sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fábrica de talentos, Flu mostra planos para seguir projeto vitorioso


Dentro da nova filosofia implantada nas categorias de base do Fluminense, Xerém não só revela talentos, mas está de portas abertas para eles. Muito disso passa pelo projeto montado pelo gerente de futebol Marcelo Teixeira para garimpar craques pelo Brasil. Assim, o Tricolor se tornou onipresente na busca por garotos para reforçar suas equipes nas principais competições dessas categorias.Ao receber o LANCENET! em sua sala, nas Laranjeiras, o dirigente – com experiência como observador de talentos para o Manchester United (ING) na América do Sul – contou como trabalha com sua equipe em busca de jovens promissores.– Montamos uma equipe que hoje tem cinco pessoas. Uma fica fora, em São Paulo. Com eles, faço um mapeamento do mercado. Estamos fazendo um trabalho de inteligência e utilizando isso para tentar identificar garotos promissores em todo o Brasil – disse.Para a Copa SP de Futebol Júnior do ano que vem, o planejamento já foi traçado. Por meio de uma rede de contatos, os observadores tricolores já têm mapeados os destaques de quase todos os mais de 90 clubes que estarão na disputa.Para interessar aos olheiros, o jovem precisa preencher alguns pré-requisitos, como jogar em uma categoria acima da sua idade.– Não queremos que um lateral só apoie. Tem de saber marcar. O meia armador tem de entrar na área. Volante é um jogador que precisa saber armar e ser eficiente para marcar – explicou Teixeira.Com mais de 400 jovens em Xerém, muitos não são aproveitados. Para isso, o Fluminense busca manter todos em atividade, como fez com Wellington Nem:– Procuramos emprestar aqueles sem espaço, sem perder o vínculo com o clube – afirmou Teixeira.
ABEL CONVERSOU COM GAROTOS
Totalmente integrado com o projeto das categorias base, Abel Braga, por iniciativa própria, fez questão de apoiar os jogadores dos juniores após a equipe perder um clássico para o Flamengo:– Abel hoje sabe chamar todo o time de juniores pelo nome. Sofremos uma goleada para o Flamengo e logo em seguida ele chamou os meninos nas Laranjeiras, se trancou com eles no vestiário e ficou mais de uma hora explicando o que era Fluminense. Isso foi uma iniciativa própria. Ele é formado pelo clube também e conhece o que é ser da base – contou Marcelo Teixeira.Hoje, o time profissional conta com 12 jogadores revelados nas categorias de base, cerca de 40% de todo o elenco. De todos, apenas Wellington Nem, Digão e Matheus Carvalho não subiram com o treinador.
GARIMPO DE TALENTOS TAMBÉM NA ARGENTINA
Além de buscar talentos dentro do Brasil, o Fluminense fechou uma parceria com dois centros de formação na Argentina para fazer intercâmbio de jogadores. Recentemente, o Tricolor recebeu seis garotos, três de cada centro, e apenas um foi aprovado nos testes. Como é menor de 18 anos, o jovem retornou para Buenos Aires e pode voltar ao Flu no início do ano que vem.– Conseguimos identificar dois centros muito interessantes. Estão montando um negócio grande e o mercado brasileiro tem potencial. Teve um garoto que gostamos. Já  mandei a proposta formal. Não envolve muito dinheiro e sim percentual. Esperamos trazer mais jogadores ano que vem e mandar pessoas nossas para lá – disse Marcelo Teixeira, completando:– É um projeto no qual estamos iniciando e que vamos investir nele. Vamos começar a observar também as ligas colegiais, que revelam muito garotos de talento.Teixeira ainda afirmou ser complicado competir com os grandes clubes argentinos nos maiores centros devido à paixão de torcedor.– Lá eles são muito fanáticos e os garotos querem jogar pelos clubes que torcem – afirmou.
BUSCA PELA INTEGRAÇÃO ENTRE AS CATEGORIAS
Além da escolha minuciosa de acordo com o perfil estabelecido para jogar nas categorias de base, o clube implementa um estilo parecido com do Barcelona (ESP), que consiste em fazer as categorias de base atuarem com o mesmo esquema tático do profissional.– Na base do Fluminense não se  joga com três zagueiros. O juniores jogam com o mesmo esquema do  Abel Braga. Abel muda e os juniores mudam. Sempre trabalhamos  para o treinador ficar o mais tempo  possível para manter essa unidade. Esse é o trabalho que está sendo feito no clube. Estamos buscando profissionais que se adaptem a esta metodologia, o que não é fácil – disse Marcelo Teixeira.O dirigente, no entanto, reconhece que o caminho ainda é longo, até mesmo no momento de escolher os profissionais que trabalharão com a garotada na base.– O que trabalhamos muito com os treinadores é no sentido de mostrar que existe uma tendência no futebol atual. Se os treinadores da base não entenderem o que é o futebol moderno, vão tomar decisões erradas na hora de escolher o jogador. Precisamos que seguir essa tendência – completou.
BATE-BOLAMarcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense, em entrevista exclusiva ao LANCENET!1 - Como trabalham com os jogadores que estouram a idade na base?LANCENET!: Hoje temos 18 jogadores emprestados. Em todo clube o jogador que estoura a idade fica sem espaço e  treina em separado. Nossa intenção é mostrar para o mercado que o jogador que estoura a idade pode jogar em outros lugares, mas com  vínculo com o clube. Ao jogador que sabemos que não vai ter espaço, buscamos um destino.2 - Por que venderam um jovem como o Fabinho?L!NET: Foi uma oportunidade. Depende disso também. Já tínhamos Wallace. O Fabinho estava no meio. Tínhamos trazido ele a custo zero e surgiu uma proposta legal. Foi aí que entrou o Peter (Siemsen). Ele disse que o recurso seria investido em Xerém. Não pensamos duas vezes depois que ele disse isso.3 - Vocês têm medo de aliciamento de clubes europeus?L!NET: O mercado está começando a melhorar. A Fifa apertou o cerco. Menor não pode se transferir para fora, a não ser que o clube leve a família para trabalhar. É a forma de burlar a lei. A Fifa vem monitorando.4 - Há novos garotos chegando?L!NET: Quando viajo com o Fluminense, costumo ver jogos da base. Trouxemos um garoto de 15 anos, o Gustavo, do Juventus (SP). Ele está arrebentando. Estamos de olho.

Jogadores pedem no Twitter para que Juninho fique no Vasco


A permanência de Juninho no Vasco é um desejo de quase todas as pessoas que estão ligadas ao clube. A diretoria já disse que o presidente está cuidando diretamente do processo. Os torcedores têm o Reizinho como um dos maiores ídolos da história. E agora, até os jogadores estão se manifestando para que o camisa 8 fique em São Januário. Quatro atletas cruz-maltinos, entre eles Marlone e Romário, postaram em suas respectivas contas no Twitter "#ficajuninho".
Nesta quarta-feira, O Vasco revelou que Juninho não joga mais neste ano. O jogador, devido aos esforços realizados na temporada, sente uma fadiga muscular e em consenso com a diretoria e ficologistas decidiu não jogar os dois últimos jogos do Brasileirão, que relativamente não valem nada para o Cruz-Maltino.
Há quem acredite que essa atitude tenha sido uma manobra para que Juninho deixe a Colina. O contrato do atleta acaba neste ano e a renovação virou uma novela nos últimos dias. O empresário do jogador alega que a situação financeira pela qual o cruz-maltino passa pode dificultar uma futura negociação. No entanto, Juninho já disse que seu desejo é ficar em São Januário.
Juninho jogou 50 partidas este ano. Só Fernando Prass, Nilton e Alecsandro jogaram mais que ele. Em campo nessa temporada, o Reizinho marcou 14 gols, venceu 25 jogos, empatou 10 e perdeu 15.

Seedorf ressalta importância dos projetos sociais que promove


O holandês Clarence Seedorf, que esteve nesta quinta-feira no Maracanãzinho promovendo o "Panna Knock Out", projeto social que beneficiará 150 crianças cariocas, falou sobre a importância do desenvolvimento de estruturas para que os jovens possam encontrar no esporte uma oportunidade para crescerem na vida. O jogador citou o crescimento físico e intelectual como essenciais desde os primeiros anos.
Durante o evento, que contou com a presença do príncipe e da princesa da Holanda, Seedorf defendeu a tese de que o esporte, além de manter crianças e adolescentes mais longe dos perigos da criminalidade, pode ensinar às crianças determinados valores que serão levados para o resto da vida:
- Está provado cientificamente que o preparo físico de uma criança que pratica esporte é muito melhor do que o de uma que não pratica. Dá mais habilidade na escola e mantém a garotada fora do perigo de drogas e coisas erradas. É necessário que se crie estruturas para as crianças, para que possam desenvolver o esporte, não só o futebol, para diversão, jogar junto, crescer com os valores do esporte, que são bastante importantes.
Para Seedorf, a participação em projetos sociais não é novidade. Quando ainda atuava na Europa, o jogador abriu a instituição "Champions for Children", que ajuda crianças carentes em todo o mundo. Já no Botafogo, o camisa 10 foi um dos nomes que divulgou a campanha "Estrela Solidária", promovida pelo próprio clube.
MEIA EXPLICA JOGO DE RUA HOLANDÊS
Durante o "Panna Knock Out", o curioso mini-jogo de futebol chamou atenção de jornalistas crianças. O panna surgiu na Holanda e tem como objetivo fazer com que o jogador consiga passar a bola por baixo das pernas do adversário, o que é comumentne chamado no Brasil de "caneta" ou "rolinho".
Seedorf explicou a existência do jogo - que pode ganhar um campeonato mundial em 2014 -, dizendo que a atividade também teve um papel social dentro da Holanda, atraindo a atenção de muitas crianças para o esporte e as atividades físicas.
- O panna é uma coisa muito holandesa, começou nas ruas. Era uma brincadeira de passar a bola entre as pernas. Jogam dois contra dois, um contra um, e é muito legal. É um jogo de técnica pura, e a função que tem na Holanda é social mesmo. Em qualquer lugar pode se ter um campo assim. Então a ideia foi gerada visando os jovens, é importante que as crianças tenham isso - disse.

sso é Vasco x Fla! Ramon alfineta e Tenório retruca: 'O negócio é lá dentro


O torcedor que achou que o clássico deste sábado estava apagado, agora tem um prato cheio para voltar a sentir o verdadeiro gostinho de um jogo entre Vasco e Flamengo. Ramon, pelo lado rubro-negro, e Tenório, pelo cruz-maltino, apimentaram a eterna rivalidade.
Ex-jogador do Gigante da Colina, tendo sido, inclusive, campeão da Copa do Brasil ano passado, o lateral-esquerdo voltou a alfinetar o clube de São Januário, demonstrando novamente mágoa com os torcedores, assim como já havia feito no primeiro turno do Brasileiro, quando realizou a jogada do gol da vitória do Fla, marcado por Vágner Love.
– Independentemente do clube que eu esteja defendendo, contra o Vasco será sempre um algo a mais. Vou querer sempre ganhar, por tudo que aconteceu. Não sou essa pessoa que eles dizem que eu era – disse.
Indagado se incomodava ser chamado de “traidor” pelos vascaínos, Ramon emendou de primeira:
– Eles me chamaram de traidor, mas se traí alguém foi o Flamengo. Como flamenguista, eu joguei pelo Vasco – declarou o lateral, que chegou ao Vasco na Série B, em 2009.
Com personalidade forte, o equatoriano Tenório já sente que o clima é diferente quando se trata do “Clássico dos Milhões”. O Demolidor, como gosta de ser chamado, chegou a compará-lo a um Barcelona x Real Madrid, na Espanha.
 Tenório quer gol contra o Fla: 'Vai ser especial'
Vivendo a expectativa do primeiro Vasco x Flamengo, o atacante da Colina tomou conhecimento das declarações de Ramon, conhecido de seus atuais companheiros.
– Eu sei quem é Ramon porque já o vi jogar. Os caras (jogadores do Vasco) falaram que ele jogou pelo Vasco. Mas tem uma coisa: eu jogo pelo clube, não vou dizer que já sou vascaíno, mas tenho respeito pela instituição. Se amanhã for jogar em outro time, vou defender o meu atual time, mas sempre com respeito à equipe que joguei – declarou.
Experiente, o Demolidor, de 33 anos, destacou que o recado tem de ser dado em campo, neste sábado, às 19h30, no Engenhão.
– Não adianta ficar falando. Lá dentro do campo é outra coisa. O negócio vai ser lá dentro, pode ficar tranquilo. Se ganharmos o jogo, vai ser bom. Nós vamos esperar o sábado. É o que o Vasco está esperando – enfatizou Tenório, que só enfrentou o Fluminense em clássicos.
Antes querido, Ramon anda com imagem arranhada na Colina
Entre 2009 e 2011, Ramon tornou-se um dos jogadores mais queridos dentro do Vasco. Com seu jeito extrovertido, contagiou jogadores e funcionários. No entanto, as declarações que passou a dar depois que se transferiu para o Flamengo começaram a não soar bem em São Januário.
Há quem diga, nos corredores da Colina, que o lateral-esquerdo não precisava falar desta forma, pois anda passando uma imagem de ingratidão com o clube. O argumento dado é que o Vasco o projetou para o cenário do futebol, já que antes ele era reserva no Internacional.
No jogo do primeiro turno do Brasileiro, teve quem evitou cumprimentá-lo após a partida.Ramon, porém, ainda é querido por muitos. O apoiador Carlos Alberto e o volante Fellipe Bastos são grandes amigos dele no atual elenco do Gigante da Colina.
Bate-BolaRamon
Você sempre fala sobre o Vasco com uma certa mágoa. Por que este sentimento em relação ao clube?
Eu sempre respeitei o Vasco. Sou flamenguista e sempre fui, mas quando saí de lá, não me respeitaram. Na vida tudo tem um fim e o Vasco acabou para mim. Respeito o clube, mas quero ser conhecido como Ramon do Flamengo.
Mas o que deixou você mais chateado em São Januário?
A torcida criou raiva de mim. A pior coisa é ser julgado por uma coisa que você não é. Ela me chamou de traidor, mas se traí alguém, foi o Flamengo, pois como flamenguista, eu joguei pelo Vasco. Isso me magoou muito e não quero que minha filha cresça ouvindo besteira. Isso não tem mais volta para mim.
Então não é bem mágoa, o sentimento, mas sim raiva...
Não é raiva e sim uma vontade de vencer mais. Não quero brigar com ninguém, quero é jogar bola e vencer. Tenho muitos amigos que jogam lá, que frequentam minha casa. E os respeito muito.
Tenório sobre os clássicos: ‘A maioria eu ganhei’
Tenório foi revelado pela LDU. Desde jovem, acostumou-se com os clássicos equatorianos contra Barcelona e Deportivo Quito. Depois, transferiu-se para o Qatar, onde atuou por oito anos no Al-Sadd, e também conviveu com as rivalidade clubísticas de lá. Também somando os clássicos entre seleções, ele garante que o saldo é positivo.
– Já joguei vários. Perdi muitos poucos clássicos, a maioria eu ganhei – declarou.
Foi no Qatar que o Demolidor apontou o clássico mais especial, contra o Al-Arabi, que contava com o temido argentino Batistuta.
– Dias antes começaram a colocar pressão: “Tenório, amanhã tem um jogo muito difícil, um clássico.” Eu falei: “A coisa mais difícil do mundo vai ser o dia em que eu morrer”. No dia do jogo, vencemos por 7 a 0 e eu fiz cinco gols. Depois, eu falei assim: “Esse é o complicado?”. Foi um jogo que me marcou muito.
Bate-BolaTenório
Qual a expectativa de jogar pela primeira vez contra o Flamengo?
Sempre na vida há uma primeira vez. Se não acontecer nada hoje ou amanhã, vou jogar. É um clássico, uma partida especial.
Especial, porém não há muitas pretensões para ambos...
Hoje não é tão especial porque as coisas estão completamente definidas para os dois times, mas não deixa de ser um clássico. É importante para o torcedor. Temos que jogar com a mesma seriedade. Não queremos sair envergonhados. O Flamengo também não quer a mesma coisa. Para nós, o campeonato ainda não acabou e vamos jogar com a mesma intensidade.
Como será, de repente, marcar um gol contra o Flamengo?
Se eu marcar um gol contra o Flamengo será especial por tudo o que passei este ano, por conta das lesões. Todos os times do Brasil são importantes, mas fazer um gol contra o Flamengo será especial. Não sei se vou marcar um gol, mas vou lutar bastante

Goleiro Lopes acerta sua saída do Fortaleza

Goleiro Lopes e atacante Ray definem situação no clube. (Foto: Banco de Dados / O POVO)Goleiro Lopes e atacante Ray definem situação no clube. (Foto: Banco de Dados / O POVO)
Atualizado às 22h10min
O goleiro Lopes não vai ficar no Fortaleza para a temproada 2013. A diretoria tricolor chegou um acordo para a saída do atleta na noite desta quinta-feira (22). A informação foi oficializada pelo twitter do clube. 
Com isso, chega a 12 o número de jogadores que já acertaram suas saídas do Tricolor. Nesta quinta, outros dois jogadores se desligaram da equipe: o lateral-esquerdo Kauê e o volante Careca. Por outro lado, o lateral-esquerdo Marinho Donizete acertou sua permanência no clube para 2013. 
Lopes chegou ao Fortaleza no ano passado, foi titular absoluto da equipe durante a disputa da Série C.
Veja a lista de jogadores que já deixaram o Fortaleza após a Série C: 
Goleiro: Fábio Lima e Lopes
Zagueiros: Fabrício, Cléber Carioca e Micão
Laterais: Kauê e Tiago Granja
Volantes: Marielson e Careca
Meias: Geraldo e Jackson
Atacante: C

Icasa fará 1ª partida no Romeirão e vai decidir título da Série C fora de casa


Após superar o Paysandu, o Icasa agora só pensa na final da Série C. E o time do Cariri já sabe que, independente do adversário, a 1ª partida será disputada no estádio Romeirão e o 2° jogo fora de casa. 

Isso porque tanto Oeste como Chapecoense - que disputam a outra vaga na final - somaram mais pontos que o Verdão ao longo da Série C e terão o direito de decidir o título diante de seus torcedores. 

As datas dos dois confrontos da final ainda estão indefinidas, mas o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, adiantou à Rádio O POVO/CBN que os duelos devem ocorrer nos primeiros dois fins de semana do mês de dezembro.
 
"Deve ser dia 1° ou 2 de dezembro o jogo de ida, já certo no Romeirão, e dia 8 ou 9 a partida de volta, em que o Icasa vai tentar buscar a troféu fora de casa. Vamos aguardar a definição da CBF, que ainda passará pelo crivo da TV (emissora detentora dos direitos de transmissão), que pode sugerir outras duas datas", comentou o cartola. 

Carmélio foi enfático ao declarar que era boato a informação de que o primeiro jogo da final já seria na próxima quarta-feira (28) e o jogo de volta no dia 2 de dezembro, para que o campeão fosse premiado na festa do Campeonato Brasileiro promovida pela CBF, no dia 3. 

Grávida, Juliana Veloso vê no futuro filho motivação para estar no Rio 2016



A esperada medalha olímpica não veio nos Jogos de Londres para Juliana Veloso. Três meses depois da competição, porém, surgiu a confirmação de uma grande alegria em sua vida: aos 32 anos, a saltadora carioca está grávida de seu segundo filho. A criança, ainda sem confirmação do sexo, deve nascer em maio de 2013 e já virou motivo de empolgação para Juliana disputar as Olimpíadas do Rio, em 2016, que significará a sua quinta disputa olímpica.

-  É uma das coisas que mais me motiva a estar nos Jogos do Rio. O Pedro vai estar com seis anos, imagina para ele estar na arquibancada com os amiguinhos - afirma a atleta, dona de uma medalha de prata e duas de bronze em Jogos Pan-Americanos.

O primeiro filho, Pedro, veio logo depois dos Jogos de Pequim 2008 e está com três anos e meio de idade. Com a primeira gravidez, Juliana chegou a engordar 35kg, mas recuperou o físico e os resultados a tempo de conseguir disputar as os Jogos na capital inglesa. Agora, mesmo em um período de recuperação, a saltadora mantém a atividade física com a ginástica, orientada pelo pai, Julio Veloso, que é professor de Educação Física.
Juliana Veloso treina na academia grávida de seu segundo filho (Foto: Reprodução internet)Juliana Veloso treina na academia grávida de seu
segundo filho (Foto: Reprodução internet)
- A única coisa que eu não tenho feito que é recomendado é natação, porque eu acho que mereço uma folga da piscina - afirma.

A gravidez antes de um ciclo olímpico é uma opção para as atletas de alto rendimento que sonham ser mães. A tricampeã olímpica americana do vôlei de praia Kerry Walsh teve dois filhos entre Pequim e Londres, e conquistou a medalha de ouro em 2012 grávida de 5 semanas. A remadora fabiana beltrame foi mãe em 2010 e conquistou o Campeonato Mundial depois de ter a filha Alice.
- Eu queria engravidar rápido porque tenho planos de voltar paras as Olimpíadas de 2016. Quanto antes eu engravidasse mais cedo eu voltaria a treinar e teria mais tempo para chegar à minha forma, mas nunca imaginei que fosse ser tão rápido - explica Juliana.
Nos Jogos de Londres, Juliana terminou a prova do salto no trampolim de 3m na 28º colocação. A sua melhor participação foi nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, com o 16º lugar na plataforma de 10m.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Brasileirão Série C

21h00 Icasa 2x1 Paysandu-PA

Copa Sul-Americana

20h15 Universidad Católica 1x1 São Paulo
22h45 Tigre 0x0 Millonarios

Liga Europa

13h00 Anzhi Makhachkala 2x0 Udinese
13h00 Rubin Kazan 3x0 Internazionale
14h00 Videoton 0x1 Genk
14h00 Basel 3x0 Sporting
14h00 Neftchi 1x1 Partizan Belgrado
14h00 Sparta Praga 1x1 Lyon
14h00 Hapoel Kiryat Shmona 1x0 Athletic Bilbao
14h00 Panathinaikos 1x0 Maribor
14h00 Lazio 0x0 Tottenham
14h00 Rosenborg 3x2 Rapid Viena
14h00 Metalist 2x0 Bayer Leverkusen
14h00 Helsingborgs 1x3 Levante
14h00 Hannover 96 0x0 Twente
16h05 Liverpool 1x0 Young Boys
16h05 Atlético de Madri x Hapoel Tel Aviv
16h05 Acadêmica 1x1 Viktoria Plzen
16h05 Borussia Mgladbach 2x0 Limassol
16h05 Olympique 0x1 Fenerbahce
16h05 Newcastle United 1x1 Marítimo
16h05 Club Brugge 1x2 Bordeaux
16h05 Steaua Bucareste 1x5 Stuttgart
16h05 Molde 1x2 Copenhague
16h05 PSV 1x2 Dnipro
16h05 AIK 1x2 Napoli

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Amistosos

22h00 3 Argentina 2x1  Brasil 4

Copa do Barasil Sub 20

19h00 Vasco 0x1 Atletico - MG
20h30 Santos 0x1 Bahia 

Sete transmissões ao vivo na semana 12 da NFL

A maratona da bola oval nos canais ESPN nesta semana terá nada mais nada menos que sete transmissões ao vivo a partir de amanhã. Anote e programe-se!

quinta, 22
15:30 - DETROIT LIONS X HOUSTON TEXANS - ESPN+/WatchESPN ao vivo
19:00 - DALLAS COWBOYS X WASHINGTON REDSKINS - ESPN+/WatchESPN ao vivo
23:00 - NEW YORK JETS X NEW ENGLAND PATRIOTS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo

domingo, 25
16:00 - TAMPA BAY BUCCANEERS X ATLANTA FALCONS - ESPN+/WatchESPN ao vivo (em andamento na ESPN às 18:00)
19:25 - NEW ORLEANS SAINTS X SAN FRANCISCO 49ERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo
23:15 - NEW YORK GIANTS X GREEN BAY PACKERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo

segunda, 26
23:00 - SEMANA NFL
23:30 - PHILADELPHIA EAGLES X CAROLINA PANTHERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo

Liga dos Campeões

14h00 Zenit 2x2 Málaga
16h45 Porto 3x0 Dinamo Zagreb
16h45 Dynamo de Kiev 0x2 PSG
16h45 Arsenal 2x0 Montpellier
16h45 Schalke 04 1x0 Olympiacos
16h45 Anderlecht 1x3 Milan
16h45 Ajax 1x4 Borussia Dortmund
16h45 Manchester City 1x1 Real Madrid

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Copa do Brasil Sub 20

20h30 Gremio 4x1 Fluminense
21h00 Cruzeiro 2x3 Vitoria

Liga dos Campeões

15h00 Spartak Moscow 0x3 Barcelona
16h45 Nordsjælland 2x5 Shakhtar Donetsk
16h45 Juventus 3x0 Chelsea
15h00 BATE Borisov 0x2 Lille
16h45 Valencia 1x1 Bayern de Munique
16h45 Benfica 2x1 Celtic
16h45 Galatasaray 1x0 Manchester United
16h45 Cluj 3x1 Braga





Diego, 9 anos, com o fardamento palestrino no pior dos dias. Uma lição para muitos adultos


Não, um cotejo como o de domingo entre Flamengo e Palmeiras não pode ser definido como "apenas" um jogo de futebol. E sendo muito sincero, não me conformo quando alguém utiliza tal advérbio para definir o 11 contra 11. Confronto que tem entre aqueles que controlam e chutam a pelota a paixão das pessoas, o interesse, a dedicação, a emoção, a alegria, o sofrimento de quem ama um clube. Jogo de futebol nunca será "apenas" um jogo de futebol.

Jogo de futebol está mais para uma "guerra santa" que coloca em disputa muito mais do que os incapazes de amar uma camisa podem imaginar. O nosso esporte é, antes de tudo, paixão visceral, maluca, inconsciente, avassaladora, intensa. Uma sensação maravilhosa, verdadeira. É amor incondicional, puro, limpo, desinteressado. Nem todos entendem isso. Nem todos já sentiram isso.

Lamento por quem jamais teve o coração apertado enquanto a bola rola e acho graça quando se atrevem a analisar o que está acima de sua fria compreensão. Como se a relação torcedor-clube fosse algo parecido com o que acontece entre acionistas e uma empresa, políticos e um partido, um produto e seus consumidores. Não, o torcedor não consome o que é, em tese, melhor. Ele só quer consumir o motivo de sua paixão.

Há quem tire proveito dessa relação ilógica. Sim, existem aqueles que exploram a paixão aguda do torcedor por uma camisa. São os cretinos que vendem a ilusão. E quando iludem só o conseguem graças à cegueira provocada pelo amor do torcedor por seu time, paixão que leva ao otimismo demasiado, algo que beira, ou atinge, o desvairo. Então vêm a amargura, o sofrimento a angustia.

Sensações ruins, que machucam, ferem profundamente. Mas nunca a ponto de aniquilar o sentimento verdadeiro do torcedor pelo clube. Ele jamais mudará. Esse cara sequer cogitará tal possibilidade. Pessoas assim reagem de diferentes maneiras à dor profunda diante das grandes derrotas. Mas reagem, sempre. E continuarão apaixonadas pela mesma camisa, pelas mesmas cores, com a mesma fé. Talvez com fé ainda maior.

O dia da forra, da glória, da redenção, sempre existirá. Mesmo que demore, ele virá. E nisso que essa gente acredita. Gente como Diego, de "apenas" 9 anos e que na manhã de 19 de novembro de 2012, pouco mais de 12 horas após o segundo rebaixamento do Palmeiras à segunda divisão, jogava bola no parque exibindo, com orgulho, o fardamento palestrino. Perguntei à tia do menino o que o fez sair de casa vestindo a camisa verde. "Ele fez questão", respondeu. Parabenizei o garoto. Creio que ele não entendeu o porquê de meu entusiasmo. Um dia entenderá.

Danem-se os panacas que o ironizaram. Sua paixão, pura e desinteressada, é muito maior. O menino que não viu o rebaixamento de 2002, afinal, sequer havia nascido, já sabe muito bem que o uniforme do seu clube deve ser vestido em quaisquer cirscunstâncias. E jamais haverá jogo bonito de um Barcelona qualquer que o fará sentir algo diferente. Obrigado, Diego. Crianças como você jamais deixarão o futebol morrer. E boa sorte, Palmeiras.


Fotos de Mauro Cezar Pereira
Diego, torcedor do Palmeiras, 9 anos de idade...
Diego, torcedor do Palmeiras, 9 anos de idade, vestiu a...


...vestiu a camisa alviverde na manhã seguinte ao rebaixamento...
...camisa alviverde na manhã seguinte ao rebaixamento...


...pouco se importando com eventuais e prováveis gozações...
...pouco se importando com as prováveis gozações...


..de torcedores dos clubes rivais daquele que escolheu.
..de torcedores dos clubes rivais daquele que escolheu.


Lição de um menino para adultos que desejam abandonar o clube
Lição do menino para adultos que desejam abandonar o clube

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Espanhol

18h30 Real Sociedad 4x0 Rayo Vallecano

Argentino

18h10 Belgrano 0x2 Lanús
20h15 Racing Club 4x0 Quilmes
22h30 River Plate 0x0 Argentinos Juniors

Inglês

18h00 West Ham 1x1 Stoke City

Italiano

17h45 Roma 2x0 Torino

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..


Que me desculpem os traidores, mas guardo ainda na memória um canto dos torcedores da Mancha Verde, nos anos 80. Gritavam assim, a cada derrota: "E perde uma, e perde mil, sou palmeirense até na... " Bem, não convém completar a frase.

Há vários tipos de palmeirenses. Os italianos, pernambucanos, os portugueses, alagoanos, gaúchos, paulistanos... Há os que se tornaram torcedores vencendo, os que se sentaram nas arquibancadas chorando. E há os que conviveram com as duas fases.

Os que cantavam perde uma, perde mil nos anos 80, também ganharam uma, ganharam mil, nos anos 90. E nunca, jamais vestiram uma camisa de outra cor.

Um dos riscos que o Palmeiras corre está estampado no texto de Clóvis Rossi na Folha de S. Paulo desta segunda-feira. 

Rossi é sempre genial. Mesmo quando não se concorda com o conteúdo de seu texto, como eu, no caso de hoje.
O risco estampado é o do futebol globalizado diminuir o tamanho dos clubes que não percebem a nova realidade. Não de um homem de 60 e poucos anos torcer pelo representante do futebol mais belo, mas o de garotos de 10, 12, 14 anos se apaixonarem à distância pelo Barça, Real Madrid, Milan, Manchester United em detrimento dos clubes brasileiros. Esse processo está em curso.

Exatamente por isso é que os clubes brasileiros em geral, e o Palmeiras em particular, precisa chamar para dentro de si as principais cabeças que possuem. Há anos, o Palmeiras é administrado dentro dos muros da rua Turiaçu. Algumas boas cabeças que não frequentam o clube passaram pela administração. Belluzzo foi presidente, Paulo Nobre foi vice. Os que raras vezes entram nos muros do clube costumam achar que lá dentro não há cabeças suficientes. Há.

Os italianos entendem o clube como um pedaço da Itália.
Os não italianos se incomodam algumas vezes com o excesso de referências ao país de origem.
Pois o Palmeiras tem uma saída. Uma só. Ser o clube de todos e de tudo. Ser administrado pela boas cabeças de dentro, chamar as melhores de fora, trazer 16 milhões de corações, os que foram felizes e os que sofreram na dor da derrota, os que aprenderam a ganhar e a perder, os que traíram e os que sempre foram absolutamente fieis -- sim, os palmeirenses também são assim.

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na Série B ou na Libertadores.

A soma das partes


Quando um clube como o Palmeiras afunda no vazio de ideias, levando com ele sua história e seus valores, por mais dolorosa que possa ser a situação, talvez o melhor a fazer seja inventariar as falhas e aproveitar a oportunidade (mais uma) para moldar, na lama da crise, a solidez duradoura, o sonho de todos os palmeirenses. O primeiro passo é admitir os erros, entender a raiz do conflito que colocou a instituição em colapso. O resultado do campo nem sempre corresponde ao que nele acontece.
É apenas a parte visível, identificável, o retrato falado do esfacelamento produzido nos gabinetes, numa espiral desprovida de conteúdo e de sentido.
Com os dirigentes e jogadores atemorizados, chega a ser simplório despejar tamanha responsabilidade no gestor do campo. Gilson Kleina, o treinador, aceitou substituir Felipão porque o desafio é da natureza humana, é assim que funciona. Mas não tem culpa, testou todas as possibilidades, só faltou escalar Barcos no gol.
A saída, porém, não passa por um encaixe tático espetacular, capaz de salvar o navio do naufrágio. Não no caso do Palmeiras. Pode ser solução para outros times, não para este.
Quando ainda faltavam 17 rodadas para o término do campeonato, quase três meses atrás, esta coluna classificou a situação como dramática. Pois era o que sugeria o comportamento do time, já com os pés na lama, afundado na mesma zona do rebaixamento.
Uma equipe de futebol necessita de sustentação emocional e moral, individual e coletiva. Do jeito que está, é impossível estabelecer como uma afeta a outra. Para que o jogo do campo produza resultado, é preciso perceber a dimensão e os contornos do enigma psicológico que se tornou cada partida.
Há décadas o filósofo português Manuel Sérgio alerta para esse outro lado do esporte. Criador da Ciência da Motricidade Humana, introjetou um pouco de filosofia nos desgastados pilares do futebol. Foi professor de José Mourinho, que definiu assim a importância do pensamento de seu mestre:
"Influenciado por Manuel Sérgio, percebi que teria de aprender e saber coisas que os outros não sabiam. Ele não me ensinou futebol (...) até porque não é um homem do futebol, embora, sublinhe-se, ensine os homens do futebol. O que ele me ensinou é que o futebol não se esgota no futebol que é praticado nas quatro linhas. O futebol é muito mais que isso. É físico, é tático e é técnico, mas, essencialmente, é o todo que não se resume à soma das partes, é o humano que nunca estará completamente inventado e terá sempre, todos os dias, de ser reinventado. E quando dizem que sou um treinador singular não me esqueço nunca que tive um professor que já me falava do conhecimento como emancipação da libertação."
É disso que o Palmeiras mais precisa agora: emancipar-se e libertar-se para seguir sua história em outra direção. Por enquanto, na soma das partes...

A vida segue


magino como o torcedor do Palmeiras tenha ido ontem pra cama, depois do empate com o Flamengo e dos demais resultados da rodada. Se é que dormiu, acordou com ressaca, ressabiado com outra etapa da longa agonia no Brasileiro. Provavelmente revoltado, sem disposição para conversa fiada. E com cara de poucos amigos. Muito justo. Mas, ao abrir os olhos nesta segunda-feira, constatou o óbvio: a vida segue, independentemente da divisão onde o time vai parar em 2013. Assim como não se altera o amor por ele.
O palestrino tem direito de curtir o momento de humilhação, de praguejar, de ruminar a mágoa. E sobretudo de chorar. Essas reações fazem parte do processo de perda, são necessárias para devolver-lhe o equilíbrio. É preciso expurgar a dor. Só quem torce da boca pra fora assumirá postura blasè, indiferente à sorte da equipe. Na verdade, nem podem ser considerados torcedores. No máximo, são simpatizantes. Nem falo dos que não ligam para o futebol. Ignoro-0s.
Superado o impacto inicial, hora de partir para a prática. A primeira sugestão que daria aos alviverdes seria a de que devam ir ao Pacaembu, no final de semana, para acompanhar o jogo com o Atlético-GO, no penúltimo ato desta tragédia esportiva. Lotar o estádio será prova de força, gesto de carinho e respeito pela tradição do clube, além de maneira lícita de pressão e de protesto.
Não contra os jogadores, a parte frágil do processo de esfacelamento. Mas contra os inábeis que levaram o Palmeiras, no giro de uma década, a nova incursão no purgatório da bola. Aqueles que ignoraram os sinais de decadência, que fizeram troça da possibilidade de rebaixamento, que trataram com desdém questões importantes - esses têm de suportar o ônus da culpa. Não podem esparramar desculpas sonsas, como se tem lido e ouvido nos últimos dias. Os incompetentes devem sair de cena, colocar pijama e pantufas e manter-se à distância. Será gesto de delicadeza com o clube.
A cobrança é direito do fã - e o dirigente tem consciência disso, não há como disfarçar. Mas cobrar significa agir com firmeza e, acima de tudo, com civilidade. A altivez do palmeirense deve manifestar-se em postura digna e implacavelmente elegante. Tenho certeza de que tal comportamento terá efeito mais devastador do que apelar para a grosseria. A violência é argumento de ignorantes, tolos e marginais - só incentiva reações conservadoras. E o Palmeiras necessita de renovação, de ousadia e de paz para tocar a reconstrução em 2013. Basta de mumificação de métodos e ideias.
O embotamento interno se estendeu para o campo. O Palmeiras que se apresentou em Volta Redonda esteve mais para catadão de fim de churrasco no sítio do que para time profissional com história rica. Ok, descontem-se os desfalques - se bem que, na verdade, fizeram falta mesmo Marcos Assunção e Henrique. Mas o futebol da turma de Gilson Kleina foi de uma pobreza franciscana. Um horror. De prever dificuldades na Segunda Divisão. A ruindade contaminou até Barcos.
O Palmeiras precisava vencer, a qualquer custo, e no primeiro tempo criou zero chance de gol. Isso mesmo: não teve uma oportunidade para marcar, para testar os reflexos de Paulo Vítor! Na etapa final, num dos dois únicos chutes certeiros, ficou em vantagem com Vinicius. O goleiro teve falha grotesca.
A incapacidade palmeirense foi maior do que a do Flamengo, indolente e limitado como poucas vezes se viu no Brasileiro. Maikon Leite teve nos pés o lance para definir o placar: sozinho, sem marcação na área, gol escancarado, Paulo Vítor apavorado e... mandou pra fora! O castigo veio no gol de Vagner Love, em cima da hora. E Love arrematou de jeito displicente, coerente com o desempenho dele até então. Como desgraça pouca é bobagem, a bola desviou na zaga e enganou Bruno. O ex-palmeirense ficou sem jeito para comemorar.
Cai o pano rapidamente.
Ganso de volta. Foi discreta a estreia de Paulo Henrique Ganso no São Paulo. O técnico Ney Franco o colocou no lugar de Jadson, aos 12 minutos do segundo tempo do duelo com o Náutico, mais para observá-lo e para dar satisfação ao público que ocupou o Morumbi. O meia movimentou-se ainda sem muita desenvoltura, à procura de um lugar no gramado e com evidente falta de ritmo e sintonia. Porém, em algumas jogadas revelou que não esqueceu a arte de tratar bem a bola. Reforço para 2013.

Caiu! E agora?


A carta aberta dos candidatos à presidência do Palmeiras, confirmando o comitê de transição para montar o time de 2013, abre o caminho para a permanência de Gilson Kleina. Ele teve méritos e defeitos na sua curta gestão de 13 jogos.
O defeito: não ter ainda acalmado o elenco. A calma dos presidenciáveis de manter o técnico, em vez de iniciar o primeiro debate pelo substituto, contrasta com o nervosismo apresentado pelo Palmeiras em Volta Redonda. Vinte minutos de bom toque de bola, envolvendo o Flamengo, transformaram-se em nervos à flor da pele a partir de uma cabeçada de Maurício Ramos para Juninho. O lateral deu mole, perdeu para Hernane e o contra-ataque quase deu o primeiro gol ao Fla.
O mérito de Kleina de fazer a equipe sair da defesa com bola no chão e adiantar a marcação, pressionar o adversário, apareceu nos primeiros 20 minutos. Havia duas grandes oportunidades para o Palmeiras: 1) Maikon Leite em cima do fraco lateral Ramon; 2) viradas de jogo da direita para a esquerda pegariam Juninho desmarcado, porque Ibson jamais o acompanhava (veja ilustração).
Melhorou no segundo tempo, com Vinícius. Ou com Maikon Leite, com a chance de matar o jogo aos 35, justamente às costas de Ramon. Chutou fora. Seria a chance de terminar a campanha pelo menos fazendo seu papel. À parte os nervos à flor da pele e a falta de futebol, o destino foi cruel. Não vencer o jogo e sair de campo com a Série B anunciada, mas ainda com o ouvido no radinho para saber da Portuguesa... E por causa de um gol de... Vágner Love.
Que pelo menos fora de campo a reunião dos presidenciáveis ajude a dar passos certos a partir da montagem de um novo time, mais afeito às tradições do Palmeiras.


Palmeiras e a queda anunciada


O palmeirense está triste – entendo e tem minha solidariedade. Hoje e sempre. Não é fácil aguentar a via-crúcis da Segunda Divisão mais uma vez, em uma década. Mas, depois que passar o impacto da queda, provavelmente vai concordar comigo: foi merecida. O time perdeu o rumo, antes mesmo da conquista da Copa do Brasil, não se encontrou mais e se arrastou durante meses em busca de uma reação que nunca ocorreu.
O empate com o Flamengo, na tarde deste domingo, em Volta Redonda, não foi determinante para o rebaixamento. Assim como não foram os resultados dos jogos de outros rivais nessa corrida maluca. O 1 a 1 foi apenas mais um capítulo desse esfacelamento que vem de longa data. O Palmeiras caiu por si só, e pelo acúmulo de erros, dentro e fora de campo. Principalmente, por incompetência administrativa.
O time que entrou no gramado do Estádio da Cidadania para pegar o Flamengo foi um arremedo, parecia um catadão de casados e solteiros. Tem jogador sem condições de vestir a camisa verde (tomara que seja aposentada a horrorosa amarelo marca-texto), sem contar aqueles que tremeram, o que é compreensível. Na verdade, o boleiro é a parte mais fraca nessa cadeia de presepadas em que o clube se meteu.
Quem pôde acompanhar o jogo constatou: a equipe precisava desesperadamente da vitória – que nem lhe dava garantia de salvação – e ainda assim passou o primeiro tempo todo sem uma chance de gol. Nem um lancezinho mais perigoso! Foi um espetáculo deprimente. E olha que o Flamengo mostrava apatia gigante. Vagner Love ainda perdeu gol em cima da hora.
Na primeira ocasião em que testou Paulo Vítor o Palmeiras se deu bem: Vinicius aos 17 minutos deixou o time paulista em vantagem, em falha do goleiro. Mais tarde, Maikon Leite teve a chance de liquidar com o placar, ao ficar sozinho na cara do gol e… chutou pra fora. Tanta incapacidade foi castigada aos 44 minutos, com o gol de Vagner Love. Que ficou até sem graça para comemorar.
O negócio agora é tocar a vida, levantar a cabeça, pedir mudanças para 2013 e tocar a vida.

domingo, 18 de novembro de 2012

Brasileirão Série A

17h00 Flamengo 1x1 Palmeiras
17h00 Fluminense 0x2 Cruzeiro
17h00 São Paulo 2x1 Náutico
17h00 Atlético-MG 2x2 Atlético-GO
17h00 Bahia 1x0 Ponte Preta
19h30 Internacional 0x2 Corinthians
19h30 Portuguesa 2x2 Grêmio
19h30 Sport 2x0 Botafogo

Argentino

20h30 Vélez Sarsfield 0x1 Boca Juniors

18h00 Arsenal Sarandí 3x0 Godoy Cruz
18h00 San Martín 2x2 Tigre


18h00 Colón 2x0 Unión
20h15 Newells Old Boys 1x2 All Boys

Inglês

14h00 Fulham 1x3Sunderland

Neto e Falcão decidem, e Brasil conquista hepta sofrido na prorrogação contra a Espanha


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Brasil comemora gol sobre Espanha na final do Mundial de Futsal
Brasil comemora gol sobre Espanha na final do Mundial de Futsal
Como não poderia deixar de ser, a decisão entre Brasil e Espanha na Copa do Mundo de Futsal, reedição da final de 2008, rendeu fortes emoções. Bem disputado do início ao fim, o jogo entre as duas melhores seleções do mundo só foi acabar mesmo na prorrogação com um 3 a 2 sofrido que deu o sétimo título do Mundial à seleção brasileira. 

Pelas contagens da Fifa, no entanto, o Brasil chegou neste domingo ao  pentacampeonato desde que a competição passou a ser organizada pela entidade máxima do futebol, em 1989. No total, foram sete conquistas desde a primeira edição do torneio: 1982, 1985, 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012.

Se quatro anos atrás, foi a Espanha que saiu na frente para o Brasil virar e tomar o empate depois, desta vez a história se repetiu do lado inverso. Foi a seleção brasileira quem abriu o placar com Neto no segundo tempo, para depois Torras e Aicardo virarem o jogo a favor dos espanhóis. Mas, de novo, ele ainda estava lá. Falcão entrou em quadra para, mais uma vez, ser decisivo e, com um chute no ângulo, empatou a partida e levou a decisão para a prorrogação. O camisa 12 encerrou seu último mundial com quatro gols: um contra o Panamá, nas oitavas de final, dois contra a Argentina, nas quartas e um agora contra a Espanha na decisão.
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Neto marca duas vezes em vitória do Brasil sobre a Espanha
Neto fez duas vezes e garantiu o título do Brasil


Nos dois tempos adicionais, as duas seleções se mantiveram bem ofensivas e buscavam o gol a todo o momento. Até que quem fez a diferença foi aquele indicado a ser o melhor desse Mundial. Neto, que já havia feito o primeiro gol, acertou belíssimo chute nos segundo finais da prorrogação e garantiu o sétimo título da seleção brasileira no Mundial de Futsal - o quinto desde que a competição passou a ser organizada pela Fifa. 

E, para Neto, os gols decisivos ainda tiveram um significado especial. Em 2004, justamente quando o Brasil foi eliminado para a Espanha nas semifinais do Mundial, o jogador, que ainda tinha apenas 20 anos, errou um dos pênaltis na disputa que selou a vitória dos espanhóis e, neste domingo, ele se redimiu garantindo a conquista brasileira.


O jogo - O Brasil não começou bem na partida e viu a Espanha ameaçar mais nos primeiros minutos de jogo. Sem conseguir furar a defesa adversária, a seleção chutou pouco a gol (oito vezes apenas) e não levou muito perigo, enquanto os espanhóis achavam espaços principalmente com Lozano. O jogador espanhol, no entanto, acabou sentindo uma pancada no tornozelo após o carrinho de Jé e teve que deixar a partida - o árbitro não marcou a falta.

As boas defesas de Tiago salvaram o Brasil de levar o gol no primeiro tempo e, na segunda etapa, a seleção finalmente reagiu na partida e passou a pressionar mais os adversários. A entrada de Falcão também deu mais mobilidade á seleção, que passou a driblar melhor a defesa espanhola e ameaçar o gol. Até que, finalmente, o time canarinho abriu o placar na Tailândia, com Neto aproveitando cobrança de escanteio e batendo cruzado pro fundo das redes.
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Espanha vira sobre o Brasil no Mundial de Futsal
Espanha chegou a virar o jogo contra o Brasil

O Brasil ainda pressionou mais depois do primeiro gol e quase ampliou com um chute forte de Simi. Mas foi a Espanha quem conseguiu chegar ao empate com Torras aproveitando o rebote do goleiro Tiago. Poucvo depois, os espanhóis ainda garantiram a virada, em um chute de Aicardo que desviou e enganou o goleiro brasileiro.

O jogo ficou tenso e quem resolveu mais uma vez foi ele, Falcão. Entrando no jogo de novo no momento decisivo, o craque da camisa 12 acertou um belíssimo chute no ângulo para levar o jogo para a prorrogação.

Nos dois tempos adicionais, a decisão não perdeu a emoção. O Brasil partiu para o ataque, mas parou na defesa muito bem posicionada da Espanha, que saía nos contra-ataques e também dava trabalho ao goleiro Tiago. No minuto final antes dos pênaltis, Rodrigo ainda teve a chance de garantir o título em um tiro livre direto, mas o goleiro espanhol fez a defesa e estragou a comemoração brasileira.

Mas, nos últimos segundo, Neto apareceu para ser decisivo novamente e acertou belo chute cruzado para assegurar o sétimo título da seleção brasileira na Copa do Mundo de futsal.

Brasil bate Espanha com gol no fim da prorrogação e conquista o hepta do Mundial de futsal


Com muito sofrimento, o Brasil comprovou neste domingo que ainda é dono do melhor futsal do planeta. Em mais um confronto dramático contra a arquirrival Espanha, o time verde-amarelo contou com um gol a 19s para o fim da prorrogação para vencer de virada por 3 a 2, neste domingo, em Bangcoc, e conquistar o heptacampeonato da Copa do Mundo (dois em torneios organizados pela Fifusa e cinco em competições da Fifa).
Foi a quinta decisão de Mundial entre as duas seleções, sendo quatro delas nas últimas cinco edições do torneio. O resultado deste domingo amplia o retrospecto positivo do Brasil ante seu principal rival em finais, com quatro vitórias (1985, 1996, 2008 e 2012) contra apenas um triunfo dos europeus (2000).
Em seu último Mundial, Falcão voltou a ser decisivo para o Brasil. Com 35 anos e sofrendo com os efeitos de uma paralisia facial sofrida durante a recuperação de uma lesão muscular na panturrilha esquerda, o ala jogou poucos minutos, mas marcou o gol de empate do time verde-amarelo no tempo normal, logo após a virada da Espanha no placar.
“Maior prêmio é poder participar de um momento como esse. Eu estava fora, achei que não estaria mais aqui. [A chance de] Título era 50% para cada um e ele veio para nós. Foi o maior prêmio”, disse Falcão, em entrevista ao Sportv.
O herói do título, porém, foi Neto. Marcou dois gols na final, sendo um deles a 19s para o fim da prorrogação, e garantiu o título para o Brasil.
O jogo
O primeiro tempo foi truncado e de poucas chances de gol para ambos os times. Com maior posse de bola, a Espanha acuou o Brasil em seu campo e criou as melhores chances. A melhor oportunidade, porém, veio no minuto final, quando Miguelín bateu falta e Fernandão desviou de letra. A bola passou próxima à trave de Tiago, mas foi para fora.

O Brasil iniciou a etapa final com Falcão em quadra e uma nova postura. Melhorou seu volume de jogo e obrigou o goleiro Juanjo a fazer suas primeiras boas defesas. Aos 5 minutos, porém, a pressão brasileira surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Neto chutou forte e abriu o placar.

O time verde-amarelo, porém, voltou a se encolher após o gol e a sofrer pressão espanhola. Aos 10 minutos, uma falta fora do lance de bola de Ari terminou com o empate dos europeus. Em cobrança ensaiada, Miguelín chutou forte, Tiago fez grande defesa, mas Torras mandou para as redes no rebote.

No ataque seguinte, os espanhóis chegaram à virada em um lance de sorte. Aicardo chutou de longe, a bola desviou em Fernandinho e entrou no canto direito de Tiago. Os europeus ainda acertaram uma bola no travessão em nova cobrança de falta ensaiada.

Restando quatro minutos para o fim, brilhou a estrela de Falcão. Com o Brasil atuando com goleiro-linha, o astro apareceu livre de marcação e acertou chute forte de longa distância para empatar o placar. O time verde-amarelo ainda teve a chance de garantir a vitória no tempo normal, mas Rafael desperdiçou cara a cara com o goleiro.

A igualdade no placar levou a partida para a prorrogação, marcada por muito equilíbrio e boas chances para as duas equipes. Restando 1 minuto para o fim, a Espanha estourou seu limite de faltas e deu ao Brasil a oportunidade do tiro livre. Rodrigo, porém, chutou mal e o goleiro Juanjo fez a defesa. Mas Neto garantiu o título brasileiro em bela jogada individual, que terminou com um chute cruzado certeiro a 19s para o fim.


Copa Kaiser SP

12h45 Turma do Baffô 1x2 EC Ajax

Alemão

12h30 Werder Bremen 2x1 Fortuna Düsseldorf
14h30 Hoffenheim 1x3 Wolfsburg

Italiano

12h00 Bologna 3x0 Palermo
12h00 Catania 2x1 Chievo Verona
12h00 Fiorentina 4x1 Atalanta
12h00 Internazionale 2x2 Cagliari
12h00 Siena 1x0 Pescara
12h00 Udinese 2x2 Parma

17h45 Sampdoria 3x1 Genoa

Francês

11h00 Lyon 3x0 Reims
14h00 Nice 1x0Toulouse
18h00 Bordeaux 1x0 Olympique