quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VÍDEO: Inter reverte placar contra o Independiente e conquista o bi da Recopa Sul-Americana

Foi sofrido, foi pegado, foi tenso, ingredientes básicos de uma decisão na América do Sul. Mas com a bola nos pés, o Internacional mostrou força e venceu o Independiente, por 3 a 1, no Beira-Rio, nesta quarta-feira, e conquistou o título da Recopa Sul-Americana pela segunda vez na história, repetindo o feito de 2007.

Após derrota por 2 a 1, na Argentina, o Colorado reverteu o placar em Porto Alegre com dois gols do atacante Leandro Damião e um do lateral Kleber, de pênalti, enquanto Maxi Velázquez descontou para os visitantes. O gol do título de Kleber saiu apenas aos 38 minutos do segundo tempo.

Ser campeão com a camisa colorada tem atrelado a si muita angústia, muito nervosismo, e, no fim, tem comemoração. Foi assim nas Libertadores de 2006 e 2010. Não foi diferente na Copa Sul-americana e no Mundial, as principais conquistas mais recentes do clube. 

 Leandro Damião fez dois gols da vitória do Internacional; veja!
Crédito da imagem: Reuters
Leandro Damião fez tudo parecer fácil, não só pela naturalidade com que marca gols, mas por ter feito dois nos 25 minutos iniciais de jogo. O primeiro com direito a janelinha e chute de bico. Tudo estava encaminhado, mas os argentinos criaram forças para descontar com Maximiliano Velázques, no começo do segundo tempo.

Os corações batiam acelerados dentro da casa colorada, o tempo passava cada vez mais rápido e a prorrogação se aproximava, mas Andrezinho achou Jô na área. Livre, o atacante foi derrubado pelo goleiro Navarro. Na cobrança, a frieza de Kleber fez ecoar pelo Beira-Rio o grito de bicampeão.

O jogo

Contar com Leandro Damião é ter boa parte dos problemas resolvidos. Sua fase é mágica como será a noite de comemorações dos colorados. O centroavante possui um repertório inesgotável para marcar gols. Um jeito inédito de ir as redes foi visto aos 20 minutos. Posicionado ao lado da área, Damião emplacou uma janelinha, avançou e de bico levou o Beira-Rio ao delírio. Mais uma pintura para sua galeria.

Cinco minutos depois, o camisa 9 fez o estádio tremer novamente ao apresentar a todos mais uma obra, desta vez, menos bela, mas não menos importante. Após chutão do goleiro Muriel, Damião venceu pelo alto, e de pé esquerdo ampliou. Com pouco mais da metade do primeiro tempo, o Inter tinha solucionado a parte mais complexa da equação da noite, transformando o que era negativo em positivo.

Porém, o futebol e a matemática possuem lógicas próprias, muitas vezes incompreendidas. Não é possível, por exemplo, expressar de alguma maneira a persistência dos argentinos. Os hermanos não desistem até que não haja mais chances. Assim como é difícil explicar o encolhimento dos gaúchos no segundo tempo. Maximiliano Velázques fez a tensão crescer na noite de Porto Alegre. Com três minutos do segundo tempo, em trama pela direita, o defensor descontou, igualando a disputa no agregado.

Se tudo estava zerado, os times passaram a brigar para ter o sinal positivo ao seu lado. Os Reys de Copas, empolgados com o gol, estavam mais vivazes e próximos de obter a vantagem. Marco Pérez parou em Muriel, no rebote, Ivan Vélez carimbou a defesa. Após conseguir voltar a respirar, o Inter voltou a emparelhar o confronto.

Quando a angústia imperava, Jô foi derrubado pelo goleiro, aos 36 minutos. Na cobrança, Kleber foi frio, de canhota. Ele deslocou o goleiro, resolveu a parte final do problema e deu mais uma taça para a galeria do Inter.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 3 X 1 INDEPENDIENTE


Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 24 de agosto de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Renda: R$ 1.254.240,00
Público: 39.069
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Pablo Fandiño e Mauricio Espinosa (ambos uruguaios)
Cartões amarelos: Eduardo Tuzzio, Maximiliano Velázquez e Osmar Ferreyra (Independiente);
GOLS: INTERNACIONAL: Leandro Damião, aos 20 e aos 25 minutos do primeiro tempo, e Kleber, aos 38 minutos do segundo tempo;
INDEPENDIENTE: Maximiliano Velázquez, aos 3 minutos do segundo tempo;

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Guinazu, D'Alessandro (Andrezinho) e Oscar; Dellatorre (Jô) e Leandro Damião
Técnico: Dorival Júnior

INDEPENDIENTE: Hilario Navarro; Eduardo Tuzzio, Julián Velázquez, Gabriel Milito e Maximiliano Velázquez; Ivan Pérez (Ivan Vélez), Cristian Pellerano, Hernán Fredes (Leonel Nuñez), e Osmar Ferreyra (Matias Defederico); Marco Pérez e Facundo Parra
Técnico: Antonio Mohamed

São Paulo bate o ceara por 3 a 0

O São Paulo fez o dever de casa, bateu o Ceará por 3 a 0 no Morumbi e garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. A equipe superou um primeiro tempo muito ruim e contou com noite feliz de Cícero e Lucas para resolver a partida.
Disposto a resolver a classificação rapidamente, o tricolor começou o jogo pressionando a saída de bola para sufocar o Ceará em seu próprio campo. Com Fernandinho, Dagoberto e Lucas bem adiantados, a tática surtiu efeito e nos primeiros minutos os visitantes não conseguiram ter tranquilidade para acalmar a partida. Com a bola nos pés, porém, o time se perdia em meio a tentativas individuais de seus homens de frente
Bastaram 15 minutos para perceber que a formação mandada a campo pelo técnico Adilson Batista não funcionaria. Sem um articulador no meio e com Lucas desaparecido, o São Paulo não conseguia pôr a bola no chão e armar jogadas de ataque. Casemiro, aparentemente designado para a função, não deu conta do recado e Carlinhos Paraíba errava muitos passes. Resultado: chutões, lançamentos para ninguém e pouca efetividade.
Destaque no duelo contra o Palmeiras, Dagoberto abusou do individualismo e por diversas vezes se atirou no chão na tentativa de cavar faltas perigosas. A lesão de Fernandinho aos 30 minutos deu a oportunidade de Adilson corrigir o erro na escalação e mandar Cícero a campo para dar mais consistência à equipe, que não escapou das vaias no fim da primeira etapa.
A conversa no vestiário deve ter sido quente, porque o São Paulo voltou muito mais ligado na segunda etapa. Logo aos 2minutos Cícero bateu falta perigosa e levantou a torcida. Lucas também veio melhor e começou a se movimentar mais à procura da bola. Mais agressivo, o time passou a efetivamente dominar a partida e atacar com mais objetividade.
Os primeiros gritos por Rivaldo já ecoavam nas arquibancadas quando Carlinhos Paraíba achou Cícero entre os zagueiros na marca do pênalti. O meia matou a bola no peito e tocou no canto para abrir o placar e aliviar o clima de tensão que começava a se formar no Morumbi.
Com o placar adverso que daria a vaga ao rival, Vagner Mancini abriu o Ceará e deu o espaço que os donos da casa tanto procuravam. Em dois contragolpes velozes, Lucas e Dagoberto fizeram o segundo  e terceiro para sacramentar a classificação e afastar o vexame de uma eliminação em casa logo na primeira fase. Com o placar favorável, a equipe passou a administrar o resultado.
O São Paulo agora aguarda o vencedor do confronto entre Libertad-PAR e Equidad-COL ou Juan Aurich-PER para saber quem será seu rival na próxima fase. Antes de voltar a pensar na Sul-Americana, a equipe volta as atenções para o Brasileirão, onde enfrenta o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, no último duelo do primeiro turno.

Borges Precenteia Papai Neimar

Na festa para o “papai” Neymar na Vila Belmiro, Borges foi a principal atração. O camisa 9 marcou os dois gols do Santos, e garantiu a vitória contra o Fluminense, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, em partida adiada da 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol do time carioca foi marcado por Rafael MouraCom o triunfo, o Santos ficou mais distante da zona de rebaixamento, ao pular para a 14ª colocação, com 21 pontos. Já o Fluminense perdeu a chance de encostar no G-4 e se mantém na 9ª posição, com 25 pontos.

No jogo, os holofotes estavam voltado para Neymar. A atuação não foi brilhante, mas o jovem deixou a sua marca em jogada individual ao dar dois chapéus em Lanzini no segundo tempo e levantar a torcida. Na ocasião, o Santos já vencia o jogo por 2 a 1 graças ao artilheiro do campeonato, Borges, que chegou aos 12 gols.

Após atuações sem brilho do time principal, o Santos, enfim, demonstrou estabilidade  e soube controlar bem o ritmo da partida. O retorno de Danilo deu maior segurança ao sistema defensivo, e do outro lado, Léo conseguiu impedir as investidas de Mariano ao ataque.

O domínio santista resultou em boas chances, e no primeiro tempo, Arouca, por duas vezes, e Paulo Henrique Ganso e Neymar desperdiçaram ótimas oportunidades. O goleiro Diego Cavalieri conseguiu evitar o pior na primeira etapa. Só não soube parar o goleador do campeonato.

Borges fez de cabeça o primeiro gol, aos 13 minutos, mas viu Rafael Moura empatar o jogo da mesma forma, aos 38. O camisa 9 santista não deixou a euforia tomar conta do Fluminense, já que três minutos depois marcou novamente.

Na tentativa de modificar o panorama do jogo no segundo tempo, Abel Braga colocou Souza no lugar de Marquinho. E logo aos quatro minutos fez outra modificação: sacou Valencia para colocar Diogo.

O grande problema para a Abel foi o fato de Fred se queixar de dores musculares pouco depois das alterações e também ser substituído (por Rafael Sobis). Em 15 minutos, o treinador do Flu Apesar disso, o time visitante foi bem superior ao Santos no segundo tempo.

O Fluminense criou boas chances de gol, e na melhor delas, Danilo evitou o gol de Carlinhos ao dar um carrinho preciso sobre a bola evitando que ela entrasse.

A vitória do Santos foi assegurada com sufoco nos minutos finais. Só que o importante para Neymar foi ter coroado o dia do nascimento do filho com um triunfo. Isso, graças a Borges

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Liga dos Campeões

Eliminatórias Jogo de volta
Rubin Kazan (RUS) 1 x 1 Lyon (FRA)
Udinese (ITA) 1 x 2 Arsenal (ING)
Benfica (POR) 3 x 1 Twente (HOL)
Sturm Graz (AUT) 0 x 2 BATE Borisov (BLR)
Viktoria Plzen (TCH) 2 x 0 FC Copenhagen (DIN)

Liga dos campeoes


Udinese 1X2 Arsenal

Amistosos

19h30 Real Madrid 2x1 Galatasaray

Recopa Sul-Americana

21h50 Internacional 3x1 Independiente

Copa Sul-Americana


21h50 São Paulo 3x0 Ceará
21h50 Atlético-PR 0x1 Flamengo

Brasileirão Brasileiro Série A

20h30 Santos 2x1 Fluminense

Histórias da estreia de Schumacher na Fórmula 1 por Livio Oricchio

  Até ontem à noite não havia, ainda, uma definição sobre a presença de Bruno Senna no cockpit do renovado carro da Renault no GP da Bélgica, no fim de semana, em substituição ao alemão Nick Heidfeld. Mas as chances são boas. Hoje a história deverá ter seu desfecho. Enquanto isso, aos poucos as mais bizarras histórias envolvendo a estreia de Michael Schumacher na Fórmula 1, em Spa-Francorchamps, há exatos 20 anos, começam a emergir. E vão surgir muitas até domingo, dia da corrida.
  Bruno ou Heidfeld e o companheiro, Vitaly Petrov, terão à disposição já no primeiro treino livre, sexta-feira, uma versão B do modelo R31. O carro foi projetado para desfrutar os benefícios aerodinâmicos de posicionar os terminais de espace voltados para a frente, na laterais. Mas a partir do GP da Bélgica o time francês utilizará os escapamentos voltados para trás, como a maioria. Em razão da proibição dos testes, a equipe tem referência apenas virtual do comportamento do carro. Os pilotos vão descobrir na pista se o R31 tornou-se mais equilibrado e veloz. É outro dos desafios de Bruno se conseguir a vaga.
  Boa parte dos que gostam de Fórmula 1 sabe que Schumacher estreou na competição, no GP da Bélgica de 1991, porque o piloto de Luxemburgo, que correu com licença belga e francesa, Bertrand Gachot, foi preso: usou spray de gás lacrimogêneo na face de um motorista de táxi, em Londres, durante uma briga. A vaga na equipe Jordan ficou livre. Poucos sabem que naquela corrida, o empresário de Schumacher, o alemão Willi Weber, convenceu Eddie Jordan a aceitá-lo “por ser um especialista” nos 6.940 metros, extensão da época, do circuito de Spa. “Na realidade o máximo que Michel havia feito em Spa fora umas voltas de bicicleta”, contou depois Weber.
  Durante o GP do Japão de 1996, Eddie Jordan contou várias passagens daquele fim de semana ao Estado. “Eu e Ian sabíamos que com nosso orçamento não terminaríamos a nossa primeira temporada na Fórmula 1, em 1991”, lembrou. Ian Phillips era seu diretor comercial. “Fazíamos economia de guerra. No GP de estreia de Michael, no nosso time, dormimos num albergue. O problema é que eu e Ian tivemos de compartilhar uma cama de casal”, disse, rindo, como bom irlandês. “Mas eu dormi com a cabeça virada para os pés de Ian.”
  Não nesse nível de detalhe, Schumacher escreveu na sua coluna no semanal alemão Auto Motor und Sport, recentemente, ter estranhado o albergue. “Achei que a Fórmula 1 fosse diferente.” E publicou ter sinalizado a Eddie Jordan, depois do warm up, o problema no sistema de embreagem que o fez abandonar a prova logo depois da largada. “Eddie disse que custaria muito dinheiro trocar a embreagem.”
  A Mercedes, para quem Schumacher, então com 22 anos, competia no Mundial de Esporte-Protótipos, na Sauber-Mercedes, pagou US$ 237 mil (cerca de R$ 370 mil) para Eddie Jordan tê-lo na equipe no GP da Bélgica. Apesar do abandono precoce, o sétimo tempo no grid causou tanta comoção que Flavio Briatore, diretor da Benetton, o contratou já para a etapa seguinte, o GP da Itália, e dispensou o brasileiro Roberto Moreno.
  Complemento do texto:
  Quarta-feira, dia 24, hora do almoço para mim, aqui em Nice. Estou embarcando para Frankfurt e de lá sigo de carro para Spa. Acabei de falar com um amigo da Renault e o que me disse foi: “Até onde sei, neste momento (11 horas de Nice, 6 horas de Brasília), não há definição quanto ao Bruno correr em Spa”.
  Torço para dar certo. O Bruno merece a chance. Com o Nick Heidfeld, a equipe já sabe o que poderá obter. Por que não tentar um piloto mais jovem, cheio de gás?
  Lá de Spa envio notícias, ainda hoje.
  E quanto a essas histórias do fim de semana da estreia de Schumacher na Fórmula 1, vou contar outras que sei e as que irei pesquisar no autódromo com quem as vivenciou.

Novos horários do Brasileiro tiram jogos da Série B da TV e irritam até empresa da Globo

 mudança nos horários das Séries A e B do Brasileiro promete ser um problema para torcedores de times que brigam para voltar à elite. A alteração da CBF que acabou com o jogo do Brasileirão às 21h de sábado e passou as partidas das 18h30 para as 18h, também no sábado, afetou diretamente a transmissão da segunda divisão. No último final de semana, o telespectador já foi prejudicado. Na próxima terça-feira, quando a Série B terá uma rodada completa e simultânea, com dez jogos, o estrago será ainda maior, e pelo menos três partidas não chegarão a milhares de telespectadores pelo Brasil. A Net, empresa de TV por assinatura que tem as Organizações Globo como uma das acionistas, foi quem teve que escolher no último sábado por “sacrificar” para os clientes de São Paulo a boa vitória por 3 a 1 do Americana, que luta nas primeiras posições da Série B, sobre o Vila Nova, em Goiânia (GO). Mas também não se mostra contente com a situação. “Não sei quem foi o gênio que pensou isso (nos novos horários), mas nós vamos descobrir”, garante Alessandro Maluf, gerente de produtos da empresa.
O problema acontece porque nem todas as operadoras de TV por assinatura disponibilizam os dez canais do PFC, pacote oferecido pela Globosat. A Net, por exemplo, tem apenas sete. Nada disso, porém, acontecia até poucas semanas, quando a CBF anunciou várias alterações nos horários dos jogos. O sábado virou um dia confuso no Brasileiro, em que os jogos da Série A às 18h começam sem que os da Série B às 16h20 tenham terminado.
O telespectador então pode ficar ainda mais confuso, já que o PFC continua prometendo em seu site a transmissão de “100% dos jogos das séries A e B do Campeonato Brasileiro, em conjunto com SporTV e TV aberta”. Mesmo diante da nova situação, a ramificação da Globosat preferiu não comentar o caso.
Já a Net se defende lembrando que não promete a transmissão de todos os jogos quando vende o pacote do PFC. “A gente não fala que são todos os jogos, mas que é a melhor cobertura”, esclarece Maluf, que, por outro lado, admite a diferença sutil que pode confundir o consumidor. “Se ele (cliente) reclamar é claro que a gente vai dar um desconto”, afirma.
Mesmo assim, a intenção é que a situação seja resolvida em breve, e mais mudanças de horário podem acontecer no Brasileiro. “Já fizemos um pedido para a Globosat, para que coloque o jogo às 16h”, conta Maluf, se referindo às partidas da Série B às 16h20. Para isso, a Net conta com “o bom senso da CBF e da Globosat”, já que não é mais possível que o mesmo canal transmita uma partida da Série B às 16h20 e outra da Série A logo depois.
Enquanto o problema persiste, operadoras que não têm todos os canais PFC devem continuar priorizando jogos, tentando, ao menos, satisfazer os torcedores locais. Assim, a transmissão da Série A segue normal, e na Série B, por exemplo, torcidas paulistas como as de Portuguesa, Ponte Preta e Guarani sempre verão os jogos de seus times dentro do Estado.
De qualquer forma, o Procon de São Paulo confirma que o torcedor que se sentir lesado pode exigir os seus direitos. “A Net ofereceu um serviço, se o consumidor não pode assistir aos jogos, ainda que seja por mudança de terceiros, houve uma frustração de expectativa”, diz Fátima Lemos, assessora técnica do órgão, usando o exemplo mais comum no Estado. “A Net teria que fazer um abatimento proporcional”, indica Fátima, corroborando com a proposta de desconto da própria empresa.

Parceiro de treinos de Anderson, Erick Silva fala de preparação para o UFC Rio

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Olá fãs de esportes,

Um dos estreantes no UFC que lutarão neste sábado é Erick Silva.

Lutando pela divisão de meio-médios, Erick fará sua primeira luta na organização contra outro brasileiro, que também faz sua estréia: Luis Beição, campeão mundial do Shooto.

Erick enfrentaria Mike Swick, mas o americano se machucou e está fora da disputa.

Bati um papo com o parceiro de treinos de Anderson Silva sobre a aguardada estréia no evento.

O que achou da mudança de adversário para o UFC Rio?

Preferia lutar contra Swick, me preparei todos esses meses para ele. Mas tudo bem o Beição ter essa oportunidade. Vou ter que enfrentar brasileiro, é ruim, sempre torci pra brasileiros, agora é como se fosse inimigo. Mas acabando a luta fica tudo bem, e vou torcer para ficarmos juntos no UFC. Minha meta é vencer no UFC, então não escolho adversário. Quem colocar pra mim, enfrento. Os treinos estão ótimos, estou 100%, e isso que conta.

O Beição é mais trocador, e tem melhor chão. O que muda em relação ao Swick?

Os treinos são os mesmos. Estou treinando muay thai, chão... Estrategicamente muda alguma coisa sim, mas o treino não muda muito, ainda mais faltando tão pouco para o evento.

O Ronaldo Jacaré e o Rafael Feijão brincam, quando treinam preparação física na academia, que é a hora da “psicopatia”, e você faz o mesmo treino. Como é isso?


Aqui é força de maluco! Treinamos parte física, fazemos musculação... Foi bom que eu pude vir com bastante antecedência, três meses antes. Essa é uma vantagem que eu não tinha em outras lutas e vou ter agora.

Você é do Espírito Santo e sempre passava algumas semanas aqui no RJ antes das lutas. Agora você mudou em definitivo pra cá?

É, estou aqui com minha mulher e meu filho. Eu vinha faltando um mês e meio, dois meses para as lutas, e ficava preocupado com minha família no Espírito Santo. Ficava falando por telefone, batia saudade. Agora com eles do meu lado, me conforto mais. Chego em casa, tem minha esposa, brinco com meu filho, não tem preço acompanhar o crescimento dele. Eu ficava fora dois meses, voltava para casa e ele já estava diferente. O que mais gosto hoje é de minha família perto de mim.

Como estão seus parceiros de treinos Minotauro e Anderson para o UFC Rio?

Estão todos voando, não só eles como e Jacaré e o Feijão, que lutarão no Strikeforce duas semanas depois. O Anderson está bem. O Minotauro, há quatro meses, mal andava. Hoje, quem o vê treinando não acredita que teve lesões. Ele está 100%, posso garantir. Eu também estou pronto, todo mundo na ponta dos cascos.


*Fique ligado aqui no blog, no ESPN.com.br e também no meu twitter (http://twitter.com/gvenga) e fique por dentro de toda esta semana especial do UFC no Brasil.
Erick Silva

Zico estreia no dia 2. Jogo é no Iraque

È uma vida marcada por desafios. Bons combates. Difícil saber o maior. Provavelmente, o próximo está entre eles. E já tem data e hora: Iraque x Jordânia, no dia 2 de setembro, em Arbil, no Iraque. É a estreia de Zico no comando da seleção iraquiana, que luta por uma vaga no grupo A das eliminatórias da Copa do Mundo, com China, Jordânia e Cingapura.

Zico está feliz com o que vem por aí. Embarca ainda esta semana. Sabe que o grupo é forte para o Iraque, mas para quem fez o milagre do crescimento de transformar o futebol japonês, vê com bons olhos. Tampouco se impressiona com a atmosfera que se cerca quando se fala em Iraque.

“Se tivesse problema para realizar o jogo lá, a Fifa não marcaria”, conta Zico, por telefone. O irmão Edu ainda não vai com ele, devendo ir em seguida, assim como Moraci Santana.

Zico terá ingerência também nas seleções de base iraquianas. O tempo de trabalho é muito curto em termos de eliminatórias, mas Zico espera que aos poucos possa impor seus conceitos de futebol.
A única participação do Iraque numa Copa do Mundo foi no México, em 1986, perdendo as três partidas que disputou, Paraguai, Bélgica e México.

A maior das violências: o espanto com o craque que torceu por outro clube

É possível que Kléber jogue melhor o clássico de domingo, contra o Corinthians, do que jogaria sem a motivação que a Gaviões da Fiel lhe causou. Se um dia Kléber foi filiado à principal facção uniformizada do Corinthians -- e foi -- hoje é muito mais próximo da Mancha Alvi-Verde, o que não chega a ser positivo.

Se no passado, como qualquer outro garoto brasileiro, Kléber torceu por um clube e teve um ídolo, como confirma o livro Kléber, o Gladiador, de Maurício Noriega, hoje é profissional do futebol.

Então, não faz sentido discutir se foi o não filiado à Gaviões da Fiel.

Sócrates foi santista na infância, jogou pelo Santos no final da carreira, sempre se soube disso e nunca se ligará o Doutor ao Santos mais do que ao Corinthians, clube do qual foi ídolo.

Careca também torceu pelo Santos, jogou pelo clube da Vila Belmiro no final da carreira e sempre será lembrado vestido de branco, vermelho e preto, com a camisa do São Paulo.

Júnior, o Capacete, disse ter torcido pelo Fluminense, assim como Roberto Dinamite confirmou ter sido torcedor do Botafogo, o que não o impediu de presidir o Vasco.

E se Ademir da Guia já era vivo quando seu pai,  eterno Domingos, jogou no Parque São Jorge, talvez até o maior ídolo que já se vestiu de verde possa um dia ter gritado "Corinthians!"

Kléber só precisa ter a cabeça no lugar que os dirigentes da Gaviões da Fiel não tiveram. Se os torcedores agiram sem pensar no risco que é divulgar informação já publicada, só para escandalizar a maioria desinformada, Kléber deve entrar em campo pronto para ouvir coros de "Doutor, eu não me engano, o Gladiador é corintiano."

Se tiver sangue frio, pode sair do Prudentão mais amado pelos palmeirenses do que

No RAIO X do apito: 6 pênaltis pró- Corinthians. S. Paulo: 1. Fla: nenhum

Observando alguns números do Footstats sobre o Campeonato Brasileiro, foi possível perceber algo no mínimo curioso. Os dois times que há seis rodadas duelam pela liderança, até dividindo-a em alguns momentos, separados pelos critérios de desempate, estão ali, próximos na pontuação, mas muito distantes no quesito pênaltis marcados.

Se o Corinthians é um dos que mais penalidades máximas teve a seu favor na competição, seis, ao lado do Cruzeiro, o Flamengo é o último desse ranking, pois não foi assinalado nenhum para os rubro-negros até aqui. Por outro lado o time carioca teve apenas um contra, enquanto os corintianos viveram essa situação três vezes. Mas vale frisar que em todas essas pelejas também foram assinaladas penalidades máximas para os alvinegros. Em uma delas foram duas, por sinal.

No ano passado o Flamengo bateu seis penais e seus adversários cobraram dois. Já São Paulo em todo o Brasileiro de 2010 teve apenas quatro a seu favor. Foram 13 para o Santos e 11 a favor do Corinthians. Já neste campeonato, os são-paulinos, que também brigam pelas primeiras colocações do certame, aparecem com apenas um pênalti a seu favor é já encararam duas penalidades máximas contra até a 18ª rodada.

Mergulhamos nos números e nas informações sobre o apito em cada uma das partidas de tricolores, rubro-negros e corintianos em 18 rodadas do Brasileirão (listas abaixo). Algumas deduções interessantes:

* Flamengo e Corinthians participaram de 37 partidas, 40 árbitros já trabalharam na Série A em 2011 e seis em compromissos de ambos os times: Heber Roberto Lopes, Márcio Chagas da Silva, Leandro Pedro Vuaden, André Luiz de Freitas Castro, Francisco Carlos Nascimento e Luiz Flávio de Oliveira.

* Apitaram jogos do Corinthians e não do Flamengo nove árbitros: Nielson Nogueira Dias (1 jogo), Ricardo Marques Ribeiro (2), Rodrigo Braghetto (1), Sandro Meira Ricci (1), Wilton Pereira Sampaio (2), Antônio Carvalho Schneider (1), Paulo H. Godoy Bezerra (1), Marcelo de Lima Henrique (1) e Fabrício Neves Correa (1).

* Em média eles marcam 0,36 pênalti por jogo, ou seja, em 55 partidas deram 20 penalidades máximas. E de jogos apitados por eles saíram quatro dos seis pênaltis para o Corinthians.

* Atuaram em jogos do Flamengo e não do Corinthians outros nove mediadores: Cléber Welington Abade (1), Elmo Alves Resende Cunha (2), Felipe Gomes da Silva (1), Wilson Luiz Seneme (1), Wagner Reway (1), Rodrigo Nunes de Sá (1), Célio Amorim (1), Salvio Spinola Fagundes Filho (1) e Paulo César de Oliveira (1).

* Em média esses apitadores dão 0,12 penais por peleja, ou seja, apitaram 41 vezes na Série A e deram marcaram apenas cinco.

* Os árbitros que trabalharam em jogos do Corinthians e não do Flamengo marcam três vezes mais pênaltis do que os escalados nos jogos do time carioca e não apareceram em partidas dos corintianos.
* Arbitraram partidas do São Paulo e não do Corinthians Felipe Gomes da Silva (1), Wagner Reway (1), Cléber Welington Abade (1), enquanto Edivaldo Elias da Silva (1), Alício Pena Júnior (1) e Pablo dos Santos Alves (1) não apitaram jogos de corintianos, tampouco de flamenguistas.

* Em média esses árbitros dão 0,19 pênaltis por partida, ou seja, apitaram 26 vezes na Série A e deram marcaram cinco.

* Nielson Nogueira Dias, André Luiz de Freitas Castro, Francisco Carlos do Nascimento, Luiz Flávio de Oliveira e Fabrício Neves Correa trabalharam em partidas do Corinthians, mas não nas do São Paulo.

* Em média eles apontam 0,48 penalidades máximas por jogo, ou seja, 15 em 31 aparições.

* Os árbitros que trabalharam em jogos do Corinthians e não nos do São Paulo marcam muito mais pênaltis do que os escalados nos jogos do tricolor e jamais nos dos alvinegros, cerca de 250%.
Como os árbitros e seus auxiliares são indicados para um sorteio e dali saem as escalas para os jogos, a única conclusão lógica é que tudo isso não passa de sorte. Ou azar. Além da absoluta falta de padrão nas arbitragens brasileiras, em geral pífias.

O blogueiro sequer emitiu opinião sobre se este ou aquele pênalti foi bem ao mal marcado. Cairíamos nma subsjetividade e o propósito deste posta é apresentar números, fatos, dados reais. Façam com eles o que bem entenderem, senhores, especialmente os que se incomodam com a apresentação dos mesmos.

Os números seguem abaixo, em detalhes. Divirtam-se! Se tiverem dúvidas, releiam os trechos acima destacados em bold. Mas não escrevam comentários agressivos. Ou marcaremos PÊNALTI! Aliás, daremos block nos sem educação ou incapazes de argumentar sem agredir, sem atacar as pessoas, pessoal ou profissionalmente.


Nielsen Nogueira Dias: seis pênaltis marcados em seis partidas da Série A
Nielsen Nogueira Dias: seis pênaltis marcados em seis partidas da Série A em 2011
Jogos do Corinthians:Grêmio 1 x 2 - Nielson Nogueira Dias (6 em 6 jogos - marcou um pênalti para cada equipe)
2 x 1 Coritiba - Ricardo Marques Ribeiro (1 em 6 jogos)
Flamengo 1 x 1 - Heber Roberto Lopes (3 em 10 jogos)
2 x 0 Fluminense - Márcio Chagas da Silva (2 em 7 jogos - marcou pênalti para o Corinthians)
5 x 0 São Paulo - Rodrigo Braghetto (0 em 1 jogo)
Bahia 0 x 1 - Sandro Meira Ricci (4 em 9 jogos - deu pênalti para o Corinthians)
2 x 1 Vasco - Leandro Pedro Vuaden (2 em 6 jogos)
Atlético-GO 0 x 1 - Wilton Pereira Sampaio (1 em 8 jogos)
1 x 0 Internacional - Ricardo Marques Ribeiro (1 em 6 jogos)
Botafogo 0 x 2 - André Luiz de Freitas Castro (3 em 8 jogos)
0 x 1 Cruzeiro - Leandro Pedro Vuaden (2 em 6 jogos)
Avaí 3 x 2 - Wilton Pereira Sampaio (1 em 8 jogos)
2 x 1 América-MG - Antônio Carvalho Schneider (1 em 6 jogos)
Atlético-PR 1 x 1 - Francisco Carlos do Nascimento (3 em 6 jogos - marcou um pênalti para cada lado)
Santos 0 x 0 - Luiz Flávio de Oliveira (1 em 7 jogos)
2 x 2 Ceará - Paulo H. Godoy Bezerra (0 em 5 jogos)
Atlético-MG 2 x 3 - Marcelo de Lima Henrique (5 em 10 jogos - deu 2 para o Corinthians e 1 para o Galo)
0 x 2 Figueirense - Fabrício Neves Correa (2 em 4 jogos)

Jogos do Flamengo:4 x 0 Avaí - André Luiz de Freitas Castro (3 em 8 jogos)
Bahia 3 x 3 - Cléber Welington Abade (0 em 5 jogos)
1 x 1 Corinthians - Heber Roberto Lopes (3 em 10 jogos)
Atlético-PR 1 x 1 - Elmo Alves Resende Cunha (1 em 4 jogos)
0 x 0 Botafogo - Felipe Gomes da Silva (1 em 5 jogos)
4 x 1 Atlético-MG - Wilson Luiz Seneme (1 em 5 jogos)
América-MG 2 x 3 - Wagner Reway (1 em 5 jogos)
1 x 0 São Paulo - Márcio Chagas da Silva (2 em 7 jogos)
Fluminense 0 x 1 - Rodrigo Nunes de Sá (0 em 1 jogo)
Palmeiras 0 x 0 - Leandro Pedro Vuaden (2 em 6 jogos)
1 x 1 Ceará - Célio Amorim (0 em 4 jogos)
Santos 4 x 5 - André Luiz de Freitas Castro (3 em 8 jogos - marcou pênalti para o Santos)
2 x 0 Grêmio - Salvio Spinola Fagundes Filho (0 em 4 jogos)
Cruzeiro 0 x 1 - Paulo César de Oliveira (1 em 8 jogos)
1 x 0 Coritiba - Elmo Alves Resende Cunha (1 em 4 jogos)
Figueirense 2 x 2 - Heber Roberto Lopes (3 em 10 jogos)
1 x 4 Atlético-GO - Luiz Flávio de Oliveira (1 em 7 jogos)
Internacional 2 x 2 - Francisco Carlos do Nascimento (3 em 6 jogos)

Jogos do São Paulo:Fluminense 0 x 2 - Heber Roberto Lopes (3 em 10 jogos)
1 x 0 Figueirense - Felipe Gomes da Silva (1 em 5 jogos)
Atlético-MG 0 x 1 - Sandro Meira Ricci (4 em 9 jogos)
3 x 1 Grêmio - Paulo H. Godoy Bezerra (0 em 5 jogos)
Ceará 0 x 2 - Edivaldo Elias da Silva (3 em 2 jogos - marcou pênalti a favor do Ceará)
Corinthians 5 x 0 - Rodrigo Braghetto (0 em 1 jogo)
0 x 2 Botafogo - Elmo Alves Resende Cunha (1 em 4 jogos - apontou pênalti para o Botafogo)
Flamengo 1 x 0 - Márcio Chagas da Silva (2 em 7 jogos)
2 x 1 Cruzeiro - Marcelo de Lima Henrique (5 em 10 jogos)
Internacional 0 x 3 - Wagner Reway (1 em 5 jogos)
2 x 2 Atlético-GO - Alício Pena Júnior (0 em 6 jogos)
Coritiba 3 x 4 - Antônio Carvalho Schneider (1 em 6 jogos)
0 x 2 Vasco - Paulo H. Godoy Bezerra (0 em 5 jogos)
3 x 0 Bahia - Márcio Chagas da Silva (2 em 7 jogos - deu pênalti para o São Paulo)
Avaí 1 x 2 - Pablo dos Santos Alves (0 em 3 jogos)
2 x 2 Atlético-PR - Ricardo Marques Ribeiro (1 em 6 jogos)
América-MG 1 x 1 - Leandro Pedro Vuaden (2 em 6 jogos)
1 x 1 Palmeiras - Cléber Welington Abade (0 em 5 jogos)


Pênaltis a favor:Cruzeiro 6
Corinthians 6
Santos 5
Grêmio 4
Vasco 4
Bahia 3
Coritiba 3
Fluminense 2
Avaí 2
América-MG 2
Internacional 2
Figueirense 2
Palmeiras 2
Atlético-MG 2
Botafogo 2
Atlético-GO 1
Ceará 1
Atlético-PR 1
São Paulo 1
Flamengo 0

Pênaltis contra:Atlético-MG 9
Avaí 6
Internacional 5
América-MG 5
Fluminense 4
Corinthians 3
Bahia 3
Santos 2
Grêmio 2
São Paulo 2
Coritiba 2
Vasco 2
Botafogo 1
Flamengo 1
Atlético-PR 1
Cruzeiro 1
Ceará 1
Atlético-GO 1
Palmeiras 0
Figueirense 0

Saldo (pênaltis a favor x pênaltis contra):Cruzeiro 5
Corinthians 3
Santos 3
Figueirense 2
Grêmio 2
Palmeiras 2
Vasco 2
Botafogo 1
Coritiba 1
Atlético-GO 0
Atlético-PR 0
Bahia 0
Ceará 0
Flamengo -1
São Paulo -1
Fluminense -2
América-MG -3
Internacional -3
Avaí -4
Atlético-MG -7

Isto é incrível: periquito fichado derruba a tradição do Dérbi

Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiça interessante.

Palmeiras x Corinthians, o tradicional Dérbi, será disputado no fim de semana e decidirá o primeiro turno do Brasileirão, mas pouco se fala sobre a rivalidade entre os clubes.

Por incrível que pareça, uma ficha de Kleber, o periquito gladiador, como sócio número 57.619 da torcida organizada Gaviões da Fiel ganhou mais importância no início da semana, mais blablablá nas mesas-quadradas, do que as ricas histórias envolvendo o clássico.

O atacante faria parte do quadro de associados desde novembro de 2001. Um fato que merecia apenas um simples registro, e olhe lá, mas que poderá se transformar no estopim de uma batalha em Presidente Prudente.

Uma violência atiçada por uma mídia inconsequente e tuiteira. Que deveria deixar a acomodação de lado e explicar, por exemplo, os motivos que levaram o Corinthians a conquistar brilhantes nove pontos em somente 24 disputados.

Ou encontrar uma justificativa convincente para a drástica mudança de uma sólida defesa, uma fortaleza (quatro gols em 10 partidas), em castelo de areia.

Ou tentar mostrar as razões do jejum de Kleber: 10 jogos sem marcar. Ou, ainda, perguntar a Felipão se, quando falou após o jogo com o São Paulo que não sentaria mais no banco por causa da arbitragem, não estaria fazendo apenas um jogo de cena, pois sabia que seria punido 24 horas depois.
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Quina. ‘Mestre’ Cuca continua invicto à frente do Galo de bico quebrado, sem espora e asas cortadas: perdeu a quinta partida consecutiva. E pela terceira vez em 13 dias para o Botafogo. A expectativa da torcida era tanta que 4.070 testemunhas (renda de R$ 59.240) apareceram no Engenhão para acompanhar a classificação às oitavas de final da Copa Sul-americana.

Sugismundo Freud. A arquivo dado não se olha o formato.

Pica-Pau. A diretoria do soberano São Paulo está tão empolgada com o entusiasmo da torcida que resolveu cobrar R$ 5 por meia-entrada na partida com o Ceará, pela Copa Sul-americana. Os ingressos são válidos para as arquibancadas laranja e amarela, cujo valor inteiro é de R$ 10 – um terço do cobrado no jogo com o Furacão, pelo Brasileirão. Não dá direito a pipoca.

Twitface. Com poucas opções, ‘papai’ Joel quebra a cabeça e a prancheta para montar o ataque da Raposa. Tem à disposição apenas Bobô, Keirrison, Wellington Paulista, Anselmo Ramon, Ortigoza, Reis e Sebá – Wallyson está lesionado.

Sois rei. E o falastrão Túlio Maravilha retornou em grande estilo ao futebol carioca. Ao ser apresentado como principal reforço do Bonsucesso para a Copa Rio, o ‘vovô’ não deixou por menos: seu primeiro gol já está batizado, é teleférico da Leopoldina. E cantou de galo: faltam 33 para chegar ao milésimo como Pelé e Romário. Pano rápido.

Minha casa minha vida. A história vem da Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores, contada por Eg Moura. “Ronaldinho Gaúcho bateu o martelo e comprou uma cobertura de 700m² no Leblon por R$ 30 milhões. O ‘Exclusivité Leblon’ tem apenas cinco andares e fica a 50 metros do prédio do governador Sérgio Cabral e a 200 metros da cobertura de R$ 45 milhões de Ronaldo. Detalhe: os apartamentos serão decorados pela filha de Parreira, a nova queridinha dos jogadores no Rio.” Que pobreza!

Gilete press. Da jogadora Crislaine de Aguiar, ex-seleção de base, ao ‘Extra’: “Ser convocada e defender as cores do Brasil não enche mais os olhos. Eles (CBF) não nos valorizam. Dão uma ajuda de custo (R$ 35 por dia) como se fosse esmola e apenas pelo período que treinamos na Granja Comary, um mês antes das competições. Dá até vergonha.” Já os marmanjos...

Circo. Rubinho Bate-ou-quebra’ está em ponto de bala para a disputa do Grande Prêmio da Bélgica: ganhou a 1ª Copa de Golfe Brasil-Alemanha.

Tititi d’Aline. Casal que fatura unido permanece unido... e cada vez mais rico. Gisele Bündchen e Tom Brady faturaram US$ 76 milhões nos últimos 12 meses, de acordo com a revista ‘Forbes’. A top brasileira beliscou US$ 45 milhões, enquanto a fera da NFL papou US$ 31 milhões. Eles lideram o ranking do chapéu na mão marido-mulher.

Você sabia que... o UFC reuniu oito mil torcedores no ginásio da Portuguesa em 16 de outubro de 1998, numa jornada em que Vitor Belfort massacrou Wanderlei Silva em menos de 44 segundos?

Pombo-correio. “Além do troféu de revelação, o Brasileirão terá o prêmio veterano do ano?” – do internauta Thiago Fachinelli. Patrocínio: fraldas geriátricas Turma da Mônica.

Bola de ouro. Romário. O eterno ‘pitbull’ aparece em oitavo na lista dos 25 deputados mais atuantes em eleição do site ‘Congresso em Foco’.

Bola de latão. Futsal. O duelo Santos x Suzano, pelo Campeonato Paulista, começou com atraso por conta de um pequeno detalhe: esqueceram a bola.

Bola de lixo. CBF. O Circo Brasileiro de Futebol informou aos adoráveis Pachecos: a administração do rei da bola, o carismático Ricardo Teixeira, conquistou 112 canecos desde 1989. Quanto à falência dos clubes e ao miado dos gatos, nada a declarar.

Bola sete. “Sócrates agora é do clube da Coca-Cola. O que os médicos nos passaram é que não há risco imediato de transplante de fígado. Estamos confiantes que em breve ele deixará o hospital” (de Katia Bagnarelli, mulher do ‘doutor da Fiel’ – um gol de ouro).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Musa do vôlei volta e reforça Itália contra o Brasil nesta quarta

Adversária de estreia do Brasil na fase final, a Itália não sabe o que é vencer a seleção feminina de vôlei desde a primeira fase do Grand Prix do ano passado.
As equipes duelam às 2h30 da madrugada desta quarta.
Veja a galeria de fotos das jogadoras

Divulgação
Francesca Piccinini posa para fotos com a bola de vôlei

O time italiano decidiu poupar algumas de suas jogadoras na fase final. Antonella Del Core, Carolina Costagrande, Serena Ortolani e Valentina Arrighetti disputarão nesse período amistosos na Itália como preparatório para o Europeu, que começa logo após o Grand Prix.
Por outro lado, a seleção europeia terá o reforço da musa Francesca Piccinini, da levantadora Eleonora Lo Bianco --considerada por Zé Roberto a melhor do mundo na posição-- e de Simona Gioli. A ex-meio de rede atua agora atua como oposto.
"Com a Lo Bianco e a Gioli, elas passam a ter uma opção importante na saída de rede com a 'china'", alertou Zé Roberto, referindo-se à jogada em que a atacante corre por trás da levantadora para atacar uma bola rápida.
NA TV
Brasil x Itália
2h30 de amanhã Sportv e Esporte Interativo

Brasileira tenta evitar 'maioridade' de mulheres do país fora de Grand Slams

os 22 anos a tenista brasileira Ana Clara Duarte inicia uma difícil missão nesta terça-feira ao tentar evitar a ‘maioridade’ do tênis feminino do país fora de um Grand Slam. Após conseguir vaga no qualificatório do Aberto dos Estados Unidos, ela busca ser a primeira jogadora do Brasil na chave principal de simples de um Grand Slam desde Andrea Vieira em 1993.

SONHO DE GRAND SLAM


Estou trabalhando para coisas muito maiores. É tudo muito novo, estou tentando aprender a cada momento, convivendo com pessoas que estiveram mais vezes aqui
Longe do top 100 e ainda sem ter jogado nenhuma chave principal de torneios da WTA, Ana Clara estreia nesta terça-feira por volta das 13h30 (de Brasília) em Nova York, onde jogou apenas como juvenil, enfrentando a francesa Claire Feuerstein.
Sem assumir a pressão pelo fato de enfrentar o longo jejum, Ana Clara Duarte tenta se demonstrar confiante na vaga precisando de três vitórias no qualificatório e, embora não tenha pressa em atingir a chave principal de um Grand Slam.
“Se eu conseguir essa chance vai ser uma coisa muito importante para a minha carreira, um sonho que estarei atingindo. Não quero só falar que participei, quero ganhar, passar o quali. Quando você começa a jogar torneios grandes, não quer voltar para os pequenos”, afirma Ana Clara Duarte.
“Sei o quanto é importante para o Brasil o meu resultado, mas tento não pensar nisso, o que acontecer vai ser consequência”, completa a tenista que viajou aos Estados Unidos na sexta-feira precisando de uma desistência para a entrada na chave.
Andrea Vieira, a Dadá Vieira, também precisou jogar o quali no Aberto dos Estados Unidos de 1993 e teve de salvar match point diante da francesa Isabelle Demongeot para marcar a última presença feminina brasileira em um Slam, quando também já havia sido a última do país a fazer parte do top 100.

NÚMERO 1 DO BRASIL


Tenho muita coisa para subir, para aprender e evoluir. Acho que é só o começo da carreira, eu quero atingir números melhores
Ana Clara Duarte, melhor tenista brasileira no ranking da WTA com a 234ª colocação
Trabalhando atualmente como técnica, Andrea Vieira agora torce para que Ana Clara Duarte termine com a sua marca de ter sido a última brasileira na elite. Ela lembra que “descobriu” a tenista quando era muito jovem.
“Quando eu era técnica da Fed Cup, a levei comigo para Campinas e ela tinha 12 ou 13 anos só. Tenho visto ela jogando e está jogando muito bem”, afirma Andrea Vieira, que participou do Aberto dos Estados Unidos em 1989 e 1993, antes de ser derrotada no quali de 1994.
Ela explica a dificuldade para conseguir a entrada em um Grand Slam pelo qualificatório, que entre 1999 e 2008 teve tentativas de tenistas como Vanessa Menga, Teliana Pereira e Maria Fernanda Alves tentando a vaga sem sucesso na chave principal.
“Vale muita coisa. No Grand Slam, se você não passa,  não tem direito a crachá e nada para ficar lá dentro do torneio. Está valendo ponto, dinheiro, então a pressão é forte. O Brasil está um pouco carente, tem que ter alguma para espelhar as outras, para o pessoal ver que dá”, afirma a ex-tenista brasileira.

Musa Esporte


Francesca Piccinini posa para fotos com a bola de vôlei
Francesca Piccinini posa para fotos com a bola de vôlei

Divulgação/CBT
Divulgação/CBT

Ana Clara Duarte inicia jornada para quebrar jejum de brasileiras em Grand Slam
Ana Clara Duarte inicia jornada para quebrar jejum de brasileiras em Grand Slam

Amistosos

15h30 Werder Bremen 0x1 Fenerbahce

Brasileiro Série B


20h30 Sport 2x0Vila Nova-GO
20h30 Goiás 3x0 Guarani

Copa Sul-Americana

20h15 Botafogo 1x0 Atlético-MG
22h45 Santa Fe 2x0 Universidad Cesar Vallejo

Liga dos Campeões

15h45 Zürich 0x1 Bayern de Munique
Villarreal 3 x 0 Odense
Zurich 0 x 1 *Bayern de Munique
*Apoel 3 x 1 Wisla Kraków
Malmo 2 x 0 *Dínamo Zagreb
*Genk 2 (4) x (1) 1 Maccabi Haifa

Jael: cruel nos gols pelo Flamengo, bondoso nas palavras com Deivid

Jael no treino do Flamengo (Foto: Janir Junior / GLOBOESPORTE.COM)Jael quer um lugar no time, mas defende Deivid das
críticas (Foto: Janir Junior / GLOBOESPORTE.COM)
Jael salvou o Flamengo na vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, fez o gol de honra na goleada de 4 a 1 sofrida diante do Atlético-GO e entrou no segundo tempo contra o Internacional para deixar sua marca, ao fazer o segundo do Rubro-Negro. Com apelido de Cruel, o jogador também tem seu lado bondoso. Mesmo em disputa por uma vaga no setor ofensivo, o atacante saiu em defesa de Deivid, que perdeu chance incrível no empate em 2 a 2 com o Inter. Com as palavras e o sentimento, Jael abraça o companheiro; com os pés, ele coloca a bola no fundo da rede para aproveitar a oportunidade da vida.
- Os gols estão saindo, sempre dou o meu melhor. Quero continuar na mesma pegada. Estou sempre ligado para aproveitar as chances. É a oportunidade da minha vida – afirmou.
Na única partida que começou como titular, Jael não marcou. Foi no jogo de ida contra o Atlético-PR, quando Ronaldinho Gaúcho fez o gol da vitória por 1 a 0. Nas três vezes que balançou as redes, o atacante entrou durante as partidas: Coritiba, Atlético-GO e Internacional.
Contra o Coritiba, Jael substituiu Deivid aos 36 minutos do segundo tempo. Logo no primeiro lance, carimbou a trave. Depois, fez o gol salvador. Em 13 minutos, ele conseguiu duas finalizações, uma na trave e outra na rede, três passes (dois certos e um errado) e uma falta cometida. Diante do Atlético-GO, entrou na vaga de Alex Silva na volta do intervalo. E fez um gol no segundo tempo.
Na hora que ele perdeu o gol, senti na pele e imaginei o que ele estava passando. É um momento difícil, aconteceu, agora é passado"
Jael
Na partida contra o Colorado, substituiu Bottinelli aos 12 minutos da etapa final e viu de perto o sofrimento de Deivid ao perder uma chance clara aos 29 minutos do segundo tempo. Depois de cruzamento pela direita de Ronaldinho Gaúcho, Deivid, livre de marcação, cabeceou para fora. Ainda no vestiário do Beira-Rio, começou uma corrente para evitar o abatimento do atacante com  companheiros, o técnico Vanderlei Luxemburgo e, nesta segunda-feira, até a presidente Patricia Amorim. A dirigente espera que ele marque contra o Vasco.
- O Deivid não precisa provar mais nada a ninguém. Não foi porque ele errou que vai apagar toda a história dele. Na hora que ele perdeu o gol, senti na pele e imaginei o que ele estava passando. É um momento difícil, aconteceu, agora é passado – declarou Jael

Perto da seleção do Iraque, Zico diz não temer violência

O técnico Zico, ex-jogador do Flamengo e da seleção, pode participar da Copa do Mundo do Brasil, com o Iraque. Essa é a sua intenção.
Ontem, Zico, 58, confirmou que fez um acordo para ser o treinador da equipe do Oriente Médio até 2014.

Yiorgos Karahalis - 09.dez.2009/Reuters
Zico, quando era técnico do Olympiacos (GRE)
Zico, quando era técnico do Olympiacos (GRE)

"Agora, falta eles [dirigentes iraquianos] darem o 'ok' das condições. Pelo menos, de boca, está tudo acertado. Falta o 'preto no branco'. Falta o acordo ir para o papel e a gente assinar", disse.
Zico disse ainda não saber onde vai morar depois de assumir a seleção iraquiana.
"Isso não dá para falar. Não sei como vai ser. De início, os jogos serão fora de Bagdá. Vamos ver."
Questionado sobre os problemas de violência no Iraque, Zico declarou que isso não o assusta. "Violência tem em todo os lugares do mundo. O que tiver para acontecer não vai ser por eu estar lá no Iraque. Tudo pode acontecer em qualquer lugar."
Zico comandou a seleção japonesa na Copa de 2006, na Alemanha. Foi eliminado logo na fase inicial, depois de perder da Austrália (3 a 1) e do Brasil (4 a 1) e empatar com a Croácia (0 a 0).
Agora, o desafio seria tentar classificar a equipe iraquiana para o Mundial no Brasil. "Seria muito legal [disputar pelo Iraque a Copa no Brasil]. Já fui com o Japão e, se der tudo certo [fechar contrato], vamos correr atrás. O plano é esse", afirmou Zico.
Como jogador da seleção brasileira, Zico disputou três Copas do Mundo: em 1978, na Argentina, em 1982, na Espanha, e em 1986, no México

Bruno Senna vai substituir Heidfeld na Renault até final da temporada

O brasileiro Bruno Senna substituirá o alemão Nick Heidfeld na Renault a partir do GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, neste final de semana.
Segundo a Folha apurou, Bruno, que é piloto de testes da equipe, deve ocupar a vaga até o final da temporada.

Bernadett Szabo/Reuters
O piloto Bruno Senna caminha no circuito de Hungaroring, na Hungria
O piloto Bruno Senna caminha no circuito de Hungaroring, na Hungria

Sem correr desde o fim do ano passado, quando fez sua temporada de estreia na F-1 pela nanica Hispania, o piloto brasileiro foi testado pela Renault no GP da Hungria, no fim de julho. Bruno participou da sessão da manhã na sexta-feira e agradou à equipe.

Tamas Kovacs/Efe
Nick Heidfeld salta de sua Renault depois do carro pegar fogo; clique na imagem e veja galeria
Nick Heidfeld salta de sua Renault depois do carro pegar fogo; clique na imagem e veja galeria

Bruno será companheiro de equipe de Vitaly Petrov na vaga deixada por Robert Kubica, acidentado no início do ano durante um rali.

Goleiros roubam a cena no clássico entre São Paulo e Palmeiras

O gol de Dagoberto foi uma pintura e marcado em um momento do clássico entre São Paulo e Palmeiras em que o time do Morumbi estava mais ofensivo, perigoso, insinuante. A bola não saía da área do goleiro Marcos. Que sufoco para os palmeirenses! Não fosse Marcos o resultado poderia ter sido outro.
Sempre espero um pouco mais desses jogos grandiosos. Acho que o torcedor também, embora ontem no Morumbi apenas 17 mil compareceram. Estava muito frio também na cidade. Mas clássico para mim precisa ter gols bonitos a fim de ser eternamente lembrado. Coube então ao atacante são-paulino honrar essa tradição.
O gol de Dagoberto foi lindo, por cobertura, e em um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro.
Mas na soma dos dois tempos, digo que o Palmeiras foi melhor e se não fosse também por Rogério Ceni, a equipe de Felipão poderia ter tido sorte mais justa na disputa. O empate por 1 a 1 ficou melhor para o São Paulo, que tem mais pontos e está mais vivo na competição. Pena que com o resultado não se aproximou do Corinthians. O Palmeiras vai ficando para trás porque tem somando um pontinho por rodada. Perdeu para o Vasco e agora tem dois empates seguidos (o outro foi diante do Bahia, no Canindé)
Pena também que tenha faltado um pouco de técnica para os dois lados aos jogadores de linha. Dessa forma, como disse, os goleiros trataram de dar emoção à disputa com defesas importantes e difíceis. Pudera. Eles roubaram a cena. O dia em que Marcos, do Palmeiras, e Rogério Ceni, do São Paulo, pararem, o futebol brasileiro deveria ficar de luto.
Os dois fizeram pelo menos três defesas de valer o ingresso e de ser amaldiçoado pela torcida adversária. São amigos, mas em todas as rodinhas que o assunto é discutido, logo aparece um para fazer a pergunta sem resposta: Quem é melhor, Marcos ou Rogério Ceni?
Como cobri o Palmeiras mais tempo naquela época de Libertadores e Mundial de Clubes, vi Marcos de perto. E nunca vi outro igual. Mas também já vi Ceni fazer defesas de parar o trânsito. Tenho a predisposição de apontar Marcos como o melhor, mas não sei se isso seria justo com Rogério Ceni. Por isso, deixo essa discussão para o leitor.

A impressão pessoal de cada um

A seguir os dois depoimentos, de Felipe Massa e o meu, sobre a experiência de conduzir o carro do Troféu Linea. Para entender melhor, recomendo a leitura dos dois posts anteriores.
Cada um na sua
Felipe Massa
Quando recebi o convite para a reportagem – andar em um carro do Trofeo Linea como passageiro de um jornalista -, confesso que fiquei um pouco receoso. Tanto que achei melhor consultar a Ferrari e pedir a aprovação, já que praticar atividades que envolvam risco não é exatamente o que as equipes entendem como a maneira mais saudável de passar as férias… Mas, para minha surpresa, eles toparam na hora. Possivelmente o fato de já conhecerem bem o Lívio deve ter ajudado a facilitar a matéria.

Da experiência, posso dizer que tive um pequeno sofrimento, mas foi divertido. De início já percebi que precisaria mudar alguns conceitos que ele trouxe dos veículos de rua. Por exemplo: os freios. Nas primeiras voltas, ele nem freava, arrancava o pé do acelerador e começava a reduzir, achando que o carro ia parar. Disse-lhe: o freio é para você frear. Pode frear forte, o carro está entrando muito rápido na curva. A idéia dele de trajetória não era errada, mas como não carregava a velocidade certa para a curva, porque não freava certo, não conseguia fazer nada que tinha cabeça. Entrava rápido demais na curva, perdia a trajetória e saía quase na grama.

Outra coisa: num carro de corrida o câmbio é inteligente. É feito para trocar as marchas com o pé lá embaixo. O Lívio tinha aquela mentalidade de pisar na embreagem, levantar o pé, engatar a marcha e acelerar de novo. Então, ele apanhou um pouco com as mudanças de marcha, aceleração e freadas. Parece simples, né? Mas é como no futebol. A gente vê o jogo e acha que os jogadores só estão fazendo besteiras. Agora, entra no campo e vai fazer o que você acha que é o certo para ver se é fácil…

Lívio até tinha as teorias certas, mas não conseguia colocar em prática. Depois que paramos algumas vezes no meio do traçado para eu dar alguns toques, senti que ele melhorou em praticamente todas as curvas, mas nem tanto no Esse do Senna.

De zero a 10, daria nota 7 para ele, considerando que foi o primeiro dia e a sua evolução da primeira para a última volta. Mas confesso que me deu vontade de dar uma nota mais baixa, talvez um 5, por ele ser jornalista e eu saber um pouco como a imprensa gosta de criticar. Como não sou jornalista, serei um pouco mais bonzinho.
Depoimento de Livio Oricchio
Deliciosa diversão
Aprender alguns segredos da condução precisa e veloz, num carro preparado para corrida, com um piloto de Fórmula 1 da Ferrari, representa ocasião única para qualquer apaixonado pela velocidade. Se tiver outra chance, com certeza farei de tudo para estar lá. Com uma diferença: penso que com os ensinamentos repassados por Felipe me sairia um pouco melhor. Embora, na minha avaliação, é importante tê-la, não creio ter dado vexame, preocupação maior depois da nossa segurança.
O que aprendi? Muita coisa. Por exemplo: ao contrário de um kart, pode-se acionar o pedal do freio no último instante, antes da curva, com toda energia, que o carro não vai sair rodando. No S do Senna era possível brecar quase dentro da curva, depois de tanto o Felipe me cobrar para não ter dó do freio. Sei que saí do teste devendo nesse aspecto. Mais: é possível posicionar as rodas de apoio, do lado de fora da curva, sobre a zebra e acelerar que não perdemos o controle do carro. Uma surpresa.
Ainda: o curso das marchas, no câmbio sequencial de seis, é muito curto, em especial as quatro primeiras. Como as luzes que indicam ter chegado no limitador de giros estavam encobertas pelo volante e eu não tenho experiência com os sons do motor, perdia tempo demais na maioria das vezes. O Felipe gritava “troca marcha, troca marcha”.
O mais difícil é você errar tendo conhecimento da teoria. Você se comporta de determinada maneira para, na sequência, confrontar com o que sabe e se sentir frustrado. Com exceção de todo o procedimento do S do Senna, em que perdia tempo não só lá como na Reta Oposta, nas demais curvas do circuito me senti em evolução.
Mais o mais importante foi ter interagido com o Felipe na atividade que, por mais que o critiquem, e eu mesmo já o fiz, cresceu muito desde que o conheci competindo de kart, em São Paulo. Ninguém é vice-campeão do mundo por acaso. Confiou em mim e pacientemente me repassou um pouquinho do muito que aprendeu. Foi delicioso ver como em poucas voltas chegou perto do limite do Linea, como tudo lhe fluía naturalmente, a facilidade para ser rápido.
Já para mim, coordenar com precisão todas as funções da pilotagem, por mais que eu tivesse noção teórica do que fazer, exigiria um tempo muito maior, dias de treinamento e Felipe, do lado, cobrando: “Muda isso, corrige aquilo”… Pior: não registraria marcas de maior expressão, penso. Ainda bem que ser piloto profissional nunca fez parte de meus sonhos. Amo o jornalismo. O contato com a velocidade é apenas uma deliciosa diversão.

VIDEOBLOG: O Brasil precisa de oportunidades, e isso ficou claro na Feira de Artes da Vila Madalena

Neste domingo, aconteceu a 34ª Feira de Artes da Vila Madalena. Ela é realizada anualmente e, ali, tem de tudo, não apenas barraquinhas, mas lojas e alguns palcos onde acontecem diversas apresentações.

Eu visitei a Feira ontem e, de repente, dei de cara com um palco repleto de garotos. Eles eram bem jovens, com saxofones, clarinetes, trompetes e, na frente do palco, estavam os pais. Foi possível notar que eram meninos humildes, de classe baixa.

Então, eu me surpreendi. O repertório foi brilhante, e a apresentação foi juntando várias pessoas. A conclusão que eu tirei é que o Brasil precisa dar oportunidade, porque quando essa oportunidade existe, o pessoal vai assistir. Foi um show, e eu fiquei orgulhoso.


Clique e assista ao videoblog desta segunda-feira!

Quem decide o turno no clássico carioca? O craque ou o time?

O clássico do próximo domingo no Engenhão pode ter o campeão do primeiro turno em campo.
No momento de declínio do Corinthians, previsível time, sempre escalado no 4-2-3-1, o duelo Vasco x Flamengo envolve um time com mudanças táticas frequentes (o Vasco) contra o dono do maior craque do torneio, o Flamengo.

É provável que o craque decida o campeonato. Mas é possível que a equipe mais estável em todos os setores avance com consistência no segundo turno.

O Vasco muda a cada jogo. Contra o Avaí, Diego Souza jogou centralizado, com Éder Luís aberto pela direita num 4-4-2 à europeia -- a linha dos meio-campistas tinha Éder Luís, Rômulo, Juninho Pernambucano e Jumar.

Contra o Fluminense, o Vasco mudou. Rômulo e Jumar eram os volantes -- depois Eduardo Costa, com Jumar deslocado para a lateral esquerda, com a lesão de Julinho.

Três armadores num 4-2-3-1, com Éder Luís à direita, Diego Souza à esquerda e Juninho centralizado. Só Alecsandro no ataque.

Valencia tentou acompanhar Diego Souza, mas o meia o carregava para o lado do campo, o que forçou o duelo de Diego com Mariano em parte da partida.

No segundo tempo, o Vasco mudou de novo. Diego Souza voltou para dentro e o meio-de-campo se formou num losango, com Rômulo, Eduardo Costa e Juninho. Voltou ao 4-2-3-1 com Leandro, Diego Souza e Bernardo no trio de armadores, depois das alterações de Ricardo Gomes.

Apesar do equilíbrio no clássico, o Vasco fez um primeiro tempo excelente, do qual poderia sair vencedor. Falta ao Vasco o que sobra ao Flamengo: o craque que decida. Falta também o ataque. Dos cinco primeiros colocados, o Vasco tem o ataque menos produtivo.

Prepare o peito para a faixa 'me-engana-que-eu-gosto'

A conquista do primeiro turno não significa muita coisa, mas pode ser um bom indício para o futuro, apesar de o presente golear sistematicamente a bola de cristal do esporte bretão. Que o digam os matemáticos de plantão!

Desde 2003, início da era dos pontos corridos, seis dos oito ganhadores da primeira etapa da maratona cruzaram a linha de chegada em primeiro.

Apenas Grêmio e Galo tropeçaram nas chuteiras. O Imortal gaúcho morreu no Guaíba em 2008 – teve que se contentar com o vice, três pontos atrás do tricampeão São Paulo (66 a 63).

Já o Galo voou sem rumo no segundo tempo do Brasileirão de 2009 e terminou apenas em sétimo, com 56 pontos. Como prêmio de consolação, uma vaga na portentosa Copa Sul-americana.

Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco são os clubes que estão na briga pela cobiçada faixa ‘me-engana-que-eu-gosto’.

A equipe corintiana precisa apenas de um empate contra os periquitos em revista para deixar a Fiel mais fiel do que nunca à tradição dos pontos corridos. O Urubu tem de ganhar do Vasco e torcer por um tropeço do Corinthians.

A roleta do soberano Tricolor é mais complicada. Precisa superar Neymar & Cia., além de rezar por tombos de Corinthians e Flamengo. No caso do coirmão da Fazendinha, ainda precisaria tirar uma diferença no saldo de gols (13 a 7).

A nau de São Januário vive situação mais difícil. Tem que afundar o Flamengo, fazer figa contra o São Paulo e muita mandinga para o Corinthians levar uma surra que certamente provocaria um tsunami no Parque São Jorge.
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Pirlimpimpim. O técnico René Simões acredita ter encontrado uma boa solução para evitar que os jogadores casados do Bahia caiam na tentação da coruja. Ele convenceu o clube a pagar um bicho de R$ 300 por vitória... à mulher do atleta. E, dependendo da colocação final da equipe no Brasileirão, o Papai Noel poderá ser dos mais generosos para elas. Ninguém sai mais de casa depois das 22 horas. Nem para devorar um acarajé na esquina.

Sugismundo Freud. Os últimos serão os primeiros a... cair.

Zapping. O frio também congelou o controle remoto da bola no fim de semana. O clássico São Paulo x Palmeiras rendeu à plim-plim apenas 20 pontos de média na Grande Pauliceia desvairada, esburacada e abandonada. Há uma semana, o duelo Vasco x Palmeiras cravou 16 pontos, segunda pior audiência do Brasileirão/11 no final de semana. Sábado, a Band obteve 10 pontos com a decisão do Mundial sub-20 entre Brasil e Portugal.

Twitface. Melhor jogador do Mundial sub-20, o atacante Henrique acredita que chegou o momento de melhorar a poupança. Cansou de receber R$ 8,5 mil por mês no Tricolor. E também não aceita um reajuste para R$ 20 mil.

Pica-Pau. O bom retrospecto de Celso Roth diante do Internacional é uma das apostas dos gremistas para dar a volta por cima após duas cacetadas no Brasileirão. Na terceira passagem do ‘professor’ pelo Olímpico, ele obteve quatro derrotas e tres empates contra o coirmão colorado.

Tiro curto. Em ritmo de treino, Barcelona dá uma surra no Napoli. Te cuida, Peixe!

Tchibum. O futuro do Brasil olímpico na piscina vai muito bem, obrigado. A garotada fez o maior sucesso no Mundial Junior de Lima. Faturou uma brilhante medalha de bronze e fechou o torneio na 17ª colocação, atrás de potências como Egito e Eslovênia. Os EUA sofreram para ficar em primeiro com 11 medalhas de ouro, oito de prata e três de bronze. A ótima participação brasileira é produto da eficiente política da CBDA, comandada pelo interminável Coaracy Nunes, um cartola que pensa apenas no dia seguinte, nas braçadas Cielo & Cia.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Frase ouvida numa roda na qual se falava de futebol, em Brasília, onde estava o deputado Chico Alencar: ‘O problema do Neymar é que ele cai mais do que ministro da Dilma... ‘ Faz sentido.” E como!

Tititi d’Aline. Vem aí o filme ‘Baêa Minha Vida’, grito de uma das torcidas mais apaixonadas do país. A estréia do documentário, dirigido por Márcio Cavalcante, deve acontecer em 30 de setembro. 'Bora Bahia minha porra'.

Você sabia que... os direitos federativos do zagueiro Dedé, novo xodó da torcida vascaína, estão avaliados em 10 milhões de euros?

Bola de ouro. Leandro Damião. Um ‘matador’ com técnica: 32 gols em 40 jogos e multa rescisória de R$ 50 milhões no Internacional.

Bola de latão. Jobson. Mais uma porta fechada por indisciplina, desta vez no Bahia.

Bola de lixo. Brasileirão. Muita emoção e pouca qualidade técnica até agora.

Bola sete. “Falando em 2014, comecei ultimamente a prestar atenção em alguns atacantes por aí e cheguei à seguinte conclusão: acredito e torço como pai e torcedor que meu filho, Romarinho, tem chance. Ou melhor, tem muita chance” (de Romário, cutucando com espada ninja o Mano dos Manos – o filho do pitbull deputado tem 18 anos).

Dúvida pertinente. Kleber, 10 jogos sem marcar: apenas má fase?

Na Inglaterra, 3 jogos, um da 2ª divisão, têm mais público que 10 do Brasileiro

Segunda-feira, 20 horas locais, apenas a segunda das 38 rodadas do campeonato inglês 2011/2012. Em ação, o Manchester United, atual campeão, pela primeira vez na temporada em Old Trafford. Público: 75.498 torcedores que pagaram de para ver os 3 a 0 sobre o Tottenham. Se foi assim a rodada para o melhor time da última Premier League, como terá sido para o pior?

Rebaixado, o West Ham segue a batalha na segunda divisão para retornar à elite. Domingo, pela Championship, atraiu 28.252 fãs nos 2 a 2 com o Leeds. Mais do que o líder do Brasileiro, o Corinthians, levou ao Pacaembu no dia anterior, quando o clássico da rodada inglesa atraiu 60.090 pessoas para Arsenal 0 x 2 Liverpool, em Londres.

Peguemos esses três jogos, o do atual campeão da Inglaterra, o do pior time da última temporada na divisão principal e o confronto mais badalado do fim de semana por lá. Teremos mais púlico do que em toda a rodada deste final de semana pela Série A do Brasileiro, que motivou 160.996 torcedores a pagarem pelos ingressos. O trio de pelejas na Inglaterra, uma delas pela segundona, arrastou 163.840 fãs aos estádios.

Preços de ingressos foram da realidade local e dificuldade para comprá-los, até mesmo nas bilheterias, são algumas das razões para tal situação. Além do comodismo de muitos. Sim, o chamado torcedor de poltrona se multiplica cada vez mais por aqui. A ponto de o Flamengo ter levado ao Engenhão 7.649 pagantes na derrota para o Atletico Goianiense. Ridículo.


Derrota do Flamengo para o Atlético-GO: menos de 8 mil pagantes
Derrota do Flamengo para o Atlético-GO: menos de 8 mil pagantes, um público ridículo no Rio

O Brasil costuma ser rotulado como o país do futebol. Sim, de grandes jogadores (ainda) é. Mas em frequência nas canchas, em presença de público, e demosntrações reais de paixão e fidelidade ao time de coração, está muito distante disso.

Público na rodada:
Corinthians 0 x 2 Figueirense, Pacaembu, 26.256Botafogo 3 x 1 Atlético-MG, Engenhão, 8.481Cruzeiro 1 x 0 Ceará, Uberlândia, 6.478Atlético-GO 1 x 0 Grêmio, Serra Dourada, 5.226Avaí 0 x 0 Coritiba, Ressacada, 5.620Internacional 2 x 2 Flamengo, Beira Rio, 28.752São Paulo 1 x 1 Palmeiras, Morumbi, 16.813Vasco 1 x 1 Fluminense, Engenhão, 13.143Atlético PR 2 x 2 América, Arena da Baixada, 13.487Bahia 1 x 2 Santos, Pituaçu, 36.740

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Inglês

16h00 Manchester United 3x0 Tottenham

Brasileiro Série D

20h30 Trem 1x1 Comercial-PI Grupo 2

Português

16h15 Olhanense 2x2 Vitória de Setúbal

Argentino - Apertura

19h00 Olimpo 0x1 Colón
21h05 Unión 0x0 Belgrano

Amistosos

17h30 Barcelona 5x0 Napoli

VÍDEO: Entenda a greve da Liga Espanhola



Veja a análise de Paulo Calçade no Futebol no Mundo desta semana!

Na Bélgica, provocação sobre tragédia japonesa suspende jogo. Veja

Torcedores do Germinal Beerschot, da Bélgica, acharam que seria uma ótima ideia usar o desastre nuclear de Fukushima para provocar o goleiro japonês do Lierse, Eiji Kawashima, durante jogo do campeonato belga.

O Lierse vencia por 1 a 0 quando Kawashima passou a ser alvo de insultos e ter objetos atirados na sua direção, enquanto os torcedores cantavam "Kawashima-Fukushima".

Visivelmente transtornado, o goleiro dirigiu-se ao árbitro, que tomou a decisão de suspender a partida. Somente depois de alguns minutos, quando os gritos cessaram, o jogo teve reinício. É o mesmo procedimento recomendado para incidentes de racismo.

A partida terminou empatada por 1 a 1, e Kawashima deixou o campo aos prantos. "Posso perdoar insultos, mas não isso", declarou à imprensa local. "Usar o drama de Fukushima desta maneira não é nada engraçado".

Em março, um terremoto seguido de tsunami deixou dezenas de milhares de mortos e desaparecidos. Um vazamento nuclear na usina de Fukushima fez com que cerca de 100 mil habitantes fossem obrigados a deixar a região.

Há quem acredite que qualquer recurso é válido para desestabilizar os adversários. Certos limites, porém, não deveriam nunca ser cruzados.

Veja o vídeo do incidente, aos 5:00.

Segunda-feira tem mais um draft na NFL

Calma, calma, calma. Não vamos nos empolgar, pois esse draft é bem diferente daquele que você está acostumado a assistir. Não, seu time não terá sete escolhas, e não, mais de 200 jogadores não estarão disponíveis. Amanhã acontece o "supplemental draft", um sorteio bem diferente do draft normal.

Atletas que se cadastram pro supplemental draft fazem isso por qualquer razão que os impediu de entrar no draft normal. Muitas vezes atletas não se cadastram para o draft normal antes do prazo permitido enquanto outros não entram por causa de problemas disciplinares ou acadêmicos que afetam sua elegibilidade. Esse é o caso de Terrelle Pryor, o foco do supplemental draft de amanhã. O ex-QB da Ohio State aceitou dinheiro e outros benefícios em sua carreira de três anos na universidade, quebrando várias regras da NCAA. Ao invés de servir uma suspensão de cinco jogos esse ano na Ohio State, o jogador decidiu abandonar os estudos e pular direto para a NFL. Roger Goodell, comissário da NFL, permitiu a entrada do atleta no supplemental draft mas o suspendeu dos 5 primeiros jogos dessa temporada.
Pryor é o nome do dia para o supplemental draft
Pryor é o nome do dia para o supplemental draft
Crédito da imagem: Reprodução
Como que os times escolhem os jogadores?

A escolha é bem diferente do draft normal. Geralmente o supplemental draft tem pouquíssimos jogadores. Na história do evento, que existe desde 1977, apenas dois jogadores (Cris Carter e Bernie Kosar) tiverem GRANDES carreiras na NFL. Esse ano, seis atletas (Terrelle Pryor, Caleb King, Keenan Mace, Tracy Wilson, Michael McAdoo e Torez Jones) participarão. Nenhum desses jogadores (tirando o Pryor) é considerado um talento que realmente possa fazer alguma diferença na NFL. A maioria provavelmente nem será draftada.

Os times interessados fazem um pedido para o atleta que querem. Na pedido, o time fala em qual rodada do draft NORMAL que ele selecionaria o atleta. Ou seja, qual seria o valor do jogador no draft convencional. Se o time ficar com o jogador, ele perde a escolha correspondente ao draft do ano seguinte. Por exemplo, os Raiders mandam um pedido para o Terrelle Pryor. O time acha que ele vale uma escolha de terceira rodada. Os Dolphins, também querem o atleta só que eles acham que ele só vale uma escolha de quarta rodada. Nesse caso, os Raiders ficam com o Pryor mas perdem uma escolha de terceira rodada no draft de 2012. Se os dois times escolherem a mesma rodada no pedido, o time com a escolha mais alta na rodada citada (do draft do ano que vem) fica com o jogador.

Quem vai ficar com o Terrelle Pryor?

Representantes de 17 times (Dolphins, Steelers, Raiders, Colts, Redskins, Saints, Bucs, Cowboys, Chargers, Browns, Lions, Eagles, Bengals, Bills, Chiefs, 49ers, Patriots) se reuniram ontem em Pennslyvania pra ver um treinamento de Terrelle Pryor. Pryor fez quase tudo que um quarterback normal faz no "NFL Combine". Ele fez exercícios de agilidade, velocidade, precisão nos lançamentos, e força no braço. Segundo o olheiro, Todd Mcshay, o que mais impressionou foi sua velocidade (4,36 segundos na corrida de 40 jardas) que supera Cam Newton e se aproxima de Michael Vick. Sua altura de 1'96, peso de 106 quilos, e incrível envergadura de 211 centímetros chamaram muita atenção. Entretanto, o trabalho dos pés (algo crucial para um QB) estava abaixo da média, e a precisão nos lançamentos não agradou. Muitos acham que a melhor chance de Pryor se dar bem na NFL é em outra posição, provavelmente wide receiver. (Brad Smith, que recentemente assinou um contrato de 15 milhões com o Buffalo Bills era um QB na faculdade. Hoje, ele trabalha com receiver, retornador, e de vez em quando, quarterback.)

Eu sinceramente acho que Pryor será um QB na liga. Ele vai ter que evoluir bastante lançando a bola, e hoje é um talento "cru". Pryor tem todas as ferramentas físicas para se tornar um grande talento. Eu acho que ele vale uma escolha de quinta rodada no draft. Vamos ficar de olho nos times que buscam melhorar a posição de quarterback (Dolphins, Raiders, 49ers, Bengals e Redskins).

Se Pryor não for selecionado ele se tornará um free agent e poderá assinar com qualquer time.

Você assinaria Pryor? Qual rodada?

Corinthians: 11 rodadas em 1º e cada vez mais ameaçado por rivais. Veja!

O Corinthians assumiu a ponta da classificaçao do Campeonato Brasileiro na sétima rodada. Desde então, só a perdeu por três dias, para o Flamengo, quando tinha um jogo menos. Mas ao contrário do que parece, o time paulista não é um ponteiro inquestionável, que dê segurança à sua torcida. Pelo contrário, cada vez mais adversários se aproximam dos corintianos.

Faltando uma rodada para o fim do primeiro turno da Série A, a diferença entre o líder e seus perseguidores é muito menor do que a que se observava após a décima. Naquela altura do certame, os corintianos tinham vantagem segura sobre todos os demais, com a posição garantida por pelo menos mais duas rodadas, mesmo que perdesse os próximos compromissos.

E perdeu, para Cruzeiro e Avaí. E a partir daí foram oito jogos, com apenas duas vitórias, sobre equipes da zona do rebaixamento, os mineiros América e Atlético. Um aproveitamento fraco para quem deseja o título, apenas 37,5% no período, próximo ao registrado pelo Santos, até aqui. Em casa, pior ainda, apenas 33% dos pontos foram conquistados pelo Corinthians nesta fase.

Veja quantos pontos alguns rivais tinham de desvanatgem em relação à equipe treinada por Tite após a rodada número 10, quando os alvinegros ainda não haviam sido derrotados no campeonato, e agora. Se o ritmo do Corinthians não melhorar, é evidente que , mesmo tropeçando aqui e ali, os demais vão acabar ultrapassando o líder. Reagir é uma urgente necessidade corintiana.

Desvantagem para o líder:Até a 10ª rodada e agora (em pontos)
Flamengo 8 — 2
São Paulo 7 — 3
Vasco 11 — 3
Botafogo 12 — 6
Palmeiras 8 — 9
Internacional 13 — 10
Figueirense 13 — 11

A derrota para o Figueirense no sábado: Corinthians cai até mesmo no Pacaembu
Derrota para o Figueirense no sábado: Corinthians cai até no Pacaembu

Quem conseguirá disparar no Brasileiro?

Sei não, esse campeonato está esquisito. Os times da parte de cima fazem de tudo para não disparar. O São Paulo puxou a fila, com cinco vitórias consecutivas, e logo depois emendou três derrotas. Ultimamente, não deslancha, empatou três jogos de enfileirada – o mais recente neste domingo com o Palmeiras (1 a1). O Corinthians ganhou nove dos dez primeiros jogos, além de somar um empate. Retrospecto fantástico. Depois, começou a rotina do perde, empata, ganha, perde (2 a0 para o Figueirense no sábado).
O Flamengo era só empata e ganha, até apanhar do Atlético-GO por4 a1, no meio da semana. Neste domingo, empatou com o Internacional (2 a2) e, de novo, perdeu a chance de dar o bote na liderança. O Vasco corre por fora, sobe forte, esteve a um passo de encostar no Corinthians, no fim também se contentou com empate com o Flu (1 a1), está com 34 pontos e na quarta colocação.
As oscilações tornam o campeonato aberto e dão esperança até para times com desempenho mais irregular, como Botafogo (31), Palmeiras (29) e Internacional (28). Esse trio não tem sido muito confiável. Mas, do jeito que as coisas andam, se encaixarem uma sequência de vitórias não só ficam no bloco principal como podem alimentar sonho de brigar pelo título. O Palmeiras, assim como o Fla, é um dos reis dos empates: oito pra cada um até agora.
Impossível fazer qualquer tipo de prognóstico, até mesmo para o vencedor do turno. O Corinthians depende só de si. Para tanto, tem de bater o Palmeiras, domingo,em Presidente Prudente.Nãome surpreenderá se, ao contrário, perder, justamente porque tem sentido a pressão pela ponta. O Palmeiras joga cartada decisiva.
Até com tropeço o Corinthians pode fazer a festa. Sabe por quê? Porque os outros candidatos diretos não terão vida fácil. O São Paulo joga com o Santos na Vila, enquanto Fla e Vasco se pegam no Engenhão. E os concorrentes que correm por fora, como Botafogo e Inter enfrentam respectivamente Fluminense e Grêmio. A última rodada é pra pegar fogo.

Ninguém quis ganhar

Felipão não escalou o volante Chico por causa de Rivaldo. Fosse pelo camisa 10 do São Paulo, melhor seria ter Márcio Araújo, mais rápido do que o alto cabeça de área que veio do Atlético-PR. Felipão quis ter Chico para aumentar a altura de sua defesa. Mas como Chico era o primeiro volante, uma de suas missões era marcar Rivaldo. Pois quando o Rivaldo dominou a bola aos 40 minutos do primeiro tempo, Chico não estava no seu encalço e Marcos Assunção vinha dois passos atrasado. A defesa do Palmeiras ficou mais alta... e mais lenta. O passe de Rivaldo permitiu a Dagoberto fazer 1 x 0.

Só depois disso, Felipão decidiu tirar Márcio Araújo que, escalado como meia, recusou-se a atacar. Trocou-o por Maikon Leite enfiado, junto com Kleber, na defesa são-paulina de três zagueiros. O Palmeiras não ganhou criatividade, mas passou a jogar mais perto da área de Rogério Ceni. A arapuca em que caiu o São Paulo foi parar o jogo com faltas e escanteios. Se o Palmeiras não botou fé no velhinho Rivaldo, o Tricolor se esqueceu que os cruzamentos do outro senhor, Marcos Assunção, são a única arma competente do ataque verde.
A diferença do primeiro para o segundo tempo é que na segunda etapa, de predomínio palmeirense, a marcação estava acertada dos dois lados. Com três zagueiros atrás de si, Piris se mandava como lateral. Em vários momentos, Luan não o acompanhou e obrigou Rivaldo, o lateral, a largar Dagoberto. Do outro lado, Fernandinho não acompanhava Cicinho e o palmeirense tinha espaço.
A preocupação era evitar a derrota, evidente na opção de Adilson por três zagueiros e de Felipão por Márcio Araújo como meia. A falta de ambição afastou o Palmeiras do Botafogo, na briga pela Libertadores. E tirou o Corinthians do alvo são-paulino.
  
JOGADA ENSAIADA
Refém do sistema. Que Tite goste de jogar no 4-2-3-1, com dois homens abertos pelos lados do campo e Alex centralizado, tudo bem. Funcionava melhor no início do Brasileirão, com Danilo no meio, Jorge Henrique e William pelos lados. Mesmo naquele tempo, cabia a pergunta: se o Corinthians tem dois meias como vários clubes sonham, por que não os escala na posição deles?
Danilo tem se esfolado para cumprir bem sua função, pelo lado direito do campo. Boa parte das vezes, faz bem seu papel. Mas falta um pouco da movimentação que o 4-4-2, com dois volantes, dois meias e dois atacantes, costumava dar aos times brasileiros nos anos 90.
De repente, todo mundo resolveu copiar o 4-2-3-1. Com dois meias e dois atacantes circulando, a preocupação da defesa adversária poderia aumentar. Isso deveria valer para a zaga do Figueirense, sábado à noite, no Pacaembu.
O Figueirense marcou Paulinho, Danilo, Alex e ganhou o jogo como visitante.