quinta-feira, 13 de outubro de 2011

De volta a palco de atuação histórica, goleiro do Ceará lamenta goleada para América-MG em jogo chave

O goleiro Fernando Henrique tem sido um dos principais nomes do Ceará na temporada. Um dos principais jogos do ex-arqueiro do Fluminense na equipe nordestina ocorreu na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), quando fez defesas importantíssimas contra o Atlético-MG quando o clube estava com dois jogadores a menos - ele chegou a defender até pênalti no empate em 1 a 1. Em seu primeiro jogo no estádio após a histórica atuação, porém, o atleta não guardará boas lembranças: seu time foi goleado pelo lanterna América-MG por 4 a 1.

"Perdemos um jogo que não podíamos perder. Infelizmente, ninguém quer perder por um placar elástico. A gente tem que se acertar o mais rápido possível, temos que pôr a mão na consciencia e saber que o time se comportou bem no começo, mas depois a gente se desarrumou. Mas não é hora de apontar dedo pra ninguém, tem que trabalhar", disse Fernando Henrique. Após um bom início de Brasileiro, o Ceará vem em decadência na competição, saindo de uma confortável posição no meio da tabela para ronda a zona de rebaixamento do nacional.

Com a derrota, o clube alvinegro manteve-se com 32 pontos, na 15ª posição, e não pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. Mas, caso o Cruzeiro vença o Bahia na noite desta quarta-feira, o time celeste passa o Ceará, que ficará apenas uma posição acima da degola, hoje composta por Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí e o próprio América-MG. Na próxima rodada, a 30ª do torneio, o Ceará busca a recuperação em casa contra o Flamengo.

Em reencontro com Joel, Cruzeiro empata com Bahia e chega a 10 jogos sem vencer

No primeiro jogo de Joel Santana após sua passagem pelo Cruzeiro, o Bahia empatou em casa por 0 a 0 com o time mineiro, no Pituaçu, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time nordestino chegou aos 35 pontos e continua na 14ª posição. Já o clube celeste foi a 31 pontos e permanece na 16ª colocação, só um posto acima da zona de rebaixamento.

Apesar de estar a uma distância razoável da zona de rebaixamento - o time está a três pontos para o próprio Cruzeiro, o último a se salvar da degola -, o Bahia, que contratou Joel após a demissão no time mineiro, vinha de três vitórias seguidas em casa (contra Avaí, Atlético-PR e Fluminense, respectivamente) e esperava novo triunfo para afastar ainda mais o fantasma do descenso.

Já o Cruzeiro estava em busca de sua primeira vitória no segundo turno do Brasileiro. Desde a 19ª rodada, quando venceu o Atlético-MG na virada do primeiro turno, o time de Belo Horizonte não vence. Nesse meio tempo, Joel foi demitido, mas, depois dele, nem Émerson Ávila nem Vagner Mancini deram vitórias à Raposa, que pode ficar a apenas um ponto acima da degola no fim da rodada.

Isso vai ocorrer caso o Atlético-MG vença o Santos e o Atlético-PR supere o Vasco da Gama nesta quinta, ambas as equipes, que estão a quatro pontos do Cruzeiro e são os dois primeiros na zona de rebaixamento (17º e 18º, respectivamente). Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Corinthians, enquanto o Bahia visita o Coritiba.

Cruzeiro empata com Bahia e segue sem vencer no segundo turno do Brasileiro
Cruzeiro empata com Bahia e segue sem vencer no segundo turno do Brasileiro
Crédito da imagem: Agência Estado
Mais informações em instantes.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 X 0 CRUZEIRO

Local:
Estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 12 de outubro de 2011 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Assistentes: Dilbert Pedrosa Moisés (RJ) e Jackson Massara do Santos (RJ)
Cartões amarelos: (Bahia) Fahel, Lulinha, Tiago e Titi

BAHIA: Marcelo Lomba; Gabriel (Danny Morais), Titi, Paulo Miranda e Dodô; Fahel, Fabinho, Camacho (Lulinha) e Maranhão; Jones (Reinaldo) e Souza
Técnico: Joel Santana

CRUZEIRO: Fábio, Vitor, Léo, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger (Élber) e Montillo; Keirrison (Ortigoza) e Wellington Paulista (Anselmo Ramon)
Técnico: Vágner Mancini

Flamengo não aproveita crise do rival, e fica no empate com Palmeiras sem Kléber

O Flamengo vinha de três vitórias seguidas após longo jejum de vitórias. O Palmeiras teve uma visita tumultuada ao Engenhão: João Vítor agredido na véspera, Kléber cortado da concentração. Porém, o cenário teoricamente favorável ao time carioca não se refletiu em campo, e o Fla, apesar de sair na frente, cedeu o empate em 1 a 1 para o rival paulista e caiu para o quinto lugar na tabela.

Na véspera do jogo, o volante palmeirense João Vítor foi agredido por torcedores em frente à sede do clube pouco antes da delegação seguir para o aeroporto e, de lá, para o Rio de Janeiro. O caso abalou os jogadores, e a diretoria decidiu por adiar a viagem para esta quarta, data da partida contra o Flamengo.

Depois, porém, o técnico Luis Felipe Scolari resolveu afastar o atacante Kléber do elenco. O jogador teria liderado um motim dos jogadores para não viajar, alegando que o elenco estava intimidado pela agressão sofrida por um companheiro de time. Felipão, colocado por Kléber como o responsável pela crise na relação entre jogadores e torcida, acabou desligado do restante do grupo.

No jogo, o ataque do Palmeiras foi formado por Luan, Maikon Leite e Fernandão. E o time até criou boas oportunidades no primeiro tempo, não melhor que o lance mais incrível do jogo: num só ataque, o Flamengo acertou o travessão duas vezes, além de Thiago Neves ter, na mesma jogada, finalizado em cima do goleiro Deola.

Na segunda etapa, porém, um cruzamento do mesmo Thiago Neves mirava a cabeça de Jael. O atacante acabou nem encostando na bola, mas a movimentação confundiu o goleiro palmeirense e o lançamento parou no fundo das redes. Os jogadores do Palmeiras pediram impedimento, em lance bastante difícil para a arbitragem.

Em desvantagem, o Palmeiras começou a incomodar mais. Numa das investidas, Maikon Leite, mais perigoso do ataque palmeirense, recebeu em profundidade pelo lado direito da área e bateu forte, no alto, para vencer Felipe e empatar o jogo.

No próximo final de semana, o Palmeiras, nono lugar com 41 pontos, pega o Fluminense, às 16h de domingo, no Canindé. Já o Flamengo visita o Ceará, no sábado, às 18h.

Volte em instantes para mais informações.

Grêmio escapa de goleada, mas cai para o Figueirense e fica mais longe da Libertadores

O Grêmio passou a última semana falando em busca de vaga na Libertadores. Mas, se a intenção era usar o jogo diante do Figueirense, em casa, para encostar no bloco de cima da tabela, o time gaúcho se viu diante de um adversário com ataque inspirado, perdeu por 3 a 1 e ficou mais longe do objetivo com a terceira derrota no Olímpico. O time catarinense, por sua vez, foi ao nono lugar, a cinco pontos do G-5 ao término dos jogos da tarde desta quarta-feira.

O Figueirense abriu o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, com Aloísio, que completou cruzamento da direita e chutou forte após desvio de Wellington Nem. Três minutos depois, Juninho comandou o contra-ataque pela esquerda e virou para Elias, que dominou e fez o segundo. Ainda deu tempo do Grêmio carimbar a trave por duas vezes, com Douglas e Marquinhos.

Aloísio, do Figueirense, comemora gol que abriu caminho para vitória no Olímpico
Aloísio, do Figueirense, comemora gol que abriu caminho para vitória no Olímpico
Crédito da imagem: Agência Estado
Na segunda etapa, o Grêmio voltou comandando as ações, e até chegou ao gol, aos 23. Douglas cruzou do lado direito e Edcarlos completou por trás da defesa para diminuir. Mas a perspectiva de buscar o empate durou pouco, já que aos 29 minutos o atacante Wellington Nem foi lançado, invadiu a área, passou por Gilberto Silva, pelo goleiro Victor e marcou um golaço no Estádio Olímpico.

Depois, o Figueira ainda perdeu pelo menos duas chances muito claras. Primeiro com Wellington Nem e Rhayner, que brincaram na área gremista e demoraram para finalizar; pouco depois, o mesmo Nem saiu na cara de Victor mais duas vezes, mas não conseguiu ampliar o placar.

Com o placar, o Grêmio ficou na 12ª posição, com 39 pontos, sete atrás do Botafogo, quinto colocado. Já o Figueira encostou no grupo de cima com 41, no nono lugar.

O JogoOs jogadores gremistas entraram em campo acompanhados de seus filhos. O presente do dia das crianças, entretanto, não estava no Olímpico. O Figueirense não quis saber de brincadeira. O bom toque de bola dos catarinenses incomodou o adversário. Não havia jogada rifada ou chutões a esmo.

O Grêmio tinha estratégia semelhante, mas tentava no lance aéreo o caminho para ir às redes. Mas André Lima pouco aparecia. Quando teve a chance, após cobrança de escanteio, o atacante chutou em cima do goleiro Wilson.

O primeiro lance ofensivo encaixado pelo Figueira saiu em bola enfiada para Wellington Nem, ele antecipou-se à zaga e ao goleiro Victor, desviando a bola para fora. Logo depois, o meia se atrapalhou com a bola, mas de um modo que desarmou a defesa e sobrou para Aloísio abrir o placar, aos 33 minutos.

Assimilar a nova situação demorou um pouco para o clube gaúcho. O time visitante entendeu bem o que acontecia e ampliou quatro minutos depois. Juninho puxou o contra-ataque e lançou Elias, o jogador entrou na área e bateu, Victor caiu, mas não teve força para espalmar. Ao esconder o rosto no seu braço, o goleiro mostrava revolta com a própria falha.

O terceiro não saiu por um detalhe. Wellington Nem tocou por cobertura e a bola passou sobre o travessão. Só então os gaúchos compreenderam o que se passava em campo e regiram em chute de Marquinhos em cobrança de escanteio de Douglas. As duas jogadas explodiram na trave.

Celso Roth já é crescidinho, mas fazia bico à beira do gramado. A torcida vaiava. Para o segundo tempo, o treinador colocou Gilberto Silva e Miralles nos lugares de Rafael Marques e Escudero, respectivamente. Nada que aumentasse a força ofensiva gremista. Douglas, em chute cruzado, defendido por Wilson foi a única chance criada no terço inicial do segundo tempo.

Com o tempo ao seu lado, o Figueirense controlava a partida, mas recuou demais. Mário Fernandes de cabeça obrigou Wilson a se esticar todo. No escanteio saiu o gol gremista, aos 23 minutos. Douglas cruzou e Edcarlos testou para as redes.

Ao descontar, os gremistas se animaram, em campo e nas arquibancadas. A pressão aumentou. O time rondava a área adversária com constância. O perigo era o contra-ataque. O perigo se transformou em gol. Em lance individual, Wellington Nem driblou Gilberto Silva, tirou Victor do lance e deu a vitória ao Figueira, aos 30 minutos do segundo tempo.

Com a defesa do oponente escancarada, o Figueirense teve chances para marcar o quarto, mas falhou na hora da conclusão. No último lance do jogo, a defesa dos catarinenses tirou em cima da linha.

Gilberto Silva admite que derrota em casa complica objetivos do Grêmio

O campeão mundial Gilberto Silva, que entrou no intervalo da derrota do Grêmio por 3 a 1 diante do Figueirense, admitiu após o jogo que o resultado negativo no Olímpico faz com que o Grêmio se complique na intenção de buscar uma vaga no grupo que se classifica à Libertadores.

"Claro que com a derrota fica mais complicado, mas temos que continuar trabalhando e pensando jogo a jogo. Agora é se preparar para o final de semana, quando temos um jogo muito difícil", disse o jogador, já lembrando do confronto diante do Santos.

A tendência é que Gilberto se mantenha no time titular. Além de já ter substituído Rafael Marques nesta quarta-feira, o outro zagueiro, Edcarlos, levou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o time santista.

Na zaga, porém, o ex-jogador do Arsenal acabou exposto diante do rápido ataque do Figueirense. Inclusive, estava no lance do golaço marcado por Wellington Nem. "O fato de ter conseguido fazer o primeiro gol deu um gás a mais para o nosso time e a gente se soltou. Então foi normal, mas claro que temos que corrigir para não acontecer mais".

O Grêmio, com 39 pontos na 12ª posição, está agora a sete do Botafogo, que ainda joga nesta noite e pode ampliar a distância do G-5. O Figueirense, com a vitória fora, foi a 41.

São Paulo e Inter não saem do zero e ficam mais longe da briga pelo título

Depois dos últimos cinco jogos , o São Paulo se vê cada vez mais distante da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Mesmo com o apoio da torcida na Arena Barueri, o tricolor paulista ficou apenas no empate sem gols com o Internacional, nesta quarta-feira, pela 29ª rodada da competição e chegou a sua quinta partida sem vitórias.

Com 48 pontos na tabela, o São Paulo permanece na terceira colocação, mas pode ser ultrapassado por Flamengo e Botafogo, que ainda jogam nesta quarta. Enquanto isso, o Inter, que soma 44 pontos, também permanece intacto na tabela, na sétima colocação e fica mais distante do G-4.

O empate sem gols não reflete a emocionante partida que os torcedores que estiveram na Arena Barueri presenciaram em campo. As duas equipes precisavam da vitória e foram para cima desde o início do jogo, que teve inúmeras chances desperdiçadas dos dois lados.

Sem Lucas, que ainda não voltou da seleção brasileira, Rivaldo foi titular no São Paulo e ameaçou várias vezes o gol de Muriel – em uma das principais chances do tricolor, no segundo tempo, o meia ficou cara a cara com o goleiro, mas perdeu.

Pelo Inter, o destaque ficou com D’Alessandro, que teve ótimas oportunidades de garantir a vitória do Inter, mas também não balançou as redes. A equipe colorada soube marcar bastante no meio-campo e dificultou a vida dos são-paulinos durante a partida.

O empate não foi um bom resultado para nenhum dos dois times - o São Paulo se distancia da briga pelo título, e o Internacional fica mais longe da zona classificatória para a Libertadores. Na próxima rodada, os paulistas enfrentarão o Atlético-GO, no Serra Dourada, domingo, enquanto o Inter pega o Avaí em casa, também no domingo.

O jogo - Os dois times entraram sem surpresas, mas o São Paulo, mesmo sabendo da escalação do Inter, não conseguiu neutralizar a estratégia montada por Dorival Júnior. O treinador optou por um 4-5-1 no qual deu liberdade para D'Alessandro, Ilsinho e Andrezinho avançarem para auxiliar Dellatorre, único atacante da equipe.

Desde os primeiros minutos, o Colorado impôs um ritmo de marcação no campo do Tricolor que praticamente impedia a saída de bola dos mandantes da partida. Com dificuldades para sair centralizando, o time também mal conseguia avançar nas descidas de Jean e Juan pelas laterais.

O São Paulo, que não atuou no Morumbi porque o estádio recebe o show do guitarrista Eric Clapton na noite desta quarta-feira, realmente parecia não se sentir em casa na Arena Barueri. Tinha como alternativa apenas os contra-ataques, quase sempre inúteis porque Luis Fabiano era bem marcado.

Dono da partida, o clube porto-alegrense passou a usar a posse de bola e rodá-la de um lado a outro do campo. Seu problema era exatamente o único escalado na linha de frente. Dellatorre não se posicionava bem para receber os passes dentro da área e perdeu todas as divididas para João Filipe e Rhodolfo.

Mesmo superior, o Inter não dava real trabalho para Rogério Ceni e viu as melhores chances do outro lado. Se Rivaldo não conseguia justificar sua presença na equipe, raramente tendo a bola nos pés para armar o ataque, os comandados de Adilson Batista contaram com a disposição de Juan para ter uma válvula de escape e assustar Muriel.

O lateral esquerdo sempre passava em velocidade e chamava Dagoberto e Cícero a participar da partida. Ambos não conseguiam dar sequência a ponto de colocar Luis Fabiano no jogo - o camisa 9 passou todo o primeiro tempo demonstrando sua irritação com os passes e opções erradas. Na única vez em que o centroavante foi acionado em condições de finalizar, cabeceou rente ao travessão após cruzamento de Dagoberto.

Na volta do intervalo, Adilson Batista conseguiu equilibrar o confronto ajustando sua marcação. Reduziu a liberdade de Wellington e abriu o volante de um lado, com Carlinhos Paraíba do outro para bloquear os avanços pelas laterais. Desta maneira, a ação ofensiva do Inter se reduziu ao talento de D'Alessandro para encontrar Dellatorre.

Na parte ofensiva, o São Paulo se adiantou para ficar mais tempo com a bola no campo de ataque, estratégia facilitada por Dorival Júnior, que chegou a deixar o Inter sem atacantes ao trocar Dellatorre pelo lateral esquerdo Fabrício. Os gaúchos ainda ajudavam a falta de criatividade dos anfitriões com falhas.

Aos dez minutos, Bolatti deixou a bola com Luis Fabiano, que acionou Dagoberto e não houve gol por passe errado do atacante para Rivaldo. Mais tarde, os visitantes ainda permitiram uma linha de passe de cabeça que não encontrou as redes de Muriel porque Rivaldo, livre na área, conseguiu errar o gol.

Dorival corrigiu seu erro ao colocar João Paulo como referência na área. Só faltou ao atacante cacoete de centroavante para desviar toque de D'Alessandro que atravessou a linha do gol. De qualquer forma, sua presença recolocou a partida sob o comando dos colorados.

Adilson tentou renovar seu ataque e ganhou novos xingamentos ao trocar Dagoberto por Marlos, mas o máximo que conseguiu foi sorte nas finalizações erradas do Internacional, que trocou seus homens ofensivos, mas não conseguiu colocar seu domínio em campo no placar.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 INTERNACIONAL


Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 12 de outubro, quarta-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 24.470 pagantes
Renda: R$ 483.265,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
Cartões amarelos: Juan e João Filipe (São Paulo); Guiñazu, Ilsinho e Kleber (Internacional)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, João Filipe (Xandão), Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba (Casemiro), Cícero e Rivaldo; Dagoberto (Marlos) e Luis Fabiano
Técnico: Adilson Batista

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga), Ilsinho (João Paulo) e D'Alessandro; Dellatorre (Fabrício)
Técnico: Dorival Júnior

Irredutível, Felipão decide que Kleber não joga mais com ele no Palmeiras

O afastamento de Kleber do jogo desta quarta-feira contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, não foi a única iniciativa de Luiz Felipe Scolari após a nova crise deflagrada no Palmeiras. O técnico já decidiu e informou à diretoria que o atacante, com ele, não jogará mais no clube.

A atitude de Felipão acontece após o jogador liderar um motim entre os atletas na noite de terça, logo após o volante João Vítor ter sofrido agressão de torcedores palmeirenses em frente à sede do clube, na zona oeste da capital paulista.

Kleber defendeu e também convenceu alguns companheiros que o melhor a fazer era não viajar na noite de terça para o Rio, como estava programado, alegando que os jogadores estavam sob ameaça. A diretoria mudou o voo para a manhã desta quarta.

O problema é que nas conversas dos grupos dissonantes dentro do vestiário, Felipão de um lado, Kleber de outro, o atacante acusou o técnico de ser o responsável pelo fato de os jogadores estarem na mira da torcida. Principalmente por frases do técnico à imprensa, como:

1. "Já fiz a lista de reforços para o ano que vem"; 2. "É a primeira vez em 20 anos que não consigo montar um time"; 3. "Nossos medalhões não estão respondendo". O resultado foi o embarque de toda a delegação na manhã desta quarta para o Rio de Janeiro, com exceção de Kleber.

Na versão oficial dada pelo diretor de futebol alviverde, Roberto Frizzo, o atacante não foi afastado, mas apenas deixado de fora do jogo contra os cariocas em decisão conjuntamente tomada pela diretoria e pela comissão técnica. No entanto, não explicou os motivos de tal decisão.

Irredútivel, Felipão decidiu que Kleber (foto) não joga mais com ele no Palmeiras
Irredútivel, Felipão decidiu que Kleber (foto) não joga mais com ele no Palmeiras
Crédito da imagem: Agência Estado

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Copa Sul-Americana

21h15 Independiente x LDU

Brasileirão Série A


16h00 São Paulo 0x0 Internacional
16h00 Grêmio 1x3 Figueirense
16h00 Avaí 2x2 Atlético-GO
16h00 América-MG 4x1 Ceará
21h50 Corinthians 0x2 Botafogo
21h50 Flamengo 1x1 Palmeiras
21h50 Bahia 0x0 Cruzeiro

Edgar desafoga divisão de leves do UFC, que pode ter um novo e perigoso desafiante

Gilbert Melendez

Olá fãs de esportes,

Alguns resultados do UFC 136 colocaram um pouco de ordem na divisão de leves do UFC.

A vitória de Frankie Edgar diante de Gray Maynard no último sábado encerrou, enfim, a trilogia do duelo, que serviu para aumentar uma fila que se tornava cada vez maior.

Esta fila, que não andou devido ao empate entre Edgar e Maynard no início do ano, fez com que nomes como Anthony Pettis e Jim Miller perdessem suas chances de disputarem o título, já que acabaram derrotados nesse período entre a segunda e a terceira luta de Edgar contra Maynard.

Pensando nesta categoria, é curiosa a constatação que o atual campeão fez quatro lutas nos dois últimos anos contra apenas dois adversários (BJ Penn e Maynard), causando aquele problema todo com a tal fila que estamos comentando aqui no post.

Melvin Guillard, por sua vez, se estava bem perto de uma chance pelo cinturão, deu alguns passos para trás com a derrota diante de Joe Lauzon.

Acredito que o próximo adversário de Edgar sairá do vencedor do duelo entre Ben Henderson e Clay Guida, que acontecerá em novembro.

Mas um novo desafiante pode entrar nessa disputa.

Apesar de ter agendada sua defesa de título do Strikeforce contra Jorge Masvidal em dezembro, Gilbert Melendez vem sendo especulado como nome a ser batido na categoria, provavelmente entrando direto em uma luta por cinturão.

Acredito que ele faça esta luta contra o vencedor de Edgar vs Henderson/Guida.

Sou do time que aponta Melendez como o número um dos leves, talvez a única categoria onde o melhor do mundo não esteja no UFC.

“Honestamente, me sinto o desafiante nº1 e acho que estou pronto para uma disputa de cinturão agora”, disse Melendez, que enfrentará Masvidal no dia 17 de dezembro, ao MMA Fighting, “Estou focado no Masvidal, mas é difícil não se animar quando ouço todos estes rumores”.

A provável ida para o UFC resolveria de vez um problema que Melendez lamenta muito: a falta de reconhecimento enquanto não luta no maior evento de MMA do mundo.

“O mais frustrante é o reconhecimento. Muitas pessoas não me reconhecem como um grande lutador porque eu não derrotei os caras do UFC”, lamentou.

Ele tem razão.

E logo terá sua chance de provar qual é seu verdadeiro lugar na divisão de leves.

Jonah Lomu deixa o hospital depois de 16 dias internado

A maior estrela do rugby deixou o Hospital Geral de Auckland depois de 16 dias internado tratando uma séria falha no sistema renal, o ex-jogador foi submetido a sessões diárias de hemodiálise enquanto os médicos tentavam recuperar seu rim transplantado.

Em 1995, Lomu foi diagnosticado com uma doença renal conhecida como síndrome nefrótica. Em 2004, recebeu a doação do rim de seu amigo Grant Kereama, um conhecido radialista neozelandês.

Agora alguns testes estão sendo feitos para avaliar a possibilidade de reviver o rim transplantado, ainda não se sabe se pode ser salvo.

Lomu foi hospitalizado logo depois de participar da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Rugby, “Eu estava prestes a sair para o [estádio] Eden Park para fazer minha parte no cerimonial quando eu travei. Meu rim estava falhando e meu corpo ficou intoxicado, comecei a parar,” ele contou para New Zealand Woman’s Wekly.

O ex-jogador estava treinando para participar do evento beneficente de boxe Fight for Life e ainda mantinha esperanças de participar da competição, no dia 3 de dezembro.

Entretanto, os médicos vetaram a participação de Lomu e ainda acusam os treinamentos e a alta carga de proteínas na sua dieta de preparação, como culpados da nova falha do sistema renal maior artilheiro da história dos Mundiais.


O Brasileirão está muito chato”

Por que será que tanta gente na imprensa, principalmente nas emissoras de tevê, fica tentando iludir o torcedor com opiniões de que o Campeonato Brasileiro está uma maravilha? Não aguento ouvir esses caras dizendo que a competição está “eletrizante”, que o equilíbrio entre os times é enorme e por aí afora. Falando o português claro, o Brasileirão está muito chato de se ver. Depois de quase 300 jogos, é difícil lembrar de meia dúzia que tenham se destacado pela qualidade técnica. Vejam bem: luta e correria não são sinônimos de jogo bem jogado. Se não dá para apontar com segurança quem ficará com o título é justamente por não termos um grande time, e não por termos vários candidatos de alto nível.
O Flamengo ficou dez rodadas sem ganhar e está aí colado no líder, o Corinthians quase mandou o Tite embora porque não ganhava de ninguém e agora parece ser a oitava maravilha do mundo… O Timão teve seus méritos no domingo, mas o Atlético-GO do arrogante Hélio dos Anjos ajudou bem. Uma semana antes o time tinha jogado com quatro volantes e ganhou do mediano Fogão, e aí o “professor” achou que dava para vir ao Pacaembu e jogar de igual para igual. O que o Corinthians fez certo foi marcar por pressão no primeiro tempo. Foi assim que saíram o segundo gol e o terceiro.
Nesse último, o tal do Bida, que joga muito menos do que pensa que joga, foi desarmado pelo Danilo e dali saiu o passe para o Alex matar o jogo. O Vasco, que tinha escapado de perder em casa para o Timão por não ter mostrado ousadia, desta vez não escapou de levar uma cipoada. Não viu a bola no Beira-Rio e tomou de 3 a 0 do Inter. E aí vem gente falar que a ausência do Dedé pesou no resultado… Por favor, o Dedé está muito longe de ser um zagueiro desses que tomam conta da área! Felipe e Diego Souza estavam em campo e não aconteceu nada, o que mostra que o Diego continua sendo aquele jogador irregular que arrebenta em duas partidas e não é visto em campo nas duas seguintes.
Quando vejo o Inter jogando o que jogou domingo lamento que a equipe não esteja numa posição melhor na classificação, porque tem qualidade para brigar pelo título. É uma pena que não tenha mais pontos e que a diretoria tenha sido tão precipitada em demitir o grande Falcão. Diante da gangorra que caracteriza o Brasileirão, vamos ficar até dezembro ouvindo os vendedores de ilusão dizerem que a reta final está empolgante e que é “o campeonato mais emocionante da era dos pontos corridos.” Me engana que eu gosto.

No México, novas experiências do laboratório Mano

Você gosta da seleção? Pode dormir mais tarde, já que amanhã é feriado? Então, prepare o café (ou cerveja, pra quem gosta) porque lá vêm mais fortes emoções, no jogo que o Brasil faz com o México, em Torreón, nesta terça-feira. Por causa do fuso horário, a partida começa às 22h30 daqui. Quer dizer, apenas um pouquinho mais tarde do que habitualmente ocorre em meio de semana. O capítulo de hoje da novela será espichado.
Mano Menezes aproveita o jogo contra um adversário que é mostrado como “perigoso” para fazer experiências. Mais observações, intermináveis mexidas em busca da formação ideal. Depois da apresentação mixuruca diante da Costa Rica, o treinador decidiu mandar a campo os laterais titulares (Daniel Alves e Marcelo), a dupla de marcação Lucas Leiva e Fernandinho, o centroavante Hulk no lugar de Fred e Jefferson no gol, pois Julio Cesar se machucou.
O que vão significar todas essas mudanças? Sabe-se lá. Em 17 apresentações anteriores, a seleção mudou bastante, embora Mano tenha deixado no ar um esboço de espinha dorsal, com Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, Lucas Leiva, Neymar como nomes repetidos com constância. André Santos teve seu momento, mas sumiu após ir para o Arsenal.
É uma boa base, mas a questão é outra. Defendo a necessidade de Mano armar o mais rapidamente possível aquela que considera a melhor equipe e insistir com ela. Isso não significa que seja definitiva ou imutável. Nem se deve esperar algo do gênero, pois o futebol é tão dinâmico que alguém poderá ser escalado na véspera da estreia do Brasil na Copa de 14.
Um time-base serve como parâmetro para Mano e para os torcedores. Vislumbra-se dessa maneira mais claramente quem tem condições para seguir adiante no projeto. Os ajustes serão feitos à medida que surgirem necessidade e oportunidade. Como observar, então, o rendimento dos demais convocados? Com substituições durante os jogos e nos períodos de treino. O que não dá é ver uma seleção nova a toda hora, sem que se saiba quem é titular ou não.
As constantes alterações enfim podem ser olhadas de duas maneiras. 1 – Mano quer manter aberta a disputa nas 11 posições e assim estimular os atletas; 2 – Mano não tem certeza do que deseja e altera ao sabor da ocasião. Vamos ver no que vai dar hoje à noite. Tomara só que não dê sono, como na sexta-feira.

Felipão garante que Palmeiras joga e diz que polícia apura caso João Vítor

xxx

Emergência é emergência.
Por isso, o técnico Luiz Felipe Scolari atendeu ao telefone em São Paulo, no fim da noite de quarta-feira. A informação do colunista Benjamin Back é de que o Palmeiras pode não entrar em campo contra o Flamengo, em repúdio à agressão sofrida pelo volante João Vítor, à tarde, na rua Turiassu.

Luiz Felipe descarta essa hipótese: "Só atrasamos, porque havia coisas para apurar do caso João Vítor e quando tínhamos condições de embarcar já não havia mais voo. Só por isso viajaremos na quarta-feira. Se o Palmeiras não jogasse perderia seis pontos. Aí não dá!", disse o treinador.

Uma das versões do caso João Vítor é de que ele pode ter reagido aos chutes de torcedores em seu carro. A polícia apura o caso.
Isso não tira a responsabilidade da torcida que, há dois anos, agrediu Vágner Love

Uma lição a vândalos e cartolas: Palmeiras perde por W.O.

Invasão, depredação de carros, ameaças de morte, agressões e... nada. Ninguém vai preso.

Diante de um quadro tão exemplar de autoridade no combate à impunidade, marginais travestidos de torcedores atacaram o volante João Vítor na loja oficial do Palmeiras.

Reconhecido por 15 vândalos, ele recebeu vários chutes na boca – seu cunhado e um amigo também sofreram com a barbárie. João Vitor foi encaminhado a um hospital e, depois, procurou a 23ª DP.

Segundo a PM, havia pedaços de madeira em frente à loja. Quando chegou ao local, a polícia não encontrou mais o bando de covardes.

Em clima de terror, a delegação palmeirense seguirá para o Rio, local do confronto com o Flamengo, com a certeza de que nada irá acontecer.

Em 2008, o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo foi agredido em Congonhas, quebrou um braço e... nada. Um ano depois, Vagner Love apanhou numa agência bancária e... nada. Neste ano, o carro de Luan foi atingido por um coquetel molotov e... nada.

Uma lamentável rotina que não acontece apenas no Palmeiras. Uma deplorável situação que poderia ser dizimada se o sindicato dos jogadores agisse com mais independência, se houvesse união entre os atletas, se resolvessem, por exemplo, não entrar em campo e deixar o time perder por W.O.

Um ótimo castigo que também serviria de lição a medíocres cartolas, ávidos por distribuir ingressos e transporte na faixa, em um futebol refém de bandoleiros.
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Fitness. Se há uma coisa que brilha mais que estrela em tempo de tsunami é a balança do departamento profissional do Corinthians. Desde os tempos do fofo Ronaldo, o aparelho é a coqueluche das chuteiras fast-food, sempre pronto a colaborar. Agora, quem se deleita com a mágica é o rechonchudo imperador Adriano. De acordo com o cobiçado objeto que mede a massa de um corpo, ele está somente três quilos acima do peso normal. O resto é ilusão de ótica, imagens em 3D.

Sugismundo Freud. Se a culpa é minha, eu ponho onde quiser.

Pai Jeová. Há dois meses e meio no comando do soberano São Paulo, Adilson ‘Pardal’ Batista jura que não se abala com as constantes críticas e vaias da torcida. O ‘professor’ garante que ainda conseguirá reverter o quadro, conquistar o coração da galera. De fato, é só uma questão de tempo: até receber a carta de demissão. Aí a torcida soltará rojões.

Twitface. Vem aí uma nova CPMF: Contribuição Provisória para Mamãe Fifa.

Gilete press. De Alex Sabino, no ‘Diário de S.Paulo’: “O Real Madrid fechou um seguro de vida para Neymar no valor de R$ 715 milhões. A bolada mostra o quanto o clube tem Neymar em alta conta. Como adiantamento pela transação, o presidente Florentino Perez fez um agrado nada modesto para a conta bancária do seu futuro jogador: depositou R$ 26,2 milhões, para garantir a preferência pelo Real.” Don’t cry for me, Florentina!

A vida é bela. A pequena cidade americana de Newry comemora o sucesso: nada mais que 51 casais participaram do 12º do Campeonato de... Carregar Esposas. Mais de três mil pessoas acompanharam a disputa, que deu ao vencedor o peso da mulher em cerveja e cinco vezes em dinheiro. Um dos obstáculos mais difíceis do percurso foi o ‘criador de viúvas’, responsável por várias desistências e broncas de mulheres. Fala sério!

Tititi d’Aline. O sérvio Petkovic se aventura no show business: corre atrás de patrocinadores para bancar uma exibição do compatriota Novak Djokovic, o rei da bolinha, na Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores.

Você sabia que... Tevez, novamente nos planos do Corinthians, pediu R$ 700 mil por semana para defender o Real Madrid?

Bola de ouro. Alemanha e Espanha. Mandaram prender e soltar nas eliminatórias da Euro/12. Garantiram a vaga com 100% de aproveitamento.

Bola de latão. Portugal. Os gajos, liderados por Cristiano Ronaldo, aterrissaram em Copenhague botando banca, mas levaram chumbo da Dinamarca e agora vão disputar a repescagem da Euro-2012.

Bola de lixo. Casemiro. O volante do Tricolor está se achando depois de ter renovado por R$ 100 mil mensais. Muita firula e pouca produção. Menção honrosa: Denílson, também do São Paulo: três vermelhos em nove jogos.

Bola sete. “Ele saiu porque participou de um torneio de pôquer antes do jogo com o Avaí. Ele deveria estar focado no clube e não em jogo de baralho, já que estamos lutando contra o rebaixamento” (do presidente do Furacão, Marcos Malucelli, sobre a demissão do gerente Paulo Rink – royal street flash).

Dúvida pertinente. Dá para jogar no Palmeiras?

PF vai abrir inquérito contra Ricardo Teixeira esta semana

Até o final da semana a Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao Brasil e lavagem de dinheiro, informou a PF nesta terça-feira.
A abertura de inquérito foi pedida à PF no final de setembro pelo procurador do Ministério Público Federal do Rio Marcelo Freire. A investigação será feita pela Delegacia de Combate a Crimes Financeiros, mas ainda não foi designado o delegado que ficará encarregado do caso.

Antonio Lacerda/Efe
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011

Teixeira poderá ser chamado à PF para prestar esclarecimentos. Ao fim das investigações, o inquérito volta ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresentará ou não denúncia contra Teixeira à Justiça. O prazo de conclusão de um inquérito é de 30 dias, mas pode ser prorrogado.
A investigação vai se concentrar em denúncias feitas pela emissora britânica BBC de que Teixeira, junto com outros dois integrantes do comitê executivo da Fifa, supostamente receberam propina da ex-parceira de marketing da Fifa ISL nos anos 1990. A ISL faliu em 2001.

Andrés Cristaldo-2.fev.06/Efe
O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em fevereiro de 2006
O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em fevereiro de 2006

Segundo a BBC, foram feitos 175 pagamentos secretos pela ISL em 1989 e 1999. O Ministério Público Federal pede que a polícia investigue se parte desse dinheiro entrou no Brasil de forma ilegal através de empresas com sede em paraísos fiscais, que seriam controladas por Teixeira.
OUTRO LADO
Teixeira nega as acusações. A Fifa afirmou que investigação realizada na Suiça em 2008 sobre a falência da ISL não encontrou indícios de participação de Teixeira e de dois outros dois integrantes de seu comitê executivo acusados de receberem suborno --Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, e Issa Hayatou, chefe da Confederação Africana de Futebol-- em qualquer crime.

+ CANAIS

Rafael Alcantara: de olho no Brasil, mas convocado pela Espanha

Rafael Alcantara do Nascimento tem uma dúvida: jogar na seleção da Espanha ou na do Brasil. Por enquanto, ele segue no time espanhol, escolhido por seu irmão, Thiago, jogador do grupo principal do Barcelona, criado em La Masia, a famosa divisão de base catalã.

Thiago sempre teve convicção de que sua trajetória no futebol seria pela via espanhola e não pela brasileira. Hoje, convocado pelo treinador Vicente Del Bosque, ele inclusive já estreou em partidas oficiais com os campeões do mundo. Não tem mais volta.

Rafa tem 18 anos, mas não possui a certeza do irmão. Sonha com o Brasil, mas segue sendo convocado pelos espanhóis. Os meninos seguiram os caminhos determinados pela carreira do pai, Mazinho, campeão mundial pelo Brasil em 1994.

Rafael é talentoso e vem ganhando espaço no Barcelona B. Em breve, como o irmão, poderá fazer parte da equipe principal. Trata-se de um meia atacante de estilo bem brasileiro: agressivo, habilidoso e cheio de ginga.

A única certeza é que a Espanha o quer, enquanto o Brasil o ignora.

Veja a lista de convocados da seleção sub-19 da Espanha, que se reunirá para treinamentos entre 17 e 19 deste mês:

Athletic Bilbao: Iñigo Ruiz de Galarreta y Jonas Ramalho
Atlético de Madrid: Javier Manquillo
Barcelona: Rafael Alcántara, Gerard Deulofeu, Sergio Ayala y Miguel Bañuz.
Betis: Álvaro Vadillo y Carlos García.
Córdoba: Bernardo Víctor Cruz
Espanyol: Sergi Darder y Víctor Álvarez
Levante: Iván López
Liverpool: Jesús Joaquín Fernández
Real Madrid: Jesé Rodríguez, Francisco García Noblejas y Omar Mascarell
Racing: Jairo Samperio.
Sevilla: Israel Puerto y José Gómez.
Valencia:: Francisco Alcacer y Juan Bernat.
Villarreal: Adrián Ortola.

VÍDEO: Tevez no Corinthians? O herói de 2005 ou o mau profissional?

Qual o Carlos Tevez que pode, eventualmente, voltar ao Corinthians? Aquele que conduziu o time ao título brasileiro de 2005 ou o que força a saída do clube que paga seus salários sem mais nem menos?

O torcedor corintiano costuma lembrar do argentino apenas pelo lado bom. Mas existe esse outro aspecto, deplorável, de um profissional conduzido por seu agente e que não respeita nada, ninguém.

Isso sem falar nos custos, altíssimos, para contar com Tevez. Até que ponto vale a pena o Corinthians se endividar para ter novamente o argentino? E o que ele poderá aprontar? Um risco grande demais.

Veja no vídeo abaixo a análise do caso Manchester City-Tevez-Corinthians.


Veja comentário no Bate-Bola desta terça-feira!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasileiro Série B


20h30 Portuguesa 1x1 Boa
20h30 Americana 0x0 Náutico

Eliminatórias da Concacaf


17h00 Haiti 2x2 Curaçao Grupo F
18h00 T. e Tobago 4x0 Barbados Grupo B
18h00 Suriname 1x3 Rep. Dominicana Grupo A
20h00 Canadá 0x0 Porto Rico Grupo D
20h00 Antígua e Barbuda 10x0 Ilhas Virgens Americanas Grupo F
20h00 Bermudas 1x0 Guiana Grupo B
21h00 São Cristóvão e Névis 1x1 Santa Lúcia Grupo D
22h00 Panamá 5x1 Nicarágua Grupo C
22h30 El Salvador 4x0 Ilhas Cayman Grupo A
23h00 Guatemala 3x1 Belize Grupo E

Eliminatórias Sul-Americanas

17h00 Bolívia x Colômbia
19h45 Paraguai 1x1 Uruguai
19h45 Chile 4x2 Peru
21h50 Venezuela 1x0 Argentina

Amistosos


14h00 Estônia 0x2 Ucrânia
15h00 Guiné Equatorial 1x1 Camarões
15h30 Polônia 2x0 Belarus
16h00 Gana 0x0 Nigéria
20h00 Estados Unidos 0x1 Equador
22h30 México x Brasil
22h30 Honduras x Jamaica

Eliminatórias da Eurocopa


13h00 Cazaquistão 0x0 Áustria Grupo A
14h00 Alemanha 3x1 Bélgica Grupo A
14h00 Turquia 1x0 Azerbaijão Grupo A
14h00 Croácia 2x0 Letônia Grupo F
14h00 Geórgia 1x2 Grécia Grupo F
14h00 Malta 0x2 Israel Grupo F
14h45 Rússia 6x0 Andorra Grupo B
14h45 Irlanda 2x1 Armênia Grupo B
14h45 Macedônia 1x1 Eslováquia Grupo B
15h00 Suécia 3x2 Holanda Grupo E
15h00 Hungria 0x0 Finlândia Grupo E
15h00 Moldova 4x0 San Marino Grupo E
15h05 Bulgária 0x1 País de Gales Grupo G
15h15 Suíça 2x0 Montenegro Grupo G
15h15 Noruega 3x1 Chipre Grupo H
15h15 Dinamarca 2x1 Portugal Grupo H
15h45 Itália 3x0 Irlanda do Norte Grupo C
15h45 Eslovênia 1x0 Sérvia Grupo C
15h45 Espanha 3x1 Escócia Grupo I
15h45 Lituânia 1x4 Rep. Tcheca Grupo I
16h00 França 1x1 Bósnia-Herzegóvina Grupo D
16h00 Albânia 1x1 Romênia Grupo D

Corinthians de Tite e Fla de Luxa reagem em rodadas fundamentais

Antes de interromper a série de dez partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, o Flamengo vinha de dois empates. Então derrotou América, São Paulo e agora Fluminense. Nesse mesmo período, o Corinthians venceu o Bahia, empatou com o Vasco e bateu o Atlético Goianiense. Foram 16 pontos em 18 possíveis nas partidas das quais participaram as duas equipes.

Bottinelli comemora com Jael: virada no Fla-Flu e terceira vitória seguida
Bottinelli comemora com Jael: virada no Fla-Flu e terceira vitória seguida do time carioca
Foram os dois times que mais subiram na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro nessas últimas três rodadas. Os corintianos estavam dois pontos atrás do então líder, Vasco, enquanto os rubro-negros tinham oito a separá-los da primeira colocação. Hoje o Corinthians é o ponteiro e o Flamengo reduziu a distância da liderança pela metade, quatro.

Jogadores do Corinthians fazem corrente no centro do gramado: reação
Jogadores fazem corrente no centro do gramado: reação
Faltam dez rodadas e os times que duelaram pela liderança por um bom tempo voltam a demonstrar força. O alvinegro ao reassumir a primeira posição e os flameguistas com a presença na zona de classificação à Libertadores e a uma distância do líder que já não chegar a ser assustadora.

O Internacional também reduziu sua diferença em relação ao líder, mas ainda está a uma distância considerável. Confira a situação dos mais bem colocados após a 25ª rodada e agora?

Vasco - CAIU - Era líder, um ponto à frente do segundo colocado. É segundo, um ponto atrás do líder.
São Paulo - CAIU - Estava a um ponto apenas da primeria colocação. A distância agora é de quatro.
Botafogo - CAIU - Tinha dois pontos atrás do primeiro posto. Já são cinco. Tem um jogo a menos.
Corinthians - SUBIU - Tinha dois pontos a separá-lo da ponta, que recuperou, com um à frente.
Fluminense - CAIU - Eram seis os pontos de distância em relação ao líder. Ela aumentou para sete.
Flamengo - SUBIU - Tinha oito pontos de desvantagem para o primeiro. Ela hoje é de quatro.
Palmeiras - CAIU - Estava oito pontos atrás do líder, agora tem 11. E a seis da zona da Libertadores.
Internacional - SUBIU - Nove pontos separavam o time gaúcho da ponta. Agora são oito. 

México: retratos de uma tragédia

O Brasil enfrenta o México na casa do adversário, em Torreon. Mais alguns dias e teremos o Pan de Guadalajara, cidade tão brasileira desde 1970. Por alguns momentos, teremos o México novamente no noticiário por outras razões que não narcotráfico, mortes, decapitações, terrorismo...

É o México. O México rebelde, o México que povoa nossos corações e mentes desde sempre com uma das mais ricas histórias entre tantos países. Do território subtraído pelos Estados Unidos, da Revolução que inspirou o mundo por décadas, dos filmes, da cultura. Hoje tão tristemente mergulhado numa crise que vai transformando o país refém do narcotráfico. O país que, dito por um mexicano, como contamos no texto anterior, inaugurou a frase “tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos...”.

Rodei o país há alguns anos atrás dessas histórias e realidade nova. Da única forma que entendo esse ofício: com o pé na lama, ouvindo e conversando com todo mundo, sentado no pé-sujo, na estrada, na rua. Como contei da Costa Rica, publiquei essas lembranças desse México num site que era uma brincadeira séria de bons amigos, além de ter entrado a reportagem no DOC “Os Mercadores de Talentos”. Algumas dessas lembranças seguem abaixo. Relendo, voltam todos os personagens, suas dores e tragédias, tão claras ainda em minha mente. Os cheiros, as cores do México, as dores e as delícias, como diria o outro...


FAMINTOS DA AMÉRICA LATINA: UM PROBLEMA PARA O GUARDA DO PRÓXIMO TURNO


O velho relógio parece cansado de guerra, com preguiça de fazer o tempo passar. Preso a parede da rodoviária de Monterrey, no México, tem ponteiros lentos, como se avisassem a impossibilidade de andar mais rápido, talvez pelo calor do ambiente. São três horas da tarde. O guarda parece empurrar com os olhos os tais ponteiros, como quem reza para que mais um quarto de hora se passe. Às 15h15, o ônibus com direção a Nuevo Laredo, na fronteira com o estado americano do Texas, irá partir. Uma rápida conversa com o homem da lei e a curiosa pressa é entendida, ainda que não deixe de ser curiosa. Assim que o ônibus partir, o contingente de quarenta imigrantes ilegais deixa de ser um problema dele. Lava suas mãos, e torce para que o carro velho cruze logo a fronteira do estado de Nuevo Leon e adentre Tamaulipas, onde está a cidade de Nuevo Laredo. Uns duzentos e poucos quilômetros.

“Cumpadre, assim que cruzarem a divisa, são problema de outro estado. O colega de Tamaulipas que se ocupe. Aqui já não há lugar para tantos imigrantes ilegais a caminho dos Estados Unidos que chegam todos os dias. Tampouco as cadeias comportam mais. Nem prender estamos podendo mais. Quando partirem no ônibus, é problema de Tamaulipas”, conta, com absoluta normalidade, interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio. No ano anterior foram 2.500 ilegais levados para as cadeias de Monterrey, acabando com os lugares para os criminosos daqui. Para que não exista dúvida sobre o que fala, ilustra com uma história definitiva.

“Você conhece a história do ônibus que fez um tour com dezenas de imigrantes ilegais? Saiu aqui da rodoviária de Monterrey. Andou 45 quilômetros, até o município de Doctor González, quando o carro foi detido com 42 pessoas. Hondurenhos, salvadorenhos, nicaragüenses, e até dois brasileiros, amigo”, frisa bem, parecendo se divertir com o interlocutor antes de continuar, não fosse a desgraça comum. “Levaram todos para a divisão de imigração. Não tinha lugar. Foram para a delegacia de Doctor González. Não tinha lugar. Levaram para San Nicolas, nos arredores. Imigração, polícia, nada. De novo para o ônibus e volta pra Monterrey. Imigração, polícia e como aqui é maior, Polícia Federal Preventiva. Nada. Levaram para o Parque Alamey, onde disseram ter uma cadeia com lugar. Chegou lá, o ônibus da véspera já tinha ocupado os lugares. Monterrey não tinha lugar tampouco. Bota no ônibus de novo e leva pro município de Santa Catarina, aqui perto. Sem lugar, volta pra Monterrey. Então aqui chegou a ordem: deixa seguirem pra Tamaulipas, que lá é problema deles. Agora, deixamos que sigam”, conta, sem conter uma longa risada, que explica a atual preguiça mesmo diante da certeza do contingente de indocumentados.

Finalmente o tempo percorre o tal quarto de hora. Sua missão do dia está cumprida: tocou o problema adiante. Por hoje, não existe mais problema, quer dizer, só no próximo ônibus, daqui a quatro horas. Mas esse já não é mais um problema dele, afinal, seu turno está acabando.
“Cumpadre, quando o próximo ônibus para Nuevo Laredo encostar, estarei diante da TV assistindo ao jogo dos Sultanes. O problema passa a ser do próximo guarda”, encerra novamente, pensando no beisebol da noite com absoluta normalidade, novamente interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio.

O ônibus ganha a “carretera” e vai cortando o México. A paisagem da janela evoca alguma poesia, gatilho de lirismo certamente disparado com a visão da Sierra Madre. Impossível, diante da visão, não se perder em memórias e confundir realidade e ficção com a lembrança de Humprey Bogart cruzando aquelas matas em “O Tesouro de Sierra Madre”. As situações limites da condição humana, ambição, cobiça, vaidade, encenadas em um clássico de John Huston...Impossível não abandonar por algum tempo o outro drama da condição humana, todas as situações limites, fome, saudade, desespero, espalhados em carne e osso por 40 poltronas, vizinhos, ali, naquele expresso Monterrey-Nuevo Laredo. Por mais fortes que sejam as lembranças ativadas pela Sierra Madre, o drama da poltrona ao lado interrompe logo o olhar perdido.

A viagem segue, sempre acompanhando as eternizadas encostas da Sierra Madre. Qualquer conversa travada com os companheiros de viagem encontra sempre histórias parecidas. São salvadorenhos, hondurenhos, nicaragüenses, em busca de uma expressão que parece mágica em seus corações e mentes: “o sonho americano”, repetido freqüentemente por cada um, que sempre carrega alguma história de amigos ou parente embarcados nesse sonho: limpadores de banheiro, descascadores de batata, vistos como heróis para quem nada restou em seu próprio país.

O ônibus passa incólume pela primeira barreira de policiais, que indica a proximidade de Nuevo Laredo. Conhecedores da lógica daquele caminho explicam que é assim mesmo, por amostragem. O próximo ônibus deve ficar, mas ainda tem uma parada na aduana antes de chegar a última cidade da fronteira mais famosa do mundo, aquela que o divide em dois: ao norte, a primeira classe do planeta, ao sul, os de terceira.

Estão certos. O ônibus é parado na aduana. O que vem a seguir é uma grande ironia. Os únicos retirados: talvez os dois únicos com documentação legal ali. O repórter e o cinegrafista. O policial federal manda o ônibus seguir viagem, os dois ficam para interrogatório.

Uma salinha de dois metros quadrados é o palco. Quatro soldados estão ali. Pouco educados, querem saber que reportagem é aquela. Nada os convence. O claro temor é o de alguma reportagem investigativa sobre narcotráfico. Nuevo Laredo é o principal ponto de passagem da fronteira México-Estados Unidos. Trinta e seis por cento da atividade comercial entre os dois países passam por ali, e cerca de cinco mil carros por dia, além de passageiros a pé nas quatro pontes que estão acima do Rio Bravo (para os americanos, o rio se chama Rio Grande). Isso claro, sem contar os ilegais, muitos deles tristemente representados nas cruzes sobre a cerca que inibe passagem de ilegais. No ano passado, cerca de 400 morreram afogados, tentando cruzar o rio, mais de um por dia. Por ano, mais de 400 mil mexicanos deixam a pátria-mãe para tentar embarcar no tal sonho, fora outros tanto latino-americanos.

A resposta de estarmos ali para reportagem de esportes soa quase como um deboche para os quatro agentes. Mesmo sendo verdade, era difícil mesmo crer.

Nuevo Laredo é umas das regiões mais violentas do mundo. Fácil entender. A dois passos do paraíso do consumo das drogas, sua localização fronteiriça vale ouro. Em meio a disputa sangrenta do “Cartel do Golfo” e seu braço armado Los Zetas contra o rival “Cartel de Sinaloa”, vive uma cidade que deve ter sido pacata um dia.

Dominar Nuevo Laredo hoje é ter o controle das drogas que chegam aos Estados Unidos. Um negócio de riscos calculados, já que apenas 10% dos carros passam por revista, e um exército de imigrantes famintos está disponível para ser o portador das drogas na travessia.

Nesse cenário, onde recentemente todos os agentes da polícia foram afastados por indícios de envolvimento com o narcotráfico e corrupção, faz sentido que o jogo esteja pesado para dois jornalistas brasileiros alegando estarem em missão esportiva. Numa tentativa de afastar os intrusos, tentam um número que devem sempre repetir: mostram um jornal popular da cidade, com quatro presuntos decapitados na capa e dizem: “Olhem o que acontece com intrusos por aqui”. O esquete prossegue, ainda que meio canastrão, a própria novela mexicana. Discutem entre eles a melhor solução. Argumentam, dão risadas. Extraditar ou levar os repórteres para a prisão? Sem nada mais concreto amparando (como também se ali, naquele pedaço, fosse possível se fiar na legalidade das decisões...) a discussão, resolvem dar uma chance: “vocês vão fazer a reportagem de vocês, as imagens do Rio Bravo que querem. Mas se amanhã não estiverem de volta, fora do estado de Tamaulipas, vão direto para a cadeia. Os passaportes ficam, pegam na volta, de saída”.
Na impossibilidade de recusa, o acordo é aceito. Ainda que 24 horas pareçam muito pouco para mostrar um mundo de personagens e histórias que reescrevem o profético título de Eduardo Galeano, concebido há mais de 4 décadas. São as veias abertas da América Latina, pulsando e sangrando, abaixo do Rio Bravo.

Um dos grandes personagens ali possivelmente seja mesmo o Rio Bravo. Águas que dividem o mundo. A bandeira mexicana de um lado, a americana de outro. Poucos metros, e uma distância tão abissal... As cruzes falam por si.

O sol inclemente e sua luminosidade não assustam alguns que se aventuram em plena luz do dia a tentar a travessia, aproveitando um raro período de águas baixas. Sabem que aquele é apenas mais uma parte do desafio, que muitas vezes começou no vagão de carga do trem que vem desde El Salvador, Nicarágua ou Honduras, no qual milhares sobem e segue viagem no teto, sem qualquer proteção.
As cenas são de filme: de tempos em tempos, alguém se joga nas águas do Rio Bravo e deixa para trás uma pátria, uma família, um lar, sem nada de concreto do outro lado do rio, talvez na crença, tal e qual o autor da música, apenas de “acreditar ter visto uma luz, do outro lado do rio”. Uma simples crença já parece suficiente para quem não nada tem. Se tudo der certo, não ficarem presos na margem sul, conseguirem cruzar o rio, não acabarem presos na margem norte, cruzarem os dias de deserto a sol e sol, começam as dificuldades. Imagens gravadas, as tais horas parecem cada vez menores e insuficientes para tanta coisa a ser vista, tanto a ser mostrado.

Saindo do rio, descendo a principal avenida da cidade, chega-se a “Casa Del Migrante Nazareth”, da Diocese de Nuevo Laredo.
É uma visão estarrecedora. Cerca de cem pessoas, na maioria homens, visivelmente no auge de suas capacidades produtivas, encostados no chão, deitados, esperando o tempo passar. Um coletivo de deserdados, filhos da divisão do mundo, que determinou a sorte de cada lado do Rio Bravo, a sorte de cada um. Todos com a mesma história: vindos de trem das cidades centro-americanas, chegaram ali para cruzar o rio. Por algum motivo, não conseguiram. Seja o nível das águas, polícia, picada de cobra. Como já não há lugar na cadeia, e cada guarda passa o problema adiante, ficaram vagando pela cidade, adiando por alguns dias nova tentativa.

Para piorar o que parece não ter como piorar, muitos contam serem vítimas de extorsão do pouco dinheiro que carregam por parte da polícia local.
“Nem documento temos, visto. Eles sabem que não podemos reclamar. Vamos para a delegacia reclamar? E ficamos por falta de documento? Ora, somos o alvo mais fácil para sermos roubados”, contam.

Urinelson Lopes pegou o teto do trem na sua Guatemala. Tem mulher e filho em Los Angeles, conseguiram ir há 3 anos, tempo que não vê e poucas notícias tem dos seus. Já não lembra direito do rosto do menino Pablo, que viu pela última vez quando ele completou um ano. Espera agora cruzar o rio, o deserto e de alguma forma chegar na cidade dos anjos. Sabe que sua mulher é faxineira de uma lanchonete, espera sorte igual.

“Já não tinha mais nada pra fazer em meu país. Só restou a fome por lá. Não tinha outra opção. Há 3 anos juntei o dinheiro para um coyote atravessar minha mulher e filho, primeiro eles para se salvarem. Agora juntei e tento eu. Na primeira tentativa, fui visto por um helicóptero quando ainda chegava na margem de lá. Agora vou esperar a água baixar e vou. O que me resta?”, pergunta, diante do silêncio.
Silêncio maior é causado por Luís Francisco, hondurenho, 27 anos. O mais solícito entre a massa faminta que deixou qualquer tentativa de entrevista ao sinal da hora da sopa, uma água rala distribuída uma vez por dia pela igreja. Parece ainda mais melancólico diante do microfone. Difícil decifrar tal tristeza em sua expressão.

“Chegar até aqui já foi muito difícil. Mas não existe em meu país outra opção. Não há trabalho, só existe a fome”, conta Luís, que ia tentar cruzar o rio novamente naquela noite.
Entrevista encerrada, chama a equipe num canto. Pela primeira vez esboça um sorriso, ainda que tímido. “Fiquei feliz em ver um colega de profissão. Sou jornalista também, trabalhava em um jornal em Honduras, mas há dois anos quase toda a redação foi mandada embora. Só me restou essa opção”, conta.

As horas de prazo dadas pelo agente federal vão chegando ao fim. Nem era preciso. Agora parecem uma eternidade. Hora de ir embora. Mais do que hora. O nó toma a garganta. Impossível seguir normalmente, guardando distanciamento, como se tudo estivesse do outro lado do rio, ou mesmo como se tudo fosse apenas um problema para o guarda do próximo turno.

Faltam 10 rodadas. Já dá para arriscar...

Dez rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro mais equilibrado dos últimos anos. Em termos matemáticos (somando também a qualidade e tradição dos times envolvidos), ainda restam 7 candidatos ao título. Do Inter (7º) ao Corinthians (1º), todos parecem ter chances.

Mas uma análise mais detalhada sobre cada um deles reduz significativamente o número de postulantes ao troféu. Vamos aos jogos restantes, prós e contras de Corinthians, Vasco, São Paulo, Flamengo, Botafogo, Fluminense e Internacional - depois pretendo fazer o mesmo exercício para a turma de baixo da tabela.

Corinthians (51 pontos): Botafogo (c), Cruzeiro (f), Inter (f), Avaí (c), América-MG (f), Atlético-PR (c), Ceará (f), Atlético-MG (c), Figueirense (f), Palmeiras (n). Já passou pelo pior momento. Oscilou, mas se manteve sempre entre os três primeiros. Não tem competição paralela, praticamente não faz mais confrontos diretos e pode ganhar o acréscimo de Adriano nas últimas partidas. PROGNÓSTICO: favorito ao título.

Vasco (50 pontos): Atlético-PR (f), Atlético-MG (c), Bahia (f), São Paulo (c), Santos (f), Botafogo (n), Palmeiras (f), Avaí (c), Fluminense (n) e Flamengo (n). Perdeu a liderança num momento complicado. Juninho, um de seus principais jogadores, se machucou. Convive ainda com a Copa Sul-Americana, é comandado por um treinador não efetivo e tem uma tabela enroscada, com três clássicos pela frente. PROGNÓSTICO: se não recuperar a ponta nas três próximas rodadas, deixa de brigar pelo título.

São Paulo (47 pontos): Inter (c), Atlético-GO (f), Coritiba (c), Vasco (f), Bahia (f), Avaí (c), Atlético-PR (f), América-MG (c), Palmeiras (f), Santos (c). Não consegue emplacar. Tem ótimo elenco (agora reforçado por Luís Fabiano), que não se confirmou num time forte. Dificuldades imensas de se impor em casa, não venceu praticamente nenhum confronto direto no campeonato. Disputa paralelamente a Copa Sul-Americana. PROGNÓSTICO: define a vida nas próximas 4 rodadas, quando pega Inter e Vasco. Tem mais cara de Libertadores do que de título.

Flamengo (47 pontos): Palmeiras (c), Ceará (f), Santos (c), Grêmio (f), Cruzeiro (c), Coritiba (f), Figueirense (c), Atlético-GO (f), Inter (c), Vasco (n). Ficou dez rodadas sem vencer. Foi quase ao fundo do poço, mas renasceu com duas vitórias épicas e improváveis, contra São Paulo e Fluminense. Tem o time quase completo para a fase final, tradição de chegada, mas ainda convive com a Sul-Americana (seu banco de reservas é muito inferior ao time titular...). PROGNÓSTICO: conquistando ao menos 10 pontos dos próximos 12, brigará pelo título. Voltaria a ser, como na primeira parte do campeonato, o principal concorrente do Corinthians.

Botafogo (46 pontos): Corinthians (f), Atlético-PR (c), Santos (f), Avaí (f), Cruzeiro (c), Figueirense (c), Vasco (n), América-MG (f), Inter (c), Atlético-MG (f) e Fluminense (n). Jogou fora vitórias essenciais nos jogos contra São Paulo e Bahia. Ainda sofre de um certo complexo de inferioridade, e o banco de reservas, embora tenha melhorado, não acompanha o time titular. Tem um jogo a menos que os demais (contra o Santos), e uma tabela menos complicada que a concorrência - mas também ainda joga a Sul-Americana. PROGNÓSTICO: próximas quatro partidas, três delas fora, definem o futuro da equipe. Tem mais cara de Libertadores do que de título. E vai ter de brigar muito por ela.

Fluminense (44 pontos): Coritiba (c), Palmeiras (f), Atlético-MG (c), Ceará (f), Inter (f), América-MG (c), Grêmio (c), Figueirense (f), Vasco (n) e Botafogo (n). Melhor time do segundo turno, tinha uma chance de ouro de arrancar para o bi, vencendo o clássico com o Flamengo. Levou uma virada traumática. É o time do 8 ou 80 (não empata; ou vence, ou perde). O elenco é bom. Banco de reservas quase do mesmo nível da equipe titular. PROGNÓSTICO: se sobreviver vivo às próximas 5 rodadas, pode até brigar pelo campeonato. Mas parece se contentar com a Libertadores.

Internacional (43 pontos): São Paulo (f), Avaí (c), Corinthians (c), Atlético-GO (f), Fluminense (c), Cruzeiro (f), Bahia (c), Botafogo (f), Flamengo (f), Grêmio (c). Elenco é bom, mas time demorou a decolar. Não vem contando com seu principal jogador, Leandro Damião. A tabela é das mais indigestas, basta dar uma olhada nos três últimos jogos. PROGNÓSTICO: joga dois campeonatos. Se fizer ao menos 12 pontos dos próximos 15, pode sonhar. Mas a Libertadores, para quem reagiu tão tarde, já estaria de bom tamanho.

Custo/benefício de Felipão é ótimo: R$ 10 mi e nenhum título

Após 10 anos longe do velho Palestra, Felipão topou voltar ao ninho dos periquitos em revista em julho de 2010, sob uma pechincha de R$ 700 mil mensais – é o ‘professor’ mais privilegiado do país.

Para felicidade geral do cofre verde-limão, seu custo/benefício tem sido dos mais profícuos: até agora a torcida não conseguiu soltar o grito de campeão nem em torneio doméstico.

Com muita pompa e sem nenhuma circunstância, Felipão acumula seis retumbantes fracassos: Brasileirão de 2010/11; Sul-americana de 2010/11; Paulistinha de 2011; e Copa do Brasil de 2011.

Na inesquecível eliminação da Sul-americana de 2010, Felipão & Cia. tombaram diante de um time cheio de moral, o Goiás, rebaixado gloriosamente para a segundona do Brasileiro. No torneio deste ano, levaram chumbo do ‘Expressinho’ de São Januário. Na Copa do Brasil, foram humilhados pelo Coritiba, com um sonoro 6 a 0. Depois venceram, só que Inês já era morta.

Diante de um retrospecto tão animador, Felipão jogou a tolha até na briga por uma vaga à Libertadores, mesmo faltando 10 jogos (30 pontos em disputa) para terminar a maratona.

Uma injeção e tanto de amor nos palestrinos. Mas o treinador não tem do que se queixar: reforçou a sua já bem abastecida poupança em mais de R$ 10 milhões graças ao voo do periquito cego.
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Timão goleia na aritmética. A matemática é uma ciência tão exata, mas tão exata no esporte bretão, que os cálculos dos matemáticos são... diferentes. O põe, tira, deixa ficar de Tristão Garcia, do ‘Infobola’, indica que o Corinthians tem 45% de possibilidades de chegar ao caneco. Já Marcelo de Arruda, do ‘Chance de Gol’, aposta em 55,7%. O Vasco aparece em segundo com 26% e 17,1%. Depois, vem o São Paulo, com 7% e 11%. O Botafogo tem 12% e 9,1%, o Flamengo 6% e 3,9%, e o Fluminense, 3% e 1,6%.

Sugismundo Freud. Morar sozinho é ótimo: sempre tem louça para lavar.

Comando invisível. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes são mesmo transparentes: ninguém os viu no fórum da Copa-2014 no Rio. O deputado pitbull Romário comandou o encontro e rasgou a fantasia para os nobres políticos: ausência lamentável. Também adoçou o bolo da mamãe Fifa: o país não pode ‘abrir as pernas’ à dona da bola. Se bobear, ela vai mandar mais que a presidenta Dilma Rousseff.

Twitface. Passar Galo, Furacão, Avaí e Coelho para trás é facil, difícil é passar um deles adiante.

Zapping. Sem o brilho das principais estrelas e com as equipes capengando, Santos x Palmeiras rendeu apenas 18 pontos no ibope global da Grande Pauliceia desvairada, esburacada e abandonada. A Band cravou sete. Foi o clássico mais desprezado pela galera da poltrona. Há uma semana, Vasco x Corinthians amealhou 20 pontos. Na sexta, a amarelinha desbotada obteve 21.

Pica-Pau. Rafael ‘He-Man’ Moura tem mesmo a força: falou poucas e boas ao soprador de apito Felipe Gomes da Silva no clássico com o Flamengo, chegou a desafiá-lo para um campeonato de cuspe e... nada. Sua senhoria simplesmente o ignorou na súmula. Só descascou a mandioca no treinador Abel Braga. Que, entre outras coisas, o elogiou com as seguintes palavras: ‘Safado, sem vergonha, tira a camisa vermelha e preta que está por baixo, filho da p... ’

Gilete press. De José Roberto Torero, na ‘Folha’: “Nossos olhos pouco ligam para o que está à sombra. Eles são fisgados pelo escândalo, pela cor berrante. Enxergamos mais o decote generoso que a simetria perfeita. E a Lusa não tem nada disso. A Lusa é discreta. Quase não vejo ninguém falando de sua campanha brilhante na Série B. Pelo menos, não como falaram do Vasco em 2009 e do Corinthians em 2008.” Na mosca.

Tiro curto. Em 28 rodadas do Brasileirão, foram marcados 752 gols em 279 jogos, com a média é de 2,70 – é a segunda mais baixa desde 2003, sendo superada somente por 2010, quando ficou em 1,57.

Dois pesos... O eloquente Ari ‘Graçafolia’, comandante da gloriosa CBV, queimou a carne dos gaúchos da Sogipa: o time está fora da Superliga masculina. Se quiser dar umas cortadinhas, deve disputar a Liga B. O clube esperava receber um convite, como aconteceu com o Rio de Janeiro, já que tem apoio do governo e de patrocinadores. Há somente uma pequena diferença: o Rio é bancado por Eike Batista, dono de um patrimônio de US$ 30 bilhões.

Tititi d’Aline. Novo herói do urubu, o hermano Botinelli é conhecido como ‘El Pollo’ (O Frango).

Você sabia que...
o bicampeão mundial Sebastian Vettel já embolsou R$ 65,5 milhões nesta temporada apenas em salários e prêmios?

Bola de ouro. Judô nacional. Nos primeiros nove meses, o país conquistou 83 medalhas no tatame, uma a mais que o Japão, nos principais torneios do planeta. Um aumento de 25% em relação a 2010.

Bola de latão. Corinthians. Por absoluta falta de planejamento, colocou o imperador e lutador de sumô Adriano para estrear.

Bola de lixo. Abel Braga. Deu uma aula de ‘fair play’ no Fla-Flu: negou-se a deixar o campo depois de ser expulso.

Bola sete. “Aqui ninguém vai baixar a calcinha” (de Abelão, ao ‘pofexô’ Luxemburgo – fala sério).

Dúvida pertinente. É Morumbi ou Morumbieber?

Eliminatórias Asiáticas para a Copa 2014

Grupo C Coreia do Norte  0x1  Uzbequistão


06h30 Austrália 3x0 Omã Grupo D
07h45 Japão 8x0 Tadjiquistão Grupo C
08h00 Tailândia 0x0 Arábia Saudita Grupo D
08h00 Coreia do Sul 2x1 Emirados Árabes Unidos Grupo B
08h30 Cingapura 0x3 Jordânia Grupo A
09h00 Indonésia 2x3 Qatar Grupo E
09h15 China 0x1 Iraque Grupo A
11h00 Líbano 2x2 Kuait Grupo B
12h00 Irã 6x0 Bahrein Grupo E


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A reforma do líder

O segundo gol do Corinthians é o exemplo do que o time não fazia, quando perdeu a liderança, e voltou a realizar no Brasileirão. Jorge Henrique dominou na ponta-esquerda. Não tinha espaço. Tabelando e carregando a bola, foi parar na ponta-direita, de onde rolou para Willian finalizar. O Corinthians das partidas anteriores à perda da liderança, dia 18 de setembro, contra o Santos, era estático. A equipe que retomou a primeira posição, ontem, com a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-GO, se mexe. E muito!


Outro exemplo é a inversão de posições entre Alex, o centroavante titular na ausência de Liedson, e Danilo. Muita gente disse que Danilo foi o centroavante nos últimos dois jogos. Não foi. O terceiro gol mostra Alex infiltrado, isolado, quando Danilo roubou a bola na ponta-direita e rolou para o nascimento da vitória.
O lance encerrou o primeiro tempo brilhante, que pode ser reprisado nas preleções de Tite daqui até a decisão, em dezembro. Porque se jogar como nos primeiros 45 minutos de ontem, o Corinthians será campeão brasileiro.
A jogada de Danilo e Alex tem também um pouco do que Tite mais preza nos times que dirige: marcação por pressão. Os melhores jogos corintianos em 2011 tiveram essa característica. Tite adora ver suas equipes afogando os zagueiros adversários desde que dirigiu o Grêmio, campeão da Copa do Brasil de 2001. No segundo tempo, o jogo piorou, a pressão sumiu e Tite usou Jorge Henrique como marcador do lateral Thiago Feltri, como fazia Mano Menezes em 2009. O Corinthians não ameaçou mais. Também não foi ameaçado.
A questão agora é usar as armas do banco de reservas a favor do time, não contra ele. Liedson, Émerson e Adriano podem ser titulares, mas precisam se deslocar como fez o Corinthians do primeiro tempo. Hoje, a impressão é que só entram se um dos titulares der mole.

Corinthians redobra ânimo na reta final

A 28.ª rodada foi perfeita para o Corinthians. Começou com os 3 a 3 do São Paulo com o Cruzeiro no meio da semana. Prosseguiu com os 2 a 2 do Botafogo com o Bahia, no sábado. Teve ainda os 3 a 0 do Internacional diante do Vasco, na tarde deste domingo. E fechou com os 3 a 0 sobre o Atlético-GO, no início da noite. Resultados que o levaram de volta à liderança. (Para os torcedores, ainda teve a derrota do Palmeiras para o Santos…)
O Corinthians entrou em campo, no Pacaembu, consciente de que dependia apenas de si para recuperar o primeiro lugar, depois do vareio que o Vasco levou no Sul. E não decepcionou. Largou com força total, foi pra cima do Atlético, não fez o adversário ter tempo nem para respirar. Consequência da pressão: 1 a 0 logo aos 8 minutos, com Leandro Castán, de cabeça. O escanteio surgiu de jogada anterior, muito boa, de Danilo.
A vantagem deixou o Corinthians mais confiante e funcionou bem o rodízio entre Willian, Jorge Henrique, Alex, Danilo, entre o meio-campo e o ataque. Os goianos não tinham espaço, não conseguiam chegar perto do gol de Júlio César. E ainda se desnortearam mai, com os gols de Willian e Alex, já perto do final do primeiro tempo. O placar foi construído ali.
Só não foi maior a goleada, porque o Corinthians tirou o pé no segundo tempo. Ficou evidente que preferiu poupar-se e jogar no erro do Atlético-GO. Não forçou, deixou o tempo passar. Para completar a festa, houve enfim a estreia de Adriano. O atacante ficou em campo pouco mais de 10 minutos, tocou algumas vezes na bola e no finalzinho quase recebe passe para marcar. Não deu nem para avaliar em termos físicos e técnicos.
Valeu pela satisfação da volta de Adriano aos gramados, depois de quase sete meses de recuperação de cirurgia. O jogo valeu também para redobrar a confiança corintiana, na arrancada final do Campeonato Brasileiro. Se bem que o leque de candidatos continua aberto, com Vasco, Botafogo, São Paulo, Flamengo na cola. Até Flu e Inter têm esperança.

A passagem de Tony Hawk pela nação do skate

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Tony Hawk no Brasil Foto: Pablo Vaz
Pouco importa as manobras feitas por Tony Hawk durante sua passagem pelo Brasil. Sua presença no país é emblemática; são 23 anos desde sua última visita e muito mudou por aqui.
Neste período Tony passou de apenas um ‘campeão mundial’ a uma lenda do skate, sua persistência lhe permitiu que estivesse preparado quando surgiu a oportunidade do skate explodir no mundo. No Brasil, o skate passou de uma febre a um esporte consolidado. O pais já recebeu a visita de grandes eventos, e de lendas como Hosoi e Caballero, mas faltava Tony.
Na manhã de sábado, Tony chegou ao ginásio do Ibirapuera para dar inicio a sua maratona de entrevistas. Hoje grande parte do trabalho de Hawk se relaciona as palavras, as manobras sempre serão importantes, mas todos querem ouvir as opiniões de um dos grandes ídolos do skate.
Pensando nisso, pedimos para Tony falar sobre qual é a melhor maneira de evitar desperdício de dinheiro com as construção de skateparks mal construídas. Tony foi categórico: “Os skatistas precisam se envolver na construção das skateparks”.
Ao lado de Sandro Dias e Kevin Stab, Tony estava bem tranquilo. Falou a intenção de fazer uma sessão em uma skatepark de concreto e passear um pouco pelo país.
A 22km de distância do ginásio do Ibirapuera, em São Bernardo do Campo, um grupo de skatistas aguardava ansiosamente a chegada de Tony e seus amigos para uma sessão que seria histórica. Com shapes da década de 80, alguns skatistas aguardavam esperançosamente a chegada do ídolo.
Tony Hawk no Brasil
Tony Hawk no BrasilCrédito da imagem: Aguinaldo Melo
Backside Air, Tony Hawk Foto: Pablo Vaz
A pista de São Bernardo estava fechada, a noticia sobre a sessão de Tony em São Bernardo correu no boca a boca, todos que estavam lá haviam recebido um recado do amigo do amigo. Poucos minutos depois a chuva despencou do céu, a sessão histórica ficou para outro dia, talvez para outro ano.
Nos olhos daqueles skatistas, fãs de Tony, de idades diferentes, para quais a vinda de Hawk tinha significados bem diversos pode-se resumir o que significou a presença de Tony Hawk no Brasil.
Hawk, Tomara que você não demore mais 23 anos para voltar ao país que tem tanta paixão pelo skate.
Madonna; Outra clássica de Tony Hawk
Madonna; Outra clássica de Tony Hawk Foto:Pablo Vaz
Tony indo para o seu drop no Brasil
Tony indo para o seu drop no Brasil Foto:Pablo Vaz
Skatista da nova geração em São Bernardo do Campo
Skatista da nova geração em São Bernardo do Campo Foto:Aguinaldo Melo
Tony em um dos seus clássicos Stalefish
Tony em um dos seus clássicos Stalefish Foto:Pablo Vaz
Descanso entre um sessão e outra
Descanso entre um sessão e outra Foto:Pablo Vaz
Arquibancada lotada no Ginásio do Ibirapuera
Arquibancada lotada no Ginásio do Ibirapuera Foto:Pablo Vaz
Lincoln Ueda na demo ao lado de Sandro Dias e Tony Hawk
Lincoln Ueda na demo ao lado de Sandro Dias e Tony Hawk Foto:Aguinaldo Melo
O Half Pipe de Sandro Dias montado no ginásio do Ibirapuera
O Half Pipe de Sandro Dias montado no ginásio do Ibirapuera Foto:Aguinaldo Melo
O palco da demo de Tony Hawk no Brasil
O palco da demo de Tony Hawk no Brasil Foto:Pablo Vaz

Jogador inglês pula de ferry é detido e paga multa

Depois da derrota para França, os jogadores ingleses tiveram o dia livre e fizeram uma viagem curta pelos arredores de Auckland.

No final do dia o centro da seleção inglesa nascido em Samoa, Manu Tuilagi, pulou de um dos maiores ferry boats que fazem a travessia para as Ilhas Waiheke, acabou sendo detido pela policia por desordem assim que saiu da água.

Foi um mergulho imprudente que poderia ter resultado num acidente grave. O porto é movimentado, com muitos barcos de grandes porte andando de um lado para o outro.

O jogador acabou sendo liberado pela policia, mas não pela direção da seleção inglesa que multou o jogador em 3.000,00 libras, mais de 8.300 reais.

O valor da multa foi doado para campanha que a organização da Copa do Mundo está fazendo em prol das vítimas do terremoto de Christchurch.

A Inglaterra dá adeus ao Mundial de forma melancólica. Primeiro o escândalo envolvendo Mike Tindall que foi flagrado por câmeras de segurança em um bar junto com uma ex-namorada, ele é casado com a neta da Rainha da Inglaterra.

Depois o assédio de alguns jogadores sobre uma camareira que exigiu desculpas públicas e o escândalo da trocas de bolas na partida contra Romênia envolvendo o staff inglês, dois membros da delegação acabaram suspensos.

Embaixador da Copa, Pelé dá show de alienação em discurso surreal

O contrato entre Internacional e construtora Andrade Gutierrez ainda não foi assinado. E a reforma do Beira-Rio está simplesmente parada. Qual será o estádio de Porto Alegre na Copa do Mundo de 2014? O do Colorado ou a nova Arena do Grêmio? Ninguém pode afirmar com absoluta segurança.

Na sexta-feira lá estiveram o ministro do Esporte, Orlando Silva, e Edson Arantes do Nascimento, cidadão que quando jogava futebol era o melhor de todos, conhecido mundialmente como Pelé. Ele é embaixador honorário da Fifa. A dupla visitou o Beira-Rio e Edson Pelé, também famoso por suas declarações entre polêmicas e estapafúrdias, mostrou que estava realmente inspirado.

Disse que a capital gaúcha está na frente no quesito preparação para o Mundial, ignorando o impasse entre Inter e construtora: "Está praticamente pronto". É mesmo, "Rei"? Mas e quanto às obras paradas? Que nada, para Edson Pelé, isso não passa de "pessimismo generalizado". "Estamos criando um volume de onda, de ideias, de que as coisas não vão sair. Não é verdade. Vai sair", disse o otimista real.

Mas a que custo, senhor "embaixador"? Estaria Edson Pelé ciente das cifras estratosféricas alcançadas pelas obras da Copa? Ou o tema, árido, não o agrada. Despreparo, alienação, pura falta de vontade ou de coragem para colocar o dedo na ferida? Edson Pelé pede otimismo em seu discurso surreal. Parece querer brasileiros e brasileiras como cordeirinhos, apenas torcendo para tudo acabar bem, mesmo diante dos zilhões que deixam os cofres públicos em nome da Copa numa escalada avassaladora e inexplicável.

Pouco para quem há quase 42 anos, quando fez seu milésimo gol, chorou pedindo que olhassem pelas criancinhas do Brasil. Nada para quem poderia usar da enorme repercussão de suas palavras para fazer algo de bom pela sociedade. Imaginem Pelé ao lado de Romário questionando as decisões de cartolas e políticos em torno do Mundial de 2014. Vozes que ecoariam pelo planeta e chamariam a atenção de todos para o que se faz aqui em nome de mais pão e circo.

Mas Edson Pelé prefere o conforto das palavras otimistas, que não criam embaraço e o mantêm à margem, sem a necessidade de arregaçar as mangas e ir à luta por mais seriedade e respeito ao nosso povo. Parece não se incomodar com o uso do futebol por essa gente. Em eventos como a visita ao Beira-Rio, o que ele diz é tão vazio quanto as palavras do Ministro do Esporte.

Quando jogava diziam que de tão genial ele era de outro planeta. Hoje vale perguntar em que mundo vive Edson Pelé...

Pelé, como sempre cercado por microfones: outra postura repercutiria mundialmente
Pelé, como sempre cercado por microfones: chance desperdiçada

José Aldo e Frankie Edgar vencem no UFC 136

O UFC 136 foi realizado neste sábado, em Houston, e contou com boas lutas.

José Aldo e Frankie Edgar tiveram trabalho, mas conseguiram defender, com sucesso, seus títulos.

Pelo cinturão dos penas, Aldo derrotou Kenny Florian na decisão dos jurados.

Já pelo título dos leves, Edgar levou até knockdown, mas derrotou Gray Maynard por nocaute técnico no quarto round.

Chael Sonnen, por sua vez, não teve muito trabalho para finalizar Brian Stann com um kata-gatame no segundo round.

Após a luta, desafiou Anderson Silva, e deve acabar mesmo sendo o próximo desafiante do “Spider”.

Em duelo brasileiro, Demian Maia venceu Jorge Santiago na decisão dos jurados.

A surpresa da noite ficou por conta da derrota relâmpago de Melvin Guillard, finalizado por Joe Lauzon com um mata-leão em menos de um minuto de disputa.

Clique nos links no início da página e veja, com detalhes, como foram os combates do show.

O que você, fã de esporte, achou dos combates?

Aguardo os comentários.