quinta-feira, 24 de maio de 2012

Empresário diz que Lucas não vai ao Chelsea por Copa de 2014

porque nunca mais vai ver dinheiro igual? Ou você acha que deve segurar o jogador pelo maior tempo possível e ganhar títulos com um time do qual Lucas faça parte?
As três perguntas fariam todo o sentido, se houvesse proposta oficial. Mas, segundo o agente Wágner Ribeiro, diferente do que diz o São Paulo, o Chelsea não chegou a formalizar proposta oficial por Lucas, porque conhece um detalhe da negociação:

"O Lucas não quer ir. O Lucas não quer sair do Brasil antes da Copa do Mundo de 2014. Eu estive na casa do Roman Abramovich, com o empresário israelense Pini Zahavi, que é meu sócio. Se eu dissesse que o preço é 40 milhões de euros, ele pagaria. Mas não fez proposta, porque sabe que o Lucas quer ficar no Brasil até a Copa do Mundo de 2014", afirmou o agente.

Segundo Ribeiro, o único clube a formalizar uma proposta por Lucas foi a Internazionale, na casa do 25 milhões de euros. A Inter não confirma a oferta. No São Paulo, a informação é de que houve contato, mas não uma proposta oficial da Internazionale.

A permanência provável de Lucas até o Mundial pode produzir debate semelhante ao que tem havido sobre Neymar.

Do ponto de vista de seu crescimento profissional, é melhor que fique no Brasil ou vá para a Europa já? (você também está convidado a responder esta questão."

Para a seleção brasileira, para o amadurecimento de Lucas, é claro que deveria jogar na Europa com os melhores do mundo.
Para o futebol brasileiro, é melhor que ele fique. Para o crescimento do Campeonato Brasileiro, desde que exista um projeto para seu crescimento. Verdade seja dita: esse projeto não existe.

VÍDEO: Luan decide, Palmeiras quebra tabu de 13 anos e avança à semifinal

O Palmeiras é o primeiro clube classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Mesmo com a vantagem do empate sem gols, o time paulista derrotou o Atlético-PR por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, na Arena Barueri, e confirmou vaga na próxima fase da competição nacional. Com o resultado, a equipe quebrou um tabu de 13 anos sem estar entre as quatro melhores do torneio (a última vez foi em 1999, quando foi eliminada pelo Botafogo).

Assim como na semana passada, quando conseguiu empatou por 2 a 2, em Curitiba, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari novamente contou com um jogador que saiu do banco de reservas para decidir uma partida. Reserva de Betinho, Luan entrou apenas no segundo tempo do duelo e marcou o primeiro gol da classificação alviverde. O zagueiro Henrique marcou o segundo.

Agora, o Palmeiras aguarda o vencedor do confronto entre Bahia e Grêmio, que jogam nesta quinta-feira, em Porto Alegre, para saber quem será o seu adversário na semifinal da competição.


Clique no player e veja os gols da vitória do Palmeiras
O jogo
Ao contrário do jogo da semana passada, que contou com diversas chances de gols para ambas as equipes, a partida desta quarta-feira contou com uma aplicação defensiva maior e ficou concentrada no meio-de-campo. Sem contar com o atacante Hernan Barcos, que tomou o terceiro amarelo no último duelo, o técnico Luiz Felipe Scolari armou o time alviverde com Mazinho e Betinho no ataque.

Mesmo com dois homens de frente, o Palmeiras demorou a criar e só criou uma jogada de perigo aos 34 minutos do primeiro tempo. Marcos Assunção cobrou falta fechada na área, a bola passou por todo mundo e exigiu boa defesa do goleiro Rodolfo, que espalmou para a linha de fundo.

Pouco tempo depois, aos 44 minutos, Betinho recebeu passe de Valdivia, finalizou e o goleiro Rodolfo novamente evitou o gol palmeirense. Já o Atlético-PR esbarrava na falta de criatividade de seus meias e não conseguia levar perigo para a defesa adversária.

Após o intervalo, o Palmeiras, apesar da maior posse de bola, novamente demonstrou dificuldades ofensivas e pouco criou. Em busca de melhorar o ataque, Felipão mudou o time e colocou Luan e Maikon Leite nos lugares de Betinho e Mazinho. A atleração não demorou a surtir efeito. Aos 22, Maikon Leite se livrou da marcação pela direita e tocou para Valdivia. O meia chileno dominou e encontrou Luan livre de marcação, que apenas tocou para a rede.

Aos 37, Maikon Leite cobrou escanteio, Valdivia desviou para o meio da área e o zagueiro Henrique apareceu para definir a classificação.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO-PR

Local:
Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 23 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Cartões amarelos: João Vitor, Betinho, Valdivia (Palmeiras)
Público: 17.574 pagantes
Renda: R$ 460.195,00
GOLS: PALMEIRAS: Luan, aos 24, e Henrique, aos 37 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor (Patrik) e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Betinho (Luan)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO-PR: Rodolfo; Pablo, Manoel, Renan Foguinho e Héracles (Marques); Deivid, Alan Bahia (Ricardinho), Zezinho e Ligüera; Guerrón (Edgar Junio) e Bruno Mineiro
Técnico: Juan Carrasco

Fluminense leva gol no fim, empata com o Boca e está fora da Copa Libertadores da América

O Fluminense empatou em 1 a 1 com o Boca Juniors nesta quarta-feira, no Estádio Engenhão, e deu adeus à disputa da Copa Libertadores da América. O gol da classificação argentina aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo: o atacante Santiago Silva, ex-Corinthians, foi o herói do time argentino. O gol do Fluminense foi marcado por Tiago Carleto, de falta, no primeiro tempo. Como o Boca Juniors venceu a primeira partida, por 1 a 0, em La Bombonera, ele ficou com a vaga na semifinal da competição continental.

O Fluminense dominou o Boca Juniors no primeiro tempo. A equipe carioca teve mais posse de bola e encurralou o time adversário. Dessa forma, o primeiro gol do Fluminense era questão de tempo. Aos 16 minutos, o lateral Carleto bateu falta de longe, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Orión, morrendo no fundo da rede do Boca Juniors. Ainda antes do intervalo, o Fluminense pressionou o time argentino, mas não conseguiu ampliar a sua vantagem no marcador.

No segundo tempo, o Boca Juniors melhorou. Os argentinos equilibraram mais o duelo, porém não criaram oportunidades claras de gol. O Fluminense, por sua vez, apostou nos cruzamentos, teve algumas chances, mas também não conseguiu ser efetivo ofensivamente. Já no fim do duelo, aos 45 minutos, veio o castigo para o Fluminense. O atacante Santiago Silva aproveitou sobra na área e marcou o gol da classificação do Boca Juniors.

O time argentino, assim, se vinga da eliminação da edição de 2008 da Libertadores. Na ocasião, o Fluminense tirou os argentinos na semifinal, mas perdeu na decisão para a LDU. A equipe carioca, que nunca conquistou a competição continental, agora se concentra na disputa do Campeonato Brasileiro. No domingo, o Fluminense recebe o Figueirense, no Engenhão, pela segunda rodada do Nacional.

O jogo
O Fluminense começou a partida no ataque, enquanto o Boca Juniors adotava uma posição mais cautelosa. Aos quatro minutos, Rafael Sobis fez boa jogada pela direita, entrou na área, mas tentou o passe para Rafael Moura e Insaurralde bloqueou e mandou para escanteio. O primeiro chute do time argentino aconteceu aos seis minutos, em chute de Rivero da intermediária que passou bem longe do gol defendido por Diego Cavalieri.

O time brasileiro seguia pressionando, mas sem encontrar o caminho para a área argentina, que estava muito congestionada e sem dar espaços para as penetrações pelo meio. Os laterais Bruno e Thiago Carleto tinham liberdade, mas seus cruzamentos eram facilmente rebatidos pelos zagueiros portenhos.
ss
Thiago Neves pouco produziu nesta quarta-feira
Crédito da imagem: EFE
Aos dez minutos, Thiago Neves fez jogada individual driblando dois adversários, mas acabou dividindo a bola com Schiavi e desperdiçando a jogada. Aos 13 minutos, Bruno descobriu Rafael Mora e cruzou pelo alto, mas o goleiro Orion saiu com precisão e fez a defesa.

Aos 16 minutos, o Fluminense marcou o primeiro gol. Em falta na intermediária, o lateral Thiago Carleto cobrou em chute rasteiro. A bola desviou em Rivero, que estava na barreira, e entrou no canto direito defendido pelo goleiro Orion. O curioso é que o pai do jogador tricolor havia sonhado na véspera que o filho marcaria um gol de falta.

A vantagem animou a equipe das Laranjeiras, que aumentou a pressão em busca do segundo gol. Aos 19 minutos, Orion teve que sair nos pés de Bruno para evitar a conclusão. Aos 24 minutos, em outra falta a favor do time carioca, Thiago Carleto bateu, mas não foi bem sucedido porque Santiago Silva rebateu de cabeça.

O Boca continuava sem conseguir jogadas ofensivas, porque as tentativas da equipe visitante eram sempre bem bloqueadas pela marcação tricolor. Aos 30 minutos, Thiago Neves tentou concluir dentro da área, mas Roncaglia cortou na hora do chute e o jogador tricolor acabou se lesionando no lance. Aos 35 minutos, Carleto lançou Rafael Moura, mas o atacante não conseguiu chegar na bola.

O time tricolor reduziu um pouco o seu ritmo ofensivo, mas continuou com predomínio técnico na partida, impedindo que o Boca criasse uma jogada sequer que ameaçasse o gol defendido por Diego Cavalieri. Aos 40 minutos, Thiago Neves recebeu no lado direito da grande área, evitou a marcação e bateu de esquerda, mas Orion defendeu com segurança.

Só aos 43 minutos é que o Boca chegou na área tricolor com relativo perigo. Em cobrança de falta efetuada por Riquelme, Schiavi ganhou da zaga, mas mandou a bola bem longe do gol da equipe brasileira.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. E o Boca Juniors retornou com uma postura mais agressiva. E logo aos dois minutos, Riquelme cobrou falta e Schiavi ganhou da zaga, mas cabeceou para fora. O time argentino passou a trocar passes com mais velocidade e a pressionar a defesa tricolor em busca do gol de empate. Aos seis minutos, após cobrança de escanteio, Cavalieri dividiu com Cvitanich e aliviou o perigo.

O Fluminense encontrava dificuldades para retomar o ritmo da etapa inicial, principalmente por causa da atuação irregular de Thiago Neves. Mas aos 15 minutos, Thiago Neves fez um cruzamento perfeito para Rafael Sóbis, que entrava livre na pequena área, mas o atacante concluiu com defeito e perdeu uma grande oportunidade de ampliar o marcador.

A partida piorou muito de qualidade técnica com excesso de passes errados e de faltas cometidas no meio campo para parar as jogadas. Aos 28 minutos, o técnico Abel Braga decidiu aumentar o poder ofensivo da sua equipe, trocando o meia Wagner pelo atacante Wellington Nem, que estava há quase dois meses fora do time por força de um problema muscular.

Aos 31 minutos, Diego Cavalieri saiu do gol em cobrança de escanteio para evitar a conclusão de Santiago Silva. No minuto seguinte foi a vez do time brasileiro atacar em lance de bola parada, mas o goleiro Orion acabou ficando com a bola. Aos 33 minutos, Thiago Neves errou ao tentar um passe na intermediária tricolor e a bola acabou nos pés de Santiago Silva, que arriscou de fora da área mas mandou a bola para fora.

Aos 36 minutos, o Fluminense teve a melhor chance da segunda etapa para marcar o segundo gol. Depois de falha da zaga argentina após cruzamento de Carleto, a bola sobrou para Rafael Moura dentro da pequena área. O He-Man demorou a concluir e quando chutou, permitiu que Schiavi aliviasse o perigo, mandando para escanteio.

O Boca Juniors marcou o gol do empate aos 45 minutos, com Santiago Silva, que aproveitou o rebote de um chute de Sanchez que bateu na trave e empurrou a bola para a rede, garantindo a classificação do time argentino para as semifinais.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE-BRA 1 X 1 BOCA JUNIORS-ARG

Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 23 de maio de 2012 (Quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Francisco Mondría (Chile) e Carlos Astroza (Chile)
Cartões Amarelos: Jean(Flu); Orion, Mouche(BC);
Gols:FLUMINENSE: Thiago Carleto aos 17 minutos do primeiro tempo
BOCA JUNIORS: Santiago Silva aos 45 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carleto; Edinho, Jean, Wagner(Wellington Nem) e Thiago Neves; Rafael Sobis(Marcos Junior) e Rafael Moura
Técnico:Abel Braga

BOCA JUNIORS: Orion; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Diego Rivero, Cristian Erbes(Sánchez Miño), Erviti(Caruso) e Riquelme; Cvitanich (Mouche) e Santiago Silva
Técnico: Julio César Falcioni

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Copa do Brasil


19h30 Palmeiras 2x0 Atlético-PR
22h00 Goiás 2x2 São Paulo
22h00 Coritiba 4x1 Vitória

Libertadores


19h30 Fluminense 1x1 Boca Juniors
22h00 Corinthians 1x0 Vasco

Cuba perde de novo e precisa de milagre para conseguir vaga; Rússia é única invicta

seleção cubana de vôlei feminino fez de tudo para participar do Pré-Olímpico Mundial no Japão e até contou com ajuda financeira da Federação para ter sua última chance de brigar por uma vaga nos Jogos de Londres, mas, com os resultados no torneio, está ficando cada vez mais longe de se classificar para a Olimpíada. Em quatro jogos até agora, foram três derrotas e apenas uma vitória e, com isso, Cuba precisará contar com uma combinação de resultados improvável para carimbar o passaporte para Londres-2012.

Nesta quarta-feira, na quarta rodada do Pré-Olímpico, as cubanas perderam por 3 sets a 0 da Sérvia e caíram para antepenúltimo lugar na tabela da competição. Dessa forma, faltando apenas três jogos para o fim do torneio, a seleção tricampeã olímpica não pode mais perder em nenhuma rodada para tentar ficar entre os três primeiros colocados – que garantem vaga nos Jogos de Londres.

Derrotada para Coreia do Sul, Rússia e Sérvia, Cuba terá pela frente o anfitrião Japão, Taiwan e Tailândia nos próximos jogos e, além de vencê-los, terá que torcer por uma combinação quase impossível de resultados nos confrontos de seus adversários diretos pela vaga.

Enquanto isso, a Rússia está praticamente garantida na Olimpíada deste ano. Com a derrota das japonesas para a Coreia do Sul por 3 a 1 nesta quarta, a seleção russa foi a única equipe invicta que restou no torneio e soma quatro vitórias por 3 a 0 em cima de Taiwan, Coreia do Sul, Cuba e Peru. Sendo assim, as russas lideram o Pré-Olímpico mundial de forma isolada, com 12 pontos, seguidas por Japão, Sérvia e Coreia do Sul.

O Pré-Olímpico Mundial e Asiático acontece até este domingo e classificará os três primeiros colocados da tabela mais o melhor time asiático depois deles.

Cuba se complica e precisa de combinação quase impossível para ir a Londres
Cuba se complica e precisa de combinação quase impossível para ir a Londres
Crédito da imagem: Divulgação/FIVB

Veja os resultados desta quarta-feira:

Peru 0 x 3 Rússia
Taiwan 0 x 3 Tailândia
Cuba 0 x 3 Sérvia
Japão 1 x 3 Coreia do Sul


Classificação do Pré-Olímpico Mundial e Asiático:

1º Rússia (12 pontos)
2º Japão (9 pontos)
3º Sérvia (9 pontos)
4º Coreia do Sul (6 pontos)
5º Tailândia (6 pontos)
6º Cuba (3 pontos)
7º Peru (3 pontos)
8° Taiwan (não pontuou até agora)

Bicampeãs olímpicas, Walsh e May podem frustrar sonho brasileiro de ouro após 16 anos

Velhas conhecidas das últimas duas gerações do vôlei de praia brasileiro feminino, a dupla norte-americana Walsh e May já frustrou por duas vezes o sonho verde-amarelo de conquistar o segundo ouro olímpico da modalidade na história. Por isso, para os Jogos de Londres no meio do ano, as algozes das brasileiras chegarão como favoritas novamente e, mais do que isso, com a experiência que só duas medalhas douradas na competição pode trazer.

Adriana Behar e Shelda na final de Atenas, em 2004, Renata e Talita na semifinal de Pequim, em 2008, e Ana Paula e Larissa, nas quartas de final, no mesmo ano – todas elas acabaram derrotadas pela ‘frieza’ de Walsh e May em jogos decisivos das duas últimas Olimpíadas e tiveram que assistir às rivais americanas subirem no degrau mais alto do pódio nas duas ocasiões. E se depender da dupla bicampeã, em Londres a história também não vai ser diferente.

Contando com a altura e a habilidade de Walsh, aliadas à visão de jogo de May, a parceria americana se tornou imbatível quando se fala em Olimpíada. Juntas, elas faturaram o ouro nas duas vezes que disputaram os Jogos, e a experiência que acumularam nas competições ao longo dos anos só fez a dupla evoluir ainda mais para a disputa do tricampeonato em Londres.

Por tudo isso, Walsh e May são, sem dúvidas, as principais candidatas ao ouro na Olimpíada deste ano e, consequentemente, os maiores ‘inimigos’ das duplas brasileiras Juliana e Larissa, e Talita e Maria Elisa, que tentarão conquistar novamente a medalha dourada para o Brasil depois de 16 anos que Jacqueline e Sandra Pires conseguiram o feito, nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Walsh e May buscam tricampeonato em Londres
Walsh e May buscam tricampeonato em Londres
Crédito da imagem: Divulgação


Características individuais: Walsh, a gigante habilidosa

Não é comum ver jogadoras mais altas terem habilidade e movimentação dentro de quadra, mas é exatamente por reunir essas duas características, que Kerri Walsh se faz uma atleta diferenciada no vôlei de praia. Com 1,91 m de altura, a ‘gigante’ americana é um paredão no bloqueio e, no ataque, sabe resolver tanto na força, quanto na habilidade.

Jogadora do vôlei de quadra na Olimpíada de 2000 (quarto lugar), Walsh passou a jogar na praia e teve mais sucesso na areia, principalmente por reunir características das duas modalidades. Sabendo marcar muito bem na rede, a americana tornou-se uma excelente bloqueadora e desenvolveu ainda mais as habilidades da praia, sabendo trabalhar bolas colocadas e pontuar aproveitando o espaço deixado pelas adversárias.

No bloqueio, outro diferencial de Walsh é conseguir recuperar largadas próximas à rede ou bolas que tocam sua mão e ficam muito curtas para o alcance de May, que está no fundo da quadra. E tudo isso, faz dela uma jogadora completa e, acima de tudo, muito difícil de derrotar.


May - visão de jogo e defesa bem colocada

Bem mais baixa do que sua companheira, Misty May-Treanor tem apenas 1,75 m, mas compensa a falta de altura com a habilidade e a visão de jogo imprescindíveis para uma jogadora de vôlei de praia. Uma atleta que dificilmente desperdiça uma bola, porque sabe exatamente onde colocá-la, mesmo quando está sendo muito bem marcada pelo bloqueio adversário.

Alinhando muito bem sua defesa com a marcação do bloqueio de Walsh, May torna o trabalho das rivais ainda mais complicado, porque além de elas terem que passar por uma gigante no bloqueio, precisarão achar um espaço fora do alcance da ‘baixinha’ para conseguirem pontuar.


O diferencial: frieza ou equilíbrio?

Ganhar uma Olimpíada é o ápice para qualquer atleta profissional e, para chegar lá, é preciso ter muito mais do que um preparo físico adequado. É preciso ter, acima de tudo, cabeça e equilíbrio emocional para lidar com a pressão de passar pelas melhores adversárias de todo o mundo até chegar ao topo.

E esse equilíbrio psicológico não falta à dupla que já coleciona dois ouros olímpicos na carreira. A postura que muitas vezes é considerada ‘fria’ pelos brasileiros, é justamente o diferencial da vitoriosa dupla norte-americana, que conta com muito mais do que altura e habilidade para conquistar seus títulos: elas têm cabeça de campeãs e, por isso, tornam-se um adversário muito difícil de derrubar.

Tanto que nem a dupla número 1 do vôlei de praia atual tem um histórico bom contra elas. Juliana e Larissa, as brasileiras candidatas ao ouro em Londres-2012, lideram o ranking do vôlei de praia internacional, mas ganharam apenas cinco dos 17 jogos que fizeram contra Walsh e May.

“Gostamos muito de jogar contra Walsh e May pois cada jogo com elas se define de forma diferente, é sempre um grande desafio para nós. São partidas do mais alto nível e aprendemos muito nelas”, comentou Juliana sobre as principais adversárias que encontrará na Olimpíada.

Campeãs mundiais vencendo justamente a dupla americana no ano passado, Juliana e Larissa já se reencontraram com Walsh e May em 2012 e também saíram vitoriosas. E é com a ‘moral’ conquistada nesses poucos resultados positivos diante das americanas, que a dupla brasileira tentará quebrar o ‘equilíbrio’ das duas nos Jogos Olímpicos para acabar com a hegemonia dos Estados Unidos no vôlei de praia feminino.

Juvenal diz que recusou oferta de 40 milhões de euros do Chelsea por Lucas

Principal revelação do São Paulo nos últimos anos, o meia-atacante Lucas está valorizado no mercado europeu e já recebeu propostas de alguns dos grandes clubes do Velho Continente. Em entrevista ao site 'FCInter1908.it', o presidente da equipe do Morumbi, Juvenal Juvêncio, revelou o principal interessado no jogador de 19 anos (para ler a conversa em italiano clique aqui).

De acordo com o mandatário são-paulino, o Chelsea, atual campeão europeu, fez recentemente uma oferta de € 40 milhões (cerca de R$ 104 milhões) pelo meio-campista e recebeu uma resposta negativa do Tricolor. No entanto, Juvenal admitiu que os Blues são o time mais próximo de um acerto com Lucas, mas praticamente descartou uma transferência do atleta neste ano.

“(As chances de saída) são muito pequenas, porque Lucas é um jogador fantástico, com grandes qualidades, que está ajudando muito a equipe e que deve receber seu valor de direito”, disse o presidente são-paulino, que não definiu um preço para a liberação do atleta.
Além do Chelsea, Real e Inter de Milão querem Lucas, revela o presidente
Além do Chelsea, Real e Inter de Milão querem Lucas, revela o presidente
Crédito da imagem: Agência Estado
Além do Chelsea, duas outras equipes foram citadas por Juvenal como grandes interessadas em Lucas: Inter de Milão e Real Madrid. Enquanto que os italianos já tiveram uma proposta oficial de € 25 milhões rejeitada pelo São Paulo, os espanhóis podem entrar mais forte na disputa em breve.

“O Real Madrid é um dos clubes que se interessam pelo Lucas. Já houve contatos do Florentino Pérez (presidente do time merengue), que admira muito jogador, conosco”, declarou Juvenal, que disse que a equipe da capital espanhola ainda não fez uma proposta oficial pelo atleta.

Clijsters encerra carreira no US Open deste ano

                 
Arquivo
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Clijsters venceu o US Open três vezes

Bruxelas (Bélgica) – Kim Clijsters confirmou nesta terça-feira que o US Open deste ano será seu último torneio de tênis como profissional. A belga, ex-número 1 do mundo e campeã de quatro Grand Slam, já havia revelado que pararia de jogar neste ano, mas a definição do torneio é recente.
“Eu vou terminar minha carreira no US Open. É onde tive meu maior sucesso e é um lugar extremamente especial para mim”,  disse Clijsters, que ganhou três títulos em Nova York: em 2005, 2009 e 2010. O outro Slam da belga foi o Australian Open do ano passado.
Casada com um norte-americano, o ex-jogador de basquete Brian Lynch, Clijsters enfrentou diversos problemas físicos nos últimos anos e também tem se dedicado bastante à filha Jada. A belga se aposentou pela primeira vez em 2007, antes de ficar grávida, e voltou em 2009 com grande sucesso.
Clijsters não jogará em Roland Garros, mas estará de volta para a temporada de grama. A belga está muito empolgada para Wimbledon e as Olimpíadas. Porém, o último público a ver a carismática belga será o nova-iorquino. “O estádio (Flushing Meadows) é a 45 minutos da nossa casa nos EUA. Meus sogros estarão lá”, disse a tenista

Federação Espanhola confirma que David Villa está fora da Eurocopa

Lesionado desde o final do ano passado, o atacante David Villa não participará da Eurocopa da Ucrânia e Polônia, que começará no dia 8 de junho. O site da Federação Espanhola (RFEF) divulgou nesta terça-feira que o atleta do Barcelona não evoluiu o suficiente para a jogar a principal competição de seleções do Velho Continente.

Na partida do time catalão contra o Al Sadd, do Catar, no dia 15 de dezembro, pelo Mundial de Clubes, o jogador se machucou sozinho ao pisar errado e teve que ser substituído na sequência. Um exame posterior confirmou que Villa havia sofrido uma fratura na tíbia da perna esquerda. Desde então, o camisa 7 não voltou mais aos gramados.

Apesar da grave contusão, o atacante teve uma recuperação animadora e a possibilidade de ele jogar a Eurocopa não havia sido descartada. O zagueiro Raúl Albiol, também convocado pela seleção, inclusive declarou nesta terça-feira que Villa estava esperançoso em jogar o torneio.

Como Barcelona e Athletic Bilbao jogaram a final da Copa do Rei e, assim, a temporada de ambos encerrou após a dos demais clubes espanhóis, os jogadores das duas equipes ainda não foram convocados. Com isso, a Federação e a comissão técnica da Fúria, esperava pela recuperação do atleta até o fim dos compromissos do clube catalão.

“Tentei de tudo até o final, mas não poderei estar 100% para a Euro. Hoje chamei o treinador para contar a ele. É o mais honesto”, postou o atacante em sua conta no Twitter. “Obrigado a todos pelo ânimo que me deram. Seguirei trabalhando para voltar a jogar o mais cedo possível com o Barça e a seleção”, completou.

Com 51 gols marcados com a camisa da Espanha, David Villa é o maior artilheiro da história do país. Na Copa do Mundo de 2010, balançou a rede cinco vezes e terminou como um dos artilheiros do torneio.

David Villa, fundamental nos últimos títulos da Espanha, desfalca seleção de Del Bosque
David Villa, fundamental nos últimos títulos da Espanha, desfalca seleção de Del Bosque
Crédito da imagem: AFP

Roland Garros e minhas memórias

Hoje começa o qualy de Roland Garros.

Pensar em qualy deixa o jogador nervoso. É o conhecido tudo ou nada. A chance de entrar no torneio ou voltar pra casa sem nada. Ser respeitado pelo torneio ou ser apenas um jogador que passou por lá. Quem já jogou sabe que disputar os qualys é uma barra. Mesmo em Roland Garros não é das coisas mais agradáveis.

Este ano pra mim vai ser um Roland Garros muito especial. O torneio fez parte da minha vida de várias maneiras.

Em 1989 fui pela primeira vez como juvenil e literalmente pirei. Entrar no complexo, ver os jogos dos profissionais, conviver com os melhores do mundo e jogar nas quadras que mais pareciam um tapete foi marcante. Prometi para mim que todo ano estaria lá. Esse era o lugar que um tenista teria que querer estar se quisesse viver da raquete. Entrar no complexo é uma sensação indescritível. Nesse ano como juvenil tive a chance de ver grandes jogos. Agassi contra Courier na quadra 1 e de quebra conversei com o Willander e Karel Novacek dois top 10. Foi DEMAIS.

Alguns anos depois tive a chance de jogar pela primeira vez a chave do qualy. Estava mais ou menos 160 do mundo e fui com a cara e a coragem tentar a sorte. O qualy nem era jogado dentro do complexo como hoje. Era disputado em um clube muito perto de Roland Garros chamado Jean Buan (acho que escreve assim). O mais maluco era que você jogava e lá no fundo via o complexo e a quadra central. Eu ficava olhando e sonhando. Será que um dia vou jogar a chave principal lá? Lembro de uma bronca do meu técnico nesse ano Marcelo Meyer que disse. Fino, olha pro jogo. Para de sonhar. Tive boas chances nesse meu primeiro ano. E que primeiro ano. Passei o qualy, ganhei a primeira da chave, a segunda, a terceira e só perdi do duríssimo Sergi Bruguera na quadra 1. Pensar que nem imaginava jogar e em menos de 10 dias eu tinha classificado, jogado em duas das quadras mais legais do torneio e sem ninguém perceber muito cheguei nas oitavas de final com um cheque de uns 60.000 dólares. Mais do que já tinha recebido na minha carreira toda.

Esse foi o primeiro de muitos anos legais que joguei por lá. A parir de 93 fui todos os anos e joguei chave principal até 2002. Tive o privilegio de jogar partidas incríveis. Agassi, Muster, Corretja, Rafter, Costa, Meu melhor resultado foi em 1999 com a semifinal inesquecível e o gostinho de ter escapado o jogo contra o Medvedev.

Boas lembranças. Bons tempos que não voltam, mas ficam na memória e servem de motivação para tudo que fazemos.

Euro 2012: Goleadores animam, mas defesa preocupa Holanda

Van Persie, 37 gols na temporada pelo Arsenal. Huntelaar, 48 pelo Schalke. Se dependesse apenas do momento dos goleadores, a seleção holandesa poderia ficar despreocupada sobre suas chances na Eurocopa. O problema é que não apenas de ataque se forma um time campeão. Defesas fracas raramente ganham troféus, e a Oranje sabe que pode se comprometer por isso.

Nas últimas quatro partidas, a Holanda sofreu oito gols, média de dois por jogo: três da Suécia (derrota por 3 a 2), três da Alemanha (derrota por 3 a 0) e dois da Inglaterra (vitória por 3 a 2). Ficou no 0 a 0 com a Suíça.

O elenco de jogadores não sofreu grandes alterações desde o vice mundial de 2010, mas uma lacuna em especial é preocupante: a lateral-esquerda. O antigo titular, o capitão Van Bronckhorst, aposentou-se naquela derrota para a Espanha.

Erik Pieters, o escolhido para suceder Van Bronckhorst, está fora da Eurocopa por contusão. Uma alternativa lógica seria optar pela experiência de Bouma. O elenco pré-convocado com 27 jogadores ainda tem o garoto Willems, de ascensão meteórica (um ano atrás ganhava o título europeu com a seleção sub-17), e Anita, que no Ajax tem atuado mais no meio-campo.

Para alívio do técnico Bert van Marwijk, pelo menos o gol está bem servido. Além do titular Stekelenburg, ele conta ainda com Vorm e Krul, que fizeram ótima temporada na Inglaterra.

A preocupação em acertar a defesa é ainda maior porque a Holanda sabe que terá "finais" desde o início da competição, em um grupo com Dinamarca, Alemanha e Portugal. Há que se considerar uma certa freguesia com os portugueses, que se classificaram para a Copa do Mundo de 2002 às custas dos laranjas e ainda os eliminaram da Euro 2004 e da Copa do Mundo de 2006.

Por isso, é bom que o ataque funcione como promete. Além de duas máquinas de balançar as redes, Van Marwijk tem armas como Robben e Sneijder, cruciais na campanha de 2010. Resta saber se eles serão capazes de corresponder às expectativas.

Robben precisa se manter livre de lesões, o que nem sempre é fácil, e superar as frustrações da temporada com o Bayern. Sneijder, por sua vez, tem de reencontrar o futebol que não vem mostrando na Inter, sob risco de perder o lugar na equipe.

Van der Vaart é uma sombra importante para o nerazzurro, e a hipótese de usar Van Persie e Huntelaar juntos também terá de ser considerada, apesar de o esquema 4-2-3-1, que privilegia a velocidade pelas pontas, não ser o ideal para isso.

Fique de olho - A jogada característica - o corte da direita para o centro para um disparo de pé canhoto - é conhecida, e nem por isso fácil de evitar. Arjen Robben tem habilidade e velocidade típicas de um ponteiro, e poucos são capazes de executar tão bem a função.

O problema, tão conhecido quanto seu melhor lance, está na quantidade de lesões musculares. Robben quase ficou fora da Copa do Mundo de 2010, depois de sentir contusão a uma semana do torneio. Apresentou-se com atraso, mas a tempo de participar do último jogo da fase de grupos e de toda a campanha até a final. Marcou nas oitavas, contra a Eslováquia, e na semifinal, contra o Uruguai.

Desde então, o jogador do Bayern de Munique só disputou duas partidas pela Holanda: os amistosos contra o Brasil, em junho de 2011, e a Inglaterra, em fevereiro deste ano.

A possibilidade de ficar sem Robben por longos períodos fez com que clubes como Chelsea e Real Madrid abrissem mão de seu futebol. No Bayern, as contusões não cessaram, mas também não impediram a melhor fase de sua carreira. Ele ajudou o time alemão a alcançar duas finais de Champions League em três anos.

Em resumo, o risco de perder Robben sempre vai existir, mas a Holanda só foi derrotada em três ocasiões com ele em campo desde 2004. Um título seria muito bem-vindo, depois da decepção do pênalti perdido na final pelo Bayern contra o Chelsea.

O comandante - A escolha de Bert van Marwijk para substituir Marco van Basten em 2008 foi recebida com surpresa, já que ele não era reconhecido à época como um treinador de ponta. O feito mais relevante foi a conquista da Copa da Uefa em 2002 pelo Feyenoord, em uma carreira marcada por sucessos nas copas, mas campanhas decepcionantes nas ligas nacionais.

Sogro do volante Mark van Bommel, Van Marwijk tem méritos inquestionáveis à frente da Oranje. Talvez o principal deles seja o de manter a harmonia do elenco, considerando o histórico de problemas internos da seleção, que chegaram a situações insustentáveis em décadas recentes. Em 1996, Davids foi expulso por Guus Hiddink em meio a uma tensão supostamente de fundo racial no elenco.

Sem problemas do tipo na atualidade, o técnico pode se preocupar apenas em dar à Holanda seu segundo título europeu. Algo que nunca poderia almejar em seu tempo de jogador, quando passou duas décadas rondando por equipes medianas.

Os pré-convocados (quatro serão cortados):

Goleiros: Maarten Stekelenburg (Roma/ITA), Michel Vorm (Swansea/ING), Tim Krul (Newcastle/ING);

Defensores: Vurnon Anita (Ajax), Khalid Boulahrouz (Stuttgart/ALE), John Heitinga (Everton/ING), Joris Mathijsen (Málaga/ESP), Ron Vlaar (Feyenoord), Wilfred Bouma (PSV), Gregory van der Wiel (Ajax), Jetro Willems (PSV);

Meio-campistas: Ibrahim Afellay (Barcelona/ESP), Mark van Bommel (Milan/ITA), Nigel de Jong (Manchester City/ING), Adam Maher (AZ), Stijn Schaars (Sporting/POR), Wesley Sneijder (Internazionale/ITA), Kevin Strootman (PSV), Rafael van der Vaart (Tottenham/ING);

Atacantes: Klaas-Jan Huntelaar (Schalke 04/ALE), Luuk de Jong (Twente), Siem de Jong (Ajax), Dirk Kuyt (Liverpool/ING), Jeremain Lens (PSV), Luciano Narsingh (Heerenveen), Robin van Persie (Arsenal/ING), Arjen Robben (Bayern/ALE).

Fifa veta fogos, estádios são esterilizados, é a elitização em curso

A Fifa fez uma reunião em Budapeste. Em meio a tantas decisões importantes que poderia tomar, resolveu dar mais um golpe no espírito dos estádios, na cultura do futebol, na atmosfera característica do ambiente que congrega os apaixonados pelos seus times e por este jogo.

Assim, a Federação proibiu fogos de artificio nas canchas. Fifa é aquela entidade onde acontecem bizarrices como dirigente acusado de corrupção renunciar e sair ileso em meio à podridão. Eles querem estádios mais frios, chamados de arenas, teatros com platéias geladas, desde que paguem por ingressos caros, fora da realidade.

Alguém dirá que os fogos são perigosos. Ok, vamos acabar com o reveillon de Copacabana, então. Regulamentar, definir o que pode, como pode e o que não pode, isso parece não passar por tais mentes brilhantes. São os mesmos dirigentes que presentearam o Brasil com a Copa do Mundo de 2014, evento que estupra cofres públicos e templos sagrados como o ex-Maracanã.

Parabéns à Dona Fifa que segue firme na sua intenção de transformar o mais popular e apaixonante dos esportes numa espécie de showzinho privado. Ela se entope de dinheiro, despreza o torcedor apaixonado e que se dane o resto. É a elitização em curso.

Em algum tempo, serão relíquias imagens como as do vídeo abaixo, que mostra a estupenda e histórica recepção dos hinchas do Peñarol ao time carbonero na final da Libertadores do ano passado. Torcida não é plateia, futebol não é teatro e esses cartolas não amam o nosso esporte.



 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasilerão Série B

21h00 Avaí 1x0 São Caetano

Amistoso

Bayan de monique 3x2 Seleçao holandesa

Mística em ação

Em minha última visita a Londres ganhei de presente o livro "Born to Run", que li quase todo no avião de volta aos Estados Unidos. Escrito por Christopher McDougall, relata sobretudo a história de um americano apelidado Caballo Blanco e de seus amigos, os índios Tarahumara, no México.

Ex-lutador de boxe, Caballo Blanco, que se chamava Michael Randall Hickman, adotara o nome fictício de Micah True (Autêntico), mas acabara mesmo mais conhecido pelo apelido que os mexicanos lhe tinham dado. Com os Tarahumara, Caballo Blanco aprendeu não apenas a correr imensas distâncias, mas a encontrar sua paz com a natureza. Ele acreditava que a espécie humana tinha sido criada para correr longas distâncias atrás de suas presas e precisava voltar a suas origens.

Como escrevi aqui no passado, Caballo Blanco foi encontrado morto no dia 30 de março deste ano em trilhas montanhosas no Novo México. Aparentemente sofreu uma queda, procurou um riacho para lavar seus ferimentos e teve um ataque cardíaco, em consequência de uma cardiomiopatia idiopática. Isto é, de origem desconhecida.

Já falei sobre ele no passado, sobre as ultramaratonas de que participava e que organizava, procurando levantar fundos para ajudar os índios. Algumas pessoas se tornam lendárias em vida e mais ainda depois de mortas. Uma medida da estatura alcançada por Caballo Blanco está não apenas no livro de que é personagem e no filme que está para ser lançado sobre sua vida, como num artigo de nada menos do que cinco páginas no New York Times desta segunda-feira, 21 de maio.

Recomendo-o aos leitores, que podem também acessá-lo na edição online do jornal. Para entender a atração, o quase misticismo, que longas corridas exercem sobre as pessoas (quem sabe, uma memória genética?), acho interessante reproduzir abaixo o e-mail que recebi de meu “olheiro” Rafael Proença sobre a Corrida da Ponte neste último fim de semana, atravessando a Baía de Guanabara, de Niterói até o Rio.

Rafael, assinante da ESPN, fã de basquetebol, passou a trocar correspondência comigo desde o tempo em que eu comentava jogos da NBA. (Assistam, a propósito, ao video “Corrida da Ponte”.) Nos últimos anos, Rafael descobriu também o fascínio das corridas longas. Seu depoimento vai na íntegra.

“Alô, prezado Werneck:

A corrida foi sensacional, de longe a melhor que fiz nesses meus poucos três anos como corredor. Por não ter corrido no ano passado, não tenho como estabelecer parâmetros em alguns pontos, mas, pelo que disseram outros corredores, a organização corrigiu a maioria das falhas de 2011. E, de fato, tudo correu muito bem: desde o pré-prova, com o transporte gratuito das barcas para os cariocas que solicitaram a passagem, até os guarda-volumes bem identificados, que funcionavam dentro de ônibus. Positiva foi também a largada sob forma de ondas e o controle dos "pipocas", ou "bandidos". Antes de acessar a área de largada, era obrigatório mostrar aos fiscais o número de peito, do contrário, a passagem seria bloqueada. Não sei se alguém conseguiu burlar. Segundo alguns corredores, muitos correram em 2011 sem estarem inscritos.

No ano passado, a prova foi disputada no mês de abril sob um sol escaldante que fez com que muitos corredores "quebrassem". Desta vez, no final de maio, tudo foi bem melhor. Durante o percurso, vi somente duas pessoas precisando de atendimento médico, uma aparentemente com uma lesão ainda na Ponte, e outra na Perimetral, aparentando mal estar - saliento que a distribuição do aparato médico também foi precisa, a todo momento era possível ver uma ambulância no trajeto. Ainda assim, o dia foi quente no Rio e os que fizeram tempos mais altos possivelmente sofreram no final. Minha maior preocupação era com o nível altimétrico da prova e os dois quilômetros de subida do vão central, mas a experiência de correr sobre a Baía de Guanabara foi tão incrível que eles passaram despercebidos. Mais um ponto positivo para a organização foi quanto ao posicionamento dos postos de hidratação, um problema na edição passada. Bem distribuídos, possibilitavam aos corredores se hidratarem em pequenos espaços de tempo. A cada três quilômetros havia postos de água, fartos, e graças à intensa reposição, era possível se dar ao luxo de escolher água gelada ou ao natural. Este é um ponto importante, pois nas corridas no Brasil raramente há a segunda opção, o que, pra mim, é ruim, pois não gosto de beber gelado durante a atividade. Foram ainda disponibilizados dois postos de bebida energética, uma se não me falha a memória entre o quarto e o quinto quilômetros, na Ponte, e outro na altura do 15º quilômetro, na Perimetral. Minha única crítica fica por conta deste primeiro posto, que servia a bebida dentro de sacos plásticos, o que não me agrada. No segundo, copos abertos. Sobre os chuveiros aspersores da Perimetral, o primeiro funcionou muito bem, o segundo quase não liberava água. Chegando ao Aterro do Flamengo, em frente ao Museu de Arte Moderna, meu GPS marcou 21,65 km. Pensando em fazer uma prova conservadora, assustado com tudo o que ouvi e li sobre 2011, procurei não me preocupar inicialmente com tempo. Com os quilômetros passando e o corpo respondendo bem, mantive uma boa média de velocidade e, para a minha felicidade, fiz meu melhor tempo numa meia maratona, 01 hora e 45 minutos, cinco minutos a menos do que o melhor tempo anterior, conquistado numa prova clássica de 21.096 metros e plana.

Em suma, prezado Werneck, foi um dia especial e uma experiência ímpar, a qual pretendo repetir nos próximos anos. Com a demolição da Perimetral, fico preocupado com o que poderá acontecer com a Corrida da Ponte; espero que ela não saia do calendário, pois o sucesso é absoluto e um desafio e tanto para nós, corredores. Por falta de tempo hábil, não tive tempo de homenagear Yllen Kerr. Assumo desde já o compromisso de fazê-lo em 2013: colocarei o nome de Yllen, o seu e da Corja em minha camiseta. Acho que é isso.

O Chelsea, o Bayern, o Barça e a Liga: campeões nem sempre merecem

“Campeão com justiça” e “título merecido” são, em geral, duas das expressões mais utilizadas instantes depois de decisões de campeonatos.

Reparem: nas análises, um título nunca é conquistado sem justiça. O vencedor sempre merece a vitória, assim como o derrotado, mesmo criando mais oportunidades, faz por merecer sua derrota.

Depois dos jogos, explicações são sempre definitivas para justificar derrotas, transformando o futebol em ciência exata. Ganhou porque o time é “cascudo”, porque estava psicologicamente mais preparado, porque isso, porque aquilo.

É curioso, contudo, que todas as justificativas às vezes dependem de um único lance, de um mero detalhe, para mudar totalmente.

Cito o exemplo da última final da Liga dos Campeões. Tivesse Robben convertido o pênalti desperdiçado ou mesmo Drogba acertado a trave no cabeceio que deu o gol de empate ao Chelsea, a relação de explicações, justificativas e análises sobre o jogo mudaria completamente.

Explicações e justificativa para o título alemão brotariam fáceis e seriam até mais numerosas do que aquelas encontradas para justificar a conquista inglesa. E o Chelsea, essa é fácil prever, teria pagado o preço por abdicar do jogo.

Teremos sempre a opção de não analisar o mérito ou não de uma vitória ou de um título. De argumentar que atacar mais e criar mais chances não quer dizer merecer. A argumentação faz sentido, porque o futebol, apaixonante também por isso, permite a um time “jogar menos” (ou, ok, de forma menos ofensiva e vistosa) e vencer.

Foi o que fez o Chelsea. Diante de sua inferioridade incontestável nas semifinais, foi massacrado pelo Barcelona nas chances de gol criadas e na posse de bola. Mas ganhou. Repetiu a tática contra o Bayern, talvez com a justificativa de atuar fora de casa. E ganhou novamente.

Foi um campeão legítimo. Não burlou regras, não contou com a ajuda da arbitragem. E foi campeão. Por isso, incontestável.

Contou com o acaso, contou com a sorte? Contou. Não há demérito nisso. Sobretudo para vencer o Barcelona, o Chelsea precisava contar com a sorte. Fazia, aliás, parte da “tática” do time inglês, como chegou a afirmar o técnico Di Matteo antes dos embates.

Só acho o seguinte: se analisamos a "justiça", se queremos abordar esse tema, o principal aspecto da análise precisa ser a quantidade de chances criadas, a busca pelo gol e o número de finalizações (mais que a posse de bola, inclusive). A vontade de vencer.

Pra fazer essa análise, não temos que ter medo de "diminuir os campeões". Eles podem ser campeões legítimos e incontestáveis, mas podem, sim, merecer o título menos que seus adversários.

Foi o caso do Chelsea contra o Bayern.

Euro 2012: Elogios já não bastam. Alemanha sabe que precisa vencer

A seleção alemã apresentou nos últimos anos um futebol de encher os olhos. Com um grupo de jogadores jovens, velozes, habilidosos e criativos, o time de Joachim Löw acumulou elogios por suas apresentações. Passou pelas eliminatórias da Euro 2012 sem desperdiçar pontos, e obteve vitórias convincentes em amistosos contra outras seleções de primeira linha.

O problema é que, para um país que se acostumou a sempre vencer, não basta apenas agradar aos críticos. Os 16 anos desde a última conquista, na Euro 96, já se aproximam do maior período de jejum desde o primeiro título, o da Copa do Mundo de 1954 (18 anos até a Euro 72). Se a Alemanha já é respeitada como favorita mesmo quando não tem seus melhores times, por causa da história, desta vez a responsabilidade é enorme.

Somente a melhor Espanha de todos os tempos foi capaz de interromper o caminho alemão rumo ao título em 2008, na final da Eurocopa, e 2010, na semifinal da Copa do Mundo. No entanto, se a Furia aparecer pela frente de novo, não adiantará dar desculpas.

O Nationalelf é uma máquina perfeitamente composta, com pelo menos duas ótimas opções por posição. A seleção de 2010, com destaques como Özil, Müller, Neuer, Lahm, Schweinsteiger e Khedira, já era a mais jovem em 76 anos a representar a Alemanha em um Mundial. Desde então, novos talentos despontaram para a equipe nacional, como Hummels, Reus e Götze.

Em um elenco repleto de jogadores na casa dos 23 anos, o capitão Lahm, aos 28, tem posição de veterano. Entre os 27 pré-convocados, só o goleiro Wiese e os atacantes Cacau e Klose têm 30 anos ou mais. Klose, reserva de Mario Gómez, tem 63 gols pela seleção e está a cinco de igualar o recorde de Gerd Müller.

Um eventual revés com a seleção faria os jogadores do Bayern de Munique recordarem a triste experiência da final de Champions League perdida para o Chelsea. Apesar de não ser a última chance desta geração, provavelmente deixaria o estigma de uma equipe obrigada a se contentar apenas com os elogios. Como foi a Holanda, sua adversária no grupo B, durante os anos 70.

Fique de olho - Bastian Schweinsteiger é aquele jogador que se convencionou chamar de "termômetro" das equipes que representa. Quando joga bem, o time funciona. Quando tem um dia ruim, todos sofrem em campo. O jogador do Bayern é um volante que todo técnico gostaria de ter: forte fisicamente, marcador implacável, criativo na saída para o jogo e ótimo em chutes de longa distância.

Não foi por acaso que, no início deste ano, o Bayern viveu seu pior momento na temporada quando "Schweini" se recuperava de uma fratura na clavícula e outras contusões. Foi naquela sequência de jogos que o time perdeu terreno e deu espaço para a ascensão do Borussia Dortmund. A seleção também teve problemas com seu desfalque: perdeu para a França em fevereiro.

Aos 27 anos e com 90 jogos de seleção no currículo, Schweinsteiger forma uma dupla ideal com Khedira no meio-campo alemão. Só falta um grande título internacional, algo que ainda não foi capaz de ganhar com o clube.

O comandante - Joachim Löw montou uma seleção arrasadora, capaz de golear Inglaterra e Argentina na mesma Copa do Mundo. Somente um troféu, porém, colocará o treinador de 52 anos em uma galeria de nomes como Sepp Herberger, Helmut Schön, Franz Beckenbauer e Berti Vogts, campeões de grandes torneios pela Alemanha.

Antes de chegar à seleção como auxiliar de Jürgen Klinsmann, Löw tinha uma carreira de pouco destaque como técnico de clubes. Mas as versões de que ele fazia o trabalho tático e Klinsmann funcionava mais como um grande motivador ganharam bons argumentos após a saída do ex-atacante, em seguida à Copa do Mundo de 2006.

O futebol de imposição física que marcou a Alemanha durante a maior parte da história hoje é raramente identificável. Löw adota um 4-2-3-1 muito rápido e técnico, com o contra-ataque mais mortal do futebol de seleções.

Os pré-convocados (quatro serão cortados):
Goleiros: Manuel Neuer (Bayern), Marc-Andre ter Stegen (Borussia Mönchengladbach), Tim Wiese (Werder Bremen), Ron-Robert Zieler (Hannover 96);

Defensores: Jerome Boateng (Bayern), Holger Badstuber (Bayern), Philipp Lahm (Bayern), Per Mertesacker (Arsenal/ING), Mats Hummels (Borussia Dortmund), Benedikt Höwedes (Schalke 04), Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund);

Meio-campistas: Mesut Özil (Real Madrid/ESP), Sami Khedira (Real Madrid/ESP), Toni Kroos (Bayern), Thomas Müller (Bayern), Bastian Schweinsteiger (Bayern), Marco Reus (Borussia Mönchengladbach), Mario Götze (Borussia Dortmund), Ilkay Gündogan (Borussia Dortmund), Sven Bender (Borussia Dortmund), Lars Bender (Bayer Leverkusen), Andre Schürrle (Bayer Leverkusen), Julian Draxler (Schalke 04), Lukas Podolski (Colônia);

Atacantes: Cacau (Stuttgart), Mario Gomez (Bayern), Miroslav Klose (Lazio/ITA).

Bellucci dando um passo atrás para ganhar confiança

Muitos têm me perguntado o que eu estou achando da atitude do Thomaz em jogar uma chave de classificação depois de tanto tempo. Alguns estão achando muito estranho e até escuto pessoas perguntando se não é dar um passo atrás na carreira.

Eu claramente acredito que todo tenista tem altos e baixos. Já vi no circuito fases horrorosas do Agassi, Rios, do Hewitt e de mais alguns bons jogadores e tops do nosso circuito. Por ser um esporte individual manter um alto nível por 5, 10 anos é realmente muito difícil.
Quando o tenista começa a perder muito a tática mais usada que quase sempre dá certo é baixar um pouco o nível do torneio e buscar ganhar alguns jogos seguidos. Como qualquer um nós também vivemos de confiança e de conquistas.

Ao jogar o torneio classificatório em Nice e ganhar três jogos para passar pra chave principal o Thomaz com certeza ganhou ritmo, voltou a vencer e logicamente ganhou confiança. Ele precisava mais do que ninguém disso.
Tenho que admitir que não é nada fácil e gostoso fazer essa escolha. Acostumado com o bem bom das chaves principais voltar a estar fora do torneio te faz escutar frases de efeito como. Você é jogador ou qualy (como assim os fora da chave não são jogadores). Desculpe mas isso e aquilo é só para quem está direto no torneio... Isso e mais algumas pérolas insuportáveis.

Se o jogador consegue esquecer isso e classifica tudo muda. Regalias, sorrisos e mais sorrisos. É a conhecida sacanagem que acontece em todos os lugares e trabalhos.
Espero que a decisão ajude para Roland Garros, mas todos sabemos que a mudança de calendário tem como foco a classificação para as Olimpíadas e conquista de confiança para o restante da temporada.

Agora que ele entrou na chave vamos torcer para ele possa ganhar alguns jogos

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Argentino - Clausura

19h10 Arsenal Sarandí 3x1 Lanús

Corinthians x Flu pareceu antigos jogos entre aspirantes

O torcedor mais nostálgico poderia ter dado um salto no passado, ao ver Corinthians e Fluminense, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Não pelo número de estrelas; longe disso. Mas pela quantidade de reservas em campo. Com um pouco de imaginação, os veteranos frequentadores de arquibancadas voltariam para décadas atrás, quando havia preliminar, disputada pelos Aspirantes dos “quadros principais”.
Pois, na prática, o clássico entre o campeões de 2011 e de 2010 não passou de um rachão entre jogadores preteridos ou que pretendem ser lembrados pelos respectivos treinadores. Tite e Abel Braga não tiveram constrangimento de poupar todas as estrelas, por causa dos compromissos decisivos de meio de semana pela Taça Libertadores. Quer dizer, quase todos: Cássio, recentemente promovido a titular, foi mantido no gol do Corinthians.
Consequência dessa opção dos professores foi um jogo tecnicamente fraco, com poucos lances de emoção e forte desentrosamento. Ainda assim, Cássio e Ricardo Berna tiveram algum trabalho, nada porém que chamasse a atenção e emocionasse os 15 mil e tantos fanáticos que estiveram no Pacaembu. Não faltaram vaias no final, também mais para constar, porque as emoções estão reservadas para os duelos com Vasco e Boca Juniors.
O Fluminense venceu com gol de Leandro Euzébio, na metade do segundo tempo, e o resultado serve para animá-lo no desafio complicado contra os argentinos, que têm a vantagem de 1 a 0 obtida na semana passada. Ao Corinthians, restou a constatação de que Liedson ainda não está bem e que Douglas parece mais em forma.
Ok que seja começo de campeonato, com tempo suficiente para recuperação. Mas três pontos sempre são bem-vindos, pois podem pesar no final das contas. E, por falar em finanças: já que os clubes entregaram produto aquém do esperado (times reservas), por que não cobraram meia-entrada pra todo mundo? Seria justo e simpático.

O Chelsea e o Brasil

Palavra de Mano Menezes: a seleção que se pretende formar para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de Londres tem muito mais a ver com o estilo do Bayern do que com a vitória do Chelsea, na decisão da Liga dos Campeões. Não, é claro que nem Mano Menezes nem a CBF planejam a derrota. A frase do técnico foi dita horas antes da decisão e é fiel à verdade.

Na briga de estilos entre os times de posse de bola, como o Bayern e o Barcelona, e os de contra-ataque, como o Chelsea, há um motivo evidente para escolher os primeiros: "Além de ser nossa característica, vamos jogar uma Copa do Mundo em casa e é natural que os adversários nos obriguem a dar o ritmo das partidas'' diz Mano.
A seleção é só uma parte pequena do que o Brasil precisa apreender de finais europeias, como a de sábado. Na Europa, joga-se em espaços mais curtos, marca-se mais à frente - até mesmo o Chelsea -, obriga-se a construir jogadas em centímetros.
É difícil definir exatamente até que ponto os espaços nas partidas disputadas no Brasil são maiores do que os europeus por desatualização ou característica da nossa cadência. O fato é que quem atua no Brasileirão, como Dedé, Neymar e Lucas, e pode chegar ao Mundial, tem de saber como manter a bola sob domínio quando tiver milímetros para sair da marcação.
Como o Brasil, a Itália discutiu nos últimos meses se seu estilo ainda é viável, levando em conta o tipo de jogo vencedor dos anos recentes, usado pelo Barcelona - e pelo Bayern. A vitória do Chelsea, do catenaccio, mostra que ainda é possível manter velhas características de cada país. Desde que se saiba jogar no espaço de um lenço.

Musa do Esporte


Em jogo suspenso por duas vezes, Montpellier derrota o Auxerre e é campeão francês pela 1ª vez

A 38ª e última rodada do Campeonato Francês demorou a definir o campeão. A partida do líder Montpellier contra o já rebaixado Auxerre, fora de casa, foi suspensa por duas vezes no Estádio Abbé Deschamps com o placar em 1 a 1 por causa dos atos hostis da torcida mandante, que na volta do intervalo lançou bolas de tênis e tomates no campo e durante o segundo tempo atirou sinalizadores.

O Montpellier, porém, sabia que o empate já lhe daria o primeiro título nacional da história, pois o Paris Saint-Germain derrotou o Lorient por 2 a 1, fora de casa, e igualou em pontos na liderança: 79 a 79. No entanto, o time da capital tinha melhor saldo de gols (34 a 33) e torcia pela derrota do rival.
Atletas do Montpellier tiram bolas de tênis atiradas pela torcida do Auxerre
Atletas do Montpellier tiram bolas de tênis atiradas pela torcida do Auxerre
Crédito da imagem: Reuters
Mas o Montpellier fez a sua parte, ganhou por 2 a 1 e ficou pela primeira vez com o Campeonato Francês em seus 93 anos de história. O herói da conquista foi o nigeriano John Utaka, autor dos dois gols. O outro atacante do time, Olivier Giroud, terminou como artilheiro da competição com 21 gols ao lado do brasileiro Nenê, do Paris Saint-Germain.

No jogo em Lorient, que também foi parado ainda no início do primeiro tempo - torcedores do time mandante lançaram sinalizadores no gramado do Estádio Yves Allainmat -, Monnet-Paquet abriu o placar para os mandantes, mas Pastore e Thiago Motta viraram para o PSG.
Zagueiro brasileiro Hilton (4) celebra com companheiros um dos gols do campeão Montpellier
Zagueiro brasileiro Hilton (4) celebra com companheiros um dos gols do campeão Montpellier
Crédito da imagem: Reuters
As vagas na próxima Champions League já estavam garantidas a Montpellier, PSG e Lille, assim como Lyon e Olympique de Marselha estão classificados para a Europa League. A última vaga no segundo torneio mais importante da Europa ficou com o Bordeaux, que derrotou em confronto direto o Saint-Ettiene por 3 a 2 e terminou na quinta colocação da Ligue 1.

Além do Auxerre, foram rebaixados para a segunda divisão o Dijon, que tomou uma goleada de 5 a 0 do Rennes fora de casa, e o Caen, derrotado pelo Valenciennes por 3 a 1 como visitante.

Com time reserva e estreias, Santos não sai do zero contra o Bahia

Sem suas principais estrelas, o Santos deixou a desejar na estreia do Campeonato Brasileiro. Poupando Neymar, Ganso e companhia, o time da baixada ficou somente no empate sem gols contra o Bahia, neste domingo, no Pituaçu. De positivo, o técnico Muricy Ramalho pôde dar ritmo aos reservas e ainda promoveu diversas estreias: Galhardo, David Braz, Bernardo, Ewerton Páscoa e Gerson Magrão vestiram pela primeira vez a camisa do clube em uma partida oficial.

Sob muita chuva, que esvaziou o estádio baiano, as duas equipes fizeram um primeiro tempo de várias chances – todas desperdiçadas. A criatividade santista esbarrou no excesso de erros e no desentrosamento do time. O Bahia, que também atacou bastante, tentou se aproveitar da velocidade de seu jovem elenco nos contra-ataques. Sem Souza, o técnico Paulo Roberto Falcão deu uma chance a Ciro no time titular.

Na segunda etapa, em jogo mais aberto, os dois times criaram e perderam chances ainda mais claras de gol nos últimos minutos de jogo. Na principal delas, Felipe Anderson Lançou Borges e o atacante chutou à esquerda do gol, cara a cara com o goleiro Marcelo Lomba.

Renteria tenta livrar-se da marcação de Helder e Gerley em jogo feio no Pituaçu
Renteria tenta livrar-se da marcação de Helder e Gerley em jogo feio no Pituaçu
Crédito da imagem: Gazeta Press
As duas equipes dividem atenção com outras competições, e tentam reverter complicadas desvantagens: o Santos foi derrotado contra o Vélez Sarsfield, pela Libertadores, e faz o jogo de volta na Vila Belmiro, nesta quinta. O Bahia perdeu do Grêmio, na Copa do Brasil, e terá de buscar a classificação no Olímpico, também na quinta.

Pelo Brasileirão, o Santos volta a campo no próximo domingo, contra o Sport, na Vila Belmiro. No mesmo dia, o Bahia enfrenta o São Paulo, no Morumbi.

O Jogo
Atrapalhado pela chuva torrencial que atingia a cidade de Salvador durante todo o dia, o jogo começou com a bola pipocando muito nos pés dos atletas e com os times não conseguindo armar grandes jogadas de ataque. Recheado de estreias (cinco no total), o Santos visivelmente diminuiu o ritmo para tentar colocar os reforços no ritmo do jogo.

Os melhores lances santistas, por sinal, saíram dos pés de um contratado: o meia Bernardo, que treina há um bom tempo no CT Rei Pelé, mas ainda não havia tido a oportunidade de entrar em campo. Aos 11, ele levantou bola na cabeça de David Braz, que carimbou a trave. Na sequência, outro levantamento, só que para Bruno Rodrigo, que mandou na rede pelo lado de fora.

Na resposta, os baianos contavam com a velocidade do participativo Lulinha, que só pecava no excesso de passes errados. Em falta sofrida por ele quase na linha da grande área, Gerley bateu firme e exigiu boa defesa de Aranha.

Depois, no entanto, a empolgação pareceu ter diminuído e o nível da apresentação caiu drasticamente. Uma má notícia para o Santos foi a lesão de David Braz, que, antes do intervalo, saiu machucado com suspeita de um estiramento na coxa.

Na etapa final, com a diminuição da chuva, a expectativa era de que o embate melhorasse, mas isso acabou não ocorrendo. Desentrosado, o Santos seguia sem ameaçar. Mais inteiro, o time da casa abusava dos lances pela lateral e das bolas jogadas na área.

Na melhor das oportunidades, no entanto, Ciro recebeu na frente e bateu cruzado, mas parou em Aranha. Substituto do centroavante, Junior, pouco depois, recebeu e, de primeira, mandou forte. A bola passou por cima do gol.

No fim, Borges ainda teve duas chances para desempatar, mas errou o chute na primeira vez, mandando rente à trave, e depois parou em boa defesa de Marcelo Lomba, já nos acréscimos.

FICHA TÉCNICA:
BAHIA 0 X 0 SANTOS

Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 20 de maio de 2012, domingo
Horário: 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Assistentes: Bruno Boschilia e José Carlos Dias Passos (ambos do PR)
Público: 8.808 pagantes
Cartões Amarelos: Fabinho (Bahia); Bruno Rodrigo (Santos)

BAHIA: Marcelo Lomba; Fabinho, Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel, Helder, Gabriel e Morais (Magno); Lulinha (Zé Roberto) e Ciro (Júnior)
Técnico: Paulo Roberto Falcão

SANTOS: Aranha; Galhardo (Maranhão), Bruno Rodrigo, David Braz (Vinicius) e Léo; Ewerton Páscoa, Gérson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería (Alan Santos) e Borges
Técnico: Muricy Ramalho

Em primeiro jogo de Roth, Cruzeiro para em goleiro do Atlético-GO na estreia do Brasileiro

O Cruzeiro empatou em casa por 0 a 0 com o Atlético-GO neste domingo, no Parque dos Sabiás (Uberlândia), pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, ambas as equipes conquistaram seu primeiro ponto na competição.

O destaque do jogo foi o goleiro Roberto, do Atlético-GO, que salvou a equipe rubro-negra durante a partida, a primeira oficial de Celso Roth no Cruzeiro (ele assumiu após a saída de Vágner Mancini).

Na próxima rodada, o Cruzeiro visita o Náutico, enquanto o Atlético-GO recebe a Ponte Preta.
Montillo é puxado por adversário do Atlético-GO; Cruzeiro ficou no 0 a 0
Montillo é puxado por adversário do Atlético-GO; Cruzeiro ficou no 0 a 0
Crédito da imagem: Vipcomm
O jogo
Cruzeiro e Atlético-GO priorizaram uma partida movimentada nos instantes iniciais, porém deficiente na parte técnica e com muitos erros. Ao aproveitar um cochilo da zaga cruzeirense, o Atlético-GO criou a primeira grande oportunidade. Aos oito minutos, Bida escapou nas costas da defesa, esperou o momento certo para concluir, mas pegou errado na bola, que saiu do lado direito da meta de Fábio.

A defesa do Cruzeiro sofria com a confusão, principalmente pelo meio. Aos 18 minutos, Bida assustou novamente a torcida de Uberlândia. O chute do meio-campista parou em grande defesa de Fábio. Enquanto isso, os mineiros não conseguiam se acertar.

A partir dos 25 minutos, o Atlético-GO passou a pecar pelo excesso de preciosismo. A falta de objetividade atrapalhou o time na busca pela vantagem antes do intervalo. E, ainda por cima, quase sofreu o gol. Na melhor chance do Cruzeiro, aos 42 minutos, Everton chutou para a defesa de Roberto. Na sobra, Souza ainda acertou a zaga goiana.

É possível piorar?
No segundo tempo, Cruzeiro e Atlético-GO conseguiram apresentar um futebol ainda pior em relação aos 45 minutos iniciais. Celso Roth promoveu a entrada de Diego Renan na lateral direita, mas os donos da casa seguiram sem jogadas pelas pontas.

O primeiro lance de perigo da etapa final foi criado apenas aos 18 minutos, quando Souza alcançou a ponta direita e cruzou para a cabeçada de Wellington Paulista. Roberto fez uma defesa milagrosa e salvou o Atlético-GO.

O lance serviu para animar Celso Roth a colocar o Cruzeiro na frente, com a entrada do atacante Anselmo Ramon na vaga do meio-campista Everton. O Atlético-GO respondeu com a mesma moeda: o centroavante William substituiu Elias.

O Cruzeiro se soltou com a mudança e ficou mais perigoso. Quando dava a impressão que poderia alcançar o gol, Anselmo Ramon ajudou a afundar as esperanças mineiras. Aos 31 minutos, o atacante levou o cartão vermelho por reclamação, no último ato de um fraco empate por 0 a 0.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 0 X 0 ATLÉTICO-GO

Local:
Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG)
Data: 20 de maio de 2012 (domingo)
Horário: 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Marco Santos Pessanha (RJ)
Cartões amarelos: Everton e Amaral (Cruzeiro); Gilson (Atlético-GO)
Cartões vermelhos: Anselmo Ramon (Cruzeiro);

CRUZEIRO: Fábio; Marcos (Diego Renan), Alex Silva (Victorino), Léo e Marcelo Oliveira; Amaral, Charles, Everton (Anselmo Ramon) e Souza; Montillo e Wellington Paulista
Técnico: Celso Roth

ATLÉTICO-GO: Roberto; Joílson, Gilson, Paulo Henrique e Ernandes; Pituca, Marino (Juninho), Fernando Bob e Bida; Elias (William) e Diogo Campos (Felipe)
Técnico: Adílson Batista

Em jogo de cores trocadas, mistão do Vasco bate o Grêmio na estreia do Brasileiro

Com a cabeça voltada para a Libertadores, o Vasco mandou a campo um time misto neste domingo, mas pode comemorar uma vitória na estreia do Brasileiro. Diante do Grêmio, os titulares Fellipe Bastos e Alecsandro resolveram, e o ‘expressinho’ vascaíno saiu de campo com um triunfo por 2 a 1. O volante Fernando marcou para o time gaúcho.

Apesar da derrota, o Grêmio não jogou mal. O time gaúcho conseguiu aproveitar a falta de entrosamento do rival, criou boas chances e até teve a oportunidade de empatar, mas parou nas mãos de Fernando Prass, que defendeu um pênalti cobrado por Marcelo Moreno.

A grande curiosidade de jogo ficou por conta dos uniformes. Mesmo jogando em casa, o Vasco optou pela terceira camisa e jogou de azul, cor do rival Grêmio. Por outro lado, o time gaúcho foi obrigado a vestir o branco, cor do rival Vasco.

As duas equipes mudam o foco agora. O Vasco passa a pensar no duelo de volta contra o Corinthians, pelas quartas de final da Libertadores. O jogo será na quarta-feira, no Pacaembu, e o time carioca precisa ao menos de um empate com gols para avançar. A situação do Grêmio é melhor. Diante do Bahia, os gaúchos jogam em casa e podem até perder por um gol na quinta-feira para passar à semifinal da Copa do Brasil.

Pelo Brasileiro, o Vasco volta a campo no sábado, quando viaja para São Paulo para enfrentar a Portuguesa. Já o Grêmio recebe o Palmeiras no domingo.

Vasco atuou de azul neste domingo contra um Grêmio que foi a campo de branco
Vasco atuou de azul neste domingo contra um Grêmio que foi a campo de branco
Crédito da imagem: Divulgação

O jogo - O Vasco começou a partida tentando impor o domínio tentando se fazer valer do mando de campo. No entanto, o Grêmio logo impôs seu melhor toque de bola e criou a primeira boa chance do confronto, aos nove minutos. Após contra-ataque, a bola foi cruzada para Miralles, que chutou mal. Os visitantes se animaram com o lance e quase abriram o placar dois minutos depois com Marco Antônio, mas o meia foi travado por Renato Silva no momento da finalização.

O Grêmio aproveitava a falta de entrosamento dos vascaínos e chegava com facilidade ao campo de ataque. Tanto que aos 15 minutos André Lima recebeu a bola dentro da área e rolou para trás para a chegada de Marquinhos. No entanto, o meia chutou mal, em cima de Fernando Prass, que não teve dificuldade em fazer a defesa. Depois disso, o Vasco melhorou na marcação e conseguiu chegar com perigo pela primeira vez, aos 19. William Barbio fez boa jogada individual, mas chutou por cima do gol de Victor.

A jogada animou os cruz-maltinos, que não demoraram muito para abrir o placar, aos 22 minutos. Fellipe Bastos cobrou falta rasteira sem chance para Victor, que pulou, mas não conseguiu chegar na bola.
Os gremistas não se abateram com o revés e logo chegaram ao empate. Aos 25 minutos, Rondinelly, que havia acabado de entrar, rolou para Fernando na entrada da área. O volante acertou belo chute rasteio no canto de esquerdo de Fernando Prass, que se esticou, mas viu a bola ir para a rede.

Depois do empate, o confronto ficou equilibrado, com as duas equipes buscando o ataque. O Vasco tinha mais a posse de bola e o Grêmio tentava encaixar os contra-ataques. No entanto, ambas tinham dificuldade em criar boas chances de gol. Nos minutos finais, o panorama seguiu sendo o mesmo até o intervalo.

Vasco atuou de azul neste domingo contra um Grêmio que foi a campo de branco
Vasco atuou de azul neste domingo contra um Grêmio que foi a campo de branco
Crédito da imagem: Divulgação
No segundo tempo, o Vasco veio modificado com as entradas de Juninho Pernambucano e Alecsandro. Nos primeiros minutos, os cruz-maltinos ainda tentaram chegar ao ataque, mas erravam muitos passes. O Grêmio aproveitou para quase virar aos sete minutos. Miralles foi lançado, mas chutou por cima do gol de Fernando Prass.

Aos poucos, o Grêmio melhorou e passou a ter o domínio do jogo. No entanto, os visitantes não conseguiam levar perigo aos donos da casa. Mesmo com dificuldade na parte ofensiva, foi o Vasco que marcou novamente. Aos 23 minutos, Juninho Pernambucano cruzou e Alecsandro apareceu livre para cabecear para a rede de Victor.

O gol animou os cruz-maltinos, que por pouco não aumentaram a vantagem aos 25 minutos. Em contra-ataque rápido, Carlos Alberto tabelou com Alecsandro e chutou para grande defesa de Victor. A resposta dos gremistas veio três minutos depois quando Marcelo Moreno recebeu na área e chutou para grande defesa de Fernando Prass. Só que no rebote, Miralles finalizou para fora.

O Grêmio partiu para cima em busca do empate e quase conseguiu aos 35 minutos. Renato Silva cabeceou na própria mão e o árbitro marcou pênalti. Só que na cobrança, Marcelo Moreno viu Fernando Prass acertar o canto e defender sua cobrança.

Nos minutos finais, o Grêmio quase empatou com Marcelo Moreno, que cabeceou uma bola rente a trave esquerda de Fernando Prass. Os vascaínos se seguraram como puderam e conseguiram sair de campo com a vitória.

Acabou a invencibilidade de Cássio no gol corintiano. O goleiro pediu para entrar em campo neste domingo, foi vazado pela primeira vez com a camisa alvinegra e viu o Corinthians perder para o Fluminense por 1 a 0 em duelo de reservas na estreia do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Leandro Euzébio marcou o único gol da partida.

eliminação na Libertadores não desestabilizou o Internacional no Campeonato Brasileiro. Pelo contrário. Na estreia da competição nacional, neste domingo, a torcida colorada lotou o Beira-Rio no duelo contra o Coritiba e o time, mesmo desfalcado, correspondeu em campo: sem sustos, venceu por 2 a 0 e começou com o pé direito.

No primeiro tempo, o Inter partiu para cima e, sem dar espaço para o Coritiba nos contra-ataques, abriu boa vantagem. Leandro Damião marcou o primeiro em linda jogada: após rebote da defesa, invadiu a área driblando o marcador e chutou forte, no fundo da rede.

O segundo gol também teve participação do jogador. Damião tabelou com Dátolo e rolou para Dagoberto ampliar a vantagem. No segundo tempo, o Inter seguiu melhor no jogo, mas tirou o pé e contentou-se com a vantagem contruída no primeiro tempo. O meia Oscar também foi destaque, e distribuiu boas jogadas no ataque colorado.

Damião e Dagoberto comemoram durante a vitória do Internacional
Damião e Dagoberto comemoram durante a vitória do Internacional
Crédito da imagem: Agência Estado
O Coritiba do técnico Marcelo Oliveira chegou a melhorar perto do fim, mas não teve forças para empatar e agora pensa na Copa do Brasil. No jogo de ida contra o Vitória, nas quartas de final, empatou sem gols e decide em casa a classificação, nesta quarta-feira.

No próximo sábado, o Internacional enfrenta o Flamengo, às 18h30, no Engenhão, pela segunda rodada. No domingo, o Coritiba também volta a campo pelo Brasileirão e recebe o Botafogo, às 16h, no Couto Pereira.

O jogo – Aproveitando o fato de jogar em casa e de atuar contra um Coritiba que poupou alguns titulares pensando na Copa do Brasil, o Internacional foi para cima em busca da vitória. Logo aos três minutos, criou a primeira chance: Dátolo escapou pela esquerda e cruzou para Leandro Damião, que serviu Dagoberto dentro da área. O camisa 20 colorado, no entanto, não conseguiu a conclusão.

A intensa movimentação do trio de meias formado por Oscar, Dátolo e Dagoberto era o grande trunfo do Inter. Trocando constantemente de posição, eles confundiam a marcação do Coxa. O primeiro gol, porém, surgiu em uma iniciativa de Leandro Damião: aos oito minutos, ele venceu a zaga na base da insistência, deu uma meia-lua curta em Emerson e ficou de frente para estufar as redes de Vanderlei: golaço, Inter 1 a 0.

O Internacional seguiu com maior posse de bola, mas parou de criar chances. Através de bons contra-golpes puxados por Lincoln e Renan Oliveira, o Coritiba cresceu no jogo. Aos 14, o lateral Gil apoiou bem e tocou para Renan Oliveira chutar por cima. Aos 28, Júnior Urso tentou um cruzamento e quase surpreendeu Muriel, que defendeu firme.

Quando o Coxa começava a gostar do jogo, o Inter fez outro golaço: aos 37, Dátolo achou Dagoberto na área. Ele tocou para Damião, que fez a parede, e recebeu de volta, chutando de primeira, no cantinho de Vanderlei: 2 a 0. O Coxa marcou aos 39, com Everton Costa, mas a arbitragem assinalou impedimento. O atacante paranaense parecia mesmo um pouco adiantado.

Marcelo Oliveira fez duas substituições para o intervalo: retirou Anderson Aquino e Willian para colocar Everton Ribeiro e Sérgio Manoel, o que deu maior liberdade para Renan Oliveira, um dos bons nomes da primeira etapa, chegar mais à frente. A primeira boa chance, porém, foi gaúcha: aos sete, Oscar lançou Damião, que ganhou na velocidade de Démerson e, mesmo desequilibrado, deu um toque na saída de Vanderlei. A bola mansamente foi à linha de fundo, quase entrando.

Com a tentativa do Coxa de propor o jogo, sobrava mais espaço para o Inter contra-atacar, algo raro no primeiro tempo. Aos 13, Dátolo puxou jogada em alta velocidade e serviu Oscar, que chutou para fora. Cinco minutos depois, o Coritiba quase descontou: Lincoln recebeu de Everton Ribeiro, driblou Rodrigo Moledo e arrematou para boa espalmada de Muriel.

Sem conseguir agredir o Inter, Marcelo Oliveira tirou Renan Oliveira e colocou Marcel, deixando o Coritiba num 4-3-3. Mas, com ainda mais espaços, o time gaúcho seguia mais perigoso: aos 32, Elton recebeu de Dagoberto na cara do gol, limpou o goleiro, mas nem chutou, nem cruzou, jogando a bola pela linha de fundo e perdendo uma chance incrível. Seis minutos depois, João Paulo quase fez um gol olímpico, cobrando escanteio no primeiro pau e obrigando Vanderlei a boa defesa. Aos 39, Leandro Damião recebeu de Oscar e chutou no travessão.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2 x 0 CORITIBA
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 20 de maio de 2012, domingo
Horário: 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e José Maciel Linhares (ES)
Público: 22.039
Cartão amarelo: Dátolo, Leandro Damião, Dagoberto e Oscar (Internacional); Lucas Mendes, Lincoln e Emerson (Coritiba)

Gols:
INTERNACIONAL: Leandro Damião, aos 8, e Dagoberto, aos 37 minutos do primeiro tempo

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Guiñazu, Elton, Oscar, Dátolo (João Paulo) (Bolatti) e Dagoberto (Marcos Aurélio); Leandro Damião.
Técnico: Dorival Júnior

CORITIBA: Vanderlei; Gil, Emerson, Démerson e Lucas Mendes; Willian (Sérgio Manoel), Júnior Urso, Renan Oliveira (Marcel) e Lincoln; Everton Costa e Anderson Aquino.
Técnico: Marcelo Oliveira

Cássio toma o primeiro gol, e Fluminense vence o Corinthians em duelo de reservas

Acabou a invencibilidade de Cássio no gol corintiano. O goleiro pediu para entrar em campo neste domingo, foi vazado pela primeira vez com a camisa alvinegra e viu o Corinthians perder para o Fluminense por 1 a 0 em duelo de reservas na estreia do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Leandro Euzébio marcou o único gol da partida.

Com compromissos no meio da semana pela Libertadores, Corinthians e Fluminense mandaram a campo times recheados de reservas, e acabaram travando um jogo morno no Pacaembu. O time alvinegro até atacou mais vezes, mas os cariocas foram bem mais efetivos nas poucas chances que tiveram.

O gol acabou saindo justamente na especialidade de Cássio, a bola aérea. Após cobrança de Marco Júnior pela esquerda, Leandro Euzébio subiu muito mais que o lateral-esquerdo Ramon e cabeceou forte no segundo pau.

O goleiro alvinegro assumiu a titularidade após as falhas de Júlio César nas quartas do final do Paulista e ainda não havia tomado gols (foram três jogos em sequência – dois contra o Emelec e um contra o Vasco – e um quando ainda era reserva – contra o XV de Piracicaba, no Paulista).

Após estrearem no Brasileiro, os dois times mudam o foco agora e passam a pensar na Libertadores. O Corinthians volta ao Pacaembu na quarta-feira para enfrentar o Vasco – na ida, 0 a 0 em São Januário. No mesmo dia, o Flu precisa reverter a vantagem de 1 a 0 conseguida pelo Boca Juniors na Argentina.

Pelo Campeonato Brasileiro, os dois jogam apenas no próximo domingo. O Corinthians vai até Minas Gerais para enfrentar o Atlético-MG, enquanto o Fluminense recebe o Figueirense.
Leandro Euzébio aproveitou uma falha de Ramón e marcou o único gol do jogo
Leandro Euzébio aproveitou uma falha de Ramón e marcou o único gol do jogo
Crédito da imagem: Photocamera
O jogo
O confronto opunha os dois últimos campeões brasileiros – o Corinthians ficou com o título em 2011, e o Fluminense venceu no ano anterior –, mas tinha o brilho apagado pela disputa paralela da Copa Libertadores. Os dois times guardaram seus principais atletas para os jogos de volta do torneio sul-americano, no meio de semana, e foram a campo neste domingo com formações reservas.

O Corinthians adiantou a marcação, como Tite faz com o elenco principal, mas a pressão inicial se limitou a bolas levantadas à área, não aproveitadas pelos atacantes. Já o Fluminense, nos poucos momentos que conseguiu deixar o campo de defesa, errou considerável número de passes.

A melhor chance de gol da equipe da casa foi desperdiçada aos 32 minutos, quando Willian recebeu cruzamento de Douglas à frente de Berna e desviou com pouca força, facilitando o trabalho do goleiro.

O Fluminense também assustou Cássio antes do intervalo, ainda aos 14 minutos, quando o meio-campo alvinegro bobeou e permitiu envolvente contra-ataque. Após rápida troca de passes, o atacante Matheus Carvalho recebeu no bico esquerdo da área e concluiu a gol com um forte arremate, espalmado pelo arqueiro corintiano no canto direito.

No segundo tempo, o Fluminense voltou menos ansioso e com Jean no lugar de Lanzini. A partida ficou mais franca e equilibrada, mas a primeira boa chance de tirar o zero do placar foi corintiana. Willian fez desarme no meio-campo e entregou para Douglas. O meia entrou na área pelo lado esquerdo e chutou rasteiro. A bola acertou a trave e ainda tocou nas costas de Berna antes de ser agarrada pelo arqueiro.

O Fluminense, embora também não fizesse grande partida, foi quem abriu o marcador. Após escanteio cobrado pelo lado esquerdo, o zagueiro Leandro Euzébio subiu mais do que a defesa adversária e cabeceou à direita de Cássio. Foi o primeiro gol sofrido por ele após 431 minutos em campo (sem contar os acréscimos).

O Corinthians então partiu como pôde para frente – Tite até colocou os atacantes Elton e Adilson para ajudar Liedson –, mas esbarrou na própria falta de técnica e sofreu o terceiro revés na temporada – perdeu também para Santos e Ponte Preta, no Campeonato Paulista.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0 X 1 FLUMINENSE

Local:
Estádio Pacaembu, em Sâo Paulo (SP)
Data: 20 de maio de 2012, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Assistentes: Altemir Hausmann e José Chaves Filho (ambos do RS)
Cartões amarelos: Ramon, Douglas (Corinthians); Matheus Carvalho, Rafinha (Fluminense)
Gol: FLUMINENSE: Leandro Euzébio, aos 26 minutos do segundo tempo
Público: 14.791 pagantes
Renda: R$ 419.729,00

CORINHIANS: Cássio; Welder, Antonio Carlos, Marquinhos e Ramon; Willian Arão (Adilson), Ramírez e Douglas; Gilsinho (Elton), Willian e Liedson. Técnico: Tite

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Wallace, Wellington Carvalho, Leandro Euzébio e Carleto; Digão, Fábio Braga (Rafinha) e Lanzini (Jean); Matheus Carvalho (Carlinhos), Marcos Júnior e Samuel. Técnico: Leomir de Souza (auxiliar)

Cuca confirma a contratação de Jô pelo Atlético-MG

Após a vitória sobre a Ponte Preta, na estreia pelo Campeonato Brasileiro 2012, o técnico Cuca, do Atlético-MG, anunciou a contratação do atacante Jô, afastado no Internacional, por conta de problemas disciplinares. Segundo o comandante, a informação foi passada a ele por Alexandre Kalil, presidente do Galo, mas os detalhes da negociação não foram revelados pelo técnico.

No clube gaúcho desde 2011, Jô, que marcou seis gols em 36 jogos pelo time colorado, não fazia mais parte dos planos do técnico Dorival Júnior, já que o jogador havia tido dois casos de indisciplina nos últimos dois meses. O mais recente aconteceu após a eliminação frente ao Fluminense, pela Copa Libertadores.

Junto de Jajá, o centroavante saiu com amigos no Rio de Janeiro na madrugada de quinta para sexta-feira e não voltou com a delegação do clube para o hotel. A dupla apenas se apresentou na manhã de sexta, fato que incomodou a diretoria colorada. Embora tenha decidido negociar Jô, Jajá ainda terá uma nova oportunidade no elenco gaúcho.

O atacante interessava, também, ao Palmeiras. Após o empate com a Portuguesa, nesse sábado, o gerente de futebol alviverde, César Sampaio, disse que o nome do jogador foi cogitado após uma conversa entre o presidente do Verdão, Arnaldo Tirone, e o mandatário do Inter, Giovanni Luigi.

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Jô causou diversos problemas disciplinares durante pela passagem pelo Internacional
Crédito da imagem: Divulgação
A vinda do ex-corintiano, porém, não era um pedido do técnico Luiz Felipe Scolari, que recentemente entregou uma lista com possíveis reforços ao time do Verdão. Por isso, Sampaio havia dito que precisaria “analisar com carinho” a situação do atacante.

No Galo, Jô terá grande concorrência no setor de ataque. O time do técnico Cuca já conta com: André, Guilherme, Neto Berola, Wesley, Danilinho, Paulo Henrique e Henrique.