quinta-feira, 25 de abril de 2013

o massacrar o Barcelona, Bayern pode ter decretado o começo do fim de uma "Era"


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Müller foi o grande destaque da partida ao marcar dois gols
Müller foi o grande destaque da partida ao marcar dois gols: jovem atacante foi um dos heróis do time alemã

Xavi queria jogar. Xavi tentou jogar. Xavi praticamente não conseguiu jogar. Schweinsteiger não deixou. E quando o cérebro de um time funciona precariamente, é evidente que os demais setores sofrem. A partir daí o Bayern começou a asfixiar o Barcelona, matando no nascedouro as jogadas que poderiam ameaçá-lo. Bastava olhar para cancha para perceber a busca inútil dos principais homens do time catalão por espaços inexistentes.

Foi o 302º jogo seguido no qual o Barça teve maior posse de bola do que seu oponente. E se os barcelonistas não abrem mão de terem o "balón" aos seus pés pelo maior tempo possível, os bávaros não fizeram a menor questão disso, apesar de o time germânico também apresentar um histórico de posse da pelota superior aos dos rivais. No jogo em questão, importava saber exatamente o que fazer com a bola, não tê-la por mais tempo. 

O Bayern soube mudar em parte sua maneira de jogar. Venceu com estratégia, aplicação, técnica, hablidade, concentração, raça e conhecimento do inimigo. O que vários tentaram, o time de Munique conseguiu. Sim, o Chelsea, Real Madrid, Celtic e Milan, por exemplo, venceram o Barcelona no último ano. Mas ninguém atropelou os catalães antes do campeão da Alemanha, que parecia conhecer todos os antídotos para brecar os "blaugrana" . 

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Messi ficou abalado com a derrota sofrida pelo Barcelona
Messi ficou abalado com a derrota sofrida pelo Barcelona: craque argentino estava longe da forma ideal

Jupp Heynckes mostrou que aos 67 anos um homem pode, sim, seguir atualizado no que se refere ao futebol. Estudou o Barça e mostrou aos seus atletas o caminho para aniquilá-lo. Uma pena se ele realmente pendurar a prancheta ao final da temporada. Da elegância na entrevista pré-jogo diante de perguntas ácidas à montagem do time, irrepreensível. E pode deixar uma missão mais complexa para Guardiola, o desafio de melhorar o que já é ótimo.

Se o conjunto alemão mostrou que é capaz de jogar de maneira diferente de acordo com o adversário, o Barcelona confirmou que não consegue atuar de outra forma. A receita do seu futebol espetacular sofre evidente desgaste. Tanto que nos cinco últimos jogos da Champions League, o time catalão venceu apenas um. E perdeu dois! Não é mais aquele esquadrão que fazia o "onze" do outro lado da cancha tremer. 

É chegada a hora de o Barça ampliar seu repertório. Para surpreender os rivais, precisa acrescentar novas armas ao toque de bola envolvente, temperado pelos lampejos de Messi, que jogou em Munique sem condições. Consumada a provável eliminação, dia 1º de maio, no Camp Nou, poderá ser decretado o começo do fim de uma "Era". E o candidato a herdar a coroa de melhor time do planeta se apresentou na noite desta terça-feira, em Munique.


 
Fora de Jogo: Para Mauro Cezar, Bayern de Munique deu uma aula de futebol ao Barcelona

Lewandowski faz história, Dortmund goleia Real Madrid e se aproxima da final


Veja os gols da vitória do Borussia Dortmund
Com direito a uma atuação inspirada de Lewandowski, o Borussia Dortmund se aproximou da final da Champions League. O time alemão não tomou conhecimento do Real Madrid e goleou por 4 a 1, nesta quarta-feira, pela partida de ida da semifinal. O atacante polonês foi o grande destaque ao marcar os quatro gols. Cristiano Ronaldo descontou.

O triunfo deixa o time alemão perto de voltar à final da competição, estágio que só alcançou em 1997, quando foi campeão. Além disso, ainda manteve a equipe aurinegra como única invicta desta edição do torneio - são sete vitórias e quatro empates. Contra o clube madrilenho, foram três jogos, sendo dois triunfos e uma igualdade.

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Já o Real Madrid terá que ganhar por 3 a 0 ou quatro gols de diferença para conseguir retornar à decisão depois de 11 anos de espera.

O resultado ainda confirma o grande início dos alemães nos confrontos contra os espanhóis nos duelos de ida da semifinal. Isso porque o Bayern de Munique também havia dado show ao golear o Barcelona por 4 a 0, na terça.
Reuters
Gotze, que na última quarta-feira foi negociado com o Bayern, deu a assistência para o primeiro gol do Borussia
Gotze deu a assistência para o primeiro gol do Dortmund
Uma das grandes expectativas para o duelo envolvia Mario Götze. Grande revelação do time alemão nos últimos anos, o jogador ficou em destaque na mídia após ter sido anunciado como novo reforço do Bayern de Munique para a próxima temporada por uma quantia de 37 milhões de euros.

 Alguns torcedores do Dortmund levaram cartazes para criticar o meia-atacante. Porém, de forma geral, o atleta recebeu o apoio das arquibancadas.

Em campo, ele mostrou parecer não ter sido influenciado de forma negativa pela repercussão. Afinal, participou com frequência dos ataques de seu time e ainda deu assistência para Lewandowski inaugurar o marcador.
Reuters
Hummels (fundo) errou feio, e Cristiano Ronaldo marcou para o Real
Hummels (fundo) errou feio, e Cristiano Ronaldo marcou
Porém, do outro lado tinha Cristiano Ronaldo, que se aproveitou de falha de Hummels e deixou sua marca para empatar a partida. O português é o artilheiro isolado da competição com 12 gols e está a dois de igualar Messi e José Altafini como maior marcador em uma mesma edição da competição continental.

Porém, na volta do intervalo, o Dortmund se recuperou da falha e não só conseguiu a vitória, como goleou. Lewandowski marcou mais três vezes e definiu o triunfo. O polonês fez história ao ser o primeiro atleta a fazer quatro gols em uma semifinal da Champions. 

Além disso, ele também inaugurou a lista de jogadores que marcaram ao menos três gols em um mesmo jogo contra o Real na principal competição de clubes da Europa.

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Para a partida, o Dortmund contou com força total. Recuperado de lesão, Hummels voltou a ser titular na Champions e deixou o brasileiro Felipe Santana, herói na vitória contra o Málaga, no banco de reservas.

Já o Real, Arbeloa (suspenso), Essien e Marcelo (machucados) não participaram do jogo. Modric, mesmo sem estar 100%, começou a partida. Já Di María, também fora da condição ideal, ficou como opção para o decorrer do confronto, assim como Kaká. Casemiro, que estreou com a camisa branca no último final de semana, diante do Betis, foi cortado.

A partida de volta da semifinal ocorrerá na próxima terça-feira, no Santiago Bernabéu, às 15h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo dos canais ESPN.

1º tempo: Dortmund marca forte o Real, abre vantagem, mas cede empate com falha de Hummels

Tentando evitar uma pressão adversária, o Real Madrid iniciou a partida com maior posse de bola e buscando trabalhar no campo ofensivo. Por outro lado, o Dortmund marcava forte no meio de campo e, além de impedir as investidas do adversário, também se lançava rápido para atacar. Bender, por exemplo, somava três desarmes com sete minutos de jogo.

Neste cenário, os mandantes criaram a primeira chance. Aos sete, Bender desarmou e tocou para Reus, que avançou pela intermediária e concluiu rasteiro para boa defesa de Diego López. Na sua segunda oportunidade, o time alemão abriu o marcador. Um minuto depois, Götze foi acionado na esquerda por Gündogan e cruzou na área para Lewandowski, nas costas de Pepe, completar no canto esquerdo da meta adversária.

Após o gol, os mandantes seguiram com a forte marcação e tiravam qualquer espaço do adversário, que, apesar de ficar mais tempo com a bola, não conseguia assustar a meta defendida por Weidenfeller.

Assim, o Real Madrid só chutaria pela primeira vez aos 23 minutos, quando Cristiano Ronaldo cobrou falta com força, e o goleiro espalmou. A equipe da casa respondeu dois minutos mais tarde. Gündogan, após contra-ataque, chutou por cima do alvo.

Porém, com o tempo, a pressão dos comandados de Jürgen Klopp diminuiu, e a equipe visitante conseguiu trocar mais passes e incomodar a defesa adversária, quase sempre em levantamentos para a área. O panorama cortou o ritmo intenso dos alemães, mas não fazia o time de José Mourinho criar boas chances de empatar.

Os visitantes mantiveram a postura até o fim dos primeiros 45 minutos, enquanto isso, o clube aurinegro voltou a incomodar com algumas descidas com velocidade. Quando a etapa inicial parecia que terminaria com 1 a 0 no placar, o Real Madrid arrancou um empate com uma falha bisonha de Hummels.

Subotic recuou para Hummels, que tocou para Weidenfeller, mas o passe saiu fraco e ficou de graça para Higuaín, que, na saída do goleiro adversário, tocou para Cristiano Ronaldo completar para o gol vazio e empatar aos 43 minutos.

2º tempo: Dortmund controla Real e goleia com show de Lewandowski
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Lewandowski entra em 'êxtase' após terceiro gol
Lewandowski entra em 'êxtase' após terceiro gol
Na volta dos vestiários, o time alemão mostrou ter se recuperado da falha. Com seu jogo veloz, a equipe da casa voltou a ficar à frente logo aos cinco minutos. Reus fez belo passe para Lewandowski, que girou na área e concluiu rasteiro para vencer Diego López. Os jogadores do Real pediram impedimento no lance, mas o atacante estava em posição legal.

Embalado, o time da casa ampliou a vantagem aos dez e novamente com o inspirado Lewandowski. Após descida rápida, Schmelzer chutou cruzado da esquerda, o polonês dominou, fugiu da marcação e chutou no ângulo esquerdo para marcar um belo gol.

O Real Madrid sentiu o golpe e voltou a ter dificuldades com a marcação forte do adversário, que, além de neutralizar as investidas dos espanhóis, seguiam assustando e criando oportunidades para transformar o triunfo em goleada. Aos 19, Gündogan fez grande jogada individual e obrigou Diego López a fazer grande defesa.
Reuters
Diego López, goleiro do Real, no chão após o quarto gol do Dortmund, em cobrança de pênalti
Diego López no chão após o quarto gol do Dortmund
Dominante, o Dortmund não deu chances aos visitantes e transformou a vitória em goleada aos 21 minutos. Reus recebeu passe na área e foi empurrado por Xabi Alonso. O árbitro marcou a penalidade, mesmo com Reus tendo colocado a mão na bola. Lewandowski bateu no alto e no meio e converteu a cobrança.

Abatido, o time espanhol seguia levando pouco perigo ao adversário, que seguia marcando forte o Real Madrid e ainda tinha as melhores oportunidades de gol na partida. Assim, o clube alemão, seguido pelo apoio do torcedor, não teve grandes problemas em manter a goleada até o apito final, que só marcou o começo da festa em Dortmund.

FICHA TÉCNICA:
BORUSSIA DORTMUND 4 x 1 REAL MADRID

Local:
 Signal Iduna Park, em Dortmund (Alemanha)
Data: 24 de abril de 2013, quarta-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (ambos da Holanda)
Gols: Borussia Dortmund: Lewandowski, aos oito minutos do primeiro tempo, aos cinco minutos do segundo tempo, aos dez minutos do segundo tempo e aos 21 minutos do segundo tempo
Real Madrid: Cristiano Ronaldo, aos 43 minutos do primeiro tempo
Cartões Amarelos: Khedira, Ozil, Sergio Ramos (Real Madrid) Lewandowski (Borussia Dortmund)

BORUSSIA DORTMUND: Weidenfeller; Piszczek, (Grosskreutz), Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender e Gündogan (Schieber); Blaszczykowski (Kehl), Götze e Reus; Lewandowski
Técnico: Jürgen Klopp

REAL MADRID: Diego López; Sergio Ramos, Pepe, Varane e Fabio Coentrão; Xabi Alonso (Kaká) e Khedira; Modric (Di María), Özil e Cristiano Ronaldo; Higuaín (Benzema)
Técnico: José Mourinho
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Cristiano Ronaldo não acredita no resultado e faz careta
Cristiano Ronaldo não acredita no resultado e faz careta
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pernabucano

Pesqueira 1x0 Serra Talhada
Chã Grande 4x1 Petrolina
Central 3x1 Belo Jardim

Amistosos da seleção brasileira

22h00 Brasil x Chile

Libertadores

21h15 Newells Old B. 0x1 Vélez Sarsfield

Cearense

20h15 Icasa 2x0 Guarany de Sobral
20h15 Horizonte-CE 3x0 Guarani de Juazeiro
22h00 Ferroviário-CE 2x2 Fortaleza

Copa do Brasil

19h30 Avaí 4x1 Volta Redonda
19h30 Paraná Clube 2x3 São Bernardo
19h30 Botafogo 2x0 Sobradinho

Baiano

20h30 Botafogo-BA 0x3 Juazeirense
20h30 Bahia 0x0 Bahia de Feira
20h30 Juazeiro 1x Vitória da Conquista
20h30 Feirense 1x2 Vitória

Liga dos Campeões

15h45 Borussia Dortmund 4x1 Real Madrid

Francês

13h30 Rennes 1x2 Troyes
13h30 Saint-Etienne 4x2 Ajaccio

Nos números, Bayern é disparado o melhor time da Europa


*Números atualizados às 17h57

Melhor defesa, melhor ataque, menos derrotas e maior aproveitamento de pontos. Ao menos na frieza das estatísticas, o Bayern de Munique é disparado o melhor time europeu da temporada.

A goleada incrível por 4 a 0 sobre o Barcelona foi a 40ª vitória em 47 jogos da equipe alemã na temporada. O Bayern só perdeu três vezes na temporada toda e alcançou agora um aproveitamento de 87,9% dos pontos que disputou.

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Derrotado, o ainda Barcelona é quem acompanha mais de perto o rendimento do Bayern. mas agora são 53 jogos com 76,7% de aproveitamento dos pontos. Campeão inglês, o Manchester United é o terceiro da lista, com 74%.

Mesmo antes da partida desta terça, o Bayern batia o Barcelona até nos números ofensivos. O time catalão até fez mais gols (142 a 134), mas também disputou mais jogos (53 a 47). Na média, vitória alemã: 2,85 gols por partida contra 2,68 dos espanhóis.

Na defesa, a vitória do Bayern é de lavada. O time bávaro tomou apenas 26 gols na temporada, uma incrível marca de 0,55. Com a goleada, o Barcelona toma mais que o dobro de gols: 1,13 por jogo. Considerando os cinco principais campeonato europeus, só dois times têm média de menos de um gol tomado por partida: PSG (0,67) e Juventus (0,7).

Com todos esses números, o Bayern já acumula dois títulos na temporada: Supercopa da Alemanha e Bundesliga, com direito a quebra de quase todos os recordes possíveis. Além disso, também já está na final da Copa da Alemanha.

ALEMANHA
 JogosVitóriasDerrotasGols próGols contraAproveitamento
Bayern de Munique474031342687,9%
Borussia Dortmund452771064968,1%
ESPANHA
 JogosVitóriasDerrotasGols próGols contraAproveitamento
Barcelona533871426076,7%
Real Madrid523391295469,8%
INGLATERRA
 JogosVitóriasDerrotasGols próGols contraAproveitamento
Manchester United503591065774%
Manchester City46269864861,5%
Chelsea6132161317559,5%
Arsenal492611985861,2%
FRANÇA
 JogosVitóriasDerrotasGols próGols contraAproveitamento
Paris Saint-Germain49266923371,4%
ITÁLIA
 JogosVitóriasDerrotasGols próGols contraAproveitamento
Juventus48327903472,9%
Milan432112694856,6%

Chapa de Eurico Miranda reafirma candidatura à presidência do Vasco em 2014


Divulgação
Eurico Miranda: 'Se tiver perspectiva de o Vasco cair de novo para a segunda, vou tomar de assalto'
Chapa de Eurico Miranda concorrerá nas eleições do Vasco
O grupo Casaca, chapa de oposição do Vasco da Gama, do qual faz parte Eurico Miranda, reiterou através de nota oficial emitida nesta segunda-feira, sua participação nas próximas eleições à presidência do clube.

Em tom irônico, a nota agradece às Organizações Globo por terem tirado Eurico Miranda do poder, fazendo com que o torcedor do Vasco realmente percebesse sua importância histórica para o clube.

Entretanto, o ex-mandatário do Vasco pode não liderar o grupo nas próximas eleições. Aliás, ele não pretende voltar ao comando do Cruzmaltino, como vem afirmando em suas últimas entrevistas.

Confira a nota na íntegra:

Agradecemos às Organizações Globo por mostrar aos vascaínos, com sua oposição a Eurico Miranda, que a reconstrução do Vasco passa por ele.

Os vascaínos de bem têm agora a certeza, a convicção e a clareza do mal causado ao clube com sua saída, evidenciado num tolo, se não patético, “temor” por sua volta.

O incômodo de alguns, entretanto, trouxe a um grupo de vascaínos, norteados numa concepção de Vasco detestável (para os que detestam o Vasco), a percepção nítida de que o trabalho feito por Eurico Miranda no clube, por mais de 20 anos, não poderia ser em vão.

Vamos para a eleição no clube, não só com o intuito de vencê-la, mas também olhando à frente, com a missão de retomar o rumo do Vasco, como locomotiva que é.

Entendam: Eurico Miranda não está sozinho. Tem o grupo dele, com anos de conhecimento e de trabalho árduo pelo Vasco, e tem um grupo novo, vinculado a uma concepção de Vasco, que é a da maioria esmagadora dos seus torcedores, a ser posta na prática por todos, juntos, integrados e abertos a novas adesões de quem venha a convergir conosco.

Por fim, sem revanchismos. As Organizações Globo defendem seus interesses, o que 
é um direito de qualquer grupo econômico, nós defendemos o nosso, que é o Vasco. Um mero produto para as Organizações, uma lição para qualquer brasileiro, ou luso-brasileiro de bem, vide sua história de independência, rompimento de preconceitos, vitórias, conquistas e preceitos bem definidos, os quais transformaram o Vasco no maior clube do país, historicamente falando.

O Vasco é dos vascaínos!

CARAS DA COPA: MARIO GÓMEZ





Um típico centroavante. Mario Gómez não prima pela qualidade com a bola no pé, mas sabe muito bem como fazer gols. Aos 27 anos, já está muito perto de entrar na lista dos 10 maiores goleadores da seleção alemã e é nome certo para a Copa do Mundo de 2014.

Mario Gómez foi revelado pelo Stuttgart e ajudou bastante a equipe a ser campeã alemã, quebrando um jejum que já durava 15 anos na Bundesliga. As boas atuações e os gols chamara a atenção do gigante Bayern de Munique. E o maior clube alemão teve que abrir os cofres para contratar o centroavante: pagou 30 milhões de euros, um recorde à época na Alemanha.

No Bayern, não decepcionou, marcou muitos gols e sempre esteve na briga por títulos. A falta de habilidade, porém, faz com que ele seja contestado no clube. Neste ano, virou reserva de Mandzukic, mas chega ao jogo de ida contra o Barcelona como titular e grande esperança de gols.
Caras da Copa: O 'Super Mario' alemão do Bayern de Munique


Musa do taekwondo quer medalha nos Jogos do Rio em 2016



Talisca Reis posa quer ganhar uma medalha no Rio, em 2016
Talisca Reis posa quer ganhar uma medalha no Rio, em 2016
A atleta Talisca Reis tinha tudo para ser modelo, mas optou pela carreira esportiva no taekwondo e se tornou uma das esperanças de medalha brasileira na Olímpiada de 2016, cuja sede será o Rio de Janeiro. A musa é integrante da seleção brasileira e 19ª colocada no ranking mundial.

Talisca Reis está na reta final de preparação para o Aberto do Canadá, que acontece entre os dias 2 e 5 de maio. O objetivo da lutadora na competição é aumentar suas conquistas. Ela acumula três ouros no brasileiro universitário; uma prata no Pan-americano e no Sul-americano de 2010 e uma prata nos Jogos Mundiais Militares de 2011.

“Eu fico muito feliz quando me tratam com musa, mas nunca pensei nisso. Claro que como mulher é sempre gostoso receber esse carinho quando eu vou para as competições, mas sou uma atleta e quando entro no tatame o que vale é a minha concentração em busca dos bons resultados”, ressaltou Talisca.

A atleta tem o apoio do treinador da seleção brasileira, Fernando Madureira, que também foi o preparador do campeão Pan-americano Diogo Silva. “Eu consegui bons resultados no passado, mas jamais estive tão focada para um ciclo olímpico como agora. Estou me cercando com pessoas de confiança e credibilidade no esporte para que eu possa me preocupar somente com os treinamentos e as competições”, afirmou.

Talisca sonha não só com a participação nos Jogos Olímpicos de 2016, mas também com um lugar no pódio. “O apoio que meus treinadores e companheiros de treino vem dando para mim, é fundamental para realizarmos um grande ciclo olímpico, garantir a presença nos Jogos do Rio e chegar em condições de brigar por uma medalha. Acho que só depende de mim e irei me dedicar ao máximo para que o Brasil possa se orgulhar”, garantiu.

O Bayern espetacular promove o primeiro massacre ao Barcelona desde 2008

A última vez a gente nunca esquece.

Foi em 2008, jogo do pasillo do Real Madrid. Pasillo é como se conhece o jogo em que um time, campeão na rodada anterior, é aplaudido num corredor pelo adversário na rodada seguinte. O Barça aplaudiu o Real Madrid na entrada em campo e ao final do jogo, por causa da derrota por 4 x 1. Aquela foi a última vez em que o Barça teve menos posse de bola do que o adversário.

Ter a bola nos pés não significa tudo. O Barcelona teve nos últimos cinco anos essa qualidade aliada à marcação por pressão, que diminuiu muito na atual temporada. 
Posse de bola sem pressão pode ser inócua. Toca, toca, toca... Vira retranca no campo de ataque. E quem agredia não era o Barcelona, mas o Bayern, a cada retomada da bola.
Eis o segredo do jogo. 

O Bayern joga futebol vertical. Marca, recupera e agride.
O Barcelona teve a bola, mas não agrediu nunca.

Virada parecida com a que o Barça precisa na história das semifinais de Copa dos Campeões, só uma vez. O Hajduk Split fez 4 x 1 no Panathinaikos da Grécia, dirigido por Ferenc Puskas, em 1971. Os gregos viraram para 3 x 0.

O gol fora de casa fez diferença.
O gol que o Barcelona não marcou em Munique.

Veja quanto o Bayern investiu nos últimos anos. Quase metade reforça time e enfraquece rivais alemães


Há dois anos, em meio às semifinais da Liga dos Campeões entre Schalke 04 e Manchester United, rumores davam conta do interesse do clube inglês no ótimo goleiro da equipe alemã. Manuel Neuer fizera várias defesas no jogo disputado em Gelsenkirchen e o veterano holandês Van der Sar estava se aposentando nos "Red Devils".

Mas o camisa 1 não foi para a Inglaterra, trocando o norte germânico pela Baviera. Desde a temporada 2011/2012 ele veste a camisa do Bayern. O negócio foi fechado, apesar de, como torcedor do Schalke, o arqueiro já ter declarado que não gostava do clube de Munique.

Depois disso, o primeiro time alemão a alcançar as semifinais da Champions League além do Bayern é o grande rival e vizinho do Schalke 04. Competente, o Borussia Dortmund revelou bons jogadores e soube contratar outros, mesmo com orçamento muito inferior. E na véspera do duelo com o Real Madrid, vê Mário Götze, sua grande revelação, escapar.

A ida do jovem talento para o Bayern por quase € 40 milhões num momento como esse é chocante. Os dois alemães poderão duelar na decisão europeia. Com Götze vestindo a camisa do Borussia contra o clube que o apresentará ao lado do novo técnico, Pep Guardiola, pouco mais de um mês depois da finalíssima em Wembley.

O poderio financeiro do Bayern em relação aos demais times alemães é assombroso. Sim, os bávaros já socorreram outros times germânicos em dificuldades financeiras, como o próprio Dortmund. Mas não fazem isso por serem bonzinhos. Querem a sobrevivência dos rivais sim, para se reforçar enfraquecendo-os e continuar surrando-os sempre que possível.

Levantamento do jornal "El País" mostra que de 2007 até agora o Bayern já torrou € 260 milhões, sendo € 121,7 milhões no mercado alemão. Ou seja, 47% dessa quantia utilizou para se reforçar e ao mesmo tempo enfraquecer rivais domésticos. Confira:

Ribéry: 2007, € 26 milhões (Olympique de Marselha)
Mario Gómez: 2009, € 30 milhões (Stuttgart)
Robben: 2009, € 25 milhões (Real Madrid)
Tymoschuk: 2009, € 4,5 milhões (Zenit)
Boateng: 2011, € 25 milhões (Manchester City)
Neuer: 2011, € 22 milhões (Schalke 04)
Luiz Gustavo: 2011, € 15 milhões (Hoffenheim)
Rafinha: 2011, € 5,3 milhões (Genoa)
Javi Martínez: 2012, € 40 milhões (Athletic Bilbao)
Mandzukic: 2012, € 13 milhões (Wolfsburg)
Shaquiri: 2012, € 11,6 milhões (Basel)
Dante: 2012, € 4,7 milhões (Borussia M’gladbach)
Götze: 2013, € 37 milhões (Borussia Dortmund)

O campeonato alemão tem a maior média de público do planeta e muitas qualidades, sem dúvida. Evidentemente a Bundesliga é um dos certames mais legais do mundo. Mas aquele papo de que há maior equilíbrio porque os times gastam só o que arrecadam não cola. Por que um deles, o Bayern, fatura muito mais e é podre de rico perto dos demais.

A ponto de oferecer até uma ajudinha na hora do sufoco. Desde que não perca a condição de predador do futebol alemão. Mesmo que isso custe à Bundesliga uma condenação à monotonia.


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5º - Mario Gotze (Borussia Dortmund) - 42 milhões de euros
Mario Götze deixará o Dortmund e vai para o Bayern: monotonia na Bundesliga?

Bayern massacra Barcelona, faz 4 a 0 e fica muito perto da final da Champions


Veja os gols da vitória do Bayern
Foi um massacre. Em grande estilo, dominando as ações durante quase todo o tempo e sem dar chances ao adversário, o Bayern de Munique praticamente garantiu uma vaga na decisão da Champions League. O adversário era ninguém menos que o Barcelona, mais festejado time da última década, considerado um dos grandes da história do futebol. Mas, nesta terça, o Bayern foi maior. Muito maior. Maior a ponto de fazer 4 a 0. Poderia ter sido mais. 

O Bayern, que a partir da próxima temporada será treinado por Pep Guardiola, foi o antídoto perfeito ao estilo que o antigo treinador do Barcelona criou. O Barcelona teve a bola por mais tempo; o Bayern soube o que fazer com ela.
Reuters
Mario Gomez comemorou com os companheiros após ampliar a vantagem a favor do clube alemão
Mario Gomez comemorou com os companheiros após ampliar a vantagem a favor do clube alemão
Duas horas antes da partida, o Barcelona confirmou que Lionel Messi começaria a partida. O argentino não iniciava um jogo desde que se machucou no duelo contra o Paris Saint-Germain, ainda no primeiro jogo das quartas – no segundo, ele entrou e foi decisivo na classificação da equipe para as semifinais.

Pelo Bayern, uma das novidades era Mario Gomez no lugar de Mandzukic, suspenso; a outra, Boateng no lugar de Van Buyten.

Os alemães tiveram a primeira grande chance da partida logo no minuto inicial. Javi Martínez avançou pela direita e tocou de calcanhar para Arjen Robben. O holandês chutou, e Victor Valdés defendeu, salvando o Barcelona.

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Messi fica no chão: argentino teve atuação apagada, algo raro
Messi fica no chão: argentino teve atuação apagada, algo raro
O bom início da equipe alemã contrastava com um jogo discreto de Messi, o astro maior do Barcelona. O argentino, ainda sem estar 100% fisicamente, andava em campo, esperando umaoportunidade para desequilibrar.

Mas a oportunidade não aparecia. Os ataques do Bayern, sim. Os alemães conseguiam ir ao ataque com frequência, e, aos 24 minutos, conseguiram abrir o placar. Após cruzamento de Robben na área, o brasileiro Dante tocou de cabeça, e Thomas Muller completou para a rede.

O gol sofrido fez o Barcelona acordar. E, aos 28 minutos, a equipe catalã criou sua primeira grande chance na partida. Após cruzamento pela direita, a bola tinha os pés de Messi como endereço; o brasileiro Dante se jogou na bola para antecipar e tirar pela linha de fundo.

O Barcelona, como de hábito, dominava a posse de bola – aos 30 minutos, eram 65% contra 35% do Bayern. Mas o domínio não se refletia nas oportunidades de gol. Além de não ter Messi em plenas condições, o time catalão via Pedro e Alexis Sanchez apagados, o que refletia na falta de ações no ataque.

O segundo tempo começou com o Barcelona se lançando mais ao ataque. Mas era o Bayern de Munique quem criava as melhores chances, sobretudo nas bolas aéreas. E foi pelo alto que o time alemão marcou o segundo gol, aos 4 minutos. Após escanteio cobrado por Robben, Thomas Muller tocou de cabeça para a pequena área, e Mario Gomez bateu de primeira, fazendo 2 a 0.

Reuters
Bayern deu show diante de sua torcida
Bayern deu show diante de sua torcida
Com a vantagem ainda maior, o Bayern teve boas chances de ampliar, o que praticamente definiria o destino do confronto. Mas as finalizações de Mario Gomez, Frank Ribéry e Arjen Robben não encontraram o alvo.

Perdendo por 2 a 0 e podendo levar um terceiro gol que seria o fim da linha, o Barcelona acertou-se novamente. Messi, mesmo longe dos 100%, começou a chamar mais o jogo, Xavi se adiantou, e por um tempo o Barcelona voltou a jogar o futebol que fez a equipe ser tão festejada nos últimos anos. Mas não adiantou. Muito pelo contrário.

O Barcelona, que buscava um gol importantíssimo fora de casa, acabou levando o terceiro. Aos 28 minutos, Robben avançou pela direita e contou com um “bloqueio” de Thomas Muller, que entrou na frente de Jordi Alba, para chutar cruzado, fazendo 3 a 0.

A vitória estava certa, e a vaga na final, muito próxima. Parecia que nada mais poderia dar errado para o Barcelona. Mas a pior atuação do time catalão nos últimos anos foi ainda mais castigada - aos 37 minutos, Thomas Muller marcou de novo, transformando a vitória em goleada.

Transformando a tarefa do Barcelona em milagre. Transformando o Bayern de Munique em inspiração.

terça-feira, 23 de abril de 2013

À espera de definições, Ibson, Alex Silva e Cleber Santana treinam normalmente



Ibson reforçará o Flamengo no clássico contra o Flu
Sem espaço e com alto salário, Ibson deverá deixar o Fla
Após ganhar o domingo e a segunda-feira de folga, o elenco do Flamengo se reapresentou na tarde desta terça no CT Ninho do Urubu, com treinos físicos na academia e uma leve atividade técnica no campo. Sem nenhum jogo oficial no futuro próximo, as atenções no clube ficaram voltadas para o zagueiro Alex Silva e os volantes Ibson e Cleber Santana.

Considerados "cartas fora do baralho", os dois primeiros deverão ser dispensados ou negociado pelo clube. Uma reunião ainda na noite desta terça-feira, inclusive, poderá definir o destino da dupla. 

Já Cleber Santana poderá voltar para o Avaí, que o vendeu para o Flamengo originalmente, em 2012. Ainda em dívida com o clube catarinense, o Rubro-Negro tem grandes chances de ceder o jogador para evitar maiores problemas financeiros ou mesmo judiciais. O presidente do Avaí, inclusive, está no Rio de Janeiro para negociar os termos do negócio.

A única ausência da atividade desta terça ficou por conta do zagueiro Marcos González, que está defendendo a seleção chilena.

Já eliminado do Campeonato Carioca, o Flamengo vive a expectativa pela definição das datas e horários do seu confronto com o Campinense, pela segunda rodada da Copa do Brasil. A CBF deverá fazer o anúncio nesta sexta-feira, após a definição dos demais jogos da primeira fase da competição. 

Enquanto isso, o elenco rubro-negro segue treinando. Nesta quarta-feira, o clube trabalhará em tempo integral, com atividades às 9h e às 15h30 (de Brasília), novamente no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande

Liga dos Campeões

15h45 Bayern de Munique 4x0 Barcelona

VÍDEO: Felipão se agarra ao passado para justificar o futuro. Xavi e Schweinsteiger jogariam com ele?


Luiz Felipe Scolari deu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo e voltou a dizer que acha Cristiano Ronaldo melhor do que Messi. Não foi exatamente uma novidade. O treinador já havia manifestado sua preferência pelo atacante que comandou quanto diriga a seleção de Portugal em outras ocasiões, como no vídeo abaixo, em entrevista à televisão portuguesa.



Mas uma frase dele se destaca: "Essa história de volante goleador é muito bonita para a imprensa. É bonito, só não é bonito para o técnico e o time. Quando tu tens laterais como os nossos, Daniel Alves e Marcelo, tem que ter proteção". Como se fosse impossível para um ser humano jogar futebol com eficiência no passe, na criação, e também no desarme, na destruição das jogadas adversárias.

Scolari é três anos mais jovem do que o técnico do Bayern, Jupp Heynckes, que deixará o cargo ao final da temporada. Horas depois de o jornal chegar às bancas brasileiras, aqui em Munique o comandante do time alemão respondia, em entrevista coletiva na véspera do duelo com o Barcelona, sobre as mudanças no futebol desde seu título europeu, em 1998, com o Real Madrid.

Para o alemão, o futebol mudou muito e muda sempre. Cada vez mais é um jogo coletivo no qual os espaços ficam menores e é mais difícil decidir apenas com o talento. É evidente que Heynckes tem plena consciência de que as estratégias, os métodos que o fizeram campeão europeu com o time merengue há 15 anos não serviriam para, por exemplo, deter o Barcelona nesta semifinal de 2013.

Scolari, por sua vez, recorre ao passado para justificar o que fará no futuro: "A seleção ganhou em 1994 e quem eram os volantes? Mauro Silva e Dunga. 2002? Gilberto Silva e Kleberson. Essa história de volante goleador é muito bonita para a imprensa." Diz isso como se fosse impossível para um ser humano jogar futebol tirando a bola dos pés adversários e criando boas jogadas, dando bons passes.

Para Mauro Cezar, Felipão é obsoleto: 'Técnico busca no passado argumentos para explicar o presente'

E as competições que o Brasil perdeu mesmo com típicos "volantões"? Qual a razão para ele sequer buscar ao menos dois brasileiros capazes de marcar e criar? O técnico cebeefiano foi além: "Quando tu tens laterais como os nossos, Daniel Alves e Marcelo, tem que ter proteção". Ora, laterais como os que ele cita não podem marcar? Eles não fazem isso em seus times? Fazem. Tanto que Daniel é o mais faltoso jogador do Barça na atual Liga dos Campeões. 

Os conceitos "Scolarianos" fazem brotar mais perguntas. Afinal, esses ofensivos laterais são obrigatoriamentre mais importantes num time do que meio-campistas que marquem e saibam sair com a bola? Xavi perderia espaço no Barcelona dentro de tal conceito? E Schweinsteiger seria barrado no Bayern? Quais as chances do espanhol e do alemão em 2014 se fossem brasileiros?

Tudo isso repercutiu no dia em que Alex Ferguson, sete anos mais velho que Felipão, chegou ao seu décimo-terceiro título inglês com o Manchester United. O clube, que tinha sete antes do escocês, agora acumula 20 taças de campeão nacional. No jogo do título, 3 a 0 sobre o Aston Villa com Rooney (atacante de origem) no meio-campo fazendo lançamentos de 50 metros. E o experiente (39 anos), leve e hábil Ryan Giggs mais uma vez como volante.

Scolari tem a missão de levar o Brasil ao título em 2014. E tentará fazer isso defendendo velhas ideias. Não por acaso, perguntado pelo PVC sobre o que incorporou do futebol europeu ao atual trabalho na seleção, respondeu: "Os trabalhos em campo reduzido, com marcação por pressão. Eu já fazia, mas lá se faz mais, com mais intensidade, por mais tempo". Só? Conclusão: quase nada.

Claro que com a tradição da camisa amarela, jogando em casa, com o mínimo de organização, pode até dar certo. É futebol e o anfitriação da próxima Copa não é a Coréia, tampouco a África do Sul. Mas será bem difícil. Ainda mais quando um time é arquitetado em pouco tempo e com sua estrutura calçada em conceitos que parecem ter sido encontrados num brechó. E você, acha que Scolari faria diferença no banco de reservas de um dos semifinalistas da Liga dos Campeões?

PS: mais sobre o tema você pode ler no blog "Olho Tático", de André Rocha, clicando aqui

Os absurdos do Maracanã e seu leal defensor

Chama-se Regis Fichtner. Nos tempos do Febeapá, a flor dos Ponte Pretas não o perdoaria. Hoje, como secretário de estado da Casa Civil do Rio de Janeiro, tem carta branca para falar e escrever o que não deve. Ou melhor, deve, sim, ao governo que ele representa e a cujos absurdos tem a missão de defender com argumentos quase sempre indefensáveis.

Falando, o secretário firma posição a respeito das cadeiras perpétuas do Maracanã. Escrevendo, faz o mesmo quanto à reforma do estádio e a licitação que o entregará ao empresário amigo do governador. Não é hora de discutir se a atitude do governo, nos dois casos, é certa ou erada. Se a questão das cadeiras ainda está aberta, ou semiaberta, a do estádio, reforma e licitação, já são favas contadas. O que pretendemos, nessas linhas, é comentar as argumentações do secretário. Pouco importa se sinceras ou se formuladas apenas para agradar o patrão, verdadeiro responsável por tudo que ocorre no Maracanã.

Sobre as cadeiras perpétuas, ao dizer que quem as comprou não tem direito a elas o secretário defende que o estado tem poderes para tirar de qualquer cidadão aquilo que ele adquiriu legalmente. Tem mesmo, governador? A bobagem mais contundente está em outra fala, segundo a qual quem adquiriu as cadeiras para assistir à Copa do Mundo de 1950 não tem o direito de assistir de graça a "todas as Copas do Mundo". É mesmo, secretário? E quem disse que quem comprou as cativas (válidas por cinco anos) e perpétuas (o nome diz tudo) o fez só para assistir àquela Copa? Passou pela cabeça de algum deles – ou de alguém mais – que, 64 anos depois, haveria outra Copa do Mundo no Brasil? Os donos das cadeiras mereciam do governador e seu porta-voz ao menos o respeito a quem gastou uma pequena fortuna, entre 1948 e 1950, não só para ver a Copa, mas para ajudar a construir o estádio. Em vez de mandá-los para a Justiça, deveriam fazer como o governador da época (na verdade, um dos prefeitos do Distrito Federal) que lhe prometeu perpétua gratidão. As coisas eram bem mais direitas naquela época.

As razões da reforma e da licitação estão num artigo publicado em jornal carioca. Que já começa mal: "Assim que o Brasil foi escolhido sede da Copa de 2014, o governo do estado constatou que o Maracanã de 1950 não cumpria mais os requisitos atuais para a Copa do Mundo". Não é verdade. Quem o constatou foi a Fifa, que sintomaticamente não é sequer citada no artigo. Aliás, é a poderosa Fifa, a falsa ONU do futebol, a verdadeira dona desta e de todas as Copas. No Brasil, todos a obedecem de modo serviçal. Mudam-se leis, rompem-se tradições, permite-se que torcedores sejam lesados na compra de ingressos para a Copa das Confederações, baixa-se a cabeça quando seu secretário-geral nos ameaça com um pontapé no traseiro. Mas terá sido a Fifa a única vilã da história? Ou ela simplesmente abriu caminho para que nossos dirigentes, políticos e esportivos, gastassem uma fábula para reformar o Maracanã e depois o entregassem, prontinho, "seguro e confortável" ao amigo do governador? Se der pé, sem cadeiras perpétuas.

No tal artigo, confessando a incompetência do estado para gerir o novo Maracanã, já que sua missão principal é "prover serviços públicos essenciais, como educação, saúde e segurança" (quase não resistimos a perguntar como vão esses três itens no Rio de Janeiro do atual governo...), o secretário justifica que o ex-maior estádio do mundo passe a outras mãos. Repetindo, prontinho "seguro e confortável". 

Vale ler o artigo por inteiro, assim como acompanhar futuras possíveis falas do secretário sobre as cadeiras perpétuas. Quando ele diz que, a partir de agora, o Maracanã pertence à dona da Copa do Mundo (que não é o Brasil, mas a Fifa), pode estar agradando ao patrão, ou se livrando do pontapé no traseiro do arrogante secretário-geral, mas certamente, nos tempos de Stanislaw, seria sério candidato a cocoroca do ano

Os números que podem decidir o campeão europeu; veja análise sobre os semifinalistas da Champions

Quais os pontos de fortes para os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund explorarem? Quais os caminhos para os espanhois Barcelona e Real Madrid chegarem à decisão? Veja uma análise em cima dos números que podem decidir o novo campeão europeu.
Veja a análise em cima dos números que podem decidir o novo campeão europeu

A austeridade tem vencido a riqueza na Champions League. O Borussia é exemplo?

Montar o time inteiro custou ao Borussia Dortmund 25 milhões de euros. Foram 17 milhões em Marco Reus, 4 milhões em Hummels, 4,5 milhões para comprar Lewandowski. De resto, contratações de descobertas, jovens jogadores que saíram livres de seus clubes ou foram formados em casa, como Mario Gotze e Schmelzer.

Alguma imprecisão pode haver, um milhão aqui, dois ali. Mas é diferente a política do Real Madrid. Só para ter Fábio Coentrão, foram 30 milhões de euros. Por Cristiano Ronaldo, 94 milhões, mais 68 milhões por Kaká.

Nos últimos anos, a austeridade tem vencido a riqueza. Tirando o Chelsea, campeão em 2010, Barcelona, Bayern e Manchester United são exemplos de comprar barato, com exceções. Revelar muito e descobrir jovens. O Borussia, um pouco mais.

Hummels é hoje um dos dois melhores zagueiros do planeta. Estreou no Bayern em 2007 e foi emprestado ao Borussia Dortmund. Ao final desse período, o clube o queria e Hummels queria a cidade. Ficou por 4 milhões de euros. O francês Varane foi uma descoberta do mesmo tipo, feita pelo Real Madrid, no Lens. Custou 10 milhões de euros.