domingo, 13 de outubro de 2013

Com golaço de Montillo/Cícero, Santos bate Ponte Preta e volta a vencer no Brasileiro

Djalma Vassao/Gazeta Press
Montillo abraça Cìcero depois de anotar o golaço da noite no Pacaembu
Montillo abraça Cìcero depois de anotar o golaço da noite no Pacaembu
Um lance valeu o ingresso para os poucos mais de 7 mil torcedores que compareceram ao Estádio do Pacaembu na noite deste sábado. Com um golaço de Walter Montillo, em lance fantástico de Cícero, o Santos derrotou a Ponte Preta pelo placar de 2 a 1, quebrou a negativa sequência de duas derrotas seguidas e voltou a sonhar com o G-4 do Campeonato Brasileiro, zona que dá aos time um lugar na próxima edição da Copa Libertadores da América.
A segunda vitória nos últimos cinco jogos (foram três derrotas neste período) coloca o Santos na sexta colocação da Série A. Com 39 pontos, o time praiano possui seis de desvantagem em relação ao Atlético-PR, atual quarto classificado e que entra em campo neste domingo para encarar a Portuguesa. A Ponte Preta, em péssima situação, permanece com 26 pontos, no penúltimo posto.
Depois de se apresentar diante do torcedor paulistano, o Santos retorna à Vila Belmiro para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira, a partir das 19h30 (de Brasília), a equipe de Claudinei Oliveira terá pela frente o Internacional, em briga direta por dois postulantes à Libertadores 2014. A desesperada Ponte Preta, por outro lado, recebe o Coritiba no mesmo dia, mas às 21h.
O jogo
O razoável público que compareceu ao Estádio do Pacaembu refletiu o mau momento do Santos no Campeonato Brasileiro. Dono de uma campanha de três derrotas nos últimos quatro jogos, a equipe de Vila Belmiro tentou imprimir seu ritmo de jogo diante dos ponte-pretanos, que permaneceram com uma postura cautelosa e buscando os contra-ataques para surpreender o rival.
Mesmo mais retraída, a Ponte Preta criou a primeira grande chance da partida. Aos 26min, Fellipe Bastos cobrou escanteio na medida para o zagueiro Ferrón, que exigiu grande defesa do goleiro Aranha. O lance serviu para acordar o time da casa, que ameaçou a meta adversária na sequência com Thiago Ribeiro.
Por conta do truncado jogo no Pacaembu, a bola parada se mostrou decisiva. Melhor para o Santos, responsável por abrir o placar na capital paulista. Aos 44min da primeira etapa, o argentino Montillo cobrou falta venenosa para dentro da área da Ponte Preta e encontrou a cabeça de Everton Costa, que desviou do goleiro Roberto e anotou o primeiro gol pelo time santista.
A vantagem obtida nos segundos finais da primeira etapa permitiu ao Santos atuar menos pressionado na segunda etapa. A Ponte, desesperada pela situação na tabela, adiantou a marcação e até ameaçou exercer uma pressão. Logo aos 4min, Fellipe Bastos, importante arma ofensiva campineira em virtude dos longos chutes, acertou uma bomba e exigiu grande intervenção de Aranha.
Com a vitória encaminhada, o Santos procurou atrair a Ponte Preta para o seu campo defensivo a fim de encaixar um contra-ataque. Ele veio aos 23min, e de maneira categórica. O meio-campista Cícero aplicou um chapéu no meio-campo, arrancou e rolou para Montillo. O argentino, com um toque de classe, tirou o goleiro Roberto e completou para as redes vazias.
A complicada situação ponte-pretana na partida, com o segundo gol, apenas piorou. Visivelmente abatido por conta da desvantagem, o time visitante pouco ameaçou a meta santista até o final do jogo. Jorginho apostou no experiente Adrianinho para iniciar a reação. Entretanto, a aposta do tetracampeão mundial surtiu o efeito desejado somente nos acréscimos, quando Rafael Ratão descontou - em momento no qual o Santos já jogava com 10 (Cicinho foi expulso).
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 1 PONTE PRETA
Local: Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 21 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Fabrício Porfírio de Moura (ambos de SP)
Cartões amarelos: Edu Dracena, Alison, Leandrinho e Cicinho (Santos); Elias, Ferron e Edson Bastos (Ponte Preta)
Cartões vermelhos: Cicinho (Santos)
GOLS: 
SANTOS: Everton Costa, aos 45 minutos do primeiro tempo e Montillo, aos 24 minutos do segundo tempo
PONTE PRETA: Rafael Ratão, aos 44 minutos do segundo tempo
SANTOS: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Emerson Palmieri; Alison (Alan Santos), Arouca, Cícero e Montillo (Leandrinho); Thiago Ribeiro e Everton Costa (Victor Andrade)
Técnico: Claudinei Oliveira
PONTE PRETA: Roberto; Régis, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef (Leonardo), Fellipe Bastos e Elias (Adrianinho); Rildo (Rafael Ratão) e William
Técnico: Jorginho

Em casa, Bragantino tenta manter sequência terrível do ASA

Divulgação
Bragantino e ASA se enfrentam neste sábado, em Bragança Paulista
Bragantino e ASA se enfrentam neste sábado, em Bragança Paulista
Para voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro e pular para a parte de cima da tabela de classificação, o Bragantino terá que ‘enterrar' o ASA, muito próximo do rebaixamento, em jogo neste sábado, às 21h (de Brasília), no Nabi Abi Chedid, pela 29ª rodada da competição nacional.
Vindo de duas derrotas consecutivas, o time paulista quer se distanciar da zona de rebaixamento e voltar a sonhar com um acesso para a elite do futebol brasileiro. Enquanto isto, tudo o que a equipe alagoana quer é pontuar novamente, após oito revezes seguidos no torneio.
Artilheiro do Bragantino, com oito gols marcados, o atacante Lincom vê o duelo como uma chance de virar a página. "Será muito importante e difícil. Temos que vencer, apagar os últimos resultados e nos aproximar dos 45 pontos. A partir daí, teremos mais tranquilidade, e a história poderá ser outra", afirmou.
Do outro lado, o técnico Heron Ferreira sabe que terá muito trabalho com o psicológico dos seus comandados, abalados pela goleada sofrida para o Atlético-GO, por 5 a 1, na rodada passada. Após lamentar o resultado no Serra Dourada, o treinador quer uma nova postura no interior de São Paulo.
"Temos que digerir essa derrota, se é que é possível. Conversei com os jogadores, porque alguma coisa tem que mudar. Estudamos para fazer o melhor possível", disse o treinador, que não poupou críticas ao time depois da goleada: "Fomos horríveis, irreconhecíveis."
Em termos de escalação, Marcelo Veiga terá pelo menos um desfalque: o meia Preto, suspenso. Já o zagueiro Álvaro, com dores na coxa, será reavaliado pelo departamento médico do clube, e ainda é dúvida. Mas os volantes Carlinhos e Francesco voltam de suspensão automática.
Heron Ferreira também terá problemas. O defensor Cássio foi expulso em Goiânia e será substituído por Wellington. Já nas laterais, Chiquinho Baiano, recuperado de lesão, e Diogo Silva, voltando de suspensão, deverão ser as principais novidades.
FICHA TÉCNICA:
BRAGANTINO X ASA
Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Gilberto Castro Júnior
Assistentes: Leandro Ruberdo e Antônio Luiz Lugo
BRAGANTINO: Leandro; Robertinho, Rafael Andrade, André Vinícius e Tiaguinho; Carlinhos, Francesco, Gustavo e Magno Cruz; Lincom e Léo Jaime
Técnico: Marcelo Veiga
ASA: Gilson; Diogo Silva, Wellignton, Edson Veneno e Chiquinho Baiano; Jorginho, Glaybson, Djair e Didira; Lúcio Maranhão (Valdívia) e Elionar Bombinha
Técnico: Heron Ferreira

Em jogo dramático, Dudu marca, Duque bate o Caxias e evita queda



A vitória ocorre através de uma soma de fatores que gratifica apenas uma equipe no futebol. A soma das vitórias definem os campeões. Mas na noite deste sábado, a vitória era só a paisagem do que o Duque de Caxias precisava para permanecer na Série C do Brasileirão. Ocupando em grande parte da competição a zona de rebaixamento do Grupo B, o Tricolor da Baixada, além de secar outros três adversários na briga para não cair, tinha a missão de bater o Caxias, vice-líder da chave, para evitar a queda.
De forma dramática, a equipe comandada por Mário Junior recorreu a um herói imortalizado na história do clube para vencer o Caxias, no Marrentão, pela última rodada da primeira fase do campeonato. O gol de Dudu, aos 20 minutos do segundo tempo, que deu a vitória ao Duque de Caxias por 1 a 0, não valeu um caneco ao time da Baixada, mas fez com que a vitória representasse a permanência da equipe na Terceira Divisão.
Primeiro tempo sem grandes emoções
Logo aos dois minutos do confronto, João Carlos, a referência do Duque de Caxias no ataque, tentou uma bicicleta dentro da área adversária e caiu de mau jeito. Três minutos depois, o jogador precisou ser substituído com dores no braço esquerdo. Jefinho entrou com a missão de ser o novo homem gol do Tricolor da Baixada.
As equipes mantinham um ritmo lento e não levavam perigo às defesas adversárias. O Duque de Caxias forçava as jogadas pelo lado esquerdo com Leandro Cruz, mas sem sucesso. Até que aos 27 minutos, Sampson trombou com a defesa do Caxias dentro área. Os jogadores do Tricolor Suburbano pediram pênalti, mas o juiz mandou seguir a partida, para desespero do banco de reservas do Tricolor da Baixada.
O embate seguia sem grandes emoções e pouco movimentado, até que, Sampson, aos 40 minutos, chutou com perigo, obrigando o goleiro do Caxias a fazer boa defesa. A bola saiu à direita do gol, em escanteio para o Duque de Caxias.
O gol da permanência
Precisando da vitória, o Duque voltou pressionando pela direita, mas sem conseguir criar grandes chances. O nervosismo tomava conta da equipe liderada por Mário Junior, tanto que o massagista do clube foi expulso por discutir com a arbitragem aos 12 minutos. A essa altura, o Tricolor da Baixada só precisava dos próprios esforços, mas não conseguia chegar ao gol adversário.
No entanto, quem teve a chance de abrir o placar foi o Caxias. Patrick cruzou bem e Wallacer, incrivelmente, não conseguiu empurrar para as redes, perdendo um gol feito. Seguindo o ditado de que não faz, leva, aos 20 minutos, André Gomes cobrou falta na cabeça de Dudu, ídolo do clube, que só testou para o fundo das redes abrindo o marcador: 1 a 0 Duque de Caxias.
A partida ia ganhando ares dramáticos, um gol do Caxias rebaixaria o Tricolor da Baixada que, sem pressa, tentava se manter com a bola e procurava o segundo gol nas bolas aéreas. Aos 43, Charles Chad, ex-Duque, fez grande jogada e arriscou, mas a bola bateu na defesa do Tricolor da Baixada, no apagar das luzes, evitando o que seria o gol do rebaixamento da equipe da Baixada. Fim de papo: Duque de Caxias 1 a 0 em cima do Caxias e garantido na Série C do Brasileirão 2014. 

Nem vitória evita queda do Barueri para a Série D; Madureira se salva

De nada adiantou a vitória do Grêmio Barueri por 2 a 0 sobre o Madureira, no início da noite deste sábado, na Arena Barueri, em duelo válido pela 18ª e última rodada do Grupo B do Campeonato Brasileiro da Série C. O resultado rebaixou o Abelha para a Série D do torneio nacional - os cariocas se livraram da queda.
Precisando de um triunfo e de uma combinação de resultados para permanecer por mais uma temporada na Terceirona, o Barueri conseguiu vantagem ainda no primeiro tempo, com gol de Maurício Leal. Antes de abrir o marcador, porém, os donos da casa tiveram um susto – o Madureira desperdiçou cobrança de pênalti.
Empolgado com o empate entre Duque de Caxias com o Caxias, no Rio de Janeiro, resultado que ia mantendo o Barueri na Série C, os paulistas voltaram animados para a segunda etapa e conseguiram ampliar a vantagem para 2 a 0, com gol de Rafael Araújo.
A alegria se transformou em frustração quando o Duque abriu o marcador contra o Caxias, e assim manteve o placar em 1 a 0 até o fim do duelo. A combinação de resultados não foi suficiente para evitar o rebaixamento do Grêmio Barueri, que fechou sua participação no campeonato na última colocação do Grupo B, com 17 pontos.
O Madureira, que também corria risco de queda para a Série D, terminou o torneio na 8ª colocação, com 19 pontos. A equipe do Rio de Janeiro foi beneficiada pelo empate do Crac com o Guarani, em Campinas.

Romerito marca no fim e classifica o Vila Nova; Macaé continua na ponta

Foi mais um caso que só o futebol pode proporcionar. Com 38 anos e há quase dois meses sem jogar, Romerito, meia de passagem marcante por clubes como o Goiás, grande rival do Vila Nova, foi contratado pelo time goiano e teve de superar a desconfiança antes de entrar em campo. Apoio ele teve e a retribuição veio neste sábado, em grande estilo, contra o Macaé. Na última rodada da primeira fase da Série C, Romerito marcou o gol da vitória colorada por 1 a 0, aos 40 minutos do segundo tempo.
Com o resultado, o Vila que seria eliminado em caso de empate, salta para o segundo lugar do Grupo B, com 29 pontos e terá vantagem de decidir a vaga na Série B em casa. Já o Macaé, que atuou com o time reserva, tinha situação bem mais tranquila. O Alvianil Praiano já estava garantido nas quartas de final e terminou também na liderança da chave, com 32 pontos, já que o Caxias perdeu na rodada.
Macaé e Vila Nova agora aguardam a definição do Grupo A para conhecer o adversário nas quartas de final. O time do Rio de Janeiro decidirá vaga na Série B contra o quarto colocado da outra chave, enquanto o Vila Nova jogará contra o terceiro. Os oito primeiros colocados ainda têm chances de classificação, e apenas o Santa Cruz está garantido na próxima fase.
Primeiro tempo amarrado
Apesar de o Vila Nova precisar da vitória, o Macaé, que poupou vários jogadores, começou melhor no estádio Moacyrzão. Com mais posse de bola nos minutos iniciais, o time da casa conseguiu se manter no campo de ataque e evitar qualquer pressão do adversário. No entanto, a falta de entrosamento da equipe escalada pelo técnico Gérson Andreotti começou a pesar, e o Tigre foi para cima.
Macaé x Vila Nova - Série C (Foto: Júnior Costa)Vila Nova vence em Macaé e se garante nas quartas de final (Foto: Júnior Costa)
Uma grande chance saiu dos pés de Robston, que cobrou falta com força aos 19 minutos e tirou tinta da trave. Pouco depois, Romerito chutou dentro da área, Rerysson espalmou de forma estranha, mas ninguém aproveitou o rebote. Com o passar o tempo, o Vila Nova foi ganhando espaço no campo de ataque, sobretudo com as descidas do lateral Thiago Cametá. Aos 35, em jogada pela direita, a bola chegou até Romerito, que ajeitou para Arthur. O volante finalizou com força e obrigou o goleiro do Macaé a defender mais uma.
Romerito marca no fim e salva o Vila
O segundo tempo foi praticamente jogo de ataque contra defesa. Com a vitória do Betim em cima do Mogi Mirim, o Vila Nova só se classificaria para a próxima fase em caso de vitória. E o Tigre foi para cima do Macaé no Moacyrzão. O técnico Heriberto da Cunha lançou Gustavo no lugar de Rodrigo Dantas e deu maior mobilidade ao ataque colorado. Aos 11, o jovem atacante quase aproveitou cruzamento de Thiago Cametá. Na sequência, o próprio Gustavo chutou em cima do zagueiro adversário.
Com a pressão dos visitantes, o Macaé passou a ter mais espaços nos contra-ataques. Em um deles, Jean recebeu de Daniel na linha de fundo em chutou em cima de Toni. Mas foi só isso. A cada minuto que passava, o Vila pressionava ainda mais. O volante Osmar apareceu com perigo dentro da área e cabeceou acima do travessão. Logo depois, o mesmo Osmar chutou de fora da área, nas mãos de Rerysson. Como a situação ficava dramática a cada lance, o Tigrão abusava das jogadas aéreas. Em uma delas, Frontini tirou tinta da trave.
O gol redentor saiu aos 40 minutos. Após cruzamento de Júlio César, que entrara no segundo tempo, o meia Romerito, de 38 anos e com passagem marcante por clubes como o Goiás, rival do Vila Nova, mergulhou de peixinho e colocou a bola no fundo das redes: 1 a 0. Vitória e festa goiana em Macaé.
FICHA TÉCNICA – MACAÉ 0 X 1 VILA NOVA
Local: estádio Moacyrzão, em Macaé
Competição: Série C do Campeonato Brasileiro
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Assistentes: Nadine Schramm Câmara (SC) e Rafael Trombeta (PR)
Gol: Romerito (Vila Nova)
Cartões Amarelos: Marquinhos, Ernani e Dos Santos (Macaé); Robston e Arthur (Vila Nova)
Público: 698 pagantes
Renda: R$ 3.380,00
MACAÉ
Rerysson; Daniel, André, Douglas e Edu Pina; Zé Victor (Udson), Rodrigo Dantas (Ernani) (Gabriel), Dos Santos e Marquinhos; Jean e Sergio Junior.
Técnico: Gérson Andreotti
VILA NOVA
Toni; Thiago Cametá, Neto Gaúcho, Vitor e Alan (Weslley); Arthur, Osmar (Júlio César), Robston e Rodrigo Dantas (Gustavo); Romerito e Frontini.
Técnico: Heriberto da Cunha

Betim vence o Mogi Mirim e está na próxima fase da Série C do Brasileirão



O Betim está na próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série C e, consequentemente, segue na luta por uma das quatro vagas de 2014 na Segunda Divisão do futebol nacional. Neste sábado, na Arena do Calçado, em Nova Serrana, o time mineiro bateu, em um confronto direto, o Mogi Mirim, por 2 a 1, em uma partida dramática, até o apito final do árbitro. Adalberto e Wescley marcaram para o Betim, enquanto Rossi descontou para os paulistas.
A equipe de Minas Gerais precisava vencer para seguir com chances de chegar ao G-4 do Grupo B. E foi o que aconteceu. O Betim abriu 2 a 0 no primeiro tempo, mas levou um gol já no fim da segunda etapa. Com o resultado, o Mogi Mirim, que também buscava uma vaga na próxima fase, foi eliminado, já que ficou em quinto lugar, um ponto atrás do Betim.
Além dos mineiros, Macaé, Vila Nova e Caxias conseguiram um lugar na próxima fase. O Betim, que ficou em quarto lugar, aguarda a definição do Grupo A, neste domingo, para conhecer o adversário das quartas de final. O time enfrentará o primeiro colocado da outra chave. A primeira partida será no próximo domingo, dia 20, novamente em Nova Serrana.

Na briga para fugir do Z-4, América-RN derrota o Atlético-GO

Em confronto direto pela briga para se afastar da zona de rebaixamento, o América-RN aproveitou a vantagem de jogar em casa e derrotou o Atlético-GO por 2 a 1, no Nazarenão, no duelo válido pela 29ª rodada da série B do Campeonato Brasileiro. Régis e Raí marcaram para a equipe potiguar, e Anselmo fez para os visitantes.

Com a vitória, o time do técnico Leandro Sena sai do Z-4, com 33 pontos, na 15ª posição, e empurra o clube goiano para a zona do descenso, na 17ª colocação, com 30 pontos.
Na próxima terça-feira, o América-RN enfrenta o Asa, no estádio Municipal de Arapicara, às 19h30. No mesmo dia, o Atlético-GO encara o Avaí, no Serra Dourada, às 21h50.

Os donos da casa abriram o placar aos 40 minutos do primeiro tempo. Max fez boa jogada e tocou para Régis. O meio-campista invadiu a área adversária e chutou no contrapé do goleiro Márcio.
O time de Goiás empatou o confronto 19 minutos da etapa final. Fábio Lima cruzou rasteiro e Anselmo bateu firme, de primeira, sem chances para Andrey.

O gol da vitória do clube potiguar veio aos 32 minutos do segundo tempo em lance de bola parada. O lateral Raí cobrou a falta na área, a bola passou por todo mundo e quicou na frente de Márcio, que aceitou.

O jogo
Na luta contra o rebaixamento, o América-RN aproveitou que era o anfitrião da partida e começou pressionando os adversários. Aos 9 minutos da etapa inicial, Max recebeu lançamento de Rodrigo Pimpão e quase marcou o primeiro gol dos anfitriões.

O time potiguar estava mantece a superioridade no decorrer da partida, mas o gol não saia. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Norberto executou um chute forte de dentro da área, mas o goleiro Márcio fez a defesa e salvou os goianos. Aos 35, após passe de Rodrigo Pimpão, Norberto tentou marcar o primeiro gol dos alvirrubros, mas a bola foi pela linha de fundo.

Depois de algumas chances desperdiçadas e o claro domínio na partida, o gol dos anfitriões saiu aos 40 minutos da etapa inicial. Max realizou bela jogada individual na ponta direita e tocou para Régis na entrada da grande área. O camisa 10 tocou no contrapé do goleiro Márcio e a bola foi parar no fundo das redes.

Na volta dos vestiários, o Atlético-GO começou a reagir e aos 7 minutos, John Lennon recebeu na entrada da área e finalizou, mas o goleiro Andrey mandou para escanteio. Aos 9, Anselmo quase empatou a partida.

O gol de empate do clube goiano não demorou a sair após a pressão inicial. Aos 19 minutos do segundo tempo, Fabio Lima, que tinha acabado de entrar na partida, recebeu pela esquerda e cruzou para Anselmo deixar tudo igual no estádio Nazarenão.

O América não demorou a reagir e logo ficou a frente do placar novamente. Aos 32 minutos da etapa final, Raí cobrou falta com categoria, a bola quicou na frente do goleiro Márcio e enganou o camisa 12 rubro-negro.

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-RN 2 X 1 ATLÉTICO-GO
Local: Estádio Nazarenão, em Goianinha (RN)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Katiúscia Berger mendonça (ES) e Ramires Santos Cândido (ES)
Cartões amarelos:Coutinho, Rodrigo Pimpão, Max , Fabinho(América-RN); Jorginho, Régis, Fábio Lima (Atlético-GO)

Gols:
América-RN: Régis, aos 40 minutos do primeiro tempo e Raí, aos 32 minutos do segundo tempo
Atlético-GO: Anselmo, aos 19 minutos do segundo tempo

AMÉRICA-RN: Andrey; Norberto; Cléber, Edson Rocha e Wanderson; Márcio Passos, Coutinho, Fabinho e Régis (Raí); Rodrigo Pimpão (Adriano Pardal) e Max (Edvanio)
Técnico: Leandro Sena

ATLÉTICO-GO: Márcio; Jonh Lennon, Artur, Anderson Conceição e Guilherme Santos; Régis, Pedro Bambu, Jorginho (Bida) e João Paulo (Fábio Lima); Juninho e Anselmo (Adriano)
Técnico: Paulo César Gusmão

Crac só empata com Guarani, vê Duque vencer, e cai para a Série D



No jogo que valia 'tudo' para o Crac e 'quase nada' para o Guarani, ninguém saiu satisfeito. O empate por 1 a 1 no início da noite deste sábado, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, não salvou a equipe goiana do rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro e também não serviu para a o Bugre encerrar a temporada de forma mais digna, iniciando as pazes com a torcida.
Laionel abriu para os donos da casa e Nino Guerreiro empatou para os visitantes, tudo no segundo tempo. O Guarani, que já não tinha mais chances de classificação nem de rebaixamento, chegou a 24 pontos, e se manteve na sexta colocação. Já o Crac, com 17, acabou ultrapassado pelo Duque de Caxias, que venceu sua partida no Rio de Janeiro, e terminou a primeira fase da Série C na vice-lanterna do Grupo B, rebaixado junto com o Barueri.
Pressão do Crac e da torcida bugrina
Precisando da vitória para escapar do rebaixamento, era esperado que o Crac fosse para cima, mesmo atuando fora de casa. E logo de cara a equipe goiana conseguiu assustar, duas vezes, primeiro com Rodnei e depois com William Amendoim. Em ambas as chances, Thomazella apareceu bem e defendeu.
Passada a pressão inicial dos visitantes, o Guarani conseguiu equilibrar as ações de jogo a partir dos 20 minutos, mas nada capaz de acalmar a torcida no Brinco de Ouro. Indignados com o ano de 2013 do clube, pouco mais de 800 bugrinos foram ao estádio com o intuito de protestar, e, desde o primeiro tempo, passaram a entoar o grito de “vergonha, time sem vergonha”. E a equipe sentiu.
- Até para quem é experiente é complicado, somos seres humanos. Mas temos de entender a torcida e respeitar. Vamos tentar ao máximo sair de campo com a vitória – disse o meia Fernandinho, na saída para o intervalo.
Adeus melancólico para um, rebaixamento para outro
Faltavam mais 45 minutos – debaixo de chuva, em Campinas – para o Crac decidir seu futuro na Série C. Com o empate do Duque de Caxias, e a vitória parcial do Barueri, a equipe goiana sabia que não poderia relaxar na etapa final. Um gol já daria tranquilidade suficiente para o clube de Catalão fazer o tempo passar.
O problema é que do outro lado tinha um Guarani disposto encerrar a temporada de forma um pouco honrosa. E o cenário começou a mudar a favor do Bugre aos 11 minutos do segundo tempo, quando Laionel viu o goleiro Adriano adiantado e resolveu arriscar da intermediária. A bola morreu no fundo da rede.
A partir de então, era uma corrida contra o tempo para o Crac, que também devia se preocupar com os resultados paralelos. A equipe do técnico Mauro Ovelha até empatou, aos 17, com Nino Guerreiro, que aproveitou falha do jovem Felipe Melo, mas nem pôde comemorar direito já que, no mesmo momento, no Rio de Janeiro, o Duque de Caxias abriu o placar contra o Caxias.
O tempo passava e a agonia dos goianos só aumentava. A medida que o resultado das outras partidas não se alterava, o Crac precisava de um gol para se salvar. Mas não basta querer. Ansioso e desorganizado, o time mal chegou a área do Bugre e não conseguiu evitar o pior: em 2014, o clube de Catalão jogará a quarta divisão do Campeonato Brasileiro.

Juventude-RS goleia Tupi-MG no jogo de ida da semifinal da série D



O Juventude-RS goleou o Tupi-MG na tarde deste sábado, no primeiro jogo da semifinal da Série D. Cenário que deixa o time do Sul com um pé na final da competição com o Botafogo-PB. Isso porque, para reverter a situação, o Galo Carijó precisa vencer em casa por uma diferença de cinco gols. Se fizer quatro, a vaga será garantida nos pênaltis. O jogo de volta será no próximo sábado, no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, às 16h.
O Jogo
Logo de início, o time alviverde começou pressionando. Com menos de um minuto de jogo, aos 34 segundos, um descuido da zaga do Tupi-MG fez com que o Juventude-RS abrisse o placar. Com um cruzamento de Gerley pela esquerda, Zulu conseguiu marcar para os gaúchos, garantindo seu sétimo gol no Campeonato Brasileiro.
Ainda no início, o Tupi-MG estava muito preso. A equipe estava desatenta e o Juventude-RS marcava em cima. O Galo Carijó não conseguia espaço para o ataque. Porém, em seguida, o time começou a ir para cima do rival e a buscar o gol. Aos 10 minutos, uma chance real para o Galo: Ademílson foi cabecear um cruzamento de Genalvo, mas o impedimento foi marcado. Logo depois, outra chance. Rafael Toledo bateu escanteio, a bola foi cruzada para Ademílson, que acabou errando o gol e bateu para fora.
Quase aos 30 minutos de jogo, mais uma chance para o Juventude-RS. Com uma bela saída de bola, Rogerinho tentou, mas não conseguiu. Com o auxílio de Henrique e Genalvo, Victor Souza conseguiu proteger e evitar o que seria o segundo gol dos gaúchos. No entanto, a proteção não durou muito tempo. Aos 30, Dê se aproveitou da indecisa marcação do Galo e garantiu o seu primeiro gol no campeonato. O jogador recebeu o lançamento de Chicão, Silvio até tentou marcar, mas o goleiro Victor saiu, abrindo espaço para o time adversário marcar com tranquilidade e fazer 2 a 0.
Aos 43, mais uma chance para o Tupi-MG diminuir. Após uma falta em Magno, o zagueiro do Juventude-RS Flávio levou um cartão amarelo. Rafael Toledo foi para a cobrança, mas não obteve sucesso.
Durante todo o primeiro tempo, o time de Juiz de Fora não conseguiu impor perigo ao goleiro rival André Sangalli. Com muitos erros, o Galo deixou que o destaque em campo ficasse com o Juventude-RS.
Segundo tempo
O Tupi-MG ainda estava um pouco lento e o Juventude-RS marcava bem o meio de campo. Aos sete minutos, aproveitando-se dos erros do Galo Carijó, em um contra-ataque, Rogerinho conseguiu driblar o goleiro Victor e marcar o terceiro gol da partida, o segundo dele no Brasileirão.
O alviverde seguiu pressionando e, aos 10 minutos, quase garantiu o quarto gol da partida. Porém, atento, o goleiro carijó Victor Souza conseguiu tirar a tempo e evitar que a goleada continuasse.
Tentando reverter a situação, o técnico Felipe Surian substituiu Rafael Toledo pelo camisa 17, Cassiano. O time começou a ficar nervoso e a  tentar, com vontade, diminuir a diferença. Pouco depois, Núbio Flávio, camisa 7, que não fazia uma boa partida, também foi substituído. No lugar dele entrou Wesley, camisa 18. Porém, a situação da equipe não mudou.
Aos 27, o goleiro Victor Souza brilhou. Com um reflexo sensacional, ele defendeu um ataque perigoso de Rogerinho, evitando novamente o quarto gol. O Juventude–RS ainda continuava dominando a partida, com reais chances, e o time mineiro seguia desatento.
Chegando aos momentos finais da partida, a situação se complicou ainda mais para o alvinegro. O que havia sido evitado duas vezes pelo goleiro Victor Souza, acabou acontecendo. Ermel, que entrou no jogo apenas no segundo tempo, aproveitou-se de mais um descuido da defesa do Tupi e conseguiu marcar livremente para o time gaúcho, fechando o placar em 4 a 0.
Escalações
Tupi-MG: Victor Souza, Henrique, Sílvio, Rafael Vítor, Rafael Estevam, Felipe Lima, Genalvo, Rafael Toledo, Michel, Núbio Flávio e Ademílson.
Juventude:  André Sangalli; Juliano, Flávio, Claudinho e Gerley; Possebon, Dê, Itaqui, Paulo Josué e Rogerinho; Zulu.

Vitória volta a triunfar e Coritiba segue em crise no Brasileiro

Gazeta Press
Marquinhos marcou o primeiro gol do Vitória no triunfo sobre o Coritiba neste sábado
Marquinhos marcou o primeiro gol do Vitória no triunfo sobre o Coritiba neste sábado
O Vitória venceu em casa o Coritiba por 2 a 1 neste sábado, no Barradão, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time rubro-negro chegou aos 40 pontos, subiu uma posição e agora é o sexto colocado. Já a equipe alviverde permaneceu com 34 pontos, a apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento, no 15º lugar.
Jogando em casa, o vitória abriu o placar com apenas 11 minutos de jogo, com Marquinhos. O Coritiba empatou no fim da primeira etapa, aos 45 minutos, com Geraldo, mas acabou cedendo a derrota no segundo tempo, quando Dinei marcou aos 25 minutos e confirmou o triunfo baiano.
Com o resultado, o Vitória interrompeu uma série de duas derrotas seguidas e voltou a se aproximar do G-4 - agora, a equipe rubro-negra está a cinco pontos do quarto colocado Atlético-PR. Já o Coritiba, que bateu o Santos na última rodada, voltou a sofrer um revés: nos últimos cinco jogos, foram quatro derrotas do time coxa-branca, que faz péssimo segundo turno.
Na próxima rodada, o Vitória recebe o Botafogo, enquanto o Coritiba visita a também ameaçada Ponte Preta.
O jogo
O Leão começou com maior posse de bola e tentando pressionar, mas encontrou uma defesa bem postada. O Alviverde, pro sua vez, esperava para buscar o contra ataque. As sete minutos, Geraldo levantou na área e Michel saiu para interceptar. A resposta, entretanto, foi fatal. Aos 12 minutos, Juan pegou sobra de bola e cruzou para Marquinhos, que pegou de primeira para abrir o placar.
O primeiro chute a gol do Coxa aconteceu apenas aos 17 minutos, com o angolano Geraldo, que pegou bonito na bola, mas mandou pela linha de fundo. Aos 22 minutos, Júlio César aproveitou torça de passes pelo alto e cabeceou nas mãos de Wilson. Boa roubada de bola de Robinho, aos 27 minutos, mas na sequência o chute saiu fraco, em cima da defesa rubro-negra.
O Coritiba melhorou, mas ainda sofria com as investidas baianas. Aos 29 minutos, Renato Cajá deixou a defesa coxa-branca para trás e bateu para grande defesa de Vanderlei. O camisa 1 alviverde voltou a trabalhar bem aos 39 minutos, em chute forte de Marquinhos. Cobrando falta, Ayrton levou perigo, aos 43 minutos, Vanderlei nem se mexeu. Porém, aos 46 minutos, Geraldo acertou um belo chute pra deixar tudo igual.
Depois do intervalo, as equipes retornaram sem modificações. O Coritiba adiantou um pouco a marcação para evitar a pressão da etapa inicial. Aos sete minutos, Marquinhos fez a jogada individual, mas não passou pela última linha de defensores. Aos nove minutos, novamente em cobrança de falta, Ayrton bateu no ângulo e Vanderlei defendeu com a ponta dos dedos.
O Alviverde voltou a parecer no ataque, aos 15 minutos, com Júnior Urso, com uma testada forte, para fora. O troco veio na sequência, com Cáceres, que bateu na rede, pelo lado de fora. Ayrton era a principal arma do Vitoria nas bolas paradas. Aos 20 minutos, o lateral cobrou falta, mas desta vê isolou. Até que, aos 25 minutos, Dinei aproveitou sobra de bola para estufar as redes.
Com o segundo gol e as modificações feitas por Chamusca, o Alviverde caiu de produção e ainda contava com a falta de pontaria do ataque, como aos 34 minutos, com Bottinelli isolando a bola após receber rebote de frente para o crime. Mais Bottinelli no ataque, aos 37 minutos, e mais um chute torto, sem direção. Aos 43 minutos, William Henrique recebeu na cara do gol, tocou na saída de Vanderlei e mandou para fora. Por sorte não fez falta aos baianos.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 2 X 1 CORITIBA
Local: Estádio Manoel Barradas, em Salvador (BA)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho
Assistentes: Clovis Amaral da Silva e Carlos Jorge Titara da Rocha
Cartões amarelos: Kadu e Michel (Vitória); Victor Ferraz, Diogo e Bottinelli (Coritiba)
Gols:
VITÓRIA: 
Marquinhos, aos 12 minutos do primeiro tempo e Dinei, aos 25 minutos do segundo tempo
CORITIBA: Geraldo, aos 46 minutos do primeiro tempo
VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Michel, Luiz Gustavo (Euller), Cáceres e Renato Cajá (William Henrique); Marquinhos e Dinei (Pedro Oldoni).
Técnico: Ney Franco
CORITIBA: Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Diogo; Júnior Urso, Germano (Lincoln), Gil e Robinho (Bottinelli); Geraldo e Julio César (Bill)
Técnico: Péricles Chamusca

Sóbis marca no fim, e Flu, com um a menos, arranca empate com o Grêmio no Maracanã

Photocamera
Antes de ser expulso no segundo tempo, Biro Biro disputa um lance com Pará no Maracanã
Antes de ser expulso no segundo tempo, Biro Biro disputa um lance com Pará no Maracanã
O Fluminense, mais uma vez justificou o apelido de "time de guerreiros". Jogando com um jogador a menos no Maracanã, o Tricolor carioca arrancou um empate já aos 45 minutos do segundo tempo com o Grêmio, com um gol de Rafael Sóbis. Bressan abrira o placar na primeira etapa, e Biro Biro foi o jogador expulso.
O resultado mantém o Flu sem vencer - já são quatro jogos consecutivos -, mas garante o time fora da zona de rebaixamento por mais uma rodada. O clube é o 13º colocado, com 35 pontos, e tem pela frente o líder Cruzeiro, às 19h30 (de Brasília) da próxima quarta-feira, no Maracanã.
Já o Tricolor gaúcho segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro por mais uma rodada. São dez pontos de diferença para o líder Cruzeiro, que pode voltar a ampliar a diferença no clássico de domingo contra o Atlético-MG. O Grêmio agora tem pela frente o Corinthians, às 21h50 (de Brasília) de quarta-feira, em Porto Alegre.
O jogo
Pressionado por duas derrotas consecutivas, o Fluminense foi a campo com uma formação tática diferente. Sem os laterais esquerdos Carlinhos e Ronan, o técnico Vanderlei Luxemburgo posicionou Edinho como terceiro zagueiro e apostou em Rafinha improvisado na ala esquerda.
A opção, a princípio, deu certo, e o Fluminense começou o jogo dominando o Grêmio. A dificuldade era apenas na hora de definir as jogadas, e o goleiro Marcelo Grohe foi um espectador durante os 20 minutos iniciais.
O primeiro grande lance de perigo veio do lado do Grêmio. Em contra-ataque aos 21, Barcos lançou Souza pela esquerda, e o volante acertou o travessão em um balaço de pé esquerdo. Na sobra, o mesmo Souza arriscou de pé direito, e a bola passou muito perto.
Era a senha para o jogo esquentar. Aos 24, Barcos completou cruzamento de Pará e forçou Kléver a fazer grande defesa. O Fluminense respondeu em contra-ataque aos 33. Biro Biro cruzou, a zaga do Grêmio afastou mal, e Jean teve a finalização travada. Na sobra, Wagner chutou à queima-roupa, e Marcelo Grohe salvou.
Gazeta Press
Bressan comemora o gol da vitória do Grêmio no Maracanã
Bressan comemora o gol do Grêmio no Maracanã
A abertura do placar veio, finalmente, na marca de 37 minutos. Alex Telles cobrou escanteio pela direita, Bressan subiu mais que todo mundo e acertou a trave. No rebote, o mesmo Bressan "cutucou" a bola para o fundo das redes.
Indisposto a ir para o intervalo atrás no placar, o Fluminense foi para a pressão total nos minutos finais do primeiro tempo. Mas o Tricolor parou nas mãos de Marcelo Grohe, que fez defesas espetaculares em dois chutes violentos de Jean e mais uma finalização de muito perto de Wagner.
Veio o segundo tempo, e Vanderlei Luxemburgo manteve o costume de mexer no time do Fluminense, com a entrada de Felipe no lugar de Anderson.Mas a alteração, desta vez, não deu certo de cara, e o time da casa encontrou dificuldades de furar a defesa gremista.
Rafael Sóbis chutou colocado aos 13, mas Marcelo Grohe pegou firme. Felipe tentou aos 23, mas foi travado pela zaga. Marcos Júnior foi ao chão aos 24, mas o árbitro Alício Pena Júnior mandou seguir. 
A vida já era bem difícil para o Flu, e ficou mais ainda quando Biro Biro se atirou na área aos 28, tentando cavar um pênalti, e recebeu o segundo cartão amarelo. Era a senha para alguns gritos de "vergonha" das arquibancadas, seguidos por cânticos de apoio de outra parte da torcida do tricolor carioca.
Mas a redenção viria. Já aos 45 minutos do segundo tempo, Sóbis invadiu a área, chutou de canhota e finalmente venceu Marcelo Grohe após desvio na zaga. 1 a 1 no Maracanã, placar final.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 1 GRÊMIO
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Alício Pena Júnior (MG)
Assistentes: Bruno Boschilla (PR) e Herman Vani (SP)
Público e renda: 13. 232 pagantes, 19.550 presentes / R$ 233.440,00
Cartões amarelos: Biro Biro, Edinho, Felipe e Wagner (Fluminense); Saimon, Bressan e Kléber (Grêmio)
Gol: Bressan, aos 37 minutos do primeiro tempo; Rafael Sóbis, aos 45 minutos do segundo tempo
FLUMINENSE: Kléver; Gum, Anderson (Felipe) e Edinho; Bruno (Aílton), Jean, Diguinho, Wagner (Marcos Júnior) e Rafinha; Biro Biro e Rafael Sóbis.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Saimon, Rhodolfo e Bressan; Pará, Adriano (Matheus Biteco), Souza, Ramiro (Elano) e Alex Telles (Wendell); Kléber e Barcos.
Técnico: Renato Gaúcho.

Goleiro faz milagre, Ceará e Paraná empatam e permanecem fora do G-4

Divulgação
O Paraná até saiu na frente, mas viu o Ceará empatar no Castelão
O Paraná até saiu na frente, mas viu o Ceará empatar no Castelão
O Ceará recebeu o Paraná no estádio do Castelão, neste sábado, e as duas equipes empataram por 1 a 1, na 29ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O resultado frustra as duas equipes, que esperavam vencer para alcançar o G-4 da competição. Porém, o time alvinegro não sobe nenhuma posição e continua em sexto, agora com 45 pontos. Já a equipe paranaense não volta ao grupo dos quatro classificados para a primeira divisão. Está em sexto com 46. Enquanto o Avaí, quarto na tabela, tem um ponto a mais.

A vitória só não veio para os donos da casa pela grande atuação do goleiro Luís Carlos. Depois de fazer grandes defesas na partida, o camisa 1 do Paraná ainda operou um milagre aos 43 da etapa final. Mota recebeu na área e chutou. Luis Carlos defendeu de maneira incrível, e a bola ainda bateu na trave antes da zaga afastar.

Antes de tudo isso, porém, o Paraná abriu o placar com JJ Morales. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Ricardo Conceição encontrou o argentino, que só chutou na saída do goleiro Fernando Henrique.

Já aos 32 da etapa inicial, o Ceará conseguiu o empate. Luis Carlos deu rebote após chute de Mota, e Magno Alves igualou o marcador.

Na próxima rodada da Série B, o time alvinegro visita a vice-líder Chapecoense, na próxima terça-feira, enquanto o Paraná joga em casa contra o Bragantino, no mesmo dia.
O jogo
O Ceará tentava impor seu ritmo desde os primeiros movimentos. Aos quatro minutos, Magno passou pelo goleiro Luis Carlos, chutou, mas não contava com a recuperação de Alex Alves, que afastou a bola no meio do caminho. Aos oito minutos, após cobrança de escanteio de Rogerinho, Helder Santos desviou e carimbou a defesa paranista.

A primeira chegada do clube tricolor aconteceu apenas aos 13 minutos, com Ricardo Conceição, que pegou sobra de bola e chutou rasteiro, pela linha de fundo. Mas, na sequência, JJ Morales recebeu lançamento no meio da zaga alvinegra e tocou na saída do goleiro para balançar as redes e abrir o placar. A resposta quase veio aos 22 minutos, com Dinélson, que invadiu a área e teve o chute travado pela defesa no momento certo.

O Ceará dominava as ações, enquanto o Paraná esperava para buscar os contra-ataques. Aos 27 minutos, Kayke deu um belo toque de calcanhar para Moacir, que chegou batendo para defesa de Fernando Henrique. O empate veio aos 32 minutos, com Magno Alves, que aproveitou rebote de Luís Carlos e, com oportunismo, bater para as redes.

Para a etapa final, o time tricolor voltou com Edson Sitta no lugar de Cambará. Aos dois minutos, Paulinho fez o cruzamento na área e Gustavo apareceu para evitar a conclusão de Reinaldo. O ritmo da partida despencou, com o jogo truncado no meio-campo. Aos 13 minutos, Cambará, com uma lesão no ombro, obrigou Dado Cavalcanti a queimar uma mudança.

Sem conseguir entrar na defesa cearense, Roniery, aos 16 minutos, abriu espaço e chutou de longe para defesa de Fernando Henrique, no centro do gol. Na resposta, Dinélson chutou colocado da entrada da área e a bola passou com perigo. Pressão do time cearense, aos 21 minutos, com Mota, que testou a queima-roupa para um milagre de Luís Carlos.

O time tricolor teve uma boa chance de voltar à frente no placar aos 32 minutos, com JJ Morales, que viu a bola atravessar a área, mas não alcançou para desviar. Aos 37 minutos, Mota balançou as redes, mas o árbitro anulou para anotar o impedimento. O lance capital quase aconteceu aos 43 minutos. Luís Carlos fez mais um milagre e no rebote, Mota, na cara do gol, carimbou a trave.
FICHA TÉCNICA
CEARÁ 1 X 1 PARANÁ

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 12 de outubro de 2013, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro
Assistentes: Marcos W. Rocha de Amorim e Adaílton José Jesus da Silva
Cartões amarelos: Mota, Lulinha, Gustavo, Helder Santos (Ceará); Edson Sitta, Roniery, Ricardo Conceição (Paraná)
Gols:
CEARÁ: Magno Alves, aos 32 minutos do primeiro tempo
PARANÁ: JJ Morales, aos 14 minutos do primeiro tempo

CEARÁ: Fernando Henrique; Marcos, Gustavo, Potiguar e Hélder Santos; João Marcos, Ricardinho, Rogerinho (Dinélson)(Léo Gamalho) e Lulinha (Richely); Magno Alves e Mota
Técnico: Sérigio Soares

PARANÁ: Luis Carlos; Roniery, Alex Alves, Edimar e Paulinho; Edson Sitta (Cambará) (Wellington), Ricardo Conceição, Moacir e Kayke; JJ Morales e Reinaldo (Luisinho)
Técnico: Dado Cavalcanti