quarta-feira, 22 de maio de 2013

Neymar garante Peixe na liderança do ranking dos clubes mais valiosos do Brasileirão

Os 20 times que disputarão o Brasileirão de 2013 valem R$ 2,43 bilhões, de acordo com levantamento da Pluri Consultoria.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Peixe lidera o ranking, com R$ 297 milhões, graças à permanência do moleque Neymar, avaliado em R$ 143 milhões.

O Corinthians aparece em segundo, com R$ 241 milhões, à frente do soberano Tricolor (R$ 216 milhões). A Lusa fecha a lista, com R$ 35 milhões.

O Brasileirão ocupa a oitava posição entre os campeonatos mais valiosos do planeta bola. O ranking, em milhões de R$: 

1) Santos        - 297
2) Corinthians - 241
3) São Paulo   - 216
4) Atlético/MG - 187
5) Fluminense - 182
6) Grêmio        - 171
7) Internaciona - 167
8) Cruzeiro       - 140
9) Botafogo      - 138
10) Flamengo   - 133
11) Vitória         - 73
12) Vasco          - 72,5
13) Coritiba       - 70
14) Atlético/PR  - 69
15) Ponte Preta - 68
16) Goiás          - 49
17) Criciúma      - 42
18) Náutico        - 41
19) Bahia           - 37
20) Portuguesa  - 35

Por falar na pérola santista... Se realmente Peixe e Barcelona baterem o martelo, o que deverá acontecer a qualquer momento, Neymar poderá viajar tranquilo para o reino encantado da Catalunha. Ele será recebido com as glórias de um grande jogador. Um superstar. Nada de inveja, de biquinho, de rejeição no Camp Nou.

Palavra de quem manda prender e soltar no clube espanhol. Lionel Messi, a ‘Pulga’ argentina, rasgou os maiores elogios ao brasileiro. Garantiu estar na torcida para que o negócio se concretize.

“Trata-se de um jogador que apresenta soluções individuais muito diferentes. Seria uma contratação maravilhosa para o Barcelona”, disse Messi. Sai que é sua, Neymar!
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Vai Flamengo! Torcida do urubu ri à toa com os reforços para o Brasileirão: zagueiro Roger Carvalho (ex-Bologna); volantes Diego Silva (ex-15 de Piracicaba) e Val (ex-Mogi); atacantes Marcelo Moreno (ex-Grêmio) e Paulinho (ex-15 de Piracicaba); e meia Bruninho (ex- Atlético Sorocaba). 

Sugismundo Freud. Bolsa Família, o cofre do pobre.

Zapping. A plim-plim informa: sem paulistas na Libertadores, entra em ação Tom Cruise, com ‘Encontro Explosivo’, na telinha de São Paulo. Nada de Peixe x Joinville, pela Copa do Brasil, ou Fluminense x Olímpia, pelo torneio continental.

Bolinha contaminada 1. Aos fatos, sem mais delongas. Por utilizar a saudável aritmética 2+2=5 na prestação de contas de mais de R$ 500 mil, a festejada Confederação Brasileira de Tênis terá de devolver a sua, a minha, a nossa grana aos cofres públicos. Até depositar o dinheiro, a nobre entidade está proibida de realizar convênios com o Ministério dos Esportes. O processo de investigação indicou que a CBT apresentou notas frias para justificar o dinheiro gasto no Grand Champions Brasil 2011. 

Só pra contrariar. Ex-Maracanã, R$ 1,2 bilhão; Mané Garrincha, R$ 1,5 bilhão. Quem vencerá a corrida dos milhões? 

Bolinha contaminada 2. Uma das notas, no valor de R$ 400 mil, seria correspondente ao pagamento do aluguel de quadras da Sociedade Harmonia de Tênis. Mas elas foram cedidas gratuitamente, de acordo com o 'Uol'. Tem ainda gastos com a colocação de pisos que nunca aconteceu. Em março deste ano, o Ministério do Esporte dinamitou o Projeto Olímpico de Tênis Rio-2016 por suspeitas de irregularidades no uso de verbas públicas. E a CBT ganhou investigações do TCU, MPF e Polícia Federal. Diante de fatos tão auspiciosos, o rei da bolinha, Jorge Lacerda, sonha de olhos abertos com a liberação do patrocínio de R$ 15 mi dos Correios. Chama o Pluto.

Dona Fifi. Multa de R$ 10 milhões e falta de um nome de peso no mercado garantiram o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo na casamata do imortal Grêmio. Mas se não apresentar bons resultados nas primeiras rodadas do Brasileirão...

Gilete press. De Diogo Dantas, no ‘Extra’: “O Flamengo finalizou sem nenhum lance o leilão dos relógios Hublot, fabricados em homenagem ao clube, que teriam a verba da venda destinada ao CT. Três dos sete relógios seriam leiloados com lance inicial na casa dos R$ 25 mil. O preço de mercado passa dos R$ 40 mil por unidade. As obras do CT estão paralisadas há quase um ano. A verba que viria da Ambev e da prefeitura, totalizando R$ 10 milhões, ficou na promessa.” Tic-tac, tic-tac...

Tititi d’Aline. O rechonchudo imperador Adriano está mesmo morrendo de amores pela estudante de odontologia Renata Fontes. Tanto que no fim de semana ele pintou num restaurante da Barra rodeado de ombros amigos. Justifica seja feita: deixou o chopinho de lado.

Você sabia que... os camarotes para Santos x Flamengo, pela primeira rodada do Brasileirão, no Mané Garrincha, custam entre R$ 18 mil e R$ 42 mil?

Bola de ouro. Seedorf. Mais do que craque do Carioquinha deste ano, uma lição de profissionalismo aos 38 anos. 

Bola de latão. André Santos. Pelos serviços não mostrados no Grêmio, o lateral deve voltar ao Arsenal. Seu empréstimo termina no final de junho. 

Bola de lixo. Estádio de Recife. Dois dias depois de inaugurar o Mané Garrincha, que terá de trocar o gramado após a Copa das Confederações, a presidenta Dilma deu o pontapé inicial no campo de Pernambuco. Uma festa de gala: os jornalistas foram obrigados a trabalhar na arquibancada. Mas como faltou tomada, boa parte teve de apelar para as que existiam no banheiro.

Bola sete. “Corre em segredo de Justiça um processo de reconhecimento de paternidade de uma suposta filha de Ayrton Senna. A moça tem 20 anos. A mãe é uma ex-modelo. Na disputa, um patrimônio de US$ 200 milhões” (de Ancelmo Gois, no ‘Globo’ - ).

Dúvida pertinente. Jorge Henrique (Corinthians) e Cortez (Tricolor) são boas indicações de 'Muriçoca' Ramalho para o Peixe?

Wenger vira exceção na Premier League do imediatismo

Com a aposentadoria de Alex Ferguson e a saída de David Moyes do Everton para ocupar o cargo no Manchester United, terminaram dois dos mais longos períodos de treinadores em seus cargos na Premier League. 

Nesta terça-feira, o Stoke anunciou a saída de Tony Pulis, depois de sete temporadas. Pulis foi o responsável por levar o time à primeira divisão e mantê-lo por lá, alcançando até uma classificação para a Liga Europa ao disputar a final da FA Cup.

Roberto Mancini, um ano após o título da Premier League, sai do Manchester City após não alcançar os resultados desejados, sobretudo na Europa. Foram três temporadas e meia no comando.

O fim simultâneo de algumas eras deixa Arsène Wenger como exceção no campeonato. Ele completará 17 anos à frente do Arsenal em setembro, algo que nenhum de seus colegas está próximo de alcançar.

Com o rebaixamento do Wigan de Roberto Martínez, no cargo desde 2009, quem está há mais tempo em seu posto entre os demais técnicos da Premier League é Alan Pardew, técnico do Newcastle desde dezembro de 2010.

Sam Allardyce e Martin Jol vão completar dois anos à frente de West Ham e Fulham, respectivamente. Entre os demais que terminaram a temporada, nenhum completou um ano ainda.

Malky Mackay, técnico do recém-promovido Cardiff, tem duas temporadas no cargo. Steve Bruce, que levou o Hull ao acesso, chegou ano passado, a exemplo dos finalistas do play-off: Gianfranco Zola, do Watford, e Ian Holloway, do Crystal Palace.

Na Premier League do imediatismo, nem mesmo bons resultados têm bastado para garantir longevidade aos treinadores. É improvável que vejamos outro Ferguson. Ou mesmo outro Wenger.

VEJA O TEMPO DOS TÉCNICOS DA PREMIER LEAGUE:

Arsène Wenger (Arsenal): 16 anos, 233 dias
Alan Pardew (Newcastle): 2 anos, 164 dias
Sam Allardyce (West Ham): 1 ano, 355 dias
Martin Jol (Fulham): 1 ano, 349 dias
Brendan Rodgers (Liverpool): 355 dias
Paul Lambert (Aston Villa) 354 dias
Chris Hughton (Norwich): 349 dias
Steve Clarke (West Bromwich): 348 dias
Michael Laudrup (Swansea): 341 dias
André Villas-Boas (Tottenham): 323 dias
Mauricio Pocchetino (Southampton): 124 dias
Paolo Di Canio (Sunderland): 52 dias

(fonte: Reuters)

Obs.: David Moyes assumirá o Manchester United em julho. Chelsea, Everton, Manchester City e Stoke ainda não anunciaram seus treinadores para a próxima temporada.

TV vai pagar ao lanterna da Premier League R$ 75 milhões a mais do que recebem Fla e Corinthians


Aqui em Londres a expectativa para a final da Champions League vai crescer quando se aproximar ainda mais o sábado, dia de Borussia Dortmund x Bayern Munique. Enquanto isso, os ingleses tratam pela imprensa de assuntos "domésticos", como as negociações entre a Premier League e seus direitos de transmissão de TV para o período de 2013/2016, que deverão alcançar cerca de £ 5,5 bilhões — aproximadamente £ 2 bilhões a mais do que os valores atuais, ou um aumento em torno de 57%. Na Inglaterra o clube que fica em último lugar ganha menos e o campeoão fatura mais.

Na temporada recém-encerrada, o Queens Park Rangers, vigésimo colocado, embolsou £ 39,8 milhões. Flamengo e Corinthians, clubes mais bem pagos pela TV brasileira, faturam cerca de £ 38,8 milhões (R$ 120 milhões) por campeonato. Em 2013/2014, o "lanterna" deverá faturar £ 63 milhões. É mais do que o primeiro colocado, Manchester United, levou na campanha do título 2012/2013 e £ 24 milhões (R$ 75 milhões) a mais do que cada "gigante" de popularidade do Brasil embolsa.

A Premier League distribui o dinheiro de televisão dividindo a metade igualmente entre os clubes. Os valores oriundos da venda dos direitos de TV para o exterior também são separados em partes iguais. Já 25% do faturamento dentro do Reino Unido com televisão varia de acordo com a posição de cada clube na classificação do campeonato. Outros 25% são pagos de acordo com a exibição de seus jogos na televisão local, ou seja, quem tem mais cotejos mostrados para os ingleses fica com parte maior desta fatia.

Por isso Arsenal e Tottenham Hotspur ganharam mais do que o Chelsea, mesmo terminando abaixo dos campeões da Champions e da Europa League na tabela da Premier League. Os dois times do norte de Londres apareceram em mais jogos ao vivo. Pelo acordo válido até 2012/2013, cada clube recebeu £ 13,8 milhões pela temporada, mais £ 18,9 milhões de direitos no exterior. Eles tiveram um mínimo de £ 5,78 milhões para TV ao vivo.

O Swansea, por sua segunda temporada na elite inglesa, faturou £ 47,58 milhões graças à televisão.O time do País de Gales recebeu £ 13,8 milhões só por estar na Premier League, além do valor mínimo de £ 5,78 milhões pelo número de jogos televisionados, £ 9,07 milhões por terminar em nono lugar e mais £ 18,93 millhões devido aos direitos de televisão internacionais. O Swansea é um dos oito clubes que embolsam cifras básicas quando o certame começa, podendo elevá-las de acordo com desempenho e visibilidade.

O Manchester United ganhou a maior parte dessas taxas de exibição, totalizando £ 12,9 milhões em seus cofres graças às 25 pelejas mostradas "live" para todos os súditos da rainha. Ainda foram destinados £ 88 milhões aos clubes rebaixados nas últimas três temporadas. Com o novo acordo, as cifras da Premier League pelos direitos de televisão farão com que avance como a mais rica do futebol mundial.



arquivo
Direitos de televisão eleva seus valores na Inglaterra: jogadores ganham mais também
Direitos de televisão elevam tremendamente os seus valores na Inglaterra: jogadores ganham mais também

VÍDEO: Wembley, sede da final da Champions, bem utilizado e feito com dinheiro privado


Pela segunda vez em três anos, neste sábado a decisão da Liga dos Campeões acontecerá em Wembley. O maior estádio de Londres e da Inglaterra será palco do duelo entre Borussia Dortmund e Bayern Munique novamente devido aos 150 anos da FA, que poderíamos definir como a "CBF" dos ingleses, com algumas diferenças, claro.

O estádio foi totalmente reconstruído depois de o velho Wembley se colocado no chão. Custou caro, mais de R$ 2 bilhões, indo muito além daquilo que foi inicialmente previsto. Uma da razões pelas quais se alcançou tão alto custo foi que, além do arco sobre o estádio ter encarecido o projeto, houve problemas com o atraso da obra, bancada especialmente pela FA.

Além disso os responsáveis tiveram que comprar o estádio antigo, demolir o velho Wembley — projeto dos anos 1910 e sem grandes possibilidades de modernização àquela altura —  e deixar limpo o terreno para a nova construção. Não, aquela propriedade não era da FA, tampouco pública. E terrenos são bem caros em Londres, por isso os £ 120 milhões extras para começar a "brincadeira" foram necessários e com esse dinheiro a área foi adquirida.

A grande diferença em relação a Wembley e estádios da Copa do Mundo 2014 que vêm sendo erguidos no Brasil é que na Inglaterra a maior parte dos custos foi financiado pela iniciativa privada, principalmente pela Federação Inglesa de Futebol. De toda a obra, cerca de 30% foi dinheiro público, mas inclui a reforma completa da estação de metrô próxima ao estádio.

O projeto também vem modificando tremendamente a área, revitalizando a vizinhança. A região de Wembley sempre foi de baixa renda, carente em vários aspectos na comparação com regiões mais ricas da capital inglesa. Cerca de 85 hectares ao redor do estádio já se transformaram em comércio, hotéis, edifícios comerciais. O bairro também ganhou uma biblioteca.

Mesmo não sendo bancado pelo dinheiro público, como ocorre com Maracanã e outros estádios brasileiros para o Mundial do ano que vem, Wembley gerou inúmeros debates na Inglaterra. Qual a real necessidade de se erguer um estádio para 90 mil pessoas ali? Era uma das perguntas. No final, após seis anos de obras, ficou pronto e seu entorno vem recebendo melhorias. 

Não é o sistema perfeito, certamente, assim como a Inglaterra não tem as carências existentes no Brasil em setores vitais como saúde e educação. Mas é bem diferente do que se passa em nosso país. Bem que a CBF poderia se inspirar na FA, comprar um terreno e assim levantar pelo menos um dos estádios da Copa... Poderia.

No vídeo a seguir, outro tema relevante quanto a Wembley: quando alguém afirma que o estádio praticamente não é utilizado, que recebe meia dúzia de jogos por ano, está enganado. Já foi assim no passado, quando ainda existia o velho estádio. Hoje é bem diferente. Clique abaixo e confira.

* colaborou João Castelo Branco, de Londres

O novo Wembley
Custo £ 757 milhões
Investimento público: £ 161 milhões
Empréstimo bancário (West LB): £ 426 milhões
National Lottery £ 120 milhões*
Gov & London Dev Agency £ 50 milhões
* dinheiro público

Algums despesas:
£ 120 milhões para comprar terras / antigo estádio
£ 50 milhões em infra-estrutura (que reconstruiu a estação de metrô de Wembley)
£ 23 milhões para demolir velho Wembley
£ 40 milhões custos de desenvolvimento na região
£ 80 milhões de financiamento




É "lenda" que Wembley recebe seis ou sete eventos por ano

terça-feira, 21 de maio de 2013

Copa do Brasil

21h00 Sport 2x3 ABC

Surfistas se encantam pelo Rio e registram passagem pela cidade Musa do Esporte


Durante o Rio Pro, a quinta das sete etapas do Circuito Mundial feminino de surfe, surfistas de todo o planeta encantaram e se encantaram com o Rio de Janeiro. A australiana Tyler Wright, de 19 anos, foi a campeã e carregou o troféu na bagagem, mas todas as outras competidoras levaram para casa memórias inesquecíveis da cidade. Elas registraram essas recordações da passagem pela Rio em fotos pessoais.
 Alana Blanchard Rio Surfe (Foto: Reprodução Redes Sociais)Alana Blanchard aproveitou para fazer stand up paddle no mar do Rio (Foto: Reprodução Redes Sociais)
A havaiana Alana Blanchard, de 23 anos, foi uma das que mais aproveitaram o Rio de Janeiro durante a etapa do circuito mundial. Considerada uma das maiores musas do circuito, ela foi eliminada na segunda rodada. E teve mais tempo para ficar ao lado do namorado, o australiano Jack Freestone, bicampeão mundial júnior de surfe, que participou do WCT do Rio como convidado.
- Amando a vida no Rio. Me diverti muito. Mal posso esperar para voltar - escreveu Alana nas redes sociais para seus mais de 560 mil seguidores.
Alessa Quizon Santa Tereza Rio de Janeiro Surfe (Foto: Reprodução Redes Sociais)Alessa Quizon em Santa Tereza (Foto: Reprodução)
Alessa Quizon se sentia praticamente em casa. A havaiana namora o surfista brasileiro Caio Ibelli e já conhece mais o país. Ela passou pela triagem no Brasil, mas caiu na quarta rodada. Em Santa Tereza, ficou encatada. Além de surfar, ela não cansa de falar que o melhor da vida que está levando é viajar pelo mundo.
- Conhecer pessoas e experimentar comidas diferentes, enquanto pego onda? Bom demais!
Quem também se encantou com Santa Tereza foi a australiana Laura Enever, que foi eliminada nas quartas de final. Ela esteve no Rio com o namorado Granger Larsen e aproveitou para esticar a estadia. E brincou com os cartazes que encontrou em Santa Tereza na visita que fez ao lado da amiga Alessa Quizon.
- Mais amor, por favor. E mais caipirinha também. Amo o Rio - escreveu.
O Cristo Redentor foi um dos pontos mais procurados pelas surfistas durante a passagem pelo Rio de Janeiro. A havaiana Malia Manuel aproveitou para levar a mãe até o cartão postal mais famoso da cidade. Outras surfistas se reuniram em grupos para visitá-lo. Pauline Ado,  Jessi Miley-Dyer (ex-surfista e agora Tour Manager da ASP), Sally Fitzgibbons (vice-campeã no Rio), Paige Hareb e Rebecca Woods combinaram e foram juntas.
- Obrigado Rio por tudo! Amei - escreveu Tyler Wright.
MOSAICO - surfista no rio de janeiro surfe (Foto: Reprodução / Instagram)(Montagem: Reprodução / Instagram)
A próxima etapa feminina começa no dia 10 de julho, em Biarritz, na França. O encerramento será em Huntington Beach, na Califórnia (EUA), a partir de 22 de julho.
Sally Surfe Rio  (Foto: Reprodução Redes Sociais)Sally Fitzgibbons, vice-campeã do Rio, se diverte com a paisagem da cidade (Foto: Reprodução Instagram)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Argentino

18h10 Argentinos Juniors 1x3 Belgrano
20h15 Tigre 0x0 Lanús

Espanhol

17h00 Mallorca 1x0 Betis

Ano inesquecível


Tite explicou semana passada por que mudou o posicionamento de Danilo, da ponta para o meio. Diz que a bola para mais no ataque com Danilo centralizado. Na opinião do técnico campeão paulista, Paulinho ganha com isso.
Danilo prende a bola na frente e isso dá tempo para o volante se aproximar do ataque, funcionar mais como armador do que como cabeça de área. Organizar a equipe.
Se a tese de Tite está certa, não foi acaso o fato de Paulinho ter voltado a ser destaque do Corinthians nos três últimos jogos. Na Vila Belmiro, o volante, que pode ter se despedido ontem, desequilibrou bem menos do que na semana passada no Pacaembu.
Menos também na comparação com o segundo tempo contra o Boca Juniors. Mas a dupla com Danilo deu certo a ponto de o meia ter feito o gol de empate e de Paulinho ter chutado uma das bolas na trave de Rafael, no primeiro tempo.
A formação do Corinthians campeão paulista segue o modelo de 2012. Se Paulinho joga bem, o Corinthians joga bem. Se Paulinho joga mal, o Corinthians acompanha seu desempenho.
Ontem, Paulinho oscilou, e o time de Tite idem. Contou com Cássio, goleiro de falhas em meio de temporada, mas infalível nas decisões. Mas oscilou menos do que Neymar.
Na possível despedida do melhor jogador do Brasil, Neymar enfiou uma bola linda para Felipe Ânderson, tentou dribles, mas errou passes. Esteve longe de realizar a partida que está devendo neste ano, como pretendia.
O Corinthians fica com o título de consolação. De fato, por mais que seja justo pensar na importância que o Estadual mantém, é inegável que se pudessem escolher entre Paulistão e Libertadores os corintianos optariam pelo segundo troféu.
Ou pelos próximos.
No dia da eliminação contra o Boca Juniors, havia corintianos jurando que uma eventual eliminação significaria o favoritismo para vencer o Brasileirão. Há uma certa arrogância nessa afirmação. Mas não é absurdo pensar assim.
O Corinthians tem o melhor ou o segundo melhor time do Brasil. Seu rival mais direto em qualidade de jogo, o Atlético, segue na disputa da Libertadores.
Mas é possível cogitar se o Corinthians continuará jogando no mesmo nível dos últimos dois anos ou não. Depende de... Paulinho.
A Internazionale oferecerá 18 milhões de euros. Não é garantia de que o volante queira jogar numa equipe que fracassou na temporada recém-acabada e, por isso, não jogará nenhuma copa europeia em 2013/14. Para Paulinho, jogar mal no próximo ano pode significar a ausência na Copa do Mundo e o risco aumenta se a Inter não mudar de vida na temporada que vem.
Se Paulinho ficar, o Corinthians tem chance de brigar pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil. Mesmo sem Libertadores, o ano corintiano ainda pode ser inesquecível.
AZAR CELESTE
O primeiro tempo foi de domínio total do Cruzeiro, capaz de mostrar que está no caminho certo. Não conquistou o Estadual porque o Atlético tem dois anos de trabalho a mais do que Marcelo Oliveira, no Cruzeiro. E por causa do erro de Egídio responsável pela marcação do pênalti para o Atlético.
FICA OU VAI?
Na sexta-feira, muita gente dava como certa a transferência do zagueiro Henrique, do Palmeiras para o Cruzeiro. No Palmeiras, a informação é que não há proposta. Por isso, pelo menos por enquanto, Henrique fica. É também a informação da Toca da Raposa. Pela Série B, o Palmeiras precisa do beque.

Confusão, queda e pressão da torcida: Fla atropela o São José e vira semifinal Jogo 3 tem confusão entre Fúlvio e Zanotti, contusão de Murilo, pressão da torcida e vitória por 20 pontos de diferença na Arena da Barra, no Rio


O terceiro jogo da série semifinal do NBB entre Flamengo e São José teve de tudo um pouco na noite deste domingo no Rio de Janeiro. Confusão entre Fúlvio e Zanotti, pressão dos 6.500 torcedores que compareceram à Arena da Barra, muitas faltas técnicas, Murilo deixando a quadra de maca após cair de mau jeito e uma vitória incontestável do Flamengo, por 20 pontos de diferença: 106 a 86. O resultado vira a série melhor de cinco jogos para 2 a 1 e coloca o Rubro-Negro a uma vitória da vaga na final contra o já classificado Uberlândia.
Murilo, que foi encaminhado para fazer exames em um hospital da Zona Oeste carioca, terminou como o cestinha da partida, com 20 pontos. Pelo lado do Fla, Olivinha foi o maior pontuador, com 18. Caio Torres anotou um duplo-duplo, com 14 pontos e 10 rebotes.
- Acho que o nosso grande mérito nesses dois jogos no Rio foi a regularidade da equipe. Voltamos a jogar com intensidade, tanto na parte defensiva, quanto na ofensiva. Sabemos que o quarto jogo lá será complicado, mas temos que esquecer o clima da torcida e focar no que precisamos fazer. O jogo será decidido dentro de quadra - disse José Neto.
basquete nbb flamengo e São José (Foto: Alexandre Vidal / FlaImagem)caio Torres enfrenta a forte marcação da defesa do São José (Foto: Alexandre Vidal / FlaImagem)
As duas equipes voltam à quadra na próxima quinta-feira para a quarta partida da série melhor de cinco jogos, em São José dos Campos, às 18h45m, com transmissão do SporTV e tempo real com vídeos no GLOBOESPORTE.COM.
O jogo
Empurrado pelo público que compareceu em peso à Arena da Barra, o Flamengo começou com o pé no acelerador e rapidamente abriu 8 a 0. A reação de São José, porém, foi imediata, e com uma bola de três de Dedé e outros dois pontos de Murilo a equipe paulista encostou: 8 a 7. O jogo, então, passou a ser lá e cá e seguiu equilibrado durante todo o período.
O Flamengo comandou as ações até a metade do quarto, quando a arbitragem anotou uma falta em Dedé. José Neto reclamou e recebeu uma técnica. O ala paulista foi para a linha dos lances livres, converteu três dos quatros arremessos e colocou o time paulista na frente pela primeira vez: 19 a 18.
Olivinha deu o troco com uma bola de três no ataque seguinte e recolocou os donos da casa na liderança por 21 a 19. As duas equipes passaram a não errar até o fim do período, e, com uma bola de três de Gegê, o Rubro-Negro sacramentou a vitória parcial por 26 a 22.
Clima quente em quadra
O segundo período pegou fogo de vez. Com marcação agressiva e um ótimo aproveitamento nas bolas de três, que chegou a ser de 72%, o Fla abriu 14 pontos. Gegê, de três, e Duda, marcando dois pontos e sofrendo a falta, incendiaram a torcida na Arena da Barra. Mas depois de uma falta de Zanotti em Fúlvio, o armador joseense jogou a bola propositalmente no ala paraguaio em frente ao banco rubro-negro e armou uma confusão. Zanotti foi para cima do adversário e ficou testa a testa. Fúlvio caiu no chão encenando uma agressão, e jogadores e comissões técnicas dos dois times se estranharam.
Os árbitros afastaram os atletas e deram uma falta técnica para cada lado. Apesar de ter levantado de vez o torcedor, a quase briga prejudicou o Flamengo. A equipe se desconcentrou e viu a diferença cair para apenas três pontos (43 a 40). Nos últimos dois minutos, a equipe carioca colocou a cabeça no lugar, abriu novamente e foi para o intervalo vencendo por 50 a 42.
Jefferson voltou para o terceiro quarto com a mão calibrada. O ala fez uma cesta de dois e, em seguida, anotou uma de três para diminuir a diferença, que chegou a ser de 13, para um ponto: 57 a 56. O São José fez 12 a 2 e equilibrou novamente o confronto. As duas equipes oscilavam e, em outro apagão da equipe paulista, os rubro-negros aproveitaram três contra-ataques e abriram 11 pontos novamente: 81 a 70. Caio Torres fez a diferença e chegou aos 14 pontos e 10 rebotes no jogo.
Murilo deixa a quadra de maca
A torcida na Arena da Barra não parava de cantar um minuto sequer. A cada cesta o barulho aumentava. Duda aumentou a vantagem para 14 pontos. Quando Caio fez 88 a 70, Murilo, que tentava evitar a cesta, caiu de mau jeito e o jogo foi paralisado. Os médicos atenderam o pivô, que saiu de quadra de maca e recebeu aplausos das arquibancadas. O São José sentiu o "golpe", e o Flamengo deslanchou. Sentindo o bom momento, a torcida rubro-negra já cantava o "chocolate".
Olivinha acertou de três e a diferença subiu para 20 (93 a 73). No ataque do São José, Fúlvio recebeu sua segunda falta técnica e foi excluído do jogo. Aí as coisas desandaram de vez para os paulistas. A ponte aérea de Olivinha para Marquinhos, e a cravada de Shilton, que fez a contagem entrar na casa dos 100 pontos (101 a 75), animaram ainda mais os torcedores. A vantagem chegou a 30 pontos, mas o Fla diminuiu o ritmo e fechou a virada na série semifinal com uma vitória por 106 a 86.
Escalações
Flamengo
: Kojo, Benite, Marquinhos, Olivinha e Caio Torres. Técnico: José Neto.
São José: Fúlvio, Laws, Dedé, Jefferson e Murilo. Técnico: Régis Marrelli.
Flamengo (1º) x São José (7º)
14/05 - São José 80 x 72 Flamengo - Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP)
17/05 - Flamengo 100 x 84 São José - Arena da Barra, no Rio de Janeiro (RJ)
19/05 - Flamengo 106 x 86 São José - Arena da Barra, no Rio de Janeiro (RJ)
23/05 - 19h - São José x Flamengo - Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP)
25/05 - 21h45m - Flamengo x São José - Arena da Barra, no Rio de Janeiro (RJ) - se necessário

Embalado, Flamengo recebe o São José buscando virar o placar da série Depois de derrotar rival por 100 a 84 nesta sexta-feira, Rubro-Negro joga com objetivo de passar à frente no playoff da semifinal. Técnico Neto pede cautela


Equipe de melhor campanha na temporada 2012/13 do Novo Basquete Brasil (NBB), o Flamengo enfrenta o São José neste domingo, às 20h, na terceira partida da semifinal. Assim como na última sexta-feira, o duelo será realizado na Arena Barra, no Rio, com transmissão ao vivo do SporTV. Com o playoff empatado em 1 a 1, o Rubro-Negro joga para ficar a uma vitória da classificação à decisão. A julgar pelo planejamento da comissão técnica rubro-negra, um triunfo neste domingo seria essencial para as pretensões da equipe na competição, para garantir a classificação na partida 4, na próxima quinta-feira, em São José dos Campos (SP).
Basquete NBB - Flamengo x São José (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Basquete NBB - Flamengo x São José (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
- Nosso objetivo é vencer esse jogo em casa e ir para São José dos Campos precisando de uma vitória para fechar a série. O São José joga muito bem coletivamente e temos que estar atentos nisso - afirmou o técnico do Flamengo, José Neto, após a triunfo sobre o São José por 100 a 84, nesta sexta-feira.
Satisfeito com o desempenho do Flamengo na última partida, Neto fez questão de lembrar que o confronto deste domingo pode ter um desfecho completamente diferente. Precavido, o treinador pediu atenção aos seus comandados para não ser surpreendido pelo São José.
- Cada jogo tem a sua história. Hoje (sexta-feira), a gente precisava impor o ritmo com a menor quantidade de erros possíveis e o mais importante era manter a regularidade para voltar a confiança. Não chegamos onde chegamos por acaso e os jogadores precisavam sentir isso. A partir da boa defesa, conseguimos ter tranquilidade para chegarmos bem ao ataque - ressaltou.
neto flamengo basquete nbb (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Neto quer Flamengo com o mesmo empenho do jogo 2 (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
Fazendo uma análise da ótima campanha do Flamengo no NBB 2012/13, Neto destacou a versatilidade do seu time, que, na sua visão, possui diversos jogadores capazes de decidirem uma partida.
- Gosto do nosso time pela nossa versatilidade. Temos jogadores que podem virar protagonistas de uma partida a qualquer momento, como o Vitor (Benite), Caio (Torres), Marquinhos, Duda e o Kojo. Num grupo vencedor, você não pode ter apenas um nome capaz de puxar o jogo para si - concluiu.
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Atuações do Timão: defesa funciona e Danilo decide na Vila Belmiro


CÁSSIO – goleiro
Precisa retomar o ritmo que desenvolveu no ano passado. Instável nessa temporada, foi inseguro em algumas saídas de bola e assustou o setor defensivo em cruzamentos. Não teve culpa no gol marcado por Cícero. Nota: 5,0

ALESSANDRO – lateral
Deu espaços para Neymar no lado direito da defesa do Corinthians. Acabou pouco acionado como opção no campo de ataque. Não conseguiu ganhar disputas em velocidade com os jogadores do Santos que o "desafiaram". Nota: 4,5

GIL – zagueiro
Havia anulado Neymar no clássico entre Santos e Corinthians na primeira fase e foi novamente firme na perseguição ao craque adversário. Preciso no tempo de bola, antecipou-se com qualidade quando necessário e demonstrou que não brinca em serviço. Se apertar, ele se vira.Nota: 6,0

PAULO ANDRÉ – zagueiro
Normalmente calmo, parecia mais pilhado na tarde deste domingo. Sem medo de jogar feio, deu chutão e limpou a área corintiana. Bem posicionado, cobriu o companheiro de zaga em alguns lances e foi à lateral para ajudar Fábio Santos em outros. Nota: 6,0

FÁBIO SANTOS – lateral
Tomou um cartão amarelo logo no começo da partida e teve de jogar preocupado em não prejudicar a equipe com uma possível expulsão. O jogo fluiu pelo seu lado do campo, principalmente no primeiro tempo. No conjunto da obra, foi bem. Nota: 5,5

RALF – volante
Seu nome é pouco falado durante o jogo, mas a importância tática que tem para a equipe é notável. Incansável, o "Pitbull" oscilou na intermediária da defesa durante os 90 minutos e dificultou as coisas para o ataque do Santos. Arriscou alguns passes longos. Nota: 7,0

PAULINHO – volante
Praticamente todas as jogadas do Corinthians passam por seus pés. O lance que resultou no gol de Danilo, inclusive, começou com ele. Centralizou quase toda a transição entre defesa e ataque e ainda chegou com perigo à área adversária. Nota: 7,0

DANILO – meia
Decisão é com ele mesmo. Como de costume, compensou a falta de velocidade no meio-campo alvinegro com a capacidade de fazer a diferença individualmente. Frio na conclusão a gol, poderia ter feito seu segundo na partida, mas parou na trave. Nota: 7,5

ROMARINHO – meia-atacante
Voltou bastante para ajudar a recompor a defesa quando o Corinthians não estava com a bola. Foi um dos jogadores de maior movimentação da equipe, mas perdeu um gol que não poderia, sozinho, cara a cara com Rafael. Na prática, fez pouco. Nota: 5,0

EMERSON SHEIK – atacante
Abusou dos passes errados e não foi tão eficiente quanto costuma ser nas jogadas individuais. Nas poucas vezes em que se arriscou com a bola, quebrou o ritmo do ataque do Timão. Bem marcado, pecou pela falta de precisão em toques fáceis. Nota: 4,5

PAOLO GUERRERO - atacante
Isolado no campo de ataque, vem aparecendo menos que anteriormente. Ainda é o artilheiro do Corinthians na temporada, mas a mudança de posição tirou um pouco os holofotes do peruano. Bem ao fazer a "parede" para os companheiros de setor ofensivo. Nota: 5,5
EDENÍLSON - lateral
Entrou para reforçar a defesa e ajudar Alessandro a marcar Neymar no setor esquerdo do ataque santista: cumpriu sua missão e ainda buscou se aventurar no setor ofensivo. Tem gás para ser titular na atual formação do Corinthians. Nota: 6,0 

ALEXANDRE PATO - atacante
Vem sendo prejudicado pela falta de sequência, já que raramente consegue jogar um tempo completo. No tempo em que permaneceu em campo, correu bastante, como de costume, mas passou praticamente despercebido enquanto atacante. Nota: 5,0

DOUGLAS - meia
Entrou no fim do jogo. Pouco tempo para ser avaliado. Sem nota
arouca santos danilo corinthians final paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Frio e calculista: Danilo foi decisivo mais uma vez para o Timão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

CEARÁ ADMINISTRA EMPATE E CONQUISTA TRICAMPEONATO CEARENSE NO CASTELÃO


O tricampeonato voltou a Porangabuçu após 15 anos na tarde deste domingo. Com o domínio no primeiro tempo, o Ceará garantiu novo empate por 1 a 1 com o Guarany de Sobral, na Arena Castelão, e levantou a taça de campeão cearense de 2013. O resultado de igualdade foi o suficiente para o Vovô, que havia conseguido resultado igual no domingo passado, no Junco, a jogava por uma nova igualdade por até 1 a 1 - ao Cacique, um 2 a 2 daria o título pelos gols fora de casa. Mas o time alvinegro soube administrar o maior equilíbrio em campo no segundo tempo e anulou a defesa bugrina.
A última vez que Vovô havia levantado a taça como tricampeão foi em 1998, em final contra o Ferroviário. O Cacique do Vale nunca conseguiu ser campeão cearense. O Alvinegro de Porangabuçu não só comemora a nova conquista, mas também se garante na Copa do Brasil de 2014. Antes, já tinha conquistado vaga na Copa do Nordeste do próximo ano, ao passar pelo Fortaleza, na semifinal.
Ao Guarasol, restou a vaga no Nordestão 2014. Com o vice-campeonato, o Cacique do Vale ainda terá que brigar por vaga na Copa do Brasil na Taça Fares, no segundo semestre. Além disso, o time sobralense foi o campeão do Interior, título decidido na semifinal do Estadual, contra o Icasa.
Lance do jogo entre Ceará e Guarany de Sobral (Foto: Jarbas Oliveira / Futura Press)Ceará e Guarany de Sobral fizeram jogo de dois tempos bem diferentes (Foto: Jarbas Oliveira / Futura Press)
Ceará dominou com sobras
O primeiro tempo foi um passeio da equipe alvinegra. Embora tenha levado um susto, logo aos quatro minutos, quando Luiz Carlos chutou de longe e abriu o marcador, o Ceará não teve dificuldades para dominar as ações em campo durante os primeiros 45 minutos.
Com o gol, foram sete lances claros de perigo à meta do goleiro Eliardo. Sem contar, a sequência de bolas levantadas na área e as finalizações que não levaram tanto perigo assim. E as estatísticas estavam tão a favor do Ceará que o gol de empate chegou com menos de dez minutos, após o marcado por Luiz Carlos.
No decorrer da partida, o Cacique do Vale pouco fez de ofensivo. Na primeira etapa, o time criou a jogada de gol e dois contra-ataques que não levaram perigo à meta de Fernando Henrique. A zaga não se entendeu e falhou, inclusive no gol do Alvinegro de Porangabuçu. Júnior Alves e Bebeto ficaram olhando a bola passar e ficar no pé de Mota, que marcou.
Por outro lado, o Vovô obrigou o goleiro Eliardo a trabalhar muito. Foram três grandes defesas em finalizações de Mota, Magno Alves e Ricardinho. Diante dos mais de 50 mil torcedores que foram ao Castelão, Vicente foi o melhor jogador do primeiro tempo. Bem articulado e veloz, ele ainda acertou duas bolas no travessão do Guarasol. Lulinha também andou mandando bola na trave.
Equilibrou tudo
Se no primeiro tempo, o jogo praticamente foi todo do Ceará, na segunda etapa, foi bem mais equilibrado. Com a necessidade de vencer para ser campeão, o Guarany de Sobral investiu mais no ataque. Marciel perdeu gol em cabeçada, aos dez minutos. Fernando Henrique defendeu à queima-roupa.
O Vovô teve chance real de virar aos 31 minutos. Magno Alves recebeu passe de Mota, na cara do gol, e mandou na trave. No restante do jogo, houve muita troca de passe e pouca objetividade nos setores de ataque das duas equipes. O passe final sempre saía errado. Com isso, restou ao Alvinegro administrar a partida em campo. E comemorar com o estádio praticamente lotado, após o apito final do árbitro.

CRUZEIRO VENCE, MAS RONALDINHO MARCA E CONFIRMA O TÍTULO DO GALO


Os dois times dividem os corações dos torcedores mineiros. De um lado, aqueles da camisa azul. Do outro, os que usam a de listras pretas e brancas. Mas, no principal e maior palco do futebol de Minas Gerais, eles não estavam em igualdade. Nas arquibancadas, que tinham 42.142 pagantes, quase 90% vestiam o uniforme estrelado. Em campo, eles estavam em igualdade, mas quem comemorou no Mineirão foi a minoria. E milhões de atleticanos Brasil afora. Apesar da vitória de 2 a 1 do Cruzeiro no clássico, em um jogo de três pênaltis, o título ficou com o Atlético-MG, que, no primeiro jogo, venceu por 3 a 0.
Réver levanta a taça de campeão mineiro do Atlético-MG (Foto: Reprodução TV Globo Minas)Réver levanta a taça de campeão mineiro do Atlético-MG (Foto: Reprodução TV Globo Minas)
Para chegar ao título, o Cruzeiro precisava do mesmo placar, pelo menos. Como teve a melhor campanha na fase classificatória, jogava por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. A pressão foi grande, mas o anticlímax para a torcida cruzeirense veio no pênalti convertido por Ronaldinho Gaúcho, aos 32 do segundo tempo. Resultado que confirmou o título do Galo.
O camisa 10 alvinegro, um dos mais empolgados na comemoração, afirmou que vive um novo momento na carreira.
- Chegar aqui, ganhar título, ver minha carreira dar mais um upgrade... Faltam seis meses de trabalho, mas o título é para coroar esse um ano maravilhoso aqui.
Título estadual definido, as duas equipes, agora, se dedicam nesta semana a competições diferentes. O Cruzeiro, na quarta-feira, pega o Resende, no jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, às 22h (de Brasília), no Mineirão. No dia seguinte, quase na fronteira com os Estados Unidos, o Galo pega o Tijuana-MEX, às 21h30m, na primeira partida das quartas de final da Taça Libertadores.
Cruzeirenses agradecem a Gilberto Silva e Richarlyson
O Cruzeiro entrou em campo com um número na cabeça: o três. Três que foi o placar que o rival Atlético-MG construiu no primeiro jogo da final, no Independência, e o mesmo resultado que precisaria fazer neste domingo, agora em casa, no Mineirão. Com isso, partiu para cima desde os minutos iniciais. E a primeira boa chance foi do time de azul. Tardelli, que perdeu a bola aos oito minutos, permitiu um contra-ataque do Cruzeiro, quase mortal. Dagoberto lançou Borges, que deu um chute rasteiro, com boa defesa de Victor.
E o Cruzeiro continuou sua blitz. Com velocidade nas saídas e boa marcação, não dava espaços ao Atlético-MG. Pressionado, o time alvinegro deu espaço para a imprudência. Aos 18 minutos, Dagoberto entrou na grande área. Gilberto Silva, que foi dar combate, derrubou o jogador na grande área. Pênalti claro e indiscutível. O próprio atacante bateu. Bola de um lado, Victor para a outro. E o Mineirão, predominantemente azul, explodiu em alegria.
Dagoberto cruzeiro gol atlético-mg (Foto: Bruno Magalhães / Agência Estado)Dagoberto comemora um dos gols do primeiro tempo (Foto: Bruno Magalhães / Agência Estado)
O número três, aquele tão perseguido pelo Cruzeiro, se aproximava. Talvez nem mesmo os cruzeirenses em campo e os da arquibancada podiam esperar que ele se aproximasse tão rápido. E, de novo, de uma atitude infantil por parte da marcação do Atlético-MG. Agora, com Richarlyson. Aos 31, de costas para Borges, o lateral-esquerdo solou o pé do atacante. Muita reclamação dos jogadores do Atlético-MG, mas o lance não permitia discussão. A penalidade foi clara. Dagoberto, de novo ele, foi para a cobrança. No “reencontro” com Victor, se deu bem mais uma vez. 2 a 0. E o número três se aproximava, para esperança dos cruzeirenses. E agonia dos atleticanos.
R10: a segurança para o título
As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem mudanças. Na verdade, só na postura. E isso já foi uma grande diferença. Mais agressivo, o Atlético-MG, já aos 15 minutos, chegou ao gol de Fábio com uma frequência que não aconteceu ao longo de todos os 45 da etapa anterior. E tome susto para o Cruzeiro, principalmente com uma bola na trave de Jô, aos 13.  Para o Cruzeiro, a busca para chegar ao terceiro gol começava a ganhar ares dramáticos. Até porque, da mesma forma que aconteceu no Independência, ele teve dificuldades em chegar à meta adversária.
À medida que o relógio corria, o Atlético-MG continuava a pressão. E Ronaldinho Gaúcho, apagado durante quase toda a partida, começava a aparecer. E foram dos pés dele, sempre ele, que saiu a tranquilidade que confirmou o título do Galo. Aos 32 minutos, Léo empurra Luan, fora da área, e Egídio termina de fazer a falta, agora, dentro do setor de Fábio. Pênalti. Mais um. Ronaldinho Gaúcho na cobrança. Se marcasse, afastaria a chance de o Cruzeiro chegar ao terceiro gol. Se perdesse, poderia dar fôlego ao rival. Mas ele não titubeou. Com categoria, marcou o gol que deu a segurança para o título do Galo.
Já aos 44 minutos, Luan ainda fez uma falta desnecessária em Dagoberto, com um carrinho por trás. Leandro Pedro Vuaden, em cima do lance, deu o vermelho no ato. Para piorar, a partir desse lance começou uma confusão em campo, com jogadores reservas entrando para discutir. Luan, o reserva do Cruzeiro, era um dos mais exaltados.
Mas nem esse incidente tirou o brilho da campanha do Atlético-MG, tampouco a alegria daqueles presentes ao Mineirão. Bicampeonato confirmado, título que dá ainda mais ânimo para esse time não só na Taça Libertadores, mas, também, no Brasileirão.