sexta-feira, 10 de maio de 2013


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Murilo Becker, do São José, e Alex Garcia, do Brasília, durante as quartas de final
Murilo Becker, do São José, e Alex Garcia, do Brasília, durante as quartas de final
A espera durou quase um ano, mas finalmente São José teve sua revanche contra o Brasília no NBB. Nesta quinta-feira, jogando na capital federal, a equipe paulista venceu por 98 a 81 , fechando por 3 a 2 a série melhor-de-cinco das quartas de final. 

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Com o resultado, São José devolve a derrota sofrida em 2012, quando perdeu por 78 a 62, em casa, no jogo único que definiu Brasília como campeão da última temporada; o time do Distrito Federal havia vencido os três últimos campeonatos. 

Nesta quinta, o time do interior paulista entrou para o quinto jogo com a ingrata missão de, pela primeira vez na série, superar o fator quadra: até então, apenas quem jogava em casa havia conseguido vencer. Por isso, a vitória foi ainda mais especial – em 2012, o São José perdeu a decisão do NBB jogando em Mogi.

O cestinha da partida foi o norte-americano Andre Laws, com 29 pontos; ele também contribuiu com seis assistências. Jefferson William, com 21 pontos e seis rebotes, também se destacou. Pelo Brasília, o melhor pontuador foi Nezinho, com 16 pontos; Guilherme Giovanonni, melhor jogador das duas últimas finais, fez 12 pontos e pegou sete rebotes. 

Como o São José era o time nas quartas de final com o pior desempenho na primeira fase do NBB (sétimo colocado), o próximo adversário da equipe do Vale do Paraíba será o Flamengo, líder da etapa inicial do torneio.

A primeira partida entre Flamengo e São José, nas semifinais do NBB, será disputada na próxima terça-feira, às 19h, no ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos.

Flamengo confirma chegada de Marcelo Moreno


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Marcelo Moreno, atacante do Grêmio
Marcelo Moreno é o novo reforço do Flamengo 
Em seu site oficial, o Flamengo confirmou na manhã desta quinta-feira a contratação do atacante Marcelo Moreno, de 25 anos, que estava no Grêmio. O jogador chega no Rio ainda nesta quinta, assina contrato e segue para Pinheiral, onde o elenco rubro-negro treina sob o comando do técnico Jorginho. A apresentação do jogador deve ser realizada nesta sexta-feira pela manhã, em Pinheiral. Moreno chega por empréstimo até o fim da temporada com a opção de compra dos direitos econômicos em outubro.

O jogador ainda mantém vínculo com o Grêmio até 2015, mas os rubro-negros passam a ter opção de compra de 55% dos direitos do atleta em outubro deste ano. O Grêmio tinha 70% do valor do atacante, mas na negociação para a chegada de Barcos com o Palmeiras, 15% foram destinados ao clube paulista.

Para realizar a compra, o clube rubro-negro poderá fazer valer direito uma antiga dívida do qual é credor do Grêmio, referente à transferência do meia-atacante Rodrigo Mendes, nos anos 2000. A questão parou na Justiça e os cariocas tiveram vitórias em várias instâncias.

Corrigido, o valor chega a cerca de R$ 10 milhões. A demora no anúncio de Marelo Moreno se deveu aos acertos no contrato de empréstimo do jogador, que deveria contar com a anuência do Shakthar Donetsk. O Grêmio ainda deve cerca de R$ 4 milhões aos ucranianos por ter adquirido Marcelo Moreno de forma definitiva.

No fim de abril, o atacante, em entrevista ao ESPN.com.br, já demonstrava a vontade de vestir a camisa do Flamengo após ser afastado do Grêmio por decisão do técnico Vanderlei Luxemburgo. O jogador também garantiu que não via problemas em chegar à Gávea após seu pai, Mauro Martins, ter declarado que Palmeiras e Flamengo eram "times fracassados".

Confira a ficha de Marcelo Moreno

Ficha Técnica
Nome completo: Marcelo Martins Moreno
Data de nascimento: 18.06.1987
Posição: Atacante (centroavante)
Altura: 1.87 m
Peso: 82 kg
Carreira: Vitória, Cruzeiro, Shakhtar Donetsk (Ucrânia), Werder Bremen (Alemanha), Wigan (Inglaterra) e Grêmio

Santos pressiona, e CBF pode vetar presença são-paulina na Copa Audi


A participação do São Paulo na Copa Audi está ameaçada. Apesar de o clube e a organização do torneio já terem anunciado datas e horários das partidas de modo oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não concedeu autorização para a equipe atuar em Munique nos dias 31 de julho e 1º de agosto, quando tem compromisso no Campeonato Brasileiro.

A aprovação é exigida no regulamento geral da entidade: "Compete à DCO decidir sobre os pedidos dos participantes das competições para, no curso destas, realizarem partidas amistosas". Não seria permitido, por exemplo, entrar em campo com juniores no Brasileiro e, sem a devida liberação, disputar paralelamente o torneio na Alemanha com o grupo principal.

O Santos diz ter recusado convite da Audi justamente por não ter o aval, está atento aos desdobramentos e pressiona a CBF a adotar a mesma medida com relação ao São Paulo.

"Tínhamos interesse em participar. Enviamos um ofício, mas nossa ida foi vetada, porque teriam que mudar dois jogos no Brasileiro, em um ano em que o calendário está comprometido pela Copa das Confederações", disse o superintendente de esportes santista, Felipe Faro, à GE.Net. "Então me estranha muito o São Paulo divulgar que vai participar. Não acredito que dois afiliados possam ser tratados de maneiras tão distintas".

A CBF ainda não se pronuncia a respeito. Na tabela do Brasileiro, no entanto, ainda constam compromissos do São Paulo em 31 de julho (contra o Náutico, no Recife) e 4 de agosto (diante do Bahia, na capital paulista), além de duelo com o Internacional, em 7 de agosto. Este certamente será adiado, tendo em conta que nesta data a equipe encara o Kashima Antlers (vencedor da Copa da Liga Japonesa), no Japão, pelo título da Copa Suruga, chancelada pela Conmebol.

José Francisco Manssur, assessor da presidência, não demonstra preocupação. "A Audi não teria oficializado nossa participação se não tivéssemos entregado todas as garantias de que poderemos disputá-la. Parece óbvio, não?", respondeu o são-paulino.

Não é bem assim. Embora o clube tenha reforçado nesta quinta-feira que estará ao lado de Bayern de Munique, Milan e Manchester City no torneio, ainda não há sinal verde da CBF nem das emissoras de televisão que detêm os direitos de transmissão do Brasileiro. Marco Polo Del Nero, vice da entidade e presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), é quem tenta costurar acordo entre as partes e o Santos, que se vê prejudicado.

Galo dá show e deixa soberano Tricolor mais perdido que macumbeiro em igreja


Era a morte anunciada. Só faltava mesmo fechar o caixão e tocar a marcha fúnebre para uma campanha tão medíocre – nenhuma vitória fora de casa. Até a sempre acolhedora mídia vermelha, branca e preta já havia jogado a toalha.

Sabia que seria uma missão impossível mesmo se Rogério Ceni soltasse o grito de ‘mayday’ aos Vingadores: transformar o Galo bom de bico numa sopa e carimbar a vaga para as quartas de final da Libertadores.

O sonho do tetra sucumbiu aos pés de Jô, Tardelli, Ronaldinho Gaúcho & Cia., no caldeirão do Independência.

Pela sexta vez, desde o título de 2005, o carrasco foi um brasileiro. Mas nenhum com ‘requintes de crueldade’, como a equipe do mestre Cuca.

Simplesmente avassaladora desde os dois minutos de jogo, quando mandou a primeira de duas bolas na trave, ela trucidou o soberano São Paulo. Deixou o coirmão de quatro. E foi pouco.

A superioridade foi tamanha que o tricampeão do torneio parecia mais perdido em campo que macumbeiro em igreja.

De volta à Libertadores após 13 anos, o Galo bom de bico segue para as quartas com a crista de favorito brilhando mais que nunca. Azar de Palmeiras ou Tijuana. Caiu no Horto, tá morto. É bullying de bola.

No porto alugado de São Januário, diante de 12.323 pagantes, o Fluminense despachou o Emelec, com gols de Fred e Carlinhos. Fez a lição de casa. Nada mais. Os equatorianos terminaram com nove.

Depois de duas derrotas seguidas, a torcida voltou a gritar ‘time de guerreiros’. Nas quartas, o Tricolor carioca vai pegar o ganhador de Tigre x Olímpia. Se os argentinos se classificarem, o Flu decidirá a vaga em casa. Caso os paraguaios passem, o primeiro jogo será sob as bênçãos do Cristo Redentor.
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Que venha a Copa 1. Brasil comemora na mídia os 400 dias que faltam para começar a grande festa da mamãe Fifa: recursos podem livrar mensaleiros da cadeia; 1.505 estupros foram registrados na Cidade Maravilhosa das balas perdidas nos três primeiros meses deste ano; funcionários do Senado recebem entre R$ 14 mil e R$ 20 mil para ajudar os senadores no aeroporto de Brasília (check-in); papa Francisco vai visitar ‘faixa de Gaza’ carioca – favela de Varginha; ; 92% dos motoboys da Pauliceia entregue ao bangue-bangue estão irregulares; operação ‘Leite Compen$ado’ caça fraudadores de leite no RS – adicionavam formol ao produto.

Que venha a Copa 2. Mais flores: cidades-sedes da Copa das Confederações reclamam da baixa procura turística; mais de 250 mil crianças e adolescentes trabalham como domésticos no país; cônsul-geral em Sydney, Américo Dyott Fontelle, acusado de assédio sexual e homofobia contra funcionários do consulado brasileiro; nos três primeiros meses, pelo menos um consumidor foi vítima de tentativa de fraude no setor de telefonia a cada 15,3 segundos; Polícia Federal investiga denúncias de irregularidades no programa Minha Casa Minha Vida; governo de São Paulo pagará ‘bolsa’ (R$ 1.350) para tratar viciado em crack; Brasil tem 3.073 livrarias, o que representa uma loja para cada 63.113 habitantes. A Copa é deles, a conta é nossa.

Sugismundo Freud. Quem vive no país do futebol sempre leva bola nas costas

Chama o Pateta! O governo federal comemorou em grande estilo os 400 dias para o pontapé inicial do Mundial: simplesmente esqueceu um título conquistado pela equipe nacional. ‘O Brasil é o único país tetracampeão da Copa do Mundo de futebol’, mandou ver no Twitter. Pouco depois, pediu desculpas pela monumental gafe: ‘Gente, na empolgação pelos 400 dias colocamos tetra. Sabemos que o Brasil tem cinco estrelas no peito e agora rumo ao hexa! Obrigado’.

Pica-Pau. O mandachuva e raios do soberano São Paulo, o popular ‘Juvenal Antena’, até agora tenta digerir, com sal de fruta, a decisão do ‘professor’ Ney Franco de ter sacado Lúcio da semifinal contra o Corinthians, pelo Paulistinha. Ele foi pego de surpresa e torceu o nariz como o zagueiro – só na preleção soube que esquentaria o bumbum no banco de reservas. Ney Franco aceitou a contratação de Lúcio por livre e espontânea exigência de Juvenal.

Dona Fifi. Placar do batizado: Brasileirão/Petrobras R$ 21 mi x R$ 7 mi Copa do Brasil/Perdigão.

Vale tudo. UFC, a Conmebol do ‘mata-leão’: distribui multas a torto e a direito. Campeão dos médios, o brasileiro Anderson Silva ficou R$ 100 mil mais pobre por não comparecer a uma papagaiada para divulgar a luta contra o americano Chris Weidman, em julho, na cidade de Las Vegas. Silva simplesmente não estava sabendo de nada.

Só pra contrariar. Zé da Medalha ou ‘sargento’ Felipão: quem cai primeiro?

Gilete press. De Renato Maurício Prado, no ‘Globo’: “Alex Silva, Cris, Lúcio... A xepa da feira, em termos de zagueiros em final de carreira, voltou ao Brasil para distribuir pontapés e furadas. De quebra, provoca expulsões, pênaltis e, muitas vezes, derrotas...” Há controvérsias?

Tititi d’Aline. O hilário ‘Juvenal Antena’ decretou a morte do ‘titio’ Teixeira, o eterno rei da bola, em entrevista ao BB2, da ESPN Brasil, no hotel do soberano São Paulo em BH. Lá pelas tantas, o mandachuva e raios soltou: ‘... Ricardo Teixeira, que Deus o tenha’. Amém.

Você sabia que... vereadores do Rio apresentaram projeto de lei para retirar o nome de João Havelange do estádio olímpico, alegando que o batismo remete a investigações de fraude e escândalos na Fifa?

Bola de ouro. Alex Ferguson. Aos 71 anos, Sir anunciou a aposentadoria. Deixará o comando dos Diabos Vermelhos após 26 anos. O fabricante de chicletes perderá seu principal garoto-propaganda.

Bola de latão. Palmeiras. Por falta de patrocínio, os periquitos em revista podem fechar as portas do basquete e do judô.

Bola de lixo. Engenhão. A pérola do Pan (demônio) de 2007 deve consumir R$ 160 milhões para abrir novamente as portas. O estádio já devorou R$ 380 milhões. Por enquanto, serve de galpão para a gravação de comerciais.

Bola sete. “Rogério Ceni 3D: mais adiantado que o goleiro só o fuso horário do Japão” (do tricolor José Simão, na ‘Folha’ – pano rápido).

Dúvida pertinente. Ney Franco, um bom nome para substituir Alex Ferguson?

O que você achou?
jose.r.malia@espn.com

São Paulo, fraco na Libertadores, presa fácil para um Galo que faz o sofrimento ter valido a pena


O torcedor do Clube Atlético Mineiro é sofrido, todo mundo sabe. Um título brasilero no remoto ano de 1971 e de lá para cá esse cidadão viu o rival, Cruzeiro, crescer em popularidade, colecionando títulos, como as quatro Copas do Brasil, um nacional e duas Libertadores, além da presença em mais um par de finais. Dos anos 1990 para cá, o cenário piorou com sete sete títulos mineiros do Galo e 13 conquistas estaduais celestes.

Isso é sofrimento para o torcedor alvinegro. Aliás, era sofrimento. Hoje o atleticano se orgulha do time que tem e vê que os momentos difíceis, como o do rebaixamento à Série B, valeram a pena. Não se segue um time só porque ele costuma vencer. A pessoa torce por uma camisa ao se apaixonar por ela. Futebol sem amor incondicional não é futebol. E só quem já passou por isso entende a dimensão do sentimento que o atleticano tem hoje.

Mas ainda falta algo, ou melhor, falta muito. Até aqui o Galo vive uma ótima fase, como em outras décadas quando apresentou um dos melhores times e no final, ficou sem a taça. O triunfo sobre o São Paulo, da forma como aconteceu, num 6 a 2 em dois jogos, foi passo muito importante.

Há maneiras e maneiras de se classificar. O Atlético avançou no certame da forma mais espetacular. Massacrando, esmagando, amassando o rival. Sem dó nem piedade. Como se o time de hoje pagasse as prestações de alegria que o clube deve à sua torcida. Uma vitória aqui, um troféu ali, uma goleada acolá, até alcançar o objetivo principal, um título nacional ou internacional.

Divulgação/Atlético-MG
Jô e Ronaldinho comemoram na goleada do Atlético-MG sobre o São Paulo na Libertadores
Jô e Ronaldinho comemoram na goleada do Atlético-MG sobre o São Paulo na Libertadores: time forte que sonha alto

Ah, o tricolor paulista... O que se falava sobre o clube há algum tempo ficou lá atrás. A conversa de que o São Paulo é forte na Libertadores, "gosta" da competição, etc e tal, hoje é só história. O público nos jogos do Morumbi ainda tem sido bom, mas já foi maior e os resultados... Com as derrotas para o Atlético, os são-paulinos alcançaram a sexta eliminação seguida no torneio diante de times brasileiros. Uma espécie de freguesia diversificada.

Algozes domésticos do São Paulo:
2006 - Internacional
2007 - Grêmio
2008 - Fluminense
2009 - Cruzeiro
2010 - Internacional
2013 - Atlético-MG 

Na campanha (pífia) deste ano foram 10 partidas. Perdeu seis, três para o Galo e duas na Bolívia! Venceu apenas três vezes e não foi capaz de derrotar o Arsenal de Sarandí, onde também caiu derrotado. Depois de ver o time humilhado no Horto, o torcedor tricolor esfria a cabeça e percebe mais detalhes relevantes após a pior derrota são-paulina na história da Libertadores. Fica claro que o São Paulo não tinha condições de lutar pelo título.

Hoje em dia, na Libertadores da América, as glórias do São Paulo... vêm do passado.

Reprodução
Ney Franco concede entrevista coletiva após derrota do São Paulo para o Atlético-MG
Ney Franco concede entrevista coletiva após derrota do São Paulo para o Atlético-MG: humilhação em BH

Fluminense segue forte na Libertadores, mas não é time sólido e confiável


EFE
Fred comemora o gol do Fluminense sobre o Emelec em São Januário
Fred comemora o gol do Fluminense sobre o Emelec em São Januário
O campeão brasileiro tem Fred. Minimalista e decisivo. Uma finalização, o gol que o Fluminense precisava. Também segurou os zagueiros do Emelec e reteve a bola na frente enquanto teve fôlego em sua volta ao time. Mesmo fora de forma impõe respeito.

Diego Cavalieri mantém regularidade impressionante. Em São Januário, ainda contou com as finalizações imprecisas ou fracas dos atacantes adversários e não trabalhou como de costume para compensar o desequilibrado sistema defensivo.

Jean marca, joga e torna o meio-campo tricolor dinâmico. Também cobra faltas e colocou a bola na cabeça do artilheiro tricolor no primeiro tempo.

O volante se sacrifica pelo time. Com Valencia e De Jesus explorando o lado esquerdo, foi auxiliar o lento Leandro Euzébio na cobertura - difícil entender por que Digão, zagueiro bem mais rápido, não foi deslocado - enquanto Edinho vigiava o bom meia-atacante argentino Mondaini do lado oposto. No final, voltou a ser lateral direito com a contusão de Bruno e a entrada de Diguinho.

O Flu conta com Carlinhos, lateral que ganha liberdade total de Abel Braga. Joga como ala, mesmo em uma linha de quatro na retaguarda. Se cria problemas atrás, apesar dos sete desarmes corretos, o camisa seis ataca com desenvoltura. Aproveitou o corredor deixado por Wagner, deslocado pela esquerda para Thiago Neves entrar no centro da articulação do 4-2-3-1, e foi o único a dar profundidade às jogadas.

Com a má fase de Wellington Nem, referência de velocidade na frente, o time procura Carlinhos. Ele vai ao fundo, apoia por dentro e ainda aparece para fazer o gol do alívio. Sentimento que move o torcedor tricolor desde a conquista do título nacional em 2012.

Olho Tático
Jean ajudou Euzébio pela esquerda na cobertura a Carlinhos, que foi a referência de velocidade do Fluminense na frente.
Jean ajudou Euzébio pela esquerda na cobertura a Carlinhos, que foi a referência de velocidade do Fluminense na frente.

Porque o Flu é forte, porém não empolga nem é confiável. Tem personalidade em jogos decisivos e talentos que desequilibram. Pode até vencer a Libertadores jogando desta maneira. Mas continua sem solidez.

A equipe desce em bloco, mas tem poucas jogadas combinadas. Quando perde a bola, até Fred dá combate. No entanto, as linhas não são compactas e bem coordenadas.

Por isso o sufoco e as muitas defesas de Cavalieri na maioria das vitórias em grandes jogos. Nos primeiros cinco minutos do segundo tempo, a pressão do Emelec e as chances seguidas poderiam ter complicado de vez uma disputa que, em tese, não parecia tão difícil.

Abel diz que seu time é muito vertical e valoriza pouco a posse da bola, que bate e volta. Sem Deco, suspenso preventivamente por doping, o problema se agrava.

Só com a vantagem numérica depois das expulsões de Achilier e Quiñonez e a entrada de Rhayner na vaga do apagado Thiago Neves, que trouxe Wagner para o centro e abriu o jogo com velocidade pelos flancos, o time se impôs de fato e garantiu a classificação.

Nas quartas-de-final, Tigre ou Olimpia pela frente. Será mais uma vez no limite, com sofrimento? Como superstição, para reforçar a imagem de “time de guerreiros” ou agradar o torcedor que aprecia os triunfos sofridos pode ser válido. Mas até quando?

O Fluminense tem qualidade e entrosamento para fazer mais e melhor coletivamente e levar menos sustos no torneio continental.

O Atlético atropelou o São Paulo jogando o mais puro futebol europeu... Digo, brasileiro!


Mesa de restaurante, quarta à tarde, alguns metros à frente a conversa em voz alta envolve a Libertadores. Um dos personagens afirma, sem medo de errar: "O Atlético, sim! Esse está jogando o mais puro futebol europeu!"

Ops!
Como o assunto era futebol e veio parar em mim, não aguentei e tentei corrigir, minutos depois. "Futebol europeu, não. Futebol brasileiro!"

Horas depois, lá estava o melhor estilo Atlético. Marcação forte, no campo de ataque, deslocamentos e muita, muita velocidade. Essa foi a receita de Cuca para atropelar o São Paulo.
E veja que quando até o técnico adversário admite que seu time foi atropelado é porque a coisa foi feita.

Corrijo, de novo. Foi bonita!
Passes e dribles de Ronaldinho Gaúcho, atuação de gala de Jô, autor de três gols, Bernard saindo da esquerda para fazer o pivô como se fosse centroavante, Diego Tardelli entrando em diagonal. E o que está jogando o mais discreto dos talentos do Atlético, Leandro Donizete!!!???

O Atlético jogou como campeão da Libertadores, embora ainda faltem seis jogos para chegar à conquista. Mas mostrou que também se pode jogar no Brasil o futebol mais moderno do planeta.

O futebol atual, brasileiro e europeu, precisa de uma característica que o trabalho de Cuca teve na Cidade do Galo: tempo. Como é bom ver um time que joga de memória, porque joga junto há quase dois anos.
E já são 47 partidas sem perder como mandante, 33 no estádio Independência.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Libertadores

21h15 Nacional (URU) 1x0 Real Atlético    1x4

Copa do Brasil

19h30 América-RN 2x6 Atlético-PR
21h50 Bragantino 1x3 Ponte Preta

Adidas admite 'fazer pontes' para ajudar Fla a contratar craques


Fla Imagem
Fernando Basualdo, diretor geral da Adidas, e Zico
Fernando Basualdo, diretor geral da Adidas, e Zico  durante o evento de apresentação da parceria, na Gávea
Tão logo acabou a série de pronunciamentos no início do evento que apresentou a parceria entre Flamengo e Adidas, o vice-presidente do clube, Walter D´Agostino, deixou escapar o desejo de quase todo torcedor rubro-negro desde que o acordo foi assinado:

"Eu ouvi dizer que em todo grande clube que Adidas chega ela ajuda a trazer um grande craque...se quiser repetir isso aqui...", disse o vice geral, com um sorriso no rosto. 

A frase parece ter pego de calça curta os executivos da empresa alemã presentes no evento. Diretor geral da Adidas no Brasil, Fernando Basualdo foi indagado sobre a possibilidade de a empresa investir em um craque em busca de visibilidade e retorno financeiro com a venda de camisas personalizadas. Como o contrato de R$ 350 milhões por dez anos é considerado muito vultoso, o executivo preferiu indicar um caminho além do financeiro. 

"Temos conhecimento de futebol em geral, contatos em todos os lugares. Podemos criar as pontes para  que o clube possa ter os melhores jogadores do mundo. Podemos ser facilitadores e abrir essas portas", afirmou Basualdo. 

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Detalhe camisa Adidas
Detalhe nova camisa da Adidas: escudo bordado
Entre seus patrocinados, a empresa alemã tem jogadores de alto quilate. O nome que figura no topo da lista, claro, é o de Messi, melhor jogador do mundo e camisa 10 do Barcelona. Xavi, Kaká, Di María, Casillas são outros exemplos de craques patrocinados pela empresa. Vagner Love, assim como Marcelo Moreno, recém-contratado pelo clube, também constam na lista. 

Internacionalização da marca Flamengo

A partir de 2014, a Adidas lança efetivamente o projeto de internacionalização da marca do Flamengo. Integrante do seleto grupo chamado de "top five" pela empresa alemã ao lado de Bayern de Munique, Real Madrid, Milan e Chelsea, a Adidas terá produtos do clube carioca em todas suas lojas espalhadas pelo mundo. 

Nas diretrizes da empresa com o Flamengo está a possibilidade de levar o time rubro-negro para excursionar por Europa e Estados Unidos. A iniciativa, porém, não será de imediato. Dada a proximidade da Copa das Confederações, a empresa entende que não tem mais tempo hábil de firmar compromissos deste gênero. A ação deve ser intensificada para 2014. 

Em relação à divisão de espaço da Adidas com outras empresas na camisa, Fernando Basualdo preferiu não revelar as claúsulas estipuladas em contrato. Mas, de acordo com o documento, neste ano o clube ainda pode ter cinco patrocinadores e oito logomarcas no uniforme. A partir de 2014, no máximo dois novos compromissos podem ser assinados. A intenção da Adidas deseja que o manto rubro-negro seja o mais limpo possível, mas preferiu não entrar em conflito e amenizou a questão durante a coletiva. 

"A Adidas acredita numa camisa mais limpa possível. Acreditamos que isso prestigia a marca. Mas entendemos a situação financeira do clube. Por isso temos prazo para trabalhar. Estamos dispostos a trabalhar com eles. O contrato estabelece o número de parceiros que podemos ter na camisa, mas há confidenciabilidade" disse Basualdo. 

O novo uniforme rubro-negro teve apenas pequenos detalhes divulgados. A camisa será divulgada no próximo dia 23 de maio. Nesta sexta-feira, dia 10 de maio, começa a pré-venda do uniforme para os torcedores por meio do site da empresa.

Fred volta, marca, Fluminense vence o Emelec e avança às quartas da Libertadores


Bastava uma vitória por 1 a 0 para o Fluminense avançar às quartas de final da Copa Libertadores. Bastou Fred voltar de lesão, fazer um gol e encaminhar a classificação. No final, Carlinhos ainda fez mais um. Demonstrando superioridade, mas levando alguns sustos, o Tricolor venceu o Emelec por 2 a 0, nesta quarta-feira à noite, no estádio de São Januário, e garantiu a classificação.

No jogo de ida, em Guayaquil, o time equatoriano tinha ganhado por 2 a 1. O adversário do Flu na próxima fase sairá do duelo entre Olimpia, do Paraguai, e Tigre, da Argentina. Na primeira partida, os argentinos venceram por 2 a 1, e a volta acontecerá no dia 16 de maio, em Assunção.
Contando com o apoio de uma empolgada torcida (quase 15 mil pessoas) que não parou de cantar nas arquibancadas, o Fluminense foi melhor do que o adversário na maior parte do tempo. Mesmo assim, tomou sustos no primeiro tempo, e o goleiro Diego Cavalieri teve que fazer duas boas defesas. Mas o atacante Fred, aos 29 minutos, fez de cabeça o único gol do jogo. Após o intervalo, o Emelec bem que tentou pressionar, mas o time brasileiro se segurou bem e ainda contou com dois expulsos do time equatoriano. Carlinhos ainda fez o segundo gol tricolor e assegurou a vaga nas quartas.
EFE
Fred comemora o gol do Fluminense sobre o Emelec em São Januário
O atacante Fred comemora o primeiro gol do Fluminense sobre o Emelec em São Januário
O jogo – Depois de perder a decisão da Taça Rio, o Fluminense apostava todas as fichas do semestre no duelo pela Libertadores. Para alegria da torcida, o atacante Fred, recuperado de lesão na panturrilha, voltou ao time após quase um mês fora. Por outro lado, o técnico Abel Braga não pôde contar com Rafael Sobis, machucado, além de Deco, suspenso por doping. Com isso, escalou Wagner e Thiago Neves como meias armadores. Na zaga, o treinador optou por manter Digão ao lado de Leandro Euzébio, deixando Gum na reserva.
Precisando apenas de 1 a 0 para conseguir a classificação e apoiado por uma vibrante torcida em São Januário, o Fluminense tomou a iniciativa do jogo, mas demonstrou tranquilidade e não se afobou. Mesmo com a marcação pressão do Emelec, o Tricolor soube achar espaços. Logo no início Carlinhos fez grande jogada pela esquerda, tabelou com Thiago Neves e cruzou na área, mas Fred cabeceou fraco.
Apesar da superioridade tricolor, dois vacilos no meio-campo quase resultaram em gols do time equatoriano, o que obrigaria os donos da casa a fazerem três gols para avançar. Mas a situação só não se complicou graças a Diego Cavalieri. Primeiro, Wagner errou passe, De Jesús avançou em velocidade, invadiu a área e o goleiro fez ótima defesa. Depois, foi a vez de Jean vacilar, perder a bola, e Cavalieri salvar em finalização de Valencia.
O Fluminense, porém, não se amedrontou com os sustos. A boa movimentação pelos lados do campo levava o time à frente. Thiago Neves, que teve papel importante na cração, quase abriu o placar em uma cabeçada, mas Dreer espalmou e tirou antes da chegada de Wellington Nem.
Mas pouco depois a massa tricolor explodiu nas arquibancadas do estádio vascaíno. Jean cobrou falta da esquerda para a área e Fred, no segundo pau, cabeceou para as redes: 1 a 0 Flu e festa e gritos dos torcedores: “O Fred vai te pegar”.
No segundo tempo, Thiago Neves exigiu defesa do goleiro Dreer logo nos primeiros minutos, e aimpressão é que a equipe carioca matar a partida instante. No entanto, essa ilusão durou pouco. Logo em seguida, Digão salvou quase em cima da linha um chute cruzado de Quiñonez. Daí em diante, o Emelec passou a frequentar o campo de ataque por mais tempo, tocou bem a bola, levou perigo e deixou a torcida do Flu apreensiva. O Tricolor conseguia ir à frente apenas em contragolpes, mas tinha dificuldades.

Percebendo o mau momento da equipe, Abel Braga trocou Thiago Neves, que parecia cansado, por Rhayner, jogador que dá uma contribuição maior na marcação. Depois, o lateral Bruno, machucado, ainda saiu para dar lugar a Diguinho.

As substituições deram certo, o Fluminense conseguiu acabar com o ímpeto ofensivo do time do Equador e sair para os contra-ataques com mais facilidade. O placar adverso ainda irritou o Emelec, que teve dois atletas expulsos. Achillier, por falta dura em Wagner, e Quiñonez, que derrubou Rhayner, receberam o cartão vermelho.

Com dois jogadores a mais em campo, sobrou na partida e foi para cima. Abel ainda tirou Fred e colocou Samuel. Mas foi o lateral esquerdo Carlinhos que, aos 39 minutos, aproveitou cruzamento de Rhayner, balançou as redes, coroou a sua bela atuação e fez 2 a 0, assegurando a vaga do Flu nas quartas de final da Libertadores.

Jô faz três, Atlético mantém soberania em casa, goleia o São Paulo e está nas quartas da Libertadores


EFE
Jô marcou três e comandou a goleada do Atlético sobre o São Paulo
Jô marcou três e comandou a goleada do Atlético sobre o São Paulo
O São Paulo até tentou resistir, mas ‘caiu’ no Horto e ‘morreu’.

Invicto há mais de um ano no Estádio Independência, o Atlético-MG atropelou o time paulista nesta quarta-feira. Mesmo com a vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 2 a 1, na semana passada, no Morumbi, o Galo foi com tudo para cima do tricolor e impôs o seu ritmo desde o primeiro minuto, sob as ordens sempre do maestro Ronaldinho Gaúcho.

O craque fez de tudo um pouco nesta noite. Abusou da experiência para cavar falta, deu passe de calcanhar e comandou as principais ações da equipe alvinegra. Bernard, Jô e Diego Tardelli completavam o quarteto que ficou no 4 a 1 e deve ir longe nesta Libertadores.

Nas quartas de final, os atleticanos aguardam o vencedor do confronto entre Palmeiras e Tijuana, marcado para a próxima terça-feira. Os times não passaram de empate em 0 a 0 no duelo de ida.

Em sua última participação no torneio sul-americano, em 2000, a equipe que contava na época com Gilberto Silva – substituto de Leonardo Silva, lesionado, nesta quarta – esbarrou justamente na fase de quartas, sendo eliminada pelo Corinthians.

O Galo já volta a campo no domingo, em clássico com o Cruzeiro na decisão do título mineiro. O São Paulo entra em ‘férias forçadas’ e para por 18 dias antes da estreia no Campeonato Brasileiro, diante da Ponte Preta.

O jogo – Ronaldinho avisou que o clima era de final e não esperou nem um minuto para mostrar isso. Logo nos primeiros segundos de jogo, o craque recebeu ‘chutão’ da defesa, dominou e passou de calcanhar para o meio da área. Diego Tardelli recebeu e tocou para trás. Jô finalizou por cima.

Na jogada seguinte, o meia-atacante conduziu a bola, ‘pediu’ a falta e recebeu o tranco por trás. Ele acertou o travessão na cobrança.

Foi o suficiente para transformar o caldeirão do Independência numa pressão ensurdecedora.

O primeiro ataque do São Paulo veio apenas aos 4 minutos, em subida de Paulo Miranda. O lateral avançou pelo lado e entrou sozinho na grande área. Ao invés de cruzar, tentou o corte, mas escorregou e viu a bola ser empurrada para a linha de fundo.

Passado o abafa inicial do Atlético-MG, a partida teve uma queda em seu ritmo, com Ronaldinho destoando dos demais e seguindo com o seu show. Depois de ‘caneta’ em Thiago Carleto e lençol em Douglas, o jogador sofreu falta perigosa com 15 minutos. Rever despediçou a chance de anotar depois de bate e rebate.

EFE
Jô celebra o primeiro gol no Atlético-MG x São Paulo
Jô celebra o primeiro gol no Atlético-MG x São Paulo
A equipe tricolor se segurou o quanto pôde. Aos 17, não teve como. Bernard foi parcialmente desarmado por Rafael Tolói na meia-lua. A bola sobrou para Jô. O centroavante pegou a sobra e chutou colocado para fazer 1 a 0 e aumentar ainda mais a vantagem do Galo.

O São Paulo resolveu, enfim, sair para o jogo com o placar em desvantagem. Primeiro, em cruzamento para Paulo Henrique Ganso, e depois em arrancada pelo meio de Douglas, que preferiu continuar sozinho e adiantou demais.

O primeiro cartão amarelo da decisão veio aos 30 minutos, em entrada forte de Denílson em Leandro Donizete. Na batida, Ronaldinho alçou na área e Jô quase desviou para o gol. Rogério Ceni evitou o segundo alvinegro.

Aos 35, em passagem de Leandro Donizete, ele teve de contar com a sorte. O volante cruzou para que Diego Tardelli apenas triscasse com a cabeça rente à trave.

O Atlético-MG não parava. Em velocidade sempre alucinante, o time chegou mais uma vez com Bernard e viu o chute do baixinho ser salvo em cima da linha. Ficou barato para o São Paulo no primeiro tempo.

A equipe do Morumbi veio para o segundo tempo pensando em fazer os dois gols para levar a disputa para os pênaltis. Antes da bola voltar a rolar, Ney Franco colocou o estreante Silvinho no lugar de Paulo Miranda, com a esperança de ver o time tricolor mais ofensivo.
Mas logo aos cinco minutos, Jô teve a chance de fazer segundo, porém, a bola explodiu no travessão após belo chute de fora da área. 

Depois de o São Paulo perder algumas chances, o Atlético ainda teve outra cobrança de falta com Ronaldinho, que foi para fora. Mas a equipe mineira “finalmente” conseguiu fazer o segundo, de novo com ele, Jô.

O camisa 9 recebeu passe de Leandro Donizete e, dentro da área, ficou calmo para chutar por baixo das pernas de Rogério Ceni. Depois de levar o segundo, o São Paulo sentiu o gol e começou a errar.

Logo na sequência da saída de bola, Réver deu um chutão para frente, Toloi foi recuar de cabçe para Rogério, mas o passe saiu curto. Diego Tardelli mostrou oportunismo, foi mais rápido que o goleiro do São Paulo e tocou por cima de Ceni, fazendo belo gol. Depois disso, a equipe paulista praticamente jogou a toalha com a eliminação sendo uma questão de tempo.

Contagiado pelos gritos de “olé” da torcida, o Atlético não diminuiu o ritmo. Resultado: mais um gol, o quarto, e de novo de Jô, o terceiro do centroavante. Ronaldinho se livrou da marcação e tocou no meio da área, onde estava o camisa 9, que chutou rasteiro. Rogério até tentou chegar, mas a bola foi morrer no fundo da rede, pela quarta vez.
Em clima de festa, o time alvinegro começou a administrar a vantagem e deu mais espaço ao São Paulo. Aos 30 minutos, Carleto chutou cruzado de fora da área, com muita gente na frente, o goleiro Victor espalmou, e Luis Fabiano fez o de honra. O atacante até foi buscar a bola na rede, mas sem tempo de mais nada.

Foi só os minutos passarem, e o Atlético-MG ouviu o apito final do árbitro para se garantir nas quartas de final da Libertadores. 

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 4 X 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 8 de maio de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Assistentes: Carlos Pastorino (URU) e Gabriel Popovits (URU)

Cartões amarelos: Leandro Donizete, Diego Tardelli e Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG); Denilson, Jadson e Maicon (São Paulo)
Cartões vermelhos: Rosinei (Atlético-MG); Carleto (São Paulo)
Gols: ATLÉTICO-MG: Jô, aos 18 do primeiro, aos 17 e aos 24 minutos do segundo tempo; Diego Tardelli, aos 19 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 30 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete (Josué), Ronaldinho e Tardelli (Rosinei); Bernard (Luan) e Jô
Técnico: Cuca

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Silvinho), Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Wellington, Denilson (Ademilson), Jadson (Maicon) e Ganso; Douglas e Luis Fabiano
Técnico: Ney Franco

Fla acerta com Val, do Mogi, e libera Cléber Santana para o Avaí

Além de fechar com o meia Bruninho, do Atlético Sorocaba, o Flamengo segue sua investida em destaques do Campeonato Paulista. O clube acertou a contratação do volante Val, do Mogi Mirim. O jogador é aguardado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro para realizar exames e assinar o contrato. Caso esteja tudo certo, ele segue para Pinheiral, no interior do Rio de Janeiro, onde o técnico Jorginho comanda uma temporada de treinamentos da equipe. 

Aos 29 anos, Val teve destaque na equipe que chegou às semifinais do Campeonato Paulista diante do Santos e será mais uma opção para o meio de campo. Ele deve assinar por dois anos. Outros destaques do Mogi na competição também foram cogitados na Gávea, casos do lateral-direito Caramelo e do meia Roni. Diretor executivo de futebol rubro-negro, Paulo Pelaipe nega a investida nesses dois atletas. 

"Caramelo e Roni não interessam ao Flamengo", afirmou o dirigente. 

Além de Bruninho e Val, o clube já apresentou também o volante Diego Silva e o atacante Paulinho, ambos vindos do XV de Piracicaba. Nesta terça-feira, enfim, o clube espera o ok dos advogados de Marcelo Moreno após a leitura da minuta do contrato para anunciar o jogador como reforço. E enquanto uns chegam ao clube, outros devem encerrar sua passagem. 

É o caso do meia Cléber Santana. Após muito negar as negociações com o Avaí, o jogador foi liberado pela diretoria para acertar o seu retorno ao clube catarinense. O desejo da família de voltar a morar em Florianópolis e o incômodo de Cléber com a reserva foram fundamentais. O jogador tem contrato com o Flamengo até o início de 2014 e havia chegado ao clube em agosto do último ano como esperança de melhora da criação do meio de campo. Cléber deve deixar Pinheiral ainda nesta quarta-feira. 


Divulgação
Val estava no Mogi Mirim e é novo reforço do Flamengo
Val estava no Mogi Mirim e está acertado pelo Flamengo



O maior técnico de todos os tempos


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Maior nome da história do Manchester United
Maior nome da história do Manchester United
Ele se chama Alexander Chapman Ferguson, tem 71 anos e nesta quarta-feira anunciou sua aposentadoria. Afirmar que foi o melhor é muito subjetivo, mas foi sem dúvida o maior técnico de todos os tempos do futebol. Transformou o Manchester United em um dos cinco maiores clubes do planeta e venceu tudo que podia com os Red Devils.

Na última rodada da Premier League ele completará 9692 dias no mesmo cargo, 26 anos, seis meses e 14 dias. Ferguson é uma lenda do futebol inglês como foram Matt Busby, Bob Paisley e Brian Clough.

O treinador escocês foi contratado por Martin Edwards, então proprietário do clube no longínquo ano de 1986. Palavras dele sobre Ferguson: "O que nos atraiu nele foi seu sucesso na Europa. Ele é um workaholic. Ele tem tanto conhecimento sobre futebol e sabe como motivar as pessoas. Não acho que veremos alguém treinar o Manchester United por 27 anos de novo".

Antes de conquistar 38 título pelo United, Sir Alex já tinha dez pelo Aberdeen - incluindo a Recopa europeia, citada por Edwards -, um pelo St. Mirren e a experiência de uma Copa do Mundo nas costas com a seleção escocesa.

Deixará um legado impressionante no clube, mas para o Manchester United a importância de Ferguson nunca será medida apenas pelas taças. O treinador mudou o patamar da instituição.

Antes dele, o Manchester United disputou 80 temporadas, com sete títulos nacionais, uma taça europeia e seis FA Cups. Com ele os números foram incrementados com 13, 2 e 5 troféus, respectivamente. Por duas vezes venceu o Campeonato Inglês três vezes consecutivamente (ninguém nunca conseguiu uma...) e garantiu ao United a inédita entre clubes ingleses Tríplice Coroa (1999).

Tudo isso resultou em um poderio financeiro que coloca o United na segunda posição, atual, entre os times mais valiosos do planeta, segundo a Revista Forbes, independentemente da modalidade esportiva.

Real Madrid: US$ 3,3 bilhões
Manchester United: US$ 3,2 bilhões
Barcelona: US$ 2,6 bilhões
New York Yankees: US$ 2,3 bilhões
Dallas Cowboys: US$ 2,1 bilhões

Muito será falado e escrito sobre Ferguson nos próximos dias. Muitas coisas para o bem e algumas coisas para o mal. Contratações certeiras, administrador de egos, flops inesquecíveis, líder inquestionável... De qualquer modo, o treinador terá para sempre um papel de destaque no futebol mundial. Pra mim, o maior treinador de todos os tempos.

AF/DF: antes e depois de Ferguson. Ninguém igualará os feitos do "Sir" no Manchester United


Antes da final da Champions League em 2011, o goleiro Van der Sar ficou na dúvida. Deveria encerrar a brilhante carreira aos 40 anos, ou não? Foi se aconselhar com "Sir" Alex Ferguson, seu técnico e comandante do Manchester United desde 1986. Mesmo ciente de que a aposentadoria do arqueiro o faria perder seu camisa 1, o escocês o apoiou na idéia se parar. Disse ao holandês que era melhor deixar o futebol em alta, campeão inglês e finalista do maior torneio de clubes do mundo, do que arriscar mais uma temporada e largar os campos em outra situação, após falhas cada vez mais prováveis com o avanço da idade.

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Ferguson abre a garrafa de champanhe: 13 títulos da Premier League
Ferguson abre champanhe: 13 títulos da Premier League

É a mesma filosofia que faz com que Ferguson, 71, se afaste do futebol após a última rodada do atual campeonato inglês. Em alta, ele deixa o United com 20 títulos nacionais (eram sete antes de sua chegada), dois a mais do que o rival Liverpool, há 23 anos sem erguer a taça. Sob sua batuta, o time vermelho de Manchester saltou de uma para três conquistas de Champions League e se transformou num dos mais ricos do mundo. Milhões de pessoas espalhadas pelo planeta sabem da existência da cidade industrial inglesa que abriga os Red Devils devido ao destaque internacional alcançado pelo time, principalmente sob a batuta do "Sir".

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Van Persie dá forte abraço em Alex Ferguson: com o Sir, enfim campeão
Van Persie dá forte abraço em Alex Ferguson: com o Sir, enfim o artilheiro holandês conseguiu ser campeão

Com ele o United faturou cinco das 11 Copas da Inglaterra que possui e todas as quatro Copas da Liga Inglesa já vencidas pelo clube. Há ainda dois mundiais de clubes, aquele da vitória sobre o Palmeiras, em 1999, e o vencido na final ante a LDU de Quito, nove anos depois. Com ele, o maior campeão inglês esteve em três das quatro finais de Champions League entre 2008 e 2011, sendo superado em duas pelo então imbatível Barcelona de Lionel Messi.

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Giggs e Ferguson: com o técnico, galês chegou aos mil jogos na carreira
Ryan Giggs e Alex Ferguson: com o técnico, o camisa 1 galês chegou aos mil jogos na sua carreira

Entre seus feitos, a conquista da Recopa (antiga copa dos vencedores de copas) européia de 1982/1983 com o pequeno Aberdeen. Na final, em Gotemburgo, Suécia, o time escocês superou nada menos que o Real Madrid por 2 a 1. O mesmo placar foi alcançado pelo Manchester United em 1990/1991, quando o mesmo certame foi vencido por Alex Ferguson na decisão ante o Barcelona, na cidade holandesa de Roterdã. Por tudo isso o clube se divide em duas "Eras", antes de Ferguson e depois de Ferguson.

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Benítez, à época de Liverpool, e Ferguson em 2009
Rafael Benítez, à época no Liverpool, e Ferguson em 2009: muito duelos travados à beira do gramado

Quem o substituirá? Não existe ninguém no mundo capaz de fazê-lo. São quase 27 anos dentro de Old Trafford, acumulando um conhecimento sobre o clube, um domínio de suas responsabilidades que só poderia ser igualado por alguém após várias temporadas. E para tal, esse sucessor precisaria ter enorme capacidade e perfil adequado. O personalista José Mourinho parece não combinar em nada com a vaga que surge e o discreto David Moyes, desde 2002 no Everton, por ser pupilo de Ferguson, também escocês e pelo estilo, tem chances.

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Ferguson e Cristiano se abraçam após o jogo de ida das oitavas da Champions
Ferguson e Cristiano se abraçam após o jogo de ida das oitavas da Champions: escocês foi buscá-lo no Sporting

Os primeiros títulos do Manchester United com Alex Ferguson não vieram imediatamente, longe disso. A Copa da Inglaterra demorou quatro anos, a da Liga Inglesa seis e o primeiro campeonato inglês com ele no banco veio na sua sétima tempórada. Já a Uefa Champions League o clube alcançou tendo o comando do escocês quase 13 anos após sua chegada. 
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Eri Cantona, que Ferguson tirou do Leeds: francês se tornou mito no United
Eri Cantona, que Ferguson tirou do Leeds: francês se tornou mito entre os torcedores do Manchester United

Nesse tempo todo, entre revelações e contratações, o "Sir" comandou Ryan Giggs, Paul Scholes, Peter Schmeichel, David Beckham, os irmãos Gary e Phill Neville, Paul Ince, Denis Irwin, Andrey Kanchelskis, Ole Gunnar Solskjær, Eric Cantona (personagem principal na primeira conquista do campeonato inglês pelo clube com Alex Ferguson no comando), Andy Cole, Dwight Yorke, Roy Keane, Teddy Sheringham, Jaap Stam, Dimitar Berbatov, Patrice Evra, Nani, Javier "Chicharito" Hernández, Park Ji-Sung, Ruud Van Nistelrooy, Cristiano Ronaldo, Carlos Tevez, Rio Ferdinand, Wayne Rooney, Robin Van Persie...
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Em Old Trafford: estátua de mais de dois metros de Alex Ferguson
Em Old Trafford: estátua de mais de dois metros de Alex Ferguson e uma ala da arquibancada com seu nome

Também errou? Claro. Não estamos falando de alguém perfeito, desprovido de falhas. Não, ele não foi irrepreensível e seria pretensioso almejar isso. Alex Ferguson soube contratar e comandar jogadores como ninguém jamais fez no futebol em todos os tempos. Tornou o Manchester United o maior campeão inglês, um dos mais conhecidos no mundo, uma marca muito mais valiosa, uma camisa respeitada e temida por qualquer lugar onde passe. Ferguson, virou estátua em Old Trafford, é uma lenda viva. Fará enorme falta ao futebol.

Tive a oportunidade (e a sorte) de estar em vários jogos do United. Em Old Trafford, Wembley, Emirates Stadium, Anfield, Gelsenkirchen e no estádio do Manchester City. Em alguns, a poucos metros do local de onde Alex Ferguson comandava os Red Devils. Pena não ter surgido a chance de apertar a mão dele e dizer qualquer coisa. Algo como "My respect, Sir".

O manager:

* Na "Era" Premier League, enquanto Ferguson comandava o Manchester United, os outros clubes tiveram 175 técnicos.
* O escocês ganhou 13 títulos e todos os demais treinadores não foram além de oito na Premier League no período.
* Foram 80 temporadas do clube no futebol inglês antes da chegada do escocês a Old Trafford, onde ele completará 27.
* Por um quarto da história do clube o "Sir" foi o comandante do time de futebol.
* Bob Paisley, pelo Liverpool, e George Ramsay, no Aston Villa, ganharam seis títulos ingleses cada. Somados, não chegam aos 13 de Alex Ferguson com o Manchester United.
* Nem na NBA há paralelo. Phil Jackson, campeão seis vezes com o Chicago Bulls e cinco à frente do Los Angeles Lakers, acumula 11 conquistas, ou seja, menos do que o escocês no futebol da Inglaterra.




Todos os 49 títulos de Alex Ferguson

Com o St Mirren
Primeira Divisão da Escócia (1): 1976-77

Com o Aberdeen
Primeira Divisão da Escócia (3): 1979-80, 1983-84, 1984-85.
Copa da Escócia (4): 1981-82, 1982-83, 1983-84, 1985-86.
Copa da Liga Escocesa (1): 1985-86.
Recopa (1): 1982-83.
Supercopa Europeia (1): 1983.

Com o Manchester United
Premier League (13): 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97, 1998-99, 1999-2000, 2000-01, 2002-03, 2006-07, 2007-08, 2008-09, 2010-11, 2012-13.
Copa de Inglaterra (5): 1989-90, 1993-94, 1995-96, 1998-99, 2003-04
Copa da Liga Inglesa (4): 1991-92, 2005-06, 2008-09, 2009-10
Supercopa da Inglaterra: (10): 1990, 1993, 1994, 1996, 1997, 2003, 2007, 2008, 2010, 2011
Liga dos Campeões (2): 1998-99, 2007-08
Recopa (1): 1990-91.
Supercopa da Europea (1): 1991
Mundial de clubes (2): 1999 e 2008

Mauro Cezar: Alex Ferguson é uma lenda viva do futebol e não deve ser substituído à altura

No adeus de Alex Ferguson, todas as homenagens são justas. E alguns podres também


A temporada 2001/02 foi a mais difícil da trajetória de Alex Ferguson no Manchester United. Começou pela venda do zagueiro Jaap Stam à Lazio. O negócio aconteceu no início do período de campeonatos, depois de Stam fazer revelações sobre a relação de Ferguson com jogadores do United no livre Head to Head, sua auto-biografia. Stam recuperava-se de uma lesão no tendão de aquiles e foi vendido à Lazio com Ferguson alegando que sua recuperação não era completa.

Os problemas para Ferguson começaram naquela temporada quando os resultados pífios se misturavam à percepção de que Jaap Stam estava jogando muito bem na Lazio. Pioraram quando se soube que o negócio teve o envolvimento de Jason Ferguson, filho de Alex Ferguson, agente de jogadores.

Ferguson tinha um sonho pessoal entre 2001 e 2002: jogar a decisão da Champions League em Glasgow, sua cidade natal. Como torcedor, ele esteve no Hampden Park assistindo à decisão Real Madrid 7 x 3 Eintracht Frankfurt. Tornou-se uma obsessão voltar à decisão como treinador. E a obsessão complicou sua relação com os jogadores e a direção do Manchester United. Naquele ano, especulou-se que Alex Ferguson encerraria seu ciclo no Manchester. Não foi assim. Mas o treinador, já campeão da Liga dos Campeões pelo United, ouviu uma pergunta antes da confirmação de sua permanência: "Seu filho Jason precisa mesmo se meter em negócios que envolvam o Manchester United?"

Nunca mais!
Ferguson foi um centroavante de talento médio, de sucesso no Queen's Park. Torcedor de infância do Rangers, viveu seu pior período quando atuou no clube protestante de Glasgow. Duas temporadas terríveis coincidiram com o sucesso do rival Celtic, campeão da Liga dos Campeões em 1967 sob o comando de Jock Stein. Ferguson deixou o Rangers acusado de ter batizado seu filho numa cerimônia católica -- sua esposa segue essa religião.

Ganhou a Recopa da Europa pelo modesto Aberdeen, time da cidade de mesmo nome que ficou forte por causa do dinheiro do petróleo da região, nos anos 80. Já campeão da Recopa, reencontrou-se com Jock Stein como seu assistente na seleção da Escócia, entre 1984 e 1985. Stein sofreu um enfarte e morreu no campo, durante o clássico Escócia x País de Gales, pelas eliminatórias para a Copa de 1986. Ferguson sucedeu-o e dirigiu o time escocês no Mundial do México.

Pouco depois, assumiu o lugar de Ron Atkinson, demitido do Manchester United. Nunca um treinador havia passado tantos anos num clube inglês -- 27 temporadas. Nunca outro treinador ganhou tantas vezes o campeonato inglês -- 13. O segundo colocado, Bob Paisley do Liverpool, venceu seis vezes, menos da metade.

Conta-se que Ferguson tem um sistema de TV fechado em sua casa. Às vezes, assiste aos treinos de lá e deixa a missão do treinamento a cargo de seu assistente. Já houve vários. Archie Knox acompanhava-o no Aberdeen e seguiu-o no Manchester United. Brian Kidd foi o escudeiro nos primeiros títulos da Premier League. Ficou até o início de 1999, quando deu o lugar a Steve McLaren, que estava no banco na decisão contra o Bayern de Munique, na Liga dos Campeões de 1999. Passaram também Carlos Queiroz, o lendário Walter Smith, antes técnico do Rangers. Hoje, o escudeiro é Mark Phelan, seu zagueiro e volante no início dos anos 90, na conquista da segunda Recopa de Ferguson, em 1991.

Ninguém cogitou ainda seu nome, mas é uma possibilidade. Se Mourinho for para o Chelsea, se David Moyes ficar no Everton, Phelan poderia ser o sucessor.
Seja qual for o novo técnico do Manchester United, sua conta bancária será invejada. Sua missão, não. Não queira estar na pele de quem terá como missão ser tão vitorioso quanto foi o escocês que agora abandona a carreira.

Veja abaixo a relação dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol inglês:
CAMPEONATO INGLÊS
Alex Ferguson (Man United) – 13
Bob Paisley (Liverpool) - 6
George Ramsay (Aston Villa) – 6
Herbert Chapman (Huddersfield/Arsenal) – 5
Matt Busby (Man United) - 5
Tom Watson (Sunderland/Liverpool) - 5

COPA DA INGLATERRA
George Ramsay (Aston Villa) – 6
Alex Ferguson (Man United) – 5
Thomas Mitchell (Blackburn) – 5
Arsene Wenger (Arsenal) – 4
John Nicholson (Sheffield Utd) 4

LIGA DOS CAMPEÕES
Bob Paisley (Liverpool) – 3
Alex Ferguson (Man United) – 2
Brian Clough (Nottingham Forest) – 2
Matt Busby (Man United), Tony Barton (Aston Villa), Joe Fagan (Liverpool), Rafa Benítez (Liverpool), Di Matteo (Chelsea) – 1

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Libertadores

22h00 Atlético-MG 4x1 São Paulo
22h00 Fluminense 2x0 Emelec

Mineiro

20h30 Cruzeiro 1x0 Villa Nova-MG

Argentino

20h15 Vélez Sarsfield 1x2 Tigre

Campeonato Espanhol

Real Madrid 6 x 2 Málaga
Celta 1 x 3 Atlético de Madri

Pernambucano

20h00 Central 1x0 Chã Grande
20h00 Belo Jardim 0x1 Petrolina
20h00 Serra Talhada 2x0 Salgueiro
20h30 Náutico 3x0 Ypiranga-PE

Copa do Brasil

19h30 Arapongas 0x0 Figueirense
20h30 Confiança-SE 1x1 Fortaleza
22h00 Ceará 3x0 ASA
22h00 Joinville 0x1 Santos
22h00 Luverdense 2x0 Bahia
22h00 ABC 2x0 Sport
22h00 Naviraiense 0x1 Paysandu-PA