quinta-feira, 16 de maio de 2013

Unilever renova com Fabi e mais três; Valeskinha passa por cirurgia


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A líbero Fabi renovou contrato com a Unilever
A líbero Fabi renovou contrato com a Unilever

Campeã da última edição da Superliga, a Unilever anunciou nesta quarta-feira a renovação do contrato de mais quatro atletas, entre elas a líbero Fabi, bicampeã olímpica. Sua reserva Juju Perdigão, a ponteira Régis e a levantadora Roberta também acertaram a permanência no time carioca.

No início da semana, a equipe comandada por Bernardinho havia divulgado também o acerto com a canadense Sarah Pavan, Valeskinha e da experiente levantadora Fofão, que no último ano fez seu retorno às quadras após breve período afastada.
"Tenho uma identificação muito grande com o time. Agora é acompanhar a montagem do grupo, que, como sempre, deverá ser competitivo. Certamente teremos grandes desafios pela frente”, disse a líbero Fabi, que conquistou a Superliga seis vezes com a camisa da equipe carioca.
Entre as jogadoras que renovaram com a Unilever esta semana, duas passaram por cirurgia recentemente. No sábado, foi a vez de Régis, que retirou um corpo livre do joelho direito e deve voltar às quadras em quatro semanas. Já Valeskinha foi submetida a operação mais complicada para a reconstrução do tendão patelar do joelho esquerdo e ficará cinco meses sem treinar com bola.
"A jogadora ficará imobilizada por quatro semanas e depois irá iniciar a fisioterapia. A previsão é que possa voltar à atividade com bola cinco meses após a cirurgia", explicou o médico responsável pelo procedimento, Dr. Ney Pecegueiro.
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Nos dois posts anteriores sobre o contagiante Derby della Capitale, o blog abordou a parte sinistra das torcidas de Roma e Lazio, uma morte como a do jovem boliviano Kevin Spada - clique aqui - e a postura abominável de alguns elementos de comportamento fascista - acesse aqui.

Mas o jogo de maior rivalidade no calcio não é só isso, pelo contrário. Roma x Lazio é muito mais, é paixão pelos dois times que quando se enfrentam levam ao Estádio Olímpico torcedores que se odeiam, claro, afinal, são rivais, mas acima de tudo amam seus clubes.

Neste post você verá que quando o jogo tem mando romanista e o hino da Roma é executado, é possível ouvir as vaias dos laziales, mas pouco a pouco sobressai a cantoria de...

"Roma, Roma, Roma

Coração desta cidade

Único grande amor

De tanta e tanta gente que faz suspirar"


Confira nos vídeos abaixo e a seguir a letra em italiano










Roma Roma Roma
core de sta città
unico grande amore
de tanta e tanta gente
che fai sospirà

Roma Roma Roma
lasciace cantà,
da sta voce nasce un coro
so centomila voci
c'hai fatto innamorà

Roma Roma bella
t'ho dipinta io,
gialla come er sole
rossa come er core mio Roma

Roma Roma mia
nun te fa incantà
tu sei nata grande
e grande hai da restà

Roma Roma Roma
core de sta città
unico grande amore
de tanta e tanta gente
c'hai fatto innammorà




No próximo post, o vôo da águia laziale. Dia 26 Roma e Lazio farão o maior derby da história do calcioem Roma. Pela primeira vez os velhos rivais decidirão um título, a Coppa Italia, com trasmissão dos canais ESPN. O jogo mais esperado do futebol italiano em toda a temporada.

Ronaldinho: craque? líder? ou nenhum dos dois?

Ronaldinho fora da Copa das Confederações. Uma bomba. Sim. Uma bomba. Tínhamos essa informação na ESPN, pelo repórter (sempre bem informado) André Plihal, mas custamos a acreditar.
Ronaldinho voltou a ser o jogador mais badalado do país. Joga na melhor equipe do Brasil hoje: o Atlético-MG. É o ídolo máximo desta equipe. Fez grandes jogos nos grandes jogos, contra São Paulo e Cruzeiro.
Por que não entrar numa lista de 23 numa seleção que nem time tem ainda? Uma seleção que não tem referência, que não tem estofo, que não tem representatividade, que não tem respaldo...
A explicação mais simples. Porque decepcionou Felipão recentemente, dentro e fora do campo, quando esteve a serviço da seleção.
Bem. Felipão conhece bem Ronaldinho. Conhece há muito tempo. Ronaldo Assis Moreira sempre foi um mágico da bola, desde menino. Teve uma fase espetacular, de melhor do mundo mesmo, no Barcelona.
Mas Ronaldinho tem um outro lado. Ou melhor: outros lados. Ele poucas vezes foi regular, ele pouca vezes foi referência (como é hoje, no Galo), ele quase nunca foi líder, ele poucas vezes desequilibrou quando jogou pela seleção brasileira.
Em 2000, fracassou na Olimpíada. Em 2002, era a maior esperança brasileira na Copa, mas foi engolido por Rivaldo e Ronaldo, e teve um brilhareco contra a Inglaterra, no mesmo jogo em que foi expulso. Em 2006, melhor do mundo, foi uma completa decepção. Em 2008, convocado na marra para mais uma Olimpíada, tentou liderar um grupo de jovens, mas não cumpriu o papel. Em 2010, não mereceu estar lá.
Diante deste histórico, o que faz algum treinador pensar que ele possa virar referência, líder e craque de uma seleção que vai disputar a Copa em seu país? Felipão deve ter pensado nisso tudo antes de decidir.
Ronaldinho não está na seleção de Felipão. Também não estaria na minha. E na sua?

Superliga feminina deve ser mais equilibrada que a masculina


Nos últimos anos, o que vimos na Superliga, principalmente no torneio feminino, foi a hegemonia de Rio de Janeiro e Osasco. No torneio masculino, a quantidade de equipes que brigaram pelo título foi maior. Há dois anos, por exemplo, o torneio masculino chegou a ter 7 ou 8 equipes com chances de lutar pelo título.
Mas pela montagem das equipes dessa temporada, o que dá para perceber é que houve uma inversão de valores. O torneio masculino encolheu com o término de Campinas, Florianópolis e Vôlei Futuro. Se alguma dessas equipes conseguir voltar, a tendência é que volte mais fraca.
Com o Rio de Janeiro diminuindo seus investimentos em função da crise nas empresas de Eike Batista, o torneio masculino terá apenas duas equipes fortes brigando pelo título: Cruzeiro e Sesi.
As outras equipes, por mais que se reforcem, não conseguirão chegar no patamar das duas. Minas e Rio de Janeiro aparecem num nível abaixo. À partir daí, é outro campeonato entre Volta Redonda, Juiz de Fora, Canoas, São Bernardo, Taubaté e Monte Cristo, que subiu da série B.
Já o torneio feminino pelas contratações feitas até aqui já tem cinco boas equipes com quatro delas brigando pelo título. Além de Osasco e Rio de Janeiro, Campinas, que contratou Carol Gattaz e Praia Clube que pode acertar com a ponta Mari, se reforçaram bastante inclusive com estrangeiras.
O Sesi aparece à seguir com uma boa equipe, mas não tão forte quanto às concorrentes. O Pinheiros que também manteve a mesma base da temporada passada, pode aprontar das suas. Daí para baixo é outro campeonato com Rio do Sul, São Caetano, São Bernardo, Minas e o estreante time do Maranhão.
Muitos atletas ainda aguardam por novas equipes. Murilo, por exemplo, está esperando pelo acerto do ex-técnico Giovane Gávio com algum clube e um patrocinador. Por isso, a ponta Jaqueline ainda não acertou em Osasco. Giba também vive situação parecida e está sem clube.
O novo perfil da superliga continua mostrando que as equipes melhoraram, principalmente no torneio feminino. No masculino, poucas equipes têm hoje condições de contratar atletas de seleção brasileira e por isso a distância técnica entre os times aumentou. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cearense

21h50 Guarany de Sobral 1x1 Ceará

Potiguar

20h30 Potiguar de Mossoró 2x2 América-RN

Libertadores

22h00 Corinthians 1x1 Boca Juniors

19:30 Veles Sarsfild 1x2 Newes Old Boys

Copa do Brasil

19h30 Salgueiro 0x0 Vitória
19h30 Goiás 1x0 Santo André
19h30 Criciúma 3x1 São Bernardo
20h30 Paysandu-PA 0x2 Naviraiense
22h00 Internacional 2x0 Santa Cruz-PE
22h00 Flamengo 2x1 Campinense-PB
22h00 Bahia 1x0 Luverdense
 20:30Betim-MG 0 x 1 CRAC-GO
21:30 Nacional 4x1 Coritiba 

Liga Europa

16h05 Chelsea 2x1 Benfica

Com o apoio da torcida, São José se impõe, bate Flamengo e sai na frente na semifinal do NBB


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São José venceu a primeira partida diante do Flamengo
São José venceu a primeira partida diante do Flamengo
Depois de surpreender nas quartas de final do NBB e eliminar o Brasília, que havia feito a segunda melhor campanha na primeira fase, o São José tem mais um favorito ao título nacional pela frente: o Flamengo, que sobrou na competição até o momento. No entanto, com o apoio da torcida, que fez muito barulho no Ginásio Lineu de Moura, o time do Vale do Paraíba não decepcionou e derrotou o Rubro-negro, por 80 a 72 (34 a 33). Após abrir 1 a 0 na série semifinal, a equipe paulista vai ao Rio de Janeiro na sexta-feira encarar o time carioca na HSBC Arena.

O apoio das arquibancadas animou os jogadores do São José, que fizeram frente à poderosa equipe do Flamengo nos minutos iniciais. Pelo outro lado, no entanto, a equipe carioca pouco se importou com o embalo dos anfitriões e manteve o ritmo de jogo que vinha apresentando na competição. Desta forma, o time rubro-negro terminou o primeiro quarto vencendo por 20 a 17.

A desvantagem no placar não desanimou a equipe do Vale do Paraíba, que continuou mostrando um bom desempenho dentro de quadra no Ginásio Lineu de Moura. Melhor na defesa, o time da casa permitiu que o Flamengo anotasse apenas 13 pontos no segundo quarto. O ataque do São José, por sua vez, voltou a funcionar e os anfitriões chegaram ao intervalo na frente: 34 a 33.

O bom resultado parcial voltou a animar a torcida e o time correspondeu dentro de quadra. Logo na primeira cesta, o São José anotou três pontos. O Flamengo, por sua vez, voltou a mostrar que é um dos favoritos ao título e segurou o time da casa, ficando à frente do placar antes do início do último período. Apesar do apoio que vinha das arquibancadas, o time do Vale do Paraíba era derrotado por quatro pontos.

O início do último quarto, no entanto, mostrou que a partida ainda reservava fortes emoções. Impecável no ataque, o São José aproveitou os erros de ataque do Flamengo e abriu a maior vantagem no jogo: nove pontos. A torcida “explodiu” no Ginásio Lineu de Moura e os anfitriões caminharam para a vitória, por 80 a 72, em casa. O bom desempenho garantiu o primeiro ponto na série.

Após a derrota fora de casa, o Flamengo faz o segundo jogo do confronto decisivo em seus domínios. Nesta sexta-feira, a equipe carioca volta a encarar o São José, às 21 horas (de Brasília), na HSBC Arena, com o apoio de sua torcida.

Melhor jogadora de handebol do mundo, Alexandra ganha selo e carimbo especiais dos Correios


Divulgação - Correios
Cartela com 12 selos em homenagem a Alexandra Nascimento
Cartela com 12 selos em homenagem a Alexandra Nascimento
Eleita a melhor jogadora de handebol do mundo em 2012, Alexandra Nascimento receberá uma homenagem dos Correios: ela estampará um selo e um carimbo comemorativos da empresa, que patrocina a confederação brasileira da modalidade (CBHd).

Divulgação - Correios
O carimbo dos Correios em homenagem a Alexandra
O carimbo dos Correios em homenagem a Alexandra
A ponta direita vive grande fase desde o Mundial do Brasil, em 2011, e se destacou nos Jogos Olímpicos de Londres, liderando a seleção à sexta colocação, a melhor de sua história.

Além disso, é uma das principais armas do time austríaco Hypo, onde está há quase dez anos.

"É um orgulho ter esse privilégio de receber o reconhecimento pelo meu trabalho. Foi uma temporada maravilhosa com todos esses títulos em equipe e individuais", disse a jogadora de 31 anos, nascida em Limeira (SP), mas criada em Vitória (ES). E é exatamente na capital capixaba que acontecerá a festa de lançamento das peças estilizadas. 

"Sempre dá um frio na barriga. Mas converso muito com meu marido e ele, que me apoia incondicionalmente, diz que devo aproveitar esse momento e que, com tantos anos de trabalho, um dia, esse reconhecimento iria chegar. Quero disfrutar sim o momento, mas também agradecer e ajudar, compartilhando tudo o que sei", falou Alexandra.
Divulgação - Correios
Selo comemorativo para a melhor jogadora de handebol do mundo
Selo comemorativo para a melhor jogadora de handebol do mundo

Base da Seleção para 2014 foi convocada por Felipão e é muito boa. Falta um time


A base da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações deste ano é a mesma que será utilizada por Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo de 2014. A história mostra isso, o tempo curto de preparação colabora para tanto e a atual safra mais limitada do que em outras épocas - resultando em menos opções disponíveis - deve comprovar a tese.

Em 1997, Zagallo convocou 20 atletas para a Copa das Confederações e, no ano seguinte, levou 15 deles (75%) entre os 22. Em 2005, Carlos Alberto Parreira chamou 23 e manteve para o Mundial 14 (60,8%). Já em 2009 Dunga convocou 23 e seguiu para a Copa com 18 desse grupo (78,2%).

A exceção em anos anteriores à Mundiais ocorreu em 2001, naquela polêmica convocação de Emerson Leão, demitido logo após o torneio e substituído por Felipão. Dos 23 lembrados por Leão dentro de todas restrições existentes, apenas quatro permaneceram no elenco (17,4%).

Veja abaixo as mudanças ocorridas com Zagallo, Parreira e Dunga - justamente nas três edições conquistadas pelo Brasil.

1997 - 1998 (75%)
Permaneceram: Dida, Cafu, Aldair, Júnior Baiano, Roberto Carlos, Bebeto, Dunga, Ronaldo, Leonardo, Gonçalves, Zé Roberto, César Sampaio, Doriva, Denílson e Rivaldo
Cortados: Flávio Conceição, Romário, Rogério Ceni, Zé Maria e Juninho Paulista
Entraram: Taffarel, Giovanni, Emerson, Carlos Germano, Zé Carlos, André Cruz e Edmundo

2005 - 2006 (60,8%)

Permaneceram: Dida, Lúcio, Emerson, Gilberto, Robinho, Kaká, Adriano, Ronaldinho, Zé Roberto, Cicinho, Juan, Luisão, Gilberto Silva e Juninho Pernambucano
Cortados: Maicon, Roque Júnior, Marcos, Léo, Renato, Júlio Baptista, Ricardo Oliveira, Edu Gaspar e Gomes
Entraram: Juan, Roberto Carlos, Ronaldo, Rogério Ceni, Cris, Mineiro, Ricardinho, Fred e Júlio César

2009 - 2010 (78,2%)
Permaneceram: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Felipe Melo, Elano, Gilberto Silva, Luis Fabiano, Kaká, Robinho, Daniel Alves, Luisão, Josué, Ramires, Júlio Baptista, Kléberson, Nilmar e Gomes
Cortados: Kléber, Victor, Miranda, André Santos e Alexandre Pato
Entraram: Michel Bastos, Thiago Silva, Gilberto, Doni e Grafite

Do grupo convocado por Scolari agora, minha aposta é que pelo menos 70% será o mesmo da Copa de 2014. Ou seja, analisando os atletas que estarão na Copa das Confederações deste ano pelo menos 16 devem ir para o Mundial.

É um grupo forte, muito forte. Poucas seleções no planeta têm a qualidade de Thiago Silva, David Luiz, Paulinho, Oscar, Neymar, Lucas, Bernard, entre outros - Ronaldinho deveria estar. Em qualidade esse grupo perde apenas para Espanha e Alemanha. O problema é que não há um time, e nesse quesito a lista de times à frente dos brasileiros aumenta bastante.

Felipão terá que correr contra o tempo. E acima de tudo, esquecer essa história de "todos juntos com a Seleção". A prioridade agora é montar um time e torná-lo competitivo.

Bem no Fla, melhor no Galo e ignorado por Felipão, Ronaldinho pode ter escapado de uma roubada


Em oito jogos pela Copa Libertadores, Ronaldinho já deu seis passes para gols (média de 0,8 por partida), além de ter feito quatro tentos (0,5 de média). No ano passado, pelo Flamengo, o camisa 10 acumulou seis assistências em sete partidas (0,9 de média).

Ele terminou sua curta participação no certame de 2012 como líder neste quesito entre os jogadores de equipes brasileiras. O gaúcho marcou dois gols com a camisa rubro-negra naquela competição.

Assim, nas suas duas participações em Libertadores após as temporadas vividas na Europa, Ronaldinho alcança 12 passes que resultaram em gols após 15 partidas. Média: 0,8, quase uma assistência por partida.

arquivo
Ronaldinho comemora um de seus três gols nos 5 a 4 sobre o Santos, na Vila Belmiro, em 2011
Ronaldinho comemora um de seus três gols nos 5 a 4 sobre o Santos, na Vila Belmiro, em 2011

É evidente que no Atlético Ronaldinho tem jogado mais do que no Flamengo. Mas não dá para concordar com a ideia de que ele nada jogou quando estava no time carioca. Terminou mal sua passagem, que teve bons momentos.

Em determinado período do Brasileiro de 2011, ele liderava entre os que mais davam passes para gols, com sete assistências. Então com nove tentos, também liderou a tabela de artilheiros naquela fase dos incríveis 5 a 4 sobre o Santos de Neymar, em duelo que entrou para a história da competição como um dos melhores de todos os tempos.

EFE
Ronaldinho comemora ao marcar, de pênalti, o segundo gol do Atlético-MG na vitória sobre o The Strongest
Ronaldinho comemora ao marcar, de pênalti, o segundo gol do Atlético-MG na vitória sobre o The Strongest

Naquele campeonato, o Flamengo, de Ronaldinho, foi líder, inclusive. Depois ele caiu de produção como todo o time — e seus salários começaram a atrasar, diga-se. Ainda assim os rubro-negros beliscaram uma vaga na Copa Libertadores. Com tantos números e informações, como afirmar que ele "não jogou nada" no time da Gávea?

Para não ficar dúvida alguma: no Atlético de Cuca, um time melhor, mais organizado do que o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo, ele tem sido melhor do que foi no clube carioca. Mas daí a achar que ele nada fez com a camisa vermelha e preta... É brigar contra os fatos.

Luiz Felipe Scolari certamente tem seu motivos para não convocar Ronaldinho para a Copa das Confederações. Razões misteriosas, já que ele se recusa a falar sobre atletas que não integram sua lista de escolhidos. Motivos para chamar o camisa 10 do Galo ele teria, inclusive em boa parte do tempo em que ainda defendia o Flamengo.

Como a seleção cebeefiana comandada por Felipão é um arremedo de time, ao contrário do estruturado Atlético de Cuca, ficar fora dessa lista pode ter sido um excelente negócio para o jogador. Não seria pequena a chance de, numa equipe sem entrosamento, conjunto, ele afundar e reforçar teses como a de que não se sai bem de camisa amarela.

Ronaldinho pode ter escapado de uma tremenda roubada. Luiz Felipe Scolari, que repete o comportamento de outros tempos, deixando e fora o jogador mais pedido numa convocação, é quem vai ter que se virar.

'Para Ronaldinho, foi bom negócio não ser convocado para a Copa das Confederações', analisa Mauro

Palmeiras frustra torcida, vê Bruno engolir frango e dá adeus à Libertadores


Gazeta Press
Bruno lamenta falha bizarra no primeiro gol do Tijuana, que vence no Pacaembu e elimina o Palmeiras da Libertadores
Bruno lamenta falha bizarra no primeiro gol do Tijuana, que vence no Pacaembu e elimina o Palmeiras da Libertadores
Teve de tudo. ‘Cera’ de goleiro adversário, cai-cai, protestos contra juiz, expulsão de preparador físico e até mesmo briga na arquibancada envolvendo integrante da complicada política da equipe. Faltou apenas o principal: futebol.

Mesmo com uma postura mais ousada, confiando no toque de bola de seu meio-de-campo, o Palmeiras esbarrou em suas próprias limitações e não conseguiu aproveitar a festa armada por sua torcida para fazer valer o mando de campo. Perdeu por 2 a 1 em pleno Pacaembu, nesta terça-feira, e se despediu mais cedo da Libertadores.

O primeiro gol dos mexicanos foi marcado aos 26 minutos do primeiro tempo, em frango do goleiro Bruno ao tentar agarrar bola de Ruíz. Na volta do intervalo, o time alviverde não teve nem tempo de reagir. Logo aos 6, Arce pegou rebote de falta batida na área e mandou forte no canto esquerdo. Souza ainda diminuiu em cobrança de pênalti aos 16.

A partida contou com a presença ilustre do técnico da seleção dos Estados Unidos, o ex-jogador Jürgen Klinsmann, que viajou até São Paulo para observar dois jogadores americanos dos Xolos.

Eliminado, o Palmeiras só volta a campo agora contra o Atlético-GO, na estreia da Série B do Brasileiro, diante de seus torcedores, no dia 25. O Tijuana segue na Libertadores e enfrenta o Atlético-MG nas quartas de final da competição.
EFE
Jogadores do Tijuana comemoram o primeiro gol contra o Palmeiras na Libertadores
Jogadores do Tijuana comemoram o primeiro gol contra o Palmeiras na Libertadores
O jogo – Não foi a pressão avassaladora que o Palmeiras prometia, mas bastou para mostrar ao Tijuana que a partida seria outra no Pacaembu. Com uma postura mais agressiva em relação ao confronto de ida, o time alviverde tentou sufocar rapidamente os visitantes.

Quase deu certo. Com apenas 2 minutos, a equipe pediu pênalti. Em jogada pela esquerda, a bola explodiu no braço de Arce. O árbitro venezuelano Juan Soto, o mesmo da polêmica derrota para o Libertad, ainda na fase de grupos, apenas mandou seguir.

O juiz estrangeiro era o principal alvo de protestos dos torcedores palmeirenses no começo da partida.

Em cobrança de escanteio aos 8, ele voltaria a aparecer. Ayrton bateu aberto, Maurício escorou para o meio da área e encontrou Marcelo Oliveira desmarcado. O lateral-esquerdo virou o corpo e chutou por cima do gol. Ele já havia sido flagrado em impedimento pela arbitragem antes mesmo da finalização.

Na sequência, Vinícius roubou bola no lado esquerdo, se aproximou da área e cruzou para Kleber Pinheiro. O centroavante acabou passando batido no lance.

Um pouco afobado em campo, o Palmeiras não conseguia tirar proveito da qualidade do passe de Tiago Real, que venceu briga com Souza por uma vaga entre os titulares. Com dificuldades para fugir da marcação do Tijuana, o time chegava apenas nas bolas paradas.

Em uma delas, aos 24 minutos, Ayrton acertou o travessão de Saucedo.

A falta de sorte palmeirense se provaria fatal em seguida, em roubada de Fidel Martínez e fraco arremate de Riascos no meio do gol. Bruno, no entanto, se complicou e engoliu um frangaço ao se agachar para fazer a defesa e ver a bola passar do lado de seu braço. Com o placar de 1 a 0 para o Tijuana, os donos da casa agora precisavam fazer dois para avançar.

A derrota parcial deixou o clima tenso no estádio. Um sinal de esperança veio com a expulsão de Ruiz, mas o árbitro voltou atrás para o desespero dos torcedores e reconheceu a trapalhada ao dar o segundo amarelo para o mexicano.

Refém da ‘cera’ do goleiro Saucedo e do ‘cai-cai’ promovido pelos demais atletas, o Palmeiras viu a partida travar na ida para o intervalo.

Precisando virar o jogo, a equipe voltou com Souza no lugar de Wesley. Não houve tempo nem mesmo de esboçar reação. Logo aos 6 minutos do segundo tempo, o Tijuana ampliou o marcador em falha da defesa alviverde. Henrique cortou cobrança de falta para o meio da área e entregou para Arce. O mexicano não perdoou e chutou com força para fazer 2 a 0.

A resposta palmeirense quase veio na sequência. Maikon Leite, que entrou na etapa complementar, desceu em velocidade pela direita e cruzou para Souza. O volante cabeceou rente à trave, arrancando o grito de gol do torcedor.

Ele viria aos 15. Em outra boa levantada na área, Aguilar cortou com o braço e o juiz assinalou pênalti. Na batida, Souza deslocou Saucedo com categoria e recolocou o time da casa no jogo. Foi a deixa para que o estádio voltasse a se incendiar, na pressão por mais dois gols.

O empate chegou a sair aos 23 minutos após cabeceio de Kleber Pinheiro, mas a arbitragem marcou impedimento do atacante. Ele estava em posição legal.

Acurralado dentro de seu próprio campo, o Tijuana não conseguia nem mesmo enrolar mais a partida, como fez no primeiro tempo. A equipe teve a chance, contudo, de fazer o terceiro e matar a partida. Riascos puxou contra-ataque rápido, invadiu a área, cortou Bruno e viu Maurício Ramos salvar o perigo em cima da linha.

Os mexicanos ainda tiveram Aguilar expulso com dois cartões amarelos aos 39. Tarde demais para uma reação palmeirense.

Entre Kaká e Ronaldinho, Felipão escolheu Neymar. E acertou!


Vipcomm
Felipão durante o anúncio dos convocados para a Copa das Confederações
Felipão durante o anúncio da lista para a Copa das Confederações.
A convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa das Confederações deixa claro que só há espaço na seleção brasileira para uma estrela com liberdade total. Entre Kaká e Ronaldinho, mais experientes e tratados como a grande dúvida da lista, o treinador optou por Neymar. 

Em entrevista ao programa "Roda Viva" em 2005, ainda como técnico da seleção portuguesa, Felipão disse que via no presente e no futuro as equipes e seleções atuando no 4-4-1-1 (Leia a íntegra AQUI). Agora, não deve fugir disso, já que o melhor desempenho brasileiro sob seu comando, no primeiro tempo dos 2 a 2 contra a Itália, foi com este desenho tático.

Duas linhas de quatro. Na defesa, a dúvida deve ser entre David Luiz e Dante. Nas demais posições, a lógica indica Daniel Alves e Marcelo nas laterais e Thiago Silva na zaga, além do veterano Julio César no gol. No meio, Lucas ou Hulk e Oscar pelos lados e Fernando e Hernanes ou Paulinho no centro.

À frente, Neymar ganha liberdade total para se aproximar de Fred e não ser encaixotado à esquerda pelas linhas compactas dos adversários. Toda dinâmica ofensiva deve girar em torno da Joia santista, que sem a bola terá como função cercar o volante mais plantado do oponente. Se cair à esquerda, Oscar centraliza para articular e Marcelo aproveita o corredor.

O mesmo à direita com o meia. Ou mesmo Daniel Alves, que apoia também por dentro. Pelo que Scolari já sugeriu, os volantes, ou ao menos um deles, deve ficar preso para a cobertura dos laterais.

Dentro da proposta de jogo, a ausência de Ramires é mais questionável que a de Kaká e Ronaldinho. O volante do Chelsea poderia atuar por dentro ou aberto na segunda linha de quatro. Kaká também teria como se adaptar em um dos flancos, mas a falta de ritmo de jogo no Real Madrid certamente pesou.

A exclusão de Ronaldinho parece ter caráter essencialmente tático. Com ele, não seria possível fugir de um 4-2-3-1 “torto”, com o craque do Galo centralizado e Neymar espetado, mas restrito ao lado esquerdo. Oscar seria sacrificado á direita mais próximo dos volantes e o time teria três jogadores sem capacidade de marcação.

Ronaldinho, brilhante no Galo, também teve problemas quando encarou oponentes compactos. Diante da Inglaterra na estreia em Wembley, a volta das férias serviu como álibi. Contra o Chile no Mineirão, o camisa dez já brilhava em seu clube e se entregou à marcação na maior parte do tempo.

Neymar também não decide na seleção como no Santos e a fase não é das melhores. O craque, porém, é mais jovem, atacante e goleador. Combina mais com Fred.

Em tese, a escolha tem coerência. Compactar os setores é um dever. Com exceção da ideia de prender volantes para liberar laterais, a proposta é condizente com o futebol atual. Vejamos na prática.

Olho Tático
Uma formação possível da seleção com David Luiz, Paulinho e Lucas, mas não deve fugir das linhas de quatro que dá liberdade a Neymar.
Uma formação possível da seleção com David Luiz, Paulinho e Lucas, mas não deve fugir das linhas de quatro que dá liberdade a Neymar.


Se Kaká não joga no Real e Ronaldinho não joga na seleção, abrir mão dos dois não é nenhum absurdo


Getty
Kaká e Ronaldinho estiveram juntos na seleção em 2009
Kaká e Ronaldinho estiveram juntos na seleção em 2009, mas não estarão na Copa das Confederações. Faz sentido


Kaká passou a ter mais oportunidades no Real Madrid e pouco apresentou.

Ronaldinho Gaúcho, que tem jogado muito bem no Atlético, não fez o mesmo nas chances que teve na seleção.

Portanto, se Kaká não joga no Real e Ronaldinho não joga na seleção, abrir mão dos dois não é nenhum absurdo.

Ao deixar de fora os atletas de 31 e 33 anos, Felipão aproveita para testar a capacidade de Bernard , 20 anos e uma grande carreira pela frente. Sim, testar. Porque que a Copa das Confederação não é objetivo final todos concordam.

Se tiver que corrigir “o erro” para a Copa do Mundo, Felipão ainda poderá fazê-lo.
Já a não convocação de Ramires para garantir a presença de Luiz Gustavo tem mais a ver, parece, com a polêmica declaração sobre o tipo de volantes que pretende ver na seleção.
Também não é um absurdo. 

Mas talvez seja a decisão mais contestável do técnico. Mais contestável do que deixar Kaká e Ronaldinho de fora. Ou não?

Sobre Neymar
Me antecipo aos comentários baseado nas respostas das redes sociais: argumentar que, com base na lógica acima, Neymar também não deveria ser chamado não faz sentido. Neymar tem 21 anos, qualidade técnica indiscutível e é cobiçado por todo o planeta. Abrir mão de Neymar admitindo que ele não renderá na seleção seria admissão de incompetência do treinador. 

A convocação tem o que nunca faltou a Felipão: coragem!


Ninguém tem certeza absoluta se a convocação da seleção brasileira sem uma cabeça pensante no meio-de-campo, um entre Kaká e Ronaldinho Gaúcho, levará à montagem do time.
Ninguém tem certeza também se Ronaldinho no time faria diferença.
Nem Felipão.
Eu, por exemplo, julgo há tempos que Kaká fazia mais sentido numa seleção tão jovem, por chamar para si a responsabilidade. Numa entrevista, tira a pressão de Neymar, de Lucas, de Oscar. Os garotos de 21 anos (Lucas ainda não completou) têm talento de sobra, mas pela idade são mais talhados para fazer pensar em 2018. Não em ganhar 2014.

Ronaldinho se recolhe mais a seu campo, chama menos a atenção nas entrevistas, tira menos pressão dos garotos. Mas daria experiência em campo. Em tese.

Como se percebeu na entrevista coletiva, Felipão não acha essa experiência necessária.
Em 2002, também não achava.
Eram apenas seis jogadores com experiência em Copa do Mundo no grupo de 23 que viajou à Ásia. São apenas quatro agora, entre os que vão disputar a Copa das Confederações.
Hoje, como naquele período, Felipão apostou em sua única certeza, a de que vai olhar no espelho, no sucesso ou no fracasso, e saber que tomou a decisão que sua consciência mandou.

Em teoria, um time com garotos de 21 anos, como Oscar, Neymar e Lucas, mesmo reforçados por Fred, Thiago Silva e Júlio César, é talhado para ganhar em 2018.
Mas Felipão já surpreendeu mais com times piores.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Libertadores

22h00 Palmeiras 1x2 Tijuana

Copa da França

15h55 Troyes 1x2 Bordeaux

Inglês

15h45 Arsenal 4x1 Wigan
16h00 Reading 0x2 Manchester City

Felipão convoca a Seleção nesta terça. Já convoquei a minha, agora monte a sua


Quando estudava no Instituto Educacional Imaculada, em Campinas, passava aulas e aulas montando a Seleção Brasileira ideal. Desenhava esquemas táticos, pensava na melhor maneira de atuar e, claro, fazia a convocação. Lista completa, com 23 nomes, nada de apenas chamar os titulares. Isso me tomava bastante tempo... Acho que era um dos motivos que me faziam sofrer tanto para passar de ano.

Sigo com esse costume. Não, não de sofrer na escola, mas de montar "minha" Seleção.

Nesta terça-feira Luiz Felipe Scolari anuncia os 23 convocados para a disputa da Copa das Confederações. Eu me antecipo ao treinador e divulgo abaixo, com exclusividade, os meus escolhidos.

Goleiros: Júlio César (Queens Park Rangers-ING), Diego Alves (Valencia-ESP) e Diego Cavalieri (Fluminense);

Defensores: Daniel Alves (Barcelona-ESP), Mário Fernandes (CSKA Moscou-RUS), Marcelo (Real Madrid-ESP), Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP), Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA), David Luiz (Chelsea-ING), Réver (Atlético Mineiro) e Dante (Bayern Munique-ALE));

Meio-campistas: Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians), Lucas Leiva (Liverpool-ING), Ramires (Chelsea-ING), Ronaldinho (Atlético Mineiro), Kaká (Real Madrid-ESP), Oscar (Chelsea-ING) e Lucas (Paris Saint-Germain-FRA);

Atacantes: Neymar (Santos), Hulk (Zenit São Petersburgo-RUS), Fred (Fluminense) e Alexandre Pato (Corinthians).

Esta é a "minha" Seleção Brasileira, ou seja, levo em consideração o meu gosto pelo futebol. Cada um tem o seu. Eu, você, Felipão. Não estou prevendo com essa lista os chamados pelo técnico gaúcho, apenas seria o meu grupo ideal. Grupo que precisaria de treinamento, entrosamento, confiança, enfim, ser testado.

Minhas polêmicas, que gerariam muito debate na imprensa esportiva, seriam as escolhas de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, além da convocação de Mário Fernandes.

Sobre os dois veteranos, não acho que a presença de um seja um fator impeditivo para o outro estar na lista dos 23. Concordo que os dois ao mesmo tempo, em campo, não é uma boa opção, mas ter ambos no grupo considero importante. Logicamente uma conversa com eles para explicar minhas ideias seria fundamental, assim como a aceitação deles em, eventualmente, ter papéis de rotação. Não acho que seria um problema, já que não são atletas causadores de confusão, e saberiam de sua importância no grupo tendo como objetivo final o título mundial.

Já o ex-lateral-direito do Grêmio precisaria ser questionado, além, é claro, de ter demonstrado vontade em estar na Seleção. Seu passado pode até lhe condenar, mas uma conversa hoje em dia é algo básico a ser feito com ele - que está jogando muito bem na lateral do CSKA e é uma ótima opção defensiva para a posição, que carece de grandes nomes no atual momento do futebol brasileiro.

Sofri para cortar Fernando, do Grêmio. Fiquei entre ele e Lucas, do Liverpool. Gosto muito do jogador dos Reds, e sua experiência internacional pesou na minha decisão. Os volantes corintianos são imprescindíveis pra mim. Também lembrei do Luiz Gustavo, do Bayern.

Só que a maior dúvida não foi essa, e sim no setor ofensivo: por causa do talento absurdo de Bernard, tinha que cortar alguém de uma lista que já estava fechada na minha cabeça. Só que Bernard tem estilo de jogo parecido com Oscar e Lucas, todos jogadores leves, por isso não queria cortar Hulk - o primeiro na lista de cortes - pela variação nas opções táticas. Fui obrigado a deixar a revelação do Galo de fora da Copa das Confederações.

Sem dúvida alguma é um grupo fortíssimo, um dos melhores do planeta. Time titular? Só posso adiantar que jogaria no 4-2-3-1, com muita movimentação no ataque, trocas de posições na linha de 3 e uma transição veloz para a defesa. Futebol moderno. Ágil, físico e eficiente. Bonito quando desse.

Enfim, esta é uma seleção imaginária. Não será chamada pelo Felipão, e nem deveria por causa dos testes e apostas que já citei e que deveriam acontecer nos meses anteriores a um torneio importante. Mas é o "meu" time. E o seu? Escale e escreva nos comentários mais abaixo, mas precisa ter 23 convocados!

Arrasador, Atlético Mineiro combina futebol atual e práticas arcaicas


Divulgação/Atlético-MG
Ronaldinho e Jô comemoram o gol que abriu o placar para o Atlético-MG no primeiro jogo da final contra o Cruzeiro
Ronaldinho e Jô em mais uma comemoração de gol no Independência.
Sete gols em jogos decisivos na Libertadores e no Mineiro. Ou doze em sete dias se somarmos os cinco sobre o Tombense na semifinal do regional aos 4 a 1 sobre o São Paulo e 3 a 0 no arquirrival Cruzeiro no Independência. Sem contar as inúmeras oportunidades criadas.

Avassalador, o Atlético Mineiro vence e convence. O encaixe de Diego Tardelli na base de 2012 faz a equipe de Cuca ainda mais móvel e contundente no ataque. As variações do 4-2-3-1 chamam a atenção, assim como a intensidade e a capacidade de impor seu estilo, especialmente no Independência – agora são 34 jogos de invencibilidade no estádio desde a reinauguração (27 vitórias e sete empates).

Mais notável que o desempenho é a proposta de jogo que combina o futebol atual com estratégias consideradas arcaicas na teoria. Mas que funcionam até aqui e aproveitam as melhores características de seus jogadores.

A começar pelas perseguições individuais. O popular “cada um pega o seu”. Sem a bola, Cuca adapta o desenho tático de sua equipe ao do oponente. Não raro ver Richarlyson acompanhando o deslocamento do ponteiro ou meia desde a direita até o lado oposto e Bernard voltando com o lateral até o fundo. 

Prática comum no futebol mundial dominado pelo WM até o próprio Brasil passar a trabalhar a marcação por zona nos anos 1950 com Zezé Moreira e assim vencer três Copas do Mundo. O único foco de resistência era a Itália. Não mais a retranca do “catenaccio”, mas o “gioco”, com um líbero e outros nove marcando individualmente, principalmente o craque adversário.

Impossível não lembrar da vitória italiana sobre o Brasil de Telê Santana em 1982 com Gentile, lateral de origem e exímio marcador, grudado em Zico, mas também os pontas Conti e Graziani voltando com Júnior e Leandro,  Paolo Rossi dando o primeiro combate a Oscar e Luisinho, os meias Tardelli e Antognioni vigiando Cerezo e Falcão. Oriali, outro meia, abriu à direita como lateral para perseguir Éder e Cabrini cuidava de Sócrates. Collovati pegava Serginho e o líbero Scirea fazia a sobra.

Recurso praticamente abandonado com o sucesso de Arrigo Sacchi no Milan com "pressing" e marcação por zona no final dos anos 1980, início dos 1990. Porque um drible ou deslocamento rápido é capaz de desmontar o “gioco” em efeito dominó. Sem contar o desgaste de marcar correndo e não posicionado.

O Galo não tem líbero. Os zagueiros Leonardo (ou Gilberto) Silva e Rever se revezam na marcação do centroavante e na sobra. Os demais têm seus duelos definidos em todo o campo.

Reprodução TV Globo
Flagrante da marcação individual do Atlético-MG com Rever na sobra.
Flagrante da marcação individual do Atlético-MG com Rever na sobra.

Menos Ronaldinho, que, no máximo, participa da pressão na saída de bola e cerca o mais próximo. Para poupar seu craque, Cuca sacrifica Jô, Bernard ou Tardelli no combate. O camisa dez normalmente fica com o jogador adversário que não apoia ou o menos qualificado. Um retrocesso no futebol em que a ordem é marcar e jogar. Todos.

Se Ronaldinho não marca, Pierre pouco joga. É o “volante-volante”. Sua responsabilidade é destruir, marcar. De preferência o jogador mais criativo do adversário. Bola roubada, o passe é simples, para o companheiro mais próximo. Quem normalmente faz a bola chegar ao quarteto ofensivo é Marcos Rocha ou Leandro Donizete.

Reprodução Fox Sports
Flagrante do pivô de Jô para a entrada em diagonal de Tardelli no primeiro gol sobre o Arsenal no Independência
Flagrante do pivô de Jô para a entrada em diagonal de Tardelli no primeiro gol sobre o Arsenal no Independência
No ataque, a ligação direta com bola alta buscando Jô é recorrente. O centroavante parte para a conclusão, procura as diagonais de Tardelli e Bernard ou faz a parede para Ronaldinho criar as jogadas ou infiltrar para a finalização.

Típico do futebol britânico nos anos 1970/80. Nada recomendável por exigir e depender demais do centroavante alto e também porque quase sempre a bola bate e volta sem retenção no meio-campo e dificulta a compactação dos setores.

Por que, então, as práticas e compensações consideradas ultrapassadas funcionam tão bem? A resposta é simples: tudo depende da execução.

E nenhum time no Brasil e na América une beleza e eficiência como o Galo. A equipe que se comporta sem a bola de acordo com o adversário, mas pressiona e força o chutão. Quando retoma e não procura Jô diretamente, aproxima as linhas e a movimentação intensa confunde a retaguarda.

Pierre rouba bolas, Ronaldinho vive o melhor momento na carreira desde a magia de melhor do mundo no Barcelona. Jô ganha 90% das disputas pelo alto contra qualquer zagueiro, o vigor físico e a motivação viabilizam a marcação individual. Afinal, time que vence cansa menos.

Olho Tático
O 4-2-3-1 armado por Cuca é ofensivo, móvel na frente e difícil de ser marcado.
O 4-2-3-1 armado por Cuca é ofensivo, móvel na frente e difícil de ser marcado.

Obviamente não existe fórmula mágica ou infalível. Contra o São Paulo no Morumbi, na fase de grupos e no jogo de ida das oitavas da Libertadores até a expulsão de Lúcio, os atleticanos foram envolvidos. O tricolor foi mais intenso, móvel e superior tecnicamente.

O time de Cuca também sofre gols demais para campanha tão espetacular. São 11 em oito jogos pela Libertadores e 12 em 14 partidas no desnivelado estadual. Problema compensado pelos 62 anotados – 22 no torneio continental. Mas que pode cobrar caro mais à frente.

Quando Josué está em campo, o toque de bola aparece. Foi assim no segundo tempo no Morumbi. O Atlético valorizou a posse, aproveitou a vantagem numérica e trabalhou pacientemente até virar no gol de Tardelli. É boa solução para desacelerar e reoxigenar um time que ataca com volúpia, às vezes fúria.

O título mineiro está mais que encaminhado e o favoritismo nas quartas da Libertadores contra Palmeiras ou Tijuana é absoluto. Arcaico e atual, o Galo tem fome e bola para seguir forte. Se antes a desconfiança era grande, difícil agora é não acreditar.

Atual bicampeão estadual, Cuca pode ser primeiro técnico tricampeão mineiro depois de 30 anos


Atual bicampeão mineiro pelos títulos conquistados pelo Cruzeiro, em 2011, e pelo Atlético em 2012, Cuca pode se transformar no próximo domingo no único técnico tricampeão consecutivo somando taças conquistadas pelos dois rivais do estado na história moderna de Minas Gerais.

Pode também se tornar o primeiro treinador tricampeão mineiro em 32 anos, desde que Procópio Cardoso levantou, pelo Atlético, os três primeiros trofeus do hexacampeonato (1978 a 1983).

Há cinco anos, Cuca sofria com a fama de perder decisões, que também acompanhou Telê Santana no fim dos anos 80, embora tivesse conquistado títulos estaduais pelo Fluminense, Grêmio e Atlético, duas vezes.

Cuca foi campeão carioca pelo Flamengo, antes da sequência que pode colocá-lo nos livros de história do futebol de Minas.

Desde a construção do Mineirão alavancar o futebol mineiro, em 1965, só duas vezes um treinador ganhou o tricampeonato consecutivo. Ílton Chaves foi tetra pelo Cruzeiro, entre 1972 e 1975. Soma a essa sequência o estadual conquistado pelo Atlético em 1986.
Procópio Cardoso conquistou o tri entre 1978 e 1980.

Nesse período, houve também o pentacampeonato do Cruzeiro (1965 a 1969) e o tricampeonato do Cruzeiro entre 1996 e 1998, mas nunca com o mesmo treinador.
Cuca já é bi. Se perder no Mineirão por menos de três gols de diferença, ficará na galeria abaixo de maneira exclusiva.

1965 - Aírton Moreira (Cruzeiro)
1966 - Aírton Moreira (Cruzeiro)
1967 - Orlando Fantoni (Cruzeiro)
1968 - Orlando Fantoni (Cruzeiro)
1969 - Gérson dos Santos (Cruzeiro)
1970 - Telê Santana (Atlético)
1971 - Henrique Frade (América)
1972 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1973 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1974 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1975 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1976 - Barbatana (Atlético)
1977 - Iustrich (Cruzeiro)
1978 - Procópio Cardoso (Atlético)
1979 - Procópio Cardoso (Atlético)
1980 - Procópio Cardoso (Atlético)
1981 - Carlos Alberto Silva (Atlético)
1982 - Carlos Alberto Silva (Atlético)
1983 - Mussula (Atlético)
1984 - João Francisco (Cruzeiro)
1985 - Oliveira (Atlético)
1986 - Ílton Chaves (Atlético)
1987 - Jair Pereira (Cruzeiro)
1988 - Telê Santana (Atlético)
1989 - Jair Pereira (Atlético)
1990 - Ênio Andrade (Cruzeiro)
1991 - Jair Pereira (Atlético)
1992 - Jair Pereira (Cruzeiro)
1993 - Formiga (América)
1994 - Ênio Andrade (Cruzeiro)
1995 - Levir Culpi (Atlético)
1996 - Levir Culpi (Cruzeiro)
1997 - Paulo Autuori (Cruzeiro)
1998 - Levir Culpi (Cruzeiro)
1999 - Darío Pereyra (Atlético)
2000 - Márcio Araújo (Atlético)
2001 - Lula Pereira (América)
2002 - Válter Ferreira (Caldense)
2003 - Vanderlei Luxemburgo (Cruzeiro)
2004 - Paulo César Gusmão (Cruzeiro)
2005 - Ney Franco (Ipatinga)
2006 - Paulo César Gusmão (Cruzeiro)
2007 - Levir Culpi (Atlético)
2008 - Adílson Batista (Cruzeiro)
2009 - Adílson Batista (Cruzeiro)
2010 - Vanderlei Luxemburgo (Atlético)
2011 - Cuca (Cruzeiro)
2012 - Cuca (Atlético)

Juíza inclui Flamengo como réu em processo sobre patrocínio da Caixa


A Juíza Marciane Bonzanini decidiu, nesta segunda-feira, incluir o Flamengo como réu no processo movido pelo advogado gaúcho Antônio Pani Beiriz contra o patrocínio da Caixa de R$ 25 milhões ao clube carioca.
O advogado gaúcho alega que a Caixa descumpre a Constituição Federal no que diz respeito ao artigo que afirma que a publicidade de órgãos públicos deve ter caráter informativo, educativo ou de orientação social. Ele acusa o banco de improbidade administrativa e mau uso de dinheiro público.
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Marcelo Moreno chegou ao Flamengo e participou dos primeiros treinamentos com bastante intensidade (11/05/2013) Alexandre Vidal/ Fla Imagem
Oficialmente, o Flamengo não se pronuncia sobre o assunto. Os dirigentes do clube alegam que só irão falar do processo quando forem notificados oficialmente. Ainda assim, a diretoria mantém a tranquilidade e entende que apenas a Caixa deve se defender no imbróglio judicial.
Em decisão da última quarta-feira, a magistrada havia rejeitado o pedido de liminar de Beiriz e adiou a decisão sobre o imbróglio. Marciane entendeu que não deveria tomar nenhuma decisão oficial antes da Caixa juntar sua defesa aos autos do processo.
A Caixa terá 20 dias para apresentar suas defesas. Somente a partir deste prazo a Justiça Federal do Rio Grande do Sul deverá tomar alguma decisão. Com isso, o Flamengo poderá receber normalmente suas primeiras parcelas do patrocínio de R$ 25 milhões da Caixa, assinado na última terça-feira.
Antônio Pani Beiriz já havia entrado com a mesma ação para questionar a parceria da Caixa com o Corinthians. No caso do clube paulista, o banco informou que o patrocínio era legal e recorreu da decisão. Até o momento, porém, a Justiça não reativou o contrato e o clube paulista segue sem receber sua verba.
Além de Flamengo e Corinthians, a Caixa também investe em outros patrocínios esportivos. Só no futebol, por exemplo, o banco também apoia Figueirense, Avaí e Atlético-PR.

FLA APRESENTA ADIDAS COMO FORNECEDORA DE MATERIAL ESPORTIVO

A Caixa enfrenta problemas jurídicos em seus contratos de patrocínios no futebol
A Caixa enfrenta problemas jurídicos em seus contratos de patrocínios no futebol