quarta-feira, 9 de maio de 2012

Zinho diz que vai pesar trauma de Zico antes de acertar com o Flamengo


O ex-jogador Zinho confirmou nesta terça-feira o convite feito pelo Flamengo para ele assumir o cargo de gerente de futebol, e disse que vai levar em consideração a passagem traumática do ídolo Zico como diretor do clube antes de dar uma resposta.
Atual comentarista do canal de TV de esportes Fox Sports, Zinho vai se reunir com a emissora e em seguida dizer se aceita ou não o convite até esta quarta-feira.
O tetracampeão afirmou que o que mais pesa na decisão é o tempo de contrato oferecido, e deixou claro que precisa de tempo para desenvolver um trabalho de qualidade.
- O Zico é um ídolo e saiu com a imagem arranhada. Eu não tenho a mesma dimensão dele no clube, mas também estou pensando nesse sentido. Se for para um período curto fica difícil. Se eu tiver que ir é para desenvolver um trabalho profissional sério - afirmou Zinho ao canal Fox Sports.


Na final criador x criatura, técnicos argentinos dão tempo na amizade por glória em times contrastantes

Eles começaram como treinadores na própria Argentina, mas é da Espanha que Marcelo Bielsa e Diego Simeone chegam à Romênia como peças importantes de Athletic Bilbao e Atlético de Madri na grande final da Europa League 2011-12, nesta quarta-feira, com Abre o Jogo a partir das 15h15 na ESPN e ESPN HD.

A decisão marca, além do reencontro dos dois bons amigos sul-americanos, a primeira final continental entre o criador do País Basco e a criatura da capital espanhola - o Atlético foi fundado por um grupo de estudantes bascos que viviam em Madri e queriam montar uma filial do time do norte da Espanha.

Do lado do Bilbao, a decisão é a primeira a nível europeu em 35 anos, já que a única vez que o time chegou à final da então Copa da Uefa acabou com o vice-campeonato em 1977. E o time volta ao cenário continental na primeira temporada de Bielsa, que recusou proposta da Internazionale de Milão para assumir a equipe.
 

Bielsa x Simeone fazem duelo paralelo em Bucareste, nesta quarta-feira
Bielsa x Simeone fazem duelo paralelo em Bucareste, nesta quarta-feira
Crédito da imagem: Reuters / Montagem ESPN.com.br
Na chegada, Bielsa logo impôs o estilo pelo qual ficou conhecido. Em pouco tempo saiu devorando videotapes da equipe, mudou jogadores de posição e montou um time versátil, de jovens atletas e sem grandes estrelas. Agora, busca o primeiro título continental depois de bater na trave com o Newell's Old Boys na Libertadores de 1992 e até com a seleção argentina, ao cair para o Brasil no famoso gol de Adriano que levou a decisão aos pênaltis na Copa América de 2004.

E foi exatamente no comando da equipe nacional que Bielsa começou uma relação próxima a Simeone. O ex-volante era um dos homens de confiança do então treinador da Argentina, que bancou a escalação do meio-campista na Copa de 2002 mesmo em recuperação de lesão sofrida atuando pela Lazio.

Simeone saiu jogando, foi titular na estreia sobre a Nigéria, mas acabou perdendo espaço durante a precoce eliminação argentina no Mundial. "Não venho aqui para recordar momentos e sim jogar uma final. Já declarei minha admiração por Marcelo. Sabem muito bem o que penso dele", disse o comandante do Atlético de Madri que assumiu o time em dezembro do ano passado.
Na época da seleção argentina: Simeone era volante de confiança de Bielsa
Na época da seleção argentina: Simeone era volante de confiança de Bielsa
Crédito da imagem: Reuters
Juntos, disputaram 30 jogos pela seleção, com 19 vitórias, seis empates e cinco derrotas. Na época, Simeone se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa argentina, com 106 partidas, marca depois superada por Ayala e Javier Zanetti.

O encontro marca ainda um duelo de times com fortes contrastes. Bielsa chegou depois de fazer história no Newell's (o estádio do clube até leva o nome de Marcelo), passar por futebol mexicano, Vélez, Espanyol e seleções da Argentina e do Chile. E, no time basco, conseguiu colocar o padrão que lhe agrada: posse de bola, ofensividade e velocidade - Pep Guardiola, por exemplo, já citou a seleção argentina de 2002 armada por "El Loco" como uma das grandes inspirações da carreira. Além disso, o Athletic não tem grandes estrelas e mantém o perfil de só contar com jogadores de origem basca, uma raridade nos tempos de futebol globalizado.

Já Simeone pegou um novo Atlético, que tem uma base diferente da que conquistou a mesma Europa League em 2010. Se aquele time tinha Forlán, Aguero, Simão e Reyes, este tem a força de Falcao, Diego, Arda Turan e Adrián. O centroavante colombiano, ex-Porto, é o artilheiro da atual edição com dez gols após ser o maior goleador no ano passado pelo clube português; já o meia brasileiro, ex-Santos, futebol alemão e Juventus, é o líder em assistências do torneio que termina nesta quarta. Se não tem o poder financeiro do vizinho Real Madrid, o Atlético não deixa de possuir a política de importar talentos.

Assim, "Cholo" aposta num time mais estático, sólido. O próprio rival deu a letra do que espera do jogo. "O melhor recurso do Atlético é conceder espaços para depois poder atacar num campo amplo e livre. Sabemos que é um risco e sempre tentamos não permitir desajustes no nosso time. Por outro lado, teríamos mais tempo de posse de bola e ataque. Nos sentimos bem e devemos estar bem. Temos de mostrar nossos recursos com naturalidade", apontou Bielsa.
No encontro pelo Campeonato Espanhol: amigos se encontram agora pela Europa League
No encontro pelo Campeonato Espanhol: amigos se encontram agora pela Europa League
Crédito da imagem: Divulgação Liga BBVA
Em campo, o único grande desfalque é Tiago, expulso pelo Atlético de Madri após se envolver numa briga quando o jogo contra o Valencia já estava praticamente decidido na segunda partida semifinal. E qualquer que seja o vencedor, a Espanha chega ao sétimo título da Europa League, deixando Inglaterra e Alemanha, com seis, para trás. Agora, só ficam atrás da Itália, maior vencedora com nove taças.

Independente de quem vença, um acordo entre os comandantes garante que eles não voltarão a se falar por pelo menos 30 dias. "Acordamos não dirigir a palavra", contou Bielsa. O próximo papo entre Loco e Cholo fica então para depois de 9 de junho, já bem longe de Bucareste e, para alegria de um e tristeza de outro, só com uma medalha de campeão europeu como treinador.

Será que Kaka sai real Madrid

Fica a duvida por que o time do Real Madrid
Este pedido pra vender o jogador 65 milhões de Eros será ele sai do time ele que não está numa fazer muito boa em seu futebol bonito de se jogar e de se ver
Será que ele voltara para o time italiano Milan

Fica a pergunta no ar será que ele sai  do timaço do Real Madrid ?

Zinho decide até quarta se aceita o Flamengo. Questão é tempo curto

No Flamengo, o discurso é que Zinho tem 90% de chances de dizer sim e assumir ainda nesta semana como novo gerente de futebol. A explicação do ponta-esquerda campeão mundial em 1994 e cinco vezes campeão brasileiro não é tão explícita. Ele confirma o convite, diz que pesa prós e contras e que responderá depois de uma reunião com a direção da "Fox" na noite desta terça-feira -- a resposta deve acontecer entre hoje e amanhã.

A tendência é o sim ao Flamengo, que prepara o time do Brasileirão com os anúncios de Victor Cáceres, do Libertad -- já contratado -- e Ibson, que apesar dos desmentidos do Santos será, sim, trocado por Rafael Galhardo e David Braz.

A tendência é que aceite, mas, na conversa abaixo, Zinho explica os motivos da dúvida. Mas deixa claro: "Isso tudo não significa que eu não esteja propenso a aceitar esse desafio."

PVC - Como está sua cabeça sobre o convite do Flamengo?
ZINHO -
Eu recebi mesmo esse convite, escutei a proposta, jantei com o Michel Levy, o Paulo Coutinho e o Walter Oaquim, o cara experiente da tuma, com quem trabalhei no tempo em que joguei pelo Flamengo. Recebi o convite e estou analisando. Pensando na turbulência do cargo. Hoje vou entrar em contato com a "Fox" para conversar com nosso vice-presidente, Edu Zebini. Até por uma questão de ética, não posso fechar um acordo com alguém enquanto tenho acordo com outro empregador, como é o caso da Fox, onde sou comentarista. Vou também ao Nova Iguaçu, clube em que tenho participação, bater um papo com o pessoal.

PVC - Você diria que está propenso a aceitar?
ZINHO -
Na verdade, eu não tenho ainda essa resposta mesmo. Uma questão que me preocupa é o tempo que terei para realizar o trabalho. Como a Patrícia tem mandato só até o fim do ano, ela só pode garantir minha permanência até dezembro e acho o tempo curto. Isso pesa um pouco. Se esse convite tivesse acontecido no início do ano, eu não teria dúvida que estaria te dizendo que aceitaria. Eu teria a função de remontar o elenco, trabalhar lado a lado com a comissão técnica. Dessa maneira, eu tenho só e ajeitar as coisas e seguir em frente. Mas não posso negar que tenho o desejo de exercer essa função, sim.

PVC - Pelo que entendi, seu Crizam, seu pai, é quem mais está dando força...
ZINHO
- Seu Crizam tá sempre comigo, é meu parceiraço! Eu não posso negar que estou muito honrado pelo convite. E vou tomar a decisão com calma, nas próximas horas.

xxx
Zinho: tempo curto para executar o trabalho

Flamengo ainda negocia com Ronaldinho para quitar dívida

Ao mesmo tempo em que busca recursos para reforçar o elenco do Flamengo para o Campeonato Brasileiro, a presidenta Patrícia Amorim trabalha para quitar pendências com Ronaldinho Gaúcho. O clube entende que deve R$ 2,25 milhões ao craque. O empresário e irmão do jogador, Assis, contabiliza os débitos em R$ 5 milhões.

"Só a parte de direitos de imagem é que está atrasada. O Flamengo tem uma visão, o jogador, outra. Já chamei o Assis para conversar, pois quero entender qual é o problema", disse Amorim.

"Na Justiça, isso (direito de imagem) é salário. Mas eu entendo perfeitamente o que acontece, a relação com a Patrícia é ótima, não existe problema. Ela está no período eleitoral, e essas notícias criam problemas", comentou Assis, sempre a destacar que Ronaldinho pretende cumprir o contrato

Para Maicosuel, superar o Vitória irá recuperar confiança do Botafogo

Botafogo terá a chance de se recuperar da goleada sofrida nesse domingo por 4 a 1 para o Fluminense nesta quarta-feira, quando os alvinegros recebem o Vitória, pela Copa do Brasil. A equipe carioca joga pelo empate sem gols, mas o meia Maicosuel afirmou que todos no clube só pensam em sair de campo com uma vitória para aumentar a confiança para a decisão do Estadual.

“Ainda bem que temos esse jogo na quarta-feira. Se fosse semana cheia, seria pior. É também uma partida em que temos a possibilidade de esquecer tudo isso jogando bem, fazendo gols, que é o mais importante. Esse jogo é muito importante. Dependendo de como for na quarta-feira, o ânimo volta”, disse ao site do clube.

A tristeza inevitável pelo resultado de domingo não foi o suficiente para tirar do camisa 7 a vontade de vencer. Muito pelo contrário. Mordido, o meia afirmou querer um Botafogo mais forte para recuperar o sorriso do torcedor alvinegro.

Maicosuel ressaltou que o Glorioso tem que mostrar dentro de campo que já superou o revés. O meia revelou que o primeiro objetivo é a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Somente depois disso, os alvinegros irão pensar no Fluminense, garantiu.

“A gente tem que provar lá dentro. Não adianta ficar só falando e remoendo tudo. A gente tem que provar a nossa capacidade. Estamos aqui porque merecemos. Sabemos do trabalho que fizemos para chegar até aqui e temos que ter isso em mente. Como o Oswaldo falou: domingo a gente vê no que dá. Do mesmo jeito que eles fizeram, podemos fazer também. Futebol é isso”, finalizou.

Valencia volta a treinar e pode defender Fluminense na quinta

O técnico Abel Braga comandou um treino leve nesta terça-feira, nas Laranjeiras, e contou com o retorno do volante Valencia, que tem boa chance de atuar contra o Internacional, na quinta, no Engenhão, em partida válida pelo segundo jogo das oitavas de final da Libertadores. O volante Diguinho e o atacante Wellington Nem continuam afastados por lesão e dificilmente serão liberados.

Contra o time gaúcho, a equipe carioca joga por vitória simples, depois do empate por 0 a 0 em Porto Alegre. Qualquer igualdade com gols dá a classificação para o Inter. Abel confia na experiência de seus craques veteranos para chegar às quartas.

"Nas partidas importantes, os grandes jogadores conseguem ir bem. Nestas situações em que é preciso assumir a responsabilidade, temos bons jogadores e um maestro (Deco)", comentou o meia Thiago Neves, em referência às vitórias sobre o Boca Juniors, em Buenos Aires, e sobre o Vasco (final da Taça Guanabara) e o Botafogo, no último domingo.

Caso a volta de Valencia seja confirmada, Abel vai decidir entre Edinho ou Jean para deixar a equipe. A dupla foi bem na proteção à zaga nos 4 a 1 sobre o Botafogo, que deixou o Fluminense muito perto do título estadual.

"A qualidade do nosso elenco é muito grande. Sai um, entra outro e a maneira de jogar não muda", destacou Jean.

Cristóvão Borges diz que Vasco não será defensivo contra o Lanús

O técnico Cristóvão Borges voltou a lamentar a ausência de Dedé no time do Vasco, nesta terça-feira, véspera da segunda partida contra o Lanús, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. O desfalque do zagueiro poderá ser decisivo porque o time carioca joga por um empate sem gols para avançar na competição.

"Acreditei que o Dedé fosse jogar. Existia uma chance. Mas qualquer lesão deste tipo traz um risco. Vamos torcer para que ele se recupere e esteja pronto para ajudar na sequência", comentou o treinador, em referência ao edema ósseo na fíbula esquerda do zagueiro.

Sem poder contar com Dedé, Borges formará a zaga vascaína com Renato Silva e Rodolfo. O treinador, porém, avisou que não pretende jogar na retranca na Argentina. Ele já confirmou o meio-campo reforçado e mais ofensivo com os veteranos Felipe e Juninho Pernambucano.

Na avaliação do treinador, uma formação mais fechada, à semelhança do esquema do Flamengo na Argentina (fase de grupos), não funcionaria com o Vasco.

"Eles (Fla) jogaram com um bloqueio defensivo importante e deu certo. Conseguiram controlar o jogo na Argentina e mereciam ganhar. Só não posso repetir o que o Joel (Santana, técnico) fez pelas características diferentes das equipes", analisou.

O Vasco entrará em campo nesta quarta, às 22 horas, escalado com: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Eder Luís e Alecsandro.

CBF emite ofício sem esclarecer situação de Oscar, e meia é dúvida para quinta

Apesar de o meia Oscar estar relacionado para jogo de quinta-feira contra o Fluminense, pela Libertadores, a escalação do jogador segue sendo dúvida. Nesta terça-feira à tarde, a CBF enviou um ofício à Conembol e à Federação Gaúcha de Futebol que não deixou claro a situação do atleta. Na carta, a entidade citou as duas decisões judiciais sobre o caso que envolve Internacional e São Paulo.

A CBF explica que acatou a decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que liberou Oscar para trabalhar onde ele quiser, no caso, atuar pelo Inter, mas ao mesmo tempo diz que o meia ainda tem contrato em vigor com o São Paulo.

"Cumpre-nos esclarecer que, por força de decisão judicial proferida em 26-4-2012, em processo de habeas corpus, a Justiça do Trabalho determinou que a CBF procedesse à inscrição do referido atleta em favor do Sport Club Internacional, conforme contrato nº 2011009170, celebrado pelo período de 25-8-2011 a 24-8-2016. Sucede que tal referida decisão não anulou o julgado anterior do Tribunal Regional da 2ª Região, que assegurou a validade do contrato nº 619191, firmado entre o mesmo atleta com o São Paulo F.C, pelo período de 5-12-2007 a 4-12-2012", diz o documento enviado pela CBF.

Ao ficar sabendo do ofício, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, reconheceu que a situação está mal explicada e vai entrar em contato com a Conmebol.

"É realmente dúbio. É incrível uma entidade colocar o que está naquele texto. Mantive contato com a Conmebol, com a CBF. Falei com o presidente, que está em Zurique. Inclusive temos o contato da Federação Gaúcha de Futebol. Vamos aguardar as próximas horas ou o dia de amanhã. O jogador está registrado como atleta do Inter. É o que vale", disse o presidente, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Com o habeas corpus da Justiça, Oscar jogou no último domingo diante do Caxias, pela primeira partida da final do Campeonato Gaúcho, e fez o gol colorado no empate, por 1 a 1.

Por enquanto, Oscar está relacionado pelo técnico Dorival Júior para o jogo desta quinta-feira, mas a presença dele ainda não está garantida. Depois do empate por 1 a 1 no Beira-Rio, Fluminense e Iternacional se enfrentam novamente nesta quinta, no Engenhão, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

Um jeito nada agradável de dar as "boas-vindas"

Isso dói!
Isso dói!

Atingir ou não atingir, eis a questão. Quem é tradicionalista adorou o que o arremessador Cole Hamels fez ontem.

Logo no início do jogo entre Washington Nationals e Philadelphia Phillies, Cole Hamels (um dos melhores jogadores da liga) se deparou com Bryce Harper, um menino de apenas 19 anos que já está eletrizando a Major League Baseball. A imprensa só fala dele, o torcedor do Washington Nationals já invade as lojas pra comprar a camisa número 34 do atleta e ele não tem nem idade pra beber lá nos Estados Unidos.

Existem "códigos não escritos" no beisebol:

1.Se você tentar roubar os sinais do catcher, vai levar uma bolada do arremessador.
2.Se você atingir o meu melhor jogador, pode ter certeza que o seu receberá um hematoma enorme nas costas na próxima vez que for ao bastão.
3.Se você é novato e de alguma forma exala desrespeito ao jogo, você conhecerá uma bola rápida entre os ombros e as nádegas.

Ontem, Cole Hamels optou pela clausula 3. O veterano admitiu ter atingindo o calouro Harper de propósito para dar as "boas-vindas à MLB". Harper foi a primeira escolha do draft de 2010. O talentosíssimo jogador ficou apenas um ano nas Ligas Menores antes de estrear no dia 28 de abril. Com grandes rebatidas, ele já cativou o torcedor e não consegue fugir das manchetes. Ele é jovem, confiante, com muita energia. Cole Hamels quis apenas "abaixar a bola" um pouquinho do rapaz.

A pergunta é: Isso é certo?

A MLB achou que não e lhe deu uma suspensão merecida de 5 jogos.

Mesmo admitindo que acho a situação toda um pouco engraçada, Hamels tinha que ser punido. Ele não pode simplesmente atingir um jogador (isso dói,viu?) e depois ir pra imprensa e falar que o fez de propósito. Desculpa, mas calouro ou não, isso é errado.

SE o Harper tivesse dado um swing tão forte numa bola do Hamels tentando bater um home run pro outro lado do planeta, ou SE Harper tivesse batido um HR e tivesse comemorado excessivamente, aí sim, ele merecia uma bolada na região das nádegas JUNTAMENTE com um comunicado à imprensa. Nesse caso, eu apoiaria Cole Hamels.

Quem viu o que aconteceu ontem já sabia que o ato de Hamels tinha sido proposital. Harper aceitou e foi à primeira base. Pena que Hamels teve que abrir a bocona dele para a imprensa. O recado já tinha sido dado. "As boas-vindas" já estavam estampadas na lombar do menino. Até aí, tudo bem. Sou tradicionalista e não tive problema com isso, mas depois, Hamels foi longe demais.

Sabe o que foi mais legal de tudo isso? A redenção do calouro. Ele ganhou a primeira base de graça, foi até a terceira numa rebatida simples e logo depois se tornou o primeiro novato com menos de 20 anos a roubar o home plate desde 1964.

Foi sensacional, foi a melhor forma de dar o troco.

Boa garoto!

Bryce Harper riu por último
Bryce Harper riu por último



O que acham? Foi justa a punição? Que tal esse Bryce Harper?

Santos de Neymar fatura R$ 585 mil; Tricolor e FPF papam R$ 315 mil

Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiçá interessante e, porque não dizer, um extraordinário exercício financeiro.

Da renda de R$ 1.849.376,00, produto da venda de 40.146 ingressos, Guarani e Santos beliscaram R$ 1.171.026,36 – R$ 585.513,18 para cada um.

Um belo reforço de caixa, certo? Errado. E como! As despesas do primeiro duelo da final do Paulistinha abocanharam R$ 678.349,65, ou parcos R$ 92.836,47 a mais que os grandes protagonistas da festa.

Empurrado goela abaixo aos clubes pela dadivosa Federação Paulista de Futebol, o Morumbi rendeu R$ 221.925,12 de aluguel ao soberano São Paulo – sem contar a média com caviar e champanhe (Neymar & Cia.) proporcionada às empresas que alugam camarote e chiavam contra a falta de um belo rega-bofe.

(Ano passado, os camarotes e as cadeiras cativas colocaram R$ 20 milhões nos cofres do clube).

Já a BWA papou R$ 147.950,08 com os ingressos, enquanto a generosa entidade que rege os profícuos destinos das chuteiras furadas de São Paulo beliscou R$ 92.468,80.

Há outros descontos na rica prestação de contas como ambulância (R$ 6.000,00), fiscalização (R$ 14.000,00) e despesas diversas (R$ 33.402,82).

Por enquanto, não se sabe de nenhum movimento na impoluta FPF para incluir no borderô a mão de obra da turma que vende pipoca, amendoim e outras guloseimas dentro do estádio.
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Zapping. O mata-mata do Paulistinha levou uma bordoada do tira-teima do Carioquinha no ibope global. Enquanto o duelo Guarani x Santos cravou 20 pontos de média na grande Pauliceia desvairada e engarrafada, o embate Fluminense x Botafogo rendeu 28 pontos na Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores. Há uma semana, São Paulo x Santos, pelas semifinais, amealhou 22 pontos. Já a decisão Botafogo x Vasco, pela Taça Rio, marcou 29 pontos. Ainda na plim-plim: o sétimo episódio do reality show ‘The Ultimate Fighter’ obteve 10 pontos, um a menos que o sexto.

Sugismundo Freud. A calúnia é como carvão: quando não queima, suja.

Cassino. Felipão é um apostador de mão cheia, adorado pelos crupiês da bola furada: jogou todas as fichas em Chico, Gerley, Ricardo Bueno, Fernandão e Pedro Carmona e... perdeu. Não emplacou um.

Tungada à vista. Depois do retumbante fracasso da Timemania, o Circo Brasileiro de Futebol já começa a mexer os pauzinhos para encontrar uma fórmula que permita aos clubes pagar mais de R$ 4 bilhões em dívidas. A pizza do calote: impostos, contribuições previdenciárias, canos em fornecedores, salários atrasados e outros temperos. O esperto presidente José Maria Marin, o popular Zé da Medalha, convenceu o deputado pitbull Romário a servir de abre-alas na passarela da ‘ilha da fantasia’. De uma hora para outra, o Baixinho virou amigo de fé e irmão camarada do cartola. E segue o baile!

Twitface. Santos, papa-títulos: um é pouco, dois é bom e três é a certeza da soberania.

Tico e Teco. Os torcedores de Guarani e Botafogo ainda podem sonhar com uma reviravolta nas finais do Paulistinha e Carioquinha. De acordo com a matemática do ‘Chance de Gol’, o Índio campineiro carrega uma ótima porcentagem de 0,5% de soltar o grito de campeão, contra limitados 99,5% do Santos. Já a estrela solitária tem respeitáveis 4,7% de chances de brilhar como vaga-lume diante dos parcos 95,3% do Fluminense.

Tiro-curto. O ‘professor’ Tite mandou um ótimo recado para reforçar o otimismo da Fiel’: o time está pronto para decidir a vaga nos pênaltis contra o Emelec.

Gilete press. De Tutty Vasques, no ‘Estadão’: “Os Campeonatos Paulista e Carioca acabaram de véspera! Seria mais emocionante se, em vez de enfrentar o Guarani e o Botafogo, respectivamente, Santos e Fluminense fizessem um amistoso de entrega de faixas no domingo que vem.” Mais renda, mais emoção. Sucesso garantido!

Pif-Paf. Corre à boca pequena, grande e de jacaré: os coirmãos Corinthians, São Paulo e Palmeiras devem processar o Santos por bullying?

Tititi d’Aline. O meio-campista holandês Seedorf não dorme no ponto. Já sabe tintim por tintim como funcionam as coisas no Botafogo carioca, principalmente o depósito bancário pelos serviços prestados. Um araponga fez o serviço.

Você sabia que... o Palmeiras colocou à venda réplicas do velho Palestra Itália por R$ 349,90?

Pombo-correio. “Gostaria de sugerir ao Neymar que homenageasse em suas comemorações não só os jogadores do Santos, mas grandes atletas de outros clubes como Reinaldo (Galo), Gerson (Botafogo), Zico (meu Flamengo), Rivelino (Corinthians)... “ – do internauta João Duarte – faz sentido.

Bola de ouro. Joice Silva. Sem oba-oba da mídia, mas com muita garra, a brasileira carimbou o passaporte para os Jogos de Londres na luta olímpica. Garantiu a vaga na Finlândia. Venceu quatro combates e perdeu apenas a final.

Bola de latão. Thomaz Bellucci. Uma bela raquetada no ranking da bolinha: desabou 29 posições. O brasileiro caiu do 40º para o 69º lugar.

Bola de lixo. Vereadores/SP. Sanguessugas do sucesso não perderam tempo: aprovaram título de cidadão paulistano para Neymar.

Bola sete. “Botafogo é igual ao Elvis Presley: fez sucesso nos anos 60, já morreu, mas seus fãs acreditam que ainda vive” (de torcedores do Tricolor, tentando consolar o coirmão após o fuzilamento na final – desce o pano).

Dúvida pertinente. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe: Neymar entraria no lugar de quem?

Seu time perde o título estadual. Você ainda sofre por isso?

Nenhum dos estádios que receberam jogos decisivos pelos estaduais lotou no fim de semana.

Mas costumam superlotar em pelejas assim da Copa do Brasil, Libertadores, Brasileiro.

Não, as pessoas não deixaram reepentinamente de gostar do futebol e dos seus times de coração.

Pelo jeito elas já não gostam, não ligam, não vibram mais como antes pelos torneios estaduais.

E esta é apenas uma constatação, pois nem os melhores públicos lotaram os estádios (abaixo).

E você, ainda sofre como antes quando seu time perde a chance de ser campeão estadual?

As arquibancadas no domingo de decisões:Santa Cruz 0 x 0 Sport - 44.082
Guarani 0 x 3 Santos - 40.149
Vitória 0 x 0 Bahia - 31.263
Botafogo 1 x 4 Fluminense - 28.182
Atlético-GO 2 x 2 Goiás - 18.345
Avaí 3 x 0 Figueirense - 16.434
América 1 x 1 Atlético-MG - 14.593
Fortaleza 0 x 0 Ceará - 13.832
Caxias 1 x 1 Inter - 12.042
ABC 0 x 2 América - 12 028
Atlético-PR 2 x 2 Coritiba - 9.843


Torcida do Santa foi a que mais compareceu, mas não lotou o Arrudão
Torcida do Santa foi a que mais compareceu, mas não lotou o Mundão do Arruda desta vez

terça-feira, 8 de maio de 2012

Libertadores


20h00 Vélez Sarsfield 1x1 Atlético Nacional
22h30 Libertad 2x0 Cruz Azul-MEX

Inglês

16h00 Liverpool 4x1 Chelsea

O time do são Paulo ta fazendo bobagem

O time do são Paulo ta fazendo bobagem querendo manter o jogador
Oscar no são Paulo já que o jogador não quer volta para o clube do são Paulo e quer se manter no clube do Internacional e time do Morumbi fica insistida na coisa que a gente ver que os clubes estão se desgastando a toa vão perde amizade no futuro está bem parecido que vai acontece isso pelo anda da Brica

Judicial tem que se manter a vontade do jogador e não a do clube do são Paulo e se a vontade do atleta Oscar quer se manter no Internacional

Perder de 3 e ganhar elogios do rival? Melhor jogar na retranca

O Guarani jogou limpo, fez menos faltas do que o Santos (19 a 25), finalizou bem (nove vezes contra 14 dos santistas) e tentou sair para o jogo de forma corajosa até. Resultado disso tudo? Derrota por 3 a 0 e elogios do técnico adversário. Muricy Ramalho dedicou palavras positivas ao time campineiro, que não deu pontapé, blá, blá, blá. Ok, jogar sem distribuir pancada é algo digno correto e elogiável.

Mas levar um gol de contra-golpe era algo a ser evitado. Perdendo por 1 a 0 e com muito tempo de jogo pela frente, mais toda a partida do domingo que vem, qual o motivo para correr riscos sendo reconhecidamente inferior? O Guarani deveria ter se fechado, armado uma forte e consistente retranca. Poderia pelo menos tentar transferir o problema para o Santos, óbvio favorito da tarde.

Santistas comemoram no gramado do Morumbi na fácil vitória
Santistas comemoram no gramado
Com 0 a 0, um time fechadinho seria o ideal. Perdendo por um gol também. Reduzir as chances de finalização do Santos, os espaços de Neymar e Paulo Henrique Ganso, dificultar ao máximo o time que é bem superior... Essa deveria ser a missão bugrina. Dessa maneira, as possibilidades de sobreviver até a segunda partida decisiva ainda poderiam existir.

Do jeito que jogou, o Guarani ganhou elogios de Muricy, da imprensa, mas deu adeus ao sonho do título. Valeu a pena? Não! O mesmo raciocínio se encaixa no Botafogo depois que, com um homem a menos, se viu em desvantagem no placar. Poderia trancar a defesa, mas seguiu exposto. A ponto de os zagueiros saírem da área em "botes" equivocados que resultaram nos 4 a 1 impostos pelo Fluminense, com direito a gols com atacante entrando cara a cara com o goleiro Jéferson.


Jogadores do Fluminense festejam na goleada do Engenhão
Jogadores do Fluminense festejam

Qual a vergonha da retranca? Jogar defensivamente diante de um time superior ou dentro de determinadas circunstâncias, em meio a emergências, é tão digno quanto sair para o ataque. E uma demonstração de humildade, de inteligência também. O Chelsea fez isso e eliminou o Barcelona na Uefa Champions League. O Guarani nem tentou. O Botafogo, quando se viu em situação delicada no clássico, poderia tentar. Fluminense e Santos agradecem.

Sinceramente, se eu fosse treinador, odiaria receber elogios do técnico adversário após levar uma escovada dessas. Quem chega a uma decisão não pode fazer papel de "sparring".

Juventus campeã: 25 jogadores (avaliados no post), um técnico e um estádio


Post para ler ouvindo (ou depois de ver) um dos muitos shows da torcida da Juve em seu novo estádio nesta temporada:



A Juventus, enfim, voltou pra valer. Seis anos depois do rebaixamento à Série B pelo escândalo conhecido como Calciopoli (e se a essa altura você não sabe do que se trata, dei um Google pra você), o time volta a conquistar um título italiano.

Para os torcedores, o 30o título. Oficialmente, justamente por causa do Calciopoli, o 28o.

Mas não importa. Importa, sim, o fato de o título ter sido conquistado com absoluta justiça (e não sou dos que acham títulos ou vitórias sempre justos): além de ainda não ter perdido sequer um jogo na temporada, a Juve tem um elenco inferior ao do Milan, com menos estrelas. Tanto que, pelo menos até a segunda metade do returno, sempre vi o time milanês como favorito.

Quebrei a cara, mas quebrei satisfeito. Porque o reencontro da Juventus com os títulos e seu retorno à Champions League é bom para a principal competição interclubes do mundo. E, claro, é bom para o futebol italiano, que volta a ter um clube forte e tradicional como representante na Europa.




O técnico Antonio Conte (foto) foi talvez o principal destaque da conquista: montou um time sólido, uma defesa fortísssima e um meio campo que alia como poucos a capacidade de marcação com a qualidade criativa. O novato Conte também mostrou grande variação de esquemas táticos durante a conquista do scudetto: seus adversários raramente sabiam como a Juve jogaria. Com uma simples modificação no posicionamente de Chiellini, Conte fazia a Juventus mudar de esquema sem precisar fazer alterações. E, mais impressionante, o rendimento nas mais variadas formações era, em geral, o mesmo. Sempre eficiente.

Assim como o Milan com Allegri no ano passado, a Juventus deu uma aula ao apostar em um técnico jovem, deixando de lado os medalhões. Mas seu principal ensinamento para os demais clubes italianos foi o Juventus Stadium (veja post antigo sobre o estádio, que custou menos de R$ 280 milhões). Sempre lotado, o novo estádio fez com que a Juve deixasse de ser vista como a equipe com a-maior-torcida-que-não-ia-ao-estádio-da-Itália.

A Juve mostrou que estádios (baratos!) podem, sim, ser parte importante na recuperação de clubes e, mais ainda, na recuperação do futebol de todo um país. O vídeo no início do post é uma prova disso. Hoje, o Juventus Stadium é um caso único no futebol italiano. Mas é preciso que vire um exemplo.

Por fim, vamos a eles, os jogadores. Os 25 caras que ganharam o troféu suando, os que jogaram pelo menos um minuto. Avaliados abaixo, em ordem descrescente de importância na conquista. Mais tarde volto aqui para escrever uma frase sobre cada um deles, explicando a avaliação abaixo. Por ora, a avaliação fica na base das estrelas:




CINCO ESTRELAS *****

Pirlo (foto acima, depois da conquista)
Marchisio

QUATRO ESTRELAS ****
Buffon
Barzagli
Chiellini
Vidal
Vucinic
Del Piero (aqui um post antigo sobre Il Capitano, lembra?)
Matri

TRÊS ESTRELAS ***
Lichtsteiner
Bonucci
Pepe

DUAS ESTRELAS **
Quagliarella
De Ceglie
Giaccherini
Estigarribia
Borriello
Caceres

UMA ESTRELA *

Pazienza
Krasic
Padoin
Elia
Storari
Grosso
Marrone

QUER AVALIAR OS JOGADORES DA CONQUISTA, APONTAR SEUS DESTAQUES? É SÓ USAR O ESPAÇOS DOS COMENTÁRIOS ABAIXO

VÍDEO: As viradas podem não ser impossíveis, mas são inéditas no Rio e SP

A final entre Fluminense e Botafogo ficou desigual por dois motivos fundamentais: a expulsão de Lucas e a atuação de Deco. E com 4 x 1, a decisão fica praticamente igual à última decisão entre Flu e Bota, em 1975. Naquele ano, o Fluminense fez 4 x 1 no Vasco e o Botafogo perdeu por 2 x 0 para o Vasco. Para ser campeão no terceiro e último jogo do triangular, o Fogão tinha de fazer 3 x 0 no Flu.

Sem necessidade de pênaltis.
O Botafogo venceu por 1 x 0, gol de Ademir Vicente, e terminou vice-campeão.

A lembrança serve para mostrar como é difícil a missão do Botafogo, assim como a do Guarani contra o Santos.
O comentarista esportivo é o único profissional que recebe a missão de assinar o atestado de óbito antes do cérebro ou do coração pararem de funcionar. Se não assina, parece estar em cima do muro.

Digamos, então, que o padre já deu a extrema-unção ao Guarani e que está na sala observando o paciente, no caso o Botafogo.


Veja o comentário de PVC no Bate-Bola!
Melhor do que dizer que a virada é impossível é olhar a história e apontar o fato: nunca houve nas finais do Rio e de São Paulo uma virada, em finais, como a necessária no próximo domingo.

Em São Paulo, a era dos pontos corridos terminou em 1968, por causa do título do Santos disparado. Não adiantou. Em 1969, com quadrangular decisivo, o Santos foi tri empatando com o São Paulo por  0 x 0 na partida do título.

Desde então, em 43 anos de fórmulas distintas, só três viradas foram registradas em decisões: em 1993, o Palmeiras levou 1 x 0 do Corinthians e virou com 3 x 0 (mais 1 x 0 na prorrogação em que jogava pelo empate); em 1998, o São Paulo sofreu 2 x 1 do Corinthians e aplicou 3 x 1 para ser campeão; em 2007, o Santos levou 2 x 0 do São Caetano e fez 2 x 0 na segunda partida. Foi campeão pelo saldo de gols.

No Rio, as viradas também não são frequentes nestes quarenta anos.
Em 1997, o Botafogo levou 1 x 0 do Vasco e virou com gol de Dimba; Em 2001, o Vasco fez 2 x 1 no Flamengo e levou 3 x 1, gol de Petkovic aos 43 do segundo tempo; Em 2005, o Fluminense levou 4 x 3 do Volta Redonda e virou para 3 x 1 com gol de Antônio Carlos, no último minuto.

Impossíveis as viradas não são.
Inéditas, sim.
E o ineditismo dá noção de que Fluminense e Santos serão campeões no domingo.

Três palavras de um flamenguista de mentirinha

1 - Os campeonatos estaduais vão chegando ao fim de baixo de mais críticas do que merecem. O Carioca e o Paulista, principalmente, têm sido apedrejados de todos os lados: cartolas que os responsabilizando por seus cofres vazios, jornalistas reivindicando melhor matéria-prima para seus comentários, torcedores que simplesmente não vão aos estádios (pouco mais de 40 mil foram ao Morumbi, menos ainda ao Engenhão, na abertura das respectivas decisões). Todo mundo bate na mesma tecla: os estaduais já eram.

É inevitável reconhecer que as formas de disputa não são boas. E que há participantes de mais para futebol de menos. O calendário, é verdade, reservando menos de três meses para os estaduais, obriga os principais times a se desdobrarem para cumprir suas obrigações com a Libertadores ou a Copa Brasil. Críticas, portanto, justas. O que os estaduais não merecem é ver essas críticas volta e meia confundidas com sugestão para que deixem de existir. Revisá-los, atualizá-los, fazer força para que voltem a ser o que já foram, é boa pedida. Acabar com eles, não. São tradições que merecem se perpetuar.

2 - Técnicos estrangeiros na seleção brasileira? Mais cuidado, minha gente. Essa nossa mania de querer importar ideias e cabeças já custou caro ao futebol brasileiro. Em 1974, Claudio Coutinho voltou tão empolgado com o futebol da Holanda que tentou implantar aqui o “ponto futuro”, o “overlaping”, o “espaço vazio” e outras bobagens do tipo.

Ele acreditava mais nisso do que no talento de Zico, Reinaldo, Júnior, Marinho Chagas, Paulo César, Falcão. O máximo que conseguiu foi uma seleção brasileiro disforme, sem estilo, a tal “campeã moral de 1978”. Homem inteligente, Coutinho mudaria seus conceitos para, apostando no craque, fazer belo trabalho no Flamengo. Que tal tentarmos resolver nossos problemas à moda brasileira?

3 - Por falar em Flamengo, aos simpáticos (ou nada simpáticos) leitores que me escreveram a propósito da coluna “Merecer ou não merecer não é bem a questão” (17 de abril), esclareço que não sou, nunca fui e, claro, jamais serei torcedor do Flamengo. O que não impede de lamentar que um time brasileiro tenha saído tão cedo da Libertadores.

Torço, sim, para que Corinthians, Internacional, Fluminense, Santos e Vasco, sempre citados por ordem alfabética, cheguem o mais longe possível e que um deles saia campeão. É bom para a Libertadores, é ótimo para o futebol brasileiro. Se tantos leitores não me entenderam, a culpa não é deles.

VIDEOBLOG: Craque brasileiro, Neymar faz torcedores de outros times se sentirem atraídos pelo Santos

Eu fui a favor do jogo entre Santos e Guarani ser no Morumbi, não só pela arrecadação ser maior em termos financeiros, mas pelo seguinte argumento: a chance de muitos verem o Neymar, de os pais levarem seus filhos para vê-lo jogar, seria maior pelo fato de o jogo ser na capital.

O Neymar é o maior jogador do futebol brasileiro que apareceu desde o Zico provavelmente. Isso faz com que torcedores de outros times se sintam atraídos pelo time de Muricy. Ninguém torceria pelo Santos nessa final do Paulista, com exceção dos santistas, se não fosse pela presença desse craque.

E o atacante santista nem jogou tanta bola assim na vitória por 3 a 0 no domingo, já vimos jogos nos quais ele jogou muito mais. Porém, teve momentos de brilho.

Deixando um pouco o Santos de lado, temos o Fluminense, que com a vitória de 4 a 1 sobre o Botafogo deve ter liquidado o Carioca e deve ficar com o título. Não esperava um placar tão elástico. Para finalizar, exalto times menores que estão na briga pelos seus estaduais, como o América-MG e o Caxias.


Assista ao videoblog desta segunda-feira!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Argentino - Clausura

20h15 Colón 2x0 Belgrano

Inglês

16h00 Blackburn Rovers 0x1 Wigan

Francês


14h00 Auxerre 2x4 Bordeaux
14h00 Lille 0x0 Caen
14h00 Saint-Etienne 0x0 Olympique
14h00 Sochaux 0x1 Nancy
14h00 Toulouse 0x0 Nice
14h00 Lorient 0x0 Dijon
16h00 Rennes 0x2 Montpellier

MUSAS DO ESPORTES

VÍDEO: Juventus se reergue e conquista 1º título após escândalo de arbitragem e calvário na Série B

O dia 6 de maio de 2012 ficará para sempre marcado na história da Juventus. Após ser uma das protagonistas de um dos maiores escândalos de arbitragem da Itália e viver seu calvário na segunda divisão do país, a Velha Senhora venceu o Cagliari por 2 a 0, contou com a derrota do Milan por 4 a 2 no clássico com a Inter e pode comemorar o título do Campeonato Italiano, o primeiro após o capítulo mais negro da história do clube.

Os gols que valeram o Scudetto foram marcados por Mirko Vucinic, que chegou ao clube de Turim nesta temporada, logo aos seis minutos de partida, e por Cossu, contra. A Juve, comandada pelo ex-jogador Antonio Conte, ainda pode confirmar o título de forma invicta: até agora, em 37 jogos, são 22 vitórias e 15 empates.

A Juventus chega assim aos 81 pontos, abrindo quatro de vantagem para o Milan. Já o Cagliari, com 42 pontos, não tem mais chances de cair e vai encerrando a temporada de forma melancólica.



Veja a vitória que deu à Juventus o 28º título do Campeonato Italiano!
Escândalo e calvário - Descoberto em maio de 2006, o escândalo de arbitragem na Itália ficou logo conhecido como Calciopoli. As investigações envolveram cinco times da Série A, e as punições acabaram sendo bastante pesadas para a Juventus. A equipe Turim havia sido campeão das duas temporadas comprometidas pela armação de resultados (2004-05 e 2005-06), perdeu estas duas taças e ainda acabou rebaixada para a segunda divisão.

Na Série B, a Juventus viveu seu pior momento da história. Longe da elite, a equipe de Turim perdeu muitos de seus ídolos. Eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 2006, o zagueiro Fabio Cannavaro trocou a Velha Senhora pelo Real Madrid e ainda foi seguido pelo brasileiro Emerson. O sueco Zlatan Ibrahimovic e o francês Patrick Viera decidiram assinar pela rival Internazionale, enquanto o zagueiro Lillian Thurram e o lateral-direito Gianluca Zambrotta foram para o Barcelona.

Para piorar, a Juve ainda começou a segunda divisão com nove pontos a menos que todos os rivais. A campanha na Série B não teve grandes sustos – foram apenas quatro derrotas em 38 jogos -, mas as sequelas da queda ainda resistiram por um tempo. Desde o calvário, a equipe nunca mais havia sequer ficado na briga por um título.

Bem verdade, porém, que as duas temporadas seguintes ao acesso foram boas. Logo de cara, a Juve arrancou um terceiro lugar no Italiano e foi à Champions League. Na competição europeia, a equipe de Turim chegou até a ficar a frente do Real Madrid na fase de grupos, mas caiu nas oitavas de final diante do Chelsea.

A Juve ainda foi vice-campeã italiana em 2008-09, mas ficou longe da líder Inter na tabela de classificação – no fim, foram dez pontos de vantagem para a equipe de Milan. Na Champions do ano seguinte, a Velha Senhora foi mal e não passou da fase de grupos – ficou atrás de Bordeaux e Bayern de Munique e acabou caindo para o Fulham nas oitavas de final da Europa League.
Vucinic toca na saída do goleiro para fazer o primeiro gol da Juve em Cagliari
Vucinic toca na saída do goleiro para fazer o primeiro gol da Juve em Cagliari
Crédito da imagem: Reuters
Ainda restam três jogadores da equipe que viveu todo o drama do rebaixamento: o goleiro Gianluigi Buffon, o atacante Alessandro del Piero – ambos já consagrados à época e peças fundamentais na conquista da Itália da Copa do Mundo de 2006 – e o zagueiro Giorgio Chiellini – que começou a escrever a sua história em Turim justamente por conta do espaço deixado pela saída dos principais defensores da equipe.

Fim de jejum e hegemonia – Com a anulação dos Scudettos de 2004-05 (ficou sem dono) e de 2005-06 (foi para a Internazionale), a Juventus não conquistava um título desde 2003, quando levou a Série A e também a Supercopa. Assim, a Velha Senhora quebra neste domingo um incômodo jejum que já durava nove anos. Além disso, o triunfo acaba com o domínio de Milão na competição nacional. Afinal, as últimas sete taças da Série A ficaram na cidade devido às cinco conquistas da Inter e as duas do Milan.

O título desta temporada ainda amplia ainda mais a hegemonia da Juventus na Itália. A equipe de Turim é a maior campeã do país com 28 títulos e agora abre dez taças de vantagem para a própria Milan e para a Internazionale, que seguem com 18.

O maior artilheiro pós-Pelé ou o homem que mudou a história do Santos

Pelé parou e o Santos não acabou!
Longe,bem longe disso.
Mas a frase que abre este texto relembra um período difícil da vida de qualquer torcedor santista. Aqueles doídos anos 60 em que as torcidas rivais iam às arquibancadas gritar é, é, é, viúva do Pelé!

Ou dizer que o Santos tinha acabado, porque Pelé tinha parado.

Que nada!
O gol 104 da vida de Neymar pelo Santos faz dele o maior goleador da vida santista depois de Pelé.
Empate com João Paulo e Serginho Chulapa, goleadores de títulos solteiros nos anos 70 e 80. João Paulo fez gol na vitória por 3 x 1 sobre o Guarani, na semifinal de 1978.
Serginho marcou e deu a taça de 1984.

Neymar fez mais. Fez o Santos voltar a ser hegemônico, como confirma a iminente conquista do tricampeonato.
Depois da vitória sobre o Guarani, em que Ganso foi o melhor em campo, Muricy Ramalho esquivou-se de comparar o time atual com o tricampeão pela última vez, em 1969.

"Aquele era diferente, era uma máquina de jogar futebol", disse o treinador atual.

Era mesmo, mas a resposta de Muricy remete à comparação objetiva, que faz o tri de 1962 ser melhor do que o de 1969 e este melhor do que o de 2012.
Com pouca distância.

O time de 1969 já não era a máquina de Gilmar, Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio Coutinho, Pelé e Pepe, bicampeão mundial.
Era diferente e foi campeão com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Edu, Pelé e Abel, dirigido por Antoninho e tri com empate por 0 x 0 com o São Paulo, em 21 de junho de 1969.

Para ser tri em 1962, o Santos jogou vezes em três campanhas, com 71 vitórias, 14 empates e 9 derrotas, 84,4% de aproveitamento.
Para ser tri em 1969, o Santos jogou 81 vezes, com 57 vitórias, 14 empates e 10 derrotas, 76,1%.
Para ser tri em 2012, o Santos terá jogado 68 vezes. Se vencer domingo que vem, terá 48 vitórias, 11 empates e 10 derrotas, com 74,8% dos pontos conquistados.

O Santos de Neymar não é melhor. Mas é um timaço!

Imbatível, Gabriel Medina vence em Lowers

Mais um dia histórico para o surf brasileiro começou com o sol aparecendo, esquerdas e direitas de 4 a 5 pés, terral. O último dia do Nike Lowers Pro prometia ser um show na corrida pelos 40 mil dólares, o troféu de ouro e 6500 pontos para o Ranking Mundial. Foi o show do GabriAir.

Medina e Miguel podem começar uma nova ferrovia, de ouro, no Brasil.
Medina e Miguel podem começar uma nova ferrovia, de ouro, no Brasil.
Crédito da imagem: DaTela
Estávamos nas quartas. Glenn dominou as esquerdas e a prioridade. Mesmo manobrando longe do pocket fez mais pontos. Jeremy pegou o primeiro e único tubo do evento. Ontem venceu a bateria com a prancha da Lisa Anderson, deveria ter surfado com ela hoje. Depois de quebrar sua prancha na bateria ficou a pé. Gosto mais do surf do Jeremy, mas Glenn foi mais eficiente e Jeremy ainda fez uma interferência achando que tinha a prioridade. [13.30 X 12.67]

Jeremy pegou o único tubo do evento.
Jeremy pegou o único tubo do evento.
Crédito da imagem: Hilleman
Contraste interessante. Dinamismo de Florence X power de Tanner. Gudauskas pegou a melhor da bateria logo de cara [7.67], mas, só depois de uma eternidade, faltando 6 minutos para o fim da bateria, Tanner pegou sua segunda onda. Enterrou-se. Esperou a boa, mas esperou demais. Florence estava passeando seu estilo pelas ondas simpáticas e já tinha 13.20 e a prioridade. Tanner perdeu precisando de apenas 5.53. Ainda foi numa menor e bateu na trave, fazendo 5.33. Mereceu perder. [13.20 X 13.00]

Gabriel Air Force detona novamente. Esse evento lembrou o de Imbituba
Gabriel Air Force detona novamente. Esse evento lembrou o de Imbituba, só que dessa vez ele estava muito mais calmo. Isso foi fatal para todos os seus oponentes.
Crédito da imagem: Hilleman
Lá foi Medina, abrindo a bateria com 9.00. Chega a ser desconcertante, para os outros competidores, claro. Dois gênios, um com objetivo, outro sem. Dane Reynolds estava fora de sincronia com as poucas ondas que surgiram. GabriAir foi perfeito em sua tática. Dane nem deveria estar ali. Quer dar show? Ótimo, mas então que o dê. Boiar na bateria toda sem fazer nada me parece falta de respeito com quem quer competir de verdade. GabriAir colocou o último prego no caixão do Dane ao esculhambar uma direita e afundá-lo de vez em “comboland”, com mais 9.20. Bem feito. [18.20 X 11.13]

Dane é um surfista incrível, mas um péssimo competidor.
Dane é um surfista incrível, mas um péssimo competidor.
Crédito da imagem: Hilleman
As ondas estavam menores, mas Adrian tirou tudo o que podia delas. Mesmo errando o ângulo de algumas manobras conseguiu demonstrar vontade e finalizar convincentemente. A escolha de ondas começou a pesar cada vez mais e não parecia ser o dia da família Gudauskas. Patrick mostrou o que sabe só numa direita e, faltando 3 segundos, quase virou numa esquerda, como fez ontem contra Occy. [13.83 X 13.50]

SEMIS

De todos na lista das dez melhores notas do evento [4 são do GabriAir], só Medina, descaradamente favorito, estava nas semis, onde chegou como único a fazer somatória na casa dos 18 e não 13 pontos como os outros nas quartas. Três desses atletas nas semis são goofys.
Florence, único regular no jogo, errou 3 ondas. Com mais de metade da bateria corrida quase acertou um rodeo de back. Glenn, com apenas 4.17 estava praticamente na frente. Precisava de apenas 0.40. Mandou “7.77 Occy Style” numa direita. Poucas ondas. Flo precisava de 9.44. Daí, Glenn foi numa direita deixando a de trás para Flo. Grande erro. Aéreo rodando, sem grab, monstro para marcar 9.00, numa só manobra. Faltando 2 minutos ele precisava fazer 2.94. E fez 3.17. Glenn, precisando de 4.41, nos últimos segundos, fez 4.83. Bateria esquisita, mas foi isso. Pensei que Flo estava escondendo o jogo na maior parte do evento, na real não encontrou seu jogo, mesmo acertando manobras sobrenaturais.

Nos primeiros segundos GabriAir fez o que fez o evento todo. Levantou o público. Aéreo rodando, estratosférico, variação de manobras assombrosa, fechando com outro aéreo improvável pela falta de tamanho da coitada da onda no inside. O primeiro 10 do evento era dele. Comecei a lembrar de Imbituba. Outro reverse, depois de duas rasgadas, mais 8.90. Ace havia marcado 6.00 pontos e ainda havia 22 minutos de bateria pela frente. Medina, aéreo rodando quase rotação total sem as mãos, tail slide reverse, air reverse [9.80]. Maior somatória do campeonato [19.80]. Assim não dá, deve ter pensado Ace, que não conseguiu se recuperar do choque de estar na maior combi, percisando de 19.81. Que massacre [19.80 X 8.43].

FINAL DO MEDINA
 


Esses foram os primeiros movimentos da final.
Medina estava de lycra amarela.
Foto: DaTela
Como deter esse cara? Deve ter pensado Glenn antes da bateria de 30 minutos. Nem os locutores, imparciais em teoria, acreditavam que havia jeito. Já sei, pensou Glenn: “vou fazer interferência na primeira onda que vier, assim acabo com meu desespero rapidamente”. E foi o que ele fez, mas os juízes não deram, ainda não entendi como. Medina parecia um pouco mais tenso. Eu estava muito. Em quatro ondas ele ainda não tinha nada maior que 6 pontos, diferente de todo o resto do evento. Numa onda menor Gabriel fez mais 6.30. Glenn ainda não tinha nada, só a prioridade. Mas Medina não parou e aumentou mais 7.17. com segurança nas rasgadas e fechando com aéreo rodando, claro. Glenn remou numa, não perdeu a prioridade [?], pegou a seguinte, uma boa direita, mas surfou como eu teria surfado [5.10]. Talvez eu não chegasse tão atrasado nas manobras. Metade de bateria. Série ao fundo. Medina foi, mas a onda miou. Glenn foi na onda errada. Sobrou a de trás para o Medina. Com cuidado, mandou duas manobras antes do slop air [8.50]. Faltando 3 minutos Glenn procurava um 9.90 num aéreo que nunca acertou. Gabriel, com calma, surfou outra esquerda, já como campeão. Não foi a final que eu esperava, mas valeu pela incrível campanha desse brasileiro que deixou os gringos de cabelo em pé. Festa verde e amarela nas areias da Califórnia. “I feel better than ever”, disse Madina.
Parabéns Gabriel Medina.

Medina fez justiça à fama que vem ganhando. Glenn levou a Irlanda à sua melhor colocação na ASP.
Medina fez justiça à fama que vem ganhando. Glenn levou a Irlanda à sua melhor colocação na ASP. Crédito da imagem: DaTela

Medina não foi só aéreos.
Medina não foi só aéreos.
Crédito da imagem: Hilleman
Os pais de Medina e toda a família estavam lá para comemorar mais esse feito do GabriAir.
Os pais de Medina e toda a família estavam lá para comemorar mais esse feito do GabriAir.
Crédito da imagem: DaTela
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EdiMilk

Operários e um grande maestro. É a Juve campeã!

Dias atrás, Antonio Conte afirmou que um título da Juventus nesta temporada lembraria a inesperada conquista do Verona em 1985. Naturalmente, é um exagero. Não dá para comparar mais uma conquista do maior campeão italiano da história à de um time pequeno. Ao usar a hipérbole, Conte remete ao fato de que poucos seriam capazes de apostar na Juve no início da temporada.

Uma desconfiança que soava natural, depois de dois anos consecutivos passando vergonha. Os bianconeri pareciam distantes de recuperar a grandeza de outros tempos, a força arrancada pelos atos inconsequentes dos dirigentes que levaram o time à segunda divisão.

Até mesmo a escolha de Conte, que vinha de um ótimo trabalho com o Siena, era motivo para ficar com o pé atrás. A aposta em um antigo jogador do clube já havia sido feita com Ciro Ferrara, e os resultados não apareceram. Conte, porém, foi capaz de construir uma equipe à sua imagem e semelhança, aguerrida e disciplinada.

O mercado conduzido por Beppe Marotta foi crucial para que tivesse as peças necessárias. Desde operários valiosos como Vidal e Lichtsteiner até o maestro Pirlo, que acabou com as dúvidas de quem o via em declínio. Quem não estivesse disposto a se sacrificar pelo time teria de ficar de fora - que o digam Krasic e Elia, por exemplo.

Conte não foi refém de um esquema. Assim que notou que seu 4-4-2 com ares de 4-2-4 não teria sucesso, adaptou suas peças a um 4-3-3 com Pirlo em sua posição ideal, de armador recuado. Marchisio e Vidal completaram um sólido meio-campo, de um time caracterizado por ser uma cooperativa de gols - o artilheiro, Matri, fez apenas 10.

Uma conquista especial para estandartes como Buffon e Del Piero, que estavam em campo no último título oficial, em 2003, e viveram junto com o torcedor a agonia de ter conquistas cassadas e ter de jogar a Serie B. Del Piero foi um profissional modelo ao aceitar um papel de coadjuvante no elenco, mesmo depois de saber que não teria seu contrato renovado.

A Juve conquista o scudetto contra um Milan de maiores meios técnicos - e um Ibrahimovic que, pela primeira vez, não se sagra campeão italiano em campo. Um time de história gigantesca soube identificar a necessidade de se impor na vontade e na determinação para terminar na frente.

E assim foi. Uma história que ainda não termina aqui, já que na próxima semana o time pode se confirmar campeão invicto contra a Atalanta, antes de decidir a Copa da Itália contra o Napoli. É possível até terminar toda a temporada com dobradinha e sem derrota em jogos oficiais. Um brinde à Velha Senhora!

'Pistoleiro' Neymar mata Índio no primeiro duelo; Flu massacra Bota

Há coisas que não necessitam nem de um empurrãozinho de tarólogo, astrólogo, cartomante, pai de santo, mãe Dinah e, por que não dizer, sexólogo.

Estava escrito no bico da chuteira dos deuses da bola que seria preciso acontecer uma hecatombe para Neymar & Cia. deixarem escapar o tricampeonato paulista. Principalmente depois que os sábios da FPF tomaram do Índio campineiro a única arma que poderia complicar a festa dos santistas, o Brinco de Ouro da Princesa.

Depois dos 3 a 0 no primeiro duelo, só mesmo aqueles que acreditam em Papai Noel, duende e chuva de canivete podem esperar por uma reviravolta no segundo jogo. Evidentemente que a esperança é a última que morre... mas também morre.

O Santos jogou apenas um tiquinho do que sabe para chegar à vitória. No toque de bola, comandado por Ganso e Neymar, matou o adversário com três balaços.

Dois deles partiram do ‘pistoleiro’ Neymar, que chegou aos 104 gols com a camisa do Santos e igualou Serginho Chulapa e João Paulo no topo da lista dos maiores artilheiros do time após a era Pelé.

Se no Morumbi não houve surpresas, no Carioquinha a torcida do Botafogo ficou de queixo caído: o time não só perdeu a invencibilidade de 23 jogos como também deixou o Fluminense preparando o gogó para soltar o grito de campeão.

Até que o Bota chegou a deixar a galera animada, com um gol de Renato. Mas tomou o empate numa bike de Fred e depois ficou de quatro.

Pela primeira vez o time das Laranjeiras bateu o coirmão no Engenhão – antes, havia colecionado três derrotas e seis empates.

A tranquila missão dos botafoguenses no segundo embate: vencer por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

Outra surpresa aconteceu na Ressacada: o Leão rugiu como nunca, engoliu fácil o Figueirense (3 a 0) e só falta colocar a faixa no peito, transformando o adversário em belo cavalo paraguaio – ganhou os dois turnos da primeira fase.

Já no Frasqueirão, o América precisava de um simples empate para confirmar o título potiguar, mas voltou a ensinar o abecedário do ludopédio ao ABC e papou o caneco depois de nove anos.

Quanto ao resto da rodada, é outra história que fica para o próximo domingo, já que todo mundo ficou no tico-tico sem fubá.
                                                                  ########
Pif-Paf. Ao longo da semana, uma brincadeira tomou conta do CT santista. Após homenagear Juari, com uma corridinha ao redor da bandeira de escanteio, como Neymar iria lembrar Serginho Chulapa ao marcar o gol de número 104: com um soco em Domingos ou uma cabeçada num jornalista? Nem uma coisa nem outra. A pérola do Santos apenas estrebuchou no gramado.

Sugismundo Freud. A vida é imprevisível e curta: coma a sobremesa antes.

Só no sapatinho. E o soberano São Paulo, hein? Vive fase esplendorosa: quatro anos sem levantar um mísero caneco, voa no bico do corvo na Copa do Brasil, briga com o garoto Oscar, arruma quiproquó com o rei Leão, devolve a Taça das Bolinhas, procura patrocinador master há muito tempo, capitão Rogério Ceni responde processo por falsidade ideológica em multa... Desde que mandou ‘Muriçoca’ Ramalho embora, em 2009, acumulou uma montanha de erros e reforços que nada acrescentaram. Isto posto, segue o baile.

Twitface. A nobre Federação Paulista de Futebol, capitaneada pelo impoluto Marco Polo Del Nero, fez de tudo, e mais um pouco, para lotar o Morumbi. E não deu outra: 40.146 pagantes – sobraram apenas 20 mil, um terço do estádio vazio.

Ave-Maria. Pelo jeito, os chineses ainda não abriram devidamente os olhos para o esporte bretão. O Shangai Shenhura ofereceu um contrato de dois anos a Ronaldinho Gaúcho, com salários de R$ 1,3 milhão e adiantamento de R$ 5,8 milhões. Nem em decisão de título São Judas Tadeu foi tão procurado por rubro-negros para dar uma forcinha ao negócio, já que o clube também embolsaria uma bela grana.

Tiro curto. Não há dúvida: rebaixamento em Primeiro Mundo é bem diferente. Torcedores do Colônia tocaram fogo no próprio estádio.

Gilete Prees. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Antigamente havia mais craques em um grande time ou na seleção, mas havia também muitos pernas de pau. Os espaços maiores serviam para os craques mostrarem seus talentos e, para os medíocres, suas limitações. Ninguém enganava. Medíocre tinha jeito e cara de medíocre. Não fazia pose de craque.” Na mosca, como sempre.

Tititi d’Aline. Marias-chuteiras e que tais em alerta: pesquisa mostrou que 58% dos homens adoram faróis originais. Nada de silicone.

Você sabia que... o Paulistinha não tem um tricampeão desde 1969, quando o Santos de Pelé ganhou três títulos consecutivos?

Bola de ouro. Messi. Cinquenta gols no Campeonato Espanhol e 72 na temporada. Menção honrosa: Juventus. Mais um scudetto na coleção.

Bola de latão. Cuba. Tricampeã mundial e olímpica, a seleção desistiu de brigar por uma vaga em Londres no Pré mundial do Japão. Falta de dinheiro.

Bola de lixo. Olimpíada. Os organizadores investiram US$ 1,6 bilhão na segurança dos Jogos, mas não conseguiram evitar que uma falsa bomba entrasse com um motorista no parque olímpico de Londres.

Bola sete. “Existem dois tipos de treinadores: o que está demitido e o que vai ser demitido” (do ‘professor’ Vagner Mancini, balançando mais que rabo de boi na Toca da Raposa – faz sentido)

Dúvida pertinente. Palmeirenses, são-paulinos e corintianos, componentes do badalado ‘Trio de Ferro Velho’, se esbaldaram no domingo legal?

Da fragilidade de Galo e Cruzeiro à cartolice crônica do São Paulo

O Atlético sofreu nas semifinais do Campeonato Mineiro diante do Tupi, que recentemente subiu da quarta para a terceira divisão nacional. Dias depois foi eliminado da Copa do Brasil pelo Goiás, atualmente na segundona.

O Cruzeiro foi despachado da competição estadual pelo América, outro time da Série B do Brasileiro. Cerca de 72 horas após foi ao Paraná perder para o Atlético, outro da segunda divisão, pela Copa do Brasil, ficando sob séria ameaça de eliminação.

Os dois times de Minas Gerais que seguem na primeira divisão nacional passaram 2011 ameaçados por rebaixamento e, hoje, dão sinais de que poderão repetir a dose. São equipes frágeis, sem sinais de que devam melhorar logo.

O Campeonato Mineiro tem calendário mais leve do que a maioria dos estaduais, mas semanas inteiras livres para treinamentos não se refletem em melhor futebol. Salvo uma reação imediata e o ano será novamente longo em Belo Horizonte.

No São Paulo, que se não lutou contra o rebaixamento jamais deu sinais reais de que iria pelo menos à Libertadores em 2011, o problema está fora do campo. Paulo Miranda é execrado pelos mesmos dirigentes que o contrataram.

Juvenal Juvêncio já demonstrou comportamento semelhante ao dos velhos cartolas brasileiros ao ampliar seu mandato no clube graças a uma interpretação estatutária. Agora resolveu interferir no futebol afastando um atleta.

Se fosse Eurico Miranda em seus tempos de manda-chuva de São Januário seria tão desastroso quanto. Em 2000 o ex-dirigente do Vasco tornou a atmosfera por lá irrespirável para Oswaldo de Oliveira, que saiu mesmo às vésperas das decisões do Brasileiro e da Copa Mercosul.

Já Leão preferiu engolir o sapo tricolor.


Emerson Leão mostrou seu apetite por anfíbios similar ao oriental da foto acima
Leão com apetite por anfíbios similar ao do oriental

América-RN volta a vencer ABC e conquista o Potiguar depois de 9 anos

Depois de ter vencido a partida de ida em casa por 2 a 1, o América-RN voltou a bater o ABC, neste domingo, dessa vez, por 2 a 0, no Estádio Frasqueirão e ficou com o título do Campeonato Potiguar, o seu primeiro desde 2003. O clube chegou à sua 33ª conquista no Estadual na história. Somente o ABC, com 52, possui mais troféus.

O triunfo deste domingo foi todo construído na etapa final. Aos sete minutos, Wanderson abriu o marcador para os visitantes. A vitória foi consolidada aos 45, com um gol de Fabinho.

O América-RN se classificou à final depois de conquistar o título do segundo turno do estadual, enquanto o ABC faturou o primeiro.

VÍDEO: Oscar marca na volta, Inter empata com Caxias e joga por 0 a 0 para levar título

Com uma dose especial de emoção, o Internacional buscou um empate por 1 a 1 com o Caxias no primeiro jogo da decisão do Campeonato Gaúcho e agora joga por uma igualdade sem gols no Beira-Rio para levar o título. Mateus marcou o gol dos donos da casa, e Oscar deixou tudo igual para o time colorado.

Como já era de se esperar, Oscar foi o centro de todas as atenções neste domingo. Depois de um mês e meio afastado por conta da briga judicial com o São Paulo, o meia voltou a campo e comando o time colorado. Todas as bolas passavam pelo pé do jovem jogador, que até sentiu um pouco a falta de ritmo no começo, mas se soltou bem durante a partida.

E foi do pé de Oscar que acabou saindo o único gol do Inter. O meia recebeu um passe de Jajá, ainda deu um drible em um zagueiro do Caxias e bateu cruzado para marcar. Na comemoração, o jogador não conteve a emoção e caiu no choro em meio a abraços dos companheiros.



Assista aos gols do 1º jogo da final do Gaúcho entre Caxias e Internacional
Com o placar deste domingo, o Internacional tem a vantagem de jogar por um empate sem gols no Beira-Rio, no jogo decisivo do próximo domingo. No Gaúcho, o gol fora de casa conta como critério de desempate. Assim, um novo 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis, e qualquer outra igualdade dá o título ao Caxias. Quem vencer, claro, levanta a taça.

O Inter já é o maior campeão gaúcho e busca o seu 41º título, o segundo consecutivo. Antes disso, porém, terá que mudar o foco e pensar na Libertadores. O time colorado vai até o Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense no meio da semana pela partida de volta das oitavas de final. Na ida, empate sem gols no Beira-Rio.

Do outro lado, o Caxias busca apenas o seu segundo título estadual. A equipe foi campeão pela única vez em 2000 e terá a semana inteira livre para se preparar para o segundo jogo da decisão.
Oscar voltou depois de um mês e meio afastado e marcou para o Inter
Oscar voltou depois de um mês e meio afastado e marcou para o Inter
Crédito da imagem: Divulgação
O jogo - Contando com a volta de Oscar, o Inter começou o jogo centrando todas as jogadas no meia, mas tinha dificuldades para passar pela zaga rival. E o Caxias foi quem acabou chegando pela primeira vez com mais perigo, aos dez minutos. Justamente em uma bola perdida por Oscar, o lateral-esquerdo Fabinho driblou Nei, invadiu a área colorada e bateu cruzado, com bastante perigo para Muriel.

No lance seguinte, o Inter deu a resposta. Muriel deu um chutão na direção de Jô, e o centroavante acabou derrubado na entrada da área. Na cobrança da falta, Nei obrigou Paulo Sérgio a fazer uma belíssima defesa e mandar a bola para escanteio.

O jogo seguiu bastante estudo até o final do primeiro tempo. O Inter apostava em Oscar para organizar o jogo, mas tomava sustos com as bolas aéreas na defesa. Em lances quase seguidos, Wangler assustou Muriel. Aos 33, o meia do Caxias cobrou falta na área, e a bola acabou passando na frente de todo mundo, obrigando o goleiro colorado a fazer grande defesa. Depois, foi a vez de Wengler cruzar para Caion girar e bater rasteiro, pelo lado do gol.

Aos 36, Jô ainda assustou em uma cabeçada após cruzamento de Nei. Quando parecia que o jogo iria empatado para o intervalo, o Caxias surpreendeu. Em um contra-ataque, o lateral Fabinho avançou em velocidade pela direita e tocou para Mateus. O volante acertou um forte chute, sem chances para Muriel.

Em desvantagem, o Inter voltou para a segunda etapa em cima do Caxias e chegou ao empate logo aos 10 minutos. E o gol não poderia ser mais especial para a equipe. De volta após um mês e meio afastado por conta da briga judicial com o São Paulo, Oscar balançou as redes. O meia recebeu de Jajá, driblou o zagueiro e chutou rasteiro, no cantinho do goleiro Paulo Sérgio. Na comemoração, lágrimas para o jogador colorado.

O Inter apostava todas as fichas em Oscar, e o meia correspondia. Aos 24, o colorado deu um belo drible na lateral-esquerda e cruzou na cabeça de Jô. O centroavante obrigou um zagueiro do Caxias salvar quase em cima da linha e, no rebote, João Paulo ainda mandou a bola na trave.
Oscar não aguentou a emoção e chorou na comemoração do gol
Oscar não aguentou a emoção e chorou na comemoração do gol
Crédito da imagem: Divulgação
O Caxias partiu para cima em busca da vitória, proporcionando espaços ao Inter. O domínio colorado era evidente, mas também era só físico e territorial e não se traduzia em situações de gol. Somente aos 40 houve uma nova chance no jogo: Paraná bateu falta no cantinho e Muriel encaixou. O placar, porém, seguiu sem mais alteração até o final.

FICHA TÉCNICA
CAXIAS 1 x 1 INTERNACIONAL

Local:
Estádio Centenário, em Caxias do Sul
Data: 6 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima
Assistentes: Júlio César dos Santos e José Franco Filho
Cartão amarelo: Lacerda, Paraná, Umberto, Michel e Mateus (Caxias); Jô, Índio e Bolívar (Internacional)
Gols: CAXIAS: Mateus, aos 43 minutos do primeiro tempo
INTERNACIONAL: Oscar, aos 11 minutos do segundo tempo

CAXIAS: Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto, Mateus, Paraná e Wangler (Juninho); Caion (Rafael Santiago) e Vanderlei (Marcos Paulo). Técnico: Mauro Ovelha

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (João Paulo), Oscar e Jajá (Gilberto); Jô. Técnico: Dorival Júnior 

Fortaleza e Ceará empatam sem gols no primeiro clássico da final do Estadual

Na primeira partida da final do Campeonato Cearense 2012, Fortaleza e Ceará entraram em campo no estádio Presidente Vargas na tarde deste domingo e não conseguiram mexer no marcador. Embora tenha sido mais ofensivo na partida, o time tricolor, que era o mandante desta primeira partida, não foi eficaz e amargou o empate que favorece o Ceará.

Agora, para levantar a taça do Estadual e igualar a quantidade de conquistas do grande rival, o Fortaleza precisa vencer a segunda partida da final. Outro empate rende o título do Campeonato Cearense ao Ceará, por causa da melhor campanha na primeira fase da competição.

O segundo Clássico-Rei da final acontece no próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), também no estádio Presidente Vargas, na capital cearense, mas agora com mando de campo do Vozão.

O jogo - Apesar de não ter saído do 0 a 0, o primeiro tempo da partida começou agitado e logo aos quatro minutos de jogo o atacante Jaílson foi protagonista da primeira jogada de perigo, quando tirou a bola de Márcio Careca e chutou forte, exigindo do goleiro Fernando Henrique uma boa defesa.

A segunda boa chance foi do Ceará, a única de real perigo da equipe. Aos 17 minutos, o atacante Mota cruzou para o seu companheiro ofensivo Felipe Azevedo, que dentro da área cabeceou e obrigou o zagueiro tricolor João Carlos a chutar a bola para escanteio.

Aos 32 minutos o jogo começou ficar mais agitado e nervoso, principalmente por causa da expulsão, por reclamação, do técnico Paulo César Gusmão, do Ceará. Nos últimos minutos, o Leão chegou com perigo em outras duas oportunidades, com o meia Geraldo, de cabeça, e com Mariélson, que no rebote deu trabalho ao camisa 1 alvinegro.

No retorno do intervalo, as equipes retornaram aos gramados do estádio Presidente Vargas dispostas a mexer no marcador e tentavam desesperadamente chega à meta adversária, embora sem sucesso. O Fortaleza continuou melhor no jogo e Jaílson arrancou suspiros da torcida do Tricolor, quando, mesmo atrapalhado pela defesa, conseguiu tocar para Rafinha, que alcançou a bola, mas já estava sem ângulo para acertar o gol.

Vinte minutos se passaram até que outra chance acontecesse, e dessa vez foi a mais perigosa do jogo, em um chute forte do atacante alvinegro Misael, que parou na trave. Os últimos minutos foram os mais agitados da partida e o Vozão, contando com os atacantes Misael e Romário, que entraram no segundo tempo, levou perigo à meta defendida por João Carlos.

Mesmo com a intensa pressão nos dez minutos finais de jogo, que obrigaram o Fortaleza a atuar mais recuado, focando a defesa, o Ceará não conseguiu finalizar conclusivamente e a partida terminou com o empate por 0 a 0.

VÍDEO: Com maestro Ganso e Neymar recordista, Santos vence Guarani e fica perto do tri

O Santos deu um passo importantíssimo para conquistar o tricampeonato paulista, neste domingo. Regido por Ganso e com Neymar multiplicado em campo, o vencedor das últimas duas edições do torneio venceu o Guarani por 3 a 0, no Morumbi. No segundo jogo, no próximo domingo, também na capital paulista, até uma derrota por dois gols de diferença dá o título aos santistas. O Paulista não tem um tricampeão desde 1969, quando o Santos – então comandado por Pelé – ganhou três títulos em sequência.

Para se aproximar de um feito que só conquistou em sua melhor versão, o Santos contou com a dupla que faz do clube um dos melhores do Brasil: Ganso e Neymar. O meio-campista marcou o primeiro gol e regeu o time na comemoração; o atacante, que participou do primeiro gol, apareceu para empurrar a bola para a rede no segundo, após jogada do amigo e “maestro”. No fim, Neymar ainda marcou o 104º gol pelo clube, igualando-se a Serginho Chulapa e João Paulo, os maiores artilheiros do clube pós Era Pelé.

O jogo - A partida começou com grande expectativa sobre a atuação de Neymar. Destaque da semifinal com três gols sobre o São Paulo, o jovem craque santista apareceu bem logo na primeira vez que tocou na bola no campo de ataque. Aos dois minutos, ele driblou quatro adversários até ser derrubado. Na cobrança de falta, Elano acertou o travessão. 


Veja os gols da vitória do Santos contra o Guarani na 1ª partida da final do Paulista
O Santos pressionava no início da partida e voltou a ter uma boa oportunidade aos 14 minutos, quando Paulo Henrique Ganso arriscou de fora da área. A bola foi para fora. Dois minutos depois, o Guarani teve sua melhor chance até então: Medina, herói da semifinal, recebeu na área para falhou na conclusão.

Aos 22 minutos, o Guarani teve uma baixa importante. O zagueiro Neto, um dos destaques da grande campanha bugrina, saiu machucado, dando lugar a André Leone.

Mesmo sem o ímpeto dos minutos iniciais, o Santos levava mais perigo. Aos 42 minutos, Neymar – que se multiplicava em vários lugares do campo – avançou pela esquerda e encontrou Arouca na área. O volante protegeu a bola, e Paulo Henrique Ganso bateu de primeira, de fora da área, para marcar um belo gol. Na comemoração, o meia fez o gesto de um maestro, regendo os companheiros.

A segunda etapa começou com os dois times mais abertos, o que resultou em boas chances logo nos minutos iniciais. Logo no primeiro minuto, Fábio Bahia cruzou e Beuno Mendes chutou na trave, desperdiçando grande chance para o Guarani.

O Santos respondeu aos 6 minutos com Elano. Em mais uma boa cobrança de falta, o meia exigiu ótima defesa do goleiro Émerson, que mandou a bola para escanteio.

Aos 20 minutos, o Santos conseguiu ampliar. E, mais uma vez, pelos pés de Neymar e Ganso. Depois de ótimo passe de Juan, o meio-campista entrou livre na área. O goleiro Émerson conseguiu evitar a conclusão, mas a bola sobrou para Neymar, que chutou cruzado, de forma precisa, para fazer seu 103º gol com a camisa do Santos.

O jovem craque estava a apenas um gol de igualar Serginho Chulapa e João Paulo como maior artilheiro do Santos pós Era Pelé. Aos 45, ele igualou-se aos dois ídolos, marcando seu segundo gol na partida, o 104º com a camisa do clube.

Avaí vence clássico contra o Figueirense na Ressacada e fica muito perto do título

O Avaí deu um passo muito importante para ficar com o título do Campeonato Catarinense de 2012. Neste domingo, em jogo disputado no estádio da Ressacada, o Avaí derrotou o rival Figueirense pelo placar de 3 a 0, com gols de Nunes, Felipe Alves e Cléber Santana. Os rivais não decidiam um título estadual desde 1999, quando o Figueirense levou a melhor.

As equipes voltam a se enfrentar no próximo final de semana, no estádio Orlando Scarpelli. O Figueirense precisará vencer por mais de três gols de diferença para levantar o troféu. Os alvinegros tiveram a melhor campanha nos dois turnos do Catarinense, mas agora se encontram em uma situação bastante delicada.

O jogo - Em partida que começou bastante movimentada, com chances de gols para ambas equipes, os goleiros Wilson e Diego realizaram boas defesas já no início do embate. Apesar do número excessivo de faltas, o jogo seguiu com bom ritmo até que, aos 31 minutos, Nunes, sozinho na grande área, tocou na saída do goleiro alvinegro e abriu o marcador. Quatro minutos mais tarde, Ygor teve chance de empatar para o Figueirense, mas Mika salvou em cima da linha.

A equipe comanda por Branco seguiu pressionando até o final do primeiro tempo e teve nos pés de Roni duas chances para igualar o marcador. Aos 40 minutos, o meia chutou forte no canto esquerdo de Diego, que fez bela defesa. Na última chance da etapa inicial, o atleta cobrou falta rente a meta do goleiro adversário.

Já na segunda etapa, o Avaí apresentou ritmo avassalador. Com dez minutos de disputa, o placar da Ressacada já apontava 3 a 0. O atacante Felipe Alves escorou chute cruzado de Cleber Santana, aos três minutos, e anotou o segundo gol da equipe de Hemerson Maria, enquanto o próprio meia marcou o terceiro, seis minutos mais tarde, em cobrança de falta frontal.

O placar poderia ter sido ainda mais elástico se Nunes aproveitasse as oportunidades que teve aos 35 e aos 40 minutos, quando falhou no momento da finalização. Ouvindo gritos de olé da torcida rival, o Figueirense nada pode fazer até o final do embate, aos 47 minutos, quando o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra ergueu os braços.

Avaí fez 3 a 0 no jogo de ida e colocou uma mão no título do Catarinense
Avaí fez 3 a 0 no jogo de ida e colocou uma mão no título do Catarinense
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