segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Serena supera vento, vence Azarenka de novo e é pentacampeã do US Open

tenis us open serena williams (Foto: Reuters)Serena pula de alegria ao conquistar o suado título,
o quinto dela no US Open (Foto: Reuters)
Serena Williams e Victoria Azarenka foram as personagens principais pela segunda vez consecutiva da final feminina do US Open. E assim como no ano passado, a americana levou a melhor. Travando uma batalha não só contra a adversária como também contra o vento no estádio Arthur Ashe, o maior do complexo de Flushing Meadows, em Nova York, a número 1 do mundo superou, neste domingo, a vice-líder do ranking da WTA em um disputado duelo de quase três horas, com as parciais de 7/5, 6/7(6) e 6/1. A vitória deu o quinto título para a tenista da casa no US Open (1999, 2002, 2008, 2012 e 2013).
O título de Serena poderia ter vindo antes. No segundo set, a americana sacou duas vezes para o jogo, mas Azarenka foi valente, se defendeu friamente e forçou a realização do terceiro set. Depois da derrota, a tenista de Belarus chorou, inconsolada, enquanto a número 1 do mundo abriu o sorriso com a conquista em casa.
Com a vitória em Nova York, Serena igualou-se a Roger Federer como uma das atletas com maior número de títulos de Grand Slam da história do tênis. Agora com 17 triunfos entre os quatro torneios mais importantes do circuito (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open), a americana - e o suíço - só é superada por Margaret Court (24), Steffi Graf (22), Hellen Wills Moody (19), Chris Evert e Martina Navratilova (18 cada).
Serena sai de quadra também com o bolso cheio como nenhuma outra tenista conseguiu na história. Com US$ 3,6 milhões ganhos pelo título, a americana se tornou a primeira mulher a faturar mais de US$ 9 milhões em premiações em uma única temporada.
us open victoria azarenka (Foto: AFP)Azarenka chora e fica desolada ao perder mais uma final de US Open para Serena (Foto: AFP)
Serena desbrava vento e se impõe
Desde o começo da partida, Serena enfrentou dificuldades com o vento que batia em Flushing Meadows. A americana até saiu na frente quebrando de zero o saque de Azarenka, mas a tenista de Belarus devolveu a quebra na sequência e passou a tomar mais conta do confronto a partir de então. A estratégia dela era atacar no fundo da quadra. O vento colaborava bastante para jogar a bola contra o corpo de Serena, que se irritava cada vez mais com as condições da partida. Depois de que tomou o 5/4, a número 1 do mundo se impôs e comemorou com vigor cada ponto conquistado, sobretudo ao empatar o set em um game de quase 10 minutos e três igualdades. Em seguida, ela encurtou os golpes e virou com uma quebra em um game que Azarenka liderava por 40-15. Serena então forçou o saque, dificultou as devoluções da oponente e fechou o set.
Juntando os últimos pontos da primeira parcial de jogo, Serena ganhou dez seguidos e fez 0-30 no primeiro game do segundo set. Azarenka perdeu este game de saque salvando apenas um dos dois break points que dera à rival. Mais adaptada ao vento, a americana se viu depois também tendo que lutar contra um duplo break point, mas confirmou o serviço mostrando eficiência no saque. O mesmo não se pôde dizer de Azarenka no quinto game. Quando perdia por 3/1, ela cometeu três duplas faltas e foi quebrada novamente. A tenista de Belarus devolveu uma das quebras logo em seguida.
us open serena williams (Foto: Reuters)Vento atrapalhou bastante Serena durante toda a partida (Foto: Reuters)
Serena saca para o jogo em dois games, se irrita e perde o segundo set no tie-break
Azarenka se defendeu bem quando mais precisou e ainda foi beneficiada por uma queda de rendimento da adversária. Com o saque em mãos para fechar o jogo, Serena cometeu uma dupla falta e depois deu um duplo break point para a adversária. A americana acabou acelerando demais a bola, e Azarenka empatou o set. Todo o esforço da número 2 do mundo quase foi em vão. Ela tomou 0-40 no game seguinte, viu um desafio eletrônico lhe manter viva, mas atacou na rede após ter evitado por duas vezes a quebra. Novamente Serena ficou a um game da vitória e defendendo o saque; novamente foi quebrada. Com direito a dupla falta no último ponto, o tie-break se fez necessário.
tenis us open serena williams (Foto: AFP)Serena desconta a raiva na raquete (Foto: AFP)
Serena chegou a ter uma mini-quebra de vantagem no começo do game de desempate e a perdeu com um voleio na rede no sexto ponto disputado. Por tudo que passou anteriormente, ela voltou a reclamar do vento e tomava todo o tempo do mundo para sacar com o máximo possível de segurança. O estopim da irritação veio quando errou uma esquerda, que parou no pé da rede. Depois de descontar a frustração na raquete, salvou dois set points seguidos, um inclusive no saque de Azarenka. Mas a tenista da casa voltou a cometer um erro não forçado e deixou a oponente empatar o confronto.
Azarenka erra em pontos cruciais e é vice de novo
Serena tentou manter a calma no terceiro set, e a paciência e a insistência lhe renderam uma quebra no quarto game do terceiro set. Azarenka continuava bem na defesa, mas errou no ataque quando não devia. Chegou a salvar um break point, porém, foi quebrada com uma dupla falta. Depois de confirmar o serviço, arriscando até um lob vencedor em meio ao vento, a americana já tinha 4/1. E a tenista de Belarus deu de presente outra quebra com dois erros não forçados seguidos. Pela terceira vez na partida a número 1 do mundo sacou para o jogo. Agora com duas quebras de vantagem, Serena estava com a confiança em alta e alcançou um duplo match point. Desperdiçou um com uma bola na rede, mas contou com uma devolução de segundo serviço da Azarenka para fora e enfim finalizou o duelo.
Serena Williams tênis final US Open (Foto: Reuters)Azarenka e Serena exibem os troféus pelas campanhas no US Open neste ano (Foto: Reuters)

Cinco favoritas estreiam nesta segunda em Curitiba

Curitiba (PR) -  Na condição inédita de cabeça 1, a paullista Eduarda Piai estreia nesta segunda-feira na sexta e última etapa do Circuito Feminino Future de Tênis. Ela faz o principal jogo da rodada, na quadra principal do Graciosa Country Club, às 17 horas, contra a juvenil Júlia Albuquerquer.

O primeiro dia do torneio também colocará em ação outras quatro boas candidatas à final de sábado: a carioca Ana Clara Duarte, a paulista Nathaly Kurata, a chilena Ivania Martinich e a italiana Lara Rafful. Serão disputadas ainda quatro partidas pela chave de duplas.

O Circuito conta pontos para o ranking mundial feminino e até agora viu boa campanha das brasileiras, que conquistaram três etapas com Bia Haddad Maia, Roxane Vaisemberg e Gabriela Cé, além do vice de Laura Pigossi.

Veja a programação desta segunda-feira. A entrada é gratuita para o público:

Quadra principal - 10 horas
Kathleen Percegona (BRA) vs. Suellen Abel (BRA)
Alory Pereira (BRA) vs. [4]Nathaly Kurata (BRA)
Não antes das 13 horas
Aldana Ciccarelli (ARG)/Nathalia Rossi (BRA) vs. Isabella Gaban/Thaisa Pedretti (BRA)
Ivone Alvaro (POR)/Nathaly Kurata (BRA) vs. Julia Suzuki/Pamela Wu (BRA)
Não antes das 17 horas
[1]Eduarda Piai (BRA) vs. Júlia Albuquerque (BRA)

Quadra 4 - 10 horas
Gabriella Alves (BRA) vs. Marcela Bueno (BRA)
[3]Ana Clara Duarte (BRA) vs. Luciana Ullmann (BRA)
Não antes das 13 horas
[5]Ivania Martinich (CHI) vs. Trinidad Merdeni (ARG)
Gabriela Rezende/Eduarda Ferreira (BRA) vs. Amanda Silva/Luciana Ullmann (BRA)
Não antes das 17 horas
Maria Vitória Beirão/Ana Clara Duarte (BRA) vs. Lara Rafful (ITA)/Casey Robinson (EUA)

Quadra 1 - 10 horas
Maria Silva (BRA) vs. Ana Sigaki (BRA)
[8]Lara Rafful (ITA) vs. Vivian Toma (BRA)

O Circuito Feminino Future de Tênis tem patrocínio do Itaú, Novelis e Correios, com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, através do Governo Federal. A realização é do Núcleo de Desenvolvimento do Esporte e da Cultura.

Canadá e Uzbequistão têm WTAs nesta semana

Quebec (Canadá) - Enquanto o circuito masculino se prepara para a rodada da Copa Davis, a WTA segue normalmente seu calendário e terá dois torneios em quadras rápidas a partir desta segunda. O evento de Quebec acontece no carpete e a belga Kirsten Flipkens tentará defender o título. Ela estreia contra a eslovena Polona Hercog.
Flipkens pode ter pela frente nas quartas de final a norte-americana Christina McHale, a austríaca Tamira Paszek, a canadense Aleksandra Wozniak ou a francesa Caroline Garcia. A americana Bethanie Mattek-Sands e a neozelandesa Marina Erakovic também são cabeças de chave na parte de cima.
A jovem francesa Kristina Mladenovic será a cabeça de chave 2 do evenvoto e pode fazer um duelo da nova geração contra a canadense Eugenie Bouchard nas quartas de final. Lucie Safarova, Camila Giorgi (algoz de Caroline Wozniacki) e Andrea Hlavackova, campeã de duplas e mistas no US Open, são outros destaques da chave.
Já em Tashkent, a principal favorita teve que furar o quali: a sérvia Bojana Jovanovski. Ela tem uma chave aparentemente tranquila até as quartas, onde pode enfrentar a cazaque Galina Voskoboeva. Atual campeã, a romena Irina Camelia Begu é a cabeça de chave 6. Na parte de baixo, destaque para a segunda favorita Lesia Tsurenko, para a cazaque Yaroslava Shvedova e para a jovem croata Donna Vekic.

Com parceiro lesionado, Soares perde final de duplas do US Open para Paes/Stepanek

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Paes e Stepanek fazem tradicional comemoração para celebrar o título do US Open
Paes e Stepanek fazem tradicional comemoração para celebrar o título do US Open
Não foi desta vez que Bruno Soares conquistou um Grand Slam nas duplas masculinas. Neste domingo, o brasileiro e o austríaco Alexsander Peya não foram páreos para os experientes Leander Paes e Radek Stepanek na grande final do US Open por 2 sets a 0, 6-1 e 6-3.
Peya acabou sofrendo com dores nas costas, precisando de atendimento médico no segundo set, e ficou restrito em sua movimentação na quadra. Assim, Paes e Stepanek levaram a melhor.
Este é o segundo título de Major da parceria formada pelo indiano e pelo tcheco - o primeiro foi o Australian Open, em 2012. Eles haviam ficado com o vice no US Open no ano passado, quando perderam para os irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan, a quem derrubaram na semifinal do atual evento.
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Com Bruno Soares de olho, Alexander Peya recebe atendimento durante a final em Nova York
Com Bruno Soares de olho, Alexander Peya recebe atendimento durante a final em Nova York
Já Bruno Soares, campeão em duplas mistas do Grand Slam dos Estados Unidos na última temporada ao lado da russa Ekaterina Makarova, alcançou sua primeira final em evento deste nível, assim como Peya. O tenista mineiro voltou a ser derrotado neste ano em final de Major: em Wimbledon, formando dupla com norte-americana Lisa Raymond, Soares caiu diante da francesa Kristina Mladenovic e do canadense Daniel Nestor.
Em entrevista aos canais ESPN em fevereiro deste ano, o brasileiro revelou que tinha quatro objetivos para 2013. E quase alcançou todos: "Eu fiz uma meta de quatro objetivos, e dos quatro gostaria de alcançar dois, pelo menos. O primeiro seria classificar para Londres. O segundo seria entrar entre os dez primeiros, ganhar um Master Series e ganhar um Grand Slam nas duplas normais. Então eu tenho para esse ano esses quatro objetivos e ficaria 100% realizado se eu alcançasse dois desses".
Soares está entre os top 10, garantido nas Finais da ATP - ocupa a segunda posição no ranking geral - e ganhou o Masters 1000 de Montreal. Mas já chegou a uma final de Major.
O jogo
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Leander Paes e Radek Stepanek, campeões do US Open nas duplas masculinas
Leander Paes e Radek Stepanek, campeões do US Open nas duplas masculinas
Hoje, desde o início da partida Leander Paes e Radek Stepanek mostraram superioridade. Já no primeiro game disputado a dupla quebrou o serviço de Bruno Soares. Com mais uma quebra no terceiro game, o indiano e o tcheco não tiveram dificuldade em fechar em 6-1, em apenas 24 minutos.
Na segunda parcial, Soares e Peya até tentaram endurecer o jogo, mas outra quebra no primeiro game voltou a complicar a situação da dupla. No quinto game, quando o placar marcava 3-1 para Paes e Stepanek, o parceiro do tenista brasileiro precisou de atendimento médico.
Depois da paralisação, as duas duplas confirmaram serviços até ao nono game, quando Peya, apresentando muitas dificuldades para sacar, foi quebrado outra vez, e o set foi fechado em 6-3, em 48 minutos, encerrando a partida.

Djokovic x Nadal é imperdível

A final desta segunda promete demais. De um lado temos o número 1 do mundo, do outro lado da quadra o número 2.
Do lado do cara que o hoje o melhor do mundo tem mais que o ranking, tem um cara duro mentalmente, inteligente na quadra, um cara que sabe como poucos aproveitar as suas chances mesmo quando não joga bem. Djokovic é firme, forte fisicamente e para vencê-lo você tem que jogar 4 horas muito bem.
Do outro lado o cara é um pedaço de concreto quase indestrutível. O cara corre em todas, luta como poucos, seu olhar assusta e tem uma intensidade absurda. Rafael Nadal é um tenista exemplar.
O jogo tem tudo para ser uma guerra. Além das características dos dois o confronto tem uma importância muito maior. Se o Nadal vencer praticamente vira o número 1 do mundo quando o ano acabar.
Para o Djokovic não basta correr e lutar, ele vai ter que ser agressivo e tomar muito cuidado com forehand na paralela do espanhol. Para o Nadal ser intenso e vibrante de nada vai adiantar se deixar a bola curta e não for mais agressivo que o normal.
O jogo promete, o espetáculo é imperdível e eu mais uma vez vou ter o privilégio de comentar um jogo desses grandes tenistas
Que vença o melhor e que demore muito, que seja bem jogado, corrido e com uma boa dose de drama.
Viva o tênis, viva a ESPN que vai mostrar todos os detalhes pra vocês

Em Taguatinga, goleiro pega pênalti e CRB arranca empate com Brasiliense



O Brasiliense teve a grande chance de marcar contra o CRB neste domingo, em Taguatinga-DF, aos 36 minutos do primeiro tempo, mas Luquinhas decepcionou a torcida. O pênalti defendido pelo goleiro Júlio Cesar fez a diferença no confronto e os times empataram sem gols na abertura 13ª rodada da Série C do Brasileirão. 
O Jacaré chegou aos 22 pontos no Grupo A, assumindo momentaneamente a sexta colocação. Com 24, o Galo subiu para o segundo posto, mas pode deixar o G-4 ainda neste domingo, com a sequência da rodada.
O Brasiliense deixa Taguatinga e vai encarar o Fortaleza na próxima rodada. O duelo está marcado para domingo, às 16h, no Estádio Presidente Vargas. No mesmo dia e horário, o CRB recebe o Treze no Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Goleiro do CRB pega pênalti no primeiro tempo
O jogo começou truncado. Os times corriam, mas não criavam chances de gol e erravam muitos passes. A partir dos 14 minutos, os ataques melhoraram a performance e começaram a ameaçar. A primeira escapada foi do lateral Bocão, que arrancou pela direita, invadiu a área do CRB e bateu rasteiro. Atento, o goleiro Júlio Cesar fez uma boa defesa. A resposta do Galo veio com o volante Johnnattan. Ele driblou o marcador e cruzou fechado: Welder se esticou todo e salvou o Brasiliense.
O Jacaré voltou ao ataque com Luan, que escorou cruzamento para o meio da área e viu o goleiro regatiano se antecipar aos atacantes. Lá e cá, o jogo apresentou uma chance também para o CRB, com Reinaldo Alagoano. O atacante experimentou de longe e acertou a rede pelo lado de fora. Aos 35 minutos, Jorge Henrique arrancou sem marcação e, de cavadinha, levantou para Laécio. Júlio Cesar saiu atabalhoado do gol e derrubou Laécio na área. Luquinhas bateu o pênalti muito mal, sem força, e o goleiro do CRB se redimiu, acertando ao cair no seu canto esquerdo.
Pouca inspiração no segundo tempo
O CRB iniciou a etapa final assustando com uma cobrança de falta. Aos 3 minutos, Denílson soltou a bomba e o goleiro do Brasiliense espalmou. O Jacaré adiantou a marcação e passou a pressionar o adversário, mas tinha dificuldades para concluir.
Aos 15 minutos, Eli Sabiá raspou na bola e ela sobrou limpa para Luan na área. Sem jeito, o zagueiro do Brasiliense chutou fraco e facilitou a defesa do goleiro do CRB. Boa chance desperdiçada. O Galo voltou ao ataque aos 21 minutos. João Victor roubou a bola no campo ofensivo, tabelou com Denílson e acionou Johnnattan, que se livrou de maração e mandou a sapatada de longe: o goleiro do Jacaré rebateu para o meio da área e a zaga aliviou. O Brasiliense quase abriu o placar com Everton, que recebeu passe de Moisés e chutou rasteiro: a bola passou muito perto do gol.
header as escalações 2 (Foto: arte esporte)
Brasiliense - Welder; Bocão, Eli Sabiá, Luan e Jorge Henrique; Júlio Bastos, Hudson (Peninha) e Everton; Válber (Washington); Luquinhas e Laécio (Moisés). Técnico: Roberto Fonseca;
CRB - Júlio César; Diego Aragão, Daniel Marques, Marcus Vinícius e Bruno Recife; Marcinho Guerreiro, Audálio (Filipe), Johnnattan e Danilo Sacramento (João Victor); Reinaldo Alagoano e Denílson (Afonso). Técnico: Roberval Davino.

Em jogo sonolento, Duque de Caxias e Madureira empatam pela Série C



A situação na tabela de Duque de Caxias e Madureira poderia até sugerir um jogo pegado na manã deste sábado. No entanto,a partida no Estádio Marrentão, na Baixada Fluminense, mostrou exatamente o contrário. Em jogo sonolento, as duas equipes empataram em 0 a 0, pela décima terceira rodada da Série C do Brasileirão, e se complicaram na classificação. O Tricolor da Baixada segue com a sua sequência invicta na competição de seis partidas, no entanto, empatou cinco vezes. Do outro lado, o Madureira chega a quarta rodada sem vitória.
Com o resultado, as duas equipes continuam em suas posições. O Madureira segue na sétima colocação do Grupo B agora com 15 pontos ganhos. O Duque segue na zona de rebaixamento, na nona colocação da chave, com 11 pontos.
Na próxima rodada, com ambos os jogos no sábado, o Duque de Caxias visita o Betim, às 16h, na Arena do Calçado, em Minas. Às 19h, no Serra Dourada, em Goiás, o Vila Nova recebe o Madureira.
Equilíbrio na primeira etapa
Atuando sob sol forte e um gramado ruim, as duas equipes entraram em campo sem essa história de estudar o adversário. Pressionados pela tabela, com o Duque com situação mais complicada, ambos precisavam desesperadamente da vitória. No entanto, em um equilíbrio persistente, o Madureira teve um pouco mais de volume de jogo.
Contando com a qualidade do volante Guaraci, que organizava o jogo, o Tricolor Suburbano subia em algumas oportunidades, entretanto, todas sem grande perigo. Ao Duque restava somente apostar em jogadas individuais do atacante Bruno Veiga.
Aos 38 minutos, a melhor oportunidade para o Madureira. Daniel Amorim recebeu lançamento na medida pela direita. Sem pestanejar, o atacante emendou de primeira. Uma bomba que saiu por cima, passando muito perto do travessão do goleiro do Duque de Caxias.
Duque pressiona
A parada para o intervalo fez bem ao Duque de Caxias, que voltou ligado para a segunda etapa. Antes dos dez minutos, o Tricolor da Baixada já tinha chegado com perigo em pelo menos três oportunidades. Na melhor delas, Bruno Veiga, sempre ele, fez excelente jogada individual pela direita. O atacante cortou dois marcadores, invadiu a área e, desequilibrado, conseguiu o chute. A bola explodiu no goleiro Jonathan bem colocado. Na sobra, Lennon emendou de fora da área, mas acabou pegando muito mal.
Em postura diferente do primeiro tempo, o Madureira abusava agora dos contra-ataques. Enquanto via o Duque pressionar, o Tricolor Suburbano saía em jogadas rápidas, mas pecava no último passe. A partir dos 25 minutos, a partida voltou a ficar equilibrada.
Os dois técnicos ainda tentaram mudar o panorama do jogo com substituições, mas o jogo continuou sonolento. Aos 45 minutos, Bruno Veiga ainda perdeu grande oportunidade. Fim de jogo, empate sem gols ruim para as duas equipes. Para o Duque, que continua na zona de rebaixamento, e para o Madureira que segue longe do G-4 e agora vê a degola se aproximar.

Com golaço de Elias, Botafogo vence Criciúma de virada e chega à vice-liderança

Gazeta Press
Ed�lson e Renato observam Sueliton na partida disputada em Crici�ma
Edílson e Renato observam Sueliton na partida disputada em Criciúma: vitória botafoguense muito importante
Tudo parecia caminhar para o empate no Heriberto Hülse. Mas no meio do caminho houve um golaço de Elias. Aos 46 minutos do segundo tempo, o atacante fez uma pintura de voleio e sacramentou a vitória de virada para o time carioca, por 2 a 1, que fez o Botafogo fechar o turno na vice-liderança do Brasileiro com 36 pontos, quatro a menos do que o líder Cruzeiro.
Depois de duas boas vitórias fora de casa, o Criciúma contou com o apoio da torcida para tentar manter o embalo e chegar ao terceiro triunfo consecutivo, mas a derrota foi amarga e fez time estacionar nos 23 pontos.
Após a derrota para o Atlético-PR, há duas rodadas, o Botafogo conseguiu a recuperação diante do Coritiba, no Maracanã, na última quinta-feira. No G4, na então na quarta posição, o time sonhava encostar ainda mais do líder Cruzeiro, agora com 40 pontos após vencer o Flamengo. Sem Seedorf, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e Jefferson, com a seleção brasileira, Gabriel, lesionado, e Lodeiro, a serviço da seleção do Uruguai, o técnico Oswaldo de Oliveira surpreendeu em escalar um time ofensivo, com três atacantes: Hyuri, Rafael Marques e Elias.
Na estreia do returno, o Criciúma vai até a Fonte Nova, quarta-feira, às 21h, enfrentar o Bahia. Já o Botafogo recebe o Corinthians, também quarta-feira, às 21h50, no Maracanã.
O jogo
Não houve nem tempo para o Botafogo sequer pensar em abafar o Criciúma com seus três atacantes. Com apenas três minutos de jogo, Morais lançou bola nas costas de Dória, que nem viu Lins entrar na área e chutar cruzado de primeira, no canto esquerdo de Milton Raphael, substituto de Renan, expulso no último jogo. Criciúma 1 a 0.
Com o gol precoce, o Botafogo se desorganizou e deu mais espaços para a criação do Criciúma. Morais aproveitou a brecha para aparecer e tentar construir boas jogadas. Mas o Botafogo buscou o contra-ataque. Aos 24 minutos, Renato chutou de fora da área e obrigou Galatto a fazer boa defesa. No rebote, a bola sobrou para Hyuri, que tocou de cabeça, mas o goleiro do Criciúma fez defesa fácil.
Aos 25 minutos, o Tigre deu nova resposta, com avanço de Lins pelo lado direito. O atacante cruzou na medida para Bruno Lopes, que se antecipou à zaga, mas, na hora do arremate, furou. A zaga do Botafogo afastou. Com o jogo muito disputado, as chances começaram a minguar e sair em bolas paradas. Aos 37 minutos, Edílson cobrou falta na área do Criciúma e Galatto, no meio da confusão, se assustou, mas conseguiu rebater.
Aos 39 minutos, mais uma bela chance do Criciúma na partida. Morais, livre de marcação, avançou pelo meio e bateu rasteiro, no canto direito inferior de Galatto, assustando o goleiro do time catarinense. Mas o primeiro tempo chegara ao fim.
Na segunda etapa, o Botafogo mudou a postura e logo ficou claro que daria mais trabalho ao Criciúma. Mais compactado, o time de Oswaldo de Oliveira passou a pressionar o rival no campo adversário. Mas, aos cinco minutos, o Criciúma mostrou que ainda estava muito vivo na partida.
Em bobeira de Edílson, Morais roubou a bola pelo lado esquerdo, driblou Bolívar e avançou para a grande área. Quase na linha de fundo, o meia bateu forte para o centro da área. A bola passou por Milton Raphael, mas rapidamente Edílson tirou o perigo da grande área.
Aos oito minutos, o alívio do Botafogo. Rafael Marques avançou pelo lado direito, na entrada da grande área, e enxergou Octávio do lado esquerdo. Com capricho, a bola voou sobre a defesa e chegou para a jovem revelação do Botafogo bater de primeira, cruzado, no canto esquerdo de Galatto. 1 a 1 no Heriberto Hülse.
O Botafogo continuou melhor na partida, com mais posse de bola. Aos 15 minutos, Renato carregou a bola pelo meio e chutou forte, para defesa parcial de Galatto, que deu rebote. Mas a zaga afastou. Dois minutos depois, Marcelo Mattos recebeu a bola de frente para a área e mandou uma bomba, mas Galatto fez bela defesa.
Pressionado, o Criciúma respondeu também com um belo chute de fora da área, Lins aproveitou a bobeira da defesa e chutou forte, mas Milton Raphael fez belíssima defesa aos 20 minutos. O jogo, então, passou a ficar mais equilibrado. Embora o Botafogo tivesse a posse de bola, o Criciúma apresentava sempre perigo nos contra-ataques.
Aos 40 minutos, Marcel avançou pelo lado direito e cruzou para a pequena área. Weldon estava pronto para o arremate, mas Milton Raphael se antecipou fez boa defesa. E o melhor ficou para o fim. Aos 46 minutos, em rápida jogada de contra-ataque do Botafogo, Edílson avançou pelo lado direito e cruzou para a área. Em um belo voleio, Elias mandou no lado esquerdo do gol de Galatto. Golaço que rendeu a vice-liderança.
CRICIÚMA 1X2 BOTAFOGO
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma (SC)
Data: 8 de setembro de 2013
Horário: 18h30
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Marcio Gleidson Correia Dias (PA)
Cartões amarelos: Serginho e Amaral (CRI) e Marcelo Mattos (BOT)
Público e renda: 12.295 presentes / R$ 201.790,00
Gols: Lins (CRI) aos três minutos do primeiro tempo e Octávio (BOT), aos oito minutos e Elias (BOT) aos 46 minutos do segundo tempo.

CRICIÚMA: Galatto, Sueliton, Ewerton Páscoa, Leonardo e Gilson; Serginho (Amaral), Elton e Morais (André Gaba); Lins, Marcel e Bruno Lopes (Weldon).
Técnico: Sílvio Criciúma
BOTAFOGO: Milton Raphael, Edilson, Bolívar, Dória e Julio Cesar (Alex); Marcelo Mattos, Renato e Octávio (Gegê); Hyuri (Lima), Rafael Marques e Elias.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco fica no empate com o Atlético-PR e mantém jejuns em São Januário

Divulgação
Vasco e Atlético-PR não saíram do zero em São Januário
Vasco e Atlético-PR não saíram do zero em São Januário
Em um encontro entre um time que não vence como mandante desde a 9ª rodada do Campeonato Brasileiro e outro que nunca venceu em São Januário, uma aposta no empate não era uma má pedida. E quem escolheu a coluna do meio se deu bem. Neste domingo, na última rodada do primeiro turno do Nacional, Vasco e Atlético-PR não saíram do 0 a 0 e mantiveram seus jejuns.
O Vasco, que tem se alternado entre os jogos em São Januário, Maracanã e Mané Garrincha (Brasília), não vence como mandante desde que bateu o Cricíuma, no dia 27 de julho. Já para o Atlético-PR, que lutava para terminar o turno vice-liderança, o tabu é maior: em 17 vezes na casa vascaína, foram 12 derrotas e outros cinco empates - já contando o resultado deste domingo.
A igualdade sem gols deste domingo, porém, acaba sendo melhor para o Atlético do que para o Vasco. Os visitantes chegam aos 34 pontos ganhos na tabela de classificação, mesma pontuação do Grêmio, mas não conseguem assumir o segundo lugar em virtude do número de vitórias. Os vascaínos terminam a primeira metade do Brasileiro em décimo, com 24 pontos somados.
Na sequência do Campeonato Brasileiro, abrindo o segundo turno, o Vasco tenta voltar a vencer fora de casa, visitando a Portuguesa, no Canindé, na próxima quarta-feira, às 21h50. Já o Atlético-PR, que já defende uma invencibilidade de 12 jogos com o empate no Rio de Janeiro, tenta manter a sequência positiva no mesmo dia, às 19h30, em casa, contra o Fluminense.
O jogo
Mesmo fora de casa, o Atlético-PR tomou a iniciativa da partida e quase marcou aos dois minutos. Baiano cortou errado uma bola, que sobrou para Marcelo, mas o atacante cabeceou por cima do travessão de Diogo Silva. O lance acordou o Vasco, que equilibrou as ações e teve boa chance três minutos depois. Henrique tocou para Juninho Pernambucano dentro da área, só que o meia furou ao tentar chutar para o gol.
Os cruzmaltinos passaram a pressionar os paranaenses e criaram nova oportunidade aos nove minutos. Willie cruzou em diagonal e André se antecipou a marcação para cabecear. No entanto, a bola bateu na rede pelo lado de fora. Depois disso, os cariocas chegaram de novo aos 17, com Marlone, mas o meia parou em boa defesa de Weverton.
A resposta do Atlético-PR veio somente aos 21 minutos. Em contra-ataque rápido, Everton cruzou, a bola passou por todo mundo e chegou em Paulo Baier. O meia, sem ângulo, tentou o gol, mas a zaga tirou o perigo. Depois disso, o duelo seguiu equilibrado, com as duas equipes tentando o ataque. Só aos 34 minutos o Vasco criou mais uma chance. Marlone cruzou e André apareceu para finalizar por cima do gol.
Nos minutos finais, o panorama da partida seguiu o mesmo. Os visitantes chegaram com perigo com Éderson, mas o atacante não conseguiu concluir cruzamento de Marcelo. A resposta dos cariocas veio com bom chute de Marlone que Weverton defendeu com segurança. Mesmo com as diversas oportunidades, o confronto foi para o intervalo sem gols.
O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com as duas equipes em busca do gol. No entanto, ambas chegavam perto, mas pecavam nas finalizações. Só aos 25 minutos o Vasco chutou com perigo em cobrança de falta de Juninho Pernambucano, que Weverton foi obrigado a espalmar para salvar. O lance animou os donos da casa, que chegaram em seguida com Marlone, mas o meia também parou no goleiro paranaense.
O Vasco passou a ter mais posse de bola, mas pouco levava perigo. Nos contra-ataques, o Atlético-PR era mais perigoso e Marcelo desperdiçou grande chance de dar a vitória aos visitantes aos 42 minutos. Após chutão, o atacante ficou de frente para Diogo Silva, mas chutou para fora. Assim, o confronto terminou sem gols em São Januário.
FICHA TÉCNICA:
VASCO 0 X 0 ATLÉTICO-PR
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 8 de setembro de 2013, domingo
Hora: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Jose Eduardo Calza (RS)
Renda: R$ 206.695,00
Público: 8.686 pagantes
Cartões amarelos: Juninho Pernambucano, Baiano e Willie (Vasco); Bruno Silva e Dráusio (Atlético-PR)
VASCO: Diogo Silva; Fagner, Jomar, Cris e Henrique; Baiano, Juninho Pernambucano, Pedro Ken (Dakson) e Willie (Montoya); Marlone e André (Tenório)
Técnico: Dorival Júnior
ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Dráusio, Luiz Alberto (Jonas) e Zezinho; Bruno Silva, João Paulo, Everton e Paulo Baier (Dellatorre); Marcelo e Ederson
Técnico: Vagner Mancini

Sem estrelas, Botafogo visita embalado Criciúma para se firmar no G-4

Divulgação/Botafogo
Oswaldo de Oliveira pediu cuidado com o jovem Hyuri
Oswaldo de Oliveira pediu cuidado com o jovem Hyuri
No confronto entre duas equipes embaladas por bons resultados no meio de semana, o Botafogo visita o Criciúma neste domingo, às 18h30 (de Brasília), no Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma (SC), pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Glorioso fez 3 a 1 no Coritiba e, com 33 pontos, tenta se firmar cada vez mais na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores. Não poderá contar, entretanto, com Seedorf e Jefferson, suas duas principais estrelas. Já o Tigre, que é apenas o nono colocado com 23 pontos, ganhou seus dois últimos duelos, ambos fora de casa, contra Vitória (1 a 0) e São Paulo (2 a 1). Um novo triunfo representaria encostar de vez no pelotão de frente.
Oswaldo de Oliveira, treinador do Botafogo, procurou trabalhar o aspecto psicológico de seus jogadores a fim de evitar que o desgaste dos últimos confrontos possa tumultuar o desempenho do time."Nós estamos enfrentando uma maratona puxada de jogos há muito tempo e na quinta-feira tivemos um duelo muito complicado diante do Coritiba, quando jogamos parte do tempo com um jogador a menos. Mas estamos cientes de que pra alcançar nossos objetivos vamos precisar nos sacrificar bastante", disse.
Os botafoguenses estão prometendo uma postura ofensiva em campo. "O time tem uma maneira muito clara de jogar que é sempre a busca pelos gols e pelas vitórias. Contra o Criciúma não vejo motivos para mudarmos as nossas caracteríctas. Sabemos que o adversário vai tentar tomar a iniciativa do jogo, mas não podemos ficar acuados esperando nosso rival atuar", disse o volante Marcelo Mattos.
Neste jogo, o Alvinegro vai precisar dar mais um prova de superação, pois entrará em campo muito desfalcado. O goleiro Renan, expulso contra o Coritiba, e Seedorf, advertido com o terceiro cartão amarelo, cumprem suspensão. Como Jefferson está sevindo à Seleção Brasileira em amistosos internacionais, o arqueiro do Botafogo neste domingo será o novato Milton Raphael, o terceiro na ordem de preferência.
Já a vaga do meia holandes será preenchida por Renato. A lista de desfalques pode aumentar se o volante Gabriel, que deixou o jogo contra o Coxa reclamando de uma fisgada na perna direita, for vetado. Nesse caso o treinador vai apelar para Lucas Zen. O meia Lodeiro, servindo à seleção uruguaia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil, permanece de fora.
Pelo lado do Criciúma, o técnico Sílvio Criciúma acredita que a receita para conseguir derrotar o Botafogo é repetir a atuação dos dois jogos anteriores. "O Botafogo tem um grande time, mas podemos vencê-lo se jogarmos com inteligência e obediência tática, aplicando mais uma vez tudo aquilo que foi planejado para esta partida. Não ganhamos os nossos dois últimos jogos à toa e podemos vencer muitos outros", analisou.
Para este compromisso o time catarinense não terá o zagueiro Matheus Ferraz e o volante João Vitor, suspensos por acúmulo de cartões amarelos. Assim, Gilson entra na zaga e Bruno Renan jogará na proteção aos zagueiros. O atacante Cassiano, com dores na coxa direita, fará um teste de vestiário e, sendo vetado, Douglas assume o posto.
FICHA TÉCNICA:CRICIÚMA X BOTAFOGO
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma (SC)
Data: 8 de setembro de 2013 (Domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Marcio Gleidson Correia Dias (PA)
CRICIÚMA: Galatto, Sueliton, Gilson, Leonardo e Marlon; Elton, Bruno Renan e Serginho; Lins, Marcel e Cassiano (Douglas)
Técnico: Sílvio Criciúma
BOTAFOGO: Milton Raphael, Edilson, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel (Lucas Ze), Renato e Hyuri; Elias e Rafael Marques
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Serena é penta após grande final contra Azarenka

Nova York (EUA) - Assim como em 2012, Serena Williams foi muito exigida por Victoria Azarenka, mas acabou com o título do US Open nas mãos. A norte-americana derrotou a bielorrussa com parciais de 7/5, 6/7 (6-8) e 6/1 em uma grande final e conquistou o pentacampeonato em Nova York e 17º título de Slam.
Além de ganhar mais um troféu para sua extensa coleção, Serena embolsou US$ 3,6 milhões, a maior premiação da história do tênis. Além do montante previsto, a número 1 ganhou US$ 1 milhão a mais por ter somado o maior número de pontos em toda a US Open Series. Serena será a primeira mulher a atingir US$ 50 milhões de premiação na carreira e US$ 10 milhões em uma temporada.
O título deste domingo foi o 55º troféu de Serena e nono nesta temporada. Ela é a única a vencer dois Slam em 2013. Esta foi a terceira vez que a americana levou o US Open sem perder sets (também em 2008 e 2012). As outras vitórias de Serena em Nova York foram em 1999 e 2002. Serena se igualou a Steffi Graf com cinco conquistas e está perto da recordista da Era Aberta, a hexacampeã Chris Evert.
Já Azarenka amargou o vice-campeonato mais uma vez após lutar bastante. Além das duas decisões no US Open, a bielorrussa fez outras duas no Australian Open, onde é bicampeã. Em Roland Garros e Wimbledon, a número 2 do mundo atingiu no máximo semifinal. Azarenka ganhará US$ 1.550.000 de premiação: US$ 1,3 milhão do US Open e US$ 250 mil de bônus.
A partida começou sob fortíssimo vento. Azarenka perdeu o saque, mas devolveu a quebra logo em seguida. Serena parecia mais incomodada com as condições, demorando para sacar e arrumando o vestido que subia toda hora. A norte-americana errava bastante, enquanto Azarenka se defendia bem, atacava na hora certa e fazia algumas variações. Serena deromou oito minutos para confirmar em 5/5. Porém, a bielorrussa perdeu uma vantagem de 40-15 na sequência e Serena aproveitou para quebrar e fechar a primeira parcial.
Mais ligada no jogo, Serena quebrou o saque de Azarenka logo no game inicial do segundo set. A bielorrussa chegou a ter dois break-points em 1/2, mas não os aproveitou. No game seguinte, Azarenka fez três duplas-faltas e permitiu que Serena abrisse vantagem maior ainda de 4/1.
Então foi a hora de Serena sentir o momento. A norte-americana perdeu uma das quebras no sexto game e cedeu a outra quando sacava para o título em 5/4. Aparentemente de volta à partida, Azarenka vacilou e foi quebrada de novo, dando outra oportunidade para Serena, que falhou de novo e perdeu o saque com dupla-falta. O tiebreak foi de tirar o fôlego, com Azarenka mais estável o tempo todo. No terceiro set-point, Serena cometeu um erro e a partida foi para o terceiro set.
Azarenka teve 0-30 no saque de Serena no primeiro game, mas Serena venceu quatro pontos seguidos para confirmar. A partir de então, a líder do ranking retomou a concentração e cedeu só mais um game. Assim como em 2012, Serena pulou muito para comemorar o título e Azarenka mais uma vez chorou com a derrota.

Parceiro Peya entrou contundido, explica Soares

Foto: Site oficial
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Peya recebeu longo atendimento do fisioterapeuta no segundo set
Nova York (EUA) - O dia ruim vivido na final de duplas masculinas do US Open foi provocado principalmente pela contusão muscular do austríaco Alexander Peya, que já entrou em quadra com o físico comprometido. A explicação veio com o mineiro Bruno Soares, em entrevista dada ao canal SporTV.

Segundo ele, Peya sentiu a distensão muscular ao dar um smash no pénultimo game durante a partida semifinal, diante do também mineiro Marcelo Melo e do croata Ivan Dodig. "Ele tentou smashar e foi no limite. Na hora, estava quente e não sentiu nada. Mas hoje estava muito ruim, ele não conseguia fazer nada que esticasse o braço ou sacar".

Apesar dos dois dias de descanso que ambos tiveram até a final, a recuperação não veio. O austríaco tomou injeção com analgésico pouco antes da partida para diminuir a dor, mas não resolveu muito. "Tivemos de jogar de forma diferente. Eu comecei sacando, ia mais nas bolas difíceis, não deixava ele smashar. Mas durante o segundo set, estourou de vez. Ele queria entregar, disse que não dava mais, mas falei para ele ir até o fim. Estamos felizes, foi uma grande campanha, aconteceu uma fatalidade". E aproveitou para brincar: "Foi culpa do Marcelo".

A contusão de Peya deverá atrapalhar o calendário da segunda melhor parceria da temporada. Eles planejavam jogar Pequim, o Masters de Xangai, Viena, Valência, Masters de Paris e o Finals de Londres. "Alex vai voltar para casa e fazer novos exames. A princípio, terá de ficar duas semanas parado e voltar em quatro. É provável que a gente só volte em Xangai, mas nesse intervalo eu jogarei com outro parceiro para manter o ritmo".

A tão esperada vaga no Finals de Londres está confirmada e assim ele acha que o mais importante é Peya se recuperar totalmente. "Não temos mais motivo para arriscar, o lugar está garantido". Ele viaja diretamente de Nova York para a Alemanha, onde disputará a partida de duplas no próximo sábado no duelo de repescagem da Copa Davis.

Em dia ruim, Soares e Peya são vices no US Open

Nova York (EUA) - O vento, a tensão e a qualidade dos adversários. Essa combinação se provou um desastre para a parceria entre o mineiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya, que perderam a final do US Open neste domingo sem conseguiu sequer ameaçar o tcheco Radek Stepanek e o indiano Leander Paes. O jogo demorou 72 minutos e o placar foi claro: 6/1 e 6/3.

Soares disputava sua terceira final de Grand Slam - havia sido campeão de mistas no US Open do ano passado e de Wimbledon há dois meses -, mas Peya viveu sua primeira experiência desse porte. Isso pareceu afetar a segunda melhor parceria da temporada, que não se encontrou na partida, seja com saque a favor ou na hora de devolver.

A parceria do brasileiro certamente poderia ter mudado a história caso tivesse aproveitado o break-point obtido logo no primeiro game, com Stepanek sacando, mas Bruno falhou na devolução. A partir daí, os dois bateram cabeça. O saque não entrava, os voleios eram mal direcionados e raramente conseguiram colocar pressão no serviço dos experientes adversários. O placar saltou para 5/0 antes de Bruno enfim sacar bem e diminuir, mas já era bem tarde.

O segundo set também começou muito mal. Peya voltou a falhar no serviço e um break-point no saque de Paes foi novamente desperdiçado. Após um game muito longo e cheio de alternâncias, Bruno foi muito bem na rede, utilizando até voleios para encobrir os adversários, e diminuiu a desvantagem. O austríaco voltou a errar em bolas importantes no game seguinte, mostrando indecisão.

Para complicar ainda mais, Peya sentiu um problema muscular na região lombar, logo depois de sacar, e pediu atendimento. Ainda conseguiu confirmar o saque, mas a movimentação ficou totalmente comprometida.

Além de dividir US$ 460 mil, Stepanek e Paes estão automaticamente classificados para o Finals de Londres, desde que permaneçam entre os 20 primeiros do ranking da temporada até lá, o que parece muito provável. Soares e Peya receberam US$ 230 mil, somaram mais 1.200 pontos e também devem ser confirmados como garantidos no torneio de novembro.

Aos 40 anos, Paes conquista o oitavo título de duplas masculinas em torneios de Grand Slam, que se junta a outros dois no US Open, três em Paris e um em Wimbledon e na Austrália. Ele tem ainda mais seis troféus em duplas mistas. Ex-número 1 do mundo na especialidade, tem ganhado o menos um título por temporada desde 1997. Este foi sua 53º conquista.

O tcheco, quase cinco anos mais jovem, ganhou o segundo titulo de Slam, ambos ao lado do indiano. O outro foi no Australian Open do ano passado. No geral, foi o 17º da carreira, mas ele ainda se mantém focado em simples, onde é o 53º  colocado.

Líder com folga! Cruzeiro vence o Flamengo no Mineirão e amplia vantagem na tabela

Vipcomm
Ricardo Goulart, do Cruzeiro, comemora gol do Cruzeiro no Mineirão
Ricardo Goulart, do Cruzeiro, comemora gol do Cruzeiro no Mineirão
Cruzeiro e Flamengo fecharam o primeiro turno do Campeonato Brasileiro reeditando a disputa pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Assim como no primeiro jogo do torneio de mata-mata, também no Mineirão, o time celeste levou a melhor: 1 a 0, gol de Ricardo Goulart. Com o resultado, o Cruzeiro fechou o primeiro turno na ponta da tabela, com 40 pontos. O Flamengo, em 15o lugar, continua com 22 pontos, três acima da zona de rebaixamento.
O técnico Mano Menezes contava com desfalques, como o zagueiro Chicão e o goleiro Felipe, lesionados, e Marcelo Moreno e González, a serviço das seleções boliviana e chilena, respectivamente. Já Marcelo Oliveira resolveu poupar Júlio Baptista e colocar Ricardo Goulart em campo. E a sorte lhe sorriu.
Na abertura do segundo turno, no meio de semana, o líder Cruzeiro vai a Goiânia, quarta-feira, onde enfrenta o Goiás, às 21h. Já o Flamengo recebe o Santos no Maracanã na quinta-feira, também às 21h.
O jogo
Desde o início, o Cruzeiro foi superior no Mineirão. Aos 11 minutos, Egídio cobrou falta na área, a bola passou na frente da zaga e Nilton, quase na linha de fundo, caiu. A torcida pediu pênalti, mas o árbitro ignorou. Aos 18 minutos, o Cruzeiro mais uma vez atacou pelo lado direito, nas costas de André Santos, desta vez na lateral rubro-negra, com bola lançada de Everton Ribeiro para Willian, que bateu fraco, nas mãos de Paulo Victor.
Muito tímido em campo, o Flamengo tentava jogadas pelas pontas, mas Gabriel, pelo lado esquerdo, e Rafinha, pelo lado direito, eram presas fáceis para a defesa celeste. Aos 23 minutos, Luiz Antonio tentou um chute de longe e a bola passou próxima, por cima do gol de Fábio. Mas era muito pouco.
Amplamente superior, o Cruzeiro continuava a assustar de todas as maneiras. Em nova cobrança de falta de Egídio para a área, a zaga deu rebote aos 30 minutos. Everton Ribeiro chutou forte e Paulo Victor espalmou, em bela defesa. Aos 45 minutos, a chance mais clara do Cruzeiro. Em batida de escanteio do meio para a área, a zaga rubro-negra só olhou e Nilton cabeceou no travessão direito de Paulo Victor. O árbitro assoprou o apito e indicou o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, Marcelo Oliveira tirou Egídio, já com cartão amarelo, para a entrada de Mayke. Se na primeira etapa o domínio cruzeirense era claro, mas com poucas chances, na segunda metade do jogo a superioridade cruzeirense foi ainda mais clara.
De tanto a bola rondar a área rubro-negra, o gol não tardaria. Aos oito minutos, Ricardo Goulart avançou pelo meio de campo e lançou bola no lado direito. Mayke cruzou no capricho e o próprio Goulart tentou a cabeçada, mas a bola resvalou em sua coxa. Paulo Victor pulou atrasado no canto esquerdo e a bola bateu na trave. No rebote, Ricardo Goulart não desperdiçou e mandou para a rede. Cruzeiro 1 a 0.
O pesadelo rubro-negro não acaba. Aos 13 minutos, Everton Ribeiro driblou três adversários na frente da grande área. No quarto marcador, acabou desmarcado, mas a bola parou nos pés de Lucas Silva, que mandou uma bomba por cima do gol de Paulo Victor. O atropelamento cruzeirense teve continuidade.
Aos 15 minutos, Borges recebeu bola pelo lado esquerdo, chutou, mas a bola bateu na zaga. No desvio, ela sobrou para Willian pelo lado direito. O atacante bateu de primeira e Paulo Victor foi buscar no canto esquerdo. Em seguida, ela bateu na trave e voltou para Léo Moura, que afastou com um chutão.
Aos 24 minutos, Gabriel teve a primeira chance do Flamengo no segundo tempo. Mas de fora da área ele apenas chutou por cima, sem capricho algum. Mano Menezes resolveu mexer. Colocou Carlos Eduardo e Bruninho em campo nas vagas de Luiz Antonio e Gabriel, respectivamente. Antes, já trocara Nixon por Rafinha. Pouco adiantou. Marcelo Oliveira respondeu com Dagoberto no lugar de Borges e deu mais velocidade, explorando o contra-ataque.
Aos 38 minutos, Ricardo Goulart recebeu boa bola, na entrada da área, de frente para Paulo Victor. Mas bateu mal e a bola saiu para a esquerda. Em seguida, André Santos tentou um chute de longe, sem direção. O retrato de um perdido Flamengo diante do líder Cruzeiro.
FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 1 X 0 FLAMENGO
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 08 de setembro de 2013
Horário: 16 horas
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Nadine Schramm Camara Bastos (SC)
Cartões amarelos: Egídio, Ricardo Goulart e Lucas Silva (CRU) e Cáceres e Bruninho (FLA)
Gol: Ricardo Goulart (CRU), aos oito minutos do segundo tempo.
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio (Mayke); Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian (Alisson) e Borges (Dagoberto)
Técnico: Marcelo Oliveira
FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Cáceres, Luiz Antonio (Carlos Eduardo), Elias e Gabriel (Bruninho); Rafinha (Nixon) e Hernane
Técnico: Mano Menezes

Alex decide, Coritiba volta a vencer e afunda o São Paulo na zona de rebaixamento

Gazeta Press
Alex marcou duas vezes e foi decisivo na vitória do Coritiba sobre o São Paulo neste domingo
Alex marcou duas vezes e foi decisivo na vitória do Coritiba sobre o São Paulo neste domingo
O Coritiba recebeu o São Paulo na tarde deste domingo disposto a encerrar um incômodo jejum de seis partidas sem vitória. E a equipe alviverde contou com o seu maestro inspirado para alcançar o seu objetivo. Com dois gols do meia Alex, ambos no primeiro tempo, o Coritiba derrotou o São Paulo por 2 a 0 no Couto Pereira, em duelo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O primeiro gol saiu aos 32 minutos da primeira etapa. Após falha de Rodrigo Caio, Vítor Júnior chutou no gol, mas Rogério Ceni fez ótima defesa. No rebote, Alex só empurrou para o fundo da rede. Ainda antes do intervalo, aos 47 minutos, Alex cobrou falta com perfeição, sem chances para Rogério Ceni, decretando o triunfo do Coritiba.
Assim, o time paranaense chega aos 28 pontos na tabela, voltando a sonhar com um lugar no G-4. Já o São Paulo permanece em uma crise que parece não ter fim. A equipe de Paulo Autuori esboçou uma reação no campeonato, mas agora coleciona duas derrotas consecutivas - perdeu para o Criciúma na última quinta-feira. O São Paulo tem 18 pontos, na 18ª posição, na zona de rebaixamento.
No início do segundo turno, o São Paulo vai receber a também desesperada Ponte Preta, na quinta-feira, no Morumbi. Já o Coritiba atuará no mesmo dia, contra o Atlético-MG, no Independência.
O jogo
O Coritiba começou melhor a partida e, logo aos seis minutos, teve sua primeira chance na frente. Vitor Júnior puxou um contragolpe e tocou para Alex, que devolveu na frente para o atacante. Em vez de chutar, o jogador preferiu devolver para o meia arrematar, exigindo defesa de Rogério Ceni. Mesmo mais presente na frente e com liberdade no meio-campo, o Coritiba demorou a criar novas chances de perigo.
Aos 22, Vinícius foi travado na hora do chute, na entrada da área, mas o rebote ficou para Vitor Júnior, que mandou para fora. Pouco depois, Vitor Júnior tentou chutar da esquerda, mandando na rede de cima do gol. Sem ser incomodado pelo apático São Paulo, o Coritiba seguiu ditando o ritmo da partida.
Assim, o time paranaense abriu o placar com seu principal jogador. Aos 32, Keirrison recebeu no meio da área e aproveitou falha da defesa para deixar a bola para Vitor Júnior, que bateu rasteiro. Ceni salvou com a defesa, mas o rebote sobrou para Alex, diante do gol aberto. O camisa 10 não teve trabalho para chutar para a rede.
O São Paulo estava nervoso em campo, a ponto de o zagueiro Rafael Toloi receber cartão no banco de reservas. Antes do fim do primeiro tempo, o São Paulo foi castigado de novo. Aos 47, Alex teve chance em falta da meia-direita e bateu com perfeição, sem dar chance de defesa a Rogério Ceni. Assim que o Coritiba fez o segundo, o árbitro encerrou o primeiro tempo, sem que o São Paulo tivesse dado qualquer chute a gol.
No intervalo, Paulo Autuori fez duas alterações. Maicon e Osvaldo entraram nas vagas de Paulo Miranda e Fabrício, respectivamente. As mudanças deixaram o time mais ofensivo e, assim, Maicon acertou o travessão em um chute forte, da entrada da área, logo aos três minutos. Pouco depois, Ganso fez bom passe para Osvaldo, que desperdiçou a batida.
Com um comportamento bem diferente, o São Paulo chegou perto de novo em seguida. Aloísio girou na frente do marcador, pela esquerda da área, e arrematou cruzado. Vanderlei espalmou e viu a bola passar raspando a trave. Em seguida, o técnico Marquinhos Santos teve de mudar. Geraldo, que havia acabado de entrar no lugar de Keirrison, reclamou de dores e saiu.
Autuori queimou logo depois sua última alteração, com Negueba na vaga de Luis Fabiano. De forma inesperada, o treinador do Coritiba teve de fazer mais uma mudança no ataque. Anderson Aquino também sentiu lesão e foi trocado por Lincoln. O São Paulo continuou melhor, e Aloísio levou perigo em chute da entrada da área. Justamente no momento em que estava melhor, o time visitante ficou com um a menos, pois Osvaldo foi expulso por falta dura.
Mesmo assim, o São Paulo ainda ameaçou mais duas vezes, em cobrança de falta de Rogério Ceni, que foi para a fora, e em chute de Negueba, defendido por Vanderlei. O Coritiba se segurou atrás e conquistou uma importante vitória para se reaproximar do pelotão de frente.
FICHA TÉCNICA:
CORITIBA 2 X 0 SÃO PAULO
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 8 de setembro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Cartões amarelos: Escudero, Vitor Júnior, Vanderlei, Vinícius (Coritiba). Rafael Toloi (no banco), Lucas Evangelista (São Paulo)
Cartão vermelho: Osvaldo (São Paulo)
GOLS: CORITIBA: Alex, aos 32 e 47 minutos do primeiro tempo
CORITIBA: Vanderlei; Vinícius, Luccas Claro, Chico e Escudero; Willian, Uelliton, Robinho e Alex; Vitor Júnior e Keirrison (Geraldo) (Anderson Aquino) (Lincoln)
Técnico: Marquinhos Santos
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Maicon), Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Wellington, Fabrício (Osvaldo) e Ganso; Lucas Evangelista, Aloísio e Luis Fabiano (Negueba)
Técnico: Paulo Autuori

Esfacelado, Corinthians não sai do zero com o lanterna Náutico e fecha turno vaiado

Gazeta Press
Jovem Léo, que estreou como titular no Corinthians, fez o que pode contra o Náutico
Jovem Léo, que estreou como titular no Corinthians, fez o que pode contra o Náutico
O primeiro turno chegou ao fim para Corinthians e Náutico como que em um resumo do que foram as primeiras 19 partidas das duas equipes no Campeonato Brasileiro. De um lado, o time que mais empata na competição; de outro, o pior desempenho da ‘era dos pontos corridos'. O resultado do encontro? 0 a 0, em gols, sem grandes momentos e sem emoção.
A melhor chance de gol, uma das poucas durante os 90 minutos, só veio aos 37 do segundo tempo, quando Ibson acertou o travessão do goleiro Gideão. Um minuto depois, o Náutico também ameaçou, mas acabou sendo apenas um susto para os torcedores alvinegros que compareceram, como de costume, em bom número no Pacaembu.
Como explicação para o resultado ruim, o Corinthians pode até se apoiar nos desfalques que teve na tarde deste domingo. No total, entre lesionados, suspensos e convocados, eram oito os problemas de Tite para escalar o time. Já para o Náutico, que chegou ao Pacaembu sem dois titulares, o resultado pode até ser visto como vitória, embora pouco mexa na tabela.
O ponto solitário conquistado para cada lado deixa o Corinthians fora do grupo dos quatro melhores times do campeonato. Com 30, os alvinegros terminam o turno a três do G-4 - distância que pode ficar ainda maior, já que Botafogo (4º) e Atlético-PR (3º) ainda jogam nesta 19 ª rodada, nos dois jogos das 18h30.
Já o Náutico segue segurando a lanterna, com o pior desempenho da história dos pontos corridos no Brasileiro, com apenas 9 pontos ganhos. O único time a fechar o turno com menos pontos que os pernambucanos foi o São Caetano em 2004. A equipe paulista na ocasião, porém, perdera 24 pontos no tapetão, em virtude da morte de Serginho.
Na sequência do Brasileiro, na abertura da segunda metade da competição, o Corinthians tem um grande teste para mostrar que ainda pode ser apontado como um dos favoritos ao título, na próxima quarta-feira, às 21h50, quando visita o Botafogo, no Maracanã. Na mesma data, o Náutico também tem duelo contra um dos ponteiros da tabela, contra o Grêmio, em Pernambuco.
Posse de bola estéril
O Corinthians teve maior volume de bola no primeiro tempo, mas não conseguiu criar oportunidades de gol. A equipe alvinegra encontrou bastante dificuldade na armação diante de um Náutico retrancado, bloqueando as principais alternativa dos donos da casa.
Elicarlos fazia marcação individual em Danilo, que sempre sofre com esse tipo de cerco quando tem que centralizar a armação. Helder evitava a chegada de Edenílson, pela direita do ataque alvinegro. E Derley ajudava a congestionar o lado esquerdo, por onde a equipe do Parque São Jorge procurava avançar.
Para balançar a marcação, Tite foi bem ao passar Léo para o lado direito, puxando Ibson para a esquerda. Romarinho também trocou de posição com Danilo, que virou centroavante na tentativa de reter a bola e fazer o papel de pivô. Léo fez boas jogadas, mas o Corinthians pouco conseguiu até o intervalo. O goleiro Gideão só teve de trabalhar em chute desviado de Edenílson e em jogadas pelo alto.
Desespero
Em nova tentativa de desestabilizar a boa marcação, Tite abriu Romarinho na esquerda, centralizando Ibson. Danilo voltou melhor dos vestiários e começou a tramar melhores jogadas com Romarinho. Em uma, o atacante finalizou de pé esquerdo. Na outra, sofreu falta e bateu com perigo.
O Náutico, com Hugo no lugar do contundido Rogério desde o intervalo, manteve sua estratégia. Os atacantes atuavam bem abertos, na tentativa de impedir a subida dos laterais alvinegros. Aos 12 minutos, Léo, que havia caído na etapa final, foi substituído por outro garoto, Paulo Victor.
Mais veloz, Paulo Victor logo incomodou o lento Leandro Amaro após lançamento longo e serviu Edenílson, que obrigou Gideão a trabalhar. Pouco depois, Paulo André subiu sozinho após batida de escanteio de Romarinho e perdeu boa oportunidade de cabeça.
Foi necessário um lance de maior perigo, uma bonita virada de Paulo André após passe de Ibson, para a Fiel acordar. Vendo um bom caminho pela direita, Tite colocou Edenílson na lateral para trabalhar com Romarinho - a essa altura, Paulo Victor já estava na esquerda -, deslocando Alessandro para o meio.
O tempo foi passando, o desespero aumentou, e Tite tentou a última cartada com Paulo André de centroavante. O Corinthians pressionou bastante, acertou o travessão em chute de Ibson, levou sustos porque abriu completamente a retaguarda e não conseguiu tirar o zero do placar.
FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0 X 0 NÁUTICO
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 8 de setembro de 2013, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR)
Assistentes: Neuza Inês Back (SC) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Público: 22.712 pagantes
Renda: R$ 728.547,00
Cartões Amarelos: Alessandro, Ralf (CORINTHIANS), Elicarlos, Jones Carioca e Leandro Amaro (NÁUTICO)
CORINTHIANS: Danilo Fernandes; Alessandro, Gil, Paulo André e Igor; Ralf e Edenílson; Ibson, Danilo e Léo; Romarinho
Técnico: Tite
NÁUTICO: Gideão; Auremir, Jean Rolt, Leandro Amaro e Dadá; Elicarlos, Derley, Helder e Tiago Real; Rogério e Jones Carioca
Técnico: Levi Gomes