sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Felipão dá a deixa para demissão: quem vai para Portugal...

Se o Palmeiras precisava de um rabinho de porco para azedar a feijoada de Felipão, finalmente chegou a hora. Em meio a um tsunami verde-limão, o ‘professor’ pediu licença para viajar ao exterior a fim de acompanhar o casamento do filho mais velho.

Deixará nas mãos do escudeiro Murtosa a missão de orientar o time na partida contra o Fluminense.

Felipão só deverá voltar no início da semana. Está aí a deixa para a carta de demissão por justa causa que muita gente defende no ninho dos periquitos em revista: quem foi para Portugal perdeu o lugar...

Com a certeza da degola do periquito gladiador Kleber e esbanjando felicidade com o surpreendente empate diante do Flamengo, Felipão aterrissou extremamente blasé no aeroporto de Congonhas.

Solicito, ele atendeu o repórter-fotográfico Apu Gomes, da ‘Folha’. ‘Fotografa o meu p... ’, disso o educado ‘sargentão’ cara de pau, antes de entrar no ônibus do clube.

No Rio, depois do jogo com o urubu, Felipão já havia dado sinais de paz, amor e truculência. O complacente e carismático treinador colocara em dúvida a inocência de João Vitor no bafafá com vândalos travestidos de torcedores.

San Gennaro, olhai pelos periquitos em revista!
                                                              ######
Pitacos da rodada. Furacão arrasa no primeiro tempo, vira brisa no segundo e deixa Vasco chegar ao empate – time de São Januário iguala Corinthians, mas perde liderança no quesito vitória, 15 a 14; Fluminense derruba Coxa e entra no bololô em noite inesquecível de Fred: três gols, o de número 200 na carreira numa bike incrível, e pênalti perdido; Galo dá bicada no Peixe, quebra jejum de cinco jogos e voa para cima da Raposa: um ponto atrás do rival na luta para fugir da zona do agrião queimado.

Sugismundo Freud. A melhor proteção é ficar longe do inimigo.

‘Morde & Arranca’. A sensacional novela protagonizada pelos galãs mexicanos Andrés Sanchez e ‘Juvenal Antena’ continua em ponto de bala Juquinha. Ao saber que o rei do sorriso havia insinuado que o irmão camarada tricolor tinha um passado corrupto como funcionário público do governo estadual, o coadjuvante Júlio César Casares rebateu: Andrés é o melhor garoto-propaganda são-paulino, ‘quer ser o que somos quando crescer’. Estúpido cupido.

Caldeirada. Há um movimento entre caranguejos e polvos santistas nas redes sociais para que o rei dos factóides da Baixada, o pescador Luís Álvaro Ribeiro, também convoque Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe para formar o ataque do Peixe, ao lado de Pelé, no Mundial da Fifa. Tudo a ver.

A vida é bela. Endividado até o pescoço, com premiações e direitos de imagem atrasados, o urubu gastou R$ 30 mil para trazer Ronaldinho de volta ao país, após o amistoso da amarelinha desbotada no México, mas já sabia que não iria utilizá-lo no jogo com o Palmeiras. O jogo de cena foi planejado pelo ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo para ludibriar o inimigo. O meia só desembarcou no Rio na madrugada de quinta.

Twitface. O matemático Caio Júnior, o ‘Harry Potter’ botafoguense, não tem dúvidas: se faturar mais 18 pontos em 30, soltará pela primeira vez o grito de campeão brasileiro. Há controvérsias rubro-negras, vascaínas, corintianas, são-paulinas....

Zapping. A estratégia de mostrar Corinthians x Botafogo para a praça do ‘bando de loucos’ rendeu 22 pontos no ibope global. Pouca coisa a mais do que a média da bola às quartas na Grande São Paulo desvairada, esburacada e abandonada: 21. Na Band, o duelo proporcionou sete pontos. Em 20 de julho, pelo primeiro turno, Botafogo x Corinthians obteve 27 na plim-plim. Na terça, o amistoso México x Brasil marcou 26 pontos.

Gilete press. De Juca Kfouri, no ‘Uol’: “Nem que o jogador do Palmeiras João Vitor tivesse sido ríspido com quem o provocou na loja do clube se justifica que 20 terroristas agridam três cidadãos. Ao que tudo indica, tal provocador foi plantado exatamente para tirar o volante do sério, isca preparada numa sórdida armadilha. E por mais que Kleber seja mesmo um fio desencapado, e um gladiador de araque porque muito mais irresponsável dentro de campo do que propriamente valente, neste caso específico ele está coberto de razão ao exigir de seus empregadores que deem segurança aos seus funcionários.” Na mosca.

Tititi d’Aline. Filho do fofo Ronaldo, Ronald colocou a pelota para escanteio. O menino quer porque quer se tornar ator. Até curso está fazendo. Plim-plim.

Você sabia que... o placar do Rio/SP aponta 14 vitórias dos cariocas, sete dos paulistas e cinco empates?

Bola de ouro. Torcida coral. Em apenas três dias, a enlouquecida galera do Santa Cruz comprou 42 mil ingressos para o jogo com o Treze/PB, no Mundão do Arruda, que vale vaga na Série C.

Bola de latão. Geraldo Alckmin. O governador decidiu agir com rigor após o ataque de vândalos a João Vitor: vetou a volta das bandeiras aos estádios.

Bola de lixo. NBA. Locaute, uma cesta de três pontos na cesta de lixo.

Bola sete. “O Palmeiras só ficou do meu lado no hospital. Esperava um pouco mais de apoio [da diretoria]. Agora ando com segurança” (do volante João Vitor, agredido por marginais que se dizem torcedores – lamentável).

Dúvida pertinente. O rechonchudo imperador Adriano vai mandar flores à ex Joana Machado pela vitória em ‘A Fazenda’?

Alemão

15h30 Werder Bremen x Borussia Dortmund

Informações e palpites da 30a rodada do Campeonato Brasileiro

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Brasileirão Série A


20h30 Fluminense 3x1 Coritiba
20h30 Atlético-MG 2x1 Santos
20h30 Atlético-PR 2x2 Vasco

SuperSurf - Filipe domina em casa

O dia das crianças começou animado pela vitória de Medina lá na França. Em Itamambuca, Ubatuba, muita gente deve ter se empolgado e, mesmo em ondas cheias de apenas meio metro, rolaram vários aéreos. 
Leo Neves
Leo Neves foi um dos destaques do dia. As ondas podem não ter muita força, mas pesos pesados como o bicampeão brasileiro, tem.Foto: Levy Paiva/ESPN
O segundo round do SuperSurf Internacional rolou durante toda a manhã e boa parte da tarde. A etapa 6 estrelas, valendo 3500 pontos para o One Ranking, é mais uma oportunidade de melhorar dentro do sistema que classifica os 32 atletas na disputa o título mundial.
Filipe Toledo usou o "Dia das Crianças" para fazer o recorde do evento que colocou 15 baterias nas ondas de Itamambuca nessa quarta-feira. Com apenas 16 anos o ubatubense, mais novo na briga pelos 6500 pontos da etapa, fez a melhor apresentação do dia. Com bons aéreos Filipe marcou 8,67, porém os seus 15,84 pontos ficaram abaixo dos 16,37 do pernambucano Halley Batista, que tem os recordes do campeonato feitos no primeiro dia. Matheus Toledo, irmão mais velho de Filipe, foi eliminado na mesma bateria pelo catarinense Willian Cardoso [40º do ranking], cabeça de chave número 1 da etapa no litoral norte de São Paulo que precisa de uma boa classificação para não cair no ranking. Ano passado ele foi vice-campeão do último SuperSurf de2010, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Mesmo perdendo a final para o espanhol Aritz Aranburu, ele foi campeão sul-americano da temporada. Este resultado será trocado após as 52 semanas passadas segundo as novas regras da ASP. Para melhorar sua posição ele tem que vencer nesse fim de semana.
Filipe
Filipe participou de um debate promovido pela ESPN depois de quebrar sua bateria.Foto: Levy Paiva/ESPN
Outros nomes na briga são Kolohe Andino [42º] e os paulistas Thiago Camarão [44º] e Junior Faria [50º], que só entraram no segundo round, também começaram com vitórias. Aliás, o americano Kolohe, com 17 anos, foi quem chegou mais perto do recorde de Filipe Toledo. Ele que apontado como um dos grandes rivais da turma de novos talentos brasileiros, também voou para chegar aos 15,43 pontos com um belo 7,93 na melhor onda da 13ª bateria. O venezuelano Rafael Pereira também se classificou, tirando da jogada o local Tamaê Bettero e Diego Rosa. Thiago Camarão fez a 3ª maior nota do dia - 8,10 - e vem embalado pelo excelente terceiro lugar na etapa do ASP Prime nas Ilhas Açores, em Portugal. Outro destaque do evento fez a segunda maior nota do dia [8,5]. O carioca Leo Neves venceu Halley Batista num momento da manhã em que o mar ainda estava simpático. No fim de tarde as ondas começaram a reagir e amanhã promete ser um bom dia de surf.
Kolohe
Kolohe saiu de perto dos seus oponentes e conseguiu encaixar seu surf dinâmico mais no canto de Itamambuca. Foto: Levy Paiva/ESPN
Kolohe Andino
Kolohe Andino é mais uma promessa americana para encarar nossas realidades brasileiras no Tour.Foto: Levy Paiva/ESPN
Laus
Serginho Laus e família, acompanhando Masatoshi Ono durante o evento. Masatoshi gosta muito do Brasil, mas já caiu fora da competição.Foto: Levy Paiva/ESPN
Danilo
Danilo Costa e a filhota. Hoje em dia o astral dos eventos tem um clima muito mais familiar do que naqueles festivais que rolavam em Itamambuca nos anos 70.Foto: Levy Paiva/ESPN
Ricardinho dos Santos
Ricardinho dos Santos mostrou serviço, mesmo sem os tubos de que tanto gosta.Foto: Levy Paiva/ESPN
Meninas
No Dia das Crianças na praia. Não só elas se divertiram com o feriado.Foto: Levy Paiva/ESPN
Tamaê
Tamaê Bettero, como tantos bons surfistas de Ubatuba, faz parte de uma família surf.Foto: Levy Paiva/ESPN
Veja o resultado da segunda fase:
1ª. 1-Filipe Toledo (BRA), 2-Willian Cardoso (BRA), 3-Matheus Toledo (BRA), 4-Alan Jhones (BRA)
2ª. 1-Alan Donato (BRA), 2-Messias Felix (BRA), 3-Luel Felipe (BRA), 4-Santiago Muniz (ARG)
3ª. 1-Mitch Crews (AUS), 2-Rodrigo Dornelles (BRA), 3-Gustavo Araujo (BRA), 4-Jorge Spanner (BRA)
4ª. 1-Magno Pacheco (BRA), 2-Romain Cloitre (FRA), 3-Robson Santos (BRA), 4-Adilton Mariano (BRA)
5ª. 1-Junior Faria (BRA), 2-Gilmar Silva (BRA), 3-Luke Davis (EUA), 4-Eneko Acero (ESP)
6ª. 1-Jean da Silva (BRA), 2-Adrien Toyon (REU), 3-Cristobal de Col (PER), 4-André Teixeira (BRA)
7ª. 1-Leandro Bastos (BRA), 2-Alexandre Chacon (AUS), 3-Flavio Nakagima (BRA), 4-Danilo Costa (BRA)
8ª. 1-Leonardo Neves (BRA), 2-Halley Batista (BRA), 3-Marco Polo (BRA), 4-Robson Gobbato (BRA)
9ª. 1-Saulo Junior (BRA), 2-Emerson Santos (BRA), 3-Masatoshi Ohno (JAP), 4-Simão Romão (BRA)
10: 1-Gustavo Fernandes (BRA), 2-Yuri Sodré (BRA), 3-Michel Roque (BRA), 4-Dunga Neto (BRA)
11: 1-Charlie Brown (BRA), 2-Francisco Bellorin (VNZ), 3-Ricardo dos Santos (BRA), 4-Lucas Silveira (BRA)
12: 1-Thiago Camarão (BRA), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Beto Mariano (BRA), 4-Gavin Gillette (HAV)
13: 1-Kolohe Andino (EUA), 2-Rafael Pereira (BRA), 3-Tamaê Bettero (BRA), 4-Diego Rosa (BRA)
14: 1-Evan Geiselman (EUA), 2-Jeronimo Vargas (BRA), 3-Geovane Ferreira (BRA), 4-Rudy Palmboom (AFR)
15: 1-David do Carmo (BRA), 2-Tomas Hermes (BRA), 3-Peterson Rosa (BRA), 4-Ulisses Meira (BRA)
16: 1-Bruno Rodrigues (BRA), 2-Alex Cunha (BRA), 3-Gabriel Adisaka (BRA)

Amanhã devem rolar as baterias que ainda faltam para completar o round:
17: Aritz Aranburu (ESP), Nicholas Squires (AUS), Renato Galvão (BRA), Samuel Igo (BRA)
18: Pablo Paulino (BRA), Paulo Moura (BRA), Ricardo Ferreira (BRA), Bino Lopes (BRA)
19: Sebastien Zietz (HAV), André Silva (BRA), Franklin Serpa (BRA), Sidney Guimarães (BRA)
20: Hizunomê Bettero (BRA), Chris Friend (AUS), Gustavo Moura (BRA), Tanner Gudauskas (EUA)
21: Wiggolly Dantas (BRA), Gabriel Villaran (PER), Yan Guimarães (BRA), Marcio Farney (BRA)
22: Jano Belo (BRA), Odirlei Coutinho (BRA), Caetano Vargas (BRA), Wesley Santos (BRA)
23: Neco Padaratz (BRA), Pedro Henrique (BRA), Artur Silva (BRA), Ian Crane (EUA)
24: Jessé Mendes (BRA), Marco Aurélio (BRA), André Gonçalves (BRA), Gabriel Galdino (BRA)
A ESPN transmitirá as finais nesse próximo domingo, com apresentação de Vivian Mesquita e cometários de Renan Rocha e eu. Fique ligado.

[ ]´s + (_ (__ (___ + PAZ > FUN
EdiMilk

O maior leilão de memorábilia da história dos All Blacks começa nessa madrugada

O maior leilão de memorábilia dos All Blacks será realizado hoje, em Auckland, é uma oportunidade sem precedentes para os colecionadores, alguns dos itens que serão vendidos tem valor inestimável para os fãs.

“A galeria Art + Object normalmente lida com peças de arte moderna, mas fez um trabalho de pesquisa e curadoria enorme e traz itens da história dos All Blacks e do rugby neozelandês de 1884 até os dias de hoje”, contou o diretor Hamish Coney.

O item mais antigo é um raríssimo boné de 1884, da primeira seleção neozelandesa que viajou para Austrália e venceu todos os oito jogos.

Esse boné da primeira gira dos All Blacks pode ser seu
Esse boné da primeira gira dos All Blacks pode ser seu
Crédito da imagem: Art + Object

Aclamado como o item mais raro de memorábilia All Black já oferecido para venda, o boné tem valor estimado entre 7 mil e 10 mil dólares neozelandeses, algo em torno de 10 mil e 14 mil reais.

Segundo Coney, o boné vem atraindo muito interesse porque, “O boné representa o marco zero para o rugby neozelandês e vem da nossa primeira seleção realmente representativa. A lenda dos All Blacks começa aqui.”

Outros itens raros, como fotos autografadas pelas equipes de 1905 conhecida como “All Black Originals”, de 1924 “Os Invencíveis” e da primeira equipe que viajou para África do Sul em 1928, também fazem parte da coleção.

A camisa usada pela lenda do rugby Sean Fitzpatrick, na final do Mundial de 1987, a única vencida pelos All Balcks, também será leiloada.

Existe também alguns itens que agradarão os adversário, como por exemplo, o programa da partida entre Inglaterra vs All Blacks de 1936. Onde o estreante, Príncipe Alexander Obolensky, marcou dois tries e ajudou a garantir a primeira vitória inglesa sobre uma seleção neozelandesa (13 a 0).

[Obolensky foi um grande jogador de rugby da sua época, chamado somente de “O Principe” pelos fãs, ele era verdadeiramente um príncipe russo da dinastia Rurik]

O leilão começa às 2:30 da madrugada dessa quinta-feira, a Galeria Art + Object fica na 3 Abbey Street, Newton, Auckland e lances podem ser dados via e-mail.

Para isso, envie uma mensagem para Hamish Coney, hamish@artandobject.co.nz, E peça o catalogo do leilão (também pode ser obtido em PDF pelo endereço: http://www.artandobject.co.nz/files/Content/Pdf/2011/09/29/16,40,15,AO_Cat_48_Rugby.pdf)

Indique quais peças você tem interesse, a galeria vai manter um canal on line assim que a peça entrar no púlpito. Não esqueça de enviar seus dados, e-mail e telefone de contato.

Boa sorte!

CAN 2012: agora ou nunca para Costa do Marfim e Gana

O tricampeão Egito não estará presente. As tradicionais seleções de Nigéria e Camarões também não. A Copa Africana de Nações de 2012, a ser organizada por Gabão (adversário do Brasil em novembro) e Guiné Equatorial, tornou-se uma oportunidade de ouro para Costa do Marfim e Gana acabarem com seus jejuns.

A Costa do Marfim conta com uma geração que é considerada a melhor que o país já teve, mas tem batido na trave nas grandes competições. Na última CAN, em Angola, os Elefantes caíram em um dramático confronto com a Argélia nas quartas-de-final. Nas duas últimas Copas do Mundo, caíram em grupos difíceis e não conseguiram avançar.

Drogba disputará a competição às vésperas de completar 34 anos. Talvez seja a última oportunidade de conquistar um título com seu país. Nenhuma outra seleção africana tem tanto talento à disposição: Yaya Touré, Kolo Touré, Kalou, Zokora, Gervinho, entre outros, estão à disposição. Muito mais do que havia na única conquista marfinense, em 1992.

A fila de Gana dura mais tempo, desde 1982. A evolução no atual século é evidente: foi a seleção africana a chegar mais longe nos dois últimos Mundiais. Foi terceira na CAN de 2008 e vice-campeã em 2010. Em 2009, os Estrelas Negras conquistaram o título mundial sub-20, com uma geração que vem conquistando cada vez mais espaço na seleção principal.

Como principal ameaça à dupla de favoritos desponta Senegal, que teve dificuldades nos anos seguintes à incrível campanha na Copa do Mundo de 2002, mas vem se recompondo. Impressiona sobretudo o potencial ofensivo, com jogadores como Papiss Cissé, Demba Ba e Moussa Sow desempenhando ótimo papel em seus clubes e também na seleção.

O sorteio dos grupos será no dia 29 de outubro. As equipes foram divididas de acordo com o desempenho nas três últimas edições, com peso maior para as mais recentes.

Pote 1: Guiné Equatorial, Gabão (sedes), Costa do Marfim, Gana
Pote 2: Angola, Tunísia, Zâmbia, Guiné
Pote 3: Mali, Senegal, Marrocos, Burkina Faso
Pote 4: Sudão, Líbia, Botsuana, Níger

Botafogo rouba o doce das crianças no playground do Pacaembu

Então ficamos assim: quando o despertador corintiano tocou, Inês era morta. O Botafogo já havia estragado a festa das crianças, roubando o doce e o refrigerante no playground do Pacaembu.

Mais ligado que fio de ferro em tomada de alta tensão, o time carioca soube aproveitar a incrível disposição de um Corinthians pós-feijoada no primeiro tempo e matou o jogo.

Muito bem armado por Caio Júnior, o Botafogo não deixou o Corinthians de ‘Titenic’ respirar. Marcou forte, explorou os contra-ataques e só não foi para o vestiário mais tranquilo porque o apito amigo entrou em campo, anulando um gol legítimo de Loco Abreu.

Nos últimos 45 minutos, o Corinthians partiu para o tudo ou nada. E... nada conseguiu. Abusou da incompetência e dos chuveirinhos, principalmente quando o rechonchudo imperador Adriano pintou.

Nem após a expulsão de Cortês o dono da casa alugada conseguiu furar o forte bloqueio dos botafoguenses. Que entraram novamente na briga pelo título, após três tropeços consecutivos.

O Corinthians, por sua vez, voltou a tropeçar depois de quatro rodadas. Continua na liderança, mas pode perder o rebolado se o Vasco despachar um desesperado Furacão no complemento da jornada.

No sobe-desce da tabela, uma coisa é certa: o caneco está mais fácil que segurar água com as mãos sob uma cachoeira.

Às outras caneladas e botinadas da 29ª rodada:

1) O urubu tinha tudo, e mais um pouco, para voar bonito na tabela, pois pegaria um periquito com as asas quebradas por uma crise, mas perdeu a rota e só beliscou um ponto; do outro lado da moeda, o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo sorri – agora são seis jogos sem derrota;

2) Torcida tricolor em festa: soberano completa cinco jogos sem vencer (ganhou fantásticos quatro pontos em 15 disputados), Luís Fabiano passa em branco pela terceira vez e sonho de caneco vai desaparecendo; Colorado valoriza o zero e aposta em vitórias sobre Avaí e Corinthians no Beira-Rio;

3) Figueira transforma Olímpico em recreio e coloca ‘Imortal’ na roda: sai a ‘era Roth’, entra a ‘burroth’, sob imensuráveis vaias;

4) Após jejum de sete jogos, Coelho volta a degustar uma vitória, enlouquecendo 939 testemunhas, mas segue respirando por aparelhos; Vovô cai de quatro;

5) Leão da Ilha e Dragão goiano: emoção no empate da Ressacada, com direito a gol de placa de Vítor Júnior, pênalti perdido por William, bolas na trave e desespero de Guga – Avaí cada vez mais perto da degola.

6) Bahia e Cruzeiro: muito blá-blá-bla e pouca bola na Boa Terra; Raposa completa 10 rodadas sem pagar bicho por vitória – quatro empates e seis derrotas.
                                                                    ######
‘Matador’ sem bala. O atacante Luís Fabiano deixou Barueri com a certeza do dever cumprido: três jogos sem marcar desde sua volta ao São Paulo. E apenas um chute certo a gol diante do Colorado: “Não dá para empatar em casa. Criamos pouco. Está difícil... ’ Uma produtividade compatível ao bom momento vivido pelo ‘professor’ Adilson ‘Pardal’ Batista no clube: mais uma vez, brindado com vaias e pedidos para mostrar suas aptidões em outra freguesia.

Sugismundo Freud. Consciência limpa é perda de memória

Romance. Protagonizada pelos galãs mexicanos Andrés Sanchez e ‘Juvenal Antena’, a novela ‘Morde & Arranca’ ganhou mais um capítulo. Primeiro, o rei do sorriso colocou o clube do irmão camarada numa saia justa, ao revelar que Dagoberto está de malas prontas para Santos, Internacional ou Fluminense. O resto é conversa fiada para coruja dormir. O amigo de fé rebateu, dizendo que o grande problema do corintiano é o ‘mobral inconcluso’. Papel, lápis e borracha: linha direta para a violência.

Frizzo no freezer. Boa parte dos periquitos em revista acredita que, além de uma bela faxina no elenco, o presidente Arnaldo Tirone, o popular Pituca, precisa colocar Roberto Frizzo para fora do ninho. Eles acham que o vice-presidente não tem mais condições para chefiar o departamento de ludopédio. Há, porém, um pequeno obstáculo: o mandachuva e raios deve favores políticos ao desmoralizado vice. Uma das saídas: deixá-lo como rainha da Inglaterra – cheio de pose, mas sem nenhuma autoridade.

Twitface. Kleber, um periquito gladiador degolado por Felipão.

Gilete press. De Ricardo Perrone, no ‘Uol’: “Na reunião que deve ter com jogadores do Palmeiras, Rinaldo Martorelli, presidente do sindicato dos atletas, vai sugerir um manifesto contra a agressão sofrida por João Vitor. Uma das ideias é que os palmeirenses digam à torcida que, se houver novo ato de violência, vão se recusar a entrar em campo. O W.O. provocaria perda de pontos. Martorelli também planeja se encontrar com capitães dos outros times paulistas e com sindicatos de outros estados. Quer fazer um manifesto nacional. Assim, todos não entrariam em campo após uma agressão.” A classe em xeque.

Tiro curto. Faça uma criança feliz: não lhe dê a amarelinha desbotada dos manos do Mano.

Tititi d’Aline. A agenda do menino de ouro Neymar continua transbordando. Na próxima semana, ele estará no júri que escolherá o melhor malabarista da bola no país. O show será no Circo Voador.

Você sabia que... de 15 jogos em ‘casa’, o São Paulo ganhou apenas seis?

Bola de ouro. Gabriel Medina. O garoto brasileiro brilhou na etapa francesa de Hossegor do mundial de surfe. Com apenas 17 anos, deu um tremendo caldo nos adversários, entre os quais o rei da prancha, Kelly Slater, e faturou seu primeiro título na elite do esporte.

Bola de latão. Moradei. Um desserviço ao meio-campo corintiano. Já saiu várias vezes do clube, mas sempre volta. Um mistério!

Bola de lixo. Rob Sloan. O britânico tentou aplicar o golpe do joão-sem-tênis na maratona de Kielder: pegou um ônibus após correr 32 km e desceu perto da chegada. Cruzou em terceiro, subiu ao pódio, mas teve de devolver a medalha.

Bola sete. “Pode parecer excesso de zelo, mas não custa nada à Defesa Civil de São Paulo fazer uma vistoria no banco de reservas do Corinthians no Pacaembu. Sustentar o Adriano durante dois jogos em quatro dias não é mole, não!” (de Tutty Vasques, no ‘Estadão’ – faz sentido).

Dúvida pertinente. Pan-americano: Jogos Abertos do Interior com grife?

Botafogo volta a brigar pelo título

O Botafogo voltou a lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. Contra o Corinthians, no Pacaembu, teve o controle da partida no primeiro tempo, abriu vantagem de dois gols, portou-se com serenidade e equilíbrio tático.

Venceu um importantíssimo confronto direto na luta pelo título com marcação, bom passe no meio de campo e criação pelos lados do campo, com Elkeson e Maicosuel.

Foi um início brilhante, sobretudo no meio-campo, fato agravado pela dificuldade corintiana em conduzir a bola ate a área. Com a vantagem estabelecida, os primeiros movimentos do segundo tempo mostraram um Botafogo recuado, pressionado por um Corinthians de volta ao jogo.

A expulsão de Cortês, aos 14 minutos, definiu o desenho do segundo tempo, manteve os botafoguenses na área, na defesa do resultado. Os números mudaram bastante: com apenas uma finalização certa no primeiro tempo, o Corinthians terminou o jogo com oito, e 20 escanteios.

Foi um bombardeio, inclusive com Adriano em campo a partir dos 18 minutos, nitidamente sem condições de ajudar a equipe, sem ritmo de jogo. O Botafogo foi preciso, soube fazer os gols, contou com a colaboração da defesa corintiana e voltou a disputar o título.

Tite viu o time intranquilo. Perfeito, o Botafogo se aproveitou disso.

e

CORINTHIANS 0 X 2 BOTAFOGO

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 12 de outubro de 2011 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA)
Cartões amarelos: Jorge Henrique (Corinthians); Cortês e Alessandro (Botafogo)
Cartão vermelho: Cortês (Botafogo)
Gols: Loco Abreu, aos 11, e Maicosuel, aos 33 minutos do primeiro tempo
Público: 32.450 pagantes (34.593 total)
Renda: R$ 1.097.396,50

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder); Moradei (Adriano), Paulinho, Danilo e Alex; Willian e Jorge Henrique
Técnico: Tite

BOTAFOGO: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Herrera) e Maicosuel (Bruno Tiago); Felipe Menezes (Gustavo) e Loco Abreu
Técnico: Caio Junior

Botafogo vence, freia embalo do líder Corinthians e volta à briga pelo título

O Botafogo continua sonhando com o título do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, a equipe carioca desbancou o líder Corinthians diante de um Pacaembu lotado pelo placar de 2 a 0, em jogo válido pela 29ª rodada da competição nacional. Os gols da vitória botafoguense foram marcados por Loco Abreu e Maicosuel.

Agora, o time do técnico Caio Júnior, que tem uma partida a menos que os seus principais concorrentes, chega aos 49 pontos, saltando para a terceira posição na tabela. Já o Corinthians ainda dorme na liderança, com 51 pontos, mas terá que torcer por um tropeço do Vasco nesta quinta-feira, que entra em campo diante do Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Loco Abreu abriu o placar para o time do Botafogo
Loco Abreu abriu o placar para o time do Botafogo
Crédito da imagem: Agência Estado
Na próxima do rodada do Brasileiro, o Corinthians visita o Cruzeiro no domingo, enquanto o Botafogo recebe o Atlético-PR, no mesmo dia, no Engenhão.

Diretoria do Inter aceita empate, mas cobra seis pontos no Beira Rio

A diretoria do Internacional se mostrou satisfeita com o ponto conquistado em Barueri diante do São Paulo nesta quarta-feira. Mas com uma condição: que agora o clube conquiste os seis pontos que irá disputar em casa, diante de Avaí e Corinthians.

"Conseguimos agredir um pouco mais que o São Paulo. E é um jogo que poderíamos empatar, desde que a gente vença os dois jogos em casa agora. Foi um bom ponto, mas em casa não tem negócio", disse o diretor técnico do Inter, Fernandão, no término do zero a zero desta tarde.

O presidente do clube, Giovanni Luigi, seguiu mais ou menos a mesma linha, porém chegou a lamentar as chances perdidas diante do time paulista. "Não que o empate seja ruim, mas pelas chances criadas poderíamos ter vencido o São Paulo. Mas estamos no caminho certo, um grande jogo contra o Vasco e outro bom jogo hoje. Agora, claro que queremos os seis pontos em casa", concluiu.

O mesmo discurso foi seguido pelo lateral direito Nei. "O empate - Está de bom tamanho. É contra o São Paulo, uma equipe que está disputando lá em cima. Agora a gente tem que jogar contra o Avaí, em casa e conseguir a vitória. Ai esse empate vai ser importante. A gente pega Avaí e depois Corinthians, mais um confronto direto. Se a gente ganha dos dois é muito importante."

O empate deixou o Inter com 44 pontos, no sétimo lugar. Já o São Paulo tem um mais e é o quarto, podendo ser superado por Flamengo e Botafogo nesta noite.

De volta a palco de atuação histórica, goleiro do Ceará lamenta goleada para América-MG em jogo chave

O goleiro Fernando Henrique tem sido um dos principais nomes do Ceará na temporada. Um dos principais jogos do ex-arqueiro do Fluminense na equipe nordestina ocorreu na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), quando fez defesas importantíssimas contra o Atlético-MG quando o clube estava com dois jogadores a menos - ele chegou a defender até pênalti no empate em 1 a 1. Em seu primeiro jogo no estádio após a histórica atuação, porém, o atleta não guardará boas lembranças: seu time foi goleado pelo lanterna América-MG por 4 a 1.

"Perdemos um jogo que não podíamos perder. Infelizmente, ninguém quer perder por um placar elástico. A gente tem que se acertar o mais rápido possível, temos que pôr a mão na consciencia e saber que o time se comportou bem no começo, mas depois a gente se desarrumou. Mas não é hora de apontar dedo pra ninguém, tem que trabalhar", disse Fernando Henrique. Após um bom início de Brasileiro, o Ceará vem em decadência na competição, saindo de uma confortável posição no meio da tabela para ronda a zona de rebaixamento do nacional.

Com a derrota, o clube alvinegro manteve-se com 32 pontos, na 15ª posição, e não pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. Mas, caso o Cruzeiro vença o Bahia na noite desta quarta-feira, o time celeste passa o Ceará, que ficará apenas uma posição acima da degola, hoje composta por Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí e o próprio América-MG. Na próxima rodada, a 30ª do torneio, o Ceará busca a recuperação em casa contra o Flamengo.

Em reencontro com Joel, Cruzeiro empata com Bahia e chega a 10 jogos sem vencer

No primeiro jogo de Joel Santana após sua passagem pelo Cruzeiro, o Bahia empatou em casa por 0 a 0 com o time mineiro, no Pituaçu, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time nordestino chegou aos 35 pontos e continua na 14ª posição. Já o clube celeste foi a 31 pontos e permanece na 16ª colocação, só um posto acima da zona de rebaixamento.

Apesar de estar a uma distância razoável da zona de rebaixamento - o time está a três pontos para o próprio Cruzeiro, o último a se salvar da degola -, o Bahia, que contratou Joel após a demissão no time mineiro, vinha de três vitórias seguidas em casa (contra Avaí, Atlético-PR e Fluminense, respectivamente) e esperava novo triunfo para afastar ainda mais o fantasma do descenso.

Já o Cruzeiro estava em busca de sua primeira vitória no segundo turno do Brasileiro. Desde a 19ª rodada, quando venceu o Atlético-MG na virada do primeiro turno, o time de Belo Horizonte não vence. Nesse meio tempo, Joel foi demitido, mas, depois dele, nem Émerson Ávila nem Vagner Mancini deram vitórias à Raposa, que pode ficar a apenas um ponto acima da degola no fim da rodada.

Isso vai ocorrer caso o Atlético-MG vença o Santos e o Atlético-PR supere o Vasco da Gama nesta quinta, ambas as equipes, que estão a quatro pontos do Cruzeiro e são os dois primeiros na zona de rebaixamento (17º e 18º, respectivamente). Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Corinthians, enquanto o Bahia visita o Coritiba.

Cruzeiro empata com Bahia e segue sem vencer no segundo turno do Brasileiro
Cruzeiro empata com Bahia e segue sem vencer no segundo turno do Brasileiro
Crédito da imagem: Agência Estado
Mais informações em instantes.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 X 0 CRUZEIRO

Local:
Estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 12 de outubro de 2011 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Assistentes: Dilbert Pedrosa Moisés (RJ) e Jackson Massara do Santos (RJ)
Cartões amarelos: (Bahia) Fahel, Lulinha, Tiago e Titi

BAHIA: Marcelo Lomba; Gabriel (Danny Morais), Titi, Paulo Miranda e Dodô; Fahel, Fabinho, Camacho (Lulinha) e Maranhão; Jones (Reinaldo) e Souza
Técnico: Joel Santana

CRUZEIRO: Fábio, Vitor, Léo, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger (Élber) e Montillo; Keirrison (Ortigoza) e Wellington Paulista (Anselmo Ramon)
Técnico: Vágner Mancini

Flamengo não aproveita crise do rival, e fica no empate com Palmeiras sem Kléber

O Flamengo vinha de três vitórias seguidas após longo jejum de vitórias. O Palmeiras teve uma visita tumultuada ao Engenhão: João Vítor agredido na véspera, Kléber cortado da concentração. Porém, o cenário teoricamente favorável ao time carioca não se refletiu em campo, e o Fla, apesar de sair na frente, cedeu o empate em 1 a 1 para o rival paulista e caiu para o quinto lugar na tabela.

Na véspera do jogo, o volante palmeirense João Vítor foi agredido por torcedores em frente à sede do clube pouco antes da delegação seguir para o aeroporto e, de lá, para o Rio de Janeiro. O caso abalou os jogadores, e a diretoria decidiu por adiar a viagem para esta quarta, data da partida contra o Flamengo.

Depois, porém, o técnico Luis Felipe Scolari resolveu afastar o atacante Kléber do elenco. O jogador teria liderado um motim dos jogadores para não viajar, alegando que o elenco estava intimidado pela agressão sofrida por um companheiro de time. Felipão, colocado por Kléber como o responsável pela crise na relação entre jogadores e torcida, acabou desligado do restante do grupo.

No jogo, o ataque do Palmeiras foi formado por Luan, Maikon Leite e Fernandão. E o time até criou boas oportunidades no primeiro tempo, não melhor que o lance mais incrível do jogo: num só ataque, o Flamengo acertou o travessão duas vezes, além de Thiago Neves ter, na mesma jogada, finalizado em cima do goleiro Deola.

Na segunda etapa, porém, um cruzamento do mesmo Thiago Neves mirava a cabeça de Jael. O atacante acabou nem encostando na bola, mas a movimentação confundiu o goleiro palmeirense e o lançamento parou no fundo das redes. Os jogadores do Palmeiras pediram impedimento, em lance bastante difícil para a arbitragem.

Em desvantagem, o Palmeiras começou a incomodar mais. Numa das investidas, Maikon Leite, mais perigoso do ataque palmeirense, recebeu em profundidade pelo lado direito da área e bateu forte, no alto, para vencer Felipe e empatar o jogo.

No próximo final de semana, o Palmeiras, nono lugar com 41 pontos, pega o Fluminense, às 16h de domingo, no Canindé. Já o Flamengo visita o Ceará, no sábado, às 18h.

Volte em instantes para mais informações.

Grêmio escapa de goleada, mas cai para o Figueirense e fica mais longe da Libertadores

O Grêmio passou a última semana falando em busca de vaga na Libertadores. Mas, se a intenção era usar o jogo diante do Figueirense, em casa, para encostar no bloco de cima da tabela, o time gaúcho se viu diante de um adversário com ataque inspirado, perdeu por 3 a 1 e ficou mais longe do objetivo com a terceira derrota no Olímpico. O time catarinense, por sua vez, foi ao nono lugar, a cinco pontos do G-5 ao término dos jogos da tarde desta quarta-feira.

O Figueirense abriu o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, com Aloísio, que completou cruzamento da direita e chutou forte após desvio de Wellington Nem. Três minutos depois, Juninho comandou o contra-ataque pela esquerda e virou para Elias, que dominou e fez o segundo. Ainda deu tempo do Grêmio carimbar a trave por duas vezes, com Douglas e Marquinhos.

Aloísio, do Figueirense, comemora gol que abriu caminho para vitória no Olímpico
Aloísio, do Figueirense, comemora gol que abriu caminho para vitória no Olímpico
Crédito da imagem: Agência Estado
Na segunda etapa, o Grêmio voltou comandando as ações, e até chegou ao gol, aos 23. Douglas cruzou do lado direito e Edcarlos completou por trás da defesa para diminuir. Mas a perspectiva de buscar o empate durou pouco, já que aos 29 minutos o atacante Wellington Nem foi lançado, invadiu a área, passou por Gilberto Silva, pelo goleiro Victor e marcou um golaço no Estádio Olímpico.

Depois, o Figueira ainda perdeu pelo menos duas chances muito claras. Primeiro com Wellington Nem e Rhayner, que brincaram na área gremista e demoraram para finalizar; pouco depois, o mesmo Nem saiu na cara de Victor mais duas vezes, mas não conseguiu ampliar o placar.

Com o placar, o Grêmio ficou na 12ª posição, com 39 pontos, sete atrás do Botafogo, quinto colocado. Já o Figueira encostou no grupo de cima com 41, no nono lugar.

O JogoOs jogadores gremistas entraram em campo acompanhados de seus filhos. O presente do dia das crianças, entretanto, não estava no Olímpico. O Figueirense não quis saber de brincadeira. O bom toque de bola dos catarinenses incomodou o adversário. Não havia jogada rifada ou chutões a esmo.

O Grêmio tinha estratégia semelhante, mas tentava no lance aéreo o caminho para ir às redes. Mas André Lima pouco aparecia. Quando teve a chance, após cobrança de escanteio, o atacante chutou em cima do goleiro Wilson.

O primeiro lance ofensivo encaixado pelo Figueira saiu em bola enfiada para Wellington Nem, ele antecipou-se à zaga e ao goleiro Victor, desviando a bola para fora. Logo depois, o meia se atrapalhou com a bola, mas de um modo que desarmou a defesa e sobrou para Aloísio abrir o placar, aos 33 minutos.

Assimilar a nova situação demorou um pouco para o clube gaúcho. O time visitante entendeu bem o que acontecia e ampliou quatro minutos depois. Juninho puxou o contra-ataque e lançou Elias, o jogador entrou na área e bateu, Victor caiu, mas não teve força para espalmar. Ao esconder o rosto no seu braço, o goleiro mostrava revolta com a própria falha.

O terceiro não saiu por um detalhe. Wellington Nem tocou por cobertura e a bola passou sobre o travessão. Só então os gaúchos compreenderam o que se passava em campo e regiram em chute de Marquinhos em cobrança de escanteio de Douglas. As duas jogadas explodiram na trave.

Celso Roth já é crescidinho, mas fazia bico à beira do gramado. A torcida vaiava. Para o segundo tempo, o treinador colocou Gilberto Silva e Miralles nos lugares de Rafael Marques e Escudero, respectivamente. Nada que aumentasse a força ofensiva gremista. Douglas, em chute cruzado, defendido por Wilson foi a única chance criada no terço inicial do segundo tempo.

Com o tempo ao seu lado, o Figueirense controlava a partida, mas recuou demais. Mário Fernandes de cabeça obrigou Wilson a se esticar todo. No escanteio saiu o gol gremista, aos 23 minutos. Douglas cruzou e Edcarlos testou para as redes.

Ao descontar, os gremistas se animaram, em campo e nas arquibancadas. A pressão aumentou. O time rondava a área adversária com constância. O perigo era o contra-ataque. O perigo se transformou em gol. Em lance individual, Wellington Nem driblou Gilberto Silva, tirou Victor do lance e deu a vitória ao Figueira, aos 30 minutos do segundo tempo.

Com a defesa do oponente escancarada, o Figueirense teve chances para marcar o quarto, mas falhou na hora da conclusão. No último lance do jogo, a defesa dos catarinenses tirou em cima da linha.

Gilberto Silva admite que derrota em casa complica objetivos do Grêmio

O campeão mundial Gilberto Silva, que entrou no intervalo da derrota do Grêmio por 3 a 1 diante do Figueirense, admitiu após o jogo que o resultado negativo no Olímpico faz com que o Grêmio se complique na intenção de buscar uma vaga no grupo que se classifica à Libertadores.

"Claro que com a derrota fica mais complicado, mas temos que continuar trabalhando e pensando jogo a jogo. Agora é se preparar para o final de semana, quando temos um jogo muito difícil", disse o jogador, já lembrando do confronto diante do Santos.

A tendência é que Gilberto se mantenha no time titular. Além de já ter substituído Rafael Marques nesta quarta-feira, o outro zagueiro, Edcarlos, levou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o time santista.

Na zaga, porém, o ex-jogador do Arsenal acabou exposto diante do rápido ataque do Figueirense. Inclusive, estava no lance do golaço marcado por Wellington Nem. "O fato de ter conseguido fazer o primeiro gol deu um gás a mais para o nosso time e a gente se soltou. Então foi normal, mas claro que temos que corrigir para não acontecer mais".

O Grêmio, com 39 pontos na 12ª posição, está agora a sete do Botafogo, que ainda joga nesta noite e pode ampliar a distância do G-5. O Figueirense, com a vitória fora, foi a 41.

São Paulo e Inter não saem do zero e ficam mais longe da briga pelo título

Depois dos últimos cinco jogos , o São Paulo se vê cada vez mais distante da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Mesmo com o apoio da torcida na Arena Barueri, o tricolor paulista ficou apenas no empate sem gols com o Internacional, nesta quarta-feira, pela 29ª rodada da competição e chegou a sua quinta partida sem vitórias.

Com 48 pontos na tabela, o São Paulo permanece na terceira colocação, mas pode ser ultrapassado por Flamengo e Botafogo, que ainda jogam nesta quarta. Enquanto isso, o Inter, que soma 44 pontos, também permanece intacto na tabela, na sétima colocação e fica mais distante do G-4.

O empate sem gols não reflete a emocionante partida que os torcedores que estiveram na Arena Barueri presenciaram em campo. As duas equipes precisavam da vitória e foram para cima desde o início do jogo, que teve inúmeras chances desperdiçadas dos dois lados.

Sem Lucas, que ainda não voltou da seleção brasileira, Rivaldo foi titular no São Paulo e ameaçou várias vezes o gol de Muriel – em uma das principais chances do tricolor, no segundo tempo, o meia ficou cara a cara com o goleiro, mas perdeu.

Pelo Inter, o destaque ficou com D’Alessandro, que teve ótimas oportunidades de garantir a vitória do Inter, mas também não balançou as redes. A equipe colorada soube marcar bastante no meio-campo e dificultou a vida dos são-paulinos durante a partida.

O empate não foi um bom resultado para nenhum dos dois times - o São Paulo se distancia da briga pelo título, e o Internacional fica mais longe da zona classificatória para a Libertadores. Na próxima rodada, os paulistas enfrentarão o Atlético-GO, no Serra Dourada, domingo, enquanto o Inter pega o Avaí em casa, também no domingo.

O jogo - Os dois times entraram sem surpresas, mas o São Paulo, mesmo sabendo da escalação do Inter, não conseguiu neutralizar a estratégia montada por Dorival Júnior. O treinador optou por um 4-5-1 no qual deu liberdade para D'Alessandro, Ilsinho e Andrezinho avançarem para auxiliar Dellatorre, único atacante da equipe.

Desde os primeiros minutos, o Colorado impôs um ritmo de marcação no campo do Tricolor que praticamente impedia a saída de bola dos mandantes da partida. Com dificuldades para sair centralizando, o time também mal conseguia avançar nas descidas de Jean e Juan pelas laterais.

O São Paulo, que não atuou no Morumbi porque o estádio recebe o show do guitarrista Eric Clapton na noite desta quarta-feira, realmente parecia não se sentir em casa na Arena Barueri. Tinha como alternativa apenas os contra-ataques, quase sempre inúteis porque Luis Fabiano era bem marcado.

Dono da partida, o clube porto-alegrense passou a usar a posse de bola e rodá-la de um lado a outro do campo. Seu problema era exatamente o único escalado na linha de frente. Dellatorre não se posicionava bem para receber os passes dentro da área e perdeu todas as divididas para João Filipe e Rhodolfo.

Mesmo superior, o Inter não dava real trabalho para Rogério Ceni e viu as melhores chances do outro lado. Se Rivaldo não conseguia justificar sua presença na equipe, raramente tendo a bola nos pés para armar o ataque, os comandados de Adilson Batista contaram com a disposição de Juan para ter uma válvula de escape e assustar Muriel.

O lateral esquerdo sempre passava em velocidade e chamava Dagoberto e Cícero a participar da partida. Ambos não conseguiam dar sequência a ponto de colocar Luis Fabiano no jogo - o camisa 9 passou todo o primeiro tempo demonstrando sua irritação com os passes e opções erradas. Na única vez em que o centroavante foi acionado em condições de finalizar, cabeceou rente ao travessão após cruzamento de Dagoberto.

Na volta do intervalo, Adilson Batista conseguiu equilibrar o confronto ajustando sua marcação. Reduziu a liberdade de Wellington e abriu o volante de um lado, com Carlinhos Paraíba do outro para bloquear os avanços pelas laterais. Desta maneira, a ação ofensiva do Inter se reduziu ao talento de D'Alessandro para encontrar Dellatorre.

Na parte ofensiva, o São Paulo se adiantou para ficar mais tempo com a bola no campo de ataque, estratégia facilitada por Dorival Júnior, que chegou a deixar o Inter sem atacantes ao trocar Dellatorre pelo lateral esquerdo Fabrício. Os gaúchos ainda ajudavam a falta de criatividade dos anfitriões com falhas.

Aos dez minutos, Bolatti deixou a bola com Luis Fabiano, que acionou Dagoberto e não houve gol por passe errado do atacante para Rivaldo. Mais tarde, os visitantes ainda permitiram uma linha de passe de cabeça que não encontrou as redes de Muriel porque Rivaldo, livre na área, conseguiu errar o gol.

Dorival corrigiu seu erro ao colocar João Paulo como referência na área. Só faltou ao atacante cacoete de centroavante para desviar toque de D'Alessandro que atravessou a linha do gol. De qualquer forma, sua presença recolocou a partida sob o comando dos colorados.

Adilson tentou renovar seu ataque e ganhou novos xingamentos ao trocar Dagoberto por Marlos, mas o máximo que conseguiu foi sorte nas finalizações erradas do Internacional, que trocou seus homens ofensivos, mas não conseguiu colocar seu domínio em campo no placar.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 INTERNACIONAL


Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 12 de outubro, quarta-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 24.470 pagantes
Renda: R$ 483.265,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
Cartões amarelos: Juan e João Filipe (São Paulo); Guiñazu, Ilsinho e Kleber (Internacional)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, João Filipe (Xandão), Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba (Casemiro), Cícero e Rivaldo; Dagoberto (Marlos) e Luis Fabiano
Técnico: Adilson Batista

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga), Ilsinho (João Paulo) e D'Alessandro; Dellatorre (Fabrício)
Técnico: Dorival Júnior

Irredutível, Felipão decide que Kleber não joga mais com ele no Palmeiras

O afastamento de Kleber do jogo desta quarta-feira contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, não foi a única iniciativa de Luiz Felipe Scolari após a nova crise deflagrada no Palmeiras. O técnico já decidiu e informou à diretoria que o atacante, com ele, não jogará mais no clube.

A atitude de Felipão acontece após o jogador liderar um motim entre os atletas na noite de terça, logo após o volante João Vítor ter sofrido agressão de torcedores palmeirenses em frente à sede do clube, na zona oeste da capital paulista.

Kleber defendeu e também convenceu alguns companheiros que o melhor a fazer era não viajar na noite de terça para o Rio, como estava programado, alegando que os jogadores estavam sob ameaça. A diretoria mudou o voo para a manhã desta quarta.

O problema é que nas conversas dos grupos dissonantes dentro do vestiário, Felipão de um lado, Kleber de outro, o atacante acusou o técnico de ser o responsável pelo fato de os jogadores estarem na mira da torcida. Principalmente por frases do técnico à imprensa, como:

1. "Já fiz a lista de reforços para o ano que vem"; 2. "É a primeira vez em 20 anos que não consigo montar um time"; 3. "Nossos medalhões não estão respondendo". O resultado foi o embarque de toda a delegação na manhã desta quarta para o Rio de Janeiro, com exceção de Kleber.

Na versão oficial dada pelo diretor de futebol alviverde, Roberto Frizzo, o atacante não foi afastado, mas apenas deixado de fora do jogo contra os cariocas em decisão conjuntamente tomada pela diretoria e pela comissão técnica. No entanto, não explicou os motivos de tal decisão.

Irredútivel, Felipão decidiu que Kleber (foto) não joga mais com ele no Palmeiras
Irredútivel, Felipão decidiu que Kleber (foto) não joga mais com ele no Palmeiras
Crédito da imagem: Agência Estado

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Copa Sul-Americana

21h15 Independiente x LDU

Brasileirão Série A


16h00 São Paulo 0x0 Internacional
16h00 Grêmio 1x3 Figueirense
16h00 Avaí 2x2 Atlético-GO
16h00 América-MG 4x1 Ceará
21h50 Corinthians 0x2 Botafogo
21h50 Flamengo 1x1 Palmeiras
21h50 Bahia 0x0 Cruzeiro

Edgar desafoga divisão de leves do UFC, que pode ter um novo e perigoso desafiante

Gilbert Melendez

Olá fãs de esportes,

Alguns resultados do UFC 136 colocaram um pouco de ordem na divisão de leves do UFC.

A vitória de Frankie Edgar diante de Gray Maynard no último sábado encerrou, enfim, a trilogia do duelo, que serviu para aumentar uma fila que se tornava cada vez maior.

Esta fila, que não andou devido ao empate entre Edgar e Maynard no início do ano, fez com que nomes como Anthony Pettis e Jim Miller perdessem suas chances de disputarem o título, já que acabaram derrotados nesse período entre a segunda e a terceira luta de Edgar contra Maynard.

Pensando nesta categoria, é curiosa a constatação que o atual campeão fez quatro lutas nos dois últimos anos contra apenas dois adversários (BJ Penn e Maynard), causando aquele problema todo com a tal fila que estamos comentando aqui no post.

Melvin Guillard, por sua vez, se estava bem perto de uma chance pelo cinturão, deu alguns passos para trás com a derrota diante de Joe Lauzon.

Acredito que o próximo adversário de Edgar sairá do vencedor do duelo entre Ben Henderson e Clay Guida, que acontecerá em novembro.

Mas um novo desafiante pode entrar nessa disputa.

Apesar de ter agendada sua defesa de título do Strikeforce contra Jorge Masvidal em dezembro, Gilbert Melendez vem sendo especulado como nome a ser batido na categoria, provavelmente entrando direto em uma luta por cinturão.

Acredito que ele faça esta luta contra o vencedor de Edgar vs Henderson/Guida.

Sou do time que aponta Melendez como o número um dos leves, talvez a única categoria onde o melhor do mundo não esteja no UFC.

“Honestamente, me sinto o desafiante nº1 e acho que estou pronto para uma disputa de cinturão agora”, disse Melendez, que enfrentará Masvidal no dia 17 de dezembro, ao MMA Fighting, “Estou focado no Masvidal, mas é difícil não se animar quando ouço todos estes rumores”.

A provável ida para o UFC resolveria de vez um problema que Melendez lamenta muito: a falta de reconhecimento enquanto não luta no maior evento de MMA do mundo.

“O mais frustrante é o reconhecimento. Muitas pessoas não me reconhecem como um grande lutador porque eu não derrotei os caras do UFC”, lamentou.

Ele tem razão.

E logo terá sua chance de provar qual é seu verdadeiro lugar na divisão de leves.

Jonah Lomu deixa o hospital depois de 16 dias internado

A maior estrela do rugby deixou o Hospital Geral de Auckland depois de 16 dias internado tratando uma séria falha no sistema renal, o ex-jogador foi submetido a sessões diárias de hemodiálise enquanto os médicos tentavam recuperar seu rim transplantado.

Em 1995, Lomu foi diagnosticado com uma doença renal conhecida como síndrome nefrótica. Em 2004, recebeu a doação do rim de seu amigo Grant Kereama, um conhecido radialista neozelandês.

Agora alguns testes estão sendo feitos para avaliar a possibilidade de reviver o rim transplantado, ainda não se sabe se pode ser salvo.

Lomu foi hospitalizado logo depois de participar da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Rugby, “Eu estava prestes a sair para o [estádio] Eden Park para fazer minha parte no cerimonial quando eu travei. Meu rim estava falhando e meu corpo ficou intoxicado, comecei a parar,” ele contou para New Zealand Woman’s Wekly.

O ex-jogador estava treinando para participar do evento beneficente de boxe Fight for Life e ainda mantinha esperanças de participar da competição, no dia 3 de dezembro.

Entretanto, os médicos vetaram a participação de Lomu e ainda acusam os treinamentos e a alta carga de proteínas na sua dieta de preparação, como culpados da nova falha do sistema renal maior artilheiro da história dos Mundiais.


O Brasileirão está muito chato”

Por que será que tanta gente na imprensa, principalmente nas emissoras de tevê, fica tentando iludir o torcedor com opiniões de que o Campeonato Brasileiro está uma maravilha? Não aguento ouvir esses caras dizendo que a competição está “eletrizante”, que o equilíbrio entre os times é enorme e por aí afora. Falando o português claro, o Brasileirão está muito chato de se ver. Depois de quase 300 jogos, é difícil lembrar de meia dúzia que tenham se destacado pela qualidade técnica. Vejam bem: luta e correria não são sinônimos de jogo bem jogado. Se não dá para apontar com segurança quem ficará com o título é justamente por não termos um grande time, e não por termos vários candidatos de alto nível.
O Flamengo ficou dez rodadas sem ganhar e está aí colado no líder, o Corinthians quase mandou o Tite embora porque não ganhava de ninguém e agora parece ser a oitava maravilha do mundo… O Timão teve seus méritos no domingo, mas o Atlético-GO do arrogante Hélio dos Anjos ajudou bem. Uma semana antes o time tinha jogado com quatro volantes e ganhou do mediano Fogão, e aí o “professor” achou que dava para vir ao Pacaembu e jogar de igual para igual. O que o Corinthians fez certo foi marcar por pressão no primeiro tempo. Foi assim que saíram o segundo gol e o terceiro.
Nesse último, o tal do Bida, que joga muito menos do que pensa que joga, foi desarmado pelo Danilo e dali saiu o passe para o Alex matar o jogo. O Vasco, que tinha escapado de perder em casa para o Timão por não ter mostrado ousadia, desta vez não escapou de levar uma cipoada. Não viu a bola no Beira-Rio e tomou de 3 a 0 do Inter. E aí vem gente falar que a ausência do Dedé pesou no resultado… Por favor, o Dedé está muito longe de ser um zagueiro desses que tomam conta da área! Felipe e Diego Souza estavam em campo e não aconteceu nada, o que mostra que o Diego continua sendo aquele jogador irregular que arrebenta em duas partidas e não é visto em campo nas duas seguintes.
Quando vejo o Inter jogando o que jogou domingo lamento que a equipe não esteja numa posição melhor na classificação, porque tem qualidade para brigar pelo título. É uma pena que não tenha mais pontos e que a diretoria tenha sido tão precipitada em demitir o grande Falcão. Diante da gangorra que caracteriza o Brasileirão, vamos ficar até dezembro ouvindo os vendedores de ilusão dizerem que a reta final está empolgante e que é “o campeonato mais emocionante da era dos pontos corridos.” Me engana que eu gosto.

No México, novas experiências do laboratório Mano

Você gosta da seleção? Pode dormir mais tarde, já que amanhã é feriado? Então, prepare o café (ou cerveja, pra quem gosta) porque lá vêm mais fortes emoções, no jogo que o Brasil faz com o México, em Torreón, nesta terça-feira. Por causa do fuso horário, a partida começa às 22h30 daqui. Quer dizer, apenas um pouquinho mais tarde do que habitualmente ocorre em meio de semana. O capítulo de hoje da novela será espichado.
Mano Menezes aproveita o jogo contra um adversário que é mostrado como “perigoso” para fazer experiências. Mais observações, intermináveis mexidas em busca da formação ideal. Depois da apresentação mixuruca diante da Costa Rica, o treinador decidiu mandar a campo os laterais titulares (Daniel Alves e Marcelo), a dupla de marcação Lucas Leiva e Fernandinho, o centroavante Hulk no lugar de Fred e Jefferson no gol, pois Julio Cesar se machucou.
O que vão significar todas essas mudanças? Sabe-se lá. Em 17 apresentações anteriores, a seleção mudou bastante, embora Mano tenha deixado no ar um esboço de espinha dorsal, com Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, Lucas Leiva, Neymar como nomes repetidos com constância. André Santos teve seu momento, mas sumiu após ir para o Arsenal.
É uma boa base, mas a questão é outra. Defendo a necessidade de Mano armar o mais rapidamente possível aquela que considera a melhor equipe e insistir com ela. Isso não significa que seja definitiva ou imutável. Nem se deve esperar algo do gênero, pois o futebol é tão dinâmico que alguém poderá ser escalado na véspera da estreia do Brasil na Copa de 14.
Um time-base serve como parâmetro para Mano e para os torcedores. Vislumbra-se dessa maneira mais claramente quem tem condições para seguir adiante no projeto. Os ajustes serão feitos à medida que surgirem necessidade e oportunidade. Como observar, então, o rendimento dos demais convocados? Com substituições durante os jogos e nos períodos de treino. O que não dá é ver uma seleção nova a toda hora, sem que se saiba quem é titular ou não.
As constantes alterações enfim podem ser olhadas de duas maneiras. 1 – Mano quer manter aberta a disputa nas 11 posições e assim estimular os atletas; 2 – Mano não tem certeza do que deseja e altera ao sabor da ocasião. Vamos ver no que vai dar hoje à noite. Tomara só que não dê sono, como na sexta-feira.

Felipão garante que Palmeiras joga e diz que polícia apura caso João Vítor

xxx

Emergência é emergência.
Por isso, o técnico Luiz Felipe Scolari atendeu ao telefone em São Paulo, no fim da noite de quarta-feira. A informação do colunista Benjamin Back é de que o Palmeiras pode não entrar em campo contra o Flamengo, em repúdio à agressão sofrida pelo volante João Vítor, à tarde, na rua Turiassu.

Luiz Felipe descarta essa hipótese: "Só atrasamos, porque havia coisas para apurar do caso João Vítor e quando tínhamos condições de embarcar já não havia mais voo. Só por isso viajaremos na quarta-feira. Se o Palmeiras não jogasse perderia seis pontos. Aí não dá!", disse o treinador.

Uma das versões do caso João Vítor é de que ele pode ter reagido aos chutes de torcedores em seu carro. A polícia apura o caso.
Isso não tira a responsabilidade da torcida que, há dois anos, agrediu Vágner Love

Uma lição a vândalos e cartolas: Palmeiras perde por W.O.

Invasão, depredação de carros, ameaças de morte, agressões e... nada. Ninguém vai preso.

Diante de um quadro tão exemplar de autoridade no combate à impunidade, marginais travestidos de torcedores atacaram o volante João Vítor na loja oficial do Palmeiras.

Reconhecido por 15 vândalos, ele recebeu vários chutes na boca – seu cunhado e um amigo também sofreram com a barbárie. João Vitor foi encaminhado a um hospital e, depois, procurou a 23ª DP.

Segundo a PM, havia pedaços de madeira em frente à loja. Quando chegou ao local, a polícia não encontrou mais o bando de covardes.

Em clima de terror, a delegação palmeirense seguirá para o Rio, local do confronto com o Flamengo, com a certeza de que nada irá acontecer.

Em 2008, o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo foi agredido em Congonhas, quebrou um braço e... nada. Um ano depois, Vagner Love apanhou numa agência bancária e... nada. Neste ano, o carro de Luan foi atingido por um coquetel molotov e... nada.

Uma lamentável rotina que não acontece apenas no Palmeiras. Uma deplorável situação que poderia ser dizimada se o sindicato dos jogadores agisse com mais independência, se houvesse união entre os atletas, se resolvessem, por exemplo, não entrar em campo e deixar o time perder por W.O.

Um ótimo castigo que também serviria de lição a medíocres cartolas, ávidos por distribuir ingressos e transporte na faixa, em um futebol refém de bandoleiros.
                                                      ######
Fitness. Se há uma coisa que brilha mais que estrela em tempo de tsunami é a balança do departamento profissional do Corinthians. Desde os tempos do fofo Ronaldo, o aparelho é a coqueluche das chuteiras fast-food, sempre pronto a colaborar. Agora, quem se deleita com a mágica é o rechonchudo imperador Adriano. De acordo com o cobiçado objeto que mede a massa de um corpo, ele está somente três quilos acima do peso normal. O resto é ilusão de ótica, imagens em 3D.

Sugismundo Freud. Se a culpa é minha, eu ponho onde quiser.

Pai Jeová. Há dois meses e meio no comando do soberano São Paulo, Adilson ‘Pardal’ Batista jura que não se abala com as constantes críticas e vaias da torcida. O ‘professor’ garante que ainda conseguirá reverter o quadro, conquistar o coração da galera. De fato, é só uma questão de tempo: até receber a carta de demissão. Aí a torcida soltará rojões.

Twitface. Vem aí uma nova CPMF: Contribuição Provisória para Mamãe Fifa.

Gilete press. De Alex Sabino, no ‘Diário de S.Paulo’: “O Real Madrid fechou um seguro de vida para Neymar no valor de R$ 715 milhões. A bolada mostra o quanto o clube tem Neymar em alta conta. Como adiantamento pela transação, o presidente Florentino Perez fez um agrado nada modesto para a conta bancária do seu futuro jogador: depositou R$ 26,2 milhões, para garantir a preferência pelo Real.” Don’t cry for me, Florentina!

A vida é bela. A pequena cidade americana de Newry comemora o sucesso: nada mais que 51 casais participaram do 12º do Campeonato de... Carregar Esposas. Mais de três mil pessoas acompanharam a disputa, que deu ao vencedor o peso da mulher em cerveja e cinco vezes em dinheiro. Um dos obstáculos mais difíceis do percurso foi o ‘criador de viúvas’, responsável por várias desistências e broncas de mulheres. Fala sério!

Tititi d’Aline. O sérvio Petkovic se aventura no show business: corre atrás de patrocinadores para bancar uma exibição do compatriota Novak Djokovic, o rei da bolinha, na Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores.

Você sabia que... Tevez, novamente nos planos do Corinthians, pediu R$ 700 mil por semana para defender o Real Madrid?

Bola de ouro. Alemanha e Espanha. Mandaram prender e soltar nas eliminatórias da Euro/12. Garantiram a vaga com 100% de aproveitamento.

Bola de latão. Portugal. Os gajos, liderados por Cristiano Ronaldo, aterrissaram em Copenhague botando banca, mas levaram chumbo da Dinamarca e agora vão disputar a repescagem da Euro-2012.

Bola de lixo. Casemiro. O volante do Tricolor está se achando depois de ter renovado por R$ 100 mil mensais. Muita firula e pouca produção. Menção honrosa: Denílson, também do São Paulo: três vermelhos em nove jogos.

Bola sete. “Ele saiu porque participou de um torneio de pôquer antes do jogo com o Avaí. Ele deveria estar focado no clube e não em jogo de baralho, já que estamos lutando contra o rebaixamento” (do presidente do Furacão, Marcos Malucelli, sobre a demissão do gerente Paulo Rink – royal street flash).

Dúvida pertinente. Dá para jogar no Palmeiras?

PF vai abrir inquérito contra Ricardo Teixeira esta semana

Até o final da semana a Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao Brasil e lavagem de dinheiro, informou a PF nesta terça-feira.
A abertura de inquérito foi pedida à PF no final de setembro pelo procurador do Ministério Público Federal do Rio Marcelo Freire. A investigação será feita pela Delegacia de Combate a Crimes Financeiros, mas ainda não foi designado o delegado que ficará encarregado do caso.

Antonio Lacerda/Efe
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011

Teixeira poderá ser chamado à PF para prestar esclarecimentos. Ao fim das investigações, o inquérito volta ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresentará ou não denúncia contra Teixeira à Justiça. O prazo de conclusão de um inquérito é de 30 dias, mas pode ser prorrogado.
A investigação vai se concentrar em denúncias feitas pela emissora britânica BBC de que Teixeira, junto com outros dois integrantes do comitê executivo da Fifa, supostamente receberam propina da ex-parceira de marketing da Fifa ISL nos anos 1990. A ISL faliu em 2001.

Andrés Cristaldo-2.fev.06/Efe
O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em fevereiro de 2006
O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em fevereiro de 2006

Segundo a BBC, foram feitos 175 pagamentos secretos pela ISL em 1989 e 1999. O Ministério Público Federal pede que a polícia investigue se parte desse dinheiro entrou no Brasil de forma ilegal através de empresas com sede em paraísos fiscais, que seriam controladas por Teixeira.
OUTRO LADO
Teixeira nega as acusações. A Fifa afirmou que investigação realizada na Suiça em 2008 sobre a falência da ISL não encontrou indícios de participação de Teixeira e de dois outros dois integrantes de seu comitê executivo acusados de receberem suborno --Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, e Issa Hayatou, chefe da Confederação Africana de Futebol-- em qualquer crime.

+ CANAIS

Rafael Alcantara: de olho no Brasil, mas convocado pela Espanha

Rafael Alcantara do Nascimento tem uma dúvida: jogar na seleção da Espanha ou na do Brasil. Por enquanto, ele segue no time espanhol, escolhido por seu irmão, Thiago, jogador do grupo principal do Barcelona, criado em La Masia, a famosa divisão de base catalã.

Thiago sempre teve convicção de que sua trajetória no futebol seria pela via espanhola e não pela brasileira. Hoje, convocado pelo treinador Vicente Del Bosque, ele inclusive já estreou em partidas oficiais com os campeões do mundo. Não tem mais volta.

Rafa tem 18 anos, mas não possui a certeza do irmão. Sonha com o Brasil, mas segue sendo convocado pelos espanhóis. Os meninos seguiram os caminhos determinados pela carreira do pai, Mazinho, campeão mundial pelo Brasil em 1994.

Rafael é talentoso e vem ganhando espaço no Barcelona B. Em breve, como o irmão, poderá fazer parte da equipe principal. Trata-se de um meia atacante de estilo bem brasileiro: agressivo, habilidoso e cheio de ginga.

A única certeza é que a Espanha o quer, enquanto o Brasil o ignora.

Veja a lista de convocados da seleção sub-19 da Espanha, que se reunirá para treinamentos entre 17 e 19 deste mês:

Athletic Bilbao: Iñigo Ruiz de Galarreta y Jonas Ramalho
Atlético de Madrid: Javier Manquillo
Barcelona: Rafael Alcántara, Gerard Deulofeu, Sergio Ayala y Miguel Bañuz.
Betis: Álvaro Vadillo y Carlos García.
Córdoba: Bernardo Víctor Cruz
Espanyol: Sergi Darder y Víctor Álvarez
Levante: Iván López
Liverpool: Jesús Joaquín Fernández
Real Madrid: Jesé Rodríguez, Francisco García Noblejas y Omar Mascarell
Racing: Jairo Samperio.
Sevilla: Israel Puerto y José Gómez.
Valencia:: Francisco Alcacer y Juan Bernat.
Villarreal: Adrián Ortola.

VÍDEO: Tevez no Corinthians? O herói de 2005 ou o mau profissional?

Qual o Carlos Tevez que pode, eventualmente, voltar ao Corinthians? Aquele que conduziu o time ao título brasileiro de 2005 ou o que força a saída do clube que paga seus salários sem mais nem menos?

O torcedor corintiano costuma lembrar do argentino apenas pelo lado bom. Mas existe esse outro aspecto, deplorável, de um profissional conduzido por seu agente e que não respeita nada, ninguém.

Isso sem falar nos custos, altíssimos, para contar com Tevez. Até que ponto vale a pena o Corinthians se endividar para ter novamente o argentino? E o que ele poderá aprontar? Um risco grande demais.

Veja no vídeo abaixo a análise do caso Manchester City-Tevez-Corinthians.


Veja comentário no Bate-Bola desta terça-feira!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasileiro Série B


20h30 Portuguesa 1x1 Boa
20h30 Americana 0x0 Náutico

Eliminatórias da Concacaf


17h00 Haiti 2x2 Curaçao Grupo F
18h00 T. e Tobago 4x0 Barbados Grupo B
18h00 Suriname 1x3 Rep. Dominicana Grupo A
20h00 Canadá 0x0 Porto Rico Grupo D
20h00 Antígua e Barbuda 10x0 Ilhas Virgens Americanas Grupo F
20h00 Bermudas 1x0 Guiana Grupo B
21h00 São Cristóvão e Névis 1x1 Santa Lúcia Grupo D
22h00 Panamá 5x1 Nicarágua Grupo C
22h30 El Salvador 4x0 Ilhas Cayman Grupo A
23h00 Guatemala 3x1 Belize Grupo E

Eliminatórias Sul-Americanas

17h00 Bolívia x Colômbia
19h45 Paraguai 1x1 Uruguai
19h45 Chile 4x2 Peru
21h50 Venezuela 1x0 Argentina

Amistosos


14h00 Estônia 0x2 Ucrânia
15h00 Guiné Equatorial 1x1 Camarões
15h30 Polônia 2x0 Belarus
16h00 Gana 0x0 Nigéria
20h00 Estados Unidos 0x1 Equador
22h30 México x Brasil
22h30 Honduras x Jamaica

Eliminatórias da Eurocopa


13h00 Cazaquistão 0x0 Áustria Grupo A
14h00 Alemanha 3x1 Bélgica Grupo A
14h00 Turquia 1x0 Azerbaijão Grupo A
14h00 Croácia 2x0 Letônia Grupo F
14h00 Geórgia 1x2 Grécia Grupo F
14h00 Malta 0x2 Israel Grupo F
14h45 Rússia 6x0 Andorra Grupo B
14h45 Irlanda 2x1 Armênia Grupo B
14h45 Macedônia 1x1 Eslováquia Grupo B
15h00 Suécia 3x2 Holanda Grupo E
15h00 Hungria 0x0 Finlândia Grupo E
15h00 Moldova 4x0 San Marino Grupo E
15h05 Bulgária 0x1 País de Gales Grupo G
15h15 Suíça 2x0 Montenegro Grupo G
15h15 Noruega 3x1 Chipre Grupo H
15h15 Dinamarca 2x1 Portugal Grupo H
15h45 Itália 3x0 Irlanda do Norte Grupo C
15h45 Eslovênia 1x0 Sérvia Grupo C
15h45 Espanha 3x1 Escócia Grupo I
15h45 Lituânia 1x4 Rep. Tcheca Grupo I
16h00 França 1x1 Bósnia-Herzegóvina Grupo D
16h00 Albânia 1x1 Romênia Grupo D

Corinthians de Tite e Fla de Luxa reagem em rodadas fundamentais

Antes de interromper a série de dez partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, o Flamengo vinha de dois empates. Então derrotou América, São Paulo e agora Fluminense. Nesse mesmo período, o Corinthians venceu o Bahia, empatou com o Vasco e bateu o Atlético Goianiense. Foram 16 pontos em 18 possíveis nas partidas das quais participaram as duas equipes.

Bottinelli comemora com Jael: virada no Fla-Flu e terceira vitória seguida
Bottinelli comemora com Jael: virada no Fla-Flu e terceira vitória seguida do time carioca
Foram os dois times que mais subiram na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro nessas últimas três rodadas. Os corintianos estavam dois pontos atrás do então líder, Vasco, enquanto os rubro-negros tinham oito a separá-los da primeira colocação. Hoje o Corinthians é o ponteiro e o Flamengo reduziu a distância da liderança pela metade, quatro.

Jogadores do Corinthians fazem corrente no centro do gramado: reação
Jogadores fazem corrente no centro do gramado: reação
Faltam dez rodadas e os times que duelaram pela liderança por um bom tempo voltam a demonstrar força. O alvinegro ao reassumir a primeira posição e os flameguistas com a presença na zona de classificação à Libertadores e a uma distância do líder que já não chegar a ser assustadora.

O Internacional também reduziu sua diferença em relação ao líder, mas ainda está a uma distância considerável. Confira a situação dos mais bem colocados após a 25ª rodada e agora?

Vasco - CAIU - Era líder, um ponto à frente do segundo colocado. É segundo, um ponto atrás do líder.
São Paulo - CAIU - Estava a um ponto apenas da primeria colocação. A distância agora é de quatro.
Botafogo - CAIU - Tinha dois pontos atrás do primeiro posto. Já são cinco. Tem um jogo a menos.
Corinthians - SUBIU - Tinha dois pontos a separá-lo da ponta, que recuperou, com um à frente.
Fluminense - CAIU - Eram seis os pontos de distância em relação ao líder. Ela aumentou para sete.
Flamengo - SUBIU - Tinha oito pontos de desvantagem para o primeiro. Ela hoje é de quatro.
Palmeiras - CAIU - Estava oito pontos atrás do líder, agora tem 11. E a seis da zona da Libertadores.
Internacional - SUBIU - Nove pontos separavam o time gaúcho da ponta. Agora são oito. 

México: retratos de uma tragédia

O Brasil enfrenta o México na casa do adversário, em Torreon. Mais alguns dias e teremos o Pan de Guadalajara, cidade tão brasileira desde 1970. Por alguns momentos, teremos o México novamente no noticiário por outras razões que não narcotráfico, mortes, decapitações, terrorismo...

É o México. O México rebelde, o México que povoa nossos corações e mentes desde sempre com uma das mais ricas histórias entre tantos países. Do território subtraído pelos Estados Unidos, da Revolução que inspirou o mundo por décadas, dos filmes, da cultura. Hoje tão tristemente mergulhado numa crise que vai transformando o país refém do narcotráfico. O país que, dito por um mexicano, como contamos no texto anterior, inaugurou a frase “tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos...”.

Rodei o país há alguns anos atrás dessas histórias e realidade nova. Da única forma que entendo esse ofício: com o pé na lama, ouvindo e conversando com todo mundo, sentado no pé-sujo, na estrada, na rua. Como contei da Costa Rica, publiquei essas lembranças desse México num site que era uma brincadeira séria de bons amigos, além de ter entrado a reportagem no DOC “Os Mercadores de Talentos”. Algumas dessas lembranças seguem abaixo. Relendo, voltam todos os personagens, suas dores e tragédias, tão claras ainda em minha mente. Os cheiros, as cores do México, as dores e as delícias, como diria o outro...


FAMINTOS DA AMÉRICA LATINA: UM PROBLEMA PARA O GUARDA DO PRÓXIMO TURNO


O velho relógio parece cansado de guerra, com preguiça de fazer o tempo passar. Preso a parede da rodoviária de Monterrey, no México, tem ponteiros lentos, como se avisassem a impossibilidade de andar mais rápido, talvez pelo calor do ambiente. São três horas da tarde. O guarda parece empurrar com os olhos os tais ponteiros, como quem reza para que mais um quarto de hora se passe. Às 15h15, o ônibus com direção a Nuevo Laredo, na fronteira com o estado americano do Texas, irá partir. Uma rápida conversa com o homem da lei e a curiosa pressa é entendida, ainda que não deixe de ser curiosa. Assim que o ônibus partir, o contingente de quarenta imigrantes ilegais deixa de ser um problema dele. Lava suas mãos, e torce para que o carro velho cruze logo a fronteira do estado de Nuevo Leon e adentre Tamaulipas, onde está a cidade de Nuevo Laredo. Uns duzentos e poucos quilômetros.

“Cumpadre, assim que cruzarem a divisa, são problema de outro estado. O colega de Tamaulipas que se ocupe. Aqui já não há lugar para tantos imigrantes ilegais a caminho dos Estados Unidos que chegam todos os dias. Tampouco as cadeias comportam mais. Nem prender estamos podendo mais. Quando partirem no ônibus, é problema de Tamaulipas”, conta, com absoluta normalidade, interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio. No ano anterior foram 2.500 ilegais levados para as cadeias de Monterrey, acabando com os lugares para os criminosos daqui. Para que não exista dúvida sobre o que fala, ilustra com uma história definitiva.

“Você conhece a história do ônibus que fez um tour com dezenas de imigrantes ilegais? Saiu aqui da rodoviária de Monterrey. Andou 45 quilômetros, até o município de Doctor González, quando o carro foi detido com 42 pessoas. Hondurenhos, salvadorenhos, nicaragüenses, e até dois brasileiros, amigo”, frisa bem, parecendo se divertir com o interlocutor antes de continuar, não fosse a desgraça comum. “Levaram todos para a divisão de imigração. Não tinha lugar. Foram para a delegacia de Doctor González. Não tinha lugar. Levaram para San Nicolas, nos arredores. Imigração, polícia, nada. De novo para o ônibus e volta pra Monterrey. Imigração, polícia e como aqui é maior, Polícia Federal Preventiva. Nada. Levaram para o Parque Alamey, onde disseram ter uma cadeia com lugar. Chegou lá, o ônibus da véspera já tinha ocupado os lugares. Monterrey não tinha lugar tampouco. Bota no ônibus de novo e leva pro município de Santa Catarina, aqui perto. Sem lugar, volta pra Monterrey. Então aqui chegou a ordem: deixa seguirem pra Tamaulipas, que lá é problema deles. Agora, deixamos que sigam”, conta, sem conter uma longa risada, que explica a atual preguiça mesmo diante da certeza do contingente de indocumentados.

Finalmente o tempo percorre o tal quarto de hora. Sua missão do dia está cumprida: tocou o problema adiante. Por hoje, não existe mais problema, quer dizer, só no próximo ônibus, daqui a quatro horas. Mas esse já não é mais um problema dele, afinal, seu turno está acabando.
“Cumpadre, quando o próximo ônibus para Nuevo Laredo encostar, estarei diante da TV assistindo ao jogo dos Sultanes. O problema passa a ser do próximo guarda”, encerra novamente, pensando no beisebol da noite com absoluta normalidade, novamente interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio.

O ônibus ganha a “carretera” e vai cortando o México. A paisagem da janela evoca alguma poesia, gatilho de lirismo certamente disparado com a visão da Sierra Madre. Impossível, diante da visão, não se perder em memórias e confundir realidade e ficção com a lembrança de Humprey Bogart cruzando aquelas matas em “O Tesouro de Sierra Madre”. As situações limites da condição humana, ambição, cobiça, vaidade, encenadas em um clássico de John Huston...Impossível não abandonar por algum tempo o outro drama da condição humana, todas as situações limites, fome, saudade, desespero, espalhados em carne e osso por 40 poltronas, vizinhos, ali, naquele expresso Monterrey-Nuevo Laredo. Por mais fortes que sejam as lembranças ativadas pela Sierra Madre, o drama da poltrona ao lado interrompe logo o olhar perdido.

A viagem segue, sempre acompanhando as eternizadas encostas da Sierra Madre. Qualquer conversa travada com os companheiros de viagem encontra sempre histórias parecidas. São salvadorenhos, hondurenhos, nicaragüenses, em busca de uma expressão que parece mágica em seus corações e mentes: “o sonho americano”, repetido freqüentemente por cada um, que sempre carrega alguma história de amigos ou parente embarcados nesse sonho: limpadores de banheiro, descascadores de batata, vistos como heróis para quem nada restou em seu próprio país.

O ônibus passa incólume pela primeira barreira de policiais, que indica a proximidade de Nuevo Laredo. Conhecedores da lógica daquele caminho explicam que é assim mesmo, por amostragem. O próximo ônibus deve ficar, mas ainda tem uma parada na aduana antes de chegar a última cidade da fronteira mais famosa do mundo, aquela que o divide em dois: ao norte, a primeira classe do planeta, ao sul, os de terceira.

Estão certos. O ônibus é parado na aduana. O que vem a seguir é uma grande ironia. Os únicos retirados: talvez os dois únicos com documentação legal ali. O repórter e o cinegrafista. O policial federal manda o ônibus seguir viagem, os dois ficam para interrogatório.

Uma salinha de dois metros quadrados é o palco. Quatro soldados estão ali. Pouco educados, querem saber que reportagem é aquela. Nada os convence. O claro temor é o de alguma reportagem investigativa sobre narcotráfico. Nuevo Laredo é o principal ponto de passagem da fronteira México-Estados Unidos. Trinta e seis por cento da atividade comercial entre os dois países passam por ali, e cerca de cinco mil carros por dia, além de passageiros a pé nas quatro pontes que estão acima do Rio Bravo (para os americanos, o rio se chama Rio Grande). Isso claro, sem contar os ilegais, muitos deles tristemente representados nas cruzes sobre a cerca que inibe passagem de ilegais. No ano passado, cerca de 400 morreram afogados, tentando cruzar o rio, mais de um por dia. Por ano, mais de 400 mil mexicanos deixam a pátria-mãe para tentar embarcar no tal sonho, fora outros tanto latino-americanos.

A resposta de estarmos ali para reportagem de esportes soa quase como um deboche para os quatro agentes. Mesmo sendo verdade, era difícil mesmo crer.

Nuevo Laredo é umas das regiões mais violentas do mundo. Fácil entender. A dois passos do paraíso do consumo das drogas, sua localização fronteiriça vale ouro. Em meio a disputa sangrenta do “Cartel do Golfo” e seu braço armado Los Zetas contra o rival “Cartel de Sinaloa”, vive uma cidade que deve ter sido pacata um dia.

Dominar Nuevo Laredo hoje é ter o controle das drogas que chegam aos Estados Unidos. Um negócio de riscos calculados, já que apenas 10% dos carros passam por revista, e um exército de imigrantes famintos está disponível para ser o portador das drogas na travessia.

Nesse cenário, onde recentemente todos os agentes da polícia foram afastados por indícios de envolvimento com o narcotráfico e corrupção, faz sentido que o jogo esteja pesado para dois jornalistas brasileiros alegando estarem em missão esportiva. Numa tentativa de afastar os intrusos, tentam um número que devem sempre repetir: mostram um jornal popular da cidade, com quatro presuntos decapitados na capa e dizem: “Olhem o que acontece com intrusos por aqui”. O esquete prossegue, ainda que meio canastrão, a própria novela mexicana. Discutem entre eles a melhor solução. Argumentam, dão risadas. Extraditar ou levar os repórteres para a prisão? Sem nada mais concreto amparando (como também se ali, naquele pedaço, fosse possível se fiar na legalidade das decisões...) a discussão, resolvem dar uma chance: “vocês vão fazer a reportagem de vocês, as imagens do Rio Bravo que querem. Mas se amanhã não estiverem de volta, fora do estado de Tamaulipas, vão direto para a cadeia. Os passaportes ficam, pegam na volta, de saída”.
Na impossibilidade de recusa, o acordo é aceito. Ainda que 24 horas pareçam muito pouco para mostrar um mundo de personagens e histórias que reescrevem o profético título de Eduardo Galeano, concebido há mais de 4 décadas. São as veias abertas da América Latina, pulsando e sangrando, abaixo do Rio Bravo.

Um dos grandes personagens ali possivelmente seja mesmo o Rio Bravo. Águas que dividem o mundo. A bandeira mexicana de um lado, a americana de outro. Poucos metros, e uma distância tão abissal... As cruzes falam por si.

O sol inclemente e sua luminosidade não assustam alguns que se aventuram em plena luz do dia a tentar a travessia, aproveitando um raro período de águas baixas. Sabem que aquele é apenas mais uma parte do desafio, que muitas vezes começou no vagão de carga do trem que vem desde El Salvador, Nicarágua ou Honduras, no qual milhares sobem e segue viagem no teto, sem qualquer proteção.
As cenas são de filme: de tempos em tempos, alguém se joga nas águas do Rio Bravo e deixa para trás uma pátria, uma família, um lar, sem nada de concreto do outro lado do rio, talvez na crença, tal e qual o autor da música, apenas de “acreditar ter visto uma luz, do outro lado do rio”. Uma simples crença já parece suficiente para quem não nada tem. Se tudo der certo, não ficarem presos na margem sul, conseguirem cruzar o rio, não acabarem presos na margem norte, cruzarem os dias de deserto a sol e sol, começam as dificuldades. Imagens gravadas, as tais horas parecem cada vez menores e insuficientes para tanta coisa a ser vista, tanto a ser mostrado.

Saindo do rio, descendo a principal avenida da cidade, chega-se a “Casa Del Migrante Nazareth”, da Diocese de Nuevo Laredo.
É uma visão estarrecedora. Cerca de cem pessoas, na maioria homens, visivelmente no auge de suas capacidades produtivas, encostados no chão, deitados, esperando o tempo passar. Um coletivo de deserdados, filhos da divisão do mundo, que determinou a sorte de cada lado do Rio Bravo, a sorte de cada um. Todos com a mesma história: vindos de trem das cidades centro-americanas, chegaram ali para cruzar o rio. Por algum motivo, não conseguiram. Seja o nível das águas, polícia, picada de cobra. Como já não há lugar na cadeia, e cada guarda passa o problema adiante, ficaram vagando pela cidade, adiando por alguns dias nova tentativa.

Para piorar o que parece não ter como piorar, muitos contam serem vítimas de extorsão do pouco dinheiro que carregam por parte da polícia local.
“Nem documento temos, visto. Eles sabem que não podemos reclamar. Vamos para a delegacia reclamar? E ficamos por falta de documento? Ora, somos o alvo mais fácil para sermos roubados”, contam.

Urinelson Lopes pegou o teto do trem na sua Guatemala. Tem mulher e filho em Los Angeles, conseguiram ir há 3 anos, tempo que não vê e poucas notícias tem dos seus. Já não lembra direito do rosto do menino Pablo, que viu pela última vez quando ele completou um ano. Espera agora cruzar o rio, o deserto e de alguma forma chegar na cidade dos anjos. Sabe que sua mulher é faxineira de uma lanchonete, espera sorte igual.

“Já não tinha mais nada pra fazer em meu país. Só restou a fome por lá. Não tinha outra opção. Há 3 anos juntei o dinheiro para um coyote atravessar minha mulher e filho, primeiro eles para se salvarem. Agora juntei e tento eu. Na primeira tentativa, fui visto por um helicóptero quando ainda chegava na margem de lá. Agora vou esperar a água baixar e vou. O que me resta?”, pergunta, diante do silêncio.
Silêncio maior é causado por Luís Francisco, hondurenho, 27 anos. O mais solícito entre a massa faminta que deixou qualquer tentativa de entrevista ao sinal da hora da sopa, uma água rala distribuída uma vez por dia pela igreja. Parece ainda mais melancólico diante do microfone. Difícil decifrar tal tristeza em sua expressão.

“Chegar até aqui já foi muito difícil. Mas não existe em meu país outra opção. Não há trabalho, só existe a fome”, conta Luís, que ia tentar cruzar o rio novamente naquela noite.
Entrevista encerrada, chama a equipe num canto. Pela primeira vez esboça um sorriso, ainda que tímido. “Fiquei feliz em ver um colega de profissão. Sou jornalista também, trabalhava em um jornal em Honduras, mas há dois anos quase toda a redação foi mandada embora. Só me restou essa opção”, conta.

As horas de prazo dadas pelo agente federal vão chegando ao fim. Nem era preciso. Agora parecem uma eternidade. Hora de ir embora. Mais do que hora. O nó toma a garganta. Impossível seguir normalmente, guardando distanciamento, como se tudo estivesse do outro lado do rio, ou mesmo como se tudo fosse apenas um problema para o guarda do próximo turno.