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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Jogadores expulsos no clássico Bota x Vasco Sub-23 vão ao STJD
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Amistosos
15h - Brasil 0x1 Argentina, amistoso internacional, Globo e Sportv
17h30 - Suécia 0x0 Alemanha, amistoso internacional Sportv2
17h45 - Inglaterra 1x2 França, amistoso internacional, ESPN Brasil e Esporte Interativo
17h30 - Romênia 1x1 Itália, amistoso internacional, ESPN HD
19h - Portugal 4x0 Espanha, amistoso internacional, ESPN
20h - Vitória 0x0 Treze, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo
22h - Goiás 0x1 Palmeiras, Copa Sul-Americana, Globo SP e Sportv
22h - CSA 2x4 ABC, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo
17h30 - Suécia 0x0 Alemanha, amistoso internacional Sportv2
17h45 - Inglaterra 1x2 França, amistoso internacional, ESPN Brasil e Esporte Interativo
17h30 - Romênia 1x1 Itália, amistoso internacional, ESPN HD
19h - Portugal 4x0 Espanha, amistoso internacional, ESPN
20h - Vitória 0x0 Treze, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo
22h - Goiás 0x1 Palmeiras, Copa Sul-Americana, Globo SP e Sportv
22h - CSA 2x4 ABC, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo
Animadoras de torcida de biquíni incomodam atletas nos Jogos Asiáticos; veja fotos
As tradicionais animadoras de torcida levantaram uma polêmica nos Jogos Asiáticos, disputados em Guangzou, na China.
Exibindo coloridos biquínis à beira da quadra de vôlei de praia, as chinesas foram acusadas de estar distraindo os atletas.
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Veja galeria de fotos das animadoras de torcida
Acompanhe ao vivo Brasil x Argentina
Um dos competidores chegou a reclamar que não conseguiu se concentrar durante uma partida.
"Elas têm um efeito em como nós jogamos", afirmou o jogador de vôlei de praia do Iêmen Adeeb Mahfoudh ao Tianfu Morning News, nesta quarta-feira.
"Acredito que elas têm alguma influência com a nossa derrota", completou Mahfoudh, após a derrota para uma dupla da Indonésia.
Os organizadores contrataram quatro grupos de animadoras de torcida, cada um com oito garotas de biquíni, para entreter a torcida durante os intervalos das partidas.
A performance das garotas mistura danças com elementos tradicionais da China e movimentos de arte marcial, o que agradou o jogador do Iêmen.
"Essas garotas são muito bonitas. Com elas aqui, mais pessoas vão prestar atenção no vôlei de praia. Se eu puder, espero ver a performance delas na próxima partida", finalizou Mahfoudh.
Exibindo coloridos biquínis à beira da quadra de vôlei de praia, as chinesas foram acusadas de estar distraindo os atletas.
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| Goh Chain Hin/AFP |
| Animadoras motivaram reclamação de atleta do Iêmen; clique na imagem e veja galeria de fotos |
Um dos competidores chegou a reclamar que não conseguiu se concentrar durante uma partida.
"Elas têm um efeito em como nós jogamos", afirmou o jogador de vôlei de praia do Iêmen Adeeb Mahfoudh ao Tianfu Morning News, nesta quarta-feira.
"Acredito que elas têm alguma influência com a nossa derrota", completou Mahfoudh, após a derrota para uma dupla da Indonésia.
Os organizadores contrataram quatro grupos de animadoras de torcida, cada um com oito garotas de biquíni, para entreter a torcida durante os intervalos das partidas.
A performance das garotas mistura danças com elementos tradicionais da China e movimentos de arte marcial, o que agradou o jogador do Iêmen.
"Essas garotas são muito bonitas. Com elas aqui, mais pessoas vão prestar atenção no vôlei de praia. Se eu puder, espero ver a performance delas na próxima partida", finalizou Mahfoudh.
| Goh Chain Hin/AFP | ||
| As animadoras de torcida chinesas posam para foto na quadra de vôlei de praia dos Jogos Asiáticos |
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Conca merece chance na seleção. Veja como ele poderia jogar
A pergunta mais comum em meio ao atual campeonato brasileiro é, “como Dario Conca não é convocado para a seleção argentina?” A resposta pode ser dada de várias maneiras. Vamos tentar chegar a ela por meio do especialista em futebol argentino Renato Zanata La Bruja Arnos, que analisa a seleção anfitriã da Copa América 2011 e explica como poderia se encaixar no time.
Efetivado como treinador da seleção argentina, Sergio Batista dá pistas, desde as Olimpíadas de 2008, de que não encontra ou confia em outros jogadores para a posição de enganche que não sejam Riquelme, do Boca Juniors, e D’Alessandro, do Internacional. Pastore, do Palermo, mesmo integrando às listas das últimas convocações, parece aposta futura, pós-Copa America 2011.
Na conquista do ouro olímpico em Pequim, Riquelme, já com 30 anos, foi o único enganche clássico dentro do elenco montado por Batista. José Sosa, hoje no Napoli, e Diego Buonanotte, do River Plate, eram, na verdade, dois meia-atacantes. E foram os que, naquele grupo, mais se aproximaram do perfil que deveria possuir um autêntico reserva para Roman.
No dia 5 de maio deste ano, Diego Maradona, então técnico da seleção argentina que iria disputar a Copa do Mundo, divulgou a sua lista de 30 nomes, depois reduzida para 23. Pastore e o posteriormente cortado, Sebástian Blanco, do Lanús, eram os meias de criação – enganches – autênticos, de origem.
O ex-treinador levou para o Mundial um exagerado número de sete atacantes. Na meia-cancha priorizou volantes que jogam pelos lados do campo, como, Di Maria, do Real Madrid, ex-Benfica; Jonas Gutiérrez, do Newcastle, – atuou como dublê de lateral-direito – e Maxi Rodriguez, do Liverpool. Este substituiu Verón, do Estudiantes, contra sul-coreanos, mexicanos e alemães, atuando fixo pela extrema direita.
Isso sobrecarregou, no setor central, Javier Mascherano no combate e Messi na armação das jogadas, obrigando o camisa 10 a recuar de forma demasiada. Só assim ele recebia o primeiro passe e podia puxar contragolpes a partir da intermediária defensiva. Verón chegou à Copa, segundo o próprio Maradona, como o ‘Xavi da albiceleste’, mas terminou na reserva.
Javier Pastore, no pouco que atuou contra os gregos e mexicanos, assumiu e executou de forma satisfatória – em que pese a precária noção tática de Diego – sua função. Cabia a ele de municiar Messi. Pois assim, com o auxílio de Verón e Pastore, “La Pulga” foi mais incisivo e perigoso.
Maradona não apostou em jogadores com características fundamentais para organizar o meio de campo, ou seja, pensar o jogo, fazer a leitura do adversário a partir de uma visão privilegiada da metade oposta do campo. Sergio Batista pensa, tanto que Banega e Gago são prioridades dele, mas a alegria proveniente de tal constatação dura pouco.
O ex-volante central campeão do mundo em 1986 ao lado do próprio Maradona tem desenvolvido uma equivocada estratégia para se garantir no cargo até a próxima Copa do Mundo. É nítido seu imediatismo – lê-se Copa America 2011 – sem o necessário compromisso com 2014. Assim, insiste em uma zaga envelhecida e fraca tecnicamente.
À frente, insiste em D’Alessandro e declara sua intenção de reconduzir Riquelme à albiceleste. Enquanto isso quem espera oportunidades na seleção argentina é Dario Leonardo Conca. O maestro do Fluminense está se superando fisicamente na temporada, atuou em todos os jogos do time no Brasileirão 2010.
No quesito passe com qualidade e inteligência, aquilo que faltou a Lionel Messi na África do Sul, Conca comprova ser um candidato privilegiado, já que possui a impressionante marca de 16 assistências no campeonato. Taticamente o tricolor também leva vantagem sobre a incógnita física e técnica chamada Riquelme – retornando de longa contusão – e dos seus compatriotas, Montillo e D’Alessandro.
O Cruzeiro de Cuca tem volantes e outros meias de bom passe. Além disso conta com o atacante Thiago Ribeiro, que se destaca mais do que todos no elenco nas assistências. Montillo têm explorado mais sua diferenciada qualidade técnica pelo setor do campo próximo a meia-lua adversária como meia-atacante. Contundente e vertical não só para servir aos seus companheiros, mas também para produzir ótimas jogadas individuais e concluir em gol com freqüência. É diferente de Conca.
No Internacional de Celso Roth, D’Alessandro passou a realizar sua tarefa de organizar e criar as jogadas ofensivas da sua equipe, a partir dos lados do campo dentro do 4-2-3-1. Apesar de ter sido fundamental para a conquista da Libertadores, foi, a meu ver, coadjuvante do jovem e promissor Giuliano, autor, inclusive, de gols decisivos.
Atuando sob o comando de Muricy Ramalho, fã confesso do futebol do argentino desde os tempos em que treinava o São Paulo, Dario Conca tem sido o clássico meia de criação que pensa e organiza o jogo. E antevê jogadas. Com facilidade para criar as tramas ofensivas e com visão ampla da intermediária ofensiva, é referência para receber o passe na saída de bola.
No Fluminense ele inverte jogadas, aciona os laterais e atacantes, produz com qualidade e naturalidade, dá passes longos e demonstra sistematicamente uma excelente vitalidade física para aproximar-se dos companheiros de frente. O pequeno camisa 11 serve, ainda, como opção de tabela, triangulações e arremata em gol.
Dario Conca é cinco anos mais jovem que Riquelme, 32, e tem dois anos a menos que D’Alessandro, 29. Esta constatação permite realçar outra vantagem que leva sobre os eleitos de Batista: sua dedicação tática. Tal comprometimento lhe permite apresentar-se em prol da equipe quando esta não está com a bola. E ainda sobra dedicação e vigor no combate aos volantes e defensores adversários na saída de jogo do time oponente.
Por essas e outras, Conca merece uma chance na seleção da Argentina.Abaixo, diagrama tático de uma seleção argentina virtual, já para a Copa America de 2011 e visando 2014. Equilibrada na mescla de idade, principalmente nos setores de defesa e meio-campo, e composta por jogadores que, mesmo jovens, têm apresentado destacada qualidade técnica e personalidade. Conca pode se tornar a referência técnica e tática mais produtiva, dentro deste processo de renovação.
Os 11 jogadores:Goleiro - Sergio Romero, 23 anos, AZ de Alkmaar/Holanda
Lateral direito – Gabriel Mercado, 23 anos, Estudiantes
Zagueiro – Federico Fernandez, 21 anos, Estudiantes
Zagueiro - Hugo Nervo, 19 anos, Arsenal de Sarandí
Lateral esquerdo – Emiliano Papa, 28 anos, Vélez Sarsfield
Volante central – Claudio Yacob, 23 anos, Racing Club
2º Volante – Éver Banega, 22 anos, Valencia/Espanha
Meia armador – Dario Leonardo Conca, 27 anos, Fluminense
Meia-atacante – Javier Pastore, 21 anos, Palermo/Itália
Meia-atacante – Lionel Messi, 23 anos, Barcelona/Espanha
Atacante – Gonzalo Higuaín, 22 anos, Real Madrid/Espanha
* Renato Zanata La Bruja Arnos, 43 anos, é professor de História, músico e idealizador do blog Bruxas & Leões de La Plata — clique aqui para acessar —colunista da revista Camisa 13 e analista tático do futebol argentino.
Efetivado como treinador da seleção argentina, Sergio Batista dá pistas, desde as Olimpíadas de 2008, de que não encontra ou confia em outros jogadores para a posição de enganche que não sejam Riquelme, do Boca Juniors, e D’Alessandro, do Internacional. Pastore, do Palermo, mesmo integrando às listas das últimas convocações, parece aposta futura, pós-Copa America 2011.
Na conquista do ouro olímpico em Pequim, Riquelme, já com 30 anos, foi o único enganche clássico dentro do elenco montado por Batista. José Sosa, hoje no Napoli, e Diego Buonanotte, do River Plate, eram, na verdade, dois meia-atacantes. E foram os que, naquele grupo, mais se aproximaram do perfil que deveria possuir um autêntico reserva para Roman.
No dia 5 de maio deste ano, Diego Maradona, então técnico da seleção argentina que iria disputar a Copa do Mundo, divulgou a sua lista de 30 nomes, depois reduzida para 23. Pastore e o posteriormente cortado, Sebástian Blanco, do Lanús, eram os meias de criação – enganches – autênticos, de origem.
O ex-treinador levou para o Mundial um exagerado número de sete atacantes. Na meia-cancha priorizou volantes que jogam pelos lados do campo, como, Di Maria, do Real Madrid, ex-Benfica; Jonas Gutiérrez, do Newcastle, – atuou como dublê de lateral-direito – e Maxi Rodriguez, do Liverpool. Este substituiu Verón, do Estudiantes, contra sul-coreanos, mexicanos e alemães, atuando fixo pela extrema direita.
Conca participou de todos os jogos do Fluminense no campeonato brasileiro de 2010
Isso sobrecarregou, no setor central, Javier Mascherano no combate e Messi na armação das jogadas, obrigando o camisa 10 a recuar de forma demasiada. Só assim ele recebia o primeiro passe e podia puxar contragolpes a partir da intermediária defensiva. Verón chegou à Copa, segundo o próprio Maradona, como o ‘Xavi da albiceleste’, mas terminou na reserva.
Javier Pastore, no pouco que atuou contra os gregos e mexicanos, assumiu e executou de forma satisfatória – em que pese a precária noção tática de Diego – sua função. Cabia a ele de municiar Messi. Pois assim, com o auxílio de Verón e Pastore, “La Pulga” foi mais incisivo e perigoso.
Maradona não apostou em jogadores com características fundamentais para organizar o meio de campo, ou seja, pensar o jogo, fazer a leitura do adversário a partir de uma visão privilegiada da metade oposta do campo. Sergio Batista pensa, tanto que Banega e Gago são prioridades dele, mas a alegria proveniente de tal constatação dura pouco.
O ex-volante central campeão do mundo em 1986 ao lado do próprio Maradona tem desenvolvido uma equivocada estratégia para se garantir no cargo até a próxima Copa do Mundo. É nítido seu imediatismo – lê-se Copa America 2011 – sem o necessário compromisso com 2014. Assim, insiste em uma zaga envelhecida e fraca tecnicamente.
À frente, insiste em D’Alessandro e declara sua intenção de reconduzir Riquelme à albiceleste. Enquanto isso quem espera oportunidades na seleção argentina é Dario Leonardo Conca. O maestro do Fluminense está se superando fisicamente na temporada, atuou em todos os jogos do time no Brasileirão 2010.
No quesito passe com qualidade e inteligência, aquilo que faltou a Lionel Messi na África do Sul, Conca comprova ser um candidato privilegiado, já que possui a impressionante marca de 16 assistências no campeonato. Taticamente o tricolor também leva vantagem sobre a incógnita física e técnica chamada Riquelme – retornando de longa contusão – e dos seus compatriotas, Montillo e D’Alessandro.
O Cruzeiro de Cuca tem volantes e outros meias de bom passe. Além disso conta com o atacante Thiago Ribeiro, que se destaca mais do que todos no elenco nas assistências. Montillo têm explorado mais sua diferenciada qualidade técnica pelo setor do campo próximo a meia-lua adversária como meia-atacante. Contundente e vertical não só para servir aos seus companheiros, mas também para produzir ótimas jogadas individuais e concluir em gol com freqüência. É diferente de Conca.
No Internacional de Celso Roth, D’Alessandro passou a realizar sua tarefa de organizar e criar as jogadas ofensivas da sua equipe, a partir dos lados do campo dentro do 4-2-3-1. Apesar de ter sido fundamental para a conquista da Libertadores, foi, a meu ver, coadjuvante do jovem e promissor Giuliano, autor, inclusive, de gols decisivos.
Atuando sob o comando de Muricy Ramalho, fã confesso do futebol do argentino desde os tempos em que treinava o São Paulo, Dario Conca tem sido o clássico meia de criação que pensa e organiza o jogo. E antevê jogadas. Com facilidade para criar as tramas ofensivas e com visão ampla da intermediária ofensiva, é referência para receber o passe na saída de bola.
No Fluminense ele inverte jogadas, aciona os laterais e atacantes, produz com qualidade e naturalidade, dá passes longos e demonstra sistematicamente uma excelente vitalidade física para aproximar-se dos companheiros de frente. O pequeno camisa 11 serve, ainda, como opção de tabela, triangulações e arremata em gol.
Dario Conca é cinco anos mais jovem que Riquelme, 32, e tem dois anos a menos que D’Alessandro, 29. Esta constatação permite realçar outra vantagem que leva sobre os eleitos de Batista: sua dedicação tática. Tal comprometimento lhe permite apresentar-se em prol da equipe quando esta não está com a bola. E ainda sobra dedicação e vigor no combate aos volantes e defensores adversários na saída de jogo do time oponente.
Por essas e outras, Conca merece uma chance na seleção da Argentina.Abaixo, diagrama tático de uma seleção argentina virtual, já para a Copa America de 2011 e visando 2014. Equilibrada na mescla de idade, principalmente nos setores de defesa e meio-campo, e composta por jogadores que, mesmo jovens, têm apresentado destacada qualidade técnica e personalidade. Conca pode se tornar a referência técnica e tática mais produtiva, dentro deste processo de renovação.
Time organizado com base em um flexível 4-3-2-1. Pode variar para o 4-3-3 e
4-3-1-2, com os deslocamentos de Pastore e Messi dentro da cancha
4-3-1-2, com os deslocamentos de Pastore e Messi dentro da cancha
Os 11 jogadores:Goleiro - Sergio Romero, 23 anos, AZ de Alkmaar/Holanda
Lateral direito – Gabriel Mercado, 23 anos, Estudiantes
Zagueiro – Federico Fernandez, 21 anos, Estudiantes
Zagueiro - Hugo Nervo, 19 anos, Arsenal de Sarandí
Lateral esquerdo – Emiliano Papa, 28 anos, Vélez Sarsfield
Volante central – Claudio Yacob, 23 anos, Racing Club
2º Volante – Éver Banega, 22 anos, Valencia/Espanha
Meia armador – Dario Leonardo Conca, 27 anos, Fluminense
Meia-atacante – Javier Pastore, 21 anos, Palermo/Itália
Meia-atacante – Lionel Messi, 23 anos, Barcelona/Espanha
Atacante – Gonzalo Higuaín, 22 anos, Real Madrid/Espanha
* Renato Zanata La Bruja Arnos, 43 anos, é professor de História, músico e idealizador do blog Bruxas & Leões de La Plata — clique aqui para acessar —colunista da revista Camisa 13 e analista tático do futebol argentino.
Após reunião em Caxias, Patrícia Amorim aprova terreno de possível estádio

Terreno oferecido pela Prefeitura de Duque de Caxias ao Flamengo pertence à Marinha do Brasil | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Após a reunião, Zito e Patrícia Amorim percorreram o terreno de carro. Segundo o prefeito duquecaxiense, a área pertence à Marinha do Brasil e, caso o Flamengo mostre interesse em utilizá-lo, a prefeitura irá entrar em contato com as autoridades federais e estaduais para viabilizar a construção do estádio e de uma rodoviária interestadual nas proximidades.Torcedor do Flamengo, Zito acredita que a área é a ideal para a construção da casa rubro-negra. "O terreno é próximo da Rodovia Presidente Kennedy, da Linha Vermelha, da Via Dutra e da Rodovia Washington Luiz, além do trem, o que facilita o acesso à região. Queremos também oferecer uma parceria em trabalho social, com cursos profissionalizantes e escolinhas para formar futuros craques do Flamengo na cidade", disse o prefeito.
Carlos Alberto treina e vai enfrentar o São Paulo
Com dores no tornozelo, Emerson deixa o treino do Fluminense

Emerson sai cabisbaixo após sentir o tornozelo | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Libertadores é a realidade do Fogão
“É o momento de nós trabalharmos, convocarmos a nossa torcida. Apesar das dificuldades, estamos entre os primeiros colocados e precisamos superar o Prudente e o Internacional, que são equipes muito fortes”, lembrou.
Além de não perder o foco nos seus dois jogos no Engenhão, o comandante do Alvinegro espera que o Grêmio também tropece. Dos dois rivais que estão em seu encalço, o time gaúcho é o que mais preocupa, já que o último jogo da equipe carioca será em Porto Alegre:“Agora vamos deixar que tropecem um pouquinho, está na hora deles. Com a gente jogando sozinho, é muita gente contra”.
Ontem, os jogadores desembarcaram no Aeroporto do Galeão, às 6h30. Exaustos, foram liberados depois que chegaram à sede do clube. Hoje, eles se reapresentam pela manhã em General Severiano para um trabalho regenerativo e, depois, serão liberados novamente. “Estamos a uma semana fora de casa e daremos um descanso de dois dias aos jogadores”, explicou o técnico Joel Santana.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Mulheres de atletas posam em fotos sensuais para salvar clube escocês das dívidas
No Dundee FC, todos os funcionários estão empenhados em salvar o time do buraco. E não estamos falando de rebaixamento para a terceira divisão, mas de dinheiro em caixa. A equipe passa por dificuldades financeiras e precisa encontrar formas de arrecadar dinheiro e evitar a falência.
Se depender namoradas e esposas dos jogadores e outras mulheres envolvidas com o clube, a solução é mais fácil do que parece. Basta tirar a roupa e vender um calendário. Foi o que propôs a miss Dundee FC, Mhairi Philp, “madrinha” da equipe da segunda divisão escocesa.
“Todas as garotas foram fantásticas e realmente adoraram a experiência – apesar de estarmos todas um pouco nervosas”, revelou Mhairi. Mais fotos dos ensaios feitos para o calendário podem ser vistos no site da agência Peachfur, da Escócia.

Se depender namoradas e esposas dos jogadores e outras mulheres envolvidas com o clube, a solução é mais fácil do que parece. Basta tirar a roupa e vender um calendário. Foi o que propôs a miss Dundee FC, Mhairi Philp, “madrinha” da equipe da segunda divisão escocesa.
O “time” de namoradas e esposas de atletas posam para foto
Depois de que a equipe recebeu a punição de perder 25 pontos por não pagar suas contas, Mhairi decidiu fazer esta proposta indecente às mulheres dos jogadores, que toparam fazer o ensaio fotográfico. Apesar de amadoras, as meninas bateram um bolão e compensaram o vexame dos marmanjos que ocupam a última posição na tabela, com -8 pontos (fruto da punição).“Todas as garotas foram fantásticas e realmente adoraram a experiência – apesar de estarmos todas um pouco nervosas”, revelou Mhairi. Mais fotos dos ensaios feitos para o calendário podem ser vistos no site da agência Peachfur, da Escócia.
Debbie Douglas, esposa do goleiro Robert Douglas
A jovem McCartney, de apenas 19 anos, namorada do atacante Leigh Griffiths
Até agora, a iniciativa já arrecadou 3 mil libras em patrocinadores e a ideia ainda é imprimir mil calendários ao valor de 8 libras. A expectativa é arrecadar cerca de 10 mil libras para o clube. Uma bela quantia, de fato, mas vale lembrar que a dívida do clube é de 480 mil libras. Qual seria a próxima ideia das garotas?Crédito: Agência Peachfur
Tags: dundee, escocia, wagsMônica Bergamo: MP mineiro diz que sorteio de árbitros da CBF é 'viciado' e 'subjetivo'
Ministério Público de Minas Gerais apresenta hoje resultado de investigação sobre a escalação dos árbitros no futebol brasileiro. A conclusão é que tanto a FMF (Federação Mineira de Futebol), alvo inicial da apuração, quanto a CBF violam o Estatuto do Torcedor, que exige "transparência" na seleção e que o juiz seja "isento de pressões".
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A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)
De acordo com a coluna, a Promotoria diz que o sorteio dos árbitros é "viciado", com "critérios subjetivos" que limitam a dois profissionais aqueles que podem ser escolhidos para cada partida. E questiona o fato de os clubes vetarem determinados nomes para seus jogos.
Segundo a coluna, a recomendação do promotor José Antônio Baêta é que CBF e FMF coloquem na urna todos os árbitros escalados para apitar naquela divisão, e não apenas dois, e que divulguem quanto eles ganham por partida.
O presidente da federação mineira, Paulo Schettino, diz que "o estatuto fala em no mínimo dois árbitros por sorteio, e nós cumprimos". A CBF não comenta o caso
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A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)
De acordo com a coluna, a Promotoria diz que o sorteio dos árbitros é "viciado", com "critérios subjetivos" que limitam a dois profissionais aqueles que podem ser escolhidos para cada partida. E questiona o fato de os clubes vetarem determinados nomes para seus jogos.
Segundo a coluna, a recomendação do promotor José Antônio Baêta é que CBF e FMF coloquem na urna todos os árbitros escalados para apitar naquela divisão, e não apenas dois, e que divulguem quanto eles ganham por partida.
O presidente da federação mineira, Paulo Schettino, diz que "o estatuto fala em no mínimo dois árbitros por sorteio, e nós cumprimos". A CBF não comenta o caso
Videoblog: Punição do STJD ao Corinthians é uma vergonha
O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu punir o Corinthians, nesta terça-feira, pelo mando de campo de dois jogos, além de uma multa no valor de R$ 10 mil. No Videoblog desta quarta-feira, o comentarista dos canais ESPN, José Trajano comentou a medida da entidade e classificou como 'uma vergonha'.
"A punição que o Tribunal quer impor ao Corinthians tirando dois mandos de campo é uma vergonha. Na reta final do campeonato é um prejuízo para o time alvinegro. Quer aparecer o Tribunal, quer mostrar autoridade em cima de um time que não teve responsabilidade nenhuma e motivo nenhum para ser punido", disse o jornalista.
"A punição que o Tribunal quer impor ao Corinthians tirando dois mandos de campo é uma vergonha. Na reta final do campeonato é um prejuízo para o time alvinegro. Quer aparecer o Tribunal, quer mostrar autoridade em cima de um time que não teve responsabilidade nenhuma e motivo nenhum para ser punido", disse o jornalista.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO E VEJA O COMENTÁRIO DE JOSÉ TRAJANO
Brasil escapa da dependência de Sheilla para chegar às semifinais do Mundial
Depois da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção brasileira feminina de vôlei passou por uma transformação. Fofão e Walewska deixaram o time. Jaqueline tirou um ano sabático para se casar com Murilo. E Paula Pequeno enfrentou uma série de lesões. Coube então a Sheilla a responsabilidade levar a equipe adiante.
A seleção, então, passou a viver uma certa dependência de Sheilla. Quando a oposto não jogava ou tinha uma atuação apagada, toda a equipe sentia. No Mundial feminino de vôlei, entretanto, o Brasil encontrou uma maneira de encerrar de vez essa dependência.
Sheilla, é claro, continua sendo uma peça importante na seleção brasileira. Mas não é a única. No ataque, ela divide os holofotes com a ponteira Natália e as centrais Thaísa e Fabiana. Na defesa, a ponta Jaqueline dá uma segurança que o time não tinha desde Pequim.
“Aqui no Mundial a gente felizmente está tendo essa característica de uma distribuição maior entre todas as atacantes. Isso facilita o trabalho de todo mundo porque é distribuído igualmente para todas elas. Acho que todo mundo consegue dar sua colaboração, todo mundo está em condições de dar essa colaboração. E todo mundo fica mais feliz, porque quando você começa a sobrecarregar uma só pode entender que o time está com problema”, disse o técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães.
É justamente quando Sheilla está um pouco apagada que o Brasil mostra o fim da dependência. No jogo desta quarta contra os Estados Unidos, quando a oposto foi marcada pelo adversário, quem brilhou foi Jaqueline. No passe contra a Itália na primeira fase, o show foi de Natália.
Modesta, Sheilla discorda que antes do Mundial o time dependia muito dela. “Não acho que no Grand Prix tenha sido assim. Só no jogo contra o Japão (derrota da seleção na fase final) que eu não fui bem e o resto do time também não foi bem”, afirmou a jogadora.
Para o técnico José Roberto Guimarães, o problema de acionar sempre a mesma jogadora é o desgaste físico que isso provoca. Pior ainda no caso de Sheilla, que disputa o Mundial com dores nas costas.
“A minha preocupação com a Sheilla sempre foi essa, de muito desgaste, de muita sobrecarga da quantidade de bolas que ela pode receber em uma partida. Sendo distribuído isso entre todas as jogadoras da equipe tudo fica mais tranquilo. A gente tem um trabalho de equipe muito mais efetivo e muito mais positivo. Uma grande equipe funciona dessa maneira, não sobrecarregando ninguém”, diz o treinador.
Esse jogo de equipe levou o Brasil de forma invicta até as semifinais do Mundial. E é a principal aposta do país para ficar com o título. O próximo desafio será às 7h (de Brasília) de sábado, em Tóquio, contra o Japão, pelas semifinais.
AS ATACANTES DA SELEÇÃO BRASILEIRA
Após a Olimpíada de Pequim, a seleção brasileira ficou muito dependente de Sheilla no ataque
Agora, a oposta divide o trabalho com as outras 4 atacantes: Fabiana, Jaqueline, Natália e Thaísa
Sheilla, é claro, continua sendo uma peça importante na seleção brasileira. Mas não é a única. No ataque, ela divide os holofotes com a ponteira Natália e as centrais Thaísa e Fabiana. Na defesa, a ponta Jaqueline dá uma segurança que o time não tinha desde Pequim.
“Aqui no Mundial a gente felizmente está tendo essa característica de uma distribuição maior entre todas as atacantes. Isso facilita o trabalho de todo mundo porque é distribuído igualmente para todas elas. Acho que todo mundo consegue dar sua colaboração, todo mundo está em condições de dar essa colaboração. E todo mundo fica mais feliz, porque quando você começa a sobrecarregar uma só pode entender que o time está com problema”, disse o técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães.
É justamente quando Sheilla está um pouco apagada que o Brasil mostra o fim da dependência. No jogo desta quarta contra os Estados Unidos, quando a oposto foi marcada pelo adversário, quem brilhou foi Jaqueline. No passe contra a Itália na primeira fase, o show foi de Natália.
Modesta, Sheilla discorda que antes do Mundial o time dependia muito dela. “Não acho que no Grand Prix tenha sido assim. Só no jogo contra o Japão (derrota da seleção na fase final) que eu não fui bem e o resto do time também não foi bem”, afirmou a jogadora.
Para o técnico José Roberto Guimarães, o problema de acionar sempre a mesma jogadora é o desgaste físico que isso provoca. Pior ainda no caso de Sheilla, que disputa o Mundial com dores nas costas.
“A minha preocupação com a Sheilla sempre foi essa, de muito desgaste, de muita sobrecarga da quantidade de bolas que ela pode receber em uma partida. Sendo distribuído isso entre todas as jogadoras da equipe tudo fica mais tranquilo. A gente tem um trabalho de equipe muito mais efetivo e muito mais positivo. Uma grande equipe funciona dessa maneira, não sobrecarregando ninguém”, diz o treinador.
Esse jogo de equipe levou o Brasil de forma invicta até as semifinais do Mundial. E é a principal aposta do país para ficar com o título. O próximo desafio será às 7h (de Brasília) de sábado, em Tóquio, contra o Japão, pelas semifinais.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
CBF classifica como 'factível' pedido de unificação de títulos pré-1971
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu nesta quarta-feira a visita de alguns presidentes de clubes que pleiteiam a unificação dos títulos nacionais disputados antes da criação do Campeonato Brasileiro, em 1971. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, o pedido é “factível”.
“Mandaremos fazer uma análise em cada um dos setores, como o setor técnico, para ver a possibilidade de legalidade dessa iniciativa que a princípio é factível”, disse o dirigente.
Foram à sede da CBF o presidente do Santos, Luiz Álvaro Oliveira, o vice-presidente do Botafogo, Antonio Carlos Mantuano, e o diretor executivo do Cruzeiro, Dimas Fonseca. No documento também há o pedido para o reconhecimento de títulos de Palmeiras, Fluminense e Bahia.
Os dirigentes pedem o reconhecimento de títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970 em competições organizadas pela entidade nacional, como a Taça Brasil e a Taça de Prata.
“Temos que fazer uma análise em cada um dos setores envolvidos, de forma que não deverá demorar muito. Mas tem que ser feito um estudo”, completou Ricardo Teixeira.
Nesse período pleiteado pelos clubes, considerando também o torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Santos foi o maior vencedor de torneios nacionais, triunfando em seis edições. Palmeiras (quatro), Fluminense, Cruzeiro, Bahia e Botafogo completam a lista dos campeões.
“Mandaremos fazer uma análise em cada um dos setores, como o setor técnico, para ver a possibilidade de legalidade dessa iniciativa que a princípio é factível”, disse o dirigente.
Foram à sede da CBF o presidente do Santos, Luiz Álvaro Oliveira, o vice-presidente do Botafogo, Antonio Carlos Mantuano, e o diretor executivo do Cruzeiro, Dimas Fonseca. No documento também há o pedido para o reconhecimento de títulos de Palmeiras, Fluminense e Bahia.
Os dirigentes pedem o reconhecimento de títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970 em competições organizadas pela entidade nacional, como a Taça Brasil e a Taça de Prata.
“Temos que fazer uma análise em cada um dos setores envolvidos, de forma que não deverá demorar muito. Mas tem que ser feito um estudo”, completou Ricardo Teixeira.
Nesse período pleiteado pelos clubes, considerando também o torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Santos foi o maior vencedor de torneios nacionais, triunfando em seis edições. Palmeiras (quatro), Fluminense, Cruzeiro, Bahia e Botafogo completam a lista dos campeões.
Chateado com o futebol, Leão reconhece exageros, mas segue letal com adversários
Trabalhar no Goiás foi traumático para o treinador Émerson Leão. Quando foi demitido, em agosto de 2010, o time estava na última colocação (e ainda está na zona do rebaixamento). Um mês antes, havia se envolvido em brigas e discussões com jornalistas da Bahia durante confronto contra o Vitória. Leão chegou a ser indiciado criminalmente e foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com três jogos de suspensão. Para completar, teve que entrar contra a equipe goiana na Justiça para cobrar uma dívida de salários atrasados e multa rescisória.
“Estou chateado com o futebol’, disse. “Tenho 47 anos no mundo da bola. Pensei em parar agora. Mas quero parar quando completar 50 anos de trabalho. É um número bom.”
Leão quer voltar a treinar em 2011. Já recebeu algumas consultas. “E só consultas! Porque tem treinador que recebe consulta e diz que foi convidado. Tem muita mentira por aí...”
Durante o atual período de repouso, organizou o casamento de uma de suas filhas e observou o futebol à distância. Nesta entrevista exclusiva, o treinador reflete sobre o passado, reconhece excessos, mas segue letal com os adversários.
Veja, em vídeo, opiniões do técnico Leão e, logo abaixo, o melhor da entrevista:
UOL Esporte: Como você está vendo o futebol nos dias de hoje?
Leão: Estou chateado. Nessas quatro ou cinco décadas, o futebol piorou em vez de melhorar, retrocedeu em vez de evoluir. Hoje, os jogadores, em vez de serem atletas profissionais, são ‘superstars’. Acham que podem fazer tudo. Perderam o compromisso, e isso me chateia como treinador. Os jogadores também passaram a ter donos. Não são mais só empresários. Mas o tempo da escravidão acabou....
UOL Esporte: Como é seu relacionamento com o Santos?
Leão: Trabalhei três vezes no Santos. Conheço bem, por dentro e por fora. Conheço as pessoas e o que envolve o time do Santos. É melhor ficar quieto.
UOL Esporte: Mas foi com o Santos que você conquistou um dos seus mais importantes títulos como treinador (o Brasileiro de 2002), não foi?
Leão: Nas três vezes que estive no Santos tive mais alegrias do que tristezas, mais recompensas do que insatisfações. O problema é que as tristezas e os problemas marcam mais que as alegrias, que são efêmeras e passam rápido. Não conheço a nova diretoria. Posso dizer que o comando do Samir (Samir Jorge Abdul Hak, presidente do clube em 1998, quando Leão trabalho como técnico), foi muito bom para mim. Também foi muito bom meu primeiro trabalho com Marcelo Teixeira (presidente do Santos nas outras duas passagens do técnico pelo clube, entre 2002 e 2004 e em 2008). Na última vez que estive lá, não tivemos o mesmo desempenho em relacionamento.
UOL Esporte: Passados oito anos, como você avalia sua participação no título brasileiro de 2002?
Leão: O Marcelo queria comprar estrelas e veteranos. Treinei um pouco, falei que não queria nem estrela, nem veterano, pois estava satisfeito com os moleques que tinha visto. Falei isso baseado na minha observação. E o Marcelo falou: “Leão você é louco, nós vamos cair”. “Então nós vamos cair juntos”, eu respondi. “Porque esse moleques vão dar conta do recado”. E deram. Sorte do Marcelo. Dizem que o grupo da geração de Robinho e Diego deu quase R$ 200 milhões ao clube. Não sei como Santos tem divida. Desculpa... Eu sei, mas não sei....
UOL Esporte: Apesar de ser o técnico do primeiro título brasileiro do clube, dá a impressão que existe um relacionamento de amor e ódio com o Santos. Você até foi surpreendido com agressões de alguns torcedores quando foi ao clube, em 2008, para cobrar uma dívida.
Leão: Aquilo foi comandado. Eu sempre disse que dava satisfação ao torcedor do coração, não o torcedor do bolso. Esse cara, o torcedor do bolso, é aquele que recebe dinheiro de alguém para colocar uma faixa, ameaçar e vaiar. Tem muito disso no futebol. Ele é pago às vezes por dirigentes, treinadores, diretores e até jogadores. Temos que aprender a conviver com essa realidade. Eu trabalho para o clube, não trabalho para uma determinada torcida. Aqueles episódios foram um efeito mínimo promovido por uma facção de uma torcida paga.
UOL Esporte: Paga por quem?
Leão: Tem muita gente que paga. Vocês acham que as faixas que aparecem em estádios com críticas são sempre frutos de imaginação dos torcedores? Pois não são.
UOL Esporte: Você acha que existe muita intromissão de torcedores no comando dos times de futebol?
Leão: Intromissão não pode existir. Pelo menos, não existe na minha cabeça. Um diretor do clube, por exemplo, sempre acha que entende de futebol. Ele dá uma opinião, e você mostra o que é certo e o que é errado. Até aí, tudo bem. Todo mundo pode conversar sobre futebol, mas não interferir na escalação. Agora, um torcedor não pode intimar você e dizer quem deve ou não ser escalado. Nem meu pai me intimava! Meu pai me aconselhava. Mas intimar, jamais! Hoje os valores estão invertidos, não é? Hoje, o cachorro foge do gato. Hoje, ser honesto é qualidade. Eu fui criado entendendo que isso era uma obrigação. É como dizia De Gaulle (Charles De Gaulle, ex-estadista e político francês), ‘o Brasil não é um país sério’...
UOL Esporte: Mas você foi intimado pela torcida do Santos durante suas passagens como técnico?
Leão: Não. Ninguém chegou falando para escalar esse ou aquele. Mas não chegavam porque sabiam com quem estavam lidando. Eventualmente, o presidente, um diretor, torcedores, amigos e cornetas, podem falar. ‘Acho que aquele jogador está jogando mais do que aquele outro’. Isso é palpite, não mata ninguém.
UOL Esporte: E o que você acha do Neymar? Chegaram até a chamá-lo de “monstro” após a discussão do jogador com o treinador Dorival Júnior...
Leão: Tenho um ótimo relacionamento com o (Dorival) Júnior. Conheci e joguei com o tio dele, o Dudu. Depois, fui treinador do Júnior em três times. Quando ele parou de jogar, o indiquei a três equipes para trabalhar como treinador. Sei como é a conduta dele. Tenho responsabilidade quando indico alguém. Até parei de indicar treinadores há algum tempo, mas o Júnior é uma das exceções. Às vezes, conversamos pelo telefone...É difícil falar sobre o Neymar sem participar de seu dia-a-dia. Não tenho um conhecimento de causa tão grande. Mas, à distância, e pelas informações que recebo, dá para dizer que é um menino que foi criado em uma redoma de liberdade. Ele ganha muito dinheiro desde seus 13 anos de idade, e o pai, a mãe, o amigo e os funcionários viram reféns dele. Ele deve achar que pode fazer tudo. E esse negócio de dizer agora que ele ‘está bonzinho’....não sei não. É muito cedo. Acho que ele ainda não sossegou. Não teve um treino que ele quase saiu na porrada com um colega do time?
UOL Esporte: Na verdade, ele e o Marcel discutiram em um treino durante as comemorações do aniversário do atacante Zé Eduardo.
Leão: Exatamente. Ele ainda não se adaptou ao que o futebol representa para ele. Ainda não caiu a ficha. Mas também é preciso dizer que, antigamente, a gente esperava uns cinco anos para dizer que um cara era craque. Vamos aguardar mais.
Não sei como o Santos tem dívida. Desculpa. Eu sei, mas não sei....
UOL Esporte: Você acha que existe uma cobrança muito grande sobre ele?
Leão: Como jogador, acho ótimo. No meu time, joga. Agora, como deve jogar, será um problema para seu novo treinador. Antes da Copa da África, defendi sua convocação. Mas ainda acho cedo para analisar sua conduta.
UOL Esporte: Você acha parecido os problemas de relacionamento que Neymar e Dorival Júnior tiveram no Santos com os que você teve com Carlos Alberto no Corinthians, em 2006? Vocês também discutiram em jogo um contra o Lanús pela Copa Sul-Americana.
Leão: Quer saber? Eu não briguei com o Carlos Alberto. Eu o tirei de um jogo, e ele se revoltou. Só que eu o tirei de campo para o bem dele. Na época, ele não teve cabeça para perceber isso. Ele fez umas cenas obscenas em campo. O quarto árbitro viu e chamou o árbitro para expulsá-lo. Eu o substituí rapidamente e ele não percebeu minha intenção. Mas há algum tempo, eu estava indo à praia com a minha mulher e o celular tocou: ‘Professor, é o Carlos Alberto’. ‘Qual deles? Eu conheço um monte’, respondi. E antes que ele começasse a falar, dei os parabéns porque ele tinha acabado de ser campeão da Série B pelo Vasco. E ele disse: ‘Estou ligando para pedir desculpas. Naquele tempo eu estava com a cabeça diferente. Agora, tô legal’. ‘Tudo bem, esquece isso’, eu disse. ‘Os mais velhos estão aqui para entender os erros dos mais novos’. Quer coisa melhor que isso? O Carlos Alberto viu que sempre dá tempo para melhorar. Então, não tem nada a ver com o Neymar. Se tivesse, seria mais fácil.
UOL Esporte: Você dirigiu os quatro grandes times de São Paulo, os dois maiores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, mas nunca comandou um time do Rio de Janeiro. Por que? Tem vontade?
Leão: A rivalidade entre São Paulo e Rio era mais acirrada antigamente. Pouquíssimas vezes um treinador de São Paulo era convidado para trabalhar em times do Rio. Mas as coisas estão mudando. Eu mesmo já fui convidado. Nos últimos tempos, estive conversando com diretor do Flamengo. Pelo Fluminense, o presidente da Unimed já esteve em casa. Também já fui procurado pelo (Carlos Augusto) Montenegro, quando era presidente do Botafogo. Pode perguntar para eles. Mas eu estava empregado naquele tempo. Não dava para largar. Fiquei feliz quando o Bob assumiu o Vasco. Bob era como chamávamos o Roberto Dinamite quando jogávamos juntos na seleção e no Vasco. Eu gostaria muito de trabalhar no Rio. Minha mulher é carioca e tenho amizades por lá. Qualquer hora pode acontecer.
UOL Esporte: E o Palmeiras de 2006. É verdade que tinha um grupo de jogadores que queria derrubar você?
Leão: Não, não tinha. Foi a diretoria. A gente sabe das coisas. Tinha um diretor que me detestava. Não era nem do futebol, mas não me queria por lá. Nós começamos a mexer nas coisas por lá. Fala que o ginásio do CT tinha que ser modificado porque não era usado. Podia usar o espaço para montar uma bela cozinha, um concentração, muitas coisas. Mas o ginásio está lá até agora...Assim mesmo, conseguimos melhorar os vestiários, a academia de musculação.
Leão: Claro que sim. Acho que o mais importante é reconhecer que você não foi feliz em uma resposta. Já pedi desculpas para meu pai, minha mãe, amigos e jornalistas por ter cometido algo errado. Outro dia, teve um cara que me processou. Eu liguei para ele e disse: “Você tem razão, se quiser manter o processo, mantenha, mas não posso me furtar de pedir desculpas. Você é um filho disso e daquilo, tudo isso você continua sendo. Mas aquilo que falei para você naquele dia estava errado. Me desculpe”. Eu sou assim.
UOL Esporte: É o 'estilo Leão'? Um pouco truculento com jornalistas em algumas oportunidades?
Leão: Eu sou isso que você está vendo. Agora, quando algo interfere no trabalho, eu tomo uma atitude. Para o bem ou para o mal, eu tomo atitude. Alguns são ‘vaselina’. Eu não. Porque meu pai me ensinou a ser honesto sempre.
UOL Esporte: Não foram poucas as brigas entre você e jornalistas. Você não se considera uma pessoa impaciente demais em algumas oportunidades?
Leão: Quando eu era menino, cansei de apanhar na rua porque não fugia. Você não pode só bater e contar vantagem. E as derrotas? É precisa falar sobre elas também. Mas você vai evoluindo, envelhecendo, ficando mais experiente. Hoje, não fujo da briga, mas evito. Antigamente, quando falavam que tinha uma briga no meio da rua, eu passava no meio dela. Agora, caso alguém diga que “tem uma briga por lá”, eu mudo meu caminho. Quando era jogador, fui obrigado brigar com um senhor quando eu defendia o Palmeiras. No primeiro movimento, ele caiu no chão. Lembro da imagem. Ele mereceu, mas não precisava ser daquela maneira. Eu era mais forte do que ele. Depois disso, enquanto não achei o cara para pedir desculpas, não sosseguei. Achei o cara, pedi desculpas e ele disse: “Sou palmeirense, tenho um imenso prazer em conhecê-lo. Não tinha nada que ter feito aquela graça com você. Você estava errado, mas eu fui pior ainda.” O que o brasileiro não entende, e a policia nos estádios ainda não entendeu, é que é preciso recriminar não só a agressão física como a verbal.
UOL Esporte: Você acha que sua carreira no futebol é mais lembrada pelos feitos como jogador ou como treinador?
Leão: A profissão de treinador é muito mais sofrida, muito mais injustiçada. É um trabalho perigosíssimo. Você não tem vinculo e o respeito de ninguém. Como jogador, se eu fizesse um contrato de cinco anos com um clube, eu sabia que ficaria por cinco anos. E nessas condições, estruturaria minha família, matricularia meus filhos no colégio, compraria uma casa e teria residência fixa. Como treinador, você não faz nada disso. Em uma semana, pode ser mandado embora. Você não é patrimônio do clube. Só uma profissão é mais difícil que a do treinador. Sabe qual é? A de árbitro. Eu gosto dos árbitros. Brigo com eles sempre, mas sei que é difícil. São muito pressionados.
UOL Esporte: Por falar em seu tempo como jogador, como foi trabalhar no Corinthians da famosa democracia?
Leão: Para mim, aquilo não era democracia. O Corinthians tinha acabado de ser campeão paulista em 1982 e queríamos ser bi. Eu estava no Grêmio e fui convidado para trabalhar lá em 1983. O Corinthians nunca teve um goleiro de nome e chegou um que queria marcar presença na história do clube. Inventei a camisa e as meias listradas, tudo com as cores do time. Treinei para caramba. Fiquei em forma. Só que tinha alguns atletas que participavam de uma panela com o diretor Adílson (Monteiro Alves). Tinha psicólogo, aquela frescura toda. Eu não fazia parte disso. Treinava e ia para casa. Eu não frequentava a noite, não bebia, não me metia em política. E onde estava a democracia deles? Era a democracia que “você pode fazer tudo, desde que eu permita”. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’. Aí é pesado, não é?!
UOL Esporte: Quem era o grupo que comandava a panela?
Leão: Está querendo saber demais! Mas eram os caras da democracia... Era a democracia, comandada pelo Adílson, que era o diretor naquela época. E depois ele virou secretario da cultura, por incrível que pareça.
UOL Esporte: Você se sentia injustiçado por não seguir os líderes da democracia? Tinha jogador que seguia só para ficar entrosado com os líderes do grupo?
Leão: Quem segue assim como você está falando é capacho. Já pensou ser um capacho só para ficar no bolo? Eu prefiro ter conduta própria. Se cometer algum deslize, pode me punir. Eu não gosto de ser chamado à atenção. Me manda embora, mas não chama a atenção. Para não acontecer isso, sempre precisei fazer o máximo. Eu chegava cedo, treinava, trabalhava e ganhava os jogos. Éramos felizes. Agora, precisa comparecer às festinhas? Não. Preciso beber? Não. Preciso fumar? Não. Preciso ser político? Não. Eu preciso jogar futebol! O torcedor queria que eu jogasse futebol. Eu jogava, trabalhava para caramba. Meu joelho é reflexo disso, excesso de trabalho.
E esse negócio de dizer agora que ele ‘está bonzinho’....não sei não. É muito cedo. Acho que ele ainda não sossegou
UOL Esporte: Mas e a qualidade daquele time em campo?
Leão: Foi um ano de felicidade, pois só ganhava. O time era bom, então não tinha conversa. Os caras jogavam bem mesmo. Vai falar que o Casagrande era ruim? Que o Sócrates era ruim? Que o Wladimir era ruim? Pô! Era tudo craque. Só que eles tinham a vida particular deles e aquilo não me servia. Minha conduta era outra, ficava na minha. Tanto que joguei um ano por lá, fui feliz e saí. Naquela época, em 1983, saí do Corinthians para defender o Palmeiras. Fiquei até 86. Depois, fui para o Sport e parei.
UOL Esporte: Depois de defender o Sport como jogador, você se aposentou e assumiu o time como treinador. Logo de cara, foi campeão brasileiro em 1987, ano do polêmico conflito com o Clube dos 13 e o título do Flamengo.
Leão: Não tem polêmica nenhuma, e sim regulamento. Campeão do Módulo Amarelo deveria jogar contra o campeão do Módulo Vermelho. Campeão do Amarelo foi o Sport. O Flamengo foi campeão do Vermelho. Era para ter o cruzamento dos módulos. O outro não quis cruzar. O Sport ganhou, foi campeão. Quer chorar, chora o que quiser. Perdedor tem direito de reclamar, não tem problema nenhum. A estrelinha do título está na camisa do Sport. Para minha nova carreira, aquilo foi um misto de alegria, medo, pois eu não sabia ser treinador. Naquele ano, eu joguei em um domingo, e na segunda-feira virei treinador. Não sabia o que fazer. Tinha experiência, mas passar a ser comandante dos seus companheiros é complicado. Eu dei sorte.
“Estou chateado com o futebol’, disse. “Tenho 47 anos no mundo da bola. Pensei em parar agora. Mas quero parar quando completar 50 anos de trabalho. É um número bom.”
Leão quer voltar a treinar em 2011. Já recebeu algumas consultas. “E só consultas! Porque tem treinador que recebe consulta e diz que foi convidado. Tem muita mentira por aí...”
Durante o atual período de repouso, organizou o casamento de uma de suas filhas e observou o futebol à distância. Nesta entrevista exclusiva, o treinador reflete sobre o passado, reconhece excessos, mas segue letal com os adversários.
Veja, em vídeo, opiniões do técnico Leão e, logo abaixo, o melhor da entrevista:
UOL Esporte: Como você está vendo o futebol nos dias de hoje?
Leão: Estou chateado. Nessas quatro ou cinco décadas, o futebol piorou em vez de melhorar, retrocedeu em vez de evoluir. Hoje, os jogadores, em vez de serem atletas profissionais, são ‘superstars’. Acham que podem fazer tudo. Perderam o compromisso, e isso me chateia como treinador. Os jogadores também passaram a ter donos. Não são mais só empresários. Mas o tempo da escravidão acabou....
UOL Esporte: Como é seu relacionamento com o Santos?
Leão: Trabalhei três vezes no Santos. Conheço bem, por dentro e por fora. Conheço as pessoas e o que envolve o time do Santos. É melhor ficar quieto.
UOL Esporte: Mas foi com o Santos que você conquistou um dos seus mais importantes títulos como treinador (o Brasileiro de 2002), não foi?
Leão: Nas três vezes que estive no Santos tive mais alegrias do que tristezas, mais recompensas do que insatisfações. O problema é que as tristezas e os problemas marcam mais que as alegrias, que são efêmeras e passam rápido. Não conheço a nova diretoria. Posso dizer que o comando do Samir (Samir Jorge Abdul Hak, presidente do clube em 1998, quando Leão trabalho como técnico), foi muito bom para mim. Também foi muito bom meu primeiro trabalho com Marcelo Teixeira (presidente do Santos nas outras duas passagens do técnico pelo clube, entre 2002 e 2004 e em 2008). Na última vez que estive lá, não tivemos o mesmo desempenho em relacionamento.
UOL Esporte: Passados oito anos, como você avalia sua participação no título brasileiro de 2002?
Leão: O Marcelo queria comprar estrelas e veteranos. Treinei um pouco, falei que não queria nem estrela, nem veterano, pois estava satisfeito com os moleques que tinha visto. Falei isso baseado na minha observação. E o Marcelo falou: “Leão você é louco, nós vamos cair”. “Então nós vamos cair juntos”, eu respondi. “Porque esse moleques vão dar conta do recado”. E deram. Sorte do Marcelo. Dizem que o grupo da geração de Robinho e Diego deu quase R$ 200 milhões ao clube. Não sei como Santos tem divida. Desculpa... Eu sei, mas não sei....
UOL Esporte: Apesar de ser o técnico do primeiro título brasileiro do clube, dá a impressão que existe um relacionamento de amor e ódio com o Santos. Você até foi surpreendido com agressões de alguns torcedores quando foi ao clube, em 2008, para cobrar uma dívida.
Leão: Aquilo foi comandado. Eu sempre disse que dava satisfação ao torcedor do coração, não o torcedor do bolso. Esse cara, o torcedor do bolso, é aquele que recebe dinheiro de alguém para colocar uma faixa, ameaçar e vaiar. Tem muito disso no futebol. Ele é pago às vezes por dirigentes, treinadores, diretores e até jogadores. Temos que aprender a conviver com essa realidade. Eu trabalho para o clube, não trabalho para uma determinada torcida. Aqueles episódios foram um efeito mínimo promovido por uma facção de uma torcida paga.
Treinar a seleção brasileira? "Nunca mais"
Leão comandou a seleção brasileira durante um breve período entre 2000 e 2001, substituindo o então demitido Vanderlei Luxemburgo. Os resultados, porém, não foram nada animadores. A equipe se arrastava nas eliminatórias para a Copa de 2002, mas o pior foi mesmo o quarto lugar conquistado na Copa das Confederações de 2001 após derrota para a Austrália. Leão foi demitido e, em seu lugar, entrou Luiz Felipe Scolari.
UOL Esporte: Você só treinou a seleção brasileira entre 2000 e 2001. Gostaria de voltar?
Leão: Não fui técnico da seleção nada! Só passei pela seleção. O cara me colocou lá para cobrir um espaço.
UOL Esporte: Mas gostaria de voltar ou não?
Leão: Não. Cansei de falar. Hoje, os dirigentes ficam muito tempo no poder. O cara está lá sei lá há não sei quantos anos. Não tenho nem o que pensar sobre seleção.
UOL Esporte: Ficou magoado com o Ricardo Teixeira (presidente da CBF)?
Leão: Não sei se a palavra é essa. Seleção não vai me satisfazer em mais nada. Não vai me dar status. Virei apenas um torcedor.
Leão: Tem muita gente que paga. Vocês acham que as faixas que aparecem em estádios com críticas são sempre frutos de imaginação dos torcedores? Pois não são.
UOL Esporte: Você acha que existe muita intromissão de torcedores no comando dos times de futebol?
Leão: Intromissão não pode existir. Pelo menos, não existe na minha cabeça. Um diretor do clube, por exemplo, sempre acha que entende de futebol. Ele dá uma opinião, e você mostra o que é certo e o que é errado. Até aí, tudo bem. Todo mundo pode conversar sobre futebol, mas não interferir na escalação. Agora, um torcedor não pode intimar você e dizer quem deve ou não ser escalado. Nem meu pai me intimava! Meu pai me aconselhava. Mas intimar, jamais! Hoje os valores estão invertidos, não é? Hoje, o cachorro foge do gato. Hoje, ser honesto é qualidade. Eu fui criado entendendo que isso era uma obrigação. É como dizia De Gaulle (Charles De Gaulle, ex-estadista e político francês), ‘o Brasil não é um país sério’...
UOL Esporte: Mas você foi intimado pela torcida do Santos durante suas passagens como técnico?
Leão: Não. Ninguém chegou falando para escalar esse ou aquele. Mas não chegavam porque sabiam com quem estavam lidando. Eventualmente, o presidente, um diretor, torcedores, amigos e cornetas, podem falar. ‘Acho que aquele jogador está jogando mais do que aquele outro’. Isso é palpite, não mata ninguém.
UOL Esporte: E o que você acha do Neymar? Chegaram até a chamá-lo de “monstro” após a discussão do jogador com o treinador Dorival Júnior...
Leão: Tenho um ótimo relacionamento com o (Dorival) Júnior. Conheci e joguei com o tio dele, o Dudu. Depois, fui treinador do Júnior em três times. Quando ele parou de jogar, o indiquei a três equipes para trabalhar como treinador. Sei como é a conduta dele. Tenho responsabilidade quando indico alguém. Até parei de indicar treinadores há algum tempo, mas o Júnior é uma das exceções. Às vezes, conversamos pelo telefone...É difícil falar sobre o Neymar sem participar de seu dia-a-dia. Não tenho um conhecimento de causa tão grande. Mas, à distância, e pelas informações que recebo, dá para dizer que é um menino que foi criado em uma redoma de liberdade. Ele ganha muito dinheiro desde seus 13 anos de idade, e o pai, a mãe, o amigo e os funcionários viram reféns dele. Ele deve achar que pode fazer tudo. E esse negócio de dizer agora que ele ‘está bonzinho’....não sei não. É muito cedo. Acho que ele ainda não sossegou. Não teve um treino que ele quase saiu na porrada com um colega do time?
UOL Esporte: Na verdade, ele e o Marcel discutiram em um treino durante as comemorações do aniversário do atacante Zé Eduardo.
Leão: Exatamente. Ele ainda não se adaptou ao que o futebol representa para ele. Ainda não caiu a ficha. Mas também é preciso dizer que, antigamente, a gente esperava uns cinco anos para dizer que um cara era craque. Vamos aguardar mais.
BASTIDORES DO SANTOS
Leão: Como jogador, acho ótimo. No meu time, joga. Agora, como deve jogar, será um problema para seu novo treinador. Antes da Copa da África, defendi sua convocação. Mas ainda acho cedo para analisar sua conduta.
UOL Esporte: Você acha parecido os problemas de relacionamento que Neymar e Dorival Júnior tiveram no Santos com os que você teve com Carlos Alberto no Corinthians, em 2006? Vocês também discutiram em jogo um contra o Lanús pela Copa Sul-Americana.
Leão: Quer saber? Eu não briguei com o Carlos Alberto. Eu o tirei de um jogo, e ele se revoltou. Só que eu o tirei de campo para o bem dele. Na época, ele não teve cabeça para perceber isso. Ele fez umas cenas obscenas em campo. O quarto árbitro viu e chamou o árbitro para expulsá-lo. Eu o substituí rapidamente e ele não percebeu minha intenção. Mas há algum tempo, eu estava indo à praia com a minha mulher e o celular tocou: ‘Professor, é o Carlos Alberto’. ‘Qual deles? Eu conheço um monte’, respondi. E antes que ele começasse a falar, dei os parabéns porque ele tinha acabado de ser campeão da Série B pelo Vasco. E ele disse: ‘Estou ligando para pedir desculpas. Naquele tempo eu estava com a cabeça diferente. Agora, tô legal’. ‘Tudo bem, esquece isso’, eu disse. ‘Os mais velhos estão aqui para entender os erros dos mais novos’. Quer coisa melhor que isso? O Carlos Alberto viu que sempre dá tempo para melhorar. Então, não tem nada a ver com o Neymar. Se tivesse, seria mais fácil.
UOL Esporte: Você dirigiu os quatro grandes times de São Paulo, os dois maiores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, mas nunca comandou um time do Rio de Janeiro. Por que? Tem vontade?
Leão: A rivalidade entre São Paulo e Rio era mais acirrada antigamente. Pouquíssimas vezes um treinador de São Paulo era convidado para trabalhar em times do Rio. Mas as coisas estão mudando. Eu mesmo já fui convidado. Nos últimos tempos, estive conversando com diretor do Flamengo. Pelo Fluminense, o presidente da Unimed já esteve em casa. Também já fui procurado pelo (Carlos Augusto) Montenegro, quando era presidente do Botafogo. Pode perguntar para eles. Mas eu estava empregado naquele tempo. Não dava para largar. Fiquei feliz quando o Bob assumiu o Vasco. Bob era como chamávamos o Roberto Dinamite quando jogávamos juntos na seleção e no Vasco. Eu gostaria muito de trabalhar no Rio. Minha mulher é carioca e tenho amizades por lá. Qualquer hora pode acontecer.
UOL Esporte: E o Palmeiras de 2006. É verdade que tinha um grupo de jogadores que queria derrubar você?
Leão: Não, não tinha. Foi a diretoria. A gente sabe das coisas. Tinha um diretor que me detestava. Não era nem do futebol, mas não me queria por lá. Nós começamos a mexer nas coisas por lá. Fala que o ginásio do CT tinha que ser modificado porque não era usado. Podia usar o espaço para montar uma bela cozinha, um concentração, muitas coisas. Mas o ginásio está lá até agora...Assim mesmo, conseguimos melhorar os vestiários, a academia de musculação.
UOL Esporte: Você é polêmico e não esconde o que pensa. Já se arrependeu de criticar alguém?
Leão: Claro que sim. Acho que o mais importante é reconhecer que você não foi feliz em uma resposta. Já pedi desculpas para meu pai, minha mãe, amigos e jornalistas por ter cometido algo errado. Outro dia, teve um cara que me processou. Eu liguei para ele e disse: “Você tem razão, se quiser manter o processo, mantenha, mas não posso me furtar de pedir desculpas. Você é um filho disso e daquilo, tudo isso você continua sendo. Mas aquilo que falei para você naquele dia estava errado. Me desculpe”. Eu sou assim.
UOL Esporte: É o 'estilo Leão'? Um pouco truculento com jornalistas em algumas oportunidades?
Leão: Eu sou isso que você está vendo. Agora, quando algo interfere no trabalho, eu tomo uma atitude. Para o bem ou para o mal, eu tomo atitude. Alguns são ‘vaselina’. Eu não. Porque meu pai me ensinou a ser honesto sempre.
UOL Esporte: Não foram poucas as brigas entre você e jornalistas. Você não se considera uma pessoa impaciente demais em algumas oportunidades?
Leão: Quando eu era menino, cansei de apanhar na rua porque não fugia. Você não pode só bater e contar vantagem. E as derrotas? É precisa falar sobre elas também. Mas você vai evoluindo, envelhecendo, ficando mais experiente. Hoje, não fujo da briga, mas evito. Antigamente, quando falavam que tinha uma briga no meio da rua, eu passava no meio dela. Agora, caso alguém diga que “tem uma briga por lá”, eu mudo meu caminho. Quando era jogador, fui obrigado brigar com um senhor quando eu defendia o Palmeiras. No primeiro movimento, ele caiu no chão. Lembro da imagem. Ele mereceu, mas não precisava ser daquela maneira. Eu era mais forte do que ele. Depois disso, enquanto não achei o cara para pedir desculpas, não sosseguei. Achei o cara, pedi desculpas e ele disse: “Sou palmeirense, tenho um imenso prazer em conhecê-lo. Não tinha nada que ter feito aquela graça com você. Você estava errado, mas eu fui pior ainda.” O que o brasileiro não entende, e a policia nos estádios ainda não entendeu, é que é preciso recriminar não só a agressão física como a verbal.
Atleta 'modelo' assumiu os cabelos brancos
Leão já fez campanha publicitária para marca de cuecas: 'Naquele tempo eu tinha volume para isso.'
Quando começou a trabalhar como treinador, tingia os cabelos: 'Sou vaidoso. vou carregar isso para o túmulo. Quero ficar bonito até no meu velório.'
Nos últimos anos, assumiu o cabelo branco: 'Não pinto mais, mas tiro sarro de amigos. Eles enchiam o saco quando eu tingia. Agora são eles tingem.'
Leão: A profissão de treinador é muito mais sofrida, muito mais injustiçada. É um trabalho perigosíssimo. Você não tem vinculo e o respeito de ninguém. Como jogador, se eu fizesse um contrato de cinco anos com um clube, eu sabia que ficaria por cinco anos. E nessas condições, estruturaria minha família, matricularia meus filhos no colégio, compraria uma casa e teria residência fixa. Como treinador, você não faz nada disso. Em uma semana, pode ser mandado embora. Você não é patrimônio do clube. Só uma profissão é mais difícil que a do treinador. Sabe qual é? A de árbitro. Eu gosto dos árbitros. Brigo com eles sempre, mas sei que é difícil. São muito pressionados.
UOL Esporte: Por falar em seu tempo como jogador, como foi trabalhar no Corinthians da famosa democracia?
Leão: Para mim, aquilo não era democracia. O Corinthians tinha acabado de ser campeão paulista em 1982 e queríamos ser bi. Eu estava no Grêmio e fui convidado para trabalhar lá em 1983. O Corinthians nunca teve um goleiro de nome e chegou um que queria marcar presença na história do clube. Inventei a camisa e as meias listradas, tudo com as cores do time. Treinei para caramba. Fiquei em forma. Só que tinha alguns atletas que participavam de uma panela com o diretor Adílson (Monteiro Alves). Tinha psicólogo, aquela frescura toda. Eu não fazia parte disso. Treinava e ia para casa. Eu não frequentava a noite, não bebia, não me metia em política. E onde estava a democracia deles? Era a democracia que “você pode fazer tudo, desde que eu permita”. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’. Aí é pesado, não é?!
UOL Esporte: Quem era o grupo que comandava a panela?
Leão: Está querendo saber demais! Mas eram os caras da democracia... Era a democracia, comandada pelo Adílson, que era o diretor naquela época. E depois ele virou secretario da cultura, por incrível que pareça.
UOL Esporte: Você se sentia injustiçado por não seguir os líderes da democracia? Tinha jogador que seguia só para ficar entrosado com os líderes do grupo?
Leão: Quem segue assim como você está falando é capacho. Já pensou ser um capacho só para ficar no bolo? Eu prefiro ter conduta própria. Se cometer algum deslize, pode me punir. Eu não gosto de ser chamado à atenção. Me manda embora, mas não chama a atenção. Para não acontecer isso, sempre precisei fazer o máximo. Eu chegava cedo, treinava, trabalhava e ganhava os jogos. Éramos felizes. Agora, precisa comparecer às festinhas? Não. Preciso beber? Não. Preciso fumar? Não. Preciso ser político? Não. Eu preciso jogar futebol! O torcedor queria que eu jogasse futebol. Eu jogava, trabalhava para caramba. Meu joelho é reflexo disso, excesso de trabalho.
OPINIÃO SOBRE NEYMAR
Leão: Foi um ano de felicidade, pois só ganhava. O time era bom, então não tinha conversa. Os caras jogavam bem mesmo. Vai falar que o Casagrande era ruim? Que o Sócrates era ruim? Que o Wladimir era ruim? Pô! Era tudo craque. Só que eles tinham a vida particular deles e aquilo não me servia. Minha conduta era outra, ficava na minha. Tanto que joguei um ano por lá, fui feliz e saí. Naquela época, em 1983, saí do Corinthians para defender o Palmeiras. Fiquei até 86. Depois, fui para o Sport e parei.
UOL Esporte: Depois de defender o Sport como jogador, você se aposentou e assumiu o time como treinador. Logo de cara, foi campeão brasileiro em 1987, ano do polêmico conflito com o Clube dos 13 e o título do Flamengo.
Leão: Não tem polêmica nenhuma, e sim regulamento. Campeão do Módulo Amarelo deveria jogar contra o campeão do Módulo Vermelho. Campeão do Amarelo foi o Sport. O Flamengo foi campeão do Vermelho. Era para ter o cruzamento dos módulos. O outro não quis cruzar. O Sport ganhou, foi campeão. Quer chorar, chora o que quiser. Perdedor tem direito de reclamar, não tem problema nenhum. A estrelinha do título está na camisa do Sport. Para minha nova carreira, aquilo foi um misto de alegria, medo, pois eu não sabia ser treinador. Naquele ano, eu joguei em um domingo, e na segunda-feira virei treinador. Não sabia o que fazer. Tinha experiência, mas passar a ser comandante dos seus companheiros é complicado. Eu dei sorte.
Wozniacki entra em conselho de atletas da WTA
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| Wozniacki com o troféu de número 1 do mundo |
Ponte Vedra (EUA) – Além de número 1 do mundo e maior vencedora de títulos no ano de 2010, a dinamarquesa Caroline Wozniacki agora também faz parte do Conselho de Jogadoras da WTA. A atleta de 20 anos está substituindo a suíça Patty Schnyder, que decidiu deixar o posto.
Além de Wozniacki, o Conselho tem as norte-americanas Bethanie Mattek-Sands, Serena e Venus Williams, além da italiana Francesca Schiavone, campeã de Roland Garros e da Fed Cup, e a uzbeque Akgul Amanmurandova.
A dinamarquesa teve um ano muito vitorioso, com títulos em Ponte Vedra, Copenhague, Montreal, New Haven, Tóquio e Pequim. O desempenho em Grand Slam não foi dos melhores, mas Wozniacki chegou bem ao Masters de Doha, perdendo a final para a experiente Kim Clijsters.
"Fui eleita para o Conselho! Estou tão feliz!", comemorou Wozniacki em sua página no Twitter. "Parabéns, garota", respondeu Serena Williams, também pelo microblog. "Acho que podemos fazer a diferença", agradeceu a dinamarquesa.
Gustavo Kuerten se casa em sua sala de troféus em Florianópolis
Conhecido por seus casos com musas e namoros com capas de revistas masculinas, o ex-tenista brasileiro Gustavo Kuerten deixou de ser solteiro na última semana e se casou no civil com a noiva Mariana Soncini, fonoaudióloga com quem o ex-número um da ATP já estava junto há mais de um ano.
De acordo com o blog de Juliana Wosgraus, do Diário Catarinense, Guga se casou na sua sala de troféus na última quarta-feira, dia 3 de novembro, em uma cerimônia reservada às famílias e foi passar sua lua de mel no Recife, em Pernambuco. E neste fim de semana o casal já estava em Porto Alegre para assistir ao show do ex-beatle Paul
Bellucci reage e supera Kohlschreiber para avançar no Masters de Paris
Thomaz Bellucci faz devolução na partida contra Philipp Kohlschreiber, pelo Masters 1000 de Paris
Após três partidas contra Philipp Kohlschreiber, sendo duas com derrotas, Thomaz Bellucci finalmente conseguiu igualar o retrospecto do confronto e ainda melhorou seu desempenho nos tie-breaks, apesar de ainda ter o número desfavorável de 13 desempates perdidos contra 11 ganhos na temporada.
Contra um adversário de bom saque e especialista em quadras rápidas, Bellucci teve poucas chances no serviço do rival, que aplicava um ace cada vez que se sentia pressionado, além de variar mais com subidas à rede. Enquanto isso, o brasileiro jogava mais no fundo da quadra e teve seu serviço em perigo por quatro oportunidades no primeiro set e conseguiu salvar todas.
A disputa equilibrada acabou sendo decidida no tie-break. Thomaz Bellucci cresceu no game de desempate e conseguiu abrir 3 a 1 depois de ver o rival errar um voleio cruzado na subida à rede. Bellucci não variou o jogo no nono ponto e acabou tendo o mini-break devolvido, mas respondeu bem e teve o set point em seu serviço para fechar com um ace.
Assim como no primeiro set, Thomaz Bellucci voltou para a segunda parcial sem tomar a iniciativa da partida e contou com erros de Kohlschreiber para escapar de situações complicadas do confronto. O alemão chegou a ter um set point no décimo game da parcial, em saque de Bellucci, que conseguiu salvar.
Com uma aproximação à rede e um voleio errado, o brasileiro cedeu nova vantagem de 0-30 ao rival. Após cometer uma dupla-falta, Bellucci deu triplo set point a Philipp Kohlschreiber, que fechou na segunda oportunidade para forçar a disputa do terceiro set.
Em novo equilíbrio no terceiro set, Thomaz Bellucci passou a arriscar mais bolas contra o alemão e lhe forçou ao erro. O brasileiro chegou a ter duas oportunidades de quebra no serviço do rival e não aproveitou, mas o nervosismo de Kohlschreiber colaborou com o brasileiro, que teve novo break point e finalmente quebrou o serviço do rival contando com uma dupla-falta.
O oitavo game da parcial foi longo e Bellucci conseguiu novamente escapar se situações delicadas. O brasileiro cometeu duplas-faltas, cedeu oportunidades da devolução de quebra, mas conseguiu confirmar o saque. Uma bola na fita ajudou Bellucci a abrir triplo match point no saque de Kohlschreiber.
“Foi uma boa estreia. A quadra estava mais rápida do que eu esperava, ele [Philipp Kohlschreiber] sacou muito bem e me deu poucas chances de jogar no saque dele. Mas, consegui aproveitar as oportunidades e me manter no jogo”, afirmou Bellucci após a vitória.
“No fundo, acabei errando menos que ele e também saquei bem (21 aces). No terceiro set, joguei bem os pontos importantes”, completou o número um do Brasil no ranking.
Na segunda rodada, Thomaz Bellucci vai enfrentar o russo Nikolay Davydenko, cabeça de chave que passou como bye e ocupa atualmente a 11ª posição no ranking. Davydenko caiu nas oitavas de final do Masters 1000 de Paris no ano passado, quando perdeu para o sueco Robin Soderling.
“Davydenko é um jogador sólido e regular, que gosta deste tipo de quadra. Não tem muito segredo, mais uma vez vou ter que tentar impor meu jogo para não deixá-lo crescer e errar pouco”, analisou Bellucci sobre o próximo duelo.
Ex-NBA, Iverson é apresentado com festa à torcida do Besiktas, da Turquia
Allen Iverson é apresentado com festa à torcida do Besiktas, da Turquia. Sem acertar nenhum contrato com equipes da NBA, armador aceitou proposta de US$ 4 milhões por dois anos de contrato com o clube turco.
Aos 35 anos de idade, Allen Iverson não recebeu proposta de nenhuma equipe da NBA antes do início da temporada 2010/2011. O jogador que já foi cestinha da liga por quatro vezes decidiu então aceitar a proposta de atuar no basquete turco por US$ 4 milhões por um período de dois anos.
“Obrigado à organização por me dar esta grande oportunidade. É realmente uma benção para mim”, afirmou o jogador que em 2001 levou o Philadelphia 76ers à decisão da NBA, quando foram derrotados pelo Los Angeles Lakers de Kobe Bryant e Shaquille O’Neal.
“Eu quero agradecer por me receberem e me acolherem da maneira que fizeram... eu não posso prometer que iremos vencer todos os jogos, mas uma coisa que eu posso prometer é que nós iremos jogar duro. Nós jogaremos como equipe e daremos tudo que pudermos todas as noites”, declarou o jogador que acumulou 24.368 pontos na NBA.
Na última temporada, Iverson tentou retomar a carreira, mas não se adaptou ao papel de reserva na equipe do Memphis Grizzlies. O atleta acabou se transferindo de volta para os 76ers, mas também não foi bem, jogando apenas 25 partidas e com uma média de 13,9 pontos.
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