quarta-feira, 15 de maio de 2013

A convocação tem o que nunca faltou a Felipão: coragem!


Ninguém tem certeza absoluta se a convocação da seleção brasileira sem uma cabeça pensante no meio-de-campo, um entre Kaká e Ronaldinho Gaúcho, levará à montagem do time.
Ninguém tem certeza também se Ronaldinho no time faria diferença.
Nem Felipão.
Eu, por exemplo, julgo há tempos que Kaká fazia mais sentido numa seleção tão jovem, por chamar para si a responsabilidade. Numa entrevista, tira a pressão de Neymar, de Lucas, de Oscar. Os garotos de 21 anos (Lucas ainda não completou) têm talento de sobra, mas pela idade são mais talhados para fazer pensar em 2018. Não em ganhar 2014.

Ronaldinho se recolhe mais a seu campo, chama menos a atenção nas entrevistas, tira menos pressão dos garotos. Mas daria experiência em campo. Em tese.

Como se percebeu na entrevista coletiva, Felipão não acha essa experiência necessária.
Em 2002, também não achava.
Eram apenas seis jogadores com experiência em Copa do Mundo no grupo de 23 que viajou à Ásia. São apenas quatro agora, entre os que vão disputar a Copa das Confederações.
Hoje, como naquele período, Felipão apostou em sua única certeza, a de que vai olhar no espelho, no sucesso ou no fracasso, e saber que tomou a decisão que sua consciência mandou.

Em teoria, um time com garotos de 21 anos, como Oscar, Neymar e Lucas, mesmo reforçados por Fred, Thiago Silva e Júlio César, é talhado para ganhar em 2018.
Mas Felipão já surpreendeu mais com times piores.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Libertadores

22h00 Palmeiras 1x2 Tijuana

Copa da França

15h55 Troyes 1x2 Bordeaux

Inglês

15h45 Arsenal 4x1 Wigan
16h00 Reading 0x2 Manchester City

Felipão convoca a Seleção nesta terça. Já convoquei a minha, agora monte a sua


Quando estudava no Instituto Educacional Imaculada, em Campinas, passava aulas e aulas montando a Seleção Brasileira ideal. Desenhava esquemas táticos, pensava na melhor maneira de atuar e, claro, fazia a convocação. Lista completa, com 23 nomes, nada de apenas chamar os titulares. Isso me tomava bastante tempo... Acho que era um dos motivos que me faziam sofrer tanto para passar de ano.

Sigo com esse costume. Não, não de sofrer na escola, mas de montar "minha" Seleção.

Nesta terça-feira Luiz Felipe Scolari anuncia os 23 convocados para a disputa da Copa das Confederações. Eu me antecipo ao treinador e divulgo abaixo, com exclusividade, os meus escolhidos.

Goleiros: Júlio César (Queens Park Rangers-ING), Diego Alves (Valencia-ESP) e Diego Cavalieri (Fluminense);

Defensores: Daniel Alves (Barcelona-ESP), Mário Fernandes (CSKA Moscou-RUS), Marcelo (Real Madrid-ESP), Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP), Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA), David Luiz (Chelsea-ING), Réver (Atlético Mineiro) e Dante (Bayern Munique-ALE));

Meio-campistas: Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians), Lucas Leiva (Liverpool-ING), Ramires (Chelsea-ING), Ronaldinho (Atlético Mineiro), Kaká (Real Madrid-ESP), Oscar (Chelsea-ING) e Lucas (Paris Saint-Germain-FRA);

Atacantes: Neymar (Santos), Hulk (Zenit São Petersburgo-RUS), Fred (Fluminense) e Alexandre Pato (Corinthians).

Esta é a "minha" Seleção Brasileira, ou seja, levo em consideração o meu gosto pelo futebol. Cada um tem o seu. Eu, você, Felipão. Não estou prevendo com essa lista os chamados pelo técnico gaúcho, apenas seria o meu grupo ideal. Grupo que precisaria de treinamento, entrosamento, confiança, enfim, ser testado.

Minhas polêmicas, que gerariam muito debate na imprensa esportiva, seriam as escolhas de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, além da convocação de Mário Fernandes.

Sobre os dois veteranos, não acho que a presença de um seja um fator impeditivo para o outro estar na lista dos 23. Concordo que os dois ao mesmo tempo, em campo, não é uma boa opção, mas ter ambos no grupo considero importante. Logicamente uma conversa com eles para explicar minhas ideias seria fundamental, assim como a aceitação deles em, eventualmente, ter papéis de rotação. Não acho que seria um problema, já que não são atletas causadores de confusão, e saberiam de sua importância no grupo tendo como objetivo final o título mundial.

Já o ex-lateral-direito do Grêmio precisaria ser questionado, além, é claro, de ter demonstrado vontade em estar na Seleção. Seu passado pode até lhe condenar, mas uma conversa hoje em dia é algo básico a ser feito com ele - que está jogando muito bem na lateral do CSKA e é uma ótima opção defensiva para a posição, que carece de grandes nomes no atual momento do futebol brasileiro.

Sofri para cortar Fernando, do Grêmio. Fiquei entre ele e Lucas, do Liverpool. Gosto muito do jogador dos Reds, e sua experiência internacional pesou na minha decisão. Os volantes corintianos são imprescindíveis pra mim. Também lembrei do Luiz Gustavo, do Bayern.

Só que a maior dúvida não foi essa, e sim no setor ofensivo: por causa do talento absurdo de Bernard, tinha que cortar alguém de uma lista que já estava fechada na minha cabeça. Só que Bernard tem estilo de jogo parecido com Oscar e Lucas, todos jogadores leves, por isso não queria cortar Hulk - o primeiro na lista de cortes - pela variação nas opções táticas. Fui obrigado a deixar a revelação do Galo de fora da Copa das Confederações.

Sem dúvida alguma é um grupo fortíssimo, um dos melhores do planeta. Time titular? Só posso adiantar que jogaria no 4-2-3-1, com muita movimentação no ataque, trocas de posições na linha de 3 e uma transição veloz para a defesa. Futebol moderno. Ágil, físico e eficiente. Bonito quando desse.

Enfim, esta é uma seleção imaginária. Não será chamada pelo Felipão, e nem deveria por causa dos testes e apostas que já citei e que deveriam acontecer nos meses anteriores a um torneio importante. Mas é o "meu" time. E o seu? Escale e escreva nos comentários mais abaixo, mas precisa ter 23 convocados!

Arrasador, Atlético Mineiro combina futebol atual e práticas arcaicas


Divulgação/Atlético-MG
Ronaldinho e Jô comemoram o gol que abriu o placar para o Atlético-MG no primeiro jogo da final contra o Cruzeiro
Ronaldinho e Jô em mais uma comemoração de gol no Independência.
Sete gols em jogos decisivos na Libertadores e no Mineiro. Ou doze em sete dias se somarmos os cinco sobre o Tombense na semifinal do regional aos 4 a 1 sobre o São Paulo e 3 a 0 no arquirrival Cruzeiro no Independência. Sem contar as inúmeras oportunidades criadas.

Avassalador, o Atlético Mineiro vence e convence. O encaixe de Diego Tardelli na base de 2012 faz a equipe de Cuca ainda mais móvel e contundente no ataque. As variações do 4-2-3-1 chamam a atenção, assim como a intensidade e a capacidade de impor seu estilo, especialmente no Independência – agora são 34 jogos de invencibilidade no estádio desde a reinauguração (27 vitórias e sete empates).

Mais notável que o desempenho é a proposta de jogo que combina o futebol atual com estratégias consideradas arcaicas na teoria. Mas que funcionam até aqui e aproveitam as melhores características de seus jogadores.

A começar pelas perseguições individuais. O popular “cada um pega o seu”. Sem a bola, Cuca adapta o desenho tático de sua equipe ao do oponente. Não raro ver Richarlyson acompanhando o deslocamento do ponteiro ou meia desde a direita até o lado oposto e Bernard voltando com o lateral até o fundo. 

Prática comum no futebol mundial dominado pelo WM até o próprio Brasil passar a trabalhar a marcação por zona nos anos 1950 com Zezé Moreira e assim vencer três Copas do Mundo. O único foco de resistência era a Itália. Não mais a retranca do “catenaccio”, mas o “gioco”, com um líbero e outros nove marcando individualmente, principalmente o craque adversário.

Impossível não lembrar da vitória italiana sobre o Brasil de Telê Santana em 1982 com Gentile, lateral de origem e exímio marcador, grudado em Zico, mas também os pontas Conti e Graziani voltando com Júnior e Leandro,  Paolo Rossi dando o primeiro combate a Oscar e Luisinho, os meias Tardelli e Antognioni vigiando Cerezo e Falcão. Oriali, outro meia, abriu à direita como lateral para perseguir Éder e Cabrini cuidava de Sócrates. Collovati pegava Serginho e o líbero Scirea fazia a sobra.

Recurso praticamente abandonado com o sucesso de Arrigo Sacchi no Milan com "pressing" e marcação por zona no final dos anos 1980, início dos 1990. Porque um drible ou deslocamento rápido é capaz de desmontar o “gioco” em efeito dominó. Sem contar o desgaste de marcar correndo e não posicionado.

O Galo não tem líbero. Os zagueiros Leonardo (ou Gilberto) Silva e Rever se revezam na marcação do centroavante e na sobra. Os demais têm seus duelos definidos em todo o campo.

Reprodução TV Globo
Flagrante da marcação individual do Atlético-MG com Rever na sobra.
Flagrante da marcação individual do Atlético-MG com Rever na sobra.

Menos Ronaldinho, que, no máximo, participa da pressão na saída de bola e cerca o mais próximo. Para poupar seu craque, Cuca sacrifica Jô, Bernard ou Tardelli no combate. O camisa dez normalmente fica com o jogador adversário que não apoia ou o menos qualificado. Um retrocesso no futebol em que a ordem é marcar e jogar. Todos.

Se Ronaldinho não marca, Pierre pouco joga. É o “volante-volante”. Sua responsabilidade é destruir, marcar. De preferência o jogador mais criativo do adversário. Bola roubada, o passe é simples, para o companheiro mais próximo. Quem normalmente faz a bola chegar ao quarteto ofensivo é Marcos Rocha ou Leandro Donizete.

Reprodução Fox Sports
Flagrante do pivô de Jô para a entrada em diagonal de Tardelli no primeiro gol sobre o Arsenal no Independência
Flagrante do pivô de Jô para a entrada em diagonal de Tardelli no primeiro gol sobre o Arsenal no Independência
No ataque, a ligação direta com bola alta buscando Jô é recorrente. O centroavante parte para a conclusão, procura as diagonais de Tardelli e Bernard ou faz a parede para Ronaldinho criar as jogadas ou infiltrar para a finalização.

Típico do futebol britânico nos anos 1970/80. Nada recomendável por exigir e depender demais do centroavante alto e também porque quase sempre a bola bate e volta sem retenção no meio-campo e dificulta a compactação dos setores.

Por que, então, as práticas e compensações consideradas ultrapassadas funcionam tão bem? A resposta é simples: tudo depende da execução.

E nenhum time no Brasil e na América une beleza e eficiência como o Galo. A equipe que se comporta sem a bola de acordo com o adversário, mas pressiona e força o chutão. Quando retoma e não procura Jô diretamente, aproxima as linhas e a movimentação intensa confunde a retaguarda.

Pierre rouba bolas, Ronaldinho vive o melhor momento na carreira desde a magia de melhor do mundo no Barcelona. Jô ganha 90% das disputas pelo alto contra qualquer zagueiro, o vigor físico e a motivação viabilizam a marcação individual. Afinal, time que vence cansa menos.

Olho Tático
O 4-2-3-1 armado por Cuca é ofensivo, móvel na frente e difícil de ser marcado.
O 4-2-3-1 armado por Cuca é ofensivo, móvel na frente e difícil de ser marcado.

Obviamente não existe fórmula mágica ou infalível. Contra o São Paulo no Morumbi, na fase de grupos e no jogo de ida das oitavas da Libertadores até a expulsão de Lúcio, os atleticanos foram envolvidos. O tricolor foi mais intenso, móvel e superior tecnicamente.

O time de Cuca também sofre gols demais para campanha tão espetacular. São 11 em oito jogos pela Libertadores e 12 em 14 partidas no desnivelado estadual. Problema compensado pelos 62 anotados – 22 no torneio continental. Mas que pode cobrar caro mais à frente.

Quando Josué está em campo, o toque de bola aparece. Foi assim no segundo tempo no Morumbi. O Atlético valorizou a posse, aproveitou a vantagem numérica e trabalhou pacientemente até virar no gol de Tardelli. É boa solução para desacelerar e reoxigenar um time que ataca com volúpia, às vezes fúria.

O título mineiro está mais que encaminhado e o favoritismo nas quartas da Libertadores contra Palmeiras ou Tijuana é absoluto. Arcaico e atual, o Galo tem fome e bola para seguir forte. Se antes a desconfiança era grande, difícil agora é não acreditar.

Atual bicampeão estadual, Cuca pode ser primeiro técnico tricampeão mineiro depois de 30 anos


Atual bicampeão mineiro pelos títulos conquistados pelo Cruzeiro, em 2011, e pelo Atlético em 2012, Cuca pode se transformar no próximo domingo no único técnico tricampeão consecutivo somando taças conquistadas pelos dois rivais do estado na história moderna de Minas Gerais.

Pode também se tornar o primeiro treinador tricampeão mineiro em 32 anos, desde que Procópio Cardoso levantou, pelo Atlético, os três primeiros trofeus do hexacampeonato (1978 a 1983).

Há cinco anos, Cuca sofria com a fama de perder decisões, que também acompanhou Telê Santana no fim dos anos 80, embora tivesse conquistado títulos estaduais pelo Fluminense, Grêmio e Atlético, duas vezes.

Cuca foi campeão carioca pelo Flamengo, antes da sequência que pode colocá-lo nos livros de história do futebol de Minas.

Desde a construção do Mineirão alavancar o futebol mineiro, em 1965, só duas vezes um treinador ganhou o tricampeonato consecutivo. Ílton Chaves foi tetra pelo Cruzeiro, entre 1972 e 1975. Soma a essa sequência o estadual conquistado pelo Atlético em 1986.
Procópio Cardoso conquistou o tri entre 1978 e 1980.

Nesse período, houve também o pentacampeonato do Cruzeiro (1965 a 1969) e o tricampeonato do Cruzeiro entre 1996 e 1998, mas nunca com o mesmo treinador.
Cuca já é bi. Se perder no Mineirão por menos de três gols de diferença, ficará na galeria abaixo de maneira exclusiva.

1965 - Aírton Moreira (Cruzeiro)
1966 - Aírton Moreira (Cruzeiro)
1967 - Orlando Fantoni (Cruzeiro)
1968 - Orlando Fantoni (Cruzeiro)
1969 - Gérson dos Santos (Cruzeiro)
1970 - Telê Santana (Atlético)
1971 - Henrique Frade (América)
1972 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1973 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1974 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1975 - Ílton Chaves (Cruzeiro)
1976 - Barbatana (Atlético)
1977 - Iustrich (Cruzeiro)
1978 - Procópio Cardoso (Atlético)
1979 - Procópio Cardoso (Atlético)
1980 - Procópio Cardoso (Atlético)
1981 - Carlos Alberto Silva (Atlético)
1982 - Carlos Alberto Silva (Atlético)
1983 - Mussula (Atlético)
1984 - João Francisco (Cruzeiro)
1985 - Oliveira (Atlético)
1986 - Ílton Chaves (Atlético)
1987 - Jair Pereira (Cruzeiro)
1988 - Telê Santana (Atlético)
1989 - Jair Pereira (Atlético)
1990 - Ênio Andrade (Cruzeiro)
1991 - Jair Pereira (Atlético)
1992 - Jair Pereira (Cruzeiro)
1993 - Formiga (América)
1994 - Ênio Andrade (Cruzeiro)
1995 - Levir Culpi (Atlético)
1996 - Levir Culpi (Cruzeiro)
1997 - Paulo Autuori (Cruzeiro)
1998 - Levir Culpi (Cruzeiro)
1999 - Darío Pereyra (Atlético)
2000 - Márcio Araújo (Atlético)
2001 - Lula Pereira (América)
2002 - Válter Ferreira (Caldense)
2003 - Vanderlei Luxemburgo (Cruzeiro)
2004 - Paulo César Gusmão (Cruzeiro)
2005 - Ney Franco (Ipatinga)
2006 - Paulo César Gusmão (Cruzeiro)
2007 - Levir Culpi (Atlético)
2008 - Adílson Batista (Cruzeiro)
2009 - Adílson Batista (Cruzeiro)
2010 - Vanderlei Luxemburgo (Atlético)
2011 - Cuca (Cruzeiro)
2012 - Cuca (Atlético)

Juíza inclui Flamengo como réu em processo sobre patrocínio da Caixa


A Juíza Marciane Bonzanini decidiu, nesta segunda-feira, incluir o Flamengo como réu no processo movido pelo advogado gaúcho Antônio Pani Beiriz contra o patrocínio da Caixa de R$ 25 milhões ao clube carioca.
O advogado gaúcho alega que a Caixa descumpre a Constituição Federal no que diz respeito ao artigo que afirma que a publicidade de órgãos públicos deve ter caráter informativo, educativo ou de orientação social. Ele acusa o banco de improbidade administrativa e mau uso de dinheiro público.
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Marcelo Moreno chegou ao Flamengo e participou dos primeiros treinamentos com bastante intensidade (11/05/2013) Alexandre Vidal/ Fla Imagem
Oficialmente, o Flamengo não se pronuncia sobre o assunto. Os dirigentes do clube alegam que só irão falar do processo quando forem notificados oficialmente. Ainda assim, a diretoria mantém a tranquilidade e entende que apenas a Caixa deve se defender no imbróglio judicial.
Em decisão da última quarta-feira, a magistrada havia rejeitado o pedido de liminar de Beiriz e adiou a decisão sobre o imbróglio. Marciane entendeu que não deveria tomar nenhuma decisão oficial antes da Caixa juntar sua defesa aos autos do processo.
A Caixa terá 20 dias para apresentar suas defesas. Somente a partir deste prazo a Justiça Federal do Rio Grande do Sul deverá tomar alguma decisão. Com isso, o Flamengo poderá receber normalmente suas primeiras parcelas do patrocínio de R$ 25 milhões da Caixa, assinado na última terça-feira.
Antônio Pani Beiriz já havia entrado com a mesma ação para questionar a parceria da Caixa com o Corinthians. No caso do clube paulista, o banco informou que o patrocínio era legal e recorreu da decisão. Até o momento, porém, a Justiça não reativou o contrato e o clube paulista segue sem receber sua verba.
Além de Flamengo e Corinthians, a Caixa também investe em outros patrocínios esportivos. Só no futebol, por exemplo, o banco também apoia Figueirense, Avaí e Atlético-PR.

FLA APRESENTA ADIDAS COMO FORNECEDORA DE MATERIAL ESPORTIVO

A Caixa enfrenta problemas jurídicos em seus contratos de patrocínios no futebol
A Caixa enfrenta problemas jurídicos em seus contratos de patrocínios no futebol



Manchester City anuncia demissão do técnico Roberto Mancini


Reuters
Mancini foi demitido do City
Mancini foi demitido do City
Após uma temporada vexatória, o Manchester City anunciou na noite nesta segunda-feira que o técnico Roberto Mancini foi demitido do cargo. Os “Citizens” vão ficar com o vice-campeonato na Premier League, saíram logo na primeira fase da Uefa Champions League e perderam a decisão da Copa da Inglaterra para o azarão Wigan.

Mancini já vinha sofrendo pressão no cargo após do clube não corresponder às expectativas na sequência de uma temporada em que conquistou a taça do Campeonato Inglês depois de quase meio século de jejum.
O italiano de 48 anos estava no comando do Manchester City desde 2009, aproveitando a fase do clube de alto poder aquisitivo. No entanto, nestes quatro anos, ele conquistou apenas um título da Premier League (na última temporada) e uma Copa da Inglaterra (em 2011).

Na nota oficial, o clube lembra que Roberto Mancini falhou nos principais objetivos desta temporada (manutenção do título inglês além de ir bem na Uefa Champions League, onde caiu logo na fase de grupos), mas garante que a decisão de liberá-lo foi “difícil para os donos, o presidente e a diretoria” e agradeceu pelas taças conquistadas.

“Os recordes de Roberto falam por si só, e ele tem o respeito e a gratidão do xeque Mansour (dono do Man City), de mim mesmo e da diretoria por todo o seu duro trabalho e comprometimento durante os últimos três anos e meio”, disse o presidente Khaldoon Al Mubarak no comunicado.

“Ele claramente também assegurou o amor e o respeito por nossos torcedores. Ele nos entregou o que prometeu, entregando taças e sucesso, quebrando o tabu de 35 anos sem títulos do City e conquistando o título nacional em 2012. Eu gostaria de pessoalmente e publicamente agradecê-lo por sua dedicação pelo progresso que ele supervisionou e por seu apoio e contínua amizade”, falou.

O assistente-técnico Brian Kidd assumirá interinamente o cargo nos dois últimos jogos do Campeonato Inglês (Reading e Norwich) e no tour dos Estados Unidos de pós-temporada.

Na última semana, as mídias inglesa e espanhola já haviam dito que Manuel Pellegrini, que está no Málaga, era um dos favoritos para assumir o cargo de Mancini.

Adolescente britânica vence Venus e impede 25º confronto entre as irmãs Williams


A britânica Laura Robson (41ª do mundo), 19, venceu a americana Venus Williams (24ª), 32, nesta segunda-feira, na estreia do torneio de Roma, por 6/3 e 6/2.
Com o resultado, a europeia impediu o 25º confronto oficial entre as irmãs Williams.
Por ser cabeça de chave, Serena Williams, 31, começa o torneio na segunda rodada e vai enfrentar agora justamente Robson.
Alessandro Bianchi/Reuters
A tenista britânica Laura Robson em ação contra a americana Venus Williams, em Roma
A tenista britânica Laura Robson em ação contra a americana Venus Williams, em Roma
A número 1 do mundo vem de uma conquista em Madri, no domingo, quando derrotou na final a russa Maria Sharapova (número 2). Nesta segunda, ela aproveitou para acompanhar de perto a partida da irmã na capital italiana.
Serena e Venus já se encararam em decisões dos principais torneios no mundo e conquistaram, em duplas, o Grand Slam. Ambas, porém, sofreram com problemas de saúde, despencaram no ranking, mas retornaram.
A última vez que elas se enfrentaram foi em Charleston (EUA), no começo deste ano. Serena venceu por 6/1 e 6/2. A caçula, por sinal, leva vantagem de 14 vitórias em 24 jogos.
Robson nunca enfrentou Serena no circuito profissional. A partida deve acontecer na quarta-feira. A organização ainda não divulgou o calendário.

Revista elege 3 campeãs olímpicas em lista das 100 mulheres mais sensuais do mundo


A revista "FHM" divulgou neste mês a lista anual na qual elege as 100 mulheres mais sensuais do mundo. A primeira da lista é a atriz Mila Kunis, 29, e a segunda colocada, a cantora Rihanna, 25.
Neil Hall/Reuters
A ciclista Laura Trott beija o também campeão olímpico Jason Kenny durante jogo de vôlei de praia em Londres-2012
Laura Trott beija o ciclista Jason Kenny em Londres-2012
Na atual edição britânica, três campeãs olímpicas em Londres-2012 entraram na relação: Jessica Ennis (47ª colocada), Laura Trott (42ª) e Victoria Pendleton (39ª).
Além do ouro no pentatlo na Olimpíada de Londres, ano passado, a britânica Jessica Ennis, 27, queridinha do Reino Unido, também conquistou o Prêmio Laureus, entregue no Rio de Janeiro, em março passado, como a atleta do ano entre as mulheres.
Jonathan Short/Associated Press
Victoria Pendleton em premiação de revista em Londres
Victoria Pendleton em premiação de revista em Londres
Já as outras duas atletas na lista das 100 mulheres mais sensuais do mundo são ciclistas do Reino Unido.
Laura Trott, 21, conquistou duas medalhas douradas em Londres-2012. Já Victoria Pendleton, 32, ganhou um ouro e uma prata na Olimpíada disputada em seu país, e havia sido campeã nos Jogos de Pequim-2008 também.
Além das três atletas campeãs olímpicas --coincidentemente as três britânicas, como a revista que as elegeu-- a edição das 100 mais sensuais do mundo conta com diversas mulheres ligadas a esportistas, como Nicole Scherzinger (namorada de Lewis Hamilton), apresentadoras de TV e ring girls.
Phil Noble/Lucy Nicholson/Reuters
Fotos de Jessica Ennis nas sete prova do pentatlo em Londres-2012
Fotos de Jessica Ennis nas sete prova do pentatlo em Londres-2012
Divulgação
Mila Kunis na capa da FHM de maio
Mila Kunis na capa da FHM de maio

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Argentino

21h30 Estudiantes 1x0 Unión

Espanhol

17h00 Real Sociedad 2x2 Granada-ESP

O come quieto


Paulinho é um jogador diferente de vários outros do futebol brasileiro. Muitos correm. Paulinho caminha. Repare como suas subidas para chegar de surpresa à grande área adversária começam com passadas largas, mas lentas.
Sai discretamente do lado de Ralf e aparece como quem não quer nada ao lado da marca do pênalti.
O gol que abriu o marcador contra o Santos só não foi assim porque começou numa cobrança de falta. Mas Paulinho mostrou sua característica em vários momentos do clássico de ontem. Depois de meses, jogou muito! Não por coincidência, o Corinthians jogou bem.
A atuação de Paulinho mudou a cara do Corinthians em comparação com os jogos contra São Paulo e Boca. Mas não foi apenas isso.
Guerrero, Romarinho e Danilo não deram sossego à saída de bola santista. Às vezes, o trabalho passa despercebido. Em vez de roubar no ataque, Tite vê sua equipe recuperar a bola num passe errado dos defensores santistas. Dá no mesmo. A pressão devolve o controle aos corintianos e responde à pergunta.
Por que Pato fica no banco se é mais talentoso do que qualquer outro titular? Porque combate menos.
O centroavante peruano tem em seu nome a explicação para seu futebol: é guerreiro. Disputa em cada passe de Edu Dracena ou Durval.
Tomou duas vezes no primeiro tempo, mas dificultou os adversários em todas.
Editoria de Arte/Folhapress
PVC 13.MAI.2013
PVC 13.MAI.2013
O ANTÍDOTO
Para o Corinthians em dia de fúria, só há um antídoto. Paciência. Trocar passes curtos, tirar velocidade do jogo, exceto quando a bola chega a Neymar. No intervalo, Muricy trocou o lugar de seu melhor jogador. Em vez de centralizá-lo e fazê-lo brigar com Ralf, pôs Neymar na ponta esquerda. Boa mudança.
Na ponta, ou Neymar ficaria no mano a mano com Alessandro, ou Tite teria de prender Paulinho para ser o anjo da guarda do lateral. Paulinho continuou a criar, e Neymar teve mais espaço.
Aos 27 min do segundo tempo, Neymar só não empatou porque o zagueiro Gil, o melhor reforço de 2013, travou-o na pequena área. Na sobra, Cícero chutou na trave.
No minuto seguinte, Tite escalou Edenílson no lugar de Romarinho.
Assim, manteve Paulinho criando e definiu Edenílson como o guarda-costas de Alessandro.
Como prêmio pela alteração correta, demorou só um minuto para Paulo André fazer 2x0. Apesar do gol de Durval, do 2x1, a primeira decisão confirma que o Corinthians é melhor equipe do que o Santos.
A semana do segundo jogo pode recuperar fisicamente o melhor jogador do Brasil.
Se tiver condição física para levar em velocidade à defesa corintiana, Neymar pode ser tetracampeão paulista na semana que vem.
Vai ter de correr.
Porque o Corinthians de Paulinho caminha a passos largos para o troféu do Paulista.
MAIS UMA AULA
O Atlético deu outra aula, desta vez no Cruzeiro, e praticamente definiu o Mineiro. De novo, Ronaldinho jogou muito. Talvez a convocação da seleção faça mal a todos. O meia não mostrou nos últimos anos, de amarelo, a mesma qualidade. E um mês longe do Atlético pode diminuir o ímpeto do time.
VAI OU FICA?
Luis Alvaro confirma que o presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, está na Espanha com a família. Mas Luis Alvaro diz que é Neymar que decide se vai ou fica. Se estivesse trabalhando, faria o esforço para manter Neymar mais um ano. Mas sua saúde atrapalha e há um racha na diretoria.

Paulinho ajudou a decidir no Pacaembu. Neymar ainda pode decidir na Vila Belmiro


Fazia muito tempo que Paulinho não jogava o que mostrou no Pacaembu. E há muito tempo, também, o Corinthians não jogava tão bem quanto na primeira partida das finais do Campeonato Paulista. Uma coisa tem muito a ver com a outra.

A condição física de Neymar, ainda aparentemente abaixo do ideal, também é parte dessa história. O Santos reagiu no segundo tempo, quando Muricy deslocou-o para a ponta esquerda. No mano a mano com Alessandro, Neymar teria chance de empatar a partida.

Teve aos 27 do segundo tempo, jogada em que Gil o travou na pequena área. A bola sobrou para Cícero e dele seguiu para a trave direita de Cássio.

O empate não seria justo, porque o Corinthians foi melhor em, digamos, dois terços do clássico.

E é favorito para ganhar o Paulistão porque tem a vantagem do empate e a melhor equipe.

Ao Santos, sobra a esperança de uma semana de descanso e de recuperação. Time por time, hoje o Corinthians é melhor. Jogador por jogador, nenhum pode decidir tanto quanto Neymar.

Corinthians domina e vence, mas Santos acha gol no fim e diminui prejuízo para decisão na Vila


Incisivo, o Corinthians voltou a jogar bem neste domingo e venceu o Santos por 2 a 1 no Pacaembu no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, levando a vantagem de jogar por um simples empate na volta, domingo que vem, para ser campeão na Vila Belmiro.

Paulinho e Paulo André fizeram os gols do time da capital, e Durval descontou para o praiano, que, apesar da derrota, pode comemorar o resultado, já que foi totalmente dominado pelo rival, especialmente no primeiro tempo.

Com Paulinho e Ralf jogando demais, o Corinthians acabou com o Santos nos 45 minutos iniciais, mas falhou nas conclusões e perdeu grande chance de ir para o intervalo já goleando. A bola só foi para as redes aos 41 minutos, com Paulinho. A vantagem era nada se comparado o que jogaram as duas equipes.

A etapa final teve a saída de Marcos Assunção para a entrada de Felipe Anderson no Santos, e aí houve um pouco de equlíbrio na partida, embora o Corinthians seguisse melhor.

Neymar passou a pelo receber a bola no ataque, sem ter que voltar até o meio de campo, e, assim, desafogou sua equipe. Mas o time da capital seguia mais perigoso e ampliou com Paulo André, aos 29, após bate e rebate na área.

Mas quando parecia que o time da capital levaria ótima diferença para o jogo de domingo, Durval diminuiu para o Santos, aos 37. A derrota, merecida, acabou não sendo tão amarga e deixou a final do Paulista totalmente aberta.

O Santos precisa ganhar por dois gols de diferença para ser campeão de forma direta, se o fizer por apenas um gol, o campeão será conhecido nos pênaltis. O Corinthians leva a taça com um simples empate e, claro, se vencer de novo - o time de Neymar tenta o tetra seguido do estadual, feito que nenhum time conseguiu na era da profissionalização.

O confronto decisivo será no próximo domingo, dia 19, na Vila Belmiro. Antes disso, na quarta, o Corinthians faz um duelo de vida ou morte contra o Boca Juniors pelas oitavas de final da Libertadores da América, de novo no Pacaembu - perdeu para os argentinos em Buenos Aires por 1 a 0.

Getty
Paulinho comemora com a torcida corintiana ao abrir o placar para o Corinthians sobre o Santos
Paulinho comemora com a torcida corintiana ao abrir o placar para o Corinthians sobre o Santos
O jogo - Logo a um minuto de jogo, Marcos Assunção deu o primeiro chute a gol, mas a bola passou longe de Cássio. Seria a única chance do Santos até os 23 minutos, período em que o Corinthians dominou a partida de forma absoluta.

Foram várias as chances do time da capital, sobrando principalmente pela boa partida dos volantes Ralf e Paulinho, sempre chegando ao ataque. Este último nem lembrava àquele jogador apático dos duelos contra São Paulo e Boca Juniors.

Aos 16, Danilo chutou da intermediária e obrigou Rafael a fazer ótima defesa no canto alto direito. No escanteio, Paulinho subiu sozinho na linha da pequena área, mas errou a cabeçada, e a bola passou à direita do goleiro santista. .

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Paulo André comemora ao marcar o 2º do Corinthians
Paulo André comemora ao marcar o 2º do Corinthians
Aos 19, Neymar, até então sumido, apareceu no meio de campo para buscar jogo e errou ao tentar passe de primeira. Ralf ficou com a bola e puxou contra-ataque rápido, a bola chegou até Emerson, que chutou rasteiro para outra boa defesa de Rafael. O domínio corintiano era impressionante. E foi só aos 23 que o Santos respirou, após Neymar pegar a bola na intermediária direita e arriscar o chute, que foi por cima do gol de Cássio, longe.

Após 13 minutos de jogo morno, o Corinthians voltou a levantar a torcida no Pacaembu. A ótima trama do ataque acabou com Romarinho invadindo a área, mas caindo na hora do chute e pedindo pênalti de Edu Dracena sobre ele. O juiz Wilson Luiz Seneme nada deu, e os fãs corintianos ficaram na bronca.

O gol saiu aos 41. Romarinho cobrou falta lateral levantando a bola na área, a bola bateu em Marcos Assunção, Guerrero foi rápido e tocou a bola de lado. Paulinho, livre, chutou rasteiro para enlouquecer o Pacaembu.
Paulinho abre o placar para o Corinthians; OUÇA
Aos 44, quase o Corinthians ampliou. Marcado por três, Neymar errou passe, e o rival começou jogada no meio de campo com Paulinho dando lindo chapéu em Marcos Assunção. Na sequência, o próprio volante chutou de longe e acertou o travessão de Rafael. O intervalo foi um alívio para o Santos.

Muricy reconheceu que o Santos foi dominado no primeiro tempo e fez duas mudanças para a etapa final: Felipe Anderson no lugar do sumido Marcos Assunção e André na vaga de Miralles. Mas foi o Corinthians que começou com tudo, e Emerson perdeu, aos três e aos sete minutos, duas chances cara a cara com Rafael.

O Santos era melhor que no primeiro tempo, principalmente com Neymar pelo lado esquerdo do ataque. O camisa 11 fez boas jogadas e levou vantagem sobre Aalessandro, mas não acertou o alvo no arrremate. O Corinthians já não sobrava como no primeiro tempo, embora ainda fosse bem superior.

Aos 19, Neymar, sempre ele, arriscou da intermediária e obrigou Cássio a fazer a defesa. Aos 20, contra-ataque rápido puxado por Neymar, que serviu André, que chutou, mas a bola saiu fraca e o goleiro corintiano fez defesa fácil novamente.

Aos 22, Felipe Anderson chutou e obrigou Cássio outra vez à defesa, desta vez com bastante dificuldade. A resposta veio com Paulinho, que fez jogada individual, enfileirou pelo menos quatro marcadores, mas bateu errado, à direita de Rafael.

O Santos apostava na velocidade de Neymar, que ganhava todas pelo esquero do ataque. Aos 26, ele arrancou de novo, mas demorou para concluir e teve que passar para trás, para Cícero, que soltou a bomba, mas Cássio fez excelente defesa. 

Na bola parada, o Corinthians fez 2 a 0 e acabou com a euforia do Santos. Após bola na área e bate e rebate, Paulo André enfiou o pé e mandou no alto, sem chances para Rafael.
Paulo André amplia para o Corinthians; OUÇA
Quando o placar parecia definido, o Santos aproveitou a bola parada para diminuir o prejuízo. Aos 37, após falha da zaga rival e cabeçada de Durval, melhorando a situação para a volta na Vila Belmiro.
Durval desconta para o Santos; OUÇA
Calçade vê Corinthians melhor e diz: 'o Santos conseguiu salvar a final'
 
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS  2 X 1 SANTOS
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 12 de maio de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson José de Moraes Coelho (ambos de SP)
Público geral: 38.505 pessoas
Renda: R$ 1.497.642,00
Cartões amarelos: Cícero (Santos)
Gols: Paulinho e Paulo André (Corinthians) e Durval (Santos)

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Emerson, Romarinho (Edenílson) e Danilo; Guerrero (Alexandre Pato)
Técnico: Tite

SANTOS: Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Marcos Assunção (Felipe Anderson), Arouca e Cícero; Neymar e Miralles (André)
Técnico: Muricy Ramalho

Alex marca duas vezes, Coritiba vira e leva o tetra paranaense


Veja os gols da vitória do Coritiba e a festa pelo título
O Atlético Parananese bem que tentou. Mas no meio do caminho havia Alex. Um ídolo. De volta para os braços da torcida do Coritiba, de modo triunfal. Com dois gols do camisa 10, o Coxa bateu o rival de virada por 3 a 1, no Couto Pereira, e faturou o tetracampeonato paranaense. Difícil imaginar uma tarde mais brilhante para o torcedor que compareceu em peso ao Alto da Glória.

A festa até esteve ameaçada, já que o time sub-23 do Atlético-PR que disputou o campeonato estadual mostrou que não fugiria da luta. Após o empate em 2 a 2 na primeira partida da decisão, bastaria ao Coritiba o empate. Então, os rubro-negros foram à frente, em busca da vitória. E tiveram essa sensação por alguns instantes. Logo aos cinco minutos, o volante Hernani experimentou de longe e o goleiro Vanderlei, talvez desatento, aceitou e deixou a bola passar por entre as mãos. Falha feia. No placar, 1 a 0 Atlético Paranaense.

A apreensão no Couto Pereira aos poucos foi dando lugar à calma. Bastava ver Alex em campo. Camisa 10, faixa de capitão, o veterano tomou o clássico para si e fez jus ao papel de ídolo. Foi ele quem levou o time à frente o tempo todo. Apesar da marcação ferrenha, ele passou a assustar nas bolas paradas. Primeiro, em uma falta aos 18 minutos que assustou a defesa do Atlético Paranaense. Depois, em um escanteio que passou perto da conclusão de Deivid. Veio, então, o talento.

Aos 29 minutos, Alex arrancou no meio de campo e lançou Deivid. O atacante trombou com a zaga e bola sobrou na meia-lua. De primeira, rasteiro, Alex mandou a bola no canto esquerdo do goleiro Santos. 1 a 1, resultado que já daria o título ao Coritiba. A partir daí, o Atlético-PR sentiu o golpe e ficou acuado dentro do Couto Pereira.

O desfile de Alex, então, aumentou. Mais livre na marcação, o meia fez a bola passar mais ainda por seus pés, ajudado por Deivid e Victor Ferraz. Em uma tabela com o segundo, veio o gol da virada. O camisa 10 bateu forte, o goleiro Santos deu rebote e o próprio Alex tocou para o fundo do gol. Explosão no Alto da Glória. Reverências ao ídolo. 2 a 1 no placar e o Coritiba com uma mão na taça.

Na volta para o intervalo, os donos da casa provaram ainda mais sua superioridade diante do time sub-23 do Atlético-PR. Logo aos sete minutos, Bruno Costa saiu jogando errado e Rafinha roubou a bola. O atacante driblou Erwin e bateu cruzado. A bola triscou a trave direita do goleiro Santos. Dez minutos depois, Alex de novo fez a torcida no Couto Pereira delirar. Escudero fez boa jogada pelo lado esquerdo e cruzou para a grande área. De frente para o gol, o camisa 10 emendou de primeira e a bola explodiu no travessão e depois no chão, diante dos atônitos jogadores do Atlético-PR. Não havia jeito.

A festa continuou com o passar de bola entre Rafinha e Alex. Aos 27 minutos, o atacante driblou dois defensores pelo lado esquerdo e rolou para o meio da área. Sozinho, Alex tentou uma cavadinha e bateu fraco para defesa de Santos. Aos 39 minutos, mais uma bla sobrou para o camisa 10 na área. De novo, ela beijou a trave. Parecia haver apenas o meia no Couto Pereira. A bola o procurava. Aos 46 minutos, Alex ainda teve tempo de ver Geraldo ampliar a fatura. Título no bolso.  

15 anos depois, o garoto de 19 anos voltou, mais maduro, com fama internacional, admiradores pelo mundo. Agora, tem 35 anos. Ainda veste a camisa 10. Ainda mostra a habilidade com o pé esquerdo. Veterano, Alex realizou o sonho daquele garoto que saiu do Alto da Glória em 1997: sagrou-se campeão pelo Coritiba, no Couto Pereira. Com direito a show. Capitão, ele ergueu a taça. O ídolo está definitivamente de volta.

CORITIBA 3X1 ATLÉTICO PARANAENSE

Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 12 de maio de 2013
Horário: 15h50
Árbitro: Adriano Milczvski
Assistentes: Bruno Boschilla e Ivan Carlos Bohn
Cartões amarelos: Alex e Gil (COR) e Zezinho (ATL).
Cartão vermelho: Zezinho (ATL)
Gols: Hernani (ATL), aos cinco minutos e Alex (COR), aos 29 minutos e aos 40 minutos do primeiro tempo e Geraldo (COR), aos 46 minutos do segundo tempo.

CORITIBA: Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Escudero; Gil, Júnior Urso Robinho (Geraldo) e Alex; Rafinha (Lincoln) e Deivid.
Técnico: Marquinhos Santos

ATLÉTICO: Santos; Rafael Zuchi, Erwin (Elivelton), Bruno Costa e Héracles; Renan Foguinho, Hernani e Zezinho; Crislan (Bruno Pelissari) e Douglas Coutinho.
Técnico: Arthur Bernardes.

Imbatível no Horto, Atlético-MG tira invencibilidade do Cruzeiro e fica próximo do título mineiro


Gazeta Press
Jô marcou o primeiro do Atlético no Horto: Cruzeiro era o último invicto da Série A do Brasileiro
Jô marcou o primeiro do Atlético no Horto: Cruzeiro era o último invicto da Série A do Brasileiro
O Atlético-MG segue imbatível no Independência. E não havia vítima melhor neste domingo do que o arquirrival Cruzeiro. Além de ser um jogo válido pela decisão do Campeonato Mineiro, o time celeste era o único time da elite nacional invicto na temporada. Esta credencial, porém, foi completamente ignorada pelo time alvinegro, que dominou os dois tempos e venceu por 3 a 0.

Os gols atleticanos foram marcados por Jô - que vive semana iluminada, já que havia marcado três gols sobre o São Paulo na quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores - aos 14 minutos do primeiro tempo, assistido por Ronaldinho, que teve uma bela surpresa promovida por sua mãe, dona Miguelina, antes da partida, e Diego Tardelli, aos 26 minutos do segundo tempo.

Aos 33, Marcos Rocha marcou o terceiro, confirmou a vitória e colocou o Atlético ainda mais próximo do título estadual, que pode ser apenas o primeiro de uma temporada em que o Atlético parece favorito em tudo o que disputar.

Agora, o Atlético pode perder por até dois gols de diferença no próximo domingo que garante o seu 42º título estadual. Já o Cruzeiro, melhor time da fase de classificação, precisa vencer por três gols de diferença no Mineirão. Para o lado celeste, a esperança reside no fato da arena também ser um alçapão: até agora, foram oito vitórias em oito jogos no estádio.

O jogo
Atlético-MG e Cruzeiro vivem ótimos momentos na temporada, por isso, a expectativa era de um grande clássico, o que foi confirmado logo nos primeiros minutos, com as duas equipes preocupadas apenas em jogar em futebol e buscando o gol. O equilíbrio prevaleceu na maior parte do tempo, com alternância de oportunidades para atleticanos e cruzeirenses.
Jogando no Independência, o Atlético-MG teve mais volume ofensivo, e aos 11, Ronaldinho fez uma jogada de pura genialidade para limpar a marcação do Cruzeiro, e só parou na excelente defesa do goleiro Fábio. Aos 15, a estrela de Ronaldinho voltou a brilhar com uma assistência perfeita para o avante Jô, que na cara de Fábio, só teve o trabalho de deslocar o goleiro para abrir o placar no Horto e levar a torcida alvinegra à loucura.

O gol do Atlético-MG deu mais confiança para a equipe, que passou a dominar a partida, mas o Cruzeiro não se entregou e passou a atuar no contra-ataque, levando perigo quando conseguia chegar ao gol de Victor. Aos 24, Bernard arrancou em velocidade e rolou na medida para Jô, que tentou buscar o ângulo de Fábio e errou o alvo.

Com o Atlético-MG atuando bem, a torcida entrou na onda da equipe em campo, e passou a empurrar o time para buscar o segundo gol. Aos 31, Marcos Rocha teve chance de ampliar, mas a zaga celeste evitou o gol quase em cima da linha. Preocupado com o posicionamento do Cruzeiro, o técnico Marcelo Oliveira pediu que seus comandados encurtassem os espaços, evitando a necessidade dos chutões.

Apesar das orientações do técnico Marcelo Oliveira, o Atlético-MG continuou com as rédeas da partida, mudando o cenário inicial de equilíbrio de forças. O Cruzeiro teve algumas chances no primeiro tempo, mas as oportunidades mais claras foram do Atlético, que poderia ter feito um número maior de gols na etapa inicial.

Na volta para a etapa complementar o Cruzeiro mostrou uma postura mais ofensiva, buscando o empate. Taticamente, o time atleticano procurou marcar atrás da linha da bola, na expectativa de roubar a bola para sair para o ataque em velocidade, usando a eficiência do quarteto R10, Tardelli, Bernard e Jô, que venceu o duelo contra o quarteto cruzeirense.

A vida do Atlético-MG na partida foi facilitada quando o zagueiro Bruno Rodrigo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Atlético em vantagem no número de jogadores em campo. Logo após o cartão vermelho, o Cruzeiro ainda teve uma ótima chance com Diego Souza, que acertou a trave de Victor, em arremate de fora da área.

A partir daí começou uma verdadeira blitz alvinegra atrás do segundo gol. Aos 21, Leandro Donizete tabelou com Jô e finalizou no canto direito de Fábio, assustando o goleiro celeste. Aos 27, Jô disputou bola com Paulão dentro da área, no rebote, a bola procurou Tardelli, que fuzilou a meta cruzeirense para dilatar o placar em favor do Atlético-MG.

O Atlético-MG continuou pressionando, e aos 33, chegou ao terceiro gol com Marcos Rocha, que aproveitou rebote de cabeçada na trave e bateu forte para enlouquecer o Independência. Com ampla vantagem, os atleticanos seguiram atacando e dando show para a torcida que aplaudiu o time até o apito final.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 3 X 0 CRUZEIRO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de maio de 2013 (domingo)
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (ASP.FIFA/SP)
Assistentes: Alessandro Rocha Matos (FIFA/BA) e Fábio Pereira (FIFA/TO)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Gilberto Silva, Réver, Pierre (Cruzeiro) Everton Ribeiro, Bruno Rodrigo, Everton, Dagoberto, Ceará, Diego Souza
Cartão vermelho: (Cruzeiro) Bruno Rodrigo
Gols: Atlético-MG: Jô, aos 15 minutos do primeiro tempo; Tardelli, aos 27 e Marcos Rocha, aos 33 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre (Josué), Leandro Donizete (Rosinei), Ronaldinho e Tardelli; Bernard (Luan) e Jô
Técnico: Cuca

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Léo e Everton (Egídio); Leandro Guerreiro, Nilton, Everton Ribeiro (Ricardo Goulart) e Diego Souza; Dagoberto (Paulão) e Borges
Técnico: Marcelo Oliveira

Fim da seca: PSG passa pelo Lyon e é campeão francês pela terceira vez Ménez garante 1 a 0, fora de casa. Após vice decepcionante na temporada passada, clube conquista título que não vencia desde a temporada 93/94


Primeiro, chegaram os milhões de dólares do Catar. Depois, desembarcaram o técnico italiano Carlo Ancelotti e o diretor esportivo brasileiro Leonardo. Mas, nada de título: na temporada passada, um decepcionante segundo lugar para a zebra Montpellier. Então, vieram as estrelas. E a seca do Paris Saint-Germain acabou neste domingo. Campeão apenas em 1985/1986 e 1993/1994, o time venceu o Lyon por 1 a 0, fora de casa, e garantiu sua terceira taça do Campeonato Francês, com duas rodadas de antecipação.
No total, os investidores do Catar gastaram quase € 140 milhões (R$ 367 milhões) para ter nomes como Ibrahimovic, Thiago Silva, Lucas, Lavezzi, Verratti e Van der Wiel no elenco nesta temporada. David Beckham, um fenômeno de vender camisas, ainda chegou de graça. Astro maior da companhia, Ibra balançou a rede 27 vezes na competição e é o artilheiro. Mas o gol do título foi francês: Jérémy Ménez, que está desde 2011 no clube, marcou após passe do brasileiro Thiago Motta (naturalizado italiano) e garantiu o 1 a 0 no estádio Gerland.
PSG comemora sobre Lyon (Foto: EFE)Jogadores comemoram com Ménez o gol do título do Paris Saint-Germain neste domingo (Foto: EFE)
O resultado deixou o time de Ancelotti com 77 pontos. O rival mais próximo é o Olympique de Marselha, que soma 70 e não tem como alcançar mais o PSG nas duas rodadas finais. O Lyon segue com 63, em terceiro, ainda sem garantir a vaga na Liga dos Campeões (o Nice, em quarto, tem 60).
O técnico italiano montou o PSG sem o capitão Thiago Silva, suspenso, e Lucas, machucado. Além de Thiago Motta, mais dois brasileiros foram titulares no Gerland: o zagueiro Alex e o lateral-esquerdo Maxwell. O Lyon, que já foi recheado de brasileiros no elenco, não contou com nenhum neste domingo.
A partida começou movimentada, com dois lances claros de gol logo nos três primeiros minutos. Aos dois, o Lyon quase marcou com Gomis, de cabeça, mas o goleiro Douchez salvou o PSG. Logo em seguida, foi a vez de Ibra ter grande oportunidade, que parou em um zagueiro bem perto da linha.
A etapa inicial terminou com equilíbrio das duas equipes. Assim como o primeiro, o segundo tempo começou quente. Gourcuff arriscou um chute forte aos cinco e quase fez um golaço, mas a bola passou rente à baliza de Douchez.
A rede balançou aos oito, com participação decisiva de Thiago Motta. O brasileiro robou a bola no meio-campo e tocou para Ibra. O sueco arrancou pela direita e devolveu para Thiago, que achou Ménez pela esquerda, acertou o lançamento e o francês bateu cruzado, sem defesa para o goleiro português Lopes.
Para fechar com chave de ouro, Ancelotti tirou Ménez nos minutos finais e colocou Beckham, o símbolo da era de marketing do novo poderoso francês. O inglês cobrou um escanteio para Ibra, pararam juntos na lateral do campo e esperaram as fotos: o PSG é, depois de 19 anos, campeão francês.

Briga entre Ibrahimovic e Leonardo 'estraga' comemoração do título do PSG

Após vencer o Lyon por 1 a 0 fora de casa, o time do Paris Saint-Germain deu início à festa pela conquista do Campeonato Francês. Porém, o domingo não seria só de alegria no time da capital. Quando todos festejavam no vestiário, uma briga entre o diretor esportivo Leonardo e o atacante Zlatan Ibrahimovic ‘estragou’ o clima.

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Em sua entrevista coletiva depois do jogo, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que o desentendimento ocorreu pelo fato de o sueco ter se irritado quando o brasileiro o lembrou que ele tinha de passar pelo exame antidoping.

Ibra teria dito a Leonardo que já havia ficado 20 minutos esperando e não podia sair. Em um vídeo que mostra o momento da discussão, o atacante fala em italiana a Leonardo: “Vocês sempre tem que estragar tudo.”

Esta não é a primeira vez que Leonardo é pivô de uma polêmica com o ídolo de uma equipe em um momento de festa. Na despedida de Maldini em 2009, o ex-zagueiro cumprimentava todos os companheiros, mas quando chegou a vez do brasileiro, o italiano se esquivou e recusou o abraço.

Veja o vídeo da discussão entre Ibrahimovic e Leonardo: