terça-feira, 9 de outubro de 2012

São Paulo antes, durante e depois da Copa do Mundo

Muita gente quer saber como São Paulo está se preparando para a Copa do Mundo. Nada melhor do que perguntar direto para o Comitê Paulista da Copa, certo?

Siga Fernando A Fleury no twitter @f_fleury ou em outras redes.

Numa conversa descontraída o Assessor Especial do Governo de São Paulo e membro do Comitê Paulista da Copa Mundo, Fabio Lepique, ajuda a esclarecer três pontos importantes a respeito da organização do Copa do Mundo em São Paulo e do chamado legado para a cidade.
Fernando Fleury
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O que a cidade pode esperar para a Copa? 

A cidade pode esperar melhores condições para receber os turistas, com sinalização mais eficiente e bilíngüe, profissionais capacitados e uma melhor infraestrutura. A Copa do Mundo é uma oportunidade única para divulgar São Paulo e suas atrações para o Brasil e o mundo todo. 

Diversos investimentos do setor público e provado, até o início da Copa, provocarão profundas transformações na cidade, visando a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes, sobretudo em Itaquera. E das intervenções do Governo do Estado, todas já foram iniciadas. 

No transporte público, grandes investimentos em metrô e trens estão em andamento. Eles aumentarão a capacidade da rede em até 20%, melhorando a oferta de transportes sobre trilhos para os paulistanos e os turistas que aqui chegarem.

No dia 12/09, o governador Geraldo Alckmin também iniciou as obras do Complexo Viário do Polo Institucional de Itaquera. Os investimentos de R$ 478,2 milhões vão melhorar muito o trânsito no local, com a construção de novas ligações entre a Avenida de Itaquera e Nova Radial Leste; alças de acesso entre a Radial e a Jacu Pessego; e a construção de passarela de pedestres, a maior de São Paulo, ao lado da estação Corinthians-Itaquera, ligando o norte e sul do bairro sob as linhas férreas do Metrô e da CPTM, e beneficiando diretamente os moradores da região. 

Além da Arena de São Paulo, estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo de 2014, o Polo Institucional de Itaquera contará com diversos equipamentos públicos, como a FATEC, ETEC, Delegacia de Polícia, Batalhão da PM e dos Bombeiros, SENAI, Rodoviária, e Incubadoras de Empresas...um lugar para o divertimento, ensino e trabalho. E no futuro um Centro de Eventos e Convenções!

Como serão os dias de Jogos? 

Haverá um esquema especial de trânsito, de linhas de ônibus e de Park & Ride. O Comitê Paulista está desenvolvendo o Plano de Transporte com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, CET e SPTrans. 
Também está em fase final de discussão entre Governo do Estado, Prefeitura de São Paulo, FIFA e Comitê Organizador Local (COL), o Masterplan - Plano de Acesso e Operações do Estádio e seu entorno imediato. 

Acreditamos que mais de 60% dos torcedores irão ao estádio utilizando o transporte público, principalmente o metrô e trem. Para incentivar o uso dos trens, o usuário deve contar com o "Expresso da Copa". O torcedor embarca na estação Luz da Linha Coral 11 da CPTM e vai direto até a estação Corinthians-Itaquera, sem parar no Brás e Tatuapé. O tempo do percurso cairá para menos de 20 minutos.

Aliás, a localização da Arena de São Paulo permite que o acesso ao local seja feito pelo transporte público sobre trilhos por duas estações: Artur Alvim e Corinthians-Itaquera. Ambas estão distantes a aproximadamente 800 metros do estádio. Nenhum outra Arena do Brasil reúne condições tão facilitadas de acesso.

E, com o objetivo de dar termos mais segurança e conforto na entrada e saída do evento, o acesso à Arena será dividido entre as duas estações. Quem for de metrô utilizará a estação Artur Alvim, e quem for de trem utilizará a estação Corinthians-Itaquera. 

Importante lembrar que os horários dos jogos não coincidirão com os horários de pico das linhas da CPTM e do Metrô, portanto a população não será afetada. Na hipótese dos jogos do Brasil, entretanto, está em análise a hipótese de feriado, ou ponto facultativo para os servidores públicos. 

Como estaremos pós Copa? 

O Copa não é a panacéia para os nossos problemas, mas com uma maior projeção internacional da cidade, o número de turistas nos anos seguintes tende a crescer acima da média dos anos anteriores. A mobilidade em São Paulo estará melhor do que é hoje e a zona leste será um importante polo gerador de renda e empregos. 

Com esse novo Polo de Itaquera, muita gente não mais necessitará se deslocar para o centro em busca de trabalho ou diversão. Além disso, a cidade terá sediado um megaevento internacional e receberá mais investimentos estrangeiros; a auto-estima e a cidadania da população terão sido fortalecidas e o paulistano desfrutará de todo este legado deixado pela Copa do Mundo, tanto de obras de infraestrutura, como cultural. 

O video abaixo é a apresentação oficial do Comitê Paulista e de seu MasterPlan para Arena de São Paulo. Vale uma conferida.


A falta de mobilidade no ataque prejudica o início de temporada do Barça


O maior diferencial de Messi, nos tempos de Josep Guardiola como treinador era colocar-se atrás dos volantes. Quando saía da área, o reflexo do zagueiro era acompanhá-lo. Abria-se o espaço para os pontas entrarem em diagonal, no espaço aberto. Quando o zagueiro não saía, ou Messi recebia e fazia a jogada, ou o volante recuava, o que abria espaço para um dos meias lançar, como Xavi, no gol de Pedro contra o Manchester United, na final da Liga dos Campeões de 2011, em Wembley.

PVC
Messi nas entrelinhas, atrás dos volantes: certo
Messi nas entrelinhas, atrás dos volantes: certo



Não é isso o que Messi tem feito no início da temporada. Discute-se muito a defesa do Barcelona, pela ausência dos zagueiros titulares, Piqué e Puyol, mas há erros na movimentação do ataque. O time está mais estanque. Messi passa muito tempo no meio dos zagueiros e, quando sai da área, o posicionamento não é igual ao de antes.

Em vez de jogar às costas dos volantes, Messi está invertendo de posição com Fabregas e ficando de frente para os volantes. Recebe frente a frente com Xabi Alonso, com Khedira. O espaço diminui, a mobilidade do ataque também.

PVC
Messi nas entrelinhas, atrás dos volantes: certo
Messi de frente para os volantes Xabi Alonso e Khedira: errado


O problema não é Messi, mas a movimentação de todo o ataque.
O Barcelona lidera, abre oito pontos sobre o Real Madrid, dois sobre o Atlético. Pode ganhar o campeonato depois de uma temporada em branco. Mas o time não está igual.

Pelo menos, não ainda.
Você concorda?

Barcelona (Messi) 2x2 Real Madrid (Cristiano Ronaldo) - O fantástico 'empate técnico' no Camp Nou

Mesmo sem a excelência de outros confrontos, foi mais um jogaço da série “Contaremos aos nossos netos”. Talvez só daqui a um ou duas décadas teremos a dimensão do que vemos hoje.

Porque os embates entre os gigantes espanhois, melhores times da atualidade, são do mesmo tamanho da disputa entre Messi e Cristiano Ronaldo pelo protagonismo do futebol mundial.

No Camp Nou, o equilíbrio habitual. Imposição do Real Madrid no primeiro tempo com pressão no campo do Barcelona forçando as ligações diretas cada vez mais presentes na dinâmica da equipe de Tito Vilanova. Com a bola, os comandados de Mourinho trocavam passes, trabalhavam as jogadas com o inesgotável Di María pela direita, levavam ampla vantagem nas jogadas aéreas e, claro, procuravam sua estrela maior. 

Reprodução ESPN
Flagrante do sufoco merengue na saída de bola do Barcelona.
Flagrante do sufoco merengue na saída de bola do Barcelona.

Cristiano Ronaldo aproveitou bem no primeiro gol os notórios problemas defensivos de Daniel Alves, potencializados pelo posicionamento do brasileiro, mais preso à direita para Jordi Alba apoiar do lado oposto com a cobertura de Adriano, improvisado na zaga ao lado de Mascherano. 

Olho Tático
Barça com problemas no meio e na defesa; Real ofensivo, com C.Ronaldo superando Daniel Alves.
Barça com problemas no meio e na defesa; Real ofensivo, com C.Ronaldo superando Daniel Alves.

A entrada de Montoya na vaga do lesionado lateral-direito titular da seleção brasileira reorganizou o sistema defensivo do time catalão. O Barça cresceu na segunda etapa também pela troca de Fábregas, que tomava espaço de Iniesta na armação com Xavi, por Alexis Sánchez.

Em um 4-3-3 mais “clássico”, o Barcelona de Vilanova resgatou estilo mais próximo do apresentado nos tempos de Pep Guardiola. Messi deixou de ser o centroavante com a camisa dez que empatou o jogo mais na presença de área, aproveitando falha de Pepe, que no talento.

De volta à função de “falso nove”, articulou com Xavi e Iniesta, circulou por todo o campo, aproveitou espaços entre a defesa e os volantes adversários, apanhou (muito!) e foi perfeito na cobrança de falta que decretou a virada. Na comemoração, nenhuma provocação ou autopromoção.

Bem diferente de Cristiano Ronaldo, que reforça o antagonismo com o argentino também no comportamento. Mas é igualmente decisivo. Quando saiu do lado esquerdo, a infiltração em diagonal foi tão perfeita quanto a assistência de Ozil, aproveitando o erro de Adriano no centro da zaga que deixou o craque merengue em condições de calar novamente o Camp Nou e fazer história: é o primeiro a marcar em seis superclássicos consecutivos.

Olho Tático
Barcelona cresceu no 4-3-3, mas Cristiano Ronaldo foi novamente decisivo no empate do Real.
Barcelona cresceu no 4-3-3, mas Cristiano Ronaldo foi novamente decisivo no empate do Real.

O Real pode lamentar a bola na trave de Benzema no primeiro tempo com 1 a 0 no placar que poderia ter encaminhado a vitória. Apesar do empate que mantém os oito pontos de diferença entre os arquirrivais no Espanhol, a boa atuação consolida a recuperação na temporada.

O Barça, porém, também teve o belo chute de Montoya no travessão e a pressão nos últimos minutos para acreditar que o triunfo que manteria os 100% de aproveitamento na liga nacional esteve mais próximo.

Mas a fantástica noite em Barcelona parecia reservada aos melhores do mundo. Times e craques. Um “empate técnico” em forma de espetáculo para todo o planeta. 

Em Barcelona, política usa o futebol para "vender" a discutível ideia separatista

Muito se falou sobre o uso do futebol pelos políticos nos últimos dias. Não só pelos vários candidatos nas eleições municipais de alguma forma ligados ao esporte, como ex-jogadores, dirigentes, etc. O patético cancelamento da peleja entre Argentina e Brasil também escancarou o aproveitamento do futebol pelos políticos no país vizinho — leia a respeito clicando aqui.

Mas não é só por essas bandas que a modalidade mais popular do planeta é utilizada pela política. No superclássico entre Barcelona e Real Madrid assistimos a mais uma demonstração de como gente da Catalunha recorre aos jogos entre os dois rivais para "vender" a ideia de que separar da Espanha é um bom negócio para o povo catalão. Será mesmo?

Matéria de Erica Chaves, publicada no dia 30 de setembro no portal Terra, coloca alguns aspectos muito interessantes em discussão — clique aqui e leia na íntegra. Ela ouviu especialistas sobre as consequências de uma eventual separação da Catalunha, ou seja, o que aconteceria se a região ao sul da França se transformasse em um novo país, como sonha boa parte da população de lá.

Primeiramente, destaca a reportagem, seria preciso um plebiscito no qual toda a Espanha votaria. Isso já torna a ideia quase inviável. Mas digamos que fosse aceita. O país Catalunha nasceria fora da União Europeia e para ingressar no bloco teria que obter a aprovação de todos as nações que a formam. Entre elas a Espanha, naturalmente.

Montagem de toda uma estrutura para o novo país, criação de forças armadas e condições para cuidar de suas fronteiras e outras medidas teriam que ser tomadas de imediato. A matéria destaca que dos "150 bilhões de euros exportados pela região, 120 se destinam à Espanha e à União Européia". Dá 80%. Ou seja, novos acordos comerciais precisariam ser fechados rapidamente.

Mikel Buesa, professor de economia aplicada da Universidade Complutense de Madri, foi um dos economistas ouvidos por Érica Chaves. Ele frisa que devido às necessárias negociações, "o PIB catalão poderia cair até 25%, igualando aos de Grécia, Macedônia e Chipre". E acrescenta que todos os países que se separaram, como Tchecoslováquia, Iugoslávia e os que saíram da União Soviética registraram empobrecimento da população.

A jornalista ouviu lado catalão. Pesquisadora do Centro de Análise Econômica e Políticas Sociais da Universidade de Barcelona, Elisenda Paluzie Hernandez disse que com a separação, a autonomia catalã daria maior liberdade para crescer: "Como um Estado do tamanho da Áustria e o PIB per capita da Dinamarca, seremos mais abertos". 

Claro que a Espanha não quer perder uma de suas mais ricas regiões, embora a tenha socorrido há poucas semanas. Isso mesmo, recentemente os catalães pediram ajuda a Madri para pagar as suas contas — clique aqui e leia mais a respeito. A dívida da região autônoma é de 42 bilhões de euros!

Defensor da ideia, em entrevista ao Estadão — clique aqui e leia — o cientista político e filósofo Josep Ramoneda disse que a nova nação "de 7,5 milhões de habitantes, com uma base econômica forte, não teria dificuldade de se situar na média de desenvolvimento dos demais países europeus".

Em seguida ele admitiu que "a eventual independência também geraria outras questões, como assumir uma parte da dívida espanhola, do sistema de previdência, etc." Sobre como a Catalunha enfrentaria a crise, Ramoneda destaca que há uma certeza de que o novo país se sairia bem. Contudo, ressalta que tal avaliação "é feita muito mais do ponto de vista ideológico do que da análise econômica". 

No campo esportivo, o que seria do Barcelona ao sair da Liga espanhola? Jogaria contra quem? Participaria de um campeonato nacional tão ou mais risível do que o da Escócia, onde também se fala com frequência em separação (do Reino Unido) há vários meses. O isolamento afetaria o Barça não só no futebol como em outras modalidades, como o basquete. Imaginem o faturamento do clube a cada duelo com o Real Madrid. Ele deixaria de existir.

O tema é complexo e muito polêmico e mostra como a rivalidade com Madri não se limita ao futebol. Ele é apenas o meio pela qual a manifestam. Mas a separação da Catalunha, que parece tão bonita no grande mosaico do Camp Nou, na realidade, na prática, é bem discutível. Fico imaginando se aqueles que clamam pela independência, nas ruas e no estádio, têm a exata noção do que será de suas vidas se ela um dia acontecer. Estariam mesmo dispostos a alguns "sacrifícios"?  

É algo normal quando a política usa o futebol. Poucos pensam em todos os envolvimentos de uma questão como essa. É assim aqui no Brasil, na Catalunha e em qualquer lugar do mundo.


Mosaico dos catalães no Camp Nou antes do clássico entre Barcelona e Real Madrid
Mosaico dos catalães no Camp Nou antes do clássico entre Barcelona e Real Madrid

As chances do tri do alemão cresceram muito


Amigos, esse é o texto de minha coluna na edição desta segunda-feira no Jornal da Tarde
Ia chegar uma hora que o discurso de Fernando Alonso acabaria por refletir sua indignação com o lento desenvolvimento do modelo F2012 da Ferrari. “Faz seis corridas que não temos nada novo de relevante no carro.” E prosseguiu nessa linha crítica ao comentar o notável desempenho de Felipe Massa, ontem, em Suzuka: “Foi por causa das coincidências da corrida que Felipe terminou em segundo. Ontem (sábado), nos classificamos em 6.º e 11.º. Felipe teve uma prova perfeita, mas viu também carros bem mais velozes cometerem erros e mais erros, o que o ajudou”.
Stefano Domenicali foi questionado sobre as críticas de Alonso. O espanhol deu tudo de si até agora e conseguiu, mesmo com um carro na média inferior ao da McLaren e Red Bull, liderar boa parte do campeonato. Mas agora, no fim, por conta de o F2012 ter literalmente ficado para trás, está vendo todo o seu enorme esforço para ser campeão fluir pelo ralo sem que seja possível fazer muita coisa para evitar. “Posso compreender perfeitamente sua frustração nesse momento”, afirmou o italiano. “Mas vocês (jornalistas) podem ter certeza de que estamos trabalhando muito para oferecer a Fernando um carro capaz de ele expor seu talento.”
Está claro que Alonso considera, hoje, bastante difícil manter-se na liderança do campeonato restanto cinco etapas e com Vettel somente 4 pontos atrás na classificação, 194 a 190. E ao contrário da Ferrari em relação ao F2012, a Red Bull tornou o seu RB8 bem mais eficiente nas últimas corridas. Vettel venceu em Cingapura, há duas semanas, e ontem no Japão, circuitos bem distintos.
A esperança de Alonso nesse fim de temporada reside primeiro na eficiência dos novos componentes que a Ferrari terá de incorporar no seu carro, urgentemente. Depois, na dupla da McLaren, Lewis Hamilton e Jenson Button, por conta do excelente carro que dispõe, o que os deverá permitir lutar com Vettel pelas primeiras colocações no grid e as vitórias, em outras palavras, impedir de o alemão somar muitos pontos.
Parece que estamos assistindo à repetição do campeonato de 2010, quando Vettel, já na Red Bull, atropelou nas corridas finais e sem que a maioria acreditasse surpreendeu o mesmo Alonso, na primeira temporada na Ferrari, na prova derradeira, em Abu Dabi, para conquistar seu primeiro título mundial, aos 23 anos. A diferença é que Vettel está mais maduro e a diferença para Alonso é de apenas 4 pontos, enquanto em 2010, a cinco etapas do fim, Vettel era o quinto, a 24 pontos do líder (187 a 163). As chances do tri do alemão cresceram muito.

Coisa de criança


Em domingo de eleição, sem o nosso indispensável Brasileiro, a compensação pra quem não passa sem o joguinho de bola foi curtir os campeonatos dos gringos. E, dentre eles, claro que a atração principal ficou para Barcelona x Real Madrid, o duelo entre clubes mais badalado do mundo na atualidade. Só não viu quem não gosta de futebol, além dos milhares de patrícios convocados para trabalhar como mesários e fiscais. Sei como é, me chamaram várias nos anos de chumbo, na época de Arena x MDB.
Festa bacana no Camp Nou, com direito a protestos dos catalães, que mais do que nunca querem independência da Espanha, sobretudo agora que o país está em crise econômica das bravas e a região é rica e se basta. Bem, isso lá é problema deles. Impressionaram também os milhões de euros dentro de campo, na soma do valor dos passes dos jogadores. Se as duas equipes fizessem uma liquidação dos elencos, daria para abater bem a dívida e ainda sobrava algum.
Mas dois detalhes me chamaram a atenção no empate de 2 a 2, e para os quais faço reverência. Primeiro, brilharam os artistas, como deveria ser sempre. Em vez de discussões sobre erros do juiz, a conversa depois do jogo girou em torno de Cristiano Ronaldo e de Messi, os protagonistas, pelos gols que marcaram, pelos passes; enfim, pela diversão que proporcionaram para o público.
A rivalidade entre esses rapazes é bacana e enriquecedora. Como são foras de série, cada um trata de caprichar em dose extra, quando se encontram, para não ficar por baixo. O português marcou primeiro? Ótimo. O argentino devolveu duas vezes. Lindo! Mas Cristiano é de ficar a ver navios, ó pá?! De jeito nenhum, e carimbou as redes de novo.
Essa rixa parece coisa de criança, no que tem de lúdica. Cristiano e Messi fazem lembrar aqueles garotos que eram os bons nos timinhos de ruas rivais e se esmeravam nos duelos do século que ocorriam a cada semana. Antigamente, como hoje, só podia dar coisa boa. Cristiano e Messi voltam para casa prosas, a contar vantagem, na base do "viu o que fiz"? Sim, vimos e lhes somos gratos.
O segundo aspecto que coloco em discussão tem a ver também com esses gigantes. Messi festejou os gols à maneira dele, discreto, com abraços e seguidos do sinal da cruz. Cristiano Ronaldo estufou o peito, empavonado que só, e fez o sinal de silêncio para os espectadores nas tribunas. Claro que se dirigia fãs do Barça, como a dizer-lhes: "Fiquem quietinhos, que cá mando eu! Neste terreiro, posso cantar de galo!" O gajo é assim mesmo, enjoado. Perto dele, Mourinho vira um frade capuchinho.
Pois bem, o que aconteceu após os gols do atacante do Real Madrid? Como?! O quê?! Isso mesmo, nada! Não se viu nenhum jogador do Barcelona correr pra cima dele para tirar satisfação e exigir-lhe "respeito" com a plateia local. O juiz não encostou no rapaz nem o advertiu com amarelo, por atitude antidesportiva. Em resumo, prevaleceu o fair-play e a resposta veio por meio dos gols de Messi.
Assim que se faz, o troco é na bola, na categoria, não no machismo tolo e oco como vemos com tanta frequência nestas bandas. Também sem justiceiros a ver provocação em qualquer gesto mais espalhafatoso. E daí, se houvesse? Futebol é gozação, sarro, zoeira. Não a tristeza na qual muita gente se esforça por transformá-lo.
Fato. O presidente Lula disse ontem que o povo está mais interessado em saber se o Palmeiras vai pra Segunda Divisão do que em discutir o Mensalão. Que pena, mas é verdade. 

Futebol e política


O futebol é apenas uma fração do significado de Barcelona x Real Madrid. Como em qualquer rivalidade germinada nos gramados, o placar pode ter seu valor futebolístico expropriado da realidade a ponto de justificar a materialização de uma vantagem, seja qual ela for.
De Boca Juniors x River Plate a Internacional x Grêmio, ninguém escapa, pois seu clube, com defeitos e virtudes, representa você. Mesmo que sejam apenas defeitos. O jogo é fruto das escolhas e dos riscos.
José Mourinho tem razão quando enxerga sua equipe mais próxima do rendimento do Barça. Com a defesa dizimada, o time catalão, agora dirigido por Tito Vilanova, ofereceu algumas oportunidades para o rival diminuir a diferença que os separa no campeonato.
Sorte do Barcelona, mais conservador sob o comando de Tito. O futebol idealizado por Pep Guardiola apresentava uma construção mais complexa: posse de bola, passe, movimentação, infiltração e finalização.
Quando o adversário interrompe esse fluxo, entra no jogo. E assim o Madrid produziu suas chances, oferecendo a posse e interferindo no resto. O empate foi justo e o resultado pequeno diante do uso político do embate.
O confronto Madrid-Barcelona - as cidades e seus clubes de futebol - estabelece valores esportivos e ideológicos que se misturam aos resultados do campo. Poucos clássicos foram tão aguardados do ponto de vista político como o de ontem. A crise econômica espanhola voltou a aquecer o nacionalismo catalão e a luta pela independência. "Sem um pacto fiscal, o caminho está aberto", garante Artur Más, líder do governo Catalão, atrás de pelo menos 5 bilhões para tapar as rupturas de seu caixa.
Com todo esse peso nas costas, jogadores de Barcelona e Real Madrid tentaram se desvincular da responsabilidade de salvar, dentro de campo, a unidade do país. A bandeira catalã, formada por um gigantesco mosaico de 98 mil torcedores, foi a lembrança dos compromissos assumidos antes do pontapé inicial diante de uma audiência global estimada em 400 milhões de pessoas.
Sandro Rosell, o atual presidente, diferentemente de Joan Laporta, seu antecessor, não tem o menor interesse de incrementar as aplicações políticas do clássico, mas teve de agir contra a vontade sob o risco de ter sua paixão ‘culé’ questionada.
E lá se foi mais um jogo, o clássico 222, capaz de reunir os melhores jogadores de futebol do mundo e ainda tocar a cena política espanhola entre gols e bolas divididas. Eles jamais vão se entender, até porque não se trata de festa no convento, é rivalidade em estado sólido.
A ironia das diferenças entre as maiores marcas do futebol mundial é o Madrid ter sido fundado por um catalão, Carlos Padrós Rubió, também presidente do clube entre 1904 e 1908. Essa parte da história, entretanto, os merengues não gostam de contar. Entende-se, é melhor ver Messi e Cristiano Ronaldo jogando.

Longe de tudo


Messi tem saído da área um pouco mais do que era seu costume, quando escalado como centroavante por Pep Guardiola. Com o novo treinador, Tito Vilanova, e com movimentação mais lenta do ataque do Barça, Messi passou a jogar de maneira diferente. O triângulo do meio de campo, normalmente formado por um volante e dois meias, muda com Fabregas e Messi juntos. Em vários momentos, Busquets e Xavi jogam lado a lado, com Messi na ligação. Fabregas vira o falso 9.
Para o melhor jogador do mundo, isso não é bom. Fica longe de tudo. Em que pese ter sido o destaque e melhor jogador da partida contra o Real Madrid, Messi joga agora muito tempo de frente para o volante Xabi Alonso. No passado recente, jogava no que os espanhóis chamam de "entrelinhas". Quando sai da área para jogar às costas dos volantes, Messi é inigualável. Como ontem, à frente do cabeça de área, é mais difícil jogar. Ocorre que Messi é inigualável em diversos outros quesitos. Atualmente, até em cobranças de falta. Foi o que fez o Barça abrir 2 x 1, sem jogar grande partida - mas com Messi.

O Real Madrid representa o pior início de temporada de qualquer time de José Mourinho desde 2002, quando dirigia o União de Leiria, em Portugal. É mais lento do que era, também mais penso, porque só joga com perigo pelo lado esquerdo - Di Maria apenas marca. Ontem, o contraponto ao Barcelona foi Cristiano Ronaldo.
Real e Barça é o maior clássico do planeta desde 2008. Mas nenhum deles está em seu melhor momento, do ponto de vista tático. Daí o Atlético de Madrid fazer campeonato em que incomoda os líderes. Quanto ao título, o Atlético não tem o que no Barça e Real sobram: craques como Cristiano Ronaldo e Messi.

domingo, 7 de outubro de 2012

Aprefeita de Mossoró mossoró greser


CLÁUDIA REGINA É A NOVA PREFEITA ELEITA DE MOSSORÓ-RN
A candidata da coligação Força do Povo – vereadora Cláudia Regina (DEM), desbancou todas as pesquisas que apontavam vitória certa da candidata oposicionista Larissa Rosado (PSB). Bastou o resultado ser anunciado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a cidade Mossoró deu continuidade à festa, iniciada na tradicional descida da Avenida Presidente Dutra. O mesmo trajeto será feito agora à noite, na festa da vitória. Cláudia Regina acompanhou a apuração dos votos em casa, ao lado do marido e dos dois filhos. Em instantes ela vai conceder uma entrevista coletiva à imprensa, na praça do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado e depois segue para a passeata na Presidente Dutra. “Essa é uma vitória do povo de Mossoró. O povo mostrou que não quer uma mudança disfarçada de novo, que não quer voltar a um passado de retrocesso. Vamos honrar cada voto depositado na urna e governar, inclusive com aqueles que discordam do nosso projeto. Vamos fazer uma Mossoró para todos, respeitando os direitos de cada cidadão mossoroense”, disse. Com informações da Coligação Força do Povo

Argentino

15h00 Belgrano 3x1 Boca Juniors
17h15 Independiente 2x0 Atlético Rafaela
17h15 Newells Old Boys 1x0 Vélez Sarsfield
19h30 River Plate 5x0 Godoy Cruz

Português

12h00 Vitória de Setúbal 0x0 Paços Ferreira
12h00 Nacional da Madeira 0x1 Gil Vicente
12h30 Braga 4x4 Olhanense
13h00 Estoril 1x3 Rio Ave
14h30 Acadêmica 1x2 Vitória de Guimarães
16h45 Porto 2x0 Sporting

Alemão

10h30 Borussia Mgladbach 2x0 Eintracht Frankfurt
12h30 Stuttgart 2x2 Bayer Leverkusen
12h30 Hannover 96 1x1 Borussia Dortmund

Inglês

09h30 Southampton 2x2 Fulham
11h00 Liverpool 0x0 Stoke City
11h00 Tottenham 2x0 Aston Villa
12h00 Newcastle United 0x3 Manchester United

Francês

09h00 Brest 1x1 Bordeaux
12h00 Lorient 1x1 Lyon
16h00 Olympique 2x2 PSG

Italiano

07h30 Roma 2x0 Atalanta
10h00 Catania 2x0 Parma
10h00 Fiorentina 1x0 Bologna
10h00 Pescara 0x3 Lazio
10h00 Siena 1x2 Juventus
10h00 Torino 0x1 Cagliari
15h45 Milan 0x1 Internazionale
15h45 Napoli 2x1 Udinese

Espanhol

07h00 Levante 1x0 Valencia
11h00 Mallorca 1x2 Granada-ESP
13h00 Athletic Bilbao 1x0 Osasuna
14h50 Barcelona 2x2 Real Madrid
16h30 Atlético de Madri 2x1 Málaga

Fred decide novamente, Fluminense bate o Botafogo e segue firme na liderança


Assista ao gol de Fred que deu a vitória ao Fluminense no clássico
Poucos jogadores são tão decisivos quanto Fred neste Campeonato Brasileiro. Idolatrado pela torcida do Fluminense e renegado pela seleção brasileira, o camisa 9 demonstrou na noite deste sábado mais uma vez porque é um dos melhores atacantes do Brasil ao marcar o único gol na vitória por 1 a 0 do time tricolor sobre o rival Botafogo, no Engenhão, em jogo válido pela 28ª rodada da competição nacional. 

A vitória levou a equipe comandada pelo técnico Abel Braga aos 62 pontos, seis a mais do que o vice-líder Atlético-MG, que também venceu na rodada. Já Fred chegou a 14 gols na competição e está empatado com Bruno Mineiro, da Portuguesa, na artilharia. 

Por outro lado, o Botafogo continua cada vez mais longe do G-4. Estacionado nos 40 pontos, o time alvinegro ocupa a sétima colocação, dez pontos atrás do rival Vasco que é o primeiro time na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores da América. 

O jogo - O Botafogo começou o clássico em ritmo forte e teve chance de abrir o placar com um minuto. Após bola na área para Seedorf, ela acaba caindo para Elkeson, que finaliza para grande defesa de Diego Cavalieri. O goleiro tricolor trabalhou novamente sete minutos, quando Elkeson tentou mais uma vez o chute para o gol. O Fluminense só teve sua primeira oportunidade aos dez. Thiago Neves aproveitou saída errada dos alvinegros e arriscou de fora da área, mas a bola foi para fora.

Depois do início alucinante, a marcação das duas equipes melhorou e o confronto passou a ficar equilibrado. No entanto, o clima era de nervosismo dentro de campo, com muitas reclamações e entradas mais duras de ambos os lados. Com isso, nenhum time conseguiu chegar com perigo ao gol adversário.

Na parte final do primeiro tempo, o Fluminense passou a ter mais posse de bola e rondar a área do Botafogo, mas pecava no último passe. Somente pouco antes do intervalo, os alvinegros esboçaram uma reação, mas o clássico permaneceu igualado.

Assim como na etapa inicial, o Botafogo começou melhor o segundo tempo. Os alvinegros tiveram a primeira oportunidade com quatro minutos, quando Fellype Gabriel aproveitou falta cobrada na área e cabeceou perto do gol de Diego Cavalieri. Só que a partir dai, o clássico voltou a ficar muito concentrado no meio, com os dois times errando muito na parte ofensiva.

O Fluminense só conseguiu criar uma boa chance aos 25 minutos. Após falta cobrada na área, Digão cabeceia, Jefferson faz grande defesa e vê Gum pegar o rebote, mas finalizar por cima do travessão. No entanto, três minutos depois não teve jeito. Em contra-ataque rápido, Wellington Nem avançou e tocou para Fred dentro da área. O atacante dominou e só teve o trabalho de colocar a bola longe de Jefferson para abrir o placar no Engenhão.

Depois do revés, o Botafogo tentou partir para cima do Fluminense, mas acabou abrindo espaço na defesa e passou a proporcionar os contra-ataques aos tricolores. Mesmo assim, nenhuma das equipes chegou com mais perigo ao gol adversário e os líderes do Brasileiro saíram de campo mais uma vez com a vitória.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 0 BOTAFOGO

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de outubro de 2012 (Sábado)
Horário: 18h30(de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Assistentes: Rodrigo Correa (RJ) e Ediney Mascarenhas (RJ)
Renda: R$ 494.515,00
Público: 16.919 pagantes
Cartões amarelos: Carlinhos e Marcos Júnior (Fluminense); Seedorf e Márcio Azevedo (Botafogo)

GOL: 
FLUMINENSE: Fred, aos 27min do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia) e Thiago Neves (Wagner); Wellington Nem (Marcos Junior) e Fred
Técnico: Abel Braga

BOTAFOGO: Jéfferson; Lucas, Fábio Ferreira, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Vítor Júnior), Gabriel, Andrezinho, Fellype Gabriel (Lodeiro) e Seedorf; Elkeson (Rafael Marques)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Ronaldinho faz três, cai no choro e comanda massacre do Atlético-MG sobre o Figueirense



Ronaldinho Gaúcho comemora com jogadores gol na vitória do Atlético-MG sobre o Figueirense
Ronaldinho Gaúcho comemora com jogadores gol na vitória do Atlético-MG sobre o Figueirense
Um massacre. Assim pode ser definida a vitória do Atlético-MG sobre o Figueirense, neste sábado, no Independência, em duelo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contando com uma atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho, que anotou três gols e deu duas assistências, o time do técnico Cuca humilhou o Figueirense por 6 a 0, para delírio da torcida atleticana presente ao estádio. Réver, Bernard e Carlos César completaram o triunfo da equipe mineira. O placar representa a maior goleada desta edição do Campeonato Brasileiro. 

O jogo foi especial para o meia Ronaldinho Gaúcho. Ao abrir o placar no duelo deste sábado, o jogador não se conteve, se emocionou e chorou copiosamente. O motivo do choro foi a morte do seu padrasto, Vanderlei, que tinha 64 anos. Na sexta-feira, Vanderlei assistia a um jogo de veteranos em Porto Alegre e sofreu um infarto.

O placar foi aberto pelo camisa 49 aos 12 minutos, quando dominou na esquerda do ataque e mandou a bola no ângulo esquerdo de Wilson. Aos 23, Réver cabeceou uma cobrança de falta do meia e ampliou e, aos 31, Ronaldinho marcou o terceiro em batida rasteira de falta que passou por baixo da barreira.

Para dificultar ainda mais a situação do Figueira, o volante Jackson, que já havia recebido cartão amarelo por falta sobre o grande destaque do jogo, foi punido por atingir Bernard e expulso do gramado.

Já na segunda etapa, aos 16 minutos, Ronaldinho converteu pênalti marcado sobre Jô. Seis minutos depois, o meia ainda driblou no campo defensivo, avançou pelo meio e deu grande passe para Bernard marcar o quinto gol do jogo. Com um golaço após chapelar um marcador na entrada da área, Carlos César completou a goleada.

Apesar do triunfo, o Atlético-MG não conseguiu diminuir a desvantagem para o líder Fluminense. Isso porque a equipe de Abel Braga venceu o clássico contra o Botafogo, por 1 a 0, no Engenhão, com um gol do artilheiro Fred. Assim, o Fluminense soma 62 pontos na liderança. Já o Atlético-MG tem 56, em segundo lugar. Derrotado neste sábado, o Figueirense permanece com apenas 22 pontos, na zona de rebaixamento.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG visita o Internacional, na quarta-feira, no Beira-Rio. Já o Figueirense jogará em casa, contra o lanterna Atlético-GO, no Orlando Scarpelli.

O jogo

Fazendo valer o mando de campo, o Atlético-MG dominou a partida desde o princípio. Mesmo sem criar grandes chances de gol no começo da partida, a equipe não permitiu que o Figueirense se organizasse no campo ofensivo nos primeiros dez minutos.

A melhor oportunidade desse período da partida veio em jogada de Jô aos sete minutos. O centroavante avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou. Sandro cortou com dificuldades e Guilherme aproveitou para bater de primeira para defesa de Wilson.

Ronaldinho começaria a aparecer aos 12 minutos, quando, após cobrança curta de escanteio, bateu com curva na bola da esquerda do ataque e a mandou direto no ângulo de Wilson. A dúvida sobre o meia ter tentado a finalização ou o cruzamento não tira a beleza do gol de Gaúcho, que chorou na comemoração.
O Figueirense contou com boa jogada de Aloísio, que passou por dois marcadores e invadiu a área, mas não levou perigo na finalização. Dois minutos depois, Ronaldinho fez levantamento preciso em cobrança de falta e encontrou Réver pela direita da área, que cabeceou para marcar o segundo gol atleticano.

O camisa 49 do Galo foi decisivo mais uma vez na bola parada aos 31 minutos, quando, em cobrança rasteira de falta que passou por baixo da barreira, marcou mais um golaço. No minuto seguinte, Jackson cometeu falta em Bernard, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, dificultando ainda mais a situação do Figueirense.

Nos últimos sete minutos do primeiro tempo o time mandante ainda exerceu forte pressão para tentar o quarto gol. Aos 39 minutos, Wilson saiu bem do gol para bloquear toque por cobertura de Bernard. No minuto seguinte, o meia cruzou para Jô cabecear na trave.

Aos 42 minutos, o atacante teve outra boa chance após cruzamento de Marcos Rocha, mas teve a finalização na área bloqueada por Sandro. No último lance do primeiro tempo Bernard ainda desperdiçou grande chance ao entrar livre pela esquerda da área e finalizar pela linha de fundo.

Com Júlio César no lugar de Guilherme Lazaroni, o Figueirense melhorou muito após o intervalo, chegando mais perto do gol em duas chances no princípio do segundo tempo do que em toda a etapa inicial. Na primeira, Júlio César invadiu a área pela esquerda e teve o chute travado por Réver aos quatro minutos.

Três minutos depois, Hélder avançou pela esquerda, fez o levantamento e quase repetiu o golaço de Ronaldinho, acertando a trave esquerda de Victor sem que a bola desviasse em ninguém.

A melhora do Figueirense, porém, seria passageira: aos 16 minutos, Ronaldinho converteu pênalti marcado por Sandro em Jô, marcou seu terceiro gol no jogo e devolveu o domínio da partida ao Atlético-MG. Seis minutos depois, o meia driblou dois no campo defensivo, avançou pelo meio e deu grande passe para Bernard marcar o quinto gol do jogo.

Aos 25, Bernard fez jogada individual pela esquerda e rolou para Guilherme, da entrada da área, acertar o travessão. Dez minutos depois, Carlos César, que saiu do banco, recebeu de Jô na entrada da área, chapelou um marcador e bateu de perna esquerda para marcar um golaço, dando números finais ao jogo.

Grêmio vira sobre o Cruzeiro, vence e não deixa líderes dispararem

O Grêmio sofreu, mas conseguiu vencer o Cruzeiro por 2 a 1 no Estádio Olímpico, neste sábado, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time gaúcho saiu atrás do marcador com um gol de Anselmo Ramon, teve trabalho para superar o inspirado goleiro Fábio, mas conseguiu o triunfo com Marcelo Moreno e Marquinhos, que balançaram a rede na etapa final.

Com o resultado, o Grêmio chega a 53 pontos e, na terceira posição, não deixa Fluminense (62) e Atlético-MG (56), que ganharam na rodada, abrirem uma diferença ainda maior na ponta da tabela. De quebra, o time gaúcho, que havia empatado os seus últimos três jogos no Nacional, encerra a pior sequência da equipe nesta edição da competição. 
Divulgação/Grêmio
Jogadores do Grêmio fazem a festa após gol marcado diante do Cruzeiro
Jogadores do Grêmio fazem a festa após gol marcado

No Cruzeiro, por sua vez, a situação é oposta. A equipe, que não vence há sete jogos (cinco derrotas e dois empates) segue convivendo com o seu pior momento no Brasileiro. A derrota deixa a equipe mineira com 36 pontos, na décima colocação.

Precisando da vitória para seguir evitar que os concorrentes ao título pudessem escapar e com uma formação um pouco mais ofensiva, já que o meia Marco Antônio começou como titular na vaga do volante Fernando, o Grêmio até criou boas chances de gol, mas quem abriu o marcador foi o time visitante.

Aos 27 minutos do primeiro tempo, Anselmo Ramon fez boa jogada individual pela esquerda e bateu cruzado para o alvo. Atrás no placar, o time gaúcho seguiu levando perigo aos mineiros, mas graças à grande atuação do goleiro Fábio, o placar de 1 a 0 se manteve até o término dos primeiros 45 minutos.

Na volta do intervalo, o panorama se manteve, e a equipe tricolor pressionava em busca do gol de empate. Aos sete minutos, Marco Antônio até chegou a acertar a trave em cobrança de falta da entrada da área.

Com o passar do tempo, os mandantes aumentaram a pressão. Aos 21 minutos, Fábio finalmente seria superado. O atacante recebeu passe na área com liberdade e tocou com categoria na saída do goleiro para fazer a alegria da torcida presente no Olímpico. 

Animado com o gol, o Grêmio seguiu em um ritmo forte e conseguiu a virada aos 32 minutos. Leandro escapou da marcação na direita, chutou cruzado e Fábio espalmou. No rebote, Marquinhos completou para a rede.

Pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio visitará o Sport na quinta-feira, às 21h (de Brasília). Um dia antes, o Cruzeiro receberá a Portuguesa, às 19h30.

Felipe admite má partida do Vasco e foge de polêmica sobre jogar ao lado de Juninho

A suada vitória do Vasco, por 1 a 0, sobre o Atlético-GO na tarde deste sábado, só aconteceu por conta de uma boa jogada de dois dos jogadores mais experientes do time. Aos 41 minutos do segundo tempo, Felipe fez passe para Juninho Pernambucano, que definiu o placar a favor do clube cruz-maltino. Apesar de satisfeito com o resultado e com a assistência, Felipe fugiu de polêmicas e evitou rebater o críticos que não gostam de ver os dois meias jogarem juntos. 

“Isso é coisa do treinador. O importante é que o Vasco tem um elenco muito forte, grande e ainda pensa na vaga na Libertadores e no título”, comentou. 

Mesmo com a vitória, Felipe admitiu que os time novamente esteve longe de apresentar um grande futebol. “Acho que o Vasco não jogou muito bem. Só conseguir o empate no final é complicado, mas o importante são os três pontos e estamos firmes na briga pelo G-4 e até mesmo pelo título.”

Quem também concordou que o Vasco esteve longe do ideal, mesmo com um jogador a mais durante grande parte do jogo. Para o defensor, faltou agressividade aos vascaínos. 

“O time deles defendeu bem mesmo com um a menos. Não fomos muito agressivos, mas conseguimos vencer. Estamos felizes, compactados e jogando juntos", concluiu. 

Vilanova não quer Piqué no sacrifício no Superclássico: 'Não sou partidário de fazer infiltrações para jogar'


Neste sábado, o técnico Tito Vilanova concedeu entrevista coletiva, a última antes do Superclássico contra o Real Madrid. Na conversa com os jornalistas, o técnico confirmou que o zagueiro Gerard Piqué segue como dúvida para a partida e descartou escalar o jogador no sacrifício.

“Decidiremos amanhã sobre Piqué. Esta é uma partida importante, mas teremos outras partidas importantes em breve. E não sou partidário de infiltrações para jogar, porque isso pode causar consequências não muito boas. Treinaremos pela manhã de domingo e decidiremos se ele estará ou não em campo. Veremos como estará o pé esquerdo dele”, afirmou Vilanova.

O treinador também disse que não sente sua equipe mais favorita que rival, apesar da campanha perfeito do clube catalão na temporada até aqui – venceu os seis jogos pelo Campeonato Espanhol e as duas partidas pela Champions League.
Reuters

Tito Vilanova concede entrevista coletiva no CT do Barcelona


“Não há favoritos. Diria até que quem chega em posição mas desfavorável na classificação tem vontade de vencer. Mas, se fomos capazes de encaixar uma boa sequência de vitórias e isso foi feito poucas vezes na história do clube, não é algo pequeno. Creio que estaremos melhores em outros momentos da temporada”, analisou Vilanova.

Sobre a escalação para o jogo, o treinador da equipe catalã acompanhou seu colega José Mourinho e disse que o time ainda não está definido. Vilanova quer esperar a manhã de domingo para escolher quem entrará em campo e não descartou começar a partida como Alexis Sanchez e Fábregas, que cresceram na equipe no último mês.

“Tanto Alexis como Césc fizeram um esforço tremendo para estar aqui. São apostas importantes do clube, e o mínimo que eu posso fazer é dar confiança para eles demonstrarem quão bons eles são”, disse o treinador.

Sem revelar os onze titulares, a única certeza dada por Vilanova foi o fato das duas equipes se conhecerem bem por causa dos inúmeros confrontos no último ano. “Eles sabem como jogamos, assim como nós também sabemos. E temos consciência que o campeonato não está definido ainda, apesar dos 11 pontos."

No domingo, a partir das 14h, a ESPN Brasil (e ESPN Brasil HD) começa a transmissão de Barcelona e Real Madrid direto do Camp Nou, com Paulo Andrade e Paulo Calçade, que estão na Catalunha. Se você não tiver como assistir ao jogo na ESPN Brasil, veja o superclássico no WatchESPN gratuitamente. Para saber como, clique aqui.

Paulinho reencontra pai após 12 anos, se emociona e cai no choro nos Aflitos


O Corinthians saiu derrotado de campo, mas a tarde do sábado foi de muita emoção para o volante Paulinhso. O jogador reencontro com seu pai, quem não via há 12 anos. Antes de a bola rolar nos Aflitos, o meio-campista alvinegro foi ao encontro de seu pai, que estava na arquibancada e ficou muito emocionado. Ao final do jogo, Paulinho foi entregar sua camisa para seu pai e não conteve as lágrimas.

Clique no player acima e ouça a entrevista de Paulinho
Clique no player acima e ouça a entrevista de Paulinho
Divulgação
Paulinho tenta lance entre durante jogo contra o Náutico
Paulinho tenta lance entre durante jogo contra o Náutico

“Não guardo nenhuma mágoa, claro que fiquei muito tempo sem ver ele. Mas desejo toda a sorte e felicidade do mundo para, que está com uma nova mulher e bem. Desejo toda a sorte e felicidade do mundo, que ele fique bem”, afirmou o volante, antes de começar a chorar na saída do gramado em Recife.

Seu Paulo, pai do volante, também não escondeu sua emoção com o reencontro. Segundo ele, o afastamento se deu pelo divórcio dele com a mãe de Paulinho, mas não por litígio, ou briga. Com o término do relacionamento, ele passou a morar em uma cidade próxima de Recife, enquanto o atual meio-campista do Corinthians ficou com sua mãe.

Amarelo providencial - Diante do Náutico, Paulinho recebeu o terceiro cartão amarelo e vai cumprir suspensão automática contra o Flamengo, nesta quarta-feira. O volante, porém, já seria desfalque nesta partida, pois foi convocado pela seleção brasileira, para os amistosos contra Iraque e Japão, que acontecem nos dias 11 e 16 de outubro, e deve perder três jogos do Brasileirão.

Com lesão no joelho, Valdivia sai carregado e sem falar com a imprensa


Valdivia fica no chão durante clássico contra o São Paulo
Valdivia fica no chão durante clássico contra o São Paulo
O chileno Valdivia teve uma fraca atuação neste sábado, na derrota de 3 a 0 do Palmeiras diante do São Paulo, no Morumbi. Além disso, o jogador sofreu uma entorse no joelho e, sem conseguir caminhar, teve que deixar o campo carregado.

O médico do Palmeiras, Otávio Vilhena, admitiu que a lesão do jogador palmeirense preocupa. “Foi uma entorse de joelho. Faremos um exame mais detalhado para saber sobre a lesão, mas preocupa, lógico”, disse Vilhena.

Valdivia, por sinal, não quis falar sobre a derrota do Palmeiras. Perguntado sobre a atuação da equipe no clássico, o chileno se calou, evitando os microfones dos repórteres. Além de Valdívia, o lateral esquerdo Juninho foi substituído no clássico em virtude de dores no músculo adutor da coxa.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras tem um confronto de suma importância diante do Coritiba. O duelo ocorre na quinta-feira, em Araraquara.

Decisivo, Luis Fabiano só lamenta lesões: 'Se eu tivesse participado mais, a história seria outra'

Com 13 gols marcados em 14 jogos disputados no Brasileirão, Luis Fabiano é o vice-artilheiro do Brasileirão, com um gol a menos que Bruno Mineiro, da Portuguesa. A média de gols do atacante são-paulino, no entanto, é bem superior à dos principias concorrentes, já que ele atuou pouco na competição.

Depois de ser decisivo mais uma vez e balançar as redes duas vezes na vitória sobre o Palmeiras, por 3 a 0, neste sábado, Luis Fabiano comemorou a boa atuação, o resultado positivo e só lamentou o fato de as lesões anteriores terem impedido de ele entrar em campo mais vezes. Em 61 jogos do São Paulo em 2012, ele só participou em 32 oportunidades.

"Eu confio muito no meu potencial, infelizmente participei pouco por uns probleminhas que eu vinha vendo. Com certeza, se eu tivesse participado mais, a história seria outra. Está sendo difícil esse ano para mim. Estou tendo problemas pequenos que me atrapalham muito, e fiquei fora de alguns jogos. Mas estou feliz de voltar em um clássico, trabalhei dois períodos por duas semanas seguidas e atingi a meta", afirmou o atacante, que já teve contusões no joelho e na coxa nesta temporada.
Agência Estado
O são-paulino Luis Fabiano já marcou 13 gols em 14 jogos disputados no Brasileirão
O são-paulino Luis Fabiano já marcou 13 gols em 14 jogos disputados no Brasileirão
Luis Fabiano voltou no clássico deste sábado após três partidas afastado devido a uma lesão muscular na coxa. Além do bom desempenho individual diante do Palmeiras, o camisa nove destacou a importância da vitória na luta do São Paulo por uma vaga na Libertadores de 2013.

"Fico feliz pelo retorno e pela vitória. Estão todos de parabéns. Fomos perfeitos, não demos chances para o Palmeiras. Agora é pensar na final contra o Vasco´(quarta-feira, no Rio de Janeiro). A gente dominou desde o começo, e soubemos jogar com inteligência, vontade, igualamos na determinação. E a o São Paulo tem muito mais técnica", disse o atacante, que foi substituído logo após marcar o segundo gol.

"Nunca tive uma cãimbra tão forte, mas é fruto do esforço, trabalhei muito para voltar, consegui voltar em um jogo importante e ajudar. Trabalhei forte, e fico feliz por ter ajudado o São Paulo a sair com a vitória".

Após a partida no Morumbi, o técnico Ney Franco rasgou elogios ao camisa nove. "O Luis Fabiano faz essa referência com muita qualidade e sabe fazer gols, é um jogador que o adversário respeita. É um desempenho muito alto o do Luis Fabiano, por isso que, apesar de jogar pouco, ele está birgando para ser um dos artilheiros do campeonato", disse o treinador.

São Paulo 3 x 0 Palmeiras. Se fosse Real x Barça o massacre seria maior


Foi um passeio. O tempo todo melhor, o São Paulo fez 3 a 0 no Palmeiras, mal escalado, e poderia ter feito mais. No entanto, o time tricolor tirou o pé, o que não era necessário independentemente das substituições feitas por precaução contra eventuais cartões.

Assim, o São Paulo venceu categoricamente, mas desperdiçou a chance de aplicar uma histórica goleada em um dos seus maiores rivais. Os mais de 30 mil são-paulinos presentes ao Morumbi certamente ficariam felizes com mais e mais gols. Menos mal para os palmeirenses.

E se fosse um duelo Real Madrid x Barcelona? Provavelmente não haveria essa, digamos, "peninha". Em geral nos duelos entre os gigantes espanhóis quem tem a chance atropela sem dó nem piedade. É a melhor forma e demonstrar respeito ao futebol e à própria torcida.

E já que este será um domingo de Superclássico na Espanha, abaixo o vídeo do meu Barça x Madrid inesquecível. Teve seis gols, mas não foi uma goleada. E apresentou ao duelo eterno entre os velhos rivais o espetacular Lionel Messi. Clique abaixo e veja. Vale a pena.

E leia mais sobre o clássico do Morumbi e a equivocada escalação do Palmeiras no blogOlho Tático, clicando aqui.


Mauro Cezar Pereira relembra o clássico entre Barcelona e Real Madrid que mais marcou sua memória