segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Do nordeste brasileiro ao sul da Inglaterra, Santa Cruz, Portsmouth e duas torcidas apaixonadas

Eram 59.455 pagantes. E sabe-se lá quantos deram um jeito de entrar no Mundão do Arruda para empurrar o Santa Cruz até a Série B. Dezenas de milhares de torcedores e uma paixão, o time querido que mergulhou nas profundezas da quarta divisão e que os fez acordar neste domingo a um empate da segundona, o penúltimo degrau no caminho da sonhada volta à elite.
O adversário não poderia ser mais emblemático, o Betim, que até pouco tempo era Ipatinga. E que, dizem, pode voltar a ser. Vai entender esse times artificiais, itinerantes, sem história, sem torcida, sem raízes, sem graça. Assim, ficou estabelecido o duelo entre uma camisa que faz corações baterem mais forte e outra dessas agremiações nascidas num gabinete refrigerado qualquer.
Reprodução
A arquibancada do canal, lotada como todo o Mundão do Arruda no jogo contra o Betim
A arquibancada do canal, lotada como todo o Mundão do Arruda no jogo contra o Betim: sonho do acesso à B
Impossível não tomar partido, não escolher um lado, não se afastar do maldito muro que a tantos acolhe. Numa hora dessas bate uma espécie de obrigação de torcer. Torcer pelo futebol, pelo triunfo do time de verdade, que é capaz de levar alegria e tristeza aos seus torcedores. Afinal, do outro lado estava um fardamento que não desperta paixões, não dá frio na barriga de ninguém.
As demonstrações de amor da torcida do Santinha têm comovido a muitos nesses anos de Séries D e C. Tem sido difícil para o time sair do buraco em que se meteu, por mais que a galera ajude, dê a mão, não desampare os jogadores. Como tem acontecido em São Luiz, onde o Sampaio Correia arrasta multidões. Futebol é vida. E para essa gente não há vida sem seus times de coração.
História que se reproduz com enredos diferentes em outras partes do planeta. Como no Sul do Reino Unido, onde o Porstsmouth pena na League Two, a quarta divisão, depois de desafiar os grandes da Premier League e conquistar uma Copa da Inglaterra, em 2008. O Pompey mudou algumas vezes de mãos e os empresários que o compraram e revenderam levaram o clube à bancarrota.
Para se livrar de vez desses aventureiros, a torcida entrou em campo. Criaram um fundo de torcedores que primeiro comprou o estádio Fratton Park, que comporta 21.100 pessoas e tiraram o clube da concordata. Depois, por intermédio da Pompey Supporters Trust, assumiram o controle do Portsmouth. Essa turma tenta fazer, na Inglaterra, a caminhada que o Santinha percorre por aqui.
divulgação
A torcida do Portsmouth comprou o clube e compareceu ao Fratton Park neste sábado
A torcida do Portsmouth comprou o clube e compareceu ao Fratton Park neste sábado contra o Exeter City
Neste sábado, 16.168 torcedores pagaram para ver os 3 a 2 sobre o Exeter City. Resultado que manteve o Pompey na modesta 16ª posição, uma abaixo do Wimbledon, outro time com fantástica história, afinal, foi criado pelos torcedores depois da venda do "original", que foi transformado em itinerante e se mudou para Milton Keynes - clique aqui, leia e entenda.
O Santinha subiu, então viva o Santa Cruz. Viva seus mais de 60 mil fanáticos que se aglomeraram para, sentados sobre o cimento da arquibancada, sofrer, chorar e celebrar o time que superou mais uma barreira. O amor incondicional do torcedor por seu time é o que alimenta o futebol, seja no nordeste brasileiro, no sul da Inglaterra, seja onde for.

Hernane marca no fim, mistão do Flamengo vence clássico, e Fluminense ouve 'Segunda Divisão'

Clique no player e assista ao gol do atacante Hernane!
Festa de um lado, crise do outro. Com um gol de Hernane aos 44 minutos do segundo tempo, o time misto do Flamengo venceu um remendado Fluminense, por 1 a 0, neste domingo à noite, no Maracanã. Resultado que pouco muda no Brasileirão a situação do Rubro-Negro, mais focado na Copa do Brasil, mas muito preocupante para o Tricolor, que ficou ainda mais próximo da zona de rebaixamento. No final, provocação da torcida flamenguista nas arquibancadas: "Ão, ão, ão, Segunda Divisão.

O Fluminense já está há oito partidas seguidas sem ganhar no campeonato, e a situação do técnico Vanderlei Luxemburgo, que esteve ameaçado de demissão durante a última semana, fica ainda mais complicada
O nível de interesse dos rivais pelo clássico carioca era distinto, mas a maneira como trataram a bola foi a mesma: ruim. Em um jogo de baixa qualidade técnica e com as duas equipes bastante modificadas, foram poucos os lances de emoção. Mas quando o duelo se encaminhava para terminar em um morno 0 a 0, o atacante Hernane balançou a rede no fim e incendiou a massa rubro-negra, maioria absoluta entre os 26.072 pagantes (32.063 presentes) no estádio.

Faltando seis rodadas para o final do Brasileirão, o Fluminense está na 16ª posição e soma 36 pontos, mesmo número do Vasco, 17º colocado e primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Flu leva vantagem no lado de gols: menos seis contra menos nove. O Flamengo está em 10º lugar com 44 pontos.

Na quarta-feira, o Flamengo recebe o Goiás, no Maracanã, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil.
Com dificuldades para completar um sequência de troca de passes, o Flamengo praticamente não assustou o goleiro Diego Cavalieri, chegou apenas uma vez com Hernane. Mas o principal lance que levantou a torcida rubro-negra no Maracanã foi uma bela caneta que o Brocador aplicou no volante Edinho na intermediária.
O jogo
Com a cabeça na semifinal da Copa do Brasil, o técnico Jayme de Almeida poupou cinco titulares no clássico: Léo Moura, André Santos, Chicão, Elias e Paulinho. Além deles, João Paulo, com dores no joelho, também ficou fora. Desta forma, o Flamengo teve Digão e Frauches nas laterais, González na zaga, Gabriel no meio-campo e Rafinha no ataque.
Do outro lado, Vanderlei Luxemburgo não pôde contar com o meia Felipe, suspenso, e nem com Wagner, Carlinhos e Fred, que seguem machucados. Sem um lateral esquerdo de ofício, o treinador do Fluminense escalou três zagueiros (Gum, Leandro Euzébio e Anderson) e também fez mudanças mais à frente sacando Rafinha e colocando o atacante Samuel ao lado de Rafael Sóbis e Biro Biro.

Precisando mais da vitória do que o adversário para tentar se afastar da zona do rebaixamento, o Fluminense teve mais atitude ofensiva e ficou mais com a bola nos pés no primeiro tempo. Com o volante Jean atuando mais avançado para criar jogadas, o Tricolor insistia, mas encontrava dificuldades para criar chances. O Flu até chegou na área duas vezes em finalizações de Biro Biro, mas as melhores oportunidades aconteceram em chutes de longe. Primeiro, Jean exigiu boa defesa do goleiro Paulo Victor. Depois, Rafael Sóbis errou o alvo por pouco.
Gazeta Press
O atacante Hernane comemora o gol da vitória rubro-negra no Fla-Flu deste domingo, n o Maracanã
O atacante Hernane comemora o gol da vitória rubro-negra no Fla-Flu deste domingo, no Maracanã
A falta de inspiração dos dois lados somada à falta de fôlego na segunda etapa fez com que o duelo caísse ainda mais de nível depois do intervalo. Nem mesmo as alterações feitas pelos treinadores ajudaram a melhorar a qualidade ou a vibração do clássico dentro de campo.
Luxemburgo trocou o lateral Bruno pelo meia Rafinha, depois mudou o ataque colocando Marcelinho (que estreou pelo Flu) no lugar de Samuel e, por fim, tirou o volante Diguinho para a entrada do lateral igor Julião. Jayme de Almeida respondeu com as saídas de Gabriel e Carlos Eduardo, ambos vaiados pelos torcedores, para as entradas de Bruninho e Adryan, respectivamente.
Enquanto a imensa maioria flamenguista cantava nas arquibancadas, o Fluminense tentava as suas últimas cartadas para tirar o zero do placar e aliviar um pouco a sua situação no campeonato. Não conseguiu. Rafinha acertou a rede pelo lado de fora, e parte da torcida tricolor chegou a gritar gol, Gum cabeceou com perigo, mas Paulo Victor defendeu.
Quando o confronto se encaminhava para terminar empatado, o matador Hernane deixou mais uma vez a sua marca e deu a vitória ao Fla. Aos 44 minutos, após cruzamento rasteiro da direita, o Brocador dividiu com a zaga e finalizou para a rede: 1 a 0. Festa do Flamengo, crise no Fluminense e provocação nas arquibanacadas: "Ão, ão, ão, Segunda Divisão".

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 1 X 0 FLUMINENSE


Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 3 de novembro de 2013, domingo
Hora: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)
Renda: R$ 1.215.305,00
Público: 26.072 pagantes
Cartões amarelos: Rafinha (Flamengo); Edinho (Fluminense)
GOL: Hernane, aos 44min do segundo tempo

FLAMENGO: Paulo Victor, Digão, Marcos González, Wallace e Frauches; Amaral, Luiz Antônio, Carlos Eduardo (Adryan) e Gabriel (Bruninho); Rafinha e Hernane (Diego Silva)
Técnico: Jayme de Almeida

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno (Rafinha), Gum, Leandro Euzébio e Anderson; Edinho, Diguinho (Igor Julião) e Jean; Biro Biro, Samuel (Marcelinho) e Rafael Sóbis
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Criciúma pressiona, mas só empata com a Ponte Preta e ambos seguem afundando no Brasileiro

Gazeta Press
Criciúma e Ponte Preta empataram neste domingo e afundaram um pouco mais no Brasileiro
Criciúma e Ponte Preta empataram neste domingo e afundaram um pouco mais no Brasileiro
O Criciúma empatou em casa com a Ponte Preta em 1 a 1 neste domingo, no Heriberto Hulse, em confronto válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time catarinense chegou aos 33 pontos e segue na vice-lanterna da competição, apenas um ponto atrás da equipe paulista, que foi a 34 e está na 18ª colocação, uma acima do rival.
Jogando em casa, o Criciúma partiu para cima e abriu o placar com gol de Ricardinho, aos 33 minutos. No segundo tempo, a Ponte Preta reagiu e empatou com gol de Leonardo aos nove minutos. Depois disso, os visitantes se acomodaram sobre o resultado e resistiram à forte pressão dos donos da casa, que perderam diversas oportunidades.
Este resultado é péssimo para ambas as equipes, principalmente para a Ponte Preta, que caiu uma posição e agora está a dois pontos do Vasco da Gama, primeiro time na zona de rebaixamento e que venceu o Coritiba por 2 a 1 na rodada. O Criciúma está a três pontos do time carioca e pode até sair da degola se vencer a próxima partida.
Na próxima rodada, o Criciúma visita o já rebaixado Náutico, enquanto a Ponte Preta recebe o Vitória - antes disso, o time alvinegro joga na quinta-feira contra o Vélez Sarsfield pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.
O jogo
Neste domingo, quem chegou com perigo pela primeira vez foram os visitantes, Logo aos dois minutos, Uendel recebeu em velocidade na meia esquerda e arriscou chute rasteiro. Bem colocado, Galatto buscou a bola no canto esquerdo e teve o rebote afastado na sequência pela zaga.
Depois do susto, o Criciúma criou as melhores jogadas e quase abriu o placar em três oportunidades. O atacante Wellington Paulista e o meia Ricardinho receberam boas bolas dentro da área, mas não tiveram a pontaria ideal para vazar a meta defendida pelo goleiro Roberto.
Aos 32 minutos, Marlon recebeu bola alçada e chutou na rede, pelo lado de fora, enganando a torcida atrás do gol. Mas, já no minuto seguinte, o time da casa marcou para valer. Ricardinho aproveitou rebote oferecido por Roberto e, quase na pequena área, tocou de esquerda para a rede.
A superioridade da equipe catarinense poderia ter sido traduzida em mais um gol, ainda no primeiro tempo, caso Ricardo Marques Ribeiro tivesse assinalado pênalti de Diego Sacoman em Marlon, aos 42 minutos. A torcida imediatamente protestou, porém o árbitro mandou o jogo seguir.
O empate veio aos nove minutos da etapa final. Após cruzamento de Régis pelo lado direito, a bola atravessou toda a área até a segunda trave, onde Leonardo apareceu livre para empurrar de perna esquerda, sem chance de defesa para Galatto.
Precisando da vitória, o técnico Argel Fucks sacou o volante Éwerthon Páscoa para colocar Marcel, mais um atacante. Mas a mudança inicialmente acabou favorecendo a Ponte, que só não virou o jogo aos 22 minutos porque Adrianinho errou a pontaria após ótimo passe de Rildo na entrada da área.
O Criciúma, porém, também poderia ter saído vitorioso. Aos 34 minutos, Marcel chutou a bola na trave esquerda. Ela sobrou nos pés de Lins, que inacreditavelmente acertou a mesma trave. No lance seguinte, Wellington Paulista recebeu cruzamento e cabeceou à esquerda do gol.
FICHA TÉCNICA:
CRICIÚMA 1 X 1 PONTE PRETA
Local: Estádio Heriberto Hulse
Data: 3 de novembro de 2013 (domingo)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Cartões amarelos: Marlon, João Vitor e Fábio Ferreira (Criciúma); Baraka, Fernando Bob e Roberto (Ponte Preta)
GOLS:
CRICIÚMA: 
Ricardinho, aos 34 minutos do primeiro tempo
PONTE PRETA: Leonardo, aos nove minutos do segundo tempo
CRICIÚMA: Galatto; Ezequiel, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Marlon; Ewerton Páscoa (Marcel), João Vitor, Ricardinho e Ivo (André Gava); Lins e Wellington Paulista (Fabinho)
Técnico: Argel Fucks
PONTE PRETA: Roberto; Régis, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef, Fellipe Bastos (Adaílton) e Adrianinho (Chiquinho); Rildo e Leonardo
Técnico: Jorginho

Atlético-PR repete triunfo da Copa do Brasil sobre o Inter e vira vice-líder do Brasileirão

Gazeta Press
Ederson e Jorge Henrique disputam bola na vitória do Atlético-PR sobre o Internacional
Ederson e Jorge Henrique disputam bola na vitória do Atlético-PR sobre o Internacional
Onze dias depois de eliminar o Internacional nas quartas de final da Copa do Brasil, o Atlético-PR voltou a causar sofrimento ao time gaúcho, desta vez na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em casa, o time de Curitiba bateu o adversário por 1 a 0, gol de Dellatorre.
O atacante de 21 anos, revelado em 2011 pelo próprio Inter, completou cruzamento de Éderson da direita aos 44 minutos do primeiro tempo e fez o único tento do jogo. Na Copa do Brasil, o Atlético eliminou o Inter com dois empates, e acabou levando a melhor pelo gol marcado fora de casa.

Além de estar na briga pelo título do torneio eliminatório, onde na próxima quarta-feira define vaga na decisão contra o Grêmio, em Porto Alegre - na ida, venceu por 1 a 0 -, o Atlético está na vice-liderança do Brasileirão, com 55 pontos.

Já o Inter aparece na décima primeira posição, com 42 pontos. São cinco partidas sem vitória entre as duas competições. O próximo desafio é contra o Botafogo, domingo que vem, em casa. No mesmo dia, o Atlético recebe o São Paulo.

O jogo
A partida começou bastante movimentada. Aos nove minutos, Manoel marcou, mas a arbitragem anulou, assinalando impedimento. No minuto seguinte, Willians arriscou de longe e levou perigo, na primeira boa chegada do Inter. Aos 13, Everton acertou a trave, mas a arbitragem já marcava posição irregular. Aos 14, Scocco chutou em cima da zaga e Aírton perdeu a chance no rebote.

O Inter, aos poucos, passou a tomar conta do meio e levar perigo. Depois de uma tentativa de Scocco, aos 18, Jorge Henrique obrigou Wéverton a bela defesa, aos 23. Na jogada seguinte, D'Alessandro cruzou para Jackson, que cabeceou com muito perigo. Minutos depois, a pressão passou a ser do time da casa: aos 30, Paulo Baier mandou de canhota com muito perigo. Dois minutos mais tarde, após erro de Jackson, Ederson serviu Dellatorre e Muriel fez grande defesa.

A pressão do time da casa foi forte nos instantes finais do primeiro tempo. Aos 38, Willians salvou quando Luiz Alberto chegava para mandar para dentro. Cinco minutos mais tarde, o gol: assim como na vitória sobre o Grêmio, quarta passada, Dellatorre recebeu assistência de Ederson para marcar - desta vez se antecipando à zaga, por baixo. Na ida para o intervalo, D'Alessandro e Paulo Baier deixaram o campo batendo boca.

Mais ligado, o Atlético-PR voltou com tudo no segundo tempo. Logo aos quatro minutos, Muriel fez grande defesa em cabeçada de Luiz Alberto. Aos 10, Léo recebeu de Everton e chutou levando grande perigo. Aos 20, o artilheiro do Brasileirão deixou de ser garçom: ele mesmo concluiu, mas Muriel salvou novamente o Inter. Aos 23, foi Mérida quem chutou com perigo por cima.

Ainda melhor em campo, o time da casa quase ampliou aos 30, quando Ederson acertou o travessão cobrando falta. A primeira chegada perigosa do Inter no segundo tempo só veio aos 33, quando Scocco chutou por cima. A partida ficou lá e cá nos minutos finais. Aos 36, Muriel espalmou bom chute de Mérida. O Colorado respondeu na jogada seguinte, quando Scocco cabeceou cruzamento de Alex e quase empatou. Aos 43, a chance derradeira para o time da casa: Juninho avançou livre pela esquerda e chutou cruzado, com perigo.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-PR 1 x 0 INTERNACIONAL


Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 3 de novembro de 2013, domingo
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
Cartões amarelos: Mérida e Roger (Atlético-PR); Aírton e Otávio (Internacional)
Gol: ATLÉTICO-PR: Dellatorre, aos 44 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, João Paulo, Everton e Paulo Baier (Mérida); Dellatorre (Roger) e Ederson (Zezinho)
Técnico: Vagner Mancini

Botafogo conquista a Série D e é o primeiro paraibano campeão nacional

Foi emocionante. Foi arrepiante. Um teste para as torcidas dos dois times. Mas estava escrito que o ano de 2013 seria do Botafogo-PB, que neste domingo venceu o Juventude por 2 a 0 e foi campeão brasileiro da Série D. É o primeiro clube da Paraíba a conquistar um título nacional homologado pela CBF, justamente no ano que que a equipe de João Pessoa renasceu.
Isto mesmo. O Botafogo-PB não era campeão paraibano desde 2003 e não participava de um Brasileirão desde 2006. Mas este era o ano de quebrar as escritas e voltar a ser grande. O Belo venceu o Estadual no primeiro semestre e neste final de semana conquistou o que nenhum outro paraibano tinha conquistado ainda.
Já o Juventude saiu de campo com um vice-campeonato honroso. Ao longo de todos os 90 minutos o clube ficou perto do título. Atacou e buscou o gol. Esteve muito perto de conseguir. Quase marcou nos acréscimos. Mas não deu. Os gaúchos, que no passado já foram campeões da Série B e da Copa do Brasil, desta vez ficaram em segundo lugar.
Botafogo-PB 2 x 0 Juventude, no Estádio Almeidão, final da Série D do Campeonato Brasileiro (Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)Jogadores do Belo erguem a taça de campeão da Série D (Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)
Festa começa ainda no 1º tempo
O jogo começou com o Botafogo partindo para o ataque logo no início. Sempre pela esquerda, com boas participações de Celico, o clube de João Pessoa conseguiu três escanteios a seu favor. Num dos lances, Lenílson passou a bola para Fausto, que chutou forte em gol. O volante Possebon foi quem salvou o time gaúcho.
E com o Belo no ataque, a festa da torcida botafoguense era grande. A massa empurrava o time da casa, que seguia no setor ofensivo. Só dava Belo. E aos 14 minutos o time esteve perto de abrir o placar. Em cobrança de escanteio de Pio, Rafael Aidar desviou no primeiro pau. A bola sobrou para Rafael Aidar, que desmarcado, perdeu um gol incrível.
Seguia-se o jogo, com o gol do Belo cada vez mais perto de sair. Isto aconteceu aos 20 minutos, mais uma vez de cobrança de escanteio pela esquerda. Pio cobrou na cabeça do zagueiro uruguaio Mario Larramendi, que colocou com violência em gol. Festa do Belo. Festa no Almeidão. Com mais de 20 mil torcedores em festa.
O título, contudo, não sairia sem muito sofrimento. Porque após o gol, o Juventude, que via a taça lhe escapar, resolver ser mais agressivo em campo. E o time que até então estava acuado foi para o ataque. Rogerinho e Zulu eram as duas principais referências ofensivas do clube gaúcho, que chegava com cada vez mais perigo ao gol de Rémerson.
A melhor chance do Juventude no primeiro tempo, no entanto, só saiu aos 43 minutos. Rogerinho avançou até a intermediária, puxou mais para o meio e soltou uma bomba. A bola beliscou a trave e foi para fora.
Botafogo-PB 2 x 0 Juventude, no Estádio Almeidão, final da Série D do Campeonato Brasileiro (Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)Botafogo-PB venceu o Juventude por 2 a 0 (Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)
Jogo franco no segundo tempo
A etapa final do último jogo da Série D de 2013 foi espetacular. E um teste para as duas torcidas. Isto porque os dois times tiveram chances para marcar. O Belo para ampliar e ficar mais perto do título. O Juventude para empatar e para roubar a taça que a cada minuto ia ficando com os paraibanos.
Mas os 10 primeiros minutos foi só do Juventude. Que atacava implacavelmente, enquanto os botafoguenses se resumiam a defender da forma que conseguiam. Paulo Josué, que entrou no intervalo e já tinha marcado o gol da vitória do primeiro jogo, foi quem primeiro testou Rémerson. Douglas chegava com igual perigo alguns minutos depois.
O Botafogo só melhorou aos 13 minutos, quando o técnico Marcelo Vilar tirou Fausto e colocou Warley. O ídolo botafoguense entrou em campo incendiando o jogo. Com fôlego renovado, ele entrou na área aos 16 e aos 17 minutos. No primeiro lance, ia marcar quando o goleiro Aírton saiu nos pés do atacante. Os botafoguenses pediram pênalti, mas o árbitro não deu nada. Já no segundo lance, a bola sobrou dentro dá área nos pés do jogador, que chutou mal.
O time de Caxias do Sul não estava morto. Respondeu aos 21 minutos. Rogerinho cruzou para Diogo, que finalizou de cabeça. Rémerson fez uma bonita defesa. Aos 26, Ermel chegava mais uma vez, mas a bola foi para fora. A resposta do Belo foi aos 36. O time resistia como podia e ainda avançava ao ataque. Lenílson tentou um primeiro chute. Errou. Na sequência, Doda chutou no ângulo. A bola saiu por muito pouco.
Era emocionante. Era suado. Era angustiante. A qualquer momento, um ou outro poderia marcar. O Juventude esteve muito perto. Mas, já nos acréscimos, quando o Ju estava no ataque, pressionava e estava muito perto do gol, quem marcou foi o Belo. Rafael Aidar saiu num contra-ataque fulminante e fez 2 a 0. O Almeidão naquele momento era uma festa só. O Botafogo já era o primeiro paraibano a ser campeão brasileiro, ainda que seja da Série D.
BOTAFOGO-PB 2 X 0 JUVENTUDE
Rémerson, Ferreira, Mario Larramendi, André Lima e Celico; Zaquel, Pio (Hércules), Doda e Lenílson (Izaías); Fausto (Warley) e Rafael Aidar.Airton, Juliano, Claudinho, Diogo e Gerley (Ermel); Possebon, Mika (Paulo Josué), Dê e Douglas; Rogerinho (Brenner) e Zulu.
T. Marcelo VilarT. Lisca
Gols: Mario Larramendi aos 20 minutos do 1º tempo e Rafael Aidar aos 46 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Lima e Fausto (Botafogo-PB).
Local: Estádio Almeidão, em João Pessoa. Competição: Campeonato Brasileiro da Série D - Final. Público e renda: 19.619 pagantes (401 não-pagantes) e renda de R$ 430.419. Arbitragem: Felipe Gomes da Silva (RJ), Flávio Gomes Barroca (RN) e Luís Carlos Câmara (RN).

Fiel, crítica e apaixonada: as fases da torcida do Santa Cruz rumo à Série B

O “óbito” do Santa Cruz foi anunciado em 2008, quando o Tricolor sucumbiu para a última divisão do Campeonato Brasileiro. Sem patrocinadores e cota de televisão e contando apenas com jogadores da base, como o clube sobreviveria? A resposta veio em forma de afago. A torcida coral assumiu o papel de “patrocinador master” e, deixando o sofrimento um pouco de lado, deu uma prova de devoção nas arquibancadas do Arruda. Este ano, não foi diferente. Apesar da impaciência demonstrada em alguns momentos na Série C, a massa coral esteve sempre presente ao lado do time e foi fundamental na volta da equipe à Série B.

Neste domingo, os tricolores deram um show nas arquibancadas e empurraram o time rumo à Segunda Divisão. No total, o estádio recebeu 60.040 torcedores (para uma renda de R$ 1.392.610,00) que viram o Santa Cruz vencer o Betim por 2 a 1, com gols de André Dias e Flávio Caça-Rato.
Como aconteceu nos anos anteriores, o Santa Cruz iniciou a Série C cercado de expectativa. Tricampeão pernambucano, o time deu o pontapé inicial na Terceirona como franco favorito. No entanto, a saída do treinador Marcelo Martelotte para o Sport e a contratação de Sandro Barbosa para o comando técnico da equipe colocaram uma pulga atrás da orelha dos torcedores. A insegurança foi esquecida após os 2 a 0 sobre o Luverdense, na estreia do torneio. O jogo registrou a presença de 19.674 torcedores. A festa coral durou até a sexta rodada, quando o time foi superado pelo lanterna Baraúnas em pleno Arruda.
santa cruz x betim arruda (Foto: Lucas Fitipaldi)Mais de 60 mil torcedores viram o Santa Cruz voltar à Série B diante do Betim no Arruda (Foto: Lucas Fitipaldi)
Irritados com a inconstância da equipe do time, os torcedores chegaram a pressionar os jogadores de forma mais ríspida em diversos momentos, cobrando mais entrega da equipe e a saída do técnico Sandro Barbosa. A tensão ficou ainda maior após a derrota para o Sampaio Corrêa e o empate diante do Brasilense. Revoltados, os tricolores exigiam a mudança no comando técnico, mas o pedido foi negado pelos dirigentes. A vitória por 6 a 0 sobre o Treze no Arruda amenizou o ambiente. Mas a derrota para o Luverdense voltou a abalar relação entre a torcida e o time. No retorno ao Recife, os atletas e a comissão técnica driblaram os tricolores no aeroporto.
Preocupado, o presidente Antônio Luiz Neto pediu para que os torcedores não abandonassem o clube e prometeu empenho na luta pelo acesso.
- A arrecadação nos jogos é fundamental para as nossas finanças. O Santa Cruz é a sua torcida. Eles não podem nos abandonar neste momento. Da nossa parte, eles podem esperar toda a dedicação possível.
Santa Cruz torcida (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Amor e devoção mesmo com sustos na Série C
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Tentando retomar o caminho das vitórias, a diretoria apostou na contratação do técnico Vica. E logo em sua chegada, o treinador fez questão de “escalar” os torcedores para a partida contra o CRB. A vitória não veio e o jogo acabou 0 a 0, gerando novos conflitos com a torcida. Houve até quem invadisse o vestiário para exigir uma outra postura dos atletas. Não ficou apenas nisso. A cobrança no gramado, durante um dos treinamentos, também ocorreu. Recém-chegado, Vica tratou de pedir apoio novamente.
- Precisamos da torcida do nosso lado. Ela será fundamental para a nossa classificação – disse o treinador.
O pedido foi atendido e a cada rodada, o Arruda era tomado pelos torcedores. Mesmo divididos entre a insegurança e o apoio, o fato é que os tricolores estavam lá. Foi assim contra o Brasiliense, quando mais de 38 mil foram ver o time conquistar a classificação antecipada às quartas de final. A presença maciça emocionou o treinador.
- A resposta é esta. Ver a nossa torcida maravilhosa cantando e cheia de felicidade. É muito gratificante. Sabíamos que seria difícil. Mas lutamos e conseguimos. E o torcedor pode ter certeza de que boa parte disso tudo foi devido a ele. Sempre nos apoiando. Seja dentro ou fora de casa. Estou muito feliz.
Não foi só o Arruda que conheceu a força da torcida tricolor. A vitória sobre o Betim, fora de casa, na primeira partida das quartas de final,levou centenas de tricolores ao Aeroporto Internacional dos Guararapes. Com bandeiras, instrumentos musicais e muita festa, o saguão do aeroporto foi transformado em uma apoteose para o “desfile” dos heróis. A recepção emocionou o lateral-esquerdo Tiago Costa.
- Não dá para esconder a felicidade. Essa torcida é maravilhosa e no próximo domingo nossa responsabilidade é conquistar o acesso.
A festa antecipada no aeroporto foi repetida neste domingo, no Arruda, quando milhares de tricolores puderam acompanhar a volta da equipe coral à Série B. Embalado pelos seus fieis torcedores, após sete anos, o Santa Cruz dá adeus ao “limbo” do futebol nacional e mostra que está vivo.
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santa cruz torcida (Foto: Elton de Castro)Na chegada ao Recife, após primeiro jogo do mata-mata, torcida já antecipava a festa por acesso à Série B (Foto: Elton de Castro)

Grêmio tropeça no Bahia em casa e vê sonho do título cada vez mais distante

Gazeta Press
Grêmio tropeça em casa contra o Bahia e vê o sonho do título cada vez mais distante
Grêmio não saiu do zero com o Bahia neste domingo
O Grêmio empatou em casa em 0 a 0 com o Bahia neste domingo, na Arena, em confronto válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time gaúcho foi aos 54 pontos, na segunda colocação da competição. Já o clube nordestino foi a 38 pontos e manteve-se 15ª posição.
O resultado foi péssimo para ambas as equipes. O Grêmio, que ainda alimenta a chance de conquistar o tricampeonato brasileiro, viu o líder Cruzeiro vencer o Santos fora de casa por 1 a 0 e aumentar para 14 pontos a diferença entre as equipes, diminuindo ainda mais as já improváveis chances de título.
A única sorte da equipe gaúcha neste domingo foi a derrota do Botafogo para o Goiás por 1 a 0. O resultado devolveu a vice-liderança ao time tricolor, que agora está um ponto à frente do time clube carioca. Por outro lado, o time esmeraldino chegou de fato à briga pelo G-4: tem 52 pontos, o mesmo do quarto colocado Atlético-PR.
Já o Bahia mantém-se perigosamente próximo da zona de rebaixamento: o time está apenas dois pontos acima do Vasco da Gama, primeiro time dentro da degola.
Na próxima rodada, o Grêmio joga praticamente sua vida na competição: visita o Cruzeiro e precisa vencer se quiser continuar sonhando com a taça. Já o Bahia recebe o Atlético-MG e necessita vencer para não ver o fantasma do rebaixamento aumentar ainda mais.
O jogo
O Grêmio dominou o primeiro tempo por completo, e não deu chances ao Bahia, que não teve sequer um ataque perigoso. A primeira boa chance foi aos 10 minutos: em falta da intermediária, Vargas arriscou rasteiro, a bola desviou na barreira e quase enganou Marcelo Lomba, que se recuperou e fez a defesa. Aos 11, Ramiro cruzou para Kleber, que tocou de primeira e obrigou Lomba a uma defesa de puro reflexo.
Aos 14, Moisés levantou para a área do Bahia e Rafael Miranda cortou. Os jogadores gremistas protestaram, pedindo mão do jogador baiano na área. Aos 20, nova jogada de Moisés: em falta levantada por ele para a área, Rhodolfo dividiu com Marcelo Lomba na pequena área, e a bola saiu em escanteio. Minutos depois, a jogada veio pelo outro lado: Alex Telles cruzou na cabeça de Souza, mas Lomba impediu o gol com um tapinha.
A pressão gremista seguia forte, e o goleiro do Bahia cada vez mais virava destaque do jogo. Aos 28, Kleber cruzou e Lomba salvou de soco. Dez minutos depois, Moisés mandou de primeira por cima. Já nos acréscimos, Marcelo Lomba fez duas grandes defesas e salvou o Bahia de sair derrotado para o intervalo.
O segundo tempo começou do mesmo modo que o primeiro: com pressão do Grêmio. Logo a um minuto, Barcos perdeu duas grandes chances. Primeiro, recebeu passe de Kleber e chutou mascado. A bola sobrou com Vargas, que cruzou na cabeça do argentino, mas o toque foi para fora. Aos quatro, Barcos ganhou no jogo de corpo, entrou livre, mas demorou demais para concluir e permitiu que Lomba fizesse um milagre, mandando para escanteio.
Quando nem Lomba mais conseguia salvar, a sorte estava do lado do Bahia. Aos nove minutos, Barcos mandou uma bomba que explodiu na trave. Na sobra, Vargas chutou rasteiro e o goleiro baiano fez mais um milagre. O Tricolor Baiano só respirou em cabeçada para fora de Fernandão após escanteio. Aos 26, Fabrício Lusa salvou o Bahia tirando de cabeça na pequena área. No contragolpe baiano, Talisca mandou por cima com perigo.
Depois de perder muitas chances, o Grêmio diminuiu o ritmo a partir de então. A torcida só acordou na Arena aos 36, quando Renato Gaúcho colocou Zé Roberto em campo no lugar de Riveros. O Tricolor Gaúcho tentou uma pressão final, mas não obteve sucesso e ficou no empate, desagradando a torcida que foi à Arena.
FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 0 x 0 BAHIA
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 3 de novembro de 2013, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Alício Pena Júnior (MG)
Assistentes: Nadine Bastos (SC) e Marrubson Melo Freitas (DF)
Cartões amarelos: Vargas e Wendell (Grêmio); Jussandro, Feijão, Marcelo Lomba e Fahel (Bahia)
GRÊMIO: Dida; Moisés, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles (Wendell); Souza, Ramiro (Elano) e Riveros (Zé Roberto); Kleber, Barcos e Vargas
Técnico: Renato Gaúcho
BAHIA: Marcelo Lomba, Fabrício Lusa (Madson), Lucas Fonseca, Demerson e Jussandro (Raul); Feijão, Rafael Miranda, Fahel e Souza (Talisca); William Barbio e Fernandão
Técnico: Cristóvão Borges

Goiás marca no fim, vence o Botafogo e encosta de vez no G4

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A briga pela Libertadores esquentou. E no finzinho. Aos 42 minutos do segundo tempo, Eduardo Sasha colocou a cabeça na bola, deu a vitória de gol único do Goiás sobre o Botafogo no Serra Dourada e levou o time ao quinto lugar na tabela. O time esmeraldino agora tem o mesmo número de pontos, 52, do que o Atlético-PR, primeiro time do G4. Já o Botafogo permaneceu com 53 pontos e caiu para terceiro, uma posição atrás do agora vice-líder Grêmio.  
Sem Walter, lesionado, o técnico Enderson Moreira não poupou esforços para encostar no vice-líder do Brasileiro. Ainda que tenha pela frente, na quarta-feira, o jogo de volta pelas semifinais da Copa do Brasil, contra o Flamengo, o treinador mandou a campo todos os titulares disponíveis.
Já o técnico OSwaldo de Oliveira, quatro pontos à frente do rival na tabela, fez apenas uma mudança: André Bahia na vaga de Dória, suspenso, na defesa. Lodeiro continuou no banco de reservas e Gegê, no time titular. Com 53 pontos, o time torcida também contra o Grêmio, com a mesma pontuação e que enfrentava o Bahia, fora de casa, no mesmo horário.
Na próxima rodada, daqui a uma semana, o Botafogo vai até o Rio Grande do Sul enfrentar o Internacional, no domingo. Já o Goiás enfrentará, pela terceira vez em dez dias, o Flamengo, logo em seguida ao confronto de quarta-feira pela Copa do Brasil.
O jogo
O confronto no Serra Dourada colocava em disputa uma vaga na Libertadores em 2014. Mas nem isso significou uma disposição dos times para atacar. Quase sonolentos, ambos preferiram o estudo mútuo nos minutos iniciais.
Aos 11 minutos, Rafael Marques recebeu a bola pelo lado direito e cruzou para a área. Gegê pegou de primeira, mas Rodrigo travou o chute e facilitou a missão de Renan.
Aos 29 minutos, Eduardo Sasha recebeu na entrada da área, girou e bateu bem, mas Jefferson, bem posicionado, salvou com a ponta dos dedos o gol do Goiás.
Aos 38 minutos, Gabriel avançou pelo meio, entrou na área, mas Rodrigo e Renan chegaram a tempo de abafar o arremate e afastar o perigo da grande área esmeraldina.
O melhor - e mais polêmico - ance da partida ocorreu aos 41 minutos da primeira etapa. Elias recebeu bola na grande área, driblou Renan e caiu na grande área. Sandro Meira Ricci, de maneira confusa, parecia indicar a marcação da penalidade, mas o lance seguiu. Rafael Marques pegou o rebote e bateu cruzado, mas Rodrigo salvou o gol em cima da linha.
A mudança pareceu surtir efeito e o Goiás passou a estar mais à frente. Aos 12 minutos, Eduardo Sasha tabelou com Léo Bonatini e recebeu na frente de Jefferson, mas bateu em cima do goleiro.
Ciente do bom momento, Enderson Moreira tirou de campo o apático Júnior Viçosa de campo para colocar o rápido Wellington Júnior. Aos 16 minutos, o atacante chegou na frente da grande área, mas bateu rasteiro e fraco, facilitando a defesa de Jefferson.
Diante de um time que começava a dar mais espaços para o Goiás, Oswaldo de Oliveira inovou. Tirou de campo um Seedorf em tarde de pouquíssima inspiração para a entrada do ágil Lodeiro. Nem assim a situação melhorou.
O Goiás passou a ficar cada vez mais em cima. Aos 20 minutos, Eduardo Sasha invadiu pelo lado esquerdou e bateu forte, mas Jefferson encaixou bem a bola. Um minuto depois, Vítor recebeu linda bola de Hugo pelo lado direito e bateu cruzado. Wellington Júnior se esticou ao máximo, mas a bola acabou na linha de fundo.
O Botafogo era pouco efetivo no ataque e Oswaldo de Oliveira colocou Lucas Zen e Huri em campo nas vagas de Marcelo Mattos e Gegê. O time teve mais espaço para jogada nas laterais e, aos 34 minutos, quase marcou em chute de Edílson pelo lado direito, mas Renan fez bela defesa e mandou para escanteio.
Quando tudo parecia caminhar para um empate, o Goiás teve o trabalho recompensado. Aos 42 minutos, Léo Bonatini foi à linha de fundo pelo lado esquerdo e cruzou para a grande área. Eduardo Sasha dividiu pelo alto com Lucas Zen e levou a melhor, cabeceando para o fundo da rede de um estático Jefferson. Goiás 1 a 0 para a explosão da torcida no Serra Dourada e de Walter, lesionado, em um dos camarotes do estádio.


FICHA TÉCNICA
GOIÁS 1X0 BOTAFOGO
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 3 de novembro de 2013
Horário: 17 horas
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)
Assistentes: Márcia Bezerra Caetano (RO) e Clóvis da Silva (PE)
Cartões amarelos: Rodrigo e Amaral (GOI)
Gol: Eduardo Sasha (GOI), aos 42 minutos do segundo tempo.

GOIÁS: Renan; Vítor, Rodrigo, Ernando e William Matheus; Amaral, David, David, Eduardo Sasha e Hugo (Thiago Mendes); Roni (Wellington Júnior) e Júnior Viçosa (Léo Bonatini)
Técnico: Enderson Moreira
BOTAFOGO: Jefferson; Edílson, Bolívar, Bolívar e Júlio César; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Gabriel, Gegê (Hyuri), Seedorf (Lodeiro) e Rafael Marques; Elias.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Corinthians e o 15° empate: 1 a 1 com o Vitória

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Pela 15ª vez neste Campeonato Brasileiro, o Corinthians empatou uma partida. O time paulista até saiu na frente do Vitória, neste domingo, no Barradão, com Guilherme. Mas Dinei fez a 1 a 1 para os baianos no duelo da 32ª rodada.

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Mesmo fora de casa, o Corinthians foi melhor no primeiro tempo e acabou marcando aos sete minutos da etapa final, com Guilherme. O volante aproveitou rebote de cabeçada de Romarinho e só empurrou para a rede. Em falha pelo lado esquerdo da zaga, onde Alessandro atuou improvisado, Marquinhos cruzou para Dinei chutar com estilo aos 15 e empatar.
Os baianos passaram a dominar a partida dali em diante, mas os visitantes por pouco não passaram à frente novamente em cabeçada de Pato, que começou no banco de reservas, no travessão.

Invicto há dois meses no seu estádio, o Vitória está na briga pela classificação à Copa Libertadores. Em sétimo lugar, o Rubro-Negro tem 48 pontos, quatro a menos que o quarto colocado Atlético-PR, que tem um jogo a menos.

Já o Corinthians a cada semana que passa fica mais distante de disputar o título sul-americano que venceu pela primeira vez em 2012. O Alvinegro tem 42 pontos, na 11ª posição.

No próximo domingo, contra o Fluminense, em Araraquara, o Corinthians cumpre seu último jogo fora de São Paulo por punição por uma garrafa atirada na cabeça do bandeirinha Bruno Salgado Rizzo na derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, em 29 de setembro, em Campo Grande (MS). No mesmo dia, o Vitória visita a Ponte Preta, em Campinas.
FICHA TÉCNICA:
VITÓRIA 1 X 1 CORINTHIANS


Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 3 de novembro de 2013, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Ricardo Bezerra Chianca (PE)
Cartões amarelos: Juan e Renato Santos (Vitória); Romarinho e Douglas (Corinthians)
Gols:
Vitória: Dinei, aos 15 minutos do segundo tempo
Corinthians: Guilherme, aos sete minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Renato Santos, Luiz Gustavo e Juan (Tarracha); Marcelo (Euller) e Cáceres; Marquinhos, Renato Cajá (William Henrique) e Escudero; Dinei
Técnico: Ney Franco

CORINTHIANS: Walter; Edenílson, Paulo André, Gil e Alessandro; Ralf e Guilherme; Romarinho (Alexandre Pato), Douglas (Diego Macedo) e Emerson; Renato Augusto (Danilo)
Técnico: Tite

Éverton Ribeiro faz mais um golaço, Cruzeiro bate Santos e pode ser campeão na próxima rodada

Clique no player e assista ao golaço de Éverton Ribeiro!
"Rei dos golaços" do Campeonato Brasileiro 2013, o meia Éverton Ribeiro decidiu mais uma vez para o Cruzeiro. Neste domingo, ele fez mais uma pintura e deu a vitória ao time celeste por 1 a 0 sobre o Santos, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do torneio.
O lance em questão aconteceu aos 9 minutos do segundo tempo, quando Éverton pegou a bola na lateral direita, passou como quis pelo chileno Mena, fintou toda a zaga rival e bateu seco, no canto, para vencer o goleiro Aranha e dar a vitória aos mineiros.
Santos 0x1 Cruzeiro - Narração de Cledi Oliveira
Santos 0x1 Cruzeiro - Narração de Cledi Oliveira
Com o resultado, o clube celeste chega a 68 pontos e fica a apenas uma vitória do título, já que pode contar com a derrota do Botafogo para o Goiás e o empate entre o 3º colocado Grêmio e Bahia. Já a equipe praiana segue empacada na tabela, na 9ª colocação.
Vale ressaltar, porém, que se o Atlético-PR ganhar neste domingo do Internacional e também vencer o São Paulo no próximo domingo, uma vitória celeste sobre o Grêmio ainda não garante o título.
Na próxima rodada, o Cruzeiro faz o "jogo do título" contra o Grêmio, no Mineirão. A partida está marcada para o domingo (dia 10), às 17h (horário de Brasília). O Santos, por sua vez, visita o Vasco, que briga contra o rebaixamento, no Maracanã. A partida também será no domingo, mas às 19h30.
O jogo
Mesmo jogando fora de casa, o Cruzeiro iniciou a partida partindo para cima do Santos na Vila Belmiro. Aos 9 minutos, Nílton criou a primeira boa chance, cabeceando para defesa de Aranha. Pouco depois, Everton Ribeiro mandou um balaço de fora da área, mas o zagueiro Gustavo Henrique fez desvio providencial de cabeça e afastou a bola para escanteio.
A torcida alvinegra já chiava quando Nílton perdeu mais uma ótima chance, dessa vez aos 24: após bate-rebate, a bola sobrou para o volante, livre, quase na pequena área. O chute, porém, saiu torto. Cinco minutos depois, Ricardo Goulart fez linda tabela com Borges e saiu na cara de Aranha, mas tirou demais na hora do chute e desperdiçou outra chance de ouro para a equipe mineira.
Nos 15 minutos finais, o Santos melhorou e conseguiu dar alguns sustos em Fábio. Primeiro, Willian José recebeu cruzamento de Arouca e tentou a finalização, mas foi travado na hora por Dedé. Já aos 39, Montillo cobrou falta na área, Ceará desviou contra a própria meta e o goleiro cruzeirense mostrou reflexo para afastar e manter o placar inalterado no primeio tempo.
Na etapa complementar, o time de Belo Horizonte voltou com postura agressiva e já deu o primeiro susto aos 6, quando Nílton soltou bomba em cobrança de falta, para defesa de Aranha. Três minutos depois, o goleiro santista nada pode fazer contra Éverton Ribeiro. Pela direita, o meia passou como quis por Mena, fintou toda a zaga alvinegra e bateu no canto para fazer um golaço e abrir a contagem.
O gol deu moral ao Cruzeiro, que seguiu dominando o Santos em plena Vila Belmiro. Apesar de não ter tanto ímpeto ofensivo, o time de Minas Gerais era quem chegava melhor, como aos 26 minutos, quando Éverton Ribeiro quase fez o segundo: após cruzamento rasteiro de Júlio Baptista, o meio-campista chegou batendo de primeira, mas a bola saiu raspando o poste.
A equipe paulista só foi dar algum tipo de resposta aos 34 minutos, quando o garoto Geuvânio, que entrou na vaga do criticado Éverton Costa, mandou um belo chute de fora da área. Atento, Fábio pulou no ângulo e fez linda defesa. Pouco depois, foi o Cruzeiro que perdeu chance de matar o jogo, quando Ricardo Goulart cruzou da direita e Élber chegou completando para fora.
O tento, porém, acabou não fazendo falta, e o time mineiro conseguiu segurar a vitória, para os gritos de "tricampeão" de sua torcida ecoarem na Vila Belmiro.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS 0 x 1 CRUZEIRO
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos-SP
Data: 3 de novembro de 2013, domingo
Horário: 17h (horário de Brasília)
Público pagante: 9.460 torcedores
Renda: R$ 278.156,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Neuza Inês Back (SC)
Cartões amarelos: Éverton Costa e Cicinho (SAN); Tinga (CRU)
GOL
CRUZEIRO: Éverton Ribeiro, aos 9 minutos do segundo tempo
SANTOS: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Alan Santos), Arouca, Cícero e Montillo; Willian José (Victor Andrade) e Éverton Costa (Geuvânio) Técnico: Claudinei Oliveira
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Léo e Egídio; Lucas Silva, Nílton, Éverton Ribeiro (Tinga) e Ricardo Goulart; Dagoberto (Élber) e Borges (Júlio Baptista) Técnico: Marcelo Oliveira