segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Stosur surpreende, arrasa Serena e leva o título do US Open

NOVA YORK - A australiana Samantha Stosur surpreendeu o favoritismo da norte-americana Serena Williams ao arrasar a rival na decisão deste domingo, em Nova York, e conquistar o título doUS Open. A tenista fez história ao ganhar por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3, para faturar o último Grand Slam do ano. Ela se tornou a primeira australiana a ganhar o US Open desde Margaret Court em 1973.
Stosur beija o merecido troféu que ganhou em Nova York - Matt Slocum/AP
Matt Slocum/AP
Stosur beija o merecido troféu que ganhou em Nova York

Foi o primeiro Grand Slam conquistado pela tenista da Austrália, que disputava pela segunda vez uma final de um dos quatro torneios mais importantes do circuito profissional - os outros três são o Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon. No ano passado, ela foi derrotada na decisão de Roland Garros.
Stosur também encerrou um jejum de conquistas de título uma tenista australiana em um Grand Slam que durava desde 1980, quando Evonne Goolagong Cawley foi campeã de Wimbledon.
Já Serena fracassou na tentativa de conquistar o seu quarto título do US Open, depois de ter retornado às quadras com sucesso em 2011, após ter ficado quase um ano afastada por causa de lesões e de uma embolia pulmonar.
Ex-número 1 do mundo, Serena era apontada como grande favorita diante de Stosur, até por jogar com o apoio do público, mas a australiana realizou uma partida irrepreensível para desbancar a norte-americana, campeã do US Open em 1999, 2002 e 2008.
Com 73% de aproveitamento dos pontos que disputou com o seu primeiro serviço, Stosur aproveitou cinco das nove chances que teve de quebrar o saque de Serena, que só converteu um de cinco break-points cedidos pela australiana. A tenista da Austrália também esteve bem no fundo de quadra, com apenas 12 erros não-forçados e 20 winners, diante de 25 erros e 19 bolas vencedoras da norte-americana.
No final do confronto, Serena ainda chegou a esboçar uma reação ao salvar dois match-points. No mesmo nono game do segundo set, porém, Stosur aproveitou a terceira bola do jogo que teve à disposição e liquidou a norte-americana e seu sonho do tetracampeonato em 2011.
Essa foi a terceira vitória de Stosur em sete jogos com Serena, que acumula quatro triunfos diante da mais nova campeã do US Open.

VÍDEO: Stosur bate Serena na final do US Open e conquista seu primeiro Grand Slam

A australiana Samantha Stosur venceu a norte-americana Serena Williams por 2 a 0 neste domingo pela decisão do US Open, e conquistou seu primeiro título de Grand Slam na carreira. Com parciais de 6-2 e 6-3, Stosur ainda superou a catimba de Serena, tri-campeã da competição e que não havia perdido nenhum set nesta edição, no ínicio do segundo set. Desde 1973, nenhuma australiana se sagrava campeã do US Open. A última havia sido Margaret Court.

Stosur começou melhor a partida, mas, após a juíza de cadeira Eva Asderaki repreender e tirar um game de Serena por uma atitude antidesportiva, a australiana se intimidou e deixou a rival voltar ao jogo. No fim do segundo set, quebrou a dona da casa e confirmou a vitória.

Aos 27 anos, seu retrospecto nos quatro principais torneios do circuito era discreto. Ela havia alcançado a decisão de Roland Garros em 2010 e a semifinal de 2009. Em Nova York, nunca teve muita sorte. Caiu na segunda rodada em 2004 e 2009 e na primeira de 2005 a 2008. Ano passado, foi às quartas de final. Este foi o segundo título de Stosur na temporada e o terceiro da carreira. Ela foi campeã em Charleston, e em Osaka, em 2009. No retrospecto com Serena, Stosur soma agora três vitórias, contra quatro da norte-americana.

Serena, que ficou fora de metade da temporada por lesão, perdeu a chance de conquistar o terceiro título do ano, após os troféus de Stanford e Toronto, e o quarto título do US Open - foi campeã em 1999, 2002 e 2008. Como não disputou o US Open em 2010, deve subir várias posições no ranking. 


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O jogo
Subindo bastante à rede, Stosur não teve dificuldades para confirmar seus serviços e quebrou Serena duas vezes. A primeira no terceiro game e a segunda no sétimo, aproveitando-se de muitos erros da tricampeã. Sacando para o set, a australiana acertou uma bola vencedora no contrapé da rival e abriu 1 a 0 após 33 minutos de jogo.

No primeiro game do set seguinte, Stosur teve dois break points. A norte-americana conseguiu salvar o primeiro, mas gritou durante o ponto seguinte, e a juíza de cadeira Eva Asderaki considerou que o ato da dona da casa tinha o objetivo de desestabilizar a adversária e cedeu o game à australiana.

O que deveria ter desconcentrado Serena, acabou por atrapalhar Stosur. A norte-americana teve três chances de quebra no game seguinte, converteu a última e empatou a partida.

Após converter seu saque de forma tranquila, a tricampeã teve duas chances de quebra, mas a australiana as salvou e confirmou com um ace. A oceânica recuperou o ímpeto do começo do jogo, emplacou três games seguidos e conquistou o título.

VÍDEOS: Steelers abusam de erros, Flacco quebra tabu, e Ravens saem na frente na AFC Norte

Em um domingo marcado por homenagens às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, a rodada da NFL começou com algumas boas surpresas e com uma das maiores rivalidades da liga em campo. No M& T Bank Stadium, o Baltimore Ravens recebeu o Pittsburgh Steelers, campeão da AFC na temporada passada, e conseguiu uma expressiva vitória por 35 a 7. O placar, com alta pontuação dos Ravens e poucos pontos para os Steelers, traduz o excesso de erros da equipe liderada por Ben Roethlisberger no duelo.

Em 2010, durante toda a temporada, Pittsburgh permitiu apenas 18 turnovers aos oponentes. Só na partida deste domingo, foram sete turnovers dos Steelers, que permitiram a maior pontuação dos Ravens na história do confronto.

A vitória dos donos da casa também marca a quebra de um tabu para o quarterback Joe Flacco, de Baltimore. Em nove partidas contra Pittsburgh, este foi apenas o terceiro triunfo do camisa 7, a primeira sobre o também QB "Big Ben". Flacco comandou a vitória dos Ravens melhorando a produtividade contra os Steelers.



Clique no player para ver lances da vitória dos Ravens!
Nos oito jogos anteriores, a média de passes completos era de 53%, com sete touchdowns e oito interceptações. Média que sobe com os 17 passes certos em 29 tentativas de hoje, somados a três TDs e nenhuma interceptação.

O resultado impressiona não apenas pela alta pontuação contra uma das mais duras defesas da NFL, mas também pela suposta falta de entrosamento do ataque dos Ravens, que perdeu algumas peças importantes em agosto e realizou algumas mudanças táticas com o posicionamento de alguns atletas que ficaram no elenco. O que se viu, no entanto, foram várias jogadas muito bem ensaiadas.

Com facilidades, Texans batem Colts em primeiro jogo sem Manning

Durante 13 anos, o ataque do Indianapolis Colts sempre teve uma constante: Peyton Manning. Não foi assim neste domingo. Se recuperando de uma cirurgia no pescoço, o lendário QB ficou de fora de uma partida após 208 jogos consecutivos como titular. O impacto do desfalque foi sentido em campo, e os Colts foram dominados pelo Houston Texans, que venceu o duelo por 34 a 7 e saiu na frente na AFC Sul.

Substituto de Manning, Kerry Collins, que deixou a aposentadoria para preencher o espaço deixado nos Colts, teve uma partida mais do que discreta, com 16 passes certos em 31 tentativas para 197 jardas e um TD. Durante o duelo, ficou evidente a falta de entrosamento do ataque de Indianapolis.



Veja lances de jogos da rodada de abertura da temporada 2011/2012 da NFL!
Veja os outros resultados dos jogos das 14h da NFL:

Chicago Bears 30 x 12 Atlanta Falcons
Kansas City Chiefs 7 x 41 Buffalo Bills
St. Louis Rams 31 x 13 Philadelphia Eagles
Tampa Bay Buccaneers 20 x 27 Detroit Lions
Jacksonville Jaguars 16 x 14 Tennessee Titans
Baltimore Ravens 35 x 7 Pittsburgh Steelers
Houston Texans 34 x 7 Indianapolis Colts
Cleveland Brown 17 x 27 Cincinnati Bengals

'Chateado', Luxemburgo lamenta fase desastrosa e prega paciência

O Flamengo perdeu mais um jogo no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, a equipe carioca acabou derrotada pelo Atlético-PR, por 2 a 1, em Macaé. Com o novo revés, o Flamengo caiu para a sexta posição, e amarga um jejum de oito partidas sem vitória. O técnico Vanderlei Luxemburgo manteve a calma após o resultado negativo, e disse que o time tem que ter paciência para reverter o quadro desfavorável.

“Não temos que contestar, a proposta deles foi essa, com o contragolpe. Nós tentamos, mexemos, mas a bola não entrou. Tem fase que é complicada. Agora é continuar trabalhando, ter paciência e tocar. Não dá pra ser diferente”, disse Luxemburgo.

Luxemburgo lamenta fase desastrosa e prega paciência
Luxemburgo lamenta fase desastrosa e prega paciência
Crédito da imagem: Agência Estado
“Tenho que falar para o torcedor que ninguém perdeu porque quis. Futebol brasileiro é assim, difícil, estou chateado porque nós queríamos estar em uma situação diferente. As derrotas estão acontecendo, não adianta buscar fantasmas. Isso faz parte do futebol. Os jogadores tentaram, buscaram, tem coisa no futebol que você tenta e o momento é complicado. Tem que trabalhar porque daqui a pouco a bola entra”, confiou o técnico do Flamengo, analisando o desempenho do Flamengo em campo.

“O time não foi intranquilo. Jogou com posse de bola no primeiro tempo. No segundo tempo é que quis jogar bola na área e faltou negociar mais a bola. Vi o time buscando. Tenho conversado com o elenco, sei como está o ambiente, não quero ver fantasmas. O momento é ruim, temos que buscar uma solução”, encerrou Luxemburgo.

Flamengo decepciona, perde do Atlético-PR e soma oito partidas sem vitória

O Flamengo continua em queda livre no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, a equipe de Vanderlei Luxemburgo foi surpreendida pelo Atlético-PR e perdeu por 2 a 1, em Macaé, em duelo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Héracles e Guerrón marcaram para os visitantes, enquanto Wellinton descontou.

Dessa forma, o rubro-negro carioca se depara com um incômodo jejum: são oito partidas seguidas sem vitória no Brasileirão. O Flamengo estaciona nos 36 pontos, e cai para a sexta posição – foi ultrapassado pelo Fluminense. Já o Atlético-PR alcança 22 pontos, na 18ª posição, na zona de rebaixamento.

Flamengo segue distante dos líderes do Brasileiro
Flamengo segue distante dos líderes do Brasileiro
Crédito da imagem: Agência Estado
Na próxima rodada, o Flamengo faz clássico com o Botafogo, no outro domingo, no Engenhão. Já o Atlético-PR vai receber o Figueirense no mesmo dia.

O jogo
Pressionado por sete jogos sem vencer e caindo na tabela, o Flamengo foi à campo disposto a pressionar e buscar o gol desde o início, e dominou amplamente o primeiro tempo. O Atlético-PR, desfalcado e em má fase, se armou com duas linhas de quatro, dois atacantes, e jogou atrás da linha da bola esperando o erro do adversário.

A primeira chegada perigosa foi do time da casa. Aos 3, Deivid sofreu falta na intermediária, e Renato abreu arriscou de longe e acertou a trave de Renan Rocha.

O goleiro paranaense quase entregou o ouro aos 7, quando saiu jogando e por pouco Deivid não aproveita. Na sequência, Thiago Neves faz jogada individual pela intermediária e arrisca. A bola sobra para Deivid na direita da área, mas ele fica sem ângulo e conclui para fora.

O Flamengo tinha o domínio da posse de bola e o Atlético-PR aguardava um erro, que quase veio aos 12. O zagueiro Wellinton deu um chutão, a bola bateu em um adversário e sobrou para Rodriguinho na direita. O atacante avançou e tentou o chute da entrada da área, mas a bola saiu fraca e Felipe defendeu.

Aos 25, Ronaldinho recebeu no bico esquerdo da área e levantou em direção ao gol, Deivid tentou de cabeça, mas não alcançou, e Renan rocha espalmou.

Apesar do domínio, o Rubro-Negro carioca acabou punido no final do primeiro tempo. Num contra-ataque do Atlético-PR, Guerrón fez jogada pela esquerda e tocou para o meio da área. Héracles entrou livre e empurrou para o fundo da rede.

O gol abalou a equipe carioca, que desceu cabisbaixa para os vestiários. Vanderlei Luxemburgo resolveu arriscar e tirou Muralha e Deivid para as entradas de Negueba e Jael. Já Antônio Lopes trocou Rodriguinho por Adaílton.

Na volta para o segundo tempo, o segundo golpe. Com menos de um minuto de jogo, Guerrón recebeu na direita da área, se livrou de Wellinton passando a bola por debaixo das pernas do zagueiro, e tocou por cobertura para marcar um golaço: 2 a 0 Atlético-PR.

O segundo gol deixou o Flamengo desestabilizado. Desorganizada, a equipe foi pra cima do Atlético na base do abafa, mas não conseguia chegar ao gol, e quando chegava perto, faltava sorte. Aos 19, Ronaldinho cobrou escanteio pela direita do ataque, a bola foi no primeiro pau e Thiago Neves entrou de cabeça. Deivid, do Atlético, estava em cima da linha e impediu o gol.

Aos 24, Guerrón faz falta violenta e foi expulso. Mesmo com um homem a mais, o Flamengo continuava com dificuldades, até que aos 36 Wellinton aproveitou a sobra num escanteio e diminuiu de voleio.

O final do jogo foi dramático, com o Flamengo pressionando pelo empate e o Atlético-PR se segurando como podia. Aos 41, Ronaldinho pegou uma sobra pela esquerda e soltou a bomba, que saiu com perigo pela linha de fundo. Dois minutos depois foi a vez de Jael desperdiçar na pequena área, com a defesa salvando. A pressão foi até o apito final, mas o placar se manteve.

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO-RJ 1 X 2 ATLÉTICO-PR

Local: Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé (RJ)
Data: 11 de setembro de 2011 (domingo)
Horário: 18 horas (de Brasília)
Renda: R$ 174.620,00
Público: 5.924 pagantes (7.846 presentes)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Fábio Pereira (TO)
Cartões amarelos: Leonardo Moura (Flamengo), Guerrón (Atlético)
Cartão vermelho: Guerrón (Atlético)
Gols: ATLÉTICO: Héracles, aos 39min do 1o tempo, Guerrón, a 1min do 2o tempo
FLAMENGO: Wellinton, aos 36 minutos do segundo tempo

FLAMENGO: Felipe, Leonardo Moura, Welinton, Alex Silva e Junior Cesar (Diego Maurício); Muralha (Negueba), Willians, Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Jael)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

ATLÉTICO-PR: Renan Rocha, Edílson, Manoel, Rafael Santos e Héracles; Deivid, Renan, Marcelo Oliveira (Fransérgio) e Marcinho; Guerrón e Rodriguinho (Adaílton, Gustavo)
Técnico: Antônio Lopes

Após gols anulados, Vasco promete reclamar oficialmente contra arbitragem

O diretor-executivo do Vasco, Rodrigo Caetano, prometeu que o clube cruzmaltino vai reclamar oficialmente junto à CBF em relação à arbitragem após o empate em 1 a 1 com o Figueirense neste domingo. A equipe carioca teve dois gols anulados na partida - um deles, marcado por Elton, foi legítimo - e, caso tivesse vencido, poderia terminar essa rodada na liderança.

"O Vasco foi prejudicado, e muito, na partida. Não sabemos o que pode ser feito [junto à CBF], mas estamos falando com o presidente. De qualquer maneira, vamos registrar o fato. Tivemos dois gols legítimos anulados. Nós tínhamos aqui toda a possibilidade de sairmos líderes", disse o dirigente, que pediu casa cheia para as próximas partidas da equipe em casa.

"Agora temos dois jogos em casa e vamos pedir para que a torcida vascaína encha São januário como foi na Copa do Brasil. Vamos ver se o Vasco consegue chegar à liderança." Nas próximas duas rodadas, o Vasco joga em casa e, caso vença e outros resultados favoreçam, pode chegar à ponta. Grêmio e Atlético-GO serão os rivais na 24ª e 25ª rodada, respectivamente.

Com 42 pontos, o Vasco poderia ter assumido a ponta caso tivesse vencido, já que o Corinthians perdeu para o Fluminense por 1 a 0 na rodada, mas a equipe ainda dependeria de derrota do São Paulo, que tem 41 pontos e completa a rodada deste domingo contra o Grêmio.

Jefferson classifica goleada diante do Coritiba como 'vergonhosa'

O goleiro Jefferson parecia não acreditar no que tinha visto durante os 90 minutos da partida entre Coritiba e Botafogo, na tarde deste domingo, no estádio Couto Pereira. Atônito com a goleada sofrida na capital paranaense, o arqueiro resumiu em poucas palavras o sentimento após o revés por 5 a 0.

"É vergonhosa uma derrota dessas. Um time que quer ser campeão brasileiro não pode vir aqui e tomar cinco gols do Coritiba", afirmou o jogador, que não sentirá as consequência do resultado durante a semana de treinamentos em General Severiano.

Não por estar desinteressado, mas porque viaja para Córdoba neste domingo, onde se junta à Seleção Brasileira para a disputa da Copa Roca, diante da Argentina, na próxima quarta-feira, em duelo que terá apenas atletas que atuam nos dois países.

Além de passar os próximos dias sem um de seus líderes, o técnico Caio Junior ganhou outro problema: ele não terá o meia Elkeson no clássico de domingo, contra o Flamengo. Diante do Coritiba, o meia recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso automaticamente por um jogo.

Everton, que entrou na vaga de Maicosuel para a última partida, é o favorito para assumir a vaga. Felipe Menezes corre por fora.

Fred sente a coxa e não deve viajar com a seleção brasileira

O atacante Fred foi o herói da vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Corinthians, neste domingo, no Engenhão. O jogador cobrou falta no primeiro tempo, contou com o devio na barreira, e balançou a rede do goleiro Júlio César.

Assim, Fred tinha tudo para viajar tranquilo com a seleção brasileira, que enfrenta a Argentina na quarta-feira, em Córdoba, pelo Superclássico das Américas. Tinha. Isso porque o atacante sentiu uma lesão na coxa depois do duelo deste domingo.

Fred fez o gol da vitória do Fluminense neste domingo
Fred fez o gol da vitória do Fluminense neste domingo
Crédito da imagem: Photocamera
Durante a sua entrevista coletiva, o técnico Abel Braga confirmou que Fred sentiu uma contusão. O jogador também afirmou que está sentindo muitas dores. Desse modo, o atacante não deve viajar com o resto da delegação brasileira. Fred ainda será reavaliado pelos médicos do Fluminense, que darão uma posição oficial.

Brasileirão: 'Corinthians ioiô' está com a bola virada para a lua

Pode-se criticar o time por inúmeros erros, mas o ‘Corinthians ioiô’ está se sobressaindo no returno. É uma no cravo, outra na ferradura.

Na casa alugada no Pacaembu, a Fiel fica mais feliz que sapo na lagoa; quando é convidada, assiste a um time mais inútil que buzina de avião nas nuvens.

Depois de uma virada sensacional em cima do Flamengo, pimba: fracasso diante do Fluminense.

Um a zero ficou de bom tamanho para os corintianos no Engenhão. Enquanto os cariocas perderam várias chances, principalmente no primeiro tempo, o time paulista limitou-se a dois chutinhos mequetrefes de Willian. Nada criou de útil.

Mas como está com a bola virada para a lua, o ‘Corinthians ioiô’ segue na liderança do Brasileirão, beneficiado por excelentes resultados dos... coirmãos. A equipe perdeu três pontos no Rio, porém ganhou 11 nas chuteiras de Coritiba, Figueira, Furacão e Grêmio. A Fiel agradece, penhoradamente.

Às outras botinadas e bicudas da 23ª rodada:

1) Colorado Leandro Damião se apresenta aos periquitos em revista: um é pouco, dois é bom e três, muito mais – 40 gols na temporada; desempenho palmeirense agrada tanto que torcida até fica de costas para comemorar dois pontos em 12 disputados no returno;

2) Soberano São Paulo queima na churrasqueira do Olímpico e cai para terceiro; Grêmio faz a trinca;

3) ‘Pofexô’ Vanderlei Luxemburgo em alta no ninho do urubu: oito jogos sem vitória (cinco derrotas e três empates) e fim de um jejum de cinco anos – desde julho de 2006, o time não perdia quatro jogos seguidos no torneio;

4) Coxa apaga fogo do Bota com caminhão-pipa de cinco eixos; time de Caio ‘Harry Potter’ Jr. leva quinta sapatada fora do Rio;

5) Sem o timoneiro Juninho Pernambucano, nau vascaína fica à deriva e perde chance de assumir a ponta contra Figueira;

6) A vida de ‘Muriçoca’ Ramalho não anda nada fácil no Santos: além de quebrar a cabeça para colocar 11 em campo, tem de rezar para o time marcar três e o juiz confirmar pelo menos um; Raposa, de mal a pior

7) ‘Mestre’ Cuca e ‘papai’ Joel trocam de lugar: Galo sobe, Bahia desce;

8) Dragão se salva da estocada do Vovô na bacia das almas; sob os olhares atentos de um ótimo público (734 testemunhas e renda de R$ 5.265), Coelho e Leão da Ilha morrem abraçados na zona do agrião queimado.
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Pica-Pau. Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser uma pulga-periquito atrás da orelha. Os cartolas juram que a lua de mel com Felipão lembra as mil e uma noites, os jogadores estendem o tapete mágico mesmo após saraivada de críticas do treinador, mas ele enviou documento à diretoria abrindo mão da multa (R$ 3 milhões), caso o clube resolva demiti-lo. Tem dente de coelho na parada.

Sugismundo Freud.
Em terra de saci chute é voadora.

PAC. O 'Plano de Aceleração da Copa-2014' informa ao abnegado e esfolado contribuinte: a máquina de calcular os gastos do Mundial poderá explodir como no Pan (demônio) do Rio, em 2007 - o orçamento pulou de R$ 400 milhões para R$ 4,8 bilhões. De acordo com o Portal da Transparência do governo, a Copa custará R$ 23,4 bilhões. Mas reportagem de Agnaldo Brito, na 'Folha', diz que a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, que tem acordo de cooperação com o Circo Brasileiro de Futebol e o Ministério do Esporte, estima em R$ 112 bilhões a festa da mamãe Fifa. A Copa é deles, a conta é nossa.

Twitface. Novo grito de guerra do patrocinador para o Corinthians: ‘Bota camisinha, bota meu amor... ‘

Tô nessa. O recado já chegou ao Mano dos manos: se precisar, Ronaldinho Gaúcho faz das tripas coração para defender a seleção olímpica nos Jogos de Londres, em 2012. Aos 31 anos, ele toparia ser um dos três jogadores com mais de 23 anos que a competição permite.

Tiro curto. Maldade de são-paulinos sobre a situação financeira do vizinho Palmeiras: o dinheiro anda mais curto por lá que coice de porco.

Gilete press. De Lauro Jardim, em ‘Veja’: “A Arena Palestra será administrada por uma gigante internacional de eventos esportivos e entretenimento: a AEG acaba de fechar contrato por trinta anos. O acordo representa um revés para a Traffic, de J. Hawilla, tradicionalmente ligada ao clube. Hawilla contava com o negócio, mas agora só poderá faturar com as vendas de camarotes e naming rights. Não poderá lucrar, por exemplo, com shows.” O macarrão azedou.

Tititi d’Aline. Figurinha do ‘CQC’, Felipe Andreoli mostra o lado pueril de alguns clubes brasileiros em ‘O Pior Futebol de Todos os Tempos’ – editora Panda Books, 112 páginas, R$ 22,90.

Você sabia que... a australiana Samantha Stosur embolsou US$ 1,8 milhão com o título do US Open, seu primeiro de Grand Slam?

Bola de ouro. Basquete brasileiro. Encestou um jejum de 16 anos e voltará a disputar uma Olimpíada. Após a classificação, deveria ter pedido champanhe aos dominicanos, que levaram duas caixas, para festejar a façanha.

Bola de latão. Arbitragem. De vento sem popa: uma pouca vergonha.

Bola de lixo. Rubinho ‘Bate-ou-quebra’. Cada vez mais enferrujado no circo. Menção honrosa. Brasil na areia: castelo do penta destruído pelos russos.

Bola sete. “Empate seria uma vitória pela forma como foi conduzido o jogo. Vai ser difícil para o São Paulo chegar de novo” (do capitão Rogério Ceni, insinuando complô contra o Tricolor na luta pelo hepta – há controvérsias).

Dúvida pertinente. Flamengo do ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo: de ‘joia’ do Carioquinha a bijuteria no Brasileirão?

domingo, 11 de setembro de 2011

Brasileiro Série C


16h00 Ipatinga-MG 2x0 Madureira
16h00 Brasiliense-DF 0x0 Marília
16h00 Joinville 5x2 Brasil de Pelotas
16h00 Santo André 0x2 Chapecoense
19h00 Rio Branco-AC 2x1 Paysandu-PA
19h00 Araguaína 0x2 Luverdense

Brasileirão Série A


16h00 Palmeiras 0x3 Internacional
16h00 Fluminense 1x0 Corinthians
16h00 Ceará 1x1 Atlético-GO
16h00 Coritiba 5x0 Botafogo
16h00 Figueirense 1x1 Vasco
18h00 Flamengo 1x2 Atlético-PR
18h00 Grêmio 1x0 São Paulo
18h00 Atlético-MG 2x0 Bahia

Brasileiro Série D


16h00 Comercial-PI 1x2 Independente-PA
16h00 Trem 1x0 Sampaio Correa-MA
16h00 Porto-PE 1x2 Santa Cruz-RN
16h00 Guarani-CE 2x1 Santa Cruz-PE
16h00 Coruripe-AL 2x2 River Plate-SE
16h00 Bahia de Feira 1x2 Vitória da Conquista
16h00 Gama 0x1 Anapolina
16h00 Tocantinópolis 3x0 Tupi
16h00 Villa Nova-MG 0x1 Volta Redonda
16h00 São Mateus 2x3 Formosa
16h00 Cerâmica 1x2 Oeste
16h00 CENE-MS 3x1 Operário

Argentino - Apertura


14h00 Banfield 0x1 Arsenal Sarandí
16h00 Belgrano 2x0 Independiente
18h10 Boca Juniors 1x0 San Martín
20h15 Vélez Sarsfield 0x1 Unión

Francês


12h00 Montpellier 1x0 Nice
12h00 Nancy 0x0 Auxerre
16h00 PSG 1x0 Brest

Português


12h00 Beira-Mar 0x1 União Leiria
13h00 Olhanense 1x2 Feirense
13h00 Braga 3x1 Gil Vicente
15h15 Marítimo x Rio Ave

Alemão


10h30 Colônia 1x2 Nuremberg
12h30 Wolfsburg 2x1 Schalke 04

Inglês


09h30 Norwich 0x1 West Bromwich Albion
12h00 Fulham 1x1 Blackburn Rovers

Italiano


07h30 Juventus 4x1 Parma
10h00 Catania 0x0 Siena
10h00 Chievo Verona 2x2 Novara
10h00 Fiorentina 2x0 Bologna
10h00 Genoa 2x2 Atalanta
10h00 Lecce 0x2 Udinese
10h00 Roma 1x2 Cagliari
15h45 Palermo x Internazionale

Espanhol


07h00 Betis 1x0 Mallorca
11h00 Racing Santander 0x0 Levante
13h00 Osasuna 2x1 Sporting de Gijón
13h00 Rayo Vallecano 0x0 Zaragoza
17h00 Espanyol 2x1 Athletic Bilbao

Oscar desabafa: 'Minha vontade é falar chupa para um monte de gente'

A minha vontade é falar chupa para um monte de gente". Essa foi a primeira frase dita por Oscar Schmidt ao comentar a alegria de ver o basquete brasileiro novamente classificado para os Jogos Olímpicos depois de 16 anos. O ícone do esporte nacional considerou o resultado final fruto de um trabalho marcado pela seriedade.

"Hoje temos disciplina, comprometimento, união, não é coincidência esse resultado. Precisamos cumprimentar todo mundo que participou, fazia tempo que o Brasil precisava disso. Nosso time participou de uma guerra e saiu vencedor, foi o melhor do Pré-Olímpico", afirmou o ídolo, em entrevista por telefone na noite deste sábado.

Na visão de Oscar, a atual Seleção Brasileira é reflexo da nova organização do esporte. Ele voltou a lembrar de seus entreveros com a gestão anterior da Confederação Brasileira de Basquete, liderada por Gerasime Bozikis, o Grego.

"Mudou tudo, graças a muita briga que participei, briga de gente grande, briga de Justiça, eu perdi amizades, dinheiro, saúde, acho que esse problema de saúde que sofri (retirou recentemente um tumor benigno do cérebro) teve relação com isso, mas valeu a pena, começou uma revolução para o basquete melhorar. Hoje a Confederação está fazendo quase tudo certo", destacou.

Com extremo bom humor, Oscar também falou sobre alguns destaques do Brasil em quadra. Dono de sua camisa 14 durante o Pré-Olímpico, Marquinhos foi elogiado. "Ele foi muito bem, participativo, cuidou da minha camisa. Bom, essa camisa 14 mete bola sozinha também", brincou o ex-ala, que disputou cinco Olimpíadas e atualmente trabalha como comentarista.

Oscar também demonstrou alegria por ver a grande atuação do ala Marcelinho Machado no jogo deste sábado contra a República Dominicana, que valia pela semifinal da Copa América e carimbou o passaporte olímpico ao Brasil. O veterano, de 36 anos, vinha marcado por gerações que não faziam sucesso com a camisa verde-amarela.

"O Marcelinho foi meu jogador, eu conheço bem, não tinha ido bem durante alguns jogos, mas sabia que ele ia jogar tudo na semifinal, fez 20 pontos em 25 minutos. É um grande jogador, ainda bem que vai para as Olimpíadas", afirmou.

Argentina sofre, mas vence Porto Rico e faz companhia ao Brasil em Londres

Foi mais sofrido do que os argentinos esperavam, mas a seleção derrotou Porto Rico por 81 a 79 em Mar del Plata, na noite deste sábado, e carimbou seu passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Assim, a Argentina fará companhia ao Brasil, que abocanhou a outra vaga direta nos Jogos ao superar mais cedo a equipe da República Dominicana. De quebra, brasileiros e argentinos entram novamente em quadra neste domingo para decidir o título do Pré-Olímpico das Américas. No único embate entre os rivais até aqui na competição, os comandados de Ruben Magnano levaram a melhor.

Derrotadas na fase semifinal, as seleções de Porto Rico e República Dominicana se enfrentam também neste domingo, na disputa do terceiro lugar do Pré-Olímpico. Além disso, vão tentar a vaga em Londres no ano que vem, quando se juntam a outras seleções, inclusive a Venezuela, quinta colocada em Mar del Plata, no Pré-Olímpico Mundial.

O jogo
O cestinha do duelo foi o ala/pivô Luis Scola, que anotou 27 pontos. O ala/armador Manu Ginobili também deu uma contribuição importante: 23 pontos. A dupla atua na NBA.

Empurrados pela torcida, que prestigiou a equipe durante todo o Pré-Olímpico de Mar del Plata, os anfitriões encontraram dificuldades, sobretudo com os jogadores porto-riquenhos da NBA, e consumaram o triunfo apenas no estouro do cronômetro.

Após abrir uma vantagem nos três primeiros quartos, os hermanos (campeões olímpicos em Atenas-2004) deixaram os caribenhos gostarem do jogo e passaram por apuros no fim.

No último lance da partida, os adversários tiveram nove segundos de posse de bola, porém erraram um chute da linha dos três e ficaram pelo caminho.

A decisão do certame será no domingo, às 21h15 (de Brasília). Os argentinos virão sedentos por revanche. Isto porque foi o Brasil o único time a vencer os donos da casa no torneio.

Argentina sofre, mas vence Porto Rico e faz companhia ao Brasil em Londres

Foi mais sofrido do que os argentinos esperavam, mas a seleção derrotou Porto Rico por 81 a 79 em Mar del Plata, na noite deste sábado, e carimbou seu passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Assim, a Argentina fará companhia ao Brasil, que abocanhou a outra vaga direta nos Jogos ao superar mais cedo a República Dominicana. De quebra, brasileiros e argentinos entram novamente em quadra neste domingo para decidir o título do Pré-Olímpico das Américas.

Brasil bate Dominicana, quebra tabus e volta às Olimpíadas após 16 anos

A seleção brasileira masculina de basquete deixou para trás um hiato de 16 anos e está de volta aos Jogos Olímpicos. O time comandado por Rubén Magnano superou a República Dominicana por 83 a 76 neste sábado no ginásio Islas Malvinas, na Argentina, e garantiu seu lugar na decisão do Pré-Olímpico das Américas, algo irrelevante perto do feito alcançado. Campeão e vice garantem lugar em Londres-2012.

O novo triunfo coroa uma sucessão de marcas quebradas desde o início da disputa no país vizinho, a começar pelo retorno aos Jogos, algo que não ocorria desde 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos, com a equipe ainda sob a batuta de Oscar Schmidt.

Comandado pelo treinador que ganhou os Jogos de 2004, em Atenas, na Grécia, com a Argentina, o time verde-amarelo foi superando históricos negativos. Primeiro, passou com apenas uma derrota na primeira fase, justamente para os dominicanos, sobre os quais a vingança veio na hora certa. Na segunda parte da disputa, campanha perfeita até aqui incluindo mais marcas quebradas.

Entre elas, a vitória emocionante e no sufoco por 73 a 71 sobre os donos da casa, favoritos, algo que não se via em um classificatório olímpico desde 1995. Os vizinhos foram os responsáveis por deixar o Brasil fora dos Jogos de 2008 após vitória no jogo que valia vaga em disputa em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A outra escrita negativa posta abaixo pela seleção brasileira foi contra Porto Rico. Nos últimos 16 anos, eram cinco partidas importantes entre os dois países, com os portorriquenhos tendo vencido todos eles. Em Mar del Plata, o Brasil arrasou os rivais por 94 a 72. Tudo isso sem três dos considerados principais jogadores do time. Isto porque por motivos de lesão ou pessoais, o ala-armador Leandrinho e os pivôs Anderson Varejão e Nenê não disputaram o torneio na Argentina.  
Marcelinho Huertas foi um dos destaques do Brasil no Pré-Olímpico das Américas
Marcelinho Huertas foi um dos destaques do Brasil no Pré-Olímpico das Américas
Crédito da imagem: Reuters  

Neymar inferniza, Borges decide, Santos vence e amplia série ruim do Cruzeiro

dupla Borges e Neymar literalmente infernizou a vida do Cruzeiro neste sábado e garantiu a vitória do Santos por 1 a 0 na Vila Belmiro, em duelo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O primeiro fez o gol do triunfo e ampliou sua liderança na artilharia da disputa, enquanto que o segundo provocou duas expulsões entre os mineiros.

O centroavante anotou o gol que rendeu mais três pontos ao time de Muricy Ramalho aos 12 minutos de jogo, após bela jogada de Alan Kardec pela direita do ataque. Foi o 16º tento de Borges em 19 patidas disputadas neste Nacional, condição que o deixa como goleador máximo do certame e de forma isolada.

Se Neymar não anotou, foi imprescindível para a vitória. Isto porque o Cruzeiro atacava muito após sofrer o primeiro gol e dava a pinta que iria empatar, algo que só não o fez porque o Montillo desperdiçou penalidade aos 32 do primeiro tempo, chutando para fora. Os santistas reclamaram muito com o árbitro Francisco Carlos do Nascimento dizendo que não houve infração de Anderson Carvalho.

Borges comemora seu 15º gol pelo Santos neste Campeonato Brasileiro
Borges comemora seu 16º gol pelo Santos neste Campeonato Brasileiro
Crédito da imagem: Agência Estado
No segundo tempo, a pressão mineira foi ainda maior. E Então Neymar virou protagonista. Aos 20 minutos, recebeu bola direita e deu uma carretilha em cima de Leo, que apelou à falta. Já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. Era o alívio que o Santos precisava, já que até ali o goleiro alvinegro Rafael sofria um verdadeiro bombardeio.

Com um a mais, o time da casa não só equilibrou as ações como passou a controlar o jogo, tanto que perdeu várias boas oportunidades de ampliar. Neymar seguia impossível, e aos 45, em jogada na liha de fundo, ele segurou a bola e viu o volante Fabrício jogá-lo longe. Também foi advertido com o cartão vermelho e expulso, fazendo os visitantes acabarem o jogo com nove atletas em campo.
   
Com o resultado, o Santos chegou a seis partidas sem derrotas, foi a 29 pontos e subiu da 14ª para a 12ª posição na tabela. Já o Cruzeiro completou seu terceiro jogo sem triunfo - duas derrotas e um empate -, segue com 28 e agora aparece no 13º lugar na classificação. 

Na próxima rodada, o Santos faz o clássico paulista com o Corinthians, no domingo da próxima semana, às 16 horas (horário de Brasília), no Pacaembu. Já os celestes enfrentam o América-MG, no mesmo dia, só que às 18 horas, na Arena do Jacaré.

O jogo
O Santos começou o jogo sofrendo uma baixa logo aos dois minutos. O estreante volante Alison, recém-promovido das categorias de base do clube, sentiu uma lesão no joelho direito e teve que deixar a partida. O técnico Muricy Ramalho colocou outro jovem volante, Anderson Carvalho, em seu lugar.

Mesmo com esse problema nos primeiros minutos do confronto, o Santos começou pressionando o Cruzeiro. Aos cinco, Neymar cruzou para área e, após bate-rebate, a bola sobrou para Borges finalizar, mas o goleiro Rafael fez uma grande defesa, evitando o gol santista.

Pouco depois, os alvinegros tiveram mais uma grande chance de gol. Aos sete, Neymar começou a jogada pela esquerda e tocou para Alan Kardec soltar a bomba e exigir mais uma grande intervenção do arqueiro cruzeiro Rafael.

E o gol do Santos não demorou a acontecer. Aos 12, Alan Kardec recebeu de Neymar e tocou para Borges, que apenas teve o trabalho de tocar a bola para o fundo da rede, colocando a sua equipe em vantagem no placar: 1 a 0.

Melhor em campo, o Santos teve dois gols anulados em condições duvidosas pela arbitragem, especialmente no segundo, aos 21, marcado por Borges, que reclamou bastante com o assistente pela marcação.

E se os santistas não conseguiram ampliar a vantagem, o Cruzeiro teve uma grande oportunidade para empatar em pênalti marcado sobre Montillo, que gerou muitos protestos tanto dos jogadores alvinegros quanto da torcida. Aos 31, o próprio Montillo se encarregou da cobrança, mas bateu para fora, sem conseguir levar o seu time ao empate.

Após o susto, o Santos voltou à carga e quase chegou ao segundo gol, aos 37. Alan Kardec ficou frente a frente com Rafael, porém, a sua finalização parou em mais uma grande defesa do camisa 1 da equipe mineira, Rafael.

Depois de dominar na primeira etapa, o Santos viu o time celeste voltar melhor após o intervalo. Logo aos dois minutos, Montillo fez boa jogada, driblando por três, antes de cair no chão. A bola sobrou para Bobô, que chutou fraco para fácil defesa de Rafael.

O Cruzeiro teve mais uma boa oportunidade no início do segundo tempo com Roger. Aos cinco, o meia arriscou um chute da intermediária, mas a bola foi para fora.

O Cruzeiro teve mais uma grande chance de empatar com Bobô, que aos 12, matou a bola no peito antes de emendar um arremate, exigindo nova defesa de Rafael, que salvou os donos da casa de sofrerem o empate mais uma vez. Logo depois, os dois times começaram a fazer substituições. No Cruzeiro, Gilberto saiu para a entrada de Gabriel Araújo, enquanto o Santos viu Borges deixar o campo substituído por Diogo.

Em busca do empate, os mineiros viram sua situação se complicar ainda mais na partida aos 20. Léo, que já tinha sido advertido com o cartão amarelo no primeiro tempo, fez falta dura em Neymar e foi expulso. Mesmo com um a menos em campo, o Cruzeiro esteve perto do empate, novamente, aos 27. Montillo arriscou de longa distância, em cobrança de falta, mas a bola passou ao lado do gol santista, defendido por Rafael.

No minuto seguinte, Anderson Carvalho sentiu câimbras e Muricy se viu obrigado a mexer mais uma vez. O lateral Crystian entrou em seu lugar. Os santistas, com um jogador a mais em campo, passaram a tocar mais a bola, visando segurar a pressão celeste. Aos 37, Felipe Anderson tocou para Alan Kardec chutar e exigir boa defesa de Rafael.

Nos instantes finais, a equipe celeste tentou o empate com Sebá entrando no lugar de Bobô. Mas, além de não conseguir o seu gol, o Cruzeiro ainda viu o volante Fabrício perder a cabeça e, após agressão em Neymar, ser expulso pela arbitragem minutos antes do apito final.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 0 CRUZEIRO

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 10 de setembro de 2011, sábado
Horário: 18 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Asp. Fifa-AL)
Assistentes: Thiago Gomes Brigido (Asp. Fifa-CE) e Pedro Santos de Araújo (AL)
Renda: R$ 239.195,00
Público: 9.637 pagantes
Cartões amarelos: Anderson Carvalho, Bruno Aguiar (Santos); Léo, Leandro Guerreiro, Roger, Naldo (Cruzeiro)
Cartões vermelhos: Léo e Fabrício (Cruzeiro)
Gol: SANTOS: Borges, aos 12 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Rafael; Bruno Aguiar, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Anderson Carvalho, depois Crystian), Henrique e Felipe Anderson; Neymar, Alan Kardec e Borges (Diogo)
Técnico: Muricy Ramalho

CRUZEIRO: Rafael; Leandro Guerreiro, Léo, Naldo e Everton; Fabrício, Gilberto (Gabriel Araújo), Roger e Montillo; Ortigoza e Bobô (Sebá)
Técnico: Emerson Ávila

VÍDEO: Getafe dá trabalho, mas Real vence após tropeço do Barça e segue 100%

O Real Madrid teve bastante trabalho e contou com a ajuda da arbitragem para aproveitar o tropeço do Barcelona mais cedo, vencer o Getafe por 4 a 2 neste sábado dentro do Santiago Bernabéu e seguir líder e com 100% de aproveitamento no Campeonato Espanhol após duas rodadas disputadas - a primeira foi adiada devido à greve. Kaká entrou no segundo tempo e deu o passe para o último gol.

Com o resultado, o time merengue foi a seis pontos em seis possíveis, abre dois de vantagem para o rival catalão e dificilmente sairá do topo da tabela por conta do ótimo saldo de oito gols a favor. Valencia, Mallorca e Bétis, que também venceram suas partidas iniciais, ainda jogam pela terceira jornada e podem cehgar aos seis pontos como o time da capital.

No jogo, enganou-se quem pensou que o Real encontraria a mesma facilidade dos 6 a 0 sobre o Zaragoza. A equipe visitante endureceu a partida e valorizou muito o triunfo merengue, que só começou a ficar mais claro após um erro grosseiro do árbitro Clos Gómez no segundo tempo.

Antes disso, na primeira etapa, Benzema fez 1 a 0 para o Real logo aos 13 minutos após ótima troca de passes envolvendo Marcelo, Fábio Coentrão e Özil. O francês então arrematou com qualidade e balançou a rede. Mas o Getafe seguiu bem na marcação, não desesperou-se e chegou ao empate aos 38, após a zaga anfitriã parar pedindo impedimento e ver o venezuelano Miku entrar em condições legais para tirar de Casillas e fazer 1 a 1.


Real Madrid venceu por 4 a 2 neste sábado; veja os gols
Na segunda etapa, o Real buscava mais o gol, assim como no primeiro tempo, mas tinha dificuldades. Aos 4 minutos, Benzema cruzou da direita e Cristiano Ronaldo arriscou uma bicicleta que acertou a trave. Na volta, Fábio Coentrão, com o gol aberto, mandou na rede pelo lado de fora. Aos 9, o português balançou a rede, mas teve o gol anulado porque estava impedido.

Aí o árbitro Clos Gómez ajudou os donos da casa. Ele marcou pênalti após falta em Cristiano Ronaldo feita fora da área. Sem ter nada com isso, o português bateu bem no canto esquerdo do goleiro Moyá, que ainda tocou nela, mas não impediu os 2 a 1 do Real.

Mais calmo após os segundo gol, o Real segiu no ataque e chegou ao terceiro gol aos 23, outra vez com Benzema, aproveitando ótimo passe cruzado de Cristiano Ronaldo e falha do arqueiro rival, que saiu muito mal do gol. Aos 26, Kaká entrou no lugar de Özil.

Aos 28, Miku aproveitou rebote de Casillas, driblou o zagueiro Ricardo Carvalho e diminuiu para o Getafe, outra vez deixando uma dúvida sobre a vitória dos merengues. Mas Kaká entrara com vontade. O brasileiro deu um passe perfeito para o argentino Gonzalo Higuaín concluir e, enfim, definir o triunfo do Real dentro de casa.

VÍDEO: Com Messi só no 2º tempo, Barça cede empate a Real Sociedad e tropeça antes da Champions

Parecia que o Barcelona teria mais uma jornada tranqüila no Campeonato Espanhol, mas não foi o que aconteceu. Neste sábado, jogando no Estádio Anoeta, em San Sebastián, o time comandado pelo técnico Josep Guardiola, que poupou alguns titulares no início do jogo, só empatou por 2 a 2 com a Real Sociedad em seu segundo compromisso pela liga.

Com o resultado, o Barça agora soma quatro pontos após duas partidas disputadas pela competição nacional. Na estreia, o time azul-grená havia atropelado o Villarreal por 5 a 0, no Camp Nou. A Real Sociedad, que fez 2 a 1 no Sporting Gijón no jogo anterior, também tem quatro pontos.

Mesmo sem Messi, o Barça começou o jogo dando a impressão de que golearia facilmente o adversário. Logo aos nove minutos, Fábregas fez bela jogada e acionou Alexis Sánchez, que tocou para Xavi marcar 1 a 0.

Dois minutos depois, aos 11, Xavi retribuiu e tocou para Fábregas na grande área. O ex-jogador do Arsenal rolou para Pedro, que chutou e, no rebote, a bola voltou para Cesc só concluir e ampliar o placar para 2 a 0.



O Barcelona, do atacante Pedro, só empatou com o Real Sociedad; veja os gols!
Crédito da imagem: EFE
Na etapa complementar, o Barcelona parece ter relaxado um pouco e, acomodado pela vantagem sobre a Real Sociedad, permitiu que os donos da casa reagissem e igualassem o jogo. O primeiro gol dos anfitriões saiu aos 14 minutos, com Agirretxe, de cabeça, após assistência de Xabi Preto, sem chances para o goleiro Victor Valdés: 2 a 1.

O empate da Real Sociedad saiu aos 16 minutos do segundo tempo. Villa errou passe, e a bola sobrou para Agirretxe, que tentou encobrir o goleiro Valdés. Busquets chegou a tocar com a mão, mas Griezmann desviou para as redes e decretou a igualdade no marcador.

Logo após sofrer o segundo gol, Guardiola recorreu a Messi, que havia sido poupado e iniciado o jogo no banco de reservas, no lugar de Thiago Alcântara. Mas o Barcelona não conseguiu reagir e teve de amargar seu primeiro tropeço no Campeonato Espanhol.

Para piorar, o Barça ainda perdeu um de seus principais atacantes, Alexis Sánchez, contratado recentemente junto à Udinese, que se machucou em lance com Estrada, da Real Sociedad, e deixou a partida de maca.

Na próxima rodada da competição nacional, o Barça volta a campo contra o Osasuna, no domingo que vem, no Camp Nou. A Real Sociedad enfrenta o Sevilla, fora de casa, também no domingo. Antes, no meio de semana, o time catalão estreia na Uefa Champions League diante do Milan, no Camp

Como é bom sonhar (Parte III)

Estamos chegando ao fim da nossa série, "Como é bom sonhar". Restam três times que, na minha opinião, conseguem enxergar uma luz no fim do túnel. Muita coisa vai ter que dar certo. Certamente, vai ser muitoooo difícil, muita coisa vai ter que acontecer, mas o torcedor desses times ainda sonha com o título. É altamente improvável, mas é possível. Vamos dar uma olhada no futuro e analisar a temporada dos sonhos de Kansas City Chiefs, Chicago Bears e Minnesota Vikings.


3. Minnesota Vikings
Donovan Mcnabb
Donovan Mcnabb



O Natal chega mais cedo em Minnesota. Só que dessa vez o Papai Noel não vem de trenó, e sim, de van, Donovan. Sim senhor! O Papai Noel negro da barba grisalha está no espirito natalino. Ele sai distribuindo presentes para todo mundo que joga no ataque dos Vikings. Aos 35 anos, Donovan Mcnabb volta a ser o cara! Quem precisa de Sidney Rice quando você tem Percy Harvin, Visante Shiancoe, Kyle Rudolph e o melhor corredor da NFL, Adrian Peterson? Peterson está correndo solto depois de assinar um contrato de 7 anos, 100 milhões de dólares. Ele termina com 1.700 jardas terrestres, a melhor marca da NFL. A dupla de tight ends de Shiancoe e Rudolph dão mais do que o que falar. Eles desfrutam do mesmo sucesso que Rob Gronkowski e Aaron Hernandez curtiram em New England no ano passado e tiram a pressão do Donovan Mcnabb, que está aprendendo um novo ataque. Os Vikings adoram atacar o meio do campo com os dois tight ends e Harvin, mas de vez em quando sempre há uma bola sobrando para Bernard "bomba" Berrian. O jogador recebe 40 bolas e termina com a melhor média da NFL em jardas por recepção com 17,2.

A defesa dos Vikings perdeu Ben Leber e Pat Williams, isso não é bom. O que é bom é que o time renovou com Chad Greenway e conta com a volta do cornerback, Cedric Griffin. É como se Griffin nunca tivesse se machucado (perdeu 14 jogos da temporada passada). Ele forma uma das melhores duplas de cornerbacks com a estrela, Antoine Winfield. A linha ofensiva ainda tem Jared Allen e Kevin Williams. Obviamente não é a mesma coisa sem Pat Williams, mas o grupo ainda é sólido contra o jogo terrestre. Quando os quarterbacks vão pro passe, Allen e seu bigode dão barrigadas na cabeça deles. O comissário, Roger Goodell, nem consegue assistir. Ele pensa em proibir contato com o quarterback. Seu assistente sugere colocar saias nos quarterbacks. Goodell considera a hipótese mas depois deixa quieto.

Os Vikings vencem doze jogos e lembram o time de 2009. Só que dessa vez, não tem nenhuma interceptação na prorrogação na final da conferência. Os Vikings ganham dos Eagles em Philadelphia e se classificam para o Super Bowl. É a redenção de Donovan Mcnabb!



2. Kansas City Chiefs

Jamaal Charles
Jamaal Charles
Crédito da imagem: Reuters



Matt Cassell decide se candidatar para prefeito de Kansas City depois de uma excepcional temporada. O vice-prefeito será Dwayne Bowe. Essa parceria, que produziu 15 touchdowns no ano passado, continua eletrizando o torcedor dos Chiefs. Contando com a ajuda do calouro do ano, o receiver Jonathan Baldwin, Bowe tem mais espaço para operar. As defesas não podem aplicar uma marcação dupla nele, se não o Baldwin faz a festa. O running back Jamaal Charles termina com mais de 2.000 jardas (entre passes recebidos e corridas) e hoje é considerado um dos três melhores running backs da NFL. A aquisição de Steve Breaston também rende. O wide receiver que somou mais de 1.000 jardas em 2008 quando era pupilo de Todd Haley em Arizona, agora volta com tudo em 2011. Reunido com Haley (técnico dos Chiefs) ele se torna um dos melhores "slot" receivers da NFL. O ataque dos Chiefs, que foi o melhor correndo com a bola no ano passado, mostra um equilíbrio total. Matt Cassell termina com 30 touchdowns e Jamaal Charles disputa o prêmio de MVP.

Defensivamente, Tamba Hali faz jus ao seu novo contrato. O defensive end é líder da AFC em sacks pelo segundo ano consecutivo. Ele é o pior pesadelo dos quarterbacks adversários. A esposa de Philip Rivers, quarterback do San Diego Chargers, começa a ficar preocupada com seu marido que não para de falar enquanto dorme. Ele tem um sonho recorrente e enquanto dorme só fala, "No Tamba", "Bad Tamba", "Tamba poderia jogar em Tampa", "Oh my God, Tamba!" A esposa é forçada a dormir no sofá.

Não é preciso ser um gênio pra afirmar que Eric Berry é o terceiro melhor safety da NFL. Apenas Troy Polamalu e Ed Reed assustam mais. Berry apoia o jogo terrestre e é um terror contra os passes, terminando com 7 interceptações. A defesa dos Chiefs é agressiva e oportunista, são muitos turnovers forçados. Os Chiefs terminam com 11 vitórias e vão pra Indianapolis depois de vencer o Pittsburgh Steelers na final da conferência. Essa é a primeira aparição do time no Super Bowl desde a temporada de 1969.

1. Chicago Bears

Jay Cutler
Jay Cutler
Crédito da imagem: Reuters



Jay Cutler não acredita! É quase um milagre! Ele finalmente tem tempo pra lançar a bola. Aleluia!!! A linha ofensiva, que foi completamente reformulada, joga bem. No ano passado, esse foi o grupo que mais cedeu sacks na NFL. Agora, eles cedem apenas 25, sexta melhor marca da liga. Jay Cutler está tão feliz e surpreso que compra um Rolex pra cada jogador da linha ofensiva depois da décima semana da temporada!

Os Bears não têm o mesmo poder ofensivo do "Greatest Show on Turf" (apelido dado ao ataque do St.Louis Rams comandado pelo coordenador Mike Martz no final da década de 90) mas melhora bastante. Martz e Cutler estão em perfeita sintonia. Os Bears não sentem falta do tight end Greg Olsen (agora no Carolina), pois são muitas outras armas que ajudam o Cutler. Ele pode ter um nome difícil de pronunciar, mas o calouro Dane Sanzenbacher se torna o melhor amigo do Cutler. Com suas rotas precisas, o receiver lembra Wes Welker e o ex-jogador dos Bears, Tom Waddle. Ele não deixa uma bola cair e termina com 65 recepções.

Devin Hester, finalmente mostra que é algo além de um grande retornador. Além de retornar dois punts pra TD, ele recebe 8 passes para touchdown. Quando ninguém está livre nos passes mais longos, é a vez de Matt Forte. O running back joga tão bem, que Mike Martz comete a heresia de compará-lo com Marshall Faulk. Ou será que é uma heresia? Forte corre e recebe passes como ninguém. Depois de uma vitória em cima do Green Bay Packers, Charles Woodson simplesmente fala, "Forte killed us today".

A defesa dos Bears repete o feito do ano passado. Ela é uma parede contra o jogo terrestre e pressiona o quarterback. Tem muita gente que gosta de pimenta do reino, mas o torcedor do Chicago Bears gosta do "reino do homem pimenta." Exatamente! Julius Peppers é uma pimentinha, ou melhor, um pimentão, na vida dos adversários. Ele é difícil de engolir. Peppers é eleito o melhor defensor da NFL depois de somar 15 sacks, duas interceptações e dois field goals bloqueados. Brian Urlacher e Lance Briggs vão para o Pro Bowl, e os Bears vencem os Jets no Super Bowl.

Depois do jogo, o técnico dos Jets, Rex Ryan, compara a defesa dos Bears com a dos Bears de 1985. "Eu não vou falar que essa defesa é melhor do que aquela comandada pelo meu pai, Buddy Ryan. Mas uma coisa eu digo, eles causam um caos danado."


É bom sonhar né?

E pra você, qual será a grande zebra da temporada??

VÍDEO: Djokovic se vinga de derrota, vira batalha contra Federer e vai a final do US Open

Após uma verdadeira batalha de 3h51min, o sérvio Novak Djokovic conseguiu se vingar de Roger Federer e bateu o suíço por 3 sets a 2, parciais de 6-7 (7-9), 4-6, 6-3, 6-2 e 7-5. A vitória coloca o número 1 do mundo na final do US Open, o último Grand Slam do ano.

Roger Federer chegou a sacar para fechar a partida no quinto set após abrir vantagem de 5-3, mas não confirmou seu serviço e, a partir de então, não ganhou mais nenhum game no jogo. Esta é apenas a segunda vez em 185 partidas de Grand Slam que o suíço é derrotado após abrir 2 a 0 no jogo. O problema é que a outra vez foi justamente este ano, quando foi batido por Jo-Wilfried Tsonga em Wimbledon.

A chave da vitória de Djokovic esteve nos erros não forçados. O sérvio conseguiu errar pouco, apenas 35 vezes, e se aproveitou dos deslizes de Federer, que cedeu 59 pontos de graça ao rival. O excesso de erros de Federer nem pode ser traduzido em agressividade, já que o suíço teve apenas uma bola vencedora a mais: 49 a 48.



Clique no player para ver momentos da vitória de Djokovic!
Quase impecável em 2011, Djokovic teve sua incrível seqüência de 43 vitórias interrompida justamente por Roger Federer na semifinal de Roland Garros. Dentro de quadra, o sérvio só perdeu esta partida no ano. Sua outra derrota acabou sendo por abandono, na final em Cincinnati, contra Andy Murray.

Com a vitória, Djokovic volta a diminuir a vantagem de Roger Federer no confronto direto entre os dois. O sérvio chegou ao seu décimo triunfo contra o suíço, que venceu 14 vezes. Em 2011, a vantagem é de Djoko: 4 a 1.

Djokovic chegou a salvar match-points e venceu, de virada, Roger Federer
Djokovic chegou a salvar match-points e venceu, de virada, Roger Federer
Crédito da imagem: Reuters
Vice-campeão em 2010, Djokovic espera agora a outra semifinal entre Rafael Nadal e Andy Murray para conhecer seu rival na grande decisão do US Open. O sérvio leva a vantagem no confronto direto contra o britânico (6 a 4), mas acabou derrotado no último encontro (abandonou quando perdia por 6-4 e 3-0 por conta de dores no ombro).

Já contra o espanhol, Djokovic fica em desvantagem de 16 a 12 no confronto direto. Neste ano, porém, o sérvio transformou Nadal em um verdadeiro freguês, com cinco vitórias em cinco jogos, todas elas em finais.

Djokovic vive um ano mágico e venceu nove (Australian Open, Dubai, Indian Wells, Miami, Belgrado, Madrid, Roma, Wimbledon e Canadá) dos 11 torneios que disputou até aqui. O sérvio só ficou sem a taça em Roland Garros e no Masters 1000 de Cincinnati.

sábado, 10 de setembro de 2011

Brasileirão Série A


18h00 Santos 1x0 Cruzeiro
18h00 América-MG 2x2 Avaí

Brasileiro Série D


17h00 Plácido de Castro 9x1 Vila Aurora
17h00 Nacional-AM 1x3 Cuiabá-MT

Brasileiro Série B


16h20 Náutico 2x1 Criciúma
16h20 Grêmio Barueri 2x3 Sport
16h20 Paraná Clube 0x1 Americana
16h20 Vila Nova-GO 1x2 Boa
16h20 São Caetano 0x2 Bragantino

Italiano

15h45 Cesena 1x3 Napoli

Brasileiro Série C


15h30 América-RN 4x0 Fortaleza Grupo B
15h30 CRB 1x1 Campinense-PB Grupo B

Argentino - Apertura


15h05 Godoy Cruz 6x1 All Boys
17h10 Estudiantes 1x3 Tigre
21h15 Racing Club 1x0 Olimpo

Português


14h30 Benfica 2x1 Vitória de Guimarães
20h30 Paços Ferreira 2x3 Sporting

Francês


14h00 Dijon 1x2 Lyon
14h00 Bordeaux 0x0 Evian
14h00 Sochaux 1x1 Lorient
14h00 Ajaccio 3x1 Valenciennes
14h00 Caen 0x1 Toulouse
14h00 Saint-Etienne 1x3 Lille
16h00 Olympique 0x1 Rennes

Espanhol


13h00 Real Sociedad 2x2 Barcelona
13h00 Villarreal 2x2 Sevilla
15h00 Real Madrid 4x2 Getafe
17h00 Valencia 1x0 Atlético de Madri

Inglês


11h00 Arsenal 1x0 Swansea City
11h00 Everton 2x2 Aston Villa
11h00 Manchester City 3x0 Wigan
11h00 Stoke City 1x0 Liverpool
11h00 Sunderland 1x2 Chelsea
11h00 Wolverhampton 0x2 Tottenham
13h30 Bolton 0x5 Manchester United

Alemão


10h30 Borussia Mgladbach 1x0 Kaiserslautern
10h30 Bayern de Munique 7x0 Freiburg
10h30 Stuttgart 3x0 Hannover
10h30 Borussia Dortmund 1x2 Hertha
10h30 Mainz 0x4 Hoffenheim
13h30 Werder Bremen 2x0 Hamburgo

Exemplos no futebol

O esporte mostra lições de superação diariamente. Alguns atletas superam limites em busca dos melhores resultados. O futebol é um esporte capaz de mexer com a emoção do brasileiro a cada partida, pois tem uma paixão nacional por trás dele.

O feriado de 7 de setembro reservou uma data especial para homenagear um dos maiores goleiros do Brasil: Rogério Ceni. Mil jogos é uma marca histórica, mas ela vai além deste número. Traduz um exemplo de profissional.

Ceni é um exemplo de conduta dentro de campo. Só que a relação com o goleiro ultrapassa as quatro linhas. Ele é ouvido pela diretoria na hora de contratar. O número 1 vira meio-campo do elenco com os diretores.

Dedicado no dia a dia, o atleta do São Paulo serve de exemplo para quem começa no clube. Vou além. Rogério vira exemplo para outros jogadores, de outros clubes, sem essa de rivalidade.

No Rio, vejo um jogador com dedicação e preocupação semelhantes a do goleiro sãopaulino: Juninho Pernambucano. O atleta do Vasco não tem uma anotação na carteira de trabalho que desabone a sua conduta ética.

Na volta ao Brasil, ele se preocupou em pedir ao Vasco que enviasse a bola do Campeonato Brasileiro para que pudesse se adaptar mais rápido ao futebol brasileiro. Quem faz isso?

Em recente entrevista, Juninho destacou que o salário acertado com o Vasco (R$ 600,00 mensais + premiações) não é demagogia, mas uma forma de indicar que ele voltou porque acha que pode ser útil dentro de campo, não pelo nome ou fama que tem.

Rogério Ceni e Juninho Pernambucano são dois exemplos de profissionais dentro e fora de campo.

Owen Wright vence WT em NY e leva 300 mil dólares

Owen Wright surfou muito e venceu a etapa milionária do circuito mundial, o Quiksilver Pro New York. Depois de bater o dez vezes campeão mundial Kelly Slater, Owen embolsou 300 mil dólares e ainda 10.000 pontos no ranking mundial. É a primeira vez que o australiano vence uma etapa do circuito mundial de surf da ASP.
Leia a seguir a análise de Edinho Leite:
Acho muito estranho que os locais insistam em dizer que esse é o melhor swell que bateu em Long Beach desde 2001, quando as torres cairam. Se for assim a Quiksilver realmente jogou com a sorte, mas ganhou. Incrível coincidência, assim como o fato de que há 10 anos CJ Hobgood tenha sido campeão mundial antes do fim da temporada, interrompida por conta dos atentados. Agora, em NY, ao perder para o eventual campeão da etapa no 3o round, CJ deu adeus à sua cadeira cativa na elite. Está fora do circuito dos campeões.
A verdade é que esse evento entra para história pela premiação de 1 milhão de dólares, por quase não ter rolado por conta do furacão Irene e marca a postura de uma nova geração. Owen faz parte do time que tem bronca do Slater. Reclama de suas notas e sempre tem uma alfinetada para soltar. Não entendam mal. É uma postura que faz sentido. Afinal, ninguém consegue vencer seu ídolo.
Trilha da vitória
Mineirinho, que vinha surfando muito bem, perdeu, pela terceira vez seguida, para um compatriota. Jadson passou por ele para perder na sequência, nas quartas de final, para Taj Burrow. O australiano estava inspirado, mas muita gente reclamou de um certo achatamento das notas dadas ao brasileiro. Pode ser, mas suas ondas não foram tão grandes quanto as do Taj e aquelas pequenas perdas de link entre uma manobra e outra podem fazer diferença. Uma diferença do tipo 14.77 X 14.37.
Na segunda bateria das quartas Kelly chegou a ficar preocupado quando Kerr, que já havia superado o careca no round de no loosers, começou a forçar seus vôos. Mas a quadriquilha com estabilizador não falhou. As ondas surgiram para ele, como sempre. Ele quebrou geral, como sempre.
E as ondas resolveram descansar, bem na bateria dos brasileiros. Heitor Alves dominou a disputa toda com boa utilização de velocidade e bordas. Mas nos últimos minutos Alejo encontrou uma onda que valeu a bateria. Maior e melhor onda dessa meia hora de pouca emoção. Três rasgadas sérias e seguras garantiram a vitória.
Owen Wright começou forte com 8.33. Aquela paulada/rasgada/invertendo é a cara dele na esquerda. Julian Wilson tentou se manter ocupado e somou aos seus 6.00 uma esquerda com pancada de back jogando a rabeta para o espaço e invertendo completamente a direção. Explosão e controle só lhe renderam 6.37. Os juízes estão exigentes e provocavam os atletas a cometer aéreos. Julian não encontrava a onda certa. Sem a prioridade tentava voar. Com apenas duas ondas e a liderança Owen continuava lá fora, esperando. Deixou Wilson ir numa esquerda e ficou com a de trás. Poderia ter sido um erro, mas nem um nem outro conseguiu fazer nada nessa última série. Esperava mais dessa disputa.
SEMIS
Taj, como na bateria contra Jadson, mandou uma sequência de pauladas de back, jogando muita água, perfeitamente encaixado no tempo da onda. Novamente, sem aéreos, chegou aos 9.30. As esquerdas estão longas e Kelly desfila um repertório de floaters com rasgadas para fazer 9.07. Taj entuba, mas a onda é curta. Kelly entuba, sai, mas exagera no cut. A melhor da bateria sobrou para Taj que cravou as bordas em carves comprometidos com a força e radicalidade [7.80]. Kelly busca 8.04 num outro tubo para a direita, mas erra a finalização mais uma vez. Várias baterias foram decididas com aéreos. Taj tem a prioridade e espera lá fora. Kelly fica tentando voar no inside. Não havia mais completado nenhuma onda desde aquela primeira até que, seguindo a tendência ditada nesse evento, Kelly acelerou como pode para decolar num aéreo reverse, voltar para onda no meio da espuma e comemorar. Ele sabia que teria algo mais que um 9, mas acho que nem ele esperava um dez. O primeiro desse evento. Taj, mais uma vez dançou. 19.07 X 18.33. Que disputa impressionante.
Alejo na semi
Owen mostra verticalidade, inverte tudo e sai na frente numa esquerda de 7.17. Quase 10 minuos depois Alejo responde com back side sólido, linkando bem as manobras, mas nåo rolou aquele momento extraordinário e ele fez 6.93.  Owen aumentou a diferença numa esquerda menor, com manobras bem definidas. Alejo pegou uma que parecia linda, mas errou no aéreo, assim como nas outras poucas tentativas de ambas as partes nessa bateria chata, perto do que já havia rolado pela manhã. Pronto, a mesma final de Teahupoo.
QUEM QUER SER UM Milionário
Ops! Kelly em combinação logo no começo da bateria. Owen quer revanche e surfou inspirado, jogando aéreo solo ou combinando com manobras bem variadas na segunda onda. Outra esquerda sólida do australiano e Kelly precisa de 17.84 quando faz sua primeira onda diante do público alucinado. Essa parece ser uma final digna do tamanho da premiação. Aos quase 40 anos Kelly parece de borracha, com reflexos biônicos. Saiu da combi mas errou a terceira manobra numa esquerda que poderia lhe dar a virada se chegasse aos 9.83. Kelly pega uma da série, explode no lipe, mas a onda fecha diante dele. Owen joga a rabeta e cai de layback, tudo parece estar dando certo para ele que fecha mais essa longa esquerda com um aéreo honesto.
Agora Kelly precisa fazer 9.90 nos 3 minutos finais. Acerta uma paulada e acelera como louco para tentar voar. Chegou errado no lipe e bateu de tal forma contra que partiu sua pranchinha mágica na pancada. Não lembro de vê-lo partindo outra prancha numa bateria. Esse evento tem muita coisa inédita acontecendo. O jet o leva de volta com a prancha reserva. Mas já era. Owen Wright vence seu primeiro evento na elite justamente contra Kelly, no inédito evento na costa leste que pagou a maior premiação de todos os tempos. Isso tudo uma semana depois de ter perdido na final contra o rei lá no Tahiti. O campeão, de pé no jetski, vibra diante da multidão antes de ir receber sues 300 mil dólares. Kelly continua liderando o circuito, tranquilo. Mas Owen deve ser o cara mais feliz do mundo hoje. Hoje parece o começo do fim de muitas coisas.
Kelly Slater saiu de Long Beach 100mil dólares mais rico
Kelly Slater saiu de Long Beach 100mil dólares mais rico Crédito da imagem: Timo Jarvinen/Quiksilver
Kelly Slater até que tentou virar a bateria, mas teve sua prancha quebrada faltando poucos minutos
Kelly Slater até que tentou virar a bateria, mas teve sua prancha quebrada faltando poucos minutos Crédito da imagem: Timo Jarvinen/Quiksilver
Owen Wright surfou muito na final e não teve nem para o 10x campeão mundial.
Owen Wright surfou muito na final e não teve nem para o 10x campeão mundial. Crédito da imagem: ASP/Kirstin
Kelly Slater ficou boa parte da bateria final precisndo de uma combinação de notas.
Kelly Slater ficou boa parte da bateria final precisndo de uma combinação de notas. Crédito da imagem: ASP/Kirstin

Número 1

Até pouco tempo atrás via os europeus como campeonatos de outro planeta. Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha... Tudo me fascinava. Ainda gosto de acompanhá-los, sinto prazer em ficar na frente da telinha para assistir aos jogos de Barcelona, Real, Milan, Manchester, Bayern. Mas, com a licença dos amigos do Primeiro Mundo, digo com convicção: o Brasileirão é, de longe, o melhor de todos.

Que competição tem invariavelmente três ou quatro clubes brigando pelo título até a rodada final, como ocorreu por aqui nos últimos dois anos e deve se repetir agora? Em que torneio o lanterna faz 4 a 1 num dos primeiros colocados, como houve no fim de semana no confronto entre América-MG e Vasco?
O campeonato no Brasil tem emoção, equilíbrio, disputa acirrada e imprevisibilidade, diferentemente do que se vê nas nações mais desenvolvidas, em que Barça e Real, Manchester e Chelsea, por exemplo, passam uma temporada inteira praticamente sem perder para os "menores".
É claro que na questão técnica os grandes da Europa ainda são superiores aos grandes daqui. Não temos um time como Barcelona, Real ou Manchester. Os pequenos de lá, no entanto, são muito ruins, bem piores que os nossos pequenos. O que torna os campeonatos óbvios demais e, consequentemente, menos interessantes. Vale muito pelo desfile das várias estrelas, não pela disputa em si.
Nosso pecado é outro. Faltam organização, segurança e conforto nos estádios. Por isso, somos goleados em média de público. Assistir a um jogo no Bernabéu, por exemplo, é um programão. Estacionamento, restaurante interno, assento numerado, segurança. Para ir ao Morumbi ou ao Engenhão, tudo é difícil. Desde a chegada - para encontrar um lugar para guardar o carro -, na plateia, onde não se respeita o lugar marcado, até a saída, em que regularmente há confronto de torcidas. Dentro do campo, porém, sou mais Brasil. E estou longe de me considerar um patriota fanático, daqueles que choram pela seleção.
O torcedor, porém, vai aos poucos se acostumando com a ótima fórmula dos pontos corridos - estamos na nona edição com esse formato - e tem prestigiado sua equipe, apesar das dificuldades.
Anteontem, o Morumbi recebeu mais de 60 mil são-paulinos para a justíssima homenagem ao melhor jogador da história do clube, Rogério Ceni, e também para empurrar o time na luta pela liderança. O Engenhão abrigou 42 mil pessoas para acompanhar mais um capítulo da incrível (e, para mim, inesperada) ascensão do Botafogo. O Pacaembu ficou lotado, ontem, para o clássico das multidões Corinthians x Flamengo. E as vendas de pacotes de pay per view têm crescido ano a ano.
As rodadas sempre reservam uma ou outra surpresa, e as mudanças na tabela são frequentes. Não podemos exaltar o nível técnico desta edição, aquém das tradições do futebol brasileiro, mas ainda assim temos grandes nomes como Neymar, Ganso, Marcos, Rogério, Ronaldinho, Damião...
Os pontos corridos tornaram boa parte das partidas com cara de decisão. E cada pontinho é fundamental, ao contrário do que ocorre entre os europeus, principalmente na Espanha, em que um tropeço muda pouca coisa. Torço muito para que esse sistema de disputa se eternize por aqui, apesar da pressão de muitos pela ressurreição do mata-mata.
Se estivéssemos no mata-mata, o leitor acha que a vitória do São Paulo sobre o Atlético-MG seria tão comemorada como foi? Ou o jogão Corinthians x Flamengo teria status de final? Para mim, não. Com oito classificados para as quartas de final - como funcionava até 2002 -, corintianos, flamenguistas e são-paulinos já estariam praticamente garantidos na fase seguinte e jogariam daqui para a frente somente para assegurar a irrisória vantagem de decidir em casa na etapa eliminatória. Ou seja, tira-se a graça do campeonato durante vários meses para depois buscar a emoção em três ou quatro semanas.
Vamos para a 23.ª rodada do Brasileirão e ainda não se pode apontar um favorito ao título. Mais uma vez, a disputa será contagiante até o fim.

PVC: Corinthians só não foi melhor do que o Flamengo no final do 1º tempo

A diretoria do Palmeiras está perdida. Primeiro, ela fecha a venda de Valdivia. Depois recua. Parte dos cartolas contava com os R$ 13 milhões que entrariam nos cofres do clube. Era dinheiro para pagar contas. Mas ele não vem mais. O que já era rachado, ficou mais trincado. Ninguém se entende no Palmeiras. E isso reflete no time.
E mesmo sem poder, a diretoria vai dando aumento para seus jogadores. Uma pessoa que frequenta o Palmeiras me disse nesta semana que Kleber teve o aumento que tanto queria, embora não tenha sido mais o mesmo depois daquela confusão toda envolvendo o Flamengo. Valdivia também ganhou o seu. Estava de malas prontas para o Catar, liberado pelo presidente e por Felipão, e agora tem 30% a mais no contracheque. Assim até eu.
Não é só. O Palmeiras paga R$ 200 mil por mês para que Lincoln jogue no Avaí. Queria se livrar do jogador, mas teve de assumir 70% do seu salário. Vai pagar esta bolada até o fim do ano. E o pior é que não tem dinheiro para nada.
A diretoria do Palmeiras precisa saber o que quer da vida. Não dá para administrar um clube do tamanho do Palmeiras dessa forma, com idas e vindas e sem ter uma direção para o futebol. A impressão que muitos têm é que falta comando. Arnaldo Tirone precisa tomar as rédeas da situação e parar de ouvir tantas pessoas que mais parecem querer atrapalhar seu trabalho que ajudar

PVC: Corinthians só não foi melhor do que o Flamengo no final do 1º tempo

Comentarista da ESPN, Paulo Vinícius Coelho, afirma que o time jogou como líder e diz que o lance violento de Gustavo contra Liedson pode parar no tribunal.