terça-feira, 25 de junho de 2013

Sharapova elogia rival e esquece atrito com Serena

Londres (Inglaterra) - A russa Maria Sharapova passou pelo primeiro teste em Wimbledon nesta segunda-feira ao precisar de um tiebreak na vitória sobre a francesa Kristina Mladenovic, por 7/6 (7-5) e 6/3. Depois da partida, a número 3 do mundo disse que já esperava um jogo duro contra a jovem de 20 anos e fez questão de deixar para trás a polêmica que teve com a norte-americana Serena Williams nos últimos dias.
"Foi uma primeira rodada muito difícil, sabia que ela ia jogar extremamente bem. Ela tem um bom jogo para as quadras de grama. No primeiro set nós não tivemos quebras, o que no tênis feminino é um pouco raro", brincou a russa, campeã do Grand Slam inglês em 2004.
Mladenovic foi vice-campeã juvenil na grama londrina em 2009 e chegou ao Grand Slam com seu melhor ranking, em 37ª. "Tentei aproveitar as minhas chances no tiebreak e comecei bem o segundo set. Estou satisfeita com o meu jogo, porque uma primeira rodada na grama é sempre muito difícil", acrescentou Sharapova. Em 11 participações em Wimbledon, ela nunca foi eliminada na estreia.
Contra Mladenovic, o saque foi uma importante arma para a russa. Ela fez cinco aces, acertou 68% do primeiro serviço e salvou o único break point que enfrentou no jogo. A vitória também serviu para Sharapova esquecer a polêmica com Serena Williams na última semana.
Depois que a líder do ranking deu uma entrevista à revista Rolling Stone criticando uma tenista top 5 e seu namorado, a russa havia rebatido em coletiva no último sábado, atacando Serena e seu namorado, o treinador Patrick Mouratoglou. Questionada novamente sobre o assunto, a russa apenas confirmou que Serena lhe pediu desculpas em Londres e não quis entrar em detalhes.
"Wimbledon começou, esse é o meu trabalho, gostaria de seguir em frente. O mais importante é ganhar as partidas", afirmou Sharapova, antes de admitir que não se importa por não ter muitas amigas no circuito. "Eu não sou muito amigável ou próxima de muitas jogadoras. Acho que só por você estar no mesmo esporte não significa que você tem que ser amiga de todo mundo".
Na segunda rodada, Sharapova enfrenta a qualifier portuguesa Michelle Larcher de Brito, de 20 anos, atual 131ª do mundo. Será o primeiro encontro entre elas no circuito profissional.

Campeões do NBB reforçam o time de novatos do Fla na disputa da LDB



O privilégio de contar com jogadores que se destacaram no NBB 5 também se estende a Bauru, Franca e Brasília, mas talvez nenhum outro técnico entre os 20 times que começam a disputar a Liga de Desenvolvimento de Basquete, nesta segunda-feira, em São Sebastião do Paraíso (MG), tenha tantos "veteranos" em seu elenco como Paulo Chupeta, do Flamengo. Com os atuais campeões brasileiros Gegê, Diego, Douglas e Chupeta à disposição, o treinador aponta o ganhador da primeira edição da competição para jogadores até 22 anos, em 2011, como um dos candidatos ao título.
Diego, Douglas e Chupeta participaram da campanha do Fla no NBB (Foto: Marcello Pires)Diego (à esq.), Douglas e Chupeta participaram da campanha vitoriosa do Fla no NBB 5 (Foto: Marcello Pires)
- O Flamengo tem um elenco muito forte, com quatro jogadores que participaram da campanha vitoriosa do NBB 5, e ainda está trazendo o Felício, convocado para a seleção de novos. Se tivermos todos esses jogadores à disposição, certamente entraremos na competição como um dos favoritos ao título. Do time do ano passado, só perdemos o Feliz, que foi para o Franca, e o Alexandre, que está no draft da NBA - explicou Paulo Chupeta.
Na ausência de Gegê, que disputou as 43 partidas do Flamengo na conquista do NBB 5 e recentemente foi convocado por Rubén Magnano para a seleção de novos que disputará o Torneio Internacional da França, de 2 a 4 de julho, e a Universiade da Rússia, de 7 a 17 de julho, o ala Diego Marques é um dos mais rodados do elenco rubro-negro. 
O Flamengo tem um elenco muito forte, com quatro jogadores que participaram da campanha vitoriosa do NBB 5. Se tivermos todos esses jogadores à disposição, certamente entraremos na competição como um dos favoritos ao título"
Paulo Chupeta
As médias de 1,4 pontos, 0,5 rebotes e 0,3 assistências nos 19 jogos em que entrou no NBB 5 podem não significar muita coisa, mas deram ao camisa 12 do Flamengo uma bagagem muito grande. De promessa do time adulto a referência da garotada, Diego assume a responsabilidade e se diz preparado para liderar o time rubro-negro
- Me espelhei muito nos líderes da equipe principal e aprendi com eles como falar e comandar uma equipe. Apesar de passarmos muito tempo só treinando, esse período nos deu uma bagagem muito grande. A LDB vai ser importante para colocar em prática tudo que aprendemos com eles. Apesar de termos a mesma idade, acho que posso passar para eles toda essa experiência que vivemos no NBB. Claro que a responsabilidade aumenta um pouco, mas estou tranquilo e me sinto preparado - afirmou Diego.
Chupeta: apelido desde a infância e sem relação com o treinador
Com apenas cinco participações na campanha do time adulto e poucos minutos em quadra, Chupeta ainda não tem muitas histórias para contar. A mais curiosa, que já se tornou comum na vida do jogador, é repetida exaustivamente para explicar que seu apelido não tem nenhuma referência ao comandante rubro-negro.
- Todo mundo me pergunta isso. O apelido foi dado por um técnico que tive na época que jogava futebol em Italva, minha cidade, perto de Campos. Eu chegava nos treinos de chupeta e ficava com ela na boca no banco de reservas, durante os coletivos. Eu tentava esconder com a mão, mas ele sempre via e o apelido pegou. Sempre levei na boa e hoje acho até engraçado - explicou Chupeta.
Gegê foi destaque do Flamengo mo LDB, basquete (Foto: Bruno Spada / LNB)Na seleção, Gegê vai desfalcar o Flamengo na
primeira fase no LDB (Foto: Bruno Spada / LNB)
Além de Gegê, Diego e Chupeta, o pivô Douglas, de 22 anos e 2,04m, terá a responsabilidade de defender o garrafão rubro-negro.
Equipes farão, no mínimo, 28 partidas na primeira fase
Na primeira fase, as 20 equipes serão divididas em dois subgrupos, o A1, no qual se enfrentarão de segunda-feira (24) até o dia 4 de julho, e o A2, com jogos de 10 a 20 de julho. Com o aumento do tempo de duração da competição, os clubes participantes farão, no mínimo, 28 partidas, uma vez que jogarão duas vezes diante das equipes de seu grupo e uma contra os adversários da outra chave.
Após o término da fase de classificação, os 20 participantes serão alinhados em um grupo único, e os oito melhores colocados avançarão às quartas de final, divididos em dois grupos. Os quatro times de cada chave jogarão entre si, e os dois primeiros se classificam às semifinais. Os dois vencedores disputam a grande decisão em jogo único.
Confira a divisão dos subgrupos da LDB 2013:
Subgrupo A1:
Flamengo (RJ)
Paulistano (SP)
Pinheiros (SP)
São José (SP)
Tijuca (RJ)
Esporte Clube Vitória (BA)
Basquete Cearense (CE)
Sport Club do Recife (PE)
Brasília (DF)
Nautico (PE)
Subgrupo A2:
Bauru (SP)
Grêmio Náutico União (RS)
Círculo Militar do Paraná (PR)
Franca (SP)
Limeira (SP)
Ginástico (MG)
Minas (MG)
Vila Velha (ES)
Goiânia (GO)
Vitória Basquete (ES)

Curtinha: Zico grava comercial no Rio para sócio-torcedor do Flamengo

Maior ídolo da história do Flamengo, Zico é um dos trunfos da atual diretoria para alavancar o projeto do sócio-torcedor rubro-negro, lançado no começo do ano. Nesta segunda-feira, o Galinho foi para as ruas do Rio de Janeiro gravar um novo comercial. Nas imagens, o ex-jogador aparece conversando com alguns torcedores flamenguistas, no calçadão da praia.
Além dele, os jogadores do Flamengo também participarão do novo comercial, que ainda não tem data para ser veiculado. A adesão da torcida rubro-negra ao plano de sócio-torcedor é uma das principais bandeiras da atual gestão para aliviar as finanças do clube.
  •  
zico flamengo socio torcedor (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Zico é o principal garoto propaganda da diretoria do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
zico flamengo socio torcedor (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)O Galinho distribuiu autógrafos e posou para muitas fotos (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
zico flamengo socio torcedor (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Zico gravou sua participação no comercial na zona oeste do Rio (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Flamengo oferece R$ 400 mil a Sheik por contrato até dezembro de 2015

O Flamengo fez uma proposta de R$ 400 mil para o atacante Emerson Sheik, do Corinthians. O vínculo seria até o final de 2015, mas há duas situações para esse possível retorno: logo neste mês, caso consiga rescindir amigavelmente o contrato que tem com o Timão até o fim do ano – assim, ficaria no Fla por dois anos e meio –, ou apenas em janeiro de 2014, caso tenha que cumprir todo o acordo com o clube paulista – ficando desse modo dois anos no Fla. Neste último caso, um pré-contrato seria assinado por Sheik com o Rubro-Negro.
O empresário de Emerson Sheik, Reinaldo Pitta, já está apalavrado com o Flamengo para acertar a volta do atacante ao clube. Apesar disto, ninguém de ambas as partes fala abertamente sobre o interesse. Isso porque o agente trabalha para que o contrato do jogador com o Corinthians seja rescindido de uma forma amigável.
E MAIS!
O experiente jogador, de 34 anos, é um dos desejos do técnico Mano Menezes para reforçar o Flamengo na sequência da temporada. Porém, o nome de Sheik não é uma unanimidade dentro da cúpula do futebol rubro-negra. Há pessoas nos bastidores da Gávea que contestam o montante oferecido para que o atacante retorne ao clube.
Vale lembrar que Sheik foi para o Corinthians após cantar a música “Bonde do Mengão sem freio” na concentração do Fluminense durante a Copa Libertadores de 2011. Este fato incomodou bastante a diretoria do Tricolor carioca, que acabou optando pela dispensa.
Um outro clube que acompanha de perto a história é o Vasco. Além dele, outras cinco equipes demostraram interesse em contar com Emerson Sheik no elenco.
O LANCE!Net procurou Reinaldo Pitta, mas ele negou que tenha acontecido qualquer tipo de contato do Flamengo por Emerson Sheik. Já o diretor executivo de futebol, Paulo Pelaipe, e o vice-presidente da pasta, Wallim Vasconcellos, não foram encontrados.

Será que ainda há tempo de se evitar mais loucura?



Todos nós - que desde o início fomos contra à realização da Copa do Mundo no Brasil e dos Jogos Olímpicos no Rio - devemos pôr a arrogância de lado e nos recolher aos limites impostos pela elegância. Nada de frases do tipo "Eu não disse?" ou de críticas aos retardatários que só agora, por casa das manifestações de rua, gastam tinta para lamentar que se tenha investido tanto dinheiro público nas "arenas" do Brasil.
O brasileiro é mesmo assim: ou otimista demais, achando que sempre se pode escrever certo por linhas mais do que tortas, ou é um enfossado a negar tudo, inclusive suas próprias virtudes. Acredito que, em relação aos dois importantes eventos esportivos que sediaremos, ano que vem e em 2016, a grande maioria da população se enquadrou no primeiro caso.
Lembro-me como se fosse anteontem. Almoçava com meu neto numa churrascaria da Tijuca quando, pela televisão, vimos o anúncio de que o Rio ganhara o direto de fazer as Olimpíadas. Antes que pudéssemos dizer "Que pena!", todo o restaurante explodiu de alegria aos gritos de "Brasil! Brasil! Brasil!". Restou-nos, como bons cabritos, o silêncio.
Por entender o orgulho daquela gente, da mesma forma que a satisfação de termos a Copa do Mundo novamente em terra brasileira, é que nos sentimos obrigados a respeitar os sonolentos retardatários que o clamor das ruas despertou.
O pior é que agora é tarde. O movimento popular que se espalha pelo Brasil, surpreendente e admirável, talvez nos leve a mudanças. Talvez resulte, como a presidenta promete, em maiores investimentos na saúde e na educação. Talvez conduza o país na direção de uma reforma política ansiada, mas sempre adiada. Talvez até entre para a História como o que fez do Brasil uma nação da qual podemos nos orgulhar. Mas os escandalosos gastos com os estádios (e a transformação destes em tribunas europeizadas e elitizadas), isso já são coisas feitas (ou malfeitas) para sempre.
Se é tarde em relação à Copa do Mundo, vale perguntar se ainda há tempo quanto aos Jogos Olímpicos. Ou será que é tarde também? Ainda se pode impedir que o insidioso COI cometa mais loucuras? Ou há esperança de que os retardatários comecem a gritar desde agora, façam coro com a voz das ruas e impeçam cartolas e ministros de repetirem tudo outra vez?

Com Oscar Tabarez, Uruguai não venceu Brasil, mas eliminou todos os anfitriões desde 2006



O Uguruai não vence o Brasil desde a primeira estreia de Felipão, em 1 de julho de 2001. Desde então, são quatro empates e duas vitórias brasileiras, quatro dessas partidas com os uruguaios comandados por Oscar Tabarez, que retornou ao comando em 2006.
Mas um outro mantra uruguaio com Tabarez ameaça o Brasil no Mineirão, quarta-feira. Desde que o treinador tomou posse, a Celeste eliminou os três anfitriões que enfrentou em torneios internacionais.
Em 2007, tirou a Venezuela nas quartas-de-final da Copa América, com vitória por 4 x 1 em San Cristsóbal, estado Táchira, perto da fronteira com a Colômbia. Seis jogadores daquela partida estão na Copa das Confederações.
Na Copa do Mundo da África do Sul, para chegar às semifinais depois de quarenta anos, o Uruguai tirou a África do Sul na primeira fase. Dirigidos por Carlos Alberto Parreira, os sul-africanos se tornaram os primeiros anfitriões de Mundial eliminados na primeira fase.
Daquele time, dez jogadores seguem no time titular.
Em 2011, em 16 de julho -- mesma data do Maracanazo -- o Uruguai tirou a Argentina de Messi da Copa América, em partida disputada em Santa Fé. Oito titulares daquela partida continuam sob o comando de Tabarez.
O retrospecto contra anfitriões ajuda. Contra o Brasil, não. Com Tabarez, o Uruguai foi eliminado na semifinal da Copa América de 2007, na Venezuela. Nesta sua segunda passagem pela Celeste, Tabarez enfrentou a seleção brasileira três vezes. Além do empate em Maracaibo, perdeu por 2 x 1 no Morumbi, com dois gols de Luís Fabiano, e por 4 x 0 em Montevidéu, quebra de um tabu de 33 anos sem vitórias brasileiras no estádio Centenário.
Na primeira passagem de Tabarez pela seleção uruguai, ele foi vice-campeão da Copa América de 1989, perdendo para o Brasil a final do Maracanã por 1 x 0, gol de Romário, no dia 16 de julho, mesma data do Maracanazo.
COPA AMÉRICA 2007
QUARTAS-DE-FINAL
7/julho/2007
VENEZUELA 1 x 4 URUGUAI
Local: Pueblo Nuevo (San Cristóbal); Juiz: Carlos Chandia (Chile); Público: 42.000; Gols: Forlán 37, Arango (falta) 41 do 1º; Pablo Garcia 24, Cristian Rodriguez 41, Forlán 46 do 2º; Cartão amarelo: Pablo Garcia
VENEZUELA: 1. Veja (6), 20. Héctor González (5,5), 3. Rey (5,5), 6. Cichero (4,5) e 17. Jorge Rojas (5); 8. Vera (6), 5. Miguel Mea Vitali (6) (14. Guerra 30 do 2º (sem nota)), 18. Arango (6,5) e 11. Paez (5,5); 9. Maldonado (10. César González 23 do 2º (5,5)) e 15. De Ornellas (4,5) (19. Arismendi, intervalo (4,5)). Técnico: Richard Paez
URUGUAI: 1. Carini (6), 19. Scott (6), 2. Lugano (6) e 6. Darío Rodríguez (6) (3. Godín 46 do 2º (sem nota)); 16. Pereira (6), 15. Diego Pérez (6,5), 5. Pablo Garcia (6,5), 7. Cristian Rodriguez (7,5) e 4. Fucile (6); 21. Forlan (7,5) e 10. Recoba (6) (20. Ignácio González 33 do 2º (sem nota))
Homem do jogo: Cristian Rodriguez
COPA DO MUNDO 2010
GRUPO A
16/junho/2010
ÁFRICA DO SUL 0 x 3 URUGUAI - 15h30, 20h30
Local: Loftus (Pretória); Juiz: Massimo Busacca (Suíça); Público: Gols: Forlán 23 do 1º; Forlán (pênalti) 34, Alvaro Pereira 49 do 2º; Cartão amarelo: Pienaar, Dikgacoi; Expulsão: Khune 30 do 2º
ÁFRICA DO SUL (4-2-3-1): 16. Khune (4,5), 2. Gaxa (5), 4. Mokoena (4,5), 20. Khumalo (5) e 3. Masilela (5); 12. Letsholonyane (5) (19. Moriri 11 do 2º (5,5)); 11. Modise (4,5), 10. Pienaar (4,5) (1. Josephs 33 do 2º (5)) e 8. Tshabalala (4,5); 9. Mphela (4,5). Técnico: Carlos Alberto Parreira
URUGUAI (4-3-1-2): 1. Muslera (6), 16. Maxi Pereira (6), 2. Lugano (6,5), 3. Godín (7) e 4. Fucile (5,5) (20. Álvaro Fernández 25 do 2º (5,5)); 17. Arévalo Rios (7), 15. Diego Pérez (7), 11. Álvaro Pereira (6,5) e 10. Forlán (8); 7. Cavani (21. Sebastián Fernández 43 do 2º (sem nota)) e 9. Luis Suarez (7,5). Técnico: Oscar Tabares
Homem do jogo FIFA - Forlán
Homem do jogo PVC - Forlán
50% x 50%
COPA AMÉRICA 2011
QUARTAS-DE-FINAL
16/julho/2011
ARGENTINA 1 x 1 URUGUAI
Local: Estanislao López (Santa Fé); Juiz: Carlos Amarilla (Paraguai); Gols: Diego Pérez 4, Gonzalo Higuaín 18 do 1º; Cartão amarelo: Burdisso, Milito, Gago, Tévez, Alvaro González, Martín Cáceres; Expulsão: Diego Pérez 37 do 1º; Mascherano 44 do 2º
ARGENTINA (4-3-3): 23. Romero (7), 3. Zabaleta (6), 4. Burdisso (5), 6. Milito (5) e 8. Zanetti (5,5); 14. Mascherano (5,5), 20. Gago (6) (15. Biglia 6 do 1º da prorrogação (5,5)) e 7. Di Maria (6) (18. Pastore 28 do 2º (5,5)); 10. Messi (8), 9. Gonzalo Higuaín (6) e 16. Aguero (5,5) (11. Tévez 38 do 2º (5)). Técnico: Sergio Batista
URUGUAI (4-4-2): 1. Muslera (8), 16. Maxi Pereira (6,5), 2. Lugano (6,5), 6. Victorino (5) (19. Scott 19 do 1º (6,5)) e 22. Martín Cáceres (5); 20. Álvaro González (5,5) (5. Gargano 7 do 2º da prorrogação (sem nota)), 17. Arévalo Rios (6), 15. Diego Pérez (5,5) e 11. Álvaro Pereira (7,5) (8. Eguren 7 do 2º da prorrogação (sem nota)); 9. Luis Suarez (7,5) e 10. Forlán (7). Técnico: Oscar Tabarez
Nos pênaltis, Uruguai 5 x 4 - Messi (gol), Forlán (gol), Burdisso (gol), Luis Suarez (gol), Tévez (Muslera), Scott (gol), Pastore (gol), Gargano (gol), Gonzalo Higuaín (gol), Martin Cáceres (gol)

Júlio César "entrega" estratégia de Felipão. Times do treinador têm dependido das faltas que faz

"Em relação às faltas, eu vejo isso como uma coisa positiva. Pois desde a entrada de Felipão na seleção brasileira, em jogos anteriores, nos amistosos, acabamos sofrendo alguns gols de contra-ataque. E uma coisa que ele pedia para a gente é parar a jogada (...)".  A frase do goleiro Júlio César (veja o vídeo abaixo) reforça um dos conceitos que caracterizam o técnico Luiz Felipe Scolari.
--------------------------------------------------------
Copa das Confederações
Faltas na fase de grupos:
Brasil 68
Uruguai 49
México 48
Itália 47
Japão 42
Nigéria 38
Espanha 32
Taiti 18
Fonte: Footstats
--------------------------------------------------------
Demitido do Palmeiras em 13 de setembro, após derrota para o Vasco por 3 a 1, ele deixou o Palmeiras apenas em 10º no ranking dos times mais faltosos em 24 rodadas do último campeonato brasileiro — 18,7 por partida. E na zona do rebaixamento. Ou seja, a equipe sequer cometia tantas faltas e os resultados foram ruins. A atual média, com a seleção que venceu seus três jogos no certame, é de 22,6. A marca da Espanha é de apenas 10,6.
Meses antes de sair do comando alviverde, na Copa do Brasil o time de Scolari foi campeão e o que mais infrações acumulou, 21,5 por peleja. Mais faltas e resultados bons. No Brasileirão de 2011, o Palmeiras ficou em 11º e ocupou o terceiro lugar entre os times faltosos — média de 19,7. E não se assustou com a possibilidade de rebaixamento, que se concretizaria um ano depois.
Como disse Júlio César, as faltas fazem parte da estratégia do técnico. É o repertório de Felipão. E elas são do jogo, é evidente. Nem por isso deixa de ser curioso ver o Brasil, conhecido pela técnica, pela habilidade de seus jogadores, depender tanto delas. Ainda mais numa seleção, ou seja, num grupo no qual o técnico escolhe seus atletas. E Neymar tem se mostrado um bom aluno como o mais faltoso da competição até aqui. Quem diria? 



Gosta de vídeos de torcidas, de estádios? Vá ao canal no Youtube clicando aqui

Júlio César comenta alto número de faltas da equipe e brinca sobre passatempos na concentração!


Nota da Caoa sobre as lambanças de Marin

Depois de publicada, no UOL, a denúncia que você pode ler AQUI, o blog recebeu a seguinte nota da concessionária que aluga a propriedade de José Maria Marin:
“Realizamos uma consulta informal com a Prefeitura de SP e tivemos a informação de que a preferência seria pela retirada da cerca. Nesse sentido, já iniciamos hoje a retirada da mesma. O processo só não foi concluído hoje mesmo devido à chuva que acabou prejudicando o funcionamento dos equipamentos elétricos. Nosso objetivo é terminar a retirada da cerca no máximo até amanhã.
A empresa também tomou a iniciativa de separar o terreno da praça com o da concessionária. Para isso, o Grupo CAOA iniciará imediatamente a construção de um calçamento entre a praça e a loja, dividindo os dois terrenos.
Em relação às árvores que deveriam ser plantadas, entramos em contato com a prefeitura de SP para checar qual a preferência do órgão, se eles aconselham que a empresa plante algum tipo de muda adequada ao tipo de solo ou se preferem que seja feita a compensação em outro lugar indicado por eles. Nos próximos dias já teremos uma definição sobre o tema. O Grupo CAOA irá seguir a recomendação da prefeitura.
Gostaria de ressaltar mais uma vez que a intenção da empresa em cercar a praça foi por motivo único e exclusivo de proteção. Por meio das fotos enviadas (antes e depois da intervenção da CAOA) pode-se observar o trabalho feito de recuperação e embelezamento do local.”

Tops da Semana: Goleiros brasileiros na mira de italianos e os alvos de Borussia Dortmund e Real Madrid



O mercado de transferências segue agitado para a próxima temporada. Os goleiros brasileiros Júlio Cesar, do Queens Park Rangers, e Rafael, do Santos, estão na mira de clubes italianos. Uma dúvida que paira em Barcelona é de quem será o de Victor Valdés no gol? Real Madrid e Borussia Dortmund buscam jovens talentos, e Paulinho deve juntar-se a Sandro no meio campo do Tottenham. Clique fique por dentro das contratações do mercado europeu. Gostou? Dê o seu palpite sobre os reforços ou rumores de transferências!
Fique por dentro dos destaques da semana do mercado de transferências no 'Tops da Semana'

segunda-feira, 24 de junho de 2013

copa do mundo sub 20

12:00 França 1x1 Estados Unidos
12:00  Cuba 0x3 Negéria
15:00   Espanha 1x0 Gana
15:00   Portugal  2x2  Coreia do Sul  

Cabeça erguida

O evento-teste para a Copa do Mundo de 1950 foi o Campeonato Sul-Americano de 1949, disputado no Brasil um ano antes do Maracanazo.
O intuito não era testar, mas como não havia eventos de futebol realizados aqui desde o Sul-Americano de 1922, era bom saber como o país se sairia 27 anos depois.
A seleção jogou três vezes no Pacaembu e cinco em São Januário. A quinta partida no Rio só existiu por culpa de uma virada incrível sofrida contra o Paraguai.
Um São Januário-azo!
Se vencesse, o Brasil seria campeão. Ganhava com gol de Tesourinha até os 30 min do segundo tempo. Em nove minutos, o Paraguai fez 2 x 1 e provocou um jogo extra, vencido pela seleção brasileira por 7 x 0.
Treze meses depois, seis derrotados em São Januário estavam no gramado do Maracanã. Ganhavam com gol de Friaça --ponta-direita como Tesourinha-- até os 20min da segunda etapa. Em 13 minutos, Schiaffino e Ghiggia deram a Copa ao Uruguai.
Ganhar ou perder uma competição um ano antes do Mundial não tem assim tanta importância.
Entrar no torneio com a impressão de ser impossível ganhar clássicos e construir uma história diferente é significativo.
O Brasil ganhou confiança com os 4 x 2 diante da Itália e segurança por voltar a ser superior a rivais grandes, como italianos e franceses.
Há quem diga que a vitória veio porque houve erro do bandeira no gol de Dante --houve-- e não aconteceu falta sobre Neymar no segundo gol --para mim, aconteceu a infração.
A capa da "Gazzetta dello Sport" de ontem dizia: "Azzurri a Testa Alta" ("Azzurra de cabeça erguida"). A Itália perdeu por 4 x 2. Imagine alguém dizer aqui que a seleção perdeu por 4 x 2 e saiu de cabeça erguida...
A REDENÇÃO
O técnico da Espanha, Vicente del Bosque, foi demitido do Real Madrid no dia 23 de junho de 2003. Ontem, a demissão completou exatos dez anos.
Del Bosque passou cinco temporadas no ostracismo, um ano no Besiktas, quatro desempregado, antes de assumir o lugar de Luis Aragonés, logo depois do título europeu de 2008.
Como Aragonés, era tido como simplório, com seu corpanzil e o bigode espanhol, semelhante a uma sardinha saindo pela boca.
Simplicidade é um mérito.
Em cinco anos, Del Bosque fez o simples. Manteve o estilo de jogo, lançou bons jogadores como Pedro, Busquets, Pique e Alba, administrou vaidades dos jogadores do Barcelona com os do Real Madrid, clube onde ganhou duas Champions League, antes de ser demitido.


Nestes últimos dez anos, tudo o que o Real Madrid quer é encontrar alguém simples como Vicente del Bosque.

Uruguaios desafiam a tropa do 'sargento' Felipão nas semifinais: 'Vamos estragar a festa'

Antes mesmo de carimbar a passagem para as semifinais da Copa das Confederações, com uma goleada de 8 a 0 sobre os amadores do Taiti, a Celeste já se imaginava brigando com a amarelinha desbotada por um lugar na decisão do torneio. E não lhe faltava otimismo.
O 'professor' Oscar Tabárez era um dos que esbanjavam mais confiança. Chegou a dizer que os uruguaios têm tudo, e mais um pouco, para jogar água no chope da tropa do 'sargento' Felipão.
"Temos fama de estragar a festa dos outros. Isso não é muito simpático. Acho que seremos ainda menos simpáticos depois das semifinais", cantou de galo 'El Maestro' uruguaio.
Nem a torcida contra diminui o entusiasmo do treinador. Ele garantiu que o grupo está vacinado para jogar como visitante e sabe que arquibancada não entra em campo. São 11 contra 11.
Um mergulho no passado do time de Oscar Tabárez mostra que a amarelinha desbotada precisa mesmo tomar cuidado nas semifinais e justificar o favoritismo com a bola rolando no Mineirão. Se colocar o salto alto, cai da passarela.
Em 2011, na Copa América da Argentina, a Celeste mandou para o espaço os hermanos, com Messi e companhia bela. No safari da mamãe Fifa por gramados sul-africanos na Copa do Mundo de 2010, detonou a anfitriã África do Sul.
Já 63 anos atrás, o Uruguai provocou um mar de lágrimas na final da Copa do Mundo. Derrotou o Brasil por 2 a 1, diante de 200 mil pessoas, e criou um fantasma pentelho que sempre aparece quando as seleções se cruzam, o Maracanazo. E agora, certamente, não será diferente.
                                                      ###########
Fúria 100%. Não foi uma exibição primorosa, mas a Espanha fez o suficiente para derrubar a Nigéria com três cocos e encerrar a primeira fase com 100% de aproveitamento no grupo B - três vitórias, 15 gols a favor e um contra. De quebra, completou 25 jogos sem perder. A última derrota aconteceu em novembro de 2011. Agora, vai encarar a Azzurra nas semifinais.
Só pra contrariar. Aleluia! Finalmente vai começar a Copa das Confederações.
Mãos à obra. Os governantes e os políticos não precisam mais se queixar da falta de um líder entre os manifestantes para ouvir as reivindicações, arregaçar a manga e justificar o modesto salário que recebem. Uma pesquisa do ‘Datafolha' pode servir de abre-alas: metade dos entrevistados está cansada da corrupção e exige providências para ontem. Em seguida, aparecem queda na tarifa (32%), contra os políticos (27%), melhoria na qualidade do transporte (19%) e contra a PEC 37 (16%) - a soma supera os 100% porque a enquete permitiu citar mais de um motivo. Espera-se agora que os ilibados representantes do povo abandonem a filosófica chefia ‘Doril': quando pintar um problema, some.
Dona Fifi. Do rei Juan Carlos, ao empresário Edson Arantes do Nascimento, dono dos direitos de Pelé, e ao fofo Ronaldo: ‘Por que no te callas?'
Vândalos. Os arruaceiros voltaram a dar as caras nas manifestações. Eles aproveitaram o protesto em BH, sábado, pata apedrejar os carros a serviço da mamãe Fifa. Com medo de ser linchada, uma funcionária abandonou o veículo no meio da rua. O medo domina os motoristas. E já tem muita gente querendo jogar a toalha.
Sugismundo Freud. Só quem pratica esporte é que faz campanha de cerveja.
Gilete press. De Ricardo Perrone, no ‘Uol': "Ricardo Teixeira disse a amigos que está dormindo muito bem nos últimos dias. Ele se sente aliviado por não estar no Brasil, na CBF e no COL(Comitê Organizador Local) em meio aos protestos que se espalharam pelo país (...) O episódio marca uma mudança de comportamento do ex-presidente da CBF e do COL. Segundo alguns dos cartolas que seguem conversando com ele, Teixeira até então estava deprimido por ter largado o osso." Ou melhor: deixado o osso e levado o filé mignon.
De chaleira. As seleções mais valiosas da Copa das Confederações chegaram às semifinais. A dança do dindim, de acordo com a Pluri Consultoria: Espanha - R$ 1,8 bi; Brasil - R$ 1,2 bi; Itália - R$ 945 mi; e Uruguai - R$ 610 mi.
Tititi d'Aline. Primeira-dama das chuteiras nacionais, a global Bruna Marquezine decidiu multiplicar por cinco o cachê para comparecer a uma festa ou batizado. Antes de namorar Neymar, ela cobrava R$ 10 mil para pintar em um evento. Mas por ser praticamente desconhecida, os convites eram raros. Hoje, bombam em sua agenda.
Você sabia que... ainda repousam 37.657 bilhetes para as semifinais nos centros de ingressos da mamãe Fifa espalhados pelas cidades-sede?
Bola de ouro. Taiti. Um show de simpatia. Conquistou o coração dos brasileiros com mais facilidade que a tropa do ‘sargento' Felipão.
Bola de latão. Scotti. O zagueiro uruguaio conseguiu duas proezas contra o Haiti: perdeu um pênalti (Meriel defendeu) e, depois, foi expulso de campo.
Bola de lixo. Governo. E a marolinha virou tsunami.
Bola sete. "Não assisto futebol pela TV. Gosto de ver desenhos com meu filho, Thiago. E troco fraldas e dou banho nele" (do hermano Messi, um pai coruja).
Dúvida pertinente. Brasil x Espanha na final: alguém aposta contra?

Mano não recebeu legado de Dunga, mas deixou time encaminhado para Felipão. É cedo para euforia

O trabalho de Luiz Felipe Scolari não começou no dia em que ele foi apresentado por José Maria Marin, na CBF, no ano passado. Ele teve início quando Mano Menezes fez a primeira convocação, logo depois da Copa do Mundo de 2010.
Ao final do Mundial da África do Sul, Dunga foi dispensado e praticamente não deixou qualquer legado. Coube ao seu sucessor começar os testes com novos jogadores e, aos poucos, fazer uma transição entre aqueles que estiveram no último Mundial e os que jogarão o próximo.
------------------------------------------------------------
O time que perdeu para a Holanda na Copa de 2010:
Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto SIlva, Felipe Melo, Daniel Alvese Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar).
------------------------------------------------------------
Getty
Técnico brasileiro na Copa de 2010, Dunga não deixou legado ao sair do cargo
Dunga não deixou legado: do time derrotado pela Holanda em 2010 só Daniel Alves e Júlio César estão na seleção atual
Foram mais de 100 convocados num longo laboratório de observações para se chegar ao grupo atual. Sim, porque nunca é demais lembrar: dos 23 relacionados por Scolari para a Copa das Confederações, apenas os reservas Dante, Filipe Luís e Jô não tinham sido chamados por Mano.
E é muito próvável que tanto o zagueiro quanto o centroavante recebessem oportunidades caso ele seguisse no cargo. Dante só apareceu com grande destaque na última temporada e Jô voltou a se destacar após muito tempo no Atlético 2013, após bons momentos no ano passado.
Getty
Em novembro, quando vivia seu melhor momento na seleção, Mano Menezes foi demitido
Mano Menezes foi demitido após convocar mais de 100 atletas 
Até Neymar, que já faz da seleção dependente de seu talento, ganhou cancha nos jogos que disputou com o ex-técnico cebeefiano. Ele marcou 17 gols, disparado o artilheiro da "Era" Mano Menezes, e foi sendo preparado, a cada gol, a cada vaia, a cada drible, a cada falta sofrida com a camisa amarela. Felipão recebeu o craque mais amadurecido, é claro.
Mano cometeu erros, como demorar a definir uma forma de jogar e não dar um bom conjunto à seleção que disputou a Copa América. Teve semanas à frente do elenco na Argentina e os resultados foram sofríveis. Também perdeu a chance do ouro olímpico. Mas nos últimos meses de trabalho começava a mostrar resultados e um time promissor. Não me parece justo ignorar que a parte mais difícil, de real seleção, tendo que peneirar jogadores, foi executada por quem esteve no comando do selecionado da CBF antes do retorno do campeão mundial de 2002.
Getty
Luiz Felipe Scolari, durante a entrevista coletiva anterior ao jogo contra a Itália
Luiz Felipe Scolari, durante a entrevista coletiva: dos 23 que convocou, 20 haviam trabalhado com Mano na seleção
Scolari dá sequência à maneira dele, mudando conceitos e mostrando que tem mesmo um repertório mais limitado, apoiado em velhos conceitos. Até aquele velho papo de "família" voltou à pauta, não pela boca do treinador, mas por aí, no dia-a-dia, em meio à exagerada empolgação de alguns momentos. Venceu os jogos que fez na Copa das Confederações e pode até ser campeão. Mas ainda é cedo para achar que o time "evoluiu" tanto assim. Mesmo nos 4 a 2 sobre a Itália os brasileiros tiveram bons e maus momentos, além de contarem com erros de arbitragem.
Não é o título ou não desse certame que determinará as possibilidades de conquista do que realmente importa, a Copa do Mundo, em 2014. Como nas edição de 2005 e 2009 da Copa das Confederações, vencidas pelo Brasil e que ajudaram a criar a falsa sensação de que aqueles times eram excelentes. Não eram e ficaram pelo caminho. O atual, com taça ou não no dia 30, terá que melhorar muito até o ano que vem.

Bia Haddad fica com o vice-campeonato na Suíça

Lenzerheide (Suíça) - A paulista Beatriz Haddad Maia ficou com o vice-campeonato do challenger de Lenzerheide, na Suíça. O torneio foi disputado no saibro e distribuiu US$ 25 mil de premiação.
Bia foi superada pela alemã Laura Siegemund por 6/2 e 6/3 na final. Esta foi a segunda decisão seguida da paulista de 17 anos em challengers de US$ 25 mil. Bia também foi vice-campeã em Caserta, na Itália.
Em 2013, Bia conquistou os títulos de Ribeirão Preto e Antalya, na Turquia, ambos torneios de US$ 10 mil. Com os 34 pontos que somou na Suíça, Bia aparecerá no grupo das 270 melhores do mundo, tornando-se a a número 2 do Brasil.
Na próxima semana, Bia vai a Stuttgart, na Alemanha, disputar outro challenger de US$ 25 mil, também no saibro.
Miele e Sorgi faturam título de duplas - os brasileiros André Miele e João Pedro Sorgi ficaram com o título do future de US$ 10 mil de Sharm El Sheikh, no Egito. O torneio foi disputado no piso rápido. Os dois superaram na final o neozelandês Ryoma Sloane e o norueguês Oystein Steiro por um duplo 6/4. Foi o segundo troféu dos dois em três semanas.

Serena pede desculpas a Sharapova após polêmica

Londres (Inglaterra) - Serena Williams decidiu colocar "panos quentes" na polêmica com Maria Sharapova e pediu desculpas à russa pelo que disse na última edição da revista Rolling Stone. A norte-americana também se retratou a respeito de outra declaração, sobre a vítima de estupro em Steubenville, nos EUA.
"Eu fui até Maria, porque ela foi trazida para a situação por conclusões tiradas pelo repórter. Disse que me desculpava se ela ficou ofendida. Quero ser clara nesse momento e dizer que sinto muito por tudo isso", disse Serena. Na matéria, a número 1 havia dito que uma jogadora top estava em um relacionamento apenas para ser convidada para festas e que seu namorado tinha "coração negro".
Sharapova respondeu Serena neste sábado, dizendo que a rival deveria falar de seu próprio namoro com o treinador Patrick Mouratoglou, que deixou a esposa para ficar com Serena. "Não vou falar disso. Sei que ela disse que preciso focar no meu tênis e é realmente um conselho que eu devo seguir. Acho que eu não fui tão focada no passado e tentarei fazer isso", acrescentou Serena.
"Se você ler a entrevista, eu estava em uma conversa privada que ele (repórter da revista) escutou. Mas eu assumo a responsabilidade pelo que disse, porque estou nesse ramo há muitos anos e sempre deveria estar atenta", afirmou Serena. "Eu sou mimada pelo profissionalismo dos jornalistas de tênis. Estou acostumada a lidar com pessoas que não publicam conversas privadas que escutaram".
Serena também ressaltou que se retratou com a vítima de estupro de Steubenville, caso que chocou os EUA, no qual uma adolescente foi violentada por dois estudantes enquanto estava desacordada. Para a revista, a líder do ranking disse que a jovem "não deveria ter se colocado naquela situação".
"Eu peço desculpas por tudo que foi dito naquela matéria. Não deveria falar coisas sem estar totalmente informada. Eu conversei com a família da vítima de Steubenville assim que a matéria saiu e foi bem produtivo. Tive uma conversa sincera com ela e sua mãe", esclareceu.

Maria Esther Bueno ganhou oito títulos no templo do tênis


Miss Maria Bueno, como sempre se referiram os ingleses, tinha apenas 19 anos quando disputou a primeira rodada de Wimbledon, no dia 23 de junho de 1959. A adversária era a britânica Pamela Edwards, que levou uma surra de 6/1 e 6/3.
Se alguém tivesse ouvido Althea Gibson, primeira negra a ganhar Wimbledon, não haveria surpresa. Em 58, ao vencer o torneio de duplas ao lado de Maria Esther, Gibson profetizou: "Ela será minha sucessora".
Estherzinha, de estilo agressivo e gracioso, havia vencido os preparatórios de Birmingham e Bristol em 59. Levou um susto na segunda rodada, dia 24, mas se recuperou e marcou 4/6, 6/1 e 6/1 sobre a alemã Margot Dittmeyer. Em seguida, passou às oitavas com outra virada: 4/6, 6/3 e 6/1 em cima da americana Mimi Harnold. Seria seu segundo e último set perdido no torneio.
A neozelandesa Reneé Morrison caiu por 6/1 e 7/5; a soviética Edna Budding perdeu por duplo 6/3; e a americana Sally Modre tomou meros 43 minutos de Maria Esther, num fulminante 6/2 e 6/4.
Mas havia um desafio ainda maior. A outra finalista era a americana Darlene Hard, de 21 anos e vice de 57, para quem Maria Esther havia perdido nos seis jogos anteriores.
No sábado de 4 de julho, calor sufocante de 30 graus, 15 mil pessoas lotaram a quadra central e viram um show. A brasileira, de vestido branco, marcou 11 aces no placar de 6/3 e 6/4, encerrando 21 anos de domínio americano no torneio. No primeiro set, depois de perder o primeiro game de serviço e se recuperar no seguinte, Maria Esther maravilhou o público ao fechar o terceiro game com três aces, o que repetiria no game inicial do segundo set.
"Bueno voleou com um passo assassino e a graça de uma dançarina de balé", escreveu a agência de notícias AP. Depois de cumprimentar o juiz, Maria Esther se pôs a chorar e foi consolada pela própria Hard. O primeiro sorriso só veio quando recebeu o troféu da duquesa de Kent, com quem conversou por um minuto. A duquesa havia visitado o Brasil meses antes.
"Não me senti nervosa até o último ponto, aí joguei quase desmaiada", lembra Maria Esther, que teve de correr a uma loja para comprar um vestido para o baile dos campeões, onde seu histórico parceiro foi o peruano Alex Olmedo. Dançaram o "chá-chá-chá".
Maria Esther BuenoBueno retornou ao Brasil seis dias depois e, apesar das sete horas de atraso devido a uma pane no motor do avião, foi recebida pelo presidente Juscelino Kubstichek no Rio, antes de seguir para São Paulo e ser conduzida, em cortejo pela cidade, até o clube Tietê, berço de sua paixão pelo tênis.
O primeiro título de simples seria apenas o início. Estherzinha se imortalizou na grama de Wimbledon com o bicampeonato de 60 e um terceiro título, quatro anos depois. Também em 1960, quando conquistou o bicampeonato de duplas - havia vencido em 1958 -, abriu caminho para uma temporada mágica em que acabaria por vencer todos os Grand Slam de duplas.
Em Wimbledon, totalizou cinco troféus nas duplas e chegou a outras duas finais de simples, uma semi e três quartas de final. Sua última aparição, em 76, já perto dos 37 anos, permaneceu como a melhor atuação do Brasil em duas décadas.
Além dela, outros quatro brasileiros alcançaram as quartas de final em Wimbledon: Armando Vieira, em 51, e Thomaz Koch, em 67, na era amadora; Gustavo Kuerten, em 99, e André Sá, em 2002, na fase profissional. Outra grande campanha veio com a dupla de Sá e Marcelo Melo, semifinalista de 2007.

domingo, 23 de junho de 2013

Copa das Confederações



16h00 Nigéria 0x3 Espanha
16h00 Uruguai 8x0 Taiti

Argentino

15h15 Newells Old Boys 0x1 Argentinos Juniors
18h00 San Lorenzo 2x2 Lanús
15h15 River Plate 3x1 San Martín
15h15 Vélez Sarsfield 2x1 Atlético Rafaela
17h30 Arsenal Sarandí 4x0 All Boys
21h30 Godoy Cruz 1x1 Boca Juniors

Copa do mundo sub 20

11h00 Nova Zelándia 0x3 Ubequistão
12h00 Chile 2x1 Egito
14h00  Uruguai 0x1 Croácia
15h00  Inclaterra 2x1 Iraque

Plantão médico

Enquanto as pessoas vão às ruas protestar contra eventuais privilégios e exigências da Fifa no país, a entidade já tem leitos de hospitais reservados no Brasil para qualquer necessidade de seus cartolas ou das seleções. Antes de vir ao país, a Fifa assinou convênio com 17 hospitais particulares estabelecidos nas seis sedes da Copa das Confederações.
Está no papel. Quem banca o convênio é a Isos Health Care, operadora internacional que presta serviços médicos para a Fifa. A situação é prevista na Lei Geral da Copa e se trata de uma obrigação acatada pelo governo brasileiro ao se comprometer a realizar a Copa das Confederações e o Mundial-2014.
Pior a emenda... Autoridades brasileiras acreditam que nem a Fifa nem seus parceiros comerciais vão acionar a União exigindo indenizações pelos danos que os protestos pelo país têm causado à Copa das Confederações.
...que o soneto. O entendimento é que, se exigir a indenização --prevista na Lei Geral da Copa--, a Fifa estará comprando uma briga ainda maior com a população brasileira. Lembram, aliás, que a entidade está entre os principais alvos das manifestações populares espalhadas pelo país.
Para tudo. A Secretaria da Copa de Pernambuco enviou um comunicado aos voluntários recrutados pelo governo federal no Estado avisando que, devido aos protestos em Recife, suas atividades nos períodos da tarde e da noite de anteontem seriam canceladas.
Contra a parede. Na esteira das manifestações contra a Fifa e a realização da Copa no país, diversas pessoas recrutadas pelo Brasil Voluntário, programa governamental de voluntários, têm sido questionadas por torcedores por que elas estão trabalhando de graça para o torneio. O fato tem irritado os recrutados.