sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fifa suspende Brasil-RS e Treze-PB de torneios oficiais

mandatário da Fifa, Joseph Blatter, culminou numa dura punição para Brasil de Pelotas-RS e Treze-PB. Os dois clubes, que pleiteiam vagas na Série C do Campeonato Brasileiro, foram suspensos de competições nacionais e internacionais, por terem movido ação na Justiça comum contra a CBF.

Estas ações acabaram tumultuando o início do Campeonato Brasileiro das Séries C e D, que seriam iniciadas neste próximo final de semana. Mas foram suspensas por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para garantir o direito do Santo André em disputar a Série C.

A Fifa vê como ilegal a ação da dupla de clubes brasileiros, que acionou a Justiça comum, ainda que tivessem esgotadas suas possibilidades em nível desportivo. O clube gaúcho foi punido na temporada passada por escalação irregular de um jogador e os paraibanos querem a vaga do Rio Branco-AC, que no ano passado também desrespeitou as regras da Fifa, mas sequer foi punido porque retirou o processo a tempo.

Esta decisão será comunicada à CBF ainda nesta tarde. A dupla não poderá disputar competições oficiais até que retirem as ações nos Tribunais de Justiça locais do Rio Grande do Sul e da Paraíba.

O advogado do Brasil-RS, Adriano de Leon, informou que não se manifestaria até que recebesse o comunicado oficial. "Enquanto não tivermos um documento oficial em mãos, isso será tratado apenas como boato", alegou.

Apesar da ameaça de desfiliação, o presidente do Treze, Fábio Azevedo, garantiu que vai manter sua posição de pleitear uma vaga na Justiça comum. "Já estou sabendo da punição e considero como lamentável. Eles (Fifa) estão desrespeitando a nossa Constituição e alguém tem que fazer algo. Não vamos mudar a posição", declarou.

ENTENDA O CASO - O Brasil de Pelotas foi punido na temporada passada por escalar o lateral Cláudio de forma irregular na primeira fase. Ele teria que cumprir suspensão do ano anterior, quando atuava pelo Ituiutaba (hoje Boa Esporte). Com a perda de seis pontos, acabou caindo para a lanterna de sua chave e rebaixado para a Série D. Fato que beneficiou o Santo André, rebaixado dentro de campo.

Quinto colocado na Série D de 2011, o Treze quer a vaga do Rio Branco, que acionou a Justiça comum para ter seu estádio liberado para receber torcida na competição em 2012. Por isso, o Treze acabou acionando o TJ da Paraíba para ficar com a vaga. O Araguaína-TO, que foi rebaixado no lugar do clube acreano, também pleiteia esta mesma vaga.

Presidente do Vila Nova lamenta paralisação da Série C

Mesmo tendo mais tempo para se preparar, o Vila Nova deve lamentar a paralisação da Série C do Campeonato Brasileiro. Pelo menos é o que afirma o presidente do clube, Marcos Martinez. A CBF ainda decidirá quem fica com a vaga: Brasil de Pelotas ou Santo André.

“Estou apreensivo. Não chego a dizer que é uma várzea porque a CBF é organizada. Mas estamos com equipe e programação montadas. Vamos continuar os trabalhos. Espero que tudo se resolva logo, já que não sabemos quando poderemos jogar”, disse o mandatário.

Ainda de acordo com Martinez, o Vila Nova, que deveria estrear na terceira divisão no domingo, contra o Oeste, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO), poderá ter alguns prejuízos financeiros durante este período.

“Se a gente começasse a jogar, já teríamos renda com bilheteria. Esta paralisação pode dificultar na tentativa de arrumar patrocínio também. Claro que teremos mais tempo para regularizar e treinar os atletas que foram contratados, mas esta suspensão foi mais maléfica do que benéfica”, concluiu Martinez.

Presidente do Paysandu critica adiamento do início da Série C

A decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) de adiar o início das séries C e D do Campeonato Brasileiro, devido a clubes entrando na Justiça comum brigando por vagas nas competições, desagradou ao presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiros.

“O Paysandu só tem a perder com esse adiamento. O time já estava em ritmo de jogo, o Roberval Davino implementou seu trabalho até definindo esquema para jogar no domingo. Além da questão financeira que pode atrapalhar em relação a atraso de salários”, declarou.

A estreia do clube paraense na terceira divisão nacional estava marcada inicialmente para o próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Leônidas Sodré de Castro, o Curuzu, em Belém do Pará

Manias, superstições ou loucuras?

Hoje fiz minha primeira participação como comentarista na ESPN. O especial de Roland Garros vai ao ar amanha sexta-feira as 23:30h e nele se falou muito da história dos brasileiros nos torneios, dos franceses e das chances do Djokovic, Nadal e Federer. Eu diria que está imperdível. Vale a pena ver.

Falamos de muitas coisas, mas uma que com certeza vai repercutir bastante é sobre superstição.

Na minha experiência como tenista já vi de tudo. O que mais tem no circuito é maluco supersticioso na enésima potência. Ouso dizer que só tem maluco no circuito.

Como considero que entendo um pouco do meio e convivi bastante com essa galera decidi abrir a porta do hospício e apresentar os maluquinhos pra galera.

Vou tentar deixar dez das maiores superstições da galera. Algumas podem até ser tiques ou manias. O que mais interessa é ver como a galera se comporta dentro do seu dia a dia dos torneios.

1: Chuveiro. Uma das mais divertidas e usadas manias dos jogadores de tênis é tomar banho no chuveiro que você tomou depois de vencer o jogo passado. Não existe nenhuma chance do cara mudar. Se na hora do banho esse chuveiro estiver ocupado, não importa, você espera e toma lá. Já vi fila de 5 ou mais tenistas esperando pelo mesmo chuveiro e um monte livre podendo ser usado. Como ninguém diz que é supersticioso fica todo mundo fazendo de conta que está conversando ou alongando esperando a sua vez.

2: Garrafinha. O grande Nadal é o rei dessa mania. O cara deixa alinhada, certinha e sempre fecha as garrafas. Aiiii da pessoa que tocar na garrafinha dele. Acho que se um dia alguém chutar, tropeçar ou mexer ele tem câimbra mental eterna. Fico imaginando que nos dias de hoje eu já teria chutado em uma virada só pra ver o circo pegar fogo. Ah, eu chutaria mesmo e faria aquela cara de Perdonnn

3: Não pisar na linha Essa também é bem normal. A galera não pisa na linha nunca ao voltar da virada. Não me perguntem o motivo. Não tenho a menor ideia. Essa é tão maluca que até eu entrei nessa numa época.

4: Comer no mesmo restaurante. Xiii essa tem a assinatura Guga. O meninão da ilha comia no mesmo restaurante e a mesma comida sempre que ganhava. Não tinha presidente da republica que fizesse mudar de restaurante. O mais duro era quando nesse primeiro dia o restaurante era péssimo e ele ganhava. Lá íamos nós a semana toda aguentar a gororoba do lugar

5: Abrir e fechar o zíper da bolsa. Esse é mais tic nervoso do que superstição. Mas tinha um dinamarquês que chamava Keneth Carlssen que era uma figura. Aiii de você se mexia em alguma coisa. Ele virava o pior dos vikings. Ele antes de entrar na quadra abria e fechava o zíper da bolsa umas 20 vezes seguidas. Você pode imaginar a cena? Abre, fecha, abre, fecha, abre, fecha...

6: Não deixar tocar na raquete antes do jogo. Essa eu aprendi com o Francisco Clavet. Espanhol ex 10 do mundo que não permitia você tocar na raquete dele. O cara era um anjo, um menino dos mais agradáveis, mas se você tocava na raquete dele... O cara chegava a rosnar. Pior ainda é se esse toque se estendia ao grip da raquete. Socorro. Eu que treinava com ele várias vezes mexia e até jogava a raquete dele no chão. Era muito divertido.

7: Barba. Não me perguntem o motivo, mas fazer a barba no meio do torneio era algo impossível de acontecer. Em torneios como Roland Garros o jogador começa todo bem apresentado e a grande maioria chega nos últimos dias parecendo um bronco.

8: Ver a chave. Por último uma das que eu mais gosto. Jogador de tênis vive declarando que não vê chave antes do torneio e que não importa o adversário. Que bando de mentiroso. É só sair a maldita chave que um monte de tenista se amontoa na frente do papel pra ver com quem joga. Mais que isso, olha com quem os outros jogam. Sempre tem aquele espirito de porco que chega pra você e diz: "Opaaa, Fino. Deu sorte ein?", "Já marcou o voo de volta?" "Você joga contra o Nadal no saibro ou Sampras na grama?"

Bom galera essas foram alguns bastidores do mundo do tênis. Se você achava que os tenistas eram normais depois desse post pode mudar de ideia.

Antes de ir tenho um pedido. Você tem alguma dessas ou outras loucuras? Abre ae pra noiiiiis. Conta pro povo?

A classificação para a Euro 2012 lavou a alma dos irlandeses após a frustração de ver a "mãozinha" de Thierry Henry ajudar a eliminar a seleção na repescagem para a Copa do Mundo de 2010. A primeira participação em uma Eurocopa desde 1988 tem a assinatura do italiano Giovanni Trapattoni, um dos técnicos mais experientes e vitoriosos do futebol mundial.

A 23ª edição do Antunadas, programa exclusivo do ESPN.com.br que é produzido apenas por você, fã do esporte, já está no ar! Confira quais foram as celebridades que tentaram a sorte nos esportes profissionais; conheça os gigantes e os gordinhos dos esportes americanos, além de saber quais quarterbacks da história da NFL lançaram para muitas jardas, sem sequer conseguir um touchdown! Tudo isto e muito mais!

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Sharapova pode completar o Grand Slam e sair de Roland Garros como nº1 do mundo

Não é só Novak Djokovic que pode sair de Roland Garros, que começa neste domingo com transmissão dos canais ESPN, completando os quatro títulos de Grand Slam do mundo do tênis. Entre as mulheres, a atual número 2 do ranking da WTA, Maria Sharapova, precisa apenas do troféu do torneio parisiense para completar sua coleção de Slams.

Maria Sharapova pode se tornar a nona mulher no mundo do tênis a conquistar os quatro títulos de Grand Slam, a primeira desde a norte-americana Serena Williams em 2003. A russa já venceu os títulos do Australian Open (2008), Wimbledon (2004) e US Open (2006).

As outras mulheres a conseguiram completar o Grand Slam foram Maureen Connolly Brinker, Doris Hart, Shirley Fry Irvin, Margaret Court, Billy Jean King, Chris Evert, Martina Navratilova, Steffi Graff e Serena Williams.

Além da chance de completar o Grand Slam, Maria Sharapova pode se tornar a nova líder do ranking da WTA. Para isso, a russa precisa vencer Roland Garros, desde que sua adversária na final não seja a tcheca Viktoria Azarenka, atual nº 1. Mesmo se chegar à final e perder, Sharapova ainda pode ser líder se Azarenka não fizer mais do que defender seus pontos de quartas-de-final.

Sharapova pode vencer o único título de Grand Slam que lhe falta em Roland Garros
Sharapova pode vencer o único título de Grand Slam que lhe falta em Roland Garros
Crédito da imagem: Reuters

Homem que derrotou Fedor estreia como azarão no UFC

Pezão estreia no UFC contra Velasquez
Pezão estreia no UFC contra Velasquez
Crédito da imagem: Gleidson Venga

Olá fãs de esportes,

Do alto de seus 1,93m e 120kg, Antonio Pezão entrou para a história do MMA como um dos homens que derrotou Fedor Emelianenko, o melhor peso pesados de todos os tempos neste esporte.

Na ocasião (2011), Pezão usou de seu tamanho e vigor para derrotar o lutador russo, que foi obrigado a desistir da disputa, no Strikeforce, devido aos ferimentos que sofreu na luta.

Um ano depois, por incrível que pareça, o brasileiro finalmente faz sua estreia no UFC, mas entra como azarão.

De um ano pra cá, é verdade, Pezão foi derrotado pelo então pouco conhecido Daniel Cormier, um wrestler de alto nível nos EUA que começava a trilhar seus passos no MMA, e cuja história começou a escrever contra o brasileiro, consagrando-se com uma arrasadora vitória diante de Josh Barnett no último sábado, na final do GP do Strikeforce.

Mas vamos voltar a falar de Pezão.

Ele, que enfrentaria Roy Nelson, mudou de adversário semanas antes da luta, e agora terá pela frente Cain Velásquez, o ex-campeão dos pesos pesados do UFC.

A troca de adversário aconteceu graças ao doping de Alistair Overeem, que enfrentaria Cigano, mas foi cortado da disputa.

Frank Mir, que lutaria contra Velásquez, foi promovido à luta pelo cinturão, e Pezão “promovido” ao duelo contra Velásquez.

O brasileiro gostou da mudança.

“Eles me colocaram para lutar com o Velásquez e fiquei muito lisonjeado com esta oportunidade”, disse o lutador a este blogueiro, “Ele é o número dois do mundo e me apeguei a esta oportunidade. Ele é um ótimo atleta, então contei com vários parceiros de treinos para me ajudarem a fazer essa preparação. Estou preparado, vou dar o meu melhor, não sei se esta luta vai acontecer mais em pé ou no chão, mas onde for estarei preparado para cair dentro o tempo todo”.

Pezão contou como espera se sair em sua estreia.

“Quero entrar com o “pezão” direito no evento”, brincou, “Vou atrás da vitória o tempo todo. Todos os atletas procuram melhorar, e foi o que fiz nestes oito meses que fiquei parado. Corrigi vários defeitos, assisti todas minhas lutas para ver meus erros, e é isto que quero mostrar neste sábado”.

O homem que passou por cima de Fedor e que finalmente fará sua estreia no UFC comemora o grande momento de sua carreira, e garante que entrar como azarão lhe dá ainda mais motivação para a disputa.

“O UFC é uma seleção do esporte, é como se um jogador de futebol chegasse a seleção brasileira. Eu cheguei ao ponto máximo do MMA, e agora quero me manter, fazer boas lutas, e por ser minha primeira luta, contra um cara duríssimo, ser o azarão é até uma coisa que gosto, para que eu vá ainda mais motivado para mostrar meu trabalho”.

A pedreira no caminho do brasileiro
A pedreira no caminho do brasileiro
Crédito da imagem: Gleidson Venga

Simon ganhou do Bellucci

Era um jogo bem ganhável para o brasileiro. Mesmo tendo que jogar contra um belo jogador de tênis e que tem ótimos resultados no circuito, o brasileiro Thomaz Bellucci, para mim, era favorito contra Gilles Simon hoje. Calma gente, explico os motivos.

Jogado em uma quadra bem lenta e com o francês em uma fase não das suas melhores, as chances de uma vitória aumentavam. Como Nice é na semana anterior de Roland Garros e os franceses sentem uma pressão impressionante no torneio, não seria nada estranho ver o francês perdendo o foco se o jogo se complicasse. Com certeza, uma pergunta ficaria na cabeça do Simon o tempo todo. Vale a pena me matar na semana anterior do torneio mais importante pra mim?

Ao começar o jogo, vimos dois jogadores trocando muitas bolas e o brasileiro tomando um pouco mais de riscos. Era de se esperar ver o Simon esperando os erros do Bellucci. Fez a tática desde o primeiro game e, dentro de suas características, usa a força do adversário para atacar na boa. Usou bolas fundas, correria e jogou mais no forehand do Thomaz. A favor do francês vinham os erros de devolução de saque do brasileiro (muitos). Com isso, foi levando o jogo sem problemas até o 6/5 do primeiro set. Em quase todos os games recebeu 2 ou 3 pontos de graça. Quando foi devolver no 6/5 e percebeu que o brasileiro sentiu um pouco a pressão, só colocou bola em jogo. Tirou os erros e esperou o brasileiro errar. Ele errou. O Bellucci perdeu o saque com 3 erros não forçados e perdeu o set.

No segundo set vimos um Bellucci baixar os braços. O que teria que acontecer com o Simon aconteceu com o brasileiro. Perdeu a paciência e, contra um jogador experiente, é a morte. Em pouco mais de 10 minutos perdeu de 6/0 e a derrota veio sem muita luta no segundo set.
Chances perdidas. Oportunidades que deixamos escapar. Hoje era um dia para ganhar confiança e seguir adiante no torneio. Mais ainda contra um bom jogador, mas ganhável.

Agora é pensar nos erros e focar pra Roland Garros.
O lado positivo foi ter passado o quali e ter vencido dois jogos na chave principal.

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Crédito da imagem: Reuters

VIDEOBLOG: Em Londres, o encontro da dança com o esporte é algo maravilhoso

Este videoblog vem direto de Londres para falar sobre arte.

Começou, no início da semana, o encontro da dança com o esporte no teatro Queen Elizabeth Hall. Foram dois espetáculos de dança: o primeiro falando de um dos jogos mais emocionantes da história das Copas, entre Alemanha e França; o segundo teve dois coreógrafos encenando Rocco e seus Irmãos, um filme belíssimo.

Torço para que um dia essas duas apresentações façam uma apresentação no Brasil, porque quem viu aqui em Londres ficou com água na boca. Veja trechos desses espetáculos e relembre o mencionado jogo entre as seleções alemã e francesa.


Assista ao videoblog desta quinta-feira!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Copa do Brasil

21h00 Grêmio 2x0 Bahia

Libertadores


20h00 (4)Santos 1x0 Vélez Sarsfield (2)
22h30 (5)Universidad de Chile 1x1 Libertad(4)

O Vasco marcou o melhor do Corinthians por 179 minutos. Não foi o bastante

O Vasco foi valente! Poderia avançar às semifinais da Copa Libertadores e, na prática, faltou o tiro certo de Diego Souza, no contra-ataque proporcionado por Alessandro.

Ah, o Alessandro!
Não vinha bem quando se machucou, perdeu o lugar para Edenílson, que fraturou o dedo do pé e por isso ficou de fora da grade decisão.

E Alessandro quase entregou o ouro.

Mas o melhor jogador, aquele que todo corintiano sabe que, se vai bem, o Corinthians também vai, esse é Paulinho.
O Vasco tratou de cuidar do volante corintiano por 179 miutos. Esquece-se dele por uma fração, o suficiente para que fizesse o gol da classificação às semifinais aos 43 do segundo tempo. Não é uma crítica ao Vasco, uma constatação de que muitas vezes é impossível conter um jogador que decide. Paulinho não decidiu fazendo a transição, mas tocando de cabeça num escanteio, como não é sua característica.

Bola parada também vale. Mesmo que o Vasco tenha tido chance de empatar no final, no abafa, na cabeçada de Rômulo. Para os vascaínos, o vilão é Diego Souza. Não jogou mal, mas perdeu a bola da partida.

O fato é que o Corinthians está em paz e pensando na Libertadores como um dos torneio do ano.
Tem-se dito isso desde o início do ano.
Que este Corinthians, em paz, faria a melhor campanha de sua história na Libertadores.
Já faz mesmo, igualando o ano 2000.
E a pergunta, até onde o Corinthians pode ir?
A resposta: até onde ninguém parar.

Corintiano que é corintiano, torce pelo Vélez contra o Santos, nesta quinta. Aí, os argentinos se matam de um lado da chave e o Corinthians... bem, ainda assim teria de pegar a Universidad de Chile.

STJD determina suspensão das Séries C e D a três dias de início dos torneios

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta quarta-feira a suspensão do início das Séries C e D do Campeonato Brasileiro, que aconteceria no próximo fim de semana. O presidente da entidade, Rubens Approbato, aceitou pedido de liminar do Santo André para que as competições só comecem quando houver uma decisão definitiva das brigas judiciais envolvendo o próprio clube, Treze-PB, Rio Branco-AC, Brasil de Pelotas-RS e Araguaína-TO.

Uma das principais preocupações de Approbato é com o fato de Brasil, Rio Branco e Treze terem entrado na Justiça comum. Segundo a legislação da Fifa, os três clubes podem ser desfiliados.

"A soberania de cada país pode editar normas a respeito de matéria desportiva. Mas se essas normas forem contrárias às da Fifa, a entidade pode, sem ferir a soberania do país, desfiliar o clube", explicou.

A primeira batalha jurídica é entre Brasil e Santo André. O time gaúcho perdeu seis pontos na temporada passada pela escalação irregular do lateral-direito Claudio. A decisão do STJD beneficiou os paulistas, que se livraram do rebaixamento.

Para inverter a situação, o clube de Pelotas acionou a Justiça comum antes de se esgotarem as instâncias na esfera esportiva, o que é proibido pela Fifa. No início do mês, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) determinou que o clube fosse incluído imediatamente na competição sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A outra briga envolve três clubes: Treze, Araguaína e Rio Branco. Tudo começou no ano passado, quando o clube acreano acionou a Justiça comum para liberar a Arena da Floresta, então interditada. Por conta disso, acabou punido com o rebaixamento. No entanto, após um acordo jurídico o time do Norte reconquistou o direito de disputar a Série C.

Este fato desagradou tanto o Treze, quinto colocado na Série D de 2011, como o Araguaína, que acabou rebaixado no lugar. O clube paraibano, então, na última sexta-feira, confirmou na Justiça da Paraíba, por meio de uma liminar, a presença do Treze na Terceira Divisão. Mas sua inclusão não está homologada pela CBF.

Eliminação do Flu tem aplausos da torcida, choro de jogadores e agradecimentos de Abel

O gol do Boca Juniors, aos 45 minutos do segundo tempo, eliminou o Fluminense da Libertadores e abalou profundamente os jogadores do clube carioca, causando uma avalanche de emoções no Engenhão.

A torcida, que foi em bom número ao estádio, reconheceu o esforço dos jogadores e aplaudiu o time, que buscou o gol durante toda a partida, mesmo sem Fred e Deco – as duas estrelas do elenco estavam machucadas.

Enquanto os tricolores das arquibancadas apoiavam, os atletas desabavam diante da decepção que o empate por 1 a 1 lhes causou. Thiago Neves sentou-se no meio do campo, cabisbaixo, como se não acreditasse no que via; o zagueiro Anderson chorava, andando sem rumo.


Jogadores do Fluminense ficaram muito abatidos com o empate no Engenhão
Jogadores do Fluminense ficaram muito abatidos com o empate no Engenhão
Crédito da imagem: Reuters
Enquanto isso, o técnico Abel Braga procurava, um a um, os jogadores. Em meio à tristeza de todos, o treinador cumprimentava com um abraço e um aperto de mão. O lateral Bruno até tentou dar entrevista, mas não conseguiu ir além da primeira frase.

“Agora é abraçar os companheiros e um ajudar o outro”, disse o jogador antes de descer para os vestiários.

Oilers podem trocar sua escolha no Draft com os Blue Jackets

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Uma notícia chamou a atenção na NHL hoje à tarde. Um executivo da WHL, liga júnior de hóquei canadense, confidenciou que o Edmonton Oilers tem intenção de trocar sua 1ª escolha no Draft 2012 com o Columbus Blue Jackets.

Visão de OhioJá é de conhecimento de muitos que o time de Ohio quer contar com Nail Yakupov no seu elenco, atleta que atua pelo Sarnia Sting, da OHL (Ontario Hockey League). O problema é que a segunda escolha no geral, não garante o russo no elenco, que é o forte candidato para ser a primeira escolha deste ano. A questão em Columbus é: deixar passar e torcer para que o jogador caia no seu colo ou garanti-la, trocando sua posição com os Oilers?

Visão de EdmontonSabendo do desejo dos Blue Jackets e não querendo tanto o jogador Nail Yakupov, a 1ª escolha no geral para o Oilers pode se transformar em um grande trunfo para o futuro. Tudo isso ocorre porque o time canadense precisa de bons defensores. Sabemos que o time já possui um ataque muito bom e que pode fazer a diferença na busca pela Stanley Cup. Com este pensamento, o nome da vez em Edmonton é o defensor Ryan_Murray, de 18 anos, do Everett Silvertip, da WHL. Murray está cotado em segundo entre todos os jogadores do próximo Draft. Realizando a troca, os Oilers conseguiriam seu jogador de qualquer forma e ainda lucrariam com a troca com os Blue Jackets.

Visão do ThiagoCreio que se este rumor se concretizar, os Oilers acertam em sua decisão, pois como já dissemos anteriormente, o time necessita de um bom nome para sua defesa. Porém, sabemos que primeiras escolhas de draft não significam bons jogadores no futuro. Por mais que este fato não ocorra com tanto freqüência atualmente é bom ficar de olhos abertos. Na minha opinião, o ideal seria trocar a 1ª escolha por um defensor já lapidado. Temos muitos no mercado que poderiam se tornar um excelente D-man em Edmonton.

Djokovic, Nadal ou Federer. Quem vence Roland Garros?

É só começar o torneio de Roland Garros que as mesmas perguntas aparecem. Será que o Nadal vai ganhar mais uma vez? Será que o Federer eleva seu nível e consegue vencer Roland Garros? Chegou a hora do Djokovic vencer?

Os três são os favoritos e dificilmente algum outro jogador vença o torneio este ano. Pode acontecer, mas seria uma belíssima zebra.

Dos três gigantes posso assegurar que o espanhol é o grande favorito. Já venceu 6 vezes e apostar contra ele lá é quase um suicídio. Seu jogo foi fabricado para essa quadra e para jogos dramáticos. Para ganhar Paris você tem que ter muito físico, muita paciência, muita força mental, saber se adaptar a diferentes climas e algumas ventanias e mais importante que tudo isso. Ser frio na hora de ganhar. A cara dele certo? Como ele já venceu tantas vezes seus adversários já entrar com uns 3/0 atrás no primeiro set. Quem disse que camiseta não ganha jogo? Com ele isso acontece quase sempre.

Outro ponto positivo do Nadal é que o jogo é muito longo. No tênis sempre comentamos que ganhar de um top em jogos de melhor de 3 sets é bem mais fácil que em melhor de 5 sets. Simples... Você tem que ganhar 3 sets do cara e não 2.

Ponto negativo? Não consigo ver nenhum

Federer. Ele já venceu e com isso tem muito menos pressão nas costas. Lembro do Sampras em Roland Garros e o Federer mesmo antes de vencer. Toda pergunta era se ele um dia venceria. Se ele tinha jogo pra isso. Como ele já venceu pode se dar o luxo de jogar mais solto. Com isso o gênio das quadras pode virar um perigo. Temos que lembrar que ele vai cair do lado de um dos dois (Djoko ou Nadal), na semi ele pode encontrar e complicar a vida deles. O que pode prejudicar o suíço é se ele for escorregando nas rodadas iniciais e tiver que jogar muitos sets a fera pode cansar. Tudo que ele quer é chegar bem até a semifinal e poder encarar as feras de frente.

Outro ponto importante é se vai chover ou não em Paris nesses 15 dias. Sem chuva a quadra fica rápida e ele fica mais chato. Com chuva a quadra fica mais lenta e ele sofre mais.

Djokovic. Hoje ele é uma incógnita. Ele pode voltar a jogar muito e ganhar lá, mas as duas derrotas para o Nadal podem ter feito estragos no sérvio. Dos três é o que mais pode ser surpreendido. Ele vai ter que se focar muito. Vai ter que elevar seu nível outra vez. principalmente nas primeiras rodadas. Se passar as duas primeiras ele começa a voar outra vez.

Achei ele muito sem paciência para trocar bolas e sofrer nos pontos. Isso no ano passado não acontecia. Se ele quiser ter chances em Paris vai ter que mudar sua maneira de encarar os jogos agora.

Bom, é muito difícil prever alguma coisa. Estamos aqui falando que um dos três vai ganhar e dando um monte de motivo. Quem sabe se não aparece um Ferrer, Monfils, Tsonga ou uma zebra gigantesca e vence?

Deixe sua opinião. Quem ganha Roland Garros pra você?

Emocionado, Abel diz que só 'deuses' explicam eliminação e garante: 'Flu não vai cair'

Depois da dolorosa eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores em pleno Engenhão, nesta quarta-feira, o técnico do Fluminense, Abel Braga, não escondou a tristeza e chegou para sua entrevista coletiva emocionado e com olhos marejados.

Em um gesto emocionante, Abel Braga amparou os jogadores mais jovens na saída de campo junto com o vice-presidente de futebol, Sandro Lima. Após a partida, o técnico agradeceu as palavras do dirigente e disse que somente "os deuses do futebol" explicam a eliminação.

“Quero agradecer as palavras do Sandro ao grupo. Foram palavras que emocionaram. Coisas que devem estar no coração de qualquer torcedor. Meus jogadores foram excepcionais. Sei exatamente o que as lágrimas deles representam. Correram até o último minuto e foram no limite. Ficou provado que temos um grupo muito forte. A eliminação baqueou, entristeceu, mas não vai fazer o Fluminense cair”, disse Abel.

Depois de dominar o Boca Juniors por quase 90 minutos, o Fluminense levou um gol aos 46 minutos do segundo tempo que selou a eliminação da equipe carioca nesta quarta-feira.

“O futebol tem dessas peças. Saímos de um jogo no qual o meu goleiro não fez nenhuma defesa. O Boca jogava por um lance. Tive o cuidado de não mexer naqueles que cobrariam pênaltis se fosse preciso. Só acho que não é normal acontecer aos 46 minutos do segundo tempo. Se fosse nos pênaltis, seria menos dolorido, mas treinamemos muito as cobranças e tenho quase que certeza que venceríamos. Só os deuses podem falar. Não tem explicação. Merecíamos uma sorte melhor”, analisou o técnico.

Após o título do Campeonato Carioca e a eliminação da Copa Libertadores no primeiro semestre, o Fluminense tentará se reerguer com a disputa do Campeonato Brasileiro.

Abel Braga consola Thiago Neves na saída de campo
Abel Braga consola Thiago Neves na saída de campo
Crédito da imagem: Agência Estado

Jádson marca, São Paulo empata com o Goiás e volta à semi após dez anos

Fora dez anos de espera, mas o São Paulo está de volta à semifinal da Copa do Brasil. O fim da fila aconteceu nesta quarta-feira, com o empate por 2 a 2 com o Goiás, em Goiânia. Na primeira partida, os paulistas tinham vencido por 2 a 0 no Morumbi.

Além do empate, que recolocou o São Paulo em sua primeira semifinal do torneio desde 2002, o resultado foi importante para acalmar os ânimos no clube. O meio-campista Jádson, que criou mal-estar com o treinador Emerson Leão, foi o autor do primeiro gol dos paulistas; Cortez fez o segundo. Pelo Goiás, Ricardo Goulart e Egídio marcaram.

Antes de iniciar a disputa das semifinais da Copa do Brasil, o Tricolor paulista encara o Bahia no domingo, no Morumbi, em busca de sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Já o Goiás tenta seu primeiro triunfo depois de seis partidas recebendo o Paraná no Serra Dourada, em 5 de junho.

O jogo – Sem Paulo Miranda e Denilson, suspensos, Emerson Leão apostou em um 3-5-2 com as entradas dos zagueiros Bruno Uvini e Edson Silva ao lado de Rhodolfo. A alternativa do Goiás, mantido em seu 4-5-1, foi pressionar pelas laterais para evitar os avanços de Douglas e Bruno Cortez e contar com a movimentação de Iarley em cima de Casemiro na cabeça de área para criar espaços.

A alternativa, no início, deu certo. Embora sem fazer pressão, apesar de não ter sido intensa por conta da extensão do campo no Serra Dourada, o time anfitrião conseguia manter a bola em seu campo de ataque. Mesmo assim, levava sustos, já que Luis Fabiano saia da área e fazia o pivô para Lucas, sempre em velocidade.

Iarley, contudo, achou seu lugar para atrapalhar em cima de Casemiro. Desta forma, aos 19 minutos, deixou Ricardo Goulart em condições de bater rente à trave de Denis e, no minuto seguinte, Ricardo Goulart completou cruzamento nas redes pelo lado de fora. Estava encontrado o local para entrar na defesa do time visitante.

Aos 21 minutos, os paulistas ainda estiveram perto de abrir o placar, quando Cortez bateu na saída de Harlei e só não marcou porque Rafael Toloi salvou em cima da linha. O lateral, contudo, errava na marcação, assim como Douglas. E a saída de bola estava ruim, tanto que jadson e Cícero vinham até a defesa para ajudar. Dificuldades que custaram caro.

Aos 28 minutos, Iarley mais uma vez entrou na área pela meia-lua e rolou na esquerda para Ricardo Goulart entrar em velocidade e bater cruzado. A bola passou pro baixo do corpo de Denis e balançou as redes ao mesmo tempo em que injetou motivação no time e sua torcida em Goiânia.

A alegria, porém, durou 30 segundos. Em uma de suas primeiras oportunidades de sair driblando como gosta, Lucas passou por marcadores no bico esquerdo da grande área do Goiás e ajeitou para Jadson chegar de trás finalizando com precisão, empatando a partida. A revolta goiana foi manifestada com celulares atirados pela torcida em direção aos são-paulinos, que comemoravam o gol.

Como o São Paulo balançou as redes na condição de visitante, só uma goleada classificaria o time da casa. E o Verdão do Centro-Oeste pouco fez para alcançar os três gols necessários. O time de Enderson Moreira já não tocava mais a bola para ganhar espaço no ataque.

Diante da apatia que dominou seu adversário, o Tricolor não soube aproveitar porque abusava das jogadas individuais. Mesmo quando Luis Fabiano balançou as redes pelo lado de fora, havia Lucas livre como opção na pequena área. Os erros, entretanto, não eram tão fatais devido à vantagem conquistada no Morumbi.

O intervalo não serviu para injetar ânimo à equipe alviverde. Mas foi útil para Leão definir uma nova estratégia. Sem ter um especialista de confiança para marcar na cabeça de área, resolveu espalhar seus atletas na intermediária defensiva, deixando Jadson, Lucas e Luis Fabiano, às vezes ajudados por um lateral, para contra-atacar.

A estratégia valeu um escanteio que Rhodolfo cobrou nas redes aos 11 minutos, mas o árbitro invalidou alegando falta na grande área. Na sequência, o Goiás assustou com Peter, mas o Goiás não tinha tática ou empenho para buscar a goleada necessária para conseguir a vaga.

O time de Leão, porém, tinha tudo isso e eficiência até para corrigir o individualismo que prejudicou a equipe no primeiro tempo. Aos 16 minutos, Jadson lançou Luis Fabiano, que avançou na intermediária, limpou Marcos Paulo e tocou com precisão entre dois marcadores para Cortez dominar na grande área e bater na saída de Harlei.

A classificação estava tão consolidada que a torcida são-paulina presente gritava “olé” e Jadson, na tentativa de retardar o reinício da partida, passou a fazer embaixadas com a bola antes de levá-la ao local no qual o Goiás bateria falta. Iarley se irritou e brigou com o meia, Luis Fabiano e Edson Silva. Na cobrança, Egídio contou com desvio da barreira para empatar, aos 36 minutos do segundo tempo.

O lance e o gol, contudo, foram um raro momento de tensão no confronto. A vitória por 2 a 0 no Morumbi, na primeira partida, definiu a classificação são-paulina para as semifinais da Copa do Brasil.

VÍDEO: Valdivia agradece 'favor' de Felipão e revela pedidos por 'bigode invicto'

Um dos principais jogadores na vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Atlético-PR, que garantiu ao time paulista vaga na semifinal da Copa do Brasil na noite desta quarta-feira, Valdivia seria substituído pelo técnico Luis Felipe Scolari no segundo tempo. Porém, o meia pediu ao comandante para permanecer em campo a ajudar a equipe em uma partida decisiva.

Após o confronto, o jogador agradeceu a compreesão do treinador palmeirense, enfatizou que tem liberdade para conversar com Felipão, e espera que não criem nenhum tipo de polêmica em torno de seu pedido.

"Tenho confiança e liberdade para pedir (para permanecer em campo). Estava realmente cansado, mas é complicado sair. O Felipão deixou, e eu agradeço ele por isso. Não façam polêmica com isso", disse o meia na saída do gramado.


Clique no player e veja a declaração de Valdivia
Com o resultado desta quarta-feira, o Palmeiras quebrou um tabu de 13 anos sem se classificar à semifinal da competição nacional. Apesar de ciente do longo tempo, Valdivia se disse tranquilo com a situação e afirmou que o elenco atual não é responsável pelo histórico de derrotas em outras edições do torneio. 

Valdivia disse que elenco pediu por 'bigode invicto'
Valdivia disse que elenco pediu por 'bigode invicto'
Crédito da imagem: Agência Estado
"Estamos tranquilos. Não somos respopnsáveis pelo histórico de 13 anos. Não fazemos parte disso, mas fazemos parte de um grupo que conseguiu chegar a semifinal", analisou.

Por último, o jogado comentou sobre o já famoso 'bigode invicto'. Desde que apostou no visual, o Palmeiras ainda não foi derrotado por nenhuma equipe. De acordo com Valdivia, o elenco pediu para que ele continuasse com o estilo.

"Os jogadores pediram", disse Valdivia.

Agora, o Palmeiras espera o vencedor do confronto entre Grêmio e Bahia, que jogam nesta quinta-feira, em Porto Alegre, para saber quem será o adversário na próxima fase. Valdivia, que levou o terceiro cartão amarelo contra o Atlético-PR, estará suspenso.

Corinthians sofre, mas marca no fim, supera o Vasco e volta à semifinal após 12 anos

Foi sofrido, com o técnico Tite expulso e gol só aos 42 minutos do segundo tempo, mas o Corinthians superou o Vasco pelo placar necessário para chegar às semifinais da Copa Libertadores da América. Paulinho, de cabeça, após cobrança de escanteio, fez o gol solitário que garantiu o 1 a 0 e a vaga corintiana na próxima fase do torneio que o clube jamais conquistou.

Com a classificação, o Corinthians volta às semifinais da competição depois de 12 anos. Na última e única vez que ficou entre os quatro melhores da competição, caiu para o Palmeiras, nos pênaltis, em 2000; agora, o rival pode ser Santos, desde que o time de Neymar avance diante do Vélez. Caso os argentinos passam pelo duelo na Vila, enfrentam necessariamente o Boca Juniors (a Conmebol exige o encontro de equipes do mesmo país), e o Corinthians fica com o vencedor de Universidad do Chile ou Libertad.

Eliminar o Vasco também ajuda o Corinthians a melhorar o retrospecto diante de brasileiros. Nas outras quatro vezes que havia encontrado times do país em duelos eliminatórios, o time do Parque São Jorge havia superado apenas o Atlético-MG, em 2000, e caído diante de Flamengo (2011), Palmeiras (2000 e 1999) e Grêmio (1996).

Em campo, Cássio pode também ser considerado um dos principais heróis corintianos. No segundo tempo, quando Diego Souza saiu cara a cara com o goleiro após falha de Alessandro no meio do campo, o camisa 24 caiu para tocar levemente na bola e impedir o gol na melhor chance criada pelos visitantes na partida.

O JogoA formação corintiana foi igual em relação ao jogo de ida. O atacante Liedson, que sem sequer viajou nos últimos compromissos como visitante, iniciou no banco – os meias Danilo e Alex e os atacantes Emerson e Jorge Henrique, portanto, foram mais uma vez o quarteto ofensivo titular. O Vasco também foi o mesmo do primeiro duelo.

A primeira diferença notória do confronto foi o estado do gramado, não encharcado e enlameado como o de São Januário, que na quarta-feira passada não suportou a forte chuva, no Rio de Janeiro, e prejudicou o futebol dos dois lados. Com o campo do Pacaembu seco, o time mandante explorou a velocidade para tentar abrir o placar logo no começo, a pedido revelado publicamente pelo técnico Tite.

Mas o Vasco segurou a blitz e foi saindo aos poucos de trás. Aos dez minutos, Juninho Pernambucano teve a primeira falta para bater, após Jorge Henrique derrubar Thiago Feltri perto do bico esquerdo da área. A cobrança foi no meio do gol, Cássio socou a bola no peito de Alecsandro e quase foi surpreendido quando ela voltou.

Oito minutos mais tarde, Emerson, que já havia infernizado a zaga pela ponta esquerda, ficou com a bola no meio da área após bobeada coletiva e, de frente para Fernando Prass, chutou à esquerda. Essa teria sido a melhor chance de gol do Corinthians na etapa inicial não fosse cabeceio de Paulinho defendido pelo goleiro vascaíno aos 31.

O jogo esquentou quando Eder Luis e Jorge Henrique se estranharam na beirada do campo, próximo ao banco de reservas em que Tite orientava seus jogadores. O vascaíno encarou o corintiano e caiu em campo em seguida, como se tivesse sido atingido no rosto por ele. Imediatamente os demais atletas se juntaram à troca de empurrões, a qual acabou com cartão amarelo para os dois causadores da discussão.

No retorno do intervalo, o Corinthians insistia em alçar a bola para a área, mesmo sem ter um centroavante de referência por lá. Paulinho então arrancou de trás e caiu à frente da área, pedindo falta. O lance seguiu, e Emerson recebeu cartão amarelo por derrubar Rodolfo diante de Tite. O treinador corintiano se irritou, reclamou acintosamente com o árbitro e foi expulso ainda aos dez minutos do segundo tempo.

Quando ele já se encontrava na numerada, o Vasco desperdiçou clara oportunidade de marcar aos 17 minutos. Último homem da defesa, Alessandro pegou sobra de falta e tentou levantar a bola novamente para a área, mas acertou em Diego Souza. Em poucos segundos, o vascaíno disparou do meio-campo até a área, sem nenhuma marcação à sua frente, e chutou no canto esquerdo baixo de Cássio, que esticou o braço e colocou a bola pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Nilton cabeceou e carimbou o travessão.

Em vez de sentir o golpe, a torcida corintiana entendeu que estava com sorte e cantou mais alto. O time se contagiou e voltou a ter o domínio. Aos 31 minutos, a bola sobrou para Emerson pelo lado esquerdo da área, e ele acertou uma pancada na trave. Aos 37, Willian foi acionado na entrada da área, cortou o primeiro marcador para a esquerda e chutou fraco, nas mãos de Prass.

Os minutos finais do tempo regulamentar foram de aflição, mas de muita festa também. O Timão insistiu e chegou ao gol aos 42 minutos. O volante Paulinho subiu de cabeça após escanteio cobrado pela esquerda e mandou a bola para a rede, classificando o clube para a semifinal do torneio sul-americano pela segunda vez na história.

Empresário diz que Lucas não vai ao Chelsea por Copa de 2014

porque nunca mais vai ver dinheiro igual? Ou você acha que deve segurar o jogador pelo maior tempo possível e ganhar títulos com um time do qual Lucas faça parte?
As três perguntas fariam todo o sentido, se houvesse proposta oficial. Mas, segundo o agente Wágner Ribeiro, diferente do que diz o São Paulo, o Chelsea não chegou a formalizar proposta oficial por Lucas, porque conhece um detalhe da negociação:

"O Lucas não quer ir. O Lucas não quer sair do Brasil antes da Copa do Mundo de 2014. Eu estive na casa do Roman Abramovich, com o empresário israelense Pini Zahavi, que é meu sócio. Se eu dissesse que o preço é 40 milhões de euros, ele pagaria. Mas não fez proposta, porque sabe que o Lucas quer ficar no Brasil até a Copa do Mundo de 2014", afirmou o agente.

Segundo Ribeiro, o único clube a formalizar uma proposta por Lucas foi a Internazionale, na casa do 25 milhões de euros. A Inter não confirma a oferta. No São Paulo, a informação é de que houve contato, mas não uma proposta oficial da Internazionale.

A permanência provável de Lucas até o Mundial pode produzir debate semelhante ao que tem havido sobre Neymar.

Do ponto de vista de seu crescimento profissional, é melhor que fique no Brasil ou vá para a Europa já? (você também está convidado a responder esta questão."

Para a seleção brasileira, para o amadurecimento de Lucas, é claro que deveria jogar na Europa com os melhores do mundo.
Para o futebol brasileiro, é melhor que ele fique. Para o crescimento do Campeonato Brasileiro, desde que exista um projeto para seu crescimento. Verdade seja dita: esse projeto não existe.

VÍDEO: Luan decide, Palmeiras quebra tabu de 13 anos e avança à semifinal

O Palmeiras é o primeiro clube classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Mesmo com a vantagem do empate sem gols, o time paulista derrotou o Atlético-PR por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, na Arena Barueri, e confirmou vaga na próxima fase da competição nacional. Com o resultado, a equipe quebrou um tabu de 13 anos sem estar entre as quatro melhores do torneio (a última vez foi em 1999, quando foi eliminada pelo Botafogo).

Assim como na semana passada, quando conseguiu empatou por 2 a 2, em Curitiba, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari novamente contou com um jogador que saiu do banco de reservas para decidir uma partida. Reserva de Betinho, Luan entrou apenas no segundo tempo do duelo e marcou o primeiro gol da classificação alviverde. O zagueiro Henrique marcou o segundo.

Agora, o Palmeiras aguarda o vencedor do confronto entre Bahia e Grêmio, que jogam nesta quinta-feira, em Porto Alegre, para saber quem será o seu adversário na semifinal da competição.


Clique no player e veja os gols da vitória do Palmeiras
O jogo
Ao contrário do jogo da semana passada, que contou com diversas chances de gols para ambas as equipes, a partida desta quarta-feira contou com uma aplicação defensiva maior e ficou concentrada no meio-de-campo. Sem contar com o atacante Hernan Barcos, que tomou o terceiro amarelo no último duelo, o técnico Luiz Felipe Scolari armou o time alviverde com Mazinho e Betinho no ataque.

Mesmo com dois homens de frente, o Palmeiras demorou a criar e só criou uma jogada de perigo aos 34 minutos do primeiro tempo. Marcos Assunção cobrou falta fechada na área, a bola passou por todo mundo e exigiu boa defesa do goleiro Rodolfo, que espalmou para a linha de fundo.

Pouco tempo depois, aos 44 minutos, Betinho recebeu passe de Valdivia, finalizou e o goleiro Rodolfo novamente evitou o gol palmeirense. Já o Atlético-PR esbarrava na falta de criatividade de seus meias e não conseguia levar perigo para a defesa adversária.

Após o intervalo, o Palmeiras, apesar da maior posse de bola, novamente demonstrou dificuldades ofensivas e pouco criou. Em busca de melhorar o ataque, Felipão mudou o time e colocou Luan e Maikon Leite nos lugares de Betinho e Mazinho. A atleração não demorou a surtir efeito. Aos 22, Maikon Leite se livrou da marcação pela direita e tocou para Valdivia. O meia chileno dominou e encontrou Luan livre de marcação, que apenas tocou para a rede.

Aos 37, Maikon Leite cobrou escanteio, Valdivia desviou para o meio da área e o zagueiro Henrique apareceu para definir a classificação.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO-PR

Local:
Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 23 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Cartões amarelos: João Vitor, Betinho, Valdivia (Palmeiras)
Público: 17.574 pagantes
Renda: R$ 460.195,00
GOLS: PALMEIRAS: Luan, aos 24, e Henrique, aos 37 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor (Patrik) e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Betinho (Luan)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO-PR: Rodolfo; Pablo, Manoel, Renan Foguinho e Héracles (Marques); Deivid, Alan Bahia (Ricardinho), Zezinho e Ligüera; Guerrón (Edgar Junio) e Bruno Mineiro
Técnico: Juan Carrasco

Fluminense leva gol no fim, empata com o Boca e está fora da Copa Libertadores da América

O Fluminense empatou em 1 a 1 com o Boca Juniors nesta quarta-feira, no Estádio Engenhão, e deu adeus à disputa da Copa Libertadores da América. O gol da classificação argentina aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo: o atacante Santiago Silva, ex-Corinthians, foi o herói do time argentino. O gol do Fluminense foi marcado por Tiago Carleto, de falta, no primeiro tempo. Como o Boca Juniors venceu a primeira partida, por 1 a 0, em La Bombonera, ele ficou com a vaga na semifinal da competição continental.

O Fluminense dominou o Boca Juniors no primeiro tempo. A equipe carioca teve mais posse de bola e encurralou o time adversário. Dessa forma, o primeiro gol do Fluminense era questão de tempo. Aos 16 minutos, o lateral Carleto bateu falta de longe, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Orión, morrendo no fundo da rede do Boca Juniors. Ainda antes do intervalo, o Fluminense pressionou o time argentino, mas não conseguiu ampliar a sua vantagem no marcador.

No segundo tempo, o Boca Juniors melhorou. Os argentinos equilibraram mais o duelo, porém não criaram oportunidades claras de gol. O Fluminense, por sua vez, apostou nos cruzamentos, teve algumas chances, mas também não conseguiu ser efetivo ofensivamente. Já no fim do duelo, aos 45 minutos, veio o castigo para o Fluminense. O atacante Santiago Silva aproveitou sobra na área e marcou o gol da classificação do Boca Juniors.

O time argentino, assim, se vinga da eliminação da edição de 2008 da Libertadores. Na ocasião, o Fluminense tirou os argentinos na semifinal, mas perdeu na decisão para a LDU. A equipe carioca, que nunca conquistou a competição continental, agora se concentra na disputa do Campeonato Brasileiro. No domingo, o Fluminense recebe o Figueirense, no Engenhão, pela segunda rodada do Nacional.

O jogo
O Fluminense começou a partida no ataque, enquanto o Boca Juniors adotava uma posição mais cautelosa. Aos quatro minutos, Rafael Sobis fez boa jogada pela direita, entrou na área, mas tentou o passe para Rafael Moura e Insaurralde bloqueou e mandou para escanteio. O primeiro chute do time argentino aconteceu aos seis minutos, em chute de Rivero da intermediária que passou bem longe do gol defendido por Diego Cavalieri.

O time brasileiro seguia pressionando, mas sem encontrar o caminho para a área argentina, que estava muito congestionada e sem dar espaços para as penetrações pelo meio. Os laterais Bruno e Thiago Carleto tinham liberdade, mas seus cruzamentos eram facilmente rebatidos pelos zagueiros portenhos.
ss
Thiago Neves pouco produziu nesta quarta-feira
Crédito da imagem: EFE
Aos dez minutos, Thiago Neves fez jogada individual driblando dois adversários, mas acabou dividindo a bola com Schiavi e desperdiçando a jogada. Aos 13 minutos, Bruno descobriu Rafael Mora e cruzou pelo alto, mas o goleiro Orion saiu com precisão e fez a defesa.

Aos 16 minutos, o Fluminense marcou o primeiro gol. Em falta na intermediária, o lateral Thiago Carleto cobrou em chute rasteiro. A bola desviou em Rivero, que estava na barreira, e entrou no canto direito defendido pelo goleiro Orion. O curioso é que o pai do jogador tricolor havia sonhado na véspera que o filho marcaria um gol de falta.

A vantagem animou a equipe das Laranjeiras, que aumentou a pressão em busca do segundo gol. Aos 19 minutos, Orion teve que sair nos pés de Bruno para evitar a conclusão. Aos 24 minutos, em outra falta a favor do time carioca, Thiago Carleto bateu, mas não foi bem sucedido porque Santiago Silva rebateu de cabeça.

O Boca continuava sem conseguir jogadas ofensivas, porque as tentativas da equipe visitante eram sempre bem bloqueadas pela marcação tricolor. Aos 30 minutos, Thiago Neves tentou concluir dentro da área, mas Roncaglia cortou na hora do chute e o jogador tricolor acabou se lesionando no lance. Aos 35 minutos, Carleto lançou Rafael Moura, mas o atacante não conseguiu chegar na bola.

O time tricolor reduziu um pouco o seu ritmo ofensivo, mas continuou com predomínio técnico na partida, impedindo que o Boca criasse uma jogada sequer que ameaçasse o gol defendido por Diego Cavalieri. Aos 40 minutos, Thiago Neves recebeu no lado direito da grande área, evitou a marcação e bateu de esquerda, mas Orion defendeu com segurança.

Só aos 43 minutos é que o Boca chegou na área tricolor com relativo perigo. Em cobrança de falta efetuada por Riquelme, Schiavi ganhou da zaga, mas mandou a bola bem longe do gol da equipe brasileira.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. E o Boca Juniors retornou com uma postura mais agressiva. E logo aos dois minutos, Riquelme cobrou falta e Schiavi ganhou da zaga, mas cabeceou para fora. O time argentino passou a trocar passes com mais velocidade e a pressionar a defesa tricolor em busca do gol de empate. Aos seis minutos, após cobrança de escanteio, Cavalieri dividiu com Cvitanich e aliviou o perigo.

O Fluminense encontrava dificuldades para retomar o ritmo da etapa inicial, principalmente por causa da atuação irregular de Thiago Neves. Mas aos 15 minutos, Thiago Neves fez um cruzamento perfeito para Rafael Sóbis, que entrava livre na pequena área, mas o atacante concluiu com defeito e perdeu uma grande oportunidade de ampliar o marcador.

A partida piorou muito de qualidade técnica com excesso de passes errados e de faltas cometidas no meio campo para parar as jogadas. Aos 28 minutos, o técnico Abel Braga decidiu aumentar o poder ofensivo da sua equipe, trocando o meia Wagner pelo atacante Wellington Nem, que estava há quase dois meses fora do time por força de um problema muscular.

Aos 31 minutos, Diego Cavalieri saiu do gol em cobrança de escanteio para evitar a conclusão de Santiago Silva. No minuto seguinte foi a vez do time brasileiro atacar em lance de bola parada, mas o goleiro Orion acabou ficando com a bola. Aos 33 minutos, Thiago Neves errou ao tentar um passe na intermediária tricolor e a bola acabou nos pés de Santiago Silva, que arriscou de fora da área mas mandou a bola para fora.

Aos 36 minutos, o Fluminense teve a melhor chance da segunda etapa para marcar o segundo gol. Depois de falha da zaga argentina após cruzamento de Carleto, a bola sobrou para Rafael Moura dentro da pequena área. O He-Man demorou a concluir e quando chutou, permitiu que Schiavi aliviasse o perigo, mandando para escanteio.

O Boca Juniors marcou o gol do empate aos 45 minutos, com Santiago Silva, que aproveitou o rebote de um chute de Sanchez que bateu na trave e empurrou a bola para a rede, garantindo a classificação do time argentino para as semifinais.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE-BRA 1 X 1 BOCA JUNIORS-ARG

Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 23 de maio de 2012 (Quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Francisco Mondría (Chile) e Carlos Astroza (Chile)
Cartões Amarelos: Jean(Flu); Orion, Mouche(BC);
Gols:FLUMINENSE: Thiago Carleto aos 17 minutos do primeiro tempo
BOCA JUNIORS: Santiago Silva aos 45 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carleto; Edinho, Jean, Wagner(Wellington Nem) e Thiago Neves; Rafael Sobis(Marcos Junior) e Rafael Moura
Técnico:Abel Braga

BOCA JUNIORS: Orion; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Diego Rivero, Cristian Erbes(Sánchez Miño), Erviti(Caruso) e Riquelme; Cvitanich (Mouche) e Santiago Silva
Técnico: Julio César Falcioni

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Copa do Brasil


19h30 Palmeiras 2x0 Atlético-PR
22h00 Goiás 2x2 São Paulo
22h00 Coritiba 4x1 Vitória

Libertadores


19h30 Fluminense 1x1 Boca Juniors
22h00 Corinthians 1x0 Vasco

Cuba perde de novo e precisa de milagre para conseguir vaga; Rússia é única invicta

seleção cubana de vôlei feminino fez de tudo para participar do Pré-Olímpico Mundial no Japão e até contou com ajuda financeira da Federação para ter sua última chance de brigar por uma vaga nos Jogos de Londres, mas, com os resultados no torneio, está ficando cada vez mais longe de se classificar para a Olimpíada. Em quatro jogos até agora, foram três derrotas e apenas uma vitória e, com isso, Cuba precisará contar com uma combinação de resultados improvável para carimbar o passaporte para Londres-2012.

Nesta quarta-feira, na quarta rodada do Pré-Olímpico, as cubanas perderam por 3 sets a 0 da Sérvia e caíram para antepenúltimo lugar na tabela da competição. Dessa forma, faltando apenas três jogos para o fim do torneio, a seleção tricampeã olímpica não pode mais perder em nenhuma rodada para tentar ficar entre os três primeiros colocados – que garantem vaga nos Jogos de Londres.

Derrotada para Coreia do Sul, Rússia e Sérvia, Cuba terá pela frente o anfitrião Japão, Taiwan e Tailândia nos próximos jogos e, além de vencê-los, terá que torcer por uma combinação quase impossível de resultados nos confrontos de seus adversários diretos pela vaga.

Enquanto isso, a Rússia está praticamente garantida na Olimpíada deste ano. Com a derrota das japonesas para a Coreia do Sul por 3 a 1 nesta quarta, a seleção russa foi a única equipe invicta que restou no torneio e soma quatro vitórias por 3 a 0 em cima de Taiwan, Coreia do Sul, Cuba e Peru. Sendo assim, as russas lideram o Pré-Olímpico mundial de forma isolada, com 12 pontos, seguidas por Japão, Sérvia e Coreia do Sul.

O Pré-Olímpico Mundial e Asiático acontece até este domingo e classificará os três primeiros colocados da tabela mais o melhor time asiático depois deles.

Cuba se complica e precisa de combinação quase impossível para ir a Londres
Cuba se complica e precisa de combinação quase impossível para ir a Londres
Crédito da imagem: Divulgação/FIVB

Veja os resultados desta quarta-feira:

Peru 0 x 3 Rússia
Taiwan 0 x 3 Tailândia
Cuba 0 x 3 Sérvia
Japão 1 x 3 Coreia do Sul


Classificação do Pré-Olímpico Mundial e Asiático:

1º Rússia (12 pontos)
2º Japão (9 pontos)
3º Sérvia (9 pontos)
4º Coreia do Sul (6 pontos)
5º Tailândia (6 pontos)
6º Cuba (3 pontos)
7º Peru (3 pontos)
8° Taiwan (não pontuou até agora)

Bicampeãs olímpicas, Walsh e May podem frustrar sonho brasileiro de ouro após 16 anos

Velhas conhecidas das últimas duas gerações do vôlei de praia brasileiro feminino, a dupla norte-americana Walsh e May já frustrou por duas vezes o sonho verde-amarelo de conquistar o segundo ouro olímpico da modalidade na história. Por isso, para os Jogos de Londres no meio do ano, as algozes das brasileiras chegarão como favoritas novamente e, mais do que isso, com a experiência que só duas medalhas douradas na competição pode trazer.

Adriana Behar e Shelda na final de Atenas, em 2004, Renata e Talita na semifinal de Pequim, em 2008, e Ana Paula e Larissa, nas quartas de final, no mesmo ano – todas elas acabaram derrotadas pela ‘frieza’ de Walsh e May em jogos decisivos das duas últimas Olimpíadas e tiveram que assistir às rivais americanas subirem no degrau mais alto do pódio nas duas ocasiões. E se depender da dupla bicampeã, em Londres a história também não vai ser diferente.

Contando com a altura e a habilidade de Walsh, aliadas à visão de jogo de May, a parceria americana se tornou imbatível quando se fala em Olimpíada. Juntas, elas faturaram o ouro nas duas vezes que disputaram os Jogos, e a experiência que acumularam nas competições ao longo dos anos só fez a dupla evoluir ainda mais para a disputa do tricampeonato em Londres.

Por tudo isso, Walsh e May são, sem dúvidas, as principais candidatas ao ouro na Olimpíada deste ano e, consequentemente, os maiores ‘inimigos’ das duplas brasileiras Juliana e Larissa, e Talita e Maria Elisa, que tentarão conquistar novamente a medalha dourada para o Brasil depois de 16 anos que Jacqueline e Sandra Pires conseguiram o feito, nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Walsh e May buscam tricampeonato em Londres
Walsh e May buscam tricampeonato em Londres
Crédito da imagem: Divulgação


Características individuais: Walsh, a gigante habilidosa

Não é comum ver jogadoras mais altas terem habilidade e movimentação dentro de quadra, mas é exatamente por reunir essas duas características, que Kerri Walsh se faz uma atleta diferenciada no vôlei de praia. Com 1,91 m de altura, a ‘gigante’ americana é um paredão no bloqueio e, no ataque, sabe resolver tanto na força, quanto na habilidade.

Jogadora do vôlei de quadra na Olimpíada de 2000 (quarto lugar), Walsh passou a jogar na praia e teve mais sucesso na areia, principalmente por reunir características das duas modalidades. Sabendo marcar muito bem na rede, a americana tornou-se uma excelente bloqueadora e desenvolveu ainda mais as habilidades da praia, sabendo trabalhar bolas colocadas e pontuar aproveitando o espaço deixado pelas adversárias.

No bloqueio, outro diferencial de Walsh é conseguir recuperar largadas próximas à rede ou bolas que tocam sua mão e ficam muito curtas para o alcance de May, que está no fundo da quadra. E tudo isso, faz dela uma jogadora completa e, acima de tudo, muito difícil de derrotar.


May - visão de jogo e defesa bem colocada

Bem mais baixa do que sua companheira, Misty May-Treanor tem apenas 1,75 m, mas compensa a falta de altura com a habilidade e a visão de jogo imprescindíveis para uma jogadora de vôlei de praia. Uma atleta que dificilmente desperdiça uma bola, porque sabe exatamente onde colocá-la, mesmo quando está sendo muito bem marcada pelo bloqueio adversário.

Alinhando muito bem sua defesa com a marcação do bloqueio de Walsh, May torna o trabalho das rivais ainda mais complicado, porque além de elas terem que passar por uma gigante no bloqueio, precisarão achar um espaço fora do alcance da ‘baixinha’ para conseguirem pontuar.


O diferencial: frieza ou equilíbrio?

Ganhar uma Olimpíada é o ápice para qualquer atleta profissional e, para chegar lá, é preciso ter muito mais do que um preparo físico adequado. É preciso ter, acima de tudo, cabeça e equilíbrio emocional para lidar com a pressão de passar pelas melhores adversárias de todo o mundo até chegar ao topo.

E esse equilíbrio psicológico não falta à dupla que já coleciona dois ouros olímpicos na carreira. A postura que muitas vezes é considerada ‘fria’ pelos brasileiros, é justamente o diferencial da vitoriosa dupla norte-americana, que conta com muito mais do que altura e habilidade para conquistar seus títulos: elas têm cabeça de campeãs e, por isso, tornam-se um adversário muito difícil de derrubar.

Tanto que nem a dupla número 1 do vôlei de praia atual tem um histórico bom contra elas. Juliana e Larissa, as brasileiras candidatas ao ouro em Londres-2012, lideram o ranking do vôlei de praia internacional, mas ganharam apenas cinco dos 17 jogos que fizeram contra Walsh e May.

“Gostamos muito de jogar contra Walsh e May pois cada jogo com elas se define de forma diferente, é sempre um grande desafio para nós. São partidas do mais alto nível e aprendemos muito nelas”, comentou Juliana sobre as principais adversárias que encontrará na Olimpíada.

Campeãs mundiais vencendo justamente a dupla americana no ano passado, Juliana e Larissa já se reencontraram com Walsh e May em 2012 e também saíram vitoriosas. E é com a ‘moral’ conquistada nesses poucos resultados positivos diante das americanas, que a dupla brasileira tentará quebrar o ‘equilíbrio’ das duas nos Jogos Olímpicos para acabar com a hegemonia dos Estados Unidos no vôlei de praia feminino.

Juvenal diz que recusou oferta de 40 milhões de euros do Chelsea por Lucas

Principal revelação do São Paulo nos últimos anos, o meia-atacante Lucas está valorizado no mercado europeu e já recebeu propostas de alguns dos grandes clubes do Velho Continente. Em entrevista ao site 'FCInter1908.it', o presidente da equipe do Morumbi, Juvenal Juvêncio, revelou o principal interessado no jogador de 19 anos (para ler a conversa em italiano clique aqui).

De acordo com o mandatário são-paulino, o Chelsea, atual campeão europeu, fez recentemente uma oferta de € 40 milhões (cerca de R$ 104 milhões) pelo meio-campista e recebeu uma resposta negativa do Tricolor. No entanto, Juvenal admitiu que os Blues são o time mais próximo de um acerto com Lucas, mas praticamente descartou uma transferência do atleta neste ano.

“(As chances de saída) são muito pequenas, porque Lucas é um jogador fantástico, com grandes qualidades, que está ajudando muito a equipe e que deve receber seu valor de direito”, disse o presidente são-paulino, que não definiu um preço para a liberação do atleta.
Além do Chelsea, Real e Inter de Milão querem Lucas, revela o presidente
Além do Chelsea, Real e Inter de Milão querem Lucas, revela o presidente
Crédito da imagem: Agência Estado
Além do Chelsea, duas outras equipes foram citadas por Juvenal como grandes interessadas em Lucas: Inter de Milão e Real Madrid. Enquanto que os italianos já tiveram uma proposta oficial de € 25 milhões rejeitada pelo São Paulo, os espanhóis podem entrar mais forte na disputa em breve.

“O Real Madrid é um dos clubes que se interessam pelo Lucas. Já houve contatos do Florentino Pérez (presidente do time merengue), que admira muito jogador, conosco”, declarou Juvenal, que disse que a equipe da capital espanhola ainda não fez uma proposta oficial pelo atleta.

Clijsters encerra carreira no US Open deste ano

                 
Arquivo
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Clijsters venceu o US Open três vezes

Bruxelas (Bélgica) – Kim Clijsters confirmou nesta terça-feira que o US Open deste ano será seu último torneio de tênis como profissional. A belga, ex-número 1 do mundo e campeã de quatro Grand Slam, já havia revelado que pararia de jogar neste ano, mas a definição do torneio é recente.
“Eu vou terminar minha carreira no US Open. É onde tive meu maior sucesso e é um lugar extremamente especial para mim”,  disse Clijsters, que ganhou três títulos em Nova York: em 2005, 2009 e 2010. O outro Slam da belga foi o Australian Open do ano passado.
Casada com um norte-americano, o ex-jogador de basquete Brian Lynch, Clijsters enfrentou diversos problemas físicos nos últimos anos e também tem se dedicado bastante à filha Jada. A belga se aposentou pela primeira vez em 2007, antes de ficar grávida, e voltou em 2009 com grande sucesso.
Clijsters não jogará em Roland Garros, mas estará de volta para a temporada de grama. A belga está muito empolgada para Wimbledon e as Olimpíadas. Porém, o último público a ver a carismática belga será o nova-iorquino. “O estádio (Flushing Meadows) é a 45 minutos da nossa casa nos EUA. Meus sogros estarão lá”, disse a tenista

Federação Espanhola confirma que David Villa está fora da Eurocopa

Lesionado desde o final do ano passado, o atacante David Villa não participará da Eurocopa da Ucrânia e Polônia, que começará no dia 8 de junho. O site da Federação Espanhola (RFEF) divulgou nesta terça-feira que o atleta do Barcelona não evoluiu o suficiente para a jogar a principal competição de seleções do Velho Continente.

Na partida do time catalão contra o Al Sadd, do Catar, no dia 15 de dezembro, pelo Mundial de Clubes, o jogador se machucou sozinho ao pisar errado e teve que ser substituído na sequência. Um exame posterior confirmou que Villa havia sofrido uma fratura na tíbia da perna esquerda. Desde então, o camisa 7 não voltou mais aos gramados.

Apesar da grave contusão, o atacante teve uma recuperação animadora e a possibilidade de ele jogar a Eurocopa não havia sido descartada. O zagueiro Raúl Albiol, também convocado pela seleção, inclusive declarou nesta terça-feira que Villa estava esperançoso em jogar o torneio.

Como Barcelona e Athletic Bilbao jogaram a final da Copa do Rei e, assim, a temporada de ambos encerrou após a dos demais clubes espanhóis, os jogadores das duas equipes ainda não foram convocados. Com isso, a Federação e a comissão técnica da Fúria, esperava pela recuperação do atleta até o fim dos compromissos do clube catalão.

“Tentei de tudo até o final, mas não poderei estar 100% para a Euro. Hoje chamei o treinador para contar a ele. É o mais honesto”, postou o atacante em sua conta no Twitter. “Obrigado a todos pelo ânimo que me deram. Seguirei trabalhando para voltar a jogar o mais cedo possível com o Barça e a seleção”, completou.

Com 51 gols marcados com a camisa da Espanha, David Villa é o maior artilheiro da história do país. Na Copa do Mundo de 2010, balançou a rede cinco vezes e terminou como um dos artilheiros do torneio.

David Villa, fundamental nos últimos títulos da Espanha, desfalca seleção de Del Bosque
David Villa, fundamental nos últimos títulos da Espanha, desfalca seleção de Del Bosque
Crédito da imagem: AFP

Roland Garros e minhas memórias

Hoje começa o qualy de Roland Garros.

Pensar em qualy deixa o jogador nervoso. É o conhecido tudo ou nada. A chance de entrar no torneio ou voltar pra casa sem nada. Ser respeitado pelo torneio ou ser apenas um jogador que passou por lá. Quem já jogou sabe que disputar os qualys é uma barra. Mesmo em Roland Garros não é das coisas mais agradáveis.

Este ano pra mim vai ser um Roland Garros muito especial. O torneio fez parte da minha vida de várias maneiras.

Em 1989 fui pela primeira vez como juvenil e literalmente pirei. Entrar no complexo, ver os jogos dos profissionais, conviver com os melhores do mundo e jogar nas quadras que mais pareciam um tapete foi marcante. Prometi para mim que todo ano estaria lá. Esse era o lugar que um tenista teria que querer estar se quisesse viver da raquete. Entrar no complexo é uma sensação indescritível. Nesse ano como juvenil tive a chance de ver grandes jogos. Agassi contra Courier na quadra 1 e de quebra conversei com o Willander e Karel Novacek dois top 10. Foi DEMAIS.

Alguns anos depois tive a chance de jogar pela primeira vez a chave do qualy. Estava mais ou menos 160 do mundo e fui com a cara e a coragem tentar a sorte. O qualy nem era jogado dentro do complexo como hoje. Era disputado em um clube muito perto de Roland Garros chamado Jean Buan (acho que escreve assim). O mais maluco era que você jogava e lá no fundo via o complexo e a quadra central. Eu ficava olhando e sonhando. Será que um dia vou jogar a chave principal lá? Lembro de uma bronca do meu técnico nesse ano Marcelo Meyer que disse. Fino, olha pro jogo. Para de sonhar. Tive boas chances nesse meu primeiro ano. E que primeiro ano. Passei o qualy, ganhei a primeira da chave, a segunda, a terceira e só perdi do duríssimo Sergi Bruguera na quadra 1. Pensar que nem imaginava jogar e em menos de 10 dias eu tinha classificado, jogado em duas das quadras mais legais do torneio e sem ninguém perceber muito cheguei nas oitavas de final com um cheque de uns 60.000 dólares. Mais do que já tinha recebido na minha carreira toda.

Esse foi o primeiro de muitos anos legais que joguei por lá. A parir de 93 fui todos os anos e joguei chave principal até 2002. Tive o privilegio de jogar partidas incríveis. Agassi, Muster, Corretja, Rafter, Costa, Meu melhor resultado foi em 1999 com a semifinal inesquecível e o gostinho de ter escapado o jogo contra o Medvedev.

Boas lembranças. Bons tempos que não voltam, mas ficam na memória e servem de motivação para tudo que fazemos.

Euro 2012: Goleadores animam, mas defesa preocupa Holanda

Van Persie, 37 gols na temporada pelo Arsenal. Huntelaar, 48 pelo Schalke. Se dependesse apenas do momento dos goleadores, a seleção holandesa poderia ficar despreocupada sobre suas chances na Eurocopa. O problema é que não apenas de ataque se forma um time campeão. Defesas fracas raramente ganham troféus, e a Oranje sabe que pode se comprometer por isso.

Nas últimas quatro partidas, a Holanda sofreu oito gols, média de dois por jogo: três da Suécia (derrota por 3 a 2), três da Alemanha (derrota por 3 a 0) e dois da Inglaterra (vitória por 3 a 2). Ficou no 0 a 0 com a Suíça.

O elenco de jogadores não sofreu grandes alterações desde o vice mundial de 2010, mas uma lacuna em especial é preocupante: a lateral-esquerda. O antigo titular, o capitão Van Bronckhorst, aposentou-se naquela derrota para a Espanha.

Erik Pieters, o escolhido para suceder Van Bronckhorst, está fora da Eurocopa por contusão. Uma alternativa lógica seria optar pela experiência de Bouma. O elenco pré-convocado com 27 jogadores ainda tem o garoto Willems, de ascensão meteórica (um ano atrás ganhava o título europeu com a seleção sub-17), e Anita, que no Ajax tem atuado mais no meio-campo.

Para alívio do técnico Bert van Marwijk, pelo menos o gol está bem servido. Além do titular Stekelenburg, ele conta ainda com Vorm e Krul, que fizeram ótima temporada na Inglaterra.

A preocupação em acertar a defesa é ainda maior porque a Holanda sabe que terá "finais" desde o início da competição, em um grupo com Dinamarca, Alemanha e Portugal. Há que se considerar uma certa freguesia com os portugueses, que se classificaram para a Copa do Mundo de 2002 às custas dos laranjas e ainda os eliminaram da Euro 2004 e da Copa do Mundo de 2006.

Por isso, é bom que o ataque funcione como promete. Além de duas máquinas de balançar as redes, Van Marwijk tem armas como Robben e Sneijder, cruciais na campanha de 2010. Resta saber se eles serão capazes de corresponder às expectativas.

Robben precisa se manter livre de lesões, o que nem sempre é fácil, e superar as frustrações da temporada com o Bayern. Sneijder, por sua vez, tem de reencontrar o futebol que não vem mostrando na Inter, sob risco de perder o lugar na equipe.

Van der Vaart é uma sombra importante para o nerazzurro, e a hipótese de usar Van Persie e Huntelaar juntos também terá de ser considerada, apesar de o esquema 4-2-3-1, que privilegia a velocidade pelas pontas, não ser o ideal para isso.

Fique de olho - A jogada característica - o corte da direita para o centro para um disparo de pé canhoto - é conhecida, e nem por isso fácil de evitar. Arjen Robben tem habilidade e velocidade típicas de um ponteiro, e poucos são capazes de executar tão bem a função.

O problema, tão conhecido quanto seu melhor lance, está na quantidade de lesões musculares. Robben quase ficou fora da Copa do Mundo de 2010, depois de sentir contusão a uma semana do torneio. Apresentou-se com atraso, mas a tempo de participar do último jogo da fase de grupos e de toda a campanha até a final. Marcou nas oitavas, contra a Eslováquia, e na semifinal, contra o Uruguai.

Desde então, o jogador do Bayern de Munique só disputou duas partidas pela Holanda: os amistosos contra o Brasil, em junho de 2011, e a Inglaterra, em fevereiro deste ano.

A possibilidade de ficar sem Robben por longos períodos fez com que clubes como Chelsea e Real Madrid abrissem mão de seu futebol. No Bayern, as contusões não cessaram, mas também não impediram a melhor fase de sua carreira. Ele ajudou o time alemão a alcançar duas finais de Champions League em três anos.

Em resumo, o risco de perder Robben sempre vai existir, mas a Holanda só foi derrotada em três ocasiões com ele em campo desde 2004. Um título seria muito bem-vindo, depois da decepção do pênalti perdido na final pelo Bayern contra o Chelsea.

O comandante - A escolha de Bert van Marwijk para substituir Marco van Basten em 2008 foi recebida com surpresa, já que ele não era reconhecido à época como um treinador de ponta. O feito mais relevante foi a conquista da Copa da Uefa em 2002 pelo Feyenoord, em uma carreira marcada por sucessos nas copas, mas campanhas decepcionantes nas ligas nacionais.

Sogro do volante Mark van Bommel, Van Marwijk tem méritos inquestionáveis à frente da Oranje. Talvez o principal deles seja o de manter a harmonia do elenco, considerando o histórico de problemas internos da seleção, que chegaram a situações insustentáveis em décadas recentes. Em 1996, Davids foi expulso por Guus Hiddink em meio a uma tensão supostamente de fundo racial no elenco.

Sem problemas do tipo na atualidade, o técnico pode se preocupar apenas em dar à Holanda seu segundo título europeu. Algo que nunca poderia almejar em seu tempo de jogador, quando passou duas décadas rondando por equipes medianas.

Os pré-convocados (quatro serão cortados):

Goleiros: Maarten Stekelenburg (Roma/ITA), Michel Vorm (Swansea/ING), Tim Krul (Newcastle/ING);

Defensores: Vurnon Anita (Ajax), Khalid Boulahrouz (Stuttgart/ALE), John Heitinga (Everton/ING), Joris Mathijsen (Málaga/ESP), Ron Vlaar (Feyenoord), Wilfred Bouma (PSV), Gregory van der Wiel (Ajax), Jetro Willems (PSV);

Meio-campistas: Ibrahim Afellay (Barcelona/ESP), Mark van Bommel (Milan/ITA), Nigel de Jong (Manchester City/ING), Adam Maher (AZ), Stijn Schaars (Sporting/POR), Wesley Sneijder (Internazionale/ITA), Kevin Strootman (PSV), Rafael van der Vaart (Tottenham/ING);

Atacantes: Klaas-Jan Huntelaar (Schalke 04/ALE), Luuk de Jong (Twente), Siem de Jong (Ajax), Dirk Kuyt (Liverpool/ING), Jeremain Lens (PSV), Luciano Narsingh (Heerenveen), Robin van Persie (Arsenal/ING), Arjen Robben (Bayern/ALE).

Fifa veta fogos, estádios são esterilizados, é a elitização em curso

A Fifa fez uma reunião em Budapeste. Em meio a tantas decisões importantes que poderia tomar, resolveu dar mais um golpe no espírito dos estádios, na cultura do futebol, na atmosfera característica do ambiente que congrega os apaixonados pelos seus times e por este jogo.

Assim, a Federação proibiu fogos de artificio nas canchas. Fifa é aquela entidade onde acontecem bizarrices como dirigente acusado de corrupção renunciar e sair ileso em meio à podridão. Eles querem estádios mais frios, chamados de arenas, teatros com platéias geladas, desde que paguem por ingressos caros, fora da realidade.

Alguém dirá que os fogos são perigosos. Ok, vamos acabar com o reveillon de Copacabana, então. Regulamentar, definir o que pode, como pode e o que não pode, isso parece não passar por tais mentes brilhantes. São os mesmos dirigentes que presentearam o Brasil com a Copa do Mundo de 2014, evento que estupra cofres públicos e templos sagrados como o ex-Maracanã.

Parabéns à Dona Fifa que segue firme na sua intenção de transformar o mais popular e apaixonante dos esportes numa espécie de showzinho privado. Ela se entope de dinheiro, despreza o torcedor apaixonado e que se dane o resto. É a elitização em curso.

Em algum tempo, serão relíquias imagens como as do vídeo abaixo, que mostra a estupenda e histórica recepção dos hinchas do Peñarol ao time carbonero na final da Libertadores do ano passado. Torcida não é plateia, futebol não é teatro e esses cartolas não amam o nosso esporte.



 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasilerão Série B

21h00 Avaí 1x0 São Caetano

Amistoso

Bayan de monique 3x2 Seleçao holandesa

Mística em ação

Em minha última visita a Londres ganhei de presente o livro "Born to Run", que li quase todo no avião de volta aos Estados Unidos. Escrito por Christopher McDougall, relata sobretudo a história de um americano apelidado Caballo Blanco e de seus amigos, os índios Tarahumara, no México.

Ex-lutador de boxe, Caballo Blanco, que se chamava Michael Randall Hickman, adotara o nome fictício de Micah True (Autêntico), mas acabara mesmo mais conhecido pelo apelido que os mexicanos lhe tinham dado. Com os Tarahumara, Caballo Blanco aprendeu não apenas a correr imensas distâncias, mas a encontrar sua paz com a natureza. Ele acreditava que a espécie humana tinha sido criada para correr longas distâncias atrás de suas presas e precisava voltar a suas origens.

Como escrevi aqui no passado, Caballo Blanco foi encontrado morto no dia 30 de março deste ano em trilhas montanhosas no Novo México. Aparentemente sofreu uma queda, procurou um riacho para lavar seus ferimentos e teve um ataque cardíaco, em consequência de uma cardiomiopatia idiopática. Isto é, de origem desconhecida.

Já falei sobre ele no passado, sobre as ultramaratonas de que participava e que organizava, procurando levantar fundos para ajudar os índios. Algumas pessoas se tornam lendárias em vida e mais ainda depois de mortas. Uma medida da estatura alcançada por Caballo Blanco está não apenas no livro de que é personagem e no filme que está para ser lançado sobre sua vida, como num artigo de nada menos do que cinco páginas no New York Times desta segunda-feira, 21 de maio.

Recomendo-o aos leitores, que podem também acessá-lo na edição online do jornal. Para entender a atração, o quase misticismo, que longas corridas exercem sobre as pessoas (quem sabe, uma memória genética?), acho interessante reproduzir abaixo o e-mail que recebi de meu “olheiro” Rafael Proença sobre a Corrida da Ponte neste último fim de semana, atravessando a Baía de Guanabara, de Niterói até o Rio.

Rafael, assinante da ESPN, fã de basquetebol, passou a trocar correspondência comigo desde o tempo em que eu comentava jogos da NBA. (Assistam, a propósito, ao video “Corrida da Ponte”.) Nos últimos anos, Rafael descobriu também o fascínio das corridas longas. Seu depoimento vai na íntegra.

“Alô, prezado Werneck:

A corrida foi sensacional, de longe a melhor que fiz nesses meus poucos três anos como corredor. Por não ter corrido no ano passado, não tenho como estabelecer parâmetros em alguns pontos, mas, pelo que disseram outros corredores, a organização corrigiu a maioria das falhas de 2011. E, de fato, tudo correu muito bem: desde o pré-prova, com o transporte gratuito das barcas para os cariocas que solicitaram a passagem, até os guarda-volumes bem identificados, que funcionavam dentro de ônibus. Positiva foi também a largada sob forma de ondas e o controle dos "pipocas", ou "bandidos". Antes de acessar a área de largada, era obrigatório mostrar aos fiscais o número de peito, do contrário, a passagem seria bloqueada. Não sei se alguém conseguiu burlar. Segundo alguns corredores, muitos correram em 2011 sem estarem inscritos.

No ano passado, a prova foi disputada no mês de abril sob um sol escaldante que fez com que muitos corredores "quebrassem". Desta vez, no final de maio, tudo foi bem melhor. Durante o percurso, vi somente duas pessoas precisando de atendimento médico, uma aparentemente com uma lesão ainda na Ponte, e outra na Perimetral, aparentando mal estar - saliento que a distribuição do aparato médico também foi precisa, a todo momento era possível ver uma ambulância no trajeto. Ainda assim, o dia foi quente no Rio e os que fizeram tempos mais altos possivelmente sofreram no final. Minha maior preocupação era com o nível altimétrico da prova e os dois quilômetros de subida do vão central, mas a experiência de correr sobre a Baía de Guanabara foi tão incrível que eles passaram despercebidos. Mais um ponto positivo para a organização foi quanto ao posicionamento dos postos de hidratação, um problema na edição passada. Bem distribuídos, possibilitavam aos corredores se hidratarem em pequenos espaços de tempo. A cada três quilômetros havia postos de água, fartos, e graças à intensa reposição, era possível se dar ao luxo de escolher água gelada ou ao natural. Este é um ponto importante, pois nas corridas no Brasil raramente há a segunda opção, o que, pra mim, é ruim, pois não gosto de beber gelado durante a atividade. Foram ainda disponibilizados dois postos de bebida energética, uma se não me falha a memória entre o quarto e o quinto quilômetros, na Ponte, e outro na altura do 15º quilômetro, na Perimetral. Minha única crítica fica por conta deste primeiro posto, que servia a bebida dentro de sacos plásticos, o que não me agrada. No segundo, copos abertos. Sobre os chuveiros aspersores da Perimetral, o primeiro funcionou muito bem, o segundo quase não liberava água. Chegando ao Aterro do Flamengo, em frente ao Museu de Arte Moderna, meu GPS marcou 21,65 km. Pensando em fazer uma prova conservadora, assustado com tudo o que ouvi e li sobre 2011, procurei não me preocupar inicialmente com tempo. Com os quilômetros passando e o corpo respondendo bem, mantive uma boa média de velocidade e, para a minha felicidade, fiz meu melhor tempo numa meia maratona, 01 hora e 45 minutos, cinco minutos a menos do que o melhor tempo anterior, conquistado numa prova clássica de 21.096 metros e plana.

Em suma, prezado Werneck, foi um dia especial e uma experiência ímpar, a qual pretendo repetir nos próximos anos. Com a demolição da Perimetral, fico preocupado com o que poderá acontecer com a Corrida da Ponte; espero que ela não saia do calendário, pois o sucesso é absoluto e um desafio e tanto para nós, corredores. Por falta de tempo hábil, não tive tempo de homenagear Yllen Kerr. Assumo desde já o compromisso de fazê-lo em 2013: colocarei o nome de Yllen, o seu e da Corja em minha camiseta. Acho que é isso.

O Chelsea, o Bayern, o Barça e a Liga: campeões nem sempre merecem

“Campeão com justiça” e “título merecido” são, em geral, duas das expressões mais utilizadas instantes depois de decisões de campeonatos.

Reparem: nas análises, um título nunca é conquistado sem justiça. O vencedor sempre merece a vitória, assim como o derrotado, mesmo criando mais oportunidades, faz por merecer sua derrota.

Depois dos jogos, explicações são sempre definitivas para justificar derrotas, transformando o futebol em ciência exata. Ganhou porque o time é “cascudo”, porque estava psicologicamente mais preparado, porque isso, porque aquilo.

É curioso, contudo, que todas as justificativas às vezes dependem de um único lance, de um mero detalhe, para mudar totalmente.

Cito o exemplo da última final da Liga dos Campeões. Tivesse Robben convertido o pênalti desperdiçado ou mesmo Drogba acertado a trave no cabeceio que deu o gol de empate ao Chelsea, a relação de explicações, justificativas e análises sobre o jogo mudaria completamente.

Explicações e justificativa para o título alemão brotariam fáceis e seriam até mais numerosas do que aquelas encontradas para justificar a conquista inglesa. E o Chelsea, essa é fácil prever, teria pagado o preço por abdicar do jogo.

Teremos sempre a opção de não analisar o mérito ou não de uma vitória ou de um título. De argumentar que atacar mais e criar mais chances não quer dizer merecer. A argumentação faz sentido, porque o futebol, apaixonante também por isso, permite a um time “jogar menos” (ou, ok, de forma menos ofensiva e vistosa) e vencer.

Foi o que fez o Chelsea. Diante de sua inferioridade incontestável nas semifinais, foi massacrado pelo Barcelona nas chances de gol criadas e na posse de bola. Mas ganhou. Repetiu a tática contra o Bayern, talvez com a justificativa de atuar fora de casa. E ganhou novamente.

Foi um campeão legítimo. Não burlou regras, não contou com a ajuda da arbitragem. E foi campeão. Por isso, incontestável.

Contou com o acaso, contou com a sorte? Contou. Não há demérito nisso. Sobretudo para vencer o Barcelona, o Chelsea precisava contar com a sorte. Fazia, aliás, parte da “tática” do time inglês, como chegou a afirmar o técnico Di Matteo antes dos embates.

Só acho o seguinte: se analisamos a "justiça", se queremos abordar esse tema, o principal aspecto da análise precisa ser a quantidade de chances criadas, a busca pelo gol e o número de finalizações (mais que a posse de bola, inclusive). A vontade de vencer.

Pra fazer essa análise, não temos que ter medo de "diminuir os campeões". Eles podem ser campeões legítimos e incontestáveis, mas podem, sim, merecer o título menos que seus adversários.

Foi o caso do Chelsea contra o Bayern.