terça-feira, 17 de setembro de 2013

POR IGOR RESENDE E ANDRÉ DONKE; ARTES - GABRIEL GORSKI E GABRIEL LUCKI

POR IGOR RESENDE E ANDRÉ DONKE; ARTES - GABRIEL GORSKI E GABRIEL LUCKI

A principal competição de clubes da Europa começa nesta terça-feira, e o ESPN.com.br preparou umGUIA COMPLETO. Veja como cada equipe chega ao torneio, todos os uniformes, todos os brasileiros e um censo especial que mostra a origem, a altura e a idade dos 748 jogadores inscritos na competição.


    

Com volante 'herói e vilão', Liverpool só empata com Swansea, mas segue líder

Depois de três vitórias consecutivas, o Liverpool viu o 100% de aproveitamento no Campeonato Inglês acabar, mas, mesmo assim, segue na liderança. Nesta segunda-feira, os Reds visitaram o Swansea no Liberty Stadium e empataram por 2 a 2, pelo fechamento da quarta rodada.

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Ex-jogador do Liverpool, Jonjo Shelvey, hoje na equipe galesa, foi o grande personagem da partida ao conseguir a proeza de participar de todos os gols. Se pôde fazer a torcida vibrar ao abrir o placar e dar uma assistência para Michu marcar, ele também errou feio nas duas vezes em que os visitantes foram às redes.
Com o resultado, o time do técnico Brendan Rodgers, ex-Swansea, chega a dez pontos e segue como líder isolado na competição. Na sequência, aparecem Arsenal e Tottenham com um ponto a menos.
Já o Swansea, que foi a sensação no futebol britânico na última temporada ao conquistar a Copa da Liga Inglesa, tendo eliminado o próprio Liverpool, segue com uma campanha ruim em 2013/14. Até agora foram apenas quatro pontos, que deixam a equipe na 15ª posição.
O duelo ainda marcou a estreia de dois atletas pelo lado dos visitantes. Contratados junto ao Paris Saint-Germain e Chelsea, respectivamente, o zagueiro Sakho e o meia Moses foram titulares. O nigeriano, inclusive, fez um gol.
Pela próxima rodada do Campeonato Inglês, o Liverpool receberá o Southampton no sábado, às 11h (de Brasília), para manter a liderança. Um dia depois, o Swansea visitará o Crystal Palace no Selhurst Park, às 9h30. Antes, porém, a equipe vai à Espanha para encarar o Valencia, na quinta-feira, às 14h, em sua estreia na Liga Europa.
Getty
Shelvey, ex-Liverpool, reencontrou o antigo time e foi o principal personagem do jogo
Shelvey, ex-Liverpool, reencontrou o antigo time e foi o principal personagem do jogo
O jogo
A partida começou em ritmo acelerado, e os visitantes marcaram com menos de dois minutos de jogo. Em boa jogada individual, Shelvey também contou com a sorte, já que furou a primeira finalização e foi bloqueado na segunda, antes de mandar à rede, no que foi o primeiro gol sofrido pelo clube da terra dos Beatles no torneio.
O volante, porém, parecia não saber ao certo qual time defendia já que, no lance seguinte, errou passe na zaga e deixou Sturridge livre para concluir e deixar tudo igual. O atacante foi autor dos quatro gols que a equipe fez na competição até o momento. Nunca um atleta dos Reds havia marcado em todos os jogos até a quarta rodada no Inglês.
O empate animou o Liverpool, que se mandou para cima do adversário e contaria com nova falha de seu ex-atleta para virar. Aos 37 minutos, Shelvey errou passe no campo de defesa, Moses aproveitou, avançou até a entrada da área e concluiu para superar o goleiro Vorm.
Na volta para a etapa final, Shelvey se redimiria. Em sobra de bola na área, o volante deu bom passe de cabeça para Michu concluir para o fundo da meta, aos 19 minutos.
Até o apito final, o jogo seguiu bastante movimentado e em ritmo acelerado. No fim, os mandantes até pressionaram em busca do primeiro triunfo na Premier League, mas não conseguiram mudar o placar novamente.

Rei do Rio, Joel Santana teme, mas não descarta 'salvar' Fla, Flu ou Vasco da degola no Brasileiro

Vipcomm
Joel Santana comandou o treino do Flamengo e desabafou à imprensa na sequência
Mesmo temeroso, Joel Santana não descartou assumir Fla, Flu ou Vasco, todos em situação delicada no Brasileiro 
Desempregado no futebol há exatos quatro meses e três dias, Joel Santana planeja ficar "quietinho" até o final do ano. Mas, se chamado, não descarta, ainda que temeroso, assumir o comando de Flamengo,Fluminense ou Vasco, todos neste momento brigando diretamente contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

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Aos 64 anos, ele, no entanto, garante que o "sim" a um possível convite para salvar um dos três gigantes não seria automático.

"Talvez. Não estou querendo ser mascarado, não, estou falando a verdade, hein. Talvez! Eu ia pensar, ver os prós, os contras, o time. Futebol, né, no futebol tudo acontece", disse o carioca à reportagem doESPN.com.br na sede da ESPN em São Paulo nesta segunda-feira, onde esteve para gravar o programa "Bola da Vez", que vai ao ar às 21h30 desta terça-feira.
"O grande problema do futebol é tu falar dessa água não beberei. Como é que você vai renunciar Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminense... Time grande, cara, time que tem camisa, se a torcida ajudar, você vai lá e tira, se você conhecer [o clube], você vai lá e tira."
Divulgação
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Ele explicou o motivo de ter de pensar.
"Porque, pô, ninguém aguenta, né, cara, só chegar lá como salvador da pátria... Um dia a coisa não dá certo, e aí? Eu que vou segurar a banana. Não é mole", afimou o sete vezes campeão carioca - ele conta oito títulos, embora em 1986 tenha deixado o Vasco antes do término do estadual.
Fluminense, de Vanderlei Luxemburgo, e Flamengo, de Mano Menezes, são, respectivamente, 12º e 13º colocados no Nacional, cada um com 26 pontos, apenas dois a mais que o Vasco, de Dorival Júnior, o primeiro na zona da degola.

"Meu propósito, a princípio, a princípio, porque nesta vida a gente planeja uma coisa e amanhã as coisas mudam, é ficar quietinho no meu ninho", afirmou o ex-zagueiro que já trabalha como técnico há 32 anos.
Questionado se já houve algum contato por parte do trio carioca que sofre no Brasileiro, Joel respondeu: "Não, não... Mas pode ter."

Com bagagem de sobra, o "rei do Rio" entende que para assumir um clube grande na briga contra o rebaixamento o imprescindível é já conhecer o mesmo.

"Me fizeram a pergunta ontem, em um programa de televisão: 'você acha que o Muricy vai salvar o São Paulo?' É claro que ele vai tirar o São Paulo. Além de ele ser um baita treinador, ele conhece os caminhos no São Paulo, ele conhece o São Paulo. Se bobear, ele vai ficar lá pertinho da [zona de classificação da] Libertadores, não sei nem quantos pontos tem, precisa... Porque ele conhece os caminhos", exemplificou.
"Eu já trabalhei cinco vezes no Flamengo, cinco vezes no Vasco, três vezes no Fluminense, três vezes no Botafogo, quatro ou cinco vezes no Bahia, três vezes no Vitória, quer dizer, esses clubes você conhece", seguiu Joel, discorrendo sobre sua teoria.
"Agora, lugar que você não conhece, pô, a torcida todo dia na porta fazendo confusão, e aí, tu vai tirar como se você não pode sair na rua?", questionou o treinador, cujo último trabalho foi no Bahia - foi demitido em 13 de maio após perder por 7 a 3 para o arquirrival Vitória na decisão do Campeonato Baiano.

Pavlyuchenkova e Goerges vencem estreia em Seul

Seul (Coreia do Sul) - A primeira rodada do WTA de Seul aconteceu nesta segunda-feira e teve vitórias de duas cabeças de chave: Anastasia Pavlyuchenkova e Julia Goerges. A russa começou a campanha derrotando a espanhola Anabel Medina Garrigues com parciais de 5/7, 6/2 e 6/3.
Pavlyuchenkova enfrenta na segunda rodada a convidada local Ye-Ra Lee, que surpreendeu a russa Daria Gravilova por 6/4 e 6/1. A russa, que ocupa a 32ª colocação do ranking mundial, fez três finais em 2013: em Brisbane, Monterrey e Oeiras. Já Lee é a 450ª do mundo, mas já esteve no top 200.
Goerges avançou ao derrotar a japonesa Misaki Doi por 6/3 e 7/5 e agora espera a romena Irina Camelia Begu ou a chinesa Xinyun Han, que veio do qualificatório. A alemã tentará vencer partidas seguidas pela primeira vez desde abril.
Cabeça 5, a ucraniana Elina Svitolina foi eliminada pela espanhola Lara Arrubarrena por 7/5, 2/6 e 6/4. A adversária da vencedora será a romena Alexandra Dulgheru, responsável pela queda da coreana Sung-Hee Han por 6/0 e 7/6 (7-0). Já a francesa Virginie Razzano atropelou a espanhola Lourdes Dominguez Lino, duplo 6/1, e aguarda quem passar entre a alemã Andrea Petkovic e a italiana Francesca Schiavone.

Atual campeã em Guangzhou passa pela estreia

Guangzhou (China) - A taiwanesa Su-Wei Hsieh começou muito bem a defesa do título no WTA de Guangzhou. Nesta segunda-feira, ela evitou dramas em sua estreia e derrubou a argentina Paula Ormaechea com arrasadores 6/1 e 6/2, em apenas 56 minutos de confronto. Na próxima rodada, ela encara a convidada da casa Shuai Zhang, algoz da russa Olga Puchkova com 6/0 e 7/6 (7-0).
Além da taiwanesa cabeça de chave número 6, outra favorita que estreou foi a porto-riquenha Monica Puig. Oitava mais bem cotada ao título, ela teve trabalho para superar a ucraniana Nadiya Kichenok, vinda do qualificatório, com apertadas parciais de 7/5 e 7/6 (7-4). Esta foi sua 37ª vitória em uma grande temporada, na qual começou fora do top 100 e já está entre as 50 primeiras.
Em duelo de qualis, a britânica Johanna Konta levou a melhor para cima da holandesa Richel Hogenkamp aplicando parciais de 6/3 e 6/2. Ela agora espera pela vencedora do confronto envolvendo a atleta da casa Shuai Peg, cabeça de chave número 4, e a convidada israelense Shahar Peer.
Também vinda do quali, a norte-americana Vania King teve trabalho para superar a primeira rodada na chave principal, saiu atrás da sul-africana Chanelle Scheepers e triunfou de virada, com placar final de 2/6, 6/1 e 6/3. Na segunda rodada, King espera ou pela principal favorita, a romena Sorana Cirstea, ou a sérvia Bojana Jovanovski, que vem embalada pelo título em Tashkent.
Na outra ponta da chave, a tcheca Karolina Pliskova superou a sueca Johanna Larsson em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3 e se garantiu na segunda rodada, em que também pode encarar uma das principais candidatas ao título. Ela aguarda a vencedora do jogo entre a francesa Alize Cornet, cabeça de chave 2, e a bielorrussa Olga Govortsova.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Brasilerão Série D

20h30 Botafogo-PB 2x1 Tiradentes-CE

Argentino

20h10 Gimnasia y Esgrima 0x0 Colón

Italiano



15h45 Parma 1x3 Roma

Inglês

16h00 Swansea City 2x2 Liverpool

Espanhol

15h00 Elche 0x0 Valladolid
17h00 Athletic Bilbao 3x2 Celta

Teliana ganha posição e segue perto do top 100

Miami (EUA) - Apesar da conquista no ITF de US$ 25 de Mont-de-Marsan, a terceira em terras franceses nesta temporada, a pernambucana Teliana Pereira não teve grande ascensão no ranking e ganhou apenas uma colocação, uma vez que os pontos só caem na próxima semana, saltando do 105º posto para o 104º. Ela continua como a única brasileira a figurar no top 200 da WTA.
A segunda do país no ranking é a paulista Paula Gonçalves, que se manteve na 269ª posição, seguida da também paulista Beatriz Haddad Maia, que segue afastada do circuito por lesão no braço e no ombro e por conta disso acabou caindo mais três colocações, indo para o 287º lugar.
Na parte de cima do ranking, poucas alterações importantes aconteceram, sendo que o top 10 se manteve intacto com a norte-americana Serena Williams liderando com vasta folga, levando mais de 2.500 pontos de frente em relação à bielorrussa Victoria Azarenka, a atual número 2 do mundo.
Quem não se deu bem nesta semana foi a belga Kirsten Flipkens, que caiu seis posições e figura agora no 20º posto. Em sentido oposto, vêm a tcheca Lucie Safarova e a sérvia Bojana Jovanovski, campeãs na última semanas e que com isso aproveitaram para ganhar um bom terreno na lista feminina.
Com o título em Quebec, Safarova saltou do 48º lugar para o 36º, ao passo que Jovanovski ganhou 17 posições com a conquista em Tashkent e aparece agora como a 41 do mundo. As vice-campeãs do fim de semana também subiram: a bielorrussa Olga Govortsova saiu da 113ª colocação para a 84ª, ao passo que a neozelandesa Marina Erakovic passou de 68ª para 55ª do mundo.

Na gangorra do futebol

O tempo vai passando e o que se busca é uma luz. No caso do São Paulo podem ser essas duas vitórias consecutivas com Muricy Ramalho, o que não acontecia desde o início do campeonato. Foi dado o primeiro passo. O time deixou a zona do rebaixamento, mas é bom lembrar que não basta melhorar um pouquinho, é preciso melhorar muito para evitar o risco.
Por falar em risco, o Corinthians que abra o olho. Tem jogador lamentando a distância do G-4, da possibilidade de classificação à Libertadores. Estranho, pois o esvaziado futebol corintiano recomenda outro tipo de preocupação para o momento, é hora de estancar a queda livre do campeão mundial.
O símbolo do futebol brasileiro deveria ser a gangorra. Muricy chegou com seu bordão "aqui é trabalho". Mas sabe que se depender do tempo disponível para trabalhar vai ter problemas. Apresentado na terça-feira, ontem já contava com duas vitórias. Situação que um treinador vitorioso conhece muito bem, inclusive seus perigos. Três dos seis títulos brasileiros do São Paulo foram conquistados sob seu comando.
Ainda não houve tempo para grandes transformações, mas elas estavam lá, nas duas vitórias, nesses seis pontos. Depois de usar o sistema 3-5-2 na partida contra a Ponte Preta, por absoluta falta de opção, diante do Vasco o São Paulo voltou a ter uma linha defensiva com quatro jogadores, com Paulo Miranda na lateral.
Sucesso em outros carnavais, o 3-5-2 é uma emergência, apesar de ter ficado carimbado em Muricy. Hoje essa formação não se sustenta. A maioria das equipes joga com apenas um atacante, não há motivo para três zagueiros.
Quando sobra gente na defesa é porque falta no meio de campo ou no ataque. A conta do futebol é justa. A menos que alguém faça duas funções.
Mais importante que o sistema é a mobilidade. A representação numérica é o ponto de partida, mas não diz nada sobre a funcionalidade de cada jogador.
É mais importante ver Ganso e Jadson correndo, marcando e dando passes do que saber em que parte da numeralha tática eles se encontram. Essa é a grande tarefa de Muricy.
Na quinta-feira, com Caramelo e Reinaldo nas laterais, e Welliton ao lado de Luis Fabiano no ataque, o time teve dificuldade em chegar à linha de fundo. É natural que encurte o caminho e abuse dos cruzamentos. A saída foi um passe de Ganso para Luis Fabiano. A salvadora vitória veio com um péssimo e inevitável 3-5-2.
Ontem bastaram dois escanteios e uma postura melhor. Com Jadson, Ganso, Oswaldo e Luis Fabiano, o treinador restabeleceu o trio de criação para abastecer o centroavante. Mas é recomendável ouvi-lo quando diz que "é preciso tratar melhor a bola''.
O São Paulo está travado. Com os indicadores de confiança na chuteira, aquela dose de ousadia tão necessária ao jogo simplesmente desaparece. Na crise é fácil encontrar defeitos. A diferença é que o time agora pode se inspirar em duas vitórias e se prender a uma instituição são-paulina chamada Muricy Ramalho.
As equipes atormentadas pela possibilidade do rebaixamento têm muita coisa em comum. Quando vira o turno, a queda ainda não é uma certeza, mas uma possibilidade a ser considerada. Exceto para o Náutico, matematicamente na batalha apesar de já eliminado pelas circunstâncias.
O ponto que os une é o medo, alimentado a cada rodada. O insucesso acumulado transborda desconfiança, inunda a mente e se transforma num gigantesco déficit técnico. Muricy conquistou os seis pontos mais importantes do campeonato, mas reconhece que tirar o São Paulo da crise é bem mais difícil.
Na gangorra do futebol não se pode garantir que o time tenha se livrado definitivamente da zona do rebaixamento. Já o Corinthians parece doidinho para começar a falar nisso.

O meia ponta

Meia atacante é uma posição que não existe. Nunca existiu! E confesso que me irritava, quando lia na Folha, no final dos anos 90, referências a essa função dos jogadores que no passado mais remoto recebiam a nomenclatura de ponta de lança.
Era assim que se chamava o meia direita, ou meia esquerda, camisa 8 ou camisa 10, que se saía do meio de campo e se deslocava para o ataque, tabelava com o centroavante, fazia muitos gols.
Pelé, Zico, Dirceu Lopes, Leivinha. Esses caras não eram meias atacantes. Eram pontas de lança.
Meia atacante me parecia uma nomenclatura equivocada do ponto de vista da língua portuguesa. Não sei se o Pasquale concorda, mas me soava como "meio-dia e meio."
Meio-dia e meio o quê? Meio dia e meio minuto?
O correto é "meio-dia e meia." Meio dia e meia hora, ora bolas!
E meia atacante era o quê? Atacante pela metade? Nesse caso seria "meio atacante".
O Brasileirão do sistema 4-2-3-1 e o Cruzeiro líder disparado transformam um pouco mais a língua dos boleiros. Éverton Ribeiro é o melhor jogador do Brasileirão. Esqueça Seedorf, Juninho Pernambucano e Alex, porque os veteranos não conseguiram ainda fazer seus times brigarem pelo título contra o Cruzeiro que dispara.
Éverton Ribeiro faz.
E qual sua posição nesse moderno --e às vezes chato-- sistema da moda, o 4-2-3-1? Ele não é meia direita, nem meia esquerda, porque joga aberto pelos lados do campo. E também não é ponta direita, nem ponta esquerda.
Editoria de Arte/Folhapress
No primeiro tempo contra o Atlético-PR, atuou pela esquerda, para permitir a William atacar pela direita. Mas não era ponta, porque quando recebia a bola não partia em direção ao ataque. Muitas vezes, fechava como meio-campista, como meia.
No sábado, o Cruzeiro venceu o Atlético-PR por 1 x 0 e o destaque foi o volante Nilton. Éverton Ribeiro teve atuação mediana, nota 6.
Nos anos 80, os técnicos tinham meio-campistas atuando pelas pontas. Imitavam os anos 50 e jogadores como Telê ou Zagallo, pontas que armavam --e até marcavam os adversários.
Por um tempo, chamou-se essa posição de falso ponta. Paulo Isidoro, número 7, era o falso ponta da seleção que se preparava para a Copa de 82 e fazia o personagem Zé da Galera, de Jô Soares, gritar todas as semanas: "Bota ponta, Telê!".
Éverton Ribeiro é o melhor jogador do campeonato, conduz o Cruzeiro, líder, em direção ao título depois de dez anos. Joga aberto pela direita, às vezes pela esquerda. Mas como os sistemas mudaram, não o chamamos de falso ponta, de ponta direita, nem de meia atacante.
Talvez ele seja um meia ponta.
A polivalência tem mudado o futebol mundial.
Neste caso, está mudando até a língua portuguesa. Com a licença do professor Pasquale.
SISTEMA MURICY
No primeiro jogo no São Paulo, Muricy jogou com Rodrigo Caio de líbero, três zagueiros. No segundo, Rodrigo Caio foi volante, sistema 4-2-3-1. Nos dois jogos, bons passes e bola no chão. Não foi "Muricybol", o jogo de bolas cruzadas na área. Mas... os gols contra o Vasco nasceram de escanteios.
SEM GRAÇA
O Corinthians jogou com três atacantes e pouquíssimos ataques. É o segundo pior ataque, o segundo time com menos finalizações no Brasileiro. Com Pato, Douglas e Romarinho, é um ataque que não recupera a bola na frente. Então, tem de ser criativo. Por enquanto, nem uma nem outra coisa.

Musas do Esportes

mosaico Fabiana Semprebom modelo (Foto: Reprodução / Facebook Oficial)
De biquíni, Ana Ivanovic é a estrela de um ensaio da revista Esquire de agosto (Foto: Reprodução / Facebook)
Mosaico - Ana Ivanovic (Foto: Reprodução/Facebook)

maria sharapova (Foto: Reprodução / Facebook)

maria sharapova revista (Foto: Reprodução / Twitter)


maria sharapova wta cincinnati tenis (Foto: AP)
maria sharapova sugarpova tenis (Foto: Getty Images)

A convite de Andrés Sanchez, Dualib visita obra da Arena Corinthians

Reprodução/Facebook
Acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dualib esteve na Arena Corinthians
Acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dualib esteve na Arena Corinthians
As obras da Arena Corinthians, com conclusão prevista para o fim do ano, recebeu neste domingo a visita de Alberto Dualib. O ex-dirigente, que renunciou à presidência do clube em 2007 enquanto era acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, esteve no futuro estádio do clube a convite do ex-presidente Andrés Sanchez, responsável por acompanhar os trabalhos no local.
O encontro entre os dois ex-presidente teve também a presença de um pré-candidato ao principal cargo do time alvinegro. André Luiz Oliveira, o André Negão, ex-diretor administrativo, não só acompanhou os dois como fez questão de divulgar uma foto com eles em suas redes sociais.
Ouça os gols de Corinthians x Goiás na voz de Cledi Oliveira
Ouça os gols de Corinthians x Goiás na voz de Cledi Oliveira
Apesar do ato de André Negão ter a intenção de se aliar a importantes forças políticas dentro do Corinthians, a visita de Dualib gerou revolta entre torcedores. Embora muitas vezes campeão enquanto presidia o clube, o ex-dirigente foi alvo de protestos para deixar o poder e abriu mão do cargo meses antes do rebaixamento no Brasileiro de 2007.
Assista aos melhores momentos da vitória do Goiás sobre o Corinthians

No SP, funciona o bordão: “Aqui é trabalho!”

Muricy Ramalho desembarcou no São Paulo não faz uma semana. Deu um punhado de treinos, mexeu uma coisa aqui e outra ali, e a equipe desandou a correr. E voltou a vencer, o que é mais importante. Seis pontos em dois jogos contra rivais na zona de rebaixamento – Ponte Preta no meio da semana e Vasco neste domingo. Duas vitórias que neste momento o deixam fora da zona de rebaixamento, depois de muitas rodadas.
Não há magia na mudança tricolor. Alterou o astral. O que antes era ansiedade, preocupação e insegurança deu lugar para calma e raciocínio. Os jogadores sentem a pressão por resultados convincentes e seguidos. Mas entraram na onda de esperança da torcida, animada com o retorno de um técnico com o qual têm afinidade.
A cabeça melhorou, os pés idem. O que se viu em São Januário foi um São Paulo mais ligado e com menos medo de errar. Uma equipe que teve apresentação normal, o que já significa evolução diante da pasmaceira de dias atrás. Um grupo que criou jogadas de gol e soube aproveitá-las. Uma turma que voltou a falhar, mas sem se alarmar.
O São Paulo aproveitou-se da fragilidade do rival, com quem trocou de vaga no bloco dos ameaçados, e definiu o placar com um gol em cada tempo. No primeiro, com uma cabeçada certeira de Rodrigo Caio. No segundo, com o zagueiro Antônio Carlos no rebote de uma lambança do goleiro Diogo Silva e de Cris. Sem maiores complicações.
Interessante notar Ganso mais esperto, Jadson mais preciso, Rodrigo Caio e Antônio Carlos mais desenvoltos. Em contrapartida, Osvaldo caiu muito, Luis Fabiano precisa de um chacoalhão e Rafael Tolói apronta algumas. Ajustes, e há tempo agora para Muricy tocar a missão para a qual foi convocado: espantar a ameaça de Série B.
Sombra que atinge o Vasco. Cresce a instabilidade no time, Dorival Júnior tem vários setores frágeis, o ataque sumiu, Juninho Pernambucano sozinho não consegue reger o meio-campo e a torcida volta a cobrar. Se ratear, o Vasco seguirá exemplo do Palmeiras e voltará para a Segunda Divisão. O perigo é real.

Tite diz respeitar, mas discorda de torcida: 'Não é vontade que faz o futebol'

Tite diz respeitar, mas discorda de torcida: 'Não é vontade que faz o futebol'; assista
Os jogadores do Corinthians ainda deixavam o campo após a derrota por 2 a 1 para o Goiás, quando a torcida começou a gritar. "Que saudade de quando o Corinthians jogava com vontade".
O treinador Tite ouviu, ainda à beira do campo, as manifestações. E, em entrevista coletiva após o duelo, disse respeitar a manifestação. Mas não concordou com o que ouviu.
"Respeito o sentimento do torcedor", disse Tite. Depois, o treinador explicou por que discordava. "Não é vontade que faz futebol. Se fosse assim, quando os dois têm vontade daria empate. Ou quando não tem vontade o outro ganha. Futebol não é assim, ele tem muito mais riquezas de detalhes do que isso", afirmou.
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O treinador prosseguiu. "Estamos buscando ainda o equilíbrio da equipe. Não tem uma equipe titular do Corinthians ainda. Os problemas de lesão têm acarretado uma série de problemas", disse o técnico.
Tite lamentou, ainda, o fato de as críticas serem direcionadas a fatores que ele classificou como "morais"; o treinador preferia que as críticas fossem mais técnicas.
"Falando em termo de doação, os atletas também fica chateados quando as críticas tocam no lado moral deles. Não era vontade: era um time que sabia a coordenação dos movimentos, que coordenava... Não é vontade. Mas a gente tem que matar o peito e compreender o sentimento do torcedor", concluiu.