terça-feira, 4 de junho de 2013

Chelsea oficializa o retorno de José Mourinho

Depois de muitas especulações, o Chelsea oficializou na manhã desta segunda-feira (3), por meio de uma nota em seu site oficial, a contratação do técnico português José Mourinho, que estava no Real Madrid.
De acordo com o clube, o treinador, que trabalhou no clube inglês entre 2004 e 2007, assinou um contrato por quatro temporadas.
"Eu estou muito contente em dar as boas-vindas a José. Seu sucesso contínuo e sua ambição faz com que ele seja um candidato excepcional", disse Ron Gourlay, dirigente do Chelsea.
"É o nosso objetivo manter o clube caminhando para a frente para alcançarmos o maior sucesso no futuro, e José é nossa escolha número um. Ele foi e continua sendo uma figura muito popular no clube e todo mundo está ansioso para trabalhar com ele novamente", afirmou Gourlay.
Depois de deixar o Chelsea, onde conquistou o Campeonato Inglês por duas vezes, Mourinho trabalhou pela Inter de Milão, da Itália, e pelo Real Madrid, da Espanha. Ganhou dois Campeonatos Italianos e um Espanhol, além da Copa dos Campeões pela Inter.
De acordo com o clube inglês, o treinador será apresentado oficialmente na próxima segunda-feira, dia 10, em uma coletiva de imprensa.


Isto é Mourinho

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Paul Ellis - 25.fev.07/AFP
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José Mourinho comemora conquista da Copa da Liga da Inglaterra, em 2007

CSKA foi o dono da temporada no futebol russo

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Vagner Love levanta a taça de campeão da Copa da Rússia
Vagner Love levanta a taça de campeão da Copa da Rússia
Campeão nacional e da Copa da Rússia. O CSKA Moscou dominou a temporada do futebol russo e conquistou pela quarta vez a dobradinha. E venceu quase sem adversários, já que assumiu a ponta do Campeonato Russo na 13ª rodada e não largou mais.

No início da temporada, eu imaginava que o elenco reduzido da equipe custaria caro na reta final. Não foi o que aconteceu. O time se superou em diversos momentos, como quando ficou com apenas Ahmed Musa para o ataque - Vagner Love ainda não tinha voltado e Seydou Doumbia e Tomás Necid estavam machucados. O nigeriano atuou como referência no 4-2-3-1 do técnico Leonid Slutsky - muito criticado pelo estilo de jogo da equipe, pouco atraente - e deu conta do recado.

Aliás, o jovem atacante de 20 anos, contratado em 2012, foi a grande revelação da temporada. Contou, também, com o importantíssimo apoio do trio ofensivo Alan Dzagoev, Keisuke Honda e Zoran Tosic. Além, é claro, da segurança no meio-campo garantida com a dupla de volantes suecos Rasmus Elm e Pontus Wernbloom.

A defesa esteve tranquila como sempre. O entrosamento de Igor Akinfeev, Sergei Ignashevich e Vasili Berezutskiy é a garantia, que ganhou ainda mais respeito com o excelente desempenho de Mário Fernandes na lateral-direita. Há tempos ele merece, no mínimo, ser mais observado por quem está à frente da Seleção brasileira.

Ainda no CSKA, Vagner Love merece o destaque também. Após ter seu ciclo encerrado e o retorno ao Brasil decretado, graças à incompetência administrativa do Flamengo retornou ao futebol russo. Nunca foi seu desejo, mas não havia outra opção. Voltou bem demais, marcando cinco gols e dando três assistências em 12 partidas. Mostrou, mais uma vez, porque é um dos maiores jogadores da história do CSKA.

O maior rival do time moscovita na corrida pela taça nacional foi o Zenit São Petersburgo, que acabou sendo prejudicado pela própria torcida. Pela 16a rodada, o sinalizador atirado contra o goleiro Anton Shunin, do Dynamo Moscou, rendeu uma derrota por 3 a 0 e depois duas partidas com os portões fechados (dois empates). O desempenho de alguns jogadores também ficou bem abaixo do esperado, como do atacante Aleksandr Kerzhakov.

Já o Anzhi Makhachkala termina a temporada com sentimentos dúbios. Sonhava em brigar pela Champions, mas percebeu que precisa crescer ainda para tanto. Teve a oportunidade de conquistar seu primeiro título grande na Copa da Rússia, mas ficou no quase. É um clube que está se estruturando e que, na próxima temporada, chegará mais forte - provavelmente sem Guus Hiddink como técnico e já sem Roberto Carlos como diretor, mas com a estrela Samuel Eto'o, melhor jogador da Rússia.

Abaixo, montei a seleção da temporada russa, fiz meus destaques e separei algumas informações também.

Seleção do campeonato

Igor Akinfeev (CSKA), Mário Fernandes (CSKA), João Carlos (Anzhi), Nicolas Lombaerts (Zenit) e Dmitriy Kombarov (Spartak); Rasmus Elm (CSKA) e Bibras Natkho (Rubin); Alan Dzagoev (CSKA), Hulk (Zenit) e Samuel Eto'o (Anzhi); Yura Movsisyan (Krasnodar/Spartak). 

Técnico: Leonid Slutskiy (CSKA)

Destaque: Samuel Eto'o (Anzhi)

Revelação: Ahmed Musa (CSKA)

Média de público: 13.245 torcedores

Melhor média: Kuban Krasnodar (20.933)

Maior público: CSKA 2x2 Spartak, 25a rodada (67.740)

Média de gols por jogo:
 2,61

Artilheiros: Yura Movsisyan (Krasnodar/Spartak) e Wanderson (Krasnodar) com 13 gols

Caíram: Alania Vladikavkaz e Mordovia Saransk

Subiram: Ural Sverdlovsk Oblast e Tom Tomsk

Classificados para a Liga dos Campeões

Fase de grupos: CSKA Moscou
3ª fase preliminar: Zenit São Petersburgo

Classificados para a Liga Europa

Fase de grupos: Anzhi Makhachkala (via Copa)
Playoffs: Spartak Moscou
3ª fase preliminar: Kuban Krasnodar
2ª fase preliminar: Rubin Kazan

Veja os melhores momentos da partida e a comemoração do quarto título do CSKA no Campeonato Russo
Clique para ver como foi a partida que deu o título da Copa da Rússia ao CSKA

Natália 'troca' Bernardinho por Zé Roberto e acerta com Vôlei Amil

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Natália foi comandada por Zé Roberto na seleção brasileira
Natália foi comandada por Zé Roberto na seleção brasileira
Uma das principais jogadoras da fase final da última Superliga, a ponteira Natália deixou a Unilever, time com o qual foi campeã do torneio nacional, e acertou sua transferência para o Vôlei Amil. A equipe de Campinas é comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, da Seleção Brasileira feminina, que tem boa relação com a jogadora.

A temporada 2012/2013 marcou a recuperação de Natália após uma grave lesão na perna esquerda. Mesmo sem condições ideais, ela foi levada por Zé Roberto aos Jogos Olímpicos de Londres-2012, em que a Seleção conquistou a medalha de ouro. Ela adquiriu ritmo de jogo durante a Superliga e se tornou um dos destaques da equipe comandada por Bernardinho, que conquistou o título derrotando o Sollys/Nestlé em São Paulo.
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Natália foi campeã da Superliga feminina ao lado de Bernardinho
Natália foi campeã da Superliga feminina ao lado de Bernardinho 

"Minha principal característica é a força. E sou lembrada normalmente pelo ataque. Tenho muito o que evoluir ainda, mas acredito que estou no caminho certo e a equipe do Vôlei Amil vai ajudar muito a chegar ao meu ideal, assim como espero ajudar o time a lutar por títulos", disse a ponteira.

A boa relação entre a jogadora e Zé Roberto Guimarães foi decisiva para o acerto, já que o Amil é uma equipe nova, que em breve iniciará apenas a segunda temporada do projeto. Em seu primeiro ano, o time de Campinas chegou à semifinal da Superliga, em que caiu diante do Sollys.

"Já trabalhei muitos anos com o Zé na Seleção e ele sempre brincou que queria que eu jogasse no time dele. Tenho certeza que temos muito o que evoluir juntos ainda. Espero que seja uma temporada boa e de muitas vitórias", afirmou.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Erramos! Quer dizer, errei!



Na coluna desta segunda-feira, na Folha de São Paulo, com o título EM OBRAS, escrevi que o lateral-esquerdo Marcelo levou um baile do ponta inglês Walcott, no amistoso Inglaterra 2 x 1 Brasil, em Wembley.

Na verdade, quem levou o baile foi Adriano, escalado naquele dia.
Marcelo não jogou aquela partida.
Desculpem.

Argentino



18h00 Tigre 1x3 San Martín
20h15 All Boys 2x1 Newells Old Boys

Em obras

Hernanes entrou muito bem no jogo e deu o chute na trave na origem do gol de Fred. Não fez o time jogar melhor do que na primeira etapa, quando houve bons momentos. Mas deixou evidente sua qualidade nos passes, na armação. A saída de Oscar para a entrada de Lucas fez o Brasil perder o meio de campo. Perderia o jogo não fosse o cruzamento de Lucas e a pintura de Paulinho.
Com Hernanes e Paulinho no ataque, Felipão ontem adorou volantes que fazem gols.
A reabertura do Maracanã alimentou dúvidas sobre a seleção mais jovem do que deveria, menos talentosa do que se gostaria. Mas houve momentos de dar água na boca e pensar: isso
pode ficar bom.
A frase se repetiu durante todo o final de semana, com um personagem diferente da seleção: o Maracanã. A observação das zonas belíssimas, mas inacabadas, fazia as pessoas repetirem: "Isto vai ficar lindo, aquilo vai ficar bom, aquele outro vai ser sensacional".
O único pecado é o verbo aplicado no futuro.
Como o Maracanã, a seleção está em obras. Qualquer avaliação sobre o desempenho da equipe precisa ter isso em foco.
O maior pecado de Felipão foi tirar Oscar na hora de escalar Lucas. Equívoco talvez atenuado porque se tratava de um teste, mas que abriu o meio de campo e isso só se corrigiu quando Fernando entrou na vaga de Hulk.
A ideia do equilíbrio, de Filipe Luís marcar pela esquerda e Daniel avançar pela direita, Oscar armar na direita e Hulk atacar do lado oposto não é absurda. Mas dá preferência a jogadores menos talentosos do que Lucas e Marcelo.
O lateral do Real Madrid provavelmente será titular. Mas levou um baile de Walcott em Wembley, razão pela qual valia a experiência com Filipe Luís, mais marcador. Hulk não jogou mal. As vaias para ele acontecem mais pela vontade de ver Lucas, muito mais hábil.
Mas ter Lucas, Oscar e Neymar, todos juntos aos 21 anos, significa um time juvenil demais para uma Copa do Mundo.
O empate com os ingleses ressalta o que já se sabe. Que o momento não é bom, a seleção não está formada e Neymar ainda não é suficiente para desequilibrar jogos grandes.
Jogou como ponta de lança, com Oscar armando pela direita, Hulk pela esquerda. Tinha total liberdade para se aproximar de Fred e criar grandes jogadas. Não conseguiu. No primeiro tempo, foi discreto. No segundo, nulo.
O empate reforça também o tabu de quatro anos sem vencer clássicos. São três empates e sete derrotas desde o 1 x 0, também sobre os ingleses, em novembro de 2009 --a estatística exclui o Superminiclássico das Américas, contra a Argentina reserva.
Ganhar da França em Porto Alegre pode devolver um pedacinho da confiança. Será como levantar uma parede. Mas a construção vai demorar mais tempo.
PRÓ-HERNANES
O advogado de Hernanes é Parreira. Felipão adorou suas atuações contra Itália e Rússia. Parreira, idem. Desde sexta, nos treinos, Felipão o experimenta de primeiro volante, o que desmente a tese de que não quer um volante que saiba jogar. Seus volantes são todos bons. E sabem fazer gols.
RESPOSTA


Na quarta, o artilheiro da Copa-86, Gary Lineker, criticou o técnico Roy Hodgson. Disse que, com duas linhas de quatro homens, Hodgson devolve a Inglaterra a sua pior era. Ante o Brasil, Hodgson montou 4-2- -3-1 no primeiro tempo e quase venceu no 4-3-3. Poderia ter dado mais tristeza aos brasileiros.

Seleção tem futuro

O saldo do amistoso contra a Inglaterra foi positivo.
Felipão há de ter visto que as características dos jogadores têm de ser respeitadas e seu esquema a elas deve ser adaptado e não o contrário, como fez durante 70 minutos com Paulinho.
Que não resolveu como volante de marcação e resolveu como meio-campista que avança.
Neymar jogou para o time em vez de o time jogar para ele porque, afinal, ele ainda não tem todo esse tamanho e fez bom primeiro tempo, inferior apenas a Oscar, o melhor dos brasileiros.
Que tiveram em Hulk o Judas da torcida no novo e festivo Maracanã, embora seja um atacante que não deixa defesa nenhuma em paz e seja capaz de alternar bisonhices extremas com outras jogadas de alta sofisticação.
O décimo empate entre brasileiros e ingleses em 25 jogos, com 11 vitórias nacionais, só não agradou mais porque lá se vão três anos e caqueirada que a seleção não vence um time do primeiro mundo do futebol.
Mas também não precisa ser agora nem mesmo no domingo que vem contra a França.
Quem sabe na Copa das Confederações, projeção que a atuação de ontem permite fazer sem nenhuma pachequice.
Basta que Felipão faça o simples como é capaz e não pense em Filipe Luís se puder controlar a cabecinha de Marcelo (tarefa nada simples, admitamos) que é muito mais jogador.
Além de rezar para Fred não se machucar, porque é notável como o centroavante do Fluminense é capaz de passar um jogo inteiro desaparecido e só aparecer para fazer o gol, como o goleiro inglês Joe Hart, vital para que seus compatriotas não saíssem derrotados no primeiro tempo, pôde perceber.
ESTRANHO
Coisas estranhas andam acontecendo nos campos de futebol.
No jogo mais importante do domingo no Brasileirão, no Independência, a torcida do Galo não lotou o estádio como era obrigatório depois da epopeia vivida pela Libertadores.
São Victor, o herói, saiu caçando borboleta na primeira bola que foi ao seu gol, e o São Paulo só não saiu na frente porque Marcos Rocha salvou na linha fatal.
Já Luan, no lugar de Bernard, com a seleção, perdeu o gol de abertura duas vezes.
A defesa do goleiro no pênalti cobrado por Riascos é comparada àquela do corintiano Cássio contra o Vasco de Diego Souza. Mas é de se dar conta de que o gol de Luan, no minuto final em Tijuana, lembra o de Romarinho, na Bombonera, gols tão sintomáticos para se definir a sorte de campeões como as intervenções dos goleiros.
Libertadores à parte, quem esperava a pressão total do Galo no começo do jogo viu o inverso, com o São Paulo partindo para o sufoco, como fizera, com sucesso, duas vezes no Morumbi.


O Galo sem Réver e Bernard, o São Paulo sem Jadson e Luis Fabiano, disputaram um clássico mais lutado que jogado, com pouco brilho e domínio tricolor, mesmo depois que ficou com dez jogadores.

A melhor resposta foi a honestidade de Felipão: "Falta fazer muita coisa!"

Na entrevista coletiva de sábado, antes do jogo, uma das últimas perguntas foi se Felipão pensava ainda faltar muita coisa para fazer a seleção brasileira ser um time. Sua resposta: "Falta. Falta muita coisa." Claro que falta. A equipe das trocas de treinadores e de jogadores nos últimos três anos ainda não existe.

Contra a Inglaterra, a seleção teve bons e maus momentos. Melhores no primeiro tempo, que controlou e criou chances de fazer 1 x 0, do que no segundo. Principalmente depois de Felipão tirar Oscar para escalar Lucas. A saída do único meia desarticulou o meio-de-campo.

Ao mesmo tempo, Roy Hodgson colocou Chamberlain e fez sua equipe transformar o 4-2-3-1 em 4-3-3. O Brasil demorou bons sete minutos para entender o que se passava. Levou o empate.
E depois a virada, num vacilo de Thiago Silva -- não foi bem o capitão brasileiro.

De positivo, a segurança de David Luiz e a entrada de Hernanes, ótimo nos passes, autor do chute na trave na origem do gol de Fred.
De ruim, atuação abaixo do que pode de Thiago Silva, Daniel Alves e... Neymar!

Principalmente Neymar. 
Não conseguiu completar nenhum drible, teve participação no máximo correta no primeiro tempo e nula na segunda etapa. Ele sofre por não jogar em um time montado. E o time sofre, porque seu craque não consegue deslanchar.

O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Felipão vai precisar encontrar essa resposta o mais rapidamente possível.

Aquilo não é o Maracanã, que deu lugar a uma "arena" moderna, cara, confortável e... sem alma



O Maracanã estava para o Rio de Janeiro, para o Brasil, como as pirâmides para o Egito. A Torre Eifel para Paris, o Big-Ben para Londres e o Coliseu para Roma. Era como Machu Picchu para o Peru. O Partenon dos gregos, a Estátua da Liberdade dos nova-iorquinos.

Para atender aos caprichos de alguns e aos interesses de outros, o Maracanã acabou demolido. Foi como se os chineses reconstruíssem sua muralha, os italianos desinclinassem a Torre de Pisa ou os escoceses colocassem escadas rolantes e elevadores no Castelo de Edimburgo.

Claro que eles poderiam ter preservado o local sagrado que era o Maracanã. Com sua imponência arquitetônica e seus valores, digamos, espirituais. Com todo o dinheiro ali colocado, bastaria erguer uma "arena Fifa" novinha em algum outro ponto do Rio de Janeiro. Sem agredir nossa história.

No dia da reabertura daquilo que foi o Maracanã, a foto abaixo resume o que era o velho estádio. Esses tempos não voltariam mais, é claro, mas não era preciso destruir um monumento histórico do nosso futebol. Tudo para atender às exigências de cartolas e a conveniência de outros?!
Mauro Cezar critica falta de apoio dos torcedores no Maracanã: 'Postura de torcida de vôlei'
Ao ver um jogo de futebol naquele espaço físico no qual estava o nosso (recém-reformado para o Pan 2007 e em estado muitíssimo bom) estádio, a sensação foi péssima. História, tradição, memória, tudo o que se acumulou ali por décadas não existe mais. Acabou!

Aquilo não é o Maracanã. É apenas mais uma "arena" moderna, cara, confortável e... sem alma.



Reprodução
Quando o Maraca ficava superlotado, a galera subia a marquise, onde ficavam até que alguém os tirasse de lá: outros tempos
Quando o Maraca superlotava, a galera subia a marquise, até que alguém os tirasse de lá: local sagrado do futebol 

O sobrevivente

O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes se afinam em muitas coisas, mas não podem concordar em tudo. Razão pela qual o prefeito se irrita quando escuta que o laudo da associação dos engenheiros libera a utilização do Engenhão. A prefeitura prefere a cautela.
Canja de galinha também não faz mal nenhum.
O governo do Rio pareceu menos zeloso ao se apressar em derrubar a liminar que cancelava o amistoso do Brasil contra a Inglaterra. A entrega dos laudos exigidos pela Justiça era uma parte do problema. A questão mais grave é o entulho em torno do Maracanã.
Na quinta-feira à tarde, o Rio viveu a incrível situação de ter um estádio fechado com um laudo favorável à abertura, o Engenhão. E outro aberto, apesar de uma juíza afirmar não haver laudos para mantê-lo em funcionamento, o Maracanã.
As imagens das obras, paus, pedras e canos expostos se espalharam pelo mundo. O assistente técnico da seleção inglesa, Gary Neville, não perdeu a piada: "Não dá para jogar na praia?", perguntou.
Vexame!
Há quem ame o novo Maracanã e há os saudosos do maior do mundo. Sou pela modernidade. Indiscutível é apenas a atrapalhada gestão da reforma, do estouro do orçamento, das mudanças arquitetônicas à licitação para os amigos da corte.
Há duas décadas, o Maracanã não é mais o maior do mundo. Sua nova capacidade de 78 mil espectadores faz dele o maior do Brasil, 20 mil lugares a menos do que o Camp Nou, do Barcelona, o maior da Europa --o Azteca, no México, tem 105 mil de capacidade.
O gigantismo dos construtores de estádios públicos no Brasil deve ficar bem guardado no passado. Fotos da Copa de 1950, com andaimes nas arquibancadas, demonstram que o Brasil comemorava ter estádios gigantes, sem ligar para o fato de serem desconfortáveis e inseguros.
Nos anos 80, os palcos começaram a diminuir de tamanho sem aumentar o conforto. O discurso e as críticas também mudaram de direção. Em vez de arenas, os estádios eram chamados de poleiros.
O governo do Rio tinha a chance de fazer do Maracanã um símbolo. Não ser mais o maior, mas o melhor... o mais carismático, na cidade mais bonita, do povo mais alegre, no país do futebol mais tradicional. Nada disso seria a mais pura verdade nem seria uma deslavada mentira. Governos mais limpos fizeram campanhas mais sujas.
Em vez disso, o Rio espalhou pelo mundo seu entulho.
O novo Maracanã será um ótimo estádio e manterá seu carisma. É um sobrevivente. Hoje, a seleção jogará em casa pela 105ª vez na história depois de longos cinco anos de ausência.


E o Maraca sobreviverá à fama de maior canteiro de obras do mundo.

Invictas, brasileiras são hexacampeãs do torneio de vôlei de Montreux

A seleção brasileira de vôlei feminino venceu a Rússia por 3 sets a 0, neste domingo, na final do Torneio de Montreux, realizado na Suíça, e conquistou o hexacampeonato de forma invicta e sem perder nenhum set.
Com parciais de 25/23, 25/23 e 25/22, o destaque e maior pontuadora da partida foi a jogadora Fê Garay, que marcou 16 pontos.
A central Juciely também fez grande partida e ajudou, com 14 pontos, o Brasil a sair vitorioso. Pelo lado russo, Isaeva foi a melhor jogadora, com 13 pontos.
Derrotada pelo Brasil na semifinal, a República Dominicana levou a melhor sobre a Itália por 3 sets a 1, parciais de 15/25, 25/22, 25/18 e 26/24, e conquistou o terceiro posto.
A seleção do Japão ficou com a quinta colocação, ao vencer a China por 3 sets a 1, parciais de 25/20, 27/25, 13/25 e 25/19.
Laurent Gillieron/Efe
Brasileiras comemoram o título do Torneio de Montreux, na Suíça
Brasileiras comemoram o título do Torneio de Montreux, na Suíça
O JOGO
A partida começou melhor para o Brasil, que abriu o marcador. O equilíbrio marcou a primeira parte da parcial.
Com mais volume de jogo, a Rússia abriu quatro pontos (16 a 12). Depois de uma série de erros do time brasileiro, o técnico Zé Roberto parou o jogo (17 a 12).
O time verde e amarelo virou o set, levando o técnico da Rússia a pedir tempo (23 a 22). Em um ataque de Fê Garay, o Brasil fechou o set em 25 a 23.
A Rússia saiu na frente no segundo set, com um ataque de meio. Sem desperdiçar ataques e contra-ataques, as brasileiras chegaram ao segundo tempo técnico vencendo por 16 a 11. Novamente, com ataque de Fê Garay, o Brasil fechou o set em 25 a 23.
Com um bloqueio, a Rússia abriu o placar do terceiro set. Em um forte ataque de Adenízia, o time verde e amarelo manteve cinco pontos de vantagem (16 a 11).
A Rússia diminuiu a diferença no placar, mas em um ataque de Pri Daroit, o Brasil fechou o set em 25 a 22.
VEJA COMO FOI A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL
Brasil 3 x 0 Suíça, (25/21, 25/23 e 25/10)
Brasil 3 x 0 China, (25/19, 27/25 e 25/23)
Brasil 3 x 0 Rússia, (25/14, 25/20 e 25/23)
SEMIFINAL
Brasil 3 x 0 República Dominicana, (25/19, 25/18 e 32/30)
FINAL


Brasil 3 x 0 Rússia, (25/23, 25/23 e 25/22)

domingo, 2 de junho de 2013

Brasileirão Série D

18h30 Salgueiro 4x0 Parnahyba
18h30 Gurupi 3x2 Maranhão
18h30 Mixto 1x0 Aparecidense
18h30 Goianésia 3x1 Águia Negra-MS

Brasileirão Série A

18h30 Fluminense 3x0 Criciúma
18h30 Internacional 1x2 Bahia
18h30 Náutico 2x2 Portuguesa
18h30 Atlético-MG 0x0 São Paulo

Amistosos da seleção brasileira

16h00 Brasil 2x2 Inglaterra

Amistosos

15h30 Estados Unidos 4x3 Alemanha

Argentino

11h00 Unión 1x0 Colón
16h10 Lanús 0x0 Belgrano
18h00 Boca Juniors 1x1 Vélez Sarsfield
21h30 Argentinos Juniors 2x0 River Plate

Brasileirão Série C

10h00 Vila Nova-GO 3x1 Grêmio Barueri
18h30 Águia de Marabá 1x0 CRB
18h30 Santa Cruz-PE 2x0 Luverdense
19h00 Sampaio Correa-MA 5x1 Brasiliense-DF

Bayern vence Stuttgart, fatura Copa e faz história no futebol alemão

Veja os gols da vitória do Bayern de Munique, campeão da Copa da Alemanha
Com chave de ouro e goleada. Foi assim que o Bayern de Munique encerrou sua temporada. Neste sábado, a equipe bávara encarou o Stuttgart no Estádio Olímpico de Berlim pela final da Copa da Alemanha e, com uma vitória por 3 a 2, assegurou o título na competição e também um feito histórico no futebol germânico. Mario Gomez, duas vezes, e Thomas Muller, de pênalti, marcaram os gols dos vencedores. Harnik, duas vezes, descontou.


A conquista permitiu que o Bayern ficasse com a tríplice coroa, já que havia faturado o Campeonato Alemão (com seis rodadas de antecedência , o que representou um recorde) e a Champions League. Nunca uma equipe alemã na história tinha ficado com a taça das três principais competições. O máximo que o time bávaro alcançara foi a conquista da Champions e da Bundesliga em 1974 e 2001.
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Torcida do Bayern agradece Jupp Heynckes pelas conquistas
Torcida do Bayern agradece Jupp Heynckes pelas conquistas

O jogo ainda representou a despedida do técnico Jupp Heynckes que, aos 68 anos, não se decidiu se seguirá na carreira ou se anunciará a aposentadoria. Porém, com contrato até o final desta temporada, ele já sabia desde dezembro que seria substituído por Josep Guardiola no cargo.

No entanto, mesmo com o anúncio da contratação do espanhol, o treinador e sua equipe não perderam o foco e protagonizaram a temporada mais gloriosa da história do clube, algo que nem mesmo lendas como Lothar Matthäus e Franz Beckenbauer.

Pelos feitos conseguidos, Heynckes – que nesta temporada completou 1000 jogos na Bundesliga, como jogador e treinador – foi homenageado pela torcida em sua última partida no comando dos bávaros. Fãs levaram cartazes para agradecer ao técnico.

O Bayern conseguiu a conquista mesmo com a ausência de dois atletas importantes. Isso porque Dante e Luiz Gustavo foram convocados pela seleção brasileira e, após um conflito entre o Bayern e a CBF, os jogadores tiveram de viajar ao Brasil e perderam a final.

O título ainda consolida ainda mais o Bayern como maior vencedor da Copa da Alemanha. Agora, a equipe soma 16 taças – a última tinha sido em 2010 - e soma dez de vantagem para o Werder Bremen, que é o segundo maior ganhador. Já o Stuttgart segue com três troféus e sem vencer o torneio desde 1997.
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Torcedor do Bayern: time pode conquistas a Tríplice Coroa neste sábado
Torcedor do Bayern: time pode conquistas a Tríplice Coroa neste sábado

1º tempo: Em jogo equilibrado e agitado, Bayern abre o placar com pênalti infantil

Apesar da freguesia nos últimos jogos, o Stuttgart não se intimidou e fez partida equilibrada com o Bayern desde os primeiros minutos. Rápidos, os dois times se alternavam no ataque e proporcionavam um jogo envolvente.

Os bávaros apostavam sobretudo em Robben, que levou perigo logo aos dois minutos com uma finalização que exigiu boa defesa do goleiro Ulreich. Já os Schwaben apostavam na versatilidade de Gentner e na movimentação de Traoré. A melhor chance do Stuttgart veio aos 22 minutos, quando Neuer mostrou reflexo para fazer duas defesas em jogada de bola parada.
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Neuer faz defesaça para impedir abertura do placar no jogo entre Bayern e Stuttgart
Neuer faz defesaça para impedir abertura do placar
Se no começo Robben era o principal finalizador dos bávaros, Alaba assumiu este posto no decorrer da etapa inicial e perdeu duas boas oportunidades em frente ao goleiro. Apesar de o Bayern criar as melhores oportunidades, o adversário também seguia levando perigo.

Neste cenário, os comandados de Jupp Heynckes, que paravam nas boas atuações de Ulreich e do zagueiro Tasci, conseguiram abrir o placar graças a um erro do adversário. Traoré atropelou Lahm dentro da área e cometeu pênalti infantil. Muller converteu a cobrança e movimentou o placar aos 35 minutos.

Após o gol, o duelo seguiu agitado, mas o Stuttgart mostrou ter sentido o golpe e viu o Bayern terminar melhor o primeiro tempo e criando chances de ampliar o marcador.

2º tempo: Bayern domina, leva susto, mas assegura tríplice coroa

A ida para os vestiários não ajudou os comandados de Bruno Labaddia a se recuperarem do golpe e, assim, se tornaram presa fácil para um Bayern que embalou na partida e assumiu o controle na etapa final. Assim, o time bávaro só precisou de três minutos para ampliar. Robben fez bom passe na área, Lahm cruzou da direita, e Mario Gomez completou para o fundo da rede.
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Goleiro Ulreich faz defesa em chute de Alaba
Goleiro Ulreich faz defesa em chute de Alaba
Dominante, a equipe de Heynckes não dava espaços ao adversário e criava boas chances de ampliar. O terceiro gol era questão de tempo. Aos 16, ele veio. Schweinsteiger acionou Muller em velocidade, o meia-atacante cruzou na medida, e Gomez completou para fazer mais um gol em sua ex-equipe – ele fora contratado pelo Bayern junto ao Stuttgart por 33 milhões de euros em 2009.

Apesar da boa vantagem, o time bávaro seguiu sufocando os Schwaben e levava perigo à meta defendida por Ulreich. A vitória e o título pareciam definidos.

Porém, o Stuttgart adotou uma postura mais ofensiva e deu início a uma reação, sobretudo após as entradas de Okazaki e Sakai nas vagas de Maxim e Molinaro, respectivamente. Aos 25, o time de Labbadia marcou o primeiro. Sakai levantou na medida, e Harnik cabeceou com precisão para fazer um belo gol.

Aos 34, o Sttugart voltou a balançar a rede. Boateng desviou a bola pela linha de fundo com o braço, e o time adversário pediu pênalti. Porém, na cobrança de escanteio sairia o gol. Okazaki finalizou a primeira e acertou a trave. No rebote, Harnik parou em Neuer e, na segunda tentativa, o austríaco marcou.

O gol embalou o time de Labbadia, que foi em busca do empate. Porém, logo o Bayern equilibrou o jogo e criou chances de definir o triunfo, mas não aproveitou. Assim, segurou a pressão do adversário nos minutos derradeiros e esperou o apito final para fazer a festa e escrever o nome da equipe de 2012/13 com destaque na história do futebol alemão.

Com Zico e Júnior na torcida, 'suspenso' brilha, Fla bate o Uberlândia e conquista o bi do NBB

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Flamengo foi campeão do NBB em 2013
Flamengo foi campeão do NBB em 2013
Depois de 4 anos, o Flamengo volta ao topo do basquete nacional . Neste sábado, na decisão em jogo único do NBB 2012/13, a equipe carioca bateu o Uberlândia por 77 a 70 e sagrou-se bicampeã da competição.

Dentre os mais de 17 mil rubro-negros que apoiaram o Flamengo na HSBC Arena neste sábado estavam duas presenças ilustres de grandes ídolos da história do clube: Zico e Júnior.
O principal destaque da partida foi Caio Torres. O pivô, que havia sido suspenso pelo STJD por ter sido o principal envolvido na briga da série semifinal contra o São José, conseguiu a liberação dos tribunais para atuar na decisão. E ele terminou com 21 pontos e ainda pegou 8 rebotes.

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Candidato ao prêmio de MVP da temporada no NBB, Marquinhos foi mais discreto. O ala anotou 16 pontos. Olivinha também contribuiu para o Fla com 10 pontos e outros 12 rebotes.
Pelo lado do Uberlândia, Luis Gruber anotou 20 pontos e pegou 4 rebotes. Destaque da equipe, Robert Day não apareceu bem no duelo e terminou com apenas 8 pontos e 5 rebotes.
Com este resultado, o Flamengo leva o seu segundo título do NBB. O outro havia sido em 2009, na primeira edição do nacional. Já o Uberlândia, que chegou a sua primeira final sob a batuta da dupla Hélio Rubens (técnico) e Helinho (armador), fica com o vice.

O jogo

As mais de 15 mil pessoas que lotaram o ginásio apoiaram o Flamengo com cânticos tradicionalmente entoados nos jogos de futebol durante toda a partida. Com uma série de imagens e cartazes, os fãs lembraram Oscar, ex-jogador do clube, que luta contra um câncer no cérebro.
Divulgação
Marquinhos e Olivinha ajudaram o Flamengo na conquista do titulo
Marquinhos e Olivinha ajudaram o Fla na conquista do titulo
No duelo entre os técnicos, o jovem José Neto, auxiliar do argentino Rubén Magnano na Seleção Brasileira, levou a melhor, já que levantou a taça logo em sua segunda temporada no NBB diante da lenda Hélio Rubens, que contabiliza nove títulos nacionais, todos no torneio organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
O principal destaque da partida disputada neste sábado foi o pivô Caio Torres, responsável por um double-double de 23 pontos e 10 rebotes – o jogador terminou o confronto como cestinha. Do outro lado da quadra, Gruber respondeu com 20 pontos pela equipe mineira.
A primeira metade da partida foi marcada pelo equilíbrio. O Flamengo dominou o primeiro quarto, mas Uberlândia evoluiu na segunda parcial e foi para o intervalo com apenas um ponto de vantagem no marcador (34 a 33). No intervalo, a organização usou o telão para exibir imagens de Oscar, que teve seu nome gritado pelos fãs.
O Flamengo voltou melhor na segunda parte do confronto e praticamente decidiu o jogo no terceiro quarto. Amplamente superior, o time da casa venceu por uma diferença de 10 pontos (25 a 15). O Uberlândia chegou a diminuir a vantagem em dois pontos no último período, o que não foi suficiente para evitar a derrota.
Nos instantes finais da partida, com o título já garantido, a torcida rubro-negra não conteve a vibração. A cada passe dos jogadores em quadra, os fãs gritavam “olé”, como nas partidas de futebol. Assim que o cronômetro zerou, a já iniciada festa pelo título aumentou ainda mais no ginásio.

sábado, 1 de junho de 2013

Brasileirão Série B

16h20 Palmeiras 0x1 América-MG
16h20 Bragantino 2x0 Guaratinguetá
21h00 Boa Esporte Clube 0x0 Atlético-GO
21h00 São Caetano 0x1 Chapecoense