruno Veiga substituiu Cassiano Bodini. Na prática, nada mudou.
A partida seguiu muito truncada no meio-campo, com poucas chances de gol. Mesmo assim, os donos da casa foram levemente superior e conseguiram assustar o goleiro Rafael Santos, pelo menos. Em uma oportunidade, Betinho carimbou a trave. Fernando Karanga, de cabeça e depois com o pé, também levou perigo.
Quando parecia que a bola não iria entrar de nenhum jeito, Luiz Paulo puxou rápido contra ataque para o Boa, tabelou com Rafinha e mandou para o fundo da rede do Azulão, tudo isso aos 44 minutos da etapa final. Não havia tempo para mais nada. Vitória mineira, e queda-livre para os paulistas.

Icasa vence o Bragantino fora e se mantém no G-4 da Série B



Com uma marcação eficiente e preciso na bola parada, o Icasa venceu o Bragantino por 2 a 1 na noite desta terça-feira, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, e segue firme em busca do acesso na Série B do Brasileirão. Em duas cobranças de falta quase seguidas no primeiro tempo, o Verdão do Cariri encaminhou a vitória que o mantém no G-4. Pouco inspirado, principalmente no ataque, o Braga pouco incomodou diante de sua torcida e só deu emoção à partida depois dos 40 minutos da segunda etapa.
Leandro e Chapinha marcaram os gols da vitória da equipe cearense, que vai a 56 pontos, na quarta colocação. Cesinha descontou para o Massa Bruta, que fica nos 42 pontos e pode ver a diferença para a zona de rebaixamento, que atualmente é de seis pontos, cair ao final da rodada.
A briga do Verdão pelo acesso à Série A segue na sexta-feira, 15, quando os comandados do técnico Sidney Moraes recebem o Paysandu no Romeirão, às 21h50 (horário de Brasília). No sábado, 16, às 16h20, o Bragantino encara a Chapecoense na Arena Condá.
Bola parada define primeira etapa
Com esquemas de jogo parecidos, as equipes fizeram um início de jogo truncado, com muita marcação e passes errados, sem chances claras de gol. Atuando diante de sua torcida, o Bragantino tomava a iniciativa, tentando acionar o centroavante Lincom no comando de ataque, apostando nas jogadas individuais de Cesinha para abrir a defesa do Icasa. O Verdão, por sua vez, se defendia bem e parava nas inúmeras faltas da equipe da casa na hora de puxar os contragolpes.
Mas foi justamente na bola parada que a equipe cearense construiu sua vantagem no placar. Aos 24, Gustavo cobrou falta do lado direito de ataque para a área bragantina e encontrou o atacante Leandro, que nas costas da defesa cabeceou para ao fundo do gol de Defendi. Três minutos depois, em nova falta próximo à área da equipe paulista, foi a vez de Chapinha mandar direto para o gol e ampliar o marcador em bela cobrança. Abatido, o Braga demorou a se encontrar e passou a ficar no campo de ataque com mais frequência depois dos 40 minutos, mas sem conseguir passar pela marcação do Verdão, que foi para o intervalo com 2 a 0 no placar.
Braga peca por falta de inspiração no ataque
O Bragantino voltou melhor na segunda etapa, com Gustavo no lugar no meia Preto. Apertando a marcação desde o campo ofensivo, o Massa Bruta tentou pressionar em busca do gol que o recolocaria na partida. Novamente Cesinha era a principal válvula de escape da equipe paulista. Pouco inspirado no ataque, o Braga viu o Icasa saindo do campo defensivo aos poucos, suportando a pressão inicial da segunda etapa.
Com a proximidade do fim do jogo, o ritmo da partida caiu na parte final. O Bragantino mostrava desorganização para diminuir o placar. Já o Icasa, muito perigoso nos contra-ataques, não conseguia marcar o terceiro. Aos 43, o Braga conseguiu balançar a rede. Cesinha foi premiado pela insistência e completou para o gol após rebote na área do Icasa.