quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quer ajudar seu clube a ganhar dinheiro?

Quem conhece um pouco do que se passa nas divisões de base dos clubes sabe que os bons trabalhos são raros. Quando a estrutura é boa, o problema é a qualidade dos profissionais contratados para administrá-la. Ou a falta de uma filosofia para o setor: que tipo de jogador a entidade pretende formar?

É inevitável perguntar o que anda acontecendo com as divisões de base no Brasil. Um país beirando os 200 milhões de habitantes, e com a história que possui no futebol, deveria lidar com o problema do excesso e não da falta de talentos.

Vamos manter a conversa restrita aos clubes, já que da CBF não é possível esperar muito, mesmo tendo feito um golaço ao contratar Ney Franco, certamente por indicação de Mano Menezes.

Se você, caro leitor deste blog, tiver como participar da vida do seu clube de coração, contribua para a transparência e ajude a evitar negociatas. Estimule seus cartolas a fazer o seguinte:

1 – Colocar no site da entidade a lista de todos os jogadores da base e dos que passaram por ela nos últimos cinco anos;
2 – Como chegaram até lá (peneira, indicação, contratação);
3 – Quanto custaram e a trajetória percorrida;
4 – A quem pertencem (empresários, empresas, clubes).

É óbvio que se trata de uma provocação. Dificilmente alguém adotará uma iniciativa como essa, pois deixará escancarada a incompetência que domina o setor. E também denunciará quem perde - geralmente o clube - e quem fatura com isso.

Você não tem idéia de quantas contratações são feitas e quanto elas custam.

Olho na base! Quem conhece um pouco do que se passa nas divisões de base dos clubes sabe que os bons trabalhos são raros. Quando a estrutura é boa, o problema é a qualidade dos profissionais contratados para administrá-la. Ou a falta de uma filosofia para o setor: que tipo de jogador a entidade pretende formar?

É inevitável perguntar o que anda acontecendo com as divisões de base no Brasil. Um país beirando os 200 milhões de habitantes, e com a história que possui no futebol, deveria lidar com o problema do excesso e não da falta de talentos.

Vamos manter a conversa restrita aos clubes, já que da CBF não é possível esperar muito, mesmo tendo feito um golaço ao contratar Ney Franco, certamente por indicação de Mano Menezes.

Se você, caro leitor deste blog, tiver como participar da vida do seu clube de coração, contribua para a transparência e ajude a evitar negociatas. Estimule seus cartolas a fazer o seguinte:

1 – Colocar no site da entidade a lista de todos os jogadores da base e dos que passaram por ela nos últimos cinco anos;
2 – Como chegaram até lá (peneira, indicação, contratação);
3 – Quanto custaram e a trajetória percorrida;
4 – A quem pertencem (empresários, empresas, clubes).

É óbvio que se trata de uma provocação. Dificilmente alguém adotará uma iniciativa como essa, pois deixará escancarada a incompetência que domina o setor. E também denunciará quem perde - geralmente o clube - e quem fatura com isso.

Você não tem idéia de quantas contratações são feitas e quanto elas custam.

Olho na base!

Dunga agora exige o renegado guri Neymar e volta a detonar craques

E não é que o zangado feliz Dunga resolveu trocar a floresta encantada pela selva de pedra e pintou no Instituto Bola pra Frente, do amigo de fé e irmão camarada Jorginho, para dar uma palestra.

De cara, revelou que não está muito ligado nos manos do Mano, mas deu um pitaco: a amarelinha desbotada tem de jogar com os guris (Neymar, Lucas e Leandro Damião), porque é preciso dar bagagem a eles – um dos argumentos usados por aqueles que defendiam Neymar em 2010.

O ‘professor’ também lembrou o fracasso dos anões no safári da África do Sul, dizendo não estar arrependido de nada. Muito menos de ter desafiado a poderosa plim-plim – deu cartão vermelho aos privilégios da emissora.

E fechou o papo com a velha e surrada crítica à seleção de 1982, comandada por mestre Telê Santana: não ganhou nada (azar da Copa), enquanto a de 1994 conquistou o tetra. “Somos uma geração vencedora. Mas aqui é assim: os bons não recebem elogios.”

Por mais que o filósofo Dunga insista e repita, mais de 180 milhões de brasileiros pensam justamente o contrário. Xô, pragmatismo!
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Pitacos da rodada. O soberano São Paulo tinha tudo, e muito mais, para voltar de Sete Lagoas com os três pontos: apito amigo, time superior e adversário numa tremenda pindaíba, mas perdeu dois pontos, completou quatro jogos sem vitória e pode desabar na tabela do Brasileirão; Grêmio, de espetinho em espetinho, vai matando a fome, e o Peixe, morrendo afogado; Vasco brincou com Aurora e dançou na Sul-americana.

Corinthians 171. A Fiel tem mais motivos para comemorar, além do empate no jogo da arquibancada com os rubro-negros – maiores torcidas do país, com 13% cada. O Corinthians deu estupendo salto para trás no ranking da Federação Internacional de Futebol História e Estatística: caiu 32 posições e agora aparece em 171º lugar. A equipe ocupava a 139ª colocação. Campeão da Libertadores, o Santos desceu dois degraus e está em 15º - é o brasileiro mais bem ranqueado. Outros times do país com algum destaque: Internacional (33º), Cruzeiro (40º), Grêmio (42º), Palmeiras (52º), Vasco (54º) e Tricolor (109º). O Barcelona lidera.

Sugismundo Freud. O mundo é uma bola... use chuteiras.

Balacobaco. De um rubro-negro, ao saber que a Fiel havia igualado o jogo das maiores torcidas do país: ‘Nem assim, eles ganham. Só empatam... ’ Inspirado, a peça do urubu sapecou outra: 'Prometeram entregar a Taça das Bolinhas ao primeiro hexacampeão de verdade, mas os gandulas do Morumbi esconderam as bolinhas a pedido do Rogerio Ceni.’ É, pode ser.

Quadro negro. O pão de queijo está mesmo uma delícia. Que o diga um grupo de professores de matemática da UFMG. As chances de os três times mineiros queimarem no forno do Brasileirão são pequenas: Coelho – 97,4%; Galo – 69,2%; e Raposa – 45,1%. Tudo bem, o ludopédio não é uma ciência exata, mas os números adoram iluminar o caminho das trevas.

Gilete press. De Marcelo Damato, no ‘Lance’: “A Traffic pagou US$ 45 milhões à vista pelo direito de comercializar as áreas de hospitalidade e vender os ingressos para os lugares VIP dos estádios da Copa de 2014. A empresa de J. Hawilla calcula que deverá faturar seis vezes mais com a revenda dos produtos, que comprou em parceria com o Grupo Águia, operadora de turismo que a CBF usa para suas viagens.” Ação entre amigos.

Tiro curto. O ex-jogador Dario Pereyra dançou como observador e consultor da Traffic. Motivo: contenção de despesas na área ligada a jogadores.

A vida é bela. Uma das esperanças de medalha no Pan de Guadalajara, o corredor Lutimar Paes lembra com saudade dos bons tempos de Cruz Alta (RS). Ele não tinha nem material para treinar. Fazia rifa para comprar tênis. Paes, hoje, defende o Pinheiros. Está bem na raia. Mas o esporte brasileiro continua descalço. Dois centros de treinamentos fecharão as portas por falta de dinheiro, um deles na Cidade Maravilhosa dos bueiros perdidos. Que venha a Rio-2016!

Twitface. A ex-jogadora de vôlei Virna só está andando no banco do carona: perdeu a carteira de habilitação numa blitz da Lei Seca, na Lagoa. Que dureza!

Tititi d’Aline. A Neymarmania segue em ritmo alucinante. O garoto santista ganhou até um funk da carioca MC Suzy. Som na caixa: ‘Vem, Neymar! Vem, Neymar!As novinhas estão querendo um jogo particular/As danadas sapequinhas com você querem jogar... ‘ Bem poético!

Você sabia que... o São Paulo obteve uma renda líquida de R$ 2,1 milhões no duelo contra o Flamengo, R$ 200 mil a menos que o total faturado pelo rubro-negro em 13 jogos como mandante?

Bola de ouro. Dilma Rousseff. A presidenta gosta tanto do dono do Circo Brasileiro de Futebol, o carismático Ricardo Teixeira, que fez questão de colocá-lo a milhares de quilômetros do tête-à-tête com a mamãe Fifa.

Bola de latão. Basquete feminino. O Campeonato Nacional adulto pode ficar somente no papel rasgado. Até agora, não pintou um punhadinho de moedas para levantar a bola no garrafão.

Bola de lixo. Simone Alves de Melo. Ouro nos 5 mil e 10 mil metros do Troféu Brasil, a principal fundista do país foi flagrada pela segunda vez no antidoping, segundo a revista ‘Runners’.

Bola sete. “Meu perfil não se encaixa nos chamados clubes grandes. A diretoria quer reunião com torcida organizada, quer isso, quer aquilo. Eu não vendo a minha alma” (de Hélio dos Anjos, 53 anos, 66% de aproveitamento no comando do Dragão goiano – bingo).

Dúvida pertinente. O empresário Edson Arantes do Nascimento deve emprestar Pelé ao Santos no Mundial da Fifa?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Copa Sul-Americana

19h15Jogo de idaUniversidad Católica  0x2  Vélez Sarsfield
21h50 Aurora 3x1 Vasco

Brasileirão Série A


20h30 Grêmio 1x0 Santos
21h50 Cruzeiro 3x3 São Paulo

Por que o Flamengo não joga na quarta-feira à noite

O Flamengo jogaria na noite desta quarta-feira pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Seria o jogo da TV aberta para o Rio de Janeiro. Ocorre que Flamengo e Universidad de Chile bateram o pé para não jogar, pela impossibilidade de usar o Engenhão -- tem show de Justin Bieber na quarta.

A Universidad de Chile recusava-se a jogar fora da cidade do Rio de Janeiro. Tinha esse direito, porque a Confederação Sul-Americana não obriga ninguém a jogar a mais de 50 quilômetros da cidade sede do adversário.

O Flamengo pretendia levar a partida para o Pacaembu.
E a televisão queria a partida em qualquer lugar.
No final do cabo de guerra, o Flamengo fez o acordo com a Universidad de Chile. Preferiu jogar dia 19 e ter a chance de escalar Ronaldinho Gaúcho, se quiser.

O jogo da TV para o Rio, nesta quarta, será Auroroa x Vasco.

Aniversário do 'projeto': em paz com as vitórias, Luxa faz um ano no Fla

O "projeto" completa um ano nesta quarta-feira. Contratado para salvar a pátria rubro-negra após péssima passagem de Silas, Vanderlei Luxemburgo chegou ao Flamengo em 5 de outubro de 2010 para uma trajetória que começou cambaleante na luta contra o rebaixamento, mas comemora aniversário sonhando alto, com o título do Brasileirão, apesar dos percalços recentes.
montagem vanderlei luxemburgo flamengo um ano (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)As várias expressões de Luxemburgo em 12 meses no comando do Fla (Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Com 32 vitórias, 26 empates e nove derrotas em 67 jogos, além do título estadual deste ano, Vanderlei Luxemburgo chega à marca que tinha sido alcançada pela última vez por Ney Franco, ainda em 2007. A passagem do atual comandante da Seleção Sub-20, no entanto, teve um ponto final cinco dias após completar um ano, em 29 de maio. Desde então, Luxa é o nono treinador a comandar o Rubro-Negro da Gávea. Ou melhor, do Ninho do Urubu, como o próprio estabeleceu em seu primeiro dia de trabalho, quando passou definitivamente para o centro de treinamento todos os trabalhos do departamento de futebol. No século, somente Zagallo, entre 24 de outubro de 2000 e 15 de novembro de 2001, supera a dupla nos números.
TreinadorPeríodoAproveitamento
Ney Franco24/05/06 a 29/05/0752,7%
Joel Santana05/08/07 a 07/05/0869,1%
Caio Jr.11/05/08 a 07/12/0856,1%
Cuca12/12/08 a 24/07/0959,8%
Andrade25/07/09 a 21/04/1069,2%
Marcelo Sales (interino por 1 jogo)25/03/10100%
Rogério Lourenço28/04/10 a 26/08/1045%
Toninho Barroso (interino por 1 jogo)29/08/100%
Silas01/09/10 a 12/10/1030%
Vanderlei LuxemburgoDesde 5 de outubro de 201060,6%
O aproveitamento de 60,6%, por sua vez, coloca Vanderlei Luxemburgo na quarta colocação em aproveitamento desde a saída de Ney Franco - considerando o interino Marcelo Sales, que venceu a única partida que comandou o time após a demissão de Andrade. O treinador campeão brasileiro, inclusive, é quem vem logo em seguida, com 69,2% em cerca de oito meses. A marca é quase idêntica à de Joel Santana, único que deixou o clube por vontade própria. Com 69,1% entre agosto de 2007 e maio de 2008, o “papai” trocou o Fla pela seleção da África do Sul.
O apoio irrestrito da presidente Patrícia Amorim, entretanto, é um indício de que Luxa não terá problemas em superar a marca de Ney Franco, já na próxima segunda-feira, após o Fla-Flu. A primeira partida desta terceira passagem do treinador pelo clube aconteceu no dia 7 de outubro, com triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-GO. Foi o pontapé inicial da campanha de três vitórias, cinco empates e três derrotas, que impediu o rebaixamento para a Série B na penúltima rodada, graças a uma combinação de resultados.
Já em 2010, com liberdade para montar o elenco e trabalhar desde a pré-temporada, o início de temporada foi avassalador. Apesar de questionamentos sobre o desempenho em campo, Luxa, que apresentou estilo mais despojado no lugar do tradicional terno, viu o Flamengo ser campeão estadual invicto e se manter desta forma até a 26ª partida na temporada, quando caiu diante do Ceará, no Engenhão, pela Copa do Brasil. O revés acabou sendo decisivo para a primeira frustração, com a eliminação da competição nacional uma semana depois, em Fortaleza.
Empates, críticas e show na Vila Belmiro
Em 67 jogos, o Flamengo tem 32 vitórias, 26 empates e nove derrotas nos últimos 12 meses
A goleada de 4 a 0 sobre o Avaí na estreia no Brasileirão, com atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho, foi empolgante, mas veio seguida também de quatro empates consecutivos que trouxeram à tona questionamentos. Mantendo-se tranquilo, Vanderlei não se cansou de reafirmar a confiança em seu projeto a longo prazo e foi recompensado com uma boa fase que teve o ápice na vitória de virada por 5 a 4 sobre o Santos, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada. A esta altura, o Fla disputava palmo a palmo o topo da tabela com o Corinthians, até mais uma vez ser afetado por um período de altos e baixos.
Recordista de invencibilidade em um início de Brasileirão em pontos corridos, o Flamengo foi superado por 4 a 1 pelo Atlético-GO, em casa, pela 17ª rodada, na segunda partida de uma série de dez jogos sem vitórias que o derrubou da segunda para a sexta colocação. Era o pior momento de Luxa no retorno ao clube do coração. A tolerância de Patrícia Amorim misturava apoio e cobranças, e uma declaração deu o tom da situação para a partida contra o América-MG:
- É o período mais difícil do ano. Os resultados têm de acontecer. Fui atleta olímpica, de alto nível. Minha formação como dirigente também me ensinou que a sua sobrevivência no esporte é pautada em cima de resultados. Eu sei, os treinadores sabem, os jogadores sabem. É assim que funciona.
Cobrança feita, resultado conquistado. Os 2 a 1 diante dos torcedores, no Engenhão, foi a primeira vitória no campeonato sem Ronaldinho e levou paz ao time, que consolidou a volta por cima ao repetir o placar no Morumbi, no último domingo, sobre o São Paulo.
Para os jogadores, um ‘pai’
O momento de calmaria permite celebrações pelo aniversário do técnico no comando da equipe. Por parte dos jogadores, que foram recebidos por Luxa em sua casa para um churrasco na última semana, sobram elogios.
Thiago Neves, Ronaldinho e Luxemburgo no treino do Flamengo (Foto: Nina Lima / Vipcomm)Luxa entre Thiago Neves e R10, os dois principais jogadores destes 12 meses (Foto: Nina Lima / Vipcomm)
- Um dos motivos de eu ter vindo para o Flamengo foi para trabalhar com o Luxemburgo. É um treinador vencedor, que sempre busca os títulos, e sabia que alguma coisa iríamos conquistar. É marcante conviver com quem já treinou o Real Madrid, a Seleção Brasileira... – disse Thiago Neves.
Ele (Luxemburgo) é tranquilão, parceiro, amigo de todo mundo. Sempre procura ajudar em campo. É um paizão para todos"
Thiago Neves, meio-campo do Fla
O camisa 7 falou também sobre o estilo paternalista de Vanderlei nos 12 meses de Fla.
- Com vocês (jornalistas), ele é uma coisa, mas com os jogadores é tranquilão, parceiro, amigo de todo mundo. Sempre procura ajudar em campo. É um paizão para todos.
As palavras encontraram eco em Renato Abreu, que desejou vida longa ao comandante no clube.
- O Vanderlei é extremamente emotivo, passa isso durante os jogos. Apesar da imagem de ser durão e de cobrar bastante, que foi como ele conseguiu os objetivos na carreira, é um pai para nós. Sempre dá força para todos os jogadores. É o técnico que o Flamengo precisava. Ele conhece o clube, conhece a força e é flamenguista. Espero que ele fique mais um ano.
No que depender do contrato, o desejo de Renato será realizado. Vanderlei Luxemburgo tem compromisso assinado com o Flamengo até o fim de 2012. Mas como já avisou Patrícia Amorim: “Os resultados têm que acontecer”. Por enquanto, o momento é de celebrar o primeiro ano do projeto.

Thiago Neves avisa: 'Quero ficar no Flamengo'

Rio - O Flamengo já se mexe para garantir a compra em definitivo de Thiago Neves (o empresário do meia, Léo Rabello deve se reunir ainda esta semana com a diretoria). E o Rubro-Negro conta com um importante aliado para ficar com o jogador: o próprio Thiago Neves. Nesta terça-feira, o meia revelou a sua vontade.

"Quero ficar. Deixei bem claro para o Vanderlei e para a Patricia Amorim. Minha família está bem no Rio. Estou em casa no Flamengo, fui bem acolhido. Vou ficar muito feliz se o clube puder fazer uma força para me manter", disse Thiago Neves.

O Flamengo acertou a compra de 10% dos direitos econômicos de Thiago Neves e o empréstimo até o fim do ano. Para ficar com o meia em definitivo, o Fla precisa desembolsar 8 milhões de euros, cerca de R$ 19 milhões.

Em campo, Thiago Neves voltou a se destacar pelo Flamengo. Ele usou a cabeça e marcou nas duas últimas vitórias do Rubro-Negro. Contra o São Paulo, o meia deu, literalmente, o sangue pelo clube. Thiago Neves levou a pior em lance com Dagoberto e saiu com a canela esquerda sangrando.

"Se pega no meu joelho ia ser complicado, a dor na hora foi insuportável, por eu isso eu saí. Mas vai ser tranquilo para jogar no domingo (o Fla encara o Fluminense). Se precisar levar outra pancada e o Flamengo ganhar os três pontos está valendo", diz o meia.

Pelé não pode pagar mico no Mundial de Clubes

Luís Álvaro de Oliveira deu uma boa sacudida na administração do Santos. Marcou golaços com o título da Libertadores e ao segurar Neymar, pelo menos até a metade do ano que vem. Ou seja, tem desempenho acima do comum da cartolagem. Só que anda tão entusiasmado com a divulgação da marca de seu clube que corre o risco de extrapolar sem se dar conta.
Falo da cisma dele em inscrever Pelé como integrante do elenco que o Santos levará para o Japão, no fim do ano, no Mundial de Clubes. Luís Álvaro levantou a questão, um tempo atrás, e ela soou como uma bela homenagem. Ou brincadeira. Ou ambas as coisas. E ficou por isso mesmo. Não se falou mais no assunto.
E não é que ele voltou ao tema? Em entrevista à Rádio Globo, disse que até já convenceu Muricy Ramalho a aceitar o novo (epa!) reforço. O que mais me preocupa é que aparentemente falou sério. Quer o Rei do Futebol com a 10, no mesmo grupo de Neymar, Ganso, Elano e outros. Ah, sim, claro, no banco de reservas…
Calma lá, presidente! Pelé merece todos os elogios e rapapés que recebe há mais de cinco décadas. Ele foi extraordinário, o maior, inigualável, ídolo querido no mundo todo. Até na Argentina! Seu carisma resiste, mesmo em tempos de redes sociais que criam mitos a cada semana para esquecê-los na seguinte. Mas não precisa pagar esse mico.
Com 71 anos de idade, a serem festejados neste mês, Pelé deve fazer parte da delegação santista, como seu grande símbolo, o embaixador, o porta-estandarte, o talismã. Seja lá qual for a nomenclatura, ela vai lhe cair bem. Só não se pode profanar a 10 que ele consagrou. O bom velhinho jamais pode ser caricatura de si mesmo. Cada um tem seu tempo, mesmo o Rei da bola. O tempo de Pelé nos gramados foi glorioso e inigualável. Mas passou, pertence à História.
O Santos deve apostar em marketing, sem dúvida. Mas sem ser apelativo, ser virar o fio. A melhor publicidade que pode fazer é com a bola nos pés, com futebol à altura de sua tradição. E acreditar na possibilidade de chegar à final e ganhar do Barcelona. Ora, se o Santos de Pelé não era imbatível, por que seria diferente com o Barça de Messi?

Copa de 2014: depois do pacto, o diabo cobra a alma

Boa parte da torcida, e muito mais, vibraria como nunca se a presidenta Dilma Rousseff rodasse a baiana e mandasse um belo cacho de banana para a mamãe Fifa, com um singelo recadinho: porteira aberta, uma ova. Certamente iria subir ainda mais nas pesquisas, pois a soberania brasileira não seria pisoteada por um bando de chuteiras sanguessugas.

Estaria tudo muito bem, tudo muito bom, mas só até aparecer o local para se preencher o destino da encomenda. Aí o rumo do cacho de bananas, peça rara que nasce enforcada e morre degolada, teria de ser outro. Dividido por três.

Uma grande parte deveria ser encaminhada ao corintiano Luiz Inácio Lula da Silva, outra menor para o olímpico ministro Orlando Silva Jr. e uma terceira ao rei da bola e dono do Circo Brasileiro de Futebol, o carismático Ricardo Teixeira.

Um mergulho no túnel do tempo, na piscina do inferno, sem boia e pé-de-pato: em outubro de 2007, quando o Brasil venceu a difícil corrida do ‘eu sozinho’ pelo direito de organizar a grande festa da bola (dentro e fora dos gramados, literalmente), Lula escancarou as fronteiras do país.

Em nome de uma duvidosa alegria do povo, mas de absoluta felicidade de empreiteiros e gatos, Lula aceitou todas as exigências para realização da Copa de 2014 na ‘Suíça sul-americana’.

Agora, a mamãe Fifa está apenas cobrando a conta. A meia-entrada deve ir mesmo para o beleléu e a cerveja rolará à vontade nos estádios, além de uma tonelada de benesses.

Promessa é dívida. E com o diabo não se brinca. Ele cobra a alma.
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Gol da Fiel. O ‘bando de loucos’ está em festa. De acordo com pesquisa do Ibope, o Corinthians empatou o jogo da arquibancada com o Flamengo, Os dois times têm as maiores torcidas do Brasil, com 13% cada um. Na sequência, São Paulo (8%), Palmeiras (6%) e Cruzeiro (4%). Os corintianos estão mais concentrados em São Paulo (84%), enquanto o Flamengo ainda possui maior abrangência nacional. A enquete foi feita entre abril e julho, nas 12 maiores regiões metropolitanas do país. Foram ouvidas nove mil pessoas acima de 10 anos. A abrangência representa 50 milhões de pessoas.

Sugismundo Freud. A amarelinha desbotada até que não é feia. Só incomoda mesmo quem a vê.

Bate coração. Se o imperador Adriano entrar em campo e matar o Dragão goiano, a Fiel terá a obrigação de chamar para a roda de bamba a modelo Luana Kisner. A moça assumiu o papel de maria-chuteira e vem cuidando, dia sim e outro também, do atacante. Dá palpite até no menu – Adriano nunca degustou tanto frango. O casal vive às mil maravilhas. Só há uma pequena rusga quando o imperador quer assistir o ‘reality show’ A Fazenda.

Twitface. A união em prol de um periquito mais saudável é merecedora de crédito. Só dois jogadores pintaram na inauguração da Clínica São Marcos.

No bico do corvo. Empolgado com os incansáveis aplausos ao ‘professor’ Adilson ‘Pardal’ Batista na derrota para o Flamengo, o são-paulino Thiago Mantovani lembrou coincidências que somente o filósofo João Grandão conseguiria explicar. Em 10 de outubro de 2010, Adílson deixou o Corinthians depois de cinco jogos sem vitória. Naquele dia, perdeu por 4 a 3 do Atlético/GO, no Pacaembu. O time ocupava a terceira colocação, cinco pontos atrás do líder. No dia 12 de outubro, o São Paulo também poderá somar cinco jogos sem vencer. Nesta quarta, pega o Cruzeiro e, no domingo, o Internacional – também em casa. Hoje, o Tricolor é o terceiro, quatro pontos atrás do líder.

Tiro curto. O Fla-Flu promete ser de arrepiar. Apenas os coadjuvantes Ronaldinho e Fred estão fora.

Tijolinho. O contrato entre o Internacional e a Andrade Gutierrez para colocar o Beira Rio na rota da Copa virou prato cheio nas redes sociais. Algumas pérolas: ‘É mais fácil o Corinthians ser prejudicado pela arbitragem do que o Inter assinar com a AG’; ‘Stevie Wonder afirma que já viu assinado o contrato do Inter com AG’; ‘É mais simples matar o Jason do que a AG construir o Beira Rio’; ‘É mais fácil o Sarney largar o osso que o Inter se acertar com a AG’. Desce o pano.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Acredite. O serviço de guarda-bagagem no aeroporto internacional de Recife é controlado por uma... pipoqueira! A apenas dois anos da Copa, o serviço arretado é indicado pela própria Infraero no balcão de informações.” Fala sério!

Você sabia que... um casal não se intimidou com o público de mais de 30 mil pessoas e foi flagrado fazendo sexo no jogo Bayern de Munique x Hoffenheim, pela Bundesliga?

Bola de ouro. Hélio dos Anjos. Virou um demônio no comando do Dragão goiano.

Bola de latão. Taça das Bolinhas. Quando todo mundo pensa que já foi derretida, ela ressurge. Agora, a Justiça mandou o Tricolor devolvê-la à Caixa. Vitória do Flamengo, a segunda em menos de 48 horas sobre o freguês.

Bola de lixo. Conmebol. A prestativa confederação atendeu pedido da plim-plim, mudou o horário de Aurora x Vasco, das 19h15 para 21h50, e não avisou o time carioca. Desculpe a nossa falha.

Bola sete. “Os médicos me proibiram de beber, fumar e jogar basquete. Só me restou o sexo como prazer” (do ex-pivô Sabonis, 46 anos, que se recupera de um infarto – reclama de barriga cheia).

Dúvida pertinente. O que é pior: inspeção veicular ou ver o Palmeiras?

Estadão: Interlocutores garantem que Felipão negocia ida ao São Paulo em 2012

O técnico Luiz Felipe Scolari pode ter cansado do clima sempre conturbado e de pressão existente no Palmeiras e, segundo os próprios interlocutores do treinador, está negociando sua transferência para comandar o arquirrival São Paulo a partir de 2012.

A informação é da jornalista Sonia Racy em sua coluna Direto da Fonte, publicada na edição desta quarta-feira no jornal "O Estado de S. Paulo". Segundo fontes ouvidas por ela, Felipão já teria até assinado um pré-contrato com o clube do Morumbi.

O espaço dá conta ainda que tanto no São Paulo quanto no Palmeiras ninguém quer ouvir falar sobre o assunto. Há alguns dias, a coluna De Prima, do diário "Lance!", afirmara que o treinador não escondia de ninguém seu desejo de voltar à seleção brasileira, especulação que sua assessoria negou ao ESPN.com.br. 

Dadas as situações atuais de São Paulo e Palmeiras, não seria impossível imaginar uma troca de comando em ambos para o próximo ano. No clube tricolor, Adilson Batista já chegou sob desconfiança da torcida e é frequentemente chamado de burro, enquanto que no alviverde Felipão é muito questionado internamente pelo alto salário que recebe e está sempre envolto a polêmicas com parte da direção.

Felipão estaria negociando para deixar o Palmeiras e assumir o São Paulo em 2012
Felipão estaria negociando para deixar o Palmeiras e assumir o São Paulo em 2012
Crédito da imagem: Agência Estado

Criciúma vence ABC, vai ao oitavo lugar e mantém sonho do acesso

O Criciúma venceu o ABC-RN por 3 a 1 na noite desta terça-feira e chegou ao oitavo lugar na tabela da Série B. O resultado deixou o time catarinense com 41 pontos, contra 36 do rival desta terça-feira, que figura na 14ª posição. Fábio Santana abriu o placar para os donos da casa no final do primeiro tempo; Doriva ampliou no segundo, Pio empatou de falta e Schwenck fechou o placar batendo pênalti.

O próximo compromisso dos comandados do técnico Márcio Goiano será contra o Goiás. Já a equipe potiguar buscará a reabilitação diante do Guarani, no Estádio Frasqueirão.

O jogo
Embalado pela vitória na rodada passada (3 a 0 sobre o Sport), o ABC-RN ignorou o fator da casa e pressionou o Criciúma no começo. Mas, apesar da postura ofensiva dos visitantes, foram os anfitriões que criaram as primeiras chances agudas.

Aos 15 minutos, Roni levantou na área e Hennik cabeceou com perigo. Dois minutos depois, Dirley escorou de cabeça e Schwenck quase concluiu de bicicleta.

A primeira oportunidade do Alvinegro ocorreu na marca dos 30. Pio tentou tabelar com Eliandro, porém a zaga afastou de forma providencial. Como a pontaria dos atacantes não estava muito calibrada, as redes foram balançadas por conta de um erro.

Em uma jogada rápida pela direita, Fábio Santana cruzou rasteiro e o zagueiro Leonardo, tentando cortar, mandou para seu próprio gol: 1 a 0 Criciúma.

O ABC-RN esboçou uma reação na segunda etapa, mas, logo aos oito minutos, o Criciúma armou um contra-ataque rápido e a bola sobrou para Doriva mandar para o fundo do gol.

Contudo, quando a situação parecia estar ruim, Pio acertou uma pancada de falta, estufou as redes adversárias e recolocou os potiguares no confronto. Mas não por muito tempo. Aos 26 minutos, Schwenck converteu penalidade e fechou a conta: 3 a 1 Criciúma.

FICHA TÉCNICA:
CRICIÚMA 3 X 1 ABC-RN

Local: Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)
Data: 4 de outubro de 2011
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)
Auxiliares: Michael Correia (RJ) e José Eduardo Calza (RS)
Cartões amarelos: Nirley (Criciúma); Ricardo Oliveira, Jerson e Rômulo (ABC-RN)

GOLS:
CRICIÚMA:
Fábio Santana, aos 43 minutos do primeiro tempo; Doriva, aos 19 minutos do segundo tempo; e Schwenck, aos 26 minutos do segundo tempo
ABC-RN: Pio, aos 19 minutos do segundo tempo

CRICIÚMA: Andrey; Fábio Santana, Rogélio, Nirley, João Victor; Henik, Jackson, Doriva, Guilherme; Roni (Adeílson) e Schwenck (Nilson)
Técnico: Márcio Goiano

ABC-RN: Camilo; Pio, Irineu (Thiago Garça), Leonardo, Renatinho Carioca; Rômulo (Esdras), Ricardo Oliveira, Jerson, Cascata; Eliandro (Ederson) e Leandrão
Técnico: Leandro Campos

São Caetano vence fora e Sport perde a terceira seguida

O São Caetano venceu fora de casa o Sport por 3 a 1 nesta terça-feira em partida válida pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O time paulista foi aos 33 pontos. Já o clube rubro-negro ficou com 43 pontos.

Os gols do São Caetano foram marcados por Artur, duas vezes, aos 32 e aos 34 minutos do primeiro tempo, e Nunes, aos 12 minutos da etapa final. O Sport descontou com Bruno Mineiro, aos oito minutos do segundo tempo.

Na próxima rodada, o Sport visita a Ponte Preta, enquanto o São Caetano recebe o Vila Nova.

O jogo

O primeiro tempo do confronto foi muito equilibrado, com as duas equipes dividindo as ações. Logo aos cinco minutos, passado o tempo dos adversários "se estudarem", o São Caetano tomou a iniciativa e viu Antônio Flávio cruzar uma bola na área para ninguém ir atrás.

Aos 12 minutos, na primeira oportunidade que teve, o Sport empolgou o torcedor que havia comparecido à Ilha do Retiro e acertou uma bola na trave. Em cobrança de falta próxima da entrada da área, Marcelinho Paraíba fez o goleiro Luiz arregalar os olhos.

A partir dos 20 minutos da primeira etapa, o São Caetano resolveu esquecer a pressão do torcedor do Sport e reverter a posse de bola em efetividade, atendendo aos pedidos do técnico Márcio Araújo, que gritava desesperado na beira do gramado ciente de que o time poderia agredir mais.

Depois de tentar pelo meio, sem sucesso, o Azulão encaixou uma jogada lateral que resultou em escanteio. Na batida de Souza, Magrão ficou olhando a bola cruzar a pequena área e chegar na cabeça de Artur, que só teve o trabalho de empurrar para as redes e abrir o placar.

Sem o Sport ter tido tempo para assimilar o revés, a vantagem foi aumentada dois minutos depois, aos 34. O mesmo Artur encontrou liberdade para invadir a área e bater por cima do goleiro Magrão, que se reduziu a criticar a zaga rubro-negra.

Enquanto o São Caetano buscava trocar passes na intermediária, o Sport ainda teve audácia para atacar, aos 37 e aos 46, mas novamente sem sorte. No segundo tempo, acompanhando o ritmo da torcida, que decidiu dar apoio em busca da reação, o Sport melhorou seu rendimento.

Tanto que, logo aos nove minutos, após lançamento de Marcelinho Paraíba, Tobi subiu mais alto para cabecear, mas acertou a trave. No rebote, Bruno Mineiro, em posição ilegal, bateu para o gol e encheu de esperança o torcedor do Leão.

Essa esperança seria sepultada aos 16 minutos, quando Souza bateu escanteio pela esquerda e Magrão socou a bola. Na sequência do lance, Ailton bateu e Nunes, no meio da área, desviou para fazer o terceiro do time paulista contra o Sport.

Não foi por falta de esforço que o Sport não conseguiu diminuir o placar. Bruno Mineiro e Marcelinho Paraíba tentaram, acertaram bola na trave, mas mesmo assim acabaram derrotados dentro da Ilha do Retiro.

Guarani vira contra o Náutico e se afasta da zona de rebaixamento

O Guarani venceu o Náutico por 3 a 1, nesta terça-feira, e deu um passo importante para se afastar do rebaixamento na Série B do Brasileiro. A equipe campineira saiu atrás, mas virou graças a dois gols de Marcelo Macedo e a um de Fred.

Com o resultado, o Guarani chegou a 37 pontos, abrindo quatro de vantagem para a zona de degola da competição. O Náutico continuou com 48 pontos e perdeu o terceiro lugar para o Americana.

O jogo


O duelo entre os opostos começou muito aberto no Brinco de Ouro. Se por um lado João Paulo, lateral do Guarani, já cruzou uma bola na área adversária no primeiro minuto, o Timbu fez o mesmo aos seis, quando Jeff Silva lançou e o zagueiro Ewerthon Páscoa fez o corte.

Eduardo Ramos, que foi absolvido pelo STJD na última segunda-feira, foi o primeiro a fazer o torcedor bugrino levantar das cadeiras. Aos sete minutos, o camisa 10 dominou a bola na intermediária e foi carregando até a área adversária. No chute cruzado, a bola saiu pela linha de fundo.

A partir dos dez minutos, o Náutico começou a mostrar que não veio para Campinas a passeio. Na primeira oportunidade, Rogério dominou com categoria e foi para cima do zagueiro Aílson, que não conseguiu alcançar. A batida, entretanto, foi sem direção. Os visitantes se mantiveram na pressão, mas perderam outras boas oportunidades aos 29 e aos 32, ambas com Rogério.

Apesar do único lance de intensidade do Bugre ter saído pela esquerda, com João Paulo, foi justamente desse lado que Derley cruzou rasteiro e viu Kieza receber na área, se antecipando à marcação, para abrir o placar a favor do Náutico.

Para a segunda etapa, o Guarani voltou mais ofensivo, com Fabinho no lugar de Dadá e um 4-3-3 que prometia, de acordo com o técnico Giba. Promessa é dívida. A jogada do Bugre na segunda etapa foram as enfiadas para Fabinho que usava a velocidade para abrir o jogo e facilitar a infiltração dos companheiros que vinham de trás.

Entretanto, nenhum dos dois gols que o Guarani marcaria em sequência seriam dessa forma. O primeiro, aos dez, ocorreu após cobrança de escanteio, quando a bola viajou e chegou aos pés de Marcelo Macedo, que não perdoou e soltou uma pancada para o fundo das redes.

Menos de dez minutos depois, em outro cruzamento na área, Denílson furou, mas Marcelo Macedo, o novo matador bugrino, bateu forte e aumentou a vantagem, virando o placar para o Guarani.

Os anfitriões seguraram a pressão exercida pelo Náutico com lances ousados de Eduardo Ramos para manterem a posse de bola e, aos 29, ampliar o placar e sacramentar mais um resultado positivo que confirma a reação do time na Série B. Após insinuante drible de Denílson, que cruzou rasteiro na área, Felipe apareceu para marcar o terceiro.

Depois dos três gols, naturalmente, o Guarani diminuiu o ritmo. O Náutico, sem reação, só assistiu as tentativas de Aílson e Fabinho nos últimos minutos. Sem força, sucumbiu à derrota fora de casa.

FICHA TÉCNICA:
GUARANI 3 X 1 NÁUTICO

Local: estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Data: 4 de outubro de 2011 (terça-feira)
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Marçal Rodrigues Mendes (RJ)
Cartões amarelos: Éwerthon Páscoa (Guarani) e Jeff Silva (Náutico)
GOLS: Guarani - Marcelo Macedo, aos 10 e aos 16 do segundo tempo, e Felipe, aos 29 do segundo tempo ; Náutico - Kieza, aos 36 do primeiro tempo.

GUARANI: Emerson; Chiquinho (Ari), Éwerthon Páscoa, Aílson e João Paulo; Leandro Carvalho, Mika, Dadá (Fabinho) e Felipe; Marcelo Macedo e Denílson (Felipe Adão)
Técnico: Giba

NÁUTICO: Gideão; Peter, Diego Bispo, Ronaldo Alves e Jeff Silva; Everton, Elicarlos, Derley e Eduardo Ramos (Joelson); Rogério (Alexandro) e Kieza
Técnico: Waldemar Lemos
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Goiás bate a vice-líder Ponte, encerra jejum e escapa de zona de degola

O Goiás quebrou um tabu de oito jogos, nesta terça-feira, e venceu a Ponte Preta por 2 a 1, no Serra Dourada, pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Foi a primeira vitória do clube goiano desde 23 de agosto, quando a equipe do Centro-Oeste vencera outro time campineiro, o Guarani, por 3 a 0.

Com o resultado, o Goiás chega a 33 pontos e mantém a 16ª colocação, empatado em pontos com o São Caetano, primeiro clube na zona de rebaixamento. A Ponte Preta, por sua vez, continua com 49 pontos, na vice-liderança, mas cada vez mais longe da líder Portuguesa, que soma 57.

Na próxima rodada, os goianos seguem dentro de seus domínios, onde recebem o Criciúma, enquanto os campineiros retornam para o Moisés Lucarelli e lá duelam com o Sport Recife.

O Jogo

A partida não teve um grande ritmo no primeiro tempo, com os dois times aparentando um pouco de preguiça para tentar se livrar dos sistemas defensivos do adversário. Os lances de perigo foram escassos, atrapalhados pelo grande número de poças d'água que se formaram com a chuva de Goiânia.

A primeira boa oportunidade, no entanto, já fez com que os anfitriões anotassem. Após belo lançamento da defesa, Felipe Amorim dominou com categoria, ganhou do zagueiro e, de canhota, bateu no canto oposto, marcando um belo gol e tirando o zero do placar.

No restante da primeira parte do duelo, apenas passes errados e uma série de tentativas frustadas pelo campo pesado, em uma jornada que dava sono aos presentes no Serra Dourada. Aos 40 minutos, no entanto, a saída do experiente goleiro Harlei, por lesão, acendeu um sinal de alerta nos aficionados.

E esta preocupação foi confirmada logo aos quatro minutos da etapa final. Após falta cometida na lateral da área, o goleiro Pedro Henrique não conseguiu segurar chute despretensioso de João Paulo Silva, atrapalhado pelo grande número de jogadores à sua frente, e acabou tomando o gol de empate.

Desesperado por estar entrando na zona de rebaixamento da competição, o time da casa passou a pressionar incessantemente a Macaca, que não mostrava muitos artifícios para sair do sufoco adversário. Hugo, em duas oportunidades, girou em cima da defesa rival, mas acabou mandando para fora na hora do chute.

Aos 36 minutos, no entanto, veio a redenção para os esmeraldinos. Após falta sofrida por Felipe Amorim na entrada da área, Douglas bateu com perfeição, no ângulo direito do gol defendido por Julio César, e selou o sofrido triunfo.

Portuguesa bate o ASA, abre oito pontos na ponta e fica cada vez mais perto da Série A

A Portuguesa deu mais um passo muito importante para voltar à elite do Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira, a equipe superou o ASA pelo placar de 2 a 0, no Canindé, pela 28ª rodada da Série B. Os gols da Lusa foram marcados por Henrique e Rogério.

Com a vitória, o time do técnico Jorginho dispara na liderança, agora com 57 pontos. A vice-líder Ponte Preta, que perdeu para o Goiás, estaciona com 49 pontos. Já o ASA segue com 37 pontos, em posição intermediária.

Na próxima rodada, a 29ª, a Lusa jogará fora de casa contra o Salgueiro. O ASA-AL também atuará longe dos seus domínios, contra o Paraná.

O jogo
O primeiro tempo foi marcado por um duelo particular entre o atacante Ananias, da Portuguesa, e o goleiro Gilson, do ASA. Como bom mandante, o time do Canindé adotou postura ofensiva e, quase sempre pelo lado direito, criou diversos lances de perigo.

O embate começou aos 13 minutos, quando Henrique cruzou da direita para Ananias cabecear e exigir linda defesa do arqueiro rival. Aos 22, quase um replay: cruzamento da direita, nova cabeçada de Ananias e outra defesa importante de Gilson.
Portuguesa bateu o ASA por 2 a 0 nesta terça-feira
Portuguesa bateu o ASA por 2 a 0 nesta terça-feira
Crédito da imagem: Agência Estado
Destaque da Lusa, Ananias não se deu por satisfeito com as jogadas aéreas. Saiu para buscar jogo e, aos 25 minutos, levou perigo após receber de Edno em uma das poucas subidas rubro-verdes pela esquerda. Com 40, Ananias arriscou-se como garçom, mas viu Henrique parar em mais uma ótima intervenção de Gilson.

A muralha alvinegra parecia sólida, mas não durou muito mais que dois minutos na etapa complementar. Em outra investida pela direita, Luís Ricardo deu ótimo passe para Henrique tocar na saída do goleiro, que dessa vez não teve como reagir.

O gol não fez bem à Lusa. Se antes dominava o jogo, a equipe passou a correr riscos depois que ficou em vantagem. Aos seis minutos, por exemplo, o lateral Matuto cruzou na área para Toninho, que cabeceou e exigiu boa defesa de Weverton. Aos 17, Matuto levantou mais uma e Reinaldo Alagoano, em nova jogada pelo alto, testou para fora.

O sufoco acabaria aos 27 minutos. Marco Antonio cobrou falta da esquerda, a bola desviou na zaga e sobrou para Rogério completar sozinho na pequena área. Os jogadores do ASA reclamaram de impedimento, mas sem razão.

O segundo gol dos anfitriões esfriou o time alagoano. Ao contrário do que aconteceu após a abertura do placar, a equipe alvinegra pouco se aventurou no ataque e sequer teve oportunidades para diminuir a desvantagem. Enquanto isso, a torcida da Lusa festejava e aplaudia os jogadores substituídos, principalmente o capitão Marco Antonio, que deu lugar a Cleiton aos 34 minutos.

Deco ocupa vaga de Lanzini e pode voltar ao time titular no Fla-Flu

Depois de duas partidas saindo do banco de reservas, o meio Deco pode voltar ao time titular do Fluminense neste sábado, quando o time carioca enfrenta o Flamengo no clássico disputado no Engenhão. O experiente jogador treinou na equipe titular nesta terça-feira no lugar do jovem argentino Lanzini.

Diego Cavalieri, com dores na costela, Leandro Euzébio e Martinuccio, esses preservados por dores musculares, motivaram outras mudanças nos onze do time principal, como a entrada de Elivélton na zaga e Rafael Sóbis no ataque. Assim, além do revezamento dos goleiros reservas, o time treinou com Mariano, Elivélton, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Deco; Rafael Sóbis e Rafael Moura.

O Fluminense tem 44 pontos na quinta posição do Campeonato Brasileiro e disputa, no mínimo, uma vaga na Libertadores do ano que vem. O Flamengo, adversário do final de semana, tem o mesmo número de pontos, mas é o sexto pelos critérios de desempate. Com a seleção, Fred, pelo lado do Flu, e Ronaldinho, pelo Fla, estão fora do clássico do Engenhão.

VÍDEO: Caio diz que Botafogo mira título brasileiro e afirma: 'vamos calar a boca de muita gente'

O atacante do clube carioca participou da segunda edição do programa Bate Bola, dos canais ESPN, e comentou sobre a boa campanha do Botafogo no campeonato nacional de 2011. Para Caio, o time mira o título e pretende contrariar a imprensa que, segundo o jogador, não vê o clube de Caio Jr. com chances de título

“A gente fica um pouco triste porque gostamos de acompanhar vários canais e vemos que estamos em cima, disputando, e muitas vezes a gente não ouve o nome do botafogo. Falam de times que estão abaixo da gente na tabela e não da gente. Acho que calar a boca de muita gente”, disse o atacante.



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Dorival mantém dúvidas na escalação do Inter para enfrentar líder Vasco

O primeiro dia de treinos da semana, no Beira-Rio, não foi suficiente para dar pistas da escalação do Inter para enfrentar o Vasco, no domingo. Há dúvidas na defesa e no meio-campo. A partir dos trabalhos de quarta-feira uma definição sobre a formação começará a ganhar forma.

"Vai acontecer de maneira natural. Ainda não há definição. A partir de amanhã começaremos a definir a equipe. Buscamos ter a equipe forte em campo para a recuperação. Os pontos que perdemos, eles não voltam. Tudo é questão de tempo. Não há muito o que esconder", comentou o técnico Dorival Júnior.
Na defesa a disputa por uma vaga é entre o experiente Bolívar e Rodrigo Moledo. O primeiro voltou ao time após uma auto-exclusão de seis jogos na derrota por 2 a 0 para o Atlético-PR e pode seguir na equipe.

No meio-campo, Elton está recuperado das dores que o afastaram da partida fim do semana, mas não tem retorno assegurado. Se ficar no banco de reservas, Bolatti seguirá entre os titulares. Andrezinho, após cumprir suspensão, volta ao setor. A principal dúvida é substituto de Oscar, que defende a seleção brasileira.

Em fase final de recuperação de cirurgia para a retirada de uma hérnia inguinal, Zé Roberto era o principal candidato para ser escalado. Sua recuperação, entretanto, está m pouco mais lenta do que o esperado.
"Ele ainda esta com limitações. Percebemos isso nitidamente. A não ser que tenha alteração brusca, não correremos esse risco. Até esse momento ele dificilmente estará em campo desde o início", explicou o treinador.

Com a fraca atuação de Ricardo Goulart contra o Furacão, o jovem João Paulo passa a ser o mais cotado para substituir Oscar. Seu principal concorrente é Ilsinho, recuperado de lesão muscular.

VÍDEO: Ex-Flu e com rival dentro de casa, Thiago Neves diz: 'No Fla as coisas são maiores'

Sem Ronaldinho Gaúcho e Fred, na seleção brasileira, Thiago Neves é um dos grandes personagens do Fla-Flu do próximo domingo. Hoje jogador rubro-negro, o meio campista já fez a alegria dos torcedores rivais durante passagem pelo Fluminense e até hoje tem presença tricolor dentro de sua casa.

A esposa do jogador, que gerou polêmica com declarações pela internet na época da transferência de Neves para a Gávea, é Fluminense fanática. “É impossível ela trocar - de time. Já queria apostar. Falei para ela ficar quieta no canto dela”, brincou o meia.

Com a autoridade de quem já esteve dos dois lados do clássico, Thiago Neves garante que no seu atual time tudo tem proporcões maiores.

“No Flamengo as coisas são maiores. A cobrança é maior quando se ganha ou perde. Não é que seja maior ou algo assim. É uma diferença que não sei explicar. Só estando aqui para saber como que é. E com a torcida, não há comparação no mundo. Tive uma história bonita no Fluminense e também quero escrever a minha aqui.”



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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brasileiro série B


20h30 Duque de Caxias 0x0 Paraná Clube
20h30 Salgueiro 0x1 Boa
20h30 Americana 1x1 Bragantino
20h30 Icasa 1x0 Vila Nova-GO
20h30 Vitória 1x2 Grêmio Barueri
20h30 Guarani 3x1 Náutico
20h30 Criciúma 3x1 ABC
20h30 Goiás 2x1 Ponte Preta
20h30 Sport 1x3 São Caetano
20h30 Portuguesa 2x0 ASA

Costa Rica: "tão longe de Deus, tão perto dos EUA"

Já se vão uns três, quatro anos. Estava nos Estados Unidos para uma reportagem sobre a máfia das apostas no esporte. O nome Costa Rica aparecia em todas as conversas. Michael Franzese, o poderoso chefão da Cosa Nostra em Nova Iorque nos anos 80, o príncipe de Long Island, foi taxativo no bate-papo pós-entrevista, numa cidade pequena escolhida por ele: “se quiser entender mesmo como funciona a máfia das apostas, dá um pulo aqui pertinho, na Costa Rica. É lá que está toda a operação dos Sporbooks que manejam as apostas”.

Dica dada, restava aquela velha queda de braço com editores para convencê-los de que a escala e a despesa valia a pena. Autorização dada, chegava a hora de realizar uma antiga vontade: Costa Rica.
Na cabeça, os versos de Milton Nascimento exaltando o país quase ingênuo, o coração civil. Algo que se desfez rapidamente correndo os subterrâneos do pequeno país, saindo um pouco daquela rota turística que sempre encobre as mazelas de um lugar.

Máfia, turismo sexual, estado corrompido pelos mafiosos estabelecidos no país, meninas menores de idade se adequando aos padrões estéticos americanos de beleza para vender seus corpos aos turistas, assassinatos, imprensa pressionada pela máfia é o quadro que se encontra ao se tirar um pouco a primeira camada de tinta. Na volta, além do documentário sobre a máfia das apostas, escrevi para um site de reportagens especiais do qual participava com alguns bons amigos que queriam um espaço para fazer tudo o que não cabia no trabalho do dia a dia das redações. Segue o relato dessa Costa Rica, adversário do Brasil na próxima sexta, que lamentavelmente vai se transformando na Tailândia da América. Dito pelos próprios nativos, vítimas do drama de estarem a duas horas e pouco de Houston, Texas.


A GEOGRAFIA DA GLOBALIZAÇÃO: COMO A TAILÂNDIA FOI PARA NA AMÉRICA CENTRAL


Aeroporto Intercontinental George Bush, Houston, Estados Unidos. A fila formada no portão que indica o avião para São José, na Costa Rica chama atenção. Há muito mais coisa no ar do que os óbvios aviões de carreira, que afinal, deveriam estar mesmo por ali. Pelo menos 80% dos que aguardam o embarque são homens. Para lá de cinqüentões, o que elimina a possível explicação de tamanho desequilíbrio entre os sexos pelo embarque de um time de futebol, basquete ou beisebol. Os vovôs texanos são barulhentos, qual meninos em excursão colegial. Um mistério para um desavisado que certamente não imaginaria a companhia de duzentos cowboys à caráter, botas e chapéus pelos ares. Mas que logo será desfeito.

A viagem é rápida, céu de brigadeiro para alegria dos Johns Waynes cada vez mais agitados. Menos de três horas depois, a aeronave taxia na pista do Aeroporto Juan Santamaria. Pelos comentários captados pelo ouvido curioso, muitos ali repetem a viagem todo mês, transformando o trecho numa rotineira ponte aérea Texas-São José. Ida e volta por menos de duzentos dólares, menos de três horas, um país com níveis de segurança melhores do que os vizinhos...

Na fila da imigração, é possível perceber a ansiedade maior do senhor das bochechas vermelhas. Como um adolescente em seu primeiro passeio, pergunta tudo a um dos veteranos da excursão. Doze dólares o táxi entre o distante aeroporto, situado em Alajuela, cidade-dormitório de São José e o hotel no centro da capital? A risada irrompe o salão, frio e monótono como convém a toda alfândega. Segue o questionário de preços. Jantar com bom filé e cerveja? Tome risada. Táxi para a praia mais próxima da capital? Mais risos. E eis que o mistério que havia começado ainda no aeroporto americano começa a se desfazer, antes mesmo de se cruzar o portão. A pergunta vem nos mesmo tom que viera a do táxi, a do filé e a da cerveja. “E as meninas, quanto custam”?, dispara, um segundo antes da mais estrepitosa risada. A animação ao saber que existe uma margem de negociação para os 100 dólares que serão pedidos inicialmente, indica mais um novo usuário da tal ponte aérea. Tudo isso com direito a juras de amor, e emoções há muito não vividas no fastidioso rancho texano onde a maior adrenalina é saber a cotação diária do amendoim. Já não há mais dúvidas sobre a razão da predominância masculina entre os que tomaram o avião.

Ainda que a paisagem natural e a hospitalidade da gente tica, como são chamados os que nascem na Costa Rica, confirmem a áurea de charme que cerca o pequeno país centro-americano, espremido entre a Nicarágua e o Panamá, e os índices de desenvolvimento humano conservem o país em um honroso 47° lugar entre as nações, feito bem razoável para quem está abaixo do Rio Grande, o olhar atento para a paisagem humana acaba por concluir que aqueles tempos em que Milton Nascimento cantava “Quero a utopia...a felicidade nos olhos de um pai...São José da Costa Rica, coração civil...” são versos de um tempo que vai ficando para trás.

As páginas do diário abertas na banca da capital trazem o triste diagnóstico da nova era, estampando em letras garrafais o apelido que começaram a carregar no início dos anos 90: “Costa Rica, Tailândia del patio trasero de los Estados Unidos”. Um veredito duro e cortante como o que se vai encontrando nas esquinas.

Se duas décadas transformaram a antiga referência de utopia do poeta mineiro em uma Nova Tailândia, a meca asiática do turismo sexual, é fácil entender que o mercado se adequou a demanda e ao gosto do freguês, no caso aqueles John Waynes que lotavam o vôo entre Houston e São José, agora multiplicados por milhares, soltos pelas ruas a repetir as gargalhadas com os preços.

A tal adequação do mercado, obedecendo a elementar lei da oferta que se esforça para satisfazer a procura, responde por uma chocante constatação, uma quase peça de ficção, uma pintura surreal, que talvez nem o mais brilhante autor do gênero imaginasse: para as dezenas de meninas empurradas para a prostituição por uma demanda que chega aos borbotões na ponte aérea entre o primeiro e o terceiro mundo, tão primordial quanto comer e respirar, é ostentar um par de seios turbinados por enormes bolas de silicone. Uma questão de mercado, cruel como quase todas são. No lugar dos antigos sonhos de menina, as ainda meninas idealizam os seios/sonhos de consumo que irão permitir negociar as horas de prazer combinadas com homens que poderiam chamar de avô, mas que a vida fez com que chamassem por adjetivos tão verdadeiros quanto os seios que ostentam.

“Antes de ter dinheiro para a operação, passava as noites no cassino dos hotéis encostada nas máquinas de caça-níquel, sobrando. Agora, toda noite arrumo um americano”, conta a menina que garante ter 19 anos, embora aparente 16. Por 2.500 dólares, repetiu o que as suas colegas de trabalho já haviam feito: próteses imensas, seios no padrão americano, contrariando uma preferência local familiar a ouvidos brasileiros: costarriquenhos admiram as mulheres mais indo do que vindo. Mas desde que a Nova Tailândia virou a Disney sexual dos texanos, elas passaram a se preocupar mais com o vindo.

O epicentro desta agitação é Parque Morazán, uma área que concentra bares, hotéis e cassinos, e o olho do furacão é o Hotel Del Rey, onde mais de 100 meninas circulam entre as famosas máquinas “tragamonedas”, roletas e mesas verdes onde rolam os dados. É possível que entre as 100 alguma não esteja adequada as exigências americanas de seios GGG, mas não foi encontrada. Pode parecer um número surreal, um disparate, mas a realidade que vai mudando a paisagem da Costa Rica é ainda mais surreal.

Para enfrentar a concorrência cada dia mais forte, as meninas de um tempo para cá passaram a aceitar um capricho dos gringos que, garantem, há pouco tempo não aceitavam. “Agora eles querem fazer o programa e nos filmar nuas, em poses eróticas. Antes não aceitávamos, até porque todas sabem que isso pode até acabar vendido no país deles, ou na internet. Mas algumas aceitaram, vai se fazer o que, quem não aceita perde o cliente”, conta Rita, uma morena de 26 anos que a noite envelheceu mais do que os anos biológicos, embora o peito pareça do último verão.

A concorrência não é só entre as ticas que aceitam filmagem e as que não aceitam. De uns tempos para cá, a notícia da Nova Tailândia cruzou as fronteiras. Mulheres de outros países centro-americanos, da América do Sul e dos caribenhos República Dominicana e Haiti já podem ser encontradas se prostituindo em São José. Organizações Não Governamentais como a “Paniamor” e a sueca “Save the Children” denunciam o tráfico de meninos e meninas de até 12 anos de outros países terceiro-mundistas para a Costa Rica com a finalidade de se tornarem escravos sexuais, atendendo ao mercado desses turistas.
A chegada de concorrência exógena incomoda e acirra o clima das pistas em alguns momentos. Mas o porvir pode ser ainda pior, e as prostitutas já se organizam para frear uma concorrência que consideram desleal: temem que o Tratado de Livre Comércio (TLC) em andamento com os Estados Unidos, traga inclusive americanas para disputar americanos. Na dúvida, ainda que pareça improvável, criaram a Frente de Meretrices Contra el TLC, juntando assim suas vozes pela campanha do “NO”, que organiza manifestações contrárias no país.

Enquanto isso, americanos seguem desembarcando em hordas diariamente. Ainda que a página da embaixada americana na Costa Rica (http://sanjose.usembassy.gov) liste 28 dicas de proteção que seus cidadão devem tomar no país e as 7 modalidades mais comuns de golpes aplicados por criminosos locais.
Sem mencionar entretanto, a chegada recente de americanos cujas atividades vão além daqueles que buscam o turismo sexual.

Alguns comprovadamente envolvidos com a máfia, que se instalaram na Costa Rica driblando a possibilidade da indústria das apostas no esporte pela internet, conhecida como sportbooks funcionar nos Estados Unidos, e hoje movimentam estimados 100 milhões de dólares anualmente. Membros das Famílias Bonnano, Luchese e Gambino, da Cosa Nostra, promovendo transferência irregular de dinheiro e financiamento de campanhas políticas, já comprovadas pelo próprio governo costa-riquenho, são outra ponta dos novos visitantes.

Fatos que levam qualquer visitante fora de um desses grupos, a atualizar mais uma vez as conhecidas palavras do mexicano Porfírio Dias, proferidas em um longínquo 1911 sobre seu país: “Coitado do México. Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos”. No decorrer do século que se seguiu, o adágio passou a ser usado tendo Cuba como personagem. Depois da Guerra Fria, do muro cair, e e com a tal globalização que aproximou tanto Houston de São José, já é tempo de incluir mais um personagem, revisando a sentença do mexicano. “Coitada da Costa Rica, tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos...”

Ibama se liga no Brasileirão: fauna pode perder três espécies mineiras

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está ligadíssimo na reta final do Brasileirão.

A fauna do campeonato corre sério risco de sofrer um terrível golpe, com a extinção de três importantes espécies mineiras.

O safári da bola nacional poderá ficar desfalcado do representante da família ‘Canidae’, popularmente conhecido como Raposa, que já reinou absoluta em 1966 e 2003 e chegou a ficar 16 temporadas entre os quatro melhores, com direito a um penta de vices: 1969/74/75/98/2010.

Pode perder também um Galo de bico quebrado, esporas cortadas e asas depenadas, mas que voou bonito em 1971 e terminou 14 vezes entre os quatro bambambãs. Ganhou, inclusive, um tri vice – 1977/80/99.

O terceiro já está praticamente moribundo. É um mamífero lagomorfos da família dos leporídeos, o badalado Coelho.

O caldeirão da segundona ferve à espera dos novos integrantes, com direito a boas-vindas:

Passarinho quer dançar
O rabicho balançar
Porque acaba de nascer
Tchu tchu tchu...
                                                            ######
Negócio da China. O Galo acertou na pulga ao contratar os atacantes Guilherme e André, que repousavam belos e sem nenhuma formosura no Dínamo de Kiev. Disposto a brigar pelo caneco, o clube gastou quase 6 milhões de euros e, agora, colhe ótimos dividendos. Guilherme disputou 15 partidas e marcou dois gols. André entrou em campo 14 vezes e assinalou três. Balanço final: o Galo agoniza no caldeirão do diabo.

Sugismundo Freud. Cachorro-quente, o melhor amigo do estômago.

Pai Jeová. ‘São’ Marcos aproveitou o lançamento de sua clínica de fisioterapia, no Anhembi, para comunicar que continuará mais uma temporada com luvas e chuteiras se os periquitos em revista conseguirem a classificação para a Libertadores. Ou seja, Marcos vai parar mesmo em dezembro.

Twitface. Acredite se quiser: o dólar sobe e já passa os periquitos em revista.

Noves fora... A qualidade técnica do Brasileirão está acima de qualquer suspeita. Desde 2006, nunca se viu tanta ousadia: juntos, Vasco, Corinthians, São Paulo e Botafogo somam 189 pontos em 27 rodadas. Conseguiram a proeza de superar as botinadas de São Paulo, Grêmio, Santos e Internacional em 2006: 191 pontos. De lá para cá, pimba na gorduchinha: 198 em 2007, 192 em 2008 e 193 em 2009/10. Desde 2006, o Vasco é o líder de menor eficiência após 27 jogos, com 50 pontos, mesmo número do Palmeiras em 2008.

Pica-Pau. Por absoluta falta do que fazer, a não ser beliscar US$ 4 milhões, o Circo Brasileiro de Futebol detonou as chuteiras do nacional e colocou na barca da amarelinha desbotada Neymar, Ronaldinho, Réver, Dedé, Lucas, Oscar, Fred, Jefferson e Ralf. Eles serão testados contra dois perigosos e inúteis adversários, a Costa Rica e o México.

Zapping. O duelo entre o líder e o vice do Brasileirão não empolgou a torcida da poltrona, tubaína e pipoca de micro-ondas. Vasco x Corinthians rendeu 20 pontos no ibope global da Grande Pauliceia desvairada, esburacada e abandonada. Há uma semana, Botafogo x São Paulo cravou a mesma audiência na plim-plim. Na Band, o jogo de São Januário amealhou nove pontos.

Tiro curto. O atacante sueco Ibrahimovic, do Milan, tem dois hobbies: artes marciais e caça.

Gilete press. De Lauro Jardim, em ‘Veja’: “Serviu para aparar algumas arestas a reunião de Dilma Rousseff com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em Bruxelas. Valcke disse à Dilma que, apesar das notícias publicadas, em nenhum momento a Fifa discutiu tirar a Copa do Brasil. Não é verdade. Discutiu, sim – os EUA eram a possibilidade número 1, caso a ameaça fosse mesmo à frente. Mas neste caso o que importa é que a Fifa deu marcha a ré.” Que pena!

Tititi d’Aline. O garoto de ouro Neymar ficou tão chateado com a derrota para o Fluminense, mas tão chateado, que foi chorar no ombro de belas mulheres num camarote do Rock in Rio. Entre lágrimas, ele também contou que havia comprado um novo brinquedinho de quatro rodas por algo em torno de R$ 250 mil.

Você sabia que... o ‘matador’ Borges, artilheiro do Brasileirão, se chama Humberlito, produto de uma homenagem ao pai Humberto e avó Carmelita?

Bola de ouro. New York Yankees. O time de beisebol tem a marca mais poderosa do esporte: US$ 340 milhões, segundo a revista ‘Forbes’.

Bola de latão. Inter/Milan. A dupla de Milão esbanja categoria e mediocridade.

Bola de lixo. Tricolor. Um soberano sem a mínima compostura. Que o diga o golpe dos gandulas! Não tem santinho nessa história: da cartolagem ao goleiro.

Bola sete. “Já se passaram dois terços do Campeonato Brasileiro, mas o Botafogo ainda não aprendeu a jogar fora de casa” (do presidente-técnico Maurício Assumpção, aplaudindo o trabalho de Caio Júnior, o Harry Potter).

Dúvida pertinente. É campeonato de pontos corridos ou pontos parados, já que ninguém engata a quinta e dispara na liderança?

VÍDEO: Luís Fabiano vai mudar o sentido do jogo tricolor?

Luís Fabiano ainda não tem condições de jogar 90 minutos. Mas já mostrou que pode alterar a noção de profundidade do time são-paulino. A partir de agora haverá sempre um jogador preparado para receber a bola, um especialista no interior da área.

A grande mudança, entretanto, provavelmente não vai acontecer agora. Requer treinamento e jogadores capazes de oferecer ao São Paulo um novo sentido na transição da bola da defesa para o ataque. A velocidade é uma virtude, mas não é a solução de todas as jogadas.

Quando o time ocupa o campo de ataque, às vezes é preciso tocar a bola para construir o espaço, balançar o adversário bem postado defensivamente de um lado para o outro, até o passe em direção ao gol se tornar óbvio.



Veja análise de Paulo Calçade!
No clássico, havia do outro lado um jogador que percebe essa dimensão do jogo. Ronaldinho Gaúcho, mesmo aberto no setor esquerdo, sabe que não precisa e não pode acelerar em direção ao gol o tempo todo. Acelera com o caminho livre, mas sabe como trabalhar diante da marcação.

O São Paulo não tem esse jogador. E Casemiro se transformou num problema. Esquece de seu compromisso com a marcação e se transforma em atacante. Aparece constantemente à frente de Lucas e acaba comprometendo a parcela do time que entende um pouco mais sobre compromisso tático.

O São Paulo joga contra-atacando em todas as situações, mesmo quando o oponente já se posicionou defensivamente. O grupo precisa aprender a ler os detalhes de uma partida.

A mesa está posta

Escrevo o subtítulo acima e logo penso: haverá um futuro nesta temporada? Afinal, na semana passada, o comissário da NBA, David Stern, disse que “enormes consqências” aconteceriam se os jogadores não cedessem em suas reivindicações durante o fim de semana.

O fim de semana veio e se foi. Muitos entenderam a expressão “enormes consequências” como uma ameaça de cancelar a temporada 2011-2012. David Stern primeiro negou que este fosse o significado de suas palavras, depois deixou uma janelinha aberta: sim, este poderia ser o significado.

Na segunda-feira, com as partes ainda engalfinhadas, David Stern já havia mudado de tom: “vocês às vezes me levam a sério demais” – disse aos repórteres.

De fato, cartolas nunca devem ser levados muito a sério.

O grande obstáculo a um entendimento está no fato de que os clubes alegam terem tido um prejuízo coletivo de 300 milhões de dólares na última temporada. (Será verdade mesmo ou os jornalistas os estarão levando “a sério demais?”) Por isto, os proprietários querem reduzir de 57% para 46% a fatia destinada aos salários dos jogadores na arrecadação anual de quatro bilhões de dólares da NBA.

Há ainda discussões sobre o teto salarial e a chamada “luxury tax”, uma multa que os clubes que excedem o teto salarial são obrigados a pagar.

Com a temporada indefinida, diversos jogadores estão rumando para outros pagos, como Danilo Gallinari, que já está na Itália (terra onde nasceu), e Kobe Bryant, que quase certamente irá para lá (terra onde viveu quando garoto), para dez partidas pelo Virtus Bologna, em troca de 3,2 milhões de dólares.

Tiago Splitter, pelo que eu saiba, quer apenas treinar en San Antonio, enquanto espera.

De repente, se e quando a NBA reiniciar suas atividades, os que bateram asas regressarão mais do que depressa.

Afinal, com todos os seus problemas, cartolas pouco sérios, agentes complicados e proprietários gananciosos, a NBA ainda é a galinha dos ovos de ouro.

(Assistam também a meus comentários em video aqui mesmo neste site da ESPN Brasil.)

Justiça determina que Taça das Bolinhas seja devolvida; Fla lutará em Recife por troféu

Continua a indefinição sobre a posse da Taça das Bolinhas, trofeu criado pela CBF para premiar o primeiro pentacampeão brasileiro. Nesta terça-feira, foi determiado pela Justiça do Rio de Janeiro que o objeto de desejo de São Paulo e Flamengo, até então nas mãos do clube paulista, seja devolvido à Caixa Ecônomica Federal.

O grande impasse em torno do troféu está no Campeonato Brasileiro de 1987. O Rubro-Negro foi o campenha daquela edição do torneio. No entanto, o Sport, campeão do módulo amarelo, segunda divisão, também reinvindica o título. Isso porque a CBF interviu durante a competição e decidiu que o campeão de cada módulo deveria se enfrentar para só então sair o grande vencedor nacional, ordem rejeitada pela equipe da Gávea.

Em fevereiro de 2011, o São Paulo recebeu da Caixa Ecônomica a posse da taça. Pouco depois, contudo, a CBF confirmou o Flamengo como verdadeiro campeão de 1987. Agora, o trofeu está novamente sem dono. Antes de ficar com o polêmico prêmio, o time carioca precisa derrubar uma decisão do Tribunal de Recife que aponta o Sport como campeão nacional de 1987.

“O Flamengo está tentando reverter essa decisão, ao nosso ver teatrológica, absurda. A CBF já reconheceu que o título é do Flamengo. Vamos apenas aguardar que o São Paulo devolva o trofeu para acompanhar de perto”, disse ao ESPN.com.br o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael De Pirlo.

Adalberto Batista, diretor do São Paulo, disse não ter conhecimento da determinação da Justiça carioca e preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Argentino - Apertura


21h30 Arsenal Sarandí 2x1 Unión
19h10 Godoy Cruz 2x0 San Lorenzo
18h10 Banfield 2x0 Newells Old Boys

Português

16h15 Gil Vicente 0x0 Beira-Mar

Suspensão tira fullback inglês de jogo com a França nas 4ªs do Mundial

O fullback inglês Delon Armitage foi suspenso por uma semana por conta de um “tackle alto e perigoso” no escocês Chris Paterson durante o confronto do último sábado entre as seleções válido pelo Grupo B da Copa do Mundo de rugby.

Paterson precisou ser atendido depois de ter sido “tackleado atrasado” no segundo tempo da partida no Eden Park. Armitage não foi punido durante a partida pelo árbitro sul-africano Craig Joubert, mas foi citado pelo comissário Scott Nowland após análises dos vídeos da partida.

O jogador compareceu no domingp ao julgamento disciplinar em Auckland. Confessou culpa na infração e recebeu a pena de uma semana de suspensão.

Armitage não poderá jogar a partida de quartas de final contra a França e é mais um desfalque para o técnico Martin Johnson. Marc Cueto é a escolha mais óbvia para cobrir a posição, mas o técnico inglês ainda não comentou o assunto.

Além do desfalque confirmado de Armitage, o abertura Jonny Wilkinson, com dores no braço, e o asa Mike Tindall, com uma contusão muscular em uma das pernas, ainda são dúvida para partida.

Armitage (à dir.) em confronto contra o escocês Sean Lamont; jogador está fora das quartas
Armitage (à dir.) em confronto contra o escocês Sean Lamont; jogador está fora das quartas
Crédito da imagem: Reuters

Os jogos de quartas de final, no fim de semana que vem, terão todos transmissão ao vivo dos canais ESPN:
8 de outubro, 2h, em Wellington:
Irlanda x País de Gales

8 de outubro, 4h30, em Auckland:
Inglaterra x França

9 de outubro, 2h, em Wellington:
África do Sul x Austrália

9 de outubro, 4h30, em Auckland:
Nova Zelândia x Argentina

Delon Armitage se joga para tentar parar o escocês Joe Asbro durante a partida
Delon Armitage se joga para tentar parar o escocês Joe Asbro durante a partida
Crédito da imagem: Reuters

5 últimas rodadas, sobem Flu, Vasco e Fla. Corinthians, SP e Bota caem

As cinco rodadas mais recentes do Campeonato Brasileiro foram marcantes para o Fluminense, que tirou cinco pontos de desvantagem em relação a Corinthians, São Paulo e Botafogo, alcançou o Flamengo e se aproximou um pouco do líder, Vasco. Veja o desempenho dos seis mais bem colocados nas cinco partidas mais recentes e onde jogarão as próximas cinco.

O Vasco segue líder, mas empatou demais nas cinco últimas rodadas. Foram três igualdades de placar, duas vezes em São Januário, e um par de vitórias, nove pontos em 15. A série de cinco partidas que começa domingo em Porto Alegre, contra o Internacional, marcará um período com três compromissos longe do Rio de Janeiro, que receberá dois desses cotejos.

O Corinthians venceu uma só vez nos cinco últimos compromissos, empatou dois jogos e perdeu outros dois. Foram cinco pontos em 15 possíveis, um fraco aproveitameto. A série seguinte prevê três partidas em São Paulo e duas fora, apenas uma contra adversário que figura entre os mais bem colocados, o Botadogo, no Pacaembu.

Duas derrotas, dois empates e uma vitória em jogo no qual foi dominado em boa parte do primeiro tempo, contra o Ceará. Este é o retrospecto do São Paulo nas cinco rodadas mais recentes. Foram cinco pontos ganhos em 15 que estiveram em jogo. Dois jogos em casa e três fora estarão no caminho tricolor pelas próximas rodadas.

Após a série de seis vitórias em sete jogos, todas no Engenhão, o Botafogo jogou cinco vezes, sendo duas no Rio de Janeiro. Perdeu duas, empatou duas e ganhou apenas uma vez. São cinco pontos em 15 disputados. As próximas cinco rodadas preveem mais três compromissos fora de casa e dois no Engenhão. Hoje os botafoguenses correm por fora.

Dez pontos em 15 possíveis. Foi o que acumulou a equipe do Fluminense nas cinco últimas rodadas. No Rio de Janeiro, três vitórias, longe de casa, uma derrota e um empate. Além do Fla-Flu de domingo, os tricolores terâo mais dois jogos em casa e dois fora nas cinco rodadas que vêm aí.

Muito ainda se fala dos dez jogos sem vitória enfrentados pelo Flamengo no campeonato. Mas o fato é que, entre o final do jejum e as rodadas seguintes à quebra da série negativa, o time fez oito pontos em 15 possíveis, com uma derrota, dois empates e duas vitórias jogando três vezes fora do Rio. No caminho, Fla-Flu e outros dois jogos em casa além de dois fora.

Pontos nas 5 últimas rodadas:Fluminense 10
Vasco 9
Flamengo 8
Corinthians 5
São Paulo 5
Botafogo 5

Placar do Brasileirão: Cristo Redentor 13 x 7 Avenida Paulista

A bola rola redondinha na Pauliceia desvairada, esburacada e abandonada. É merecedora de intermináveis aplausos.

Cantada em prosa, verso e ‘mute’, está levando um baile dos desorganizados representantes da Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores.

Em 24 memoráveis encontros e desencontros ao longo de 27 rodadas do Brasileirão, o placar aponta uma goleada: Cristo Redentor 13 x 7 Avenida Paulista – aconteceram quatro empates.

Botafogo (3), Vasco (3), Fluminense (4) e Flamengo (3) marcaram para os cariocas.

Corinthians (4), São Paulo (1), Palmeiras (1) e Santos (1) descontaram para os paulistas, que não veem a cor do caneco desde 2009.

Primeiro, assistiram ao voo do urubu. Depois, a uma volta olímpica do Fluminense. Pobre futebol carioca!
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Pitacos da rodada1. O voo do urubu informa direto do Morumbazo: sai Fabuloso, entra Flabuloso – e não se fala mais nisso, mesmo porque Rogério Ceni evita uma catástrofe; Corinthians comemora pontinho em São Januário, mas poderia ser muito melhor se tivesse um pouco mais de talento; Catadão goiano coloca Botafogo na roda e liquida a fatura em 10 minutos.

Pitacos da rodada 2. Grêmio volta a sonhar com Libertadores; em jornada inspirada, Raposa completa oito jogos sem vencer e namora, mais que nunca, a zona do agrião queimado; Pobre Galo de bico quebrado: nem diante de uma carroça baleada consegue a vitória; Figueira x Coxa: que joguinho sem graça.

Pitacos da rodada 3. Furacão devasta Colorado e já vê uma luz no fim do túnel; Fluminense: a esperança dos guerreiros só morre depois do último escanteio – uma vitória incrível; Santos se acomoda e samba; Bahêa minha vida: que loucura – Avaí, velas acesas; Palmeiras de Felipão: não fala nem joga.

Sugismundo Freud. A cobiça e o veneno caminham juntos.

PAC 1. O ‘Plano de Aceleração da Copa-2014’ informa aos laboriosos e esfolados contribuintes alguns números da festa do sorteio das eliminatórias na Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores. Apenas os gastos com o pessoal consumiram R$ 2,2 milhões dos R$ 15 milhões pagos pela prefeitura à Geo Eventos, empresa das Organizações Globo e Grupo RBS. De acordo com a dança dos reais revelada por Tiago Rogero, no ‘Estadão’, apenas um ‘supervisor de chegadas e partidas’ beliscou R$ 4 mil. Uma mixaria se comparado ao que ganhou o ‘diretor de TV/imprensa/jurídico’: R$ 162 mil.

PAC 2. No põe, tira, deixa ficar, o maior valor é o da locação da Marina da Glória, pouco mais de R$ 3,7 milhões. O cachê de artistas e apresentadores chegou a R$ 416 mil. Uma pechincha perto da cenografia, cerca de R$ 2,2 milhões. Já a locação de cada uma das 70 ‘cadeiras com braço’ engoliu R$ 204. Vale uma pequena lembrança: outros R$ 15 milhões foram pagos pelo governo estadual. A Copa é deles, a conta é nossa.

Twitface. Um dos xerifes do time, Durval quer aproveitar o vácuo das moedas por Neymar. Ele fatura R$ 80 mil por mês e pretende ganhar três vezes mais para continuar mandando e prendendo na Baixada Santista.

Tiro curto. O Flamengo colocou no mercado a miniatura de Ronaldinho Gaúcho por R$ 49,90. O lançamento foi muito bem recebido pelos coirmãos vascaínos. Um deles até prometeu comprar o mimo para o filho, se tirar nota ruim na escola ou fizer bagunça.

Gilete press. De Tutty Vasques, no ‘Estadão’: “Pela última avaliação dos fisioterapeutas do Corinthians, Adriano tem, basicamente, três desafios a vencer para recuperar a forma: readquirir estabilidade no tornozelo, força na panturrilha e 1 cm de perna esquerda. Ou seja, a barriga é o de menos!” Pano rápido.
             
Tititi d’Aline. O governo do Rio mexe as raquetes para sediar, por três anos, o World Tour Finals. O torneio reúne os oito melhores jogadores do ano. Thomas Bellucci pode estar na jogada... como juiz de cadeira.

Você sabia que... a plim-plim pretende vender por R$ 62 milhões cada cota de patrocínio da Fórmula 1 para a próxima temporada?

Bola de ouro. Dragão goiano. Mesmo com fogo brando (vários reservas), queima fácil Loco Abreu & Cia.

Bola de latão. São Paulo. É o queridinho dos cariocas: só leva ferro no Morumbi.

Bola de lixo. Palmeiras. Felipão decreta ‘lei da mordaça’, e a torcida, um minuto de silêncio para os periquitos em revista.

Bola sete. “Não vejo motivos para a torcida ter vergonha. Tem que aguentar a gozação e as chacotas dos rivais” (do ‘professor’ Felipão, após o 13° empate dos periquitos em revista – há controvérsias, e muitas).

Dúvida pertinente. Adilson Batista emplacará o Papai Noel no Tricolor?

Prévia do Monday Night Football

Na noite desta segunda-feira, o Tampa Bay Buccaneers recebe o Indianapolis Colts no duelo que fecha a quarta rodada da NFL. O jogo terá transmissão ao vivo dos canais ESPN, a partir de 21h30 (horário de Brasília).

Indy vai a campo mais uma vez sem Peyton Manning. Se perder novamente, os Colts terão seu pior início de temporada desde 1998, o ano de calouro de Manning na liga. Com o camisa 18 ainda se recuperando de uma cirurgia no pescoço e sem prazo para retornar aos campos, o ataque de Indianapolis é o quinto pior em pontos, o quarto pior em jardas e o sexto pior em jardas aéreas.

O reserva imediato de Manning, Kerry Collins, deixou o último jogo com sintomas de uma concussão. Por isso, o time terá o segundo reserva Curtis Painter como titular esta noite. Semana passada, ele acertou 5/11 passes para 60 jardas. Conseguiu comandar uma campanha para TD, mas também sofreu um sack e perdeu um fumble.

Sem Peyton Manning para comandar o ataque, as chances de vitória dos Colts passarão necessariamente por uma grande atuação da defesa. Olho no camisa 93 Dwight Freeney, que na semana passada conseguiu dois sacks e é um dos melhores jogadores da NFL pressionando os QBs adversários.

Os Colts foram aos playoffs em 11 das últimas 13 temporadas, mas isso não vai acontecer em 2011 – pena maior para o time, nesta temporada o Super Bowl vai acontecer em Indianapolis e a escrita de o dono da casa nunca jogar o Super Bowl será mantida por mais um campeonato.

Os Buccaneers venceram o Atlanta Falcons na semana passada e estão na briga pela liderança da NFC Sul com o New Orleans Saints. Josh Freeman se recuperou na partida, depois de ter sido interceptado duas vezes. Ele é o sétimo melhor QB da NFL em porcentagem de acerto de passes, mas já sofreu quatro interceptações e dois fumbles nas três primeiras semanas. Palpite: BUCCANEERS

O que significam os seis pontos de distância de Flu e Fla para o Vasco

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Nos cinco Brasileiros por pontos corridos, quem chegou à 27a rodada seis pontos abaixo do líder não foi campeão. Há uma exceção e você sabe bem qual foi: o Flamengo de 2009. Na 27a rodada da campanha vitoriosa da equipe de Petkovic e Adriano, o Flamengo era sexto colocado, tinha 41 pontos, doze a menos do que o Palmeiras de Muricy, que liderava.

Esse exemplo é suficiente para afirmar que Flamengo e Fluminense podem ganhar a taça ao final da campanha de 2011. É possível.
Não é o mais provável.

E aqui não se trata de apostar. Há duas semanas, escrevi no twitter que não acreditava no Flu como campeão. A questão é confiar que um time emende uma sequência de seis, sete vitórias seguidas, Em 2009, o Flamengo teve dez partidas de invencibilidade, com sete vitórias e três empates. Perdeu para o Barueri na 32a rodada e seguiu com seis vitórias consecutivas para o título.
Eu não acreditava que fosse possível.

Sem brigar por título, outra reação em que foi necessário tirar larga diferença foi a do Grêmio do ano passado. Na 27a rodada, o Tricolor Gaúcho tinha 39 pontos, o Internacional abria a zona de classificação para a Libertadores com 44. O Grêmio teve sequência de nove jogos invicto, perdeu do Fluminense e inicou outra série invicta de seis partidas, com cinco vitórias, até a última rodada. Terminou em quarto, na pré-Libertadores.

A situação de Flamengo e Fluminense não é confortável. É possível, não provável, que conquistem o título.
Domingo que vem, tem Fla-Flu.