segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mano não recebeu legado de Dunga, mas deixou time encaminhado para Felipão. É cedo para euforia

O trabalho de Luiz Felipe Scolari não começou no dia em que ele foi apresentado por José Maria Marin, na CBF, no ano passado. Ele teve início quando Mano Menezes fez a primeira convocação, logo depois da Copa do Mundo de 2010.
Ao final do Mundial da África do Sul, Dunga foi dispensado e praticamente não deixou qualquer legado. Coube ao seu sucessor começar os testes com novos jogadores e, aos poucos, fazer uma transição entre aqueles que estiveram no último Mundial e os que jogarão o próximo.
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O time que perdeu para a Holanda na Copa de 2010:
Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto SIlva, Felipe Melo, Daniel Alvese Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar).
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Técnico brasileiro na Copa de 2010, Dunga não deixou legado ao sair do cargo
Dunga não deixou legado: do time derrotado pela Holanda em 2010 só Daniel Alves e Júlio César estão na seleção atual
Foram mais de 100 convocados num longo laboratório de observações para se chegar ao grupo atual. Sim, porque nunca é demais lembrar: dos 23 relacionados por Scolari para a Copa das Confederações, apenas os reservas Dante, Filipe Luís e Jô não tinham sido chamados por Mano.
E é muito próvável que tanto o zagueiro quanto o centroavante recebessem oportunidades caso ele seguisse no cargo. Dante só apareceu com grande destaque na última temporada e Jô voltou a se destacar após muito tempo no Atlético 2013, após bons momentos no ano passado.
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Em novembro, quando vivia seu melhor momento na seleção, Mano Menezes foi demitido
Mano Menezes foi demitido após convocar mais de 100 atletas 
Até Neymar, que já faz da seleção dependente de seu talento, ganhou cancha nos jogos que disputou com o ex-técnico cebeefiano. Ele marcou 17 gols, disparado o artilheiro da "Era" Mano Menezes, e foi sendo preparado, a cada gol, a cada vaia, a cada drible, a cada falta sofrida com a camisa amarela. Felipão recebeu o craque mais amadurecido, é claro.
Mano cometeu erros, como demorar a definir uma forma de jogar e não dar um bom conjunto à seleção que disputou a Copa América. Teve semanas à frente do elenco na Argentina e os resultados foram sofríveis. Também perdeu a chance do ouro olímpico. Mas nos últimos meses de trabalho começava a mostrar resultados e um time promissor. Não me parece justo ignorar que a parte mais difícil, de real seleção, tendo que peneirar jogadores, foi executada por quem esteve no comando do selecionado da CBF antes do retorno do campeão mundial de 2002.
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Luiz Felipe Scolari, durante a entrevista coletiva anterior ao jogo contra a Itália
Luiz Felipe Scolari, durante a entrevista coletiva: dos 23 que convocou, 20 haviam trabalhado com Mano na seleção
Scolari dá sequência à maneira dele, mudando conceitos e mostrando que tem mesmo um repertório mais limitado, apoiado em velhos conceitos. Até aquele velho papo de "família" voltou à pauta, não pela boca do treinador, mas por aí, no dia-a-dia, em meio à exagerada empolgação de alguns momentos. Venceu os jogos que fez na Copa das Confederações e pode até ser campeão. Mas ainda é cedo para achar que o time "evoluiu" tanto assim. Mesmo nos 4 a 2 sobre a Itália os brasileiros tiveram bons e maus momentos, além de contarem com erros de arbitragem.
Não é o título ou não desse certame que determinará as possibilidades de conquista do que realmente importa, a Copa do Mundo, em 2014. Como nas edição de 2005 e 2009 da Copa das Confederações, vencidas pelo Brasil e que ajudaram a criar a falsa sensação de que aqueles times eram excelentes. Não eram e ficaram pelo caminho. O atual, com taça ou não no dia 30, terá que melhorar muito até o ano que vem.

Bia Haddad fica com o vice-campeonato na Suíça

Lenzerheide (Suíça) - A paulista Beatriz Haddad Maia ficou com o vice-campeonato do challenger de Lenzerheide, na Suíça. O torneio foi disputado no saibro e distribuiu US$ 25 mil de premiação.
Bia foi superada pela alemã Laura Siegemund por 6/2 e 6/3 na final. Esta foi a segunda decisão seguida da paulista de 17 anos em challengers de US$ 25 mil. Bia também foi vice-campeã em Caserta, na Itália.
Em 2013, Bia conquistou os títulos de Ribeirão Preto e Antalya, na Turquia, ambos torneios de US$ 10 mil. Com os 34 pontos que somou na Suíça, Bia aparecerá no grupo das 270 melhores do mundo, tornando-se a a número 2 do Brasil.
Na próxima semana, Bia vai a Stuttgart, na Alemanha, disputar outro challenger de US$ 25 mil, também no saibro.
Miele e Sorgi faturam título de duplas - os brasileiros André Miele e João Pedro Sorgi ficaram com o título do future de US$ 10 mil de Sharm El Sheikh, no Egito. O torneio foi disputado no piso rápido. Os dois superaram na final o neozelandês Ryoma Sloane e o norueguês Oystein Steiro por um duplo 6/4. Foi o segundo troféu dos dois em três semanas.

Serena pede desculpas a Sharapova após polêmica

Londres (Inglaterra) - Serena Williams decidiu colocar "panos quentes" na polêmica com Maria Sharapova e pediu desculpas à russa pelo que disse na última edição da revista Rolling Stone. A norte-americana também se retratou a respeito de outra declaração, sobre a vítima de estupro em Steubenville, nos EUA.
"Eu fui até Maria, porque ela foi trazida para a situação por conclusões tiradas pelo repórter. Disse que me desculpava se ela ficou ofendida. Quero ser clara nesse momento e dizer que sinto muito por tudo isso", disse Serena. Na matéria, a número 1 havia dito que uma jogadora top estava em um relacionamento apenas para ser convidada para festas e que seu namorado tinha "coração negro".
Sharapova respondeu Serena neste sábado, dizendo que a rival deveria falar de seu próprio namoro com o treinador Patrick Mouratoglou, que deixou a esposa para ficar com Serena. "Não vou falar disso. Sei que ela disse que preciso focar no meu tênis e é realmente um conselho que eu devo seguir. Acho que eu não fui tão focada no passado e tentarei fazer isso", acrescentou Serena.
"Se você ler a entrevista, eu estava em uma conversa privada que ele (repórter da revista) escutou. Mas eu assumo a responsabilidade pelo que disse, porque estou nesse ramo há muitos anos e sempre deveria estar atenta", afirmou Serena. "Eu sou mimada pelo profissionalismo dos jornalistas de tênis. Estou acostumada a lidar com pessoas que não publicam conversas privadas que escutaram".
Serena também ressaltou que se retratou com a vítima de estupro de Steubenville, caso que chocou os EUA, no qual uma adolescente foi violentada por dois estudantes enquanto estava desacordada. Para a revista, a líder do ranking disse que a jovem "não deveria ter se colocado naquela situação".
"Eu peço desculpas por tudo que foi dito naquela matéria. Não deveria falar coisas sem estar totalmente informada. Eu conversei com a família da vítima de Steubenville assim que a matéria saiu e foi bem produtivo. Tive uma conversa sincera com ela e sua mãe", esclareceu.

Maria Esther Bueno ganhou oito títulos no templo do tênis


Miss Maria Bueno, como sempre se referiram os ingleses, tinha apenas 19 anos quando disputou a primeira rodada de Wimbledon, no dia 23 de junho de 1959. A adversária era a britânica Pamela Edwards, que levou uma surra de 6/1 e 6/3.
Se alguém tivesse ouvido Althea Gibson, primeira negra a ganhar Wimbledon, não haveria surpresa. Em 58, ao vencer o torneio de duplas ao lado de Maria Esther, Gibson profetizou: "Ela será minha sucessora".
Estherzinha, de estilo agressivo e gracioso, havia vencido os preparatórios de Birmingham e Bristol em 59. Levou um susto na segunda rodada, dia 24, mas se recuperou e marcou 4/6, 6/1 e 6/1 sobre a alemã Margot Dittmeyer. Em seguida, passou às oitavas com outra virada: 4/6, 6/3 e 6/1 em cima da americana Mimi Harnold. Seria seu segundo e último set perdido no torneio.
A neozelandesa Reneé Morrison caiu por 6/1 e 7/5; a soviética Edna Budding perdeu por duplo 6/3; e a americana Sally Modre tomou meros 43 minutos de Maria Esther, num fulminante 6/2 e 6/4.
Mas havia um desafio ainda maior. A outra finalista era a americana Darlene Hard, de 21 anos e vice de 57, para quem Maria Esther havia perdido nos seis jogos anteriores.
No sábado de 4 de julho, calor sufocante de 30 graus, 15 mil pessoas lotaram a quadra central e viram um show. A brasileira, de vestido branco, marcou 11 aces no placar de 6/3 e 6/4, encerrando 21 anos de domínio americano no torneio. No primeiro set, depois de perder o primeiro game de serviço e se recuperar no seguinte, Maria Esther maravilhou o público ao fechar o terceiro game com três aces, o que repetiria no game inicial do segundo set.
"Bueno voleou com um passo assassino e a graça de uma dançarina de balé", escreveu a agência de notícias AP. Depois de cumprimentar o juiz, Maria Esther se pôs a chorar e foi consolada pela própria Hard. O primeiro sorriso só veio quando recebeu o troféu da duquesa de Kent, com quem conversou por um minuto. A duquesa havia visitado o Brasil meses antes.
"Não me senti nervosa até o último ponto, aí joguei quase desmaiada", lembra Maria Esther, que teve de correr a uma loja para comprar um vestido para o baile dos campeões, onde seu histórico parceiro foi o peruano Alex Olmedo. Dançaram o "chá-chá-chá".
Maria Esther BuenoBueno retornou ao Brasil seis dias depois e, apesar das sete horas de atraso devido a uma pane no motor do avião, foi recebida pelo presidente Juscelino Kubstichek no Rio, antes de seguir para São Paulo e ser conduzida, em cortejo pela cidade, até o clube Tietê, berço de sua paixão pelo tênis.
O primeiro título de simples seria apenas o início. Estherzinha se imortalizou na grama de Wimbledon com o bicampeonato de 60 e um terceiro título, quatro anos depois. Também em 1960, quando conquistou o bicampeonato de duplas - havia vencido em 1958 -, abriu caminho para uma temporada mágica em que acabaria por vencer todos os Grand Slam de duplas.
Em Wimbledon, totalizou cinco troféus nas duplas e chegou a outras duas finais de simples, uma semi e três quartas de final. Sua última aparição, em 76, já perto dos 37 anos, permaneceu como a melhor atuação do Brasil em duas décadas.
Além dela, outros quatro brasileiros alcançaram as quartas de final em Wimbledon: Armando Vieira, em 51, e Thomaz Koch, em 67, na era amadora; Gustavo Kuerten, em 99, e André Sá, em 2002, na fase profissional. Outra grande campanha veio com a dupla de Sá e Marcelo Melo, semifinalista de 2007.

domingo, 23 de junho de 2013

Copa das Confederações



16h00 Nigéria 0x3 Espanha
16h00 Uruguai 8x0 Taiti

Argentino

15h15 Newells Old Boys 0x1 Argentinos Juniors
18h00 San Lorenzo 2x2 Lanús
15h15 River Plate 3x1 San Martín
15h15 Vélez Sarsfield 2x1 Atlético Rafaela
17h30 Arsenal Sarandí 4x0 All Boys
21h30 Godoy Cruz 1x1 Boca Juniors

Copa do mundo sub 20

11h00 Nova Zelándia 0x3 Ubequistão
12h00 Chile 2x1 Egito
14h00  Uruguai 0x1 Croácia
15h00  Inclaterra 2x1 Iraque

Plantão médico

Enquanto as pessoas vão às ruas protestar contra eventuais privilégios e exigências da Fifa no país, a entidade já tem leitos de hospitais reservados no Brasil para qualquer necessidade de seus cartolas ou das seleções. Antes de vir ao país, a Fifa assinou convênio com 17 hospitais particulares estabelecidos nas seis sedes da Copa das Confederações.
Está no papel. Quem banca o convênio é a Isos Health Care, operadora internacional que presta serviços médicos para a Fifa. A situação é prevista na Lei Geral da Copa e se trata de uma obrigação acatada pelo governo brasileiro ao se comprometer a realizar a Copa das Confederações e o Mundial-2014.
Pior a emenda... Autoridades brasileiras acreditam que nem a Fifa nem seus parceiros comerciais vão acionar a União exigindo indenizações pelos danos que os protestos pelo país têm causado à Copa das Confederações.
...que o soneto. O entendimento é que, se exigir a indenização --prevista na Lei Geral da Copa--, a Fifa estará comprando uma briga ainda maior com a população brasileira. Lembram, aliás, que a entidade está entre os principais alvos das manifestações populares espalhadas pelo país.
Para tudo. A Secretaria da Copa de Pernambuco enviou um comunicado aos voluntários recrutados pelo governo federal no Estado avisando que, devido aos protestos em Recife, suas atividades nos períodos da tarde e da noite de anteontem seriam canceladas.
Contra a parede. Na esteira das manifestações contra a Fifa e a realização da Copa no país, diversas pessoas recrutadas pelo Brasil Voluntário, programa governamental de voluntários, têm sido questionadas por torcedores por que elas estão trabalhando de graça para o torneio. O fato tem irritado os recrutados.

A chave é pressionar

O Brasil mostrou, novamente, sua melhor qualidade coletiva, a marcação por pressão, que cria mais chances de gol, por tomar a bola no campo do rival, quando a defesa está desprotegida, e que dificulta o outro time a se organizar, trocar passes e chegar ao gol.
Se a Copa fosse fora do país, o Brasil, mesmo se quisesse, não conseguiria fazer tão bem essa marcação. Felipão sabe disso e tem aproveitado muito essa situação. Se outras equipes, até as medianas, como México e Uruguai, inferiores ao Brasil, atuassem em casa, fariam o mesmo e teriam mais chances.
A deficiência coletiva continua a mesma. Os dois volantes não se misturam com os três meias. Como a equipe toma muito a bola no campo do adversário, os meias e atacantes não precisam da passagem da bola, desde o campo de defesa.
Quando o Brasil faz um gol e deixa de pressionar --não dá também para fazer isso durante toda a partida--, permite a pressão do adversário, como fez a Itália, em vários momentos, não sabe cadenciar o jogo e ficar com a bola.
A Itália, que estava sem os dois grandes jogadores de meio-campo, Pirlo e De Rossi, ficou, logo no início, sem seu terceiro bom armador, Montolivo. Isso prejudicou muito o time italiano.
A arbitragem errou em vários gols. No primeiro, de Dante, havia impedimento. No segundo, não houve falta em Neymar. No gol da Itália, o árbitro marcou pênalti e o jogador italiano fez o gol.
Se o árbitro tivesse marcado o pênalti, o que seria o correto, Luiz Gustavo, que já tinha cartão amarelo, teria de ser expulso, o que provavelmente seria muito pior para o Brasil.
Sofreria um gol e ficaria com um jogador a menos.
O Brasil jogou melhor do que a Itália, mas os erros do árbitro foram decisivos para a vitória. Fred, além dos gols, se movimentou muito mais que nos jogos anteriores
O time continua bem, definido na maneira de jogar, organizado, mesmo com algumas deficiências, e com uma enorme vontade de ganhar a Copa das Confederações
FORÇA DO INCONSCIENTE
Se não houver uma grandíssima surpresa, o Brasil vai enfrentar o Uruguai, e a Itália, a Espanha.
Poucas seleções têm três bons jogadores na frente, como Suárez, Cavani e Forlán. Em compensação, o Uruguai tem graves deficiências.


Após as vitórias sobre Venezuela, nas eliminatórias, e Nigéria, na Copa das Confederações, o Uruguai pode crescer. Há um temor e um respeito pela raça uruguaia. A imagem de Obdulio Varela, símbolo da raça, campeão do mundo em 1950, no Maracanazo, ainda brilha no inconsciente de todo os jogadores uruguaios.

Belo horizonte

A seleção já tem presente e tem futuro de novo. Desta vez não fez gol no começo do primeiro tempo, só no fim.
Que, sim, para que ninguém me venha com aleivosias, pegou uma Itália sem Pirlo e De Rossi, além de em fim de temporada, como, o time brasileiro, exceção feita à dupla de ataque.
Time brasileiro que jogou sem Paulinho, mas que, dirá o advogado do diabo, teve a sorte de fazer um gol no fim da etapa inicial, vantagem ponderável para o segundo tempo. Além do mais, com Dante em posição de impedimento, não?
Mas o time levou o empate logo de cara no recomeço do jogo e não se abalou, logo fazendo o segundo gol em cobrança fabulosa de Neymar.
Sim, em falta cavada, não?
O time não reduziu seu ritmo nunca, foi regular até quando tomou um digno sufoco dos italianos e ainda fez mais dois gols.
Tudo após o melhor primeiro minuto de jogo em muitos e muitos anos da seleção brasileira, em blitz inesquecível.
Parece que o time tem uma combinação para fazer logo um gol, será que não?
Ah, sim, parte da intensidade deveu-se a erros de passes italianos. Mas, por que, em função de quê?
Com três vitórias, nove gols em três jogos, é claro, o verdadeiro teste ainda não veio.
Nem a Itália, tetracampeã, que sofreu, sob o comando de Prandelli, sua segunda derrota em jogos a valer. A primeira foi contra a Espanha...
Ouviremos e leremos muito nos próximos dias sobre a mística da Celeste e o Maracanazo. Tudo verdade, tudo mentira. Basta respeitar os uruguaios, em Belo Horizonte, depois de amanhã. Para só depois pensar na Espanha.
O trio atacante oriental é da melhor qualidade, mas a defesa vive mais por conta do coração de Lugano.
Só que, como tudo tem dado errado para os uruguaios no Brasil, até em elevador teve jogador que ficou preso, após passar dias sem campo para treinar, sabe-se lá o que o futuro reserva para eles.
Para os brasileiros, independentemente do que aconteça numa eventual final contra os atuais campeões mundiais, que buscam esta Copa da Confederação como a que lhes falta, o porvir ficou menos preocupante nestes dias.
Entre outras razões porque a torcida está sabendo separar a seleção do que a preocupa pela falta de representatividade, pelo excesso de corrupção, e pela ausência de educação, saúde e locomoção de padrão Fifa.


Chegaremos lá, ao que tudo indica. Porque temos de novo um time e um povo disposto a não dormir mais em berço esplêndido.

Gente grande

Hernanes conhece bem o ponta Candreva, seu companheiro de Lazio. Na sexta-feira, perguntado sobre a escolha de Prandelli pelo laziale, julgou ser uma opção para atacar Marcelo. Não era só isso. O poder de ir ao ataque e voltar à intermediária deixou evidente com cinco minutos a intenção de Prandelli: um triângulo para marcar Neymar.
O lateral Abate marcava de frente, Candreva protegia na ponta e Montolivo fechava o triângulo como volante. Neymar saiu-se muito bem. Valente, tentou o drible, mesclou com o passe, sofreu as duas faltas que resultaram nos gols.
Neymar clareou o caminho para a vitória mais categórica da equipe desde a volta de Felipão. Atuação de gente grande, do craque e do time.
Não é fácil encarar a Itália. Além do triângulo em torno do 10 do Brasil, a marcação impecável do meio-de-campo italiano para trás obrigou o Brasil a rodar a bola com paciência. Houve 63% de posse de bola no primeiro tempo.
A marcação por pressão também fez parte do cardápio. Nos cinco minutos iniciais, quatro desarmes no campo de ataque. O quarto gol nasceu com Luiz Gustavo roubando na intermediária.
Houve problemas também, quando a Itália levou 3 x 1 e passou a atacar com Candreva, após a saída de Neymar.
Dos 11 gols sofridos sob o comando de Felipão, quatro foram do lado esquerdo da defesa, entre eles os dois ontem. Marcelo foi bem no ataque, mas faltou cobertura em seu setor. Candreva cobrou o escanteio do gol de Chiellini e também da bola cabeceada na trave por Maggio.

O Brasil sofreu mais do que deveria depois da saída de Neymar, poupado porque tinha cartão amarelo. Mas era um clássico contra a Itália, derrotada num jogo oficial apenas pela segunda vez nas 25 que atuou sob o comando de Cesare Prandelli --a outra foi para a Espanha. Ontem, a seleção deu sua primeira mostra de maturidade.

Italia e Brasil



O Itália 2 x 4 Brasil de Salvador foi o 25o jogo de competição oficial dos italianos sob o comando de Cesare Prandelli e apenas a segunda derrota. Antes, 16 vitórias, sete empates e um encontro com a Espanha, na final da Eurocopa -- derrota por 0 x 4.
A informação serve para entender que o Brasil fez um jogo dificílimo contra a Itália. Não havia Pirlo e De Rossi, é verdade. Mas a Azzurra jogou uma partida de marcação apertada, diminuindo espaços, obrigando o Brasil a ter repertório.
Bola saindo pelo chão, apesar de três passes longos nos primeiros trinta minutos, de Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. Paciência para rodar e abrir espaços, sem pressa para não entregar o contra-ataque ao adversário. Jogo mesclado com pedaços de marcação por pressão, como na jogada do quarto gol, retomada de Luiz Gustavo no campo ofensivo.
É verdade que houve problemas, principalmente depois da substituição de Neymar, claramente porque tinha cartão amarelo e correu o risco de expulsão. Erros também de cobertura do lado esquerdo da defesa. O que foi aquele primeiro gol de Giaccherini, com Marcelo saltando de cabeça no meio-de-campo, sem Hernanes conseguir fazer a proteção?
Mas ganhar da Itália, vice-campeã europeia, num jogo difícilimo, é um sinal de crescimento da equipe do Brasil. 

Diário das Confederações - A Espanha nos ensina a tocar a bola, o Taiti nos ensina a tocar a vida



Thiago Arantes/ESPN.com.br
Ao fundo, o céu e o mar: à frente, a corrida dos jogadores do Taiti
Ao fundo, o céu e o mar: à frente, a corrida dos jogadores do Taiti

Eram 30 homens de vermelho atravessando a rua em direção à praia. O povo olhava com estranheza, meio surpreso, curioso, assustado. Mas não era só o povo que estava meio surpreso, curioso, assustado.
Eram 30 homens vivendo o sonho de uma vida. Uma vida que é modesta, mas está longe, bem longe de ser ruim. Eles moram no paraíso, têm empregos humildes, alguns nem tem emprego, mas não param de sorrir. É um conto improvável, um time de amadores chamando atenção no país do esporte que eles ainda aprendem a jogar.
Eram 30 sorrisos em rostos que se parecem, e nem precisavam ter rostos, porque não são apenas eles que estão ali, é um país inteiro de pescadores, entregadores, alpinistas e sonhadores. Um país que, a rigor, nem é país, mas que ontem fazia seus mais famosos representantes se orgulharem, era o maior país de todos.
Era apenas uma praia, um treino de futebol, um técnico, comissão técnica, dirigentes e seus jogadores. Algo simples, corriqueiro, outro dia tem mais.
Não, não era. Porque aqueles 30 homens jamais estarão ali novamente. Afinal, um homem jamais entra num rio duas vezes, porque não é mais o mesmo rio, nem o mesmo homem.
30 homens não entram para a história duas vezes, porque não será a mesma história. E os taitianos, que mudaram a história do futebol, nunca mais serão os mesmos.

Fred brilha, Neymar foi vital sem ser genial, Hernanes melhora saída de bola. Brasil bem. E a Itália gostou

Fred tocou na bola nove vezes na vitória sobre o México. Em três delas deu passes errados. Contra os japoneses foram 15, sendo quatro equivocados. Ou seja, 17 passes certos em dois jogos. Nos 4 a 2 sobre a Itália, o centroavante do Fluminense tocou na pelota em 20 oportunidades e em todas ela chegou aos pés de seus companheiros ou foi para as redes inimigas.
Mesmo que não tivesse feito os dois gols e participado de outro, o camisa 9 teria feito sua melhor atuação na Copa das Confederações. Nele, em Neymar (para variar) e nos equívocos da equipe de arbitragem o Brasil calçou sua terceira vitória em três pelejas pela Copa das Confederações. Que foi merecida, independentemente do apito. O novo atacante do Barcelona manteve o nível de suas atuações anteriores. O camisa 9, enfim, se destacou.
Mas é claro que não há como ignorar os erros do apito e do bandeira nos 90 minutos em Salvador. Um exemplo do que poderá acontecer em 2014 com a Copa do Mundo no Brasil. Times da casa costumam ser beneficados, como a Coréia do Sul em 2002, quando eliminou espanhóis e italianos graças a enormes falhas dos apitadores. Com uma camisa pesada e tradicional como a do Brasil, isso será ainda mais fácil de acontecer no Mundial de 2014.

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Fonte: Footstats
Rashvan Irmatov, do Uzbequistão, é árbitro experiente, mas teve uma atuação fraca e comprometida por um de seus auxiliares, Bakhadyr Kochkarov, do Quirguistão. No primeiro gol brasileiro o assistente não observou impedimento de Dante após a cabeçada de Fred. Em lance de bola parada, esse tipo de erro é inaceitável. Já o apitador uzquebe enxergou falta em lance normal "cavado" por Neymar. A partir da equivocada marcação nas imediações da área italiana, o camisa 10 fez bela cobrança no segundo tento "canarinho". Um belo gol em cima de Buffon!!!!!
Além da participação de Fred em três gols (dois dele e um marcado após cabeçada do camisa 9), o Brasil apresentou novidades positivas. Como Hernanes, substituto de Paulinho e muito mais participativo na saída de bola e na construção das jogadas do que o corintiano. O meia da Lazio deu 45 passes, 43 certos, número próximo do registrado pelo titular diante do Japão, mas a maioria no campo de defesa. O ex-são-paulino apareceu mais para começar os trabalhos com Luiz Gustavo e os quatro defensores.
E os pontos negativos do time "scolariano"? Para variar, foi preciso que Neymar tirasse coelhos da cartola. Mais uma vez ele apareceu com gol e participação no primeiro, que surgiu após cobrança de falta do camisa 10. Outro problema, o time pouco criava até marcar dois gols pelo chamado "Muricybol", ou seja, houve certa dependência da bola parada, já que antes dos dois primeiros gols, a partir de faltas, não foram tantas oportunidades criadas.
E Marcelo, que foi muitíssimo bem no lance do quarto gol, de Fred, chutando para o rebote de Buffon, voltou a errar lá atrás. O lateral-esquerdo do Real Madrid precisa evoluir defensivamente para se transformar num excepcional jogador da posição. Falta a ele um "quê" de Roberto Carlos. Mas o time brasileiro marcou bem, mais uma vez, a saída de bola adversária, no começo do cotejo e no final. Assim nasceu o quarto gol.
Mais uma vez decisivo (chega a ser redundante) Neymar participou menos, com 17 passes (foram 32 diante do México) e exagerou nas faltas, fez seis, mais do que qualquer outro jogador na partida. Ele segue com o vício das "cavadas" (entre faltas reais e "à brasileira" acumulou oito sofridas) e levou vantagem com a arbitragem uzbeque. Mas esse vício pode levá-lo a se dar mal. Contudo, é inegável que ele tenta participar mais do jogo, marcar, e também por isso comete mais infrações. Só não precisa exagerar, como no lance em que tirou Abate do jogo. Imagine se fosse ao contrário. "Neymarzetes" de ambos os sexos e de todas as idades estariam irados(as).
No final, brasileiros e italianos saíram satisfeitos. Os europeus por terem encarado o anfitrião do certame mesmo com desfalques seríssimos (Pirlo e De Rossi) e quase terem empatado quando Maggio cabeceou no travessão e o placar apontava Brasil 3 a 2. Os brasileiros por terem vencido o terceiro jogo na melhor atuação do time de Felipão na Copa das Confederações. Resta saber se o técnico será capaz de observar bem os problemas que seu time apresentou, apesar do triunfo. Afinal, esse foi o melhor teste para sua equipe até aqui. Quais as lições dele tiradas?
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Neymar tomou um cartão amarelo neste sábado: muitas faltas cavadas e cometidas
Neymar tomou um cartão amarelo neste sábado: muitas faltas cavadas e cometidas na vitória sobre a Itália

sábado, 22 de junho de 2013

Argentino

16h15 Estudiantes 1x1 Belgrano
19h00 Tigre 2x3 Quilmes
20h15 Colón 1x1 Independiente

Copa das Confederações



16h00 Japão 1x2 México
16h00 Itália 2x4 Brasil

Azarenka espera fazer primeira final em Londres

Londres (Inglaterra) - Bicampeã do Australian Open, Victoria Azarenka ainda não fez uma final de Wimbledon. A bielorrussa parou nas semifinais nas duas últimas edições e reconhece que o próximo passo é bastante complicado.
"Acho que é um grande desafio dar esse passo a mais. Eu perdi nos dois últimos anos para a campeã em partidas disputadas", lembrou Azarenka. Em 2011, a bielorrussa parou em Petra Kvitova. Serena Williams foi seu algoz no ano seguinte.
Semifinalista em Roland Garros, Azarenka não jogou torneios preparatórios na grama. "As coisas estão indo bem. Estou aqui desde sábado. Nunca se sabe até você jogar a primeira partida, então estou ansiosa para isso". Sua adversária será a portuguesa Maria João Koehler.
Azarenka explicou as diferenças entre os pisos e a dificuldade que alguns jogadores têm na grama. "O movimento na quadra é totalmente diferente. Você não desliza aqui. Os pontos são mais curtos, então você precisa fazer ajustes táticos e aceitar a grama como ela é e ser agressiva".
A número 2 do mundo espera não ficar no meio do caminho desta vez. "É importante aproveitar suas chances, mas, antes de tudo, chegar às rodadas finais".

Sharapova alfineta Serena ao falar de namorados

Londres (Inglaterra) - Maria Sharapova é uma das principais candidatas ao título de Wimbledon, mas sua entrevista coletiva neste sábado foi marcada pela 'bronca' que a russa deu em Serena Williams. A norte-americana deu uma entrevista à revista Rolling Stone, publicada nesta semana, criticando uma jogadora do top 5 e seu namorado. Sharapova não perdoou e devolveu o 'elogio'.
Na Rolling Stone, Serena disse: "Ela começa toda entrevista com 'estou tão feliz, sou tão sortuda'. É um tédio. Ela ainda não será convidada para as festas mais legais. Se ela quiser namorar uma pessoa que tem o coração negro, que namore". Embora Serena não tenha dito de quem se tratava, o autor da matéria indicou que seria Sharapova, namorada de Grigor Dimitrov.
A resposta da russa foi bem contundente: "Obviamente, tenho muito respeito por Serena e pelo que ela conquistou em quadra. Mas se ela quiser falar sobre coisas pessoais, talvez deveria falar sobre o relacionamento dela com seu namorado (o treinador Patrick Mouratoglou), que era casado, está se divorciando e tem filhos".
"Sei que todo mundo quer criar rivalidades em todas as áreas. Só acho que ela deveria falar sobre os feitos dela, ao invés das outras coisas que chamam atenção e são polêmicas", completou Sharapova. A russa e Serena se enfrentaram recentemente na final de Roland Garros, com vitória da número 1.

Copa do Mundo sub-20

12h - México 1x2 Grécia
12 h   Colôbia  1x1 Austraria 
15 h    Turquia     1x1  Elsalvador
15  h    Paraquai   3x0   Mali

Vesnina fica com título no Premier de Eastbourne

Eastbourne (Inglaterra) - Em um torneio com diversas top 20, o título do Premier de Eastbourne acabou nas mãos da russa Elena Vesnina. A número 36 do ranking derrotou a qualifier norte-americana Jamie Hampton por 6/2 e 6/1 na decisão e conquistou o segundo título de simples de sua carreira.
Vesnina começou a temporada com o troféu em Hobart, mas depois não teve campanhas muito boas em simples até esta semana. No entanto, nas duplas, a russa está entre as melhores do mundo ao lado da parceria Ekaterina Makarova. As compatriotas venceram Indian Wells e Roland Garros em 2013.
Na primeira rodada em Eastbourne, Vesnina precisou virar contra a sérvia Ana Ivanovic. A russa também eliminou a chinesa Na Li na grama britânica. Vesnina havia perdido seis decisões de torneios WTA até este ano, mas quebrou o tabu em janeiro.
Hampton, por sua vez, continua sendo uma das grandes promessas do tênis feminino norte-americano. A jogadora de 23 anos fez duas semifinais em 2013 e chegou às oitavas de final em Roland Garros. Em Wimbledon, Hampton encontra na primeira rodada outra jovem dos EUA, Sloane Stephens.

Bia vai à semifinal na Suíça e entra para o top 300

Lenzerheide (Suíça) - A paulista Bia Haddad Maia continua sua excelente campanha no saibro europeu. A canhota de 17 anos garantiu nesta sexta-feira vaga na semifinal do torneio de US$ 25 mil que é disputado em Lenzerheide e com isso irá aparecer pela primeira vez entre as 300 melhores tenistas do ranking profissional.

Atual 329ª colocada e já como segunda principal tenista do país, Bia superou desta vez a Imane Maelle Kocher, convidada dos organizadores, com o tranquilo placar de 6/2 e 6/1. Sua adversária será a australiana Storm Sanders, de 18 anos e 262ª do ranking, que surpreendeu a cabeça 2 Sofia Shapatava, por duplo 6/3.

Disputando torneios profissionais de US$ 10 mil a US$ 25 mil, a pupila de Larri Passos já soma 24 vitórias em 29 partidas disputadas nesta temporada, com títulos em Ribeirão Preto e Antalya. Em duplas, ela parou nas semifinais nesta semana e deve entrar na faixa das 400 mais bem colocadas no ranking.

Outra sensação do torneio é a juvenil suíça Belinda Bencic, a mesma que eliminou Bia há poucos dias nas oitavas de final juvenis de Roland Garros. Com apenas 16 anos, Bencic tirou a tcheca Katerina Siniakova, por 6/1 e 6/2, e também está na semifinal onde pega a alemã Laura Siegemund.
Duplas - A paulista Paula Gonçalves atingiu a final de duplas do  ITF de US$ 25 mil disputado no saibro francês de Montpellier. Ela e a espanhola Ines Ferrer derrotaram a francesa Amandine Hesse e a eslovaca Michaela Honcova, por 2 sets a 0 com parciais de 6/2 e 6/0. Na decisão desta sexta, elas enfrentam a russa Irina Khromacheva e a tcheca Renata Voracova, cabeças de chave 1.

Bia Haddad chega à quarta final na temporada

Lenzerheide (Suíça) - Beatriz Haddad Maia continua em excelente temporada e chegou à quarta final em 2013, desta vez no challenger de US$ 25 mil de Lenzerheide, no saibro suíço. A paulista de 17 anos já garantiu a entrada no top 300 profissional e será a número 2 do país.
Na partida deste sábado, Bia derrotou a australiana Storm Sanders com parciais de 3/6, 6/3 e 6/1. A canhota anotou dois aces, três duplas-faltas e quebrou o saque de Sanders cinco vezes em toda a partida. Bia anotou 91 pontos, contra 79 da adversária.
Bia espera na final a vencedora entre a suíça Belinda Bencic e a alemã Laura Siegemund. Bencic foi a responsável pela eliminação da paulista na segunda rodada do juvenil de Roland Garros neste ano.
Em 2013, a pupila de Larri Passos vem tendo ótimo aproveitamento. Bia venceu seu segundo torneio no ano, em Ribeirão Preto, e depois foi à Turquia, onde ganhou mais um ITF e fez semifinal em outro. Antes de Lenzerheide, a paulista foi vice-campeã no challenger de US$ 25 mil de Caserta
O placar eletrônico da Fonte Nova escrevia Brasil 0 x 0 Peru e logo abaixo a frase: "É o fim da picada!" O fotógrafo Sérgio Sade captou o momento exato. Sua foto virou um clássico para explicar como Salvador viveu a Copa América de 1989, a última competição oficial de futebol disputada no Brasil antes da Copa das Confederações 2013.
"É o fim da picada!" era o slogan da campanha de prevenção da AIDS, mas casava perfeitamente com o péssimo futebol da seleção de Lazaroni. Ela só jogou bem quando saiu da Bahia para ganhar o torneio no Recife e no Rio.
Jogou mal na Fonte Nova em parte pelo boicote da torcida baiana, insatisfeita pela escalação do centroavante Charles, do Bahia, no banco de reservas.
O protesto era estúpido e atrapalhou a seleção. As manifestações atuais têm poupado o time de Felipão. Em Fortaleza, uma faixa dizia ser contra a corrupção, não contra a seleção. É justo!
Em 1989, até o baiano Charles ficou triste: "Eu me sentia culpado, como se eu estivesse causando tudo aquilo, como se eu estivesse forçando uma situação para ser escalado", disse ontem, 24 anos depois.
Sempre fica uma lembrança da recepção ácida de 1989, quando a seleção volta à Bahia. O Brasil jogou dez vezes em Salvador, ganhou seis, empatou quatro. Estreou em 1981 e foi aplaudidíssima ao ganhar da Espanha por 1 x 0.
Telê Santana foi populista e escalou o lateral Perivaldo, baiano de nascimento, botafoguense por profissão.
Também foi aplaudida na última visita, em 2009, vitória por 4 x 2 sobre o Chile, com Daniel Alves improvisado no meio-de-campo, camisa 7. Hoje, Daniel vestirá a camisa 2. Bom baiano, bom motivo para a Fonte Nova incentivar.
Não o único.
A Copa das Confederações tem desmentido um suposto desprezo da torcida brasileira pela seleção. Dentro do estádio, ouvem-se gritos de Brasil e Lêlêô, Brasil!, como no Maracanã dos anos 70. Há também a cantoria chata do muito orgulho e muito amor, mas repetida menos que no passado. A plateia também se comporta como torcida.
"Ouvíamos que poderia haver vaia e pressão e foi tudo bem diferente. Só temos tido apoio e em Fortaleza foi emocionante", diz Carlos Alberto Parreira.


Ver Salvador como o Ceará de sábado e não como a Bahia de 1989 é importante num jogo como o de hoje. Será o duelo contra Balotelli, sempre difícil. É um clássico. A Itália fez 24 partidas oficiais com Cesare Prandelli. Só perdeu uma, a final da Eurocopa contra a Espanha.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Copa do Mundo sub-20,

12h - França 3x1 Gana, 
12h - Cuba 1x2 Coreia do Sul, 
15h - EUA 1x4 Espanha,
15h - Nigéria  2x3  Portugal

Argentino



20h30 Racing Club 3x0 Unión

Nascido a 5 de julho

Alberto Gilardino é o centroavante reserva de Balotelli na seleção italiana. Campeão mundial em 2006, perdeu importância depois de passagens medianas por clubes como Milan e Fiorentina. Ressurgiu na última temporada com 13 gols pelo Bologna na Série A --um a mais do que Balotelli, só que com número de jogos três vezes maior.
Sua data de nascimento diz muito sobre o jogo de amanhã entre Brasil e Itália. Gilardino nasceu em 5 de julho de 1982. "Meu pai sempre me contava histórias sobre a vitória no Sarriá."
Gilardino repetiu essa frase à exaustão durante a carreira, desde o início associada ao Itália 3 x 2 Brasil da Copa da Espanha. Falava-se da semelhança de seu estilo com o de Paolo Rossi e chamavam- -no de predestinado.
Não é. Gilardino enfrentou o Brasil duas vezes. Em ambas, a Itália perdeu e não fez gol. Derrotas por 2 x 0 e 3 x 0.
A não ser que marque amanhã, sua predestinação será sempre uma das lendas a respeito daquela partida. O mais grave dos mitos, o de que o Brasil preferiu o pragmatismo à beleza, porque perdeu no Sarriá.
Balela! Em 1974, a seleção de Zagallo jogou futebol horroroso e venceu só três de sete partidas. Em 1978, o time de Cláudio Coutinho ganhou quatro de sete confrontos sendo pragmático até a medula.
Se o estilo Telê tivesse sido desprezado depois de 1982, por que razão a CBF teria contratado Telê de novo para ser o técnico em 1986?
Ele só pôde retornar porque sua campanha na Espanha foi muito valorizada.
É até hoje.
Pergunta-se ainda em 2013 se é preferível perder como em 1982 ou vencer como em 1994. A resposta pode ter sempre estado oculta apesar de ter sempre sido óbvia: melhor ganhar como em 2002. No penta, o Brasil venceu todas as sete vezes e registrou o ataque mais positivo.
A derrota do Sarriá cria tantos mitos e perguntas por ter para os maiores de 40 anos o mesmo significado do Maracanazo para os maiores de 70. Os que hoje têm 25 anos sofreram o mesmo com os 3 x 0 da França, em 1998.
Os mais velhos dirão que não há nível de comparação. Sempre há.
O Gilardino brasileiro nunca jogou na seleção principal. Fabrício, volante ex-Corinthians, ex-São Paulo e ex-Cruzeiro, nasceu em 5 de julho de 1982, como o centroavante reserva de Balotelli.
Os gols de Paolo Rossi provocaram dores de parto em sua mãe. O pai, perplexo diante da TV, disse que só a levaria à maternidade quando o jogo acabasse e sua dor passasse. A mãe poderia estar esperando até hoje.

Wozniacki vence e chega à semi em Eastbourne; Li perde

Getty
Wozniacki avançou e segue como uma das favoritas
Wozniacki avançou e segue como uma das favoritas
Mesmo tomando um susto, a dinamarquesa Caroline Wozniacki confirmou o favoritismo e garantiu vaga na semifinal do WTA de Eastbourne, na Inglaterra, com a vitória sobre a russa Ekaterina Makarova, nesta quinta-feira, com parciais de 4/6, 6/0 e 6/3, após 2h02. A grande surpresa do dia foi a derrota da chinesa Na Li, cabeça de chave 6.
Com a eliminação da chinesa, Wozniacki, cabeça de chave 5, passou a ser a principal candidata ao título da competição. Para chegar à final, ela terá pela frente a norte-americana Jamie Hampton, que venceu a tcheca Lucie Safarova, de virada, por 3/6, 7/6 (7/1) e 6/4. Embora a dinamarquesa seja favorita, Hampton já surpreendeu na competição com a vitória sobre a polonesa Agnieszka Radwanska, cabeça de chave 1.
Sexta melhor tenista da atualidade, Li foi derrotada pela a russa Elena Vesnina, 36ª do ranking mundial, em dois sets, sem apresentar muita reação, com placar final de 7/6 (7-4) e 6/3. Apesar da diferença no ranking, Vesnina chegou à sua terceira vitória em quatro partidas disputadas contra Li.
Classificada, a russa enfrentará na próxima fase a belga Yanina Wickmayer (51ª), que também surpreendeu e eliminou a russa Maria Kirilenko (10ª), em três sets, com parciais de 6/2, 1/6 e 7/5.

Técnico prevê futuro glorioso para Sasha no vôlei: 'Tem todos os traços'



Madura, talentosa, líder do grupo e extremamente avessa aos holofotes. Assim é, na opinião do técnico Josimar Reis, a levantadora Sasha Meneghel, capitã da equipe infantil de vôlei feminino do Flamengo e filha única da apresentadora Xuxa com o ator e empresário Luciano Szafir. A um mês de completar 15 anos, a menina é tratada como uma promessa do voleibol carioca. Com 1,74m de altura, a ilustre atleta tem ótimas chances de se tornar uma jogadora de ponta, segundo a avaliação do seu treinador.
Sasha Meneghel jogadora de vôlei Flamengo (Foto: Flávio Dilascio)Com 1,74m, Sasha Meneghel vem sendo tratada como uma promessa do Flamengo (Foto: Flávio Dilascio)
- Esse é o quarto ano que a Sasha está comigo. Ela pode vir a ser uma grande jogadora no futuro, porque tem todos os traços de uma atleta: é longilínea, tem braços e pernas longas e ainda não fechou a estatura óssea. Ela detesta os holofotes. Ela quer é jogar voleibol e não aproveitar o fato de ser filha da Xuxa para para ganhar fama - afirmou Josimar, técnico do infantil feminino do Flamengo.
Apesar da indisfarcável timidez, Sasha é tida como uma das líderes do grupo rubro-negro. Sensível, ela chega a atuar como conselheira sentimental das amigas e até do próprio treinador.
- A Sasha tem uma cabeça muito boa. Às vezes,chego para trabalhar com algum problema, ela percebe e vem falar comigo. Ela é capitã do time não por ser a Sasha, mas por ser madura o suficiente para passar um controle emocional às companheiras mesmo estando fora de quadra - destacou Josimar.
Flamengo vôlei infantil (Foto: Flávio Dilascio)Josimar conversa com atletas: prioridade é formar
grandes jogadoras (Foto: Flávio Dilascio)
Mesmo com todos os elogios e a confiança demonstrada pelo seu técnico, Sasha tem ficado na reserva nas últimas rodadas. A explicação do treinador tem a ver com a formação de uma nova jogadora. Substituta da famosa levantadora, a jovem Carol vem sendo testada perto da rede para atuar futuramente em uma outra posição.
- A Sasha era a primeira levantadora, mas fiz a opção por outra jogadora para formar uma futura líbero. A menina que hoje está no lugar da Sasha tem menos altura, mas tem mais técnica. Tenho que pensar em formar jogadoras, não posso pensar só em ser campeão. A Sasha compreendeu bem a mudança e tem dado força para a Carol - revelou Josimar.
Incentivada por Xuxa e Szafir, que costumam acompanhar a filha nas partidas do Flamengo, Sasha tem tido problemas apenas para conciliar os seus horários na Escola Americana com os treinos na Gávea. Estudando em regime integral, ela tem se atrasado constantemente nas atividades no clube.
- Isso prejudica na questão do ritmo de jogo, mas a Sasha se empenha bastante quando chega, o que faz com que seja respeitada dentro do grupo - comentou.
Sasha Meneghel jogadora de vôlei Flamengo (Foto: Flávio Dilascio)Sasha (camisa 7) tem tido problemas para chegar na hora nos treinos (Foto: Flávio Dilascio)
Atuando com a camisa 7 do Flamengo, Sasha tem no voleibol o seu estilo de vida. Quando não está jogando ou treinando, está na orla carioca aprendendo os fundamentos do vôlei de praia, o que tem a ajudado a aperfeiçoar o seu estilo de jogo. No início do ano, a levantadora rubro-negra chegou a ser convocada para a seleção sub-19 de vôlei de praia, realizando um período de treinamentos no centro de desenvolvimento da CBV, em Saquarema (RJ).
- Jogar na praia é importante para desenvolver a habilidade. A Sasha está sempre querendo se aperfeiçoar e evoluir. Quando olho para ela, vejo uma jovem que quer muito crescer no esporte por méritos próprios - elogiou Josimar.
O Flamengo, de Sasha, perdeu para o Fluminense por 3 sets a 0 (25-21, 25-15 e 25-21) nesta quarta-feira, no ginásio da Gávea. Sem chances no primeiro turno, a dupla Fla-Flu apenas cumpriu tabela, uma vez que Tijuca e Botafogo farão a final desta etapa da competição - Sasha foi reserva durante toda a partda. No sábado, o Rubro-Negro fecha a sua participação no turno contra o Barra Mansa, em casa, às 15h. O returno começa no dia 3 de agosto.
Flamengo Fluminense vôlei feminino infantil (Foto: Flávio Dilascio)Flamengo e Fluminense apenas cumpriram tabela nesta quarta-feira, na Gávea (Foto: Flávio Dilascio)
- Esse primeiro turno foi de muita observação. Temos um grupo de meninas ainda imaturas, que acabaram de vir do mirim e que se juntaram com as que já jogavam no infantil no ano passado. Como temos um elenco bem distinto, até engrenarmos uma equipe homogênea levaremos algum tempo. Como no segundo turno já vamos ter o time mais entrosado, creio que teremos boas chances de chegarmos à final - finalizou o treinador.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Copa das Confederações



16h00 Espanha 10x0 Taiti
19h00 Nigéria 1x2 Uruguai

Estacionou

As atuações de David Luiz (impecável) e de Thiago Silva (excelente) revelam que houve problemas. Eles aconteceram na cobertura e posicionamento dos laterais e resultaram em pane do time brasileiro no final do primeiro tempo.
Editoria de Arte/Folhapress
"Quero Thiago Silva ou então não precisam contratar zagueiro nenhum." A frase foi ouvida da boca do técnico do Barcelona, Tito Vilanova, por gente do Barcelona, ao final da temporada europeia. Ele fala sério. O Barça pode até comprar Hummels. Mas Tito só quer Thiago Silva.
David Luiz também salvou bolas importantes. Aos 13 do segundo tempo, Guardado cruzou e o beque do Chelsea tirou para escanteio. Era o mesmo erro de cobertura nas costas dos laterais, acentuado à medida em que o Brasil chamava o México para tentar contra-atacar.
Melhorou um pouco a partir dos 15 do segundo tempo, quando o Brasil voltou a ocupar o campo de ataque. Coincidiu com a mudança de sistema para o 4-3-3, com o ataque formado por Hulk, Fred e Neymar. Durou pouco, porque o time fica mais separado e com dificuldade para prender a bola no campo ofensivo. Aos 29, a numerosa torcida mexicana entoou um "sí, se puede", porque podia mesmo haver o empate.
Os pontos positivos apareceram até os 25 minutos da primeira etapa. Movimentação de Neymar e Oscar com inversão de posição constante. A saída de bola aconteceu com passes mais curtos, como era esperado pelo fato de o México não ter feito pressão. Favorável também não sofrer gol pela terceira vez e ver Neymar driblar no espaço de um lenço, como no belíssimo segundo gol.
O nono jogo de Felipão não permite dizer que a evolução prossegue. A décima partida é contra a Itália, mais montada pelas 39 vezes em que foi dirigida por Cesare Prandelli. E, diferente do México, incomodada por um tabu, o de não vencer o Brasil desde 5 de julho de 1982. São seis partidas, com três vitórias brasileiras e três empates.
Vai ser difícil.