domingo, 16 de junho de 2013

Parte da família

A tarde de sexta-feira teve uma linda cena no centro do gramado do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Felipão reuniu todos os jogadores na véspera da estreia contra o Japão e levou ao centro da roda o capitão do penta. Cafu falou algumas palavras. Antes e depois da curta palestra, foi aplaudido, ovacionado por todos os jogadores da seleção.
Semanas antes, foi a vez de Zagallo. Numa entrevista para a produtora Mowa, que faz trabalhos de vídeos para a CBF, o técnico do tri em 70 disse que gostaria de estar mais presente com a seleção brasileira. Ser lembrado.
A informação chegou ao coordenador da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira. E Parreira conversou com Felipão: "Eu estava pensando exatamente nisso", disse o técnico do penta ao treinador do tetra.
Na chegada da seleção ao Rio, na semana do amistoso contra a Inglaterra, Zagallo foi recebido na hora do jantar por toda a delegação. Entrou na sala onde acontecem as refeições e todo o grupo de jogadores se levantou.
Zagallo emocionou-se.
Não foi só ele. Os jogadores da campanha da Copa das Confederações também.
Há decisões na seleção brasileira que não têm por intenção reunir, motivar, formar família. A intenção fundamental é homenagear alguém que tem história, que participou do futebol brasileiro de maneira importante.
Caso de Zagallo, o primeiro campeão mundial como técnico e jogador. Ou de Cafu, o único na história das Copas do Mundo a disputar três finais --nem Pelé disputou, porque se machucou em 1962.
Mesmo sem ser estratégico, cenas como a de sexta-feira no gramado do Mané Garrincha ou do refeitório do hotel no Rio cativam os jogadores. Formam grupo.
É como se no quarto de hotel um atleta comum, como Fernando, Luiz Gustavo ou Dante, ou incomum, como Neymar, percebesse que fazer parte da história é legal.
E que para fazer parte dela é necessário desempenhar um trabalho bom agora, ser campeão da Copa das Confederações, ganhar a Copa do Mundo no ano que vem.
Várias das discussões sobre a atualização de Felipão hoje passam por ele ser um motivador. Muita gente acha que isso já não funciona mais.
De fato, se for só isso, o elenco duvida da competência, não compra o projeto.
Mas se isso completar o pacote, pode ter certeza que faz bem à saúde, ao cérebro e ao coração.


E que Felipão alcança dois objetivos: forma sua família e homenageia quem fez história no futebol brasileiro.

No meio da confusão



Eu estava no meio da manifestação no Mané Garrincha, aqui em Brasilia. A coisa estava pacifica até a pagina 2, com cara que ia dar merda.
Tudo calmo e com gritos de protesto. A manifestação era perfeita, legítima. O grito era contra os altos gastos com a Copa num país sem saúde, educação, moradia, dignidade muitas vezes.
A policia cercava os manifestantes e não permitia que eles chegassem a determinado ponto. De repente todos começaram a sair, devagar, parecia que nada ia acontecer. Só que os caras estavam afim de merda e foram correndo em direção aos torcedores que estavam nas entradas do estádio. Até ai ficaram só pulando e cantando contra a violência. Mas, de um segundo para o outro, a primeira bomba, as primeiras correrias....
Me protegi, fiquei de longe com a equipe, mandando material e olhando dos lados.
Parecia que tinha dispersado, acabado, mas não! Em 10 segundos vi uma multidão de caras correndo em minha direção, a cavalaria vinha junto, e as bombas também. Sai em disparada para a esquerda... Bombas batendo no pé e cavalos de todos os lados. Pensei: "preciso ir para longe dos manifestantes, algum lugar sem PM, choque, cavalos". 
Corri para o outro lado e não via o fim do cordão de isolamento da policia. É neste momento em que você se vê no meio da coisa e não acha saída. Tudo começa a passar pela cabeça, uma luz para sair dali. Acontece que é neste momento que o gás das bombas começam a fazer efeito, os olhos quase fecham, você não enxerga nada e a garganta começa a fechar.
Falta força nas pernas. A repetição de tosses atrapalha a respiração. Consegui sair do bolo.
O que me impressiona é a "cegueira" da polícia. Eles não se importam se quem está na frente é manifestante (legítimo), baderneiro, torcedor com família, jornalistas. Eles simplesmente atacam com objetivo de limpar a área, esteja quem estiver na frente. A sensação é terrível, uma selvageria.
Acho o protesto legitimo, o povo é tratado como babaca, é lesado de todas as formas. É violentado e feito como otário, enquanto rios de dinheiro correm, deságuam em lugares que não são para o beneficio dos donos verdadeiros deste dinheiro.
O brasileiro é - era - pacifico. Estas manifestações que estão comuns nestes dias mostram que algo pode estar mudando.
O único "senão" de tudo isso é que os manifestantes deveriam respeitar o cidadão comum, aquele que não quer saber de encrenca. Se é democrático o manifesto, é do direito de todos nao querer confusão. Andar na rua sem temer levar um tiro de bala de borracha, sem ser ofendido por um manifestante que acha que apenas a sua causa que importa.
Vivi cenas e momentos que jamais imaginei viver. Fugi, corri e fui ajudado por manifestantes profissionais, a postos com panos embebidos em vinagre e água pra lavar o olho em qualquer situação.
Da próxima vez, por precaução, vou de óculos de natação, nariz de palhaço no bolso e um pouco de vinagre na mochila. É melhor prevenir. 

Diário das Confederações - BR, de Brasil



É uma rodovia federal. BR 101. BR de Brasil.
É uma rodovia federal como várias outras. Não sei - e a conexão de internet não me permite grandes devaneios googleísticos - se há uma BR 001, outra 002 ou 003.
Falemos da BR 101. Liga Recife a João Pessoa, segundo Praxedes, o taxista com quem eu e um colega passamos a tarde. Falemos da BR 101, que liga algum ponto de Recife ao CT do Sport, onde o Uruguai treinou pela primeira vez desde que chegou ao Brasil.
Recife tem muitos carros. Não sou engenheiro de tráfego, não sei quantos são, quantos por pessoa, quais são os modelos mais comuns. Mas sei, em duas tardes quase perdidas no trânsito da cidade, que o problema de Recife, ou pelo menos o maior problema, não está no número de carros.
Getty
Seleção uruguaia teve trabalho para conseguir chegar no CT do Sport
Uruguai teve trabalho para conseguir chegar ao CT do Sport
Está nos buracos.
Calma, respira, olha o calendário e leia de novo. Junho de 2013. Buracos.
Recife, uma das cidades mais importantes do Brasil, uma das cidades com o povo mais cativante deste país, a cidade de um estádio de R$ 600 milhões, é refém de buracos no asfalto.
A prefeitura tenta tapar às pressas, mas não consegue porque - há cerca de 400 anos, segundo relatos dos moradores mais antigos - chove em Recife no mês de junho.
E aí, acontece o que acontece. Os buracos emanam, em grupos, em bandos, aos montes, os carros param, a cidade estaciona. "Isso aqui é tudo feito de última hora, uma vergonha", disse um trabalhador da operação tapa-buracos a um colega de uma rede de TV. A declaração dele não irá ao ar.
No domingo, a BR 101 continuará esburacada enquanto os torcedores estiverem a caminho de Espanha x Uruguai. O caminho é outro, por outra BR, a 408, também mal cuidada. A previsão é de 2 horas para fazer um deslocamento de 25 km, entre o centro e o estádio.
As BRs são apenas um exemplo do descaso, mas nem de perto o único. Os hospitais de Recife não vão bem, a educação também tem seus problemas, a mobilidade urbana nas regiões centrais é complicada.
São buracos, buracos, buracos.
Para a capital pernambucana, a Copa das Confederações é um teste e tanto. Um teste para se reprovar e repetir de ano. (A que custo? Com quanto de dinheiro público?)
2014 é ano de Copa. É ano de eleição, e o governador quer ser presidente.
Aí, o buraco é mais embaixo.
Se você foi ao cinema na sessão das 16 horas e ao voltar para casa se deparou com o placar da peleja em Brasília, Brasil 3 x 0 Japão, pode imaginar que foi uma exibição de gala. Não foi. O time cebeefiano está muito distante disso. E pode ser que fique mais competitivo, até deverá ficar com o passar do tempo e dos treinos. Mas com o comando de Luiz Felipe Scolari, segue marcado pelo velho pragmatismo e repertório pobre, previsível, óbvio.
Vipcomm
Neymar ouve instruções de Felipão ao lado do camisa 10 japonês, Kagawa: pela esquerda
Neymar ouve instruções de Felipão ao lado do japonês Kagawa: craque do Brasil ficou mais pela esquerda
O Brasil teve 59% de posse de bola, 63% na primeira etapa. E o que fez com tamanho tempo com a pelota nos pés? Trocou passes entre os homens de defesa e o primeiro volante, Luiz Gustavo. Não havia quem coordenasse a saída de bola com qualidade para fazê-la chegar bem aos homens de frente. E contra seleções mais poderosas, que marquem melhor, não será tão simples chegar ao gol diante de tamanha limitação para fazer as jogadas nascerem.
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Neymar jogou mais pelo lado esquerdo, embora Felipão o escala pela faixa central
Neymar jogou mais pelo lado esquerdo, embora Felipão o escala pela faixa central: vocação natural
Assim, quando o Japão voltou para marcar atrás foram várias trocas de passes estéreis no campo de defesa verde-e-amarelo. A ponto de Daniel Alves (89) e Thiago Silva (74) terem sido, longe, os que mais tocaram na bola, seguidos por Luiz Gustavo (56), David Luiz (54) e Marcelo (53). Paulinho (46 passes) se posicionava muito à frente, na segunda metade da cancha, e não dava opção para os defensores e ao volante do Bayern Munique.
Com isso a saída de bola era fraca, presumível, resultando em esticadas longas após toques laterais, a maioria nos pés adversários. Ou seja, bolas rifadas, especialmente com Thiago Silva. O zagueiro do PSG fez sete dos 42 lançamentos (60% errados) do time brasileiro, seis deles antes do intervalo, quando os asiáticos marcavam minimamente, mesmo que em seu próprio campo.
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Paulinho apareceu tanto no ataque quando lá atrás e pouco ajudou na saída de bola
Paulinho apareceu tanto no ataque quando lá atrás e pouco ajudou na saída de bola: não basta aparecer na área
Depois que Paulinho ampliou, em falha da Kawashima, no começo da segunda parte, os nipônicos afrouxaram ainda bastante o jogo. E foram cansando... Aí ficou mais fácil sair jogando. Os japoneses não marcaram forte nem com um técnico italiano (Alberto Zaccheroni). Foram 17 desarmes certos contra 31 do Brasil, mesmo ficando quase dois terços do tempo sem a bola. O time de Felipão também foi mais faltoso, 16 a 14.
Oscar até que teve a bola (48 passes) e fez seis dos 21 cruzamentos brasileiros, mas apenas um certo. E deu uma assistência para Jô, é claro. Fred também deu ótimo passe para gol, o de Neymar, ajeitando a bola erguida por Marcelo. Ainda chutou com perigo para defesa de Kawashima em sua única finalização certa. Mas tocou apenas 11 vezes na bola. O camisa 9 precisa participar mais. Não importa se ele pode ser decisivo, pois adversários superiores virão e em jogos mais duros e, se não se mexer, ela talvez nem chegue.
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Fred participou pouco do jogo e raramente caiu pelos lados: rara movimentação
Fred participou pouco do jogo e raramente caiu pelos lados: rara movimentação do centroavante brasileiro
Há uma diferença entre o que um time é na teoria e mostra na prática. Com 14 dos 23 convocados jogando em times internacionais e apenas nove na J-League, o Japão se apresenta, hoje, como uma seleção mais respeitável do que no passado. Isso é evidente. Mas no gramado do "Elefante Branco" de Brasília foi uma equipe frágil demais. Em parte devido à desgastante viagem até lá.
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Hulk atuou mais pelo lado direito e foi bem acionado: uma boa presença ofensiva
Hulk atuou mais pelo lado direito e foi bem acionado: uma boa presença ofensiva do questionado jogador do Zenit
O Brasil pragmático de Luiz Felipe Scolari é isso e provavelmente sempre será. Um time sem criatividade, dependente de cruzamentos, de bolas longas, pouco trabalhadas, e do talento individual. Eventualmente também de uma defesa sólida, que não foi testada diante dos nipônicos. Trocar passes, envolver o adversário, alternar marcação à frente com mais recuada para contra-atacar... Ver isso tudo junto é improvável.
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Oscar foi quem se movimentou mais pelos dois lados e na faixa central do gramado
Oscar foi quem se movimentou mais pelos dois lados e na faixa central do gramado: mal nos cruzamentos
O placar do jogo estimula a muitos ignorar a fragilidade do adversário, que pode, é evidente, jogar mais em outras oportunidades, talvez nessa Copa das Confederações mesmo. Sim, estamos analisando neste post o Japão deste sábado. E foi frágil demais. O time brasileiro tem treinado muito com o novo-velho técnico, mas não está melhor hoje do que nos últimos jogos sob a batuta de Mano Menezes. Como há 242 dias, quando fez 4 a 0... no Japão.

Sinais de vida e de evolução na seleção brasileira de Felipão, Oscar, Thiago Silva e... Neymar!



Neymar mostrou estar a fim de acabar com seu jejum de gols aos 2 minutos, quando partiu para roubar bola de Uchida, do lado direito e finalizou da entrada da área. A bola bateu na zaga. E deu prova de que pode jogar em alto nível pela seleção ao marcar uma pintura de gol, seu 21o com a camisa da seleção brasileira.
Tentou dribles, arrancou, deixou Fred na cara do gol, foi aplaudido. Saiu de campo com o prêmio de melhor em campo. Não foi um jogo nota 8, mas você verá abaixo que recebeu deste blog a melhor nota do jogo: 7,5.
O Brasil mostrou progressos. Time que tem treinado bem, jogou bem. Paciente quando era preciso, trocando passes entre os zagueiros. Aí, um defeito a corrigir. Quando o Japão sobe a marcação com Kiyotake de um lado e Kagawa do outro, os laterais têm dificuldade de fazer a saída de bola. Os volantes, ainda distantes dos três meias, não têm opção de passe e a bola volta para os zagueiros. Razão pela qual a bola saiu com passes longos de Thiago Silva e David Luiz mais vezes do que é conveniente.
É um time em obras. Daí ser natural haver erros.
Mas houve acertos. Enquanto se discute se Neymar deve jogar por dentro ou pela ponta,melhor será sempre se os três que atuam atrás de Fred se deslocarem com frequência. isso aconteceu na vitória por 3 x 0 sobre o Japão.
Felipão terminou o jogo num 4-3-3, como tem trabalhado sempre na segunda metade dos treinos. Nesse sistema, nasceu o terceiro gol,com o contra-ataque puxado por Oscar e finalizado por Jô.
Em campo, a Copa das Confederações começou bem.

AS NOTAS DA SELEÇÃO BRASILEIRA
GRUPO A
BRASIL 2 x 0 JAPÃO
Local: Mané Garrincha (Brasília); Juiz: Pedro Proença (Portugal); Bertino Miranda, José Trigo; Público: 67.847; Gols: Neymar 3 do 1º; Paulinho 2; Jô 48 do 2º; Cartão amarelo: Hasebe (46')
BRASIL (4-2-3-1): 12. Júlio César (5,5), 2. Daniel Alves (6,5), 3. Thiago Silva (7,5), 4. David Luiz (6) e 6. Marcelo (6); 17. Luiz Gustavo (6) e 18. Paulinho (7); 11. Oscar (7), 10. Neymar (7,5) (7. Lucas 28 do 2º (5,5)) e 19. Hulk (6,5) (8. Hernanes 30 do 2º (6)); 9. Fred (6,5) (21. Jô 35 do 2º (6,5)). Técnico: Luiz Felipe
JAPÃO (4-2-3-1): 1. Kawashima (5), 6. Uchida (4,5), 22. Yoshida (5,5), 15.Konno (6) e 5. Nagatomo (6,5); 7. Endo (6) (13. Hosogai 33 do 2º (sem nota)) e 17. Hasebe (5,5); 8. Kyiotake (5) (18. Maeda 5 do 2º (5,5)), 10. Kagawa (4,5) e 4. Honda (5) (19. Inui 43 do 2º (sem nota)); 9. Okazaki (4,5). Técnico: Alberto Zaccheroni

sábado, 15 de junho de 2013

Copa das Confederações

16h00 Brasil 3x0 Japão

Argentino

15h10 San Martín 2x0 Estudiantes
15h10 Independiente 0x1 San Lorenzo
15h10 Argentinos Juniors 1x0 Colón

Eliminatórias Africanas



10h00 Botsuana 3x2 República Centro-Africana
10h00 Zâmbia 1x1 Sudão
10h00 Uganda 2x1 Angola
11h30 Congo 0x1 Burkina Fasso
12h00 Gabão 4x1 Níger
14h30 Cabo Verde 1x0 Serra Leoa
17h00 Marrocos 2x0 Gâmbia

De olhos bem fechados

Os olhos de Neymar brilham um pouco mais do que de costume. É porque estão mais arregalados. Ele argumenta não se importar com o jejum de nove partidas sem marcar, não precisar de maturidade para jogar e necessitar de um time mais entrosado para que seu jogo apareça.
Seus diagnósticos estão corretos. Mas seus olhos estão arregalados.
Na quinta-feira, Neymar passou ao meu lado, enquanto caminhava os 200 metros que separam seu quarto da tenda armada para as entrevistas coletivas. Estava com Carlos Alberto Parreira, o zagueiro Réver e o assessor de imprensa Rodrigo Paiva. Transpirava tranquilidade.
Os olhos transmitiram um pouco mais de ansiedade quando se sentou em frente ao batalhão de jornalistas.
Só um personagem da seleção rivaliza com Neymar em notoriedade. Só Felipão. Nem Oscar nem Fred nem Júlio César e Thiago Silva motivam tantas perguntas, microfones e blocos de anotações.
Ninguém tem seu nome tão gritado pelos torcedores, nenhum outro foi aplaudido e vaiado por razões técnicas --Oscar recebeu apupos na Arena do Grêmio por sua ligação com o Inter.
Com Neymar, só há duas hipóteses: ser herói ou vilão. Não deveria ser assim, mas é.
Hoje, os 70 mil torcedores presentes ao Mané Garrincha querem ver Neymar. Melhor para um craque de 21 anos seria se o público quisesse assistir à seleção. Só à seleção.
Mas muitos querem ver só Neymar. Com 20 gols, é artilheiro da seleção somando todos os jogos depois da Copa da África do Sul. Não é verdade que joga mal de amarelo.
Ele só não é LeBron James. Antes do quarto jogo das finais da NBA, LeBron culpou a si mesmo pelo massacre sofrido por Miami contra San Antonio. "Eles esperam que eu faça a diferença e eu não fiz", disse. Lebron, 28, ganhou a primeira taça na NBA aos 27. Neymar tem 21.
Suas últimas atuações, comuns, vão se tornar um episódio esquecido de sua carreira. Basta exercer seu segundo dom, citado na entrevista de quinta: paciência.
Vai tirar a montanha de compromissos da cabeça, concentrar-se nos treinos, curar o resto de dor que, jura, não incomoda mais seu joelho: "Mas nenhum jogador atua 100%", ele também diz.
Quer dizer, há uma réstia de dor. Quando passar, Neymar será o cara que mostrou ser nos últimos quatro anos.
Hoje, ele tem 21 anos e é o ponto de referência da seleção. Natural ter os olhos mais arregalados que de costume. Só há um remédio para tudo isso: respirar. De preferência, de olhos bem fechados.

A corrente que Felipão quer fazer como em Portugal, mas é bem mais difícil



Felipão conseguiu o impensável com Portugal, durante a campanha da Eurocopa de 2004. Fez o país inteiro pendurar bandeiras nas janelas e torcer pela seleção como se estivessem em 1500 rezando para as caravelas chegarem do outro lado do oceano.
Felipão quer o mesmo no Brasil de deixou evidente isso nas primeiras linhas de sua entrevista coletiva, no estádio Mané Garrincha: "Jogar em casa não tira o a pressão que sempre tivemos: de vencer. Mas precisamos contar com o apoio da torcida. Sem ele, pode ser ruim jogar em casa."
O técnico do penta sempre quis apoio irrestrito de todos os lados. Também sempre soube que nem sempre é assim. Daí as crises com a turma do amendoim, na época do Palmeiras, com parte da imprensa, vez ou outra.
Pedir apoio da torcida é justo, necessário, fundamental.
Se o Brasil jogar com torcedores de baladas, aqueles que vaiam no quinto minuto e aplaudem no sexto por causa de um drible que não foi completado, nesse caso, a chance de ganhar a Copa diminui. A seleção precisa de uma torcida de futebol. Crítica, mas comprometida. Que vaie quando o time precisa de esculacho, mas aplauda e grite quando a equipe precisar.
Duro vai ser fazer isso com a torcida da seleção brasileira.
Não se fala aqui nem do comportamento mauricinho dos torcedores endinheirados. Fala-se também do descompromisso que a seleção carrega. Quando alguém xinga seu time, por mais raivoso que você esteja, defende. Um torcedor rival não vai esculhambar o clube do seu coração. Com a seleção é diferente. Uma crítica é seguida de outra e outra e outra... As justas e as injustas, as sérias e as galhofas.
Felipão tem razão em tentar criar um clima favorável na arquibancada. Mas vai ter de trabalhar mais para conseguir isso do que fez em Portugal.

Brasil na crise. Copa das Confederações amplifica repercussão mundial de conflitos e manifestações

O mundo olha para o Brasil com maior atenção quando se aproxima a Copa das Confederações, aperitivo apresentado pela poderosa Fifa um ano antes do Mundial de 2014. E justamente neste momento surgem manifestações que têm repercussão amplificada pela realização do evento por aqui, o primeiro de outros que virão.
Como se não bastasse, falhas de organização deixaram a seleção uruguaia num impasse, sem local adequado para treinar. "Tabárez enojado con la organización", foi uma das manchetes da imprensa uruguaia, ao destacar a revolta do técnico campeão da Copa América, "a única sem campo para treinar" — clique aqui e leia.
Ainda no Uruguai, o jornal "El País" destacou as manifestações com queima de pneus nas imediações do estádio de Brasília, horas antes de começar a Copa das Confederações — clique aqui e leia. O mesmo protesto foi destacado na Espanha — leia clicando aqui -,onde o "El País" mais famoso destaca os conflitos entre policiais e manifestantes.
O jornal de Madri destaca que o Brasil está prestes a receber Copa das Confederações, visita do Papa, em julho, Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016 — clique aquie leia. Já o "La Repubblica" publicou até vídeo em seu site com a manifestação em Brasília na manhã desta sexta-feira - clique aqui e veja.  O público italiano também leu sobre os conflitos entre policiais e manifestantes, especialmente em São Paulo, na noite de quinta — confira clicando aqui.
Mas é claro que os acontecimentos recentes em solo brasileiro não repercutem apenas nos países que disputarão a Copa das Confederações. Os conflitos entre manifestantes e policiais estão na inglesa BBC — clique aqui e leia —,e no site da "Sports Illustrated", que destaca os pneus queimando em frente ao estádio Maná Garrincha na véspera da abertura da Copa das Confederações.
Se você fosse um estrangeiro pensando em vir ao Brasil para o Mundial de 2014, ao constatar os inúmeros problemas que enfrentamos, as escancaradas diferenças sociais e a violência policial, o que faria? Viria assim mesmo ou pensaria duas vezes antes de comprar as passagens e reservar o hotel? É assim que o mundo vê o país da Copa. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Amistosos

23h00 Guatemala 0x4 Argentina

Argentino

20h15 Tigre 0x0 Belgrano

A Copa da virada

A um ano da Copa de 1958, a seleção brasileira empatou com o Peru em Lima e venceu por 1 x 0, suado, no Maracanã. Os resultados valeram a classificação para o Mundial da Suécia, com uma escalação com apenas cinco titulares da estreia contra a Áustria.
A um ano do Mundial dos Estados Unidos, em 1994, o Brasil carregava retrospecto horrível. Entre janeiro e junho de 1993, uma vitória sobre os Estados Unidos, quatro empates e uma derrota. A seleção jogava a Copa América com time misto. Nenhum dos derrotados contra o Chile por 3 x 2 jogaria a estreia em São Francisco contra a Rússia.
Há estatísticas que servem para o futebol de todo o planeta, mas nunca foram úteis no Brasil. Em 19 Copas do Mundo, 12 técnicos ficaram com a taça depois de trabalhar o time por três anos ou mais. As exceções são o espanhol Del Bosque em 2010, o italiano Lippi em 2006, o uruguaio Supicci em 1930 e quatro brasileiros: Feola, Aymoré, Zagallo e Felipão.
Lembre que em 31 de maio de 2001, um ano exato antes do Mundial, Émerson Leão escalou a seleção brasileira com Dida; Zé Maria, Lúcio, Edmilson e Léo; Leomar, Vampeta, Vagner e Ramon; Sonny Ânderson e Washington.
Planejamento nunca foi o nosso esporte, e é verdade que os dias de hoje exigem mais continuidade para montar uma boa seleção do que no passado. Seleção não é momento, é sequência. Ou se monta mês a mês, convocação a convocação, ou se corre o risco de chegar um ano antes da Copa sem time. Como o Brasil atual.
É grave!
Não irremediável!
O Brasil estreia na Copa das Confederações neste sábado com apenas quatro dos inscritos com participações anteriores em Mundiais. Com o número baixíssimo, a inexperiência é outro agente para atrapalhar. Mas não diga que o Brasil não tem talento para montar um time. Pode ter excesso de juventude, relação difícil com a torcida, jogadores que não foram testados no âmbito internacional. E...
Uma incrível história de virar o jogo mesmo sem ter time a um ano da Copa.
Há exemplos parecidos em outras seleções, como a Argentina de 1986. Nos sete últimos jogos antes de estrear no México, o time de Maradona colecionava três empates, três derrotas e uma mísera vitória sobre Israel. Nos sete jogos seguintes, um empate com a Itália, seis vitórias e o título mundial.


Nenhum dos exemplos garante ao Brasil boa campanha em 2014. Mas indica que há tempo de estruturar uma equipe. Usar a Copa das Confederações é fundamental.

Eliminatórias Africanas



12h30 Líbia 2x0 Togo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasileirão Série C



21h30 Rio Branco-AC 0x2 Fortaleza

Mano Menezes é o novo treinador do Flamengo

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Mano Menezes culpa grama por pênalti perdido contra a Colômbia
Após deixar a seleção brasileira, Mano Menezes aceitou o convite para ser o novo treinador do Flamengo
Após intensas negociações, a novela chegou ao fim e o Flamengo já tem um novo treinador: Mano Menezes. O treinador volta à ativa após ser demitido da seleção brasileira, em novembro de 2012. Mano começa a trabalhar efetivamente na próxima segunda-feira, dia 17 de junho, quando o elenco rubro-negro volta de férias. A estreia será contra o Coritiba, dia 6 de julho, em local ainda a ser confirmado. O técnico assina até dezembro de 2014. 
Aos 51 anos, o gaúcho de Passo do Sobrado é o treinador de renome que a diretoria desejava após uma experiência em técnico inexperiente, como Jorginho. Mano Menezes comandará o processo de reestruturação do futebol rubro-negro, tarefa semelhante à que desempenhou à frente de Grêmio, de 2005 a 2007, e Corinthians, de 2008 a 2010. A oportunidade de trabalhar no clube mais popular do Brasil seduziu o treinador. 
O primeiro encontro ocorreu no último domingo, em São Paulo. Mano se reuniu com o vice de futebol, Wallim Vasconcellos, o vice de marketing, Luiz Eduardo Baptista, e o vice de finanças, Rodrigo Tostes. O projeto foi apresentado e Mano gostou do que viu. Na segunda-feira, Mano confirmou ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, ser "simpático" ao projeto rubro-negro. 
"O Flamengo é um grande clube do Brasil, passa por uma fase de reestruturação e gosto do conceito que estão tentando implantar. É exatamente isso que acredito. Existe uma simpatia inicial pelo projeto. O que vai acontecer nos próximos dias depende da possibilidade de fazer um bom trabalho. Porque técnico não é um sujeito milagroso. Precisa ter material humano para fazer trabalho. Mesmo num projeto mais longo, você tem que estar preparado para produzir resultado. Porque não existe projeto longo que sobreviva sem resultado", disse Mano. 
No mesmo dia, o técnico e seu empresário, Carlos Leite, fizeram uma contraproposta à oferta inicial do Flamengo, que contemplava um valor fixo um pouco acima do recebido por Jorginho e bonificações por metas alcançadas, como permanência no G4 do Campeonato Brasileiro ou conquista de títulos. Mano gostou, mas pediu um valor fixo um pouco mais acima. Na terça-feira, as negociações avançaram, os números se aproximaram e nesta quinta finalmente a contratação foi fechada. O técnico chega ao clube com um auxiliar técnico, provavelmente Sidnei Lobo, e um preparador físico. 
No Flamengo, Mano Menezes reencontrará velhos conhecidos. O diretor-executivo de futebol, Paulo Pelaipe, responsável pelo contato inicial com o técnico, já trabalhou com ele no Grêmio. Mesmo caso do meia-atacante Carlos Eduardo, estrela do time de Mano de que chegou à final da Libertadores de 2007. Já o volante Elias foi titular de campanhas vitoriosas de Mano Menezes no comando do Corinthians, entre elas o título da Copa do Brasil de 2009. Confira abaixo a ficha técnica do novo treinador rubro-negro.
Nome: Luiz Antônio Wenker Menezes
Nascimento: 11 de junho de 1962 (51 anos)
Clubes como treinador: Guarani-RS (97 a 2002 e 2003), Brasil de Pelotas (2002), Iraty-PR (2003), XV de Novembro do Campo Bom (2004), Caxias (2004 a 2005), Grêmio (2005 a 2007), Corinthians (2008 a 2010). 
Seleção brasileira: 2010 a 2012

Oscar é o recordista de partidas na temporada 2012/13. Cansaço preocupa Felipão



Jogar a Copa das Confederações representa período de férias mais curto para os jogadores e preocupação para quem poderá chegar cansado demais ao Mundial, daqui a um ano. O caso do meia Oscar é o mais grave.
O brasileiro do Chelsea foi o atleta com maior número de partidas na temporada europeia, empatado com os espanhois Fernando Torres e Mata, também do Chelsea. Foram 64 partidas para cada um deles, segundo levantamento da revista francesa France Football. Mas Oscar disputou 11 partidas da seleção brasileira entre agosto e junho, contra três de Mata e duas de Fernando Torres.
Ou seja, ninguém jogou número maior de partidas do que o meia brasileiro.
Felipão já citou o caso de Oscar duas vezes, para explicar por que o meia foi substituído no amistoso contra a Inglaterra. Na véspera da partida contra a França, Felipão também explico não o deixaria em campo por noventa minutos. Oscar jogou 55 minutos contra os ingleses e 64 minutos contra os franceses.
Ele está cansado.
Mesmo assim, foi o melhor jogador do Brasil no amistoso contra a seleção francesa.
VEJA A LISTA DE RECORDISTAS DE JOGOS NA EUROPA, SEM PARTIDAS DE SELEÇÃO
1. Oscar 64 jogos + 11 seleção
2. Mata 64 jogos + 2 seleção
3. Fernando Torres 64 jogos + 1 seleção
4. Cech 63 jogos
5. Hazard 62 jogos
6. Ramires - 62 jogos
7. Ivanovic - 59 jogos
8. David Luiz - 57 jogos
9. Cristiano Ronaldo - 55 jogos
10. Carrasco (Bordeaux) - 54 jogos

Primeiras impressões dos treinos da NFL

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RGIII
RGIII

O primeiro dia do "mini-camp" com presença obrigatória de todos os jogadores começou ontem na NFL. Os times vêm treinando há mais de um mês mas a participação dos jogadores era opcional. Agora o negócio já é mais sério. Quem não aparece é multado (a não ser que haja uma desculpa muitoooo boa).

Esses são os meus destaques.

6. Tavon Austin é o cara
Os Rams estão empolgadíssimos com Austin. O primeiro wide receiver selecionado no último draft vem voando nos treinamentos. St.Louis um ótimo draft e agora tem Jake Long para proteger o ponto cego de Sam Bradford. Não fique em choque se o time estiver numa batalha acirrada com os Seahawks por uma vaga nos playoffs no mês de dezembro.

5. Notícia horrível para os Saints
O linebacker Victor Butler rompeu o ligamento cruzado anterior e perderá a temporada inteira. Isso dói bastante porque o novo coordenador defensivo, Rob Ryan, trabalhou com Butler em Dallas e o via como titular na nova defesa 3-4 dos Saints. Inclusive, Butler estava cotado para ser o melhor pass rusher do time esse ano. Esse pode ter sido um dos motivos que os Saints selecionaram o safety Kenny Vaccaro invés do linebacker Jarvis Jones no último draft. Vamos ver se o veterano Will Smith consegue fazer a transição de defensive end para linebacker na nova defesa dos Saints. Tenho minhas dúvidas.
4. Os Patriots são um mistério
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Tim Tebow e Tom Brady
Tim Tebow e Tom Brady
Eu fiquei chocado com várias coisas que New England fez durante a intertemporada. Pensei que o time poderia ir atrás de Greg Jennings ou Mike Wallace, renovaria com Wes Welker depois que Brady reestruturou seu contrato para liberar uma grana e jamais contrataria Tim Tebow. Bem-vindo ao mundo de Bill Belichick, my dears. Não só New England deixou o Welker andar e contratou Tim Tebow, mas a equipe substituiu Brandon Lloyd com Michael Jenkins. Estranho, né?
Ninguém sabe o que os Patriots estão fazendo. Eu, sinceramente, acho que Tebow será cortado antes do início da temporada. Só consigo imaginá-lo posicionado ao lado de Brady como chamariz em alguma jogada engraçadinha ou entrando em situações de punt como no ano passado com os Jets. Isso não vai dar em nada.
Em campo, foi reportado que Aaron Dobson e Josh Boyce, os dois primeiros recebedores selecionados pelos Pats no draft estão mais crus que o kibe da vovó. A boa notícia é que Brady e Amendola estão entrando em sintonia.
3. Problema para os Bengals?
O right tackle, Andre Smith, foi um dos melhores jogadores em sua posição no ano passado. Ele sempre foi visto como um atleta inconsistente mas o bom desempenho dele em 2012 não surpreendeu já que estava no último ano de contrato. Atletas geralmente dão o sangue no último ano de contrato para se valorizarem para uma nova negociação no ano seguinte.
Agora, tem uma coisa. Smith ficou no mercado por muito tempo porque vários times questionavam se ele manteria o bom nível depois de assinar um contrato longo. Cincinnati renovou com ele e já recebeu uma notícia ruim no primeiro dia do mini-camp: Smith não treinou. Na verdade, ele perdeu os três dias de mini-camp dos Bengals.
Segundo o jogador, ele estava resolvendo "problemas pessoais" e não pôde comparecer. Questiono as prioridades de Smith. Ele está interessado só no dinheiro? Os Bengals não gostaram da atitude do jogador e vão multá-lo.
2. Manti Te'o tem o respeito dos companheiros
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Manti Te'o
Manti Te'o
Só ouço falar coisas boas de Manti Te'o. Ele dá duro, vem treinando bem e tem tudo para começar o ano como titular. Te'o só caiu no draft por causa da performance ruim na final do college contra Alabama e sua namorada invisível. Os números no Scouting Combine também não ajudaram. Entretanto, o cara foi um dos jogadores mais condecorados da história do college football. Ele está no caminho certo. Fiquemos de olho!
1. Contusões
a) Santonio Holmes perdeu a maioria da temporada passada com uma contusão no pé. Ele ainda não está 100% recuperado e há dúvidas sobre seu status para a Semana 1.
b) Jason Pierre-Paul recentemente passou por uma cirurgia nas costas. O tempo de recuperação é de perto de 3 meses. Ninguém sabe se ele estará pronto para o primeiro jogo da temporada já que deve ser liberado dias antes.
c) RGIII está correndo a velocidade total. Essa notícia é fantástica. Ficarei surpreso se RGIII não começar na Semana 1.
d) Darrelle Revis participará do primeiro treino do Training Camp (fim de julho) do Tampa Bay Bucs depois de uma recuperação longa para consertar seu ligamento cruzado anterior. Tudo indica que ele estará 100% para o primeiro jogo da temporada contra os Jets. Climax total!
e) Ed Reed falou que sua contusão no quadril pode ter sido causada pelo "chute" que levou de Tom Brady na final de conferência. Reed não sabe quando jogará mas espera estar disponível em setembro. Os Texans já começam com o pé esquerdo depois de perder Glover Quin (Lions), mas ainda têm fé que ele estará pronto para o Training Camp.

A um ano da Copa, conheça dez possíveis estreantes no Brasil



Uma Copa do Mundo não se faz apenas com as seleções favoritas. O apelo da competição também passa pelas novidades, as seleções que pela primeira vez experimentam o maior palco do futebol. Faltando um ano para o jogo de abertura do Mundial do Brasil, há países que alimentam o sonho de alcançar a classificação pela primeira vez.
O blog apresenta dez delas e avalia as chances de cada uma.
Venezuela
Os dias de saco de pancadas da Conmebol ficaram para trás. Nas eliminatórias sul-americanas, a Vinotinto tem mostrado que a campanha na última Copa América, quando chegou às semifinais, não foi obra do acaso. Os últimos resultados (empate fora com a Bolívia e derrota em casa para o Uruguai) distanciaram a equipe de César Farías da zona de classificação direta, mas ainda há uma boa briga com Uruguai e Peru pela quinta posição - e vaga na repescagem contra o representante asiático.
Situação: Sexta colocada na zona sul-americana (16 pontos em 13 jogos). Os quatro primeiros se classificam diretamente e o quinto disputa a repescagem com a Ásia.
Jogos que restam: Chile (f), Peru (c) e Paraguai (c)
Fique de olho: Juan Arango (meia, Borussia Mönchengladbach)
Chances de classificação: razoáveis
Bósnia
A ida da Bósnia a uma grande competição tem batido na trave. Na disputa por vaga na Copa do Mundo de 2010 e na Euro 2012, o desfecho foi o mesmo: derrota para Portugal na repescagem. Desta vez, a agonia não deve se repetir. Graças a um ataque arrasador, com 23 gols em seis jogos, a ex-república iugoslava lidera sua chave com três pontos de vantagem sobre a Grécia e tem margem de erro até para tropeçar uma vez nos quatro jogos que restam. Dzeko, Ibisevic, Pjanic, Lulic e seus companheiros devem estar no Brasil.
Situação: Líder do grupo G da zona europeia (16 pontos em seis jogos). O primeiro colocado se classifica diretamente. Os oito melhores segundos colocados dos nove grupos disputam a repescagem.
Jogos que restam: Eslováquia (c), Eslováquia (f), Liechtenstein (c) e Lituânia (f)
Fique de olho: Edin Dzeko (atacante, Manchester City)
Chances de classificação: ótimas
Uzbequistão
Muito dinheiro foi colocado no futebol uzbeque nos últimos anos, com investimentos em estrutura e na importação de profissionais. Zico, Felipão e Rivaldo foram alguns dos nomes que passaram pelo Bunyodkor, principal clube do país. A seleção é dirigida por Mirjalol Kasimov, que trabalhou com os técnicos brasileiros. Semifinalista da Copa da Ásia em 2011, o Uzbequistão já garantiu no mínimo uma chance na repescagem, mas pode se classificar diretamente com uma vitória simples sobre o Catar, combinada a uma derrota do Irã para a Coreia do Sul. Resultado diferente no outro confronto obrigaria os uzbeques a vencer por uma grande diferença de gols.
Situação: Terceiro colocado no grupo A da zona asiática (11 pontos em sete jogos). Os dois primeiros de cada grupo se classificam diretamente. Os terceiros se enfrentam por um lugar na repescagem contra o quinto sul-americano.
Jogos que restam: Catar (c)
Fique de olho: Odil Ahmedov (volante, Anzhi Makhachkala)
Chances de classificação: boas
Montenegro
A goleada sofrida em casa para a Ucrânia impediu Montenegro de alcançar uma situação mais confortável, mas a equipe ainda lidera o grupo à frente de ingleses, ucranianos e poloneses, embora com uma partida a mais. Alguns dos principais jogadores da seleção atuam no futebol italiano, como Vucinic (Juventus), Jovetic e Savic (Fiorentina). Vucinic, aliás, chegou a ser convocado para a última Copa de Sérvia e Montenegro como país unificado, em 2006, mas acabou fora por lesão. Hoje é o capitão da equipe dirigida por Branko Brnovic, jogador da seleção iugoslava na Copa do Mundo de 1998.
Situação: Líder do grupo H da zona europeia (14 pontos em sete jogos).
Jogos que restam: Polônia (f), Inglaterra (f) e Moldávia (c)
Fique de olho: Stevan Jovetic (atacante, Fiorentina)
Chances de classificação: razoáveis
Albânia
Graças a resultados surpreendentes, como a vitória fora de casa sobre a Noruega, a Albânia se coloca na zona de repescagem a quatro rodadas do fim do grupo E. Vale lembrar que a seleção albanesa poderia contar com jogadores de origem kosovar que optaram por outras seleções, em especial a Suíça, destino de grande parte do fluxo migratório no fim do século passado. Behrami e, mais recentemente, Shaqiri e Xhaka são alguns exemplos. Outros, como o capitão Lorik Cana, escolheram a Albânia e agora sonham com uma história classificação. A tabela, com três dos quatro jogos restantes fora de casa, não ajuda muito, mas o time comandado pelo italiano Gianni de Biasi promete luta até o fim.
Situação: Segunda colocada no grupo E da zona europeia (10 pontos em seis jogos).
Jogos que restam: Eslovênia (f), Islândia (f), Suíça (c) e Chipre (f)
Fique de olho: Lorik Cana (zagueiro, Lazio)
Chances de classificação: pequenas
Islândia
Depois de Eidur Gudjohnsen vestir a camisa de Chelsea e Barcelona na década passada, outros jogadores islandeses ganharam espaço no cenário internacional. Sigthorsson (Ajax), Finnbogason (Heerenveen) e Sigurdsson (Tottenham) são alguns dos companheiros de Gudjohnsen na equipe dirigida por Lars Lagerback, técnico da Suécia em duas Copas do Mundo e três Eurocopas. Apenas um ponto atrás da vice-líder Albânia, a distante ilha quer fazer história e chegar com chances ao jogo final contra a Noruega, em Oslo.
Situaçâo: Terceira colocada no grupo E da zona europeia (9 pontos em seis jogos).
Jogos que restam: Suíça (f), Albânia (c), Chipre (c) e Noruega (f)
Fique de olho: Kolbeinn Sigthorsson (atacante, Ajax)
Chances de classificação: pequenas
Panamá
Com o capitão Felipe Baloy, ex-Grêmio, na zaga, e os experientes Blas Pérez e Luis Tejada dividindo a responsabilidade no ataque, o Panamá está na briga por uma das vagas da Concacaf no Mundial. A equipe ocupa a quinta colocação no hexagonal decisivo, mas está apenas dois pontos atrás da vice-líder Costa Rica. Ou seja, tudo ainda aberto. Provavelmente será necessário buscar pontos fora de casa, já que três das cinco partidas que restam serão como visitante.
Situação: Quinto colocado no hexagonal final da Concacaf (6 pontos em cinco jogos).
Jogos que restam: Costa Rica (f), Jamaica (c), Honduras (f), México (f) e Estados Unidos (c)
Fique de olho: Blas Pérez (a, FC Dallas)
Chances de classificação: pequenas
Zâmbia
Campeã africana de 2012, Zâmbia contou com uma dose de sorte para liderar seu grupo nas eliminatórias do Mundial. A derrota por 2 a 0 para o Sudão, na primeira rodada, se transformou em vitória por causa da escalação de um jogador irregular no adversário. Restando duas rodadas, os Chipolopolo (balas de cobre) têm dois pontos de vantagem sobre Gana, melhor seleção africana da Copa de 2010. Se nenhuma das duas tropeçar no próximo compromisso, o time do técnico Hervé Renard visitará os ganeses na última rodada com a vantagem do empate para avançar à fase final.
Situação: Líder do grupo D da zona africana (10 pontos em quatro jogos). Os vencedores dos dez grupos avançam à fase final, quando cinco confrontos definem os classificados.
Jogos que restam: Sudão (c) e Gana (f)
Fique de olho: Kennedy Mweene (goleiro, Free State Stars)
Chances de classificação: razoáveis
Congo
Única seleção da África a não sofrer gol em seu grupo, o Congo está muito próximo de garantir sua vaga na fase final. Um empate em casa com Burkina Faso no próximo dia 15 será suficiente para afirmar os Diabos Vermelhos na primeira colocação do grupo. O veterano Ewolo, capitão com vasta experiência no futebol francês, e Chris Samba, zagueiro do Queens Park Rangers, são alguns dos responsáveis pela segurança do sistema defensivo. Nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1998, o país esteve a uma vitória da classificação, mas perdeu para a África do Sul e acabou sem a vaga. Desta vez, precisa contar com um bom sorteio para melhorar suas possibilidades
Situação: Líder do grupo E da zona africana (10 pontos em quatro jogos).
Jogos que restam: Burkina Faso (c) e Níger (f)
Fique de olho: Christopher Samba (zagueiro, QPR)
Chances de classificação: razoáveis
Etiópia
Com um time formado quase inteiramente por jogadores domésticos, a Etiópia surpreendeu ao se classificar para a última Copa Africana de Nações e está disposta a dar um passo a mais. No próximo dia 16 recebe a África do Sul e, caso vença, estará na fase decisiva das eliminatórias. O atacante Saladin Said é um dos poucos etíopes com experiência internacional - atua no Lierse, da Bélgica - e tem sido decisivo para os Antílopes de Walia, marcando em três dos quatro jogos do grupo até aqui.
Situação: Líder do grupo A da zona africana (10 pontos em quatro jogos).
Jogos que restam: África do Sul (c) e República Centro-Africana (f)
Fique de olho: Saladin Said (atacante, Lierse)
Chances de classificação: razoáveis