segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Vitória no clássico mineiro consolida Fernandinho no ataque e o modelo de jogo atleticano

Quando Bernard foi negociado com o Shakthar Donetsk em agosto e o Atlético Mineiro agiu rápido contratando Fernandinho no mesmo período, era difícil vislumbrar uma reposição que mantivesse o nível do forte quarteto ofensivo do campeão da Libertadores.
Mas o atacante que atua como um ponta esquerda das antigas se adaptou bem à dinâmica da equipe de Cuca. Continua jogando aberto durante boa parte do tempo. Também segue cavando faltas em lances nos quais poderia ser contundente e finalizar. Mas já circula mais pelo ataque, preparando ou finalizando.
Fernandinho foi o personagem e destaque da vitória atleticana no clássico mineiro. Não só pelo belo gol aos 40 minutos do segundo tempo que matou o rival Cruzeiro, mas por ter levado vantagem quase o tempo todo sobre a defesa adversária.
Inicialmente pela esquerda, passando com facilidade por Ceará, que não tinha o auxílio de Everton Ribeiro nem dos volantes Nilton e Lucas Silva, muito preocupados com a movimentação de Diego Tardelli, o substituto de Ronaldinho na articulação. Depois mais centralizado, onde decidiu o clássico.
Truemedia
Movimentação de Fernandinho desde a estreia no Galo: prioridade quase absoluta ao lado esquerdo, aparecendo eventualmente no centro.
Movimentação de Fernandinho desde a estreia no Galo: prioridade quase absoluta ao lado esquerdo, aparecendo eventualmente no centro.
Mas o que impressionou no Independência foi a imposição do modelo de jogo atleticano sobre o líder absoluto do Brasileiro. Mesmo sem Victor, Réver, Ronaldinho e Jô. Intensidade máxima, jogo vertical que não se importa com posse de bola: domínio absoluto no primeiro tempo com 46% e superioridade na segunda etapa com 48%. Nem erros nos passes. Como tenta sempre definir a jogada da forma mais rápida e objetiva, arrisca mais e acerta menos. Foram 65 passes errados em 90 minutos.
Acuado, o Cruzeiro não conseguia acionar o quarteto ofensivo. A zaga, sem Dedé e pressionada, rifava a bola e inviabilizava o pivô de Borges ou a criação de Everton Ribeiro. Bola roubada, a equipe de Cuca acelerava a transição ofensiva quase sempre procurando Fernandinho. No primeiro tempo concluiu apenas uma vez. Mas conseguiu algo inédito: impedir que o time que mais finaliza no campeonato chutasse ao menos uma vez. Na direção da meta ou não.
Olho Tático
Com times no mesmo 4-2-3-1, intensidade atleticana fez a diferença e acuou os cruzeirenses, preocupados com Fernandinho e Tardelli.
Com times no mesmo 4-2-3-1, intensidade atleticana fez a diferença e acuou os cruzeirenses, preocupados com Fernandinho e Tardelli.
No primeiro minuto da segunda etapa, a primeira chance cruzeirense. Mas Giovanni impediu o chute de Ricardo Goulart. O time celeste ganhou mais volume e experiência no meio-campo com Henrique no lugar de Lucas Silva, mas logo o Atlético voltou a se impor na velocidade e fazer Fabio trabalhar.
Cuca trocou Josué por Leandro Donizete para recuperar ritmo entre as intermediárias. Depois arriscou uma mudança pouco usual: abriu mão da referência no ataque com Neto Berola no lugar de Alecsandro. O substituto e Luan ficaram abertos e Tardelli e Fernandinho alternavam no centro do ataque.
Marcelo Oliveira mexeu na frente. Tirou Borges e Willian, colocou Alisson e Dagoberto e adiantou Ricardo Goulart como referência. Ganhou rapidez, mas não contundência. Times sem típicos centroavantes e o jogo caminhava para um empate sem gols.
Olho Tático
No final, equipes sem típicos centroavantes, mas o Galo manteve o domínio e decidiu com Fernandinho mais centralizado.
No final, equipes sem típicos centroavantes, mas o Galo manteve o domínio e decidiu com Fernandinho mais centralizado.
Fernandinho não deixou com linda conclusão. Da meia direita! A 13ª contra apenas três cruzeirenses. Afirmação do camisa onze e também do campeão sul-americano, que mantém a competitividade no Brasileiro pensando no Mundial.
Truemedia
Contra o Cruzeiro, Fernandinho atuou aberto pela esquerda e depois circulou pelo centro após a entrada de Berola na vaga de Alecsandro.
Contra o Cruzeiro, Fernandinho atuou aberto pela esquerda e depois circulou pelo centro após a entrada de Berola na vaga de Alecsandro. Fez o gol pela meia direita.
Se transportar a intensidade e do estilo vertical no Independência para o Marrocos, é possível sonhar. Com 
Ronaldinho ou não. Apesar do poderoso Bayern de Munique.
Divulgação/Atlético-MG
Fernandinho fez o único gol do jogo na vitória do Atlético-MG sobre o líder Cruzeiro
Fernandinho fez o único gol da vitória do Atlético-MG sobre o líder Cruzeiro.
Quando Bernard foi negociado com o 

Em clima pró-Baier, Atlético-PR marca no início e mantém Portuguesa sob ameaça

Gazeta Press
Marcelo marcou o gol da vitória do Atlético-PR sobre a Portuguesa neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro
Marcelo marcou o gol da vitória do Atlético-PR sobre a Portuguesa neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro
O Atlético-PR venceu em casa a Portuguesa por 1 a 0 neste domingo, na Vila Capanema, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time rubro-negro chegou aos 48 pontos e segue na quarta colocação da competição, enquanto a equipe rubro-verde segue com 34 pontos, caiu um posto (agora está em 14º), a apenas dois pontos da zona da degola.
O gol do Atlético-PR foi marcado logo aos dois minutos de jogo, por Marcelo.
O destaque da partida foi o apoio da torcida ao meia Paulo Baier. Este foi o primeiro compromisso do time rubro-negro como mandante após o veterano jogador anunciar que deve deixa a equipe ao fim da temporada. A torcida se manifestou a favor do atleta de 38 anos, que está no clube desde 2009, apesar de, segundo o presidente Mário Celso Petraglia, nunca ter vencido nada pela equipe.
Na próxima rodada, o Atlético-PR recebe o xará Atlético-MG, enquanto a Portuguesa visita o também ameaçado Criciúma.
O jogo
O Furacão precisou de apenas dois minutos para abrir o placar, com Marcelo, que recebeu lançamento açucarado do maestro Paulo Baier e tocou a saída de Lauro para balançar as redes. O Rubro-negro começou em um ritmo alucinante. Aos sete minutos, foi a vez de Ederson receber na área e soltar um petardo, pela linha de fundo.
O Atlético marcava forte, tentado roubar a bola para contra-atacar. Aos 15 minutos, Paulo Baier levantou para Ederson, que testou pela linha de fundo. Aos 20 minutos, Zezinho foi acionado no ataque, bateu em direção ao gol e desperdiçou boa chance. Na resposta, Henrique girou sobre a marcação e chutou com perigo, assustando Weverton. A Lusa aos poucos equilibrava as ações.
Mais Portuguesa no ataque aos 22 minutos, Henrique desviou cruzamento e Weverton, em dois tempos, fez boa intervenção. Em cobrança de falta, aos 33, Paulo Baier deu trabalho para Lauro, que cedeu escanteio. Aos 33, o desvio do meia atleticano foi dentro da área e o goleiro paulista agarrou. Aos 42, Valdomiro desviou e Léo apareceu para afastar.
Para a etapa final, a Lusa voltou com Wanderson no lugar de Henrique e com uma postura mais ofensiva. Aos dois minutos, Rogério fez o cruzamento e Wanderson tocou de primeira pela linha de fundo. Aos sete minutos, Bergson fez o giro e acertou a defesa rubro-negra. Wanderson perdeu mais uma grande oportunidade, aos 14 minutos, na cara do gol, mas com um chute fraco.
O técnico Vagner Mancini, vendo o time pressionado, colocou em campo Marco Antônio e Roger, tentando dar um novo gás ao sistema ofensivo e, ao mesmo tempo, protegendo o meio-campo. Aos 22 minutos, Baier cobrou falta, Lauro soltou e Manoel isolou. O maestro rubro-negro teve a chance de matar a partida aos 27 minutos, invadindo a área e tocando para o gol. Luís Ricardo apareceu para tirar em cima da linha.
O Furacão passava sufoco para conseguir administrar o resultado. Aos 33 minutos, Bruno Henrique ajeitou para Bergson, que arrematou por cima da meta, sem perigo. A Lusa dominava totalmente as ações. Aos 39 minutos, Luís Ricardo fez a jogada, abriu espaço e chutou cruzado, pela linha de fundo. Héverton apareceu com liberdade aos 42 minutos e o árbitro parou o lance para marcar um impedimento polêmico. Aos 47 minutos, Lauro foi para a área duas vezes, mas a defesa afastou o perigo para garantir os três pontos.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 1 X 0 PORTUGUESA
Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 13 de outubro de 2013, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios e Neuza Ines Back
Cartões amarelos: Luiz Alberto e Marcelo (Atlético-PR); Valdomiro, Moisés (Portuguesa)
GOL:
ATLÉTICO-PR: 
Marcelo, aos 2 minutos do primeiro tempo
ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Zezinho (Marco Antônio) e Paulo Baier; Marcelo (Douglas Coutinho) e Ederson (Roger)
Técnico: Vagner Mancini
PORTUGUESA: Lauro; Luis Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro, Rogério, Correa (Jean Mota), Bruno Henrique (Wanderson), Moisés e Souza (Héverton); Gilberto e Bergson
Técnico: Guto Ferreira

Botafogo vence o Flamengo de virada, quebra jejum, reassume a vice-liderança e ainda sonha

Gazeta Press
O meia Gegê comemora gol do Botafogo na vitória sobre o Flamengo, neste domingo, no Maracanã
O meia Gegê comemora gol do Botafogo na vitória sobre o Flamengo, neste domingo, no Maracanã
Ainda sonhando com o título brasileiro, o Botafogo venceu o Flamengo de virada, por 2 a 1, neste domingo, e calou a torcida rubro-negra que compareceu em maior número ao Maracanã. Com gols de Gegê e Rafael Marques, depois de Hernane ter aberto o placar, o time alvinegro reassumiu a vice-liderança do campeonato e ainda quebrou um incômodo jejum de 13 anos contra o rival. A dez rodadas do final, a diferença na tabela para o líder Cruzeiro é de dez pontos.
Em um clássico equilibrado e com boas chances de gol para os dois lados, os botafoguenses foram mais organizados, mais eficientes na hora de mandar a bola para as redes e contaram com as boas atuações de Seedorf, que deu um belo passe para o primeiro gol, e do garoto Gegê. No quinto encontro entre os dois times em 2013, esta foi a segunda vitória do Botafogo, contra uma do Flamengo e dois empates. No dia 23 de outubro, alvinegros e rubro-negros tem novo duelo marcado, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.
O Botafogo não ganhava do Flamengo pelo Brasileirão desde 2000, quando fez 3 a 1 no Maracanã. Neste período, foram 21 jogos pela competição, com oito vitórias flamenguistas e 18 empates. A vitória deste domingo após um longo período de seca deixou o Alvinegro ainda com esperanças de conquistar a taça, enquanto o adversário teve a sua reação interrompida, ficou mais longe de almejar o G-4 e ainda precisa ficar atento com a zona de rebaixamento.
Após 28 rodadas disputadas, o Botafogo agora soma 49 pontos, dez a menos do que o líder Cruzeiro, que perdeu o clássico mineiro para o Atlético-MG. A equipe carioca contou com o tropeço do Grêmio, que no sábado empatou com o Fluminense, para voltar à segunda colocação, posição que tinha perdido há cinco rodadas. Já o Flamengo parou nos 37 pontos e caiu para a 10ª posição. O Rubro-Negro está cinco pontos à frente do Z-4 e 11 pontos atrás na zona de classificação para a Libertadores.
Na próxima quarta-feira, o Flamengo recebe o Bahia, no Maracanã. Na quinta, o Botafogo visita o Vitória, no Barradão.
O jogo - Animado com a vitória sobre o Náutico na última rodada, o Botafogo ainda contou com a volta do técnico Oswaldo de Oliveira, que não tinha comandado o time em Recife depois de ter sofrido uma arritmia cardíaca. Em campo, o Alvinegro teve os desfalques de Elias, machucado, do goleiro Jefferson e do meia uruguaio Lodeiro, que estão na seleção. Do outro lado, o Flamengo teve o retorno do zagueiro Wallace e do meia Carlos Eduardo, mas atuou sem o boliviano Marcelo Moreno, o chileno González e o paraguaio Cáceres, os três em sua respectivas seleções.
Apoiado pela massa rubro-negra, que era maioria absoluta nas arquibancadas do Maracanã, o Flamengo tentou pressionar o rival, mas levou um susto logo no início em um chute de Rafael Marques, que Felipe defendeu. Mas o ímpeto ofensivo do time do técnico Jayme de Almeida não demorou a ser premiado.
Aos 12 minutos, em uma bela troca de passes que começou com André Santos e passou por Carlos Eduardo, Wallace ajeitou na área para o atacante Hernane, que finalizou para as redes abriu o placar para o Fla.
Porém, ao invés de o gol dar mais tranquilidade aos flamenguistas, o que se viu foi uma queda de rendimento do time. O clássico em geral caiu de ritmo, mas foi o Botafogo quem mostrou mais qualidade, passou a ter o controle da posse de bola e a ficar com campo de ataque com mais frequência. Hernanes até teve a chance de fazer o segundo após erro de passe de Bolívar, mas o goleiro Renan saiu bem do gol. A resposta alvinegra veio em mais um chute de Rafael Marques, que Felipe espalmou.
Mas aos 41 minutos o melhor desempenho do Botafogo resultou no gol de empate. O holandês Seedorf acertou ótimo passe na área para o meia Gegê, que cortou a marcação e chutou rasteiro para igualar o marcador.
O segundo tempo começou mais movimentando, e o Flamengo teve chances de marcar com Paulinho e Elias. Então, o técnico Oswaldo de Oliveira resolveu mexer no ataque do Botafogo, colocando Henrique no lugar de Alex. Pouco depois, Rafael Marques acertou a trave.
Mas foi aos 17 mminutos que o Alvinegro conseguiu a virada e fez valer a sua melhor organização tática. Gegê cruxou da esquerda para a parea, o atacante Rafael Marques se antecipou à zaga e desviou para o gol: 2 a 1.
Observando o crescimento do adversário no clássico, Jayme de Almeida mexeu duas vezes no Flamengo. Primeiro, trocou André Santos por Luiz Antônio, depois tirou Carlos Eduardo e colocou Bruninho. E não faltaram oportunidades para o time rubro-negro empatar novamente o duelo, mas Elias errou o alvo em uma delas. Na melhor chance, novamente Elias cabeceou no travessão, e no rebote o goleiro Renan salvou finalização e Bruninho.
Nos minutos finais, Rafael Marques, que resolveu lá na frente, também foi decisivo lá atrás. Depois de cabeçada de Wallace e desvio de Bruninho, o atacante botafoguense tirou a bola quase em cima da linha. A insistência flameguista não adiantou, o Botafogo soube segurar a vantagem no placar, e calou a grande maioria dos torcedores presentes. Festa da minoria alvinegra presente no Maracanã, e o sonho do título brasileiro ainda continua a dez rodadas do final do campeonato.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 2 X 1 FLAMENGO


Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13 de outubro de 2013, domingo
Hora: 18h30 (de Brasília)
Público: 23.718 pagantes (31.720 presentes)
Renda: R$ 1.346.700,00
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Luiz Antonio Muniz de Oliveira(RJ)
Cartão Amarelo: Edilson, Júlio César(Bota); Amaral(Fla)
Gols: 
BOTAFOGO: Gegê aos 41 minutos do primeiro tempo e Rafael Marques, aos 17 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Hernane, aos 12 minutos do primeiro tempo

BOTAFOGO: Renan; Edílson, Bolívar, Dória e Júlio César; Marcelo Mattos, Renato, Seedorf e Gegê(Dedé); Rafael Marques e Alex(Henrique)(Hyuri)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, André Santos (Luiz Antonio) e Carlos Eduardo(Bruninho); Paulinho e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida

'Disse que tenho sorte contra o Fortaleza', lembra Arlindo Maracanã

Arlindo Maracanã, volante do Sampaio Corrêa (Foto: Reprodução/TV Mirante)Arlindo Maracanã, volante do Sampaio Corrêa
(Foto: Reprodução/TV Mirante)
O Sampaio Corrêa conseguiu arrancar um empate por 2 a 2 neste domingo contra o Fortaleza dentro da Arena Castelão com mais de 50 mil torcedores. O resultado deu a classificação para o time maranhense para a fase de mata-mata do Brasileiro da Série C. E o Tubarão irá enfrentar o Macaé.

Após o duelo, muita comemoração por parte dos jogadores do Sampaio que comemoraram com a torcida do Tricolor que esteve presente. O capitão do time, Arlindo Maracanã era um dos mais eufóricos.

Após o jogo, Maracanã desabafou e falou sobre o bom desempenho. O capitão do tricolor marcou o primeiro gol do Sampaio e relembrou que sempre tem sorte diante do Fortaleza.

- O nosso time mereceu a classificação. Bom que conseguimos nosso objetivo e mais uma vez consegui marcar contra o Fortaleza. Eu disse que tenho sorte contra o Fortaleza – brincou.

Durante a partida, Arlindo Maracanã tomou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Macaé na primeira partida do mata-mata. No jogo de volta o capitão tricolor retorna ao time normalmente.

A partida entre Sampaio e Macaé será no próximo domingo. A primeira partida entres os times será em São Luís-MA, já o segundo duelo será na casa do time carioca.

Presidente do CRB diz que chorou no vestiário durante intervalo da partida

Ninguém pode negar que a última partida do CRB na Série C de 2013 foi um verdadeiro teste de coração para a torcida regatiana. Depois de estar perdendo por 2 a 1 para o Baraúnas, em pleno Estádio Rei Pelé, e saber que o Cuiabá estava derrotando o Brasiliense, também por 2 a 1, o Galo chegou, mesmo que por um minuto, a ser rebaixado para a Série D de 2014.
Após a vitória por 3 a 2 diante do Leão do Oeste, que deixou o time da Pajuçara na sexta colocação da tabela do Grupo A da Série C, o presidente do Clube de Regatas Brasil, Marcos Barbosa comentou como foi assistir a emocionante vitória da sua equipe.
Presidente Marcos Barbosa concedeu folga aos atletas nesta segunda-feira (13) (Foto: Henrique Pereira/ Globoesporte.com)Presidente Marcos Barbosa foi ao vestiário do CRB para conversar com os atletas no intervalo da partida dramática que manteve o Galo na Série C de 2014 (Foto: Henrique Pereira/ Globoesporte.com)
- Só quem sabe que sofrimento foi esse é quem realmente é torcedor do CRB e quem vive o nosso dia a dia. Nós trabalhamos muito para buscar a classificação, mas infelizmente não deu. Se não deu para classificar, pelo menos não caímos - falou o emocionado mandatário alvirrubro.
Essa é uma competição atípica e se o CRB tivesse ganho mais duas partidas dentro de casa já estaríamos classificados e essa partida de hoje seria só uma festa para a nossa torcida."
Marcos Barbosa, presidente do CRB
Barbosa falou o que faltou para o time da Pajuçara conseguir avançar na disputa da Terceira Divisão do futebol brasileiro.
- Para mim, faltou sorte dentro de casa. Essa é uma competição atípica e se o CRB tivesse ganho mais duas partidas dentro de casa já estaríamos classificados e essa partida de hoje seria só uma festa para a nossa torcida. Não deu para seguirmos, mas o importante mesmo é que nós não caímos, nós permanecemos.
Já pensando na próxima temporada do bicampeão alagoano, Marcos Barbosa disse que vai conversar com cada um dos jogadores do atual elenco regatiano para definir qual será o futuro de cada atleta junto ao CRB.
- Vamos conversar com jogadores à partir de terça-feira para definir quem fica com a gente para começar a pré-temporada em dezembro para o próximo ano. Desde já, afirmo que todos os jogadores fizeram um bom elenco e vamos conversar com cada um deles para a permanência deles em 2014.
Perguntado se o atacante Denílson, autor de dois dos três gols do CRB na vitória sobre o Baraúnas, permaneceria no clube, Marcos Barbosa não poupou elogios aos experiente jogador, que foi o artilheiro da equipe na competição nacional.
- O Denílson já é um patrimônio da torcida do CRB. É um cara que chama o grupo pra ele, que briga e que luta até o fim. Então temos sim interesse em permanecer com o Denílson, assim também como com outros jogadores do elenco do time para o próximo ano - finalizou ainda emocionado o presidente do CRB.
Denílson inova na comemoração do seu gol contra o Águia (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)Atacante Denílson homenageou os portadores de necessidades especiais, após marcar o primeiro gol do CRB na vitória contra o Baraúnas, por 3 a 2, no Estádio Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)

Eliminado da Série C, Águia foca atenções no Campeonato Paraense

O Águia não conseguiu repetir a boa atuação do domingo passado – quando goleou o Treze por 5 a 2 – e acabou derrotado pelo Luverdense fora de casa por 3 a 0. O resultado deixou o Azulão de fora das quartas de finais da Série C do Brasileiro, acabando com o sonho do acesso para a Segunda Divisão nacional em 2014. Frustrados por terem ficado no “quase” mais uma vez, os atletas ao menos comemoram a permanência na Terceirona, garantida na rodada passada.
– Infelizmente, eles (Luverdense) aproveitaram e marcaram os gols. Mas o grupo está de parabéns, fez uma grande competição e conseguimos nos manter na Série C. Infelizmente não vamos subir, mas temos que levantar a cabeça, descansar, que ainda temos essa seletiva (do Campeonato Paraense) pela frente – comentou o zagueiro Fred para a Rádio Itacaiúnas.
João Galvão - técnico do Águia de Marabá (Foto: Tarso Sarraf/O Liberal)Sem tempo: João Galvão já pensa na preparação
para o Paraense (Foto: Tarso Sarraf/O Liberal)
O técnico João Galvão mostrou abatimento, mas preferiu ressaltar o equilíbrio do Grupo A da Série C. Para o treinador, o momento não é de lamentar a não classificação, mesmo porque o Azulão tem menos de um mês para se preparar para a Primeira Fase do Campeonato Paraense, que vale vaga na elite regional.
– Não podemos nos culpar por essa partida. A classificação não veio só por culpa dessa derrota, mas por conta de uma vitória que ficou faltando, que poderia ter sido contra Cuiabá, Brasiliense, Fortaleza, CRB e etc. Temos que ver onde cometemos os erros e corrigi-los para o ano que vem. A gente fica triste, lógico, mas não pode baixar a cabeça. A nossa chave foi muito equilibrada esse ano. Por exemplo, o primeiro colocado da outra chave (Macaé) teve 31 pontos, o mesmo que nós, que terminamos em sétimo do Grupo A. Agora não temos nem tempo para cochilar, já que o Paraense está para começar e temos que colocar o Águia de volta na fase principal – explicou João Galvão.
O presidente do clube marabaense, Sebastião Ferreira Netto, garantiu que não vai medir esforços para manter o elenco para a disputa do Parazão, que, para o Águia, começa no próximo dia 30, contra o campeão da Segundinha, Time Negra ou Gavião Kyikatejê.
– Vamos trabalhar duro para isso. Já temos certa experiência e vamos focar nossas forças para retornar a elite do Campeonato Paraense. Vamos trabalhar com unhas e dentes para, quem sabe, disputar até o título da fase principal – afirmou Ferreirinha.

No Santa Cruz, mira está direcionada para duelo com o Betim no mata-mata

Vila Nova e Betim no Serra Dourada - Thiago Marin no lance (Foto: Renato Conde/O Popular)Betim (de branco) já na mira do Santa Cruz
(Foto: Renato Conde/O Popular)
Terminada a primeira fase, agora só um adversário separa o Santa Cruz da Série B do Campeonato Brasileiro: o Betim. Mesmo líder do Grupo A e com muito mais tradição que o concorrente, o técnico Vica descarta qualquer tipo de favoritismo e os jogadores do Santa Cruz anunciam: serão os jogos mais importantes do ano.
- É claro que queríamos decidir a vaga no Arruda, mas isso não quer dizer nada. Temos que fazer dois bons jogos. Não adianta ir mal lá e vir correr atrás do resultado em casa – destaca o técnico Vica.
Experiente, o zagueiro Vágner aproveitou para destacar a importância do confronto contra o Betim.
- O título estadual foi importante, mas agora estamos diante dos dois jogos mais importantes do ano. Temos que dar nossas vidas nessas partidas para conseguir o acesso. Temos qualidade e é isso que nos faz ter certeza da nossa força.
Já visualizando o duelo contra o próximo adversário, Vica declarou iniciar a semana de estudos ao Betim.
- Tenho bons vídeos sobre a equipe do Betim e agora temos que estuda-los. Vamos ter uma boa semana para trabalhar visando eles (Betim). Precisamos ser mais fortes do que já fomos.

Willie é expulso por empurrar árbitro, e Criciúma vence 'duelo de desesperados' com o Vasco

Gazeta Press
Wellington Paulista comemora um dos seus dois gols no Heriberto Hülse
Wellington Paulista comemora um dos seus dois gols no Heriberto Hülse
Em um jogo duramente disputado no Heriberto Hülse, o Criciúma venceu o Vasco por 3 a 2 e deu um passo importante na luta contra o rebaixamento. Wellington Paulista abriu o placar para os mandantes ainda no primeiro tempo, e Marlone deixou tudo igual na sequência. No segundo tempo, Lins fez 2 a 1, André empatou e Wellington Paulista marcou seu segundo para selar o placar. O jovem vascaíno Willie ainda foi expulso por empurrar o árbitro goiano André Luiz Freitas Castro.
O resultado não tira o time catarinense da zona de rebaixamento, mas ajuda sua causa. Agora com duas vitórias consecutivas, o Criciúma igualou os 32 pontos do Vasco e assumiu a 17ª colocação, que antes pertencia ao time carioca. São dois pontos de diferença para Coritiba, São Paulo e Portuguesa, os primeiros times fora do Z-4.
O próximo compromisso do Criciúma é justamente contra a Portuguesa, às 21h (de Brasília) da próxima quarta-feira, novamente no Heriberto Hülse. O Vasco tem pela frente o Goiás, às 19h30 de quinta, no Moacyrzão, em Macaé.
O jogo
Com os dois times cientes de que se tratava de um confronto "de seis pontos", a emoção esteve presente desde o início. Após assustar de cabeça, Wellington Paulista aproveitou sobra de bola após cobrança de falta de Ricardinho e abriu o placar aos 16 minutos.
A reação do Vasco foi quase imediata. Apenas cinco minutos depois de reclamar de pênalti, Marlone recebeu lançamento de Fagner, aproveitou falha de Suelinton e Matheus Ferraz e deixou tudo igual na marca de 19.
Mas não deu tempo nem de comemorar. Aos 23, Suelinton fez bela jogada pela direita e cruzou. Renato Silva afastou, mas Lins aproveitou a sobra para colocar o Criciúma novamente na frente, aproveitando desvio no próprio Renato Silva.
Veio o intervalo e, com ele, as mudanças. Argel Fucks sacou Suelinton para a entrada de Ezequiel, e Dorival Júnior trocou Francismar por Willie.
Melhor para o Vasco, que chegou ao empate em um lance iniciado, justamente, por Willie. O camisa 93 chutou, a bola bateu na mão de Matheus Ferraz e a arbitragem marcou pênalti. André foi para a cobrança e não desperdiçou.
O mesmo André teve boa chance de virar na sequência, mas quem respondeu na mesma moeda foi o Criciúma. Diogo Silva cometeu pênalti em Lins, foi advertido com o cartão amarelo, e Wellington Paulista cobrou para marcar seu segundo gol no jogo e colocar o time da casa novamente na frente. Não perca a conta: 3 a 2.
Mas o mesmo Willie que entrara "causando" acabou sendo o vilão na tentativa de reação cruzmaltina. Aos 16 minutos, o camisa 93 "matou" contra-ataque do Criciúma e recebeu cartão amarelo. Na reclamação, ele empurrou o árbitro goiano André Luiz Freitas Castro e prontamente foi expulso de campo.
Ficou difícil. O Vasco ainda tentou com André e sofreu sustos em lances de Lins e Marlon, mas o placar final foi mesmo 3 a 2 para o Criciúma, embalado pela segunda vitória consecutiva e mais do que nunca vivo na embolada luta contra o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

Internacional goleia Náutico e volta a mirar vaga no G-4

Assista aos gols da vitória do Internacional sobre o Náutico
Na tarde deste domingo, o Internacional se recuperou da derrota para o Flamengo na partida anterior e, no estádio Centenário, em Caxias do Sul, derrotou o Náutico por 4 a 1, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. D'Alessandro, Otávio, Willians e Kléber marcaram para a equipe gaúcha. Tiago Real anotou para os visitantes.

Com a vitória, o time do técnico Clemer chega aos 40 pontos, na 7ª posição e fica a cinco do Atlético-PR - primeiro time do G-4. Já o Náutico se mantém na última posição da competição, com apenas 17 pontos.

Na próxima quarta-feira, o Internacional enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, às 19h30. No mesmo dia, o Náutico encara o São Paulo, no Morumbi, às 21h.

O Inter abriu o placar com D´Alessandro, aos 16 minutos. O argentino recebeu a bola na ponta esquerda e, ao invés de cruzar, chutou no ângulo direito, sem chances para Ricardo Berna. O Náutico empatou aos 26. Tiago Real driblou o defensor colorado e finalizou forte, sem chances para Muriel.

No fim da primeira etapa, Otávio colocou de novo os donos da casa em vantagem. O meia acertou belo chute, de fora da área e marcou o segundo para o Inter. Já aos 24 segundo tempo, Willians aproveitou bobeira da zaga adversária, roubou a bola e anotou o terceiro para a equipe gaúcha.

O quarto gol aconteceu aos 36 da etapa complementar. Gabriel cruzou rasteiro, Leandro Damião furou e a bola sobrou para Kléber, com tranquilidade, mandar para o fundo do gol.
O jogo
Apesar do gol sofrido e um lance de perigo do Náutico, o primeiro tempo foi todo do Internacional. A equipe colorada teve 60% de posse de bola e, comandados pela boa atuação do argentino D' Alessandro, criou as melhores oportunidades de gol.

O primeiro lance de perigo da partida foi para o Náutico aos 12 minutos. Em cruzamento, o zagueiro Jackson tentou tirar e cabeceou na própria trave. No rebote, a bola sobrou para João Filipe, que chutou por cima do gol.
O time gaúcho deu a resposta em seguida. Ricardo Berna saiu mal do gol, a bola sobrou para Scocco que finalizou, mas Maranhã afastou o perigo.

Dois minutos depois, o Inter abriu o placar com um golaço de D´Alessandro. O argentino recebeu na ponta direita e, ao invés de cruzar, acertou um belo chute no ângulo direito de Ricardo Berna.

Os visitantes igualaram o marcador aos 26 minutos. Tiago Real driblou o Kléber e chutou forte sem chances para Muriel. O Náutico se animou e quase virou a partida no minuto seguinte. Maikon Leite recebeu na entrada da área, finalizou de pé esquerdo e o goleiro do time gaúcho espalmou para escanteio.

O Internacional se recuperou psicologicamente do gol sofrido e voltou a ser superior na partida. Com 60% de posse de bola, o time do técnico Clémer quase marcou o segundo aos 39. D´Alessandro fez boa jogada e cruzou rasteiro na área. Gabriel chutou, a bola passou por Ricardo Berna mas João Filipe tirou em cima da linha.

Pressionando o adversário, o segundo tento colorado não demorou para sair. E, de novo, foi um golaço. Aos 45, o meia Otávio acertou belo chute de fora da área no ângulo esquerdo do goleiro da equipe do Nordeste. A bola ainda bateu na trave e entrou.

Para a etapa complementar, Clemer colocou Fabrício no lugar de Scocco, enquanto Marcelo Martelotte não fez mudanças na sua equipe.

O segundo tempo começou parecido com o anterior. Com mais posse de bole, o Inter quase ampliou com chute de Fabrício, aos 5 minutos. Para complicar ainda mais a situação do time timbu, Maranhão foi expulso aos 13, após empurrar Airton.

O confronto seguiu morno até os 24 minutos. Willians aproveitou falha defensiva de Morales, roubou a bola e chutou rasteiro da entrada da área para fazer o terceiro do Internacional.

O clube colorado marcou o quarto gol com Kléber aos 36 minutos. Gabriel lançou rasteiro na área, Leandro Damião, na marca do pênalti, furou e a bola sobrou para o lateral esquerdo dominar e bater com tranquilidade para o fundo do gol.

A partir de então, o Inter diminuiu o ritmo e controlou a partida o árbitro apitar o fim da partida.

Fernandinho marca golaço, Atlético-MG vence 'à la Libertadores' e impõe 2ª derrota seguida do Cruzeiro

GazetaPress
Fernandinho marcou o gol da vitória do Atlético-MG aos 40 do segundo tempo
Fernandinho marcou o gol da vitória do Atlético-MG aos 40 do segundo tempo
Na campanha do título da Libertadores, muitas vitórias do Atlético-MG ficaram marcadas por gols no fim do jogo. E parece que essa façanha não parou na competição continental. Afinal, o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 no clássico mineiro contra o Cruzeiro, no Independência, neste domingo, foi marcado só aos 40 minutos do segundo tempo. E que golaço.

Quando o jogo era pressão dos donos da casa contra a "retranca" cruzeirense, aos 40 da etapa final, Fernandinho recebeu pelo lado direito do campo (ele normalmente atua na esquerda), deu belo drible em Bruno Rodrigo, e, de fora da área, chutou forte no ângulo do goleiro Giovanni, substituto de Victor, que está na seleção brasileira.

Nos outros quatro duelos entre os mineiros no ano, melhor para o Cruzeiro, que venceu três vezes. Porém, a única derrota até este domingo veio no Campeonato Mineiro, o que culminou no título do estadual para o Atlético-MG.
A derrota é a segunda consecutiva do Cruzeiro no Brasileiro, o que não havia acontecido até agora com a equipe celeste (na quarta-feira, levou 2 a 0 do São Paulo). Porém, o time do técnico Marcelo Oliveira ainda sobra na liderança, com 59 pontos, mas vê a diferença para o Grêmio, vice com 49, diminuir em um ponto. Já o Atlético-MG é o quinto colocado, com 42 pontos.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o líder Cruzeiro encara o Fluminense, na próxima quarta-feira. O duelo contra o atual campeão do torneio acontece no Mineirão. Já o Atlético-MG viaja para enfrentar, no mesmo dia, o seu xará, o Atlético-PR, no Durival de Britto.
O jogo
Atuando no Horto, com maioria absoluta na torcida, o Atlético-MG começou o clássico pressionando mais o Cruzeiro, que encontrou dificuldade para trocar passes, característica marcante do time celeste, que costuma envolver os adversários dessa forma. A velocidade de Luan, Tardelli e Fernandinho deu muito trabalho para a defesa cruzeirense.

A primeira chance real de gol surgiu em uma triangulação rápida, que terminou com chute cruzado de Fernandinho, obrigando Fábio a fazer grande defesa. A pressão alvinegra obrigou o técnico Marcelo Oliveira a recuar a dupla de volantes para exercer a função de um terceiro zagueiro, com o claro objetivo de anular a jogada forte do time alvinegro. Nilton e Lucas Silva se revezaram na função.
No duelo tático, o Atlético-MG dominou a posse de bola, e tomou a iniciativa do jogo, com isso, o Cruzeiro recuou as linhas de marcação e passou a apostar nos contra-ataques ou cadenciando o jogo para irritar os atleticanos. Enquanto o time alvinegro usou muito as laterais do campo, a equipe celeste preferiu apostar nas jogadas pelo meio, com Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

Neste cenário, o Atlético-MG estava levando a melhor, o que deixou o treinador celeste bastante irritado, cobrando o acerto no posicionamento dos comandados. No duelo pessoal, Fernandinho se saiu bem em cima do lateral Ceará, criando boas chances para os alvinegros pelo lado esquerdo do ataque do time alvinegro.

O jogo do Atlético-MG fluiu melhor pela faixa esquerda do campo. Aos 31, Tardelli ganhou com facilidade da marcação e cruzou com perfeição para área, Alecsandro chegou um pouco atrasado, em um mais um bom momento dos atleticanos. Com as principais peças de criação bem marcadas, o Cruzeiro praticamente não atacou na primeira etapa.

Na volta para a etapa complementar, o Cruzeiro procurou mostrar que o segundo tempo seria diferente. Com menos de um minuto, a equipe celeste quase marcou com Ricardo Goulart, que fez jogada individual e finalizou para ótima defesa de Giovanni. A resposta veio na sequência com cabeçada de Luan, que assustou Fábio.

Mais bem posicionado em campo, o Cruzeiro conseguiu diminuir os espaços do time alvinegro, equilibrando a partida, que mostrava os atleticanos com as rédeas do jogo. Apesar do equilíbrio de forças, o Atlético-MG seguiu com as melhores chances de marcar. A torcida, então, passou a apoiar a equipe nas cadeiras do Independência.

Aos 17, após uma disputa de bola, o rebote sobrou para Fernandinho, que na hora da finalização foi travado por Léo, que evitou o gol alvinegro. Aos poucos, o time do técnico Cuca foi encontrando a maneira ideal de furar o bloqueio celeste, e o Atlético-MG voltou a ser melhor no jogo, preocupando Marcelo Oliveira.

O time alvinegro continuou até o fim do jogo com mais volume ofensivo e quase marcou aos 35, com Luan, que recebeu assistência de Fernandinho e bateu a queima roupa, mas Fábio operou milagre para salvar a equipe celeste. Dois minutos depois, o goleiro celeste voltou a brilhar espalmando falta cobrada por Tardelli. A insistência do clube alvinegro foi premiada aos 40, com uma bela jogada individual de Fernandinho, que acertou o ângulo de Fábio enlouquecendo a torcida no Horto.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 0 CRUZEIRO


Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 13 de outubro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Asp. Fifa/SP)
Assistentes: Janette Mara Arcanjo (Fifa/MG) e Pablo Almeida da Costa (CBF/MG)
Cartões amarelos:(Atlético-MG) Pierre, Leonardo Silva, Neto Berola (Cruzeiro) Lucas Silva
Gol: Atlético-MG: Fernandinho, aos 40 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Emerson, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué (Leandro Donizete), Tardelli e Luan (Carlos César); Fernandinho e Alecsandro (Neto Berola)
Técnico:Cuca

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva (Henrique), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian (Dagoberto) e Borges (Allison)
Técnico:Marcelo Oliveira

No último clássico da carreira, Rogério Ceni perde pênalti e São Paulo e Corinthians empatam

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rogério Ceni perdeu um pênalti nos acréscimos, e o clássico terminou sem gols no Morumbi
Rogério Ceni perdeu um pênalti nos acréscimos, e o clássico terminou sem gols no Morumbi
Nas entrevistas pré-jogo, Tite falava em melhor entrosamento da defesa. Muricy Ramalho, por sua vez, na cobrança para o seu time marcar mais. Os discursos já desenhavam nas entrelinhas o que aconteceria no clássico entre São Paulo e Corinthians neste domingo: mais um 0 a 0, o terceiro entre os clubes no ano.
Poderia ter sido diferente. Praticamente nos acréscimos do segundo tempo, Diego Macedo fez pênalti em Reinaldo. No último clássico de sua carreira, o goleiro Rogério Ceni se apresentou para a cobrança e bateu para a defesa de Cássio.
A equipe tricolor entrou em campo disposta a quebrar a sequência negativa diante do rival e, com isso, ultrapassá-lo na tabela, passando a crise para o outro lado. Para isso, bastaria uma vitória para se igualar em número de pontos e superá-lo nos critérios de desempate. Mesmo com Paulo Henrique Ganso e Wellington, lesionados, e Antônio Carlos, suspenso, os donos da casa largaram melhor, pressionaram, mas sentiram falta de uma referência na frente.
O artilheiro Luis Fabiano, que estava entre os relacionados, foi vetado pelo departamento médico são-paulino. Ele sofre com uma contratura muscular na perna esquerda.
Sem o seu centroavante, o time comandado por Muricy não conseguiu pôr fim à marca de seis anos sem vencer os alvinegros no Morumbi. A última vez que isso aconteceu foi em 11 de fevereiro de 2007. A equipe não ganhou nenhum clássico no ano, também.
O Corinthians, que no último confronto entre as equipes ‘derrubou' Ney Franco, acumulou mais um empate no campeonato. Em 27 jogos, foram 13 até aqui - oito deles sem gols.
Com a zona de rebaixamento cada vez mais próxima, o técnico Tite fechou pela primeira vez nos últimos dois anos o treino do time para a imprensa. Além de Alexandre Pato, servindo a seleção brasileira, ele não contou neste fim de semana com Paolo Guerrero, Renato Augusto e Guilherme Andrade, com problemas físicos.
Gazeta Press
São Paulo perdeu outro pênalti no fim e empatou com o Corinthians neste domingo
São Paulo e Corinthians ficaram no empate neste domingo
Antes da partida, a diretoria corintiana protagonizou uma polêmica ao levar a taça do Paulista de 1977 para o Morumbi, no aniversário de 36 anos do título, e entrar em atrito com os tricolores, que encararam o gesto como uma provocação. Em entrevista, o vice-presidente do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, respondeu. "Se soubesse que ia ter exposição de taça, traria uma carreta para desfilar as nossas".
Dentro de campo, o São Paulo contou com o retorno de seu capitão Rogério Ceni, disputando o seu último clássico, e começou melhor. Aos sete minutos, Jadson recebeu pelo meio, abriu a marcação e chutou com perigo para Cássio. Os donos da casa dominavam até que Emerson Sheik despencou na área em disputa com Rodrigo Caio e pediu pênalti aos 18. A arbitragem ignorou. Maicon e Aloísio ainda ameaçaram antes de Romarinho arrancar sozinho e chutou para a defesa de Rogério.
Na volta dos vestiários, o ritmo no gramado caiu e as chances diminuíram. A melhor delas foi parar nos pés de Sheik, que saiu na cara do gol e chutou para fora. Paulo André também levou perigo em cabeceio. No fim, Diego Macedo derrubou Reinaldo na área e Rogério Ceni partiu para a cobrança. Ele chutou rasteiro, no lado esquerdo, e Cássio voou para a defesa.
Uma confusão generalizada foi registrada na torcida tricolor no intervalo, com duas bombas estourando, e a política teve de entrar em ação.
Ao todo, compareceram ao Morumbi 50.282 torcedores, no maior público dos clássicos paulistas na competição. A melhor marca até aqui havia sido registrada no confronto entre os times no Pacaembu, com 33.336 mil presentes.
Com o resultado, o São Paulo se mantém fora da zona de rebaixamento, no 15º lugar, com 34 pontos. O Corinthians tem dois a mais, na 11ª posição.
Na próxima rodada, a equipe alvinegra viaja até Porto Alegre para visitar o Grêmio na quarta-feira. O time tricolor segue em casa e enfrenta o lanterninha Náutico no mesmo dia.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 CORINTHIANS
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de outubro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon (SP) e Celso Barbosa de Oliveira (SP)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Jadson e Douglas (São Paulo). Diego Macedo (Corinthians)
Público: 50.282 pagantes
Renda: R$ 596.307,00
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Edson Silva; Douglas, Denilson, Maicon, Jadson e Reinaldo; Ademilson (Lucas Evangelista) e Aloísio (Welliton)
Técnico: Muricy Ramalho
CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Edenílson, Danilo (Diego Macedo) e Romarinho (Ibson); Emerson
Técnico: Tite

Aos 47, Sampaio empata, avança e elimina Fortaleza dentro do Castelão

Uma Arena Castelão lotada como raramente se viu após o término da Copa das Confederações. Em vermelho, azul e branco, mais de 40 mil torcedores do Fortaleza assisitiram, na tarde deste domingo (13), a mais um filme triste na Série C do Campeonato Brasileiro. E para alegria e emoção da pequena mas presente torcida do Sampaio Corrêa. Com um gols aos 47 minutos do segundo tempo, depois de estar perdendo por 2 a 0, o time maranhense arrancou um empate por 2 a 2, deixou o Leão com 32 pontos, em quinto colocado do Grupo A, fora do mata-mata. O "Bolívia" se classifica para a próxima fase em quarto, com 33 pontos.
Em um grupo com equipes praticamente empatadas em número de pontos e com a realidade mudando a cada gol nos demais jogos, os torcedores do Fortaleza tiveram um tarde com início tranquilo após gol de pênalti de Waldison logo aos dois minutos e outro de Guaru em cobrança de falta, ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar, sofreram com o gol de Arlindo Maracanã, aos 32 minutos. E até o fim a tensão foi total, que terminou em lágrimas, após gol de Paulo Sérgio nos acréscimos.
Fortaleza e Sampaio Corrêa empatam em jogo emocionante na Arena Castelão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Fortaleza e Sampaio empatam em jogo emocionante na Arena Castelão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
As outras duas vagas que estavam em disputa na chave foram comnquistadas com vitórias. No Presidente Vargas, em Campina Grande, o Treze também precisou marcar no fim (aos 45 da etapa final) para vencer o já classificado Santa Cruz por 1 a 0 e terminar em terceiro lugar. Mesmo perdendo, o tme coral ficou em primeiro. O Luverdense derrotou o Águia de Marabá por 3 a 0, em casa, em Lucas do Rio Verde, e ficou com a segunda posição na chave.
Emoção também sobrou na briga contra o rebaixamento. Em Maceió, o CRB escapou da degola aoderrotar o já rebaixado Baraúnas por 3 a 2. O mesmo valeu para o Cuiabá, que corria risco, mas derrotou o Brasiliense de virada por 2 a 1, empurrando o adversário Jacaré para a última vaga rumo ao abismo da Série D. O Rio Branco-AC foi a outra equipe rebaixada.
Nas quartas de final, quem se classificar rumo às semis garante automaticamente vaga na Série B do ano que vem. As equipes se enfrentam em ida e volta nos dois próximos fins de semana. Se houver empate na soma dos resultados, sobe quem marcar mais gols como visitante. Persistindo a igualdade, a vaga será decidida em cobranças de pênaltis.
Veja os cruzamentos:
Sampaio Corrêa x Macaé
Treze x Vila Nova

Betim x Santa Cruz
Caxias x Luverdense
Vantagem e alívio
Com aplausos desde a entrada dos jogadores do Fortaleza no gramado, os torcedores do Leão viveram o primeiro momento de tensão logo aos dois minutos. Robert avançou com a bola, entrou na área e despencou. O árbitro paranaense Felipe Gomes da Silva imediatamente assinalou a penalidade, em meio a reclamações do Sampaio Corrêa. Sob olhares atentos da torcida, foi de Waldison a responsabilidade da cobrança. O goleiro Rodrigo Ramos pulou no canto certo, mas o atacante tricolor bateu forte e alto na direita, desentalando o primeiro grito de gol na Arena Castelão.
A segunda comemoração poderia ter saído aos 12, quando Eduardo Luiz fez um ótimo cruzamento para Assisinho. O atacante do Leão, no entanto, perdeu o tempo da bola e não conseguiu cabecear. Dois minutos depois, em triangulação de Cleitinho, Toti e Lucas, este último bateu forte e assustou Flávio. Com uma última rodada eletrizante e clubes muito próximos na tabela, qualquer gol marcado no Grupo A modificava o futuro das duas equipes. Por isso, mesmo à frente no placar, o desejo dos tricolores era ver o segundo para dar mais segurança.
Perto dos 30, os visitantes chegaram perigosamente com Kível de cabeça, mas Flávio defendeu com segurança. E seguro também foi Guaru, que foi barrado na última rodada e retornou justamente neste domingo, ao cobrar a falta que resultou no segundo gol do Leão. O meia sofreu a falta e ele mesmo bateu com classe, aos 40, dando mais tranquilidade à equipe e gerando mais indignação por parte do time adversário, que saíram para o intervalo criticando a marcação do pênalti e reclamando de suposta falta no goleiro Rodrigo Ramos no segundo gol do Leão. 
Sufoco e decepção do Leão
Com a imprevisibilidade desta tarde no Grupo A, o Sampaio Corrêa voltou para o 'tudo ou nada' do segundo tempo mais empenhado. Embora chegassem ao ataque com frequência, as duas efetivamente não criaram boas oportunidades de gol até os 13 minutos, quando Assisinho bateu forte e a bola passou muito perto da meta de Rodrigo Ramos, levantando a torcida no estádio.
Quem acabou chegando ao gol foram os visitantes, pondo fogo à 'decisão' no Castelão. Aos 32 minutos, após bom lançamento de Edgar, Arlindo Maracanã bateu forte e balançou as redes: 2 a 1. O clima, então, voltou a ficar tenso nas arquibancadas. Com os resultados do grupo, o empate poderia tirar o Leão do G-4. Nos minutos finais, Marinho Donizete ainda salvou o Tricolor do que seria um filme triste. Mas, não foi o suficiente. Aos 47 minutos, Toti cruzou e Paulo Sérgio matou a partida. Mais de 40 mil torcedores calados no Castelão.

Santa Cruz segura Treze e passa em primeiro às 4ªs da Série C; veja confrontos

O Santa Cruz terminou em primeiro no grupo A da Série C. Neste domingo, a equipe pernambucana segurou o Treze fora de casa, empatou em 0 a 0, e assegurou a melhor campanha fase inicial do certame.
Além dos pernambucanos, Fortaleza, Luverdense e Sampaio Corrêa garantiram vaga ás quartas de final da terceira divisão nacional. Os cearenses venceram os maranhenses por 2 a 0 (gols de Waldison e Guaru). Já a Luverdense superou o Águia-PA com gols de Misael e Rafael Tavares.
Nos outros jogos do grupo, o Brasiliense empatou com o Cuiabá em 1 a 1 e perdeu a chance de se classificar. Já o Baraúnas venceu por 2 a 1 o CRB fora de casa.
Com o resultados, Cuiabá, Baraúnas e Rio Branco se juntam a Crac e Grêmio Barueri foram rebaixados à Série D.
Veja os confrontos das quartas de final da terceira divisão nacional:
Santa Cruz x Betim
Macaé x Sampaio Corrêa
Vila Nova x Luverdense
Fortaleza x Caxias

domingo, 13 de outubro de 2013

Brasileirão Série C

16h00 Brasiliense-DF 1x2 Cuiabá-MT
16h00 Fortaleza 2x2 Sampaio Correa-MA
16h00 CRB 3x2 Baraúnas-RN
16h00 Luverdense 3x0 Águia de Marabá
16h00 Treze-PB 1x0 Santa Cruz-PE

Brasileirão Série A

16h00 Criciúma 3x2 Vasco
16h00 São Paulo 0x0 Corinthians
16h00 Atlético-MG 1x0 Cruzeiro
16h00 Internacional 4x1 Náutico
18h30 Goiás 3x1 Bahia
18h30 Atlético-PR 1x0 Portuguesa
18h30 Botafogo 2x1 Flamengo