quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Saiba quem chega e quem sai dos principais clubes brasileiros para 2012

A temporada 2011 do futebol brasileiro chegou ao fim, e os clubes se movimentam para montar suas equipes para 2012. Como já é de costume, o ESPN.com.br preparou o seu Mercado da Bola para que o fã de esporte possa acompanhar de maneira prática e fácil quem chega e quem sai de seus times.  

A quarta-feira foi movimentada, com a novela Montillo tendo um novo cápítulo, que mais parece uma reprise, e o Internacional garantindo através de seu presidente que o lateral-esquerdo Kleber seguirá no clube em 2012.

Primeiro, o diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, reafirmou em entrevista à rádio Estadão ESPN que o argentino só sai por 15 milhões de euros (R$ 36,3 milhões) e com pagamento à vista. Ele não falou em valores, mas confirmou que as propostas de São Paulo e Corinthians pelo meia são semelhantes, com o diferencial tricolor sendo a disponibilização de dois ou três jogadores para reforçar o elenco celeste para 2012.

Já à "RBSTV", o mandatário colorado, Giovanni Luigi, foi taxativo sobre a sequência de Kleber no clube, frustrando principalmente o Vasco, que era o principal interessado em contar com o experiente jogador para a Libertadores da América.

Também à rádio Estadão ESPN, o presidente em exercício do Corinthians, Roberto de Andrade, revelou que apenas detalhes separam o atacante Élton, que jogou o Brasileiro pelo Vasco, de defender o clube na próxima temporada.

Antes, a quarta-feira já começara agitada devido a especulações e acerto de treinador com clube de outro país. Depois de contratar os atacantes Kleber e Marcelo Moreno e o zagueiro Sorondo, o Grêmio pode ficar sem Mário Fernandes, alvo do poderoso Real Madrid segundo o jornal espanhol "Marca". O clube estaria disposto a pagar até R$ 36,3 milhões pelo jogador.

O lateral fez um ótimo Campeonato Brasileiro, mas ficou conhecido pelo grande público mesmo quando foi convocado por Mano Menezes para defender a seleção e disse "não". Depois, foi eleito o melhor de sua posição no Nacional no prêmio Bola de Prata, oferecido pela revista "Placar" e a ESPN, e também não apareceu à cerimônia de entrega.

Já o técnico Jorginho, depois de um ótimo trabalho com o Figueirense no Brasileiro, decidiu mudar de ares e acertou sua ida para o Japão, onde comandará o Kashima Antlers, clube no qual atuou como jogador e que até poucos dias dias tinha Oswaldo de Oliveira como técnico - acertou com o Botafogo. 

Outra notícia é a possibilidade de o atacante Daniel Carvalho ir para o Palmeiras, o que facilitaria a liberação em definitivo do volante Pierre ao Atlético Mineiro.

Veja abaixo quem chega, quem sai e os principais rumores e especulações envolvendo os principais clubes brasileiros:

Legendas: G = Goleiro; Z = Zagueiro; L = Lateral; M = Meio-campista; A = Atacante; T = Técnico

- Em negrito, transferências já confirmadas
- Em negrito mais itálico, voltas de empréstimo


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QUEM CHEGA: Éverton Silva (L, Flamengo), Fernando Bob (V, Fluminense)

QUEM SAI:
 Vitor Júnior (M, Corinthians), Anderson (Z, Fluminense), Anselmo (A, Coritiba, Cruzeiro ou Botafogo), Anailson (A), Robston (M, Sport, Vitória), Marcão (A)

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QUEM CHEGA: Patric (L, Ponte Preta), Rodrigo Heffner (LD, Náutico), Nikão (M, Bahia),
 Felipe (G, Flamengo), Diego Tardelli (A, Anzhi-RUS), Rafinha (M, Coritiba), Douglas (LD, Goiás), Kléber (LE, Internacional), Leandro Donizete (V, Coritiba), Danilinho (M, América-MEX), Daniel Carvalho (A, Palmeiras)

QUEM SAI: Guilherme Santos (LE, Figueirense), Leandro (LE), Gilberto (V), Toró (V, Figueirense) Pierre (V, Palmeiras), Magno Alves (A, Ceará), Dudu Cearense (V, Vitória), Réver (Z, Vasco), Leandro (LE), Magno Alves (A), Rafael Cruz (L, Palmeiras), Jheimy (A, Sport)


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QUEM CHEGA:

QUEM SAI:
Manoel (Z, Internacional), Cleber Santana (M, Sport), Marcelo Oliveira (V, Cruzeiro), Madson (Al Khor-CAT)


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QUEM CHEGA:
Amaral (M, América-MG), Zé Roberto (M, Internacional), Vander (M, Flamengo), Boiadeiro (LD, Ceará) QUEM SAI: Jobson (A, Botafogo), Yohn Mosquera (Z, dispensado), Carlos Alberto (M, Vasco), Marcos (LD) Paulo Miranda (Z, São Paulo), Nikão (M, Atlético-MG), Maurício (V, Volta Redonda)

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QUEM CHEGA: Jobson (A, Bahia), Oswaldo de Oliveira (T, Kashima Anthlers-JAP), Brinner (Z, Paraná),
Muriqui (A, Guangzhou Evergrande-CHI), Andrezinho (M, Internacional), Anselmo (A, Atlético-GO), Gilberto (M, sem clube), Marcos Túlio Tanaka (Z, Nagoya Grampus-JAP)

QUEM SAI: Araruama (V, Olaria), Everton (M, Tigres-MEX), Léo (V, Santa Cruz), Alessandro (LD), Thiago Galhardo (M, Bangu), Cortês (LE, Napoli-ITA, São Paulo), Somália (V, Bahia), Renan (G)


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QUEM CHEGA: Vitor Júnior (M, Atlético-GO), Cassio (G, PSV), Felipe (Z, Bragantino), Gilsinho (A, Jubilo Iwata-JAP), Montillo (M, Cruzeiro), Gil (Z, Valenciennes-FRA), Élton (A, Vasco), Willians (V, Flamengo), Neto Coruja (V, Vitória) 

QUEM SAI: Paulinho (V, Milan, Roma e Inter de Milão-ITA), Morais (M), Moradei (V), Renan (G) e Bruno Octávio (V), Elias Oliveira (A), Taubaté (A); Ralf (V, Inter de Milão-ITA)


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QUEM CHEGA:
Anselmo (A, Atlético-GO), Lincoln (M, Avaí), Júnior Urso (V, Avaí), Jackson (LD, Boa), Lima (V, Fluminense), Lincom (A, Bragantino)

QUEM SAI: Jonas (LD, Santos), Leandro Donizete (V, Atlético-MG), Marcos Aurélio (M, Cruzeiro) 

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QUEM CHEGA: Gilson (LE, Grêmio), Mateus (Z, Portuguesa), Thiago Carvalho (Z, Boa Esporte), Rudnei (V, Ceará), Amaral (V, América-MG)
, Diego Arias (V, Paok-GRE), Marcelo Oliveira (V, Atlético-PR), Anselmo (A, Atlético-GO), Anderson (Z, Atlético-GO), Fernandinho (A, São Paulo), Osvaldo (A, Ceará), Aimar (M, Benfica), Marcos Aurélio (A, Coritiba)

QUEM SAI: Keirrison (A, Barcelona), Vitor (LD, Palmeiras), Charles (V, Santos), Ortigoza (A, Hyundai-COR), Montillo (M, Corinthians), Fabrício (V, São Paulo)


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QUEM CHEGA: Guilherme Santos (LE, Atlético-MG), Toró (V, Atlético-MG)

QUEM SAI: Jorginho (T, Kashima Antlers), Juninho (L, Figueirense), Bruno (LD, Figueirense),
Maicon (M, São Paulo), Edson Silva (Z, Palmeiras, São Paulo)



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QUEM CHEGA: Magal (LE, Americana),
Vágner Love (A, CSKA Moscou-RUS), Bolívar (Z, Internacional); Douglas (M, Grêmio), Juan (Z, Roma), Rafa Márquez (Z, New York Red Bull-EUA)

QUEM SAI: Éverton Silva (LD, Atlético-GO), Felipe (G, Atlético-MG), Ronaldo Angelim (Z, Fortaleza), Thiago Neves (M, Fluminense)


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QUEM CHEGA: Bruno (LD, Figueirense), Wagner (M, Gaziantespor-TUR), Anderson (Z, Atlético-GO)
Thiago Neves (M, Flamengo)

QUEM SAI: Mariano (L, Bordeaux), Jéfferson (LE), André Luís (Z), Fernando Bob (V, Atlético-GO), Araújo (A, Sport), Ciro (A, Sport), Souza (M), Diogo (V), Valência (V, Terek Grozny-RUS), Rodrigo (V, Fluminense)


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QUEM CHEGA:

QUEM SAI: 
Douglas (LD, Atlético-MG, Santos, Internacional), Marcelo Costa (V)

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QUEM CHEGA: Kleber (A, Palmeiras), Marco Antônio (M, Portuguesa), Marcelo Moreno (A, Shakhtar Donetsk-UCR), Pablo (Z, Ceará),
Sorondo (Z, Internacional), Douglas (Z, Chapecoense), Carlos Eduardo (M, Rubin Kazan-RUS), Vágner Love (A, CSKA Moscou-RUS)

QUEM SAI: Gilson (LE, Cruzeiro), Brandão (A, Olympique de Marselha-FRA), Adilson (V,Tekek Grosny-RUS), Douglas (M, Corinthians, Palmeiras, Flamengo); Willian Magrão (V, Ponte Preta)


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QUEM CHEGA: Vadão (T)

QUEM SAI:


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QUEM CHEGA: Dagoberto (A, São Paulo),
Manoel (Z, Atlético-PR), Henrique (Z, Palmeiras), Douglas (LD, Goiás)

QUEM SAI: Lauro (G, Ponte Preta), Rodrigo (Z), Sorondo (Z, Grêmio), Alex (A, Fluminense), Ricardo Goulart (M, Santo André), Siloé (A, Horizonte-CE), Zé Roberto (M, Bahia), Kléber (LE, Atlético-MG, Vasco), Andrezinho (M, Botafogo), Bolívar (Z, Flamengo), Gilberto (A, Vitória)


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QUEM CHEGA: Cascata (M, ABC), Henrique (A, Vitória de Setúbal), Siloé (A, Horizonte - CE),
Gilberto (A, Internacional)

QUEM SAI: Rodrigo Heffner (LD, América-MG), Kieza (A, Cruzeiro, Vitória ou Palermo-ITA)


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QUEM CHEGA: Juninho (LE, Figueirense)
, Vitor (LD, Cruzeiro), Diego Tardelli (A, Anzhi-RUS), Osvaldo (A, Ceará), Taison (A, Metalist-RUS), Jorge Wagner (M, Kashiwa Reysol-JAP), Pierre (V, Atlético-MG), William (A, Avaí), Rafael Cruz (LD, Atlético-MG)

QUEM SAI: Gabriel Silva (LE, Udinese-ITA), Kleber (A, Grêmio),
Henrique (Z, Internacional), Rivaldo (V, Sport)


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QUEM CHEGA: Cicinho (L, Brasiliense), Lauro (G, Internacional),
Leandrão (A, ABC), Gian (Z, Avaí), Willian Magrão (V, Grêmio)

QUEM SAI: Patric (L, América-MG)


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QUEM CHEGA: Léo Silva (V, Americana),
Kempes (A, América-MG), Rivaldo (M, São Paulo)

QUEM SAI: Mateus (Z, Cruzeiro), Marco Antônio (M, Grêmio), Ademir Sopa (V, Linense), Júnior Timbó (A), Kempes (A, Cerezo Osaka,-JAP)


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QUEM CHEGA: Jonas (LD, Coritiba), Maranhão (LD, Coritiba)
, Charles (M, Cruzeiro), Douglas (LD, Goiás), Zé Roberto (M, Al-Gharafa-CAT), Robinho (A, Milan), Madson (M, Atlético-PR)
QUEM SAI: Danilo (LD, Porto),
Rodrigo Possebon (V), Éder Lima (LE, Oeste-SP), Leandro Silva (LD), Ganso (M, Anzhi-RUS)


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QUEM CHEGA: Carleto (LE, América-MG), Cléber Santana (V, Atlético-PR), Sérgio Motta (M, Ceará), Juninho (V, Los Angeles Galaxy-EUA), 
Paulo Miranda (Z, Bahia), Fabrício (V, Cruzeiro), Maicon (M, Figueirense), Jadson (M, Shaktar Donetsk), Nilmar (A, Villarreal), Breno (Z, Bayern de Munique), Osvaldo (A, Ceará), Edson Silva (Z, Figueirense), Cortês (LE, Botafogo)

QUEM SAI: Dagoberto (A, Internacional), Rivaldo (M, Atlético-PR ou Portuguesa), Carlinhos Paraíba (V, Cerezo Osaka-JAP), Fernandinho (A, Cruzeiro), Marlos (M, Vitória Metalist-UCR), Rhodolfo (Z, Juventus-ITA), Lucas (M, Anzhi-RUS)


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QUEM CHEGA: William Rocha (Z, América-MG), Matheus Cavichiolli (G, Novo Hamburgo-RS),
Robston (A, Atlético-GO), Araújo (A, Fluminense), Ciro (A, Fluminense), Jheimy (A, Atlético-MG)

QUEM SAI:


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QUEM CHEGA: Carlos Alberto (M, Bahia),
Réver (Z, Atlético-MG), Kleber (LE, Internacional), Diego Tardelli (A, Anzhi-RUS), Rodolfo (Z, Lokomotiv de Moscou), Facundo Parra (A, Independiente-ARG)

QUEM SAI: Elton (A), Márcio Careca (L), Irrazábal (LD), Bernardo (M, Cruzeiro), Gian (Z, Ponte Preta), Enrico (M, Ponte Preta), Rodrigo Pimpão (A, Ponte Preta), Elder Granja (LD), Leandro (A); Rômulo (V, Inter de Milão-ITA)


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QUEM CHEGA: Toninho Cerezo (T),
Dudu Cearense (V, Atlético-MG), Robston (V, Atlético-GO), Rodrigo (V, Fluminense), Kieza (A, Náutico), Lima (LE, Paraná), Gilberto (A, Internacional), Marlos (M, São Paulo), Adaílton (A, Atlético-PR)

QUEM SAI: Neto Coruja (V, Corinthians), Neto Baiano (A), Zé Luís (V), Fernandinho (LE), Gilberto (M), Maurício (Z), Léo Fortunato (Z), Fernando (G), Alison (Z), Fernandinho (LE)

De olho nas surpresas da temporada

Kris Versteeg, artilheiro do Florida Panthers na temporada
Kris Versteeg, artilheiro do Florida Panthers na temporada


Da mesma forma que o futebol é uma caixinha de surpresas, o hockey também é, ainda mais quando levamos em consideração jogadores que não passavam confiança alguma aos torcedores e que, de uma hora para outra, começaram a se destacar em suas equipes. O mais legal disto tudo é que não existe uma regra para saber se um jogador que realizou temporadas regulares irá se destacar futuramente, o que torna o jogo de contratações uma mescla de erro e acertos e que separa os General Managers do céu e do inferno.

O primeiro nome que vale destacar é o do canadense Kris Versteeg. Quinta escolha do Boston Bruins, em 2004, o atleta só foi atuar na NHL de 2007-2008 e seu nome ganhou destaque no mundo do hockey junto com o Chicago Blackhawks duas temporadas depois, com o título da Stanley Cup. Um jogador habilidoso, de momentos únicos e que na ocasião conseguiu 20 gols e 24 assistências, um número que o colocaria facilmente entra as peças mais importantes daquele Chicago campeão.

Na temporada seguinte, o canadense foi trocado para o Toronto Maple Leafs, onde começaria seu inferno astral e que culminaria após ser enviado ao Philadelphia Flyers. Com a camisa laranja, sua atuação foi pífia, conseguindo a marca de 7 gols e 4 assistências em 27 jogos, sem contar que muitas vezes nem chegou perto de ser escalado pelo técnico Peter Laviolette.

Desacreditado na Pennsylvania, era hora de mudar. Sua nova casa seria o Florida Panthers e junto dela a retomada do sucesso. Em 33 jogos, Versteeg já possui 35 pontos, sendo 16 gols e 19 assistências, o que o coloca como artilheiro da equipe na temporada.

Algo parecido ocorreu na carreira do atleta Joffrey Lupul. Na segunda passagem do jogador pelo Anaheim Ducks, Lupul teve um grave problema de saúde, após uma cirurgia de hérnia de disco, o que o tirou por praticamente um ano do gelo. Na temporada passada, seu verdadeiro hockey havia sumido do mapa e uma troca era algo mais do que certa. Foi quando apareceu o Toronto Maple Leafs em sua carreira. Nesta temporada atual, Joffrey Lupul está com 36 pontos em 33 jogos disputados, quase a mesma pontuação que o jogador conseguiu nos últimos 3 anos de carreira. Um dos principais fatores da volta ao sucesso do atleta se deve à excelente sintonia que possui com seu companheiro de linha, o goleador Phil Kessel.

O que faz com que grandes promessas retomem o sucesso dentro do gelo? Parceiros de equipe? Técnicos?

VÍDEO: Sabe porque "brasileirinhos" são "Pachecos"? Não? Então veja

Quando nos referimos aos que defendem a seleção da CBF em qualquer circunstância, como se fosse sinal de patriotismo, é comum chamá-los de "Pachecos". Os mais jovens não entendem e os que têm este sobrenome às vezes ficam irritados. Mas não custa mostrar quem é, ou quem era, Pacheco.

"Camisa 12 da Gillette" era o slogan do personagem criado para a campanha da lâmina de barbear amplamente veiculada antes e durante a Copa do Mundo de 1982. Até que a Itália eliminou o Brasil e... Pacheco sumiu. Foi rapidamente retirado do ar para nunca mais voltar à telinha.

Do jeito que se esgoelava, é possível que o simpático personagem tenha batido as botas no terceiro gol de Paolo Rossi. Ou, decepcionado com a pior derrota da seleção desde 1950, Pacheco talvez tenha abandonado o futebol, aliando-se à sua pobre mulher em intermináveis sessões de crochê.

Pacheco sumiu, levou com ele seu perfil divertido, tremenda caricatura de todos nós que, em algum momento na vida, nos esgoelamos pelo futebol. E se foi com fama de azarado, coitado. Mas deixou uma marca, hoje representada por gente, quase sempre, nada divertida como o "Camisa 12".



Pacheco, o camisa 12: aposentado como pé frio em 1982 após gols de Rossi

Um doce devaneio: das favelas ao pequeno reajuste de Ganso

Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiçá interessante e, porque não dizer, um doce devaneio. No mesmo dia em que o IBGE informava que 6% da população do país (11.425.644 de pessoas) vivem em favelas, invasões e comunidades com, no mínimo, 51 domicílios, o Santos dava mais uma cartada para segurar Ganso na Vila Belmiro: R$ 650 mil por mês.

Um insignificante reajuste sobre o salário atual, R$ 130 mil. Cinco vezes mais, e não se fala mais nisso. Ganso abriu o bico de felicidade. Uma alegria que ainda poderá ganhar um pequeno reforço de R$ 5 milhões.

O jogador quer que o Santos compre os 10% dos direitos econômicos que ainda lhe pertencem – há quem jure que o grupo DIS, inimigo mortal dos santistas, já teria acertado as contas com Ganso.

Oficialmente, o pizzaiolo de plantão na Vila Belmiro informa que a divisão continua a mesma: Santos 45%, DIS 45% e Ganso, 10%.

Também oficialmente, o ‘chef’ do IBGE indica que os 11 milhões que vivem em favelas correspondem a três vezes a população do Uruguai.

As 20 favelas mais populosas estão localizadas no Rio, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

‘Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel... ’
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Olha eu aqui. E o rei do sorriso, o popular Andrés Sanchez, hein? Dizia que contava nos dedos os dias que faltavam para largar o trono no Corinthians, sumir do mapa. De fato: dia sim e outro também, ele pinta à frente dos holofotes para dar entrevistas em nome do... Corinthians. Ele aproveitou uma festa de confraternização dos operários que trabalham no Itaquerão para roubar a cena. De camiseta, bermuda e óculos escuros, distribuiu brindes e autógrafos.

Sugismundo Freud. Conhecer o passado é conhecer a sabedoria.

Siricutico. O mandachuva e raios do soberano Tricolor, ‘Juvenal Antena’, mandou um recado aos coirmãos jornalistas, conselheiros e que tais: ultrapassado é quem curte bambolê. Ele garante continuar conhecendo os subterrâneos do esporte bretão mais que tatu. Jura que precisa de apenas 15 minutos para descobrir se vão operar o time. E filosofa: o esporte é uma selva, se não entrar o leão come, se correr o bicho pega. Profundo!

Twitface. Ainda abalado pela dispensa no Tricolor, o vovô Rivaldo curte as irritantes praias do nordeste brasileiro, ao lado de Fernandinho e Luís Fabiano.

Chapéu na mão. Alguns jogadores e funcionários dos periquitos em revista andam radiantes com as notícias de que o clube poderá pagar R$ 450 mil de salário ao atacante Tardelli. Até agora, o peru de Natal está apenas na imaginação dos palmeirenses, já que não pingou na conta a segunda parcela do 13º, além das férias.

Gilete press. De Augusto Nunes, em ‘Veja’: “Ou os times brasileiros redescobrem o drible, a tabelinha, a audácia, o improviso, a fome de gol, o prazer de jogar, ou vão acabar perseguindo a pontapés títulos sem importância em arenas entregues ao controle de quadrilhas organizadas às quais interessa a vitória a qualquer preço. O futebol brasileiro tornou-se banal, sem brilho, triste. Cada vez mais parecido com Ricardo Teixeira, vai ficando com cara de fraude.” Bingo!

Tiro curto. Estranho, muito estranho: o Brasil não participou de uma Copa do Mundo de presos em Dubai. Por falta de elenco é que não foi. Maradona foi o convidado de honra.

Fraldinha. Com o apoio dos clubes à garotada da base, a juventude deverá prevalecer na segundona do Paulistinha. O América de Rio Preto, por exemplo, já começou a renovação: apresentou Marcelinho Carioca, 40 anos. Gestor do time, ele disputará apenas algumas partidas, já que ainda precisa ganhar massa muscular para suportar a maratona de jogos.

Tititi d’Aline. Quem pode, pode. Quem não pode se sacode e olha para o céu: o deputado pitbull Romário é o mais novo dono de um jatinho de oito lugares.

Você sabia que... a multa rescisória de Montillo é de R$ 80 milhões, mas a Raposa bate o martelo por R$ 35 milhões?

Bola de ouro. Jogo das Estrelas. Uma lição de cidadania dada por Zico. Pela oitava vez a gorduchinha vai rolar em benefício de institutos de caridade. Desta vez, no Morumbi: dia 28, às 20 horas. Ingressos: futebolcard.com

Bola de latão. Amarelinha desbotada. Os manos do Mano fecharam a temporada em grande estilo: sexto lugar no ranking da mamãe Fifa, atrás de Espanha, Holanda, Alemanha, Uruguai e Inglaterra.

Bola de lixo. Valdivia. O mago palmeirense e quatro companheiros pegaram 10 jogos de gancho porque exageraram no refrigerante e chegaram ‘manguaçados’ ao hotel da seleção chilena antes do jogo com o Uruguai, pelas eliminatórias.

Bola sete. “É um grande clássico paulista” (de Dimas Fonseca, da Raposa, rindo à toa com a briga entre Corinthians e Tricolor por Montillo – quem dá mais?).

Dúvida pertinente. Pep Guardiola, uma boa saída para recuperar o brilho da amarelinha desbotada?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Inglês


17h45 Aston Villa 1x2 Arsenal
17h45 Manchester City 3x0 Stoke City
17h45 Newcastle United 2x3 West Bromwich Albion
18h00 Wigan 0x0 Liverpool
18h00 QPR 2x3 Sunderland
18h00 Everton 1x0 Swansea City
18h00 Fulham 0x5 Manchester United

Francês


16h00 Lorient 0x0 Caen
16h00 Toulouse 0x0 Brest
16h00 Evian 4x2 Montpellier
16h00 Rennes 1x0 Bordeaux
16h00 Auxerre 2x2 Dijon
16h00 Sochaux 0x2 Ajaccio
16h00 Valenciennes 1x0 Lyon
16h00 Lille 4x4 Nice
18h00 Saint-Etienne 0x1 PSG

Italiano


15h00 Udinese 0x0 Juventus
17h45 Napoli 6x1 Genoa
17h45 Atalanta 4x1 Cesena
17h45 Bologna 0x2 Roma
17h45 Internazionale 4x1 Lecce
17h45 Lazio 0x0 Chievo Verona
17h45 Novara 2x2 Palermo
17h45 Parma 3x3 Catania

Vasco começa a vender pacote de ingressos para a 2012

RIO - O Vasco começou a vender nesta segunda-feira pacotes de ingressos para a temporada de 2012, quando o clube disputará o Campeonato Estadual, a Taça Libertadores e o Campeonato Brasileiro. O pacote chamado “Expresso do Vascão 2012” reúne de 30 a 40 partidas do clube e os sócios já podem começar a comprar na pré-venda que vai até o dia 27 de dezembro pelo site futebolcard.com.
O objetivo do Vasco é vender nove mil lugares para os torcedores nos setores de arquibancada, cadeira social e setor premium. Os preços variam de R$ 726 a R$ 2.475 de acordo com o lugar no estádio e o pacote comprado. Sócios do programa “O Vasco é meu” têm desconto.
- O cartão Expresso do Vascão 2012 é o melhor presente de Natal para um amigo vascaíno. Ele dá acesso livre para todos os jogos de mando do Vasco em 2012 - disse o presidente do clube, Roberto Dinamite.
Veja os preços dos pacotes:
Pacote Expresso do Vascão Arquibancada - R$ 726 para sócios e R$ 990 para não sócios
Pacote Expresso do Vascão Social - R$ 1.080 para sócios e R$ 1.485 para não sócios
Pacote Expresso do Vascão Premium FutebolCard - R$ 1.815 para sócios e R$ 2.475 para não sócios

Wagner chega ao Fluminense com fome de títulos

RIO - O Fluminense apresentou no início da tarde desta terça-feira o meia Wagner. O jogador assinou contrato de quatro anos com o clube, que agora é dono de 100% dos seus direitos econômicos. O meia de 26 anos veio do Gaziantepspor, da Turquia. Ele vai vestir a camisa 19 e teve como principal fator para optar pelo clube tricolor o fato de também ter sido vice-campeão da Copa Libertadores com o Cruzeiro em 2009, um ano após o Fluminense perder a final do torneio para a LDU no Maracanã.
- Infelizmente eu e o Fluminense somos vice da Libertadores. Isso está engasgado na minha garganta - disse Wagner. - O destino nos uniu para tentar mudar isso na Libertadores de 2012. Foi uma dor muito grande e eu vou dar a minha vida no Fluminense na competição deste ano para tentar dar esta festa para a torcida no meio do ano e marcar história no clube - completou.
MEMÓRIA DO FUTEBOL: As histórias de Búfalo Gil, que jogou na Máquina Tricolor
LIBERTADORES: Fluminense não vai mais estrear contra o Boca Juniors
Amigo pessoal de Fred, com quem começou a carreira em Minas Gerais, Wagner lembrou dos primeiros passos dos dois no futebol brasileiro.
- Todo mundo já conhece a nossa história. Fizemos o nosso primeiro jogo juntos no profissional e dei o primeiro passe para o primeiro gol da carreira dele no profissional. Eu costumo brincar que sou um dos responsáveis pela contratação dele no Cruzeiro (Fred era do América-MG) e depois pelo Lyon. E ele nunca me pagou os 10%. Agora vou cobrar dele - brincou, para em seguida dizer que a amizade com o atacante também pesou na escolha pelo clube tricolor.
Wagner é o segundo reforço do Fluminense para a temporada de 2012. O clube já contratou o lateral-direito Bruno, ex-Figueirense. O próximo a chegar deve ser o zagueiro Anderson, do Atlético-GO. O clube também está interessado em Henrique, ex-zagueiro do Flamengo e que está no Bordeaux, da França.
Já deixaram as Laranjeiras o lateral-direito Mariano, que foi para o Bordeaux, e o volante Fernando Bob, emprestado para o Atlético-GO.

Al Hilal oficializa fim da negociação com o Flamengo por Thiago Neves

RIO - O Al Hilal, da Arábia Saudita, anunciou oficialmente em seu site o retorno do meia Thiago Neves ao clube, em janeiro de 2012, após dar como encerrada as negociações com o Flamengo. O clube árabe rejeitou a proposta do Flamengo, que seria de 7 milhões de euros (R$ 16,8 milhões), com o pagamento de 2 milhões de euros agora e o parcelamento dos outros 5 milhões durante dois anos e meio.
Ainda na nota oficial, os árabes reiteram que estão à procura de outro clube para negociar o jogador e ressaltam a boa passagem que Thiago teve no Brasil este ano

Perrella desmente pressão para vender Montillo e Cruzeiro pode manter meia

O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, desmentiu por meio de sua assessoria que pressione o Cruzeiro a vender o meia Montillo. O desmentido veio a seguir de comentário deste colunista na rádio Estadão ESPN, na manhã de terça-feira, dando conta de que haveria divisão de opiniões entre Perrella e o presidente eleito, Gilvan de Pinho Tavares, sobre o negócio.

Perrella esclarece que não pretende participar da decisão sobre a venda do meia argentino. "Ele afirmou à Rede Globo que sua opinião é favorável à venda, mas deixou claro que a decisão será tomada pelo novo presidente", esclareceu Guilherme Mendes, assessor de imprensa do Cruzeiro. Segundo a assessoria, essa primeira entrevista deu margem à confusão, mas Perrella não pretende participar da decisão pela venda ou pela permanência.

Isso aumenta a chance de o Cruzeiro segurar o jogador. A assessoria do Cruzeiro desmente também que o São Paulo tenha subido sua oferta para 10 milhões de euros, além do empréstimo de três jogadores. O Cruzeiro tem 60% do contrato de Montillo. Se alcançasse esse valor de 10 milhões, o São Paulo chegaria à parte que cabe ao Cruzeiro por Montillo. Nem assim o negócio sai: "O Cruzeiro quer 15 milhões de euros, valor dos 100% do negócio", diz Guilherme Mendes.

Se algum clube alcançar esse valor, o Cruzeiro vende e então repassa os 40% aos dois parceiros na operação. O Corinthians também tem interesse em Montillo. Fala-se em 8 milhões de euros, da oferta corintiana.

Por ora, o cenário ainda indica a permanência de Montillo em Belo Horizonte.

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A noite do chifre no superclássico espanhol na arena Bernabéu

O superclássico Real Madrid 1 x 3 Barcelona, pelo primeiro turno do Campeonato Espanhol, também rendeu ótimos frutos a um site internacional que facilita encontros extraconjugais.

Enquanto a bola rolava na arena Santiago Bernabéu, com Messi & Cia. colocando os coirmãos na roda mais uma vez, crescia em 37% o número de espanholas cadastradas, de acordo com pesquisa do ‘Ashleymadison.com’.

O portal aproveitou a pequena procura para colocar um anúncio no estádio: ‘Está vendo o jogo. Sabe onde está sua mulher agora?’ Só faltou mesmo o recado: ‘Vai pra casa, Padilha’.

Considerado o maior site de infidelidade do planeta, o ‘Ashleymadison.com’ já atacou o Corinthians.

No início deste mês, a revista ‘Exame’ informou que o rei do sorriso, Andrés Sanchez, havia recebido uma proposta de R$ 200 milhões para batizar o Itaquerão com o nome do sítio ao longo de 25 anos.

O site teria feito apenas uma pequena exigência para conquistar o ‘naming rights’ da futura casa da Fiel: pintura cor-de-rosa, a cor do portal da traição.

O Corinthians recusou a proposta. Por sonhar com R$ 400 milhões e, obviamente, pela sugestão de maquiagem para a arena.
                                                                   ######Esquindolelê 1. Após anunciar que apenas Rogério Ceni, Luís Fabiano e Lucas ‘Marcelinho’ são indispensáveis no soberano Tricolor, o presidente ‘Juvenal Antena’ tratou de dar uma força para o elenco ao explicar o pacotão de reforços para 2012: cansou de jogador vaselina, cheio de firulas. Decidiu apostar mais no coração e menos no tico-tico sem fubá: zagueiros Paulo Miranda (Bahia) e Edson Silva (Figueirense), lateral-esquerdo Cortês (Botafogo), volante Fabrício (Cruzeiro) e meia Maicon (Figueirense). Há controvérsias.

Esquindolelê 2. O São Paulo garantiu que os R$ 400 milhões para a modernização do Morumbi (cobertura do estádio, arena multiuso e hotel) não sairão dos cofres públicos. Os recursos serão viabilizados com receitas do próprio projeto. Detalhe: o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab participaram do encontro. Notificado, São Tomé já está de plantão.

Sugismundo Freud. Os últimos serão os primeiros na desigualdade.

PAC. O ‘Plano de Aceleração da Copa-2014’ informa ao eterno cordeiro e esfolado contribuinte: parecer do deputado Vicente Cândido (PT/SP) sobre a Lei Geral da Copa prevê que o governo será obrigado a indenizar a Fifa por qualquer prejuízo que sofra, mesmo que não tenha qualquer responsabilidade sobre os danos. À mamãe Fifa, só o lucro. O projeto será votado no próximo ano. O golpe veio à tona poucos dias depois de uma pesquisa indicar que 1,1 milhão de pessoas foi vítima de homicídio no país nos últimos 30 anos – quatro brasileiros assassinados por hora. A Copa é deles, a conta é nossa.

Twitface. O Corinthians apresentou sua equipe de polo, esporte das elites. O diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg tranquilizou a Fiel: não há nenhum cavalo paraguaio.

Caixinha, obrigado. O Botafogo contabiliza o custo/benefício do lateral Cortês. Há seis meses, pagou R$ 1 milhão por 50% dos direitos e, agora, vai beliscar R$ 6 milhões do São Paulo.

Gilete press. De Lauro Jardim, em ‘Veja’: “Existe uma curiosidade no acordo fechado por Eike Batista para patrocinar os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro. O contrato foi fechado por R$ 50 mil a cada luta no estilo ‘compre dois, pague um’ – Eike queria patrocinar apenas Minotauro e acabou levando de graça Minotouro, ameaçado de demissão do UFC devido a derrotas seguidas na categoria. Os papéis se inverteram em Toronto. Enquanto Minotauro sofreu uma surra histórica, Minotouro venceu o seu combate.” Salvo pelo gongo!

Tititi d’Aline. O meia Ronaldinho Gaúcho decidiu ficar recluso nas festas. Ele aproveitará para colocar o papo em dia nas madrugadas com Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Timbalada e Fundo de Quintal em um camarote no Planeta Hall, sua casa de shows em Porto Alegre.

Você sabia que... o Al Hilal anunciou que o Flamengo não tem mais a prioridade para contratar o meia Thiago Neves por R$ 18 milhões e que já procura outro clube (Fluminense ou São Paulo) para negociar o jogador?

Bola de ouro. Fabiana Murer. A rainha da vara no Brasil ganhou pela segunda vez o troféu de melhor atleta do ano.

Bola de latão. Santos. Contratou um bando de brutamontes para proteger os jogadores na chegada a Guarulhos. Muita truculência para pouca torcida.

Bola de lixo. José Maria del Nido. O cartola não quer largar o trono no Sevilla, apesar de condenado a sete anos e meio de cadeia por fraude e corrupção.

Bola sete. “O Barcelona de Messi é o verdadeiro Santos de Pelé” (do ‘casseta’ botafoguense Hélio de la Peña – é, pode ser).

Dúvida pertinente. Os manos do Mano seriam páreo para o Barcelona?

VÍDEO: Atacar e defender com máxima intensidade



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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Francês

18h00 Nancy 1x3 Olympique

Inglês

17h45 Wolverhampton 2x2 Norwich
17h45 Blackburn Rovers 1x2 Bolton

Italiano


15h00 Siena 0x0 Fiorentina
17h45 Cagliari 0x2 Milan

O papelão do Santos e 12 jogos do Barça. Time de 3ª fez melhor

Com todo o poderio que possui, o Barcelona foi incomodado algumas vezes na temporada. Não só na derrota para o Getafe, a única em 28 jogos oficiais, mas em partidas nas quais empatou ou venceu com certa dificuldade. E até mesmo em triunfos obtidos com esforço, vitórias que, durante os jgoos, não pareciam certas, ao contrário do que se viu na goleada sobre o Santos, óbvia muito antes de terminar o primeiro tempo.

O "Amigão" Paulo Soares fez tal observação após os 4 a 0. Mais do que pertinente. Realmente a derrota santista era quase inevitável ante a superioridade catalã, mas não da maneira como o campeão da Libertadores foi batido. Era possível perder dignamente, ou mesmo dificultar o trabalho do rival para (quem sabe?) num segundo momento flertar com algo maior. Mas não houve tal perspectiva. Foi feio.

No post anterior registrei meu ponto de vista sobre os confrontos entre os mais fortes (e ricos) times europeus e os do Brasil. A distância é muito grande. Vale para Chelsea, Manchester United, Manchester City, Real Madrid, Bayern Munique, Milan e há algum tempo também para Internazionale, em declínio. Borussia Dortmund, Tottenham, Arsenal, Liverpool e Juventus vêm logo atrás e o Barça... Bem, este fica em patamar exclusivo, ainda mais alto.

Temos o campeão mundial no alto do ranking, grandes da Europa abaixo e pequenos e médios no nível de equipes brasileiras. É evidente que isso não assegura vitórias, o futebol tem suas surpresas, seus mistérios. Um dia ruim do mais forte, uma lesão, uma expulsão, o adversário inferior tecnicamente inspirado, dedicado, jogando como nunca... Sim, esse cenário não seria novo, eventualmente se repete e de tudo acontece. Da forma como o Santos foi a campo... impossível.

Mas o Barça teve seus sufocos e vitórias suadas. Como destacou o "Amigão", foi um dos mais fáceis triunfos do time catalão neste ano, construído com tamanha naturalidade que mais parecia um desses passeios dominicais em jornadas tranquilas pela Liga espanhola. O Santos foi "um Osasuna qualquer". Era de se esperar que após meio ano pensando no jogo e se preparando para um adversário tão forte, o time de Muricy Ramalho soubesse o que fazer. Não tinha mínima ideia.

O Santos foi incapaz de ao menos tentar impor ao Barcelona dificuldades como as encontradas na conquista da Supercopa da Espanha. A vitória sobre o Real Madrid no Campo Nou veio a dois minutos do final, com Messi, 3 a 2. Antes, 2 a 2 na capital. Mas o time do José Mourinho é cheio de craques, elenco caríssimo... Sim, de fato. Então que tal o duelo com a Real Sociedad? O Barça fez 2 a 0 mais rapidamente do que diante do Santos, em apenas 11 minutos. Voltando à primeira divisão espanhola, o time basco foi buscar o empate e segurou os 2 a 2 por meia hora até o apito final.

Quem também foi buscar o empate em dois gols foi o Milan, só que em Barcelona, pela Liga dos Campeões. Na Itália, repetiu o feito, mas cedeu a derrota. Enquanto a bola rolava, era impossível afirmar quem venceria, teve jogo. Em casa, o Valencia, por sua vez, vencia até 13 minutos do encerramento da peleja e deixou o campeão mundial em desvantagem no placar por 56 minutos. Por todo esse tempo o Barça ficou correndo atrás do empate. Conseguiu, ufa! E o pequeno Sporting Gijón? Levou o gol com 12 minutos, parecia candidato ao massacre e... ficou nisso mesmo.

Goleado em casa pelo Real Madrid no sábado (2 a 6), o Sevilla segurou o 0 a 0 no Campo Nou diante de 82.743 barcelonistas e Messi perdeu pênalti nos acréscimos. Outro que não fez feio mesmo derrotado foi o Granada, que em seu campo levou o gol aos 33 minutos, teve um homem expulso aos 9 do segundo tempo mas não envergonhou os 22 mil fãs presentes ao Nuevo Los Cármenes.

No San Mames, apoiado por 35 mil bascos, o Athletic Bilbao abriu o placar, levou o empate, fez 2 a 1 a dez minutos do fim, mas perdeu a chance de quebrar a invencibilidade barcelonista já nos acréscimos. Gol de Messi. Foi por muito pouco. Pela Copa do Rei, diante de um time misto escalado por Pep Guardiola, o CE L´Hospitalet também caiu pela contagem mínima. Nada mal para uma equipe modestíssima, da terceira divisão espanhola.

Coube ao Getafe impor ao Barça sua primeira e única derrota na temporada até aqui. Em casa o time dos arredores de Madri fez 1 a 0 na metade do segundo tempo com Valera. E sustentou por 23 minutos. Vencer o Barcelona 2011 é dificílimo. Não impossível. Complicar a vida dos homens comandados por Guardiola não é algo restrito ao plano teórico. Na prática há momentos nos quais funciona, os exemplos estão aí.

Contudo, é evidente que quando o time campeão de 13 dos 16 troféus que disputou sob o atual comando técnico quer jogo, está a fim... a missão é, de fato, quase impossível. No Japão o Barcelona queria a taça, estava motivado e jogando bem. Não poderia ser diferente. E ficou fácil, facílimo, contra um adversário que mal desarmou e fez raras faltas. Reflexo da falta de combatividade diante de quem tem mais de 70% de posse de bola. O Santos não teve 10% dos brios de Internacional 2006 e Estudiantes 2009.

Perder para o Barça não é vergonha, mas da maneira como o Santos perdeu tampouco é motivo para orgulho. Jogadores e técnico alegam que fizeram o possível. Não, eles não fizeram, ficaram devendo. Ou alguém acha que o campeão sul-americano é pior do que o Getafe ou o Sporting Gijón? Vencer era muito difícil, o que ficou claro até para o mais "Pacheco" dos ufanistas. Mas os santistas tinham o dever de mostrar muito mais. Que papelão!  

Os 12 jogos da temporada nos quais o Barcelona empatou, perdeu ou venceu apertado, três em casa e nove no campo do adversário:
14/8 Real Madrid 2 x 2 - Supercopa da Espanha
17/8 3 x 2 Real Madrid - Supercopa da Espanha
10/9 Real Sociedad 2 x 2 - Campeonato Espanhol
13/9 2 x 2 Milan - Champions League
21/9 Valencia 2 x 2 - Campeonato Espanhol
2/10 S.Gijon 0 x 1 - Campeonato Espanhol
22/10 0 x 0 Sevilla - Campeonato Espanhol
25/10 Granada 0 x 1 - Campeonato Espanhol
6/11 Athletic Bilbao 2 x 2 - Campeonato Espanhol
9/11 CE L´Hospitalet 0 x 1 - Copa do Rei
23/11 Milan 2 x 3 - Champions League
26/11 Getafe 1 x 0 - Campeonato Espanhol


Os 16 jogos da temporada nos quais o Barcelona venceu por mais de um gol, três em campo neutro, três fora de casa e 10 no Camp Nou:
26/8 2 x 0 Porto - Supercopa da Europa
29/8 5 x 0 Villarreal - Campeonato Espanhol
17/9 8 x 0 Osasuna - Campeonato Espanhol
24/9 5 x 0 Atlético de Madrid - Campeonato Espanhol
28/9 BATE Borisov 0 x 5 - Champions League
15/10 3 x 0 Racing Santander - Campeonato Espanhol
19/10 2 x 0 Viktoria Plzeň - Champions League
29/10 5 x 0 Mallorca - Campeonato Espanhol
1/11 Viktoria Plzeň 0 x 4 - Champions League
19/11 4 x 0 Zaragoza - Campeonato Espanhol
29/11 4 x 0 Rayo Vallecano - Campeonato Espanhol
3/12 5 x 0 Levante - Campeonato Espanhol
6/12 4 x 0 BATE Borisov - Champions League
10/12 Real Madrid 1 x 3 - Campeonato Espanhol
15/12 Al-Sadd 0 x 4 - Mundial de Clubes
18/12 Santos 0 x 4 - Mundial de Clubes

Sabe como se fala "Mais e Mais e Mais" em catalão? Messi, Messi, Messi...

O narrador espanhol, digo, catalão, Joaquim Maria Puyal decidiu narrar jogos em sua língua mãe, da Catalunha, logo depois da morte do ditador Francisco Franco, em 1975. Virou um ícone entre os comunicadores catalães.

Em 2009, quando o Barcelona goleou o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, por 6 x 2, Puyal narrou o último gol de Messi de uma maneira peculiar. Em catalão, gritava: "Mais e mais e mais e mais..." Sabe como se diz isso em catalão? "Més i més i més i més..." Ou Messi, Messi, Messi.

Quem foi o melhor (e o pior) time brasileiro em 2011?

Hora de fecharmos o balanço do futebol brasileiro em 2011. A ideia aqui é estabelecer um mini-ranking envolvendo os 12 clubes mais populares do país. Quem fez bonito e quem fez feio no ano que está acabando. Menções honrosas para a Portuguesa, Ponte, Náutico, Sport, Figueirense e, sobretudo, ao Coritiba. Coxa bateu recorde, jogou bem boa parte do ano e por pouco não foi a Libertadores. Vamos à lista... Você concorda?

1. Vasco: campeão da Copa do Brasil. Disputou Brasileiro e Sul-Americana até o fim, com chances. Soube lidar muito bem com a saída traumática de seu treinador, Ricardo Gomes.

2. Corinthians: saiu de um dos maiores vexames da sua história, a derrota para o Tolima na Pré-Libertadores, encerrou a “Era Ronaldo-Roberto Carlos” e terminou o ano campeão brasileiro.

3. Santos: ganhou o Paulista e o título mais importante da temporada: a Libertadores. Mas terminou o ano com uma baita fiasco diante do Barcelona. Sim, a última impressão é a que fica.

4. Flamengo: ganhou Estadual e ficou com uma das vagas na Libertadores. Sim. Ficou o gostinho de ‘quero mais’. O investimento era para mais do que isso. Mas fechou o ano ‘dignamente’.

5. Internacional: bem semelhante ao Flamengo. Estadual e vaga na Libertadores no fim, no sufoco. Mas tinha time, expectativa e investimento para muito mais. Ficou devendo.

6. Fluminense: fechou a temporada sem um troféu, mas compensou a traumática eliminação na Libertadores com bela arrancada no Brasileiro e a vaga no torneio sul-americano em 2012.

7. Cruzeiro: campeão estadual, eliminação traumática na Libertadores. Péssima campanha no Brasileirão, mas o que foi aquele último jogo contra o Atlético-MG? Valeu, não valeu?

8. São Paulo: ficou no quase, em todas as competições. Teve bons e maus momentos. Terminou o ano frustrado pelo time que montou. Só celebrou os recordes de Rogério Ceni.

9. Botafogo: outro que ficou no quase. Outro que chegou a mobilizar o torcedor. Mas acabar o ano sem nada novamente estragou o trabalho feito. Caiu técnico, caiu tudo. Restou pouco.

10. Grêmio: ano para esquecer. Perdeu tudo, não arrancou, não empolgou, não disputou nada para valer. Não honrou, enfim, a fama de ‘imortal’. Muda tudo para 2012.

11. Palmeiras: ainda bem que o ano acabou, e acabou com vitória sobre o São Paulo e empate com o campeão Corinthians. O resto (os vexames, as brigas, os desmandos...) é pra esquecer.

12. Atlético-MG: o torcedor atleticano até teve bons momentos. Vibrou com a arrancada do time, a fuga do rebaixamento, mas terminou o ano massacrado pelo rival quando podia rebaixa-lo...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Português

18h15 Olhanense 3x4 Braga

Messi é a resposta

Não existe um jeito certo de jogar contra o Barcelona. O jeito errado é como o Santos atuou ontem, especialmente no primeiro tempo. O erro não é necessariamente a opção pelos três zagueiros, que não funcionou.

Mas o pior foi afundar a defesa inteira dentro de sua própria grande área. Danilo e Léo recuaram na mesma linha dos três beques, os dois volantes também se meteram dentro da área defensiva e houve espaço de sobra para Xavi, Iniesta, Fábregas e Messi na intermediária.
Talvez a situação fosse a mesma até com outro sistema, mas fatos são fatos. Em 24 partidas desta temporada, o Barcelona fez 3 a 0 no primeiro tempo seis vezes. O Al-Sadd resistiu mais.
Muricy diz que não parou de pensar no Barcelona desde que ganhou a Libertadores. Que nem em seu campinho conseguia marcar. Não é fácil mesmo entender o funcionamento do carrossel, mas há sempre uma certeza.
O time sem centroavante recua Messi e o faz jogar perto de Fábregas, Xavi e Iniesta. É preciso marcar esse setor. O Santos não fez isso.

Com a escalação do Barcelona anunciada, ontem, era previsível o 3-4-3 utilizado. A surpresa foi Thiago na ponta esquerda, Iniesta por dentro - poderia ser o inverso. Para diminuir o tamanho do tombo, seria necessário que Léo marcasse Daniel, e Henrique jogasse atrás de outra linha de quatro, com Danilo, Arouca, Ganso e Léo. A marcação na intermediária não houve e não seria o único requisito para fazer um jogo digno. O passe também seria fundamental. Sem uma coisa nem outra, a única chance seria Neymar manter a discussão sobre quem é melhor. A final de Yokohama, não deixou dúvida. A resposta é Messi.

A grande lição

Na tarde de 5 de julho de 1982, um jornalista italiano me cumprimentou, no saguão do Estádio Sarriá, pouco antes de Brasil x Itália, e lascou a seguinte frase: "A seleção de vocês precisa ganhar, para o bem do futebol". Infelizmente, não lembro o nome daquele colega visionário. Mas acertou em cheio na profecia. A fabulosa equipe de Telê Santana levou de 3 a 2, foi massacrada por críticas impiedosas, levianas, e a queda dela iniciou mudança na forma de atuarmos. Para pior.

Nos últimos 30 anos, o Brasil conquistou outros dois títulos mundiais, muito por genialidades individuais e menos por esquemas atraentes. Nossos times também levantaram taças de todos os formatos. Mesmo assim, desde a trágica data na Espanha ficou arraigada a certeza de que não adianta jogar bonito e perder. Gerações cresceram ouvindo a ladainha de que espetáculo não ganha jogo, o que vale são os três pontos, interessa só a vitória, até por meio a zero, com gol de mão, aos 47 do segundo tempo. E outras bobagens do gênero. Tivemos, nesse período, o Flamengo de 81/83, em parte o São Paulo de Cilinho e o de Telê, o Palmeiras de 93/94 e 96. Exceções.
Passamos a nos envergonhar do virtuosismo, da troca de passes, do drible, dos deslocamentos, do estilo ofensivo, do atleta formado em casa. Tudo o que o Barcelona tem feito à perfeição, que enche os olhos de plateias pelo mundo, que transforma adversários poderosos em marionetes e que ontem atropelou o Santos. O show espanhol nos 4 a 0 em Yokohama foi lindo, magnífico, emocionante. Exibição para ser aplaudida de pé, para ser reverenciada de joelhos.
Mas não é nova nem revolucionária essa maneira de jogar. Pep Guardiola e seus rapazes são ótimos e não reinventaram o jogo de bola. Seguem uma filosofia do clube e adaptaram para os tempos que correm episódios de excelência.
A Holanda de 74, o primeiro Brasil de Telê e a seleção tricampeã do mundo em 1970, para ficar em três exemplos limitados a equipes nacionais, inspiraram o Barça atual. O próprio treinador catalão deu a deixa da chave do sucesso, na entrevista depois da decisão, ao lembrar que o pai lhe contava as proezas dos times brasileiros - incluído aí, claro, o Santos de Pelé. O Barcelona joga como o futebol brasileiro de antigamente, visto como obsoleto por pragmáticos e medíocres que ditam tendências por aqui.
O Santos não foi vulgar nem Muricy Ramalho se revelou um energúmeno. O campeão da Libertadores, assim como já ocorreu com outros incautos, tentou surpreender o Barcelona. O treinador optou por esquema com três zagueiros, fórmula com a qual não está habituado a apresentar-se. Não deu certo, pois faltou qualidade (Durval, Dracena, Bruno falharam em lances cruciais). Saiu tudo errado, principalmente porque a turma catalã joga demais.
O Barcelona é tão superior que reduz times com jogadores experientes a bando de casados e solteiros. Tem tanta consciência de sua altivez que, na medida do possível, liquida as vítimas no primeiro tempo. Como foi ontem. Ou usa o jogo todo para impor-se, como fez em duas finais europeias contra o Manchester United ou nos duelos recentes com o Real.
O Santos poderia ter feito melhor? Até que tentou. A questão foi outra: não viu a cor da bola (71 a 29% de posse) e logo jogou a toalha. Não é hora, porém, de sacrificar Neymar (pipocaram comentários agressivos contra o rapaz), Ganso & Cia. É hora de aprendermos a lição de que o Brasil voltará a ser grande quando tiver a coragem de recuperar o futebol que lhe valeu fama, fortuna, respeito e inveja.

Que seja verdade

A lógica joga muito, mas não joga todo dia. Quem enfrenta o Barcelona não precisa esperar pelo fim da partida para saber que terá pela frente um adversário tática e tecnicamente brilhante, de posse de bola na faixa dos 70%, de controle quase absoluto das ações no campo.

Muricy Ramalho acreditou na formação de uma defesa com três zagueiros, mas contra este Barça todo cobertor é curto, a lógica joga muito. Com um jogador a mais na última linha defensiva, a marcação no meio de campo santista ficou ainda mais vulnerável. Apenas Henrique e Arouca para deter a transição de Messi, Fábregas, Xavi e Iniesta, o setor onde toda a base ideológica do futebol catalão é produzida, é pouco. O Barcelona mostrou mais uma vez ter superado a sistematização tática. No lugar dela prevalece o posicionamento, a ocupação de espaços e a circulação da bola, independentemente do jogador.
Para Pep Guardiola, o fundamental é a abertura lateral, ter sempre jogadores pelos lados do campo, expandindo a equipe, função cumprida ontem por Daniel Alves e Thiago Alcântara. Montado em triângulos e treinado para isso, o nível técnico individual absurdo do Barça produz um futebol quase imbatível. Em Yokohama, os dois "pontas" naturalmente prenderam os laterais no fundo do campo. Sobraram, então, três zagueiros para marcar quem?
Se o jogo é construído no meio de campo, com passes curtos, como Arouca e Henrique seriam capazes de impedir a máquina de Guardiola de funcionar? Uma linha de três se justifica quando existe quase a certeza de que o adversário vai se encaixar nela. Contra uma equipe que leva todos os seus adversários para dentro da área, pressiona e triangula a bola como ninguém, o Santos facilitou demais ao espremer a defesa contra o gol de Rafael. O resultado prático foi o desaparecimento de Neymar, Ganso e Borges, praticamente eliminando o contra-ataque, o caminho mais consistente para a vitória devido a característica do Santos.
"Aprendemos a jogar futebol com o Barcelona", disse Neymar, decepcionado, maduro o suficiente para perceber que não é possível imitar o futebol do adversário, mas que admirá-lo é o caminho para tentar entendê-lo e, quem sabe, trazê-lo para mais perto da realidade brasileira.
O Barça não pode ensinar ao Brasil como se pratica o futebol brasileiro. Afinal, esse estilo de posse e de passe pode surpreender a muita gente, mas não deve ser tratado como novidade por aqui. Por mais problemas táticos que o Santos tenha apresentado, é preciso deixar bem claro que a partida cumpriu seu ritual técnico, o das diferenças que carimbam em cada time sua identidade.
E nisso o Barcelona é gigante. Com três ou quatro na última linha, dificilmente o Santos venceria o grupo de Guardiola. Deu a lógica, que não entra em campo todo dia, mas tem jogado muito pelo Barça. Neymar tem razão, estamos aprendendo futebol com eles. Que seja verdade.

O Brasil vai pensar depois do massacre do Barcelona. Mas não por causa dele

As redes sociais explodiram no domingo à tarde discutindo a derrota do Santos. E muita gente emendou a conclusão de que a derrota é um sinal da decadência do futebol brasileiro. Menos.

É fato que o Brasil deve discutir profundamente a mudança de seu futebol, a perda do toque de bola, a formação de times à base de potência e velocidade, marcação e contra-ataque. Tudo isso é verdade.

Mas nada disso tem a ver com Barcelona 4 x 0 Santos.

O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos.

Nos últimos três anos, fez 4 x 0 no Bayern de Munique, 4 x 1 no Arsenal, 6 x 2 no Real Madrid no Bernabéu e 5 x 0 no Camp Nou. Na atual temporada, das mudanças táticas e de gente dizendo -- eu mesmo -- que não estava vencendo os jogos grandes, o Barça jogou 26 vezes entre Liga dos Campeões e Campeonato Espanhol. Em seis delas, fez 3 x 0 no primeiro tempo. A sétima, contra o Santos.

Os 4 x 0 não representam que estamos às portas do apocalipse.
A palavra-chave não é conformismo, porque o Santos não perdeu com dignidade. Caiu por 4 x 0.
Também não é pavor.
A palavra-chave é compreensão.

É preciso entender o que o Barcelona de hoje representa.
Em outra frente, é preciso também pensar sobre o que se tem feito, como se tem trabalhado no futebol brasileiro.

Mas uma coisa é independente da outra.

O dia em que Guardiola apontou para o nosso "elo perdido"

Nada poderia ter sido melhor para o futebol brasileiro do que o humilhante massacre do Barcelona sobre o Santos. Não que este Barça não venha fazendo isso por aí, contra qualquer um, em qualquer lugar. Mas no caso específico desta final de Mundial, o mesmo sentimento generalizado, unânime tomou conta do país: em algum lugar do passado, em algum momento, perdemos o passo, a mão, a bola, o bolo desandou. O tiro de misericórdia para não deixar dúvidas sobre a necessidade de uma reflexão profunda veio na coletiva de Guardiola: "O que tentamos fazer é tocar a bola o mais rápido possível. Na verdade, é o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e meus avós". Devastador. É preciso entender e traduzir as palavras do treinador: no lugar de provocar, tripudiar, escolheu a elegância habitual quase em tom de pedido, súplica de amante do futebol para que o Brasil retome suas origens. Foi isso que Guardiola fez: um pedido de amante do futebol, que se dói com esse Brasil do cínico pragmatismo.

Coisa para bom entendedor, daqueles para quem meia palavra basta. No caso, disse com todas as letras. Provavelmente desperdiçaremos a imensa chance para a reflexão. As palavras de Mano Menezes em seu blog pós-jogo indicam isso. Falaremos dela logo abaixo. Algumas breves pitacadas em busca desse “elo perdido” do futebol brasileiro se fazem necessárias. Coisas de dentro e de fora do campo.

Em primeiro lugar é preciso entender o que aconteceu, onde e no que perdemos o tal elo. Naquele exato momento em que se trocou a posse de bola, o toque envolvente do Brasil (agora do Barcelona e da Espanha) pela correria, pela obsessão do tal contra-ataque, pela bola parada, pelos duzentos zagueiros e pelos volantes cabeçudos em detrimento dos que sabem sair pro jogo. Quando deixamos de fabricar o meias, pegando todo garoto habilidoso da base e jogando pra frente ou pra volante paradão.

Enquanto isso, lá fora, estava em gestação o futebol de posse de bola, deslocamentos, jogadores sem posição fixa, troca de posições. O que o mesmo Japão tinha visto no Flamengo de Zico, em 1981.

É preciso todo cuidado do mundo agora para que a metralhadora não aponte para todos os lados. Ao contrário do que muitos irão dizer, ainda formamos bons jogadores. Mesmo para meias ou volantes com saída de jogo. Veja o atual brasileiro sub-20. Existem algumas pistas. Adryan, talentoso meia, transformado em homem de frente, aberto num 4/2/3/1, espelhando o esquema da moda por pura macaquice, e mais um talento se esvaindo. O mesmo é verificável nas demais equipes. Algum talento, sufocado em esquemas-espelho da mediocridade do time de cima.

Um pragmatismo cínico cada dia mais incorporado em nossas vidas responde muito por isso. Em todas as esferas. No torcedor que se omite e se exime da obrigação de tentar ver se a seleção ou seu time estão jogando bem, aceitando acriticamente o discurso cínico dos “professores”, que ironizam os que “querem ver espetáculo, que deveriam ir ao teatro”. Nesse falso dilema entre competição x espetáculo, perdeu-se o óbvio: a questão não é dar espetáculo, é JOGAR BEM, sempre o caminho mais indicado para a vitória. Jogando bem, forçosamente o tal espetáculo vem, mais isso é outra história.

Numa zona de conforto de salários astronômicos, nivelados com os maiores treinadores da Europa, referendados por cartolas mais preocupados em outras coisas do que na responsabilidade de ver seu time JOGAR BEM, nossos professores em sua maioria inundam seus times com 32 volantes cabeçudos, 88 zagueiros, contra-ataques e bolas paradas como arma maior. É o tal pragmatismo cínico que nos assolou e vai mudando nossa história.

O mesmo pragmatismo cínico que vi após a vitória do Barcelona dito tranquilamente na televisão em uma análise. “O jogo de hoje provou que precisamos repensar os conceitos de nosso futebol”. Dito por gente que há um ano atrás defendia com voracidade o pragmatismo de Dunga. Ora, das duas uma: ou você defende que se repensem conceitos depois de ver o Barça da posse de bola, da troca de passes e dos deslocamentos de jogadores sem posição fixa, ou você defendia vorazmente o modelo de Dunga, a antítese do Barcelona. Contra-ataque, bola parada, volantões fixos, meias pouco criativos...

A calma que o momento pede não pode permitir também o ressurgimento do complexo de vira-latas, ou querer ver isso aqui ou acolá. Achar que nos curvamos ainda no túnel (o que não houve), que isso ou aquilo, teorias que sempre surgem quando o Brasil perde, vindas geralmente de nossas classes dirigentes e elites, que assim, jogando a culpa na raia miúda, se exime de suas patacoadas e responsabilidades.

Estamos falando de um país capaz de uma das mais assombrosas transformações da história da humanidade: em menos de meio século, passamos de um país agrícola e subdesenvolvido para um país com assento entre as potências econômicas, o país onde o futuro chegou antes do que se esperava, a grande esperança para problemas da humanidade. Falta tanto, divisão de renda, educação, mas a transformação foi assombrosa, a ser contada um dia nos livros de história. E de mais a mais, quando Baggio olhou Romário no túnel ninguém elaborou teorias diminuindo o povo italiano. É preciso manter o foco na floresta, e não se distrair com o dedo que aponta a árvore...

A lição irá desgraçadamente se esvair. Basta ver as palavras de Mano Menezes depois do jogo em seu blog. No lugar da urgente autocrítica, o único culpado nominado foi... a crítica. “Aqui, nossos críticos ainda estão rotulando uma equipe de ofensiva ou defensiva pelo número de atacantes ou volantes que o seu técnico escala na formação inicial, e isso passa para o torcedor”. Então tá, a culpa é da crítica, que tem lá as suas, mas essa não, mano velho...Técnicos, assim como seu chefe na CBF, c...e andam para a crítica. Então olhe para o espelho e vamos aproveitar o momento para ver os próprios erros.

Falando no seu chefe, alguém imagina o mandatário acordando no domingo, às 8h30, vendo o jogo, a aula do Barça e depois ligando pro Mano, trocando ideias de futebol, falando da necessidade de reformularmos as coisas, novos conceitos, ou melhor, resgatar antigos conceitos, como disse Guardiola? Podemos explicar parte de nossos problemas por aí, não é, "Professor"?

A calma que pedimos para analisar o que se passa por aqui é providencial para falarmos do Barcelona. Um senhor time de futebol. Para a história. Um privilégio ver isso acontecendo em nosso tempo. Um belo trabalho na base. Mas é só. E isso é muita coisa. Muita coisa mesmo. É que temos também a mania, hipócrita e fruto também do cinismo, de querer que coisas do futebol, do campo, dos atletas, se transformem em “exemplos para a sociedade”.

 E o cinismo das pessoas e muitas vezes a inocência de outras geralmente embarca nessa. Assim, acriticamente vamos aceitando idealizações sem respaldo na verdade. Ao Barcelona basta e já nos dá demais sendo um time espetacular de futebol, protagonista de uma revolução nas quatro linhas. Quando nos deixamos levar por idealizações, mundos perfeitos, exigir que homens se transformem em modelos, negligenciamos a verdade que não é tão aparente, nos deixamos levar por manipulações. O Barça, (suas categorias de base, seus princípios, seus atletas), não é modelo a ser seguido pela sociedade, como já se escuta aqui e ali, principalmente quando começam a mergulhar na busca das razões para o sucesso do time catalão.

Na presidência, está Sandro Rosell, amigo íntimo de Ricardo Teixeira, que vive em acusações mútuas também com seu antecessor. O homem que levou o patrocínio da Fundação Catar para o uniforme azul-grená. Um corpo que gerou e alimenta Sandro Rosell está longe de ser o modelo de sociedade que sonhamos. Um Barça que busca meninos talentosos na África ou América, ao arrepio da lei do artigo 19 da Fifa, um Barça com todos os pecados do mundo do futebol, e dificilmente seria diferente, sendo ele parte disso tudo. Um Barça que fez uma revolução nos campos, e isso, repito, é muita coisa. Isso diz respeito ao jogo que veneramos, e portanto a nossas vidas. Mas lá como aqui, devemos rejeitar idealizações. Digo porque começo a ver isso se repetir toda hora.

Mas isso é o menos importante aqui e agora. O importante é buscar o elo perdido, que é nossa sobrevivência como brasileiros, mestiços, cafuzos, mamelucos, capoeiras, Manés, Pelés, moleques. Aqueles que os avós do Guardiola contaram um dia ao menino. Algo que se perdeu no tal pragmatismo cínico aqui tratado, exemplificado nos nossos "professores", cartolas, imprensa acrítica, adepta do jornalismo de resultado, das arquibancadas cada dia mais gélidas e cínicas também, elitizadas sem o crioulo sem dente que botava água no feijão para levar seu amor incondicional ao estádio, substituído a cada dia pelo almofadinha que não conhece a derrota na vida. É ele que legitima esse modelo cínico da vitória a qualquer custo que vai nos matando em essência, conteúdo e forma. Até sermos cobrados por um técnico estrangeiro em coletiva.


Ps- só pra descontrair porque o assunto acima é muito sério e diz respeito a nossa sobrevivência como povo, no qual o futebol é parte fundamental de nossa identidade, uma pergunta que tenho me feito nos últimos dias e para qual ainda não arrumei resposta: quem é mais otimista ou crédulo, o sujeito que gasta uma nota preta para ver seu Santos do outro lado do mundo enfrentar o poderoso Barça, ou o sujeito que gasta uma nota preta comprando um ingresso antecipado para um show do João Gilberto?

Fico com Neymar: foi uma aula do Barcelona

A conclusão é de um dos melhores jogadores do mundo: Neymar. “O Barcelona nos deu uma aula de como jogar futebol.” Ponto. Reconhecer o fato foi o que de melhor o jogador do Santos fez contra o Barcelona. O tamanho da goleada (4 a 0) já fala por si só. Mas o que ocorreu no Estádio de Yokohama foi o confronto de dois estilos diferentes, de duas escolas distintas, de uma equipe madura em todos os sentidos e de uma em formação.
Não só Neymar e os jogadores do Santos devem tirar lição do que aconteceu no Japão. O futebol brasileiro precisa aprender com o Barcelona também. Os dirigentes brasileiros precisam acreditar mais em seus profissionais, como nos técnicos. Qualquer time do Brasil pode jogar como o Barcelona. Basta treinar e ter uma filosofia de jogo – claro, recheada de bons jogadores.
Bons jogadores aqui tem também. Ocorre que técnico nenhum trabalha com uma filosofia porque sabe que se não ganhar vai ser mandado embora. O mesmo acontece com os clubes. O único verbo que os cartolas conhecem é vencer.  Vencer a qualquer custo.
O Barcelona, que todos nós agora reverenciamos, joga dessa mesma maneira há 30 anos. Valoriza o toque de bola, aposta nas bases, começa a formar jogador nas categorias inferiores sabendo que um dia vai usar o menino no time principal. No Brasil se trabalha o almoço para faturar o jantar.
O Santos perdeu porque não jogou nada. É verdade. Mas também por ser refém do futebol brasileiro da atualidade. Que sirva a lição.

Santos vai do sonho à realidade pior que pesadelo

Santos sonhou com o terceiro título mundial e acordou com uma realidade mais dura que o pior dos pesadelos: surra de 4 a 0 para o Barcelona, fora o baile, como se dizia no meu Bom Retiro de antigamente. O supertime espanhol deu mais um show, uma aula de futebol, uma exibição antológica. Conseguiu transformar mais uma disputa importante em tarefa fácil.
Messi e seus súditos jogam tanto que qualquer adversário parece timeco de churrasco de fim de semana. Time formado depois de festival de picanha, maminha e farofa, com todo mundo de pança cheia e tanque repleto de cerveja. Ou seja: mal se consegue ver a cor da bola, quando aquele exército de azul e grená começa a tocar pra lá e pra cá.
Caramba, tem coisa errada aí: o Barça não joga com 11, mas com uns 18, 19. É bom que os rivais e os árbitros comecem a prestar atenção nisso. Tem algum truque que não foi possível descobrir ainda: cada vez que um coitado adversário pega na bola tem 3, 4 barcelonistas em cima. E, quando roubam a bola, aparecem mais uns 6 ou 7 no ataque. Aí tem mágica!
A mágica do Barcelona se traduz em entrega, desdobramento, múltiplas funções da maior parte dos titulares. E, claro, da qualidade deles. Não há um jogador grosso na orquestra dirigida por Pep Guardiola. Não tem um perna de pau, um botinudo, um cabeça de bagre. E, para completar, ainda tem Messi! Daí vira covardia. O argentino joga demais, desequilibra, encanta, hipnotiza os marcadores. Dá o ritmo ao time.
Pois foi Messi que iniciou a demolição do Santos com o gol aos 17 minutos. A equipe de Muricy Ramalho, toda preocupada em marcar, repetiu o erro dos que pretendem parar o Barça dessa forma. Resultado: encolheu-se, deu espaço e levou o primeiro. Sentiu o baque, a ponto de sete minutos mais tarde tomar o segundo, com Xavi.
Daí o que era natural virou moleza. O Barcelona aumentou o percentual de posse de bola (chegou a 76% contra 24%), toca daqui, toca dali e fez o terceiro com Fábregas aos 45. O Santos tentou reagir no segundo, teve algumas arrancadas, deu um calorzinho nos catalães, mas ainda levou o quarto, também de Messi, fora duas bolas na trave.
Resumo: o Barcelona é demais. E ainda há quem o considere “monótono”. Ah, faça-me o favor…

Lição de Messi a Neymar

Neymar descobriu neste domingo em Yokohama o quanto ainda é imaturo para enfrentar marcadores europeus. Escondido na ponta-esquerda, ele não passou por Puyol, um veterano zagueiro, nenhuma vez na final do Mundial de Clubes entre Santos e Barcelona.
Não arriscou um drible, não fez uma grande jogada, pouco se movimentou pelo ataque. Na única chance que teve, tremeu frente ao goleiro Valdez. Para quem diz que o garoto não precisa jogar na Europa para ser rei, a lição de Messi neste domingo contraria a maioria das teses apaixonadas.
Ser rei no seu quintal, na sua praia, é um pouco fácil, difícil é se impor diante de marcadores acostumados a enfrentar os maiores jogadores do mundo. Messi navega nessas águas todos os dias. Neymar ainda precisa aprender a nadar.
Não adianta também arrumar como desculpa o fato de que o Barcelona é o um time do outro mundo. Neymar também não era? O craque precoce do Brasil percebeu em Yokohama que tem de remar muito para chegar ao topo. No seu primeiro grande teste, diante de olhares de milhões de apaixonados por futebol, ele ficou devendo.
Não por acaso reconheceu ao final da partida que o “Barcelona deu uma aula de futebol”. Não foi o Barça como um corpo único que deu a lição. Lionel Messi também ensinou muito a Neymar. O argentino pulverizou o brasileiro.
Neymar precisa ouvir gente mais qualificada, não se deixar levar por encantos de dirigentes, como o presidente Luis Alvaro de Oliveia Ribeiro, que pregam a sua permanência no futebol brasileiro. Eles na verdade estão de olho no dinheiro que Neymar pode proporcionar.
Jogando só no Brasil, Neymar não vai passar de príncipe herdeiro à espera da coroa do rei. Se quer mesmo ficar com o trono, tem de jogar na Europa para desbancar Messi. Por aqui vai continuar recebendo apenas aplausos dos inocentes e de muitos oportunistas.

Javier Villegas, campeão mundial de freestyle motocross 2011

Javier Villegas striper Javier Villegas, campeão do Mundial de Freestyle Motocross em sua primeira temporada completaFoto: Oliver Franke/IFMXF.com
Remi Bizouard venceu a décima segunda etapa do Campeonato Mundial de Freestyle Motocross. O evento fechou a temporada 2011, hoje (17), em Sófia, capital da Bulgária. O francês conquistou a vitória manobrando precisamente, variando movimentos, destacando-se dos demais por saltos como backflip cliffhanger. Mesmo vencendo, o título parou nas mãos do segundo colocado, Javier Villegas. Com 17 pontos de vantagem para Bizouard no ranking, o chileno precisava apenas abrir a volta classificatória para confirmar o campeonato. Maikel Melero terminou em terceiro, repetindo o melhor resultado deste ano.
Remi Bizouard backflip shaolin Remi Bizouard, Sófia marcou sua quarta vitória seguida, o retorno à forma de campeãoFoto: Oliver Franke/IFMXF.com
Seguindo as previsões, Bizouard e Villegas concentraram a briga pelo topo do pódio. Villegas valorizou manobras chave dentro da rotina, segurando os movimentos no pico das extensões. Caso do backflip sucide e tsunami. Esticados e demorados. Ainda aproveitou o tempo no ar por meio de combinações consistentes. Destaque para o sidesolid incrementado com um superman seat grab indy, e no hands candy bar para no hander lander.
Maikel Melero variou o espectro de manobras, buscando diferentes direções, desde erguer-se num cliffhanger, até voar ao lado da moto num sidewinder. O auge veio num backflip double grab, estrategicamente disparado no Double Up, salto complementar à volta com pontuação dobrada.
Maikel Melero double grab Maikel Melero fechou a temporada com um terceiro posto, repetindo seu melhor resultado no ano Foto: Oliver Franke/IFMXF.com
Antes da final, Melero venceu o Highest Air, superando 7,10 metros de altura. Massimo Bianconini ficou em segundo, com a marca de 6,80 metros. Na terceira posição, Jose Miralles, saltando 6,40 metros.
Com o título, Villegas torna-se o primeiro latino-americano a conquistar o Mundial. Ou como o próprio frisou durante recente entrevista, o primeiro piloto das Américas a conquistar o título. Constância foi ponto fundamental. Ao longo da temporada, terminou apenas uma vez fora do pódio (7º etapa, Rússia). Campeão em sua primeira temporada completa no Mundial, hoje o chileno tem lugar nas maiores competições. Diante disto, e considerando a forma de Bizouard e o desempenho de Sheehan no Mundial, a próxima temporada será imprevisível.

Resultado Final - 12º Etapa Mundial de FMX - Bulgária

  • 1. Remi Bizouard 417 pontos
  • 2. Javier Villegas 409 pontos
  • 3. Maikel Melero 403 pontos
  • 4. Petr Pilat 402 pontos
  • 5. Jose Miralles 389 pontos
  • 6. Massimo Bianconcini 355 pontos

Classificação Final Mundial de FMX 2011 - Após 12 etapas

  • 1. Javier Villegas (CHL) 210 pontos
  • 2. Remi Bizouard (FRA) 195 pontos
  • 3. Jose Miralles (ESP) 158 pontos
  • 4. Maikel Melero (ESP) 145 pontos
  • 5. David Rinaldo (FRA) 118 pontos
  • 6. Libor Podmol (CZE) 114 pontos
  • 7. Josh Sheehan (AUS) 96 pontos
  • 8. Petr Pilat (CZE) 91 pontos
  • 9. Fabian Bauersachs (ALE) 89 pontos
  • 10. Massimo Bianconcini (ITA) 69 pontos

Santos toma baile em Yokohama

Como campeão da Taça Libertadores – apesar da campanha irregular no Campeonato Brasileiro – confesso que esperava mais do Santos diante do Barcelona, na decisão do Campeonato Mundial de Clubes no Japão. Mas a verdade é que o time de Vila Belmiro tomou um baile do Barcelona e só perdeu de 4 a 0 por acaso. Era para tomar uma goleada histórica, principalmente no primeiro tempo, quando não jogou rigorosamente nada.

Durante toda a partida, o Barcelona, do argentino Messi, teve sempre mais de 70 por cento de posse de bola e os 4 a 0, repito, ao final das contas, saíram barato para a equipe brasileira. Não sei qual foi a estratégia do técnico Murici Ramalho, mas cheguei a ficar envergonhado, principalmente na etapa inicial.

Neymar? Não jogou nada. Ou seja, o mesmo que Ganso e Elano. Fiquei com a impressão de que os jornais brasileiros incensaram por demais o garoto Neymar, de apenas 19 anos. E o pior de tudo é que os argentinos, agora, vão deitar e rolar em cima de nós que fizemos pouco de Messi – claro que os argentinos torceram fervorosamente para o Barcelona.

Tomara que esse baile, movido a castanholas, tenha servido de lição para o futebol brasileiro, que anda capengando, com todos os times jogando um futebol rastaquera. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está aí mesmo e nem podemos dizer que temos um time razoável. Sob esse aspecto, a goleada tomada pelo Santos teve certa utilidade. O futebol que estamos jogando nada se parece com o futebol que se joga na Europa. E outra decepção, como a da Copa de 1950, será uma tragédia.

No segundo tempo – perdido por 100, perdido por 1000 – o Santos melhorou um pouco. Mas só um pouco. Tanto é que ainda conseguiu tomar o quarto gol e quase tomou outros. O jornalista Juca Kfouri acha que o placar mais justo seria 7 a 1 Barcelona. Não chego a tanto. Mas uns 5 a 0 não seria de assustar ninguém. E nessa altura, fico com pena de Pelé, que foi bicampeão mundial em 1962 e 1963 e que, na televisão, estava todo animado com o seu Santos.

O futebol mudou, Pelé...

De Özil a Ganso: contra o Barcelona, não dá para só assistir

Sobre mais uma exibição de gala do Barcelona, de 13 títulos em 16 possíveis na era Guardiola, muitos companheiros já falaram com propriedade. Mais do que a capacidade de manter a posse da bola e envolver o adversário com constante movimentação e troca de posições, o time impressiona pela obsessão em recuperá-la o mais rápido possível.

Contra um elenco que trata o objeto do jogo com tanta devoção, é inadmissível que qualquer jogador do rival seja indiferente, quase indolente. Em dois jogos cruciais para o Barça, o time do outro lado contava com um meia indiscutivelmente talentoso na hora de criar jogadas (Özil, pelo Real Madrid, e Ganso, pelo Santos), mas incapaz de participar da fase defensiva do jogo.

Mourinho blefou na véspera do clássico ao declarar, através do auxiliar Karanka, que o time voltaria a usar o esquema com três volantes diante do Barcelona - algo que funcionava na semifinal da Champions League até a expulsão de Pepe. Na hora H, acreditou que o melhor momento, comprovado pelas campanhas, e o fato de jogar em casa permitiriam usar o habitual 4-2-3-1. Não deu certo.

Poderia funcionar se Özil ajudasse sem a bola, mas o alemão optou por apenas assistir, dando o espaço que o Barça adora ter. Assim, o Real Madrid acabou vendido no setor em que os jogos se decidem. Se um não corre para trás, os outros têm de correr mais para ajudar, e as peças de ataque acabam mais distantes do gol adversário.

A história se repetiu na decisão do Mundial. Ganso deu seu par de bons passes para os companheiros - e seu talento para encontrar a jogada inesperada não se discute -, mas sua inércia quando a bola não chega a seus pés assusta. É como se desinteressasse por completo do jogo. Neymar, o mais importante do time, voltava, mas Ganso não.

Algo inexplicável em qualquer circunstância, em especial contra o Barcelona. Se o 10 santista não perceber rapidamente que apenas o passe genial não basta, terá problemas para alcançar o que se projeta para sua carreira. Ainda há tempo de corrigir.

O futebol dá cada vez menos espaço a jogadores incapazes de colaborar com e sem a bola. Da mesma maneira que espera-se de um volante que não saiba apenas roubar a bola e tocar de lado, um meia completo precisa não apenas encontrar os companheiros em boa posição, mas também ajudar a desarmar o adversário. Inspiração é fundamental, mas sem suor não basta.

Barça: tudo começou no bico de uma chuteira verde-amarela

Muito pior do que o pesadelo em que se transformou o sonho da terceira estrela de ouro no enxoval santista foi a incrível revelação de Pep Guardiola após a conquista de mais um título.

Tudo começou no bico dourado de uma chuteira verde-amarela. “O time toca a bola como os meus pais diziam que o Brasil fazia”, confessou Guardiola, dono de um currículo modesto – 13 canecos em 16 possíveis ao longo de três anos e meio.

Pois é, nada se cria, tudo se copia. E a última vítima do roda, roda e avisa foi o melhor time do esporte bretão nacional, o Santos.

O Barcelona completou apenas 186 jogos consecutivos com mais posse de bola que o adversário – em Yokohama, o placar foi apertado, 71% a 29%.

Desde janeiro de 2010, o ‘dream team’ catalão disputou 119 partidas, obtendo um pequeno saldo de 88 vitórias, contra 22 empates e absurdas nove derrotas. A equipe fez somente 311 gols e tomou incontáveis 76.

Dos 110 passes que deu durante a final, Xavi acertou... todos. Já Iniesta errou um em 101, de acordo com o ‘Datafolha’. O Barcelona distribuiu 770 passes, contra 235 do Santos.

Números que justificam plenamente os minguados elogios de Neymar, a pérola santista: “Tomamos uma aula de futebol do melhor time do mundo.”

Uma equipe recheada de alunos aplicadíssimos, que souberam aproveitar o curso ministrado por chuteiras que um dia já encantaram o planeta e hoje se limitam a copiar o que há de pior no esporte. Dentro e fora de campo. Acorda Brasil!
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Pai Jeová. Depois da tempestade vem a enchente... O banho de bola dado pelo Barcelona deverá respingar no meia Ganso como ducha. A cartolagem não engoliu a venda de 10% de seus próprios direitos à DIS, inimiga número 1 do clube. Pior: Ganso revelou a transação no Japão e muita gente torceu o nariz. Não são poucos os que aprovam a venda do atleta. O garoto de ouro Neymar também se molhou. No momento em que treinadores e dirigentes europeus estavam de olho em seu futebol, decepcionou. Já ‘Muriçoca’ Ramalho perdeu o salvo-conduto conquistado com a Libertadores...

Sugismundo Freud. Uma derrota ensina muito mais do que uma vitória.

Twitface. O duelo entre Barça e Santos bombou nas redes sociais. Às patacoadas da galera: ‘Os gandulas tiveram mais posse de bola que o Santos’; ‘Dos males, o menor: Neymar não ganhou o Toyota, mas foi aquinhoado com quatro ‘Gols’; ‘Barcelona depenou o Ganso e fritou o Peixe’; ‘Barça fez sashimi de lambari no Japão’; ‘Santos TRIstemente humilhado’; ‘Patrocínio do Santos é o BMG - Barcelona Me Goleou’; ‘Neymarelou’.

Zapping. Executivos globais saborearam um ótimo sushi: o duelo Santos x Barcelona rendeu 32 pontos de audiência na Grande Pauliceia das pontes condenadas. O índice é o mesmo registrado por programas no horário nobre. Enquanto a bola corria do outro lado do mundo, a Record cravava 2,7 pontos, e o SBT, 2,5.

Tiro curto. Algum time brasileiro conseguiria parar o Barcelona ou pelo menos desempenhar um papel melhor que o Santos?

Gilete press 1. O bicampeonato mundial do Barça na mídia: ‘A Terra é do Santos. Barcelona é de outro planeta. Na verdade ficou barato, porque 7 a 1 seria o placar mais verdadeiro’ – de Juca Kfouri, no ‘Uol’; ‘Deuses e Santos’ – do espanhol ‘Sport’; ‘Peixe demasiado santinho para Barcelona de luxo’ – do português ‘Record’; ‘Messi demole o Santos’ – do ‘La Gazzetta Dello Sport’.

Gilete press 2. ‘Barcelona dá show e ratifica supremacia’ – do site da Fifa; ‘O Barcelona deixou claro que nesse momento é o rei do futebol’ – do espanhol ‘Marca’; ‘Foi muito mais fácil do que se pensava. A equipe catalã confirmou que já é uma das melhores da história do futebol’ – em ‘Veja’; ‘O Barcelona sobrou em campo, liquidou o jogo no primeiro tempo e deu uma aula de futebol’ – no ‘Globo’; ‘Gênio só existe um. Barcelona humilhou o Santos’ – do argentino ‘Olé’;

Tititi d’Aline. O Santos não voltará com prejuízo total na bagagem. Como vice, receberá R$ 7,4, milhões. Pelo show, o Barça embolsará R$ 9,3 milhões.

Você sabia que... a goleada por 4 a 0 foi a mais elástica em decisões de apenas um jogo em Mundiais de clubes?

Bola de ouro. Valdés, Daniel Alves, Puyol, Pique, Abidal, Busquets, Xavi, Thiago Alcântara, Pedro, Iniesta, Messi, Fábregas e Guardiola. Simplesmente o melhor.

Bola de latão. Neymar. Muito cartaz para pouca meritocracia – por enquanto.

Bola de lixo. Mundial. Um torneio político com a cara da mamãe Fifa. Menção honrosa: José Maria Marin. O são-paulino presidente em exercício do Circo Brasileiro de Futebol é um tremendo pé-frio. Acompanhou o Santos e deu no que deu.

Bola sete. “Se coloco o time no 3-7-0, como jogou o Barcelona, iriam chamar a polícia” (de ‘Muriçoca’ Ramalho, sobre o tico-tico sem fubá no duelo contra o flamenco).

Dúvida pertinente. Messi ou Neymar: ainda dá para comparar?

VÍDEO: Barça massacra e dá choque de realidade no futebol jogado aqui

Não houve jogo, disputa, duelo, peleja, embate. Teve massacre, passeio, totó, olé, baile, banho de bola. Bola jogada com os pés, rolando no gramado, como fizeram as escolas brasileira e argentina em seus melhores dias. É o já conhecido jogo espanhol — ou seria catalão? O estilo do Barcelona, hegemônico no planeta. Bonito, competitivo, eficiente. E com o especial tempero que é a presença do gênio Messi.

Campeão sul-americano e um dos melhores times do Brasil, o Santos possui o melhor jogador do hemisfério sul. Neymar é espetacular, tem um futuro brilhante pela frente, mas existem diferentes níveis de futebol pelo mundo. E o que se pratica no Brasil não está entre os melhores. O grupo que o cerca basta para que ele possa mostrar do que é capaz no âmbito continental, não no mundial.

Se o Barcelona está um degrau acima de todos os rivais, mesmos os europeus como o inimigo número um da Catalunha, o Real Madrid, fica evidente até para os mais ufanistas que a distância entre a bola que se joga no Brasil e entre os grandes europeus é bem diferente. A distância não é pequena. Se contra o Real Madrid o Barça vence, há disputa, duelo. Diante dos santistas o time branco parecia um... Al Sadd.

Um choque de realidade para o futebol brasileiro. Manter Neymar, recontratar craques em fim de carreira, como Ronaldo e Ronaldinho, ou artilheiros sem mercado lá fora, como Fred, basta para melhorar o nível por aqui. Mas não é o suficiente para que tenhamos futebol disputado no Brasil como um dos melhores, nem mesmo perto disso. A goleada barcelonista deixou isso ainda mais claro.

O futebol brasileiro renega há anos sua escola e adota bola parada e jogadas de velocidade como armas prediletas. Bola no chão, jogo cerebral, toque, troca de passes, criatividade, lucidez, inteligência na meia cancha, tudo isso virou coisa rara. É preciso uma reflexão de atletas, técnicos, cartolas, imprensa e torcedores. Os espanhóis estabeleceram um caminho e colhem frutos.

E não adianta antes de um jogo desses Fulano ou Beltrano estabelecer falsas verdades como "Puyol é fraco", "Dracena é melhor do queo Piqué", "Neymar é mais completo do que Messi" e "só ganhando campeonato no Brasil um treinador merece nota 10". Sejamos um pouco mais humildes e menos "brasileirinhos". Esse discurso tolo, ingênuo, desinformado, foi desmontado hoje no Japão.

Independentemente disso tudo, faltou apetite ao Santos. Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo. Como o Internacional contra o (não era o mesmo, esse é bem superior) Barcelona. Mas não é o perfil do atual time de Muricy Ramalho, pior nos desarmes no Brasileirão (16,2 por jogo contra 26,3 do campeão, Corinthians). Aprimorar esse fundamento era preciso. Agora é tarde.

"A receita do nosso sucesso é simples: analisar o adversário, aproveitar bem os espaços, preservar o controle da bola e fazê-la circular rapidamente", disse Pep Guardiola após massacrar o campeão da América do Sul. De fato simples. E o time dele ainda pressiona o adversário quando este tem a bola de forma implacável. Resultado da reunião de técnica, habilidade e combatividade.

Para chegar a esse estágio, o Barcelona percorreu um longo caminho, e se aprimora cada vez mais. Já o futebol jogado no Brasil parece seguir na direção contrária.



Veja a análise de Mauro Cezar Pereira feita no Bate-Bola de domingo

domingo, 18 de dezembro de 2011

Português


14h00 Feirense 2x1 União Leiria
14h00 Nacional da Madeira 1x1 Vitória de Setúbal
14h00 Paços Ferreira 0x3 Beira-Mar
17h15 Acadêmica 1x1 Sporting

Francês


14h00 Bordeaux 1x0 Sochaux
14h00 Ajaccio 1x0 Rennes
18h00 PSG 0x0 Lille

Alemão


12h30 Kaiserslautern 1x1 Hannover
14h30 Borussia Mgladbach x Mainz

Italiano

12h00 Catania 2x0 Palermo
12h00 Cesena 0x1 Internazionale
12h00 Genoa 2x1 Bologna
12h00 Juventus 2x0 Novara
12h00 Parma 3x3 Lecce
17h45 Lazio 2x2 Udinese
17h45 Napoli 1x3 Roma

Inglês

10h00 QPR 0x2 Manchester United
12h05 Aston Villa 0x2 Liverpool
13h00 Tottenham 1x0 Sunderland
14h10 Manchester City 1x0 Arsenal

Espanhol


09h00 Atlético de Madri 0x2 Betis
13h00 Granada-ESP 2x1 Levante
15h00 Osasuna 2x1 Villarreal
16h45 Racing Santander 0x0 Real Sociedad
18h30 Valencia 1x0 Málaga

Mundial de Clubes da Fifa


05h30 3 Kashiwa Reysol 0x0 Al-Sadd 0
08h30 Santos 0x4 Barcelona

sábado, 17 de dezembro de 2011

Português

16h15 Vitória de Guimarães 1x1 Gil Vicente
18h30 Porto 2x0 Marítimo

Francês


16h00 Dijon 1x2 Saint-Etienne
16h00 Brest 1x0 Auxerre
16h00 Montpellier 1x1 Toulouse
16h00 Olympique 2x1 Lorient
16h00 Caen 1x2 Nancy
16h00 Nice 2x0 Valenciennes
18h00 Lyon 2x1 Evian

Italiano


15h00 Chievo Verona 2x0 Cagliari
17h45 Fiorentina 2x2 Atalanta
17h45 Milan 2x0 Siena

Espanhol


15h00 Mallorca 1x2 Getafe
15h00 Sporting de Gijón 1x2 Espanyol
17h00 Athletic Bilbao 2x1 Zaragoza
19h00 Sevilla 2x6 Real Madrid

Inglês


13h00 Blackburn Rovers 1x2 West Bromwich Albion
13h00 Everton 1x1 Norwich
13h00 Fulham 2x0 Bolton
13h00 Newcastle United 0x0 Swansea City
13h00 Wolverhampton 1x2 Stoke City
15h30 Wigan 1x1 Chelsea

Alemão


12h30 Wolfsburg 1x0 Stuttgart
12h30 Bayer Leverkusen 0x3 Nuremberg
12h30 Hoffenheim 1x1 Hertha
12h30 Hamburgo 1x1 Augsburg
12h30 Freiburg 1x4 Borussia Dortmund
15h30 Schalke 04 5x0 Werder Bremen