quarta-feira, 16 de maio de 2012

Chelsea fechado na defesa, agora contra o Bayern. Você apostaria nisso?

Time quase imbatível, rei da posse de bola, o Barcelona caiu duas vezes nas três últimas semifinais da Liga dos Campeões. E em três desses quatro jogos, o segundo contra a Internazionale em 2010 e os dois confrontos diante do Chelsea neste ano, os catalães foram parados por fortes sistemas defensivos. Curiosamente ao superarem Messi e companhia, os algozes do Barça se classificaram para decisões com o Bayern Munique.

Há dois anos a Inter dirigida por José Mourinho não foi apenas uma equipe retrancada diante do Barcelona. Em Milão saiu pro jogo, agrediu, atacou, fez 3 a 1. No Camp Nou, quando se viu com 10 homens ainda no primeiro tempo, se fechou, defendeu a vantagem construída em San Siro. Bem diferente do Chelsea, que admitiu a evidente, clara superioridade barcelonista. E formou um ferrolho que deixaria orgulhosos de Helenio Herrera a Milton Buzzeto.

Na decisão de 2010, em Madri, o Bayern não encontrou uma Internazionale retrancada. Perdeu para um time que até esperou os bávaros e contra-atacou de maneira mortal, apoiado num inspiradíssimo Diego Milito. Mas aquilo não era retranca. E agora? A finalíssima não será em território neutro como a cancha espanhola de dois anos atrás, mas em solo alemão, em Munique, na casa do Bayern, cujo técnico parece propenso a ousar.

Jupp Heynckes tem desfalques na defesa e em sua proteção, com as ausências dos suspensos, Badstuber (zagueiro), Alaba (lateral-esquerdo) e Luís Gustavo (volante). Para o lugar do brasileiro já sinalizou com a ideia de recuar Tony Kross para formar dupla de volantes com Schwesteiger, entrando Thomas Müller entre Ribery e Robben. Formaria, assim, o quinteto de meia-cancha no que seria um ofensivíssimo 4-2-3-1.

Diante de tal possibilidade veremos um Chelsea tão trancado quanto nos cotejos com o Barcelona? Há diferenças evidentes. Os catalães trocam passes mais pacientemente, não vão tanto à linha de fundo, evitam os chuveirinhos e parecem envergonhados quanto têm a chance do arremate de média ou longa distância. Os bávaros fazem tudo isso, seu estilo é menos vistoso, mais veloz, incisivo.

O Chelsea vai se prevenir, se defender, se fechar, creio. Mas não tanto como fez diante do Barça. E você, o que espera ver na decisão de sábado?
Messi é cercado por Terry, Mikel e Ashley Cole durante o jogo no Camp Nou
Messi é cercado por Terry, Mikel e Ashley Cole durante o jogo no Camp Nou
Crédito da imagem: Reuters

terça-feira, 15 de maio de 2012

Celso Roth é novo treinador do Cruzeiro, para o Brasileirão

Celso Roth é o novo treinador do Cruzeiro. Em reunião em Belo Horizonte ficaram acertadas as bases salariais e o tempo de contato, até dezembro deste ano. O anúncio será feito na tarde desta terça-feira, em Minas.

Roth vai ganhar um pouco menos do que recebia no Grêmio, seu último clube. Mas receberá mais do que Vágner Mancini tinha como salário em sua passagem de oito meses pela Toca da Raposa.

É a terceira vez que Roth trabalha em Belo Horizonte. Ele foi treinador do Atlético Mineiro nos Brasileiros de 2003 e 2009.

São as duas melhores campanhas do Galo nos Campeonatos Brasileiros de pontos corridos. Em ambas, o Atlético terminou em sétimo lugar. Em ambas, Roth deixou o cargo antes do final do contrato.

Em 2009, liderou oito rodadas como treinador do Atlético.
Celso Roth trabalhou por duas vezes no Atlético e retorna a Minas
Celso Roth trabalhou por duas vezes no Atlético e retorna a Minas
Crédito da imagem: Agência Estado

Seleção Brasileira conhece mais adversários dos Jogos de Londres

A seleção brasileira masculina conheceu mais três adversários nos Jogos Olímpicos de Londres: Itália, Estados Unidos e Argentina. Os italianos mostraram ter uma seleção de “chegada”. Não tiveram atuações brilhantes, especialmente na primeira etapa do Pré-Olímpico Europeu.
Mas deram “o bote” na hora certa tanto na semifinal diante da Sérvia como na decisão frente a Alemanha, que havia derrotado a Bulgária na outra semifinal. Já a Argentina não teve muito trabalho no torneio sul-americano e passou fácil por todos os adversários.
Os Estados Unidos também não tiveram tanto trabalho assim no torneio da Norceca, que reúne as Américas do Norte e Central, e derrotaram canadenses e cubanos. Agora, oito seleções já garantiram vaga em Londres: Brasil, Rússia e Polônia pela Copa do Mundo e a anfitriã Grã Bretanha.
Além da Tunísia, representante africana e os classificados nos pré-olímpicos continentais: Itália, Estados Unidos e Argentina. A Federação Internacional divulgou na manhã dessa segunda-feira as seleções participantes dos pré-olímpicos mundiais que definem as últimas quatro seleções que estarão nos Jogos Olímpicos.
Um dos torneios será em Tóquio, no Japão e definirá, além do representante asiático, mais uma seleção classificada. Participam desse torneio: Japão, China, Coréia, Austrália, Irã, do técnico Julio Velasco, Sérvia, Venezuela e Porto Rico.
A Alemanha será sede do outro Pré-Olímpico que terá, além dos donos da casa, República Tcheca, Cuba e Índia. E a Bulgária, que herdou a sede italiana e receberá em Sofia as seleções Egito, França e Paquistão. A fórmula de disputa é: todos contra todos e o campeão vai a Londres.
Os três torneios acontecem no começo do mês de junho. Portanto, as cartas já estão na mesa e, independentemente dos classificados, Brasil, Rússia, Estados Unidos e Polônia são as minhas seleções favoritas para voltar com medalha dos Jogos. Itália e Argentina correm por fora e também podem surpreender.
No torneio feminino, a seleção brasileira fez a sua parte, derrotou todos os adversários sem perder sets no pré-olímpico Sul-Americano que aconteceu em São Carlos, interior paulista, e também carimbou seu passaporte para Londres.
Os canais ESPN transmitem os Jogos Olímpicos de Londres e estou esperando você, fã de esportes, para acompanharmos juntos esse grande evento esportivo e torcermos juntos para as nossas duplas na praia e as seleções na quadra.

VÍDEO: Romário não condena Marin por análise prévia de convocações: 'Sempre aconteceu'

Sucessor de Ricardo Teixeira na CBF, José Maria Marin não tem evitado o contato com a imprensa – pelo contrário, o novo presidente da entidade tem mantido boa relação com a mídia. Mas uma medida adotada pelo mandatário foi alvo de críticas: Marin afirmou que gostaria de ver as listas de convocados por Mano Menezes 48 horas antes de o treinador anunciá-la.

Para Romário, a postura de Marin não deve ser condenada. Pelo contrário, o ex-jogador até vê méritos na atitude do presidente da CBF que, segundo ele, deixa clara uma realidade existente em todo o mundo. Segundo o ex-jogador, a prática é comum em clubes e seleções de todo o mundo.

“Na minha cabeça, isso sempre aconteceu no futebol mundial. Infelizmente, quem conhece pouco dos bastidores e ouve isso, se assusta. Mas nós, que já vivemos há alguns anos no futebol, sabemos que isso sempre aconteceu, seja em clubes ou seleções. Uns 10 dias ou uma semana antes, os presidentes sempre tiveram noção de quem seria convocado. Então, quando o presidente põe isso em público está bem correto e tem que ser assim mesmo”, disse Romário em participação no Juca Entrevista Especial – o programa vai ao ar às 21 horas de sábado (19).



Veja um trecho do Juca Entrevista com Romário
Para Romário, o nível de interferência de Marin nas listas de Mano Menezes é algo que diz respeito à relação entre ambos. Nas palavras do hoje deputado federal, o treinador possivelmente aceitou a condição.

“O atual presidente não colocou o treinador lá, o Mano já estava no cargo quando ele assumiu. Eu acredito que deve ter havido uma conversa e o presidente colocou: vai ser assim, quer? E, pelo que parece, ele (Mano) quis, porque continua aí. Para mim, parece pra mim justo que o presidente, que é quem manda e paga o salário, falar se acha ou não que fulano deve ser chamado. Agora, depende do treinador, aceitar ou não”, afirmou.

A promessa de Teixeira – A interferência de dirigentes em convocações tanto não é novidade que, em 2002, Ricardo Teixeira pediu ao treinador Luiz Felipe Scolari que levasse Romário para a Copa do Mundo, disputada na Coreia do Sul e no Japão.

“No final, o resultado acabou mostrando que ele tinha razão”, disse Romário no Juca Entrevista. Questionado sobre o que faria com um treinador que não obedece a uma ordem superior, o ex-atacante não teve dúvidas.

“Eu, como presidente, se peço pra não convocar, e ele convoca, no dia seguinte eu demito”, afirmou o Baixinho. Depois, ele admitiu que talvez Teixeira não tenha dito a Felipão o mesmo que disse a ele, Romário.

“O Ricardo Teixeira apertar a minha mão e falar que eu vou para a Copa do Mundo é uma coisa, mas não sei o que foi conversado com o Felipão”, disse.

A importação de técnicos pelo país do futebol

Sempre que o futebol brasileiro vai mal - ou parece ir mal - aparece alguém a sugerir que contratemos técnicos estrangeiros para pôr ordem na casa. A sugestão não se restringe aos limites dos clubes. Fala-se mesmo em abrir uma porta para que, pela primeira vez na História, a seleção brasileira seja entregue a um professor lá de fora. Valerá a pena? Será que nossos craques jogarão mais ou melhor com um deles do que com Mano Menezes? Em que Pep Guardiola, por exemplo, poderia nos ajudar?

A história não é nova. Quando ia completar dez anos sem ganhar o Campeonato Carioca, na transição do amadorismo para o profissionalismo, o Flamengo mandou buscar em Viena o húngaro Dori Kruschner, cuja única contribuição importante ao futebol brasileiro seria a de trazer para cá o então moderno WM. Pela mesma época, o Fluminense andou recorrendo a técnicos uruguaios (Hector Cabelli, Carlos Carlomagno, Ondino Viera) convencido de que, nascidos num país que ganhara duas Olimpíadas e uma Copa do Mundo, eles sabiam mais que qualquer brasileiro. Depois, Botafogo e Vasco, para nos limitarmos a clubes do Rio, também importaram seus 'coaches'.

Na seleção brasileira, sempre houve certo pudor quanto a entregá-la a um comando estrangeiro. Como se, com isso, estivéssemos tingindo as cores verde e amarela de nossa Pátria em calções e chuteiras. Ma foi só perdermos duas Copas do Mundo seguidas, as de 1950 e 1954, para chegarmos à conclusão de que só um feiticeiro importado nos levaria ao título em 1958. E que maior feiticeiro havia se não o paraguaio Fleitas Solich, a quem a nação rubro-negra idolatrava? Solich realmente ajudara o Flamengo a ganhar seu segundo tricampeonato (1953-1954-1955), depois de tentativas meio bizarras do clube para encontrar o substituto de Flávio Costa (entre elas, a de Togo Renan Soares, o Kanela, técnico de basquete, e Cândido de Oliveira, um português). Foi assim que o nome do paraguaio apareceu como forte candidato a dirigir a seleção na Suécia, o que foi abandonado em nome do tal pudor. No caso, para sorte da seleção.

Não por pudor, nem por posições xenófobas, muito menos por achar que temos os melhores treinadores do mundo, devemos olhar com muita cautela as soluções salvadoras que apontam para a importação de ideias, filosofias, métodos de trabalho como solução para o futebol brasileiro. Se este vai mal? ou parece ir mal ? as causas hão de estar mais dentro do campo do que na boca do túnel. A expressão é antiga, reconheço, porém o lugar é mais definidor do papel do técnico do que o atual quadrilátero onde ele atua na lateral do campo. Porque o túnel era ou ainda é o espaço que liga o vestiário (o lado de fora) ao campo (onde tudo acontece). Os limites de quem comanda são estes.

Até ali, ideias, filosofias e métodos de trabalho do técnico talvez funcionem. Dali para dentro do campo, é nos pés do craque que a bola rola.

Parece-me que o que falta ao futebol brasileiro, hoje, é justamente a quantidade de craques como nos tempos em que a seleção não se formava com ampla maioria de ?estrangeiros?. Quer dizer, craques brasileiros jogando em outros países. Tempos em que Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, São Paulo, Vasco da Gama (sempre citados alfabeticamente), ou o Santos da era pré-Neymar, conseguiam formar grandes times, independentemente da nacionalidade de quem os dirigia. O curioso em tudo isso é que os que hoje sugerem a contratação de técnicos de fora para salvar o futebol brasileiro são o mesmos que vivem clamando para que o futebol brasileiro volte a se abrasileirar.

Expulsões, impedimento e 'entrega': jornal levanta suspeitas sobre o rebaixamento na Espanha

Com gols nos últimos minutos em três partidas, não faltou emoção na briga contra o rebaixamento no Campeonato Espanhol. O roteiro dramático dos jogos que salvaram Granada, Rayo Vallecano e Zaragoza, e decretaram a queda do Villarreal à segunda divisão, contudo, não conseguiu esconder diversas polêmicas entre os envolvidos na luta contra o descenso. Em vídeo publicado em seu site, o jornal ‘As’ levantou suspeitas sobre os resultados finais da parte de baixo da Liga.

O cenário a cinco minutos do fim da 38ª rodada ia rebaixando o Rayo Vallecano, que apenas empatava em casa contra o Granada, e salvando Zaragoza - que vencia o Getafe - e Villarreal - que segurava o 0 a 0 contra o Atlético de Madri. Instantes mais tarde, porém, tudo mudou com um gol de Tamudo, para o Rayo, e uma cabeçada certeira de Falcao García, no El Madrigal. Além disso, Postiga fez mais um para o Zaragoza e selou a permanência de sua equipe.

A maior polêmica ficou reservada para o Estádio de Vallecas, já que o gol salvador do time da casa foi marcado em posição irregular. Aos 48 minutos, após sobra da zaga, Michu finalizou no travessão e, na sobra, Tamudo, muito a frente do último homem da defesa do Granada, cabeceou para o gol vazio, fazendo 1 a 0 para o Rayo Vallecano. O detalhe é que, já no lance anterior, dois jogadores dos anfitriões estavam em impedimento.

Para apimentar ainda mais as polêmicas da partida, após o jogo, Michu admitiu que pediu para os jogadores do Granada deixarem o Rayo marcar o gol da vitória, já que, mesmo em uma eventual derrota, os visitantes se salvariam. “Quando fiquei sabendo do gol do Atlético de Madri, avisei a um jogador do Granada, não me lembro quem. Disse que, com a derrota do Villarreal, eles se salvavam de qualquer forma”, disse o meio-campista espanhol.

O gol a que Michu se refere foi marcado por Falcao García, definindo 1 a 0 para o Atlético de Madri sobre o Villarreal. Dentro das quatro linhas, não houve nada de ‘anormal’ no jogo, mas fora dele, imagens da emissora ‘La Sexta’ mostram uma discussão entre o vice-presidente da equipe amarela, José Manuel Llaneza, e Godín, ex-jogador do clube, atualmente no Atlético. Na imagens, o dirigente chama o uruguaio de sem vergonha, supostamente, por não ter facilitado as coisas para o ex-clube.

Após a queda do Villarreal, o lateral da equipe Angel López também falou sobre coisas ‘raras’ que aconteceram na derradeira rodada do Espanhol. O exemplo dado pelo atleta aconteceu na vitória por 2 a 0 do Zaragoza, fora de casa, sobre o Getafe, que definiu a permanência dos visitantes. Já sem pretensões na Liga, os anfitriões tiveram três jogadores expulsos. Uma dessas, logo aos 25 minutos de jogo, após Pablo Sarabia cometer falta e se descontrolar contra a arbitragem.

Os outros jogadores que receberam o cartão vermelho do árbitro Jose Antonio Teixeira foram Miguel Torres e Fedor. O primeiro recebeu seu segundo amarelo após pôr a mão na bola e cometer o pênalti que abriu o placar para o Zaragoza, enquanto o atacante venezuelano, já no fim da partida, fez falta dura e foi colocado para fora de maneira direta. Nesse caso, o ‘As’ não questiona as expulsões, mas porque os jogadores do Getafe entraram tão nervosos em uma partida que pouco valia para o time.

Confira como ficou a parte de baixo da tabela do Campeonato Espanhol:
15. Rayo Vallecano - 43
16. Real Zaragoza - 43
17. Granada - 42
18. Villarreal - 41
19. Sporting Gijón - 37
20. Racing Santander - 27

Barrichello revela dificuldade em acerto para as 500 Milhas de Indianápolis

O brasileiro Rubens Barrichello admitiu que está tendo dificuldades para realizar o acerto do seu carro para as 500 Milhas de Indianápolis. No último domingo, o piloto da KV completou 39 voltas no circuito norte-americano e terminou o segundo dia de treinos livres apenas na 26ª colocação.

"O dia foi um pouco diferente. Logo de cara conseguimos melhorar a velocidade do carro, mas desde então a cada mudança que fazíamos o carro não reagia como esperado", afirmou Barrichello, que marcou 41s748 na sua melhor volta no domingo, apenas 46 milésimos de segundo mais rápido do que o seu melhor tempo na atividade de sábado, quando ficou em 20º lugar.

Com problemas no acerto, Rubinho até pediu ajuda para Tony Kanaan, companheiro na KV, avaliar os dados obtidos por ele durante os treinos livres. "No final do dia eu pedi para o Tony andar no meu carro porque eu precisava ver se eu estava desenvolvendo o acerto na direção correta ou não", disse.

Barrichello, porém, ainda avalia ter tempo para se adaptar ao circuito de Indianápolis. "Ele conseguiu as mesmas velocidades que eu, então isso me traz mais confiança para continuar o trabalho. Foi só o segundo dia, e em Indianápolis nós temos uma semana inteira para treinar", completou.

Os treinos livres em Indianápolis continuam durante esta semana, até sexta-feira. O grid de largada da tradicional prova será definido no sábado, quando serão conhecidos os 24 primeiros colocados, e no domingo, quando serão definidos os outros nove participantes da tradicional prova.

Celso Roth deverá ser o novo técnico do Cruzeiro

Não está fechado, mas o negócio está 80% sacramentado. É isso o que fontes ligadas ao presidente do Cruzeiro, Gilvan Pinho, indicam sobre a contratação do novo treinador. O clube está muito perto de fechar com Celso Roth para o Brasileirão

Adílson Batista fica no Atlético Goianiense. Levir Culpi está caro demais para o padrão brasileiro. E Jorge Sampaoli (Universidad de Chile) está classificado para as quartas-de-final da Copa Libertadores. Com um ano e meio de contrato a cumprir com o clube chileno -- como este blog publicou semana passada -- não vai sair do clube sensação do futebol sul-americano.

Por tudo isso, a negociação com Celso Roth avançou e ele deve ser anunciado nos próximos dias como novo treinador do Cruzeiro. Técnico do Atlético Mineiro que liderou o Brasileirão em 2009, Roth tem tudo para dirigir pela primeira vez o Cruzeiro, no Campeonato Brasileiro.

Na final Bayern x Chelsea, o embate: é melhor formar ou contratar?

O livro Anjos Brancos, do jornalista John Carlin, conta a história do Real Madrid dos Galáticos, sua formação, suas histórias, sucessos e fracassos. Numa das passagens, fala de Roman Abramovich. O magnata russo comprou o Chelsea em 2003 e uma de suas primeiras viagens de Champions League foi a Munique para ver e imitar o Real Madrid. Aconteceu nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da temporada 2003/04, no empate por 1 x 1 entre Bayern e Real -- gols de Roy Makaay e Roberto Carlos, de falta, num peru de Oliver Kahn...

Abramovic queria formar o time comprador. De 2004 para cá, nem o Real Madrid, maior comprador da época, nem o Chelsea, principal comprador dali em diante, ganhou a Liga dos Campeões.

O Barcelona, ganhador do ano passado e de 2009, é formador. Ganhou as duas ligas com sete, às vezes oito titulares formados em casa.
O Bayern, rival do Chelsea no próximo sábado, tem cinco titulares das semifinais formados em casa -- Schweinsteiger, Alaba, Badstuber e mais Kroos e Lahm, emprestados ao Bayer Leverkusen e Stuttgart (ou em sistema de co-propriedade) para depois voltar.

Formar tem sido melhor.
Mas o Chelsea chega a Munique, onde Abramovic foi ver seu clube modelo, em condição de conquistar sua primeira Liga dos Campeões sem nenhum jogador formado em casa.
Pode desmentir os anos recentes, de Manchester United, Barcelona e Bayern.

O Manchester United forma, compra revelações -- Cristiano Ronaldo não era jogador formado quando se juntou ao clube -- às vezes jogadores consagrados.
A Inter, campeã em 2010, está mais na linha dos compradores, mas não como os Galáticos do Real Madrid ou como o Chelsea.

Sem dúvida a melhor receita é a mescla das duas escolas.
Mas entre uma e outra coisa, vale sempre investir na formação.

Você concorda?
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A beleza da retranca é menor que a dos gols de uma virada. Obrigado, futebol

Encerrado o épico cotejo que fechou o incrível campeonato inglês 2011/2012, embarcamos em seguida para Munique. Aqui a equipe dos canais ESPN fará nos seis próximos dias, a partir de hoje, a cobertura da decisão da Uefa Champions League. Mas antes de mergulharmos em Bayern x Chelsea, é preciso concluir a página que ainda não foi virada e jamais será esquecida por quem acompanhou, torceu, vibrou, se emocionou com Manchester City 3 x 2 Queens Park Rangers.

Minha paixão pelo futebol não é seletiva. Jamais fiz parte do grupo dos que só admiram o drible, o belo lançamento, a jogada de efeito, o lance ofensivo. Gosto disso tudo, é óbvio, sem deixar de admirar o desarme na bola, o bote preciso do zagueiro, a marcação bem feita. O carrinho cirúrgico do volante que sai na cobertura e desliza no gramado para tomar a bola, limpa, de quem parecia próximo de colocá-la nas redes do seu time. O jogo defensivo também é futebol e pode ser enaltecido, como a defesa espetacular do goleiro. O objetivo aí é um só: impedir o gol.

E ainda bem que existem aqueles que o dificultam, que fazem do tento, do ponto no futebol o mais difícil, árduo, trabalhoso, sofrido, duro, valorizado, saboroso, emocionante, inesquecível. Nenhum outra modalidade esportiva é assim. Esse é um jogo no qual se duela por 90 minutos para empurrar a pelota entre três traves. E fazer isso uma só vez pode ser o bastante para provocar nas pessoas as mais surpreendentes reações e transformar o autor da proeza num quase Deus naquele momento. Quem não tem guardado na memória e no coração uma peleja vencida pela contagem mínima?

E por não depender de muitos pontos para nos proporcionar um grande espetáculo, o futebol é tão apaixonante, sedutor. E fica ainda mais quando ocorre a mescla do jogo defensivo eficiente, disciplinado, de superação, heróico até, com gols, mudanças no placar, desfechos imprevisíveis e tensão. Tudo isso foi apresentado em doses industriais na partida que definiu a conquista do título inglês pelo Manchester City. Uma carga de emoção tamanha que faz o jogo voltar à mente a todo instante.

O QPR precisava de um ponto. Como o Chelsea ante o poderio do Barcelona, se entricheirou, tal e qual um exército que defende sua fortaleza. Conseguiu na maior parte do tempo, apesar da clamorosa falha do arqueiro Kenny no primeiro gol dos Citizens. E ainda saiu para apunhalar o adversário com dois golpes aparentemente fatais, que resultaram no par de tentos alcançado em apenas três finalizações durante todo o embate. Uma quase perfeita exibição defensiva. Admirável, elogiável, exemplar. Sim, trata-se de estratégia legítima, digna, que além de tudo desafia o time tecnicamente superior a superar a barreira posta diante dele.

O Barça tentou, mas não foi capaz de passar pelo que os ingleses definiram como "o ônibus que o Chelsea colocou em frente ao seu gol". O Manchester City rompeu a barreira armada pelo valente Queens Park Rangers. Na força, na técnica, no coração. Não, num momento como esse, de celebração do futebol e seus mistérios, com roteiros inimagináveis e farta emoção, me recuso a debater a origem do dinheiro que montou essa equipe.

Algo que pode, sim, ser discutido. Como a ISL no Flamengo e no Grêmio, Emil Pinheiro no Botafogo, Kia no Corinthians, Unimed no Fluminense, Glazer no Manchester United, Berlusconi no Milan, Morati na Inter, Abramovich no Chelsea, John Henry no Liverpool, a Fiat na Juventus, Marcelo Teixeira no Santos, etc. Pode mas não será discutido agora, hoje, neste post, neste blog. É hora de reverenciar o melhor dos esportes após mais um grande presente que nos deu.

O jogo defensivo tem lá seus encantos. E não é fácil executá-lo em nível tão elevado a ponto de parar a artilharia pesada que, sim, o dinheiro árabe comprou para os Citizens. O QPR conseguiu por mais de 90 minutos, caiu nos acréscimos e o estupendo final nos mostrou que a beleza da retranca é menor do que a dos gols de uma virada. Neste domingo os jogadores que nos proporcionaram tamanho espetáculo foram os herois do esporte rei, o futebol, melhor invenção do homem. Tão bom que foge da compreensão como alguém pode ser capaz de não gostar dele.

É mais do que um jogo. Assim, só me resta dizer, com a humildade dos times que se reconhecem inferiores e se defendem como podem: muito obrigado!

Como foram os 37 brasileiros que entraram em campo na Série A da Itália



Contando com Thiago Motta e Amauri, ambos naturalizados italianos, foram 37 os brasileiros que jogaram pelo menos um minuto na última Série A do Campeonato Italiano. Das 20 equipes da competição, só cinco não utilizaram nenhum brasileiro: Napoli, Palermo, Catania, Bologna e... a campeã Juventus.

A exemplo do que fez no final do primeiro turno da competição, o blog publica abaixo uma análise sobre o desempenho de cada um dos 38 brasileiros, divididos em 5 categorias:


***** ÓTIMO (2 jogadores)
Danilo (foto, Udinese) – Depois do goleiro Handanovic, o ex-zagueiro do Palmeiras foi quem mais jogou no time. Titular 36 vezes, foi apontado por Di Natale como a grande novidade da Udinese, que, de novo, garantiu vaga na Liga dos Campeões. Ainda marcou um golaço.

Thiago Silva (Milan) – Seguro como na temporada passada. Fez 27 jogos, todos como titular. Mas perdeu o fim do campeonato por lesão.


**** BOM (5)
Marquinho (Roma) – Chegou no meio da temporada do Fluminense, fez 9 partidas como titular e cinco saindo do banco. Marcou 3 gols e mostrou que pode ser útil.

Thiago Ribeiro (Cagliari) – Foi titular na maior parte da temporada: foram 27 jogos atuando desde o início e 7 saindo do banco. Marcou 5 vezes, mas também ajudou na criação de jogadas.

Julio César (Inter) – Não foi brilhante como em outras temporadas, mas, pelo menos na Inter, segue sendo importante.

Maicon (Inter) – Sofreu com diversas lesões, mas quando teve condições, foi sempre titular. Marcou 2 gols, incluindo um golaço no derby contra o Milan que garantiu o título à Juve.

Hernanes (Lazio) – Deixou de ser o principal jogador do time com a chegada de Klose. Acabou perdendo espaço a ponto de virar reserva em algumas partidas. Na reta final, se machucou. Mesmo assim, jogou 31 vezes e marcou 8 gols.


*** REGULAR (14)
Robinho (Milan) – Virou titular por causa dos problemas de Cassano e Pato, mas voltou à reserva no fim do torneio. Em relação à temporada passada, caiu de rendimentos e também no número de gols (de 14 para apenas 6).

Lúcio (Inter) – Cometeu mais falhas do que nas temporadas passadas, mas foi titular absoluto da Inter, com 33 jogos iniciados como titular.

Taddei (Roma) – Quase descartado por Luis Enrique, foi titular em 24 partidas, quase sempre jogando nas laterais. Fez 1 gol.

Fabio Simplício (Roma) – Como Taddei, recuperou algum espaço no meio do campeonato. Mas jogou só 9 vezes como titular e 10 saindo do banco. Marcou 4 gols.

Juan (Roma) – Quando esteve em condições físicas, foi titular (16 vezes) e alternou grandes atuações com algumas falhas. Se machucou muito, de novo. Marcou 3 gols.

Roger Carvalho (Genoa) – Chegou no meio do campeonato, do Figueirense, e participou de 7 jogos, cinco deles como titular. Não decepcionou.

Thiago Motta (Inter) – Fez 10 jogos como titular antes de se transferir ao PSG no meio da temporada.

Phillippe Coutinho (Inter) – Teve poucas oportunidades desde que Rafa Benitez deixou a Inter. Após 5 jogos no primeiro turno, foi emprestado ao Espanyol.

Jonathan (Inter / Parma) – Jogou apenas 4 vezes pela Inter, não convenceu e acabou emprestado ao Parma, onde melhorou: atuou 11 vezes e marcou 1 gol.

André Dias (Lazio) – Alternou bons jogos (foi titular 22 vezes) com alguns episódios de desequilíbrio. No Italiano, recebeu dois cartões vermelhos.

Matuzalem (Lazio) – No primeiro turno, deixado de lado por Edy Reja, parecia prestes a deixar o clube. Acabou ficando e jogou 21 vezes, 12 delas como titular.

Jeda (Novara) – Começou como reserva do Novara, mas acabou virando titular apesar de só ter marcado 3 gols. Jogou 23 vezes, 14 como titular, na campanha do rebaixamento.

Éder (Cesena) – O atacante marcou 2 gols e 17 jogos pelo Cesena e acabou contratado pela Sampdoria para jogar a Série B na segunda parte da temporada.

Luciano (Chievo) – Foi titular em 21 partidas, mas não brilhou como em outros campeonatos pelo clube. Marcou apenas 1 gol.


** DISCRETO (12)
Pato (Milan) – Outra vez prejudicado por suas infinitas lesões. Jogou apenas 11 vezes, 7 como titular. Marcou só 1 gol.

Cicinho (Roma) – Foi ignorado pelo técnico Luis Enrique, que preferiu improvisar na lateral-direita. Jogou só duas vezes, uma delas saindo do banco.

Adriano Ferreira Pinto (Atalanta) – O meio-campista entrou em campo apenas 7 vezes, uma delas como titular.

Nenê (Cagliari) – Ficou machucado em parte do campeonato e foi titular apenas 10 vezes. Marcou 1 gol.

Raphael Martinho (Cesena) – Rebaixado com o Cesena, esse desconhecido meia fez 14 jogos como titular e 4 saindo do banco.

Amauri (Fiorentina) – Ignorado pelo técnico Antonio Conte na Juventus, foi à Fiorentina, jogou 13 vezes, mas marcou só 1 gol. Ironicamente, contra o Milan, ajudando Conte a ser campeão pela Juve.

Rômulo (Fiorentina) – O lateral começou tendo algumas oportunidades, mas quase não jogou no returno. No total, fez 9 jogos, apenas 3 como titular.

Zé Eduardo (Genoa) – Mesmo depois de se recuperar da lesão sofrida no início da temporada, não vingou. Fez 9 jogos e não marcou nenhum gol.

Neuton (Udinese) – Ao contrário de Danilo, o ex-gremista não se firmou: jogou apenas 4 vezes na Série A em 2011, todas no primeiro turno.

Júlio Sergio (Lecce) – No começo do torneio brigava por vaga de titular. Sofreu com lesões, perdeu a posição e, no total, jogou apenas 10 vezes pelo rebaixado Lecce.

Ângelo (Siena) – O ex-lateral do Corinthians atuou em 13 partidas, mas sem destaque. Foi titular da equipe em sete oportunidades.

Reginaldo (Siena) – O atacante participou de 13 jogou pelo Siena, só 4 como titular, e não marcou gols.


* SEM AVALIAÇÃO (4)
Felipe (Fiorentina) – Zagueiro jogou apenas 188 minutos em todo o campeonato. Impossível avaliá-lo.

Neto (Fiorentina) – Constantemente convocado por Mano Menezes, o goleiro fez apenas um jogo no Campeonato Italiano.

Barreto (Udinese) – O atacante jogou apenas 213 minuutos nesta Série A e não chegou a marcar gols.

Gabriel Silva (Novara) – Deixou o Palmeiras contratado pela Udinese no meio da temporada. Foi logo emprestado ao Novara, onde jogou apenas 3 vezes.


* O zagueiro Fabiano Santacroce (Lecce), que apesar de ter nascido na Bahia não fala português, não consta na relação

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MUSAS DO ESPORTE


Brasil confirma favoritismo, atropela Peru na final do Pré-Olímpico e conquista vaga

A seleção brasileira de vôlei feminino já pode respirar aliviada. Favoritíssima a conseguir a vaga nos Jogos de Londres pelo Pré-Olímpico Sul-Americano, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães confirmou a superioridade sobre os rivais e venceu a decisão do torneio contra o Peru por 3 sets a 0, terminando a competição sem sequer um set perdido. As peruanas agora terão uma última chance de carimbar o passaporte para a Olimpíada, participando do Pré-Olímpico mundial, que acontecerá no Japão.

O Brasil vacilou na Copa do Mundo, realizada no final do ano passado, e não conseguiu garantir a vaga antecipadamente, o que acabou atrapalhando um pouco o cronograma da seleção em 2012. Mas, mesmo com algumas ausências importantes no elenco, a equipe verde-amarela não teve dificuldade alguma no Pré-Olímpico Sul-Americano, que teve sede em São Carlos, e assegurou a classificação para os Jogos passando tranquilamente por todos os adversários.

Na final, as brasileiras tiveram pela frente segunda equipe mais tradicional do torneio, o Peru, e confirmaram o favoritismo vencendo a partida facilmente com parciais de 25-12, 25-16 e 25-9. A vitória deu às brasileiras, atuais campeãs olímpicas, a chance de lutar pelo bi em Londres e também uma semana de folga antes de voltarem a Saquarema para continuarem os treinamentos para o Grand Prix, que começa ainda neste mês.
Sem dificuldade, Brasil consegue vaga em Londres pelo Pré-Olímpico Sul-Americano
Sem dificuldade, Brasil consegue vaga em Londres pelo Pré-Olímpico Sul-Americano
Crédito da imagem: VIPCOMM

Itália vence Alemanha no tie-break e garante vaga em Londres no Pré-Olímpico masculino

A Itália até levou um susto na final do Pré-Olímpico europeu de vôlei masculino, neste domingo, contra a Alemanha, mas conseguiu a vitória por 3 sets a 2 e garantiu a vaga nos Jogos de Londres. Os alemães agora precisarão disputar o Pré-Olímpico Mundial, que acontece no início de junho, para tentarem se classificar para a Olimpíada deste ano.

A experiente seleção italiana teve mais dificuldade do que imaginava para liquidar a Alemanha nesta decisão. Favoritos a conquistar a vaga pelo torneio, os italianos chegaram até a abrir 2 sets a 0 de vantagem, mas viram a equipe alemã crescer e faturar os terceiro e quarto sets para deixar tudo igual no placar da partida. Mas, no tie-break, prevaleceu a tradição italiana, que fechou a partida em 3 a 2, com parciais de 25-22, 26-24, 19-25, 22-25 e 15-12.

A Itália avançou às semifinais invicta no torneio, com o primeiro lugar do grupo B e passou pelo forte time da Sérvia antes de conquistar vaga na decisão. Já a Alemanha foi um pouco irregular nos primeiros jogos do Pré-Olímpico, mas ganhou bastante moral ao bater a Bulgária, dona da casa, na semi. Os búlgaros ainda não haviam perdido sequer um set e acabaram derrotados pelo time alemão, que entrou em quadra determinado a seguir brigando pela classificação aos Jogos de Londres.

Nesta final, no entanto, o desafio dos alemães ainda eram grande. No confronto entre as duas equipes na primeira fase, a Itália havia vencido por 3 sets a 0, sem dar chances para a seleção alemã reagir. Mas o jogo deste domingo foi mais emocionante, e os experientes jogadores da equipe italiana tiveram que suar muito para conseguir a vitória, que só veio no set desempate da partida.

Vencendo o Pré-Olímpico europeu, a Itália ficou com a única vaga a Londres disponível no campeonato, enquanto a Alemanha precisará  disputar agora o Pré-Olímpico Mundial, que classificará mais três seleções para os Jogos. A competição acontecerá entre os dias 1º e 10 de junho, com jogos no Japão, na Alemanha e na Itália.
Itália vence e consegue vaga nos Jogos de Londres
Itália vence e consegue vaga nos Jogos de Londres
Crédito da imagem: Reuters

Sem estrear no Cimed, Giba deixa vôlei nacional e acerta com clube argentino

O ponteiro Giba deixou o vôlei nacional e vai jogar na Argentina. O jogador, de 35 anos de idade, assinou com o Drean Bolívar, equipe treinada pelo técnico Javier Weber, mesmo comandante da seleção argentina de vôlei.

Giba vinha sofrendo com uma lesão na tíbia da perna esquerda, a qual havia fraturado na Copa do Mundo do ano passado, e não vai participar com a seleção brasileira da Liga Mundial, entre os dias 18 e 20 de maio. Apesar de não participar dos confrontos iniciais, o ponteiro está junto com seus companheiros em Saquarema (RJ) e é esperado para participar das decisões do torneio.

Giba já tem experiência no vôlei internacional, com passagens pela Itália e Rússia. Em 2009, o atleta voltou para vestir a camisa do Pinheiros. Em 2011, ele trocou o clube paulistano pelo Cimed/Sky, de Florianópolis (SC), mas sequer conseguiu entrar em quadra pela equipe.

Giba, que é natural de Londrina (PR), é capitão da seleção brasileira masculina de vôlei desde 2007. Com a camisa amarela, o ponteiro já conquistou duas medalhas de ouro em Copas do Mundo, oito títulos da Liga Mundial, já ganhou seis vezes o prêmio de melhor jogador e tem três participações em Olimpíadas no seu currículo.

Giba posta foto no Twitter com camisa do clube argentino
Giba posta foto no Twitter com camisa do clube argentino
Crédito da imagem: Divulgação

Qual é o melhor Santos tricampeão: do rei Pelé ou do príncipe Neymar?

Depois de apenas 43 anos, o Paulistinha volta a ter um tricampeão. E, mais uma vez, ele vem da Baixada Santista.

Após a hegemonia do time do rei Pelé (1967/68/69), a supremacia da equipe do príncipe Neymar (2010/11/12).

Em 110 anos de campeonato, apenas cinco clubes conseguiram conquistar o caneco três vezes consecutivas.

As comparações entre as equipes são inevitáveis. Certamente, a dos anos 60 foi mais abençoada pelos deuses da bola por ter o ‘Atleta do Século’, mas a de hoje não pode ser colocada num degrau muito inferior, já que tem Neymar, futuro garantido como melhor do planeta das chuteiras.

Se vire nos 30 e faça o julgamento:

Santos/2012: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Ibson, Elano e Ganso; Neymar e Alan Kardec. Técnico: ‘Muriçoca’ Ramalho.
Santos/1969: Cláudio; Carlos Alberto Torrres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Edu, Pelé e Abel. Técnico: Antoninho.
Peixe de Neymar *
23 jogos
16 vitórias
03 empates
04 derrotas
69 pontos disputados
51 pontos ganhos
58 gols pró (Neymar, artilheiro com 20)
21 gols contra

Peixe de Pelé *
29 jogos
18 vitórias
05 empates
06 derrotas
87 pontos disputados
59 pontos ganhos
63 gols pró (Pelé, artilheiro com 26)
31 gols contra

*Números do site oficial do Santos
                                                                ########
Eco das finais 1.
Tricolor confirma o ‘eu já sabia’ no Engenhão: apaga o fogo do Bota novamente, quebra um tabu de sete anos e solta o grito de campeão do Carioquinha pela 31ª vez, com direito a olé – um atrás do Flamengo, há 21 dias de férias; Saci colorado pula miudinho, mas vira e leva o Gauchinho, prêmio de consolação após dançar na Libertadores; Galo dá três bicadas mortais no Coelho e levanta o caneco do Mineirinho pela 41ª vez, invicto – o que não acontecia desde 1976; Coxa imita Peixe, papa o tri no Paranazinho e, de quebra, aumenta a goleada de taças sobre o Furacão – 36 a 22.

Eco das finais 2. Leão pernambucano abre o salão de festas na Ilha do Retiro para a Cobra Coral desfilar bela e formosa com o caneco do bi; Vovô derruba Fortaleza e assume a ponta na guerra dos títulos – 18 a 17; depois de três temporadas chupando o dedo, Verdão do cerrado volta a prender e soltar no Goianinho; Rubro-negro comemora 113 anos aos pés do Bahêa – fim do jejum de 10 anos aumenta o reinado do azul, vermelho e branco sobre o coirmão de acarajé (44 títulos a 16); Figueira, o cavalo paraguaio dos estaduais: fatura dois turnos e perde o título em casa para o Avaí.

Sugismundo Freud. É mais fácil reagir do que pensar.

Rá-Tim-Bomba. O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, virou motivo de zorra total no ninho dos periquitos em revista. Boa parte dos conselheiros e até dos jogadores considerou um verdadeiro ‘achado’ a explicação do popular Pituca para o desabafo de Felipão contra a cartolagem. O mandachuva e raios atribuiu o destempero do treinador ao ‘calor do momento’. De fato, o time havia se classificado para as quartas de final da Copa do Brasil com as calças na mão, depois de um angustiante 4 a 0 no Paraná. Chama a Val!

Twitface. Em homenagem ao ‘Trio de Ferro Velho’ (Corinthians, São Paulo e Palmeiras), o Santos colocou à venda, por R$ 69,90, a camiseta ‘Não canso de ser TRIcampeão paulista’.

Gilete press. De Eduardo Ohata, no ‘Painel’ da Folha: “O Flamengo pagou, apenas no ano passado, cerca de R$ 32 milhões de juros. Em relação a 2009, um aumento da ordem de aproximadamente 50%. Ao assumir, a atual gestão criticara os juros de 2009.” Toca o sino!

Circo. A Fórmula 1 anda tão disputada, mas tão disputada, que até Pastor venezuelano consegue vencer. Só mesmo os brasileiros Massa e Senna é que preferem comer poeira.

Tititi d’Aline. Um fantasma volta a sobrevoar o Morumbi, mais precisamente a juba do rei Leão. O ‘professor’ Dunga admitiu que está na hora de voltar ao batente. O rei dos anões na Copa de 2010 sempre recebeu elogios de ‘Juvenal Antena’, o mandachuva e supertécnico do soberano São Paulo.

Você sabia que... o Santos receberá R$ 2,5 milhões da FPF pelo título do Paulistinha, R$ 500 mil a menos do que embolsa Neymar por mês?

Bola de ouro. Manchester City. Em uma virada histórica, com um gol aos 49min, faturou o caneco inglês depois de 44 anos.

Bola de latão. Flamengo. A torcida do urubu tem razões de sobra para festejar. Depois de 21 dias de férias e planos ousados, a presidenta Patrícia Amorim respira aliviada: Zinho, a enceradeira, reforça o time dos cartolas.

Bola de lixo. José Maria Marin. Pelos ótimos e totalmente desnecessários serviços prestados ao esporte bretão, o Zé da Medalha se concedeu um aumento salarial como presidente do Circo. Receberá R$ 160 mil por mês, R$ 70 mil a mais que o ‘titio’ Teixeira. Aproveitou a tinta da caneta e criou um cargo de assessor para Del Nero, acompanhado por R$ 130 mil mensais.

Bola sete. “Seria um santo contra todos os Santos” (de Luís Paulo Rosenberg, vice corintiano, sobre a importância de São Jorge em um provável encontro com Neymar & Cia. na Libertadores – haja espada!).

Dúvida pertinente. É ‘Muriçoca’ Ramalho ou ‘Muritri’ Ramalho?

De "junky" a "super-herói", Josh Hamilton impressiona

Josh Hamilton vive a melhor fase de sua vida
Josh Hamilton vive a melhor fase de sua vida




Quantas vezes que você já ouviu a história de um super atleta que tinha tudo pra ser um dos melhores de todos os tempos mas ficou pelo caminho por causa das drogas? Agora, quantas vezes que você escutou histórias de jogadores que chegaram ao fundo do poço e voltaram com tudo? É raro.

Josh Hamilton do Texas Rangers foi o primeiro jogador selecionado no draft de 1999. Ele era a próxima grande promessa do beisebol. Infelizmente, o caminho das drogas o levou ao lugar mais baixo possível. Contos de Hamilton perdido em trailers infestados de ratos tomando crack não são incomuns. Histórias de Hamilton tentando se matar para acabar com o sofrimento e acordando em lugares estranhos sem saber como chegou lá são verídicas.

Hamilton não jogou beisebol de 2003 a 2005. Ele finalmente conseguiu se livrar das drogas em 2005. O jogador fala que um sonho o inspirou a tomar um novo rumo em sua vida. Segundo Hamilton, ele estava com um bastão na mão batendo no "diabo", que caía e levantava enquanto Hamilton não parava de bater. Era inútil continuar batendo e foi nesse sonho que Hamilton percebeu que precisava da ajuda de Deus para superar seus problemas. Foi uma epifania que mudou a vida dele.

Demorou 8 anos para Hamilton estrear na MLB depois da data que foi draftado. Hamilton sofreu com dois relapsos desde que se livrou das drogas em 2005. Isso aconteceu em 2009 e em fevereiro desde 2012. Ambos incidentes envolveram somente álcool e, graças a Deus, o vicio não voltou. Como ele já foi suspenso por uso de substâncias ilegais, Hamilton é obrigado a passar pelo programa anti-doping da liga semanalmente. Desde fevereiro ele passou em todos os testes. E isso é uma ótima noticia para o Texas Rangers, que vê seu melhor jogador dominando a liga dentro de campo.

Sempre quando eu vejo Hamilton, durante uma transmissão lembro dos problemas que ele conseguiu superar pra chegar até a MLB. Torço muito por ele e sempre admirei seu talento. O que ele tem feito ultimamente em campo, não lembro de jamais ter visto. De "junky" para "super-herói" O MVP da temporada de 2010 está vivendo sua melhor fase na Major League Baseball.

Nesse momento, Hamilton é disparado o melhor jogador da MLB e lidera a liga em aproveitamento no bastão, home runs, e corridas impulsionadas. Hamilton tem 18 home uns, os Padres tem 13. Os Cubs e Twins tem 19. Josh Hamilton bateu 9 home runs e impulsionou 15 corridas na última semana. O Anaheim Angels, rival dos Rangers, teve 4 home runs e 18 corridas impulsionadas no mesmo período. Se Hamilton bater um home run hoje, ele igualará um recorde da MLB com 10 home runs num período de 7 jogos. Além disso, ele se tornará o PRIMEIRO jogador da história a bater pelo menos 19 home runs nos 35 primeiros jogos de uma temporada. Só pra você ter uma ideia, 85% dos jogadores da MLB adorariam terminar uma temporada INTEIRA com 19 home runs.

É lindo ver uma pessoa que sofreu tanto com vícios dando a volta por cima de uma forma mais do que espetacular. Vamos ver se Josh Hamilton mete mais uma bolinha para o outro lado do muro hoje a noite.

Você pode ver Angels x Rangers as 21h com transmissão exclusiva dos canais ESPN e ESPN HD.

Go Josh!

VÍDEO: Com gol de Rafael Moura, Fluminense vence novamente e conquista 31º título carioca

Sem conquistar o título do Carioca desde 2005, o Fluminense finalmente colocou fim ao jejum neste domingo. Mesmo com a possibilidade de perder por até dois gols de diferença para se sagrar campeão, após ganhar a primeira partida por 4 a 1, o time tricolor voltou a vencer o Botafogo no Engenhão, dessa vez por 1 a 0, e garantiu o 31º título Estadual. 

Com o resultado, o time das Laranjeiras encostou no rival Flamengo no número de conquistas do Carioca. São 31 títulos da equipe comandada por Abel Braga contra 32 do rival rugro-negro. Substituto de Fred, que se lesionou durante a semana, o centroavante Rafael Moura foi o responsável por marcar o gol que selou o título do Fluminense.

O Botafogo começou a partida no ataque. Com o gramado muito pesado por causa das chuvas, o time alvinegro tentava chegar na área tricolor com lançamentos pelo alto. E aos dois minutos, Elkeson ganhou na cabeça após cruzamento de Márcio Azevedo mas mandou a bola por cima do travessão. Márcio Azevedo era a principal opção de ataque. E aos quatro minutos, Diego Cavalieri teve que sair do gol para afastar o perigo da sua área.



Clique no player para assistir ao gol da vitória do Flu!
O Fluminense encontrava dificuldades para segurar as investidas adversárias mas adiantou sua marcação.Aos sete minutos, Maicosuel fez grande jogada pelo meio e rolou para Loco Abreu que bateu cruzado para grande defesa de Diego Cavalieri. A resposta tricolor foi fulminante. Anderson arrancou da defesa e rolou para Rafael Moura que entrava livre pelo meio mas o chute de He-Man foi defendido por Jéfferson que evitou o primeiro gol da equipe das Laranjeiras.

Aos 13 minutos, Elkeson bateu falta da intermediária e Cavalieri fez boa defesa, espalmando para escanteio. No Fluminense, Deco tinha dificuldades para armar as jogadas porque recebia marcação pessoal do volante Jadson. Por isso, Thiago Neves era obrigado a recuar para participar da armação das jogadas, mas se limitava a combater os adversários. Rafael Sobis jogava aberto pela esquerda, tentando se aproveitar da inexperiência de Gabriel que estava improvisado na posição.

O time dirigido por Abel só voltou a incomodar, aos 25 minutos, em cabeçada de Gum após cobrança de escanteio mas Jéfferson fez uma defesa segura. O Botafogo caiu de produção ao deixar de acionar seus laterais e concentrar seus ataques em penetrações pelo meio que eram facilmente contidas pela defesa do Fluminense.

Aos 31 minutos, o Botafogo teve outra grande oportunidade. Bruno derrubou Elkeson na entrada da grande área. O próprio Elkeson bateu com violência e a bola passou raspando à trave esquerda defendida por Diego Cavalieri. Aos 37 minutos, Deco que vinha se queixando de dores, pediu para sair depois de choque com Jadson e foi substituído por Wagner. Ao 43 minutos, Rafael Sobis bateu falta de longe e assustou Jéfferson mas a bola saiu no último lance importante do primeiro tempo.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com Herrera no lugar de Elkeson. O atacante argentino se juntou a Loco Abreu numa tentativa do técnico Oswaldo de Oliveira de aumentar o poderio ofensivo da equipe, mas foi o Fluminense o primeiro a incomodar em cobrança de falta executada por Thiago Neves.

Aos cinco minutos, Jadson foi derrubado na entrada da área. Loco Abreu cobrou rapidamnte para Márcio Azevedo que mandou uma bomba mas a bola passou por cima do travessão.

O Botafogo voltou pressionando enquanto o Fluminense, sentindo a falta de Deco, tinha difiuldades de sair jogando em velocidade. Aos dez minutos, após falha de Rafael Sobis, o Botafogo atacou e Fellype Gabriel chutou forte nas Diego Cavalieri defendeu com segurança. Aos 13 minutos, Gum dividiu com Maicosuel e a bola sobrou para Herrera que chutou para nova defesa de Cavalieri.

Fluminense conquistou o 31º título carioca de sua história
Fluminense conquistou o 31º título carioca de sua história
Crédito da imagem: Agência Estado
Aos 17 minutos, o Fluminense marcou o primeiro gol. Carlinhos arrancou pela esquerda, tabelou com Rafael Sobis e cruzou para pequena área.Thiago Neves tentou completar mas foi Rafael Moura que empurrou a bola para as redes alvinegras. O técnico do Botafogo trocou o lateral Gabriel pelo atacante Caio. E Caio em ua primeira jogada individual foi derrubado na entrada da área, Márcio Azevedo cobrou com grande perigo para o goleiro tricolor.

A partir dos 25 minutos a torcida do Fluminense iniciou a comemoração do título. E Oswaldo de Oliveira decidiu tirar Loco Abreu para colocar o jovem Vitinho. O Botafogo lutava e aos 33 minutos, Vitinho cruzou fechado, Diego Cavalieri soltou e voltou a defender.

Aos 39 minutos, Jean fez grande jogada individual, driblando vários adversários, mas seu chute acabou nas mãos de Jéfferson. Maicosuel ainda foi expulso por entrada violenta que lhe rendeu o segundo cartão amarelo e o time comandado por Abel Braga ainda perdeu a chance de marcar o segundo gol em conclusões de Wagner e Rafael Moura mas Márcio Azevedo salvou na linha do gol. Depois o time triclor apenas a bola até o apito final para iniciar a comemoração.

Santa Cruz vence o Sport na Ilha e se torna e é bicampeão em Pernambucano

Mesmo atuando no estádio da Ilha do Retiro sob a pressão da fanática torcida do Sport, o Santa Cruz não se acuou e venceu por 3 a 2, conquistado seu bicampeonato pernambucano. No ano passado, a própria equipe evitou que o Sport chegasse ao hexacampeonato pernambucano e repetiu a dose em 2012, com direito a Dênis Marques artilheiro.

O próprio Santa Cruz abriu o placar com Branquinho, mas cedeu o empate com Moacir. Ainda no primeiro tempo, aos 44 minutos, Dênis Marques recolocou a equipe em vantagem. O Sport voltou concentrado e ofensivo para a etapa complementar, mas foi derrotado no contra-ataque de Luciano Henrique, se aproveitando da falha de Diogo Oliveira.

Aos 35, para aumentar a emoção e o clima de rivalidade, Edcarlos marcou o segundo gol do Leão da Ilha. Após o empate sem gols entre as duas equipes no Arruda, o Sport, líder da primeira fase, chegaria ao título com uma nova igualdade, mas pressionou, pressionou e não conseguiu.

O Jogo

Com Chicão no lugar de Luciano Henrique, o Santa Cruz demorou a se ajeitar dentro de campo e deu ao Sport a oportunidade de criar os primeiros lances de intensidade da partida. Mesmo com maior volume de jogo, o Leão da Ilha não conseguia ter as melhores chances, protagonizando uma partida de muito equilíbrio e disputa diante do adversário.

A primeira chance surgiu logo aos três minutos, quando Diogo Oliveira encontrou Jheimy sem marcação, mas o atacante bateu por cima das traves de Tiago Cardoso e desperdiçou o lance. Na sequência, o Santa Cruz contra-atacou com rapidez e eficiência e Chicão bateu forte, para boa defesa de Magrão.

Aos dez minutos, um erro do Sport quase determinou a abertura do placar pelo Santa Cruz, no momento em que Natan lançou o lateral direito Branquinho, que partiu em velocidade e confundiu o marcador Aílson. Por muito pouco o atacante improvisado na ala não saiu na cara do gol de Magrão, que distribuiu broncas para os homens de defesa do Sport. Poucos tempo depois, após cobrança de falta de Marcelinho Paraíba, os cabeceadores do Sport não encontraram nada e, em novo lance estranho, perderam a oportunidade de inaugurar o marcador.

Logo aos 12 minutos, com a partida disputada em ritmo forte, o Santa Cruz abriu o placar em jogada de precisão de Flávio Caça-Rato, que fintou dois marcadores e deixou o improvisado Branquinho na frente do gol de Magrão outra vez. Apesar da posição ilegal, a arbitragem não viu nada e o lateral abriu a contagem na saída do goleiro do Sport, mas não pôde nem comemorar direito.

Santa Cruz conquistou neste domingo o bicampeonato pernambucano
Santa Cruz conquistou neste domingo o bicampeonato pernambucano
Crédito da imagem: Gazeta Press
No lance seguinte, o Sport já se jogou para o campo de ataque e foi premiado pelo gol de empate, marcado por Moacir. O ala direito do Leão da Ilha recebeu o passe direto do campo de defesa, fintou o marcador com o peito do pé e bateu, de esquerda, para o fundo das redes de Tiago Cardoso. A bola ainda desviou na marcação para complicar a vida do goleiro do Santa Cruz, que falhou.

Rivaldo teve duas chances de colocar o Sport à frente do marcador, mas desperdiçou ambas e o time acabou castigado no último minuto regulamentar do primeiro tempo, quando Dênis Marques foi servido pouco à frente da linha da intermediária e se aproveitou da paralisação da defesa do Sport para bater colocado, aumentar sua vantagem na artilharia e deixar o Santa Cruz à frente no placar.

O clima da partida se acirrou ainda mais durante o intervalo, porque a pequena torcida do Santa Cruz gritou muito mais alto que os numerosos leoninos e provocou, cantando um totalmente irônico “Parabéns Para Você”, em virtude do aniversário do Sport.

Dentro de campo, o Sport partiu para cima sem medo. Aos cinco minutos, após passe de Jael, o lateral Moacir bateu forte, mas acertou a trave do goleiro Tiago Cardoso, que já havia feito boa defesa em cobrança de falta de Marcelinho Paraíba dois minutos antes. A partir dos 10 minutos, o empate começou a tornar-se mais palpável para o Sport, que atacava o tempo todo, mas continuava pecando na hora da finalização.

Diante da ofensividade do Sport, o Santa Cruz se jogou todo para o campo de defesa, com a entrada de um zagueiro e dois volantes no lugar de um lateral e dois meias ofensivos. Aos 30 minutos, em contra-ataque preciso, Diogo Oliveira falhou na frente da área e Luciano Henrique bateu na saída do goleiro Magrão para anotar o terceiro da Cobra Coral. Cinco minutos mais tarde, Edcarlos diminuiu a vantagem, mas não evitou a conquista do bicampeonato pelo time de Zé Teodoro.

FICHA TÉCNICA
SPORT X SANTA CRUZ

Local: estádio Ilha do Retiro, em Recife (PE)
Data: 13 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci
Assistentes: Pedro Wanderley e Clóvis Amaral
Cartões amarelos: Marcelinho Paraíba, Montoya (Sport); Memo, Natan (Santa Cruz)
Cartão vermelho: Carlinhos Bala (Santa Cruz)

GOLS: Sport – Moacir, aos 13 minutos do primeiro tempo, Edcarlos, aos 35 do segundo tempo; Santa Cruz – Branquinho, aos 12 minutos do primeiro tempo, Dênis Marques, aos 44 do primeiro tempo, Luciano Henrique, aos 30 do segundo tempo.

SPORT: Magrão; Edcarlos, Aílson e Bruno Aguiar (Montoya) (Ruan), Moacir, Hamilton, Diogo Oliveira, Marcelinho Paraíba e Rivaldo; Jheimy (Marquinhos Gabriel) e Jael
Técnico: Mazola Júnior

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Branquinho (Sandro Manoel), Vágner, William Alves e Renatinho; Anderson Pedra (Leandro Souza), Memo, Chicão e Natan (Luciano Henrique); Flávio Caça Rato e Dênis Marques
Técnico: Zé Teodoro

Ceará empata outra vez e garante o título do Campeonato Cearense

Por ter terminado a primeira fase na primeira colocação, uma à frente do Fortaleza, o Vozão já levantaria a taça em caso de empate. E foi o que aconteceu. Com o 1 a 1 conquistado neste domingo, no estádio Presidente Vargas, a equipe do artilheiro Felipe Azevedo pode, enfim, comemorar mais uma conquista do Campeonato Cearense.

O clássico que decidiu o Estadual foi disputado na bola e com equilíbrio grande entre as equipes. Jaílson abriu o placar para o Leão do Pici aos 16 minutos, mas o Vozão empatou dez minutos depois com Felipe Azevedo, o principal nome da competição, que chegou aos 16 gols e assumiu a artilharia.

O Jogo
Os primeiros minutos de bola rolando no PV foram de equilíbrio, tensão e disputa acirrada, dignos de uma decisão de Campeonato Cearense. Enquanto o Fortaleza detinha a posse de bola, mas não avançava para o campo de ataque, o Ceará criava as melhores oportunidades, principalmente nas tabelas de Rogerinho, Mota e Felipe Azevedo, mas não concluía a gol.

O grande problema do Fortaleza no início da partida era o ‘excesso de vontade’ dos jogadores de frente, como Jaílson e Cléo, que exageravam nas fintas e pecavam na hora da finalização. Alheio aos erros e ao preciosismo dos adversários, o Ceará chegava ao campo de ataque, mas sempre tinha um homem a menos do que os marcadores e invariavelmente tinha suas jogadas desarmadas.

As primeiras chances criadas pelo Ceará saíram de chutes de fora da área de Eusébio, aos 12 minutos, e Apodi, aos 15. No lance seguinte, o lateral direito arrancou da intermediária e, na entrada da área, arriscou para o gol de João Carlos, que fez a defesa sem dificuldades. Aos 20 minutos foi a vez de Márcio Careca bater cruzado e assustar a torcida do Fortaleza no PV.

A maior chance da etapa inicial aconteceu aos 33 minutos, no momento em que Felipe Azevedo bateu cruzado para o gol depois de driblar o goleiro João Carlos. A bola ia entrando na meta do Tricolor quando Rafinha apareceu para cortar a melhor oportunidade do alvinegro.

Depois de mais alguns lances de disputa, com o Fortaleza tendo uma boa jogada paralisada por impedimento, a partida ficou interrompida por alguns instantes em virtude de objetos que foram atirados ao gramado. Identificados os vândalos, a partida foi retomada, mas não reservava grandes surpresas nos últimos minutos.

Na etapa complementar, o técnico Nedo Xavier colocou o Fortaleza todo para cima com a entrada do atacante Rômulo na vaga do volante Leandro, que havia sido punido com cartão amarelo no primeiro tempo. E logo no primeiro minuto, Geraldo recebeu passe forte, mas demorou a enxergar a jogada e acabou desarmado.

Com cartões amarelos recebidos aos dois e aos seis minutos, o meio-campista Esley acabou expulso da partida, complicando a vida do Fortaleza para o segundo tempo. A expulsão animou o Ceará, que construiu oportunidades boas e reais nos minutos subseqüentes à punição. Aos nove, o goleiro João Carlos desviou cobrança de falta mas, aos 12, evitou que Romário abrisse a contagem em contra-ataque rápido.

Aos 16 minutos, contrariando qualquer expectativa, o Fortaleza abriu o placar com um gol de cabeça de Jaílson, na saída de Fernando Henrique. Sem pensar, Nedo Xavier retirou de campo o autor do gol e mandou o zagueiro Gilmak para evitar o empate do Vozão, que partia para cima de qualquer maneira.

Dez minutos após o gol do Fortaleza, no entanto, Romário foi imprudentemente agarrado dentro da área e a arbitragem não titubeou em marcar o pênalti. Nedo Xavier, o técnico do Leão, foi expulso e, na cobrança, Felipe Azevedo anotou o gol de empate do Vozão, tornando-se artilheiro isolado do Campeonato Cearense com 16 gols.

Nos minutos finais o Fortaleza bem que tentou, mas não evitou a conquista do time do técnico PC Gusmão, campeão estadual em menos de três meses de trabalho.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ X FORTALEZA

Local:
Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE)
Data: 13 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG)
Assistentes: Guilherme Camilo (MG) e Cristhian Sorence (GO)
Cartões amarelos: Leandro, Esley (Fortaleza); Régis, Romário (Ceará)
Cartões vermelhos: Esley (Fortaleza)

GOLS: Ceará – Felipe Azevedo, aos 27 minutos do segundo tempo ; Fortaleza - Jaílson, aos 16 minutos do segundo tempo.

CEARÁ: Fernando Henrique; Apodi, Potiguar, Thiego e Márcio Careca; Heleno (Reina), Régis (Misael), Eusébio e Rogerinho; Mota (Romário) e Felipe Azevedo
Técnico: PC Gusmão

FORTALEZA: João Carlos; Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Cauê; Leandro (Rômulo), Marielson, Esley e Geraldo (Lucas); Cléo e Jaílson (Gilmak)
Técnico: Nedo Xavier

Bahia empata com Vitória e volta a ser campeão estadual após 11 anos

empate por 0 a 0 no primeiro jogo já cravava a um duelo em aberto entre Bahia e Vitória, mas as emoções presenciadas pelos torcedores de ambos os times excedeu o esperado pelos aficcionados por futebol no Estado. Em um duelo marcado por duas grandes viradas, o time de Paulo Roberto Falcão conseguir segurar seu adversário e empatou com a equipe rubro-negroapor 3 a 3, em Pituaçu, conquistando o Baiano após 11 anos sem o título.

Sem se importar com a pressão exercida pela torcida do adversário, o Vitória se lançou ao ataque já nos primeiros minutos de jogo e balançou as redes com o artilheiro Neto Baiano. O atacante se antecipou a Rafael Donato e aproveitou o cruzamento de Victor Ramos para cabecear sem chances de defesa para o goleiro Marcelo Lomba.

Atrás no placar e precisando de um ataque que recolocasse o seu time na partida, Paulo Roberto Falcão mandou seus atletas partirem para o ataque e consegui o empate aos oito minutos. O volante Fahel fuzilou o goleiro adversário e determinou a igualdade no placar, gerando os primeiros protestos rubro-negros com uma possível posição de impedimento.

O gol empolgou o time tricolor e levantou o moral da equipe, que conseguiu a primeira virada do jogo aos 46 minutos do primeiro tempo. Gabriel cobrou falta para dentro da área e Douglas saiu errado da meta, fazendo com que a bola entrasse direto na meta do Vitória.

A vantagem estabelecida daria o título ao Bahia e fez com que a partida tomasse novos rumos no segundo tempo. Os rubro-negros não se intimidaram com a possibilidade de saírem derrotados de Pituaçu e voltaram a marcar com Neto Baiano cobrando pênalti, aos nove. Dois minutos depois, Dinei balançou as redes e recolocou o Vitória na dianteira.

A nova virada no marcador recolocou o Bahia no comando da partida. O clube intensificou a pressão sobre o seu rival e passou a trocar mais passes no meio-campo, chegando ao gol aos 27 minutos. Dessa vez, Diones foi o responsável por balançar as redes e decretar o triunfo que quebrou o jejum tricolor na competição.

Nos minutos finais, Marcelo Lomba teve atuação de destaque e praticou duas defesas milagrosas para salvar o Bahia. Em seguida, diversos entreveros culminaram nas expulsões de Vander, Souza e Omar, do Bahia, e Uellinton e Neto Baiano, do Vitória. O artilheiro rubro-negro ainda se uniria a alguns de seus companheiros em uma discussão generalizada ao término do clássico.

Mesmo com os incidentes, nada apagou a festa do torcedor tricolor, que entoou o grito de campeão e saudou o técnico Paulo Roberto Falcão depois do apito final. Carregado por Rafael Donato, o treinador retribuiu o carinho recebido e festejou muito a sua primeira conquista à frente do clube.

VÍDEO: Santos vence, chega ao 20º título e é tricampeão paulista após 43 anos

Depois de 43 anos, o Santos volta a ser tricampeão paulista, consolidando a geração de Neymar com a sequência de títulos que nenhum outro clube do Estado conseguiu fazer desde então. Depois de superar Santo André em 2010 e Corinthians em 2011, o rival da vez foi o Guarani, que depois de perder o jogo de ida caiu também na volta: 4 a 2 para o Santos num Morumbi lotado.

O último tri remete ao time que fez história sob comando de Pelé, em série de conquistas em 1967-68-69. Depois, o Santos ainda conseguiu um bi em 2005-06, e agora volta a levantar três taças em série.

O título, o 20º da história, veio com dois gols de Alan Kardec e dois de Neymar. O centroavante abriu o placar no início do jogo, e Fabinho empatou logo na sequência. Neymar colocou o Santos na frente novamente, e Bruno Mendes deixou tudo igual. Na segunda etapa, mais um de Neymar, o 20º dele no Paulista, e outro de Kardec, para confirmar o tri.



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O jogoO Santos ignorou a vantagem que obteve pela vitória no primeiro jogo da decisão e começou em ritmo intenso a partida deste domingo. Assim, logo no primeiro minuto, Neymar dominou na intermediária e rolou na direita para Elano chegar em velocidade na área e tocar rasteiro para o outro lado. O atacante Alan Kardec apareceu no lugar certo para estufar as redes.

Ciente de que não poderia se limitar a defender, o Guarani partiu para o ataque e conseguiu igualar o placar. Aos quatro, Bruno Recife avançou pela esquerda até a linha de fundo e chutou para o meio. Ao ver que Rafael não conseguiu afastar o perigo, Fabinho chutou para empatar o jogo. Imediatamente, o atacante pegou a bola e voltou ao meio-campo, gritando para o time: “Vamos, vamos”.

No entanto, o time de Campinas não teve tempo de respirar, pois, em seguida, o árbitro Paulo César de Oliveira assinalou pênalti, quando Fábio Bahia tocou a mão na bola em chute de Neymar. Desta forma, aos oito, o camisa 11 do Peixe cobrou no ângulo para recolocar o clube na frente.

Empurrado pelo apoio das arquibancadas, já que a ampla maioria dos torcedores era santista, o time de Muricy Ramalho seguiu apostando na qualidade de seu principal jogador. Neymar fez jogada individual e fez a assistência na direita para Alan Kardec, que chutou, mas a bola desviou na defesa e se perdeu pela linha de fundo.

Para equilibrar a partida, o Guarani adiantou sua marcação e respondeu com jogadas em velocidade. Aos 16, Fabinho correu com a bola pela esquerda e cruzou rasteiro. Durval furou feio, deixando a bola passar por entre suas pernas, e o atacante Bruno Mendes dominou tranquilo para chutar para as redes.

A torcida do interior quase não pôde comemorar o empate, já que, na hora do gol, vários bugrinos brigavam com policiais no setor de arquibancada destinado ao Guarani. Em campo, o Santos perdeu espaço na frente, pois Neymar foi pouco acionado por cerca de dez minutos. O time do litoral só voltou a ameaçar quando a Joia recebeu na área e chutou forte, exigindo defesa de Emerson.

No entanto, o Guarani deu sua resposta, pois Medina dominou na entrada da área e bateu forte, obrigando Rafael a espalmar para o meio da área. Bruno Mendes surgiu livre para cabecear no rebote, mas nas mãos do goleiro santista. Com Ganso apagado, coube a Neymar sozinho a iniciativa na frente, pela esquerda, batendo na rede pelo lado de fora.

Depois do intervalo, o Santos exibiu outra postura. Ganso recebeu na intermediária e chutou muito perto da trave. Com mais disposição de trocar passes na frente, o Peixe freou o desejo do Guarani de atacar.

Convicta de que o título estava assegurado, a torcida alvinegra começou a cantar “vamos ser tri, Santos”, antes mesmo dos 15 minutos da etapa. Ao constatar a queda de rendimento de sua equipe, Vadão tirou o meia Medina para a entrada de Max Pardalzinho.

Mesmo assim, o Peixe continuou mais perigoso e, depois de cobrança de escanteio, Neymar pegou o rebote na entrada da área, dominou no peito e chutou rasteiro, fraco, facilitando para o goleiro. Aos 23, Elano recebeu na marca do pênalti e concluiu no canto, mas o goleiro saltou para segurar.

Do outro lado, o Guarani avisou ao Santos que ainda poderia vencer o jogo, em cobrança de falta perigosa de Danilo Sacramento, defendida por Rafael, sem que ninguém aproveitasse o rebote.

Porém, o lance não assustou o Santos
, que marcou o terceiro gol, aos 26 minutos. Juan recebeu a bola pela esquerda, fez boa jogada individual na linha de fundo e rolou para trás. Neymar teve a tranquilidade necessária para chutar fora do alcance do goleiro.

A torcida santista emendou a comemoração do gol ao grito de “é campeão”. Os fogos de artifício ainda deixaram o gramado sob fumaça, mas nada que ofuscasse o brilho de Neymar, que comandou o Peixe em mais uma conquista. Nos acréscimos, ainda teve tempo para Alan Kardec driblar o goleiro e chutar para as redes.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 4 X 2 GUARANI

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Vicente Romano Neto
Cartões amarelos: Neymar, Juan, Alan Kardec (Santos). Bruno Recife (Guarani)
Público: 53.749
Renda: R$ 2.667.232,00
GOLS: SANTOS: Alan Kardec, a 1 minuto do primeiro tempo e aos 46 do segundo. Neymar, aos 8 minutos do primeiro tempo e aos 26 minutos do segundo tempo
GUARANI: Fabinho, aos 4, e Bruno Mendes, aos 16 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Arouca, Ibson, Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

GUARANI: Emerson; Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife; Ewerton Páscoa (Thiaguinho), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina (Max Pardalzinho); Bruno Mendes (Ronaldo
Fabinho
Técnico: Oswaldo Alvarez

Atlético-MG vence América e volta a ser campeão estadual invicto após 36 anos

O Atlético-MG venceu o América-MG por 3 a 0 neste domingo pelo segundo jogo da final do Campeonato Mineiro e conquistou seu 41º título estadual. Com uma campanha de 11 vitórias e quatro empates, o time alvinegro, bastante pressionado pela torcida após a eliminação para o Goiás na Copa do Brasil, voltou a se sagrar campeão invicto depois de 36 anos.

Mesmo precisando de apenas um empate para garantir a taça depois do 1 a 1 no jogo de ida, o Atlético não se acomodou e garantiu a vitória ainda no primeiro tempo: Serginho abriu o placar aos 31 minutos e Bernard fez o segundo aos 39. O próprio Bernard ampliou aos 32 da etapa final, confirmando o título que o Galo não conquistava desde 2010.

A torcida atleticana ainda teve a oportunidade de soltar o grito de campeão no novo estádio Independência pela primeira vez, desde a abertura da nova arena, que ocorreu este ano. Aliás, fazia 49 anos que o estádio do Horto não recebia uma decisão de campeonato.

Com o fim do Campeonato Mineiro, Atlético-MG e América-MG - que perdeu a chance de quebrar um jejum de 11 anos no torneio - passam a pensar na disputa do Brasileirão. As equipes estreiam na competição nacional já no próximo fim de semana. No domingo, o Galo visita a Ponte Preta, em Campinas, já o Coelho volta a campo na sexta-feira, para enfrentar o Ceará, no Presidente Vargas.

Atlético-MG venceu o América-MG por 3 a 0 e conquistou seu 41º título estadual
Atlético-MG venceu o América-MG por 3 a 0 e conquistou seu 41º título estadual
Crédito da imagem: Agência Estado
O jogo
Precisando da vitória para ser campeão, o América-MG começou a partida agredindo bastante o time do Atlético-MG, mas a equipe alvinegra não se limitou a defender e também buscou o ataque, gerando um jogo bem movimentado e aberto. Aos nove minutos, o zagueiro Everton Luiz, conseguiu desviar cobrança de escanteio e quase abriu o placar para o Coelho.

Aos poucos o time americano passou a ter mais volume de jogo, enquanto o Atlético-MG procurou compactar as linhas de marcação e sair rápido no contra-ataque para surpreender a defesa da equipe alviverde. As jogadas de bola parada também foram usadas como arma pelo Galo. Aos 15, Mancini cobrou falta colocada e acertou a trave do goleiro Neneca, levantando a torcida atleticana nas arquibancadas do Independência.

Aos 20, depois de boa trama ofensiva do ataque alvinegro entre Bernard e Mancini, o meia-atacante conseguiu girar dentro da área, mas na hora do arremate foi pressionado pela zaga do Coelho, que foi esperta no lance para evitar o gol. Apesar da maior posse de bola do América-MG, o Galo se mostrou mais objetivo no duelo.

Atuando com três volantes, o time do técnico Givanildo Oliveira encontrou dificuldades na saída de bola. O armador Rodriguinho muito bem marcado conseguiu criar muito pouco, obrigado os atacantes Alessandro e Fábio Júnior a voltarem até o meio-campo para buscar bola, com isso, o time perdeu poder de fogo ofensivo. A ligação direta da defesa para o ataque também foi usada, mas sem sucesso.

Aos 30, Guilherme fez jogada individual pela esquerda e buscou o ângulo de Neneca, a bola explodiu na trave, e no rebote, o volante Serginho apareceu para mandar para as redes de cabeça, abrindo o placar e levando a torcida do Atlético-MG à loucura nas arquibancadas do Independência. Aos 38, o América-MG quase empatou com Rodriguinho em finalização cruzada, que obrigou Giovanni a fazer grande defesa.

Atlético-MG foi campeão mineiro após vencer o América no Independência
Atlético-MG foi campeão mineiro após vencer o América no Independência
Crédito da imagem: Agência Estado
No minuto seguinte, Guilherme armou um contra-ataque em velocidade para o Galo, a bola chegou aos pés do garoto Bernard, que com um chute seco no canto direito de Neneca ampliou o marcador ainda no primeiro tempo. Como o Atlético-MG precisava somente do empate para ficar com o título, os primeiros gritos de campeão já surgiram nas arquibancadas.

Na volta para etapa complementar, Givanildo Oliveira mudou o América-MG deixando o time mais ofensivo com as entradas de Kaio e do atacante Bruno Meneghel. Apesar das mudanças, o Atlético-MG que foi para o intervalo já dominando o jogo voltou da mesma forma para o segundo tempo, porém, o Galo que usou muito a velocidade nos primeiros 45 minutos passou a cadenciar mais a partida.

A partir dos 15 minutos o desespero já começou a atormentar os jogadores do América-MG, que precisavam de três gols para ficar com o título. Atacando de forma atabalhoada, o Coelho deu muitos espaços para o time alvinegro, que optou por valorizar a posse de bola, ameaçando pouco o goleiro Neneca.

Aos 22, o atacante Bruno Meneghel fez ótima jogada individual e quase diminuiu o placar para o time alviverde, em uma rara jogada de lucidez do ataque americano. Aos 31, o lateral Marcos Rocha soltou um petardo, que explodiu na trave de Neneca, na sobra, o garoto Bernard só teve trabalho de mandar para as redes para coroar a campanha e o título do Atlético-MG.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 3 X 0 AMÉRICA-MG

Local:
Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 13 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Fabiano Pereira (Fifa-TO)
Cartões amarelos: Guilherme, Bernard, Serginho e Mancini (Atlético-MG); Alessandro, Bruno Meneghel e Bryan (América-MG)

Gols:
Atlético-MG:
Serginho, aos 30, e Bernard, aos 39 minutos do primeiro tempo; Bernard, aos 31 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Serginho (Lima), Bernard e Danilinho; Mancini (Paulo Henrique) e Guilherme (Cláudio Leleu)
Técnico: Cuca

AMÉRICA-MG: Neneca; Patrick (Kaio), Gabriel, Everton e Bryan; China, Leandro Ferreira, Moisés (Adeílson) e Rodriguinho; Alessandro e Fábio Júnior (Bruno Meneghel)
Técnico: Givanildo Oliveira

Damião decide, Inter vira contra o Caxias e leva o bicampeonato do Gaúcho

Foi sofrido e emocionante. Mas no final das contas, o Internacional conquistou o título do Campeonato Gaúcho de 2012. Poucos dias depois da eliminação na Libertadores, o Inter se viu em apuros na final do Estadual contra o Caxias depois do empate por 1 a 1 na ida. No entanto, o colorado virou e venceu por 2 a 1 neste domingo, no Beira-Rio, garantindo a taça do Gaúcho.

Este é o segundo título seguido do Campeonato Gaúcho conquistado pelo Internacional, o quarto nos últimos cinco anos e o 41º na história colorada.

O Caxias abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o técnico Dorival Júnior colocou o meia D'Alessandro, dúvida para este jogo, em campo. E com gols de Sandro Silva, aos 23, e Leandro Damião, o Internacional quebrou a muralha da defesa adversária sagrou-se campeão do Gaúcho.

Damião marcou o gol da vitória colorada
Damião marcou o gol da vitória colorada
Crédito da imagem: Gazeta Press
O jogo
Fazendo valer o mando de campo, o Inter começou melhor a partida. A equipe apostava nas tabelas de Nei e Tinga pela esquerda e na movimentação e bolas paradas de Oscar. Os armadores, no entanto, tinham dificuldade em encontrar o centroavante Leandro Damião livre.

Dessa maneira, o Caxias foi crescendo de rendimento e começou a ter chances esporádicas na partida, principalmente com o meia Wangler. E foi dos pés do armador, que, aos 25 minutos, saiu o gol dos visitantes. O meia cobrou escanteio da direita, Vanderlei desviou no primeiro pau, e Michel apareceu livre na segunda trave para abrir o placar.

A equipe colorada sentiu o gol adversário e continuava tendo problemas para criar boas chances de gol. As bolas alçadas para Damião, por exemplo, eram sempre interceptadas pela zaga do Caxias. A apatia do Inter foi admitida até pela direção colorada no intervalo. "Estamos confusos. Vamos ver se melhoramos", disse o presidente Giovanni Luigi. "Péssimo. Agora é buscar a virada", resumiu o diretor executivo Fernandão.

O técnico Dorival Junior, no entanto, não se abateu com o placar adverso e fez duas substituições: D’Alessandro no lugar de Dátolo, e Dagoberto no lugar de Tinga.

As alterações deram certo, e o Internacional começou a segunda etapa abafando o adversário. Tanto que, logo aos cinco minutos, após tabela com Dagoberto, Oscar foi derrubado na área por Lacerda, e o juiz marcou pênalti. Nei, que vinha bem na partida, foi para a cobrança, mas Paulo Sérgio buscou a bola no canto direito e evitou o empate colorado. Pouco tempo depois, o goleiro salvou outra vez o Caxias, ao tirar bola de Oscar em cima da linha. Aos 17, a terceira defesa milagrosa, em cabeçada de Rodrigo Moledo.

Mas milagres não acontecem toda hora. O Inter tanto insistiu, que, aos 22 minutos, a bola sobrou para Sandro Silva dentro da área. O volante mandou um petardo no gol adversário, deixando tudo igual no Beira-Rio. Alguns minutos depois, Damião, que continuava apagado, recebeu boa bola pelo alto e cabeceou no canto direito de Paulo Sérgio, virando o jogo para os colorados.

O Inter ainda viu seu técnico ser expulso de campo e Damião eprder um gol feito, mas nada que pudesse abalar o desempenho da equipe. Após quatro minutos de acréscimo, o juiz apitou o final do jogo e do Campeonato Gaúcho de 2012, para a tristeza dos cerca de 1.200 torcedores do Caxias presentes ao Beira-Rio e de toda a parte tricolor do Rio Grande do Sul.
Inter conquistou a 41ª taça do Campeonato Gaúcho de sua história
Inter conquistou a 41ª taça do Campeonato Gaúcho de sua história
Crédito da imagem: Gazeta Press

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2 X 1 CAXIAS

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 13 de maior de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Assistentes: Altemir Hausmann e Marcelo Bertanha Barison
Cartões amarelos: Fabrício, Guiñazu, Rodrigo Moledo, D'Alessandro, Nei, Dagoberto e Leandro Damião (Internacional); Lacerda, Michel, Alisson e Rafael Santiago (Caxias)

Gols:INTERNACIONAL: Sandro Silva, aos 21 minutos do segundo tempo, e Leandro Damião, aos 26 minutos do segundo tempo
CAXIAS: Michel, aos 26min do primeiro tempo

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu e Tinga (Tinga); Oscar e Dátolo (Dagoberto); Leandro Damião
Treinador: Dorival Júnior

CAXIAS: Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alisson), Mateus e Wangler; Caion e Wanderley (Rafael Santiago)
Treinador: Mauro Ovelha