quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ivanovic atropela em Bali, só deixa rival fazer um game e vai à semi

EFE
Musa sérvia Ivanovic saca na sua vitória pelas quartas de final do torneio de Bali

A tenista sérvia Ana Ivanovic não está na melhor de suas fases, mas conseguiu mais um bom resultado nesta quinta-feira. Campeã em Linz, em outubro, ela está na semifinal do torneio de Bali com uma vitória arrasadora, com direito a "pneu".
A rival nas quartas de final foi a russa Anastasia Pavlyuchenkova, que pecou nos erros e permitiu que a ex-número 1 do mundo fechasse o placar em 6-0 e 6-1, após 56 minutos de disputa.
Pavlyuchenkova atualmente está melhor rankeada que a sérvia, na 20ª posição da lista da WTA, quatro melhor que Ivanovic. Mas, com sete duplas faltas e apenas 50% de aproveitamento no primeiro serviço, a russa não ofereceu dificuldades.
Ivanovic sacou bem e conseguiu seis aces na partida, aproveitando muito bem suas chances de quebra. Ela venceu cinco dos sete break points conquistados, facilitando seu caminho para a vitória em sua estreia no reduzido torneio, com apenas oito jogadoras.
Com o resultado, Ivanovic enfrentará a japonesa Kimiko Date Krumm, que passou pela chinesa Na Li, por 6-4, 3-6 e 6-4.

Sobre final da Davis, Djokovic reconhece: "Não podemos perder essa chance!"



Mais uma vez no ano, a grande estrela da equipe comandada por Bogdan Obradovic será Novak Djokovic, atual número três do ranking. A equipe sérvia ainda contará com Victor Troicki ou Janko Tipsarevic como segundo jogador de simples. O último, inclusive, foi peça fundamental para o triunfo por 3 a 2 diante da República Tcheca, vencendo os dois jogos de simples no confronto na capital. E, diante de uma enorme chance de conquistar o campeonato por jogar a final em casa, o melhor jogador do país não esconde - a Sérvia não pode desperdiçar o fator casa em um duelo desses. "Esta é uma oportunidade que não podemos ter toda hora nas nossas vidas. Nós realmente queremos ganhar essa final da Davis. É o sentimento de todos os jogadores. Nós temos uma grande amizade fora da quadra e a atmosfera também nos dá bastante sucesso", declarou o vencedor do Australian Open de 2008.

O carismático jogador de 23 anos também comentou sobre o crescimento do esporte no país e ainda comentou sobre a sensação de disputar um evento como a Copa Davis. "Nosso país não tinha tradição há uns dois ou três anos. Eu joguei a Davis nas últimas temporadas, e posso dizer que sinto uma sensação diferente. É a única ocasião onde você pode sentir o espírito de equipe e orgulho por representar o país", finalizou o atual vice-campeão do US Open nessa temporada.

A campanha da Sérvia em 2010 na Davis começou com triunfo em casa diante dos Estados Unidos por 3 a 2, mandando os norte-americanos para a repescagem do Grupo Mundial. Nas quartas, foi um visitante indigesto para os croatas, arrancando uma grande vitória por 4 a 1 no piso rápido e coberto de Split. E, finalmente, nas semifinais, a torcida sérvia foi testemunha da grande virada diante da equipe tcheca, no mesmo palco da decisão contra os franceses.



Confira mais fotos da campanha sérvia até a final da Copa Davis...



Tipsarevic foi fundamental no confronto diante da República Tcheca, em setembro


Time sérvio em êxtase após vitória de virada por 3 a 2 contra os tchecos pela semifinal da Davis


Confira as últimas notícias sobre a Copa Davis...


ESPECIAL: Na trave, de novo... - Brasil abre 2 a 0 no primeiro dia, mas toma virada espetacular dos indianos e perde mais uma chance de ouro de voltar ao Grupo Mundial  (Confira!)
 
Sérvio Djokovic era só alegria depois de triunfo diante dos norte-americanos, na primeira rodada do Grupo Mundial
Djokovic comemora vitória contra os tchecos em Belgrado
Pela primeira vez na decisão de uma Copa Davis, a Sérvia tenta aproveitar a grande chance de jogar em seu país para ficar com o sonhado título da maior competição entre equipes do tênis mundial. Entre os dias 3 e 5 de dezembro, a Arena Belgrado estará no centro das atenções do esporte, onde sediará o confronto entre os donos da casa diante da França, no piso rápido e coberto do ginásio com capacidade para mais de 16 mil pessoas.

Ivanovic estreia contra Pavlyuchenkova em Bali

Arquivo
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Ivanovic venceu os dois encontros anteriores

Bali (Indonésia) - Ex-número 1 do mundo, a sérvia Ana Ivanovic irá abrir o torneio de Bali, que começa nesta quinta-feira. Ela vai estrear contra a russa Anastasia Pavlyuchenkova, contra quem já jogou duas vezes na carreira, uma nas quartas de final em Brisbane, neste ano, e outra nas semifinais em Indian Wells, em 2009, triunfando em ambas.
“Não há adversárias fáceis nesse campeonato. Todas querem ir longe aqui e o fato de ter apenas dois jogos em um dia é algo bastante relaxante”, comentou a musa sérvia, já em ritmo de férias. Pavlyuchenkova, sua adversária na estreia também comentou sobre o fim do ano iminente. “Embora as oito competidoras sejam capacitadas, todas devem estar bem cansadas, já que estamos no fim da temporada. Mesmo assim, cada uma deve brigar o máximo pelos pontos”, afirmou.
Quem passar da estreia vai testar a vencedora do embate asiático entre a japonesa Kimiko Date Krumm e a chinesa Na Li, que se enfrentam pela primeira vez. “Eu já treinei com Kimiko, mas nunca joguei contra ela. Será um grande desafio para mim. Vamos ver como eu me saio”, avaliou a chinesa sobre sua primeira adversária.
Do outro lado da chave estão a russa Alisa Kleybanova, a francesa Aravane Rezai, a belga Yanina Wickmayer e a eslovaca Daniela Hantuchova. Segunda favorita, a francesa tenta diminuir a desvantagem no retrospecto contra Kleybanova de apenas duas vitórias em seis encontros, enquanto que Hantuchova defende a invencibilidade contra Wickmayer.
“Enfrentei Daniela quatro vezes e nunca consegui vencê-la. Todas aqui tiveram um ano bom e por isso é uma honra para mim poder estar ao lado de jogadoras tão qualificadas”, comentou a belga. “É o último torneio do ano e é muito boa esta mistura do tênis com outras divertidas atividades, podendo aproveitar também a vida fora das quadras”, finalizou Kleybanova

Aposentada do tênis, russa Dementieva quer constituir família e ter filhos

  • Elena Dementieva chora ao anunciar sua despedida do tênis, na última semana. Nesta quarta-feira, a russa revelou que um dos motivos para tomar tal decisão foi a vontade de ter filhos Elena Dementieva chora ao anunciar sua despedida do tênis, na última semana. Nesta quarta-feira, a russa revelou que um dos motivos para tomar tal decisão foi a vontade de ter filhos
A russa Elena Dementieva surpreendeu os fãs de tênis na última semana ao anunciar sua aposentadoria do esporte. Nesta quarta-feira, a atleta revelou à imprensa russa que um dos motivos que a levaram a tomar a decisão foi a vontade de constituir uma família.
Na semana passada, Dementieva anunciou sua aposentadoria do tênis depois de ser derrotada pela italiana Francesca Schiavone e ser eliminada do WTA Championships, em Doha.
Em entrevista a um jornal da Rússia, a jogador revelou que o motivo para a decisão que surpreendeu tantos admiradores do tênis foi a vontade de começar uma família. “É verdade que eu espero algumas mudanças na minha vida pessoal no futuro”, revelou a campeã olímpica de Pequim-2008. “Eu não quero dar todos os detalhes porque eles são muitos pessoais, coisas íntimas, mas eu tenho que admitir que eu tomei a decisão de me aposentar principalmente porque eu quero começar uma família, ter filhos”, revelou a tenista.
Dementieva sempre foi muito discreta ao discutir sua vida pessoal publicamente, mas é sabido que a ex-tenista está noiva de um ex-jogador de hóquei no gelo, o russo Maxim Afinogenov.
A jogadora também negou a chance de fazer um retorno ao tênis depois de ter o filho, assim como fez a belga Kim Clijsters. “Foi muito difícil e emocional, mas eu decidi abandonar o tênis, foi isso. Eu não vou voltar”, afirmou Dementieva.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lavada dá melhor campanha ao Brasil; Holanda e Cuba ratificam vagas

Kazuhiro Nog/AFP
Holanda foi beneficiada por vitória do Brasil e terminou grupo B na vice-liderança

A surpreendente vitória do Brasil sobre a Itália com largas parciais rendeu mais do que a liderança do grupo B do Mundial feminino de vôlei. A lavada sobre as rivais nesta quarta-feira deram ao time verde-amarelo a melhor campanha da primeira fase. A última rodada também definiu os últimos cinco classificados. Holanda e Cuba ratificaram as vagas. República Tcheca, Peru e Tailândia também avançam.
A primeira fase terminou nesta quarta-feira com uma seleção invicta por grupo. Japão, Brasil, Estados Unidos e Rússia não sabem o que é perder. As quatro equipes somam dez pontos, mas o time verde-amarelo foi o melhor da etapa no critério de desempate: pontos average (divisão dos pontos vencidos pelos perdidos).
E os 1,395 da seleção brasileira foram obtidos justamente nesta quarta-feira. O placar de 25-16, 25-19 e o impressionante 25-7 – que faz a Itália igualar desempenho de Argélia e Quênia – sobre a maior rival assegurou ao Brasil a melhor campanha que nas últimas rodadas pertencia a Rússia e Japão, respectivamente.
Grupo A
Em duelo direto pela liderança da chave, o anfitrião Japão levou a melhor sobre a Sérvia ao fazer 3 a 1 (28-26, 29-27, 18-25 e 27-25) em mais de duas horas de partida. Já classificada, a Polônia não encontrou dificuldade para fazer 3 a 0 (25-17, 25-16 e 25-12) na fraca Argélia. O Peru assegurou a última vaga do grupo na segunda fase ao vencer confronto direto com a Costa Rica. As peruanas fizeram 3 a 1 (25-18, 25-18, 32-34 e 25-19).
Grupo B
Brasil e Itália fizeram duelo pela liderança, já que ambos estavam classificados para a segunda fase. Mas a derrota para o time verde-amarelo e a tranquila vitória nesta quarta deram à Holanda a vice-liderança da chave. As holandesas superaram Porto Rico por 3 a 0 (25-12, 25-13 e 25-16). Na outra partida da chave, a República Tcheca derrotou o Quênia pelo mesmo placar, com parciais de 25-20, 25-15 e 25-20 e também assegurou a classificação.
Grupo C
A chave também tinha duas vagas em aberto. E apenas uma das três equipes que brigavam pela classificação venceu. Mas foi justamente ela que ficou de fora. A Croácia fez 3 a 0 no Cazaquistão, mas dá adeus ao Mundial. Cuba e Tailândia perderam para os favoritos Estados Unidos e Alemanha, respectivamente, mas avançaram.
Grupo D
Única chave definida por antecipação, o grupo D teve duelos apenas para cumprir tabela. A atual campeã mundial Rússia manteve a invencibilidade ao vencer a China por 3 a 0 (25-22, 25-17 e 25-19). A Coreia do Sul precisou de cinco sets, mas venceu a Turquia. Eliminados, Canadá e República Dominicana se despediram. E a seleção da América do Norte sai sem vencer nenhum jogo.

Clijsters domina Stosur e faz final do Masters

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Clijsters chega a terceira final de Masters

Doha (Catar) – Campeã do Masters feminino em 2002 e 2003, Kim Clijsters chega a mais uma final do torneio, a primeira desde que voltou às quadras. A belga passou pela australiana Samantha Stosur, por 7/6 (7/3) e 6/1, e parte em busca do quinto título na temporada.
Clijsters estava sem jogar desde o US Open, onde foi tricampeã, mas fez questão de disputar o sétimo Masters da carreira. A belga tomou um susto quando estava indo ao estádio, pois seu carro sofreu uma batida. Antes da partida, Clijsters avisou aos fãs que tudo estava bem com ela e sua equipe.
A atual número 4 do mundo, que deve tomar a terceira colocação de Serena Williams, espera a definição entre Caroline Wozniacki e Vera Zvonareva na outra semifinal. Clijsters aumentou a 'freguesia' em cima de Stosur, com cinco vitórias em todas as partidas entre as duas.
A australiana, apesar da eliminação, fecha uma temporada de ascensão, em que entrou no top 10 e foi vice-campeã em Roland Garros. Foi a primeira participação de Stosur no Masters, vencendo Francesca Schiavone e Caroline Wozniacki na primeira fase e ficando em primeiro no Grupo Marrom.
Stosur começou a partida com dificuldades para confirmar o serviço, mas jogou bem no saque de Clijsters e abriu 3/0. No entanto, a australiana deixou a belga empatar e a decisão foi para o tiebreak. Novamente, Stosur abriu vantagem com um minibreak, mas a campeã do US Open virou e fechou por 7/3.
No segundo set, Clijsters mostrou total domínio sobre a australiana, que jogou muitas bolas para fora. Pelo placar de 6/1, ela avançou a mais uma final em 2010. Na decisão do Masters, ela terá uma das tenistas que derrotou nos últimos US Open. Em 2009, Clijsters bateu a dinamarquesa em Nova York e, neste ano, sua 'vítima' foi a russa Zvonareva.

Clijsters chega ao tricampeonato no Masters

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Clijsters sofreu apenas uma derrota em Doha

Doha (Catar) - Para fechar da melhor forma possível a sua temporada, a belga Kim Clijsters conquistou neste domingo o tricampeonato no Masters feminino, ao derrotar a número 1 do mundo, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, por 6/3, 5/7 e 6/3. O troféu valeu sua ascensão ao terceiro lugar do ranking e também um cheque de US$ 1,5 milhões.
Clijsters faturou cinco torneios na temporada, entre eles o US Open e o Premier de Miami. Depois de faturar o bi em Nova York, no começo de setembro, foi obrigada a se submeter a uma pequena cirurgia para retirar um cisto do pé direito.
Este foi o 40º torneio de sua carreira. Ao chegar ao tri no Masters, ela se tornou apenas a quinta tenista da história a ter vencido pelo menos três vezes o campeonato que encerra a temporada, lista liderada por Martina Navratilova (com oito) e Steffi Graf (com quatro).
"Parecia que o jogo não ia acabar nunca", brincou Clijsters pouco antes de receber o troféu. "Foi realmente uma batalha, com algumas grandes jogadas, um tênis de bom nível e muito esforço físico. Estou feliz é claro por ter ganhado, não sei por mais quanto tempo conseguirei fazendo isso".

Clijsters não se esqueceu de elogiar a adversária: "Ela tem um grande futuro pela frente". Wozniacki, de 20 anos, retribuiu: "Tive uma excelente semana, mas Kim jogou demais hoje e mereceu ganhar".
Campeã do torneio final da temporada também em 2002 e 2003, antes da aposentadoria, Clijsters não jogava desde o US Open, mas teve uma boa semana em Doha. Na fase classificatória, venceu Jelena Jankovic e Victoria Azarenka, mas perdeu para Vera Zvonareva e ficou em segundo do grupo. Na semi de sábado, despachou a australiana Samantha Stosur.

Wozniacki garantiu o primeiro lugar do ranking ainda na fase classificatória, mas deixa Doha com a segunda derrota na carreira diante de Clijters, repetindo o resultado da final do Aberto dos EUA do ano passado.

Clijsters fecha temporada como 3ª do mundo

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Divulgação
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Belga faturou o título do Masters de Doha

Ponte Vedra (EUA) - Campeã do Masters de Doha, a belga Kim Clijsters foi a responsável pela principal alteração no topo do ranking, tomando a terceira colocação da norte-americana Serena Williams. Na última lista da WTA no ano, ela também foi a atual top 10 que mais subiu no ranking em relação ao ano anterior, subindo 15 posições.
Em 2009, Clijsters fechou a temporada na 18ª colocação com apenas quatro torneios disputados. Neste ano, a tenista de Bree somou 14 participações em eventos do circuito, apenas uma a mais que Serena, atual número 4 do mundo, se consolidando de vez na ponta da lista.
Quem também deu uma bela arrancada em 2010 foi a italiana Francesca Schiavone, que graças ao título de Roland Garros subiu 10 postos e ocupa a 7ª posição. Contudo, a eliminação na estreia custou-lhe uma colocação no ranking, justamente para a vice-campeã no saibro francês, a australiana Samantha Stosur, que fechou a temporada como número 6 do mundo, sendo que no ano passado era a apenas a 13ª da lista.
Outras duas que terminam o ano mais bem colocadas do quem em 2009 são justamente as duas primeiras. Líder do ranking, a dinamarquesa Caroline Wozniacki havia fechado a temporada passada na 4ª colocação. Já a russa Vera Zvonareva, vice em Wimbledon e no US Open, ganhou sete posições.
As principais quedas no top 10 ficam por conta de Serena Williams, que era a líder em novembro de 2009 e agora aparece no número 4 do mundo; da russa Elena Dementieva, recém aposentada, que saiu da 5ª para a 9ª colocação, e da bielo-russa Victoria Azarenka, número 7 em 2009 e atual 10ª na lista da WTA. A norte-americana Venus Williams ganhou uma posição e fecha o ano na 5ª colocação. A sérvia Jelena Jankovic se manteve como 8 do mundo.
Porém, as piores quedas de 2010 ficaram por conta das russas Svetlana Kuznetsova e Dinara Safina. Enquanto a ex-número 1 despencou 60 posições em relação ao fim da temporada passada, agora na 62ª colocação, Kuznetsova saiu da 3ª para a 26ª. A compatriota Maria Sharapova também perdeu fôlego e caiu três postos, ocupando a 17ª. Em sua primeira temporada desde a volta, a belga Justine Henin fecha 2010 como 12ª do ranking.
Entre as brasileiras, a carioca Ana Clara Duarte fica como a mais bem colocada do país na lista da WTA, na 235ª colocação. Seguem-se a paulista Roxane Vaisemberg (324ª), as catarinense Nanda Alves (362ª) e Fernanda Hermenegildo (410ª) e as paulistas Nathalia Rossi (444ª) e Vivian Seginini (468ª). As brasileiras ainda terão mais três torneios para disputar em 2010, dois no Rio e outro em São Paulo.
Saiba mais
Veja como ficou o ranking final de 2010

Dementieva quer ter filhos e concluir a faculdade

Doha (Catar) - Elena Dementieva, que anunciou o fim da carreira na última sexta-feira, revelou aos jornalistas algumas das coisas que pretende fazer daqui para frente. A russa de 29 anos admitiu que ter filhos está entre as "outras coisas" em que está pensando. "Sim, espero", disse, respondendo a uma das questões. Ela namora há anos com o compatriota Maxim Afinogenov, de 31 anos, jogador de hóquei sobre gelo que já atuou no Dínamo de Moscou e atualmente defende o Buffalo Sabres, da Liga Norte-americana, a NHL.
"Vou sentir falta de muitas coisas do circuito. No momento, parece como o fim do mundo porque eu realmente gosto de jogar. Vai ser uma vida completamente diferente para mim. Estudo em uma das melhores universidades de Moscou", contou. "Comecei no ano passado, agora vou ter mais tempo para estudar. Vai ser difícil ver todas as outras garotas jogando. Sei que vou acompanhar os torneios. Vou ver o Aberto da Austrália e mandar mensagens aos campeões. Vou me manter ocupada e procurar achar outros interesses na minha vida."
Dementieva, que até 2004 dividia, em Moscou, o quarto com o irmão mais velho Vsevolod, mora desde 2006 em seu próprio apartamento. A mãe Vera e o marido residem em outro apartamento, no mesmo prédio, no centro da capital russa.
Sobre se aposentar, a moscovita disse que a decisão estava tomada desde o início do ano e que não era segredo paras as amigas do circuito. "É a hora certa para mim. Nunca quis esperar até que meu ranking caísse e não fosse capaz de entrar emu ma chave principal. Sempre quis deixar o esporte com paixão por ele. O tênis tem sido uma grande parte de minha vida e sempre será. Se fosse um homem, nunca pararia de jogar. Mas aos 29, tenho de pensar sobre outras coisas. Estou pronta para a grande mudança em minha vida. Mesmo assim, foi uma decisão dura de tomar, muito emocional. Tomei a decisão no começo desta temporada, então, foi difícil jogar os torneios sabendo que seria o meu último. Foi bem emocional para mim jogar todo o ano."
Sobre seus melhores momentos na carreira, além da medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim – "a melhor semana de minha carreira" -, destacou o primeiro título em Amelia Island. "Nunca vou esquecer. Esperava há muito por aquele momento. Derrotei quarto top 10. Venci Justine (Henin) nas semifinais, salvando match point, e depois Lindsay (Davenport) na final. Foi muito emocionante."
Dementieva não lamenta não ter conseguido um título de Grand Slam (foi vice em Roland Garros e no US Open, ambos em 2004). "Não tenho pensado nisso como decepcionante. Foi uma grande experiência para mim. Não lamento. Estava longe de ser perfeita, mas tive grande espírito de luta. Mesmo sem um grande serviço, eu me esforcei por muitos jogos, brigava e nunca desisti. Dava 100% não importasse quem estava enfrentando. Você não tem de ser perfeito, mas tem de tentar. E eu tentei o tempo todo."

Ivanovic, maravilhada com beleza de Bali

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Ivanovic se admira com beleza de Bali

Bali (Indonésia) – Enquanto o torneio não começa, Ana Ivanovic está curtindo as delícias da paradisíaca ilha de Bali, na Indonésia. "Que lugar lindo para terminar a temporada! É tão lindo aqui! Só tenho de me lembrar que estou aqui para um torneio", escreveu neste domingo em seu site. "Adoro praia, então, é o local perfeito para mim. O formato é único, como começar um torneio nas quartas de final. O sorteio da chave é na terça-feira e vou vestir uma roupa tradicional balinesa, o que será divertido."
Campeã do recente torneio de Linz, na Áustria, a sérvia chega com moral em Bali, mas sem a companhia do técnico Heinz Gunthardt. A relação de trabalho iniciada em fevereiro, chegou ao fim depois do Aberto de Pequim. Apesar de o suíço ter sido uma presença constante nos torneios de Ivanovic neste período, ele combinava a função com seu trabalho como comentarista da TV suíça.
"Estou muito grata a Heinz por seu trabalho duro e por dividir seu conhecimento comigo", disse a sérvia. "Tivemos um sucesso legal juntos e, com certeza, fizemos progressos no meu jogo. Olhando para a frente, preciso, realmente, de um técnico em período integral e durante períodos de treinamento. Heinz tem família e outras obrigações, que respeito, então não pode me dar o tipo de comprometimento que procuro."
Gunthardt, por sua vez, parte satisfeito. "Foi um prazer trabalhar com Ana. Ela tem muito talento e sinto que os últimos meses de trabalho começam a valer. Se Ana sente que precisa de um técnico do seu lado durante todo o tempo, para poder melhorar mais, não pode ser eu. Desejo-lhe tudo de bom e vou estar apoiando-a."
Ivanovic disputou Linz e Luxemburgo sem técnico. "Por enquanto, estou bem. Estou familiarizada com o jogo de todas as jogadoras aqui, exceto Date (a japonesa Kimiko Date Krumm).

Tenistas apoiam regeneração de corais em Bali

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Ivanovic participa de evento vestida tradicionalmente

Bali  Indonésia) – Ana Ivanovic e outras sete tenistas participantes do torneio de Bali, para jogadoras convidadas, participaram de evento promovido pelos organizadores para chamar a atenção para o problema dos recifes de corais.
Os estragos sã causados pela exploração marinha e Bali, uma ilha dotada de privilegiada beleza natural, deseja preservar seu meio ambiente. Recifes de corais danificados desequilibram o ecosistesma marinho. Organizadores e patrocinadores reuniram-se nesta terça-feira, juntamente com todas as participantes, para a cerimônia em que cada uma das tenistas depositou um pedaço vivo de coral em um recife artificial, que serão distribuídos em torno da praia de Nusa Dua como parte do programa de regeneração.
Na Li, Aravane Rezai, Yanina Wickmayer, Anastasia Pavlyuchenkova, Ana Ivanovic, Alisa Kleybanova, Daniela Hantuchova e Kimiko Date Krumm estavam trajando vestidos tradicionais confeccionados pelo estilista Rico Ananta. Depois, todas participaram de almoço com a imprensa.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Clijsters define calendário para janeiro e enfrenta Wozniacki na Tailândia



Clijsters começará suas atividades logo no primeiro dia de 2011, em uma exibição na Tailândia diante da dinamarquesa líder do ranking Caroline Wozniacki. Uma semana depois, a ex-número um do mundo viaja à Oceania para a disputa da gira de torneios preparatórios para o Australian Open, jogando em Sydney, onde é bicampeã, a partir do dia 9 de janeiro. E, para finalizar, na semana seguinte, tem destino marcado à Melbourne para duas semanas de competições no complexo Melbourne Park, local do primeiro Major da temporada.

A jogadora natural de Bree garantiu, com o terceiro título da Masters na carreira, uma ascensão de uma posição no ranking da WTA, passando a ocupar a terceira colocação da lista, desbancando a norte-americana Serena Williams, que não joga desde Wimbledon. Assim, é apenas desbancada pela russa Vera Zvonareva e pela adversária na Tailândia no Reveillón, Caroline Wozniacki. A condição de terceira melhor jogadora do mundo faz com que seja uma das favoritas ao título do Grand Slam australiano, sendo que seu melhor resultado foi a final de 2004, quando foi derrotada exatamente pela também belga Justine Henin.

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Clijsters beija troféu de campeã da Masters de Doha, conquistado no último domingo
Um dia após se sagrar campeã da Masters de Doha, a belga Kim Clijsters já declarou qual será seu calendário para o início da próxima temporada. A jogadora de 27 anos, que vai curtir um período de férias com a família, voltará aos treinos em meados de novembro a fim de se preparar para a exibição do dia 9 de dezembro diante da compatriota Justine Henin, em Antuérpia. Mas para quem pensa que a tricampeã do US Open terá descanso para as festas no começo do próximo ano, está muito enganado.

Seleção transforma o corredor do hotel em lan house e salão de beleza

Mundial Feminino de Vôlei - Jogadoras no corredor do hotelNatália e Fabiana no início do 'corredor de pernas'
(Foto: Mariana Kneipp / Globoesporte.com)
Laptop para lá, esmalte para cá e muitas pernas no caminho. Quem nesta segunda-feira, dia de folga no Mundial, passou pelo sétimo andar do hotel onde a seleção brasileira está hospedada, se deparou com um corredor transformado em lan house e salão de beleza. Sem sinal de internet nos quartos, as jogadoras improvisaram. Computador foi para o chão, ao lado de abajur e mesinha, arrastados para o lado de fora. Hora de pôr o papo em dia entre elas e falar com familiares e amigos no Brasil.

- Aqui é a rua de baixo (risos). Como não tem internet no quarto, a gente teve que vir para cá. O sinal só pega nesse corredor. Aí fica todo mundo junto aqui mesmo, conversando e trocando mensagem com o pessoal do Brasil – contou Adenízia.

Ao seu lado, Fernanda Garay não reclama do congestionamento: “Assim que é bom”, diz ela. Algumas pernas mais para o lado esquerdo, encontra-se Dani Lins, tentando achar uma posição para conseguir escrever no laptop.

- Achei esse jeito aqui de ficar encostada. Agora não está doendo, vamos ver até quando - brincou.
Mundial Feminino de Vôlei - Dani Lins tenta achar posição com laptopDani Lins tenta achar posição para usar o laptop
(Foto: Mariana Kneipp / Globoesporte.com)
A levantadora mostra que a lan house da seleção tem até trilha sonora. Direto do computador de Adenízia, músicas do grupo Roupa Nova, um dos favoritos da central. O som fica ligado, e a dona desaparece. Empolgada com sua nova aquisição, ela anda por todo o corredor.

- Comprei uma máquina fotográfica nova hoje. Agora, quero tirar fotos de todo mundo - admitiu Adenízia, que saiu com as jogadoras para curtir o dia de folga em lojas de Hamamatsu - Foi divertido. Deu uma distraída. Foi legal dar umas risadas com as meninas.

Lado direito do corredor vira salão de beleza
Mundial Feminino de Vôlei - Natália e Sheilla mostram as unhas feitasNatália e Sheilla mostram as unhas feitas
(Foto: Mariana Kneipp / Globoesporte.com)
Uma das principais imagens que Adenízia capturou nesta segunda-feira foi a hora da manicure. Natália, Sheilla e Camila Brait transformaram o lado direito do corredor do hotel em salão de beleza. Esmaltes, alicates e bolsinhas adornavam uma mesinha de madeira retirada do quarto.

- Dessa vez, mandou mal, Brait – reclama Natália sobre o serviço de manicure da líbero, que pintou as unhas da ponteira de vermelho.

- Não paga e ainda reclama. É mole? - rebate.

Camila Brait fez parte da turma que estava encantada com as compras do dia. Assim como Adenízia, a líbero comprou uma câmera fotográfica, mas contou que a melhor loja que conheceu nesta segunda não era de aparelhos eletrônicos.

- Fomos em um lugar que vende tudo por 100 ienes, tipo uma daquelas lojinhas de R$ 1,99. Comprei muitas coisas legais lá, até xuxinhas de cabelo.

Depois da farra no dia de folga no Mundial, a seleção tem um novo compromisso na madrugada desta terça-feira. No penúltimo jogo da primeira fase, enfrentará Porto Rico a partir das 2h30m (de Brasília). O SporTV transmite ao vivo.

Título em Doha põe Kim Clijsters à frente de Serena Williams no ranking

Tênis Kim Clijsters troféu wta de dohaKim Clijsters e o troféu de Doha (Foto: Reuters)
Quando derrotou Caroline Wozniacki e conquistou o título do WTA Championship, em Doha, Kim Clijsters faturou também uma posição no ranking mundial. Nesta segunda, na nova lista, ela aparece em terceiro lugar, à frente de Serena Williams, que não entra em quadra desde que conquistou o Torneio de Wimbledon, em julho.
Vice em Doha, Wozniacki termina a temporada como número 1 do mundo, à frente da russa Vera Zvonareva. Além de Clijsters e Serena, Venus Williams, Samantha Stosur, Francesca Schiavone, Jelena Jankovic, Elena Dementieva e Victoria Azarenka completam o top 10.
A australiana Stosur também ganhou uma posição em Doha ao avançar para as semifinais do torneio. Ela deixou para trás a italiana Schiavone, que não passou da primeira fase.
Confira abaixo o top 10 e as melhores brasileiras
1. Caroline Wozniacki (DIN) - 8.035 pontos
2. Vera Zvonareva (RUS) - 6.785
3. Kim Clijsters (BEL) - 6.635
4. Serena Williams (EUA) - 5.355
5. Venus Williams (EUA) - 4.985
6. Samantha Stosur (AUS) - 4.982
7. Francesca Schiavone (ITA) - 4.935
8. Jelena Jankovic (SER) - 4.445
9. Elena Dementieva (RUS) - 4.335
10. Victoria Azarenka (BLR) - 4.235
235. Ana Clara Duarte - 236
324. Roxane Vaisemberg - 139
362. Maria Fernanda Alves - 118

Em boa fase, Dani Hypolito torce pelos retornos de Daiane e Laís, mas confia em novatas

A medalha de bronze no salto conquistada por Jade Barbosa no Mundial de ginástica artística disputado em Roterdã, há duas semanas, foi sem dúvida o grande resultado do Brasil na competição. Entretanto, as performances de Daniele Hypolito foram as que mais chamaram a atenção da imprensa internacional. Ausente do último Mundial (Londres-2009), a veterana voltou a competir em alto estilo, com boas apresentações em pelos menos três aparelhos e uma vaga na final do individual geral.
  • REUTERS/Jerry Lampen Em Roterdã, Dani Hypolito fez sua primeira grande competição internacional em 2 anos e se destacou
  • Divulgação Mundial marcou ainda a volta de Jade Barbosa, que não competia pela seleção desde Pequim-2008
  • Flávio Florido/Folhapress Agora, Daniele (c) espera ver o retorno das antigas companheiras Daiane dos Santos (e) e Laís Souza
Os bons resultados no Mundial, com destaque em suas séries de solo, deixaram Daniele com sensação de dever cumprido. “Eu cumpri meu objetivo, que era mostrar para as pessoas que eu estava voltando. Fui muito comentada, e as pessoas ficaram contentes por eu estar lá”, afirmou a ginasta em entrevista ao UOL Esporte.
Quando fez história em Ghent-2001 ao se tornar a primeira brasileira a conquistar uma medalha em Mundiais, Daniele Hypolito já se destacava como uma atleta generalista, aquela que tem regularidade em todos os aparelhos. Foi assim que disputou a final do individual geral nas Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004, nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007 e no Mundial de Melbourne-2005.
Entretanto, após o Mundial de Stuttgart, em 2007, a paulista radicada no Rio de Janeiro viveu uma queda na carreira e deixou de fazer séries nas quatro provas da ginástica feminina (solo, salto, trave e barras assimétricas). Foi assim na Olimpíada de Pequim-2008 e nas poucas provas que disputou no ano passado, quando viveu sua pior fase.
Fora do último Mundial em razão de problemas físicos e técnicos, Daniele resolveu dar a volta por cima. Perdeu peso neste ano e dedicou-se integralmente aos treinos. Como resultado, ganhou uma vaga na final do individual geral em Roterdã.
“Foi uma surpresa, porque eu tinha esperança de competir bem, mas eu não esperava chegar na final já neste ano”, admitiu. “As coisas aconteceram rápido demais pra mim nesse ano. Primeiro foram as medalhas da Copa do Mundo [dois ouros em um bronze na etapa de Portugal]. Depois, ganhei o Campeonato Brasileiro, quanto conquistei meu nono título nacional. E depois fui medalhista do Pré-Pan [prata no salto e por equipes]. No Mundial, eu só queria competir bem. Fiz minha parte. Eu estava feliz de estar lá competindo, de fazer da ginástica o que eu sou”.
Na Holanda, Daniele destacou-se no solo e no salto, arrancando elogios até de um velho conhecido, o ucraniano Oleg Ostapenko, que foi técnico no Brasil na última década e agora chefia a seleção de ginástica da Rússia. “Ele veio falar comigo e disse que ficou impressionado com o meu salto, que antes não era bom. Outros técnicos tinham me visto na Copa de Portugal e também elogiaram”, contou.
De volta ao alto nível de competição, Daniele, que também ficou satisfeita com o retorno de Jade Barbosa à seleção, agora espera a volta de outras duas ginastas que marcaram a geração de ouro da modalidade no país: Daiane dos Santos e Laís Souza.
Atletas do Pinheiros, as duas voltaram a treinar após passarem por duas novas cirurgias e já manifestaram o desejo de fazerem parte novamente da seleção brasileira.
“Isso quem determina não sou eu, mas eu agradeceria se elas voltassem. Como não sou eu que decido, não posso opinar, mas há uma comissão muito grande cuidando da seleção, e eles vão olhar isso com bons olhos”, afirmou Daniele, que revelou acompanhar, mesmo de longe, a evolução das antigas companheiras. “Eu converso um pouco mais com a Laís, mas com essa correria, não tenho falado tanto com ela. A Daiane eu não vejo desde a Olimpíada, mas quando soube que ela tinha disputado o Estadual [Campeonato Paulista], fui ver a série dela e achei que ela estava bem”.
Apesar de torcer pelo retorno de Daiane e Laís, Daniele Hypolito também mostra confiança nas novas atletas da seleção, embora os resultados da atual geração ainda não sejam expressivos. “A Bruna [Leal] e a Priscila [Cobello] são novas, a experiência vai ajudá-las a se destacarem. Elas só precisam de experiência e tempo para engrenarem”, avaliou a veterana, esperançosa em um bom resultado do Brasil no Mundial do ano que vem, em Tóquio, quando as oito seleções mais bem classificadas garantirão vaga nos Jogos de Londres-2012. “A volta da Jade foi tão boa quanto a minha, e a gente só tem a agradecer. No ano que vem, a gente tem chance sim de ficar entre as oito primeiras e se classificar diretamente à Olimpíada, sem ter que passar pelo último pré-Olímpico”.

Jogadoras da seleção transformam corredor em lan house para driblar problema com Internet

Uma luminária usada como “gato” no meio do corredor apertado. No chão, uma fila de meninas altas, laptops e esmaltes. Ao fundo, o som de Roupa Nova ou outra banda brasileira. É assim que as jogadoras da seleção driblam um adversário impensado: a falta de conexão com a Internet no quarto.

SELEÇÃO TRABALHA SEM JAQUELINE

  • Lello Lopes/UOL Lan house criada no corredor também vira ateliê de beleza, com esmaltes e itens para fazer as unhas
Mesmo hospedadas em um dos mais luxuosos hotéis de Hamamatsu, sede da primeira fase no Mundial feminino de vôlei, as jogadoras da seleção brasileira sofrem para conseguir acessar a Internet.  O problema está em apenas um dos lados do andar onde está a seleção. A conexão funciona apenas fora dos quartos. Nem mesmo deixando a porta aberta elas conseguem entrar na rede.
“Já reclamamos com o hotel, mas não adianta. Ou é aqui, do lado de fora, ou não é em lugar nenhum”, disse a oposto Sheilla, principal pontuadora do Brasil neste Mundial.
Para resolver o problema, o jeito foi fazer do corredor uma grande lan house. Assim, as meninas improvisaram uma luminária para clarear o ambiente. E uma extensão para ligar todos os fios dos laptops. Estava criada a "lan hall", como elas apelidaram o local.
Esticadas de ponta a ponta do corredor, as jogadoras lêem emails, visitam os sites de notícias, mandam recados para os fãs em suas redes sociais e falam com a família. Outras, aproveitam o burburinho para montar um mini ateliê de beleza, com esmaltes e itens de manicure.
Nem mesmo o técnico José Roberto Guimarães escapou do “puxadinho”. Embora esteja hospedado na ala mais sortuda do hotel, um dia também ficou sem Internet. A solução foi usar a lan house criada pelas meninas.
Mas a farra no corredor não dura a noite toda. Embora não haja um toque de recolher, as jogadoras normalmente vão cedo para cama descansar para os jogos. Nesta terça, por exemplo, o Brasil enfrenta Porto Rico às 13h30 no horário local (2h30 de Brasília).

Wozniacki perde WTA de Doha para Clijsters e segue sem títulos de peso

Caroline Wozniacki não entregou os pontos com facilidade, mas perdeu o título do WTA Championship de Doha para a veterana belga Kim Clijsters. Líder do ranking e favorita no confronto, a dinamarquesa abusou dos erros, foi derrotada por 2 sets a 1 (6-3, 5-7 e 6-3) e segue sem nenhum título de peso na carreira.
Por encerrar a temporada e reunir as melhores tenistas do ano, o WTA Championship é visto como o torneio imediatamente abaixo dos Grand Slams em termos de importância. Uma vitória no Qatar, então, ratificaria a liderança do ranking mundial que Caroline Wozniacki ostenta desde o início de outubro.
Independentemente do resultado, a dinamarquesa segue como melhor do mundo até 2011, posto que já havia assegurado na primeira fase em Doha. Só que Wozniacki segue tendo que mostrar um tênis mais consistente em grandes jogos, ainda em busca de títulos de maior expressão.
A tenista ainda não tem nenhum título de Grand Slams e corre o risco de entrar no grupo que teve, recentemente, Jelena Jankovic e Dinara Safina. As duas, assim como Wozniacki, foram líderes do ranking sem nenhum título de maior relevância.
Kim Clijsters, por sua vez, esbanjou experiência. Correu apenas o necessário, foi mais precisa nos golpes e aproveitou uma vantagem emocional conquistada logo no primeiro set.
À frente no placar desde o início, a belga não deu chances para Wozniacki no primeiro set, vencido em 6-3. Logo no começo do segundo, a dinamarquesa chegou a pedir atendimento médico, pôs uma bolsa de gelo na cabeça e voltou para a partida em desvantagem.
Com um 4-1 contra si, Wozniacki reagiu, quebrou a rival e mexeu com os ânimos da torcida, vencendo a parcial por 7-5. Na hora decisiva, porém, Clijsters recuperou a concentração, voltou a movimentar a rival na quadra e decidiu o campeonato com um 6-3.
“Foi uma partida muito equilibrada e acho que foi boa para o tênis feminino. Estou contente por ter vencido, mas não sei quantos anos mais jogarei. Foi decepcionante para Caroline, mas acho que ela tem um grande futuro adiante”, afirmou Kim Clijsters após o título

Stephanie Gilmore leva pela 4ª vez seguida título do circuito mundial de surfe

  • Stephanie Gilmore comemora em Porto Rico a conquista de seu quarto título seguido do circuito Stephanie Gilmore comemora em Porto Rico a conquista de seu quarto título seguido do circuito
A australiana Stephanie Gilmore garantiu nesta segunda-feira seu quarto título consecutivo do circuito mundial feminino de surfe. A conquista veio com a vitória nas quartas de final sobre Melanie Bartels na etapa de Porto Rico, deixando a segunda colocada Sally Fitzgibbons sem chances de título.
“Eu realmente estou sem palavras nesse momento”, disse Gilmore na saída da bateria, nitidamente emocionada. “Mel (Bartels) é uma das mais perigosas surfistas do mundo, mas aproveitei minhas chances. Até achei que ela tinha feito uma manobra melhor, mas fiz os pontos. Mas agora, não tenho nem o que falar, só comemorar.”
Esse quarto título da australiana vira uma marca histórica para o surfe feminino, com ela tendo uma carreira perfeita: conquistou todos os títulos do circuito mundial desde sua temporada de estreia até o momento.
“Ainda não pensei sobre o assunto, mas é claro que ter um recorde que Layne (Beachley) ou até mesmo Kelly (Slater) não tiveram é algo muito especial para mim. Nunca tinha pensado em conquistou dois, três ou quatro títulos seguidos, mas é algo espetacular”, completou.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Luxemburgo critica postura do Fla no primeiro tempo e elogia Ronaldo

Apesar de se mostrar satisfeito com o empate em 1 a 1 com o Corinthians, nesta quarta-feira, no Engenhão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo deixou claro o seu descontentamento com a atuação do Flamengo no primeiro tempo.

LUXA REVELA BRONCA NO INTERVALO

“A postura foi horrível. Muito longe do time que gosto, sem vontade. A equipe até pode perder, mas temos que fazer o adversário sofrer para nos ganhar. No segundo tempo, melhoramos. Tivemos a postura de um time que deseja alguma coisa. Tem que sair de campo com dor, canela arrebentada. Acredito que tivemos mais próximos da vitória na segunda etapa do que o Corinthians”, afirmou, acrescentando.

“O empate, dependendo das circunstâncias, acaba sendo ruim nos pontos corridos, mas nessa situação, não. Estamos saindo do sufoco e buscando a Sul-Americana. O empate foi bom, mas é lógico que a vitória seria melhor”, emendou.
Vanderlei Luxemburgo ainda elogiou o desempenho do atacante Ronaldo, autor do gol do Corinthians. Como na véspera da partida, o treinador pregou novamente respeito ao jogador.
“Ele aproveitou o único espaço que demos. No finalzinho da partida, ainda pegou uma bola que há algum tempo atrás pararia dentro do gol. Ele é um perigo, assim como o Roberto Carlos. São jogadores que têm historia e precisam ser respeitados”, encerrou.
O elenco do Flamengo se reapresenta na tarde desta quinta-feira, no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O time só volta a campo na próxima quarta, dia 3 de novembro, quando enfrenta o Ceará, no Castelão. O volante Maldonado, suspenso, não joga.

Informações e palpites da rodada de quinta-feira

FLUMINENSE x GRÊMIO
Quinta-feira, Engenhão, 21h
FLUMINENSE - Problemas - Fred (machucado), Diogo (machucado), Émerson (machucado), Rodriguinho (terceiro cartão), Tartá (terceiro cartão) - Time provável (4-3-2-1) - Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Eusébio e Carlinhos; Valencia, Diguinho, Júlio César; Conca e Marquinho; Washington. Técnico: Muricy Ramalho
GRÊMIO - Problemas - Fábio Rochemback (expulso), Adílson (terceiro cartão), William Magrão (machucado), Souza (machucado), Borges (machucado), Mário Fernandes (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Vilson, Ferdinando, Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima. Técnico: Renato Gaúcho
CURIOSIDADE - Em 2007, Renato Gaúcho e seu Fluminense, campeão da Copa do Brasil, saiu de 14º lugar para a quarta posição. Em 2010, Renato pegou o Grêmio em 18º. O sonho também é terminar pelo menos em quarto.
PALPITE - Fluminense
ARBITRAGEM - Héber Roberto Lopes (PR); Gílson Bento Coutinho, José Amílton Pontarolo

SÃO PAULO x ATLÉTICO PARANAENSE
Quinta-feira, Morumbi, 21h
SÃO PAULO - Problemas - Fernandinho (machucado), Wellington (machucado), Jorge Wágner (machucado), Bosco (machucado), Júnior César (machucado), Lucas (terceiro cartão) - Time provável (4-2-3-1) - Rogério, Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Casemiro e Rodrigo Souto; Dagoberto, Fernandão e Carlinhos Paraíba; Ricardo Oliveira. Técnico: Paulo César Carpegiani
ATLÉTICO PARANAENSE - Problemas - Ivan González (terceiro cartão), Élder Granja (machucado), Paulo Baier (machucado), Maikon Leite (machucado), Wágner Diniz (emprestado pelo São Paulo) - Time provável (4-2-3-1) - Neto, Deivid, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico e Vítor; Guerrón, Branquinho e Netinho; Bruno Mineiro. Técnico: Sérgio Soares
CURIOSIDADE - Carpegiani pegou o Atlético Paranaense em 19º lugar na quinta rodada. Entregou em quinto lugar, na 27ª.
PALPITE - São Paulo
ARBITRAGEM - Mário Chagas da Silva (RS); Júlio Rodrigues Santos, Marcelo Barison

ATLÉTICO GOIANIENSE x CEARÁ
Quinta-feira, Serra Dourada, 21h
ATLÉTICO GOIANIENSE - Problemas - Anaílson (machucado), Josiel (machucado) - Time provável (4-2-3-1) - Márcio, Adriano, Gílson, Daniel Marques e Thiago Feltri; Agenor e Pituca; Róbston, Elias e Juninho; Marcão. Técnico: Renê Simões
CEARÁ - Problemas - ERnandes (machucado) - Time provável (4-3-1-2) - Michel Alves, Boiadeiro, Ânderson, Fabrício e Vicente; Michel, João Marcos, Heleno e Geraldo; Magno Alves e Washington. Técnico: Dimas Filgueiras
CURIOSIDADE - Ano passado, pela Série B, o Atlético goleou por 4 x 1, no Serra Dourada.
PALPITE - Atlético Goianiense
ARBITRAGEM - Paulo César de Oliveira (SP); Márcio Luiz Augusto, João Bourgalber

VIDEOBLOG: Técnicos brasileiros se acham acima do bem e do mal

Em mais uma edição do videoblog, José Trajano não poupou críticas ao comportamento de parte dos treinadores do futebol brasleiro, que têm se notabilizado por agredir verbalmente os jornalistas durante as entrevistas coletivas, como aconteceu com Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, após o jogo contra o Atlético-MG.

“Nós todos somos culpados por esse prestígio que os técnicos têm hoje em dia. Acho que técnico é importante, às vezes tem o dedo dele na vitória, na escalação, no treinamento, no intervalo do jogo... Mas durante o jogo a influência é pequena”, diz Trajano.

“Mas ficaram com uma soberba. Ganhando R$ 700 mil, R$ 500 mil por mês e achando pouco. Por que essa importância toda para o técnico? Nós estamos no Brasil, gente. Aí ficam botando banca, maltratando todo mundo, acima do bem e do mal. Ninguém pode fazer crítica nenhuma”, continua o comentarista.

José Trajano traça um panorama delicado do atual momento do futebol no país. “O futebol brasileiro, que é o melhor futebol do mundo e produz grandes jogadores, vive momentos terríveis de administração lá em cima. Os jogadores jovens são mal educados também, porque têm uma formação ruim, e são influenciados pelos seus empresários. Os treinadores são mal criados e metidos a besta. E na imprensa tem um banco de puxa-saco também”, avalia.

CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO E VEJA MAIS UMA EDIÇÃO DO VIDEOBLOG DO TRAJANO


Para José Trajano, muitos técnicos brasileiros são supervalorizados e ofendem a imprensa; assista

Exclusivo: Para Zagallo, Ronaldinho não consegue fazer 'dupla função' no meio

Aos 79 anos, Mário Jorge Lobo Zagallo é sinônimo de seleção brasileira. O “Velho Lobo”, como é conhecido no mundo do futebol, já não tem o mesmo vigor de outros tempos, mas faz questão de demonstrar que continua acompanhando a equipe canarinho e o futebol, em geral. Com fala mansa, pausada, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, por telefone, na última quarta-feira, e analisou o atual momento do time comandado pelo técnico Mano Menezes.

Detentor de quatro títulos mundiais pelo Brasil (1958 e 1962, como jogador; 1970, como treinador; e 1994, como auxiliar técnico), além de ter comandado a seleção nos Mundiais de 1974, na Alemanha (4º colocado) e 1998, na França (vice-campeão), e ter sido novamente assistente de Carlos Alberto Parreira na Copa de 2006, Zagallo elogiou o início de trabalho de Mano na CBF, falou sobre o jovem atacante Neymar, do Santos, e o experiente Ronaldinho Gaúcho, hoje no Milan. E até deu seus pitacos sobre a disputa pelo título do Campeonato Brasileiro.
Zagallo, quatro vezes campeão do mundo: para ele, Ronaldinho não faz 'dupla função' na seleção
Zagallo, quatro vezes campeão do mundo: para ele, Ronaldinho não faz 'dupla função' na seleção
Crédito da imagem: Gazeta Press
Na entrevista, o ex-técnico da seleção brasileira afirma que, ao contrário de Mano, não teria deixado Neymar de fora da lista dos amistosos contra Irã e Ucrânia após os problemas do jogador com o ex-treinador do Santos, Dorival Júnior. “Penso diferente. Eu teria convocado e chamaria sua atenção internamente. Mas o Mano entendeu assim e eu respeito”, diz Zagallo. O Velho Lobo também diz ver com estranheza a recusa do técnico Muricy Ramalho, do Fluminense, ao convite da CBF, e avalia que Ronaldinho Gaúcho não tem condições de fazer “dupla função” no meio de campo da seleção. “Estou sendo muito duro, mas realista. É um ponto de vista tático meu.”

Nesta sexta-feira, Mano Menezes vai anunciar a lista de convocados do Brasil para o amistoso contra a Argentina, programado para o dia 17 de novembro, no Catar.

Leia a íntegra da entrevista de Zagallo ao ESPN.com.br:

ESPN.com.br – Como você avalia o início de trabalho do técnico Mano Menezes na seleção brasileira?

Zagallo – Acho que ele está começando muito bem. Ele não titubeou, aceitou o convite, e eu falo por mim. Eu também aceitaria de pronto, e foi assim que eu fiz quando fui chamado para ser técnico da primeira vez. Tinha confiança no meu trabalho. Eu tinha 39 anos quando assumi. O Mano fez muito sucesso no Grêmio e também teve uma boa passagem pelo Corinthians. E começou bem, com bons resultados nesses primeiros jogos (três vitórias até aqui: 2 a 0 nos Estados Unidos, 3 a 0 contra o Irã e 2 a 0 sobre a Ucrânia).

ESPN.com.br – Você diz que Mano “não titubeou” ao aceitar o convite da CBF. Como viu o episódio envolvendo o convite a Muricy Ramalho?

Zagallo – O Muricy deve ter tido algum problema de contrato (o treinador tinha contrato em vigência com o Fluminense e não foi liberado pelo clube carioca; decidiu, então, não romper o vínculo e recusou o convite da CBF). Ele era o nome indicado, pelo currículo dele. Ninguém pode perder uma grande oportunidade como essa. Mas deve ter acontecido alguma coisa que ainda não foi totalmente explicada. Ele é um grande treinador e deve ter tido suas razões.

ESPN.com.br – Você já teve algum contato com o Mano depois que ele assumiu a seleção? Ele já o procurou?
Zagallo - Eu já tive um contato com ele em um evento publicitário em São Paulo, o parabenizei pela seleção e desejei sorte a ele. Na ocasião, não conversamos muito sobre a equipe, não era o momento. O trabalho está sendo bem feito, mas está muito no início. A experiência desses garotos vai dar mais resultados no futuro. E vai trazer alegrias mais para frente.

ESPN.com.br – Na última convocação, para os amistosos contra Irã e Ucrânia, no início do mês, Mano não convocou o atacante Neymar, que se desentendeu com o treinador Dorival Júnior, à época no Santos. O que você achou dessa decisão do treinador da seleção e o que pensa sobre Neymar?

Zagallo – O Neymar é um menino que é diferenciado. É um garoto que tem tudo pela frente. Eu agiria diferente do Mano. Ele deu um “puxão de orelhas” não chamando o Neymar. Penso diferente. Eu teria convocado e chamaria sua atenção internamente. Mas isso é só uma questão de ponto de vista. O Mano entendeu assim e eu respeito.
Mano Menezes deixou Neymar de fora da última convocação, mas Zagallo diz que teria feito diferente
Mano Menezes deixou Neymar de fora da última convocação, mas Zagallo diz que teria feito diferente
Crédito da imagem: Agência Estado
ESPN.com.br – Outro nome que vem sendo muito comentado é o de Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Há quem garanta que ele estará na lista para o amistoso contra a Argentina. Você acha que Gaúcho merece voltar à seleção?

Zagallo – Eu tenho um ponto de vista que é um pouco diferente do que a maioria das pessoas e a mídia pensam. Acho que a melhor fase do Ronaldinho foi no Barcelona (entre 2003 e 2008, conquistando o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa em 2004 e 2005), jogando como ponta esquerda. E essa posição já não existe mais na seleção. Ele não tem condições orgânicas para fazer dupla função no meio de campo. Ele não vai fazer o ‘vai e vem’ nunca. Eu sei o que é isso, porque eu fui meio campista e fiz essa função quando joguei na seleção.

ESPN.com.br – Você acha que Ronaldinho já não tem mais condições físicas para exercer essa função, é isso?
Zagallo - Essa nem é a questão. Isso é nato, é de cada um, e ele não tem isso. Mesmo naquela época (do Barcelona) ele já não tinha isso. Ele tem técnica, tem habilidade, mas fazer dupla função no meio de campo eu não acredito. Estou sendo muito duro, mas realista. É um ponto de vista tático meu.
Ronaldinho, em ação com a camisa do Brasil: expectativa por possível convocação nesta sexta-feira
Ronaldinho, em ação com a camisa do Brasil: expectativa por possível convocação nesta sexta-feira
Crédito da imagem: Reuters
ESPN.com.br – Vamos falar um pouco sobre o Campeonato Brasileiro. A sete rodadas do fim da competição, a briga pelo título parece mesmo ficar entre Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Você arrisca um palpite? Há algum favorito?

Zagallo – Acho que uma frase minha, que tem 13 letras, serve para esses três times nesta reta final: “Vamos que vamos” (risos). Isso serve para os três. Isso se não surgir uma quarta força, que já apareceu em outros momentos do campeonato. Tudo pode acontecer.

ESPN.com.br – Na sua opinião, quem é o melhor jogador do Brasil hoje?

Zagallo – Esse garoto, o Neymar mesmo, que está surgindo. Mas ele ainda não é uma realidade. Isso ele vai conseguir ser com o tempo, depois de conquistar títulos, como aconteceu com o Pelé e outros grandes jogadores. Ele é uma promessa e tem um grande futuro pela frente.

Joia da nova geração, Natália encara 1º grande teste na seleção principal

  • Natália é apontada como a principal estrela da nova geração da seleção feminina do Brasil Natália é apontada como a principal estrela da nova geração da seleção feminina do Brasil
O jeito extrovertido e o rosto de menina não escondem: Natália acabou de sair da adolescência. Mas em quadra, a jogadora parece muito mais madura do que os 21 anos que tem de idade. E no Mundial feminino de vôlei, que começa na madrugada de quinta para sexta, a jogadora vai ter que provar essa maturidade com a responsabilidade de ser titular da seleção feminina do Brasil.
Apontada como a maior joia da nova geração do vôlei brasileiro, Natália terá a partir do jogo contra o Quênia, às 2h30 de sexta, a missão de substituir duas das mais importantes jogadoras do país, as ponteiras Mari e Paula Pequeno.
A novata encara o desafio com uma naturalidade quase juvenil: “Estou me dedicando ao máximo. Espero poder ajudar a equipe”, disse a jogadora em entrevista ao UOL Esporte antes da viagem ao Japão, sede do Mundial.
Embora ainda não tenha feito história na seleção principal –Natália passou a integrar de fato a equipe apenas no ano passado-, a jogadora teve grande destaque nos times de base. Natália foi campeã e melhor jogadora do Mundial juvenil de 2007.
Para o técnico José Roberto Guimarães, apesar de ser novata, Natália deve causar preocupação nos adversários. “A Natália já deve ter sido estudada pelos outros times. O que ela tem de bom é ser muito versátil. Ela não tem apenas uma característica marcante. E no passe, que era uma preocupação, ela deu uma evoluída”, analisa o treinador.
A versatilidade a que Zé Roberto se refere acontece pelo estilo de jogo de Natália. No Sollys Osasco, a jogadora atua como oposto. Na seleção, ela joga na posição de ponteira.
“Eu não tenho preferência. Jogando de oposto fico mais livre no passe e fica mais fácil para atacar. Mas jogar de ponteira tem a responsabilidade do passe, de ajudar mais a equipe, e eu gosto disso”, revela Natália.
A comissão técnica do Brasil acredita que Natália esteja pronta para substituir as machucadas Paula Pequeno e Mari. E o técnico Zé Roberto dá uma dica à jogadora. “A vida inteira ela vai ter que pedalar porque sempre vão colocá-la à prova”. E o primeiro teste será neste Mundial feminino.