quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Treze desencanta, vence por 3 a 0 e enterra o Rio Branco na lanterna



No duelo entre os dois times que lutam contra o rebaixamento da Série C, o Treze levou a melhor sobre o Rio Branco. Jogando em casa, o Alvinegro fez valer o mando de campo e venceu o time acreano por 3 a 0, em jogo realizado nesta quarta-feira à noite, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. Túlio Renan, Negretti e Tiago Chulapa marcaram os gols do Galo.
A vitória não tirou o Alvinegro da zona de rebaixamento – chegou aos 11 pontos, quatro de diferença do oitavo colocado -, mas serviu para o clube se redimir diante da sua torcida, que protestou muito contra o time depois da goleada sofrida no último sábado por 6 a 0 para o Santa Cruz.
Já para o Rio Branco, o revés vai empurrando o time cada vez mais para a Série D, uma vez que soma apenas três pontos em dez jogos disputados. Com o encerramento do primeiro turno, o Treze estreia no returno contra o Cuiabá, domingo, no PV, enquanto que o Estrelão só volta a atuar no dia 21, diante do Fortaleza, na capital cearense.
Túlio Renan tira time do sufoco no primeiro tempo
Com uma nova postura em campo, o Treze dominou completamente o Rio Branco. A superioridade do time trezeano sobre o adversário foi posta em prática logo a um minuto. O meia Rafael Chorão avançou e obrigou o goleiro Paulo Musse praticar a primeira grande defesa.
O Rio Branco respondeu em seguida com Pedro Henrique. O lateral-esquerdo chutou, mas Éder fez a defesa. A partir daí, o Galo passou a pressionar o Estrelão em busca do gol. Aos 22 minutos, Túlio Renan recebeu a bola, driblou três jogadores do Rio Branco, mas chutou fraco.
O melhor lance do jogo aconteceu aos 26 minutos. O volante Sapé fez boa jogador e tocou para Chulapa. O atacante, que estava reestreando pelo time ajeitou e bateu forte. Mas a bola acabou acertando o travessão do goleiro Musse.
Depois de tanto insistir, o time paraibano conseguiu a abertura do placar. Em grande jogada, Rodrigo Celeste driblou três marcadores e tocou para Túlio Renan. Livre, o atacante chutou para dentro do gol do Rio Branco. Treze 1 a 0 Rio Branco. Alívio para o time, que saiu para o intervalo na frente e recebendo incentivo da torcida.
Galo marca mais dois e relaxa
O Galo voltou para o segundo tempo com a mesma postura ofensiva. Tanto é que Cristian quase ampliou o placar aos cinco minutos. O meia recebeu de Rafael Chorão e chutou em cima do goleiro acreano.  
Abatido e errando muitos passes, o Rio Branco não tinha forças para chegar ao gol alvinegro. Com isso, o Galo tratou de tranqüilizar o torcedor. Depois de um escanteio cobrado por Cristian, o zagueiro Negretti, que entrara em lugar de João Paulo, lesionado, apareceu livre para fazer 2 a 0. O relógio marcava 12 minutos.
O gol foi mais uma “ducha fria" para o time do Acre, que parecia não ter mais forças para esboçar qualquer reação. Já o Galo insistia no ataque. Aos 23, Téssio, que tinha entrado no lugar de Rafael Chorão, dominou a bola e tocou para Túlio Renan. Da entrada da área, o atacante acertou o pé, mas o goleiro alvirrubro espalmou para a linha de fundo.
Só que o Treze manteve a pressão. Aos 37 minutos, Birungueta chutou forte da entrada da área. A bola bateu na trave, mas no rebote Chulapa usou a cabeça para ampliar e fazer 3 a 0. Eram os números finais do confronto.

Figueirense leva gol no fim, empata com o Guaratinguetá e perde chance de colar no G-4

O Figueirense caminhava para uma vitória por 1 a 0 sobre o Guaratinguetá, na noite desta quarta-feira, fora de casa, mas viu o adversário empatar já no fim do jogo, no estádio Ninho da Garça, em jogo que terminou 1 a 1, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O resultado é de se lamentar para os jogadores do clube catarinense. Caso confirmasse a vitória, o Figueirense subiria para o quinto lugar, com 25 pontos, a um do Paraná, primeiro time no G-4. Mas o empate deixou a equipe na sexta colocação, com 23 pontos.

Já o Guaratinguetá comemora o resultado igual, mas não muito. A equipe do interior paulista é a primeira na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 15 pontos.

Wellington Saci abriu o placar para os visitantes logo no começo do jogo, em chute cruzado que passou por baixo das pernas do goleiro Saulo. Já aos 39 minutos do segundo tempo, Juninho colocou a bola na área, a zaga do Figueirense tentou afastar, mas Allan Dias cabeceou no canto de Neneca para empatar.

Na próxima rodada da Série B, o Figueirense visita o ABC, no sábado, enquanto o Guaratinguetá volta a jogar em casa, contra o ASA, no mesmo dia.
O jogo

Mesmo atuando fora de casa, o Figueirense teve duas chances logo de cara. A defesa do Guaratinguetá falhou logo no primeiro minuto ao tentar cortar levantamento e permitiu chute de Ricardo Bueno na área, mas o atacante mandou a bola pela linha de fundo.

No minuto seguinte, Maylson partiu da direita, avançou em diagonal, e, com a bola quicando após uma tentativa de desarme, bateu forte. Saulo saltou para realizar boa defesa.

A primeira chance do Guaratinguetá veio aos sete minutos, também em chute de longa distância. Assim como Saulo, Neneca foi bem para mandar a tentativa de Juninho para escanteio.

Os mandantes tentaram começar a pressionar e acabaram sofrendo o primeiro gol no contra-ataque. Wellington Saci desarmou Renato Peixe no campo defensivo e tocou para Ricardo Bueno. O atacante partiu em velocidade até a entrada da área adversária e tocou para a chegada do próprio Saci pela esquerda, que dominou e finalizou entre as pernas de Saulo.

Depois disso, o jogo perdeu em intensidade e só voltou a ficar animado depois dos 25 minutos, quando Juninho acertou belo passe de calcanhar para o avanço de Murilo, que invadiu a área pela direita e bateu para defesa de Neneca.

O Guaratinguetá voltou a assustar sete minutos depois, novamente com participação de Juninho, que cobrou falta para Wendel cabecear por cima do gol, assim como Ricardo Bueno fez pelo time adversário aos 36 minutos após cruzamento de Tchô.

O time paulista tentou as primeiras jogadas do segundo tempo, mas o Figueirense foi melhorando e, aos 14 minutos, quase ampliou com Tchô, que partiu do campo defensivo, passou por três marcadores e bateu forte da entrada da área, mas Saulo impediu o golaço.

O time catarinense teve uma nova chance aos 30 minutos, quando Ricardo Bueno recebeu de Tchô na área, girou e acertou a rede pelo lado de fora. Enquanto isso, o Guará encontrava dificuldades para criar oportunidades.

Mesmo assim, o time paulista acabou chegando ao empate. Aos 39 minutos, Juninho cobrou falta na área, a bola desviou na zaga do Figueirense e sobrou para Allan, perto da pequena área, marcar de cabeça.
FICHA TÉCNICA:
GUARATINGUETÁ 1 X 1 FIGUEIRENSE


Local: Estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá (SP)
Data: 14 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO)
Assistentes: Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Rener Santos de Carvalho (AC)
Cartões amarelos: Juninho (Guaratinguetá); Bruno Pires, André Rocha, Maylson e Nem (Figueirense)
Gols: GUARATINGUETÁ: Allan, aos 39 minutos do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Wellington Saci, aos nove minutos do primeiro tempo

GUARATINGUETÁ: Saulo; Murilo, Pedro Paulo, Wendel e Ruan; Júlio César (Allan), Tiago Ulisses, Juninho, Xuxa (Moacir) e Renato Peixe (Thiago Silvy); Douglas Tanque
Técnico: Carlos Octávio

FIGUEIRENSE: Neneca; Maylson, Bruno Pires, Guti e André Rocha; Nem (Luan), Dener (Marcelo Toscano), Wellington Saci e Tchô; Rafael Costa (Ricardinho) e Ricardo Bueno
Técnico: Adilson Batista

Em 'jogo do desespero', Criciúma massacra e afunda Náutico na lanterna

Deza Bergman/Gazeta Press
Criciúma venceu o Náutico em um duelo direto contra o rebaixamento no Brasileiro
Criciúma venceu o Náutico em um duelo direto contra o rebaixamento no Brasileiro
Embora ainda se dispute a 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o duelo desta quarta-feira no Estádio Heriberto Hulse se caracterizou por reunir dois sérios candidatos ao rebaixamento. E, no ‘jogo dos desesperados', o Criciúma levou a melhor. Com grande atuação no primeiro tempo, o time catarinense superou o Náutico por 3 a 0 e afundou ainda mais o adversário na lanterna.
A segura atuação e o resultado positivo quebraram a sequência negativa de cinco jogos sem vitórias do Criciúma no Brasileiro. Depois do resultado desta quarta, o time comandado por Osvaldo Alvarez chegou aos 14 pontos e se aproximou do primeiro lugar fora da degola. O Náutico, por outro lado, permanece com apenas 8 pontos na última colocação da tabela.
Embalado pelo bom resultado, o Criciúma retorna a campo no próximo domingo. A partir das 18h30 (de Brasília), o clube catarinense encara o Atlético Paranaense, fora de casa. O Náutico, por outro lado, recebe o Fluminense no sábado, às 18h30.
Diante de um rival direto na briga contra o rebaixamento, o Criciúma tratou rapidamente de se impor no Heriberto Hulse. Com forte pressão sobre os pernambucanos, o time comandado por Vadão não demorou a assumir a vantagem no marcador. Logo aos 10min, o meio-campista João Vitor, ex-Palmeiras, acertou bela cobrança de falta para superar o goleiro Ricardo Berna.
A vantagem parcial serviu para aumentar ainda mais o ritmo de jogo dos donos da casa. Absoluto na posse de bola e aproveitando as falhas de marcação do Náutico, o Criciúma aumentou o placar aos 31min. Lins recebeu passe e apenas tocou para a entrada da área na direção de Marlon. O lateral arrematou firme e promoveu uma nova festa nas arquibancadas.
Enquanto a motivação tricolor apenas aumentava por conta dos dois tentos de vantagem, o Náutico não escondia o abatimento. Perdido em campo, o clube pernambucano deixou o gramado antes do intervalo com um prejuízo ainda maior. Aos 39min, depois de levantamento de Ivo, Leonardo apareceu na segunda trave e desviou na cabeça para praticamente sentenciar a vitória.
Abatido, o Náutico pouco ameaçou o Criciúma na etapa decisiva da partida. A primeira grande chance pernambucana ocorreu aos 22min, quando Helton Leite evitou o gol visitante após boa defesa em chute de Rogério. Três minutos depois, o goleiro catarinense novamente apareceu depois de chute de fora da área.
A confortável vantagem permitiu ao time catarinense controlar o ritmo de jogo e apenas aguardar a melhor oportunidade para contra-atacar. Mais recuada, a equipe comandada por Vadão conseguiu suportar a rápida pressão visitante e segurou o importante resultado diante de um rival direto contra o rebaixamento.
FICHA TÉCNICA
CRICIÚMA 3 X 0 NÁUTICO
Local: Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)
Data: 14 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Diego Almeida Real (RS)
Assistentes: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (ambos de SP)
Público: 8.714 pagantes
Renda: R$ 83.195,00
Cartões amarelos: João Vitor e Leandro Brasília (Criciúma); Eltinho (Náutico)
Gols: 
CRICIÚMA: João Vitor, aos dez minutos do primeiro tempo, Marlon, aos 31 minutos do primeiro tempo e Leonardo, aos 39 minutos do primeiro tempo
CRICIÚMA: Helton Leite; Sueliton, Matheus Ferraz, Leonardo (Ozéia) e Marlon; João Vitor (Leandro Brasília), Serginho (Amaral), Gilson e Ivo; Lins e Wellington Paulista
Técnico: Vadão
NÁUTICO: Ricardo Berna; Auremir, Jean Rolt, William Alves e Eltinho; Elicarlos, Rodrigo Souto (Angelo Peña), Tiago Real e Dadá (Rogério); Maikon Leite e Olivera (Jones Carioca)
Técnico: Zé Teodoro

Nos acréscimos, Vasco arranca empate com Santos na Vila

Gazeta Press
Estreante, o colombiano Montoya, do Vasco, disputa bola com Cicinho, do Santos
Estreante, o colombiano Montoya, do Vasco, disputa bola com Cicinho, do Santos: tudo igual na Vila Belmiro
Um estrangeiro para cada lado como destaque da equipe. O argentino Montillo, no Santos, e o estreante colombiano Montoya, no Vasco. Duelo equilibrado, chances perdidas. Não há motivo para dizer que o empate em 1 a 1, na Vila Belmiro, não tenha sido justo. E ele quase não saiu. Nos acréscimos, Rafael Vaz empatou a fatura para o Vasco. Com o resultado, os cariocas chegaram aos 19 pontos e à nona posição na tabela. O Santos chegou a 15 pontos e está em 15º lugar. 
Fora de casa e com um estreante, Montoya, sem jogar há quase dois meses, Dorival Júnior achou por bem fechar o meio de campo vascaíno. Estavam lá três volantes (Abuda, Fillipe Soutto e Wendel) para dar liberdade para o reforço. Pelos lados, Fagner e Henrique teriam liberdade para atacar. Pois bastou um minuto de jogo para essa formação entrar em xeque.
Em disparada pelo lado direito, Montillo cruzou para a área na medida para William José, mas o atacante chegou atrasado. Retraído, o Vasco aceitou a pressão santista e Cícero, de cabeça, quase marcou aos quatro minutos. Mas o confronto entre cariocas e paulistas contava com muitos jovens e, consequentemente, fôlego. O jogo tornou-se, então, uma correria desenfreada. Nem sempre com qualidade, é verdade. 
Rápido e habilidoso, Montoya começou a mostrar seu cartão de visitas. Dribles, jogadas agudas para cima do adversário. E chutes de longe. Em um deles, caprichado, Aranha salvou a pátria santista com uma boa espalmada. Mas se o Vasco tinha o seu gringo, o Santos respondia com o conhecido Montillo. Rápido, era ele o responsável por comandar a criação do Peixe. Principalmente pelo lado direito, setor mais carente do time adversário. 
Mas, embora o Santos tivesse mais posse de bola, as chances mais claras eram do Vasco, que rondava a área adversária com alguma insistência. E a mais cristalina do primeiro tempo ocorreu com Montoya, aos 31 minutos. Após boa jogada pelo meio, Eder Luis lançou o colombiano cara a cara com Aranha, que saiu bem e fechou o ângulo. O camisa 20 vascaíno se atrapalhou e mandou a bola para fora. Com o bom momento, o time carioca partiu para cima e quase marcou em chute de Fagner, aos 41 minutos. Aranha, de novo, fez bela defesa. Veio, então, o intervalo.
No segundo tempo, a conversa do técnico Claudinei Oliveira pareceu ter dado resultado. O Santos voltou mais organizado e, principalmente, mais efetivo. Willian José, até então figura nula em campo, passou a ser mais participativo. Aos sete minutos, Léo invadiu pelo lado esquerdo, dividiu com a zaga, levou a melhor e, quando ia completar para o gol vazio, Jomar chegou para travá-lo.
O jogo na Vila, então, perdeu em velocidade. Montilo e Montoya apareceram mais em cobranças de falta para a grande área do que em jogadas pelas laterais do campo. Só mesmo aos 16 minutos, uma jogada parecia com o primeiro tempo. Eder Luis, de novo, lançou o colombiano frente a frente com Aranha, mas, novamente, o vascaíno parou no goleiro. Cansado, acabou substituído por Dorival Júnior. No contragolpe, Cícero fez o Diogo Silva trabalhar e buscar uma bola no ângulo, evitando o primeiro gol santista. Mas por pouco tempo.
Sem fôlego e sem Montoya, o Vasco passou a ceder mais campo para o time do Santos. Montillo apareceu mais. Bola na direita, cruzamento na área, a zaga vascaína afastava. As jogadas passaram a ser reprises uma das outras, dada a insistência santista. Mas água mole em pedra dura....aos 31 minutos, o cruzamento de Montillo saiu caprichado. Edu Dracena, gigante, apareceu sem marcação e subiu sozinho para testar, com firmeza, no canto direito inferior de Diogo Silva. Sem perdão. Santos 1 a 0. Alegria na Vila. Abatimento carioca.
Dorival Júnior tentou dar mais poder de ataque ao Vasco com Willie e Tenorio, mas parecia não adiantar. Ainda mais exposto, o time foi vítima dos contra-ataques tramados por Montillo, que por duas vezes quase ampliou. Mas o Campeonato Brasileiro não permite o quase. Aos 46 minutos, Fagner cobrou escanteio para a grande área e, no bate-rebate, a bola sobrou para Rafael Vaz tocar para o gol. 1 a 1 na Vila Belmiro. Os sentimentos, então, se inverteram. Com o apito final, vaias na arquibancada, desânimo dos santistas e sorrisos nos cariocas.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1X1 VASCO
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 14 de agosto de 2013
Horário: 19h30
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Nadine Schramm Câmara Bastos (SC)
Gols: Edu Dracena (SAN), aos 31 e Rafael Vaz (VAS), aos 47 minutos do segundo tempo. 
SANTOS: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison, Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neilton (Thiago Ribeiro) e Willian José
Técnico: Claudinei Oliveira
VASCO: Diogo Silva; Fagner, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Abuda, Fillipe Soutto (Willie), Wendel e Montoya (Marlone); Eder Luis e André (Tenorio)
Técnico: Dorival Júnior

Romena elimina campeã de Wimbledon na estreia

Cincinnati (EUA) - Depois da excepcional campanha de Sorana Cirstea na semana passada em Montréal, outra tenista romena causou surpresa logo no terceiro dia do Premier de Cincinnati. Simona Halep, 25ª do ranking, eliminou a francesa Marión Bartoli, campeã de Wimbledon há dois meses, com virada de 3/6, 6/4 e 6/1.

Tenista de apenas 21 anos e 1,68m, Halep conseguiu nada menos que cinco aces diante de Bartoli, acertando 67% do primeiro saque e vencendo 72% desses pontos. A partida foi marcada por muitas quebras, sendo cinco em favor da romena e três para Bartoli. Nas oitavas de final, a adversária é outra campeã de Grand Slam, a australiana Samantha Stosur.

Já a polonesa Agnieszaka Radwanska não teve grande trabalho em sua estreia e superou a local Varvara Lepchenko, por 6/4 e 6/0. Semifinalista em Toronto na semana passada, a cabeça 4 duela nesta quinta-feira contra a russa Elena Vesnina, que tirou Venus Williams.

No mesmo quadrante, está a alemã Angelique Kerber, que teve um primeiro difícil antes de superar a russa Alisa Kleybanova, por 7/6 (7-3) e 6/2. Ela aguarda a vencedora do jogo noturno entre a chinesa Na Li e a convidada Lauren Davis. Se a lógica prevalecer, será repetição da final do ano passado, em que Li derrotou Kerber.

Na estreia de Dátolo, Atlético-MG põe fim a ressaca da Libertadores e vence o Bahia

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Os atletas do Galo comemoram o primeiro gol sobre o Bahia
Os atletas do Galo comemoram o primeiro gol sobre o Bahia
Fim da ressaca pós-Libertadores. Depois de cinco jogos sem vencer, o Atlético-MG contou com a estreia do argentino Jesús Dátolo e excelente atuação de Ronaldinho para derrotar o Bahia por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Independência, e se afastar da zona de rebaixamento.
Atual campeão do torneio sul-americano, o Galo chegou a dar o Brasileiro por perdido e prometeu se concentrar na Copa do Brasil, mas voltou atrás no discurso. Ainda com os desfalques de Diego Tardelli e Leandro Donizete, contundidos, a equipe foi obrigada a se virar também sem o centroavante Jô, que estava servindo a seleção em amistoso contra Suíça mais cedo. Os gols alvinegros foram marcados por Leonardo Silva e Alecsandro.
O domínio na partida foi todo ele do Atlético-MG, que subia para o ataque pelo mesmo lado esquerdo que Bernard, negociado com o Shakhtar Donetsk, costumava preencher. O seu substituto, Dátolo, vindo do Inter, teve de fazer a estreia com menos de uma semana de contratado.
Outro reforço, o meia Fernandinho ainda não foi regularizado. A equipe segue no mercado atrás de reforços e vai atrás de jogadores que ainda não completaram seis jogos no campeonato. O zagueiro Emerson e o atacante Everton Costa, ambos do Coritiba, são dois dos alvos.
Com o resultado desta quarta-feira, o time comandado por Cuca chega à 14ª colocação, com 15 pontos, e respira um pouco na briga contra a degola. O Bahia, por sua vez, conhece a sua terceira derrota consecutiva e, em seu pior momento no campeonato, estaciona nos 19 e finca lugar na faixa intermediária.
Para o jogo em Belo Horizonte, o técnico Cristóvão Borges manteve o rodízio entre os titulares e escalou a revelação Anderson Talisca no lugar de Wallyson, ex-Cruzeiro. O zagueiro Lucas Fonseca, que vinha bem, voltou na vaga de Titi, suspenso.
O Bahia enfrenta agora o Santos na próxima rodada, domingo que vem, na Arena Fonte Nova. O Atlético-MG viaja até Novo Hamburgo, interior gaúcho, e visita o Inter no mesmo dia.
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O argentino Dátolo foi aplaudido em sua estreia com o Atlético-MG
O argentino Dátolo foi aplaudido em sua estreia com o Atlético-MG

O jogo - O ex-colorado Dátolo não teve tempo nem mesmo de ser apresentado, mas coube a ele comandar as principais ações dos donos da casa no início da partida. Com o time alvinegro forçando pela esquerda, o meia teve o apoio de Ronaldinho para desenrolar os lances.
Mesmo fora de ritmo, o argentino não teve dificuldade para aproveitar a frágil marcação de Madson, que retornava de suspensão e estava mal em campo.
Ainda assim, foi pelo meio, em bobeada de Rafael Mirada, que o Atlético-MG ameaçou pela primeira vez. Josué roubou bola e enfiou bem para Luan. O meia-atacante avançou pela direita e cruzou para o centro da área. Na confusão, Lucas Fonseca afastou o perigo com um chutão.
Em seguida, Alecsandro foi mais uma vez procurado por Luan e se preparava para sair na cara de Marcelo Lomba quando o bandeirinha o flagrou em impedimento.
A pressão inicial do Galo resultou em gol aos 18 minutos. Ronaldinho cobrou escanteio no primeiro pau e encontrou Leonardo Silva. O zagueiro subiu mais alto que todo mundo para marcar novamente após a final da Libertadores contra o Olimpia.
O restante do primeiro tempo fluiu sem maiores emoções e teve apenas numa arrancada de Luan o seu lance mais agudo.
Na volta do intervalo, o Bahia adotou uma postura agressiva e conseguiu, enfim, fazer o goleiro Victor trabalhar. Em descida com liberdade, o volante Helder bateu com força no meio do gol. Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, o meio-campo tricolor se aproximava mais do centroavante Fernandão.
A mudança de comportamento surtiu efeito e a equipe chegou a empatar com Wallyson depois de bate e rebate na área. O ex-cruzeirense, no entanto, foi identificado em impedimento.
Quando o Bahia tentava adiantar ainda mais em campo, o lateral-esquerdo Junior Cesar deixou na saudade o colombiano Angulo, que entrou no lugar de Madson, e cruzou rasteiro para Alecsandro apenas desviar e aumentar a vantagem do Atlético-MG para 2 a 0 com 10 minutos.
Foi o suficiente para a torcida, que não lotou o Independência, soltar o grito de 'É campeão'.
Em cobrança de falta, Ronaldinho ainda tirou tinta da trave de Marcelo Lomba e quase acertou o ângulo tricolor. Na sequência, ele bateu escanteio fechado e por pouco não fez um gol olímpico. O camisa 10 coroou a sua bela atuação na partida.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 X 0 BAHIA


Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 14 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Assistentes: José Javel Silveira (RS) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Cartões amarelos: Marcos Rocha (Atlético-MG); Fernandão, Angulo, Marquinhos e Rafael Miranda (Bahia)
Gols: Atlético-MG: Leonardo Silva, aos 18 minutos do primeiro tempo; Alecsandro, aos dez minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha (Rafael Marques), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué, Dátalo (Neto Berola) e Ronaldinho; Luan e Alecsandro
Técnico: Cuca
BAHIA: Marcelo Lomba; Madson (Angulo), Lucas Fonseca, Rafael Donato e Raúl; Fahel, Rafael Miranda, Hélder (Obina) e Anderson Talisca (Wallyson); Marquinhos e Fernandão.
Técnico: Cristóvão Borges

'Foi meio vergonhoso', diz Serena sobre estreia

Cincinnati (EUA) - Serena Williams ficou bem insatisfeita com sua estreia em Cincinnati contra Eugenie Bouchard. A número 1 do mundo chegou a perder o primeiro set para a canadense, mas conseguiu a virada, fazendo 49 erros não-forçados em toda a partida. Serena está nas oitavas de final.
"Mesmo quando eu tinha uma aproximação bem fácil, eu não errava por pouco, mas por muito. Foi meio vergonhoso. Achava que nunca faria aquilo na carreira profissional. Talvez já errei assim no treino com os olhos fechados, mas nunca bati conscientemente tão mal uma bola como aquela", confessou Serena.
Campeã em Toronto, a norte-americana admite que ainda não está adaptada às quadras de Ohio. "Foram condições muito diferentes das de Toronto. Eu sempre esqueço que aqui é muito diferente. Então demorou um tempo para eu me acostumar", afirmou.
"Tenho que me adaptar porque ainda não tenho esse torneio no meu currículo. Se eu continuar jogando como hoje, seguirei sem ter", acrescentou Serena. Sua próxima adversária é a alemã Mona Barthel.

Venus é eliminada, Kvitova e Kerber confirmam

Cincinnati (EUA) - Venus Williams não resistiu à segunda rodada do Premier de Cincinnati e foi eliminada pela russa Elena Vesnina com parciais de 6/2, 5/7 e 6/2. Este foi o segundo torneio da veterana após uma pausa de dois meses, mas Venus venceu apenas uma partida na estreia nos EUA.
A campeã de sete Slam venceu apenas um jogo dos últimos sete que disputou e deve sair do top 50 do ranking. Com dores nas costas e a doença de Sjogren, que não tem cura e causa cansaço, Venus sofre para acompanhar suas colegas de circuito.
Vesnina, que já havia derrotado Venus em Wimbledon na última temporada, aguarda nas oitavas de final a vencedora entre a polonesa Agnieszka Radwanska, cabeça de chave 4, e a norte-americana Varvara Lepchenko.
Petra Kvitova teve uma partida complicada contra a qualifier neozelandesa Marina Erakovic, mas avançou por 6/4, 6/7 (7-9) e 6/3. A tcheca agora enfrenta a dinamarquesa Caroline Wozniacki ou a romena Monica Niculescu.
A alemã Angelique Kerber é mais uma cabeça de chave nas oitavas ao derrotar a russa Alisa Kleybanova por 7/6 (7-3) e 6/2. A número 9 do mundo espera a atual campeã Na Li ou a local Lauren Davis.

Norte-americanas lideram convites para US Open

Nova York (EUA) - Assim como aconteceu na chave masculina, os convites para a chave feminina do US Open ficaram praticamente apenas nas mãos das norte-americanas, que levaram seis dos oito wild-cards na competição. Os outros dois ficaram para uma australiana e uma francesa por conta do acordo entre as três federações nacionais nos Grand Slam.
Das quatro atletas da casa que foram alçadas à chave principal em Flushing Meadows a que tem melhor ranking é Alison Riske, atual 98 do mundo, mas que na lista das classificadas para o US Open era a quarta na espera.
Além dela, também estão entre as convidadas Nicole Gibbs, Vania King, Shelby Rogers, Maria Sanchez e Sachia Vickery, de apenas 18 anos, a pior colocada entre as quatro norte-americanas, ocupando atualmente a modesta 229º posição.
Entre as estrangeiras, o convite australiano ficou com Ashleigh Barty, atual 170 do mundo, que vai disputar seu primeiro US Open da carreira. Ela já disputou os outros três Slam pelo menos uma vez e até fez duas finais em duplas, ambas neste ano e ao lado da compatriota Casey Dellacqua, ficando com o vice em Melbourne e Wimbledon.
Pauline Parmentier, de 27 anos, ficou com a vaga francesa em Flushing Meadows, onde já esteve em outras cinco oportunidades e teve como melhor campanha a terceira rodada alcançada na temporada passada, no que é, até então, o seu melhor desempenho em um dos quatro principais torneios do circuito.
A organização do US Open anunciou, também nesta quarta-feira, que o norte-americano Rajeev Ram conseguiu entrar direto na chave principal e não precisará mais do convite, que ficará para o compatriota Tim Smyczek, atual 110 do mundo.

Pigossi embarca para série de torneios na Europa

São Paulo (SP) - A paulista Laura Pigossi, de 19 anos e número 367 do ranking, embarca nesta quinta-feira para uma série de torneios pela Europa com competições nível challenger pela Rússia, Turquia e Bulgária.
Número quatro do Brasil, ela inicia na próxima semana a série na Rússia em São Petersburgo em evento com premiação de US$ 25 mil jogado no saibro. Depois joga no piso rápido de Kazan, evento com premiação de US$ 50 mil + Hospedagem.
Na mesma superfície disputa o challenger de Trabzon, na Turquia, com premiação de US$ 50 mil e segue para torneios na Bulgária em Sofia e Dobric, ambos no piso lento com premiação de US$ 25 mil. A programação pode sofrer alterações.
"Minha meta no começo do ano era chegar no top 330 e estou mantendo-a, mas não penso só em pontos. O que realmente quero realmente é jogar bem todos os jogos com uma boa tática e atitude positiva. Buscar me impor mais nos momentos importantes e jogar mais na rede", destacou Laura, que terá a companhia do técnico Renato Messias na série de eventos.

'Não consegui manter o ritmo', lamenta Sharapova

Cincinnati (EUA) - Em sua estreia sob o comando do norte-americano Jimmy Connors, a russa Maria Sharapova não conseguiu comemorar a vitória. Mesmo saindo na frente da atleta da casa Sloane Stephens, a musa siberiana permitiu a virada da rival e acabou eliminada logo na estreia no Premier de Cincinnati.
"Acho que comecei muito bem na partida, mas quando você se coloca em uma boa posição não pode deixá-la escapar e foi justamente o que eu fiz esta noite", avaliou a número 3 do mundo. "Não mantive o ritmo do primeiro set e meio e isso me frustrou. Parei de ser paciente e comecei a cometer muitos erros, especialmente nas primeiras bolas", lamentou.
"Não jogava por um bom tempo, mas devia estar preparada para a partida. Estou muito desapontada", comentou a russa, que não disputava um torneio desde Wimbledon. Apesar do descontentamento consigo mesma, Sharapova também soube dar o crédito à vencedora norte-americana.
Para a russa, o principal mérito de Sloane foi sua determinação em chegar sempre nas bolas. "Ela faz você bater muitas bolas e às vezes você acha que seu golpe foi suficiente, mas não foi", pontuou Sharapova, que apensar de ter saído derrotado de quadra também foi elogiada pela norte-americana.
"Claro que quando você joga contra a número 3 do mundo tem que saber que ela está nessa colocação por algum motivo. É preciso ir para quadra e dar o seu máximo", afirmou Stephens. Classificada para as oitavas de final, ela agora espera pela vencedora do confronto entre a sérvia Jelena Jankovic e a russa Ekaterina Makarova.
Sharapova não escapou de falar também sobre o trabalho que tem feito com Connors, seu novo treinador. "Não perdi hoje por ter deixado de implementar as coisas novas que estamos trabalhando", disparou a russa, que havia superado Stephens nos três duelos anteriores entre as duas.

Jogos da Superliga serão disputados com sets de 21 pontos, anuncia CBV

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Osasco bateu o Vôlei Amil por 3 sets a 0 e se garantiu na 12ª decisão consecutiva da Superliga feminina
Superligas masculina e feminina serão disputadas com sets de 21 pontos
As próximas edições das Superligas masculina e feminina de vôlei terão uma importante novidade no sistema de disputa das partidas. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou nesta quarta-feira em reunião que os jogos terão sets de 21 pontos, em vez dos tradicionais de 25.
A mudança nas regras atualmente é estudada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para reduzir o tempo das partidas, mas a entidade deu o aval para a alteração na competição brasileira. A novidade já é testada no Campeonato Paulista.
"Certamente essa mudança vai diminuir o tempo de jogo. Há prós e contras como em qualquer mudança. Teremos o Paulista como base e faremos o melhor para que dê certo", afirmou o central Gustavo, do Kappesberg Canoas, representante da Comissão de Atletas nas plenárias que também contaram com representantes de clubes e da CBV.
Com a mudança, as paradas técnicas acontecerão quando uma das equipes chegar a sete e a 14 pontos. A novidade começou a ser testada na Europa depois de emissoras que possuem os direitos de transmissão dos torneios começarem a reclamar da longa duração de alguns jogos.
A reunião ainda definiu que os times da Superliga masculina poderão completar seus elencos, até 28 de fevereiro, com atletas de equipes já eliminadas na Superliga B. Na Superliga feminina, ficou garantida a entrada da Uniara/AFAV e a recomendação de um prazo limite até sexta-feira para Jacareí apresentar garantias financeiras para disputar o torneio.
"Só temos a agradecer à CBV e aos clubes pela oportunidade dada. Todos foram muito acolhedores. Viemos também para demonstrar que estamos buscando todas as formas para disputarmos a competição. Estamos aqui pelas atletas", afirmou o supervisor de Jacareí, Adriano Abdalla.

Com homenagem e 'letras', Espanha leva sustos para vencer o Equador

Assista aos gols da vitória da Espanha sobre o Equador
A seleção campeã mundial voltou às atividades com vitória. Em seu primeiro jogo desde a derrota na final da Copa das Confederações, a Espanha venceu o Equador por 2 a 0, em jogo amistoso disputado em Guayaquil

.A partida foi marcada por uma homenagem ao atacante Christian Benítez, da seleção equatoriana, que morreu no fim de julho após ataque cardíaco. No 11º minuto, todos os jogadores pararam para lembrar do jogador. Benítez usava a camisa 11.
Com a bola rolando, a Espanha foi melhor, mas também levou sustos. Os campeões mundiais abriram o placar aos 24 minutos, com o atacante Negredo, aproveitando rebote de um chute de Cazorla e marcando belo gol de letra. No minuto anterior, Caicedo quase havia marcado de cabeça para os sul-americanos. Nos acréscimos, o Equador teve outra chance com Castillo; Casillas fez ótima defesa.
No segundo tempo, o Equador continuou criando chances. Aos 15 minutos, Valencia acertou a trave após cruzamento de Noboa. Mas a Espanha reagiu rápido. E foi de Cazorla, titular e inspirado, o segundo gol. O meio-campista aproveitou bom passe de Tello - em mais uma bola de letra - para marcar o segundo.
O Equador teve chance de diminuir, mas Valdés - que substituiu Casillas - fez boa defesa. E, quando os sul-americanos enfim balançaram as redes, o gol foi anulado por impedimento.
A Espanha volta a campo no dia 6 de setembro, contra a Finlândia, pelas Eliminatórias. O Equador entra em campo no dia seguinte, contra a Colômbia, também em busca de uma vaga na Copa do Mundo de 2014. 

Cristiano Ronaldo marca no fim e salva Portugal contra a Holanda

Assista aos gols do empate entre Portugal e Holanda
A seleção portuguesa ficou muito perto de decepcionar a torcida no estádio do Algarve, nesta quarta-feira. 
Perdendo para a Holanda até os 43 minutos do segundo tempo, o time comandado por Paulo Bento contou com um gol do astro Cristiano Ronaldo para empatar em 1 a 1 contra a Holanda. O atleta do Real Madrid aproveitou a falha da defesa adversária após escanteio para garantir a igualdade.
Antes, Kevin Strootman, contratado pela Roma nesta temporada, havia aberto o marcador aos 17 minutos do primeiro tempo. Ele recebeu na direita e, da entrada da área, balançou as redes.
Portugal só volta a campo no dia 6 de setembro, quando enfrenta a Irlanda do Norte pelas eliminatórias da Copa. No mesmo dia, a Holanda joga contra a Estônia, também pelo qualificatório para o Mundial de 2014.

Sem Valdivia, Alexis Sanchez brilha, santista faz golaço e Chile massacra Iraque

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Sanchez foi o grande destaque da vitória do Chile sobre o Iraque
Sanchez foi o grande destaque da vitória do Chile sobre o Iraque
O Chile massacrou o Iraque em amistoso disputado nesta quarta-feira na cidade de Brondby, na Dinamarca. Sem o meia Valdivia, machucado, mas com grande atuação de Alexis Sanchez, o time comandado por Jorge Sampaoli venceu a partida por 6 a 0.
Sanchez e Beausejour, com dois gols cada, Angelo Henriquez e o lateral santista Mena - com um golaço - marcaram para a seleção sul-americana.
O Chile volta a campo agora só no dia 7 de setembro, quando enfrenta a Venezuela pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. A seleção iraquiana enfrentará um hiato maior: só volta a campo no dia 15 de outubro, quando enfrenta a Arábia Saudita pelas eliminatórias para a Copa da Ásia.
O jogo
Aos sete minutos, após escanteio, a defesa do Iraque afastou e Mena, sem deixar as bola cair, pegou de primeira para marcar um golaço.
Alexis Sanchez aumentou a vantagem aos 21 minutos. Após bom passe de Beausejour, o atacante do Barcelona driblou a marcação e chutou forte no canto. Depois de alguns minutos, Sanchez apareceu de novo e, de cabeça, fez 3 a 0.
O atacante do Barça foi protagonista da assistência mais bonita do jogo. Aos 35 minutos, ele deu passe de calcanhar dentro da área para Beausejour, de bico, transformar a vitória em goleada.
E Beausejour - que não tem um faro para artilheiro - fez o quinto aos 45 minutos. Ele recebeu ótimo lançamento pelo meio e tocou na saída do goleiro.
Na segunda etapa, com a vitória consolidada, os chilenos diminuíram o ritmo e só foram marcar aos 35 minutos, com Angelo Henríquez, do Manchester United.
Veja resultados de outros amistosos:
Tadjiquistão 3 x 0 Índia
Ruanda 0 x 1 Maláui
Indonésia 2 x 0 Filipinas
Cazaquistão 1 x 0 Geórgia
Bielorrússia 1 x 1 Montenegro
Azerbaijão 3 x 0 Malta
Estônia 1 x 1Letônia
Finlândia 2 x 0 Eslovênia

Com base da Premier League, Bélgica domina, mas fica no empate com a França

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Hazard é perseguido por Payet no empate em 0 a 0 entre França e Bélgica
Hazard é perseguido por Payet no empate em 0 a 0 entre França e Bélgica
Um, dois, três... Seis jogadores da Premier League entre os titulares da Bélgica. É uma das melhores gerações do país, candidata a surpresa na próxima Copa do Mundo e que, nesta quarta-feira, contra a França, deu mais uma prova de seu potencial. A equipe comandada por Marc Wilmots não conseguiu, ainda assim, fazer o resultado esperado, com um empate em 0 a 0 que resistiu bravamente no placar diante de seus torcedores.
Não faltaram chances, no entanto. Hazard, De Bruyne e Fellaini construíram as principais jogadas dos belgas, sobretudo na primeira metade do segundo tempo.
Com as revelações Guilavogui e Kondogbia na escalação, a França não conseguia tirar proveito da excelente qualidade no passe de Payet e apresentava dificuldades em fazer a bola chegar até Benzema. A principal alternativa da equipe acabou sendo as subidas pela direita de Sagna.
A exemplo do que aconteceu em seu giro recente pela América do Sul - com derrotas para o Uruguai e também para o Brasil, recuperando o grupo de Luiz Felipe Scolari contra os grandes -, os franceses novamente não convenceram e puseram em dúvida até onde a atual safra pode ir em 2014. O meio-campista Nasri foi mandado a campo em Bruxelas somente na etapa complementar. De volta, Abidal atuou os noventa minutos.
Uma das sensações do PSV nesse começo de temporada, o garoto Zakaria Bakkali, de 17 anos, terminou sendo deixado de fora por Wilmots e não teve a sua aguardada estreia. Ele foi chamado após se tornar o jogador mais jovem da história da Eredivisie a marcar três gols numa partida.
Num jogo movimentado, que merecia ter acompanhado alguns gols, a Bélgica manteve a sua invencibilidade no ano. Em seis confrontos até aqui, esse foi o primeiro que a seleção deixou a vitória escapar, tendo marcado onze gols e sofrido apenas quatro no período.
Outros resultados
Gabão 1 x 1 Cabo Verde
Tunísia 3 x 0 Congo

Sem Messi, Argentina bate a Itália no 'amistoso do Papa'

Assista aos gols de Itália 1 x 2 Argentina
Mesmo sem o melhor jogador do mundo, a Argentina foi até Roma e derrotou a Itália por 2 a 1 nesta quarta-feira em amistoso realizado no Stadio Olimpico, em Roma.
A partida foi feita em homenagem ao Papa Francisco. E os dois países que têm ligação maior com o líder da Igreja Católica, nascido na Argentina, mas que agora reside na Itália por conta de suas obrigações como papa.
No entanto, o Papa Francisco, apesar do convite e das homenagens, não compareceu ao estádio.
Mesmo sem as duas principais estrelas de cada lado - Messi e Balotelli ambos foram poupados -, as duas equipes proporcionaram um bom jogo.
Recém-contratado do Napoli, Higuaín balançou as redes aos 21 minutos de jogo e abriu o placar para a Argentina. Logo na volta para o segundo tempo, Banega ampliou para os visitantes.
A Itália melhorou na etapa final e diminuiu o placar com Insigne, aos 30 minutos do segundo tempo. No entanto, o time de Cesare Prandelli passou por ali.

'Estreante velho' marca no primeiro toque, e Inglaterra vence jogo eletrizante com a Escócia

Veja os gols da partida

"Mais jogos entre Inglaterra e Escócia, por favor". Foi assim que o Guardian, um dos maiores jornais ingleses, referiu-se ao duelo desta quarta-feira, em Wembley. O pedido se justifica: em um duelo eletrizante, a Inglaterra venceu a Escócia por 3 a 2, em uma partida repleta de reviravoltas e com duas equipes que supriram a falta de qualidade técnica com muita entrega em campo.
O clímax do jogo foi o terceiro gol inglês, marcado aos 25 minutos da segunda etapa, por Rickie Lambert. Era a primeira partida de Lambert pelo English Team. Foi o primeiro toque que Lambert deu na bola. O atacante do Southampton, um veterano de 31 anos, substituíra Milner três minutos antes.
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Lambert comemora o gol no primeiro toque de seu primeiro jogo com a seleção: estreia de 'conto de fadas'
Lambert comemora gol no primeiro toque de seu primeiro jogo 
Mas, quando Lambert subiu de cabeça para marcar o gol da vitória, a partida já paralisava os fãs em Wembley. O primeiro gol da partida foi marcado pelo escocês James Morrison, aos 11 minutos. Walcott empatou aos 29, ainda no primeiro tempo.
No começo da segunda etapa, a Escócia voltou a ficar à frente, com Kenny Miller, logo aos 4 minutos. Aos 8, Welbeck empatou novamente o confronto.
Até que veio o gol de Lambert.
O lance começou com um escanteio pela esquerda. Baines cruzou para a área, e Lambert subiu mais alto que toda a defesa para coroar sua estreia de conto de fadas, no mais antigo clássico entre seleções do futebol mundial.
O jogo, segundo o Guardian, foi "uma grande propaganda para o futebol ‘meia-boca'". Foi, também, uma grande estreia para o veterano Lambert.
Assista aos melhores momentos de Inglaterra 3 x 2 Escócia

Alemanha abusa das falhas na defesa e só empata com o Paraguai

Veja os gols de Alemanha 3 x 3 Paraguai
Mais uma vez, a Alemanha sofreu na zaga. Com falhas defensivas no primeiro tempo, a seleção tricampeã mundial apenas empatou com o Paraguai por 3 a 3, em partida amistosa realizada em Kaiserslautern, nesta quarta-feira. Gundogan, Muller e Lars Bender marcaram para os mandantes. Núñez, Pittoni e Samudio fizeram para os alvirrubros.
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Antes de levar três gols do Paraguai, que vive má fase (está na lanterna das eliminatórias sul-americanas e não vence há quatro jogos - duas igualdades e duas derrotas), os comandados de Joachim Low tinham sofrido um revés por 4 a 3 para os Estados Unidos e batido o Equador por 4 a 2. Em ambas as ocasiões, o time B dos europeus foi a campo.

Além das falhas na defesa, os alemães também sofreram com outro problema - sobretudo os torcedores do Borussia Dortmund. Gundogan sentiu lesão muscular e precisou ser substituído logo aos 27 minutos do primeiro tempo por Lars Bender.

A partida ainda marcou a estreia do técnico Victor Genes à frente do Paraguai. Ele substitui Gerardo Pelusso, que acabou saindo por conta do mau desempenho recente da seleção que é atual quadrifinalista da Copa do Mundo.
Agora, as seleções voltarão a atuar no próximo mês, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. No dia 6 de setembro (sexta-feira), a Alemanha visitará a Áustria. Um dia depois, o Paraguai receberá a Bolívia.
O jogo
Os visitantes abriram o placar logo aos nove minutos, quando Núñez aproveitou boa assistência e, de frente para o gol, concluiu bem na saída de Neuer. Quatro minutos mais tarde, os paraguaios ampliaram em falha feia do setor defensivo adversário. Após o goleiro alemão cortar cruzamento de forma parcial, Khedira errou passe na entrada da área, e Pittoni, se aproveitando que Neuer estava fora de posição, finalizou no canto direito.
A reação dos alemães veria rapidamente, e Gundogan diminuiu a desvantagem aos 18. O volante recebeu passe de Ozil na meia-lua e chutou colocado no lado direito de Villar, que ainda tocou na bola antes de entrar.
Controlando o jogo, os germânicos trabalhavam bem a bola no campo de ataque e pressionavam em busca do empate, que saiu aos 31 minutos. Hummels fez ótimo lançamento longo para Muller, que dominou completamente livre na área, e chutou para a rede.
Apesar da recuperação e do domínio que seguia tendo na partida, a seleção tricampeã mundial voltaria a sofrer com seus erros na defesa. Santa Cruz foi lançado na direita, nas costas de Hummels e Lahm e cruzou para Samudio completar, aos 46 minutos.
Na volta do intervalo, os mandantes continuaram exercendo a pressão. Porém, dessa vez, não sofriam com o ataque do Paraguai, que se limitava em defender. Os visitantes eram sufocados em campo, e o novo empate dos germânicos era questão de tempo. Aos 30 minutos, Lars Bender aproveitou sobra na área, escapou da marcação e finalizou no canto direito de Villar para deixar tudo igual.

Após o gol, o cenário se manteve o mesmo e só houve pressão do time de Low, que criou diversas chances para marcar, mas parou em boas defesas de Villar e na falta de pontaria. Assim, o empate seguiu até o  apito final.
Assista aos melhores momentos de Alemanha 3 x 3 Paraguai

Polônia vence Dinamarca
Em outro amistoso do dia, a Polônia recebeu a Dinamarca e venceu por 3 a 2. Klich, Sobota e Zielinski fizeram os gols dos vencedores. Eriksen e Braithwaite marcaram para os escandinavos.
Já o País de Gales jogou com a Irlanda, em casa, e ficou em um empate por 0 a 0. Grande estrela dos galeses, Gareth Bale não atuou, pois se recuperou de lesão há poucos dias e foi poupado.

Veja outros resultados de amistosos desta quarta-feira:

Albânia 2 x 0 Armênia
Macedônia 2 x 0 Bulgária

Brasil para em paredão suíço e perde com 'golaço' contra

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Daniel Alves momentos depois de marcar o gol contra de Suiça 1 x 0 Brasil
Daniel Alves momentos depois de marcar o gol contra de Suiça 1 x 0 Brasil
A seleção brasileira tem algo em comum com Islândia, Albânia, Eslovênia, Grécia e Chipe. Como essas equipes nos últimos 12 meses, o time de Felipão tentou, mas não conseguiu marcar um gol na Suíça, dona da "melhor defesa do mundo" na atualidade.

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No primeiro jogo após a conquista da Copa das Confederações, o Brasil lembrou o time campeão do torneio no primeiro tempo, mas relembrou nos 45 minutos finais a mesma equipe desorganizada dos primeiros jogos do ano. Resultado: derrota por 1 a 0 para os suíços no St. Jakob Park, na Basiléia.
Se juntou assim aos nanicos e médios que não conseguiram vazar a boa seleção suíça, que no entanto levou três gols de Messi em amistoso contra a Argentina no ano passado e outros três da Alemanha. Foi a segunda derrota no time nesta nova era Felipão. A primeira havia acontecido na estreia, contra a Inglaterra, em fevereiro.
Veja o gol da partida
O Brasil começou o jogo com duas mudanças em relação ao time que conquistou a Copa das Confederações, em junho passado. Uma por motivação física: David Luiz, com dores, foi substituído por Dante. A outra foi a polêmica da semana na Suíça.
Depois de sugerir que Júlio César jogasse até na "10ª divisão" para poder ser observado, Felipão mostrou que não era só ameaça a declaração que quem não atuar pelo clube irá perder a vaga na equipe. O botafoguense Jefferson foi escalado como titular.
Dona da melhor defesa das eliminatórias, a Suíça começou o jogo sem justificar tal estatística. Neymar tinha um espaço gigantesco para jogar pelo lado esquerdo. Com 11min, o zagueiro Senderos parou o jogador do Barcelona com falta quando era o último homem da marcação.
Só que os anfitriões confirmaram outra fama recente: a que ficaram mais criativos depois da entrada de jogadores nascidos ou com origem em Kosovo. No meio-campo, Shaqiri, jogador do Bayern de Munique, armava as melhores jogadas dos suíços.
Mas eram do Brasil as chances mais claras. Aos 19min, Fred fez passe preciso para Hulk, que, livre, chutou para defesa de Benaglio.
Era só  um amisotoso, mas Neymar mostrava muita irritação. Aos 23min, iniciou uma grande confusão em campo após chutar um rival em lance desleal. Levou só o amarelo.
Em grande fase no Botafogo, Jefferson quase falhou feio aos 27min, quando por pouco não deixa passar chute de fora da área, até sem força, de Xhaka. E o nervosismo começou a contagiar toda a seleção brasileira. Aos 28min, o lateral esquerdo Marcelo deu entrada violenta, mas nem amarelo recebeu.
Com a temperatura do jogo mais alta, a Suíça passou a comandar a partida, com a bola sempre passando por Shaqiri. Mas no seu pior momento no primeiro tempo a equipe de Felipão teve a melhor chance de abrir o placar. Aos 38min, Neymar fez cruzamento preciso para Paulinho, que cabeceou para acertar o travessão.
O final da primeira etapa foi elétrico, com os dois times criando chances, dando muita espaço para o oponente e falhando na hora de finalizar.
Ottmar Hitzfeld, o alemão que treina a Suíça, fez duas mudanças na volta do intervalo. Já Felipão preferiu manter a mesma equipe. Melhor para os donos da casa, que abriram o placar em um lance bizarro. Aos 3min, Seferovic cruzou pelo lado direito. Daniel Alves estava sozinho, e, como se fosse um atacante, cabeceou no ângulo de Jefferson para marcar um inusitado gol contra.
E quase a Suíça faz o segundo, aos 7min, em outra trapalhada brasileira. Dante recuou, Jefferson foi chutar e furou feio, mas ainda teve tempo de voltar e afastar o perigo. Felipão então parece ter perdido a paciência com sua equipe. De uma vez só, fez três alterações, com as entradas de Fernando, Maxwell e Jô nos lugares, respetivamente de Luiz Gustavo, Marcelo e Fred. Antes, ouviu os suíços gritarem olé .
Oscar, agora descansado mas com a mesma falta de movimentação do final da temporada passada, foi o próximo a sair, para a entrada de Hernanes. A enxurrada de mudanças teve efeito quase nulo. Com Neymar vaiado, depois do incidente no primeiro tempo, o Brasil pouco ameaçou o gol suíço e acabou mesmo derrotado.
A seleção volta a campo agora no próximo dia 7 de setembro, em Brasília, contra a também retranqueira Austrália. Três dias depois, pega Portugal, na cidade americana de Boston.
FICHA TÉCNICA:
SUÍÇA 1 X 0 BRASIL
Data: Quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Local: St. Jakobs Park, na Basiléia (SUI)
Árbitro: Deniz Aytekin (ALE)
Público: 31.100
Cartões Amarelos:  Senderos, Behrami e Schar (SUI); Neymar e Fernando (BRA)
Gols: Daniel Alves (contra), aos 3min do segundo tempo
Suíça: Benaglio; Lichtsteiner (Lang), Klose, Senderos (Schar) e Rodriguez; Behrami, Dzemaili (Schwegler), Shaqiri (Mehmedi), Xhaka e Stocker (Barnetta); Seferovic (Gavranovic)
Técnico: Ottmar Hitzfeld
Brasil: Jefferson; Daniel Alves (Jean), Dante, David Luiz e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo (Fernando), Paulinho e Oscar (Hernanes); Neymar, Fred (Jô) e Hulk (Lucas)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Maracanã coloca o mais pobre "para correr" há anos. "New Maracanan" acelera o processo de "higienização"

O gráfico abaixo "fala" por si. É o resumo do ótimo estudo de Erick Omena, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ). Ele pesquisou os preços dos ingresos mais baratos do Maracanã desde 1950 até o fechamento do estádio para o estupro, digo, a obra que o transformou para a Copa do Mundo de 2014.
Ali você vê a proporção entre preço do tíquete mais "popular" e o salário mínimo vigente. Note que a aceleração dos valores dos bilhetes de acesso ao estádio em dias de jogos acelerou em 2005, quando chegou a aproximadamente 5% da menor remuneração oficial do país. Dois anos antes chegou a ser de 0,5%. Quando o estádio foi interditado para ser submetido às exigências da Fifa, quem pagava menos para ver um jogo no velho Maraca desembolsava 6% do mínimo vigente.
Domingo, quem comprou (sem ser sócio torcedor ou portador de uma simpática carteiriha de estudante) o ingresso menos caro para ver Fluminense 2 x 3 Flamengo, tirou do bolso R$ 80. São 11,79% do atual salário mínimo. Sim, a proporção entre o preço do ingresso mais acessível (?) e a menor remuneração oficial do Brasil praticamente dobrou em relação a 2010. E se voltarmos algumas semanas no tempo, encontraremos 14,74% do mínimo, já que os valores estipulados pelo Flamengo (para os sem carteirinha) no clássico com o Botafogo partiam dos R$ 100.
É, senhoras e senhores, o Maracanã coloca o mais pobre "para correr" há alguns anos. Agora o "New Maracanan" acelera esse processo de "higienização". Se o estádio estivesse sempre lotado, ainda haveria o argumento da lei da oferta e da procura a ser sustentado pelos defensores dessa tal elitização. Mas como isso não acontece e sobram milhares de lugares há anos e anos, não se justifica sob qualquer hipótese tal política abjeta.
Não, o Maraca NÃO é nosso. Que se faça algo para voltar a ser.

Reprodução
Os ingressos do Maracanã ficaram muito mais caros a partir de 2005: desproporcional aos salários dos brasileiros
Os ingressos do Maracanã ficaram muito mais caros a partir de 2005: desproporcional aos salários dos brasileiros