quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sobre vândalos, vandalismo e a concessão do Maracanã



VANDALISMO-
[Do fr. vandalisme.]
S. m.
1. Ação própria de vândalo.
2. Destruição daquilo que, por sua importância tradicional, pela antiguidade ou pela beleza, merece respeito.
Vandalismo. Foi a palavra mais usada no último mês. Repetida infinitamente e sem parcimônia a cada reportagem ou editorial. Vociferada pelos Jabores da vida. Naquele nível que chega a incomodar. E a parecer coisa bem amarrada. Cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça e quem conhece dois tostões da nossa história sabe como essas coisas são... O foco desviado, as repetições que têm por finalidade introjetar uma ideia ou conceito sobre algo, a deturpação na exposição dos fatos... Linguagem e ideologia, como sempre, caminhando lado a lado.

Foi pensando na sistemática repetição de "vandalismo" e "vândalos" no noticiário do último mês que me lembrei de Marilena Chaui no seu já bem distante "Convite à Filosofia", que parece ter sido escrito ontem. "Sem deixar que os sujeitos envolvidos nas ações se manifestem espontaneamente, a ideologia abafa a essência dos acontecimentos (discurso das coisas), valorizando a aparência dos acontecimentos, a interpretação (discurso sobre as coisas)", diz a filósofa.
Tivemos de tudo no último mês. Infiltrados, nazifascistas e ultraconservadores no meio de protestos legítimos. Teve também gente desqualificada cometendo o pecado de apedrejar o Itamarati, o Paço Imperial...Mas destacar isso acima de tudo o que aconteceu nas ruas é Marilena de volta em estado bruto ("a ideologia abafa a essência dos acontecimentos").
Tentar entender tudo isso que acontecia e o foco do noticiário no "vandalismo" era antes de qualquer coisa buscar a essência e semântica da tal palavra-chave. Afinal, quem são os grandes vândalos dessa história, quais são os grandes atos de vandalismo? Em que pese, como citado aqui, que nada justifique uma pedra em direção ao colosso que é o Paço Imperial. Que nada tem a ver com a essência do que está na rua.

Responder a essa pergunta é antes de qualquer coisa resgatar o sentido completo da palavra. Por isso esse texto começa com a citação ao velho companheiro Aurélio: VANDALISMO- "Destruição daquilo que, por sua importância tradicional, pela antiguidade ou pela beleza, merece respeito".
Que achado, que descoberta... Tão simples, esteve sempre ali, repousando no velho Aurélio! Pois vandalismo então é "destruição daquilo que, por sua importância tradicional, pela antiguidade ou pela beleza, merece respeito"!!! Resgatado o sentido original e completo, agora podemos partir para tentar entender: quem são os grandes vândalos dessa história, de quem são os grandes atos de vandalismo.
Comecemos pelo Maracanã. Aqui não há espaço para dúvidas. Estamos falando de vandalismo na essência da palavra. Destruíram um bem tombado, passaram por cima da lei, "destruição daquilo que, por sua importância tradicional, pela antiguidade ou pela beleza, merece respeito". Fiz matéria em parceria com Gabriela Moreira comprovando a surreal história de destruição do estádio. Fora da lei. Sem mais. Vandalismo. Quem são os vândalos?

Vale também ver a reunião do conselho consultivo do IPHAN, aqui reconstituída. Os conselheiros não tiverem meias palavras sobre a obra no Maracanã: "Crime".
O gritante caso de vandalismo vai além. Destrói, subtrai e faz uso espúrio do dinheiro público. O seu, meu e nosso. Em um caso único de falta de pudor: um bilhão e quebrados gastos na obra do Maracanã para no dia seguinte ao fim entregar por menos de 600 milhões.

Vale a pena também ver o trecho da entrevista do diretor do novo consórcio Maracanã, João Borba, para Gabriela Moreira. Sem meias palavras, o sujeito que usa como exemplo Wimbledon para padrão de comportamento do torcedor, diz com todas as letras que se as obras não tivessem sido feitas pelo estado não seria um bom negócio para o grupo que ganhou o Maracanã.

Até porque as obras mudaram a arquitetura do estádio, e essas mudanças possibilitaram a elitização expressa no contrato com o novo concessionário. Se linguagem e semântica tem ideologia, a arquitetura, como tudo, também tem. A ação entre amigos está explícita na sem pudor entrevista, com 2m52s. A confissão de que ganharam de presente o estádio depois que nós pagamos a reforma. Sem o que não valeria a pena para a turma do guardanapo e para os que emprestam jatinhos e ganham estádios.
São tantas histórias de destruição do patrimônio público e do seu, meu e nosso por parte do governador-voador. Quem são os vândalos, de quem é o vandalismo? Quem autoriza entrar de helicóptero atirando na favela? Quem autoriza entrar na Maré matando? Quem autoriza jogar bombas de gás num hospital?
A boa matéria de Isabel Clemente na Revista Época no fim de semana, antecipando o acerto com empreiteiras para obra do estado e o resultado de licitações, com parte da mesma turma do Maracanã, é impressionante. Alguma dúvida para responder a pergunta feita aqui tantas vezes? Quem são os vândalos? Quem fez vandalismo? Procure e veja a reportagem, vale a pena.
A história há de botar as coisas no devido lugar. Ela sempre cuida das coisas. Mas como talvez eu não tenha tempo de esperar, gostaria imensamente de ver os preceitos republicanos reinstaurados no meu estado. Antes do inexorável julgamento da história, urge a plena consciência de quem são os maiores vândalos, quem tem feito atos de vandalismo.
E quanto ao Maracanã, não é possível mais existir qualquer dúvida: a farra da concessão tem que ser revista, investigada e julgada. Urgentemente. Para que possamos olhar para frente de cabeça erguida, com a certeza de que o Brasil vai cumprir seu destino imenso da "civilização original", de Darcy Ribeiro. Tropical, mestiça e humanista, como sonhou o gênio da raça. Tantas vezes representada na mistura do antigo Maracanã. E não o que está no projeto de alguns: ser uma República dos Guardanapos.

Hingis ganha convite e joga duplas em Carlsbad

Carlsbad (EUA) - A suíça Martina Hingis fará seu primeiro jogo em um torneio WTA, após seis anos fora, na chave de duplas no Premier de Carlsbad. A ex-número 1 do mundo recebeu um convite para o evento de quadra dura, que começa em 27 de julho, e jogará ao lado da eslovaca Daniela Hantuchova.
"Estou muito animada para voltar a competir no torneio de Carlsbad. Lembro de vencer simples e duplas em 1997 e depois ser campeã novamente em 1999. Sempre foi um dos meus eventos favoritos", disse Hingis.
A campeã de cinco Slam, que está com 32 anos de idade, deixou o circuito em 2007 ao ser pega no antidoping por uso de cocaína. Nesse intervalo, a suíça disputou diversas exibições e chegou a treinar a russa Anastasia Pavlyuchenkova neste ano. No último sábado, Hingis entrou para o Hall da Fama do Tênis em Newport.
"Sinto que estou em ótima forma depois de ter jogado o World Team Tennis. Meu espírito competitivo ainda está muito vivo e adoro estar em quadra. Carlsbad é o melhor torneio para que eu comece isso", comentou Hingis.

Teliana vence em duplas e celebra virada em simples

Bastad (Suécia) - Depois de superar a estreia em simples, a pernambucana Teliana Pereira voltou às quadras nas duplas mais tarde nesta terça-feira para iniciar a caminhada nas duplas. Ao lado da colombiana Mariana Duque-Marino, a brasileira novamente saiu atrás e triunfou de virada, batendo a dupla da casa Johanna Larsson e Sofia Arvidsson com parciais de 1/6, 6/1 e 10-5.
No primeiro jogo do dia no WTA de Bastad evento sobre o piso de saibro, com premiação de US$ 235 mil, Teliana salvou dois match-points e derrotou a alemã Dinah Pfizenmaier por 2 sets a 1. "Estou muito feliz com a virada. Me mantive calma e não errei no final, sacando bem nos últimos games", analisou a pernambucana.
Teliana enfrenta nas oitavas de final a espanhola Lourdes Dominguez Lino, cabeça de chave número 5 e 54ª do ranking mundial. Apesar do desgaste pela série de torneios, a tenista garante estar preparada para seguir adiante: "Estou um pouco cansada dessa gira, este é meu último torneio. Mas estou com toda a energia, como mostrei hoje".
Em duplas,  Teliana e Mariana vão medir forças nas quartas de final com as cabeças de chave número 3, a russa Alla Kudryavtseva e a ucraniana Olga Savchuk, que deixaram pelo caminho a russa Maria Kondratieva e a francesa Laura Thorpe em sets diretos, com placar final de 6/3 e 7/5, em 1h24 de confronto.

Serena arrasa e deixa apenas três games na estreia

Bastad (Suécia) - Serena Williams tratou de agilizar sua estreia no WTA de Bastad, perdeu apenas três games e decretou a vitória sobre a cazaque Sesil Kratantcheva com placar final de 6/1 e 6/2, em apenas 64 minutos. Principal favorita na competição, a norte-americana terá pela frente a georgiana Anna Tatishvili, que estreou com vitória sobre a promissora suíça Belinda Bencic.
O primeiro jogo da caçula das irmãs Williams no saibro sueco foi marcado principalmente pelas 14 duplas faltas de Kratantcheva, que anotou apenas um ace e colocou 37% das primeiras bolas em quadra. Esse desempenho da cazaque no saque ajudou Serena, que obteve oito oportunidades de quebra a seu favor, das quais conseguiu concretizar cinco, sendo quebrada uma vez pela cazaque.
Além da rápida vitória de Serena, quem também acelerou na primeira rodada foi a tcheca Klara Zakopalova. A cabeça de chave número 3 aplicou duplo 6/1 para cima da convidada da casa Ellen Allgurin, em somente 48 minutos. Ela agora vai encarar a espanhola Arantxa Parra.
Também entre as favoritas, a ucraniana Lesia Tsurenko não teve a mesma facilidade do que Serena e Zakopalova. A sexta pré-classificada teve que jogar por três sets e 2h09 para derrotar a italiana Anastasia Grymalska, vinda do qualificatório, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/1. Sua próxima rival será a holandesa Richel Hogenknamp, algoz da espanhola Lara Arruabarrena com duplo 6/3.
Compatriota de Serena, a norte-americana Julia Cohen parou logo na estreia, com derrota para a francesa Mathilde Johansson em sets diretos e placar final de 6/2 e 6/3. Na segunda rodada, a francesa vai medir forças com a quali venezuelana Andrea Gamiz, que deixou pelo caminho a búlgara Tsvetana Pirokova, cabeça de chave 4, com parciais de 6/1 e 6/3.

VÍDEOS: Galo, no Mineirão, precisa esquecer o Horto. Taça está próxima e, ao mesmo tempo, distante



Pegue a súmula de qualquer jogo no Pacaembu. Há anos que não são colocados à venda 40 mil ingressos, embora o estádio comporte tal número de torcedores. São sempre algo em torno de 37 mil bilhetes à disposição do público. 
Mas na decisão da Libertadores de 2011, o Santos não poderia jogar na Vila Belmiro, já que lá já não cabem nem 20 mil. E o regulamento da competição (sabe-se lá porque motivo) há várias temporadas impõe o mínimo de 40 mil lugares para o palco da final.
Como não queria jogar no Morumbi, onde perdeu o título de 2003 para o Boca Juniors de Carlos Tévez, o time praiano levou a peleja para o Pacaembu. As autoridades responsáveis pela segurança emitiram laudo garantindo que o estádio poderia receber o exigido.
Missão de Kalil é garantir que torcida do Atlético-MG possa fazer festa de verdade
E 40.157 pessoas (37.984 pagantes) viram o Santos bater o Peñarol por 2 a 1, erguendo pela terceira vez o troféu da Libertadores. O mesmo se repetiu na segunda peleja da final do ano passado, Corinthians 2 x 0 Boca, diante de 40.186 (37.959 pagantes).
A situação do Defensores del Chaco é semelhante. O maior estádio do Paraguai já recebeu mais de 50 mil "hinchas" e após reformas teve sua capacidade reduzida para 45 mil. Hoje são colocados à venda 36 mil a 38 mil tíquetes, mas ainda cabe mais gente lá, asseguram os guaranis.
É como no Pacaembu, simples assim. E diante do documento emitido pelos paraguaios assegurando que a cancha de Assunção comporta 40.759 pessoas - clique aqui e leia mais — a decisão não poderia ser outra, dentro da lógica adotada nos dois anos anteriores.
Mauro Cezar relembra fracasso do Cruzeiro e prevê equilíbrio na final da Libertadores
Não havia motivos para que a em geral confusa e equivocada Conmebol vetasse o estádio do Paraguai. O tratamento foi idêntico ao dado a clubes brasileiros. Desta vez, no que se refere a este tema, não há o que criticar na criticadíssima entidade sul-americana.
O caso do Independência é outro. O local no qual o Atlético vem jogando comporta pouco mais da metade do mínimo exigido pelo regulamento. A diferença é enorme. Vale lembrar que tamanho de estádio não lhe concede mais segurança. Mas é o que está escrito.
Além disso o Galo tem à disposição outro palco na cidade onde está sediado, o Mineirão, para mais de 60 mil atleticanos. O Santos foi da Vila para o Pacaembu e o Atlético vai do Horto para a Pampulha, onde também sempre se sentiu em casa. Não há drama.
Sim, no Independência o time de Cuca mantém longa invencibilidade. Mas isso não é garantia de nada, como mostraram os duelos com Tijuana e Newell's Old Boys, que quase eliminou os alvinegros perdendo por 1 a 0, até levarem o segundo gol, nos acréscimos.
O Mineirão foi a casa do Atlético da segunda metade dos anos 1960 até a interdição para as obras da Copa do Mundo. O time atual está acostumado com o Independência, é verdade, mas a torcida conhece bem aquele lugar no qual já fez grandes festas.
Confirmada a exclusão do Horto desta finalíssima, cabe aos cartolas do Galo conseguirem, se preciso for, autorizações dos atuais responsáveis pelo estádio para que a massa faça sua parte. Com bandeiras, instrumentos, mosaico e o que mais for necessário.
Lotar a "arena" será fácil. E ainda assim a grande maioria vai ficar do lado de fora. Para exercer o mando de campo, é só o atleticano ir ao jogo no Mineirão como quem vai a uma decisão, não a um baile de carnaval. Ainda há muita luta pela frente.
A taça está próxima e, ao mesmo tempo, ainda distante. 
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Teliana estreia em Bastad com virada sobre alemã

Bastad (Suécia) - Começou muito bem a campanha da pernambucana Teliana Pereira no WTA de Bastad. Nesta terça-feira, a número 1 do Brasil não teve o mais promissor início de jogo contra a alemã Dinah Pfizenmaier, perdeu o primeiro set, mas conseguiu se recuperar e venceu de virada, anotando parciais de 3/6, 6/2 e 7/5, após 2h05 de batalha.
Pela segunda rodada no saibro sueco, Teliana vai medir forças com a espanhola Lourdes Domingues, cabeça de chave número 5 e atleta de muita experiência. A pernambucana ainda volta às quadras mais tarde para fazer sua estreia na chave de duplas, ao lado da colombiana Mariana Duque-Marino.
A vitória na estreia em Bastad deixa a brasileira cada vez mais perto de uma inédita colocação no top 100. Atualmente ocupando a 105ª posição, Teliana soma 30 pontos com o resultado desta terça, o que a colocaria provisoriamente no grupo das 100 primeiras. Mas para que isso se confirme, é necessário que nenhuma de suas concorrentes diretas somem pontos nesta semana.
Campeã juvenil de Roland Garros e Wimbledon, a suíça Belinda Bencic recebeu convite para jogar na terra batida sueca, só que não conseguiu superar a primeira partida no torneio. Ela deu trabalho à georgiana Anna Tatsivili, contudo não evitou a derrota de virada, com placar final de 2/6, 6/4 e 6/4, em 2h13 de partida.
Depois de superar a número 1 do mundo no ranking juvenil, Tatishvili deverá ter outra líder pela frente, a norte-americana Serena Williams. Para que isso aconteça,a principal favorita ao título precisa fazer valer sua condição em partida que ocorrerá mais tarde nesta terça contra a cazaque Sesil Karatantcheva.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Brasileirão Série B



21h00 Icasa 0x3 Oeste
21h00 Sport 2x0 Avaí

O febeapá se veste de fraque e cartola



É pela matéria assinada pelo amigo Claudio Nogueira que ficamos sabendo que vai mesmo acontecer aquilo que tanto temíamos: o toque final na elitização do futebol brasileiro. Quer dizer, depois de elitizarem nossos estádios, transformando-os em arenas europeizadas, vão fazer o mesmo com o torcedor. A partir de agora, também a eles se aplicará o "padrão Fifa". No caso, de comportamento.
Significa dizer que quem puder pagar por uma cadeira numerada (atrás do gol, se não for rico nem convidado VIP) tem de cumprir cada exigência de certo Termo de Ajuste de Conduta, documento que o consórcio dono do Maracanã está preparando, não ouvindo gente do esporte, mas entregando-se nas mãos de profissionais de seu setor jurídico. Dura lex, sed lex.
Pois já se sabe de alguns pontos à espera do novo torcedor brasileiro: nada de bandeiras, nada de batucada, nada de nome feio, nada de tirar a camisa, nada da pobreza dos arquibaldos e geraldinos de antigamente. Enfim, o novo torcedor brasileiro deve mirar-se no exemplo do elegante, bem comportado e privilegiado cidadão inglês que vai a Wimbledon torcer, quase em silêncio, pelas estrelas do tênis.
Quem cita o modelo britânico é ninguém menos do que João Borba, presidente do consórcio que, por confessada incapacidade do governo do estado, tornou-se dono do Maracanã. Borba conta que, com os próprios olhos (olhos embasbacados de caipira em seu primeiro contato com a cidade grande), viu o quanto os ingleses se vestem de acordo.
- ... no convite estava escrito que não é recomendável ir com determinada roupa - diz Borba com pose de quem foi convidado. - Quando um inglês lê "não recomendável", entende que não deve usar aquele tipo de roupa.
Um primor. Na realidade, toda a fala de Borba é desastradamente primorosa. Qual será a roupa que o consórcio vai recomendar à torcida organizada de seu novo cliente, o Flamengo? Ou não haverá torcida organizada? Vigiados por câmeras desde a entrada do estádio, ou então por "seguranças privados", o que mais o torcedor será impedido de fazer, além, é claro, do quebra-quebra de cadeiras e outros atos de violência,os únicos comportamentos condenáveis. Se não pode cantar, nem batucar, nem xingar, nem se embandeirar, nem se vestir como bem entender, como será o novo torcedor brasileiro?
O presidente do consórcio antevê o Maracanã como uma "área de convivência", como os clubes de futebol do Rio já foram em outros tempos. A ideia de pais e filhos irem ao Maracanãzinho para um espetáculo de música (qual?), depois almoçarem no restaurante do estádio (qual?), visitarem o museu (qual?), comprarem em lojas temáticas (quais?) e depois assistirem ao futebol, tem tanto de otimista quanto de ingênua. É preciso não conhecer o Rio, o futebol, o torcedor e as famílias de hoje - e não de quando, por exemplo, o clube que acaba de se tornar o primeiro cliente do consórcio promovia com sucesso a perfumada "Noite do Leite de Rosas" e realizava seus jogos diante do ambiente florido das sociais do então maior estádio do Brasil. E dizer que é para essa utópica área de convivência que demolirão um estádio de atletismo, um parque aquático e uma escola.
Ainda não dá para saber até onde vai a ingenuidade de Borba. Ou se há desinformação por trás dela. Ou - o que é bem possível - se se trata, mesmo, de um empresário de black tie, daqueles que acham que o futebol, como tudo na vida, é de exclusividade dos eleitos. A estes, tudo, e aos outros, que se contentem em torcer pela TV, a sua, a do vizinho ou a do botequim da esquina.
Enquanto não sabemos ao certo qual é a do presidente do consórcio, façamos dele sério concorrente de Regis Fichter (o secretário que confessou a incapacidade do estado para administrar um Maracanã que lhe custou mais de bilhão) na disputa para ser o "cocoroca do ano", título que o saudoso Stanislaw Ponte Preta costumava atribuir aos destaques do seu festival de besteira que assolava - e ainda assola - o país.

Amistosos

14h30 Lucerna 1x4 Borussia Dortmund

Veterana espanhola vence a primeira em Bastad

Bastad (Suécia) - Mais velha na chave do WTA de Bastad, a espanhola Lourdes Dominguez fez valer a condição de cabeça de chave número 5 e passou pela estreia no torneio. A atleta de 32 anos venceu, nesta segunda-feira, a compatriota Anabel Medina em sets diretos, com tranquilos 6/1 e 6/2, em 1h21 de partida.
Pela segunda rodada no saibro sueco a veterana espanhola terá pela frente quem passar do duelo envolvendo a pernambucana Teliana Pereira e a alemã Dinah Pfizenmaier, que se enfrentam nesta terça-feira às 6h (horário de Brasília), no primeiro jogo da quadra 2.
Outra espanhola que passou pela estreia em Bastad foi Arantxa Parra, responsável pela eliminação da russa Alla Kudryavsteva em virada com placar de 2/6, 6/4 e 7/5, em batalha de 2h13. Ela espera agora quem passar no embate entre a tcheca Klara Zakopalova, terceira favorita, e a convidada da casa Ellen Allgurin.
Quem não teve a mesma sorte foi a espanhola Silvia Soler, que apesar de ser a sétima pré-classificada não fez valer sua condição e caiu diante da francesa Virginie Razzano, com parciais de 7/5 e 6/1. Na fase seguinte, a francesa pega ou a compatriota Caroline Garcia, ou a romena Alexandra Dulgheru.
No duelo entre atletas da casa, a cabeça de chave 8 Johanna Larsson arrasou a compatriota Sofia Arvidsson com duplo 6/1, após 61 minutos de jogo. A sueca encara na segunda rodada a vencedora do confronto entre a russa Nina Bratchikova e a quali holandesa Lesley Kerkhove.
A italiana Flavia Pennetta fechou a lista das vencedoras desta segunda-feira no torneio sueco, precisando de três sets para superar a colombiana Mariana Duque-Marino com placar final de 6/1, 4/6 e 6/4, em exatas duas horas. Ela terá pela frente a vencedora da partida entre a convidada da casa Rebecca Peterson e a romena Simona Halep, segunda favorita.

Sharapova desiste de Stanford e volta em Toronto

Los Angeles (EUA) - Maria Sharapova anunciou nesta segunda-feira que deve voltar a jogar somente no Premier de Toronto, no começo de agosto. A russa estava inscrita no Premier de Stanford, mas decidiu se poupar, alegando oficialmente dores no quadril.
Neste final de semana, Sharapova terminou o trabalho com o treinador Thomas Hogstedt, com quem ficou por dois anos e meio. Para o seu lugar, a russa chamou o norte-americano Jimmy Connors, que já treinou o compatriota Andy Roddick.
Sharapova decepcionou em Wimbledon, onde caiu na segunda rodada diante da portuguesa Michelle Larcher de Brito. Na volta, a russa tentará o primeiro título no torneio canadense, que alterna entre Montreal e Toronto a cada ano.
A jogadora de maior ranking inscrita em Stanford é a polonesa Agnieszka Radwanska, número 4 do mundo. A campeã de Wimbledon Marion Bartoli também está na lista, mas é possível que ela desista e apareça no Canadá. Serena Williams é a atual campeã do torneio, mas a número 1 do mundo não retornará.

Gonçalves e Pigossi começam bem em Campos

Campos do Jordão (SP) - Duas excelentes vitórias da nova geração abriram o Brasil Tennis Series, torneio feminino que conta pontos para o ranking mundial. Na quadra sintética do Tênis Clube de Campos do Jordão, Paula Gonçalves e Laura Pigossi avançaram às oitavas de final. Nanda Alves e Ana Clara Duarte foram eliminadas.

Em ótima fase, Paulinha entrou como cabeça 7 do torneio e superou a chilena Fernanda Brito, por 6/1 e 7/6 (7-2). A pupila de Carlos Kirmayr, que nesta semana ocupa o 305º posto do ranking, aguarda agora quem passar do duelo entre a argentina Sofia Blanco e a paulista Carla Forte.

Semifinalista há 10 dias em Rio Preto, Pigossi também aproveita bem a série de torneios de US$ 25 mil que acontecem no país. Aos 18 anos e 432ª do mundo, ela honrou o convite recebido e enfim superou a boliviana Maria Fernanda Alvarez, cabeça 6 e campeã em Campos há três anos, por 6/4 e 6/1. "Não aguentava mais perder para ela. Hoje consegui jogar firme e confiante", contou. Na próxima fase, Laura enfrenta a juvenil Luisa Stefani ou a qualificada Nathalia Rossi.

Duas vezes campeã na cidade, Nanda levou virada da venezuelana Adriana Perez, cabeça 3, por 1/6, 6/1 e 6/3, e Ana Clara parou na norte-americana e cabeça 4 Chieh-Yu Hsu, por 6/3 e 6/4.

Outras sete brasileiras entram em quadra nesta terça-feira no complemento da primeira rodada. Veja a ordem das partidas, que têm ingresso gratuito para o público:

Quadra principal - 10 horas
[1]Maria Irigoyen (ARG) vs. Gabriela Cé (BRA)
Natasha Fourouclas (AFS) vs. Eduarda Piai (BRA)
Não antes das 14 horas
Raquel Piltcher (BRA) vs. Guadalupe Rojas (ARG)

Quadra 1 - 10 horas
Ximena Hermoso (MEX) vs. [2]Veronica Cepede (PAR)
[5]Florencia Molinero (ARG) vs. Carolina Zeballos (ARG)
Não antes das 14 horas
Ana Sanchez (MEX) vs. Daiana Negreanu (ROM)

Quadra 2 - 10 horas
Montserrat Gonzalez (PAR) vs. Andrea Benitez (ARG)
Luisa Stefani (BRA) vs. Nathalia Rossi (BRA)
Não antes das 14h30
Veronica Cepede (PAR)/Adriana Perez (VEN) vs. Andrea Benitez (ARG)/Carla Forte (BRA)

Quadra 3 - 10 horas
Sofia Blanco (ARG) vs. Carla Forte (BRA)
Nathaly Kurata (BRA) vs. Steffi Carruthers (SAM)
Não antes das 14h30
Chieh-Yu Hsu (EUA)/Patricia Ku Flores (PER) vs. Paula Gonçalves (BRA)/Maria Irigoyen (ARG)

O Brasil Tennis Series  é apresentado pela EMS Pharma e pela Guarani, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, através do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, e conta com o patrocínio Dualette, HTH e Boa Vista Serviços. O apoio é da Confederação Brasileira de Tênis, Federação Paulista de Tênis e da Prefeitura de Campos do Jordão.  A organização é da Associação Itapirense de Judô, Esportes e Cultura.

Herói em 2002, Tavarelli prevê final sem favorito do 'prático' Olimpia contra os 'diferenciados' do Atlético

Reuters
Elenco do Olimpia campeão da Libertadores em 2002, com Tavarelli (vermelho) no gol
Elenco do Olimpia campeão da Libertadores em 2002
Ricardo Tavarelli é um dos grandes ídolos da história do Olimpia. O goleiro esteve em seis conquistas do Campeonato Paraguaio pelo time decano e foi fundamental no último título da Libertadores, em 2002. Nela, o ‘Mono' se consagrou ao defender pênaltis na semifinal diante do Grêmio e na decisão contra o surpreendente São Caetano. O clube de Assunção, por sinal, esteve atrás no placar na ida (0 a 1 para o Azulão no Paraguai) e na volta (0 a 1 para os paulistas até o intervalo do segundo tempo).
Hoje, Tavarelli segue ligado ao Olimpia, pois ocupa o cargo de diretor esportivo há dois anos e meio.
Nesta entrevista ao ESPN.com.br, ele fala um pouco da carreira dentro e fora das quatro linhas, relembra da conquista de 2002 e projeta a final entre Olimpia e Atlético-MG - começa nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Estádio Defensores del Chaco.

Leia abaixo a íntegra da conversa
Como está sendo atuar como dirigente?É muito mais fácil jogar, mas é uma posição que gosto, de fazer e realizar projetos. É minha forma de ficar ligado ao futebol. Não gostaria de ser treinador, mas gosto do futebol, do ambiente.
Como crê que pode ajudar na diretoria?Minha experiência no vestiário. Sei o que o jogador pensa, e sei do esforço da diretoria. Sempre fica essa disputa, jogadores têm coisas corporativas, sempre tem uma cobrança entre eles. Como jogador, é uma coisa. Como diretor esportivo, é outra. Tem que olhar por todo mundo, tem que cuidar de muitas coisas, projeção, presente. Esse é o maior prêmio para nós, a alegria da torcida.
Li notícias de que o Olimpia está em grave crise financeira. Como está a situação?Não, aqui no clube não tem isso. Agora não. Tivemos uma situação de crise no começo do ano, mas os jogadores ficaram todos fechados, fecharam o vestiário. Juraram ir para frente. A torcida acompanhou. A campanha na Libertadores ajudou a colocar torcida e time juntos.
Do que se lembra da final da Libertadores em 2002?Final muito difícil, a gente perdeu em casa por 1 a 0, saímos perdendo por 1 a 0 no primeiro tempo na volta. Mas era um time de muita personalidade, com muita garra, tinha uma coluna vertebral experiente. O time de 2002 era aguerrido, esse também é, os jogadores do Olimpia tem muita raça, personalidade, muita qualidade.
Como projeta a decisão contra o Atlético-MG?Não sei, agora vamos olhar. São 11 contra 11, com dois times bons. O Olimpia tem um futebol prático, vertical, sem muito toque de bola. Já o Atlético tem jogadores diferenciados do meio para frente. São dois estilos bastante diferentes. O Olimpia não precisa muito para chegar à área.
O assédio sobre os jogadores está forte? Já receberam propostas?Sim, obviamente. Mas agora ninguém está pensando nessas coisas. Tudo está centrado na final. Depois disso... Todo mundo agora está com a mente nos próximos dois jogos, vai ser difícil.
Martin Silva é um dos principais, se não o principal, responsável pela ida do Olimpia à decisão. Acredita que ele tem um pouco de seu estilo?Ele tem um estilo mais conservador, eu gostava muito de pular, tenho essas coisas. Ele tem outra característica. Eu que o trouxe, o seguia desde 2009, no Defensor. Aí, quando me tornei dirigente aqui, logo quis trazê-lo. Vendemos para ele um projeto, e saiu campeão aqui. O Olimpia fazia tempo que não tinha um goleiro titular, trouxe muitos outros, e agora ele ficou desde 2010 para frente.

Você passou pelo futebol brasileiro atuando pelo Grêmio em 2004. Como foi?Um clube fantástico, torcida espetacular, clube que gostei muito, tem muita garra. Tem muita história. Meu segundo time.

Teliana ganha terreno e alcança seu melhor ranking

Miami (EUA) - Continua subindo a pernambucana Teliana Pereira no ranking da WTA. Nesta segunda-feira, ela voltou a ganhar posições, mas ainda não chegou ao tão sonhado top 100, ficando muito próximo de alcançar a meta. A número 1 do Brasil subiu seis colocações e agora é a 105ª melhor do mundo.
Embora ainda não tenha conseguido figurar entre as 100 primeiras, Teliana não só se aproximou muito de um lugar nesta faixa do ranking, como também ficou cada vez mais próxima de disputar o primeiro Grand Slam da carreira. A lista do US Open sai com base no ranking desta semana e coloca as 104 primeiras na chave principal.
Podendo ainda contar com atletas de ranking protegido e algumas eventuais desistências, a pernambucana tem grandes chances de estar em ação nas quadras de Flushing Meadows. Neste ano, Teliana tentou a sorte no quali dos outros três Slam, mas em nenhum deles conseguiu passar pelo classificatório e entrar na chave principal.
A segunda melhor brasileira no ranking continua sendo a paulista Beatriz Haddad Maia, que manteve a 270ª colocação. Já a paulista Paula Gonçalves, terceira melhor do país, ganhou as mesmas seis posições que Teliana e saiu da 311ª colocação para a 305ª. A catarinense Maria Fernanda Alves fecha o grupo de representantes nacionais no top 400 no 393º lugar.

Com dores no quadril, Maria Sharapova desiste do Premier de Stanford

Maria Sharapova não vai mais participar do Premier de Stanford. Nesta segunda-feira, a russa confirmou a desistência do torneio norte-americano alegando dores no quadril, por conta de uma lesão sofrida em Wimbledon, e assim a tenista deve retornar ao circuito somente no Premier de Toronto.
Diretora do torneio disputado em Stanford (EUA), Kim Hall disse em comunicado divulgado nesta segunda que os organizadores da competição estão "desapontados pelos fãs" e destacou que "infelizmente as lesões fazem parte do esporte".
Em Wimbledon, Sharapova fez uma campanha muito ruim e foi eliminada logo na segunda rodada do torneio britânico, ao perder para a portuguesa Michelle Larcher de Britto por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4).
Nesta final de semana, Maria Sharapova parou de trabalhar com o treinador Thomas Hogstedt, que estava treinando a russa há dois anos e meio, e contratou o norte-americano Jimmy Connors, que já foi técnico de Andy Roddick, tenista dos Estados Unidos.

Rus evita 18ª derrota seguida, mas iguala recorde

Bad Gastein (Áustria) - A holandesa Aranxta Rus evitou nesta segunda-feira a 18ª derrota seguida em torneios WTA. Em Bad Gastein, a jogadora de 22 anos derrotou a espanhola Maria Teresa Torro Flor na primeira rodada por 7/5, 5/7 e 6/4. Sua série de 17 reveses é a maior da história, empatada com Sandy Collins nos anos 80.
A última vitória de Rus em um WTA havia sido na estreia do torneio de Dallas, em agosto. A holandesa terminou a temporada com mais três derrotas em primeiras rodadas. O calvário de Rus continuou em Auckland, Sydney, Melbourne, Bogotá, Indian Wells e Miami. Ao sair do top 100, a holandesa precisou jogar ITFs, mas também perdeu de cara em Osprey.
Após mais duas derrotas em WTA, Rus finalmente ganhou um jogo, na estreia do challenger de Cagnes sur Mer. No entanto, ela só venceu outra vez no ITF de Marselha, chegando às quartas. Rus caiu na estreia em outros três WTA, passou pela primeira rodada em um ITF em seu país e então encerrou a série de derrotas no circuito principal nesta semana. Ela é atualmente a número 262 do ranking mundial.
A próxima adversária de Rus será a espanhola Estrella Cabeza ou a eslovena Tadeja Majeric. Cabeça de chave 1 em Bad Gastein, Mona Barthel teve uma estreia tranquilíssima no saibro austríaco. A alemã aplicou uma 'bicicleta', duplo 6/0 em 35 minutos, contra a norte-americana Chiara Scholl. Barthel joga na segunda rodada contra a austríaca Lisa Maria Moser ou uma jogadora do qualificatório.
A terceira favorita, Irina Camelia Begu, também passou sem problemas pela primeira rodada. A romena derrotou a convidada alemã Carina Witthoeft por duplo 6/3. Sua próxima oponente será a austríaca Yvonne Meusburger, vice-campeã de Budapeste. Já a italiana Karin Knapp marcou 6/3 e 6/2 contra a russa Valeria Solovyeva e espera Alexandra Cadantu ou Maria João Koehler.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Craque tem de correr

"Uma das grandes bobagens que ouvi em minha carreira é que o jogador não tem que correr, a bola é que tem." Se qualquer outra pessoa dissesse isso, além de Josep Guardiola, haveria margem de contestação. Mas foi o técnico do Bayern quem fez esta afirmação no teatro Gran Rex, em Buenos Aires, em sua palestra de 2 de maio passado.
O lema de Guardiola, o craque também tem de correr, diz muito a respeito dos desempenhos de Corinthians e São Paulo na rodada de ontem, prévia da final da Recopa entre os dois clubes, na quarta-feira.
O Corinthians correu muito. O São Paulo andou. É mais difícil impor ritmo forte no sol das 4 da tarde em Salvador do que domingo de sol no inverno paulistano. Mas o xis da questão não é esse.
Maicon errou passe aos 21 minutos do primeiro tempo e o meio de campo do São Paulo parou.
Dali nasceu o lançamento de Renato Cajá para o gol de Dinei, que empatou Vitória x São Paulo em 1 a 1 naquele instante.
No Pacaembu, Tite escalou Pato na ponta esquerda com funções de marcação que não tinha nos primeiros tempos após seu retorno ao Brasil. No primeiro semestre, quando Pato e Guerrero jogavam juntos, o treinador corintiano deixava para o peruano a função de acompanhar o volante adversário.
Pato ontem voltou até a intermediária defensiva para marcar o lateral Michel, do Atlético-MG.
O craque correr ou colocar a mão na cintura nem sempre define o resultado da partida. Basta ver o andamento das partidas de Corinthians e São Paulo ontem. Até o intervalo, o Corinthians corria e o São Paulo andava. O time de Tite perdia, o de Autuori empatava.
Pato não fez grande atuação. Correu. Ganso também não. Andou.
Mas o time que se dedica a todas as disputas de bola diz muito a respeito do que se pode esperar dele a médio prazo.
Nos primeiros quinze minutos de segundo tempo em Salvador, o São Paulo sofreu um gol, teve um pênalti marcado contra sua meta e uma bola de Maxi Biancucchi raspando a trave de Rogério.
A formação de Autuori projeta um time em que Ganso jogue mais perto dos atacantes. Se for estático como ontem, não funcionará.
Nos últimos meses, o melhor jogador do São Paulo é também o que mais corre: Jadson. O Corinthians se ressente da saída de seu melhor jogador, também o de maior deslocamento no gramado: Paulinho.
arte/Editoria da Arte
Vitória x São Paulo / Corinthians x Atlético-MG
Vitória x São Paulo / Corinthians x Atlético-MG
Mas o fato de estar mais montado e à custa de um sistema em que todos atacam e correm para recompor a defesa faz o Corinthians mais time do que o São Paulo atual.
Para ganhar a Recopa dentro do Pacaembu, na quarta-feira, o São Paulo precisará de atuação muito mais sólida do que a de ontem, em Salvador.
Vai precisar também de um time em que os craques façam mais do que pensar. Corram, como manda Pep Guardiola.
O TIME AJUDA
O Atlético tinha só Victor, Réver e Bernard titulares contra o Corinthians. E fez apresentação excelente no Pacaembu. Exemplo que, em boa fase, todos vão bem. O fato de treinar todos os jogadores por dois anos e meio faz reservas e titulares saberem de memória o que precisam fazer.
SEMANA VERDE


O Palmeiras pulou para segundo da Série B, com velocidade no ataque e fragilidade na defesa. O empate entre Chapecoense e Joinville, no sábado, ajudou. Nesta semana, é diferente. O Palmeiras encara o Figueirense. Derrota pode deixá-lo em quinto, caso o Sport vença o Icasa, amanhã.

Estreia de Autuori marca oitavo jogo sem vitória, sequência inédita desde... Paulo Autuori

O primeiro jogo de Paulo Autuori como técnico do São Paulo foi o oitavo sem vitória do Tricolor. Claro que Autuori não tem quase nada a ver com isso. Chegou para resolver uma situação que começou com cinco jogos sob o comando de Ney Franco e dois com Mílton Cruz no banco de reservas. Mas oito jogos sem vitória é coisa tão rara no Morumbi que provoca a curiosidade de ir a buscar a última vez.
Em 10 de agosto de 2005, o Figueirense venceu o São Paulo por 3 x 1 e fechou uma sequência de cinco empates e três derrotas. O técnico daquela vez era justamente Paulo Autuori.
Há outra diferença entre as duas situações, além de Autuori ter dirigido as oito partidas sem vitórias de 2005 e só um jogo dos oito de 2013. A série anterior foi registrada nas oito rodadas do Campeonato Brasileiro imediatamente posteriores ao título da Libertadores. Não havia crise, mas festa, embora a preocupação batesse à porta no retorno de Santa Catarina, pela 19a posição na tabela, abrindo a zona de rebaixamento num campeonato disputado por 22 clubes.
Aquela sequência terminou quatro dias depois ganhando do Fortaleza por 3 x 2 no Morumbi. O nono jogo da série atual é contra o Corinthians, quarta-feira, final da Recopa. Há chance de agravar a crise.
A última vez que o São Paulo passou nove partidas sem vencer foi entre maio e junho de 1987. Cilinho era o técnico e a crise terminaria com o título estadual daquele ano, conquistado em agosto.
SÃO PAULO 2013 - OITO JOGOS SEM VENCER
2/junho - Atlético Mineiro 0 x 0 São Paulo
5/junho - São Paulo 0 x 1 Goiás
12/junho - Grêmio 1 x 1 São Paulo
29/junho - Flamengo 1 x 0 São Paulo
3/julho - São Paulo 1 x 2 Corinthians
7/julho - São Paulo 0 x 2 Santos
10/julho - São Paulo 1 x 2 Bahia
14/julho - Vitória 3 x 2 São Paulo
SÃO PAULO 2005 - OITO JOGOS SEM VENCER
17/julho - Santos 2 x 1 São Paulo
20/julho - Brasiliense 3 x 3 São Paulo
23/julho - São Paulo 0 x 1 São Caetano
27/julho - Atlético Mineiro 0 x 0 São Paulo
30/julho - Juventude 2 x 1 São Paulo
4/agosto - São Paulo 3 x 3 Palmeiras
7/agosto - São Paulo 0 x 1 Goiás
10/agosto - Figueirens 3 x 1 São Paulo
SÃO PAULO 1987 - NOVE JOGOS SEM VENCER
17/maio - Guarani 0 x 0 São Paulo
20/maio - São Paulo 0 x 2 Bandeirante (Birigui)
24/maio - São Paulo 0 x 0 Juventus
26/maio - Noroeste 2 x 1 São Paulo
28/maio - São Paulo 0 x 0 São Bento
30/maio - Napoli 2 x 2 São Paulo
31/maio - São Paulo 0 x 0 Mogi Mirim
4/junho - São Paulo 2 x 2 Guarani
6/junho - Juventus 2 x 0 São Paulo
Observação: Amistoso contra o Napoli foi parte do pagamento de Careca ao clube italiano. Os dois jogos contra o Juventus foram válidos pelo Campeonato Paulista. Nenhuma referência ao clube da Itália, como poderia parecer pela partida contra o Napoli estar incluída nesta sequência.

O Alexandre Pato de 15 milhões de euros, dois gols em 12 jogos e as vaias da torcida do Corinthians



Foram dez jogos sem balançar as redes, algo impensável para um atacante considerado de primeira linha. O jejum acabou com o par de tentos sobre o Bahia, aproveitando erros (o segundo deles bizarro) de Madson, o lateral-direito do tricolor baiano. Uma semana depois, derrota para o Atlético (0 a 1) em São Paulo e vaias da torcida do Corinthians no Pacaembu.
Alexandre Pato teve uma atuação tão pálida diante dos (oito) reservas do brasileiro finalista da Libertadores 2013 que a torcida perdeu a paciência. A esperança no futebol que motivou os corintianos a repatriá-lo por € 15 milhões esfarelou por um momento. E só vai reaparecer se o camisa 7 voltar a marcar. E a jogar realmente bem.
Diante do Galo, Alexandre Pato até que tentou acompanhar as subidas do lateral Michel no primeiro tempo. Fez dois desarmes certos nos 90 minutos, mas não foi além. Aos poucos, parecia desanimar, murchar. Uma chance perdida antes do intervalo e uma finalização no começo da etapa complementar foram brilharecos que não ofuscaram sua palidez em campo.
Gazeta Press
Alexandre Pato foi vaiado neste domingo: atuação pálida contra reservas do Atlético em derrota
Alexandre Pato foi vaiado neste domingo: atuação pálida contra reservas do Atlético em derrota
Pato deu um drible, fez três faltas, sofreu duas; não foi além dos dois arremates certos acima citados, ficou uma vez impedido e errou o único lançamento que tentou. Foi, longe, quem menos tocou na bola entre os titulares, com 17 passes (Guerrero, que veio acima dele neste ranking, acumulou 29). Os dois foram os que mais vezes perderam a posse da pelota dominada, 13 cada.
Os números do Footstats ilustram a fraca atuação do jogador mais caro do Brasil, que em alguns momentos caminhava pelo gramado do Pacaembu como se não estivesse no meio de um jogo de futebol. Pato chega a passear em campo. Distante, frio. Desanimado. Desanimador. Daí as vaias.
E você, corintiano, ainda acredita que Alexandre Pato vá justificar a pequena fortuna nele investida pelo Corinthians? Afinal, foi ou vai se transformar em um bom negócio?
Gosta de vídeos de torcidas, de estádios? Vá ao canal no Youtube clicando aqui
Mauro Cezar: 'Pato se desliga do jogo, entra em 'modo de espera', e parece não ligar para vaias'!

Quatro brasileiras estreiam em Campos do Jordão

Campos do Jordão (SP) - Comandadas pela experiência de Nanda Alves, duas vezes campeã, quatro brasileiras estreiam nesta segunda-feira no Brasil Tennis Series, torneio que mantém a tradição dos eventos do tênis feminino em Campos do Jordão, com premiação de US$ 25 mil e importantes pontos para o ranking mundial.

Nanda abre a quadra principal às 9h30 contra a venezuelana e cabeça 3 Adriana Perez e logo em seguida a paulista Paula Gonçalves, sétima na lista de inscritas, enfrenta a chilena Fernanda Brito. A esperança Laura Pigossi tem tarefa dura diante da boliviana Maria Fernanda Alvarez, outra que já venceu em Campos,  Por fim, a carioca Ana Clara Duarte tem tarefa difícil contra a norte-americana Chieh-Yu Sun, quarta favorita.

Nos primeiros quatro jogos encerrados do qualificatório, as paulistas Carla Forte, Nathalia Rossi e Nathaly Kurata avançaram para a chave principal. Nesta segunda-feira, Samantha Rego e Karina Venditti disputam a rodada decisiva.

Veja a ordem das partidas desta segunda-feira no Tênis Clube local. A entrada é gratuita para o público:

Quadra principal - 9h30
Maria Fernanda Alves (BRA) vs. [3]Adriana Perez (VEN)
[7]Paula Gonçalves (BRA) vs. Fernanda Brito (CHI)
Não antes das 13 horas
Maria Fernanda Alvarez (BOL)/Nanda Alves (BRA) vs. Montserrat Gonzalez (PAR)/Ana Sanchez (MEX)
Victoria Boso/Catalina Pella (ARG) vs. Mailen Auroux (ARG)/Ana Clara Duarte (BRA)

Quadra 1 - 9h30
Laura Pigossi (BRA) vs. [6]Maria Fernanda Alvarez (BOL)
Victoria Bosio (ARG) vs. Patricia Ku Flores (PER)
Não antes das 13 horas
Gabriela Cé/Laura Pigossi (BRA) vs. Ximena Hermoso (MEX)/Daniela Schippers (GUA)

Quadra 2 - Por volta de 11 horas
Mailen Auroux (ARG) vs. [8]Catalina Pella (ARG)
Não antes das 13 horas
Suellen Abel/Luisa Stefani (BRA) vs. Raquel Piltcher/Nathalia Ross (BRA)

Quadra 3 - Por volta de 11 horas
[4]Chieh-Yu Hsu (EUA) vs. Ana Clara Duarte (BRA)
Não antes das 13 horas
Marcela Bueno/Flávia Bueno (BRA) vs. Ana Farinha (BRA)/Carolina Zeballos (ARG)
Fernanda Brito (CHI)/Guadalupe Rojas (ARG) vs. Eduarda Piai/Karina Venditti (BRA)

O Brasil Tennis Series  é apresentado pela EMS e pela Guarani, por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, através do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, e conta com o patrocínio das empresas  Melhoramentos, HTH e Boa Vista. O apoio é da Confederação Brasileira de Tênis, Federação Paulista de Tênis e da Prefeitura de Campos do Jordão.  A organização é da Associação Itapirense de Judô, Esportes e Cultura.

Argentina conquista Campinas sem perder sets

Campinas (São Paulo) - A argentina Maria Irigoyen conquistou seu primeiro troféu na temporada 2013 ao faturar com tranquilidade a etapa de Campinas do Circuito Mundial de Tênis Feminino, torneio que conta pontos para o ranking mundial e distribuiu US$ 25 mil em prêmios. Diante de ótimo público na quadra principal da Sociedade Hípica, ela derrotou a paraguaia Veronica Cepede, por duplo 6/2.

"Gosto muito de jogar no Brasil, sempre me sinto em casa", afirma a tenista de 26 anos, que não perdeu set em toda a semana. Ela, no entanto, admite estar perto do seu limite. "Confesso que estou um tanto cansada porque venho de uma grande série de torneios". Irigoyen veio ao país diretamente de Wimbledon e foi semifinalista em Rio Preto na semana passada.

Atual 208ª do ranking, os 50 pontos somados podem novamente levá-la para o top 200, mas para se manter lá ela terá de defender na próxima semana o título do ano passado em Campos do Jordão. Sua mais alta posição no ranking veio três anos atrás, com a 167ª posição.

Revelação paraguaia de 21 anos, Cepede não ficou satisfeita com sua atuação na final. "Não consegui encontrar o melhor ritmo", reclama a 223ª do mundo. Ela também segue para o Brasil Tennis Series de Campos do Jordão, onde foi campeã em 2011.

A segunda edição do Circuito Mundial de Tênis Feminino do Interior foi apresentada pela Usina Colombo/Açúcar Caravelas por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, através do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, e contou com o patrocínio das empresas Mahle, Romi, Tilibra, Poty, Supermercados Sonda e Correios. O apoio foi da Confederação Brasileira de Tênis, Federação Paulista de Tênis e Sociedade Hípica de Campinas, com organização da Associação Saque de Ouro.

Bia faz tratamento e não tem previsão de retorno

São Paulo (SP) - Bia Haddad terá de esperar mais alguns dias para saber os próximos passos do tratamento que será realizado para se recuperar da lesão no ombro direito. A canhota de 17 anos escorregou e caiu sobre o braço na sexta-feira, durante partida válida pelas quartas de final do torneio de Campinas.

A número 2 do Brasil fez todos os exames na Capital e segue aos cuidados do especialista Gilbert Bang. "A Bia sofreu uma contusão óssea na queda sobre o braço direito e apresenta uma inflamação extensa na articulação do ombro. Por enquanto segue imobilizada e tratando a dor e a inflamação. Conforme a recuperação durante a semana, definiremos o plano terapêutico", informou o médico.

Na casa dos pais em São Paulo, Bia Haddad continua confiante na recuperação para conseguir voltar o quanto antes às competições. No ínicio de agosto, ela e seu técnico Larri Passos planejam mais uma excursão pela Europa visando os torneios profissionais.

"Estou com dores, mas me mantenho muito otimista que tudo isso vai passar", diz a número 2 do Brasil. "Sei que isso faz parte da carreira dos atletas e logo estarei de volta, feliz e firme com os meus objetivos".

Musa do Esporte











Bárbara Seixas lamenta perda de ponto durante final do Grand Slam de Gstaad, na Suíça. Ela e Lili ficaram com a medalha de prata após perderem para as chinesas Chen Xue e Zhang Xi por 2 sets a 0, com parciais de 21/16 e 21/14. Na disputa pelo terceiro lugar, as brasileiras Taiana e Talita bateram as alemãs Ludwig e Walkenhorst por 2 sets a 0, parciais de 21/14 e 21/13.

Vinci impede o tri de Errani no saibro de Palermo

Palermo (Itália) - Em duelo italiano e entre grandes amigas, Roberta Vinci derrotou sua parceira de duplas Sara Errani na decisão do WTA de Palermo, disputado sobre o saibro. A cabeça 2 anotou as parciais de 6/3, 3/6 e 6/3, encerrando série de cinco derrotas consecutivas para a número 6 do mundo.

Vinci evitou assim o tricampeonato da amiga em Palermo. Errani havia vencido os torneios de 2008 e 2012. Foi o nono troféu de sua carreira e o segundo da temporada, o que a deixa ainda mais perto de uma inédita entrada no top 10 do ranking. Ela é a 11ª na lista desta semana.

Mesmo perdendo o saque logo no primeiro game da partida, Vinci reagiu e venceu o primeiro set. Mas perdeu o ritmo e Errani chegou a abrir 5/1 no segundo antes de levar a decisão ao set final. Aí, Roberta disparou com das quebras e 4/0, permitiu pequena reação da adversária mas conseguiu concluir o placar.

Errani havia vencido os dois duelos entre elas no saibro e não perdia da tenista com quem divide a liderança do ranking de duplas desde o torneio de Linz de 2010.

Jogadores incorporam 'espírito Renato Gaúcho' na estreia do técnico na Arena

Veja os gols da partida
Logo no primeiro jogo na Arena, Renato Gaúcho já mostrou que seu serviço foi implantado no time do Grêmio, que venceu o então líder Botafogo por 2 a 1 neste domingo. Após a partida, os jogadores falaram o discurso que o técnico utilizou para motiva-los.
"A gente tem que pegar um pouquinho do Renato, como ele era dentro de campo, que vai dar nisso aí", disse Pará. "Ele tem passado para a gente o espírito do Grêmio, do clube. O que não faltou foi garra, determinação. É isso que ele tem frisado", completou Kleber.
"O Renato falou que quando foi campeão do mundo sempre teve muita entrega. Quando o dia não estava bom, tinha que dar raça. O Renato implantou isso na gente, para quando marcar nunca desistir", afirmou Alex Teles.
Após a partida de domingo, o próprio Renato Gaúcho comentou a atuação da sua equipe. "Antes do jogo eu tinha falado que vocês vão ver a cara do treinador do Grêmio na equipe do Grêmio. O presidente falou ‘Estamos resgatando a pegada do Grêmio'".

Seedorf e Lucas se tornam dúvidas para jogo contra o Náutico

Getty
Seedorf sentiu dores no tornozelo diante do Grêmio
Seedorf sentiu dores no tornozelo diante do Grêmio
O técnico Oswaldo de Oliveira pode ter dificuldades para escalar o Botafogo contra o Náutico. Enquanto o volante Marcelo Mattos recebeu o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Grêmio e está suspenso, Seedorf e Lucas preocupam para a próxima partida.
A ausência de Marcelo Mattos será amenizada pelo retorno de Gabriel, que cumpriu suspensão justamente contra o Tricolor Gaúcho e está liberado para fazer dupla de volantes com Renato na próxima partida.
Seedorf, por outro lado, reclamou de dores no tornozelo direito após sofrer uma entrada do atacante Kleber já aos 42 minutos do segundo tempo. Com as três substituições já realizadas por Oswaldo, o holandês seguiu atuando até o final, mas chegou a mancar em campo.
Lucas pode ter se tornar o terceiro desfalque para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral direito sentiu o tornozelo direito contra o Grêmio e foi substituído por Gilberto.
O Glorioso soma 13 pontos na terceira posição do Campeonato Brasileiro. O jogo contra o Náutico, válido pela oitava rodada da competição, será no sábado, às 21 horas (de Brasília), em São Januário.

Fla vence clássico em Brasília e manda Vasco para zona de rebaixamento

Gazeta Press
Paulinho (centro) abriu o placar para o Flamengo no clássico contra o Vasco
Entre Elias e Marcelo Moreno, Paulinho comemora o gol da vitória do Fla no clássico, seu primeiro pelo clube
Um mês fez a diferença. Este é o tempo que Mano Menezes tem a mais no cargo do que o estreante Dorival Júnior. Talvez por isso, mais organizado e dominante na maior parte do clássico, o Flamengo bateu o Vasco por 1 a 0, gold e Paulinho, em Brasília. Com o resultado, os rubro-negros deixaram a zona de rebaixamento e chegaram ao 11º lugar. Quem entrou na degola foi o Vasco, agora o 17º do Brasileiro.
Desde o início, o padrão de jogo superior do Flamengo ficou bem claro. Sem desfalques, Mano Menezes mandou todos seus jogadores a campo. Carlos Eduardo voltou ao time, mas desta vez esteve posicionado no lado esquerdo. Paulinho pela direita. Marcelo Moreno centralizado e o Flamengo a toda para cima do rival.
O ritmo era frenético. Muita disputa, jogadas agudas e viradas de jogo com frequência. Em uma delas, logo aos cinco minutos, Carlos Eduardo recebeu a bola de frente para o gol e chutou forte, assustando o goleiro Diogo Silva, a principal novidade de Doriavl Júnior.
Bem melhor distribuído em campo, o Flamengo não teve dificuldades de se impor. A troca de lados entre Gabriel e Carlos Eduardo parecia confundir a defesa vascaína, que parecia apenas observar. Por duas vezes, Gabriel, pelo lado esquerdo, entortou dois marcadores e cruzou forte, mas a bola passou por todos na pequena área.
Ao Vasco cabia a tentativa de utilizar Éder Luís pela direita do ataque como válvula de escape, em grande velocidade. Mas o bom posicionamento da defesa rubro-negra invariavelmente fazia a tentativa vascaína cair por terra. Do outro lado, Diogo Silva tinha trabalho em segurar o ataque rubro-negro, que quase marcou em uma bomba de Marcelo Moreno, espalmada pelo goleiro vascaíno.
Aos 29 minutos, o golpe fatal. Wallace saiu da defesa rubro-negra, tabelou com Gabriel e recebeu de volta. Na frente da área, ele tocou para Elias, que ficou frente a frente com Diogo Silva. O chute parou no goleiro, mas, no rebote, o camisa 8 rubro-negro apenas rolou para o lado esquerdo. Paulinho recebeu sozinho, com o gol vazio, e não teve perdão. Flamengo 1 a 0 em Brasília.
Na saída de bola, o Vasco tentou dar um respiro mais uma vez com Éder Luís pelo lado direito, em bela arrancada. No cruzamento, André tentou desviar, mas mandou pela linha de fundo. Um dos raros momentos em que o vasco apareceu no jogo. No vaivém alucinante, o primeiro tempo chegou ao fim deixando claro que seria impossível que ambas as equipes mantivessem o padrão físico no segundo tempo. E não foi.
Na volta do intervalo, Dorival Júnior tentou agredir mais o adversário, deixando clara a percepção de que havia sido inteiramente dominado. De uma vez só, sacou Fellipe Bastos e Alisson para as entradas de Dakson e Edmílson, deixando o time com três atacantes. Mas o ritmo do jogo, claramente, diminuiu.
No estilo mais cadenciado, as equipes passaram a guardar mais a posse de bola e retardar mais as jogadas. Foi o momento para os chutes de longa distância. Primeiro, Dakson tentou pelo Vasco aos oito minutos, mas Felipe defendeu em dois tempos, sem sustos. Depois, foi a vez de Paulinho ajeitar a bola e tirar tinta da trave esquerda de Diogo Silva.
Dorival, então, sentiu que era momento de apostar mais alto. Optou, então, pela força física de Tenorio na vaga de André, praticamente sumido no clássico. Do outro lado, Mano Menezes sacou Gabriel, desgastado pela gripe, para entrada de Val e Carlos Eduardo, ainda em recuperação física, para a chegada de Nixon no ataque. O jogo se equilibrou e o Vasco conseguiu chegar mais na base do abafa, com cruzamentos para a área. Mas ficou mesmo por aí. Mano, em sua estreia em clássicos, já vê um caminho. Dorival Júnior, em sua reestreia pelo Vasco, tem a certeza de muito trabalho pela frente. 

FICHA TÉCNICA:
VASCO 0X1 FLAMENGO
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 14 de julho de 2013
Horário: 18h30
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Jackson Massara dos Santos (RJ)
Cartões amarelos: Sandro Silva, Nei, Rafael Vaz e Wendel (VAS) e Cáceres (FLA)
Gol: Paulinho (FLA), aos 29 minutos do primeiro tempo.
Renda e público: R$ 4.071,170,00 / 61.767 pagantes
VASCO: Diogo Silva, Nei, Renato Silva, Rafael Vaz e Wendel; Sandro Silva, Fellipe Bastos (Dakson), Pedro Ken e Alisson (Edmilson); Eder Luis e André (Tenorio).
Técnico: Dorival Júnior
FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Gabriel (Val); Paulinho (Rafinha), Carlos Eduardo (Nixon) e Marcelo Moreno.
Técnico: Mano Menezes