domingo, 8 de setembro de 2013

Com confusão e pênalti duvidoso, Grêmio derrota a Portuguesa na Arena

Gazeta Press
Árbitro Jailson Macedo de Freitas polemizou na partida entre Grêmio e Portuguesa
Árbitro Jailson Macedo de Freitas polemizou na partida entre Grêmio e Portuguesa
O Grêmio abriu uma vantagem de dois gols sobre a Portuguesa neste sábado, na Arena, já no segundo tempo, em duelo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, a equipe do técnico Renato Gaúcho vacilou e cedeu o empate. Pouco depois, o árbitro Jaílson Macedo Freitas deu um pênalti bastante duvidoso em Kleber Gladiador. O próprio atacante foi para a cobrança e garantiu o sofrido triunfo gremista por 3 a 2.
O lance gerou revolta nos jogadores da Portuguesa, que não se conformaram com a marcação da penalidade. Após Valdomiro reclamar que a bola não estava no local certo no momento da cobrança, ele acabou expulso. Na confusão, Bruninho também recebeu o cartão vermelho.
Com a vitória em casa, o Grêmio pula para 34 pontos, na segunda posição, apenas três atrás do líder Cruzeiro, que entra em campo neste domingo, contra o Flamengo. Já a Portuguesa não consegue dar sequência a sua reação e permanece com 19 pontos, na zona de rebaixamento.
O Grêmio dominou o primeiro tempo, sendo pouquíssimo acossado pela Portuguesa, mas acabou pecando por errar passes e se afobar nas conclusões a gol. Na etapa final, menos ansioso, o time abriu 2 a 0 com facilidade, mas diminuiu o ritmo, cedeu o empate, e só chegou à vitória graças a um gol de pênalti convertido por Kleber. A Lusa tentou uma pressão nos minutos finais, mesmo tendo dois jogadores a menos, mas não obteve o empate.
O Grêmio volta a jogar na próxima quarta-feira, contra o lanterna Náutico, na Arena Pernambuco. Já a Portuguesa encara o Vasco, no Canindé, no mesmo dia.
O jogo
No começo do jogo, o Grêmio perdeu o zagueiro Werley, que recebeu pancada de Diogo. Gabriel entrou em seu lugar. O time gaúcho dominou os primeiros minutos, mas chutava pouco a gol. A primeira conclusão foi um bom chute de fora de Alex Telles, aos 16, por cima. O lateral gremista teve nova boa chance aos 21, apanhando rebote da zaga da Lusa para chutar cruzado, com muito perigo. Aos 22, foi Kleber quem teve boa chance, mas a defesa desviou a conclusão.
A Portuguesa aos poucos foi aproveitando os erros de passe do time gaúcho para se soltar, mas o Grêmio seguia mais perigoso. Aos 30, após nova boa jogada de Alex Telles, Souza arriscou por cima do gol de fora da área. Quatro minutos depois, Rhodolfo soltou uma bomba da intermediária e obrigou Lauro a uma grande defesa. Aos 42, Pará subiu à linha de fundo e cruzou para o cabeceio de Barcos por cima do gol. Aos 45, Alex Telles arriscou de fora e Lauro fez boa defesa.
O Grêmio seguiu melhor na volta do segundo tempo: logo aos dois minutos, Kleber marcou em cruzamento de Pará, mas o árbitro anulou assinalando impedimento. Aos 6, não houve jeito: após cobrança de escanteio de Alex Telles, Souza desviou de cabeça no primeiro pau e Barcos empurrou de cabeça para a rede: 1 a 0. A Lusa sentiu o gol, e o Grêmio passou a ter grande facilidade de penetrar na área do time paulista.
Aos 12, Kleber recebeu lançamento do lado esquerdo, esperou Zé Roberto chegar à área e cruzou para a conclusão de primeira do meia: 2 a 0. Na saída de bola, a Lusa perdeu a posse de bola e o Grêmio quase fez o terceiro, com Barcos, que chutou com grande perigo. O time gaúcho diminuiu o ritmo a partir da vantagem e sofreu um susto aos 25: Bruninho recebeu passe de Moisés e chutou. Dida defendeu, mas a bola bateu em Rhodolfo e entrou: 2 a 1.
Animada com o gol, a Portuguesa levou perigo de novo aos 29, em cabeçada de Gilberto defendida pelo goleiro Dida. Aos 31, o empate: Luís Ricardo aparou de cabeça cobrança de escanteio de Corrêa e fez o segundo gol, surpreendendo a todos na Arena e jogando um balde de água fria no Grêmio, que tinha a vitória nas mãos.
Aos 35, porém, a reação da Lusa foi brecada, quando Rogério cometeu pênalti em dividida com Kleber. A Lusa protestou muito contra a penalidade, e Bruninho e Valdomiro foram expulsos, e até a Brigada Militar entrou em campo para proteger a arbitragem. Kleber cobrou só aos 41, no meio do gol, e fez o terceiro do Grêmio.
Mesmo com nove homens, a Portuguesa veio para cima do Grêmio tentando o empate. Em um escanteio, o goleiro Lauro chegou a subir para a área tentar o gol de cabeça, mas a zaga gaúcha cortou.
FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 3 x 2 PORTUGUESA
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 7 de setembro de 2013, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Edílson Frasão Pereira (TO)
Público: 21.219 (19.565 pagantes)
Renda: R$ 783.260,00
Cartões amarelos: Barcos (Grêmio); Diogo, Bruno Henrique e Rogério (Portuguesa)
Cartão Vermelho: Bruninho e Valdomiro (Portuguesa)
Gols: GRÊMIO: Barcos, aos 6, Zé Roberto, aos 12, e Kleber, de pênalti, aos 41 minutos do segundo tempo
PORTUGUESA: Rhodolfo, contra, aos 25, e Luís Ricardo, aos 31 minutos do segundo tempo
GRÊMIO: Dida; Werley (Gabriel), Rhodolfo (Matheus Biteco) e Bressan; Pará, Souza, Ramiro (Maxi Rodríguez), Zé Roberto e Alex Telles; Kleber e Barcos
Técnico: Renato Gaúcho
PORTUGUESA: Lauro; Luís Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique (Bruninho), Moisés e Souza (Corrêa); Gilberto e Diogo
Técnico: Guto Ferreira

Neymar, Bernard e Jô, a 'Olívia Palito', colocam os cangurus para dançar

Sob a paz de cenas de guerra nas imediações e um bando de moscas nas arquibancadas (40 mil torcedores em um estádio para 70 mil), a amarelinha desbotada voltou ao Mané Garrincha e colocou os cangurus da Austrália para sambar.
Três vira e seis acaba contra o 46º no ranking da mamãe Fifa, uma seleção já classificada para o Mundial de 2014.
Mesmo encarando um adversário de recursos técnicos mais limitados que acento de avião na classe econômica, o amistoso serviu para mostrar que o incrível Hulk e Fred ‘Slater' têm de colocar as chuteiras de molho.
O garoto Bernard, xodó do ‘sargento' Felipão, aproveitou muito bem a chance que teve, enquanto Jô, a ‘Olívia Palito', provou mais uma vez seu faro de gol - marcou dois (Neymar, Ramires, Pato e Luís Gustavo completaram o massacre).
Outro que precisa dormir com um galho de arruda na orelha é o meia Oscar. De volta ao time, após uma picuinha ridícula da comissão técnica, Ramires também deu conta do recado, num ataque em que Neymar, para variar, deitou e rolou, com um belo repertório de dribles e passes precisos.
Próxima parada, depois do treino ataque contra defesa, no campinho de R$ 1,5 bilhão de Brasília: terça, em Boston, contra Portugal, sem Cristiano Ronaldo.
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Pitacos da rodada 1. Peixe aproveita saída do rechonchudo Walter (lesionado) no intervalo e fisga Goiás no aquário da Vila Belmiro, com um gol de Thiago Ribeiro, no primeiro duelo de uma saudável maratona - terça encara o Saci colorado, dois dias depois enfrenta o Flamengo e fecha o ciclo diante do Botafogo; Fluminense passa maus bocados no primeiro tempo, reage no segundo e derruba Bahêa com o baixinho Biro Biro - batata do 'professor' Cristóvão Borges começa a assar na Boa Terra.
Pitacos da rodada 2. De virada, Saci colorado derruba a Ponte, com Juan, D'Alessandro (pênalti) e Scocco, e encosta no G4 - a Macaca, que saiu na frente com William, comemora a sexta derrota consecutiva; no Barradão, debaixo de muita chuva, Vitória e Galo ficam no 1 a 1, gols de Marquinhos e Neto Berola - time mineiro completa oito jogos sem derrota, com direito a seis empates.
Pitacos da rodada 3. Palmeiras supera um batalhão de desfalques (nove), reencontra o caminho da vitória (3 a 1), após quatro jogos, e recupera a liderança na segundona - Alan Kardec (2) e Leandro matam o Dragão.
Sugismundo Freud. Coração e carteira vazios: tudo a ver.
Mão aberta. Os periquitos em revista voam na segunda divisão, mas gastam como time da primeira. As despesas com as chuteiras de bico verde foram responsáveis pelo consumo de quase R$ 15 milhões em julho. Uma situação tão confortável que já obrigou o nobre presidente Paulo Nobre a pedir uma forcinha de R$ 30 milhões aos bancos para pagar salários e dívidas.
Cocoricó. O Galo dança miudinho. Até agora, não recebeu um centavo dos R$ 40 milhões da venda do atacante Bernard para os ucranianos do Shakhtar. A Justiça bloqueou o dinheiro por causa das dívidas do clube com o Leão. O campeão da Libertadores tenta um acordo para poder rechear o pão de queijo.
Pé-de-obra. Santo de casa faz milagre, sim senhor! Que o diga o Barcelona! O moleque Neymar é praticamente um estranho no ninho do Camp Nou. Dos 25 jogadores sob o comando de Tata Martino, 17 foram revelados pelo clube catalão. Mais precisamente 68% do atual elenco. Desde a temporada 2008/09, o Barça passou a recorrer com mais frequência à garotada. Há cinco anos, 11 revelações faziam parte de um plantel com 24 atletas. Uma política muito semelhante à de Corinthians, Flamengo e outros clubes brasileiros.
Dona Fifi. Mídia caolha: hat-trick é... deixa para lá.
Poupança. O espanhol Fernando Alonso anda macambúzio na Ferrari por dois motivos: a máquina italiana tem feito fumaça e, nos últimos 12 meses, engordou a conta bancária em módicos US$ 30 milhões. De acordo com a revista 'Forbes', nenhum piloto colocou tanta graxa na parafuseta. Em segundo ficou Lewis Hamilton, da Mercedes, com US$ 27,5 milhões, à frente de Dale Earnhardt Jr., da Nascar, com US$ 26 milhões, e Jimmie Johnson, também da categoria americana, com US$ 24 milhões. O alemão Sebastian Vettel, tricampeão da F-1, ficou apenas em oitavo (US$ 18 milhões).
Gilete press. De Renato Maurício Prado, no ‘Globo': "O estrondoso fracasso da seleção masculina na Copa América de basquete é apenas mais um na extensa fila de fiascos do esporte olímpico brasileiro que, a menos de três anos dos Jogos do Rio, patina como sempre, apesar das bem fornidas verbas públicas recebidas pelo COB (R$ 200 milhões em 2012). Exceção feita ao vôlei, o Brasil não é favorito em nada. E lembrar que Carlos Arthur Nuzman, quando assumiu o COB, em 1995, prometia transformar o Brasil em potência! Não chegou nem perto disso e, ainda assim, completará 21 anos (!!!) no poder, em 2016... Ele e a maioria de seus eleitores são as provas vivas de que a continuidade é desastrosa e precisa acabar." Vinagre neles!
Tititi d'Aline. As marias-garrafão estão choramingando pelos quatro cantos da quadra. O galã Varejão trocou alianças com Marcelle Bueri após três anos de namoro. O rega-bofe aconteceu num hotel de Copacabana. A lua de mel será um vapt-vupt, três ou quatro dias em Nova York.
Você sabia que... o Furacão nunca afundou a nau vascaína em 14 jogos pelo Brasileirão no porto de São Januário, colecionando 11 derrotas e três empates?
Bola de ouro. Cristiano Ronaldo. Marcou três gols contra a Irlanda, superou o lendário Eusébio e já é o segundo maior artilheiro da seleção portuguesa, com 43 gols. Pauleta lidera a lista com 47. Eusébio assinalou 41.
Bola de latão. França. Degusta um jejum de 479 minutos sem balançar a rede do inimigo. É a maior seca da história dos Bleus.
Bola de lixo. Felipão. O 'sargento' da amarelinha desbotada atacou de 'não me comprometas' ao ser questionado sobre as manifestações no Dia da Independência. Disse que seu negócio é futebol.
Bola sete. "Estamos ao lado do povo, a favor do que eles querem, desde que sem violência" (do capitão Thiago Silva, antes do jogo com a Austrália - sem mureta).
Dúvida pertinente. Bernard, Jô e Neymar ou Hulk, Fred ‘Slater e Neymar?

Luxa elogia postura do time e participação da torcida

Fluminense.com.br
Vanderlei Luxemburgo durante o jogo contra o Bahia, no Maracanã
Vanderlei Luxemburgo durante o jogo contra o Bahia
Vanderlei Luxemburgo não escondeu o alívio momentâneo com a vitória sobre o Bahia no Maracanã. O Fluminense deu um salto para 22 pontos e se afastou mais da zona do rebaixamento. Mas na comemoração o técnico preferiu olhar para a arquibancada. Com promoção no preço de ingressos, foram 20 mil torcedores pagantes e 28 mil presentes no Maracanã. Luxa entendeu o apoio da torcida e pediu continuidade. 
"A torcida deu uma demonstração do que quer da equipe. Ela não é contra nenhum jogador. Ela é contra falta de resultados e de empenho. Quando a gente se empenha como hoje e contra o Atlético-MG ela não vai vaiar. Isso deu sustentação para o resultado. Se você tem ela contra, tem uma instabilidade. Hoje não teve. É importante elogiar o torcedor, pedir que ele venha e caminhe junto com a equipe", disse Vanderlei Luxemburgo.
O lateral-direito Bruno reconheceu que o espírito guerreiro parece estar de volta ao Fluminense. Após uma apatia nas primeiras partidas sob o comando de Luxemburgo, o time voltou a mostrar garra durante os jogos.
"Está de parabéns para a luta. Fluminense é isso. Todo mundo se esforçando. Agora é sair dessa fase ruim e lutar por algo melhor", disse Bruno.
Neste domingo, a equipe ganha folga e retorna aos trabalhos na segunda-feira, para se preparar para o confronto com o Atlético-PR, dois dias depois, em Curitiba.

Renato Abreu aprova a própria estreia e busca ritmo no Santos

Divulgação/Santos
Renato Abreu estreou pelo Santos contra o Goiás neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro
Renato Abreu estreou pelo Santos contra o Goiás neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro
Renato Abreu estreou no sábado com a camisa do Santos. Ele entrou no intervalo da vitória por 1 a 0 sobre o Goiás e se dedicou bastante à parte defensiva, ficando satisfeito com o próprio desempenho na primeira vez em seu time do coração.
"Fico feliz pela estreia com o pé direito. O Santos está bem aqui na Vila, e eu não queria ser o pé-frio. Tivemos até a chance de fazer mais gols e sofremos uma pressãozinha normal, mas o resultado foi merecido", afirmou o meio-campista.
O jogador de 35 anos ainda busca uma melhor forma física, motivo pelo qual se limitou a 45 minutos. "Ainda não estou 100%, mas vou buscando melhorar a cada treino e a cada jogo. É difícil entrar rapidamente no ritmo do pessoal que está jogando o campeonato inteiro."
Como o Santos tem uma maratona pela frente, Renato será certamente acionado por Claudinei Oliveira. A equipe praiana tem quatro partidas em nove dias, o que tornará necessário um rodízio no elenco.
"É difícil essa sequência de quatro jogos. Ninguém pensou no atleta, mas vamos fazer a nossa parte. O Santos tem um plantel bom. O jeito é jogar, descansar e ter uma boa alimentação para dar tudo certo", receitou o meia.

Testes de Felipão 'acham' caminho para Copa pelo lado direito da seleção brasileira

ESPN.com.br
Testes de Felipão, Bernard, Maicon, Ramires e Jô funcionaram pela direita contra a Austrália
Testes de Felipão, Bernard, Maicon, Ramires e Jô funcionaram pela direita contra a Austrália
Graças a lesões, Luiz Felipe Scolari não conseguiu contar com alguns de seus titulares na goleada sobre a Austrália. Campeões da Copa das Confederações há dois meses, Fred, Oscar, Daniel Alves e Hulk foram substituídos por Jô, Ramires, Maicon e Bernard, e sequer tiveram suas ausências sentidas no Mané Garrincha.
Os quatro testes de Felipão funcionaram bem e, além de colocar uma interrogação - que pode virar certeza - na cabeça do técnico, tiveram outra característica em comum contra os australianos: Jô, Ramires, Maicon e Bernard encontraram, principalmente, pela direita o caminho para ir à Copa do Mundo de 2014.
Os mapas de calor da partida, fornecidos pelo TruMedia, mostram que, além de Bernard e Maicon, já habituados a atacar pelo lado esquerdo da defesa adversária, Jô e Ramires também apareceram mais pela direita, com o primeiro no comando de ataque, e o segundo mais recuado, responsável pela criação de jogadas.
Reprodução
Felipão aprovou seus 'testes' contra a Austrália
Felipão aprovou seus 'testes' contra a Austrália
Após a partida, Felipão evitou colocar os quatro mais perto do grupo que disputará a Copa, mas não poupou palavras positivas para falar da atuação de seus ‘pupilos'. "Estamos dando oportunidades e acrescentando nomes. Esse problema depois vai ser meu. Tomara que eu tenha 30, 35, 40 jogadores em forma para decidir. Gostei dos que entraram e dos que saíram jogando".
Bernard, com sua ‘alegria nas pernas', foi um dos mais elogiados. "Foi bem demais. Ele já tinha entrado no decorrer de jogos. É um jogador que pode jogar pela direita ou esquerda, com velocidade e consciência tática. Vai ganhando pontos e cristalizando uma possibilidade de fazer parte desse grupo", analisou.
Sobre Ramires, que teve que desempenhar pouco diferente da habitual, Felipão ressaltou a versatilidade. "Posso usá-lo na direita, como segundo atacante, como homem de meio e posso recompor a defesa. É um jogador moderno. Hoje me deu uma ideia como pode ser útil. É bom ter essa versatilidade para que possamos mudar o esquema durante o jogo sem trocar jogadores".
Veja os caminhos percorridos pelos quatro testes de Felipão contra a Austrália:
Bernard
TruMedia
Mapa de calor de Bernard; 'alegria nas pernas' foi vista principalmente na ponta direita
Mapa de calor de Bernard; 'alegria nas pernas' foi vista principalmente na ponta direita
Substituto oficial, Bernard não teve dificuldade para ocupar a faixa de campo em que Hulk costuma atuar. Assim como se habituou a jogar no Atlético-MG, o atacante foi quase um ponta pela direita, trabalhando bem com Maicon. Nos 62 minutos que ficou em campo, deu apenas cinco toques pela esquerda.

Maicon
TruMedia
Mapa de calor de Maicon, absoluto na lateral-direita da seleção brasileira
Mapa de calor de Maicon, absoluto na lateral-direita da seleção brasileira
Lateral, Maicon foi absoluto pela direita, como era de se esperar. Diante da fragilidade do adversário, o jogador da Roma ainda pôde passar grande parte da partida ocupando o campo de ataque do Brasil, sem se preocupar tanto em defender. Em 78 minutos em campo, por exemplo, deu toques na área da Austrália e nenhum na brasileira.

Ramires
TruMedia
Mapa de calor de Ramires, 'cérebro' da seleção brasileira na ausência de Oscar
Mapa de calor de Ramires, 'cérebro' da seleção brasileira na ausência de Oscar
Sem Oscar, Ramires foi o escolhido para ser o ‘cérebro' do meio-campo brasileiro. Ao contrário de Bernard e Maicon, o jogador do Chelsea caiu mais por outras partes do campo, mas seu jogo também acabou ficando concentrado pela direita, principalmente, na faixa central do campo. Em suas tradicionais chegadas a frente, marcou o quarto gol brasileiro em cabeçada também pela direita. Na esquerda, deu assistência para Neymar fazer 3 a 0.

Jô
TruMedia
Mapa de calor de Jô, responsável pelos dois primeiros gols do Brasil contra a Austrália
Mapa de calor de Jô, responsável pelos dois primeiros gols do Brasil contra a Austrália
O atacante do Atlético-MG foi escalado para ser o homem de referência do ataque da seleção e mostrou que sabe cumprir a função dentro da área ao marcar os dois gols que abriram o caminho da goleada. Mas, tirando os toques para o fundo das redes, Jô caiu muito mais pela direita, com direito a três aparições como ponta e outras duas entrando na área em diagonal.

Revoltado, William reclama de segundo tempo da Ponte Preta: 'Não digno de Série A'

Na luta para fugir do rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta tinha a chance de se recuperar neste sábado, contra o Inter, em Campinas, mas voltou a jogar mal e amargou mais um resultado negativo na competição - foi derrotada por 3 a 1. Sendo assim, o time abre a 19ª rodada na penúltima colocação e vê a permanência na elite cada vez mais ameaçada. Na saída de campo, o atacante William falou sobre o desempenho da Macaca diante de seu torcedor.
"Você falar de cabeça quente é complicado, o torcedor está com raiva, nós também estamos, mas você não pode fazer um primeiro tempo digno de Série A e um segundo tempo não digno. O torcedor tem todo o direito de vaiar e criticar", explicou William.
De pênalti, o atacante marcou o gol de honra do time campineiro, mas voltou a criticar a postura defensiva da equipe, que voltou a falhar nos momentos cruciais do jogo. Para William, a Ponte Preta está nesta situação complicada justamente por causa de seus próprios erros.
"Temos que reverter essa situação, nosso time foi muito apático no segundo tempo, e o Inter conseguiu um gol na falha nossa. Todos os gols que a gente vem tomando na Série A é por causa de falhas do nosso time. E, na Série A, se você dar de presente, o adversário vai matar", avaliou o jogador.
Durante a semana, a Macaca viveu dias tensos. Os jogadores da equipe campineira chegaram a discutir após mais uma derrota, a diretoria conversou com grupo e a torcida invadiu os treinamentos para cobrar uma nova postura na Série A. Para William, no entanto, ainda falta muito. "Não adianta nada você falar se o time não fizer aqui dentro".
Tóquio volta a receber Olimpíada em 2020; veja comemoração dos japoneses após anúncio da sede
O maior evento multiesportivo do mundo voltará ao Japão em 2020. Neste sábado, em votação realizada em Bueno Aires, Argentina, Tóquio, capital do país asiático, levou a melhor sobre Madri, na Espanha, e Istambul, na Turquia, e receberá os Jogos Olímpicos daqui sete anos, sucedendo o Rio de Janeiro, sede em 2016.
A capital japonesa supera assim, a frustração para receber os Jogos de 2016, quando era, assim como neste sábado, considerada favorita, mas acabou sendo superada pela candidatura brasileira. Tóquio era também a única cidade já com experiência anterior em receber a Olimpíada, em relação a Istambul e Madri, já que foi sede em 1964.
No total, seis cidades se inscreveram como postulantes para receber a Olimpíada de 2020, mas Baku (Azerbaijão) e Doha (Qatar) foram eliminadas na primeira fase de cortes, em maio de 2012, enquanto Roma (Itália) se retirou antes por falta de garantias financeiras do governo.
Neste sábado, a primeira eliminada foi Madri. A capital espanhola foi para o desempate com Istambul, para decidir quem iria para a rodada final com Tóquio. Na votação, apenas 4 votos selaram a sorte em favor do turcos, que levaram a melhor por 49 a 45. Na ' grande decisão' Tóquio venceu por 60 votos contra 36.
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Representantes da candidatura de Tóquio comemoram a vitória para receber a Olimpíada-2020
Representantes da candidatura de Tóquio comemoram 
Para levar a melhor sobre as rivais, a candidatura japonesa soube aliar modernidade, eficiência e segurança, principalmente, econômica. Além da ótima infraestrutura urbana, a Olimpíada será realizada com todos os locais de competições da capital localizados em um raio de apenas 8 quilômetros.
Para diminuir o número de novas construções, serão utilizadas algumas instalações dos Jogos de 1964, devidamente reformuladas, modernizadas e garantidas pelo poder financeiro dos japoneses.
Mesmo assim, o grande número de novas obras esportivas é um ponto contra. Além disso, Tóquio tem um menor apoio popular no país entre as finalistas para sediar o evento. Outra preocupação é o vazamento de água radioativa após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011.
Na apresentação japonesa neste sábado, Shinzo Abe, primeiro ministro do país, falou pouco sobre o assunto nuclear. "Agora podem existir preocupações com 2020, mas posso assegurar que a situação está controlada. Não teve e não terá nunca um impacto em Tóquio", disse.
Veja os principais pontos da candidatura japonesa:
TÓQUIO (JAPÃO)
LOCAIS DE COMPETIÇÃO
37 instalações (15 já existentes, 11 a construir e 11 temporárias), divididas em 2 zonas
ESTÁDIO OLÍMPICO
Estádio Nacional de Kasumigaoka, para 80 mil pessoas, local existente será completamente reformulado (atletismo, cerimônias, futebol e rúgbi)
SUB-SEDES
4 para futebol (Miyagi, Sapporo, Saitama e Yokohama).
ORÇAMENTO
Infraestrutura: US$ 4,4 bilhões para infraestrutura + US$ 3,4 bilhões do Comitê Organizador
PONTOS POSITIVOS
Todas os locais de competições em Tóquio estão em um raio de 8km / transporte e segurança eficientes
PONTOS NEGATIVOS
Falta de apoio popular no país / terá que fazer grandes obras
HISTÓRICOS DE GRANDES EVENTOS
Olimpíada de 1964, Copa do Mundo de futebol de 2002
CIDADE CANDIDATA À OLIMPÍADA
3ª vez, já sediou em 1964 e tentou em 2016
POPULAÇÃO
13,2 milhões de habitantes
MAPA DOS LOCAIS DE COMPETIÇÃO

Israel só empata com Azerbaijão e se complica no sonho de voltar a disputar Copa do Mundo

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Em casa, Israel não passou de um empate com Azerbaijão nas eliminatórias europeias para a Copa
Em casa, Israel não passou de um empate com Azerbaijão nas eliminatórias europeias para a Copa
Presente apenas na Copa do Mundo de 1970, no México, Israel se complicou na tentativa de vir ao Brasil em 2014. Neste sábado, a seleção só empatou com o Azerbaijão e precisará vencer a Rússia, vice-líder, em São Petersburgo para seguir sonhando.
Os israelenses, que se vencesssem fariam uma verdadeira 'decisão' contra a Rússia por uma vaga, acabaram vacilando em plena Tel Aviv. O Azerbaijão, que já não tem mais chance de ir à Copa, saiu na frente com Amirquliyev, aos 16 minutos do segundo tempo.
O gol de empate, que renovou as esperanças dos donos da casa, veio 12 minutos mais tarde, aos 28, quando o atacante Etey Shechter aproveitou passe de Davidadze para deixar tudo igual. Os israelenses ainda pressionaram, mas não conseguiram a virada.
Com o ponto conquistado, Israel chega aos 12, ficando a três da Rússia, que tem 15 e é vice-líder - hoje indo para a repescagem. As duas seleções se enfrentam na próxima terça-feira, ao meio-dia (de Brasília). A liderança do grupo F é de Portugal, com 17 pontos e um jogo a mais que as rivais.
Embora difícil, o sonho de Israel se classificar segue vivo, já que, além da Rússia, a seleção também faz confronto direto contra Portugal, na penúltima rodada do grupo. O problema para os israelenses é que o duelo contra o time de Cristiano Ronaldo também é fora de casa.

Nigéria vence 'final' com gols 'europeus', elimina Maláui e segue na briga por vaga na Copa-2014

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A Nigéria podia até empatar, mas não vacilou e venceu o Maláui por 2 a 0 neste sábado no U. J. Esuene Stadium, em Calabar, eliminou os rivais e garantiu sua classificação para a fase final das eliminatórias africanas para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
O jogo era uma 'final', já que apenas o líder de cada grupo se qualifica nesta fase, e os nigerianos eram os líderes da chave F com nove pontos, dois a mais que a seleção maláui, que, logo, precisava vencer.
Mas dois 'estrangeiros' da Nigéria trataram de resolver o confronto e manter o país na disputa para ir ao seu quinto Mundial (participaram em 1994, 1998, 2002 e 2010). Primeiro com Emmanuel Emenike.
O atacante do Spratak de Moscou, da Rússia, balançou as redes aos 45 minutos do primeiro tempo, levantando a torcida em Calabar, sul da Nigéria.
Aos sete da etapa final, o também atacante Victor Moses, do Chelsea e que está emprestado ao Liverpool, da Inglaterra, converteu uma penalidade e ampliou. Um minuto depois, Limbikani Mzava foi expulso no Maláui, melhorando ainda mais a situação do time rival, que tratou de administrar o resultado.
Assim, a Nigéria chegou a 12 pontos e fechou a chave em primeiro lugar, juntando-se aos já classificados Argélia, Costa do Marfim, Egito e Etiópia. Já eliminados, Quênia (rês pontos) e Namíbia (cinco pontos) jogam neste domingo, às 10h, para encerrarem o grupo F.
Na próxima fase, a última, serão dez seleções divididas em grupos de duas, nos quais elas farão duelos de ida e volta. As cinco que passarem estarão na Copa do Mundo em 2014.

Com gol de Platini, Cabo Verde supera Tunísia e avança à fase final das eliminatórias africanas

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Fãs de Cabo Verde fizeram festa com bandeiras nos estádios: seleção passou ao mata-mata
Fãs de Cabo Verde fizeram festa com bandeiras nos estádios: seleção passou ao mata-mata
Mesmo jogando fora de casa, a seleção de Cabo Verde conseguiu um feito heroico e histórico ao vencer a Tunísia por 2 a 0 neste domingo, em duelo válido pelo grupo B das eliminatórias africanas para a Copa do Mundo de 2014.
A partida era um duelo direto, já que a Tunísia entrou em campo com 11 pontos e na liderança do grupo, podendo até empatar que avançava à próxima fase. No entanto, Cabo Verde, que tinha 9 pontos ao entrar para jogar a última rodada, venceu e avançou.
Com isso, Cabo Verde avança à fase final das eliminatórias para a Copa do Mundo e está a um duelo de mata-mata de garantir vaga no Mundial de 2014.
O primeiro gol do jogo foi marcado aos 29 minutos por Platini. Ao contrário do que muitos pensam, o jogador de Cabo Verde se chama Luis Carlos Almada Soares e foi apelidado com o nome da lenda do futebol e atual presidente da Uefa.
Antes do intervalo, Heldon definiu o placar.
Com a vitória, Cabo Verde se junta aos já classificados Argélia, Costa do Marfim, Egito, Nigéria e Etiópia. Já eliminados, Quênia (três pontos) e Namíbia (cinco pontos) jogam neste domingo, às 10h, para encerrarem o grupo F.
Na próxima fase, a última, serão dez seleções divididas em grupos de duas, nos quais elas farão duelos de ida e volta. As cinco que passarem estarão na Copa do Mundo em 2014.

Desfalques variam sutilmente o desenho tático da seleção, mas não a estratégia jogando no Brasil

Jogadores brasileiros comemoram um dos seis gols no massacre contra a Austrália
Brasileiros comemoram um dos seis gols na goleada sobre a Austrália.
A derrota da seleção brasileira para a Suíça em agosto pode ser descartada como avaliação. Na prática, o valor de um amistoso com a grande maioria voltando de férias é risível. Não conta.
Em Brasília, os 6 a 0 sobre a Austrália, repetindo placar da final da Copa das Confederações 1997, valeram como observação. Mesmo sem Daniel Alves, Oscar e Hulk. Nem tanto pelo placar, já que o abismo técnico e tático deve ser relativizado. Muito mais pela confirmação da estratégia de Luiz Felipe Scolari atuando no Brasil.
Assim como na conquista recente, a pressão sufocante nos primeiros minutos intimidaram o adversário e trouxeram a torcida junto, mesmo com estádio vazio para a volta ao país depois do título. E novamente fizeram o time abrir o placar nos primeiros minutos. Também pela transição rápida forçando o jogo pelos flancos.
À direita, velocidade de Bernard e força de Maicon. Pela esquerda, técnica e habilidade de Marcelo e Neymar. Sempre com o apoio dos volantes-meias para as tabelas e ultrapassagens.
Sem o meia central do 4-2-3-1, Felipão recorreu ao desenho tático alternativo do time canarinho: 4-3-3/4-1-4-1, com Ramires, de volta à seleção, repetindo Hernanes no posicionamento alinhado a Paulinho e atrás de Luiz Gustavo. Nenhuma surpresa, pelas peças disponíveis.
O gol aos sete minutos de Jô, completando rebote do chute de Bernard na trave após jogada de Neymar pela esquerda, encaminhou a goleada. Construída com outro do centroavante atleticano em jogada de Bernard pela direita e um gol à la Romário de Neymar. Infiltração pela esquerda em diagonal e toquinho no contrapé do goleiro. O Baixinho era o camisa dez no Barcelona e 11 na seleção. O inverso no caso do grande craque brasileiro da atualidade. Ambos letais à frente dos goleiros.
Olho Tático
Sem Oscar e com Ramires, Felipão recorreu ao 4-3-3/4-1-4-1 que funcionou na Copa das Confederações para envolver as linhas de quatro da Austrália.
Sem Oscar e com Ramires, Felipão recorreu ao 4-3-3/4-1-4-1 que funcionou na Copa das Confederações para envolver as linhas de quatro da Austrália.
Mantendo média de 70% de posse de bola e repetindo a pressão, o quarto gol saiu naturalmente no início da segunda etapa. Centro de Maxwell, substituto do lesionado Marcelo, gol de cabeça de Ramires. A confirmação de que o volante do Chelsea é muito útil e deve seguir no grupo.
Com as substituições, a disputa se descaracterizou. A Austrália seguiu com as imutáveis duas linhas de quatro e tropeçando nas próprias limitações. Com Marcos Rocha, Dante, Hernanes, Lucas e Pato,o Brasil manteve o desenho tático e o interesse até marcar mais dois: Pato, que circulou mais que Jô na frente e concluiu bela jogada de Neymar e Hernanes.
Luiz Gustavo fechou a goleada com chute forte no ângulo de Schwarzer. Rara descida do volante mais fixo de Scolari que auxilia Thiago Silva e David Luiz liberando laterais e meias.
Olho Tático
Com as substituições, equipes com os mesmos esquemas e mais dois gols brasileiros em ritmo de treino. Até de Luiz Gustavo, que não costuma avançar.
Com as substituições, equipes com os mesmos esquemas e mais dois gols brasileiros em ritmo de treino. Até de Luiz Gustavo, que não costuma avançar.
Saldo final: 73% de posse, 16 finalizações contra apenas quatro, 24 desarmes a 14 (Footstats). Muitos no campo australiano. É a solução brasileira para fazer a seleção jogar mais tempo nos contragolpes, cenário confortável para o time que é melhor na transição intensa que no controle e na troca paciente de passes.
Estratégia e esquemas definidos. Para quem tinha pouco tempo, Felipão avançou muito e rápido, embora não tenha o time pronto. Nem deve ter. Agora é testar variações e opções, como o reserva de Oscar, estimular a concorrência e se concentrar nos detalhes. O "polimento" até 2014.

Kaká reestreia no Milan com assistência, goleada sobre time suíço e mais um gol de Robinho

Reprodução
Kaká voltou ao Milan em amistoso na Suíça: goleada por 4 a 0 no Chiasso
Kaká voltou ao Milan em amistoso na Suíça: goleada por 4 a 0 no Chiasso
A reesreia de Kaká no Milan não esteve à altura do que ele representa para o torcedor rossonero, mas, mesmo longe do glamour, o brasileiro mostrou que pode reviver os bons momentos que o levaram a ser melhor do mundo. Neste sábado, em amistoso na Suíça, o meia comandou a goleada por 4 a 0 sobre o Chiasso.
O adversário não servia lá de grande parâmetro, já que disputa apenas a terceira divisão local, mas, em 45 minutos, Kaká se mostrou em casa com a camisa do Milan. Com a braçadeira de capitão e sem ter todos seus companheiros à disposição, o brasileiro deu uma assistência para o primeiro gol do jogo, de Nocerino.
Ainda em campo, Kaká viu Silvestre, aos 22, e Robinho, aos 40 marcarem. O brasileiro, que também não vivia grande momento no Milan, já havia marcado no último final de semana, e neste sábado foi titular ao lado de Matri, novo reforço, contratado junto a Juventus. Saponara, no segundo tempo, definiu o placar.
Veja os melhores lances de Kaká na partida:
Após o jogo, Kaká avaliou sua estreia como positiva. "Estou sentindo um pouco a falta de ritmo de jogo, mas é incrível jogar novamente com esta camisa. Estamos muito bem. Fico feliz com a assistência, claro, mas não é tudo que eu posso fazer aqui. Tenho muito mais a dar", disse.
Massimiliano Allegri, técnico do Milan, fez a mesma análise da estreia do brasileiro. "Kaká atuou mais como um meio-campista hoje. Ele sentiu um pouco a falta de ritmo, mas foi bem".
A estreia oficial de Kaká deve acontecer no próximo final de semana, no dia 15, quando o Milan visita o Torino, pela terceira rodada do Campeonato Italiano.

Polícia joga bombas perto de estádio em Brasília, e seleção volta a jogar sob clima de guerra

Lucas Borges
Fotógrafo é atendido em Brasília depois de fraturar o pé em meio a confusão antes de Brasil x Austrália
Fotógrafo é atendido em Brasília depois de fraturar o pé em meio a confusão antes de Brasil x Austrália
O técnico Luiz Felipe Scolari disse durante a semana que gostaria que a atmosfera da Copa das Confederações imperasse neste sábado, no amistoso da seleção brasileira com a Austrália, em Brasília. Pelo menos no que diz respeito à confusão do lado de fora do estádio o pedido de Felipão foi atendido.
Repetindo o que aconteceu durante o torneio preparatório da Copa do Mundo de 2014 disputado no meio deste ano, no Brasil, cenas de guerra foram protagonizadas nas imediações do Mané Garrincha, sede de jogos das Confederações, do Mundial e do confronto deste final de semana com os australianos.
Como havia sido prometido, manifestantes aproveitaram o 7 de setembro, dia da independência, para protestar contra problemas sociais do país e contra os gastos com a Copa, como aconteceu em diversas cidades brasileiras em junho deste ano.
Lucas Borges
Torcedores sofrem com gás lacrimogênio lançado por policiais contra manifestantes em Brasil x Austrália
Torcedores sofrem com gás lacrimogênio lançado por policiais contra manifestantes 
Algumas das tradicionais marchas de 7 de setembro se direcionaram para o Estádio Mané Garrincha no início da tarde e foram reprimidas pelas forças policiais. Mais de 6 mil homens foram recrutados para trabalhar na segurança do dia da independência, 2.600 deles exclusivamente para o amistoso.
Cerca de 300 pessoas - segundo estimativa da polícia militar - tentaram alcançar o estádio por uma avenida paralela ao Eixo Monumental, via que liga o Congresso Nacional ao campo e foram impedidas pela polícia. Manifestantes tentaram invadir a sede da TV Globo.
Lucas Borges
Policiais reprimem manifestantes em Brasília no dia de Brasil x Austrália
Policiais reprimem manifestantes em Brasília 
Faltando pouco menos de 2h para o início da partida, marcada para 16h15 de Brasília, um grupo conseguiu chegar perto do estádio pelo Eixo, e a polícia agiu prontamente atirando bombas de gás lacrimogênio. Manifestantes e também torcedores sofreram com os efeitos do gás. A segurança impedia os maiores grupos de passar, mas era possível ver indíviduos espalhados com cartazes de protesto após as barreiras.
O fotógrafo da agência Reuters Ueslei Marcelino da Silva fraturou o pé direito em meio à confusão ao tentar correr de cachorros da polícia e deixou o local de ambulância.
Enquanto isso, do lado dos portões de entrada do Mané Garrincha, cambistas ofereciam ingresso a pelo menos R$ 160 em frente a policiais militares.

Em situação delicada nas eliminatórias, México demite técnico e já anuncia substituto

Getty
Jose Manuel de la Torre foi demitido neste sábado do comano do México
Jose Manuel de la Torre foi demitido neste sábado do comano do México
O técnico José Manuel de la Torre foi demitido neste sábado do comando da seleção mexicana como consequência da derrota por 2 a 1 em pleno estádio Azteca para Honduras pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2014.
O resultado ameaça as pretensões do México de disputar o Mundial do Brasil, já que agora a seleção está em quarto lugar no hexagonal final da Concacaf, com oito pontos, apenas um a mais do que o Panamá. Caso mantenham essa posição ao fim da disputa, os mexicanos teriam que disputar uma repescagem contra a Nova Zelândia, campeã da Oceania.
A Federação Mexicana de Futebol confirmou que neste sábado o presidente da instituição, Justino Compeán, tomou a decisão de fazer uma mudança na direção técnica e substituir De la Torre por Luis Fernando Tena, seu principal auxiliar, que levou o México ao título dos Jogos Olímpicos de Londres no ano passado.
Getty
Luis Fernando Tena foi anunciado no mesmo dia como novo treinador da seleção norte-americana
Luis Fernando Tena foi anunciado no mesmo dia como novo treinador da seleção norte-americana
Sob o comando de De la Torre, o México foi neste ano eliminado na primeira fase da Copa das Confederações, no Brasil, e perdeu o título na Copa Ouro, nos Estados Unidos.
Agora, Tena terá como principal desafio dar moral a seus comandados, que na próxima terça-feira vão encarar os Estados Unidos fora de casa e, em outubro, receberão o Panamá no dia 11 e visitarão a Costa Rica, no dia 15. O hexagonal é liderado pela Costa Rica, com 14 pontos, seguida por Estados Unidos (13) e Honduras (10). O México soma oito pontos, o Panamá tem sete e a Jamaica tem três. Os três primeiros garantem vaga direta na Copa de 2014.
Veja os gols da vitórias de Honduras sobre o México pelas Eliminatórias da Concacaf!

Com público decepcionante, Brasil aplica maior goleada da 2ª Era Felipão

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Neymar marcou o terceiro gol do Brasil sobre a Austrália
Neymar marcou o terceiro gol do Brasil sobre a Austrália
Um Estádio Mané Garrincha parcialmente vazio viu neste sábado, em Brasília, a maior goleada da seleção desde a volta de Luiz Felipe Scolari ao comando, em fevereiro deste ano: 6 a 0 em cima da Austrália. Até então, o maior placar havia sido um 4 a 0 sobre a Bolívia, em abril. Jô, duas vezes, Neymar, Ramires, Pato e Luiz Gustavo fizeram os gols. De volta à seleção, Maicon e Ramires deixaram boa impressão, assim como Bernard, que também foi novidade no time titular.

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Apenas 40.428 mil, pouco mais da metade dos 70 mil ingressos disponíveis, foram vendidos. Reflexo dos altos preços das entradas, que variavam de R$ 90 a R$ 500 e da promessa que acabou se cumprindo de violência da polícia contra manifestantes do lado de fora do estádio.

O público presente viu o Brasil ignorar seus muitos desfalques para vencer com muita facilidade a Austrália, uma das cinco seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2014 ao lado de Irã, Japão, Coreia do Sul e do próprio Brasil.

Além de ter perdido Daniel Alves, com tendinite no joelho direito, Hulk, com problema muscular na parte posterior da coxa direita, e Fred, com estiramento muscular na coxa direita, todos cortados no início da semana de treinos em Brasília e Oscar, fora do confronto com a Austrália por entorse no tornozelo direito, Felipão teve que substituir o lateral esquerdo Marcelo no intervalo do jogo desse sábado. O jogador do Real Madrid saiu de campo aparentando sentir dores musculares na coxa direita.

Na próxima terça-feira, em Boston, Estados Unidos, o adversário será Portugal, que não terá Cristiano Ronaldo, lesionado. A seleção ainda fará dois jogos em outubro, no dia 11, provavelmente contra a Coreia do Sul, na Coreia, e no dia 15, contra Zâmbia, na China. Outros dois confrontos com rivais indefinidos estão marcados para novembro.

Os amistosos de novembro não devem ocorrer em gramados brasileiros, e a vitória em Brasília pode ter sido a última apresentação da seleção em solo nacional antes da estreia do Mundial, dia 12 de junho, no futuro estádio do Corinthians, em São Paulo.

O jogo

O Brasil quase saiu na frente com três minutos de partida, quando Jô escorou dentro da pequena área, e Neymar tocou para o gol. Schwarzer defendeu. Aos sete, foi Jô quem aproveitou jogada iniciada por Neymar para abrir o marcador. O atleta do Barcelona cruzou da esquerda, e Bernard completou acertando a trave. No rebote, Jô fez com a meta aberta. Neymar quase anotou o segundo em um golaço driblando três defensores dentro da área e chutando por cima.

O 2 a 0 saiu aos 33 minutos, em nova participação da dupla. O ex-corintiano Paulinho começou tudo salvando a defesa com carrinho que virou contra-ataque nos pés de Maicon. Bernard, ex-Atlético-MG, foi acionado na direita e cruzou para Jô mandar para a rede.

Dois minutos depois, Ramires enfiou bola em velocidade para Neymar pela esquerda, e o atacante tocou no canto esquerdo de Schwarzer: 3 a 0.
O quarto gol saiu na etapa final e foi de cabeça. Thiago Silva marcou aos após escanteio cobrado por Neymar, mas a arbitragem viu falta. Aos 12, Maxwell cruzou, e Ramires fez de forma legal.
Pato, convocado de última hora para a vaga de Fred, fez o seu aos 27 após passe de Neymar. Luiz Gustavo definiu aos 38, com chute de fora da área no ângulo direito de Schwarzer.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 6 X 0 AUSTRÁLIA
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 7 de setembro de 2013 (sábado)
Horário: 16h15 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Cáceres (Paraguai)
Assistentes: Milciades Saldivar e Juan Zorrilla (ambos do Paraguai)
GOLS: BRASIL: Jô, aos 7 e 33, e Neymar, aos 34 minutos do primeiro tempo. Ramires, aos 20, Alexandre Pato, aos 26, e Luiz Gustavo, aos 38 minutos do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Maicon (Marcos Rocha), Thiago Silva, David Luiz (Dante) e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Ramires; Bernard (Lucas), Neymar e Jô (Alexandre Pato)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
AUSTRÁLIA: Schwazer; McGowan, Neill, Ognenovisk e McKay; Jedinak (Milligan), Bresciano, Kruse, Holman (Rogic) e Oar