sexta-feira, 3 de maio de 2013

Expulsão de Lúcio foi infantil e decisiva, mas outros fatores também construíram a virada do Galo


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Lúcio foi expulso e complicou a situação para o São Paulo
Lúcio foi expulso e complicou a situação do São Paulo.
Por mais que se fuja dos clichês e da simplicidade que esbarra no simplismo, é impossível não atribuir a maior parte da responsabilidade da derrota são-paulina à tola expulsão de Lúcio. Difícil entender a infantilidade do coice em Bernard na frente do árbitro, logo de quem foi contratado para agregar experiência à retaguarda.

Até aquele momento, o time de Ney Franco era intenso no trabalho coletivo e na movimentação de ataque, fez o gol cedo com Jadson, tinha Ganso em noite inspirada e o estádio em êxtase a seu favor. Com um a menos, tudo ruiu e transferiu a confiança que parecia faltar a Cuca e sua equipe.

Olho Tático
Até a expulsão de Lúcio, um São Paulo seguro, intenso, móvel na frente e com grande atuação de Ganso intimidando um Galo abatido pelo gol de Jadson.
Até a expulsão de Lúcio, um São Paulo seguro, intenso, móvel na frente e com grande atuação de Ganso intimidando um Galo abatido pelo gol de Jadson.

A noite no Morumbi, porém, teve outros vilões e herois. No São Paulo, Ademilson substituiu Aloisio e, enquanto esteve em campo, mostrou velocidade, aproveitou os espaços entre Marcos Rocha e Gilberto Silva...mas perdeu três oportunidades claras quando o tricolor paulista era absoluto na partida.

Ney Franco também não foi feliz. Por demérito seu e também falta de sorte. Este que escreve não se lembra de um jogo com três substituições a partir da saída de um único titular. Rhodolfo recompôs a zaga sem Lúcio ao substituir Ademilson e, contundido, deu lugar a Douglas, com Paulo Miranda deslocado para a zaga.

A remontagem da equipe com dez homens manteve a linha de quatro atrás e os volantes Wellington e Denilson plantados. Para garantir combate pelos lados com Jadson e Osvaldo, Ganso ficou à frente. O São Paulo perdeu velocidade e praticamente tirou o meia do jogo ao posicioná-lo de costas para a marcação.

O Atlético fez a sua parte com movimentação constante do quarteto ofensivo e o apoio de Josué, mudança perfeita de Cuca no intervalo tirando um Leandro Donizete mais marcador e vertical e mandando a campo volante experiente e com bom passe.

O Galo das ligações diretas dos zagueiros para Jô deu lugar a uma equipe paciente, que trabalhou a bola aproveitando a vantagem numérica - terminou com 58% de posse, índice raro para a equipe mineira - e esperou a estocada mortal que veio com assistência de Marcos Rocha, mais tranquilo para apoiar com o recuo de Osvaldo, para Tardelli chegar antes de Rogerio Ceni.

Ronaldinho, bem marcado por Wellington, apareceu no primeiro tempo apenas na cabeçada completando cobrança de escanteio de Bernard que o goleiro são-paulino aceitou. Com espaços e Josué para auxiliá-lo na articulação, mostrou todo seu repertório de armador.

No lance final, organizou o contragolpe que só não terminou no gol que praticamente consolidaria a classificação para as quartas-de-final da Libertadores porque Luan, substituto de Bernard, não foi preciso no passe.

Olho Tático
Com vantagem numérica e Josué no meio se juntando ao quarteto ofensivo, o Galo se impôs na 2ª  etapa; São Paulo perdeu velocidade com Ganso à frente.
Com vantagem numérica e Josué no meio se juntando ao quarteto ofensivo, o Galo se impôs na 2ª etapa; São Paulo perdeu velocidade com Ganso à frente.

O cenário para o São Paulo tangencia a tragédia. Precisa vencer no Independência que agiganta o rival. Antes, um clássico contra o campeão sul-americano e mundial para dividir atenções. A volta de Luis Fabiano é a única boa notícia.

Lúcio terá que conviver com as críticas e até uma certa “demonização”. Compreensível pela paixão do torcedor e o tamanho da bobagem. Mas ele não foi o personagem único do duelo brasileiro. O tricolor teve outros defeitos e o Galo muitos méritos na fantástica virada.

Presidente do São Paulo absolve Lúcio após expulsão: "Se olhar bem, você verá que ele foi na bola!"


Houve um momento, na época em que Lúcio foi para o banco de reservas, em que parte da diretoria do São Paulo considerava um exagero ter contratado o zagueiro. O presidente Juvenal Juvêncio era uma dessas vozes. Não é mais.

Um dia depois da expulsão de Lúcio contra o Atlético ter mudado o domínio do jogo da Libertadores, o presidente são-paulino absolveu completamente o zagueiro: "Acho o Lúcio um exemplo de dedicação. Ele mereceu ser expulso, sim. Mas se você olhar bem o lance, verá que ele tentou pegar a bola", disse na manhã desta sexta-feira o presidente do São Paulo.

Na sua avaliação, a expulsão transformou o ritmo da partida -- ele tem razão.
O São Paulo começou forte, marcando na frente, usando a velocidade de Osvaldo e Aloísio. Fez 1 x 0 com Jádson e poderia ter mantido a vantagem. Com um homem a mais, o Atlético transformou a história do jogo.

Grande atuação de Diego Tardelli e o Atlético evitou que o efeito do segundo jogo consecutivo no Morumbi lotado tirasse sua vantagem conquistada na fase de grupos.
O Atlético está muito perto das quartas-de-final.

Os alemães e seus canhões


Nenhuma Copa COPA do Mundo fez tão bem a um país como a da Alemanha, em 2006.
Embora já tivesse feito uma, em 1974, a mais recente foi a primeira grande vitrine do país unificado.
As gerações pós-Segunda Guerra, fartamente influenciadas pelo cinema norte-americano, tinham dos germânicos a imagem de um povo sombrio.
A Alemanha era em preto e branco, mesmo quando o filme era colorido.
Berlim era sombria na sala escura de projeção, embora seja das cidades mais alegres do mundo, se não a mais.
Curiosamente não é lá que está o melhor futebol do país, mas nas razoavelmente dela distantes Munique, a 583 km, e Dortmund, a 493 km. Entre as duas capitais do futebol alemão a distância é ainda maior, de 604 km.
Preta e branca também é a seleção alemã e o futebol que é capaz de jogar tem todas as cores do arco-íris.
A propaganda que o país fez de si mesmo, durante um mês, atingiu todos os objetivos.
Vendeu festa, apesar de cuidadosa com manifestações exageradamente nacionalistas.
Saudou o terceiro lugar de seu time com entusiasmo e daquele grupo tem ainda hoje quatro brilhantes titulares: o capitão Phillip Lahm; seu companheiro na defesa Per Mertesacker; o extraordinário Bastian Schweinsteiger e o goleador Lukas Podolski, além do técnico Joachim Löw, então auxiliar de Jürgen Klinsmann.
Que virão ao Brasil no ano que vem como favoritos.
E é muito bom em todos os sentidos que assim seja.
O país de Johann Sebastian Bach, de Johann Wolfgang von Goethe e de Karl Marx; de craques da estirpe de Fritz Walter, campeão mundial de 1954, Franz Beckenbauer e Wolfgang Overath, ambos campeões mundiais em 1974, Karl-Hein Rummenigge, e Lothar Matthäus, campeão do mundo em 1990, merece a alegria que Bayern de Munique e Borussia Dortmund proporcionam mirando Wembley, em 25 de maio, quando, enfim e pacificamente, Londres será invadida.
Impossível não lembrar de meu pai que contava ter ouvido, apavorado, pelo rádio, Mussolini discursar e prometer, confiante na Luftwaffe, a Força Aérea Alemã: "Questa sera Londra sarà distrutta".
Não, não só Londres não foi destruída como, para comemorar os 150 anos da FA, sua orgulhosa federação de futebol, receberá dois times que honram as melhores tradições do futebol moderno que os ingleses criaram, deixando para trás dois gigantes como Barcelona e Real Madrid, que, por vivos, haverão de animar ainda os próximos cenários.
Que bom que os canhões alemães agora são outros, um deles até polonês, como Lewandowski, nascido em Varsóvia.
OFENDE?
Por mera curiosidade: quando um atleta é pego dopado perde suas medalhas e honrarias. E quando um cartola é pego vendido?
Permanece com seu nome em estádios? Com seus títulos de homem do ano etc.?
Só para saber...

Vias tortas


RIO DE JANEIRO - A todo-poderosa Fifa --entidade maior do futebol-- concluiu, sem alarde e com atraso, que seu mais longevo dirigente, o brasileiro João Havelange, recebeu "suborno" ou "propina" por anos. Foram cerca de R$ 45 milhões, divididos com o genro Ricardo Teixeira (presidente da CBF de 1989 a 2012).
Havelange, 96, dirigiu a Fifa por 24 anos (de 1974 a 1998). Para evitar o constrangimento de ser tirado da presidência de honra, que ocupava desde então, renunciou em silêncio pouco antes da divulgação do relatório da comissão de ética que condenou ambos e um terceiro dirigente.
A mesma Fifa --cujo secretário-geral, Jérôme Valcke, defende que "menos democracia é melhor para organizar uma Copa"-- proibiu que o estádio que abrirá a Copa das Confederações se chame Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Para a entidade, é preciso "manter a consistência dos nomes dos estádios"...
Parece bom momento para se pensar na troca imediata do nome oficial do Engenhão. Hoje interditado pela prefeitura do Rio, o Estádio Olímpico João Havelange poderia passar a Estádio Mané Garrincha.
Que um dos mais belos estádios brasileiros guarde em suas curvas a memória dos dribles do craque e não dos desvios do cartola. Seria chegar ao justo por vias tortas.
*
O prefeito Eduardo Paes suspendeu o repasse de R$ 8 milhões para a Orquestra Sinfônica Brasileira, previsto para 2013. "Dinheiro público tem de ser investido em coisas que dão projeção a cidade", justificou. O apoio existe há 20 anos.
Que política cultural tira, sem aviso, 20% do orçamento de uma das mais importantes orquestras do país e destina R$ 7 milhões para dois shows de Stevie Wonder, R$ 1,3 milhão para o de Luan Santana (só para funcionários públicos) e R$ 1 milhão para Bebel Gilberto gravar seu DVD na praia?

'Bando de loucos' flutua na incompetência, recupera o Boca e agora vai sofrer no Pacaembu

O Corinthians abusou da falta de concentração, principalmente na zaga (exceção de Gil), dos erros nos passes, de um meio-campo nada criativo, de um ataque inoperante e... pimba na gorduchinha: dançou em La Bombonera.

Recuperou um Boca Juniors desmoralizado por 10 jogos consecutivos sem vencer e ficou como os coirmãos gostam, no bico do corvo. 

Agora, precisa ganhar por dois gols de diferença para continuar na briga pelo bi da Libertadores. Se devolver o placar de 1 a 0, arriscará a sorte na loteria dos pênaltis. Os hermanos fazem a festa com um empate no Pacaembu.

O desempenho do Corinthians foi comemorado pelo sheik Emerson com rasgados elogios após a partida pelas oitavas de final: ‘Um campeão do mundo não pode jogar tão mal.’ 

Bingo! O time só ameaçou o Boca, um time inferior tecnicamente e sem o astro Riquelme, em dois chutes no segundo tempo, depois de ter levado o gol.

No primeiro, Romarinho obrigou o goleiro a fazer boa defesa; depois, Guerrero mandou na trave e, no rebote, Paulinho mandou nas nuvens. 

Muito pouco para uma equipe que só pensa naquilo, o bi da Libertadores. E que foi punida, merecidamente, por trocar o espírito guerreiro e de entrega, que sempre a caracterizou nos últimos tempos, pelo lugar comum, garantir o empate. 

Em Porto Alegre, aos trancos e barrancos o imortal Grêmio acabou com a invencibilidade dos colombianos do Santa Fé – quatro vitórias e dois empates.

Com um a menos no segundo tempo (Cris cometeu pênalti e foi expulso), o time gaúcho venceu por 2 a 1 e, agora, garante a classificação com um empate em Bogotá. 

Mais de 35 mil torcedores empurraram a equipe, que saiu na frente (Vargas), tomou o empate (Perez) e chegou à vitória com um canhão de Fernando de fora da área. Havia cinco jogos que o Grêmio não saboreava um triunfo.
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Goleada tricolor. Soberano São Paulo 52,6% x 38,4% Galo bom de bico. Esse é o placar do aproveitamento das duas equipes contra times brasileiros na Libertadores. Em 38 jogos, o Tricolor colecionou 16 vitórias, 12 empates e 10 derrotas, de acordo com o site ‘FutDados’. Em mata-matas, sete triunfos e cinco eliminações. Já o time mineiro jogou 13 vezes, ganhou três, empatou seis e perdeu quatro. Mata-matas: uma bola dentro e um gol contra. As duas equipes se enfrentaram seis vezes na Libertadores, com duas vitórias do pão de queijo, três empates e uma paulada tricolor. Uma partida entre São Paulo e Atlético não termina ‘oxo’ há seis anos (12 jogos).

Sugismundo Freud. Apressado come quente, queima a língua, mas sente o gosto primeiro.

Oktoberfest 1. Bayern de Munique e Borussia Dortmund decidirão a Liga dos Campeões, no dia 25, em Wembley. Despacharam Barcelona e Real Madrid com uma chuteira nas costas. E ainda tem gente que jura de pés juntos que o esporte bretão é uma eterna caixinha de surpresas, não existe lógica. Pela primeira vez a final será entre alemães. Solta mais uma ‘loura’ aí, kellner!

Oktoberfest 2. A histórica cacetada do Bayern de Munique no Barcelona dominou as redes sociais. As caneladas da galera: ‘Dá orgulho de ver o Barça jogar como o Vasco’; ‘7up: um bom treino para a decisão’; ‘Se o nosso técnico fosse o Cuca, talvez o Barcelona tivesse alguma chance’; ‘Agora, a torcida do Barcelona sabe como é torcer pelo Palmeiras’; ‘O Barcelona devia ter imitado o Tigre e não voltado para o segundo tempo’; ‘Irritados com a apresentação do Barça, catalães começaram a gritar ‘Vasco, Vasco’ a cada toque de bola de Xavi & Cia.’; ‘Bayern pinta o sete e conquista o coração de Neymar – vingado ’; ‘Torcida catalã pretende importar caxirola para o próximo jogo do Barça’.

Só pra contrariar. Os chucrutes do Bayern e do Borussia não são nada disso. Suaram barbaridades para eliminar os espanhóis por 11 a 3. 

Gilete press. Do presidente da Alemanha, Joachim Gauck, à revista ‘Der Spiegel’, sobre o mandachuva e raios do Bayern de Munique, Uli Hoeness, acusado de driblar o Leão: "Quem sonega impostos é um irresponsável, sem compromisso com a sociedade. Ninguém tem o direito de decidir por si mesmo se deve pagar ou não. Em nosso país não podem existir dois padrões de justiça: um para os fortes e outro para os fracos. Não é possível que na Alemanha prevaleça a ideia de que 'quem não sonega é trouxa'". Pau no gato! 

Dona Fifi. O nobre presidente Paulo Nobre comemorou 100 dias à frente dos periquitos em revista numa boa: acompanhado de seguranças, contratados depois que cortou as regalias dos anjinhos organizados pelo diabo.

Tititi d’Aline. Quem não chora não mama. Que o diga Talisca Reis, do taekwondo! Sem apoio financeiro da confederação, a garota de Rondônia teve de recorrer a um site que pede contribuições para bancar atletas em torneios. Talisca arrecadou R$ 4 mil, valor necessário para viajar a Toronto e defender a seleção brasileira no Aberto do Canadá. Que venha a Rio-16! 

Você sabia que... o Bayern de Munique lutará pelo penta na Liga dos Campeões (fez a festa em 1974/75/76/01), enquanto o Borussia Dortmund brigará pelo bi (ganhou em 1997)?

Bola de ouro. Bundesliga. Novo reino das chuteiras, o Campeonato Alemão vendeu 13,8 milhões de ingressos na temporada 2011/12, com a média de 45 mil torcedores por jogo – 93% de ocupação nos estádios. O torneio movimentou mais de R$ 6 bilhões. Dos 18 clubes da elite, 14 fecharam o ano com lucro. 

Bola de latão. José Mourinho. O custo/benefício do gajo no Real Madrid é de causar inveja ao ‘pofexô’ Luxemburgo. Contratado em 2010, o ‘mala’ já papou 45 milhões de euros e ganhou três canecos – Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Supercopa da Espanha, nenhum esplendoroso. Embolsou 15 mi de euros por conquista. E ainda fez o Real gastar 160 mi de euros em reforços. 

Bola de lixo. Cris. Mais um vermelho a serviço do inimigo, com direito a pênalti. Não há nenhuma dúvida no Grêmio: todo mundo odeia o Cris. 

Bola sete. “Acho que estamos dando um sinal de que temos o melhor campeonato do mundo” (do zagueiro brasileiro Dante, do Bayern de Munique, à ESPN – mais que um sinal, um sol 40º à soberba de muita gente).

Dúvida pertinente. Quando o moleque Neymar vai limpar o armário no aquário da Vila Belmiro e viajar para se apresentar ao estropiado Barcelona?

Novidades do vôlei brasileiro


Algumas boas notícias para o vôlei brasileiro. Primeiro que a reunião tão aguardada entre técnicos, atletas, representantes de clubes, TV e a CBV aconteceu no início desta semana com bons resultados.
Entre eles, a definição do calendário com 7 meses para os clubes e 5 meses para as seleções. As reivindicações antigas como Copa do Brasil, Supercopa e Jogo das Estrelas serão colocadas em prática já em 2013.
Além da reunião que contou com a presença também dos técnicos das seleções, mais notícias positivas para o vôlei. Depois de São Bernardo confirmar sua participação na próxima temporada, nessa semana foi a vez do Vôlei Futuro de Araçatuba definir a continuidade do time masculino.
Além disso, Giovane Gávio, ex-técnico do Sesi, Mauricio Lima, dirigente de Campinas e Renan Dal Zotto, nome forte de Florianópolis, estão no mercado para tentar parceiros para a próxima temporada. 

'Ibrahimovic não divide vestiário'


"Ibrahimovic não é um jogador que divide o vestiário. Quando esteve aqui venceu. Não me parece que tenha criado grandes problemas".

Palavras de Andrea Pirlo sobre um possível retorno de Ibrahimovic à Juventus. Ibra que deixou Turim após a queda para a série B como punição ao escandâlo de manipulação de arbitragem em 2006.

É fato que a Velha Senhora procura um atacante de nível internacional para sua nova aventura europeia. Ibra está nos planos, mas os planos do atacante sueco, a princípio, estão em continuar no Paris Saint Germain.

Para Pirlo, o objetivo da Juventus, de se reafirmar no cenário italiano, foi cumprido. O time está a um ponto de mais um scudetto, o de número 31 para a torcida, o de número 29 para a Federação Italiana de Calcio. Ibra, alíás, conquistou em campo o título de campeão nacional com a Juve.

Quanto à Champions League, Pirlo acredita que 2014 seja o ano. Até porque, depois disso, o maestro pensa em aposentar a batuta... da Azzurra:

"Após a Copa no Brasil, me aposento da seleção. É preciso abrir espaço para os mais jovens".

Na Azzurra, Pirlo fez 97 jogos e marcou 11 gols.

Já do futebol, a despedida pode demorar um pouco mais. Pirlo diz que enquanto tiver paixão por jogar e se sentir importante, continuará na ativa.

Os amantes do futebol preciso agradecem.

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Pirlo, da Juventus
Pirlo, da Juventus

Barcelona pode voltar a dominar Europa, mas será terceira versão, após Ronaldinho e Guardiola


Quando se diz que o Real Madrid versão Mourinho acabou não significa que ninguém restará. Vai haver Casillas, Sergio Ramos, possivelmente Kaká e Cristiano Ronaldo. Mas nascerá uma nova versão da equipe, derrotada em três semifinais consecutivas, como aconteceu também entre 1987 e 1989.

O mesmo vai acontecer com o Barcelona.
A derrota para o Bayern com o maior placar agregado da história da Champions League (desde 1992), levando 3 x 0 em casa pela primeira vez desde 2002 (caiu contra o Sevilla em 15/12/2002) e perdendo mata-mata no Camp Nou pela primeira vez desde 2007 evidencia: o Barça dos títulos de 2009 e 2011 acabou. Acabou em 2012.

Isso não quer dizer que outra versão, baseada em Messi e talvez com Tito Vilanova no banco pela temporada toda -- suas ausências fizeram falta -- não possa voltar a ganhar a Champions. Pode.
Mas será outro ciclo.

Diga-se, o Barcelona ultra-vitorioso, chamado de melhor time do mundo teve dois momentos distintos. O de Frank Rijkaard, baseado em Ronaldinho Gaúcho, durou até 2008 e morreu com a terceira colocação no Campeonato Espanhol, atrás do Villarreal.
A mudança ficou clara pela venda de Ronaldinho e a entrega da camisa 10 a Lionel Messi.

A segunda versão do Barcelona melhor do mundo nasceu em 2008/09 ganhando a tríplice coroa e seguiu com Guardiola como mentor até a eliminação contra o Chelsea, nas semifinais da Champions League 2011/12. Poderia ter continuado. Não continuou. Os resultados desta temporada mostram. A segunda versão ficou no ano passado.

Há de vir outra.
Neste momento, o melhor time da Europa é o Bayern de Munique.
Mas pode ser o Borussia Dortmund.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Baiano

20h30 Vitória 4x0 Juazeirense

Libertadores

20h15 São Paulo 1x2 Atlético-MG
22h30 Emelec 2x1 Fluminense

Copa do Brasil

19h30 CRB 0x0 Botafogo

Liga Europa

16h05 Benfica 3x1 Fenerbahce
16h05 Chelsea 3x1 Basel

Sem Riquelme e em crise, Boca vence o Corinthians na Bombonera


etty
Blandi acena após anotar o seu gol no Boca Juniors x Corinthians
Blandi acena após anotar o seu gol no Boca Juniors x Corinthians

Os prognósticos eram todos favoráveis ao Corinthians no duelo desta quarta-feira, na Bombonera. O Boca Juniors estava em crise, desacreditado e ainda por cima não contou com Riquelme, lesionado.

Mas empurrado por sua alucinada torcida, o time argentino venceu o atual campeão do mundo e da Libertadores por 1 a 0 no duelo de ida das oitavas de final do torneio sul-americano. 

Blandi marcou no início do segundo e tempo e ao contrário da final da Libertadores do ano passado, quando o Corinthians também saiu atrás no marcador, mas reagiu e arrancou empate por 1 a 1, desta vez a equipe de Tite acabou derrotada.

Os brasileiros não corresponderam à expectativa criada até mesmo pelos fãs locais. Erraram passes além do comum, deixaram espaços na defesa e mostraram falta de organização no ataque. Os argentinos ainda perderam Ledesma, expulso, no final do jogo, mas não adiantou.

Está foi a primeira vitória do Boca nas suas últimas 11 partidas.

Como não fez gol fora de casa, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença, dia 15 de maio, no Pacaembu, para seguir na busca pelo bicampeonato. Novo 1 a 0 leva o confronto para os pênaltis.

Neste domingo, os dois times disputam clássicos locais. O Boca recebe o River Plate pela 12ª rodada do Campeonato Argentino. O Corinthians visita o São Paulo, no Morumbi, pelas semifinais do Paulistão.

O jogo

O primeiro lance de perigo foi do Boca. Aos nove minutos da primeira etapa, Erviti chutou da entrada da área e mandou a bola perto da travessão. O Corinthians respondeu aos 12 em boa jogada de Romarinho, que cruzou para Emerson finalizar de primeira. Para fora.

Os donos da casa criaram mais que o time brasileiro na primeira etapa. Cássio foi bem ao interceptar passe de cabeça de Martinez para Blandi, que ficaria frente a frente com o gol aberto. Na cabeçada de Burdisso após escanteio o goleiro só olhou.

Marin quase marcou contra o próprio gol aos 39 após escanteio cobrado por Romarinho. Aos 42, o Boca novamente encontrou espaço na jogada aérea dentro da párea corintiana. Blandi cabeceou rente à trave direita de Cássio.

Logo no início da etapa final, com cinco minutos, Tite foi obrigado a colocar Jorge Henrique no lugar de Danilo, que sentiu lesão.

Aos 14, em falha da zaga corintiana, Erbes cruzou da esquerda, Blandi surgiu em posição legal e livre dentro da área e empurrou para a área.

Quatro minutos depois, Romarinho recebeu bola da mesma posição em que marcou o histórico gol do empate por 1 a 1 na final do ano passado da Libertadores. Desta vez, ao invés da cavadinha, arriscou um chute cruzado. Orión espalmou.

Aos 24, Guerrero chutou colocado de fora da área e carimbou a trave direita do goleiro argentino. Paulinho pegou a sobra com liberdade e mandou longe do gol. Não passou disso.

Superior, o Boca ainda conseguiu marcar o segundo aos 38 com Ledesma, mas o lance foi anulado por impedimento. Ledesma, que levou amarelo na comemoração do gol, acabou expulso após cometer falta logo depois.

Vargas brilha, Grêmio supera expulsão de Cris e tira invencibilidade do Santa Fé


Veja os gols da partida
Mesmo com um jogador a menos, o Grêmio conseguiu buscar a vitória sobre o Independiente Santa Fé por 2 a 1, na Arena Grêmio, nesta quarta-feira, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Vargas foi o destaque da partida ao abrir o placar e ainda participar da jogada do gol de Fernando. Pérez, de pênalti, balançou a rede a favor dos visitantes.

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Cris fica no gramado após ser expulso ao cometer pênalti: segundo vermelho na Libertadores
Cris fica no gramado após ser expulso ao cometer pênalti
A boa atuação do atacante chileno acabou por evitar que Cris se tornasse o ‘vilão’. Isso porque o zagueiro, que já havia sido expulso no empate sem gols contra o Fluminense, voltou a receber o cartão vermelho nesta quarta, quando o jogo estava 1 a 0 para o clube tricolor.

O triunfo do time gaúcho ainda encerrou a série positiva do Santa Fé, que era até então o único invicto na Libertadores. Na fase de grupos, os colombianos conseguiram quatro vitórias e dois empates, em uma chave que tinha Real Garcilaso, Deportes Tolima e Cerro Porteño.

O Grêmio iniciou a partida de forma ofensiva e em busca do gol. Assim, abriu o placar com Vargas completando de cabeça após cruzamento de Alex Telles, aos 28 minutos do primeiro tempo. Embalado, o time gaúcho seguiu no ataque, mas não conseguiu ampliar o marcador.

Na volta do intervalo, a situação se complicou aos dez minutos devido ao empate dos visitantes. Cris fez pênalti infantil, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Pérez converteu a cobrança. Com a vantagem numérica, os colombianos neutralizaram o adversário. 

Na parte final, a equipe tricolor ainda voltou a se mandar ao ataque e, mesmo com um jogador a menos, conseguiu marcar. Após bela jogada de Vargas, a defesa cortou o cruzamento, e Fernando foi à rede com um belo chute de fora da área aos 35 minutos. 

No duelo de volta, em Bogotá, o Santa Fé jogará por uma vitória por 1 a 0 ou por dois gols de diferença. O Grêmio, por sua vez, poderá perder por um gol de diferença desde que marque ao menos dois. Um novo 2 a 1, dessa vez a favor dos colombianos, levará a decisão do classificado para os pênaltis.

O jogo

Sem poder ficar à beira do gramado da Arena, Vanderlei Luxemburgo, que foi suspenso por seis partidas, escalou o Grêmio como no segundo tempo do jogo diante do Huachipato, no Chile: André Santos fez a meia ao lado de Elano, que retornou de lesão, e Alex Telles foi o ala canhoto. O auxiliar Roger comandou a equipe nesta quarta-feira.

O Grêmio pressionou o Santa Fé nos minutos iniciais, com marcação forte sob pressão. Na primeira boa chegada gremista, aos oito minutos, Barcos recebeu passe de Vargas dentro da área, mas o goleiro Vargas saiu e evitou a conclusão. Aos 11, Elano quase marcou um golaço. Em cruzamento para área, encobriu o goleiro e a bola tocou no travessão. Aos 16, em falta na linha da área, Elano bateu com muito perigo por cima.

Depois de equilibrar o jogo por alguns minutos, o Santa Fé recuou novamente, e o Grêmio aproveitou para abrir o placar. Aos 28, Alex Telles cruzou da esquerda na cabeça do baixinho Vargas, que venceu seu xará e fez 1 a 0. Tentando aproveitar o bom momento, Fernando quase ampliou em chute perigoso de fora da área, aos 30. O Santa Fé só chutou uma vez a gol, aos 39, em chute torto de Torres.

O Santa Fé começou o segundo tempo com mais iniciativa. Aos dois minutos, Elano atravessou um passe na frente da área, Pérez serviu Medina, e o chute saiu fraco. Aos sete, Cris derrubou Cuero na área, cometeu pênalti e foi expulso. Omar Pérez cobrou forte, no meio, e empatou, complicando a vida do Grêmio na Arena.

O time tricolor reagiu, apesar de ficar com um homem a menos. Aos 19, Pará tocou para Souza, que chutou em cima da zaga já dentro da área. Aos 26, Fernando cobrou escanteio na cabeça de Barcos, que cabeceou raspando a trave. O volante gremista foi mais feliz aos 34. Após forte pressão gremista, Fernando aproveitou rebote na intermediária e marcou um golaço, recolocando o Grêmio na frente do placar.

O Santa Fé esboçou uma pressão no fim. Aos 42, um cruzamento na área encontrou a cabeça de Pérez, que tocou para fora, desajeitado. Nos descontos, Valencia chutou de longe, e Dida mandou para escanteio.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 2 x 1 SANTA FÉ

Local: 
Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 1º de maio de 2013, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau (Argentina)
Assistentes: Diego Bonfa e Iván Nuñez (ambos argentinos)
Público: 35.650
Renda: R$ 1.895.151,00
Cartões amarelos: Fernando (Grêmio); Bedoya, Valdés, Cuero, Medina e Roa (Santa Fé)
Cartão vermelho: Cris (Grêmio)
Gols: GRÊMIO: Vargas, aos 28 minutos do primeiro tempo; Fernando, aos 34 minutos do segundo tempo
SANTA FÉ: Pérez, de pênalti, aos dez minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Dida; Pará, Cris, Bressan e Alex Telles (Guilherme Biteco); Fernando, Souza, Elano (Gabriel) e André Santos; Vargas e Barcos (Kleber)
Técnico: Roger

SANTA FÉ: Vargas; Roa, Valdés, Meza e García; Torres, Bedoya (Valencia), Anchico e Pérez; Cuero (Borja) e Medina
Técnico: Wilson Gutiérrez

Do Bayern para o Barça: “Te pego, te pico…”


Quando era garoto, lembro que tinha uma brincadeira em que se falava: “Te pego, te pico, te jogo no pinico!” Era uma maneira de avisar que a gente ia fazer “gato e sapato” de algum adversário num joguinho qualquer. Um tipo de provocação infantil.
Pois essa frase me veio à mente há pouco, enquanto acompanhava mais um duelo entre Barcelona e Bayern, pela Copa dos Campeões, mais modernamente chamada de Uefa Champions League, ou “Champions” para os íntimos. O time alemão de novo fez o que quis com o gigante espanhol, se divertiu no Camp Nou, lascou 3 a 0, placar mais modesto em relação aos 4 a 0 da semana passada, e se garantiu na final.
Pra quem, como eu, se acostumou a ver shows de Messi e súditos, foi igualmente prazeroso curtir o desempenho da trupe formada por Robben, Ribery, Muller e outros. Essa rapaziada jogou futebol bonito, rápido, consciente, criativo. Sem aquele negócio de cintura dura e eficiência que caracterizava os germânicos doutros tempos.
O Bayern consegue a proeza de ser compacto e leve, sério e divertido, atento e atrevido, sólido na defesa e um trator no ataque. Impôs a superioridade incontestável ao Barça (frágil, sem Messi), na ida e sobretudo na volta. Por mais que o ambiente fosse envolvente na casa catalã, com a pressão da torcida e etc, a turma de Jupp Heinckes foi impecável.
Discordo de quem fala em “vexame” do Barcelona (que a propósito manteve postura elegante e não apelou para a ignorância). Isso é olhar enviesado, é tirar o mérito do Bayern. O mais correto é exaltar a exibição de gala do finalista. Aí, se dá a dimensão do que ocorreu nos dois clássicos recentes. Um grande time soube como superar o grande campeão das últimas temporadas.
Pode ser o fim do ciclo atual do Barcelona? Pode e não há drama algum nisso. Nada, nem impérios militares, se mantém eternamente no topo. É da vida. Se bem que me parece cedo para decretar derrocada.

Maria Clara e Carolina entram na chave do Grand Slam de Xangai de vôlei de praia

As irmãs Maria Clara e Carolina garantiram uma vaga na chave do Grand Slam de Xangai, etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. A dupla carioca passou pelo qualifying nesta quarta-feira e se classificaram para brigar pelo torneio ao lado de outras três parcerias brasileiras.

A classificação à chave em Xangai vem logo após uma decepcionante campanha na etapa de Fuzhou, que abriu o Circuito Mundial. Lá, as irmãs não passaram nem do qualifying.

“Estamos muito felizes de voltar a disputar o torneio principal do Circuito Mundial. Em Fuzhou, não jogamos bem a nossa partida no qualificatório e acabamos fora, o que foi uma pena. Depois de um ano de separação, eu e Carol realmente precisávamos e queríamos voltar a jogar juntas novamente o Circuito. Esperamos fazer um bom papel aqui em Xangai", declarou Maria Clara.

Em Xangai, as irmãs estão no Grupo A, ao lado das locais Xue Chen e Zhang Xi, líderes do ranking mundial, das russas Khomyakova e Prokopeva e das britânicas Dampney e Boulton. Já Maria Elisa e Ágatha e Taiana Talita caíram juntas no Grupo G, que também tem as finlandesas Nystrom e Nystrom e as holandesas Sinnema e Stiekema.

Já Lili e Bárbara Seixas estão no Grupo D e tem como adversárias as norte-americanas Kessy e Ross e Fopma/Sweat, além das australianas Bawden e Clancy.

Triunfo de quem soube jogar melhor. Triunfo de quem sabe torcer. Aula de bola e de arquibancada

No placar das semifinais, Alemanha 11 x 3 Espanha. Os dois representantes germânicos na decisão da Liga dos Campeões e a dupla gigante espanhola novamente fora a um passo da esperada final européia Real Madrid x Barcelona. Ela não vai acontecer, pelo menos desta vez, reflexo do momento excelente vivido pelos dois principais times alemães dentro de campo e nas arquibancadas.

Beira o patético observar nos dias anteriores às pelejas decisivas no Santiago Bernabeu e Camp Nou a imprensa e os clubes espanhóis pedindo encarecidamente aos torcedores que incentivem seus times. Primeiro porque apoiar o clube é óbvia função do torcedor, segundo porque não havia como atender. Os frequentadores dos dois estádios mais importantes do país não sabem... torcer.

Reflexo da elitização do futebol que atinge Real e Barça, assim como os times ingleses. Estádios transformados em teatros com platéias substituindo torcedores. Bilhetes caros atraem gente abastada, mas nada disposta a gritar, vibrar na arquibancada. Sentam nos lugares numerados, acompanham o cotejo, deixam dinheiro nos bares, lanchonetes e lojas oficiais. Só não torcem.

E não torcem porque não sabem como. Essas pessoas não têm esse perfil e se tornaram quase que a totalidade dos que vão aos estádios de tais clubes. Com isso, a torcida virou platéia, fria, distante, capaz de gritar gol, de aplaudir, mas absolutamente estéril quando os jogadores na cancha precisam de um incentivo, de um apoio, de uma força extra. Eles não têm idéia de como dar isso.

Os alemães têm a virtude de preservar esse aspecto. Seus estádios, mesmos os rotulados como "arena", como o de Munique, têm torcidas de verdade. Há ingressos a preços mais acessíveis e gente que vai para o jogo com bandeiras para a festa, disposta a gritar, cantar, pular, vibrar. Eles também "jogam", participam dando o apoio que faz do mando de campo algo pesado.


Torcedores alemães tomaram as ruas de Barcelona e depois dominaram o estádio
Torcedores alemães tomaram as ruas de Barcelona e depois dominaram o estádio do Barcelona: força extra

Ingleses vêm discutindo isso há algum tempo. Torcidas de países como Grécia, Polônia, Turquia e até Chipre dominam os estádios quando visitam a Inglaterra. Um grupo de 3 mil pessoas basta para superar 45 mil, 75 mil no grito, seja em Stamfortd Bridge ou em Old Trafford. Foi assim no Camp Nou. Os pouco mais de 5 mil fãs do Bayern gritaram muito mais do que os 90 mil barcelonistas.

Não estamos falando de cartacterísticas deste ou daquele povo. Torcidas já foram vibrantes na Inglaterra e na Espanha. Vi nesta semana o VT de Real Madrid 4 x 0 Borussia Monchengladbach, pela Copa da Uefa de 1986. A televisão espanhola passou os últimos dias lembrando grandes viradas ("remontadas", como dizem) de Real e Barça, na esperança de que acontecessem mais uma vez.

E naquela reação merengue, era incrível a diferença de comportamento do público no Bernabeu. Sim, o Real Madrid tinha uma torcida vibrante nos anos 1980. Bandeiras, gritos, músicas... A arquibancada ajudava. Não é mais assim e no Camp Nou a sensação é de frieza maior ainda. O povo catalão, que se orgulha quando entra em pauta a idéia da independência, não reage pelo Barça.

É evidente que o grito do torcedor não bastaria para levar à "remontada". O Bayern foi melhor, hoje é melhor. Mas o grito poderia ajudar, como ajudou o campeão alemão na peleja de Munique. Cartolas pensam em grana, vendem os ingressos pelos preços mais altos possíveis. Claro, há a demanda e é um negócio, a boa e velha leia da oferta e da procura é o que rege isso tudo.

Mas o futebol não é apenas um negócio. É antes de tudo uma paixão. E sem o grito de gente fanática e disposta a tudo ou quase tudo pelo seu time, fica mais difícil correr atrás daquela bola aparentemente perdida ou disputar a dividia com o adversário. Esse "combustível" extra estava disponível para apenas um dos times nesta semifinal, o Bayern com os seus fãs. 

Por que os alemães querem faturar, mas ainda não abandonaram esse princípio básico do nosso esporte. E torcedores de verdade, não meros espectadores, são fundamentais para isso. Em nome de todos que um dia já pegaram sol, chuva, vibraram, sofreram, choraram e riram numa arquibancada, numa geral, foi um triunfo do futebol. Sim, torcida "joga"!


A torcida do Barcelona fez o bonito mosaico e depois, ficou quieta: comportamento de platéia
A torcida do Barcelona fez o bonito mosaico e depois, ficou quieta: comportamento de platéia deixa time "orfão"

Massacre sobre Barcelona é histórico, mas obrigação de título pode ser um perigo para o Bayern


Reuters
Gol de Robben serviu para sacramentar de vez a festa do Bayern contra o Barcelona
Gol de Robben serviu para sacramentar de vez a festa do Bayern.
Diante de um Barcelona sem Messi e mentalmente entregue, o Bayern de Munique cumpriu o "protocolo" no Camp Nou. Inclusive deu-se ao luxo de poupar Dante, gripado e pendurado.

Mas não deixou de ser intenso, organizado e vistoso. Sem a bola, Robben e Ribéry repetiram a disciplina impressionante voltando com os laterais Daniel Alves e Adriano e formando uma sólida linha de quatro com Martínez e Schweinsteiger à frente da defesa.

Com Song, substituto do lesionado Busquets, mais preso e próximo a Bartra e Piqué, Muller pôde se transformar em um atacante se juntando a Mandzukic. Nas ações ofensivas e também na pressão no campo rival desde o início do jogo. Em alguns momentos, oito bávaros avançavam para tentar desarmar o mais próximo possível da meta do oponente.

O golaço de Robben em sua jogada característica cortando para dentro e finalizando foi apenas a confirmação do que se lia no jogo. Vilanova trocou Xavi e Iniesta por Sánchez e Thiago Alcântara. Sem seus três principais craques e motivação para uma mínima reação, o Barcelona se mostrou uma equipe abaixo do comum.

O gol contra de Piqué e mais um na jogada aérea de Muller em ações bem trabalhadas pela esquerda ratificaram a enorme superioridade do Bayern. Sem precisar da vitória também na posse de bola. Terminou com 42%, mas colocou o outrora melhor time do mundo na roda com autoridade.

Olho Tático
Com Robben e Ribéry voltando com Adriano e Daniel Alves, o Bayern de Munique encaixotou um Barcelona fragilizado sem Messi.
Com Robben e Ribéry voltando com Adriano e Daniel Alves, o Bayern de Munique encaixotou um Barcelona fragilizado sem Messi.

O triunfo agregado de 7 a 0 é fantástico e histórico. Mas junto aos reveses nas decisões continentais de 2010 e da última temporada para Internazionale e Chelsea criam a obrigação de título para este fantástico Bayern de Heynckes.

A campanha é credencial inegável. Nove vitórias, um empate, duas derrotas. 29 gols a favor (melhor ataque), dez sofridos – um a menos que o Dortmund. Nos duelos mais parelhos, em tese, contra Juventus e Barcelona, nada menos que onze gols marcados e nenhum sofrido.

A pressão para consagrar a temporada perfeita, porém, deve ser bem administrada. Se virar obsessão, pode se tornar obstáculo maior que o Borussia na inédita final alemã em Wembley.

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Sem Messi, Barcelona é massacrado por Bayern, 'perde' por 7 a 0 e vê final caseira na Champions


Veja os gols da vitória do Bayern
O Barcelona tentou se reinventar sem Messi, fazer algo diferente, surpreender o Bayern de Munique. Não conseguiu e foi vítima do próprio esforço.

Com menos de 5 minutos no segundo tempo, Robben pegou a defesa do time espanhol desarmada, recebeu passe sozinho, deu o seu corte característico e chutou para marcar. Golaço do holandês. Bayern assegurado em sua 10ª final da Uefa Champions League na história e fim da linha no sonho do Barça de fazer aquilo que se apregoava como impossível após os 4 a 0 sofridos no jogo de ida, na semana passada. Os outros gols dos finalistas foram anotados por Müller e Piqué, contra.

Soberano em campo, a equipe alemã praticamente não se deixou incomodar durante toda a partida e controlou as ações desde o começou. Em jogo morno, os bávaros venceram por 3 a 0, colocaram os catalães na roda diante de seus torcedores e agora se preparam para a decisão caseira contra o Borussia Dortmund, em 25 de maio, no estádio Wembley.

Do banco de reservas, Messi acompanhou a derrota do Barcelona sem nada poder fazer. Depois de atuação apagada na Allianz Arena, o craque chegou a entrar em campo no fim de semana pelo Espanhol e até balançou as redes. Não foi o suficiente, ainda assim, para assegurá-lo no gramado nesta quarta-feira, no Camp Nou.

O argentino e seus companheiros podem tentar se recuperar da eliminação na Champions já no próximo fim de semana, com a possibilidade de título na Liga espanhola em caso de combinação de resultado com o Real Madrid. Campeão antecipado da Bundesliga, o Bayern de Munique mantém a chance de conquista da tríplice coroa nesta temporada - o clube enfrenta o Freiburg na decisão da Copa da Alemanha em 31 de maio.

1º tempo: Sem Messi, Barcelona não consegue sufocar alemães
Reuters
Robben reclama com a arbitragem após ser advertido com cartão amarelo
Robben reclama após ser advertido com cartão amarelo

Não foram os 45 minutos dos sonhos. Preocupado com a bola aérea do Bayern de Munique, o Barcelona agrediu menos do que se esperava, não conseguiu diminuir a vantagem praticamente ‘intransponível’ do time alemão e foi surpreendido pelos adversários.

Seguros em campo, os comandados de Juup Heynckes dominaram o começo da partida, ditando o ritmo com a sua troca de passes e levando perigo nas descidas para o ataque em velocidade.

Melhor no encontro, o Bayern não se deixou trair pela constante movimentação dos donos da casa, que tinham nos avanços do brasileiro Daniel Alves a sua principal arma, e foi o primeiro a realmente assustar no gramado em escapada de Robben aos 12 minutos. O meia-atacante foi lançado por Schweinsteiger quase de trás da linha do meio-campo, saiu sozinho pela direita, mas foi desarmado por Piqué quando preparava o chute.

O Barcelona tentou responder em seguida e conseguiu apenas um escanteio. Pedro foi o responsável por fazer Neuer finalmente trabalhar no Camp Nou. Aos 23, o prata da casa resolveu arriscar de fora da área e forçou defesa do goleiro bávaro.

O arremate pôs a equipe espanhola no jogo. Alguns minutos depois, Xavi teve a melhor oportunidade para inaugurar o placar. O volante pegou sobra de Fàbregas, após cruzamento de Daniel Alves, e completou para fora. Foi o máximo que os catalães apresentaram até a ida para o vestiário.

2° tempo: Robben põe fim a sonho dos espanhóis
Reuters
Piqué lamenta gol contra na vitória do Bayern de Munique sobre o Barcelona
Piqué lamenta gol contra na vitória do Bayern  sobre o Barcelona

O Barcelona voltou para a etapa complementar e não teve tempo nem mesmo para mostrar que vinha diferente. O holandês Robben foi o algoz da vez. O ex-jogador do Real Madrid surgiu mais uma sem marcação no lado direito da retaguarda dos anfitriões, foi acionado pela direita, cortou Adriano e chutou de perna esquerda para bater Valdés com 3 minutos.

Anulado novamente por Schweinsteiger, assim como no jogo de ida, Xavi acabou dando lugar para Alexis Sanchez numa tentativa desesperada do técnico Tito Vilanova de atingir o que naquela altura poderia ser classificado como um verdadeiro milagre.

Não teve milagre. Não teve mais pressão dos catalães. Não teve nada. O Barcelona se perdeu com o gol sofrido e perdeu qualquer organização tática com o golpe inesperado. Sob o grito de olé dos torcedores alemães, o time pecava na troca de passes.

O desespero dos espanhóis não poderia ter ficado mais evidente aos 26 minutos. Luiz Gustavo fez excelente enfiada para Ribéry, que cruzou de primeira para o centro da área. Piqué tentou afastar a bola e de canela empurrou para as próprias redes. Se ainda havia alguma dúvida sobre o fim da fatura, Müller encerrou aos 30 finalizando de cabeça outro lance de Ribéry e fazendo 3 a 0.

FICHA TÉCNICA
BARCELONA 0 X 3 BAYERN DE MUNIQUE


Local: Estádio Camp Nou, em Barcelona (Espanha)
Data: 1º de maio de 2013, quarta-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslováquia)
Assistentes: Matek Zunic e Bojan Ul (ambos da Eslováquia)
Árbitros adicionais: Slavko Vincic e Roberto Ponis (ambos da Eslováquia)
Cartões amarelos: Daniel Alves e Piqué (Barcelona); Robben (Bayern de Munique)
Gols: BAYERN DE MUNIQUE: Robben, aos quatro, Piqué, contra, aos 26, e Muller, aos 31 minutos do segundo tempo

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Marc Bartra (Montoya) e Adriano; Song, Xavi (Alexis Sánchez) e Iniesta (Thiago Alcantara); Pedro, Fabregas e David Villa
Técnico: Tito Vilanova

BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Lahm (Rafinha), Van Buyten, Boateng e Alaba; Javi Martínez (Tymoshchuk), Schweinsteiger (Luiz Gustavo), Ribéry, Muller e Robben; Mandzukic
Técnico: Jupp Heynckes

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Libertadores

19h30 Grêmio 2x1 Ind. Santa Fe
21h50 Boca Juniors 1x0 Corinthians

Potiguar

17h00 Baraúnas-RN 3x1 Coríntians-RN
17h00 América-RN 2x1 Alecrim
17h00 Assu 0x2 ABC
17h00 Santa Cruz-RN 1x2 Potiguar de Mossoró

Paraense

17h00 Remo 1x0 Paragominas-PA