segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cruzeiro ganhou duas vezes o campeonato brasileiro, do qual o São Paulo é o único tri

Em 26 de março de 2009 escrevi sobre a polêmica da unificação dos títulos brasileiros, que no ano seguinte foi oficializada por Ricardo Teixeira. Uma canetada que agrediu a história e tentou transformar competições diferentes na mesma coisa. Um factóide criado pelo então presidente da CBF que funcionou muito bem como cortina-de-fumaça para ofuscar assuntos muito mais sérios que se avolumavam. Até que o dirigente deixou o Brasil e foi morar em Miami.
Pois aquela canetada dada por Teixeira é aceita por muitos como se reescrevesse a história. Ele bem tentou fazer isso, não que tivesse alguma preocupação com o passado. Mas foi conveniente ampliar o número de campeonatos brasileiros conquistados por clubes populares e de muita mídia, causando confusão e dividindo atenções. Ingênuos e tolos engolem tal balela até hoje e repetem que "a CBF recohece", como se a CBF merecesse tamanho crédito e respeito. Reconhece? E daí?
Com o inquestionável título do Cruzeiro, volta a discussão sobre se o clube é "bi" ou "tri". Na realidade, tricampeão do campeonato brasileiro só existe um até hoje: o São Paulo, que ergueu a taça em 2006, 2007 e 2008. O dicionário não deixa dúvidas: tricampeão é o "indivíduo ou grêmio esportivo campeão três vezes consecutivas". Não conheço outra definição que seja mais convincente. Muito menos essa aí, forjada pela caneta do cartola.
Em 1966 o Cruzeiro ganhou a Taça Brasil, embrião da Copa do Brasil conquistada de forma heróica por Tostão e seus companheiros. Valia como título de âmbito nacional da época, mas não era o campeonato brasileiro. Simples assim. Como em 1888 o West Bromwich Albion ganhou a Copa da Inglaterra, então o título nacional que se disputava no país.
Já o campeonato inglês teria seu primeiro campeão no ano seguinte. Até que em 1920 o West Brom ganhou a primeira divisão pela primeira e única vez. Nem por isso se considera duas vezes campeão inglês, ou "bi". O clube apresenta em seu cartel um título da FA Cup, como também é conhecida a Copa da Inglaterra; e um do campeonato inglês de futebol em sua divisão principal.
Seria até razoável unificar a Taça Brasil dos cruzeirenses com as quatro vezes nas quais o clube faturou a Copa do Brasil. São cinco copas nacionais ganhas pelo time celeste. Mas colocar o certame vencido em 1966 após oito partidas disputadas com os de 2003 e 2013 é uma distorção. E o mesmo vale para Bahia, Palmeiras, Santos e Botafogo, outros campeões dos anso 60.
O que escrevi em 2009 você pode acessar clicando aqui. Leia com atenção. Em 2010 o blog voltou ao assunto quando da canetada do então presidente da CBF chamando a atenção para a política e interesseira unificação de títulos — o link está aqui.
Mais importante do que bi ou tri é o título alcançado de forma justa, incontestável, avassaladora. O resto é moder a isca, cair na cilada armada pelo cartola, ignorar os absurdos cebeefianos e jogar a história no lixo. Parabéns ao Cruzeiro. Dois campeonatos nacionais já bastam para superar o Atlético, seu maior rival. E isso vale mais do que a canetada de Teixeira.
Getty
Ricardo Teixeira deu a canetada, criou o tumulto e foi para Miami: você valoriza o que ele fez?
Ricardo Teixeira deu a "canetada", criou o tumulto e foi para Miami: você se guia pelo que determinou o cartola?

A incrível história do time que deu a volta olímpica e não foi campeão

O Cruzeiro deu a volta olímpica depois da vitória sobre o Grêmio por merecimento. Ainda não é, mas será o campeão brasileiro com tantos méritos,a ponto de ser o único na história do Campeonato Brasileiro a vencer todos os outros participantes. A estatística vale tanto se você considerar o Brasileirão de 1971 para cá, quanto se levar em conta as edições de Taça Brasil e Robertão, desde 1959.
Mas a volta olímpica remete a uma história mal sucedida de um time que deu a volta olímpica sem ser campeão. E não ficou com a taça. Aconteceu com o Flamengo, virtual vencedor da Taça Guanabara de 1968. O torneio não fazia parte do Campeonato Carioca tinha importância para a realidade do futebol da época.
Na penúltima rodada, o Flamengo empatou por 0 x 0 com o Botafogo. Faltava apenas um ponto, o Botafogo não jogaria mais e aos rubro-negros bastava empatar com o Bonsucesso no Maracanã, em jogo válido pela sexta rodada, não concluída.
Então, por que evitar a festa? O Flamengo iniciou a volta olímpica e percorreu mais da metade do campo cumprimentando seus torcedores. Na quarta-feira, perdeu para o Bonsucesso por 2 x 0, gols de Gonçalves.
Isso forçou o jogo-desempate entre Flamengo e Botafogo. Os alvinegros já excursionavam pelo centro-oeste do Brasil, quando foram chamados de volta para fazer a finalíssima contra o Flamengo. Venceram por 4 x 1, dois gols de Gérson, um de Zequinha e outro de Roberto Miranda.
Assim, o Flamengo entrou na história como o clube que deu a volta olímpica e perdeu o título.
Repetir a história? Nâo, o Cruzeiro não vai.
8/setembro/1968
FLAMENGO 0 x 0 BOTAFOGO
LOCAL: Estádio do Maracanã.
RENDA: NCR$ 336.718,00
PÚBLICO PAGANTE: 95.412.
ÁRBITRO: Armando Marques.
FLAMENGO: Claudinei; Murilo, Onça, Guilherme e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Cardosinho (Carlinhos), Luis Cláudio, Silva e Diogo (Fio).
Técnico: Válter Miraglia
BOTAFOGO: Cao; Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério (Humberto), Roberto, Jairzinho e Paulo César.
Técnico: Zagalo

11/setembro/1968
BONSUCESSO 2 x 0 FLAMENGO
LOCAL: Estádio do Maracanã.
RENDA: NCR$ 115.470,00
PÚBLICO PAGANTE: 47.821.
ÁRBITRO: Armando Marques.
BONSUCESSO: Ubirajara, Luís Carlos, Jurandir, Paulo Lumumba e Albérico; Fifi (Moisés), Didinho e Gibira; Gilbert (Jair Pereira), Gonçalves e Morais.
Técnico: Velha
FLAMENGO: Claudinei; Murilo, Onça, Guilherme e Paulo Henrique; Carlinho e Liminha; Luis Cláudio (Zézinho), Fio, Silva e Rodrigues Neto.
Técnico: Válter Miraglia
GOLS: Gonçalves (2)

JOGO-DESEMPATE
18/setembro/1968
BOTAFOGO 4 x 1 FLAMENGO
LOCAL: Estádio do Maracanã.
PÚBLICO: 94.535.
ÁRBITRO: Armando Marques.
BOTAFOGO: Cao (Wendell); Moreira, Zé Carlos, Leônidas (Dimas) eValtencir; Carlos Roberto e Gérson; ZÉquinha, Roberto, Jairzinho e Paulo César.
Técnico: Zagalo
FLAMENGO - Ubirajara; Murilo, Onça (Jorge Andrade), Guilherme e Paulo Henrique; Carlinhos, Liminha e Nelsinho (Dionísio); Fio, Silva e Rodrigues Neto.
Técnico: Válter Miraglia
GOLS: Gérson (2), Zequinha e Roberto / Dionísio.

musa do esporte

Jade Barbosa Facebook (Foto: Reprodução / Facebook)

Carlota Ferlitto no Mundial de Ginástica da Bélgica (Foto: Facebook Oficial)
montagem Kyla Ross, ginasta americana Mundial (Foto: Ricardo Bufolin / CBG)
Kayla Ross EUA (Foto: RicardoBufolin / CBG)
Jade Barbosa, ginasta (Foto: Paola Loewe/SporTV.com)
Jade Barbosa participa do 'Tá na Área', do SporTV (Foto: Wilson Hebert / SporTV.com)
Carlotta Ferlito (Foto: Reprodução/Facebook)


vôlei de praia Xinyi XIA e Chen Xue etapa da tailândia (Foto: FIVB)
Carolina Meligeni, tenista, durante Circuito Feminino de SP em Rio Preto (Foto: Vinicius de Paula / Todo Sports)
Gabriela Cé e Nathalia Rossi, durante duplas no Circuito Feminino de Rio Preto (Foto: Vinicius de Paula / Todo Sports)

Tenista Isabella Camargo (BRA). Crédito da imagem: Vinicius de Paula/Todo Sports (Foto: Vinícius de Paula/Todo Sports)
Juliana Veloso Reabertura do Parque Aquático Julio de Lamare (Foto: Satiro Sodre / SSPress)

Jovem belga surpreende Wickmayer e leva título

Taipei (Taiwan) - Último evento oficial da WTA em 2013, o torneio de Taipei teve como campeã a belga Alison van Uytvanck. A jogadora de 19 anos superou sua compatriota Yanina Wickmayer, cabeça de chave 2, com parciais de 6/4 e 6/2. Taipei distribui premiação total de US$ 125 mil.
Wickmayer não havia perdido sets no torneio até a final e venceu Van Uytvanck no encontro anterior em Bruxelas há dois anos. Antes da partida, a ex-top 20 alertou que a jovem tinha "muito talento" e "não tinha nada a perder".
Este foi o quarto título de Van Uytvanck na temporada, após Shrewsbury, na Inglaterra, Chiesso, na Suíça, e Andrezieux-Boutheon, na França. O título em Taipei garantiu a entrada da belga no top 100 do ranking.
Van Uytvanck também disputou a final de duplas com a alemã Anna Lena Groenefeld, mas elas perderam para a francesa Caroline Garcia e para a cazaque Yaroslava Shvedova por duplo 6/3. Já Wickmayer termina a temporada de forma melancólica. Semifinalista do US Open em 2009, a belga teve como melhores resultados do ano o vice-campeonato em Auckland e a semifinal em Eastbourne.

Santa Cruz: atletas falam em 'passo importante' mas ainda pedem cautela


A vitória de 2 a 0 sobre o Luverdense neste domingo em Mato Grosso fez o Santa Cruz ter uma ótima vantagem para poder ir à decisão da Série C, contra o Sampaio Corrêa. No jogo da volta - no próximo domingo, no estádio do Arruda -, o Tricolor pode perder por até um gol de diferença que estará classificado. Apesar d o panorama positivo, os jogadores foram precavidos em comentar a vantagem adquirida.
- Não tem nada garantido. Ainda tem o jogo da volta e é bom lembrar disso. Vencer o Luverdense aqui dentro não é fácil, mas não ganhamos nada. Temos que pensar no jogo da volta para aí sim falar de final - disse o lateral-esquerdo Tiago Costa.
Foi a primeira vez que o Luverdense perdeu no estádio Passo das Emas. Antes foram 11 jogos, com oito vitórias e quatro empates. O meia Raul exaltou a vitória tricolor e também reconheceu que a classificação está bem encaminhada.
- Fizemos um jogo quase perfeito. Podíamos ter feito mais gols. Mas a equipe deles é muito boa e tinha ganho de todo mundo aqui dentro. Se fizéssemos mais um golzinho, estava excelente. Demos um passo importante, mas vamos esperar.
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raul santa cruz (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Apesar de boa vantagem, Raul prega cautela: 'Vamos esperar' (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Juninho admite que jogo contra Santos pode ter sido último da carreira

Os torcedores do Vasco que foram ao Maracanã neste domingo podem ter visto a última partida da carreira de Juninho Pernambucano. O meia deixou a partida contra o Santos (empate em 2 a 2) com apenas sete minutos do primeiro tempo, com um problema no adutor da coxa direita. E após o jogo, em entrevista ao SporTV, o experiente jogador de 38 anos afirmou que não acredita que poderá mais atuar neste ano. E colocou em dúvida até mesmo a continuidade da carreira em 2014.
- Pode (ter sido o último jogo). Vou fazer um exame na terça e ver a gravidade. Até que ponto eu vou ter força para recomeçar tudo de novo. E voltar a treinar e a participar em alto nível. Com certeza, pode (ter sido a última partida), mas não é uma coisa definida também - disse o jogador, que deixou o Maracanã mancando.
Juninho Pernambucano Vasco e Santos (Foto: Fabio Castro / Agência estado)Juninho ficou apenas sete minutos em campo
(Foto: Fabio Castro / Agência estado)
Juninho disse que sentiu um "estalo muito forte" após cobrar uma falta pelo lado esquerdo do ataque vascaíno. O jogador deixou o gramado de maca, sentindo muitas dores.
- Eu fiquei a semana com tendinite nos dois adutores. Mas desta vez acho que foi grave, o estalo foi muito forte. Mesmo sendo uma lesão no púbis, que eu tenho há muito tempo, foi uma coisa nova para mim. E acredito que, para este ano, já deu - resumiu.
O médico Clóvis Munhoz reconheceu que a lesão do veterano atleta é "grave" e disse que a possibilidade de Juninho voltar a atuar este ano "é praticamente zero".
- Examinamos no intervalo, parece que foi lesão grave, que não tem nada a ver com incômodo do púbis. Sentiu uma pontada muito forte no adutor da coxa direita. No exame clinico, parece ter sido grave. Acho que teve grau expressivo, de ruptura do tendão do adutor. Vamos esperar 48 horas, e ele vai ser submetido a exame na terça de manhã. Chance praticamente zero de voltar a ficar à disposição para jogar esse ano - afirmou o médico do Vasco.

Juninho tem lesão grave na coxa e pode ter feito último jogo da carreira; Reginaldo tem problema menor

Gazeta Press
Juninho Pernambucano saiu sentindo lesão e prevê que não joga mais em 2013
Juninho sente: lesão pode encerrar carreira do meia
O Vasco teve algumas más notícias no empate em 2 a 2 com o Santos, no Maracanã, que tirou o time da zona de rebaixamento após sete rodadas. Principal referência do meio de campo, Juninho Pernambucano sentiu o músculo adutor da coxa direita ao cobrar uma falta ainda no primeiro tempo, e deve desfalcar o time até o final do ano.
Como já havia anunciado que se aposentaria em dezembro, é bem possível que esta tenha sido a última partida oficial do experiente camisa 8, de 38 anos. Ele passará por uma ressonância magnética na manhã de terça-feira para saber a exata gravidade da lesão.
"Examinamos o Juninho no intervalo, e parece ter tido uma lesão grave, que não tem nada a ver com o incômodo do púbis que ele teve no jogo em Macaé. Ele sentiu uma pontada muito forte no adutor da coxa direita, e no exame parecer ter sido uma lesão grave, acho que ele teve um grau expressivo de ruptura do tendão do adutor. Pela gravidade, sempre esperamos 48 horas, então ele vai passar por ressonância magnética na terça de manhã. Agora ele está medicado, em repouso absoluto, com gelo, e vamos aguardar ao resultado na terça. Mas com certeza é um teor de gravidade importante. Acho que a chance é praticamente zero de ele ficar à disposição para jogar esse ano", esclareceu o coordenador do departamento médico do Vasco, Clóvis Munhoz.
O próprio jogador já havia adiantado as palavras do médico na saída do campo do Maracanã.
"Senti um estalo muito forte. Embora tenha uma lesão no pubis, isso foi algo novo. Acho que esse ano já deu", afirmou. Ele não quis dar detalhes sobre uma possível aposentadoria, mas confirmou que pode "não ter forças" para voltar a campo após recuperar-se da lesão.
"Vamos estar fazendo exame nesta terça-feira para ver a gravidade. Não sei até que ponto vou ter força para começar tudo de novo, mas tambem não é uma coisa definida", completou.
Reginaldo sente coxa esquerda e será avaliado
Outra baixa vascaína neste domingo foi o meia-atacante Reginaldo, que sentiu um problema na coxa esquerda e foi substituído por André. Munhoz adiantou que a situação do camisa 91 é menos grave que a de Juninho, mas afirmou que uma ressonância magnética na segunda-feira dará a exata noção da lesão.
"O Reginaldo sentiu uma pontada no mesmo local do Juninho, na coxa esquerda. Mas ele saiu de campo caminhando, esperamos que seja bem menos grave. Ele vai passar por uma ressonância amanhã", concluiu.
Provavelmente sem Juninho e Reginaldo, o Vasco volta a campo às 19h30 (de Brasília) de quarta-feira, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

O Cruzeiro absoluto que já pode celebrar e só espera a matemática

A superioridade de desempenho é tão abissal que a oscilação cruzeirense de três derrotas e uma vitória entre a 27ª e a 30ª rodada, comum a todos os times no equilibrado Brasileiro, foi tratada como um princípio de crise.
A conquista, porém, já está encaminhada desde os 3 a 0 sobre o Botafogo na 22ª rodada. Mesmo placar no que seria oficialmente o "jogo do título" contra o Grêmio. Não foi, pelo triunfo do Atlético-PR sobre o São Paulo pelos mesmos 3 a 0.
Mas é. E não soa arrogante nem oba-oba a comemoração antecipada no Mineirão lotado após a partida. O próprio duelo contra o terceiro colocado na tabela escancarou essa supremacia.
O time de Marcelo Oliveira, no 4-2-3-1 de sempre, só teve dificuldades no início para sair da típica marcação gremista fora de casa: 3-1-4-2 com Barcos e Kléber alternando no combate a Nilton, o volante mais plantado. Werley abrindo à direita pegando Dagoberto e deixando Rhodolfo e Bressan com Borges. Para Alex Telles bater com Ceará, Riveros fechar a diagonal de Everton Ribeiro e Ramiro cuidar de Lucas Silva. Souza marcava Ricardo Goulart e Pará batia com Egídio.
Olho Tático
Cruzeiro respondeu com mobilidade do 4-2-3-1 o encaixe da marcação gremista com Werley abrindo à direita e Barcos ou Kléber voltando com Nílton.
Cruzeiro respondeu com mobilidade do 4-2-3-1 o encaixe da marcação gremista com Werley abrindo à direita e Barcos ou Kléber voltando com Nílton.
A resposta cruzeirense foi com mobilidade e contundência, duas marcas da equipe ao longo do campeonato. Também muitas jogadas aéreas, com bola parada ou rolando. Em lance confuso, abriu o placar com Borges. Forçou pela esquerda com Egidio e Dagoberto, além do apoio de Lucas Silva.
Trumedia
Mapa de toques do Cruzeiro na partida: presença ofensiva mais efetiva pela esquerda.
Mapa de toques do Cruzeiro na partida: presença ofensiva mais efetiva pela esquerda.
A tarefa ficou menos complicada no segundo tempo pela indigência ofensiva do Grêmio, que não faz gol há cinco jogos - três pelo Brasileiro e os dois contra o Atlético-PR na Copa do Brasil. A equipe de Renato Portaluppi só especula e vive de lampejos de Barcos e Kléber ou dos cruzamentos de Pará e Alex Telles. Pouco, ou quase nada. Cenário que não se alterou com as entradas de Maxi Rodríguez e Yuri Mamute nas vagas de Riveros e do "Gladiador".
Se faltam ideias no lado gaúcho, sobram opções para Marcelo Oliveira. O treinador trocou Everton Ribeiro, Borges e Dagoberto por Willian (voltando de lesão), Julio Baptista - desta vez como centroavante, sem trocar com Ricardo Goulart - e Luan. Se perdeu em organização, ganhou a efetividade que construiu o placar confortável com os gols de Willian e Ricardo Goulart.
Olho Tático
Com as substituições, Cruzeiro ganhou contundência na frente; as mudanças de Renato não mudaram a indigência ofensiva do Grêmio.
Com as substituições, Cruzeiro ganhou contundência na frente; as substituições de Renato não mudaram a indigência ofensiva do Grêmio.
64% de posse de bola, 12 a 10 em finalizações, 23 a 17 em desarmes. Triunfo tão incontestável quanto o título que o Cruzeiro só espera a matemática para confirmar. Contagem regressiva...

Cruzeirenses e vascaínos, duas festas diferentes. Mas regadas pelo mesmo amor, ao time e ao futebol

Virtual ou não, o Cruzeiro é campeão, por isso festejou tanto após os 3 a 0 sobre o Grêmio. Pela segunda vez na história o time celeste ganha o campeonato brasileiro. E em 2013 de forma tão merecida e categórica como há 10 anos. Tarde bonita no Mineirão.
Gazeta Press
Mesmo sem título, jogadores do Cruzeiro comemoraram como campeões: categórico
Mesmo sem título, jogadores do Cruzeiro comemoraram como campeões: categórico
Noite não menos bela no New Maracanan, pelo menos num aspecto: amor à camisa. Mais de 50 mil vascaínos foram ao estádio dar a mão ao time. Mais do que isso, eles deram apoio incondicional, fizeram um 0 a 2 virar 2 a 2, o que significou sair da zona do rebaixamento.
Gazeta Press
Edmílson e Fagner comemoram o primeiro gol do Vasco no Maracanã: reação no grito
Edmílson e Fagner comemoram o primeiro gol do Vasco no Maracanã: reação no grito
Futebol tem seus mistérios, que dificilmente alguém desvenda sem jamais ter sentado numa arquibancada. Para vibrar, sofrer, celebrar, chorar, vaiar, aplaudir, gritar. Os vascaínos gritaram e "fizeram" o gol e empate. Os cruzeirenses também, mas pelo título.
As razões foram diferentes, mas em torno disso tudo existe o mesmo amor pelo futebol. Amor à camisa, ao símbolo do clube, aquele que faz você se emocionar quando olha bem firme. Nada como a boa e velha arquibancada para nos proporcionar sensações assim.
Ah, essa tal de melhor invenção do homem...

Vasco e Santos empatam, mas derrota do Flu ajuda cruz-maltinos

A torcida do Vasco fez sua parte: esgotou os ingressos, empurrou o time, vibrou, sofreu, cantou a plenos pulmões e deve agradecer ao Corinthians pelo alívio momentâneo no Campeonato Brasileiro. No Maracanã, o Santos impediu que o apoio terminasse em festa no empate por 2 a 2 na noite deste domingo.  Mas, mesmo com o tropeço, o Cruz-maltino ganhou uma posição, é o 16º, com 37 pontos, e saiu da zona de rebaixamento. O motivo: a vitória do Timão por 1 a 0 sobre o Fluminense. Já o Peixe chegou a 45 pontos e terminou a rodada na nona colocação.
O Vasco volta a campo na quarta-feira, quando enfrentará o Grêmio, em Porto Alegre. O Santos recebe o Bahia, quinta-feira, em São Paulo.
No ritmo de sua inflamada torcida, o Vasco se lançou ao ataque, mesmo que de forma desordenada desde o início do jogo. Mas o que era festa nas cadeiras do Maracanã virou apreensão. Aos 7 minutos,  Juninho Pernambucano cobrou uma falta pela esquerda de ataque e caiu estirado no gramado. Com lesão no adutor da coxa direita, ele foi substituído por Jhon Cley. Outro susto aconteceu logo no minuto seguinte, quando William José chutou cruzado, com perigo.
André Vasco e Santos (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)André e Gustavo Henrique disputam jogada pelo alto (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)
Com empolgação, mas sem muita inspiração, os times duelavam no meio-campo, porém, sem maiores emoções até os 20 minutos. Bruno Peres, então, se encarregou de dar brilho ao jogo. Depois de levar a melhor sobre Yotún, o santista bateu de canhota e encobriu Alessandro, aos 22. O Peixe ampliou logo em seguida. Depois de cobrança de falta de Montillo, a zaga vascaína parou e Gustavo Henrique, de cabeça, fez 2 a 0.
O Vasco não se abateu e diminuiu, aos 28. Edmilson finalizou, a bola desviou no adversário e encobriu Aranha. O ritmo elétrico da partida foi além das quatro linhas. À beira do campo, Adilson Batista gritava para os cruz-maltinos; na outra ponta, Claudinei Oliveira olhava o relógio e andava de um lado para o outro na área técnica do Santos. Na saída do intervalo, a torcida vascaína vaiou a equipe.
Torcida empurra e Aranha brilha
No segundo tempo, o Vasco voltou acelerado e teve duas boas chances com Jhon Cley e Marlone, mas Aranha brilhou com grandes defesas. O Santos também levou perigo nos contra-ataques, mas sem conseguir o gol.
A torcida vascaína empurrou o time, os jogadores lutaram e André, que entrara ainda no primeiro tempo no lugar de Reginaldo, deixou tudo igual, depois de belo giro e finalização. O Vasco seguiu lutando, com pressão, mas não conseguiu a vitória. Coube ao Corinthians, então, bater o Fluminense e ajudar o Cruz-maltino a sair da zona de rebaixamento. No fim, o empate no Maracanã, resultado ruim para os dois times, acabou sendo mais lamentado pelo Santos, que abriu 2 a 0 e cedeu o empate.

Criciúma vence Náutico na Arena PE e fica a um ponto de deixar o Z-4

No encontro  entre as equipes da ponta de baixo da tabela, na Arena Pernambuco, o Criciúma, que luta para escapar da degola, melhorou um pouco a situação na tabela ao vencer o Náutico por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, acertando um belo chute de fora da área. Com a vitória o Tigre está a apenas um ponto de deixar a zona de rebaixamento. A vitória vem após um jejum de quatro jogos.
O Náutico, que completou oito jogos sem vencer, continua sua sequência de vexames na Série A. O time não tem mais nada a perder - ou a ganhar. Já rebaixado para a Série B do ano que vem, o Timbu entrou em campo apenas para cumprir tabela, e foi bastante criticado pelo pequeno público que compareceu ao estádio. Com a derrota, a equipe alvirrubra confirmou mais um recorde negativo: Como não tem mais como deixar última posição na tabela do Brasileiro, será a equipe com mais tempo na lanterna da competição na era dos pontos corridos, com 26 rodadas.
Ainda na luta para escapar do rebaixamento, o Criciúma terá um grande desafio na próxima quarta-feira. Vai receber o vice-líder da competição, o Atlético-PR, no Heriberto Hülse. O Náutico, em sua sequência de despedidas da Série A, irá ao Rio de Janeiro, enfrentar o Fluminense na quinta-feira.
Náutico x Criciúma (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Náutico e Criciúma desperdiçaram várias oportunidades na Arena (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Festival de chances perdidas
Jogando em casa, em sua primeira partida após a confirmação do rebaixamento, o time do Náutico teve que enfrentar além do adversário, a revolta da torcida que, mesmo em pequeno número, fez muito barulho e gritou coros de protesto pela má campanha do time. Na tentativa de dar uma resposta em campo, os alvirrubros partiram para cima e logo nos primeiros minutos teve três boas chances de abrir o placar. A primeira com Maikon Leite, que recebeu de Gustavo Henrique e, cara a cara com Galatto, pegou mal na bola e mandou pra fora. Na sequência, o garoto da base João Paulo, perdeu um daqueles gols inacreditáveis, ainda aos 8 minutos, quando, após um passe açucarado de Derley, ficou de frente para o gol, com o goleiro já batido e bateu por cima. Tiago Real também teve boa oportunidade, após cruzamento de Bruno Collaço, mas errou a cabeçada.
Com a necessidade de vencer para melhorar sua complicada situação na tabela, era de se esperar o Criciúma mas ofensivo em campo. Após o sufoco inicial do Náutico, o Tigre conseguiu  equilibrar o jogo mas pouco fez para buscar o resultado. A primeira boa oportunidade só surgiu aos 36 minutos, com Lins batendo cruzado e tirando fino do travessão de Berna. Também foi de Lins a melhor chance da equipe no último minuto do primeiro tempo, quando após um lançamento de Wellington Paulista, partiu sozinho em direção ao gol de Berna, esperou o melhor momento para chutar, mas mandou para a linha de fundo.
Golaço resolve a partida
No primeiro tempo, o técnico do Criciúma Argel Fucks precisou fazer a primeira alteração no time. Bruno Renan substituiu Sueliton, que tomou uma pancada na cabeça e não teve condições de continuar em campo. No início da etapa complementar, quem entrou foi André Cava quem entrou no lugar de Diego. As mudanças provocaram também um novo comportamento da equipe em campo, que passou a dominar as ações da partida. O grande problema, porém, continuou sendo as finalizações. Numa bela jogada individual, João Vitor, na cavadinha tirou dois marcadores, driblou o goleiro Ricardo Berna, mas, no chute, acertou a rede pelo lado de fora.
Quem resolveu a questão foi o atacante Wellington Paulista que, de muito longe, acertou um belo chute e marcou um golaço para o Criciúma, aos 25 minutos. Após o gol, as duas equipes tiveram poucas chances de mexer no placar que terminou com a vitória do Tigre.

Alexandre Pato faz de pênalti no fim e manda Flu para o Z-4: 1 a 0

Era um jogo morto, chato, sem sal. Até que, aos 45 minutos do segundo tempo, aconteceu um dos momentos mais emblemáticos da rodada, talvez de todo o Brasileirão - e que pode definir muita coisa no bloco inferior do campeonato. Alexandre Pato, saído do banco, ainda vilão, sofreu pênalti. E pediu para bater. Ele, Pato, o mesmo que viveu o inferno depois de errar uma cavadinha e eliminar sua equipe da Copa do Brasil contra o Grêmio. Pois Pato cobrou. E fez. E colocou o Fluminense na zona de rebaixamento.
O resultado é desastroso para o Tricolor. Mas também não é gratuito. Mais uma vez, o Fluminense jogou muito mal. Já são inacreditáveis nove rodadas sem uma vitória sequer. O time de Vanderlei Luxemburgo é o 18º colocado, com 36 pontos. Foi ultrapassado pelo Criciúma, que venceu o Náutico, e pelo Vasco, que empatou com o Santos.
O Corinthians, com a vitória, foi a 45 pontos. Está praticamente livre dos riscos de rebaixamento. Na próxima rodada, o Timão visita o Coritiba na quarta-feira, e o Flu recebe o Náutico na quinta - tem grande chance de deixar o Z-4.
Douglas Corinthians e Fluminense (Foto: Bê Caviquioli / Agência estado)Cabeceio de Douglas quase deu gol ao Corinthians no início do jogo (Foto: Bê Caviquioli / Agência estado)
Pobreza
Pobre bola. Corinthians e Fluminense fizeram um primeiro tempo de nível técnico abaixo do comum. Foram equipes parecidas na falta de perícia, mas com propostas de jogo diferentes: o Timão tentando ser mais racional, controlando a bola, buscando jogadas coletivas, e o Tricolor acelerando a partida, investindo na velocidade. O insucesso foi de ambos, mas o time paulista esteve mais perto de marcar, apesar de o Flu ter finalizado mais - seis a cinco.
Os três zagueiros escalados por Vanderlei Luxemburgo não amenizaram as falhas defensivas da equipe. Cedinho, com dois minutos, a zaga vazou. Douglas, sozinho, perdeu chance clara ao cabecear para fora. Mais tarde, outro jogada aérea só não resultou em gol porque Diego Cavalieri fez defesa de cair o queixo. Edenílson cruzou da direita, e Gum não alcançou a bola, que morreu no peito de Renato Augusto antes de ser emendada para o gol. O arqueiro tricolor agiu no reflexo e espalmou. Já o Flu arriscou mais com chutes de longe, invariavelmente tortos. Gum, livre na área, cabeceou por cima naquela seria a melhor oportunidade tricolor se a arbitragem já não tivesse marcado impedimento.
Pato. E de pênalti
O segundo tempo foi tão duro de engolir quanto o primeiro - talvez até mais. Os erros se sucederam de lado a lado, como se as duas equipes competissem para ver quem falharia mais. A superioridade do Corinthians sobre o Fluminense em posse de bola foi exponencializada, mas com efeito prático quase nulo. Foi o Tricolor, em rara trama de sucesso, quem quase alcançou o gol. Rafael Sobis encontrou Wagner pela direita, e o meia cruzou na área para Marcelinho, mas o goleiro Walter conseguiu cortar.
Com  17 minutos, Tite mandou Alexandre Pato a campo no lugar de Renato Augusto. A ideia era deixar o time mais agudo. Aos 40 minutos, o atacante cabeceou com muito perigo. Aos 44, tudo mudou com um pênalti a favor do Corinthians. A arbitragem viu falta de Anderson em Pato e expulsou o zagueiro. O próprio pegou a bola para bater. E fez.

Bolívar falha contra ex-time, e Inter vence Botafogo por 2 a 1



  • foi mal
    Bolívar
    Não foi uma boa tarde para o alvinegro Bolívar. Contra o ex-time, ele falhou feio em um gol, de Jorge Henrique, e foi vencido por Jackson no outro.
  • foi bem
    Muriel
    Muriel faz um Brasileirão irregular, mas foi muito bem. No primeiro tempo, com a ponta dos dedos, fez grande defesa em chute de Rafael Marques.
  • estatística
    impedimentos
    A partida não teve um impedimento sequer, algo raro. Também ocorreram poucas cabeçadas a gol: apenas uma para cada lado no Centenário.
Bolívar, de tanta história, de tantos títulos pelo Inter (incluindo duas Libertadores), falhou contra o ex-time neste domingo, em Caxias do Sul, e serviu como atalho para a vitória vermelha por 2 a 1 - resultado fundamental na luta dos gaúchos para evitar riscos de rebaixamento. Os dois gols colorados saíram em lances que envolveram o zagueiro alvinegro. Jorge Henrique e Jackson marcaram para o time da casa. Dória descontou para o Botafogo.
Foi a segunda derrota seguida da equipe carioca, que só venceu um de seus últimos cinco jogos no Brasileirão - e, consequentemente, se enfraqueceu na batalha por um lugar no G-4. O Botafogo segue em quarto, mas agora com os mesmos 53 pontos do Goiás, o quinto, e perseguido de perto pelo Vitória, que foi a 51. Se um clube brasileiro ganhar a Sul-Americana (São Paulo e Ponte Preta fazem uma das semifinais), apenas os três primeiros do Brasileirão terão vaga assegurada na Libertadores.
O Inter, com a vitória, foi a 45 pontos, momentaneamente na nona colocação. São oito pontos de distância para o G-4 e nove para o Z-4 - realidade que pode mudar com o complemento da rodada. O time gaúcho encontra alívio no resultado, já que agora tem dois jogos complicados fora de casa, contra Atlético-MG e Goiás.
- A vitória dá tranquilidade para o grupo e os torcedores. Eles estão impacientes, sofrem, assim como a nossa família. Chegamos em casa sofrendo. Jogamos contra um adversário muito bom e merecemos a vitória - analisou o argentino D'Alessandro.
O gringo do Botafogo, o holandês Seedorf, não teve a mesma opinião sobre o resultado mais justo da partida:
- Foi um jogo bem igual, acho que o empate seria um resultado mais justo. Mas já foi, bola para frente. Precisamos ter muita atenção em momentos particulares do jogo, eles tiveram um pouco mais de atenção. Nesse momento é importante não dar bobeira, principalmente contra um time de qualidade, mas a gente tentou. É bola para frente.
O duelo colorado com o Galo é na quinta-feira, às 21h, no Independência. Um dia antes, o Botafogo recebe a Portuguesa no Maracanã, também às 21h.
Jorge Henrique comemora primeiro gol do Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)Jorge Henrique, ex-Botafogo, comemora primeiro gol do Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)
Ex-Inter falha, ex-Botafogo faz
Bolívar falha, Jorge Henrique marca. Em um passado recente, seria gol do Botafogo. Mas foi do Inter. Em um erro do ex-zagueiro colorado, hoje alvinegro, o ex-meia alvinegro, hoje colorado, colocou o time gaúcho na frente. Foi aos 38 minutos de um primeiro tempo equilibrado, tenso, brigado. Otávio apareceu bem pela direita e mandou na área. O zagueiro se desequilibrou na hora de cortar. Afastou mal, e a bola caiu nos pés de Jorge Henrique, que chutou forte. Não houve ação de Jefferson capaz de evitar o gol.
A paridade entre as duas equipes na etapa inicial foi visível. Cada uma teve três finalizações, nenhuma de cabeça, e a posse também ficou parecida: 51% a 49% para o Botafogo. Os visitantes começaram melhor, mas o time da casa equilibrou o duelo e teve leve superioridade do meio para o fim do primeiro tempo. Muriel salvou o Inter três vezes: em duas pancadas de Edílson e quando Rafael Marques recebeu frente a frente com ele e bateu rasteiro. Com a ponta dos dedos, o goleiro fez defesa impressionante. Já os gaúchos usaram mais os lados. Em dois cruzamentos da direita, um de João Afonso e outro de Otávio, Jorge Henrique quase alcançou. Do outro lado, Fabrício acertou a trave. A bola desviou em Dória.
Pelo alto
O segundo tempo trouxe a reboque dois gols quase instantâneos. E ambos pelo alto. O primeiro foi do Botafogo, logo com dois minutos. Seedorf bateu escanteio da esquerda, e Rafael Marques desviou de cabeça para Dória, também de cabeça, desviar de Muriel. Logo depois, aos cinco, veio o troco vermelho. D'Alessandro cobrou falta, e Jackson ganhou de Bolívar no ar e cabeceou firme. O Inter estava novamente na frente.
O time colorado soube segurar a vantagem. O Botafogo jamais conseguiu pressionar. Teve suas chances, especialmente em lindo voleio de Elias, mas não deu grandes sinais de que empataria. E o Inter, mais do que controle defensivo, também conseguiu apresentar presença ofensiva, inibindo a ambição adversária - porém, sem criar grandes oportunidades. O garoto Otávio, de enorme movimentação, e D'Alessandro, com sua habitual cadência em momentos de vitórias, foram fundamentais para a equipe de Clemer.

Artilheiro e garçom, Ederson é decisivo para a vitória do Atlético-PR

O atacante Ederson foi decisivo para a vitória do Atlético-PR por 3 a 0 sobre o São Paulo, na tarde deste domingo, na Vila Capanema. Além de marcar seu 17º gol do Campeonato Brasileiro e se isolando ainda mais na artilharia, o atacante foi o autor do passe que originou o belo gol de Marcelo, primeiro do jogo, ainda no primeiro tempo.
Ederson tem se revezando entre matador e garçom. Nos últimos dos dois jogos, ele não marcou nenhum gol, mas foi destaque nas assistências e fez quatro delas para os companheiros de equipe marcarem seus gols.
Estou aprimorando para dar assistências para os companheiros"
Ederson
Os números colocam o artilheiro entre os principais nomes em número de assistência. No Brasileiro, ele perde apenas para dois jogadores: Paulo Baier (6) e Dellatorre (5) e está empatado com João Paulo. No primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, com o Grêmio, Ederson fez o cruzamento para o gol de Dellatorre. No jogo seguinte, com o Internacional, Ederson repetiu a dose e, praticamente do mesmo lugar, deu nova assistência para Dellatorre marcar.
Diante os paulistas, Ederson teve a oportunidade de marcar dois, mas perdeu um gol livre na grande área, logo no início da partida.
- Eu trabalho muito para isso, para fazer gols. Estou aprimorando para dar assistências para os companheiros. Sei que em algumas vezes tive a oportunidade de tocar, mas bati no gol. Estou aprendendo isso, tocar a bola para os companheiros fazerem os gols e a gente sair com as vitórias - revelou após o apito final.
O próximo compromisso do Atlético-PR, com o garçom Ederson em campo, será na quarta-feira. O Furacão enfrenta o Criciúma às 21h50m (de Brasília), no Estádio Heriberto Hülse.
ATlético-Pr Ederson (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Ederson deu assistência para o primeiro gol e fez o seu (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-P