Em sua volta à seleção, Jade Barbosa conquista o bronze no Mundial de Roterdã
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Jade vê protagonismo em fim de 'prisão' na seleção e lida com fama de chorona
Jade Barbosa ganhou os holofotes com apenas 16 anos ao conquistar três medalhas nos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro-2007. E, desde então, ela virou notícia. Em três anos e meio, ganhou destaque na mídia por conquistas, fracassos, trocas de acusações com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), afastamento da equipe nacional, lesões e até por vender camisetas para pagar tratamento. Tudo regado as já habituais lágrimas. Mais madura, a ginasta relembra os episódios e se vê como protagonista do fim da seleção permanente – considerada por ela como uma prisão – e lida com tranquilidade com a fama de chorona.
Aos 19 anos, Jade Barbosa ainda não se define como mulher. Ela está em fase de transição. Dá visíveis sinais de amadurecimento, mas mantém hábitos de menina. No caminho para a praia de Copacabana – local escolhido para a realização da entrevista ao UOL Esporte –, a ginasta andou de mãos dadas com o pai César Barbosa e pronunciou poucas palavras.
Durante a entrevista, mudou a postura e se impôs. Jade falou sobre o polêmico fim da seleção permanente e assumiu o protagonismo para o encerramento das atividades da equipe nacional em Curitiba. Após a Olimpíada de Pequim-2008, a ginasta fez acusações públicas à CBG de negligência nos treinamentos e chegou a dizer que era impedida de beber água. Ela também responsabilizou a entidade pelo agravamento da lesão no punho direito – necrose no osso capitato. Sem respaldo para realizar o tratamento, a atleta chegou a vender camisetas em seu site oficial para custear os remédios.
Com a troca de comando na CBG, agora presidida por Maria Luciene Cacho Resende, Jade Barbosa se reaproximou da entidade e sacramentou o retorno à seleção às vésperas do Mundial de Roterdã, em 2010. Voltou com o bronze no salto e retomou o status de principal estrela da ginástica. Com a lesão estabilizada, ela já pensa em Londres-2012 e sonha com Rio-2016. Confira trechos da entrevista em vídeo e o restante abaixo:
UOL Esporte – O ano de 2010 marcou sua volta à seleção brasileira após impasse com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). Como você avalia a temporada?
Jade Barbosa – O início de 2010 foi complicado para mim. Eu estava treinando muito mais e eu não podia ir para as competições por problemas jurídicos com a CBG. Eu queria voltar a competir internacionalmente. Aí chegou perto do Mundial e eu nem sabia se eu ia ou não. Acabamos acertando o contrato [com a CBG para a volta à seleção]. Já estava feliz quando eu pisei na Holanda, já nem acreditava que isso ia acontecer. Competi o primeiro dia e fiquei bem nervosa. No segundo, fui melhor. E no terceiro, veio a medalha. Acho que não poderia ser melhor. O ano começou ruim, trabalhei bastante e finalmente veio uma recompensa. Em um ano que eu não estava nem competindo e acabei ganhando o prêmio de melhor atleta da ginástica no ano [dado pelo COB].
UOL Esporte – Você foi reintegrada à seleção em outubro para o Mundial. Antes em duas tentativas, não houve acordo. O que mudou? Quais foram os motivos para a reaproximação dar certo?
Jade Barbosa – Na verdade, antes eles estavam me pedindo coisas que eu não poderia cumprir por causa do meu patrocínio. No final, conversando, eles fizeram um contrato que valia a pena para as duas partes. Porque não adianta só o atleta ceder. Foi mais ou menos assim. Sem conversa era ruim, porque ficava nesse impasse e foi isso o que mais prejudicou.
UOL Esporte – Como foi ouvir de médicos que você teria que deixar a ginástica por causa de sua lesão no punho? Foi o pior momento da sua carreira?
Jade Barbosa – Foi o pior de todos. Ouvi isso de vários médicos. Eu fui a vários médicos e todos diziam: ‘olha Jade, o seu punho não corresponde à sua idade. É de uma pessoa de 50 anos. Essa lesão é complicada, não tem estudo’. Eu ouvi aquilo com 17 anos, imagina? Ouvi que ia ter que parar a ginástica. Isso que foi o complicado. Depois que voltei a treinar. Mesmo com a dor, pensava: ‘vamos ver o que é que dá’. E eu fui melhorando.
UOL Esporte – E como está o punho agora?
Jade Barbosa – Está ótimo. Nas férias não sinto dor nenhuma. Tem o incomodo no treino. Mas a dor como eu sentia antes, insuportável mesmo com o anti-inflamatório, eu não sinto mais.
UOL Esporte – Mesmo em competições dá para suportar?
Jade Barbosa – Dá para aguentar, porque não é dor, é dolorido. É um incômodo. Não é a dor que eu sentia para fazer o elemento. É uma dor de cansaço. Tem uma lesão aqui e uma hora o punho vai reclamar, mas é mais depois.
UOL Esporte – Este incômodo que ainda sente te dá insegurança na hora de competir?
Jade Barbosa – Não. Tem dia que eu sinto dor e falo que não dá para fazer nada. Aí, faço só trabalho com a perna e vou levando.
UOL Esporte – Após a recuperação, os especialistas te deram um prazo para deixar a ginástica definitivamente?
Jade Barbosa – Os médicos disseram vamos ver quanto tempo você agüenta. E eu aceitei. Tem que aceitar, né? É um desafio e vamos indo até quando não for ruim para minha vida. Fisioterapia, médico e exame viraram parte da minha rotina. E estou assim ainda.
UOL Esporte – Com a lesão grave que você teve, se arrepende de ter ficado com a seleção permanente até o fim?
Jade Barbosa – Aquele esquema de seleção permanente não foi saudável para ninguém. Você pode ver que todas as meninas ficaram com algum problema, foram poucas as que permaneceram na ginástica. Todas tiveram algum problema de saúde. Aquele esquema de seleção permanente, eu não gostaria de ter mais. Eu não me arrependo porque eu queria muito ir para uma Olimpíada. Fiquei ali também porque eu queria muito competir. A minha sede, a minha vontade de ir para uma Olimpíada me fez passar por todos esses obstáculos. No final, não foi tão bom. Eu tive uma lesão grave. Para mim, algumas coisas valeram a pena. Eu fui muito bem no Pan-Americano, ganhei várias medalhas, fiquei conhecida. Mas imagina as meninas que não ganharam nada, que tiveram seus sonhos destruídos. Eu acho que essas se arrependeram. Eu tenho um pouco de arrependimento, mas é menor do que as coisas que eu conquistei.
UOL Esporte – Você e seu pai se expuseram bastante ao bater de frente com a CBG. Acha que fizeram a coisa certa?
Jade Barbosa – Acho que sim. Eu e meu pai conseguimos mostrar um pouco da ginástica que tinha lá, provando que seleção permanente nem sempre é o melhor a fazer. Pode voltar a ter? Pode, mas tem que ser melhor pensada. E se não for no meu Estado eu não vou, porque não vai ser saudável para mim. Para eu estar bem, preciso priorizar o que eu sinto e onde eu vou estar melhor. Eu e meu pai ajudamos sim a mudar a história.
UOL Esporte – Como é a sua relação com a CBG hoje?
Jade Barbosa – Depois que fechou o contrato direitinho, está tudo bem. É uma gestão nova, ninguém que estava lá antes está agora. Eu acho que mudou para melhor. A CBG está mais compreensiva, escutando mais os atletas. Claro que tem sempre que melhorar, mas acho que está progredindo.
UOL Esporte – Este ano tem o Mundial, que é classificatório para Londres-2012. Qual o seu planejamento para o ano? O que vai priorizar?
Jade Barbosa – É um ano de competições importantes. Vou começar a ir nas etapas de Copa do Mundo, para me preparar para o Mundial. Para este Mundial eu não posso ficar sem saber como em 2010, que eu não tive tempo para treinar. O Mundial é o mais importante. Quem vai para a Olimpíada vai ser decidido ali, se o Brasil vai levar uma equipe ou só uma menina. Mas tem o Pan-Americano, que é super importante. Agora eu abri meu instituto também e eu estou procurando as empresas para ajudar via Lei de Incentivo para começar com ele para valer em 2011.
UOL Esporte – Fale mais sobre o Instituto. Como surgiu a ideia?
Jade Barbosa – Eu sempre quis fazer trabalho com pessoas carentes. Levar a ginástica como benefício para as crianças, mas eu não sabia como. Até porque é complicado. Montei o instituto por causa de Niterói. Era um ano em que ninguém tinha salário e o prefeito falou que ia ajudar Daniele, Diego [Hypolito] e eu. A gente abriu o projeto e ele não ajudou em nada. Mas acabou sendo bom, porque para entrar na Lei de Incentivo, o projeto precisa ter um ano de existência e ele completou um ano no fim de 2010 e foi aprovado. Vai ser um espaço para crianças de cinco a dez anos no início, com mais ou menos 300 crianças e vai ser na Beija-Flor, que cedeu o espaço para a gente.
UOL Esporte – Em ano pré-olímpico e de Mundial vai dar para conciliar treinos, competições, faculdade e instituto?
Jade Barbosa – Eu adoro tudo o que estou fazendo. É um mundo diferente da ginástica. Porque todo mundo que faz ginástica faz Educação Física. Quando cheguei para fazer Design as pessoas me olhavam pensando: ‘o que ela está fazendo aqui?’. Mas eu estou adorando, minhas amigas estão me ajudando bastante e estão torcendo. Na faculdade, consegui mais amigos. E mesmo com as competições vou me entendendo com os professores. Eu já consegui conciliar no ano passado a faculdade com o treino e agora é só colocar mais um negocinho.
UOL Esporte – Mas ter atividades tão fora do esporte não podem tirar seu foco?
Jade Barbosa – Eu acho que é importante ter outras coisas além da ginástica. Às vezes, você fica tão só na ginástica que acaba saturando. Precisa ter coisas assim, para ter ambiente diferente e conversar de coisas diferentes, eu acho importante. Minha me ajuda com o instituto, porque é um projeto nosso. Mas toda semana quero estar lá. Vou ter que conciliar isto, treino e faculdade, que são as três coisas mais importantes. Tem que ter um tempinho para cada coisa. Estou no segundo ano da faculdade de Design, que é um pouquinho diferente. Dá um pouco mais de trabalho do que Educação Física, porque em Design eu estou em outro mundo.
UOL Esporte – Você só conseguiu fazer tudo isso depois de sair da seleção permanente. Você acha que era a hora de voltar para o Rio?
Jade Barbosa – Eu acho que era o que realmente eu precisava. Ainda mais com a lesão no punho, eu tinha que ter uma base para me segurar. Eu acho que se eu ficasse mais um tempo em Curitiba eu teria estourado, não teria continuado a ginástica, porque talvez não tivesse um acompanhamento na minha lesão. Eu acho que foi na hora certa. Eu encontrei técnicos que entenderam a minha lesão, eu entrei na terapia, tenho a minha família, minha casa, ia para a minha escola normal e não estudava dentro do ginásio, fazia fisioterapia. Eu tenho uma vida normal, além da ginástica, que veio na hora certa.
UOL Esporte – E a terapia, o que acha que ela te acrescentou?
Jade Barbosa – Eu acho que é bem importante. Eu uso para falar o que eu quiser e ver as coisas de uma forma diferente. Até porque eu já tinha o problema da perda de minha mãe, quando eu tinha só nove anos. Então, tenho que cuidar dessas coisas, ainda mais eu que sou bem sentimental. Me ajudou bastante, principalmente a ter mais confiança.
UOL Esporte – O que a Jade com 16 anos fazia que não faz mais?
Jade Barbosa – Eu não sei, na verdade. Eu, com 16 anos, não tinha noção de quanto eu tinha potencial na ginástica. Eu fazia ginástica e não sabia o quanto podia fazer bem. Eu cheguei no Pan e vi, nossa, fui bem. Cheguei no Mundial e fiquei em terceiro e pensei: ‘caraca’. Não tinha noção de quanto as pessoas gostavam de mim e me admiravam.
UOL Esporte – Como é o assédio das pessoas? Quando se sentiu uma atleta nacionalmente conhecida?
Jade Barbosa – Depois do Pan que mudou bastante coisa. Fui ao shopping no Rio, de cabelo solto, óculos de grau. Bem diferente. As pessoas me reconheceram e eu não consegui andar. E pensei: ‘que mundo é esse? Totalmente diferente do que eu vivia’. Uma vez eu estava em Curitiba em um shopping e uma mulher perguntou: ‘você é a Jade do Pan?’. As crianças em volta correram atrás de mim. Hoje as pessoas são mais conservadas. Elas mais olham do que pedem alguma coisa. Mas depende do lugar que vai. Em escola com criança, todas pedem autógrafos e fotos.
Entrevistas do UOL Esporte em 2011
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- Guga analisa carreira, vida de ídolo e revela "duelo mental" contra Rafael Nadal
Durante a entrevista, mudou a postura e se impôs. Jade falou sobre o polêmico fim da seleção permanente e assumiu o protagonismo para o encerramento das atividades da equipe nacional em Curitiba. Após a Olimpíada de Pequim-2008, a ginasta fez acusações públicas à CBG de negligência nos treinamentos e chegou a dizer que era impedida de beber água. Ela também responsabilizou a entidade pelo agravamento da lesão no punho direito – necrose no osso capitato. Sem respaldo para realizar o tratamento, a atleta chegou a vender camisetas em seu site oficial para custear os remédios.
Com a troca de comando na CBG, agora presidida por Maria Luciene Cacho Resende, Jade Barbosa se reaproximou da entidade e sacramentou o retorno à seleção às vésperas do Mundial de Roterdã, em 2010. Voltou com o bronze no salto e retomou o status de principal estrela da ginástica. Com a lesão estabilizada, ela já pensa em Londres-2012 e sonha com Rio-2016. Confira trechos da entrevista em vídeo e o restante abaixo:
UOL Esporte – O ano de 2010 marcou sua volta à seleção brasileira após impasse com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). Como você avalia a temporada?
Jade Barbosa – O início de 2010 foi complicado para mim. Eu estava treinando muito mais e eu não podia ir para as competições por problemas jurídicos com a CBG. Eu queria voltar a competir internacionalmente. Aí chegou perto do Mundial e eu nem sabia se eu ia ou não. Acabamos acertando o contrato [com a CBG para a volta à seleção]. Já estava feliz quando eu pisei na Holanda, já nem acreditava que isso ia acontecer. Competi o primeiro dia e fiquei bem nervosa. No segundo, fui melhor. E no terceiro, veio a medalha. Acho que não poderia ser melhor. O ano começou ruim, trabalhei bastante e finalmente veio uma recompensa. Em um ano que eu não estava nem competindo e acabei ganhando o prêmio de melhor atleta da ginástica no ano [dado pelo COB].
UOL Esporte – Você foi reintegrada à seleção em outubro para o Mundial. Antes em duas tentativas, não houve acordo. O que mudou? Quais foram os motivos para a reaproximação dar certo?
Jade Barbosa – Na verdade, antes eles estavam me pedindo coisas que eu não poderia cumprir por causa do meu patrocínio. No final, conversando, eles fizeram um contrato que valia a pena para as duas partes. Porque não adianta só o atleta ceder. Foi mais ou menos assim. Sem conversa era ruim, porque ficava nesse impasse e foi isso o que mais prejudicou.
UOL Esporte – Como foi ouvir de médicos que você teria que deixar a ginástica por causa de sua lesão no punho? Foi o pior momento da sua carreira?
Jade Barbosa – Foi o pior de todos. Ouvi isso de vários médicos. Eu fui a vários médicos e todos diziam: ‘olha Jade, o seu punho não corresponde à sua idade. É de uma pessoa de 50 anos. Essa lesão é complicada, não tem estudo’. Eu ouvi aquilo com 17 anos, imagina? Ouvi que ia ter que parar a ginástica. Isso que foi o complicado. Depois que voltei a treinar. Mesmo com a dor, pensava: ‘vamos ver o que é que dá’. E eu fui melhorando.
JADE BARBOSA LIDA BEM COM A FAMA DE CHORONA E SE VÊ EM FASE DE TRANSIÇÃO
UOL Esporte – Você acha que tem fama de chorona? Como você lida com isso?
Jade Barbosa – Tenho sim. A maioria das fotos da Internet, eu estou chorando. Mas é a minha maneira de expressar as coisas. Se eu tenho vontade de chorar, eu choro, porque depois melhoro. No treino, se eu estiver com dor, eu choro mesmo. Tenho que chorar, porque depois eu fico melhor porque descarreguei isso no choro.
UOL Esporte – Você se incomoda com a fama de chorona?
Jade Barbosa – Não. Mas não gosto muito de chorar em entrevista, competição, porque tem muita gente olhando. Mas se precisar chorar no cantinho, eu choro, porque depois que eu choro, eu fico mais tranquila e sinto que a sensação ruim saiu.
UOL Esporte – Você consegue perceber um certo amadurecimento? Como foi para você?
Jade Barbosa – É engraçado, porque vai acontecendo. Você não chega e fala: ‘agora eu vou ser outra pessoa’. É questão da experiência, de fazer várias vezes, a terapia também ajudou. Tudo ajudou. Me sinto melhor, consigo fazer as coisas de forma mais natural hoje.
UOL Esporte – Você já se vê como uma mulher?
Jade Barbosa – Eu acho que estou em fase de transição e depende da situação sou mais mulher ou mais menina. Quando eu entro para competir, dou máximo de mim, fico mais forte. Quando estou com a minha família, brincando, sou mais molequezinha.
Jade Barbosa – Está ótimo. Nas férias não sinto dor nenhuma. Tem o incomodo no treino. Mas a dor como eu sentia antes, insuportável mesmo com o anti-inflamatório, eu não sinto mais.
UOL Esporte – Mesmo em competições dá para suportar?
Jade Barbosa – Dá para aguentar, porque não é dor, é dolorido. É um incômodo. Não é a dor que eu sentia para fazer o elemento. É uma dor de cansaço. Tem uma lesão aqui e uma hora o punho vai reclamar, mas é mais depois.
UOL Esporte – Este incômodo que ainda sente te dá insegurança na hora de competir?
Jade Barbosa – Não. Tem dia que eu sinto dor e falo que não dá para fazer nada. Aí, faço só trabalho com a perna e vou levando.
UOL Esporte – Após a recuperação, os especialistas te deram um prazo para deixar a ginástica definitivamente?
Jade Barbosa – Os médicos disseram vamos ver quanto tempo você agüenta. E eu aceitei. Tem que aceitar, né? É um desafio e vamos indo até quando não for ruim para minha vida. Fisioterapia, médico e exame viraram parte da minha rotina. E estou assim ainda.
UOL Esporte – Com a lesão grave que você teve, se arrepende de ter ficado com a seleção permanente até o fim?
Jade Barbosa – Aquele esquema de seleção permanente não foi saudável para ninguém. Você pode ver que todas as meninas ficaram com algum problema, foram poucas as que permaneceram na ginástica. Todas tiveram algum problema de saúde. Aquele esquema de seleção permanente, eu não gostaria de ter mais. Eu não me arrependo porque eu queria muito ir para uma Olimpíada. Fiquei ali também porque eu queria muito competir. A minha sede, a minha vontade de ir para uma Olimpíada me fez passar por todos esses obstáculos. No final, não foi tão bom. Eu tive uma lesão grave. Para mim, algumas coisas valeram a pena. Eu fui muito bem no Pan-Americano, ganhei várias medalhas, fiquei conhecida. Mas imagina as meninas que não ganharam nada, que tiveram seus sonhos destruídos. Eu acho que essas se arrependeram. Eu tenho um pouco de arrependimento, mas é menor do que as coisas que eu conquistei.
UOL Esporte – Você e seu pai se expuseram bastante ao bater de frente com a CBG. Acha que fizeram a coisa certa?
Jade Barbosa – Acho que sim. Eu e meu pai conseguimos mostrar um pouco da ginástica que tinha lá, provando que seleção permanente nem sempre é o melhor a fazer. Pode voltar a ter? Pode, mas tem que ser melhor pensada. E se não for no meu Estado eu não vou, porque não vai ser saudável para mim. Para eu estar bem, preciso priorizar o que eu sinto e onde eu vou estar melhor. Eu e meu pai ajudamos sim a mudar a história.
UOL Esporte – Como é a sua relação com a CBG hoje?
Jade Barbosa – Depois que fechou o contrato direitinho, está tudo bem. É uma gestão nova, ninguém que estava lá antes está agora. Eu acho que mudou para melhor. A CBG está mais compreensiva, escutando mais os atletas. Claro que tem sempre que melhorar, mas acho que está progredindo.
UOL Esporte – Este ano tem o Mundial, que é classificatório para Londres-2012. Qual o seu planejamento para o ano? O que vai priorizar?
Jade Barbosa – É um ano de competições importantes. Vou começar a ir nas etapas de Copa do Mundo, para me preparar para o Mundial. Para este Mundial eu não posso ficar sem saber como em 2010, que eu não tive tempo para treinar. O Mundial é o mais importante. Quem vai para a Olimpíada vai ser decidido ali, se o Brasil vai levar uma equipe ou só uma menina. Mas tem o Pan-Americano, que é super importante. Agora eu abri meu instituto também e eu estou procurando as empresas para ajudar via Lei de Incentivo para começar com ele para valer em 2011.
UOL Esporte – Fale mais sobre o Instituto. Como surgiu a ideia?
Jade Barbosa – Eu sempre quis fazer trabalho com pessoas carentes. Levar a ginástica como benefício para as crianças, mas eu não sabia como. Até porque é complicado. Montei o instituto por causa de Niterói. Era um ano em que ninguém tinha salário e o prefeito falou que ia ajudar Daniele, Diego [Hypolito] e eu. A gente abriu o projeto e ele não ajudou em nada. Mas acabou sendo bom, porque para entrar na Lei de Incentivo, o projeto precisa ter um ano de existência e ele completou um ano no fim de 2010 e foi aprovado. Vai ser um espaço para crianças de cinco a dez anos no início, com mais ou menos 300 crianças e vai ser na Beija-Flor, que cedeu o espaço para a gente.
UOL Esporte – Em ano pré-olímpico e de Mundial vai dar para conciliar treinos, competições, faculdade e instituto?
Jade Barbosa – Eu adoro tudo o que estou fazendo. É um mundo diferente da ginástica. Porque todo mundo que faz ginástica faz Educação Física. Quando cheguei para fazer Design as pessoas me olhavam pensando: ‘o que ela está fazendo aqui?’. Mas eu estou adorando, minhas amigas estão me ajudando bastante e estão torcendo. Na faculdade, consegui mais amigos. E mesmo com as competições vou me entendendo com os professores. Eu já consegui conciliar no ano passado a faculdade com o treino e agora é só colocar mais um negocinho.
UOL Esporte – Mas ter atividades tão fora do esporte não podem tirar seu foco?
Jade Barbosa – Eu acho que é importante ter outras coisas além da ginástica. Às vezes, você fica tão só na ginástica que acaba saturando. Precisa ter coisas assim, para ter ambiente diferente e conversar de coisas diferentes, eu acho importante. Minha me ajuda com o instituto, porque é um projeto nosso. Mas toda semana quero estar lá. Vou ter que conciliar isto, treino e faculdade, que são as três coisas mais importantes. Tem que ter um tempinho para cada coisa. Estou no segundo ano da faculdade de Design, que é um pouquinho diferente. Dá um pouco mais de trabalho do que Educação Física, porque em Design eu estou em outro mundo.
UOL Esporte – Você só conseguiu fazer tudo isso depois de sair da seleção permanente. Você acha que era a hora de voltar para o Rio?
Jade Barbosa – Eu acho que era o que realmente eu precisava. Ainda mais com a lesão no punho, eu tinha que ter uma base para me segurar. Eu acho que se eu ficasse mais um tempo em Curitiba eu teria estourado, não teria continuado a ginástica, porque talvez não tivesse um acompanhamento na minha lesão. Eu acho que foi na hora certa. Eu encontrei técnicos que entenderam a minha lesão, eu entrei na terapia, tenho a minha família, minha casa, ia para a minha escola normal e não estudava dentro do ginásio, fazia fisioterapia. Eu tenho uma vida normal, além da ginástica, que veio na hora certa.
UOL Esporte – E a terapia, o que acha que ela te acrescentou?
Jade Barbosa – Eu acho que é bem importante. Eu uso para falar o que eu quiser e ver as coisas de uma forma diferente. Até porque eu já tinha o problema da perda de minha mãe, quando eu tinha só nove anos. Então, tenho que cuidar dessas coisas, ainda mais eu que sou bem sentimental. Me ajudou bastante, principalmente a ter mais confiança.
UOL Esporte – O que a Jade com 16 anos fazia que não faz mais?
Jade Barbosa – Eu não sei, na verdade. Eu, com 16 anos, não tinha noção de quanto eu tinha potencial na ginástica. Eu fazia ginástica e não sabia o quanto podia fazer bem. Eu cheguei no Pan e vi, nossa, fui bem. Cheguei no Mundial e fiquei em terceiro e pensei: ‘caraca’. Não tinha noção de quanto as pessoas gostavam de mim e me admiravam.
UOL Esporte – Como é o assédio das pessoas? Quando se sentiu uma atleta nacionalmente conhecida?
Jade Barbosa – Depois do Pan que mudou bastante coisa. Fui ao shopping no Rio, de cabelo solto, óculos de grau. Bem diferente. As pessoas me reconheceram e eu não consegui andar. E pensei: ‘que mundo é esse? Totalmente diferente do que eu vivia’. Uma vez eu estava em Curitiba em um shopping e uma mulher perguntou: ‘você é a Jade do Pan?’. As crianças em volta correram atrás de mim. Hoje as pessoas são mais conservadas. Elas mais olham do que pedem alguma coisa. Mas depende do lugar que vai. Em escola com criança, todas pedem autógrafos e fotos.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Balotelli trai campeã do BBB inglês com a melhor amiga e faz ‘hat-trick’
A festa da virada foi agitada para o atacante italiano, que despistou o seu caso anterior, a campeã do BBB inglês Sophie Reade, para ficar com a melhor amiga dela, a modelo Faye Evette.
Sophie revelou a traição pelo Twitter, xingando a ex-melhor amiga e o ex-namorado. “Certas pessoas não têm vergonha”, escreveu.
O curioso é que, um dia antes, na véspera do ano novo, ela postou: “Indo para Manchester com a linda @FayeEvette para festar até 2011”.
E a festa deu o que falar, afinal. Para Balotelli, não foi nada demais. Três dias depois, ele foi flagrado pelos tabloides ingleses em Manchester com outra loira dentro de seu Maseratti novo.
Antes de completar esse ‘hat-trick’, o “Super Mario” já havia deixado a sua marca na Itália. Ele deu o fora na ex-namorada Melissa Castagnoli por SMS, momentos antes de ela aparecer ao vivo na TV. Abalada, a modelo leu a mensagem no ar para tentar constranger o jogador.
FOTO: Paulo Victor recebe a visita de amigos e parentes em Londrina
O goleiro Paulo Victor começa a temporada com mais espaço no Flamengo. Segundo informou o técnico Vanderlei Luxemburgo, ele passa a ser o reserva imediato de Felipe. Marcelo Lomba, titular no segundo semestre do ano passado, será emprestado. Neste domingo, Paulo Victor jogou os 45 minutos finais do amistoso sem gols contra o Londrina. No fim da partida, fez uma defesa em dois tempos e evitou a derrota rubro-negra. Depois, recebeu a visista da mãe, Solange, da cunhada Evelyn, e dos amigos Bê e Willian Andreotti, que assistiram ao jogo e foram ao hotel onde o Fla se hospeda na pré-temporada.
Paulo Victor encontra amigos e parentes no hotel do Flamengo em Londrina (Foto: Thiago Barros / Fla Imagem)
Título de Federer em Doha reduz em 160 pontos a vantagem de Nadal
Uma mudança importante na lista divulgada pela ATP nesta segunda-feira foi a subida de Robin Soderling para o quarto posto do ranking, deixando para trás o britânico Andy Murray. A ascensão veio graças ao título no ATP 250 de Brisbane, na Austrália, onde derrotou o americano Andy Roddick em dois sets na decisão.
O número 1 do Brasil, Thomaz Bellucci, não entrou em quadra e manteve o 31º posto. O paulista de 23 anos fará sua estreia na temporada 2011 no ATP 250 de Auckland, na Nova Zelândia. Seu primeiro adversário será o americano Michael Russell, que veio do qualifying.
O Brasil continua com três tenistas no top 100. Ricardo Mello, número 2 do país, é o 76 do mundo, e Marcos Daniel ocupa a 96ª posição no ranking. Confira abaixo o top 10 e os melhores brasileiros na lista da ATP divulgada nesta segunda-feira.
1. Rafael Nadal (ESP) - 12.390 pontos
2. Roger Federer (SUI) - 9.245
3. Novak Djokovic (SER) - 6.240
4. Robin Soderling (SUE) - 5.785
5. Andy Murray (GBR) - 5.760
6. Tomas Berdych (TCH) - 3.955
7. David Ferrer (ESP) - 3.735
8. Andy Roddick (EUA) - 3.565
9. Fernando Verdasco (ESP) - 3.240
10. Mikhail Youzhny (RUS) - 2.920
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31. Thomaz Bellucci - 1.355
76. Ricardo Mello - 627
96. Marcos Daniel - 564
111. João Souza - 512
159. Rogério Dutra Silva - 336
Após derrota inesperada, Sharapova ganha duas posições no ranking
A tenistas ultrapassadas por Sharapova foram a francesa Marion Bartoli, que caiu um posto, e a sérvia Ana Ivanovic, que era a 17ª colocada até a última semana, mas não defendeu os 130 pontos que tinha e foi parar em 21º.
A liderança do ranking feminino continua com a dinamarquesa Caroline Wozniacki, que tem 8.035 pontos e uma vantagem de 1.250 em relação à segunda colocada, a russa Vera Zvonareva. Confira abaixo o top 10 feminino:
1. Caroline Wozniacki (DIN) - 8.035 pontos
2º - Vera Zvonareva (RUS) - 6.785
3. Kim Clijsters (BEL) - 6.355
4. Serena Williams (EUA) - 5.355
5. Venus Williams (EUA) - 4.985
6. Samantha Stosur (AUS) - 4.982
7. Francesca Schiavone (ITA) - 4.835
8. Jelena Jankovic (SER) - 4.445
9. Elena Dementieva (RUS) - 4.335
10. Victoria Azarenka (BLR) - 4.235
sábado, 8 de janeiro de 2011
Fla diz que negociação avançou e aguarda 'ok' do Milan para ter Ronaldinho
Flamengo aguarda o "ok" do diretor do Milan, Adriano Galliani, para contratar Ronaldinho Gaúcho
“Hoje (sexta-feira) vamos descansar. As conversas avançaram, só isso que tenho para dizer. Amanhã (sábado) temos outro encontro com o senhor Galliani. Amanhã a gente volta a se falar. Não tem nada certo, apenas as conversas avançaram”, disse.
Apesar do discurso sereno da presidente, o clima entre os dirigentes rubro-negro é de euforia. Aliás, o clube trata a contratação de Ronaldinho como uma “questão de honra”, após o quase anúncio antecipado do Grêmio e a colocação de caixas de som no gramado do Olímpico como se o estádio já estivesse preparado para a festa.
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Ronaldinho Gaúcho é um desejo da presidente Patricia Amorim desde quando a dirigente assumiu o comando do Flamengo. A primeira investida ocorreu no meio do ano passado, quando o Rubro-negro já tinha assegurado boa parte do projeto de marketing para contratar o jogador.
O vínculo com o Rubro-Negro será de 42 meses, com o clube auxiliando Ronaldinho Gaúcho no projeto de disputar a Copa do Mundo de 2014. No Flamengo, uma parceria com a Traffic, empresa de marketing esportivo, foi formalizada para garantir ao craque salários de R$ 1 milhão somado aos lucros de cerca de R$ 800 mil mensais em contratos de imagem e ações de marketing. Inclusive, um projeto especial para a venda de produtos já foi idealizado e será colocado em prática.
Thiago Neves é do Flamengo
Eu liguei para uma ¨fonte¨ que tenho no Rio de Janeiro para saber de Ronaldinho Gaúcho no Fla. Perguntei se fechou ou não? A resposta que ouvi foi: ¨Fechou mesmo é com o Thiago¨.
Ídolo no rival Fluminense, onde atuou por três temporadas, o meio-campista é o novo reforço do clube da Gávea. A duração de contrato é de três anos. O Fla não confirma oficialmente.
Aos 25 anos, o curitibano Thiago Neves estava no Al-Hilal da Arábia Saudita.
O Flamengo negociava a compra de 20% dos direitos econômicos do jogador (algo em torno de 5 milhões de reais).
Agora, só falta contratar o Ronaldinho
Ídolo no rival Fluminense, onde atuou por três temporadas, o meio-campista é o novo reforço do clube da Gávea. A duração de contrato é de três anos. O Fla não confirma oficialmente.
Aos 25 anos, o curitibano Thiago Neves estava no Al-Hilal da Arábia Saudita.
O Flamengo negociava a compra de 20% dos direitos econômicos do jogador (algo em torno de 5 milhões de reais).
Agora, só falta contratar o Ronaldinho
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Larissa Riquelme exagera no decote em evento no Panamá
Musa da Copa do Mundo de 2010, a paraguaia Larissa Riquelme participou da sétima edição da “Feria de la Rumba”, evento no Panamá que reúne atrações de entretenimento para um público aproximado de 100 mil pessoas.
Ela não economizou no decote e nem fez questão de esconder a calcinha em um dos modelitos que usou para desfilar diante de um público ensandecido. Em outro traje, ela usou uma roupa transparente e distraiu até o fotógrafo.
Após recorde e namorado, musa Pellegrini terá ex-técnico de Manaudou
Manaudou e Pellegrini (d) têm em comum recordes, namorado e técnico
MANAUDOU VIRA BONECA
Musa da natação, francesa ganha versão boneca, até com piscina
Depois dessa sequência de títulos, Manaudou rompeu com o técnico Philippe Lucas e se mudou para a Itália, a fim de ficar mais próxima do então namorado, o também nadador Luca Marin. Mas o relacionamento logo chegou ao fim.
Manaudou então voltou para a França, e atualmente é a mulher do nadador Frederick Bousquet, com quem tem um filho de nove meses de idade. Luca Marin, por sua vez, começou a namorar com Pellegrini.
Além do namorado, a italiana também “roubou” de Manaudou os recordes mundiais nos 200 m livre durante os Jogos Olímpicos de 2008. Mais tarde, ela melhorou essa marca e ainda destituiu outro recorde da francesa, desta vez nos 400 m livre, durante o Mundial de Roma de 2009.
Para voltar a brilhar nas Olimpíadas, Federica voltará a seguir os passos de Manaudou. Em sua página pessoal, ela explicou a aproximação ao novo técnico: “Encontrei Philippe Lucas logo depois do dia de ano novo em minha casa, junto com meus pais. Ele me disse o que eu queria escutar”, declarou a nadadora de 22 anos.
Agente de Pellegrini, Marco del Checcolo confirmou que a nadadora agora está estudando um local para treinar com Lucas visando o Mundial de Xangai e os Jogos de 2012: “Ontem [terça-feira] de manhã, ela indicou a sua escolha à federação italiana”, disse o empresário à agência AFP.
Sharapova supera tcheca e garante vaga nas quartas de final de Auckland
(Foto: Getty Image)
A belga Yanina Wickmayer, segunda favorita do torneio, também já garantiu vaga nas quartas de final. Ela derrotou a alemã Sabine Lisicki por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 3/6 e 6/2. A romena Simona Halep será a próxima adversária da belga.
Já a russa Svetlana Kuznetsova, terceira favorita, caiu diante da chinesa Peng Shuai por 2 sets a 1 (2/6, 6/4 e 6/4).
Roger Federer demora, mas supera compatriota e vence outra em Doha
Com o resultado, o número 1 da Suíça está classificado para as quartas de final do torneio. Seu próximo adversário será o sérvio Viktor Troicki (28), que vem de vitória por 6/3 e 6/1 sobre o russo Teymuraz Gabashvili.
- Nós nos conhecemos muito bem, desde os 5 anos de idade. Crescemos na mesma vila. É muito raro para mim jogar em uma situação assim - disse Federer, que também lamentou a lesão nas costas sofrida pelo compatriota durante a partida.
Esta é a sexta vez que Federer disputa o ATP de Doha, e o suíço, campeão em 2005 e 2006, tenta o tricampeonato. Em 2009 e 2010, o atual número 2 do mundo não passou das semifinais, eliminado, respectivamente, por Andy Murray e Nikolay Davydenko.
Resultados desta quarta em Doha
[2] R. Federer (SUI) 2 x 0 [Q] M. Chiudinelli (SUI) 7/6(5) e 7/5
[3] J. Tsonga (FRA) 2 x 0 [WC] S. Bubka (UCR) 6/2 e 6/4
[6] V. Troicki (SER) 2 x 0 T. Gabashvili (RUS) 6/3 e 6/1
[5] E. Gulbis (LET) 2 x 0 [Q] A. Veic (CRO) 6/3 e 6/1
[7] G. Garcia-Lopez (ESP) 2 x 0 I. Marchenko (UCR) 6/1 e 6/
Murray vence nas simples, mas não evita derrota britânica na Hopman
mistas nesta quarta-feira (Foto: Getty Image)
O duelo desta terça-feira (manhã de quarta no Brasil) começou com Kristina Mladenovic marcando o primeiro ponto da França ao derrotar Laura Robson por 6/4, 3/6 e 6/0. Em seguida, Murray venceu um suado jogo de dois tie-breaks contra Nicolas Mahut: 7/6(3) e 7/6(5). A decisão veio nas duplas mistas, vencidas facilmente por Mahut e Mladenovic: 6/4 e 6/2.
A França, que perdeu por 3 a 0 para os Estados Unidos de John Isner e Bethanie Mattek-Sands, agora soma uma vitória e uma derrota, mesma campanha da Itália, que derrotou a Grã-Bretanha por 2 a 1, mas perdeu para os americanos pelo mesmo placar. Murray e Robson estão em último no Grupo B, com duas derrotas. O primeiro colocado avança à decisão.
Mulher de Alonso é agredida nas férias em Portugal, diz jornal
Raquel del Rosario, mulher de Fernando Alonso, arrumou briga após ser fotografada |
Fernando Alonso foi passar o fim de ano na ilha portuguesa de Porto Santo em busca de paz, mas não conseguiu fugir dos problemas. Depois de ser flagrado ameaçando os paparazzi no aeroporto dizendo que falaria mal do local caso fosse fotografado, ele teve a mulher agredida por moradores.
ALONSO TEM ATAQUE DE ESTRELISMO
Mas Raquel acabou irritando a proprietária da casa, e as duas começaram a discutir. A briga evoluiu, e a mulher de Alonso acabou sendo agredida pela moradora.
Na chegada ao aeroporto, a emissora RTP já havia flagrado Alonso mandando um aviso aos paparazzi: “O primeiro fotógrafo ou máquina que eu vir nos próximos dias, fará com que eu vá embora no dia seguinte, e direi a todos que o Porto Santo é um desastre”, disse o espanhol.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
VÍDEOS: Conheça o novo candidato a Conca ou Montillo do Fla para 2011
Quem é Darío Bottinelli, contratação do Flamengo pensando em 2011? Para decifrar em detalhes este (mais um) hermano que se candidata a repetir o sucesso de Conca, no Vasco e depois Fluminense, e Montillo, pelo Cruzeiro, convidamos Renato Zanata Arnos*, nosso especialista em futebol argentino. A exemplo desses dois compatriotas, o agora rubro-negro vinha se destacando no Chile. Leia, clique e veja para saber mais sobre Bottinelli.
Por Renato Zanata Arnos
Darío Bottinelli, assim como Maxi Biancucchi e o saudoso Narciso Doval, foi formado na cantera del Ciclón, ou seja, nas divisões de base do San Lorenzo de Almagro. Com 24 anos recém completados, o argentino é um meia de criação que chega ao Flamengo com a incumbência de pensar o jogo e criar as tramas ofensivas, algo raro por aqui.
Naquel ano, no empate em 1 a 1 com o Vélez Sarsfield, foi titular, enquanto Walter Montillo aparecia entre os reservas. O hoje cruzeirense também surgiu nas divisões inferiores do San Lorenzo, na mesma época de Bottinelli, que o teria consultado antes de fechar oficialmente com o Flamengo.
Em seguida, teve uma rápida e apagada passagem pelo Racing Club, até ser emprestado no primeiro semestre de 2008 para a Universidad Católica. No Chile, se destacou na Libertadores, despertou o interesse do Atlas de Guadalajara, clube mexicano que comprou seu passe ao San Lorenzo.
Revi três partidas da Libertadores 2008 nas quais atuou este enganche argentino pela Universidad Católica (América do México 2 x 1; 1 x 2 River Plate e River Plate 2 x 0). Assim, constatei o perfil técnico-tático de Darío Bottinelli.
Atuando dentro do contexto tático identificado como 4-4-2 (mais precisamente um 4-3-1-2), com o meio-campo em losango, Bottinelli tinha muita liberdade de movimentação. E apresentou o perfil de um autêntico enganche, ou seja, um meia de criação.
O argentino não demonstrou medo em arriscar chutes de média e longa distância, principalmente próximo a meia-lua. Clareou para bater, e ele chutava, inclusive com a canhota, que não é a boa. Sem a bola, Bottinelli se apresentava em sua intermediária defensiva para cercar o adversário de posse da pelota e servir como opção para ao receber o segundo passe.
O camisa 18 da Gávea gosta de ditar o ritmo da equipe, virando jogo ou executando passes laterais de desafogo à procura dos companheiros livres de marcação. Seus passes diagonais tinham, em geral, o endereço do lateral esquerdo Pérez, quando este subia ao ataque.
Já a saída de bola da Universidad ficava por contra do muito bom volante central, Jorge El Patrón Ormeño. Bottinelli confirmou a fama de bom batedor de faltas pela esquerda. Das quatro cobranças que executou nestes três jogos, duas geraram gols (um deles, contra o River Plate, mal anulado) e uma outra obrigou o goleiro Carrizo a executar difícil defesa.
Um torcedor do Flamengo, Adriano Lima, já até criou um site em homenagem ao Pollo — clique aqui para conhecer. Vejamos se, em campo, ele corresponderá.
Abaixo, diagrama tático com o posicionamento e os deslocamentos de Bottinelli. Para se oferecer como opção de jogo (setas amarelas), ou de posse da bola (pretas), gerando as tramas ofensivas
Gols de Bottinelli pelo San Lorenzo, Atlas e Universidad Católica
Por Renato Zanata Arnos
Darío Bottinelli, assim como Maxi Biancucchi e o saudoso Narciso Doval, foi formado na cantera del Ciclón, ou seja, nas divisões de base do San Lorenzo de Almagro. Com 24 anos recém completados, o argentino é um meia de criação que chega ao Flamengo com a incumbência de pensar o jogo e criar as tramas ofensivas, algo raro por aqui.
Doval, com a camisa do San Lorenzo: depois, ídolo rubro-negro
No San Lorenzo, El Pollo (frango em português) deu seus primeiros passos como jogador profissional, aos 17 anos, pelas mãos de Héctor Bambino Viera, treinador que o lançou no time principal. Depois, com Gustavo Alfaro, seguiu desenvolvendo seu futebol. Em 2006, atuou como enganche titular num 4-3-1-2, com o meio-campo em losango.Naquel ano, no empate em 1 a 1 com o Vélez Sarsfield, foi titular, enquanto Walter Montillo aparecia entre os reservas. O hoje cruzeirense também surgiu nas divisões inferiores do San Lorenzo, na mesma época de Bottinelli, que o teria consultado antes de fechar oficialmente com o Flamengo.
Bottinelli e Montillo: no Ciclón
Sob a batuta do treinador Oscar Ruggeri, zagueiro campeão do mundo em 1986, Bottinelli foi banco de Pablo Barrientos, outro enganche revelado pelo Ciclón, e que acaba de fechar com o Estudiantes. No San Lorenzo, treinado por Ramón Diaz e ao lado de Gastón Gata Fernández e Ezequiel Lavezzi, o novo rubro-negro conquistou o Clausura 2007 —atuou em quatro das 19 partidas do torneio. Em seguida, teve uma rápida e apagada passagem pelo Racing Club, até ser emprestado no primeiro semestre de 2008 para a Universidad Católica. No Chile, se destacou na Libertadores, despertou o interesse do Atlas de Guadalajara, clube mexicano que comprou seu passe ao San Lorenzo.
Bottinelli exibe a camisa do Flamengo: enganche
No segundo semestre de 2010, Bottinelli retornou ao Chile para atuar novamente na Universidad Católica, treinada então, por Juan Antonio Pizzi. O argentino foi importante para Los Cruzados na conquista do título nacional, destacando-se no 4-2-3-1 como meia, aberto pela esquerda. Lá fazia a diagonal em direção a área para buscar o drible, a tabela, servir os atacantes ou arrematar em gol.Revi três partidas da Libertadores 2008 nas quais atuou este enganche argentino pela Universidad Católica (América do México 2 x 1; 1 x 2 River Plate e River Plate 2 x 0). Assim, constatei o perfil técnico-tático de Darío Bottinelli.
Atuando dentro do contexto tático identificado como 4-4-2 (mais precisamente um 4-3-1-2), com o meio-campo em losango, Bottinelli tinha muita liberdade de movimentação. E apresentou o perfil de um autêntico enganche, ou seja, um meia de criação.
Bottinelli em ação pelo Atlas, do México: lá ele era o camisa 10
Posicionado a partir do círculo central, sempre marcado de perto por dois, três adversários, jogava usualmente a dois toques, e com boa qualidade na perna direita para conduzir a bola em velocidade. Dribles, passes curtos, longos, objetivos, verticais ou diagonais formavam seu jogo, além do arremate de fora da área.O argentino não demonstrou medo em arriscar chutes de média e longa distância, principalmente próximo a meia-lua. Clareou para bater, e ele chutava, inclusive com a canhota, que não é a boa. Sem a bola, Bottinelli se apresentava em sua intermediária defensiva para cercar o adversário de posse da pelota e servir como opção para ao receber o segundo passe.
O camisa 18 da Gávea gosta de ditar o ritmo da equipe, virando jogo ou executando passes laterais de desafogo à procura dos companheiros livres de marcação. Seus passes diagonais tinham, em geral, o endereço do lateral esquerdo Pérez, quando este subia ao ataque.
Já a saída de bola da Universidad ficava por contra do muito bom volante central, Jorge El Patrón Ormeño. Bottinelli confirmou a fama de bom batedor de faltas pela esquerda. Das quatro cobranças que executou nestes três jogos, duas geraram gols (um deles, contra o River Plate, mal anulado) e uma outra obrigou o goleiro Carrizo a executar difícil defesa.
Um torcedor do Flamengo, Adriano Lima, já até criou um site em homenagem ao Pollo — clique aqui para conhecer. Vejamos se, em campo, ele corresponderá.
Bottinelli pela Universidad Católica em duelo contra o River: repetindo os passos de Conca e Montillo?
Abaixo, diagrama tático com o posicionamento e os deslocamentos de Bottinelli. Para se oferecer como opção de jogo (setas amarelas), ou de posse da bola (pretas), gerando as tramas ofensivas
Bottinelli em ação: movimentação e organização das jogadas são características
Gols de Bottinelli pelo San Lorenzo, Atlas e Universidad Católica
Diego Hypolito sonha com 2ª chance olímpica e ignora boatos de homossexualismo
Diego Hypolito ainda se recupera da pior cirurgia de sua carreira – operou o pé esquerdo em outubro e só deixou o suporte das muletas de lado em meados de dezembro. E, mesmo sem retomar a rotina de treinos, o ginasta só pensa em uma coisa: disputar os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Favorito em Pequim, o bicampeão mundial sucumbiu ao ficar em sexto lugar e, agora, já sonha com a segunda chance olímpica. Focado na ginástica, o paulista de 24 anos estranha o status de celebridade atribuído aos atletas, mas fala com naturalidade sobre o assédio sobre sua vida pessoal.
Em meio aos compromissos profissionais e a dedicação à rotina familiar, Diego Hypolito encontrou tempo para receber a reportagem do UOL Esporte no apartamento do Flamengo, no Rio de Janeiro. O ginasta, aliás, deixará a propriedade do clube para realizar o sonho de morar com a família em um imóvel comprado por ele.
Antes de levar os primos menores à praia, Diego Hypolito falou sobre carreira, conquistas, frustrações, cirurgias e objetivos. O ginasta tratou também do interesse da mídia em sua vida pessoal. O atleta do Flamengo revela que estranhou notícias sobre suas idas a festas e praia e demonstra tranquilidade ao falar de assuntos mais delicados, como boatos de homossexualismo – em abril uma foto ao lado do ex-BBB Serginho causou polêmica. Na ocasião, o próprio artista negou os rumores e afirmou que o bicampeão mundial é hétero. Confira trechos da entrevista em vídeo e, abaixo, outras partes:
UOL Esporte – Você fez a cirurgia no pé esquerdo em outubro. Como foi e como está a recuperação?
Diego Hypolito – Essa cirurgia eu fiz em função de algumas lesões que eu vinha sentindo desde 2005 e 2006. Eu vinha aguentando, sempre trabalhando no limite da dor, fazendo fisioterapia, procurando médico. Foi uma decisão em conjunto, porque tinham muitos fatores. Ela já estava me impossibilitando de treinar. Doía até para andar também. Procurei todos os médicos que tivessem especialização neste tipo de lesão no Brasil e infelizmente ninguém tinha tanta noção do que era essa lesão. Comecei a procurar fora do Brasil, por intermédio da CBG [Confederação Brasileira de Ginástica] e do COB [Comitê Olímpico Brasileiro]. Daí, encontramos o médico que me operou na Suíça. Nenhum atleta brasileiro teve essa lesão, eles ficaram com um pouquinho medo de me operar e fizeram lá. A cirurgia foi muito bem sucedida. A recuperação está sendo muito boa. Em janeiro vai fazer três meses de operação. Ainda sinto um pouco de dor. Voltei a fisioterapia um dia depois de operado para não perder a musculatura. Graças a Deus, a medicina está muito evoluída. Se tivesse feito essa lesão há um tempo atrás, os médicos não saberiam nem o que fazer. Estou tranquilo, com a cabeça boa, com uma boa equipe me envolvendo e lá pelo meio de janeiro ou início de fevereiro já vou voltar a fazer tudo. Vai ter um tempo bom para o Mundial.
UOL Esporte – E a prioridade para 2011 é o Mundial? Vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara, que é no mesmo mês do Mundial?
Diego Hypolito – A prioridade é o Campeonato Mundial, que é em outubro no Japão. É uma competição pré-olímpica. Depois têm os Jogos Pan-Americanos, algumas etapas da Copa do Mundo e torneios que são por equipe que servem para preparar para uma possível classificação olímpica da equipe. Mas são dois objetivos diferentes. O principal, sem dúvida, é a classificação para a Olimpíada e ela só vem por uma única chance que é o Mundial do Japão. Os Jogos Pan-Americanos até devemos ir com a equipe principal, mas a prioridade é o Mundial, depois o Pan, que é pouco tempo depois.
UOL Esporte – Com a lesão, você ficou de fora do Mundial de Roterdã, na Holanda. Como foi perder a competição? Você acompanhou pela televisão?
Diego Hypolito – Foram cinco medalhas na temporada, estava em uma temporada boa. Consegui minha nota recorde de 16.100 no código de pontuação, mas em função da lesão fiquei fora do Mundial. Não acompanhei tão de perto os meninos e as meninas por causa da minha lesão, mas procurava me informar sobre a minha irmã [Daniele Hypolito]. Fiquei muito feliz com o desempenho deles, até porque a gente dependia disso para ir ao Mundial do ano que vem e, consequentemente, para as Olimpíadas. Fiquei um pouco decepcionado por conta da lesão e por querer voltar. Fiquei até um pouco mais emotivo do que as outras vezes.
UOL Esporte – Já operou o pé e joelho direitos e o ombro esquerdo. A cirurgia no pé foi a mais difícil? Até por isso ficou mais emotivo?
Diego Hypolito – Foi a lesão mais grave. Teve que fazer muita coisa, os cortes foram maiores. Todas as minhas outras cirurgias foram artroscopia. Tenho dois pinos no pé direito que ficaram 100%. Fiz artroscopia no joelho e uma no ombro em 2009. Desta vez, fiz enxerto nas duas pernas reconstruí todo o lado direito e esquerdo do pé, fora a artroscopia na parte da frente. Mexeu muito no meu pé. E quando você sabe que fez muita coisa e olha aquela cicatriz, você fala: ‘nossa, que feio’. Mas não é que feio, é bom porque a medicina evoluiu. Que bom que tem pessoas que puderam me dar a oportunidade de ter uma segunda chance. Porque muitas vezes fica na expectativa e nem tem a segunda chance.
UOL Esporte – O Dragulesco, um dos seus principais rivais, foi mal no Mundial. Você acha que teria chance de medalha?
Diego Hypolito – Era um ano em que eu estava bem e consegui notas muito altas. Mas é muito feio a gente ficar se lamentando. Eu não ganhei a medalha olímpica e podia ficar pensando: ‘se não tivesse feito isso, se aquilo’. Não. Eu errei. Vou ter outra oportunidade e tomara que dê certo. Estou fazendo o caminho mais correto para isso. Mas sobre o Mundial, eu não sei. Eu tinha possibilidades como todos os outros têm. Eu acredito no meu treinamento e agora estou pensando para frente e no que pode acontecer. Vou treinar muito para conseguir chegar bem no Mundial, para me classificar para a Olimpíada. Estou me dedicando e fazendo coisas que eu não fazia antes, tendo um psicólogo, um nutricionista, um fisiologista, médico, fisioterapeuta. Uma equipe muito grande que o COB e a prefeitura estão me dando a chance de ter. Estão comprando aparelhagem para o meu treinamento para as Olimpíadas. A gente está tentando e estou com o caminho trilhado para dar certo. Se vai dar certo ou não é um outro porém.
UOL Esporte – Essa estrutura toda a que se refere é o Time Rio, né? Como está sendo o trabalho com você?
Diego Hypolito – Começou este ano, há cerca de quatro meses. O COB e a prefeitura montam uma equipe que visa dar uma possibilidade a um atleta para buscar uma medalha olímpica. Então, eles cercam a gente com toda a estrutura possível para que eu tenha mais possibilidade de conquistar uma medalha. Se vai acontecer ou não, eu não sei. Eles me dão nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, médico, fisiologista, todos os tipos de exame que são necessários para um desempenho melhor, equipamento de treinamento, um salário mensal para mim e meu treinador. Dá uma tranquilidade. É tão importante e satisfatório e me deixa despreocupado com o dia de amanhã, porque o grande problema do atleta é que ele vive com o dilema constante de ter ou não o patrocínio. Cito o próprio exemplo da minha irmã, que já está na seleção há tantos anos, tem 26 anos, foi ao Mundial esse ano, é campeã nacional e não tem patrocínio. Quando você tem algo que te proporciona algo mais e que te deixa tranqüilo, é muito bom.
UOL Esporte – Mas justamente por ser uma aposta do COB e da prefeitura, você sente uma pressão a mais?
Diego Hypolito – A aposta sempre exige uma cobrança. Mas estarem apostando em mim como estão fazendo, é uma oportunidade que eu nunca tive. É exatamente como os países de primeiro mundo fazem. Eles pegam os atletas e abraçam mesmo, sem consequência. Podendo conseguir a medalha ou não. E é isso o que eles me passam. Mas eu quero poder retribuir da forma mais adequada.
UOL Esporte – Por que na ginástica é tão difícil conseguir patrocinador?
Diego Hypolito – É uma concorrência pequena, porque não tem tantos atletas de destaque, só que você tem que visar uma maneira geral também. Eu vejo muito agora as pessoas apoiando atletas mais novos, que possivelmente possam estar em 2016, e esquecendo da geração atual. Na realidade, você faz um buraco. Você precisa apoiar quem vai para 2012, quem vai para 2016. É tão difícil, o atleta se sente tão sem apoio, que ele acaba se tornando um herói. Tem que conquistar primeiro a medalha para depois ter o apoio. E na realidade, o apoio tem que começar para te dar uma base e não esquecer quando ele fica mais velho. Porque atleta é uma profissão. Espero que até 2016, o Brasil pegue este gancho da Olimpíada aqui e se torne melhor em questões gerais. É uma grande oportunidade de crescer financeiramente e no esporte. Questão de patrocínio é uma coisa que desanima muito o atleta. Esta questão da provação, ter que provar que merece estar junto com alguém. A gente depende muito disso. Única e exclusivamente disso. Incentivo tem melhorado muito, mas isso tem que ser sempre contínuo. Não sei qual a forma mais adequada. Eu tenho exemplo em casa, minha irmã está sem patrocínio com 26 anos. Tem que tentar se focar mesmo assim. O cara tem que trabalhar e treinar por satisfação e prazer. Eu tenho prazer em disputar a medalha, do suor constante no treino. A gente tem vitórias pessoais constantes no treino, mas só veem quando sobe no pódio. Aí a gente chora, família chora, algumas pessoas choram também. O dia a dia é muito satisfatório, considero muito bom ser ginasta. Eu não tinha muito conhecimento sobre a ginástica, comecei por causa da minha irmã, que era quem era o foco principal. Eu me espelhei na minha irmã mesmo, porque infelizmente não tinham meninos de destaque na ginástica. E agora a gente vê que está mudando isso. É bonito. O esporte é bonito.
UOL Esporte – Você acha que a ginástica cresceu no Brasil? Qual a sua importância na modalidade?
Diego Hypolito – Por ter mais acesso ao meio televisivo, as pessoas criaram um certo interesse de ver e isso deve ter reflexo nas escolinhas. Mas não é por ser o Diego, a Daniele, a Daiane. As pessoas passaram a gostar da modalidade não por ser eu. Eu agradeço a Deus por fazer parte deste momento, passei por ali em uma época que a ginástica estava levantando, mas não significa que eu tenha feito a ginástica crescer. Eu só estava ali em um momento bom. Tenho que agradecer a ginástica, que me fez conhecer o mundo todo e ter uma cultura maior, educação, porque eu mudei minha disciplina por causa da ginástica. E tem a satisfação de saber viver com a superação diária. Por mais que caía, tem que tentar levantar de cabeça erguida. Porque quando você cai, não quer dizer que não vai cair de novo. A vida é cheia de altos e baixos. Mas eu sonho muito alto em termos de realizações pessoais. Ser medalhista olímpico, tudo o que você pensar eu estou sonhando, porque se eu não sonhar, eu não vou alcançar nada. Não existe ninguém que decide até onde vai o nosso sonho. Se você tem a oportunidade de fazer algo que você gosta, vai fundo.
UOL Esporte – Atualmente o que mais você quer na vida?
Diego Hypolito – Incomparavelmente é chegar na Olimpíada como cheguei na outra e ter uma segunda chance. Quero ter uma segunda chance. Tenho que fazer as coisas da forma mais adequada para que eu consiga. Não é deixar de fazer as coisas, é ter limites. Eu sou um ser humano, eu faço o que todo mundo faz. Vou à praia. Mas quando começa a atrapalhar eu preciso ter consciência. Eu quero que meu sonho aconteça, vou abdicar de algumas coisas para isso.
UOL Esporte – Em que a ginástica mais te decepcionou?
Diego Hypolito – Nada é mil maravilhas. Tudo na vida tem problema. As coisas boas quando são maiores, apagam as coisas ruins. É como família. A gente discute muito, mas se ama acima de tudo. As pessoas até perguntam se a minha relação com a Daniele é assim tão boa. E é. O carinho que tenho por ela e pela minha família é verídico. Fomos muito pobres como ninguém imagina. Não faço disso uma vitória. Boa parte da população é muito pobre. Vi as dificuldades que minha mãe passava. Faço o máximo possível para dar o sustento para minha mãe. É difícil. Quando está em situação ruim, é difícil as pessoas estenderem a mão. Quando consegue algo existem muitas pessoas em volta. Essa é a situação ruim. Mas as boas suprem as ruins. Sou muito feliz e bem sucedido no que eu faço. E não é no lado material. A estrutura não pode romper, não pode mudar as raízes. Ninguém pode tudo e a fama é totalmente passageira.
Em meio aos compromissos profissionais e a dedicação à rotina familiar, Diego Hypolito encontrou tempo para receber a reportagem do UOL Esporte no apartamento do Flamengo, no Rio de Janeiro. O ginasta, aliás, deixará a propriedade do clube para realizar o sonho de morar com a família em um imóvel comprado por ele.
Antes de levar os primos menores à praia, Diego Hypolito falou sobre carreira, conquistas, frustrações, cirurgias e objetivos. O ginasta tratou também do interesse da mídia em sua vida pessoal. O atleta do Flamengo revela que estranhou notícias sobre suas idas a festas e praia e demonstra tranquilidade ao falar de assuntos mais delicados, como boatos de homossexualismo – em abril uma foto ao lado do ex-BBB Serginho causou polêmica. Na ocasião, o próprio artista negou os rumores e afirmou que o bicampeão mundial é hétero. Confira trechos da entrevista em vídeo e, abaixo, outras partes:
UOL Esporte – Você fez a cirurgia no pé esquerdo em outubro. Como foi e como está a recuperação?
Diego Hypolito – Essa cirurgia eu fiz em função de algumas lesões que eu vinha sentindo desde 2005 e 2006. Eu vinha aguentando, sempre trabalhando no limite da dor, fazendo fisioterapia, procurando médico. Foi uma decisão em conjunto, porque tinham muitos fatores. Ela já estava me impossibilitando de treinar. Doía até para andar também. Procurei todos os médicos que tivessem especialização neste tipo de lesão no Brasil e infelizmente ninguém tinha tanta noção do que era essa lesão. Comecei a procurar fora do Brasil, por intermédio da CBG [Confederação Brasileira de Ginástica] e do COB [Comitê Olímpico Brasileiro]. Daí, encontramos o médico que me operou na Suíça. Nenhum atleta brasileiro teve essa lesão, eles ficaram com um pouquinho medo de me operar e fizeram lá. A cirurgia foi muito bem sucedida. A recuperação está sendo muito boa. Em janeiro vai fazer três meses de operação. Ainda sinto um pouco de dor. Voltei a fisioterapia um dia depois de operado para não perder a musculatura. Graças a Deus, a medicina está muito evoluída. Se tivesse feito essa lesão há um tempo atrás, os médicos não saberiam nem o que fazer. Estou tranquilo, com a cabeça boa, com uma boa equipe me envolvendo e lá pelo meio de janeiro ou início de fevereiro já vou voltar a fazer tudo. Vai ter um tempo bom para o Mundial.
UOL Esporte – E a prioridade para 2011 é o Mundial? Vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara, que é no mesmo mês do Mundial?
Diego Hypolito – A prioridade é o Campeonato Mundial, que é em outubro no Japão. É uma competição pré-olímpica. Depois têm os Jogos Pan-Americanos, algumas etapas da Copa do Mundo e torneios que são por equipe que servem para preparar para uma possível classificação olímpica da equipe. Mas são dois objetivos diferentes. O principal, sem dúvida, é a classificação para a Olimpíada e ela só vem por uma única chance que é o Mundial do Japão. Os Jogos Pan-Americanos até devemos ir com a equipe principal, mas a prioridade é o Mundial, depois o Pan, que é pouco tempo depois.
UOL Esporte – Com a lesão, você ficou de fora do Mundial de Roterdã, na Holanda. Como foi perder a competição? Você acompanhou pela televisão?
Diego Hypolito – Foram cinco medalhas na temporada, estava em uma temporada boa. Consegui minha nota recorde de 16.100 no código de pontuação, mas em função da lesão fiquei fora do Mundial. Não acompanhei tão de perto os meninos e as meninas por causa da minha lesão, mas procurava me informar sobre a minha irmã [Daniele Hypolito]. Fiquei muito feliz com o desempenho deles, até porque a gente dependia disso para ir ao Mundial do ano que vem e, consequentemente, para as Olimpíadas. Fiquei um pouco decepcionado por conta da lesão e por querer voltar. Fiquei até um pouco mais emotivo do que as outras vezes.
UOL Esporte – Já operou o pé e joelho direitos e o ombro esquerdo. A cirurgia no pé foi a mais difícil? Até por isso ficou mais emotivo?
Diego Hypolito – Foi a lesão mais grave. Teve que fazer muita coisa, os cortes foram maiores. Todas as minhas outras cirurgias foram artroscopia. Tenho dois pinos no pé direito que ficaram 100%. Fiz artroscopia no joelho e uma no ombro em 2009. Desta vez, fiz enxerto nas duas pernas reconstruí todo o lado direito e esquerdo do pé, fora a artroscopia na parte da frente. Mexeu muito no meu pé. E quando você sabe que fez muita coisa e olha aquela cicatriz, você fala: ‘nossa, que feio’. Mas não é que feio, é bom porque a medicina evoluiu. Que bom que tem pessoas que puderam me dar a oportunidade de ter uma segunda chance. Porque muitas vezes fica na expectativa e nem tem a segunda chance.
TRATAMENTO DE CELEBRIDADE A ATLETAS
UOL Esporte – Você também passou a ser alvo de fofocas. Teve até uma foto sua com o ex-BBB Serginho (acima)...
Diego Hypolito – As pessoas transformam um atleta em um artista e confundem as situações. Eu não fiquei chateado com a situação. Eu não tenho que ficar dando justificativa do que eu faço fora do treino. O que eu penso é que estou muito bem para a ginástica, quero me recuperar das minhas lesões. Sai naquele dia porque gosto muito da Preta Gil. Fui no show. Ele [Serginho] é uma pessoa como eu, estava lá no camarote. Veio falar comigo, foi muito legal por sinal, e falou que era meu fã. Mas cada um pode pensar o que quiser. Paciência. Não posso ficar me justificando por uma coisa que eu acho tão boba.
UOL Esporte – Você ficou incomodado?
Diego Hypólito – Eu fiquei um pouco preocupado. Porque a gente lida com a estética da ginástica, com a vida regrada. Não tava entendendo porque as pessoas me procuravam tanto. No meu aniversário, saíram milhões de fotos minhas no jornal. E coisas que eu acho tão fúteis. Nada contra, só que graças a Deus eu dependo sempre dos meus resultados. E eu estava fazendo bem até então. Só fiquei preocupado com a proporção que isso toma. Eu vejo muito isso com jogador de futebol. As pessoas transformam a vida assim como se fosse um furacão. E não é um furacão. Eu sou um ser humano como todo mundo. Saio, vou à festa. Achei engraçado. Vira e mexe eu via foto minha na praia. Não tenho problema algum com isso. Entendo o lado das pessoas de quererem conhecer o lado da vida pessoal de possivelmente famosos. Acabo tendo um pouco desta vida de artista mesmo não sendo.
UOL Esporte – Desde então, você começou a se policiar para evitar paparazi ou notícias indiscretas? Diego Hypolito – Nunca apareceu nada demais. Não tenho que ficar preocupado com isso. Não vou deixar de ir à praia, sair e vou ser sempre simpático com qualquer pessoa. Já tive dificuldades muito piores. Eu tive dificuldade financeira. Tenho que ser tranquilo e não ligar muito para as coisas. Se entrar na pilha de bobeira que não faz parte do meu cotidiano, vou viver um mundo que não é meu, que é o artístico. Eu tenho que viver minha vida normalmente. Sendo dosado, fazendo as minhas coisas dentro do que eu posso fazer. Sair? Eu saio no sábado, mas se for me atrapalhar, pode ter certeza que eu não vou. Se tiver um evento em São Paulo para receber, mas for me atrapalhar no treino, infelizmente eu não vou poder ir. Eu tenho que ter esta balança para saber o que é certo e o que é errado para o meu esporte dar certo.
Diego Hypolito – Era um ano em que eu estava bem e consegui notas muito altas. Mas é muito feio a gente ficar se lamentando. Eu não ganhei a medalha olímpica e podia ficar pensando: ‘se não tivesse feito isso, se aquilo’. Não. Eu errei. Vou ter outra oportunidade e tomara que dê certo. Estou fazendo o caminho mais correto para isso. Mas sobre o Mundial, eu não sei. Eu tinha possibilidades como todos os outros têm. Eu acredito no meu treinamento e agora estou pensando para frente e no que pode acontecer. Vou treinar muito para conseguir chegar bem no Mundial, para me classificar para a Olimpíada. Estou me dedicando e fazendo coisas que eu não fazia antes, tendo um psicólogo, um nutricionista, um fisiologista, médico, fisioterapeuta. Uma equipe muito grande que o COB e a prefeitura estão me dando a chance de ter. Estão comprando aparelhagem para o meu treinamento para as Olimpíadas. A gente está tentando e estou com o caminho trilhado para dar certo. Se vai dar certo ou não é um outro porém.
UOL Esporte – Essa estrutura toda a que se refere é o Time Rio, né? Como está sendo o trabalho com você?
Diego Hypolito – Começou este ano, há cerca de quatro meses. O COB e a prefeitura montam uma equipe que visa dar uma possibilidade a um atleta para buscar uma medalha olímpica. Então, eles cercam a gente com toda a estrutura possível para que eu tenha mais possibilidade de conquistar uma medalha. Se vai acontecer ou não, eu não sei. Eles me dão nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, médico, fisiologista, todos os tipos de exame que são necessários para um desempenho melhor, equipamento de treinamento, um salário mensal para mim e meu treinador. Dá uma tranquilidade. É tão importante e satisfatório e me deixa despreocupado com o dia de amanhã, porque o grande problema do atleta é que ele vive com o dilema constante de ter ou não o patrocínio. Cito o próprio exemplo da minha irmã, que já está na seleção há tantos anos, tem 26 anos, foi ao Mundial esse ano, é campeã nacional e não tem patrocínio. Quando você tem algo que te proporciona algo mais e que te deixa tranqüilo, é muito bom.
UOL Esporte – Mas justamente por ser uma aposta do COB e da prefeitura, você sente uma pressão a mais?
Diego Hypolito – A aposta sempre exige uma cobrança. Mas estarem apostando em mim como estão fazendo, é uma oportunidade que eu nunca tive. É exatamente como os países de primeiro mundo fazem. Eles pegam os atletas e abraçam mesmo, sem consequência. Podendo conseguir a medalha ou não. E é isso o que eles me passam. Mas eu quero poder retribuir da forma mais adequada.
UOL Esporte – Por que na ginástica é tão difícil conseguir patrocinador?
Diego Hypolito – É uma concorrência pequena, porque não tem tantos atletas de destaque, só que você tem que visar uma maneira geral também. Eu vejo muito agora as pessoas apoiando atletas mais novos, que possivelmente possam estar em 2016, e esquecendo da geração atual. Na realidade, você faz um buraco. Você precisa apoiar quem vai para 2012, quem vai para 2016. É tão difícil, o atleta se sente tão sem apoio, que ele acaba se tornando um herói. Tem que conquistar primeiro a medalha para depois ter o apoio. E na realidade, o apoio tem que começar para te dar uma base e não esquecer quando ele fica mais velho. Porque atleta é uma profissão. Espero que até 2016, o Brasil pegue este gancho da Olimpíada aqui e se torne melhor em questões gerais. É uma grande oportunidade de crescer financeiramente e no esporte. Questão de patrocínio é uma coisa que desanima muito o atleta. Esta questão da provação, ter que provar que merece estar junto com alguém. A gente depende muito disso. Única e exclusivamente disso. Incentivo tem melhorado muito, mas isso tem que ser sempre contínuo. Não sei qual a forma mais adequada. Eu tenho exemplo em casa, minha irmã está sem patrocínio com 26 anos. Tem que tentar se focar mesmo assim. O cara tem que trabalhar e treinar por satisfação e prazer. Eu tenho prazer em disputar a medalha, do suor constante no treino. A gente tem vitórias pessoais constantes no treino, mas só veem quando sobe no pódio. Aí a gente chora, família chora, algumas pessoas choram também. O dia a dia é muito satisfatório, considero muito bom ser ginasta. Eu não tinha muito conhecimento sobre a ginástica, comecei por causa da minha irmã, que era quem era o foco principal. Eu me espelhei na minha irmã mesmo, porque infelizmente não tinham meninos de destaque na ginástica. E agora a gente vê que está mudando isso. É bonito. O esporte é bonito.
UOL Esporte – Você acha que a ginástica cresceu no Brasil? Qual a sua importância na modalidade?
Diego Hypolito – Por ter mais acesso ao meio televisivo, as pessoas criaram um certo interesse de ver e isso deve ter reflexo nas escolinhas. Mas não é por ser o Diego, a Daniele, a Daiane. As pessoas passaram a gostar da modalidade não por ser eu. Eu agradeço a Deus por fazer parte deste momento, passei por ali em uma época que a ginástica estava levantando, mas não significa que eu tenha feito a ginástica crescer. Eu só estava ali em um momento bom. Tenho que agradecer a ginástica, que me fez conhecer o mundo todo e ter uma cultura maior, educação, porque eu mudei minha disciplina por causa da ginástica. E tem a satisfação de saber viver com a superação diária. Por mais que caía, tem que tentar levantar de cabeça erguida. Porque quando você cai, não quer dizer que não vai cair de novo. A vida é cheia de altos e baixos. Mas eu sonho muito alto em termos de realizações pessoais. Ser medalhista olímpico, tudo o que você pensar eu estou sonhando, porque se eu não sonhar, eu não vou alcançar nada. Não existe ninguém que decide até onde vai o nosso sonho. Se você tem a oportunidade de fazer algo que você gosta, vai fundo.
UOL Esporte – Atualmente o que mais você quer na vida?
Diego Hypolito – Incomparavelmente é chegar na Olimpíada como cheguei na outra e ter uma segunda chance. Quero ter uma segunda chance. Tenho que fazer as coisas da forma mais adequada para que eu consiga. Não é deixar de fazer as coisas, é ter limites. Eu sou um ser humano, eu faço o que todo mundo faz. Vou à praia. Mas quando começa a atrapalhar eu preciso ter consciência. Eu quero que meu sonho aconteça, vou abdicar de algumas coisas para isso.
UOL Esporte – Em que a ginástica mais te decepcionou?
Diego Hypolito – Nada é mil maravilhas. Tudo na vida tem problema. As coisas boas quando são maiores, apagam as coisas ruins. É como família. A gente discute muito, mas se ama acima de tudo. As pessoas até perguntam se a minha relação com a Daniele é assim tão boa. E é. O carinho que tenho por ela e pela minha família é verídico. Fomos muito pobres como ninguém imagina. Não faço disso uma vitória. Boa parte da população é muito pobre. Vi as dificuldades que minha mãe passava. Faço o máximo possível para dar o sustento para minha mãe. É difícil. Quando está em situação ruim, é difícil as pessoas estenderem a mão. Quando consegue algo existem muitas pessoas em volta. Essa é a situação ruim. Mas as boas suprem as ruins. Sou muito feliz e bem sucedido no que eu faço. E não é no lado material. A estrutura não pode romper, não pode mudar as raízes. Ninguém pode tudo e a fama é totalmente passageira.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Os piores da moda em 2010
Segunda parte da retrospectiva da moda, em post também escrito por Bê Arruda, do blog Meninas Vodca. Desta vez, ela adota um tom um pouco menos polido para avaliar quem errou no que criou. Ou vestiu. Ou criou e vestiu, triste caso de Venus Williams. Mas não cabe a mim comentar. Sai que é sua, Bê!
Hello, everbody! Espero que todo mundo tenha seguido os meus conselhos porque a partir de agora as cenas são fortes e as risadas garantidas. Com vocês, os piores da moda em 2010.
Menção honrosa: Maria Sharapova by Nike (Australian Open)
Opa! Num ano em que até a representante máxima do glamour errou em quadra, dava pra prever que o espírito da cafonice iria reinar durante longos doze meses. Tsc, tsc, tsc…
Falar o quê? O vestido é feio, a estampa é infeliz, tem muita informação, de quebra ainda lembra uma fantasia de Avatar. Para piorar, não passou da primeira rodada do Aussie. Meldeus! Próximo?
5º lugar: Venus Williams by Elleven (Australian Open)
Ah, meu Santo Onofre!!! Miss V. começou o ano com um amarelo flúor com fendas no útero (sic!) e um tal de short cor da pele que em Roland Garros iria escandalizar o mundo.
Até hoje não entendi o propósito da peça: seria por conta do excesso de calor ou o desejo de fazer a alegria dos meninos de plantão ficou forte demais? Mistério…
4º lugar: Nadia Petrova by Ellesse (US Open)
Não, a tela do seu monitor NÃO embaralhou as cores. Com todo o glamour de colchão amarrado king size que só Nadia Petrova pode oferecer, graças a Deus o modelito que não foi criado (foi cagado né?) teve aparição relâmpago.
Enfim, todos estão bem? Confesso que sempre sinto vertigens quando me deparo com toda essa “beleza e graciosidade”. Eca!
Ah, antes que eu esqueça, reza a lenda que a russa foi convidada para uma ponta em Big Bang Theory para ser a versão feminina do efeito Doppler. #ficaadica
3º lugar: Aravane Rezai by “sabeláseDeus” (conjunto da obra)
Rezai, amém em três atos, toda recheada com o esplendor de seu senso fashion de fantasia de carnaval:
1. Vestido preto, de mangas, no sol Australiano, já é um erro. Combinar o preto com dourado em grande escala e achar que tá abafando como a melhor batatinha do pacote é um erro mil vezes maior. Fato! #urubuloucofellings
2. Pretinho de mini babadinhos + busto branco? Pára o mundo que quero descer agora, minha filha! A francesa encarnou o estilo galinha preta, toda gorda e prontinha para o despacho na esquina com farofa e pinga, defumada por charuto. Chuta que é macumba!!!
3.Imagine só o item 1 mergulhado por 2 meses na água sanitária. Pois é, assim Aravane terminou o ano, com um branco com detalhes prata e uma persiana pendurada no peito. Poderia ser uma melancia…
Gata, já que você se amarra nos metálicos, depois do ouro e prata só falta o bronze certo? Olha que tudo! Não falta mais, já que a medalha de terceiro lugar é todinha sua! Use com moderação, ok?
2º lugar: Venus Williams by Elleven (US Open e o conjunto da obra)
Se lá no Aussie alguns caíram da cadeira, quando o US Open chegou o mundo tremeu e os fãs de tennis gritaram: “My eyes, my eyes!!!”. Na maior inocência, achei que era a hora da redenção de Venus, com um belo Polo Ralph Lauren em parceria com a sua grife, mas ficou apenas no sonho.
Baixou a loka na mulher, people!!! Primeiro um pretinho de ar masoquista anunciava o teaser de um dos maiores traillers do mau gosto da década.
Tecido fosco + rendas + cetim + franjas ao melhor estilo Ana Raio sem Zé Trovão. Só faltaram penas na cabeça no lugar da viseira e uma cinta liga.
Depois veio uma saída de praia apropriada para qualquer fundo do mar do mundo menos para as quadras. Eca!!! Embora feia, asquerosa e medonha, acreditem, foi o que de mais light apareceu.
E assim, chegou a terceira rodada do torneio americano e, com ela, a mais velha das Williams causou: sustos, desmaios, ataques cardíacos, risadas…
Com outfits transparentes, cheios de strass aplicados na maior vibe fogos de Copacabana, short com as mesmas bufas explosivas e um conforto enorme em cada bola atacada ou ace feito, a americana garantiu por antecipação o troféu Bethanie Mattek-Sands com honras. De quebra, a medalha de prata por toda a bizarrice apresentada.
1º lugar: Venus Williams by Elleven (Roland Garros)
Chutando para o lado as convenções e tecidos tecnológicos, a tradicional renda deu vida ao “modeluto” mais polêmico do ano e, novamente, a protagonista foi ela, Miss Venus Williams. Uma salva de palmas, por favor.
Vermelho + renda preta? Não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude? 100x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente? 1000x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente + short cor da pele pra dar aquela impressão de “estou sem nada por baixo”? 1.000.000.000x não!!!
Vergonha alheia pouca é bobagem, mas vejamos o lado bom. Já que a americana fechou o ano sem nenhum Slam para o currículo, uma dupla colocação nos piores do ano deve servir de consolo.
Palavras finais? Juízo menina, juízo PELOAMORDEDEUS!!!
.
Se você pensa que o babado acabou, engano!!! A coisa também ficou feia nos lados da ATP. Bora conhecer os fanfarrões?
Menção honrosa: Feliciano Lopez by Joma (Australian Open)
Uma camisa tão básica ter um detalhe tão “erro” como a usada por Feliciano no Aussie é digna de figurar entre os piores do ano. Tachinhas, people, tachinhas!!! Com azul? Seria tão mais simples a escolha do preto como cor. Assim, o bizarro passaria a ser pura rebeldia, mas… o que a gente pode esperar da Joma?
3º lugar: Rafael Nadal by Nike (Australian Open e Indian Wells)
Da cintura pra cima, o amor!!! Bandana combinada com a camiseta justinha de faixas colorida, tudo certo, lindo e perfeito. Pena que a TV não filma apenas da cintura pra cima…
Que bermuda foi essa, JESUSAMADO? Homenagem a casquinha de sorvete? Crepe Suíço? Wafer? WTF? Agostinho Carrara fellings? Chego a me perder na referência, hehehehe!!!
A piadinha de mau gosto feita com Rafa pela Nike leva pra Espanha a medalha de bronze como mico do ano. Mas, pra quem levou o troféu de mais bem vestido, não deve fazer muita diferença. Ou faz?
2º lugar: Novak Djokovic by Sergio Tacchini (conjunto da obra)
“Não tem cara de tiozão, mas acelerou meu coração…” Calma, calma, Nole é um lindo, um fofo. Já a Sergio Tacchini, perdoa senhor…
A partir do momento que escolheram deixar a pólo super mega tradicional e enfeitar as costas, aff, não funcionou. Como diria minha falecida vózinha no céu: “não orna, minha filhota, não orna!”.
Tirando o amarelo “sou abelha rainha, e daí?”, a ST acertou nas cores. O preto usado no Australian Open era lindíssimo (mas inadequado ao calor “ameno” do país) e os degradês, um luxo. Mas pra quê simplificar se a gente sempre pode estragar tudo?
Sobrou tribal, asa, dragão pra todo lado. Camiseta, boné, bermuda e, se bobear, até na cueca um ser encantado soltou suas chamas. PÓPÁRÁ!
Ei, Nole, bateu saudadezinha de figurar na lista dos mais bem vestidos? Sorry gato, mas esse ano você leva a prata. Dos piores, mas a prata. Consola?
1º lugar: Radek Stepanek by Alea – O dragão
E lá vem ele, o terror da WTA, a maior beiça sem botóx do mundo, o rei da monocelha. Com vocês, levantando o troféu de pior de 2010, Raaaaaaaaaadek Stepanek. (Opa, ouço Nicole Vaidisova vaiando ao fundo?)
O tcheco não é lá o melhor representante do bom gosto, sempre figura na lista dos piores, mas esse ano a superação aconteceu. JESUSMARIAEJOSÉ, SOCORRO!!!
Aff, pra quê estampar a camisa com o dragão se também dá pra misturar escamas do animal encantado? O que dizer da numa mistura medonha de laranja com preto by Alea?
E pra quê ficar só no uniforme de jogo, se o off court também pode ser igual? Por favor, alguém me interna que estou com graves problemas estomacais… Aliás, alguém discorda do prêmio? Para 2011, Radekinho será como Clóvis Bornay no carnaval: oconcur. Mais merecido, impossível.
Bem, people, encerro aqui a minha participação no Saque e Voleio em 2010 e ano que vem eu volto, louca para alfinetar quem renegar o glamour. Estou de olho, rs!!!
Obrigada, Alexandre, mais uma vez pelo espaço, pelo carinho e desde já, desejo a todos os leitores do SeV e do Meninas Vodca um feliz ano novo.
Opa! Num ano em que até a representante máxima do glamour errou em quadra, dava pra prever que o espírito da cafonice iria reinar durante longos doze meses. Tsc, tsc, tsc…
Falar o quê? O vestido é feio, a estampa é infeliz, tem muita informação, de quebra ainda lembra uma fantasia de Avatar. Para piorar, não passou da primeira rodada do Aussie. Meldeus! Próximo?
Ah, meu Santo Onofre!!! Miss V. começou o ano com um amarelo flúor com fendas no útero (sic!) e um tal de short cor da pele que em Roland Garros iria escandalizar o mundo.
Até hoje não entendi o propósito da peça: seria por conta do excesso de calor ou o desejo de fazer a alegria dos meninos de plantão ficou forte demais? Mistério…
4º lugar: Nadia Petrova by Ellesse (US Open)
Enfim, todos estão bem? Confesso que sempre sinto vertigens quando me deparo com toda essa “beleza e graciosidade”. Eca!
Ah, antes que eu esqueça, reza a lenda que a russa foi convidada para uma ponta em Big Bang Theory para ser a versão feminina do efeito Doppler. #ficaadica
3º lugar: Aravane Rezai by “sabeláseDeus” (conjunto da obra)
1. Vestido preto, de mangas, no sol Australiano, já é um erro. Combinar o preto com dourado em grande escala e achar que tá abafando como a melhor batatinha do pacote é um erro mil vezes maior. Fato! #urubuloucofellings
2. Pretinho de mini babadinhos + busto branco? Pára o mundo que quero descer agora, minha filha! A francesa encarnou o estilo galinha preta, toda gorda e prontinha para o despacho na esquina com farofa e pinga, defumada por charuto. Chuta que é macumba!!!
3.Imagine só o item 1 mergulhado por 2 meses na água sanitária. Pois é, assim Aravane terminou o ano, com um branco com detalhes prata e uma persiana pendurada no peito. Poderia ser uma melancia…
Gata, já que você se amarra nos metálicos, depois do ouro e prata só falta o bronze certo? Olha que tudo! Não falta mais, já que a medalha de terceiro lugar é todinha sua! Use com moderação, ok?
Se lá no Aussie alguns caíram da cadeira, quando o US Open chegou o mundo tremeu e os fãs de tennis gritaram: “My eyes, my eyes!!!”. Na maior inocência, achei que era a hora da redenção de Venus, com um belo Polo Ralph Lauren em parceria com a sua grife, mas ficou apenas no sonho.
Baixou a loka na mulher, people!!! Primeiro um pretinho de ar masoquista anunciava o teaser de um dos maiores traillers do mau gosto da década.
Depois veio uma saída de praia apropriada para qualquer fundo do mar do mundo menos para as quadras. Eca!!! Embora feia, asquerosa e medonha, acreditem, foi o que de mais light apareceu.
E assim, chegou a terceira rodada do torneio americano e, com ela, a mais velha das Williams causou: sustos, desmaios, ataques cardíacos, risadas…
1º lugar: Venus Williams by Elleven (Roland Garros)
Chutando para o lado as convenções e tecidos tecnológicos, a tradicional renda deu vida ao “modeluto” mais polêmico do ano e, novamente, a protagonista foi ela, Miss Venus Williams. Uma salva de palmas, por favor.
Vermelho + renda preta + forro nude? 100x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente? 1000x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente + short cor da pele pra dar aquela impressão de “estou sem nada por baixo”? 1.000.000.000x não!!!
Palavras finais? Juízo menina, juízo PELOAMORDEDEUS!!!
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Se você pensa que o babado acabou, engano!!! A coisa também ficou feia nos lados da ATP. Bora conhecer os fanfarrões?
Menção honrosa: Feliciano Lopez by Joma (Australian Open)
Uma camisa tão básica ter um detalhe tão “erro” como a usada por Feliciano no Aussie é digna de figurar entre os piores do ano. Tachinhas, people, tachinhas!!! Com azul? Seria tão mais simples a escolha do preto como cor. Assim, o bizarro passaria a ser pura rebeldia, mas… o que a gente pode esperar da Joma?
3º lugar: Rafael Nadal by Nike (Australian Open e Indian Wells)
Que bermuda foi essa, JESUSAMADO? Homenagem a casquinha de sorvete? Crepe Suíço? Wafer? WTF? Agostinho Carrara fellings? Chego a me perder na referência, hehehehe!!!
A piadinha de mau gosto feita com Rafa pela Nike leva pra Espanha a medalha de bronze como mico do ano. Mas, pra quem levou o troféu de mais bem vestido, não deve fazer muita diferença. Ou faz?
2º lugar: Novak Djokovic by Sergio Tacchini (conjunto da obra)
A partir do momento que escolheram deixar a pólo super mega tradicional e enfeitar as costas, aff, não funcionou. Como diria minha falecida vózinha no céu: “não orna, minha filhota, não orna!”.
Sobrou tribal, asa, dragão pra todo lado. Camiseta, boné, bermuda e, se bobear, até na cueca um ser encantado soltou suas chamas. PÓPÁRÁ!
Ei, Nole, bateu saudadezinha de figurar na lista dos mais bem vestidos? Sorry gato, mas esse ano você leva a prata. Dos piores, mas a prata. Consola?
1º lugar: Radek Stepanek by Alea – O dragão
O tcheco não é lá o melhor representante do bom gosto, sempre figura na lista dos piores, mas esse ano a superação aconteceu. JESUSMARIAEJOSÉ, SOCORRO!!!
Aff, pra quê estampar a camisa com o dragão se também dá pra misturar escamas do animal encantado? O que dizer da numa mistura medonha de laranja com preto by Alea?
E pra quê ficar só no uniforme de jogo, se o off court também pode ser igual? Por favor, alguém me interna que estou com graves problemas estomacais… Aliás, alguém discorda do prêmio? Para 2011, Radekinho será como Clóvis Bornay no carnaval: oconcur. Mais merecido, impossível.
Bem, people, encerro aqui a minha participação no Saque e Voleio em 2010 e ano que vem eu volto, louca para alfinetar quem renegar o glamour. Estou de olho, rs!!!
Obrigada, Alexandre, mais uma vez pelo espaço, pelo carinho e desde já, desejo a todos os leitores do SeV e do Meninas Vodca um feliz ano novo.
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