terça-feira, 2 de abril de 2013

Romário e filho de Herzog entregam na CBF petição contra Marin

O deputado federal Romário (PSB-RJ) e Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, entregaram na tarde desta segunda-feira (1º), na sede da CBF, uma petição pública pela saída de José Maria Marin da presidência da entidade.
O documento, com quase 55 mil assinaturas, defende que evidências ligando Marin à ditadura o impossibilitam de comandar o futebol brasileiro e a Copa do Mundo de 2014.
"Fomos recebidos pelo protocolo. Não havia um representante da direção da CBF, o que é perfeitamente compreensível sendo a CBF. Marin ser presidente da CBF é algo que vai totalmente ao contrário à ideia que as pessoas lá fora têm do Brasil", disse Romário.
Fabio Seixas/Folhapress
Ivo Herzog e os deputados Romário e Jandira Feghali, com petição contra Marin, na frente da sede da CBF
Ivo Herzog e os deputados Romário e Jandira Feghali, com petição contra Marin, na frente da sede da CBF
"Teria sido um gesto de cavalheirismo da CBF designar alguém da diretoria para receber o documento", afirmou Herzog.
Segundo ele, cópias da petição e das evidências ligando Marin à ditadura foram enviadas para clubes e federações estaduais. "Veremos se eles são coniventes com isso tudo", declarou.
"A data é muito marcante. Este é um ato simbólico, de pressão, que demarca nossa posição. É muito difícil imaginar que alguém com esse currículo possa comandar uma entidade tão importante", disse a deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ), presidente da Comissão de Cultura da Câmara.
Em 1º de abril de 1964 ocorreu o golpe militar que deu início à ditadura no país.
No mês passado, a família de Vladimir Herzog recebeu uma versão retificada do atestado de óbito do jornalista, morto em 1975, durante a ditadura militar. Na certidão, revisada após determinação da Justiça, passa a constar como causa da morte "lesões e maus tratos sofridos durante o interrogatório em dependência do 2º Exército (DOI-Codi)", substituindo a versão de "asfixia mecânica por enforcamento".
A CBF não vai se manifestar.
MAIS SOBRE MARIN
José Maria Marin é o atual presidente da CBF, a Confederação Brasileira de Futebol.
Marin é formado em direito pela USP. Durante o curso, foi também jogador do São Paulo Futebol Clube de 1950 a 1952.
Mais adiante, na década de 60, iniciou sua carreira política como vereador em São Paulo. Era então filiado ao PRP, do integralista Plínio Salgado.
Apoiador da ditadura militar, Marin foi deputado estadual pela ARENA, partido de sustentação do regime. Foi também vice-governador de São Paulo na gestão de Paulo Maluf. Assumiu o governo por 10 meses após Maluf deixar a vaga de maio de 1982 a março de 1983.
Ainda deputado estadual, nos anos 70, fez discursos na Assembleia Legislativa que, segundo críticos, acabaram levando à prisão e depois à morte do jornalista Vladimir Herzog. O dirigente alega que é "pura intriga".
Com o fim da ditadura, Marin perdeu todas as eleições livres que disputou depois. Para senador pelo PFL, depois tentou ser prefeito de São Paulo pelo PSC. Em 2002, tentou o Senado e também perdeu, PSC. Hoje está no PTB.
Marin foi vice-presidente da CBF até Ricardo Teixeira renunciar em 2012. Assumiu a presidência da entidade e, entre suas funções, está presidir o COL, o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Isto é José Maria Marín

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1979/Folhapress
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O governador Paulo Maluf (ao centro) e o vice-governador José Maria Marin (à dir.) durante discurso

Seleção periquito


POR LUIZ GUILHERME PIVA
O Pelé tem razão.
É melhor usar um time como base da seleção.
Um conjunto já treinado, calejado, acostumado a batalhas, adversidades e incertezas.
O Palmeiras.
Que, além de tudo, tem elenco para isso.
Henrique e Maurício Ramos na zaga: altura, experiência, comando e rápida capacidade de se desesperar e subir pra fazer gols, muito mais do que Dante, David Luiz e Tiago Silva, que não se desesperam nem fazem gol há muito tempo.
Vejam: estes três são zagueiros de times fortes, que jogam no ataque e retêm a bola – além de serem protegidos pelos meias. Não são testados! Mal pegam na bola numa temporada inteira!
Não jogam sob pressão, massacrados noventa minutos pelo alto, por baixo, pelos lados, como Henrique e Maurício Ramos, que cobrem os laterais e os meias, fazem as vezes de atacantes, voltam no contra-ataque e com frequência tiram a bola em cima da linha, fazendo a cobertura do goleiro e a deles mesmos, que deveriam estar na zaga mas estavam suprindo desesperadamente outras posições!
É óbvio, estatístico, probabilístico, que Henrique e Maurício Ramos teriam – como de fato ocorre – que sofrer mais gols, falhar mais. Mas é tecnicamente indiscutível, pelo acima exposto, que são melhores e mais entrosados do que os zen-budistas da seleção.
No meio, Marcio Araújo e Vilson têm mostrado velocidade, poder de marcação, fôlego, persistência, entrega, abnegação, penitência, sacrifício e fé para reterem, com suor, preces e dedos nos diques, o maremoto dos adversários.
Nem sempre conseguem, como mostra o tsunami do Mirassol. Mas é da vida, poxa, é do jogo, futebol é isso, bola pra frente.
E eles não desanimam. Seguem combatendo, lançando, correndo – e marcando gols, coisa que Hernanes, Fernando, Luiz Gustavo, Jean, Paulinho e Arouca, convocados com frequência para a seleção, não fazem: vai ver são descrentes, incréus, sabe-se lá o quê.
No ataque, é indiscutível: Leandro!
Cinco gols em oito jogos incompletos! De tempo útil, deve dar uns cinco ou seis jogos. Um gol por jogo! Não há ninguém, convocado ou não, que iguale sua marca! Nem no Brasil nem no mundo! E é o único atacante do Palmeiras que marca gols nos últimos meses! Um fenômeno!
Na armação, Wesley é perfeito para compor a base: ele falha, perde a bola, cai, erra passe, é fominha, mas tem um ótimo entrosamento com Leandro e – desde a época do Santos – Neymar. Melhor ainda se Ganso vier a compor o meio-campo: Vilson, Márcio Araújo, Ganso e Wesley! Na frente, Leandro e Neymar!
Uaaaauuuuu!!! Sem exagero, admitam: é um carrossel!, um allegro de Paganini!, uma mazurca de Brahms!, um scherzo de Mozart!, Altamiro, Jacob e Rafael Rabelo, uma catarata de cores, sons, passos, uma torrente de brilhos, risos, gozos e glórias!
Pronto.
A base tá formada.
Só faltam o goleiro e dois laterais.
Se bem que Diego Cavalieri, que é da escola palmeirense, serviria tranquilamente no arco.
Agora, lateral é difícil!
Weldinho ainda é novo, Juninho também. Ayrton e Marcelo Oliveira estão recuperando a melhor forma.
É.
Dá pra usar o Daniel Alves e o Marcelo por enquanto.
Pode ser.
Por enquanto, por enquanto!
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Falcão revela torcida por Ancelotti, mas vê amigo em situação difícil diante do Barcelona

O ex-jogador do Internacional e Roma e atualmente trabalhando como técnico, Falcão, será o convidado do 'Bola da Vez' dos canais ESPN. Em entrevista ao repórter Vinícius Nicoletti, o eterno 'Rei de Roma' revelou que está analisando algumas propostas para treinar alguns clubes, mas, até agora, nenhuma o empolgou. Perguntado sobre os favoritos nos confrontos da Champions League, Falcão falou que torcerá pelo amigo Carlo Ancelotti e o seu PSG, mas acredita que tem uma missão muito difícil pela frente, já que enfrentará o Barcelona

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Goiano

20h30 Atlético-GO 4x1 Rio Verde

Argentino


19h00 Lanús 2x2 Quilmes

Gaúcho

19h00 Lajeadense 2x1 Cerâmica

Inglês

17h00 Fulham 3x2 QPR

Espanhol

16h00 Athletic Bilbao 1x0 Granada-ESP
18h00 Betis 0x0 Getafe

Português

15h15 Nacional da Madeira 2x1 Vitória de Guimarães
17h30 Braga 2x3 Sporting

Copa da Inglaterra

09h30 Chelsea 1x0 Manchester United

Um time contra uma ideia


O gol de empate do Corinthians surgiu minutos depois de Tite mudar o posicionamento de seu meio de campo.
Emerson saiu da ponta esquerda para a direita, Danilo mudou do centro para a esquerda, Romarinho veio jogar por dentro.
Confundir a marcação não era o único motivo para Tite mexer na equipe. Romarinho ajudou a marcar a saída de bola de Maicon. Sem a mesma facilidade para deixar o campo de defesa, o São Paulo viu o Corinthians reagir e sofreu o empate.
Não é certo dizer que o Corinthians joga, em sua versão 2013, futebol tão forte quanto em 2012. Pode ser pelo marasmo do Paulistão ou pelas partidas incomuns da Libertadores. Um jogo em campo de soçaite, outro sem torcida.
Também tem a ver com a mudança de sistema. Em três partidas da Libertadores, Pato e Guerrero foram titulares, e isso transformou a equipe. Os armadores passaram a jogar pelos lados --Renato Augusto e Danilo. Faltava alguém centralizado, além dos dois volantes, Ralf e Paulinho.
O Corinthians melhora quando atua como ontem, com só um atacante enfiado, Guerrero, no primeiro tempo, ou Pato, a partir dos 11 min da segunda etapa. Marca mais, recupera mais vezes a bola, aproxima-se mais do gol adversário no ritmo de que mais gosta: veloz.
CADÊNCIA
O São Paulo tem outro tom. Foi melhor do que o Corinthians em grande parte do clássico. Mas ainda não tem um rosto, uma mistura sadia entre a velocidade de Osvaldo e a cadência de Ganso.
A cadência são-paulina não é obra apenas de Ganso se firmar como titular. Também é o jeito de Maicon jogar. Não erra passes, mas acelera pouco.
É provável que, daqui a alguns jogos, perceba-se a evolução em partidas contra defesas trancadas. Com três atacantes, o São Paulo pensava pouco e atacava muito.
Com Ganso e Maicon, o time de Ney Franco pensa mais, toca mais, mas exagera em tentar pela faixa central. Com laterais que avançam pouco, as jogadas pelos lados se restringem a Osvaldo.
Daí Ney Franco ter trocado Maicon por Wallyson logo depois de sofrer 2 a 1. No segundo lance de Wallyson, o cruzamento saiu da ponta direita e Osvaldo quase empatou.
Ao São Paulo falta superar a saída de Lucas. O time se ressente também da ausência do definidor, nos jogos grandes. Luis Fabiano tem números espantosos. Entrou em campo 16 vezes neste ano, marcou 12 gols, mas nenhum contra adversários de nível A.
Mesmo sem a força de dezembro, quando foi campeão mundial, o Corinthians ainda é uma equipe que sabe perfeitamente o que faz e o que quer.
É um time formado e venceu o clássico por isso.
O São Paulo, por enquanto, é apenas uma ideia.
A FORÇA DE PATO
Foi pênalti! Estúpido, mas foi, porque Pato tocou a bola e Rogério chutou o pé do centroavante. Ponto também de Pato que avançou para tentar tomar a bola. Pato tem tantos méritos que já tem cinco gols pela equipe. Dos novos contratados, ontem, outra grande atuação do excelente zagueiro Gil.
MÉRITO E MULTA
O Palmeiras manteve Kleina por vários motivos. Um é não ver no mercado alguém com 100% de chance de acertar o time. Quando o Corinthians manteve Tite, teve mérito. Quando o Palmeiras mantém Kleina, também pode ter. Pode dar certo. Mesmo que o Palmeiras caia na Libertadores.

Pato no Morumbi


No sexto e último clássico desta interminável fase do Paulistinha, São Paulo e Corinthians disputaram um Majestoso digno do nome.
Com o São Paulo melhor no Morumbi com apenas 21 mil torcedores, mas pouco incisivo, contra a frieza do Corinthians, além de uma arbitragem que pode ser elogiada e criticada pelos dois lados.
O apitador deveria marcar falta em Alessandro no gol tricolor e teria errado ao dar o pênalti que virou o jogo?
Não, não havia o que marcar no lance que culminou com o gol de Jadson e Rogério Ceni, mesmo sem intenção, chutou o pé de Alexandre Pato, que não solou.
O goleiro são-paulino deveria ter sido expulso?
Em tese, sim, mas por ter sido sem querer, vá lá que ficasse pelo amarelo.
O São Paulo tem mostrado um Jadson em estado de graça e um Ganso que começa a pegar no breu.
Mas o time de Ney Franco abusou das faltas e entregou o jogo quando Toloi fez o bisonho recuo que resultou na virada.
Já o Corinthians revela um Gil impecável, gigante na defesa corintiana, Danilo que cresce em momentos importantes e autor de um golaço, além de Emerson recuperado --e Alexandre Pato decisivo.
O ex-milanista proporcionou uma furada bizarra de Rogério e acabou atingido pelo veterano goleiro, fulminando-o na cobrança do pênalti.
O Pato que o corintiano quer ver, que não amarela como o do tucupi, mas que calou o Morumbi --embora o gesto de dedo na boca fosse dispensável para colaborar que mais torcedores compareçam ao próximo Majestoso, sem medo de violência.
Majestoso que se repetirá nesta temporada até na Recopa Sul-Americana.
Majestoso que, pelo que se viu nos cinco clássicos anteriores do Paulistinha, confirma a impressão de ser o de maior rivalidade do futebol de São Paulo, outro resultado da crise do Palmeiras, embora o fator principal deva ser mesmo o fato de não ser de hoje que os tricolores ultrapassaram os alviverdes em quantidade.
Some-se a isso a diferença de qualidade no Trio de Ferro e o resultado não poderia ser outro.
A nota triste do Majestoso tem a ver com o Mito são-paulino, Rogério Ceni.
Que tem falhado tanto, nas saídas de bola inclusive, que parece próximo daquilo que dizia o Doutor Sócrates: "Jogador não abandona o futebol. É o futebol que abandona o jogador".
AFETO
Um dia minha neta Luiza, ainda aos 7 anos, brincando de entrevista, me disse: "Vovô, nós, jornalistas, muitas vezes temos de dizer coisas que a gente preferia não escrever, não é?".
Babão que sou, fiquei impressionado com a pontaria tão precoce da observação.
Pois na sexta-feira passada, nesta Folha, com maestria e sensibilidade ímpares, Alcino Leite Neto, em seu depoimento sobre a querida Clô Orozco, mostrou até que ponto Luiza tem toda razão.
A família Orosco Kfouri, comovida, jamais esquecerá.

domingo, 31 de março de 2013

Potiguar

17h00 América-RN 1x0 Coríntians-RN

Alagoano

17h00 CSA 2x2 Murici

Pernambucano

16h00 Porto-PE 3x0 Serra Talhada
16h00 Salgueiro 0x2 Ypiranga-PE
16h00 Petrolina 1x1 Belo Jardim
16h00 Pesqueira 3x2 Central
16h00 Náutico 2x0 Santa Cruz-PE

Paulista

16h00 São Paulo 1x2 Corinthians
16h00 Guarani 0x3 Atlético Sorocaba
18h30 Oeste 1x2 Santos
18h30 São Caetano 0x2 Mogi Mirim
18h30 União Barbarense 0x0 São Bernardo

Paranaense

16h00 Rio Branco-PR 2x0 Paraná Clube
16h00 Nacional-PR 0x0 Toledo-PR
16h00 Cianorte 3x0 Paranavaí
16h00 Operário 2x0 J.Malucelli
16h00 Coritiba 3x2 Arapongas

Mineiro

16h00 Atlético-MG 4x1 Tupi
16h00 Caldense-MG 1x1 Boa Esporte Clube
16h00 Guarani-MG 1x0 Nacional-MG

Goiano

16h00 Aparecidense 1x2 Goiás
16h00 Grêmio-GO 2x1 Goianésia
16h00 Itumbiara 2x2 CRAC-GO
16h00 Vila Nova-GO 2x2 Anápolis

Gaúcho

16h00 Passo Fundo 1x1 Grêmio
16h00 São José-RS 0x0 Canoas
16h00 Santa Cruz-RS 3x0 São Luiz
18h00 Novo Hamburgo 2x0 Caxias
18h30 Juventude 2x0 Veranópolis
19h00 Pelotas 1x1 Cruzeiro-RS

Cearense

16h00 Guarani de Juazeiro 2x1 Fortaleza
16h00 Guarany de Sobral 1x0 Tiradentes-CE
17h00 Ceará 0x0 Horizonte-CE

Catarinense

16h00 Juventus-SC 2x0 Chapecoense
16h00 Joinville 3x0 Avaí
16h00 Metropolitano-SC 4x0 Camboriú
18h30 Guarani-SC 1x2 Criciúma

Carioca

16h00 Flamengo 1x2 Audax-RJ
16h00 Resende 1x0 Bangu
16h00 Friburguense 5x0 Olaria
16h00 Macaé 1x3 Duque de Caxias

Baiano

16h00 Bahia de Feira 2x2 Bahia
16h00 Vitória 4x1 Feirense

Argentino


14h15 Independiente 1x1 Boca Juniors 
16h10 San Martín 2x3 Godoy Cruz 
16h30 Atlético Rafaela 1x0 Unión 
18h10 San Lorenzo 0x1 Newells Old Boys 

O tamanho do vexame


A Federação francesa, reunida no final da tarde de ontem, tomou uma grave decisão. Considera que não houve resposta a seu telegrama de 1º de junho e decidiu não enviar sua seleção à Copa Jules Rimet, a ser disputada no Brasil entre 24 de junho e 16 de julho.
O calendário oficial da Copa do Mundo prevê os jogos do Grupo 4 para os seguintes dias e locais:
25 de junho: França x Uruguai, em Porto Alegre.
29 de junho: França x Bolívia, no Recife.
2 de julho: Uruguai x Bolívia, em Belo Horizonte.
... é injusto, inadmissível, obrigar a equipe francesa a jogar seus dois jogos, a quatro dias de intervalo, nas duas extremidades do Brasil, a 3.500 km de distância, e passar de uma temperatura de 0ºC a 35ºC.
O trecho acima é do jornal francês L'Équipe de 6 de junho de 1950, 19 dias antes da estreia agendada da França na Copa. O presidente da federação francesa, Henry Delaunay, chegou a receber um telefonema de Sotero Cosme, desenhista, músico e diplomata brasileiro, falando em nome do comitê organizador. Cosme insinuou a possibilidade de mudar a tabela, mas Delaunay não considerou o telefonema uma resposta oficial.
A França não veio ao Brasil em 1950.
Na quinta-feira passada, 63 anos depois, o técnico da seleção italiana estava irritado. Cesare Prandelli usaria o Engenhão como sua base de treinamentos durante a Copa das Confederações. Como se sabe, será impossível!
Semanas atrás, um ex-funcionário do comitê-executivo da Copa disse que só um ser sabe como o Maracanã ficará pronto até a Copa das Confederações: Deus!
O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, diz que o estádio de Itaquera já está pronto para 48 mil lugares, só à espera do acabamento. Mas repete o que Andrés Sanchez tem alardeado: chegar aos 68 mil lugares necessários para a abertura da Copa, só se o dinheiro do BNDES for depositado. Há dois anos há um impasse, porque o banco não aceita depositar na conta de um fundo imobiliário que tenha o Corinthians como maior cotista, pois os clubes são inimputáveis.
É possível que a Odebrecht construa o estádio inteiro e isso signifique problemas futuros para o Corinthians, que pagaria juros mais caros à empreiteira do que ao BNDES. Gobbi confia que o impasse será solucionado. Mas há quem jure que Dilma não moverá uma palha nem se a abertura tiver de mudar para Brasília.
"Se fomos capazes de realizar uma Copa em 1950, quando eu tinha 4 anos, imagino o que não poderemos fazer quando eu tiver 69", disse Lula em 2007, logo após o anúncio do Brasil como sede.
O que não poderemos fazer, nem os franceses de 1950 poderiam imaginar.

Alemão

11h30 Wolfsburg 2x2 Nuremberg
13h30 Greuther Fürth 2x3 Eintracht Frankfurt

Inglês

10h30 Aston Villa 1x2 Liverpool

Francês

10h00 Nice 0x1 Olympique
13h00 Brest 1x2 Lille
17h00 Lyon 1x2 Sochaux

Espanhol

08h00 Valladolid 1x3 Osasuna
13h00 Mallorca 2x3 La Coruña
15h00 Espanyol 2x2 Real Sociedad
17h00 Atlético de Madri 1x1 Valencia

No primeiro jogo da final, Sport vence Americana e fica perto do título inédito


No duelo entre o atual campeão da Liga de Basquete Feminino (LBF), o Americana, contra o único invicto da competição, o Sport, os vencedores foram os espectadores, que compareceram ao ginásio Municipal Milton Fenley Azenha (Centro Cívico), neste sábado, em Americana. Em um jogo muito equilibrado, as donas da casa conseguiram vencer os dois primeiros quartos, mas não tiveram a tranquilidade necessária para evitar a 11ª vitória da equipe rubro-negra. Embaladas pela armadora Adrianinha e pela pivô Erika, as pernambucanas venceram por 54 a 44 e deixaram as Leoas a uma vitória do título inédito.
- A nossa marcação cresceu no segundo tempo e isso foi determinante para que conquistássemos a vitória neste primeiro jogo, que foi muito duro. Eu não estive tão bem no aspecto ofensivo, mas pude aparecer em momentos importantes para ajudar a equipe a sair com o resultado positivo - disse a ala Palmira, do Sport.
As cestinhas da partida foram a americana Alex e Clarissa, ambas do Sport, com 17 pontos anotados cada. Com o resultado, o Sport precisa apenas de uma vitória no próximo sábado, às 10h, no ginásio Jorge Maia, na Ilha do Retiro, para levantar a taça de campeão. Já o Americana terá que acabar com a invencibilidade das rivais, para forçar uma terceira partida. Caso consiga, o jogo será realizado no dia 13 de abril, também na Ilha do Retiro.
Basquete feminino LNB sport e americana (Foto: Wado Pellizoni / Divulgação)Sport vence Americana e sai na frente na briga pelo título da LBF (Foto: Wado Pellizoni / Divulgação)
O jogo
Assim como era previsto, o equilíbrio marcou o primeiro quarto. Embaladas pela torcida que lotou o ginásio, o Americana tentou neutralizar as jogadas de ataque das Leoas. Mas a pressão não inibiu Adrianinha. Mostrando muita personalidade, a armadora da equipe pernambucana dominou as ações e impacientou as donas da casa, que passaram a errar muitos passes. Porém, a pivô Clarissa Santos resolveu chamar a responsabilidade e anotou 13 pontos. Resultado, as donas da casa deixaram o primeiro quarto vencendo por 17 a 15.
O segundo quarto também foi parelho. Jogando em casa, o Americana não se intimidou com a pressão inicial do Sport e conseguiu controlar a partida. Em um jogo bastante disputado, a equipe paulista aumentou a diferença para seis pontos e saiu para o intervalo vencendo por 26 a 20.
Com a experiência da pivô Érika e da armadora Adrianinha, as Leoas iniciaram o terceiro quanto buscando a reação. A missão da equipe rubro-negra foi facilitada pelos erros das adversárias, que insistiam, sem sucesso, em arremessos de três pontos. Alheias ao barulho da torcida, a equipe pernambucana conseguiu controlar os nervos e virou o placar: 40 a 39.
A reviravolta deixou Americana tenso em quadra. Irritado com o nervosismo das suas atletas, o técnico Luiz Zanon parou o jogo ao ver o Sport abrir cinco pontos no placar. A tentativa do treinador não deu certo. Com a tranquilidade de quem dominou toda a competição, a equipe comandada por Roberto Dornelas ampliou o marcador para 54 a 44 e venceu o jogo para chegar a sua 11ª vitória na competiçã

Cruzeiro vibra com final, e Giovane lamenta: 'Fizemos tudo que podíamos'


A manhã deste sábado foi recheada de emoções no jogo entre Cruzeiro e Sesi-SP, válido pela semifinal da Superliga masculina. A partida foi realizada na Vila Leopoldina, em São Paulo, e o atual campeão do torneio ganhou o direito de lutar pelo bicampeonato. Assim como no primeiro confronto da série melhor três, o time mineiro não cedeu um set sequer: 3 a 0, parciais de  25/22, 25/23 e 36/34. O técnico da Raposa, o argentino Marcelo Méndez, exaltou a preparação da equipe e ressaltou que independentemente do adversário da final, terá pedreira pela frente.
- Trabalhamos muito para chegar a essa final e vamos trabalhar ainda mais para ganhá-la. Para isso, teremos que jogar com serenidade, com calma, trabalhando ponto a ponto, sem pressa para fechar rápido a partida. Do outro lado, teremos um adversário muito difícil. O Minas joga muito rápido, com um levantador excelente, o Rio de Janeiro tem atacantes muito fortes -  afirmou Marcelo Mendez.
vôlei marcelo mendez cruzeiro sesi (Foto: João Pires / Vipcomm)Marcelo Mendez orienta Douglas na beira da quadra (Foto: João Pires / Vipcomm)
Já Giovane Gávio, comandante da equipe de São Paulo, lamentou a derrota, elogiou a atuação do finalista e afirmou que os jogadores do Sesi-SP deram o máximo em quadra.
Giovane Gávio, técnico do Sesi (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)Gávio lamenta a derrota, mas afirma que time deu
o máximo em quadra (Foto:Luiz Pires/VIPCOMM)
- Fizemos o máximo que podíamos. Sabemos que todos esperam a vitória de um time como o nosso, mas temos que entender que foi a vez de outro. O Cruzeiro jogou muito bem, foi consistente, tem um elenco muito bom, assim como o treinador, e nós não conseguimos reverter a situação. Todos se esforçaram muito, mas não foi o suficiente hoje - disse Gávio
Sob o comando de Marcelo Méndez há quatro temporadas, o Cruzeiro chega a sua terceira decisão seguida. O adversário na final sairá da série entre Rio de Janeiro e Minas. O time carioca tem 1 a 0 na série semifinal. A segunda partida será disputada neste sábado, às 21h30m, em Belo Horizonte, com transmissão ao vivo do SporTV. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Serena vence Sharapova de virada e ganha torneio de Miami pela 6ª vez


A norte-americana Serena Williams, número um do mundo, derrotou a russa Maria Sharapova, segunda do ranking, neste sábado, de virada, por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/0, e conquistou o Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos, pela sexta vez em sua carreira.
Serena precisou de duas horas e sete minutos para desbancar a rival. Esta foi a 12ª vitória da norte-americana sobre a russa em 14 jogos. O último triunfo de Sharapova foi no longínquo 2004, em Los Angeles.
Além deste ano, Serena, que terminou a partida com seis aces contra nenhum da rival, venceu o torneio de Miami em 2002, 2003, 2004, 2007 e 2008. É a primeira tenista a conquistar o torneio por seis vezes na carreira.
Com o triunfo, a norte-americana vai receber um cheque de US$ 724 mil (R$ 1,4 milhão), prêmio dado à campeã da competição.
Sharapova, por sua vez, desperdiçou a chance de conquistar um feito raro: vencer consecutivamente os torneios de Indian Wells e Miami, dois dos mais importantes em disputa depois dos Grand Slams.

Serena x Sharapova - 2013

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Al Bello/AFP
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Sharapova e Serena Williams posam com os troféus de 2º e p1º lugar respectivamente

sábado, 30 de março de 2013

Gaúcho

21h00 Internacional 2x0 Esportivo-RS

Mineiro



17h00 Araxá 0x3 Tombense
18h30 Villa Nova-MG 2x4 Cruzeiro

Paulista

16h00 Bragantino 2x1 Paulista
16h00 XV de Piracicaba 2x2 Ponte Preta
18h30 Palmeiras 2x1 Linense
18h30 Mirassol 0x1 Penapolense
18h30 Ituano 1x2 Botafogo-SP

Paranaense

16h00 Atlético-PR 1x1 Londrina-PR

Cearense

16h00 Ferroviário-CE 1x4 Icasa

Catarinense

16h00 Figueirense 1x1 Hermann Aichinger

Carioca

16h00 Volta Redonda 2x1 Quissamã
16h00 Nova Iguaçu 0x0 Madureira
16h00 Fluminense 2x0 Boavista

Alagoano


15h15 CEO 1x0 CRB
15h15 Corinthians-AL 2x0 ASA

Argentino

14h00 Argentinos Juniors 1x0 All Boys
18h10 River Plate 0x0 Vélez Sarsfield
20h15 Estudiantes 0x1 Racing Club

Português

13h00 Vitória de Setúbal 2x4 Marítimo
13h00 Moreirense 1x1 Estoril
13h00 Beira-Mar 0x1 Olhanense
15h15 Acadêmica 0x3 Porto
17h30 Benfica 6x1 Rio Ave

Francês

13h00 Troyes 2x2 Saint-Etienne
16h00 Ajaccio 2x3 Toulouse
16h00 Bordeaux 1x1 Lorien
16h00 Evian 2x2 Reims
16h00 Rennes 0x2 Nancy
16h00 Valenciennes 3x4 Bastia

Espanhol

12h00 Rayo Vallecano 1x3 Málaga
14h00 Celta 2x2 Barcelona
16h00 Zaragoza 1x1 Real Madrid
18h00 Levante 1x0 Sevilla

Alemão

11h30 Stuttgart 1x2 Borussia Dortmund
11h30 Freiburg 2x0 Borussia Mgladbach
11h30 Fortuna Düsseldorf 1x4 Bayer Leverkusen
11h30 Augsburg 0x2 Hannover 96
11h30 Mainz 05 1x1 Werder Bremen
11h30 Schalke 04 3x0 Hoffenheim
14h30 Bayern de Munique 9x2 Hamburg

Italiano

11h00 Udinese 0x0 Bologna
11h00 Lazio 2x0 Catania
11h00 Cagliari 2x1 Fiorentina
11h00 Internazionale 1x2 Juventus
11h00 Parma 3x0 Pescara
11h00 Palermo 2x0 Roma
11h00 Atalanta 0x0 Sampdoria
11h00 Genoa 2x2 Siena
14h30 Chievo Verona 0x1 Milan
17h00 Torino 3x5 Napoli

Inglês

09h45 Sunderland 0x1 Manchester United
12h00 Arsenal 4x1 Reading
12h00 Manchester City 4x0 Newcastle United
12h00 Southampton 2x1 Chelsea
12h00 Swansea City 1x2 Tottenham
12h00 West Ham 3x1 West Bromwich Albion
12h00 Wigan 1x0 Norwich
14h30 Everton 1x0 Stoke City


Valdivia, o marajá chileno: R$ 170 mil por jogo com a camisa do Palmeiras

Periquitos de bico quebrado aproveitaram a lambada do ‘Mirasshow’ e a chegada do querido coelhinho da Páscoa para saborear numa calculadora o custo/benefício do mago Valdivia.

Primeira constatação: desde o retorno do jogador, em agosto de 2010, o Palmeiras disputou 191 partidas e o meia esteve em campo apenas 91 vezes, de acordo com levantamento de Fábio Leite, na 'Folha'. Por causa de problemas físicos, cartões e sequestro relâmpago, o chileno participou de 47,9% das partidas.

Contratado por R$ 20 milhões, Valdivia ganha R$ 500 mil por mês. É o maior salário no ninho dos periquitos.

Põe, tira, deixa ficar: em 31 meses, Valdivia aumentou a poupança nossa de cada dia em R$ 15,5 milhões apenas com a remuneração mensal – tem ainda os prêmios por vitória e empate, além do bicho pela Copa do Brasil de 2012.

Isto posto, segue a tarantela: o mago faturou cerca de R$ 170 mil cada vez que entrou em campo para defender o Palmeiras.

O contrato do atleta só termina em 2015. Até lá, o clube tem de pagar com juros o empréstimo de R$ 14 milhões do Banco Banif para comprar 54% dos direitos do meia. O conselheiro Osório Furlan Júnior detém 36% (investiu R$ 6 milhões) e Valdivia é dono de 10%.

A favor do mago contra as cornetas: com ele, o time venceu 45 vezes, empatou 22 e perdeu 24; sem ele, 35 triunfos, 33 empates e 32 fracassos. Ruim com Valdivia, pior sem ele?
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Pitacos da rodada. Na volta das estrelas Neymar e Montillo, Peixe apaga no aquário da Vila Belmiro. Fica duas vezes na frente do Mogi Mirim, mas cede o empate – Neymar completa quatro jogos sem marcar no Paulistinha; em Porto Alegre, defesa entrega o ouro e Grêmio leva chumbo (2 a 1) do Cruzeiro no Gauchinho – bye, bye invencibilidade na Taça Farroupilha.

Sugismundo Freud. Primeiro cave o poço e depois sinta sede.

Arrocho tricolor. O bicho está pegando no soberano São Paulo. A turma da retaguarda espuma de felicidade desde a final da Copa Sul-americana, quando o clube desceu o facão e reduziu pela metade o prêmio do caneco. De quebra, o bem-amado diretor Adalberto Baptista informou que, a partir daquele momento, a ajuda de custo por vitória e empate cairia em 50%. Aos poucos, Baptista está se transformando em primeiro-ministro de 'Juvenal Antena'.

Pica-Pau.
 Não convide o presidente Mario Gobbi e o ex Andrés Sanchez para dividir o mesmo prato de batatinha. Vai sobrar ketchup e mostarda para todos os lados. O eterno rei do sorriso deu uma rasteira em Gobbi na reunião do conselho que vetou propostas para democratizar o Corinthians. 

Só pra contrariar. Dá para apostar na ressurreição do periquito na gaiola de Gilson Kleina após 12 derrotas, nove empates e só 12 vitórias, em 33 jogos?

Zapping 1. A vitória do soberano Tricolor diante do Paulista rendeu 18 pontos no ibope da plim-plim na grande Pauliceia entregue ao bangue-bangue. Uma semana atrás, 15 de Piracicaba x Corinthians cravou 19. A Band, que também transmitiu o jogo do São Paulo, obteve quatro pontos, um a menos que o embate do ‘bando de loucos’. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios. Na Cidade Maravilhosa das balas perdidas, a emissora carioca conseguiu 24 pontos com Bangu x Flamengo, mesma audiência da final Botafogo x Vasco, pela Taça Guanabara. Cada ponto representa 38,6 mil residências. 

Zapping 2. Novo contratado da plim-plim, Rubinho ‘Bate-ou-quebra’ pulverizou a apresentação da programação da emissora para este ano. O piloto entrou no palco dirigindo um carro de corrida. Até aí, tudo bem, diria Michael Schumacher. Mas antes, nos bastidores, deixou a máquina ‘morrer’ duas vezes. 

Borogodó no garrafão. O tempo esquentou no jogo Palmeiras x Liga Sorocabana, pelo Nacional de basquete. Lá pelas tantas, o treinador e presidente da Liga, Rinaldo Rodrigues, soltou um ‘vai Corinthians’. A galera ficou uma fera e o diretor palmeirense Siro Casanova foi tirar satisfação. Na saída do vestiário, a PM pintou no pedaço para evitar uma agressão ao técnico, que estava sozinho na jogada. Os atletas da Liga saíram antes. 

Gilete press. De José Luiz Portela, no 'Lance': “A seleção é uma volta ao passado. Um retrô 2002, sem Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho (jovem). Scolari, mais encanecido, rosto fatigado, de touca, parece mais um bom avô. A seleção e a CBF estão desarticuladas. Marin, Parreira e Scolari são a Famiglia, 10 anos depois, mais lassa, obesa e acomodada. Brincando transigentemente com os netos.” Um direto nocauteador.

Tititi d’Aline. O nobre presidente Paulo Nobre realizou um sonho na chefia da amarelinha desbotada: entregou a camisa do Palmeiras ao lateral Marcelo e ao atacante Hulk. Quem não tem cão caça com periquito.

Você sabia que... o deputado-pitbull sugeriu a dobradinha Andrés Sanchez/Raí para comandar o Circo Brasileiro de Futebol?

‘Bola de ouro’. Palmeiras. Sob incansáveis aplausos dos coirmãos corintianos, são-paulinos, santistas e da Série B, o clube decidiu não mexer uma palha no ninho dos periquitos após a sapatada do ‘Mirasshow’.

Bola de latão. Peixe. Um mergulho no balanço das contas de 2012 mostra que os anjinhos vândalos organizados beliscaram R$ 105 mil dos cofres do clube. Dindim para bancar viagens e ingressos em jogos fora do aquário da Vila.

Bola de lixo. Flamengo. O arrocho é mesmo para valer no urubu: gastou com o diretor remunerado Paulo Pelaipe a irrisória quantia de R$ 21 mil em menos de um mês. Bancou hospedagem numa pensão cinco estrelas e celular. 

Bola sete. “Trabalhar no Palmeiras é como morar em Israel. Ao primeiro toque da sirene, você já tem de ficar alerta para ver o que vai acontecer” (do ‘professor’ Gilson Kleina, antes da catástrofe em Mirassol – é fato).

Dúvida pertinente. O Palmeiras está certo em atribuir uma goleada histórica de um dos piores times do Paulistinha a um acidente de um trabalho?

Bayern de Munique e a hora de coroar o sucesso fora dos gramados



O campeonato alemão está praticamente decidido. Faltando oito rodadas para seu término o Bayern de Munique preciso de apenas cinco pontos para não depender de mais ninguém. Porém, dependendo das combinações de resultada da rodada do próximo final de semana o time de Munique poderá levantar a taça.

O título, aguardado com muito entusiasmos por lá, servirá para consolidar não apenas o futebol do clube, mas também um modelo de gestão e de marketing de primeira qualidade. Quando falamos de marketing ou estratégia é natural lembramos sempre do Braça, do Real ou do ManU. Sem dúvidas excelentes referencias, mas atualmente não citar o time alemão quando analisamos estratégias de sucesso pode ser considerado até um sacrilégio e é fácil entender o motivo.

Ano passado a Deloitte, em seu relatório anual sobre futebol, o clube alemão apareceu como o clube que mais arrecadou com sua área comercial, principalmente através da valorização dos seus contratos de patrocínio. Assim, dos € 321,4 milhões arrecadados pelo clube (gráfico abaixo), € 177,7 estão presos a receitas comerciais ou seja, 55% da receita total.

Deloitte
Receitas do Bayern
Receitas do Bayern
 

Além disso, segundo levantamento dos clubes, o Bayern é o quarto clube do mundo que mais vende uniforme. Perdendo apenas para Real Madrid, Manchester United e Barcelona que, hoje, ainda possuem marcas mais globalizadas e alcançam um público maior.

Um ponto interessante de se discutir a respeito dos patrocinadores do Bayern é o nacionalismo envolvido com o clube. Seus principais patrocinadores são empresas de sangue alemão: Deutsche Telekom (€ 30 milhões/ano até 2013) e a Audi, parceira do clube desde 2002, que atualmente detém 9,09% das ações do clube (tendo pago perto dos US$ 135 milhões). O material esportivo é fornecido pela Adidas (€ 25 milhões/ano até 2020) e, para fechar o quadrado mágico alemão, a companhia área Lufthansa. A empresa renovou este ano, até 2018, uma parceria que já dura nove anos. Assim a Lufthansa é a responsável pelo transporte aéreo da equipe.

Mesmo não sendo uma empresa Alemã merece destaque aqui a Coca-Cola. A empresa renovou em fevereiro deste ano, até 2016, um acordo que já dura 45 anos.

O retorno para estes parceiros parece certo. Basta ver que os patrocinadores são, na verdade, parceiros http://espn.estadao.com.br/post/318943_sponsorship-e-partnership longa data do clube.

Outro fator que continue e justifica estas parcerias é a torcida do Bayern. Levantamento recente mostra que 25% dos alemães torcendo para o principal clube de Munique. No Twitter o clube alemão aparece apenas na 36o colocação entre os clubes do mundo inteiro, mas é o primeiro de seu país. No facebook o Bayern também não faz feio. É, disparado, o clube alemão com mais fãs. São 6 milhões no total contra os 1, 9 milhões do Borussia Dortmund, 134 mil do Bayer Leverkusen e 70 mil do TSV München 1860.

Ajuda no desenvolvimento deste trabalho o profissionalismo da Bundesliga (que este ano completa 50 anos http://espn.estadao.com.br/post/318948_bundesliga-coca-cola-e-um-pouco-de-historia) e que é a segunda liga que mais arrecada com patrocínios masters (€ 119.8 milhões), perdendo apenas para a Premier League (€ 148.7 milhões), mas a frente da Serie A italiana (€ 82.8 milhões) e do tradicional Campeonato Espanhol (€ 78.7 milhões).

Todo esse sucesso (do Bayern e da Bundesliga) é consolidado na audiência do público no estádio. Com média de 93% de ocupação (pouco mais de 45 mil pessoas por jogo) o Campeonato Alemão é o campeonato com melhor média do mundo.

Mesmo tendo surgido bem depois que seus principais rivais (Ingles, Espanhol e Italiano) a Bundesliga é, hoje, um modelo a ser analisado por todos e, não a toa, possue os clubes mais bem preparados para o Fiar Play Financeiro da FIFA.

Está mais do que na hora dos clubes daqui começarem a se espelhar nas histórias de sucesso dos clubes germanos e, quem sabe, introduzir por aqui algumas das boas práticas de lá. 

O Harlem Shake da discórdia

A não ser que você tenha passado as últimas semanas totalmente desconectado, pelo menos sabe o que é o Harlem Shake. A febre gerou centenas de vídeos do gênero, e naturalmente os clubes de futebol não ficaram alheios. Corinthians e Internacional foram alguns a embarcar na moda.

Na Itália, a Lazio teve a ideia de fazer um Harlem Shake em conjunto com a Roma, de forma a aliviar as tensões tão frequentes antes do dérbi marcado para 8 de abril, pelo Campeonato Italiano. A proposta seria ter cinco jogadores de cada time na gravação, feita no estádio Olímpico.

Estava tudo marcado para a tarde de quinta-feira, mas algo mudou os planos. Em entrevista à Gazzetta dello Sport para falar de seus 20 anos de Serie A, o capitão romanista Francesco Totti não perdeu a chance de cutucar os rivais.

"Esportivamente falando, para mim os 'laziali' são todos antipáticos", afirmou Totti.

A declaração, apesar da clara ressalva inicial, causou protestos de torcedores da Lazio na mídia romana e repercutiu institucionalmente. De acordo com a Gazzetta, os dois clubes trocaram telefonemas e e-mais irritados e a iniciativa acabou cancelada.

Olhando pelo lado positivo, fomos poupados de mais um Harlem Shake, que já cansou. Mas novamente uma chance de demonstrar que a rivalidade pode ficar apenas restrita ao campo foi desperdiçada.

Con los terrorista
"Con los terroristas..